Falta de investimento na investigação
Apesar da evolução que se tem verificado na oncologia, nas últimas décadas, o cancro do pâncreas man

Cancro do Pâncreas

O Cancro do pâncreas é o 11º cancro mais frequente em Portugal, mas o 6º em termos de mortalidade. São diagnosticadas anualmente em Portugal cerca de 1500 novos casos. Estima-se que neste ano, morram cerca de 1400 doentes, vítimas de cancro do pâncreas.

O pâncreas é uma glândula que se localiza no abdómen, entre o estomago e coluna. É responsável por secretar enzimas que ajudam na digestão e hormonas responsáveis pela regulação da glicémia (açúcar no sangue). Anatomicamente é dividido em 3 partes: cabeça, corpo e cauda.

Abordaremos neste artigo o tipo de cancro mais comum no pâncreas, responsável por cerca de 85% dos casos (os tumores neuro-endócrinos do pâncreas não serão abordados).

Origem, fatores de risco, rastreio, sintomas e diagnóstico

As células do pâncreas dividem-se de maneira a repor as células envelhecidas, como em quase todos os órgãos do corpo. Algures no processo, podem a acumular erros e novas células crescem, sem controlo do organismo, ou células mais velhas não morrem, formando tumores (podem ser malignos ou benignos). O tumor maligno é denominado cancro, e caracteriza-se por células que escapam ao controlo do organismo, multiplicando-se desordeiramente e podendo invadir outros órgãos.

Fatores de risco

Os tumores do pâncreas são habitualmente diagnosticados em idades superiores a 60 anos, sendo que cerca de 47% são diagnosticados acima dos 75 anos. Além da idade, há outros fatores, relativamente bem estabelecidos, que podem contribuir para o aumento do risco: o tabagismo, obesidade, história familiar de cancro do pâncreas, diabetes e pancreatite. Outros fatores parecem, ainda contribuir, de uma forma menos esclarecida, para o aumento de risco de cancro do pâncreas, mas que necessitam de mais estudo (álcool, ingestão de carnes vermelhas e carnes processadas, grupo sanguíneo e “pedras” na vesícula). Em relação ao tabagismo, é estimado que este possa estar na origem de 1 em cada 3 casos de cancro do pâncreas, enquanto o excesso de peso e obesidade podem estar na origem de 1 em 8 casos de cancro do pâncreas. O cancro de pâncreas familiar é raro, sendo responsável por menos de 10% dos diagnósticos de cancro do pâncreas. Contudo, se tiver na família dois ou mais familiares em primeiro grau com cancro do pâncreas, mais de três casos na família (do mesmo lado), ou alguma síndroma genética que aumente o risco de cancro do pâncreas, dirija-se ao seu médico assistente para vigilância ativa/encaminhamento para consulta de risco familiar.

Sintomas e diagnóstico

Apenas 15 a 20% dos doentes com cancro do pâncreas são diagnosticados em estadios iniciais. A grande dificuldade de diagnóstico precoce no cancro do pâncreas prende-se com o fato de não haver um método de rastreio válido e da maioria dos sintomas serem inespecifícos e, muitas vezes, também pela localização do pâncreas, se fazerem sentir numa fase mais tardia da doença. A perda de apetite, a perda de peso, a dor na parte superior do abdómen e a icterícia (coloração amarela da pele) são sem dúvida os sintomas mais comuns, necessitando de uma atenção médica rápida.

O diagnóstico e estadiamento (avaliar extensão da doença/ exclusão de metastização à distância) podem fazer-se de várias formas usando vários tipos de exames que vão desde ecografia, TAC, ressonância magnética, ecoendoscopia, entre outros, tendo em conta cada caso.

Tratamento

O único tratamento potencialmente curativo é a cirurgia, contudo, apenas 15 a 20% dos casos se apresentam em estádios precoces que permitam cirurgia. Além desta limitação (diagnostico tardio), a sobrevivência aos 5 anos para doentes submetidos a cirurgia é inferior a 20%. Nos últimos anos, assistiu-se a uma evolução de tratamentos, usando a multimodalidade, com quimioterapia, radioterapia e cirurgia. Apesar deste desenvolvimento, as melhorias foram poucas, mantendo-se um cancro com poucas opções terapêuticas, e nos casos não operáveis, a quimioterapia como opção. Decorrem estudos relacionados com o cancro do pâncreas, não só a nível das próprias células cancerígenas como também a nível do ambiente em que o tumor se insere, de maneira a perceber qual a melhor estratégia de tratamento. Este investimento na busca de sabedoria, a nível do cancro do pâncreas (como em todos os tipos de cancro) é fundamental, uma vez que este se mantém como parente pobre na oncologia, em termos de estratégias terapêuticas. 

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Centro deve abrir no próximo ano
Um centro de investigação internacional para lutar contra a resistência aos antibióticos vai ser criado na Dinamarca, anunciou...

A ministra da Saúde dinamarquesa, Elle Trane Norby, assinou hoje em Seattle, Estados Unidos, uma declaração de intenções com uma rede de laboratórios para criar o centro internacional para combater a resistência aos antibióticos, segundo um comunicado emitido.

O futuro “Centro Internacional para Soluções Interdisciplinares sobre Resistência aos Antibióticos”, financiado pela Dinamarca e por capital privado, deve abrir no próximo ano e pode criar cerca de 500 postos de trabalho.

As infeções resistentes a antibióticos são um problema global, que afeta sobretudo os países mais desenvolvidos. Segundo um estudo do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças, cerca de 33 mil pessoas morrem anualmente na Europa devido às resistências antimicrobianas.

Descobertos na década de 1920, os antibióticos já salvaram dezenas de milhões de vidas combatendo eficazmente as doenças bacterianas, como pneumonia, tuberculose ou meningite. Mas, ao longo das décadas, as bactérias mudaram para resistir a esses fármacos.

A Organização Mundial da Saúde já emitiu vários alertas sobre o assunto, temendo que o mundo fique sem antibióticos eficazes, e pediu às farmacêuticas que ajudem a criar uma nova geração de fármacos capazes de lutar contra as chamadas superbactérias, muito resistentes a antibióticos.

As resistências das bactérias aos antibióticos podem ser consideradas fenómenos naturais, mas o abuso ou mau uso de antibióticos acelera o processo.

Além de medidas políticas mais locais ou globais, cada cidadão pode contribuir para não agravar o problema, como por exemplo, não tomar estes medicamentos sem receita médica, seguir as prescrições e tomar a embalagem completa, cumprindo horários e dosagens.

 

Cessação tabágica
O tabagismo é uma das principais causas de evitáveis de morte prematura por cancro, por doenças resp

A promoção da cessação tabágica é a melhor forma para reduzir o número de mortes por doenças associadas ao tabaco nos próximos vinte a trinta anos.

Estudos indicam que cerca de 80 por cento dos fumadores expressam vontade de deixar de fumar, no entanto, apenas 5 por cento consegue deixar com êxito e sem ajuda médica. Todos os anos, 35 por cento dos fumadores tentam deixar de fumar, contudo a taxa de sucesso é reduzida.

Deixar de fumar é difícil. Tratando-se de um hábito associado a dependência física e psíquica. Os sintomas de privação do tabaco são frequentemente difíceis de controlar comprometendo o sucesso da cessação tabágica. No entanto, sabemos que é quatro vezes mais fácil deixar de fumar com ajuda médica, pois permite controlar e diminuir os níveis de ansiedade e de outros sintomas durante o processo.

Planear a decisão calmamente e recorrer a ajuda junto do médico de família é essencial, assim como envolver família, amigos e colegas de trabalho em todo o processo. Anunciar a decisão de deixar de fumar vai reforçar e tornar mais simples de cumprir o compromisso que estabeleceu.

Atualmente existem já inúmeras unidades de saúde, integradas no Serviço Nacional de Saúde, com consulta de apoio à cessação tabágica. Recomenda-se assim, que o processo de deixar de fumar seja acompanhado por uma equipa multidisciplinar, permitindo um maior apoio e preparação dos desafios que a pessoa terá de experienciar.

As pessoas que deixam de fumar vivem em média mais 10 anos, reduzem para metade o risco de sofrer de doença cardiovascular, assim como o risco de sofrer de cancro e de doenças respiratórias.

Quanto mais cedo for tomada a decisão, maiores serão os benefícios em termos de saúde. Se está motivado para deixar de fumar aconselhe-se com o seu médico de família!

Fonte: 
Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Debater carreira
O Ministério da Saúde adiou para a próxima semana as reuniões negociais com os sindicatos dos enfermeiros que estavam previstas...

As reuniões de negociações visam debater a carreira de enfermagem, nomeadamente a introdução da categoria de enfermeiro especialista, e rever as tabelas remuneratórias, entre outros assuntos.

A Federação constituída pelo Sindicato dos Enfermeiros e Sindicato Independente dos Profissionais de Enfermagem considerou, num comunicado emitido hoje de manhã, que são inadmissíveis adiamentos consecutivos quando o processo negocial devia ter sido concluído no início desta semana.

A Federação pede à ministra da Saúde uma audiência urgente, mesmo antes da reunião que ficou agendada para terça-feira, 20 de novembro.

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) também confirmou à agência Lusa que a reunião prevista para hoje foi igualmente adiada para terça-feira, com a dirigente Guadalupe Simões a manifestar preocupação com a ultrapassagem de “todos os prazos estabelecidos no processo negocial”.

Adiadas ficaram também as reuniões com a Associação Sindical Portuguesa dos Enfermeiros (ASPE) e o Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (Sindepor), estruturas que agendaram a greve prolongada em blocos operatórios e que começa quinta-feira, dia 22.

Segundo a presidente da ASPE, Lúcia Leite, a ministra solicitou o adiamento da reunião de hoje, alegando que precisa de mais dias para analisar a proposta dos sindicatos.

Desta forma, a reunião com o Ministério da Saúde vai decorrer dois dias antes do início da greve de mais de um mês que os enfermeiros preparam em blocos operatórios de cinco grandes hospitais: Centro Hospitalar Universitário de S. João, Centro Hospitalar Universitário do Porto, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte e Centro Hospitalar de Setúbal.

Os enfermeiros reclamam nomeadamente melhores remunerações e uma carreira digna, notando que não progridem há 13 anos.

 

Dia Mundial do Sangue do Cordão Umbilical
Hoje assinala-se o Dia Mundial do Sangue do Cordão Umbilical.

Este ano, assinalam-se os 30 anos do primeiro transplante de sangue do cordão umbilical. Foi Mathew Farrow, com apenas 5 anos de idade, quem recebeu o primeiro transplante de sangue do cordão umbilical, doado pela sua irmã recém-nascida, para o tratamento de anemia de Fanconi. Este transplante, realizado em 1988 em Paris, constituiu o primeiro passo para o reconhecimento desta fonte de células estaminais como uma alternativa na transplantação hematopoiética. Desde então, já foram realizados mais de 40.000 transplantes em todo o mundo, 80% dos quais aconteceram nos últimos 10 anos, o que comprova a utilidade terapêutica destas células.

As células do sangue do cordão umbilical são semelhantes às que se encontram na medula óssea, e podem ser usadas no tratamento de mais de 80 doenças, na sua maioria doenças do sangue (como leucemias e alguns tipos de anemias) e do sistema imunitário, mas também doenças metabólicas. O leque de aplicações clínicas do sangue do cordão umbilical tem tendência a aumentar dado que a sua utilização se encontra em investigação em fase de ensaios clínicos - mais de 400 ensaios clínicos - em doenças como a paralisia cerebral, o autismo, a perda auditiva, a diabetes, o acidente vascular cerebral, lesões da espinal medula, entre outras.

Em Portugal, o primeiro transplante de sangue do cordão umbilical realizou-se em 1994, no Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa, para tratar uma criança de 3 anos que sofria de leucemia mieloide crónica, tendo o transplante de sangue do cordão umbilical, do seu irmão, sido realizado após quimioterapia. Com células estaminais guardadas em bancos familiares em Portugal, o primeiro transplante teve lugar no IPO do Porto, em 2007, numa criança de 14 meses que sofria de Imunodeficiência Combinada Severa, uma doença rara e fatal quando não tratada, tendo-se recorrido às células estaminais do irmão da criança doente, anteriormente criopreservadas na Crioestaminal. A criança ficou totalmente curada.

Seguiram-se outras utilizações de células estaminais do sangue do cordão umbilical: uma utilização autóloga num caso de leucemia mieloide aguda (Hospital del Niño Jesús, em Espanha) e oito utilizações no âmbito da paralisia cerebral (sete nos EUA e uma em Espanha). Nos casos das crianças com paralisia cerebral, os pais e os prestadores de cuidados, identificaram melhorias após a infusão de sangue do cordão umbilical. Recentemente, foram ainda libertadas duas amostras utilizadas em crianças com perturbações do espectro do autismo.

No futuro é expectável que sejam cada vez mais as doenças tratáveis com recurso a células estaminais. Na Crioestaminal, a investigação associada a terapias celulares é um dos nossos compromissos basilares, com 10% do volume de negócios a ser investido em Investigação e Desenvolvimento, promovendo, assim, o desenvolvimento de novas soluções que ampliem as aplicações terapêuticas destas células.

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Promover a prática desportiva
A Câmara Municipal de Oeiras lança hoje os “Jogos de Oeiras”, que vão permitir a prática de desporto de forma gratuita em 15...

Em declarações à agência Lusa, o presidente da autarquia, Isaltino Morais, afirma que o objetivo é “no espaço de três anos triplicar os participantes”, sendo que no primeiro ano da iniciativa as competições se destinam maioritariamente a crianças dos 6 aos 12 anos.

“Esta iniciativa tem como objetivos promover e dinamizar a prática desportiva, sobretudo nas crianças e jovens, dando-lhes a conhecer novas atividades e afastando-os do sedentarismo, criar oportunidades de prática desportiva informal e cativar as crianças e jovens”, afirmou o presidente do executivo.

De acordo com Isaltino Morais, estes “Jogos de Oeiras” são também uma oportunidade de “pôr o concelho a mexer”.

“O nosso objetivo vai muito mais longe, a ideia é também pôr o concelho todo a mexer, portanto visa envolver todas as comunidades locais, envolvendo as freguesias, promovendo valores como o espírito desportivo. É mais um esforço que a Câmara Municipal de Oeiras faz no sentido de definir ainda melhor a identidade territorial do nosso concelho, na medida em que toda esta prática cria intercâmbios entre freguesias, associações, escolas, comunidades e famílias”, afirmou.

Segundo a autarquia, nesta primeira edição, entre janeiro e junho de 2019, vai ser possível receber 7.500 participantes entre os 6 e os 12 anos, sendo que “dentro de três ou quatro anos” o objetivo é “abranger toda a população escolar” do concelho.

As famílias poderão participar nos “encontros pontuais” que ainda não têm calendário definido.

As inscrições são feitas através do ‘site’ dos “Jogos de Oeiras”, na internet.

Das modalidades regulares, as crianças poderão escolher entre atletismo, natação, andebol, basquetebol, futebol ou futsal e das modalidades pontuais terão à escolha participar em voleibol, badminton, padel, ténis de mesa, BTT, escalada, skate ou parkour.

A cerimónia de apresentação oficial dos Jogos de Oeiras está marcada as 11:00 de hoje, no Templo da Poesia, Parque dos Poetas em Paço de Arcos, no distrito de Lisboa, e contará com a presença do presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino Morais, do secretário de Estado do Desporto e Juventude, João Paulo Rebelo, da ex-atleta Rosa Mota, do medalhado olímpico de Judo Nuno Delgado e de representantes de diversas federações desportivas nacionais.

Serviço de Saúde da Madeira
O Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira (SESARAM) informou ter sido identificado, no Serviço de Medicina Interna do...

A nota divulgada refere que o caso foi detetado no 5.º piso do hospital Dr. Nélio Mendonça e que “após o diagnóstico desta situação, foram tomadas as medidas de isolamento/quarentena”.

O SESARAM acrescenta que “foi decidido não haver novas admissões de doentes no serviço em causa”.

Segundo a mesma nota, “estão a ser implementadas as medidas de segurança e controlo de infeção preconizadas, de forma a minimizar os efeitos desta situação juntos dos utentes internados e dos profissionais”.

A sarna ou escabiose é uma doença cutânea contagiosa, curável, causada por um parasita, menciona a mesma informação.

 

Conferência “Humanos do futuro”
Três investigadoras portuguesas discutiram ontem na Universidade de Aveiro (UA) os avanços na área da saúde, apresentando...

“Atualmente, os médicos demoram dois anos em média a chegar a um diagnóstico robusto de doenças neuropsiquiátricas, como a doença de Alzheimer e Parkinson. A nossa ideia é reduzir esse tempo para um dia”, disse à Lusa a bióloga Diana Prata, uma das responsáveis pelo projeto que está a ser desenvolvido por uma ‘startup’ portuguesa.

A investigadora falava à margem da conferência “Humanos do futuro”, promovida pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, que decorreu hoje na UA.

Segundo Diana Prata, o objetivo é fornecer aos médicos relatórios personalizados de pacientes, que os ajudam a fazer diagnósticos, com antecedência e precisão.

“Nós damos um relatório clínico com a análise que fazemos do cérebro, que tem uma exatidão maior do que olhar para um exame”, disse a investigadora, adiantando que estão a ter "uma exatidão perto dos 90% que é melhor do que os cerca de 60% a 70% que os clínicos conseguem oferecer neste momento".

Segundo Diana Prata, a redução de custos com a saúde é outra das vantagens desta solução, porque irá evitar a realização de exames complementares que muitas vezes "são muito caros".

A investigadora, que esteve 12 anos no King's College de Londres, tendo regressado a Portugal em 2015, referiu que os hospitais poderão começar a usar esta solução a partir de 2020, depois de concluído o processo de certificação.

“Atualmente, estamos ainda a validar o nosso protótipo para que tenhamos certificação e possamos abrir ao mercado”, disse a investigadora.

Além de Diana Prata, a conferência contou com a participação de Sílvia Curado, uma especialista em engenharia genética que falou sobre o uso da genética na medicina personalizada, e a bioquímica Joana Magalhães, que contou como a medicina regenerativa poderá ajudar no tratamento das doenças reumáticas.

A plataforma GPS integra atualmente cerca de 4.000 membros, distribuídos por 94 países, sendo pouco mais de metade (55%) investigadores com percurso no estrangeiro.

Esta rede tem como propósito mapear a comunidade de cientistas portugueses, dar visibilidade às suas atividades de investigação e facilitar os contactos entre cientistas e com a sociedade portuguesa.

Resposta do ministério
O Ministério da Saúde confirmou hoje a saída de Manuel Lopes do cargo de coordenador da reforma da área dos cuidados...

“O coordenador nacional para a reforma do SNS na área dos cuidados continuados integrados e da estratégia SNS + Proximidade, Manuel Lopes, comunicou a cessação de funções ao Ministério da Saúde, que agradece todo o trabalho meritório realizado ao longo do mandato", escreve o Ministério da Saúde numa resposta enviada à agência Lusa.

A resposta do Ministério surge depois de a Lusa ter noticiado que Manuel Lopes cessou funções. Manuel Lopes confirmou a saída do cargo, sem especificar se foi demitido ou se apresentou a sua demissão e remetendo para o Ministério da Saúde mais explicações ou comentários.

O Ministério apenas acrescenta que o mandato da coordenação encabeçada por Manuel Lopes tinha o seu término previsto para 15 de dezembro e que está "a diligenciar no sentido da sua substituição a breve prazo, de forma a garantir a continuidade da atividade.”

Manuel José Lopes foi nomeado coordenador nacional para a reforma do Serviço Nacional de Saúde na área dos Cuidados Continuados Integrados em 2016 pelo anterior secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo, que deixou o cargo com a remodelação governamental que levou à saída do ministro Adalberto Campos Fernandes há um mês.

 

SESARAM
O secretário da Saúde da Madeira, Pedro Ramos, disse ontem no parlamento regional que o programa do executivo para o setor ...

"Mantemos o investimento na saúde, ao contrário do Serviço Nacional de Saúde, mas neste momento a estratégia é investir a montante e, portanto, os resultados não aparecem amanhã", declarou Pedro Ramos.

O governante, que foi ouvido na Comissão de Inquérito sobre o Serviço de Saúde da Madeira (SESARAM), recordou que só em medicamentos foram gastos 120 milhões de euros entre 2015 (ano em que o governo social-democrata liderado por Miguel Albuquerque tomou posse) e 2018.

"Definimos uma estratégia para solucionar todos os constrangimentos que existiam", afirmou Pedro Ramos, admitindo que o problema do setor atualmente centra-se na falta de recursos humanos.

A Comissão Parlamentar de Inquérito sobre o SESARAM foi constituída a pedido do partido Juntos Pelo Povo, com o objetivo de analisar o funcionamento do serviço público de saúde na região autónoma.

 

 

Dia Mundial do Cancro do Pâncreas assinala-se hoje
O Grupo de Investigação do Cancro Digestivo (GICD) alertou que é preciso “fazer mais” para poder mudar o futuro dos doentes com...

O alerta surgiu na véspera do Dia Mundial do Cancro do Pâncreas - esta quinta-feira o Cristo Rei vai ser iluminado de roxo -, que em Portugal afeta um número estimado em 1.300 pessoas por ano, o que o torna a quarta principal causa de morte por cancro, sendo o único cancro em que se regista um aumento da mortalidade.

Em comunicado, o presidente do GICD, Hélder Mansinho, defende a necessidade de melhorar a estratégia nacional face ao cancro do pâncreas e uma maior aposta no diagnóstico precoce e na informação dos profissionais de saúde e população.

“Portugal e a Europa têm que começar a mudar a forma como olham para o cancro do pâncreas e a desafiar a estratégia existente neste cancro em particular”, afirma Hélder Mansinho, salientando que “as pessoas continuam a chegar muito tarde ao médico e desvalorizam os sintomas da doença, o que leva a diagnósticos mais tardios e menor possibilidade de tratamento e sobrevida”.

Os doentes com cancro do pâncreas perdem 98% da sua esperança de vida no momento do diagnóstico, uma vez que é associado a uma sentença de morte, sendo a sobrevivência a cinco anos inferior a 5%.

“Um diagnóstico e tratamento precoce podem levar ao aumento da sobrevivência. Mas todos temos um papel a desempenhar nesta mudança”, salienta.

O GCID junta-se à Pancreatic Cancer Europe, que desenvolve várias iniciativas na Europa para alertar a população, profissionais de saúde e decisores políticos sobre o impacto do cancro do pâncreas.

Hélder Mansinho salienta que "o diagnóstico precoce pode mudar o prognóstico da doença e ter impacto na estratégia terapêutica e na sobrevivência dos doentes”.

“É pelos doentes que todos temos de intervir e mudar o amanhã para que possam olhar para o seu futuro de forma mais positiva” acrescenta o presidente do Grupo de Investigação do Cancro Digestivo.

Cor amarelada da pele (icterícia), dor abdominal, dor na zona dorsal, aparecimento de diabetes, perda de peso inexplicável, alterações dos hábitos intestinais e náuseas são alguns dos principais sintomas do cancro do pâncreas.

Os fatores de risco para desenvolvimento da doença são a idade, o tabagismo que é responsável por um terço dos casos da doença, o histórico familiar de incidência desta doença, a ingestão excessiva de bebidas alcoólicas e sucessivas pancreatites.

Nova consulta na UPPC
A Unidade Psiquiátrica Privada de Coimbra (UPPC) disponibiliza, a partir de hoje, uma consulta de coaching para adultos com...

“A pessoa que sofre de PHDA confronta-se frequentemente com dificuldades em diversas áreas funcionais, nomeadamente ao nível académico, vocacional, emocional e interpessoal, resultantes da interferência sintomatológica desta perturbação, que é particularmente notória no que respeita às competências de planeamento, gestão do tempo, definição de objetivos, organização e resolução de problemas”, explica Gisela Gracioso, psicóloga da UPPC responsável por esta consulta.

Para fazer face a estas dificuldades, acrescenta a especialista, “esta consulta foca-se no desenvolvimento de competências práticas que ajudam o indivíduo a ultrapassar as necessidades do dia a dia, para assim melhorar diversos aspetos da sua vida, como o stress, o controlo emocional, a gestão do tempo e concentração, a autoestima, e muito mais”.

Após o processo de definição de objetivos e de psicoeducação, a intervenção dura entre 10 a 20 sessões, e termina com a avaliação dos ganhos terapêuticos. Nesta fase, o psicólogo, em conjunto com o paciente, decide se é necessária uma redefinição das necessidades de intervenção ou se o processo de acompanhamento se conclui.

A PHDA é uma doença neuropsiquiátrica crónica na qual se verificam alterações no funcionamento cerebral e cognitivo, que resultam na desatenção, agitação motora e impulsividade invulgares para a idade do indivíduo. Estima-se que cerca de quatro por cento dos adultos sofre desta perturbação. Os sintomas mais comuns são a desorganização e incapacidade de foco, a inquietação motora, a tomada de decisões precipitadas, a dificuldade em realizar atividades que requeiram calma e esforço mental, a comunicação excessiva, entre outros.

 

Bastonário
O bastonário da Ordem dos Médicos garantiu, hoje, em Viana do Castelo, que recorrerá "às instâncias necessárias",...

"Iremos até às instâncias todas que forem necessárias, incluindo os tribunais e incluindo, se for preciso, as instâncias europeias", afirmou Miguel Guimarães.

O bastonário da Ordem dos Médicos, que falava aos jornalistas à porta do hospital de Santa Luzia, no final de uma visita àquela unidade e aos centros de saúde da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), afirmou "não ser possível ter médicos que tentam fazer as suas consultas e não o conseguem" por falhas nos sistemas informáticos das unidades de saúde.

"Isto é o contrário da medicina. Espero sinceramente e tenho a certeza que vai ter de acontecer, senão teremos de seguir outros cursos, como os da responsabilidade política e em termos jurídicos. Os médicos estão, neste momento, a ter uma enorme responsabilidade por situações às quais são alheios, por situações que não são da sua responsabilidade, que são da responsabilidade de terceiros. Isto tem que, definitivamente, acabar", frisou.

Miguel Guimarães adiantou que as falhas nos sistemas informáticos não são "casos pontuais", mas sim um problema que afeta "o país todo".

"Os nossos governantes, que têm responsabilidades políticas importantes perante todos os portugueses, deviam visitar os hospitais e os centros de saúde e falar com os profissionais de saúde e deviam fazê-lo sem o aviso prévio (…). É importante que falem com os portugueses e os portugueses também somos nós, os profissionais de saúde, os doentes. Os portugueses não só as pessoas que estão nos comícios", referiu.

O bastonário da Ordem dos Médicos destacou que as falhas nos sistemas informáticos estão a "deteriorar" e “a prejudicar” a relação "sagrada" entre médico-doente.

"Não é possível que um médico, que tem de ver vários doentes, tenha dificuldade imensa em utilizar devidamente os sistemas informáticos. Seja porque o sistema vai abaixo e não funciona, seja porque a rede de comunicação é fraca e o próprio servidor torna o sistema lento, seja porque existem múltiplas aplicações informáticas para fazer tarefas completamente distintas que consomem praticamente o tempo todo", destacou.

Miguel Guimarães classificou de "extremamente grave" a falta de uma "alternativa" aos sistemas informáticos do Ministério da Saúde.

"Há uma coisa que, neste momento, não existe e que é extraordinariamente grave. Se, por ventura, o médico não tiver o sistema informático a funcionar, não tem uma alternativa. É obrigatório existir uma alternativa ao sistema informático. Nós não podemos ficar com os doentes na mão", referiu.

A ULSAM é constituída por dois hospitais, o de Santa Luzia em Viana do Castelo e o hospital Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima. Integra ainda 12 centros de saúde, uma unidade de saúde pública e duas de convalescença, e serve uma população residente superior a 244 mil pessoas. Conta com 2.500 profissionais, entre os quais 501 médicos e 892 enfermeiros.

Sustentabilidade do subsistema em análise
Um terço dos beneficiários da ADSE terá mais de 70 anos em 2022 sem a entrada de novos utentes, estima um estudo sobre a...

A análise alerta para a necessidade da entrada de novos beneficiários para assegurar a sustentabilidade do subsistema e traça uma perspetiva da distribuição dos escalões etários em 2022, tendo como base os valores de 2017.

Os dados do ano passado mostram que o escalão etário predominante dos utentes da ADSE está entre os 60 e os 70 anos (que representa 20% do total), enquanto no caso dos seguros se situa entre os 30 e os 40 anos (mais de 20% do total).

Dentro de cinco anos, sem a entrada de novos beneficiários, o cenário traçado mostra que 30% dos beneficiários da ADSE terão mais de 70 anos. Quase 20% estarão entre os 70 e 80 anos e 13,6% mais de 80 anos.

Sem a entrada de novos beneficiários, a idade média dos utentes será de 55 anos em 2022.

O aumento da estrutura etária, sem a renovação de beneficiários, iria conduzir a um aumento dos níveis de consumo pelos utentes e a um consequente aumento da despesa da ADSE, refere o estudo feito pela Deloitte a pedido da Associação Portuguesa da Hospitalização Privada e a que a agência Lusa teve acesso.

O estudo aponta mesmo o envelhecimento e um maior consumo por parte dos utentes como os “principais riscos da ADSE”, sugerindo a necessidade de alargar o universo dos beneficiários, bem como criar regras para moderar o consumo.

As principais conclusões apontam, portanto, para um universo da ADSE envelhecido, com redução progressiva de beneficiários, um consumo mais elevado do que os utentes dos seguros, embora os beneficiários da ADSE paguem “substancialmente menos” do que quem tem seguro de saúde.

Os beneficiários da ADSE “têm mais atos e pagam menos”, aponta o estudo.

O copagamento médio dos beneficiários da ADSE situa-se nos 28,16 euros, enquanto o copagamento médio dos utentes dos seguros está acima dos 43 euros.

Estudo
A ADSE precisa de 80 mil novos beneficiários nos próximos cinco anos para compensar os que vão abandonando a instituição,...

O estudo feito a pedido da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APAH) identifica o envelhecimento e um maior consumo por parte dos utentes como os “principais riscos da ADSE”, sugerindo a necessidade de alargar o universo dos beneficiários, bem como criar regras para moderar o consumo.

A associação sublinha que a ADSE “tem sido sustentável”, apresentando saldos positivos, mas a manutenção da situação atual “levará a uma situação de défice a partir de 2021”.

Entre 2012 e 2017 o número de beneficiários da ADSE caiu em média 1,9% ao ano, prevendo-se que a este ritmo o subsistema tenha 1,118 milhões de beneficiários dentro de cinco anos. Para que em 2022 se atinja de novo o atual valor de 1,2 milhões de beneficiários, o estudo sugere que é preciso que entrem no sistema 82 mil.

O estudo, a que a agência Lusa teve acesso, mostra ainda que entre 2012 e 2017 o número de renúncias de beneficiários quase duplicou.

O estudo elaborado pela empresa Deloitte a pedido da APAH identifica como um dos principais riscos à sustentabilidade o padrão de consumo dos beneficiários da ADSE, que consomem em média mais 26% que os utentes dos seguros.

Utentes da ADSE ou dos seguros consomem o mesmo tipo de valências, tendo ambos como utilizações mais frequentes as consultas, seguidas da imagiologia. Contudo, o consumo pelos beneficiários da ADSE é superior.

Os utentes com ADSE têm uma média de 6,7 episódios por ano, enquanto no caso dos utentes dos seguros a média é de 5,3.

É recomendado pela análise encomendada pela hospitalização privada que seja promovida uma “moderação de consumo”, nomeadamente através de mecanismos de regulação, rejeitando que um corte nos preços pagos pela ADSE resolva as questões da sustentabilidade.

A estrutura etária mais envelhecida dos utentes da ADSE em comparação com os dos seguros é uma das explicações para os “consumos mais elevados”.

Aliás, o estudo alerta que, caso não entrem novos beneficiários, a estrutura etária vai envelhecer, conduzindo a um aumento dos níveis de consumo, o que terá impacto na despesa da ADSE.

Quanto à parte financeira, a ADSE mostra-se sustentável por enquanto. Em 2017, as receitas foram de 619 milhões de euros e os custos de 561 milhões, com um excedente de 66 milhões.

Contudo, as previsões do estudo apontam para um défice num futuro próximo, com um saldo negativo de 17 milhões em 2022.

A ADSE, que desde 2012 é um subsistema autossuficiente e sem financiamento do Orçamento do Estado, vive das contribuições dos seus beneficiários. Atualmente, 5,2% de titulares estão isentos de pagamento.

O estudo da Deloitte promovido pelos hospitais privados recorreu aos planos de atividade e relatórios de conta públicos da ADSE e ainda a uma amostra anonimizada de cidadãos em que metade são beneficiários da ADSE e outra metade tem seguro de saúde.

Alerta é do Grupo de Investigação do Cancro Digestivo (GICD)
O Grupo de Investigação do Cancro Digestivo (GICD), membro do Pancreatic Cancer Europe, alerta que é preciso fazer mais para...

O presidente do GICD aponta para a necessidade da melhoria da estratégia nacional face ao cancro do pâncreas e uma maior aposta no diagnóstico precoce e na informação dos profissionais de saúde e população. Para fazerem passar a mensagem vão iluminar de roxo o Cristo Rei, em Lisboa, a cor do Cancro do Pâncreas.

Estima-se que em Portugal haja cerca de 1300 novos casos de cancro do pâncreas todos os anos o que o torna a quarta principal causa de morte por cancro, sendo o único cancro em que se regista um aumento da mortalidade.

O presidente do Grupo de Investigação do Cancro Digestivo, Hélder Mansinho avança que “Portugal e a Europa têm que começar a mudar a forma como olham para o cancro do pâncreas e desafiar a estratégia existente neste cancro em particular. As pessoas continuam a chegar muito tarde ao médico e desvalorizam os sintomas da doença, o que leva a diagnósticos mais tardios e menor possibilidade de tratamento e sobrevida. Os doentes com cancro do pâncreas perdem 98% da sua esperança de vida no momento do diagnóstico, uma vez que é associado a uma sentença de morte, sendo a sobrevivência aos 5 anos inferior a 5%. Um diagnóstico e tratamento precoce podem levar ao aumento da sobrevivência. Mas todos temos um papel a desempenhar nesta mudança.”

O GCID junta-se à Pancreatic Cancer Europe, que desenvolve várias iniciativas na Europa para alertar a população, profissionais de saúde e decisores políticos sobre o impacto do cancro do pâncreas. Assim, a 15 de novembro, dia em que se assinala o Dia Mundial do Cancro do Pâncreas, o Cristo Rei ilumina-se de roxo.

“O diagnóstico precoce pode mudar o prognóstico da doença e que pode ter impacto na estratégia terapêutica e na sobrevivência dos doentes. É pelos doentes que todos temos de intervir e mudar o amanhã para que possam olhar para o seu futuro de forma mais positiva” acrescenta o presidente do Grupo de Investigação do Cancro Digestivo.

Cor amarelada da pele (icterícia), dor abdominal, dor na coluna dorsal, aparecimento de diabetes, perda de peso inexplicável, alterações os hábitos intestinais e náuseas são alguns dos principais sintomas do cancro do pâncreas. Os fatores de risco para desenvolvimento da doença são a idade, o tabagismo que é responsável por um terço dos casos da doença, o histórico familiar de incidência desta doença, a ingestão excessiva de bebidas alcoólicas e sucessivas pancreatites.

 

Informar, aconselhar e sensibilizar
A associação ambientalista Quercus vai criar o SOS Amianto, um grupo de apoio a vítimas, anunciou hoje a organização...

A iniciativa é apresentada como o primeiro grupo de apoio às vítimas do amianto.

A Quercus quer estender o apoio às famílias das vítimas e trabalhar em três frentes: informar, aconselhar e sensibilizar.

O objetivo é conhecer as histórias das pessoas, saber se estão e receber acompanhamento médico, denunciar situações de exposição involuntária, manuseamento inadequado ou gestão incorreta dos resíduos que contêm amianto.

De acordo com a responsável pelo projeto, Carmen Lima, é necessário promover o debate sobre o tema e pressionar os diversos organismos para a realização de um levantamento aos edifícios públicos e privados com amianto.

A apresentação pública decorre no 1.º Encontro Internacional sobre Amianto, a realizar no Instituto Superior Técnico, em Lisboa, na quinta e na sexta-feira, com o apoio da Fundação Portuguesa do Pulmão e da Associação de Médicos pelo Direito à Saúde.

Está prevista a participação de especialistas e ativistas, com participantes do Brasil, como Leonardo Amarante, advogado responsável por centenas de processos de indemnização a pessoas expostas a amianto, segundo a informação divulgada pela Quercus.

Testemunhos de empresas de França e da Alemanha, profissionais habilitados para o fornecimento de equipamentos destinados a remover corretamente o amianto fazem igualmente parte do programa.

Para a Quercus, o amianto não é um problema do passado. “É um problema do presente e tem consequências no futuro, sendo a segunda maior causa de contaminação ocupacional do mundo”.

Materiais que contêm amianto, indica a Quercus em comunicado, continuam a ser exportados para o mundo inteiro e a ter uma vasta utilização.

“A magnitude dos produtos que incorporam amianto é muito grande, pelo que é fundamental identificar e referenciar a totalidade dos mesmos, que se estima rondarem 3.000 diferentes tipos”, diz a organização.

Os dados citados pelos ambientalistas indicam que os homens têm uma maior exposição ocupacional ao amianto em trabalhos em fábricas, na construção, metalomecânica, eletricidade e na remoção destes materiais, enquanto as mulheres estão sujeitas à exposição ambiental em escritórios, contacto com produtos e materiais em casa, bem como às fibras que os maridos levam do trabalho.

“Não há concentração segura para o amianto, abaixo da qual não há risco de exposição, mesmo que existam limites estabelecidos pela legislação”, alerta a Quercus. A única solução, garante, é a “erradicação e eliminação total”.

Estudos sugerem reforço deste mineral
Presente em alimentos como o mexilhão, brócolos, tomate ou cogumelos, há várias evidências que suste

Em Portugal estima-se que existam cerca de três milhões de pessoas com diabetes ou pré-diabetes e que a prevalência da Diabetes Mellitus tipo 2, uma patologia que “há alguns anos era típica da população idosa”, venha a aumentar, atingindo cada vez mais adultos jovens. Sedentarismo, excesso de peso e uma alimentação pouco cuidada, rica em gordura e açúcar, têm sido apontados como os grandes responsáveis pelo desenvolvimento da doença.

“A Diabetes é uma patologia caracterizada essencialmente por uma alteração no metabolismo da insulina e glicose. Sempre que comemos, a nossa glicemia ou «açúcar no sangue» aumenta”, começa por explicar Margarida Guerreiro. “Este açúcar tem de ser captado pelas células, de modo a que possa ser utilizado para obter energia ou criar reservas”, e é aqui que entra em cena a insulina, produzida e libertada pelo pâncreas após as refeições. De acordo com a especialista é esta hormona que facilita a captação do açúcar pelas nossas células.

No doente diabético, o pâncreas é incapaz de produzir insulina (diabetes mellitus tipo 1) ou apresenta resistência a esta hormona (diabetes mellitus tipo 2). Neste último caso “a insulina é produzida e libertada normalmente pelo pâncreas, viaja e liga-se às células mas estas deixam de responder adequadamente à sua presença e tornam-se ineficazes na captação da glucose em circulação”, explica Margarida Guerreiro.

As causas da DM1 não estão, como refere a especialista, claramente descritas e não serão, provavelmente, modificáveis. Trata-se de uma patologia de natureza autoimune “e que se manifesta geralmente numa fase precoce da vida (infância ou adolescência, embora possa manifestar-se mais tarde) ”. Já no caso da DM2, apesar de existir uma componente genética associada, o estilo de vida tem uma influência muito significativa. “Um padrão alimentar incorreto, o sedentarismo, excesso de peso e um perímetro abdominal elevado (que indica excesso de gordura visceral) são alguns dos principais fatores de risco para a diabetes mellitus tipo 2”, revela a nutricionista que aconselha um acompanhamento médico regular e a realização de análises de rotina para o diagnóstico precoce da doença.

A par da terapêutica farmacológica, a adoção de um estilo de vida mais saudável é essencial não só no que diz respeito ao seu tratamento como em matéria de prevenção. E aqui a alimentação tem também um papel fundamental.

Iniciar as refeições principais com sopa de legumes e inclui-los também no prato; alternar o consumo de carne e peixe; evitar produtos à base de farinhas refinadas e preferir cereais integrais ou fazer pequenas refeições, ao longo do dia, baseadas em alimentos pouco processados, como a fruta ou os frutos secos, são algumas das principais recomendações.

“Incluir a atividade física na rotina semanal é indispensável: cada pessoa deve encontrar um tipo de atividade que lhe dê prazer e que consiga praticar de forma consistente”, acrescenta Margarida.

Diabéticos têm frequentemente carência de crómio, dizem alguns estudos

Essencial para o organismo, com várias funções relacionadas com a ação da insulina e com a manutenção da normalidade do açúcar no sangue, o Crómio é apontado, em alguns estudos, como essencial ao controlo da diabetes.

Presente no solo, água e alimentos, é obtido através da alimentação ou, quando necessário, da suplementação.

“Uma vez ingerido, o crómio é absorvido a nível intestinal e transportado até às nossas células, onde é utilizado para formar um molécula chamada Cromodulina” e que funciona em equipa com a insulina, “sendo essencial para receber a mensagem que esta hormona envia para o interior da célula” permitindo que os canais de glucose se abram para que o açúcar em circulação seja captado de forma eficaz.

Quando existe carência de crómio, “a síntese de Cromodulina é comprometida e as células tornam-se menos eficazes a responder à insulina e a regular a glicemia”, explica Margarida Guerreiro.

Uma vez que alguns estudos sugerem que os diabéticos apresentam, com alguma frequência, carência deste mineral, a suplementação poderá ser a resposta para melhorar esta função.

“A suplementação pode ser importante e necessária para grupos da população cujas necessidades de crómio são superiores, como é o caso dos indivíduos diabéticos ou daquelas que, embora não tenham diabetes, apresentam já alguns sinais de resistência à insulina e alteração na glicemia – a chamada pré-diabetes”, adianta a especialista, referindo que vários estudos apontam um melhor controlo glicémico, redução nos triglicéridos e aumento do colesterol HDL em doentes que recorrem ao reforço deste mineral.

No entanto, a especialista chama a atenção para alguns cuidados. “Idealmente, a escolha do suplemento deve ser apoiada por um profissional de saúde competente, nomeadamente um farmacêutico”, devendo ser feita uma escolha criteriosa do suplemento a utilizar.

“Geralmente, os suplementos de crómio são vendidos sob a forma de comprimidos, mas o tipo de molécula presente vai influenciar a sua qualidade, eficácia e segurança”, revela aconselhando a prestar atenção às características dos produtos.

“De acordo com um parecer emitido pela Autoridade Europeia de Segurança Alimentar, os suplementos que contém levedura enriquecida em crómio apresentam uma percentagem de absorção e um perfil de segurança bastante mais favorável relativamente aos suplementos com Cloreto de Crómio ou Picolinato de Crómio”, explica.

Apesar de ser necessário em quantidades mínimas – em Portugal, a legislação estabelece um valor de referência diário de 40 microgramas – a verdade é que o défice deste micronutriente é mais comum do que pensamos. “Alguns estudos publicados acerca do aporte alimentar de crómio dizem-nos que, numa dieta equilibrada tipicamente ocidental, dificilmente atingimos uma ingestão adequada de crómio”, justifica Margarida Guerreiro. 

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Dado INSA
Cerca de 640 mil portugueses (9,9%) sofriam de diabetes em 2015, uma doença mais frequente nos homens e nas pessoas sem...

Os dados fazem parte do Inquérito Nacional de Saúde com Exame Físico (INSEF), realizado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), que analisou o estado de saúde da população residente em Portugal, em 2015, com idade entre os 25 e os 74 anos.

Segundo os dados, divulgados a propósito do Dia Mundial da Diabetes, que hoje se assinala, 641 mil portugueses (9,9%) foram classificados como diabéticos.

A diabetes foi mais frequente nos homens (12,1%), no grupo etário dos 65-74 anos (23,8%), nas pessoas sem atividade profissional (20,6%) e com menos escolaridade (20,1%).

Estes dados foram obtidos a partir das medições da hemoglobina glicosilada efetuadas e de dados obtidos por questionário.

Foram considerados diabéticos as pessoas (não incluindo mulheres grávidas) que tinham hemoglobina glicosilada igual ou superior a 6,5%, que reportaram a toma de medicação para a diabetes nas duas semanas anteriores à entrevista ou que disseram ter diabetes.

O primeiro INSEF foi desenvolvido em 2015 para recolha de informação epidemiológica sobre o estado, determinantes e cuidados de saúde da população portuguesa.

Foram estudadas 4911 pessoas, na sua maioria em idade ativa (84,3% com idade entre os 25 e os 64 anos), quase dois terços (63,4%) dos quais “sem escolaridade ou com escolaridade inferior ao ensino secundário” e 11,2% desempregados.

“Este Inquérito teve como mais-valia o facto de conjugar informação colhida por entrevista direta ao indivíduo com dados de uma componente objetiva de exame físico e recolha de sangue”, refere o INSA.

O INSEF tem como finalidade contribuir para “a melhoria da saúde dos portugueses, apoiando as atividades nacionais e regionais de observação e monitorização do estado de saúde da população, avaliação dos programas de saúde e a investigação em saúde pública”.

Destinado a profissionais
Destinado a nutricionistas, é um importante apoio em consultas a pessoas com Diabetes Mellitus, dando a conhecer técnica de...

Para assinalar o Dia Mundial da Diabetes, 14 de novembro, Associação Portuguesa de Nutrição recorda a disponibilização do «Manual de Contagem de Hidratos de Carbono na Diabetes Mellitus – para profissionais de saúde». Um manual cujo objetivo é uniformizar os procedimentos associados à aplicação da técnica de contagem de hidratos de carbono por parte de pessoas com Diabetes, em especial Diabetes Mellitus tipo 1.

Desenvolvido pela Associação Portuguesa de Nutrição, contou com os seguintes apoios institucionais: Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável e o Programa Nacional para a Diabetes da Direção Geral da Saúde (DGS), Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP), Sociedade Portuguesa de Diabetologia (SPD), Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo (SPEDM) e Sociedade Portuguesa de Endocrinologia e Diabetologia Pediátrica (SPEDP).,

A Associação Portuguesa de Nutrição, atual designação da antiga Associação Portuguesa dos Nutricionistas, é uma associação técnico-científica que tem como um dos eixos de atuação a produção de materiais para nutricionistas com base em conhecimento técnico-científico, como é o caso do «Manual de Contagem de Hidratos de Carbono na Diabetes Mellitus – para profissionais de saúde».

Manual disponível para download gratuito no website da APN em: http://www.apn.org.pt/documentos/manuais/Manual_Contagem_HC.pdf

Ou disponível em papel, mediante aquisição previamente solicitada para [email protected].

Páginas