Reflexologia Podal

Técnica de massagem que trata a saúde pelos pés

Os benefícios da reflexologia podal vão muito além de tratar uma simples dor de cabeça ou favorecer a drenagem linfática. Esta técnica de massagem que estimula os pontos reflexos nos pés é indicada a todas as patologias, funcionando como terapia principal ou complementar.

Sendo difícil precisar a origem exata desta técnica de massagem, que aparece referenciada no antigo egipto (no ano 2330 A.C.) e na China, através da Medicina Tradicional Chinesa, há mais de cinco mil anos, a reflexologia podal consiste na estimulação das terminações nervosas existentes nos pés,  e que representam as diversas zonas ou órgãos do nosso corpo, com o objetivo de restabelecer o equilíbrio do organismo.

De acordo com Noelia Solar, especialista em aromaterapia e massagem, “todos os sistemas do organismo estão representados nos pés e é através deles que a reflexologia podal trabalha cada um deles através dos pontos reflexos”, permitindo ajudar ou complementar o tratamento de várias patologias.

“Os pontos reflexos estão conetados com o organismo através do sistema nervoso, que é responsável por levar os estímulos de todas as zonas reflexas até ao cérebro e promover um estado de equilíbrio”, explica a orientadora do Curso de Reflexologia Podal da EMAC – Escola de Saúde Integral .

Os efeitos da aplicação desta técnica de massagem são inúmeros e alcançam-se através de diferentes técnicas de estimulação ou sedação, dependendo da necessidade da cada paciente. “Se o motivo da consulta for uma perturbação num órgão, o que se faz é uma estimulação nervosa da medula espinal, que depois é «transportada» pelas fibras nervosas até chegar às zonas reflexas provocando o aparecimento de dermalgias ou outros sintomas. É desta forma, mas trabalhando no sentido oposto, ou seja, a partir da zona reflexa, que fazemos desaparecer os sintomas atuando de forma indireta sobre o órgão molestado”, justifica.

A reflexologia podal pode tratar uma simples dor de cabeça, ajudar a eliminar pedra nos rins, favorecer a drenagem linfática ou melhorar o processo digestivo, por exemplo.
No entanto, pode ser encarada como terapia principal ou complementar em todas as patologias, até mesmo as mais complexas. “A aplicação desta técnica é muito diversificada e versátil o que permite obter inúmeros resultados e benefícios”, afiança Noelia Solar.

Por outro lado, para além de participar no tratamento de inúmeras doenças, esta técnica atua também na sua prevenção. “Em alguns casos, através da leitura e diagnóstico da pele conseguem-se detetar sinais de debilidades que precedem o aparecimento da doença. E volto a frisar que esta premissa é válida para qualquer tipo de patologia”, afirma a especialista.

Não obstante os múltiplos benefícios, este tratamento está contra-indicado a doentes com inflamações graves ou roturas de ligamentos. “São contra-indicações evidentes, aplicadas a pessoas que não podem receber qualquer tipo de massagem”, explica.

É recomendado que, antes de fazer qualquer tratamento, os pacientes tenham “os pés preparados para serem manipulados, sem fungos, gretas ou calos que possam dificultar o trabalho do terapeuta”.

O profissonal de massagens deverá ter formação completa em reflexologia, “onde se aprende quais as zonas reflexas que existem e onde se estuda a anatomia dos pés”. Cabe ao terapeuta ainda elaborar um diagnóstico adaptando o tratamento caso a caso.

Quanto ao número de sessões necessárias para concluir um tratamento, ou sentir os seus benefícios, este depende de paciente para paciente e de patologia para patologia. “A título de exemplo, uma senhora de 30 anos, com vários quistos nos ovários, já não tinha ciclo menstrual há cerca de um ano. Foi operada e retiraram-lhe alguns, mas os quistos continuavam a multiplicar-se. Começámos os tratamento e, imediatamente após a terceira sessão, o ciclo menstrual regressou à normalidade”, recorda a terapeuta acrescentando que ao fim de 10 sessões os quistos tinham desaparecido na totalidade.

Apesar de indicado a todos os problemas de saúde, a reflexologia podal não promete curas definitivas em todos os casos. “Depende muito da gravidade da doença ou do estado de saúde do paciente. Cada caso é um caso”, adverte Noelia Solar.

 

Sofia Esteves dos Santos
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
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