De 10 a 12 de março
Faltam apenas alguns dias para o primeiro evento inteiramente dedicado ao envelhecimento feminino, o Women Aging Summit, que se...

Os temas discutidos no Grande Auditório durante o Women Aging Summit, abordarão o envelhecimento, idadismo, saúde mental e física, menopausa e sexualidade, inclusão, beleza, literacia financeira, entre muitos outros. Mas há ainda tempo e espaço para Workshops que tocam a sensualidade, a nutrição, as emoções, entre tantos outros assuntos que fazem parte do universo feminino no processo de envelhecimento, e não só.

No primeiro dia, 10 de março, o evento arranca às 15h com o testemunho inicial de Conceição Zagalo, seguido do Kick off “O Segredo Do Meu Envelhecimento” por Laura Sagnier. Rita Saldanha, irá moderar um painel subordinado ao envelhecimento, que contará com Laura Sagnier, Maria João Quintela, Isabel Neves, Isabel Minguéns, e Conceição Zagalo como oradoras. Saúde Espiritual e Capacidade de Trabalho são as duas outras temáticas abordadas em palco nesse dia, que encerra os debates pelas 19h00. A noite estende-se até às 22h00, com um Cocktail às 20h00 na Sala das Caldeiras, o testemunho do Prazer Sexual com Marta Crawford, e um concerto intimista da cantora Francisca Costa Gomes. 

Já no sábado, dia 11 de março, a manhã começa às 10h00 com Liliana Campos a dar o mote para a Saúde Física, o painel que vai moderar, e que conta com a participação de Ágata Roquete, Pedro Tânger, Ana Rita Vítor, especialista em Smart Aging e cardiologia, a médica ginecologista obstetra Luísa Pargana, e ainda Ana Rita Gomes, membro da Comissão Executiva Multicare. O segundo momento do dia é dedicado à Beleza, e tem início com o testemunho de Carmo Sousa Lara, seguindo-se um debate sobre Beleza Interior e Exterior, com a participação de Patrícia Goulart, Inês Mendes da Silva, e Tiago Batista Fernandes, cirurgião plástico. Já durante a tarde estarão em destaque a Menopausa e a Sexualidade, com a jornalista brasileira especialista em envelhecimento e menopausa, Patrícia Parenza, e a Literacia Financeira, onde se encontrarão personalidades como Fernando Ulrich, Helena Sacadura Cabral e Bárbara Barroso.

O segundo dia do Women Aging Summit será encerrado com o espetáculo “Nasci para Sonhar”, de Joana Castro e Costa com Gabriel Selvage, às 20h00, na sala das caldeiras.

O terceiro e último dia do evento, 12 de março, com início às 10h00, é dedicado à inclusão no envelhecimento, com um painel de oradores como Evódia Graça, Maria Gil, e Neusa Sousa, moderado pela jornalista Catarina Marques Rodrigues. O painel seguinte aborda a saúde mental, tem a moderação de Sofia Alçada, e conta com Sandro Resende, Filipa Pico, Catarina Alvarez, e Rita Machado como convidados.

Ainda no dia 12 de março, as relações estarão em debate com a jornalista Carla Rocha, Rosário Carmona e Costa, Margarida Salema Garção, Rita Rugeroni, e Bibá Pitta. Este ciclo será moderado por Sofia Valério. O tema do idadismo, tão presente na nossa sociedade, vai encerrar a primeira edição do Women Aging Summit, numa conversa moderada por Luísa Pinheiro, com a presença de Rosa Araújo, Francisca Sequeira, Ana Mendonça, e Adri Coelho Silva.

O programa completo do Women Aging Summit pode ser consultado aqui. É possível assistir ao Women Aging Summit presencialmente, ou online.

Os bilhetes para 1 dia, nomeadamente 11 de março, já se encontram esgotados. Mais detalhes sobre os bilhetes e os programas diários, podem ser consultados no site do Women Aging Summit, bem como nas redes sociais, Instagram,  Facebook e Linkedin.

Esta iniciativa conta com os patrocínios de EDP, Associação Mutualista Montepio, Clinique, Câmara Municipal de Cascais, Wells, Bimby, UP Clinic, Maserati, JLL, Dove, Multicare, Novartis e TMF Group. E como parceiros: Gender Calling, PWN Lisbon, Impulso Positivo, Associação Coração Amarelo, , Associação Alzheimer Portugal, Nova SBE, Glooma, Delta Cafés e B2Run. O evento conta ainda com a Hill+Knowlton Strategies como parceiro de comunicação, e a Ofélia como parceiro de produção e criativo.

Testemunho de doente chega a cada um dos deputados da AR
A MulherEndo - Associação Portuguesa de Apoio a Mulheres com Endometriose prometeu que não desistiria da sua luta e, neste dia...

Comemora-se hoje, 1 de Março, pela primeira vez no nosso país o Dia Nacional da Endometriose e Adenomiose. Este dia só foi possível graças à petição que a Associação MulherEndo lançou em 2022, sendo por isso uma vitória para todas as pacientes. Contudo, na mesma Petição, a Associação solicitava muito mais e apesar de ter havido uma convergência por parte dos partidos políticos sobre a pertinência e necessidade de colocar em prática tudo o que fora solicitado pela MulherEndo, o PS votou contra todos os projectos de lei e de resolução apresentados no passado dia 17 de Fevereiro, continuando a deixar as mais de 350 mil doentes em Portugal sem estatuto de doença crónica, sem medicação comparticipada e sem um atendimento condigno no SNS.

Assim, após o resultado pouco significativo da votação da sua Petição Pública, a MulherEndo continua a luta e faz chegar a cada um dos 240 deputados da Assembleia da República uma carta com um testemunho de uma doente, onde, entre outras informações, se podem ler o elevado número de anos e médicos para a obtenção de diagnóstico, bem como os valores avultados gastos por cada doente. Serve a presente carta para pedir a cada deputado que não desista desta luta e que se junte às doentes no próximo dia 25 de Março, no Parque das Nações, para a EndoMarcha - evento anual realizado em todo o mundo para a sensibilização da doença.

A par desta campanha, a Associação enviou também um pedido de audiência ao Presidente da República e ao Ministro da Saúde que espera ver acontecer em breve.

 

 

 

 

“Tempo de Partilhar”
A Miligrama Comunicação em Saúde acaba de lançar o seu novo projeto “Tempo de Partilhar”, uma plataforma online que pretende...

“Elaborámos esta plataforma com a missão de dar a conhecer as lutas, desafios, preocupações e iniciativas que pautam a atuação das Associações de Doentes, criando um espaço de partilha em formato digital”, afirma Andreia Garcia, Diretora-Geral da Miligrama Comunicação em Saúde.

Acrescenta que “com este projeto o que se pretende é contribuir para a mudança no paradigma da ligação entre o doente e a sociedade. É essencial normalizar as doenças e criar redes de apoio fortes, dando-lhes a visibilidade que merecem no contexto mediático”. 

Tempo de Partilhar engloba várias secções: atualidade, entrevistas, opinião e testemunhos e conselhos. O site contempla, ainda, uma secção de podcasts, que serve como diretório para os diferentes podcasts de organizações da sociedade civil, no setor da saúde.

A iniciativa conta já com a parceria da Associação Portuguesa de Neuromusculares (APN), da Associação Portuguesa de Celíacos (APC), da Associação Portuguesa de Síndrome de Asperger (APSA), da Associação Portuguesa de Doentes de Parkinson (APDPk), da Força 3P – Associação de Pessoas com Dor, da Associação Portuguesa de Doentes com Esclerodermia (APDE), da Associação Oncológica do Algarve (AOA), da Associação Nacional Contra a Fibromialgia e Síndrome de Fadiga Crónica (Myos) e da Associação Portuguesa de Tratamento de Feridas.

Também pode fazer parte deste projeto, partilhando as suas atividades, conquistas e inquietações, através do e-mail: [email protected] e subscrevendo a newsletter.

Consulte o website aqui: https://tempodepartilhar.pt/.

 

 

Hoje
A Bluepharma acaba de inaugurar uma unidade industrial de produção de formas sólidas orais potentes, nomeadamente na área da...

A cerimónia de inauguração contou com as presenças do Ministro da Economia e do Mar, António Costa Silva, do Presidente da Câmara Municipal de Coimbra, José Manuel Silva e do Presidente da Bluepharma, Paulo Barradas Rebelo. Estiveram também presentes diversas entidades nacionais e vários clientes internacionais da farmacêutica portuguesa.

Este investimento em capacidade produtiva especializada traduz a estratégia de diferenciação da Bluepharma e o seu posicionamento único em Portugal e na Europa. Estamos perante um importante contributo para o desenvolvimento do país e da estratégia de reindustrialização da Europa.

A nova unidade industrial, dotada da mais recente tecnologia, tem uma capacidade de produção anual de 300 milhões de unidades, em que mais de 90% é para exportação. A título de exemplo refira-se que o mercado nacional consome

anualmente um total de 40 milhões deste tipo de cápsulas e comprimidos. Esta unidade de produção materializa o projeto ONConcept®, que juntou a Bluepharma numa parceria com duas empresas alemãs de referência, na área farmacêutica - Helm e Welding.

Potencial de poupança para o Estado Português é de 200 milhões de euros

“Em Portugal, nos vários tratamentos oncológicos, consomem-se anualmente 40 milhões de unidades de soluções sólidas orais potentes, o que significa que com a utilização de medicamentos genéricos, como os que vão ser produzidos em Coimbra, o potencial de poupança para o Estado Português é de 80%, ou seja, 200 milhões de euros por ano” sublinha Paulo Barradas Rebelo, Presidente da Bluepharma.

“Além das poupanças para o Estado estamos perante um novo salto qualitativo na melhoria do acesso aos cuidados de saúde a nível mundial”, refere Paulo Barradas Rebelo.

Uma unidade sustentável e orientada para o futuro

A criação desta nova unidade reforça também o compromisso da Bluepharma com a sustentabilidade e a descarbonização, graças à colocação de 478 painéis solares que vão funcionar como unidade de produção para autoconsumo e garantir cerca de 30% das necessidades energéticas do edifício. No total estamos perante uma redução de 69 toneladas/ano em emissões de CO2.

 

Associação tem novos órgãos sociais para 2023-2024
A Associação Nacional de Centros de Diálise (ANADIAL) acaba de nomear Sofia Correia de Barros para presidente da direção nos...

Sofia Correia de Barros, licenciada em Matemáticas Aplicadas à Economia e à Gestão do ISEG (1998), tem uma experiência profissional em diferentes sectores como banca, consultoria e hotelaria, sendo de destacar mais de 10 anos de experiência na área da saúde quer em Portugal como no Reino Unido. Em 2002 fez o MBA da Universidade Nova em full-time e em 2003 ingressou na McKinsey & Company, onde aprofundou os seus conhecimentos em eficiência operacional e saúde. Atualmente, Sofia Correia de Barros é a country manager da Diaverum Portugal.

“Entendemos que o futuro da ANADIAL passará por reforçar os pilares que têm caraterizado a atividade dos seus associados, nomeadamente, a centralidade da pessoa doente, com particular enfoque na sua liberdade de escolha; a transparência nos resultados terapêuticos; a parceria com as autoridades de saúde e restantes parceiros do setor na procura de soluções que visem a sua sustentabilidade; e o investimento na literacia em saúde, em particular, com a dinamização de campanhas de consciencialização para a doença renal crónica”, menciona Sofia Correia de Barros.

A nova Direção da ANADIAL é também constituída por Rui Filipe (vice-presidente), Ângelo Cardoso, Paulo Dinis, Pedro Miguel Leite, Ricardo Leão e Serafim Guimarães.

Atualmente através dos seus associados, a ANADIAL é responsável por cerca de 90% dos tratamentos de hemodiálise realizados, em Portugal, às pessoas com doença renal crónica submetidas a esta terapêutica de substituição.

 

Candidaturas de 1 de março a 31 de maio de 2023
Estão abertas as candidaturas para a 5.ª edição da Bolsa de Investigação em Mieloma Múltiplo. Uma iniciativa da Associação...

Os projetos de investigação podem ser realizados por investigadores nacionais ou estrangeiros com exercício em instituições portuguesas sendo encorajada a colaboração e parceria entre várias instituições, bem com a interdisciplinaridade. Todas as candidaturas devem ser formalizadas para o e-mail [email protected], até às 24 horas de dia 31 de maio de 2023.

Segundo Manuel Abecasis, presidente da APCL, «a Bolsa de Investigação em Mieloma Múltiplo tem permitido apoiar grupos de investigadores que de outra forma teriam muita dificuldade em desenvolver os seus projetos de investigação clínica. Iniciativas deste género são cada vez mais importantes no sentido de estimular o interesse pela investigação, contribuindo para encontrar novas respostas que atendam às necessidades destes doentes. Para a APCL tem sido extremamente gratificante estar na génese desta iniciativa, pelo número crescente de candidaturas que temos vindo a receber de ano para ano, e também pela excelência e pertinência dos trabalhos que se candidatam».

Para João Raposo, presidente da SPH «o contributo que esta iniciativa tem trazido para a produção científica nacional, enquanto apoio a projetos de investigação em curso ou planeados, é inegável. Acresce ainda o facto de estarmos a tratar de uma patologia rara da área da hemato-oncologia, com um elevado índice de mortalidade associado. É sempre com grande expetativa que recebemos estes trabalhos em que nos apresentam investigações cujos resultados podem trazer ganhos para o doente, seja a nível do tratamento ou da qualidade de vida».

«Tendo em conta o impacto alcançado em edições anteriores, é um enorme orgulho para a Amgen fazer parte desta iniciativa há sete anos consecutivos, onde se espelha não só a qualidade e excelência dos projetos desenvolvidos, mas também a fulcral importância da promoção e do financiamento de mais e melhor conhecimento ao serviço dos doentes», declara Tiago Amieiro, diretor-geral da Amgen Biofarmacêutica.

Todos os projetos submetidos serão avaliados por um júri idóneo, composto por peritos de reconhecido mérito em investigação científica e experiência profissional e/ou académica em hemato-oncologia em Portugal e/ou internacional, nomeado pela APCL e SPH. O regulamento da bolsa de investigação em Mieloma Múltiplo pode ser consultado nos sítios dos parceiros.

O Mieloma Múltiplo é a segunda neoplasia hematológica mais frequente em Portugal com cerca de 544 novos casos por ano. Esta patologia tem uma grande incidência a partir dos 50 anos e apresenta sintomas inespecíficos, por vezes desvalorizados, sendo o diagnóstico atempado fundamental para maximizar os resultados em saúde nestes doentes.

Março, mês de Luta Contra o Cancro do Intestino
O cancro do intestino é o mais frequente no nosso país. Uma realidade que pode ser alterada com a mudança de atitude dos...

Diariamente morrem, em média, 11 portugueses por cancro colorretal (CCR), sendo a sobrevivência global aos 5 anos de 50%. Se o diagnóstico for realizado atempadamente, a sobrevivência ultrapassa os 90%. (fonte: United European of Gastroenterology). 

A urgência em alertar a população para a elevada incidência e mortalidade desta doença, que pode ser acautelada através de um diagnóstico eficaz e atempado, levou a SPG a implementar uma campanha de sensibilização com a divulgação um filme apresentado na televisão e redes sociais. (toda a informação sobre a campanha disponível aqui). A SPG defende a criação de uma estratégia nacional, com igualdade de acesso a todos os cidadãos para uma eficaz prevenção e tratamento. De acordo com as novas diretrizes internacionais, todos as pessoas, mesmo assintomáticas, a partir dos 45 anos devem ser incluídos num programa de rastreio do cancro do cólon e reto.

Para o presidente da SPG, Guilherme Macedo “a importância do rastreio por colonoscopia, resulta da elevada incidência e mortalidade por CCR em Portugal, e da existência de um tratamento curativo, que é tanto mais eficaz quanto mais precoce for o diagnóstico e deteção das lesões precursoras (pólipos intestinais)” e acrescenta que “com o recurso à colonoscopia é possível a remoção destas lesões, interrompendo a progressão para cancro evitando assim novos casos. A colonoscopia é, portanto, o método de rastreio por excelência, ao permitir o diagnóstico e o tratamento no mesmo ato, promovendo uma efetiva prevenção da doença”.

 

 

Semana de Sensibilização para a Zona
Mais de 90% dos adultos são portadores do vírus que causa a Zona, que tende a reativar-se após os 50 anos e pode ser altamente...

Segundo o estudo “Vacinação na Idade Adulta e Envelhecimento Saudável: o que sabemos sobre a Zona?”, uma iniciativa da GSK e da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF) realizada em 2022, 53% da população portuguesa com mais de 50 anos não conhece os fatores de risco associados à doença, 16% não conhecem os sintomas e 28,6% não sabem qual é a faixa etária mais vulnerável ao seu aparecimento.

“A Semana Mundial de Sensibilização para a Zona é uma iniciativa global que pretende contribuir para o aumento da literacia da população portuguesa relativamente a este problema. O objetivo passa por sensibilizar a população em maior risco, nomeadamente todas as pessoas com mais de 50 anos e doentes imunocomprometidos, sobre os riscos, o impacto e os comportamentos a adotar para uma melhor qualidade de vida, incentivando sempre a procura de mais informação junto dos profissionais de saúde”, afirma Teresa Branco, Médica Internista do Hospital Fernando Fonseca.

“Com esta iniciativa pretendemos alertar e informar a população, em particular aqueles que têm mais de 50 anos, para a importância de conhecer a Zona e os seus sintomas, que podem ser altamente incapacitantes e ter um enorme impacto na qualidade de vida. Nesta Semana de Sensibilização para a Zona queremos incentivar os portugueses a procurar saber mais sobre a doença, falando com o seu médico, de modo a evitar as consequências muito debilitantes que esta infeção pode ter”, explica Neuza Teixeira, Diretora Médica da GSK Portugal.

A Zona, também conhecida por Cobrão ou Herpes Zoster, é uma doença causada pela reativação do vírus varicela-zoster. Depois de uma pessoa contrair varicela, habitualmente durante a infância, o vírus permanece adormecido no corpo desta durante toda a vida, não causando normalmente quaisquer sintomas. Contudo, com o aumento da idade, o sistema imunitário enfraquece naturalmente, o que pode permitir que o vírus varicela-zoster se reative, causando Zona. 

Inicialmente, a doença pode manifestar-se através da sensação de formigueiro ou dor numa área da pele, de dor de cabeça ou mal-estar geral. Tipicamente, surge ainda, alguns dias mais tarde, uma erupção cutânea (vesículas ou bolhas) apenas de um lado do corpo, mais frequentemente no peito, abdómen ou rosto, podendo também estar presentes em qualquer parte do corpo. Normalmente, os sintomas melhoram após algumas semanas, mas alguns doentes podem sofrer complicações.  A complicação mais comum da Zona (30 % dos casos) é a Nevralgia Pós-Herpética (NPH), caracterizada por uma dor incapacitante que pode durar de 3 a 6 meses, podendo em alguns casos persistir durante vários anos. A NPH pode causar ansiedade, depressão e insónia. Outras complicações podem incluir alterações da pele, envolvimento dos olhos e problemas de audição.

Para mais informações, consulte o seu médico. Poderá também aceder a www.porumavidainteirapelafrente.pt

“A Mensagem das Lágrimas - Guia para lidar com o luto”
A editora PACTOR anuncia o lançamento do livro “A Mensagem das Lágrimas – Guia para lidar com o luto”, uma edição portuguesa do...

A perda significativa de alguém na vida é, por norma, um momento muito difícil. Durante o processo de luto surgem várias questões sobre esta experiência e é importante normalizar as principais reações emocionais, cognitivas, físicas e espirituais que são vívidas pelas pessoas enlutadas.

“A Mensagem das Lágrimas é uma obra intemporal acerca do processo de luto e das ferramentas que auxiliam na dolorosa caminhada de perder quem se ama e, consequentemente, na gestão do sofrimento, do vazio e do silêncio provocados pela perda.”, escreve, Sofia Gabriel, Psicóloga clínica na Mind.

“Como podemos processar a morte de uma pessoa querida?”; “Como podemos ajudar uma pessoa que está a sofrer?”; “Quais são as palavras reconfortantes que devemos dizer?”; “É mais adequado afastarmo-nos, para ganhar espaço, ou aproximarmo-nos?” e “O que podemos oferecer, quando os últimos momentos se aproximam e não há mais nada a fazer ou a dizer?” são perguntas frequentes para quem se encontra em processo de luto ou para as pessoas que acompanham alguém nessa situação. A Mensagem das Lágrimas é um guia prático e inspirador que pretende ajudar o leitor a esclarecer todas estas dúvidas e a refletir sobre as suas angústias, pensamentos e emoções que possam ter vergonha de verbalizar.

“Independentemente da relação perdida ou das circunstâncias da morte, este livro é também um guia para as pessoas que querem ajudar uma pessoa próxima que se encontra em luto”, diz Mauro Paulino, Coordenador da Mind.

Este livro destina-se às pessoas que se encontram em processo de luto, mas também é para aqueles que desejam ajudar os que estão a passar por uma perda. A obra está dividida em dez capítulos e apresenta uma série de pistas que ajudam a identificar qual é o sofrimento desnecessário, que pode levar a complicações, e qual é o sofrimento necessário e indispensável, como parte natural do processo de recuperação.

Assumindo uma atitude respeitosa e sensível, a autora conduz os leitores pelos diferentes momentos da vivência do luto, levando-os a sentir e viver a sua própria experiência de forma presente e em plena consciência, além de dar indicações sobre o que os pode ajudar no processo de recuperação da esperança e do desejo de viver, de forma a honrar a pessoa amada.

Em parceria com o Pelouro da Educação da Câmara Municipal de Lisboa
Antecipando o Dia Mundial da Obesidade que se assinala a 4 de março, a ADEXO – Associação Portuguesa de Pessoas que Vivem com...

A iniciativa, que teve como ponto de partida o livro “O Esconderijo”, visa sensibilizar a comunidade para o bullying infantojuvenil relacionado com a Obesidade e contou com a participação de 260 turmas e de cerca de 5.636 alunos de várias escolas do concelho de Lisboa. Como complemento ao trabalho realizado pelas escolas foram realizadas 78 sessões pedagógicas para cerca de 2.200 alunos sobre os temas do projeto e tendo por base o livro "O Esconderijo". A exposição conta com cerca de 265 trabalhos de 32 escolas de 1º e 2º ciclo da rede pública de lisboa. "

A ADEXO – Associação Portuguesa de Pessoas que Vivem com Obesidade ofereceu a cada uma destas escolas 1 exemplar do livro “O Esconderijo”, ao abrigo da campanha “1000 LIVROS 1000 ESCOLAS” o qual foi dinamizado nos vários agrupamentos e em mais de 48 escolas, terminando agora com a realização de uma exposição coletiva dos trabalhos efetuados pelos alunos ao longo do projeto e que pretendem mostrar a forma como cada turma/escola apreendeu a história e os conceitos associados e como, na sua realidade, previnem eventuais situações de bullying.

A inauguração da exposição conta com a participação do Reitor da Universidade de Lisboa, Luís Ferreira, do Presidente da ADEXO – Associação Portuguesa de Pessoas que Vivem com Obesidade, Carlos Oliveira, da Vereadora da Educação da Câmara Municipal de Lisboa, Sofia Athayde e, ainda, dos apresentadores de televisão, Vanessa Oliveira e José Carlos Malato, que são os padrinhos do livro.

A exposição “Na Nossa Turma Ninguém se Esconde” materializa-se em dois formatos de apresentação dos trabalhos realizados pelas escolas – físico e digital – e integrará várias dinâmicas que permitirão a interação com os visitantes, seja em contexto escolar ou outro, construindo um programa de visitas e de atividades para as escolas e famílias.

Carlos Oliveira, presidente da ADEXO, refere a propósito desta iniciativa que “que a Câmara Municipal de Lisboa é o parceiro que aceitou o desafio que lhe lançamos com a oferta dos livros e colocou todos os agrupamentos a falar sobre um tema que para muitos continua a ser TABU.  Esta ação permitiu que as crianças passassem a ter uma visão diferente sobre o tema e falem agora sobre um tipo de agressão continuada que não podemos aceitar e que, muitas vezes, os mais jovens, por exemplos menos felizes, não a entendem como tal”.

Este ano, a Adexo – Associação Portuguesa de Pessoas que vivem com Obesidade assinalará o Dia Mundial da Obesidade ao abrigo do tema “Juntos abordamos a Obesidade em toda a Europa”. Em Portugal, a Associação participará em várias atividades com a Câmara Municipal de Lisboa e com a SPEO – Sociedade Portuguesa de Estudo da Obesidade, entre as quais a participação num Curso Multidisciplinar de Obesidade na Escola Superior de Desporto de Rio Maior, no dia 4 de março dirigido a Profissionais de Saúde.

3 de março
A Direção-Geral da Saúde vai realizar o evento “Promoção da Alimentação Saudável: Passado, Presente e Futuro”, organizado no...

Neste evento será apresentado o relatório anual do PNPAS de 2022, bem como os resultados de um conjunto de iniciativas que foram promovidas por este Programa ao longo do último ano para melhorar os ambientes alimentares nos quais as crianças e jovens vivem. Destaca-se, ainda, a apresentação das linhas estratégias do PNPAS 2022-2030, pela Secretária de Estado da Promoção da Saúde, Margarida Tavares.

O evento será realizado em formato híbrido, presencial e online no canal YouTube da DGS.

Para participação presencial, a inscrição deve ser realizada para o email [email protected], até 2 de março de 2023.

 

Ana Gonçalves Andrade, ginecologista da Maternidade Alfredo da Costa
O Papilomavirus Humano (HPV) não escolhe idades ou género, é silencioso, e pode provocar diversos ti

“As mulheres com rastreio positivo para HPV de alto risco devem ter uma vigilância clínica mais regular para que o médico possa ponderar a melhor abordagem em função do risco, e assim evitar que a infeção evolua para uma doença maligna, alerta a médica, em vésperas de mais um Dia Internacional de Consciencialização sobre o HPV, que se assinala a 4 de março. 

Ana Gonçalves Andrade explica que esta vigilância não só previne uma evolução para o cancro do colo do útero, como evita tratamentos desnecessários e reduz os níveis de ansiedade associados a um rastreio positivo. “Apesar de sabermos que 80 a 90% das infeções podem regredir espontaneamente, a vigilância regular (wait and see ou esperar para ver) pode ser difícil de aceitar pela doente. Mas, nesta fase, é fundamental explicar à doente que, consoante o tipo de lesão identificada, podem não ser necessários tratamentos invasivos, como a cirurgia, e que existem outras formas de gerir e tratar a infeção até à cura efetiva. 

De acordo com a especialista cerca de 80% das pessoas sexualmente ativas terá, pelo menos, um episódio de infeção pelo papilomavirus humano (HPV) durante a vida. Existem mais de 200 tipos diferentes, mas só alguns com potencial cancerígeno. “Uma vez que a infeção persistente por HPV promove o desenvolvimento do cancro do colo do útero e que depende, em parte, do status imunitário do aparelho genital, estratégias que permitam melhorar a imunidade vaginal, equilibrando o seu microbioma, podem ser importantes na prevenção da infeção persistente e na progressão de lesões de baixo risco, salienta. 

A estratégia para a eliminação do cancro do colo do útero assenta em três pilares: prevenir a infeção HPV, diagnosticar lesões precursoras e tratar lesões com elevado risco de progressão. A vacinação contra o HPV é a base da prevenção primária. Disponível em Portugal, a vacina nonavalente, incluída no Programa Nacional de Vacinação, cobre os serotipos responsáveis por 90% dos cancros do colo do útero. 

A implementação do rastreio permite identificar as mulheres em risco de desenvolver cancro do colo do útero e, ao vigiá-las, reduzir a sua incidência e mortalidade. Daí que seja importante a vigilância da doente em Unidades especializadas em patologia do colo, para ir avaliando a evolução da infeção e de eventuais lesões. Estratégias de intervenção terapêutica, como produtos de aplicação vaginal, podem ser utilizados como forma de estimular a regeneração dos tecidos, potenciando a neutralização natural do HPV, e, ao mesmo tempo, diminuir os níveis de ansiedade. Por exemplo, diversos estudos indicam que o carboximetil beta-glucano, um polímero hidrofílico mucoadesivo, contribui para reequilibrar o microbioma vaginal e apoia a regeneração das células que revestem o colo do útero*. Contudo, alerta que a sua utilização não exclui a necessidade de manter uma vigilância clínica regular em centros diferenciados. 

Ana Gonçalves Andrade sustenta que, “existem atualmente um conjunto de medidas preventivas custo-eficazes que tornam o cancro do colo do útero uma doença evitável”. E relembra que “a consciencialização da população para a importância da infeção HPV é fundamental para uma adequada adesão a todas estas medidas preventivas e para tornar o cancro do colo do útero uma doença do passado”.  

PERGUNTAS E RESPOSTAS: 

O que torna o colo do útero tão suscetível? 

O HPV infeta as células basais dos epitélios através de micro abrasões decorrentes das relações sexuais. Por ser uma zona de metaplasia ativa, a zona de transformação do colo é particularmente suscetível. No interior da célula o vírus completa o seu ciclo de replicação, destrói a célula infetada e liberta novas partículas virais que perpetuam a infeção (infeção produtiva; lesão intra-epitelial escamosa de baixo grau). Se a infeção persistir o vírus integra o seu DNA no genoma da célula hospedeira conferindo-lhe a capacidade de transformação neoplásica (infeção transformante; lesão intra-epitelial escamosa de alto grau – precursora do cancro do colo do útero). 

Quais os tipos de HPV mais perigosos? 

Entre os HPV de alto risco, os 16 e 18 são os mais perigosos e responsáveis pela esmagadora maioria dos cancros do colo do útero. Daí que sejam fundamentais a vacinação e o rastreio. Os HPV de baixo risco causam doença benigna, os condilomas. 

O HPV está relacionado com que tipos de cancro? 

O Papilomavirus Humano é um dos carcinogéneos mais potentes e está na origem de múltiplas neoplasias: mais de 90% dos cancros do colo do útero, 88% dos cancros anais, 70% dos da vagina, metade dos cancros do pénis; cerca de 43% das neoplasias da vulva e está relacionado com 26% dos casos dos cancros da orofaringe. 

 

Referências: 

*Lavitola G, Della Corte L, De Rosa N, Nappi C, Bifulco G. Effects on Vaginal Microbiota Restoration and Cervical Epithelialization in Positive HPV Patients Undergoing Vaginal Treatment with Carboxy-Methyl-Beta-Glucan. Biomed Res Int. 2020 Apr 27;2020:5476389. doi: 10.1155/2020/5476389. PMID: 32420349; PMCID: PMC7201736. 

 

Fonte: 
Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Relatório
Pedro Pita Barros (Cátedra BPI | Fundação “la Caixa” em Economia da Saúde) e Eduardo Costa, investigadores do Nova SBE Health...

A análise dos autores incide sobre os dados recolhidos na última década (2011-2022) e verifica, entre outros parâmetros, que na prestação de cuidados de saúde, o aumento do número de profissionais, sobretudo desde 2015, foi anulado pelo aumento do número de profissionais que trabalham em tempo parcial e pelas alterações aos horários de trabalho (regresso às 35 horas). Tal revela que a capacidade assistencial do Serviço Nacional de Saúde (SNS) depende, entre outros fatores, do número de horas trabalhadas e não do número de profissionais. Concluindo assim que ‘o esforço financeiro realizado foi canalizado para a recuperação e não para a expansão da capacidade’.

Embora o número de profissionais de saúde em Portugal tenha crescido de forma contínua (entre dezembro de 2014 e julho de 2022, verificou-se um aumento global de 29%: médicos internos +35%, médicos especialistas +25% e enfermeiros +35%), o aumento da procura por cuidados de saúde e a sofisticação técnica esbatem os ganhos obtidos pelo aumento do número de profissionais de saúde. O relatório revela ainda que Portugal apresenta fortes desequilíbrios na força de trabalho em saúde, o que acentua a dificuldade para fazer face às necessidades de uma população particularmente envelhecida, com elevada prevalência de doenças crónicas e hábitos de vida pouco saudáveis.

Alertando para as limitações que impedem uma justa comparação, os autores lembram, ainda assim, que Portugal é o país da OCDE com maior número de médicos por mil habitantes (5,5 médicos por cada mil habitantes), mas surge entre os dez países com menos enfermeiros (7,1 enfermeiros por mil habitantes) e é mesmo o país da OCDE com o rácio de enfermeiros por médico mais baixo (1,3 enfermeiros por médico, em contraposição à média dos restantes países que apresentam um rácio de 2,7 enfermeiros por cada médico).

Envelhecimento dos profissionais de saúde

O envelhecimento da população e dos profissionais de saúde foi igualmente alvo de análise no presente relatório. Os dados mais atuais (relativos a dezembro de 2021) indicam que cerca de um quarto dos médicos (24%) inscritos na Ordem tinha mais de 65 anos, o que faz antecipar uma vaga de aposentações nos próximos anos, cenário que atingirá o seu pico na presente década (2020–2030), com um expectável volume médio de aposentações anuais superior a 450. O envelhecimento dos profissionais de saúde - que no caso dos enfermeiros é menos expressivo – afeta diretamente o planeamento dos recursos humanos em saúde, uma vez que a proporção de médicos envelhecidos não só reduz o número de profissionais disponíveis para trabalhar em período noturno ou na urgência, como permite antever, para a presente década, a aposentação de cerca de 5 mil médicos. ‘O planeamento atempado dessas aposentações é fundamental para minimizar disrupções no normal funcionamento dos cuidados de saúde’ adiantam os investigadores, frisando o impacto destas saídas ao nível, por exemplo, da manutenção da capacidade formativa no SNS.

A fotografia dos recursos humanos no SNS e as estimativas futuras existentes reforçam a necessidade de outro tipo de abordagem para fazer face aos problemas da escassez de alguns profissionais, das restrições orçamentais e das necessidades crescentes e complexas da população. A resolução dos desafios existentes nos recursos humanos em saúde em Portugal passa, segundo os investigadores, por ‘(…) uma diferente capacidade de gestão para estabelecer, por um lado, condições de atratividade do SNS (…) e, por outro lado, aproveitar as potencialidades de reorganização do trabalho nas unidades de saúde, propiciadas quer pela evolução das competências dos vários grupos profissionais da saúde quer pelo desenvolvimento tecnológico, incluindo a transformação digital, que permite o desempenho de algumas tarefas por meios tecnológicos.’.

Profissionais de saúde do SNS exaustos e com menos poder de compra

Na análise às remunerações o relatório conclui que a deterioração da atratividade do SNS tem vindo também a ser reforçada pela diminuição da competitividade das condições remuneratórias, fruto da evolução negativa das mesmas. Ao passo que o ganho médio nacional subiu 23% entre 2011 e 2022, no caso dos médicos observou-se um decréscimo de 5% (em parte explicado pelas aposentações) e no caso dos enfermeiros o ganho médio subiu 14%, no mesmo período. A comparação entre a evolução das remunerações reais e a evolução do poder de compra, evidencia que, em 2022, os médicos perderam 18% do poder de compra face a 2011, e os enfermeiros perderam 3% (em média, os trabalhadores nacionais viram o seu poder de compra subir 6% no mesmo período, apesar da quebra significativa em 2022, face ao aumento da inflação). Os autores do estudo referem que o período de recuperação registado antes da pandemia ‘não foi suficiente para recuperar significativamente as dificuldades sentidas durante a crise financeira e para fazer face à dinâmica recente de preços’.

O recurso a suplementos remuneratórios utilizado para atenuar as perdas de poder de compra acentua a pressão da carga de trabalho e complexifica a gestão das unidades de cuidados de saúde. Também o crescimento do setor privado, com a consequente possibilidade de duplo emprego para complemento dos rendimentos, cria uma pressão adicional ao SNS, complexificando a gestão de recursos humanos, e coloca desafios sobre a evolução da remuneração dos profissionais de saúde no setor público, enquanto fator de atratividade dos profissionais.

Condicionantes à evolução dos recursos humanos em saúde em Portugal

O presente relatório destaca como fortes condicionantes à evolução do cenários dos recursos humanos em saúde em Portugal três períodos negativos sucessivos que  incidiram sobre os profissionais de saúde e que resultaram na perda de rendimento real e na degradação das condições de trabalho: o programa de ajustamento financeiro e das contas públicas (2011-2014) - reduções salariais, aumento dos horários de trabalho e congelamento do orçamento para o SNS diminuíram significativamente as perspetivas de evolução dos profissionais de saúde, acentuando o desgaste face ao crescimento contínuo da procura por cuidados de saúde; o período seguinte de reversão de medidas (2015-2019)  – a diminuição do horário de trabalho associada à mesma procura por cuidados de saúde teve que ser satisfeita por um número menor de horas de trabalho o que se traduz em contratações utilizadas para recuperar a capacidade de resposta e não o seu reforço; e a pandemia da Covid-19 (2020-2021)  - aumento drástico da carga de trabalho e desgaste relacionado com o trabalho na ‘linha da frente’ da pandemia que se somou aos fatores de pressão que se sentiam desde a crise financeira.

‘A falta de atratividade do Serviço Nacional de Saúde como local de trabalho decorreu mais dos três choques sucessivos do que da falta de atenção (que existiu) aos efeitos da demografia’, concluem os autores, salientando a necessidade de mudanças para lá da abertura de vagas para formação e da abertura de concursos de recrutamento - mudanças ao nível da gestão, com a criação de uma estratégia ativa para desenvolvimento profissional no SNS, e da reorganização do trabalho.

Projeto da Universidade de Coimbra apoiado pelo PRR
A Universidade de Coimbra (UC) coordena o projeto “Cogumelos ‘do Prado ao Prato’: do tratamento de doenças do metabolismo a...

O projeto, coordenado pela investigadora do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra (CNC-UC), Anabela Marisa Azul, pretende contribuir para o cultivo sustentável de cogumelos medicinais, como Pleurotus ostreatus (cogumelo-ostra), Pleurotus eryngii (cogumelo-do-cardo) e Hericium erinaceus (cogumelo juba-de-leão) a partir da valorização de palha de arroz e de outros resíduos agrícolas e florestais nacionais.

Atualmente, «muitos destes resíduos são queimados no local, constituindo uma fonte de emissão de gases com efeito de estufa, com prejuízo para a qualidade do ar. A incorporação destes resíduos nas formulações para o cultivo de cogumelos vai permitir melhorar as suas propriedades nutricionais e aumentar a produção, a venda e o consumo deste produto», contextualiza a investigadora da UC.

Este projeto, que vai estar em curso ao longo de 30 meses, pretende também incorporar medidas de rastreabilidade ao longo de toda a cadeia de produção, de forma a criar um sistema de certificação de produto saudável e sustentável, direcionado para cogumelos, substratos e seus subprodutos.

Anabela Marisa Azul explica que, além do cultivo sustentável de cogumelos, também está prevista a «avaliação de propriedades nutricionais e componentes em cogumelos, com o foco na validação científica sobre os benefícios do seu consumo para a diminuição de risco de doenças, como a obesidade e a diabetes, para atenuar eventos inflamatórios, e para melhorar o metabolismo celular». A investigadora sublinha ainda a importância do projeto «na promoção dos cogumelos enquanto alimento saudável, sustentável e integrado na cultura da dieta Mediterrânica».

Além do CNC-UC, integram o projeto o Instituto de Investigação Clínica e Biomédica de Coimbra (iCBR) e o Centro de Investigação em Engenharia dos Processos Químicos e dos Produtos da Floresta (CIEPQPF) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC (FCTUC). O projeto vai ter como parceiras a Fungiperfect Lda.; a Growingdetails – Unipessoal Lda.; a Floresta Jovem Lda.; a Leal & Soares, S.A.; a Escola Profissional da Mealhada – Unipessoal Lda.; a Organização Florestal Atlantis (OFA), Associação de Desenvolvimento Florestal; a Pinhal Maior – Associação de Desenvolvimento do Pinhal Interior Sul; e a Direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro (DRAPC). É membro do painel consultivo o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV).

“Cogumelos ‘do Prado ao Prato’: do tratamento de doenças do metabolismo a dieta saudável sustentável a partir da valorização de recursos agroflorestais” é um dos seis projetos financiados no âmbito da iniciativa Alimentação Sustentável da Agenda de Inovação para a Agricultura 2020-2030.

Mais informações sobre o projeto em https://rrn.dgadr.pt/prr/iniciativaprr.asp.

Estudo
A Convatec, no âmbito do seu propósito de desenvolver soluções que apoiam os profissionais de saúde e o percurso de pessoas com...

Estima-se que existam cerca de 22.000 pessoas com ostomia em Portugal, em que cerca de 90% têm uma ostomia de eliminação (urostomia, colostomia ou ileostomia). Destes, a maioria são homens (61,6%) e com idade média de 69,3 anos. Verificou-se que 3 em cada 4 pessoas vivem com ostomia definitiva e a ostomia de eliminação mais comum é a Colostomia (56%).

Ainda de acordo com o estudo, 2 em cada 3 pessoas são acompanhadas por um enfermeiro de cuidados de estomaterapia (63%) e 7 em cada 10 tiveram cirurgia programada. A principal causa de cirurgia de construção de uma ostomia são os problemas oncológicos, seguindo-se a doença inflamatória intestinal.

Em relação às regiões do país, verificou-se que os distritos de Évora, Castelo Branco, Guarda, Viana do Castelo e Portalegre são aqueles com maior prevalência.

De acordo com Filipa Moreira, National Sales Manager da Convatec em Portugal, “o estudo demonstrou que nos últimos anos aumentou o número de pessoas com esta condição, e que são acompanhadas por um enfermeiro de cuidados em estomaterapia, profissional essencial para proporcionar respostas e melhorar a qualidade de vida da pessoa com ostomia. Esperamos que os dados reportados neste estudo possam fomentar a investigação em Enfermagem, promover a análise de necessidades e contribuir para a melhoria da qualidade dos cuidados prestados”, conclui.

 

Dia Mundial das Doenças Raras
No âmbito do Dia Mundial das Doenças Raras, que se assinala a 28 de fevereiro, a Sociedade Portuguesa de Pneumologia anunciou a...

“Este é um protocolo de colaboração técnica, científica e humana e que tem como principal objetivo a agregação de profissionais de saúde, doentes, famílias e cuidadores contribuindo, desta forma, para a melhoria dos cuidados de saúde prestados, com um maior foco nos doentes”, explicam Carla Ribeiro e Ana Luísa Vieira, da SPP. Para as médicas pneumologistas, “esta parceria vai enriquecer os profissionais de ambas as instituições. Vai permitir a partilha de conhecimentos e reforçar a cooperação interdisciplinar, contribuindo para a divulgação das doenças neuromusculares e dos cuidados respiratórios associados. Além disso, vai ser importante para identificar as principais dificuldades e desafios sentidos pelos doentes, familiares e cuidadores, permitindo assim definir outcomes significativos para os doentes e reforçar medidas de advocacia em termos de políticas de saúde. Outra mais-valia desta parceria é também a melhoria da comunicação entre as várias instituições, facilitando, por exemplo, a inclusão de doentes em projetos de investigação científica e ensaios clínicos com tratamentos inovadores a decorrer para algumas patologias”.

As doenças neuromusculares são um grupo muito variado de patologias e correspondem, no seu global, ao grupo mais frequente de doenças raras. Afetam a sensibilidade e força muscular e também os músculos da respiração, daí a importância do envolvimento da Pneumologia - sendo esta a especialidade responsável pelo seguimento dos doentes neuromusculares com possibilidade de envolvimento respiratório.

A Pneumologia tem, por isso, “um papel fundamental no diagnóstico precoce do atingimento respiratório e respetivo início de ventilação ou outros cuidados respiratórios associados, melhorando assim o prognóstico associado à falência respiratória/ventilatória. É também fulcral no seguimento dos doentes e cuidadores - que necessita de ser próximo e frequente - incluindo capacitação para a doença e ensino sobre técnicas, equipamentos e produtos de apoio. Além disso, sendo a falência respiratória a principal causa de morte destes doentes, tem também um papel fundamental na estratégia ventilatória e na otimização dos restantes cuidados associados, nomeadamente equipamentos e terapias para melhorar a capacidade de tosse e remoção de expetoração e, consequentemente, diminuir as infeções respiratórias” referem Carla Ribeiro e Ana Luísa Vieira.

É então perante este contexto, e no seguimento de algumas atividades que a Comissão de Trabalho de Ventilação Domiciliária da SPP tem já vindo a desenvolver com a APN – e que têm como objetivos a aproximação entre a comunidade científica e as associações de doentes; a divulgação das doenças nas quais a ventilação e os cuidados respiratórios associados são parte integrante do plano de cuidados e a consciencialização da sociedade para as necessidades sentidas pelas pessoas afetadas com estas doenças, seus familiares e cuidadores - que surge este protocolo de parceria.

O protocolo entre as duas entidades vai ser assinado no dia 28 de fevereiro, pelas 10h30, no Hotel NH Porto Jardim, durante a realização de uma mesa redonda sobre o tema “Cuidados centrados no doente: os benefícios das parcerias entre sociedades científicas e associações de doentes”. 

Com moderação da CT de Ventilação Domiciliária da SPP, representada por Carla Ribeiro e Ana Luísa Vieira, esta mesa redonda vai agregar profissionais de saúde, doentes, famílias e cuidadores. António Morais, presidente da SPP, Ana Isabel Gonçalves, vice-presidente da APN, Carlos Robalo Cordeiro, presidente da European Respiratory Society (ERS),  Courtney Coleman, da European Lung Foundation (ELF), Isabel Saraiva, presidente da Associação Respira e Teresa Moreira, da Associação Portuguesa de Esclerose Lateral Amiotrófica (APELA) são os principais intervenientes nesta sessão.

BIAL Award in Biomedicine no valor de 300 mil euros
Está a decorrer a terceira edição do prémio internacional da Fundação BIAL, o BIAL Award in Biomedicine, com nomeações abertas...

O vencedor será escolhido por um Júri independente e internacional, presidido por Ralph Adolphs, Professor de Psicologia, Neurociência e Biologia no Caltech (Instituto de Tecnologia da Califórnia). Além do presidente, o Júri inclui 12 membros designados pelo European Research Council, Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas, European Medical Association, Conselho Científico da Fundação BIAL, anteriores vencedores do Prémio BIAL e editores do British Medical Journal e do New England Journal of Medicine.

Os candidatos a este prémio internacional poderão ser nomeados pelos membros do Júri, pelos elementos do Conselho Científico da Fundação, por anteriores premiados do Prémio BIAL, por Sociedades Científicas, por Diretores de Faculdades de Medicina, por Diretores de Institutos de investigação da área da Biomedicina e por Diretores de prestigiadas Academias. Adicionalmente, investigadores altamente qualificados poderão nomear trabalhos, mas não serão aceites autonomeações.

Ralph Adolphs, presidente do Júri, manifesta elevada expectativa nesta nova edição: “Dado o carácter abrangente deste galardão, contamos receber nomeações de grupos diferenciados de cientistas, com as mais diversas afiliações, desde a academia, sociedades científicas, a institutos de investigação. Esperamos receber trabalhos de elevada qualidade e relevância de cientistas provenientes de qualquer parte do mundo e em qualquer fase da sua carreira.”

Para Luís Portela, presidente da Fundação BIAL, “este prémio pretende, sobretudo, mobilizar a comunidade científica a partilhar, através de nomeação, trabalhos relevantes de investigadores de todo o mundo, com vista a reconhecer as mais importantes descobertas científicas na área biomédica.”

Na última edição de 2021, este galardão distinguiu o artigo publicado na revista Nature, em 2017, focado na tecnologia mRNA, usada nas vacinas da Pfizer-BioNTech e da Moderna, para prevenir a covid-19. A equipa vencedora foi liderada pelo cientista americano Drew Weissman e incluiu mais 36 coautores, investigadores das Universidades da Pensilvânia, Duke e Kansas State (EUA), Harvard Medical School (EUA), National Institutes of Health (EUA), Bioqual Inc. (EUA), Acuitas Therapeutics (Canadá) e BioNTech RNA Pharmaceuticals (Alemanha), à data da publicação do artigo.

O BIAL Award in Biomedicine decorre bianualmente, nos anos ímpares, alternando com o Prémio BIAL de Medicina Clínica. Conta com o Alto Patrocínio do Presidente da República Portuguesa e os patrocínios do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas e da European Medical Association.

Regulamento e Formulário do BIAL Award in Biomedicine aqui

Candidaturas decorrem até 30 de março
É já em maio que a Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e a NOVA Medical School em Lisboa promovem a segunda edição...

O Reconhecimento de estruturas anatómicas, a utilização de ecografi­as e sondas, a Identi­ficação de patologia(s) através de imagens ecográ­ficas e a prática de obtenção de imagens ecográfi­cas da região abdominal, são alguns dos conteúdos programáticos desta formação cujas candidaturas decorrem até 30 de março.

Como explica Luís Curvo Semedo, coordenador do projeto em Portugal, “a ecografia é geralmente a primeira técnica de imagem usada no diagnóstico. É uma técnica de imagem que apresenta múltiplas vantagens como o facto de ser portátil, os resultados são obtidos em tempo real, é uma técnica não invasiva, de baixo custo, sendo um importante auxílio ao diagnóstico em situações de urgência. A Organização Mundial de Saúde, reconhecendo as vantagens e importância desta técnica recomenda a criação de cursos específicos em ecografia, destinados a todos os médicos, incluindo não radiologistas”.

Certificada pela Universidade de Coimbra, a segunda edição do Curso de Formação de Ecografia Abdominal Clínica tem a duração total de 40 horas (1,5 ECTS), divididas em 30 horas de módulos online e 10 horas de sessões práticas presenciais, ministradas por docentes especialistas da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e da NOVA Medical School.

Na Faculdade de Coimbra da Universidade de Coimbra os módulos online serão ministrados de 3 a 31 de maio com sessões práticas de 1 a 5 de junho.  A NOVA Medical School inicia o programa de formação online a 29 de maio e termina a 23 junho, com sessões práticas a realizarem-se de 26 a 28 de Junho. As aulas práticas, organizadas em grupos distribuídos por 2 sessões de 5 horas cada, incluem demonstrações de ecografia abdominal, através de ferramenta robótica de tele-ecografia, exercícios práticos de recolha de imagem ecográfica com sonda e ecógrafo. “Esta edição apresenta ainda as mais modernas tecnologias para realização de Ecografia Abdominal, como seja sistemas robotizados que permitem realizar exames à distância, permitindo aos profissionais de saúde prestar assistência em áreas remotas de difícil acesso”, acrescenta.

Promovido no âmbito do projeto TRAINR4U - Training Robot for Ultrassound, um projeto financiado pelo EIT Health e liderado pelo Instituto Pedro Nunes (IPN) e conta com a coordenação de Luís Curvo Semedo, docente da FMUC, líder da equipa académica deste projeto que inclui um consórcio do qual fazem parte o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (PT), NOVA Medical School (PT), Parc Sanitari Sant Joan de Déu (ES), Karolinska Institute (SE), Trinity College Dublin (IE), Sorbonne Université (FR), Academisch Ziekenhuis Groningen (NL), Tecnalia Research & Innovation (ES), Assistance Publique Hôpitaux de Paris (FR) e Sensing Future Technologies.

Mais informações disponíveis em https://apps.uc.pt/courses/PT/course/10281

 

 

27 e 28 de fevereiro
A Direção-Geral da Saúde (DGS) acolhe em Lisboa, nos dias 27 e 28 de fevereiro de 2023, um workshop europeu que visa melhorar a...

O evento faz parte do pacote WP5 da SHARP Joint Action sobre o fortalecimento e avaliação da capacidade central do Regulamento Sanitário Internacional (RSI), que aborda as lacunas existentes nas capacidades dos países para o cumprimento desse Regulamento, garantindo as funções essenciais de saúde pública que cada país precisa de ter em local para prevenir, detetar, controlar e gerir eficazmente as ameaças para a saúde com potencial transfronteiriço.

O workshop, em formato híbrido, reúne cerca de 80 especialistas de autoridades competentes dos Estados Membros, para discutirem aspetos práticos da cooperação e colaboração transfronteiriça em crise, de acordo com o novo Regulamento (UE) 2022/2371 do Parlamento Europeu e do Conselho de 23 de novembro de 2022, sobre ameaças transfronteiriças graves para a saúde.

 

 

24 e 25 de março
“O desafio da medicina dentária interdisciplinar” é o mote da XXXII Reunião Anual de Medicina Dentária e Estomatologia de...

Para Orlando Martins, Professor e Presidente da Comissão Organizadora da XXXII RAMDEC “a prática clínica em Medicina Dentária é algo que tende a desenvolver-se através de uma profunda integração de várias disciplinas, as quais são muitas vezes fundamentais à resolução de casos que requerem cruzamento com outras áreas do conhecimento e especialização. A medicina dentária é focada no paciente e este não apresenta patologias “estanques”. Um paciente periodontal deve ser avaliado pela oclusão e muitas vezes reabilitado pela prostodontia ou implantologia. Em áreas específicas como a odontopediatria, um dos temas deste encontro, é fundamental que se estabeleça uma relação não só com a área de ortodontia para assegurar um bom desenvolvimento da oclusão e crescimento orofacial, como também da endodontia ou dentisteria que são fundamentais no tratamento de traumatismos dentários, muito frequentes na infância.”

Para além do programa científico principal haverá ainda a apresentação de casos clínicos, projetos de investigação ou revisão que irão concorrer ao Prémio Prof. Doutor João Luís Maló de Abreu. Este é um encontro que inclui ainda um vasto programa de cursos hands on onde os médicos dentistas, estomatologistas, alunos de medicina dentária e médicos internos de estomatologia terão possibilidade de contactar com técnicas, materiais e procedimentos com elevada aplicabilidade na prática clínica diária.

A terem lugar nos dias 21, 22 e 23 de março, no Departamento de Medicina Dentária da FMUC (Blocos de Celas), os cursos incidem nas mais variadas abordagens como Traumatologia oral e protetores bucais, Cirurgia pré-protética – Aplicação do sistema piezoelétrico e laser, Reabilitação Digital, Fotografia Dentária e Endodontia mecanizada: da rotação contínua à reciprocante, entre outras.

O programa científico terá lugar nos Auditórios da Reitoria da UC, estando toda a informação disponível em https://www.uc.pt/fmuc/ramdec2023/

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