19º Congresso do Núcleo de Estudos da Doença Vascular Cerebral chega ao Porto
Cada um dos três vencedores terá direito a um estágio de 3 meses num centro de referência europeu na área da doença vascular...

O Núcleo de Estudos da Doença Vascular Cerebral (NEDVC) da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) vai realizar a 23 e 24 de novembro, no Hotel Crown Plaza, no Porto, o seu 19º Congresso. O alvo desta iniciativa são todos os intervenientes no processo assistencial do doente com doença cerebrovascular, que inclui médicos, enfermeiros, terapeutas, técnicos de diagnóstico, psicólogos, entre outros.

O principal objetivo do Congresso passa por promover o debate, junto da classe médica, sobre as novas evidências na prevenção, avaliação e tratamento e incentivar a investigação clínica na área da doença vascular cerebral.

Segundo Luísa Fonseca, coordenadora do NEDVC, “nesta edição serão abordados temas atuais e de extrema importância, tais como a doença vascular cerebral silenciosa, a doença carotídea assintomática, AVC no perioperatório, ou as novas evidências da terapêutica para a diabetes no risco vascular”.

No entanto, destaca a internista, “os temas centrais de debate serão o a dupla antiagregação e a terapêutica endovascular no AVC agudo, assim como as causas menos comuns de AVC, em que serão abordadas as doenças hereditárias do metabolismo, as vasculites, o enfarte medular e a doença de Moyamoya.” Salienta ainda a sessão sobre AVC hemorrágico, “em que serão abordados os critérios de qualidade no tratamento de hemorragia intracraniana”.

Um dos grandes focos desta iniciativa será a entrega dos prémios que elegem os melhores trabalhos de investigação e de inovação e dinamismo, todos realizados no âmbito do estudo do AVC. Cada um dos três vencedores terá direito a um estágio de 3 meses num centro de referência europeu na área da doença vascular cerebral, nomeadamente em Oxford, Madrid ou Barcelona.

Durante a tarde do dia 24 de novembro irão ainda decorrer os cursos pós-congresso, que vão estar organizados pelos seguintes temas: trombólise e trombectomia; neuroimagem no AVC; causas raras de AVC e sintomas comuns de AVC raros; e como abordar o acidente isquémico transitório.

Tabaco é o principal fator de risco
O cancro da cavidade oral é um dos mais prevalentes em todo o mundo e constitui uma parte de um grup

O cancro oral é definido pela Classificação Internacional de Doenças pelo conjunto de tumores malignos que afetam qualquer localização da cavidade oral, dos lábios à garganta, incluindo as amígdalas e a faringe. No entanto, este atinge com maior frequência a língua e o palato e nem sempre os primeiros sinais de lesão são óbvios. Na realidade, um dos problemas com este tipo de cancro é que nos estadios mais precoces pode passar completamente despercebido, não causando dores nem alterações significativas.

Inchaço, ferida ou úlcera que não cicatriza, dificuldade em engolir, rouquidão ou dores de garganta persistentes estão entre os sintomas mais frequentes. “Contudo, podemos falar ainda de outros sinais de alerta como o aparecimento de manchas brancas ou vermelhas nas gengivas, palato, língua ou parede interna da cavidade oral, obstrução nasal permanente, dores de cabeça persistentes e um aumento de volume de glândulas salivares”, acrescenta a médica oncologista Ana Castro, presidente do Grupo de Estudos do Cancro de Cabeça e Pescoço.

Com uma prevalência sete vezes superior no sexo masculino, e atingindo maioritariamente fumadores, o seu prognóstico depende da fase do seu diagnóstico. Apesar de se manifestar com maior frequência depois dos 50 anos, estima-se que dentro de algumas décadas a sua incidência possa aumentar motivada pelo envelhecimento da população. No entanto, tem-se registado um aumento de casos em indivíduos mais jovens sendo que o seu diagnóstico mantem-se tardio em mais de metade dos casos.

Entre os principais fatores de risco estão o álcool, tabaco e infeção por HPV, “sendo que o tabaco é o principal fator de risco nos indivíduos com mais de 50 anos – pelo menos 75% destes são fumadores”. “Quando se combina o tabaco com o álcool o risco aumenta significativamente (até 15 vezes mais) devido a um efeito sinergístico”, explica a especialista.

De acordo com Ana Castro, a sua taxa de sobrevivência aos 5 anos é de apenas 20%. “Infelizmente, em Portugal, ainda diagnosticamos este cancro em estadios muito avançados”, refere acrescentando que quando identificado a tempo a taxa de sobrevivência pode atingir os 90%.

“As modalidades terapêuticas curativas na atualidade são geralmente a cirurgia, a radioterapia associada ou não à quimioterapia, e esta última por si só numa fase mais avançada da doença”, explica quanto ao tratamento que, habitualmente, constitui uma abordagem multidisciplinar “envolvendo esforços de cirurgiões, radioterapeutas, médicos oncologistas, estomatologistas, nutricionistas, terapeutas da fala”, entre outros.

Em matéria de prevenção a especialista alerta para os comportamentos considerados de risco. De acordo com Ana Castro, os principais cuidados passam por não fumar, evitar o consumo de bebidas alcoólicas, garantir uma dieta rica em frutas e legumes, bem como a manutenção de uma boa higiene oral, com acompanhamento regular de um dentista e ter ainda cuidados redobrados quanto à exposição solar e prática sexual.

“É importante consultar o seu médico caso tenha algum dos sintomas mais comuns durante mais de três semanas”, reforça acrescentando que este tipo de cancro implica grandes alterações físicas e psicológicas na vida do doente.
“Estas alterações condicionam o estilo de vida do doente, na medida em que podem existir mudanças na imagem corporal, após a remoção do tumor, como a perda de tecidos, dentes ou maxilar”, conclui.

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Reabilitação em casa
Uma solução tecnológica para reabilitação física de vítimas de acidente vascular cerebral (AVC), realizada em casa, com...

Denominado SwitHome, o “inovador sistema”, centrado na “reabilitação física após um AVC, realizada em casa, com acompanhamento remoto de profissionais de saúde”, é, de acordo com a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), constituído por “palmilhas ‘inteligentes’ aliadas a dois interfaces” – um ‘tablet’ e uma plataforma online de comunicação entre terapeuta e paciente.

A tecnologia, que resulta de uma colaboração entre o Instituto de Sistemas e Robótica (ISR) da FCTUC e o Instituto Pedro Nunes (IPN), vai começar a ser testada em dezembro em doentes em dois hospitais, um em Barcelona (Espanha) e outro em Groningen (Holanda).

Numa nota enviada hoje à agência Lusa, a FCTUC indica que “a ideia surgiu em 2015, no âmbito de um projeto de investigação na área da eletrónica flexível (stretchable electronics), liderado por Mahmoud Tavakoli, do ISR.

“Ao conhecer o projeto, o IPN explorou o seu potencial de aplicação e avançou para a constituição de um consórcio que permitisse desenvolver um sistema capaz de chegar ao mercado”, refere a FCTUC.

A equipa alargou-se, assim, ao EIT Health (Instituto Europeu de Inovação e Tecnologia), que atribuiu um financiamento de cerca de 500 mil euros ao projeto, à Fundació Privada per la Recerca i la Docència Sant Joan de Déu, de Espanha, à empresa GMV Innovating Solutions, também de Espanha, ao Hospital Universitário de Groningen (Holanda) e a duas ‘startups’ portuguesas (Sword Health e SoftBionics).

O grande objetivo da solução SwitHome, que poderá chegar ao mercado em 2020, é permitir a “reabilitação em casa de pacientes que tenham sofrido um AVC. É uma tecnologia com grande impacto, quer para os doentes, quer para os sistemas de saúde”, sustenta António Lindo da Cunha, coordenador do projeto que atualmente está sediado no Laboratório de Automática e Sistemas (LAS) do IPN, em Coimbra.

“Por um lado, permite que o paciente consiga realizar mais horas de reabilitação no conforto do seu lar, reduzindo gastos e acelerando o processo de recuperação. Por outro, os profissionais de saúde podem tratar um maior número de pessoas com os mesmos recursos humanos, personalizar terapias e obter maior eficácia na reabilitação”, sublinha, citado pela FCTUC, António Lindo da Cunha.

A partir de “sensores distribuídos por toda a sola, as palmilhas, que se instalam no calçado do paciente, avaliam até 200 pontos de pressão do pé enquanto são realizados os exercícios determinados pelo terapeuta, em forma de jogo focado no equilíbrio (desenvolvido para o efeito), instalado no ‘tablet’”, explica a FCTUC.

Em simultâneo, acrescenta a faculdade, “o sistema fornece informação em tempo real ao paciente e envia dados para o terapeuta, por via de uma plataforma Web, permitindo-lhe acompanhar a evolução da reabilitação e proceder a ajustes caso seja necessário”.

O que distingue esta tecnologia que recorre a eletrónica flexível, e que o consórcio pretende alargar a sua aplicação a outras patologias, como o pé diabético, é ser “personalizada e participativa”. Esta tecnologia “une o paciente ao profissional de saúde, apostando no conceito ‘hospital em casa’”, destaca ainda António Lindo da Cunha.

“Estima-se que esta tecnologia implique uma redução de custos de até 35%, com impacto direto nos gastos dos sistemas de saúde e na economia das famílias”, adianta o investigador.

O AVC é uma das principais causas de morte em Portugal. Em todo o mundo, anualmente, existem 12 milhões de pessoas que sofrem um AVC e sobrevivem. Dessas, duas em cada três ficam com dificuldade em andar e com alto risco de queda.

Dia Europeu dos Antibióticos assinalou-se ontem
A 18 de Novembro festeja-se o dia Europeu dos Antibióticos, para promover o bom uso destes fármacos

Desde a descoberta da penicilina, por Fleming em 1928, que estamos protegidos contra determinadas bactérias e desde essa era que se tem vindo a descobrir novos antibióticos que combatem bactérias mais nocivas, permitindo baixar a taxa de mortalidade por estas infecções. Porém, 90 anos depois deparamo-nos com a possibilidade de um futuro sem medicamentos eficazes no tratamento de infeções bacterianas.

As infecções causadas por bactérias resistentes a antibióticos têm vindo a aumentar exponencialmente na Europa, ocupando Portugal, já um interessante quarto lugar na lista que mede o impacto destas infecções no que diz respeito à mortalidade e incapacidades provocadas nos doentes.

Sabe-se que 1 em cada 3 doentes internados recebe um antibiótico, razão pela qual a maioria das infecções associadas a estas bactérias resistentes são infecções hospitalares.

A Direcção Geral de Saúde perante este problema criou a PPCIRA (Programa de Prevenção e Controlo de Infecções e de Resistência aos Antimicrobianos), que são grupos de trabalho hospitalares que orientam a prescrição e duração de tratamentos por antimicrobianos no Hospital. 40% dos hospitais portugueses já têm Programas de Apoio à Prescrição Antibiótica (PAPA), o que ajuda e muito, nós médicos a evitar a utilização intensiva e abusiva destes medicamentos, e a rever cuidadosamente a prescrição, dosagem e duração do tratamento dos antibióticos.

Individualmente cada cidadão deve ter consciência que tomando algumas atitudes vai auxiliar a sua comunidade, tais como:

  • apenas tomar antibiótico se necessário;
  • não tomar antibióticos para tratar infecções virais como constipações ou gripes;
  • tomar o antibiótico exatamente como o médico lhe recomendou fazer;
  • não tomar antibióticos receitados por qualquer pessoa, mesmo que seja um familiar ou amigo. O antibiótico pode não ser apropriado para essa doença.

Por um futuro melhor #KeepAntibioticsWorking.

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Protocolo de cooperação
O administrador da Fundação Calouste Gulbenkian estará terça-feira em Cabo Verde, onde assinará com o governo um protocolo de...

Fonte da Fundação disse que se trata de uma visita de reforço de ações de cooperação para o desenvolvimento na área da saúde e da educação.

Para tal, o administrador da Fundação Guilherme d’ Oliveira Martins estará na cidade da Praia, onde assinará com o ministro da Saúde e da Segurança Social de Cabo Verde, Arlindo Nascimento do Rosário, um protocolo de cooperação no âmbito do apoio ao controlo do cancro.

Apoiado pela Fundação Gulbenkian, o projeto “Melhoria do diagnóstico e tratamento das doenças oncológicas em Cabo Verde” irá decorrer até 2020, em articulação com o “Plano estratégico nacional de controlo do cancro, 2018-2022” do país.

O objetivo do projeto é “contribuir para a melhoria dos cuidados de saúde na área da oncologia, com impacto expectável no prognóstico das doenças oncológicas”.

A Fundação recorda que o projeto piloto “Rastreio de base populacional do Cancro do Colo do Útero em Cabo Verde”, que decorreu entre 2016 e 2017, permitiu “avaliar perto de 2.600 mulheres e evitar o desenvolvimento de cancro em 174 delas”.

A próxima intervenção vai centrar-se nos cuidados prestados nos hospitais centrais de Cabo Verde - Hospital Dr. Agostinho Neto (Praia) e Hospital Dr. Baptista de Sousa (Mindelo) – e apostará na formação especializada em Portugal (21 estágios) e localmente (34 profissionais), bem como no reforço do equipamento clínico especializado nos dois hospitais.

Ainda na terça-feira, o livro “Ensino Superior em Cabo Verde: o contributo da Fundação Calouste Gulbenkian”, da autoria de Adriana Carvalho, será apresentado na Universidade de Cabo Verde, construção apoiada pela organização.

 

 

Recursos úteis ao médico na prática clínica diária
Uma aplicação para telemóvel desenvolvida pela ‘startup’ portuguesa Tonic App alcançou o segundo lugar na competição de...

A ‘app’, que tem o mesmo nome da ‘startup’ e foi lançada no mercado em março de 2017, constitui uma plataforma digital que reúne conteúdos e ferramentas para os profissionais de saúde e chega já a mais de 7.000 médicos em Portugal. Como prémio, a empresa portuguesa recebeu um cheque de mil euros e o acesso a aconselhamento da multinacional alemã Bayer.

“Este prémio é extremamente relevante, porque estamos a falar da maior feira médica a nível mundial e porque vem coincidir com o início da internacionalização da empresa. O reconhecimento é muito importante quando entrámos agora no Reino Unido, Espanha e França”, afirma à Lusa Daniela Seixas, médica e diretora executiva da companhia.

A agregação dos “recursos que são úteis ao médico na prática clínica diária”, bem como o papel de “facilitador” para outros agentes na área da saúde no contacto com os profissionais, é enfatizado pela responsável da ‘startup’ galardoada na feira internacional esta quarta-feira.

“A aplicação disponibiliza orientações, emprego médico, recursos educativos e formativos e acesso às melhores publicações de editores”, descreve, assegurando o rigor científico dos conteúdos: “Temos um departamento científico que serve de curadoria a tudo o que entra, para que os médicos tenham a garantia de conteúdos fidedignos, com todas as bibliografias”.

Com apenas sete funcionários, a empresa está neste momento em busca de investimento estrangeiro, tendo em vista a expansão no mercado europeu e, a médio prazo, a entrada no mercado norte-americano.

“A ideia é crescermos primeiro em número de utilizadores médicos, adaptando a aplicação para estes mercados com as suas especificidades, com um trabalho feito junto dessas comunidades médicas. Queremos tornar a Tonic App na aplicação de todos os médicos”, conclui.

Portugal/Angola
Cerca de 200 doentes angolanos estão em Portugal para receber tratamento médico que não está disponível em Angola, mas queixam...

Em declarações à agência Lusa, em Lisboa, Gabriel Tchimuco, presidente da Associação de Apoio aos Doentes Angolanos em Portugal (ADAP), explicou que as pensões que acolhem estes doentes “nunca foram restauradas, recuperadas e apetrechadas”, preocupações que gostariam de fazer chegar ao chefe de Estado angolano, João Lourenço, que entre 22 e 24 de novembro realiza uma visita oficial a Portugal.

“As camas de há 15 anos, continuam a ser as camas de hoje, os colchões de há 15 anos, continuam a ser os colchões de hoje. A alimentação dos doentes é paupérrima”, lamentou.

Para Gabriel Tchimuco, o setor de Saúde é o “principal culpado” do estado atual: “O que se está a passar, é que o setor de Saúde não paga ao proprietário das pensões, há quase três anos”.

“Não se fazem omeletes sem ovos”, salientou Tchimuco, referindo-se ao facto de o setor de Saúde da Embaixada de Angola não pagar aos proprietários das pensões, que por sua vez, não conseguem garantir “uma boa alimentação aos doentes”.

“Estamos a falar de um almoço pobre e de um jantar que se reduz a uma simples sopa”, acrescentou.

O presidente de direção da Junta Nacional de Saúde de Angola, Augusto Lourenço, admitiu em julho último, em Luanda, que o Estado angolano deve mais de cinco milhões de euros ao setor de Saúde de Portugal, de despesas com pacientes abrangidos pela Junta Médica.

O responsável sublinhou que as referidas dívidas "resultam da acumulação de vários anos de atividade", com pacientes enviados para tratamento nos hospitais portugueses, e que apesar da situação de crise económica e financeira que o país enfrenta, o Estado angolano "tem procurado amortizar".

Em Portugal, existem duas pensões que albergam entre 150 a 170 doentes angolanos. Os restantes estão em residências.

Os doentes que optam por arrendar uma casa recebem um subsídio no valor de 150 euros, montante que segundo Gabriel Tchimuco há necessidade de atualizar, face ao valor do mercado de arrendamento imobiliário em Lisboa.

O presidente da ADAP, associação que é hoje formalizada publicamente em Lisboa, mostrou-se preocupado com a questão do alojamento, afirmando que as pensões “começam a ser pequenas”, face ao número de doentes.

“Precisamos de um espaço maior, porque somos muitos e os doentes precisam de privacidade, por questões de infeções, não usar as mesmas casas de banho, e também dar mais dignidade à própria pessoa”, indicou.

Gabriel Tchimuco recorda que os doentes quando saem de Angola “beneficiam de uma credencial de Junta que passa por um processo de inspeção”, onde “uma comissão médica avalia o doente e em função da gravidade”.

“Se for uma patologia que não se consegue dar procedimento a nível local, neste caso em Angola, o doente beneficia de uma credencial de Junta, vem para Lisboa, e é recebido pelo setor de Saúde da Embaixada de Angola em Portugal”, explicou.

O Presidente da ADAP acrescentou que as patologias mais comuns são insuficiência renal crónica e problemas de coração, adiantando que haverá mais de 30 doentes angolanos transplantados em Portugal.

Também Gabriel Tchimuco, que sofre de insuficiência renal crónica, veio para Portugal em 2013, para receber tratamento hospitalar que não está disponível em Angola.

Desde os 35 anos que o presidente da ADAP fazia hemodiálise e “felizmente” conseguiu um transplante, em 2016.

Por ter passado pelas mesmas dificuldades, Gabriel Tchimuco, hoje com 50 anos, criou a Associação de Apoio aos Doentes Angolanos em Portugal, uma tentativa de “debelar a maior parte dos problemas” que aparecem.

“O nosso objetivo principal é a salvaguarda dos direitos e da dignidade humana dos doentes angolanos que vêm para Portugal”, sublinhou.

“Podemos poupar vidas com maior e melhor atenção do setor de Saúde. Os doentes precisam de ser acompanhados, precisam de ter uma assistência social mais condigna e mais participação no setor de Saúde”, concluiu Gabriel Tchimuco.

Orçamento do Estado
O PS propôs uma alteração à proposta de Orçamento do Estado para 2019 (OE2019) onde defende que os leites e fórmulas infantis...

“Em 2019, o Governo tomará as diligências necessárias no sentido aditar à lista de produtos comparticipados, desde que devidamente justificados por indicação médica, os leites e fórmulas infantis, indicados para crianças com alergias à proteína ao leite de vaca”, lê-se na proposta dos socialistas.

No documento, os deputados referem que a alergia à proteína ao leite de vaca manifesta-se em crianças “habitualmente no primeiro ou segundo ano de vida e nos primeiros 6 meses de vida”.

“Este produto é mais que um alimento, devendo ser tratado como um tratamento e deve ser encarado como tal”, defendem.

“O grupo parlamentar do Partido Socialista entende ser de toda a justiça corrigir uma gralha que se verificou na publicação de legislação sobre produtos hipoproteícos que determinou a exclusão da comparticipação de leites infantis e fórmulas para as crianças com alergia às proteínas do leite”, acrescentam os deputados.

 

Falta de recursos humanos
O presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM), Carlos Cortes, criticou a utilização dos médicos...

“Muitas vezes os médicos internos, em vez de estarem a fazer a sua formação, são colocados para tapar buracos nas urgências, nas enfermarias, a fazerem imensas consultas”, disse Carlos Cortes.

O presidente da SRCOM falava à Lusa à margem do primeiro Encontro do Internato Médico que decorreu hoje no Hospital de Aveiro, reunindo cerca de uma centena de clínicos da região.

Carlos Cortes referiu que o médico interno está nos hospitais e nos centros de saúde para se formar como especialista, defendendo que tem de ter à sua disposição “todas as condições para poder ser um bom médico especialista e servir de forma autónoma os cuidados de saúde e os seus doentes”.

“Sabemos que há uma necessidade assistencial dos hospitais que tem de ter uma resposta dos médicos, mas não podemos fazer isso comprometendo a formação dos jovens médicos”, alertou o mesmo responsável, adiantando que os internos têm um programa de formação “muito rigoroso”.

O presidente da SRCOM realçou a importância do congresso, que terá continuidade no próximo ano, por ser "o primeiro encontro desta dimensão realizado em Portugal que se propõe falar sobre os temas da formação médica a nível regional".

A iniciativa promovida pela SRCOM teve como objetivo evidenciar as práticas de excelência na formação médica na região Centro, com enfoque principal no distrito de Aveiro, criar um espaço de reflexão sobre formação médica pós-graduada, com sessões científicas e apresentação de trabalhos de investigação, bem como reforçar a relação entre os orientadores de formação e médicos internos.

 

 

Ordem
O bastonário da Ordem dos Médicos avisa os jovens clínicos de que precisam de lutar pela qualidade da medicina e combater as...

A propósito dos novos médicos que começaram este sábado a realizar o Juramento de Hipócrates, o bastonário Miguel Guimarães disse que é preciso dar-lhes “um sinal de confiança na medicina, mas também transmitir que têm de lutar por essa medicina”.

“Para um médico poder servir os doentes tem, antes de mais, de combater as más políticas”, referiu Miguel Guimarães, recordando palavras semelhantes do filósofo francês Michel Foucault.

O bastonário considera que em Portugal “há más políticas de saúde” que têm de ser alteradas, instando os novos médicos a defenderem a medicina e a estarem preparados para “essa luta”.

“Temos um caos generalizado nas unidades de saúde a vários níveis. Não são casos pontuais. O Estado mostra-se incompetente para resolver o caos dos sistemas informáticos, temos equipamentos obsoletos e fora do prazo e todas as semanas me chegam casos de demissões em serviços de saúde”, afirmou à agência Lusa.

Miguel Guimarães reconhece que o que na saúde tem melhorado nos últimos 10 ou 20 anos se deve essencialmente à “grande evolução da medicina”, entendendo que o Serviço Nacional de Saúde “está pior”.

Para o bastonário, os novos médicos que entram no sistema chegam numa “altura conturbada”, em que se sente “pouca vontade dos atores políticos em resolver os problemas” que afetam a saúde.

Cerca de dois mil novos médicos começaram no sábado a realizar o Juramento de Hipócrates, o compromisso médico feito na altura da formatura dos clínicos e que no ano passado foi atualizado para se centrar mais no doente.

 

Formatura
Cerca de dois mil novos médicos começaram sábado a realizar o Juramento de Hipócrates, o compromisso médico feito na altura da...

O juramento deste ano ocorre em cinco locais: Lisboa, Porto, Braga, Covilhã e Coimbra, abrangendo cerca de 800 médicos na zona Norte, cerca de 400 no Centro e perto de 700 no Sul.

A primeira cerimónia do Juramento de Hipócrates ocorreu no sábado, em Coimbra, seguindo-se o Porto no domingo, Covilhã e Lisboa no dia 24 e Braga no dia 25, segundo informação da Ordem dos Médicos.

O texto do tradicional Juramento dos médicos foi alterado no ano passado, sendo este o segundo ano em que os novos médicos dirão a nova versão, que pretendeu ser um texto mais centrado no doente.

“Respeitarei a autonomia e a dignidade do meu doente” e “Guardarei o máximo de respeito pela vida humana”, foram algumas das novidades introduzidas pela Associação Médica Mundial no Juramento de Hipócrates.

Na anterior versão, o Juramento contemplava a seguinte frase: "Guardarei respeito absoluto pela vida humana desde o início", tendo sido substituído o "respeito absoluto" por "máximo respeito".

A orientação sexual passou também a figurar entre as considerações que não se podem interpor entre o dever do médico e o seu doente, a par da idade, deficiência, crença religiosa, origem étnica, nacionalidade, filiação política ou estatuto social. Na anterior versão do Juramento constava apenas a religião, raça, nacionalidade, política e condição social.

Apesar de não ser obrigatório, o Juramento de Hipócrates tem uma forte carga simbólica por marcar o início da atividade dos médicos, sendo, no fundo, um passo em que os novos clínicos juram praticar a medicina honestamente.

Este ano ocorre também o último exame “Harrisson”, a prova nacional de acesso à especialidade médica em vigor há 40 anos e que tem sido muito criticada por ser demasiado focada na memorização.

O bastonário da Ordem dos Médicos entende que a nova prova é uma mais-valia para os novos médicos, por ser “mais adequada à seriação dos candidatos” e “mais voltada para o raciocínio clínico”.

Além disso, a nova Prova Nacional de Acesso vai ter um “grande impacto” nas universidades, porque obrigará as escolas médicas a reformular o seu ensino atual, sobretudo no caso das que têm um ensino mais tradicional, refere Miguel Guimarães em declarações à agência Lusa.

O novo formato de prova só começa em 2019, mas este ano houve já estudantes que se voluntariaram para experimentar uma prova piloto. Também a formação do júri da nova prova já foi feita, embora nos primeiros exames o júri português ainda vá contra com apoio de norte-americanos do National Board of Medical Examiners (um comité de exames dos Estados Unidos).

A prova terá 150 perguntas e é inspirada no “National Board” dos Estados Unidos.

 

O Governo aprovou quinta-feira o diploma da descentralização na saúde e deu como concluída a apreciação dos diplomas setoriais...

As autarquias assumem competências de manutenção, conservação e equipamento das instalações de unidades de cuidados de saúde primários, bem como de gestão e execução dos serviços de apoio logístico das unidades funcionais dos agrupamentos de centros de saúde do Serviço Nacional de Saúde.

Ficam excluídos, no entanto, os serviços de apoio logístico relacionados com equipamentos médicos, que se mantêm na esfera da administração central.

As autarquias passam também a gerir trabalhadores inseridos na carreira de assistente operacional das unidades funcionais dos agrupamentos de centros de saúde (Aces) e a participar no planeamento, gestão e investimento em novas unidades de cuidados de saúde primários, incluindo construção, equipamento e manutenção.

A parceria nos programas de prevenção da doença, nos cuidados de saúde primários, saúde familiar e estilos de vida saudável e envelhecimento ativo também serão assumidos pelos municípios.

Em cada município será criada um conselho municipal de saúde, ao qual competirá a coordenação da política de saúde ao nível concelhio.

No âmbito do processo de descentralização, o Governo prevê a transferência de cerca de 1.800 trabalhadores, de 600 equipamentos e 900 edifícios.

 

Reação
O Laboratório Adnpharma contrapôs na 6ª feira, na sequência da decisão do Infarmed de retirar do mercado o produto Adnikid Gel...

Em comunicado, o Laboratório Adnpharma declara aceitar que o Infarmed considere que o produto Adnikid Gel Stick, para hematomas e nódoas negras, contenha alegações que não são compatíveis com a definição de produto cosmético, mas assegura que a composição do produto está em conformidade com a legislação comunitária.

"Todos os relatórios de segurança realizados confirmam a segurança do produto e dessa forma a total ausência de risco para a segurança dos utilizadores. A Adnpharma reitera que o uso do produto não representa qualquer risco para a segurança das crianças e dos adultos", diz o laboratório.

O Infarmed ordenou a retirada imediata do mercado daquele produto destinado a crianças até aos três anos, utilizado para as nódoas negras, por colocar em risco a segurança das crianças, considerando que o produto "contém uma mistura de extratos de plantas e alega possuir propriedades curativas na inflamação, dor muscular e articular (...) que não são compatíveis com a definição de produto cosmético".

Num comunicado publicado na sua página na Internet, o Infarmed salienta que os consumidores que possuam este produto não o devem utilizar e as entidades que disponham dele devem proceder à sua devolução.

 

Opinião
Com o uso incorreto e indiscriminado de antibióticos, as bactérias vão criando inúmeras resistências
Cultura bacteriana

Os antibióticos são um grupo de medicamentos usado para tratar infeções causadas por bactérias, não sendo eficazes no tratamento de infeções virais, como por exemplo a vulgar gripe.

Foi em 1928 que o jovem médico Alexander Fleming descobriu por acidente o primeiro antibiótico, a penicilina. Foi provavelmente a descoberta mais marcante da medicina. Pela primeira vez fomos capazes de vencer a “luta” contra bactérias causadoras de infeções, que eram na época a principal causa de morte.

Poucos anos depois, em 1942, Alexander Fleming ganhou o prémio Nobel da Medicina e no seu discurso alertou que o uso inapropriado dos antibióticos poderia tornar as bactérias mais fortes. E assim foi.

Com esta inovação, na era da dita Medicina Moderna, os médicos pensaram que tinha sido descoberta a solução para tratar definitiva e eficazmente todas as infeções bacterianas. E os Antibióticos, os salvadores da época, começaram a ser prescritos indiscriminadamente e para todos os tipos de infeção, causando a chamada resistência bacteriana, que fez das bactérias as “superbacterias multirresistentes” e sem antibiótico capaz de as tratar.

Quando temos uma infeção bacteriana os microrganismos que a causam vão-se multiplicando no nosso organismo, podendo sofrer algumas mutações. Ao tomarmos um antibiótico, mesmo que seja o mais adequado, existem sempre algumas bactérias que não são mortas e que se multiplicam e se tornam resistentes ao antibiótico tomado. Como resultado, numa infeção posterior, esse mesmo antibiótico já não é eficaz e tem que se tomar outro, de espectro mais alargado.

Com o uso incorreto e indiscriminado de antibióticos, as bactérias vão criando inúmeras resistências, sendo necessários antibióticos de largo espectro e de tratamento hospitalar para as tratar. Mas muitas vezes já não existem antibióticos que consigam debelar essas “superbacterias” e estamos novamente a morrer de infeções graves, exatamente como acontecia há 90 anos, no tempo de Alexander Fleming.

Existem algumas atitudes simples que devemos respeitar para tentar evitar que este problema de saúde pública continue a tomar esta dimensão:

  • Não utilize antibióticos sem serem prescritos pelo seu médico e apenas para infeções bacterianas;
  • Respeite a duração do tratamento e não páre de tomar mesmo que se sinta melhor;
  • Não tome antibióticos que restaram de tratamentos prévios;
  • Não guarde sobras de antibióticos em casa. Se sobrar entregue na farmácia;
  • Não se sinta mal tratado se o seu médico não prescrever antibióticos. Eles não tratam tudo, apenas infeções bacterianas. Não se esqueça que as infeções virais não cedem ao tratamento antibiótico e que se os tomarmos só aumentamos as resistências.

Ironia do destino, se achávamos que tínhamos descoberto a solução das infeções bacterianas, agora, pelo nosso próprio erro, estamos a chegar à era pós-antibiótico e praticamente já não temos antibióticos adequados para as tratar.

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Secretário de Estado
O secretário de Estado Adjunto e da Saúde afirmou hoje que a aprovação de medicamentos inovadores em Portugal ocorre mais a um...

No encerramento do Fórum do Medicamento, que hoje decorreu em Lisboa, Francisco Ramos lembrou que têm sido aprovadas dezenas de novos medicamentos inovadores para o mercado português em 2016, 2017 e também já este ano, quando cerca de 40 novos fármacos foram aprovados até ao mês passado.

“Continuamos a um ritmo normal. Mas com uma agenda ditada pela legítima agenda comercial das empresas e não pelas nossas necessidades em saúde”, afirmou o secretário de Estado.

No final da sessão, em declarações à agência Lusa, Francisco Ramos considerou tratar-se de “uma constatação” a afirmação de que a aprovação dos medicamentos tem sido mais submetida aos interesses comerciais das farmacêuticas do que às necessidades.

O governante adiantou ainda que as autoridades portuguesas, como a autoridade do medicamento (Infarmed), estão a trabalhar para “antecipar as intenções” dos laboratórios.

“Aquilo em que se está a trabalhar, em que o Infarmed está a trabalhar, é antecipar em dois anos as intenções das companhias apresentarem os ‘dossiers’ [de aprovação e introdução de um fármaco] para que o ritmo de apreciação não seja o de entrada, ditado pelos interesses comerciais das companhias, mas um ritmo de interesse para as prioridades da saúde em Portugal”, adiantou.

Francisco Ramos afirma que o objetivo é, por exemplo, poder apressar a aprovação de um “medicamento mais importante” ou atrasar outro “numa área onde haja já muita oferta”.

“Há muito trabalho que pode ser feito para melhorar o acesso aos medicamentos inovadores num quadro de cada vez mais rigor, quer em termos de metodologia, quer em termos de chamar a atenção para todos os atores de que é muito importante acolhermos toda a inovação que faz a diferença, mas que isso tem de ser feito a níveis económicos que sejam comportados pelas economias dos países”, sublinhou à Lusa.

Aliás, Francisco Ramos lembrou que não tem conhecimento de que algum medicamento tenha sido recusado em Portugal por “preço excessivo”.

Na sua intervenção no Fórum promovido pela Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde recordou que o Governo se prepara no próximo ano para dar autonomia aos hospitais, um objetivo que tem sido muito reclamado pelos gestores.

ARS Norte
A Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-Norte) prevê que o volume de utentes atendidos no Centro de Reabilitação do...

O Conselho de Ministros aprovou no dia 08 de novembro a transferência da gestão do Centro de Reabilitação do Norte - Dr. Ferreira Alves, até aqui gerido pela Santa Casa de Misericórdia do Porto, para o Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho (CHVNG/E).

Em resposta escrita enviada à agência Lusa, a ARS-Norte apontou que "está prevista a criação de um Centro de Responsabilidade Integrado e de um Conselho Consultivo, integrado pelos hospitais da região, com vista a assegurar a autonomia técnica do Centro de Reabilitação do Norte" e avançou que o número de utentes assistidos pode aumentar.

"O perfil assistencial mantém-se idêntico, prevendo-se, no entanto, a possibilidade de alargamento do volume de doentes tratados, dado o suporte clínico que nalgumas especialidades o CHVNG/E passará a disponibilizar ao Centro de Reabilitação do Norte, permitindo o tratamento numa fase mais precoce dos doentes que necessitam de reabilitação", lê-se na resposta da ARS-Norte.

Atualmente a média de utentes atendidos neste equipamento de saúde localizado em Valadares, concelho de Vila Nova de Gaia, distrito do Porto, ronda os 3.500 por ano.

Sem especificar valores, e questionada sobre encargos financeiros com esta transferência, a ARS-Norte apontou que as verbas até aqui pagas à Santa Casa da Misericórdia do Porto passam a fazer parte do contrato-programa do CHVNG/E, sintetizando o processo como "uma mera transferência de financiamento, sem aumento de encargos para o Estado".

"Os valores afetos aos encargos decorrentes da exploração do Centro de Reabilitação do Norte passarão a estar integrados no contrato-programa anual celebrado entre a ARS-Norte e o CHVNG/E", lê-se na resposta.

O Centro de Reabilitação do Norte - Dr. Ferreira Alves é a mais recente unidade hospitalar nacional, tendo sido inaugurado a 25 de fevereiro de 2014 pelo então ministro da Saúde, Paulo Macedo.

Construído de raiz, e sob gestão da Misericórdia do Porto desde o primeiro momento, dá resposta às necessidades de saúde em reabilitação da população.

Em fevereiro de 2016, a propósito de um projeto de construção de residências para familiares de utentes nos terrenos do Centro de Reabilitação do Norte, foi descrito à Lusa que este equipamento integra quatro unidades funcionais - AVC, Lesões Medulares, traumatismo Cranioencefálico e Pediatria e Reabilitação geral e outras doenças neurológicas.

Com uma lotação total de 102 camas para internamento, o Centro de Reabilitação do Norte realizou, em 2015, um total de cerca de 30 mil tratamentos diários e de cerca de 6.400 consultas externas.

Picada da mosca tsé-tsé
Uma comissão de especialistas da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) recomendou hoje a aprovação do fexinidazol, o primeiro...

Em comunicado, a comissão indica que a empresa farmacêutica Sanofi e a organização sem fins lucrativos DNDi (Iniciativa Medicamentos para Doenças Negligenciadas) vão doar à Organização Mundial de Saúde (OMS) o medicamento, que será disponibilizado gratuitamente para as populações implicadas.

A doença do sono, ou tripanossomíase africana humana (HAT), é transmitida pela picada de uma mosca tsé-tsé infetada e é geralmente fatal se não for tratada.

Esta doença é caracterizada por sintomas neuropsiquiátricos - agressão, psicose, distúrbios do sono.

Cerca de 65 milhões de pessoas estão potencialmente expostas à doença na África Subsaariana, embora o número de casos identificados tenha diminuído significativamente nos últimos anos.

Em 2017, apenas 1.447 casos foram notificados à OMS, face aos 9.870 em 2009.

A OMS tem como objetivo eliminar esta doença até 2020.

O fexinidazol pode ajudar a atingir esse objetivo, na medida em que se trata de um comprimido único, tomado uma vez por dia durante 10 dias, enquanto os tratamentos padrão atuais requerem hospitalização, punções lombares e injeções intravenosas.

"Embora os tratamentos atuais sejam seguros e eficazes, eles devem ser administrados em meios hospitalares e representam uma carga logística considerável para os sistemas de saúde" locais, indicou em comunicado, Victor Kandé, investigador principal de ensaios clínicos com fexinidazol realizados pela DNDi na República Democrática do Congo (RDCongo) e na República Centro-Africana.

Além disso, os afetados pela HAT "estão entre os mais vulneráveis e vivem nas áreas mais remotas do Congo, ou mesmo do mundo", sublinhou Kandé.

O fexinidazol foi descoberto em 2005 pela DNDi, uma organização independente de investigação e desenvolvimento sem fins lucrativos apoiada por vários Estados europeus e doadores privados, como a Fundação Bill e Melinda Gates e os Médicos Sem Fronteiras.

Um acordo de colaboração foi concluído em 2009 entre a DNDi e a Sanofi, deixando à empresa farmacêutica francesa a responsabilidade de tratar do desenvolvimento industrial, do registo regulamentar, da produção e distribuição de fexinidazol.

 

Portugal tem uma das taxas de nascimentos prematuros mais elevadas na Europa
O desenvolvimento gastrointestinal e neurológico do bebé é interrompido num nascimento prematuro, af

A provisão de leite materno é fundamental para o desenvolvimento e crescimento dos bebés nos primeiros meses de vida, sobretudo quando se trata de um nascimento prematuro[i] – nascidos antes de se cumprirem as 37 semanas de gestação. Porém, o parto pré-termo apresenta à mãe, ao lactante e aos profissionais de saúde um conjunto específico de que complicam a alimentação oral e a progressão dos bebés prematuros face ao aleitamento materno[ii].

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), estima-se que nascem anualmente no mundo cerca de 15 milhões de bebés pré-termo[iii], enquanto que em Portugal, os últimos dados publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) assinalam que em 2016 nasceram aproximadamente 7 mil bebés prematuros. Registou-se um aumento de 5,6%, em 2001, para 7,8% em 2016, no número de nascimentos[iv] deste tipo.

Dificuldades do aleitamento materno em bebés pré-termo

Apesar dos obstáculos que possam surgir para dar de mamar ao bebé prematuro, existem inúmeras formas para alimentar o recém-nascido com leite materno. Além disso, os bebés pré-termo alimentados com leite da sua mãe tendem a receber alta hospitalar duas semanas antes dos que são alimentados com leite de fórmula[v]; porém, o parto prematuro pode provocar uma série de problemas que podem dificultar o aleitamento[vi]:

Iniciar a produção de leite:

Normalmente, a produção de leite das mães é ativado quando o recém-nascido é colocado ao peito e inicia a sucção de forma cíclica; num parto prematuro, é provável que o bebé tenha dificuldades em mamar ao princípio, pelo que a mãe pode reproduzir as sensações que ativam a produção do colostro, estimulando o peito e os mamilos com as mãos ou utilizando um extrator.

Neste sentido, é fundamental apoiar a mãe na extração precoce do leite e fomentar o contacto pele com pele – o contacto direto do bebé no peito – com maior frequência[vii]. Isto contribuirá para a libertação de oxitocina, uma hormona que irá contribuir para a produção de leite[viii] começar. Além disso, extrair um pouco de leite e deixá-lo sobre o mamilo antes de colocar o bebé ao peito pode ajudar a despertar o seu desejo de começar a sucção de forma cíclica[ix].

Coordenar o reflexo sução-deglutição-respiração:

O desenvolvimento das vias cerebrais e do tronco cerebral implicados na função motora bocal, a deglutição e a respiração é interrompido por um nascimento prematuro, afetando a capacidade inicial do bebé para se alimentar por via oral[x].

Esta imaturidade neurológica e física pode complicar as tomas de leite iniciais devido à falta de coordenação do reflexo sução-deglutição-respiração, a fadiga e a hipotonia[xi], provocando, ao lactante, reflexos involuntários como sentir náuseas, tossir e cuspir ao engolir[xii].

Até que o bebé esteja apto a alimentar-se diretamente do peito, as mães podem administrar-lhe pequenas quantidades de leite na boca com uma seringa ou com cotonetes de algodão embebidos de leite materno[xiii], permitindo ao bebé prematuro provar o leite, facilitar a transição para um aleitamento completo e revestir a sua boca com os componentes protetores e imunitários do leite.

Movimento da língua e pegar na mama

O movimento da língua é muito importante durante o aleitamento porque é ela que deve extrair o leite e transferi-lo de forma segura à faringe antes de engolir[xiv]; ao contrário dos bebés nascidos de termo, os prematuros não apresentam um padrão constante de movimento da língua ou de vácuo durante o aleitamento[xv]. Além disso, os bebés prematuros costumam apresentar dificuldades para se agarrarem ao peito[xvi].

Utilizar um adaptador de mamilo pode contribuir para facilitar o processo de aprendizagem da alimentação oral dos prematuros, contribuir para o bebé pegar na mama, à extração do leite e a minimizar a dor nos mamilos durante o aleitamento. Além disso, conforme aumenta a idade e experiência dos bebés, começarão a reduzir o uso de compressão para extrair o leite, alimentando-se de forma mais eficiente e eficaz ao regular e espaçar os movimentos de sucção e a velocidade de ingestão[xvii].

Situações stressantes e problemas emocionais

Depois do nascimento pré-termo é habitual que se transfira o bebé para a unidade de cuidados intensivos neonatais (UCIN), separando a mãe e o bebé durante a hospitalização. Em algumas ocasiões, esta separação provoca situações stressantes que podem alterar as ‘subidas e descidas do leite’ na mãe[xviii].

Além disso, os problemas emocionais na sequência do nascimento prematuro, como o stress, a ansiedade ou a falta de sono que sentem as madres durante o pós-parto podem complicar ainda mais o início e continuação do aleitamento[xix]. A estes fatores também podem somar-se o escasso acesso a uma equipa adequada e a carência de um apoio oportuno para a extração de leite[xx].

Visitar a UCIN para ver como é e como cuidam dos bebés prematuros, e conhecer e compreender como se produz o leite materno e a sua importância na saúde atual e futura do bebé pode ajudar as mães a reduzir as situações stressantes e os problemas emocionais[xxi]

Os benefícios do leite materno e a dupla extração

Apesar das dificuldades que possam ocorrer, a proteção que o aleitamento materno oferece é especialmente importante para os bebés nascidos antes da 37ª semana de gravidez. Ao nascer tão cedo, os bebés prematuros não recebem importantes fatores como o DHA (um ácido gordo vital para o desenvolvimento saudável do cérebro e dos olhos) ou a imunoglobulina G (um anticorpo) que é transportado desde a mãe ao feto através da placenta[xxii].

Por esse motivo, o leite materno dos bebés pré-termo contém maiores níveis de hormonas, ácidos gordos, proteínas, fatores de crescimento e agentes protetores[xxiii] que contribuem para evitar problemas importantes a que está exposto um bebé prematuro[xxiv], como infeções graves[xxv].

No caso de a mãe necessitar de extrair leite, o método da extração dupla permite maximizar, numa média de 18%, a quantidade de leite extraída em comparação com a extração sucessiva de cada peito ou simples[xxvi]. Este método de extração é eficaz porque um peito bem vazio indica ao sistema da mãe que deve produzir mais leite, ao contrário do que sucede se fica leite no peito depois de uma extração ineficiente[xxvii].

Para facilitar a alimentação do prematuro, a Medela desenvolveu tecnologias avançadas de extração de leite e alimentação com leite materno. Entre os seus produtos, destaque para o Symphony PLUS, um extrator elétrico duplo para uso hospitalar ou uso pessoal, graças à opção de aluguer, cuja tecnologia imita o comportamento de sucção do bebé mantendo os padrões dos bebés nascidos de termo nos primeiros dias de aleitamento e ajudando a madre a iniciar, produzir e manter a produção de leite adequada.

Finalmente, é recomendável procurar uma situação mais cómoda para a de extração, sendo que o melhor momento é aquele imediatamente depois ou durante um contacto prolongado pele com pele e/ou observando o bebé[xxviii].




[i] Patel, A.L. et al. (2013). Impact of early human milk on sepsis and health-care costs in very low birth weight infants. J Perinatol, 33, pp. 514-519.

[ii] Barlow, S.M. (2009). Oral and respiratory control for preterm feeding. Curr Opin Otolaryngol Head Neck Surg, 17, pp.179-186.

[iii] OMS. (2018). Nacimientos prematuros. https://bit.ly/2HrY1D6

[iv] INE. Estatísticas Demográficas 2016, https://bit.ly/2Q4u5Ri, e Estatísticas Demográficas 2006. Nados-vivos prematuros (%), Portugal, https://bit.ly/2FzrC87

[v] Schanler RJ et al. (2005). Randomized trial of donor human milk versus preterm formula as substitutes for mothers' own milk in the feeding of extremely premature infants. Pediatrics. 116(2), pp. 400-406.

[vi] Medela. (2015). Análisis de la investigación. Desarrollo de la alimentación del bebé prematuro.

[vii] Medela. Análisis de la investigación. Desarrollo de la alimentación del bebé prematuro.

[viii] Uvnas-Moberg, K. (1996) Neuroendocrinology of the mother-child interaction. Trends Endocrinol Metab, 7, pp. 126-131.

[ix] Mizuno, K. Alimentar con leche materna a tu bebé prematuro. Recuperado de: https://bit.ly/2Fkoq5m

[x] Caroll, J.I. (2003). Developmental plasticity in respiratory control. J Appl Physiol (1985), 4, pp. 375-389.

[xi] Fucile, S., Gisel, E., Schanler, R.J. y Lau, C. (2009). A controlled-flow vaccum-free bottle system enhances preterm infants nutritive sucking skills. Dysphagia, 24, pp. 145-151.

[xii] Committee on injury, v.a.p.p. Policy statement-Prevention of choking among children. (2010).  Pediatrics, 125, pp. 601-607.

[xiii] Lee, J. et al. (2015). Oropharyngeal colostrum administration in extremely premature infants: an RCT. Pediatrics. 135(2): e357-366.

[xiv] Miller, J.L., Sonies, B.C. y Macedonia, C. (2003). Emergence of oropharynfeal, laryngeal and swallowing activity in the developing fetal upper aerodigestive tract: An ultrasound evaluation. Early Hum Dey, 71, pp-61-78.

[xv] Sakalidis, V.S. et al. (2013). Ultrasound imaging of infant sucking dynamics during the establishment of lactation. J Hum Lact, 29, pp. 205-113.

[xvi] Chevalier McKechnie, A. y Eglash, A. (2010). Nipple shields: A review of the literature. Breastfeed Med, 5, pp. 309-314.

[xvii] Lau, C., Smith, E.O. y Schanler, R.J. (2003). Coordinarion of suck-swallow and swallow respiration in preterm infants. Acta Paediatr, 92, 721.

[xviii] Newton, M. y Newton, N. (1948). The let-down reflex in human lactation. J Pediatrics, 33, pp.698-704.

[xix] Lau, C. (2001). Effects of stress on lactation. Pediatr Clin North Am, 48, pp.221-234; Chatterton, R.T., Jr. et al. (2000). Relation of plasma oxytocin and prolactin concentrations to milk production in mothers of preterm infants: Influence of stress. J Clin Endocrinol Metab, 85, pp. 3661-3688.

[xx] Mejer, P.P. y Engstrom, J.L. (2007). Evidence-based practices to promote exclusive feeding of human milk in verylow-birthweight infants. NeoReviews, 18, pp.c-467-c477.

[xxi] Katsumi, M. Alimentar con leche materna a tu bebé prematuro.

[xxii] Duttaroy, A. K. (2009). Transport of fatty acids across the human placenta: a review. Prog Lipid Res. 48(1):52-61.; Palmeira, P et al. (2012). IgG placental transfer in healthy and pathological pregnancies. Clin Dev Immunol. 985646.

[xxiii] Bertoncelli, N. et al. (2012). Oral feeding competences of healthy preterm infants: A review. Int J Pediatr 2012, 896257.

[xxiv] Newburg, D.S. (2005). Innate immunity and human milk. J Nutr. 135(5), pp. 1308-1312.

[xxvi] Prime, D.K.; Garbin, C.P.; Hartmann, P. E. y Kent, J.C. (2012). Simultaneous breast expression in breastfeeding women is more efficacious than sequential breast expression. 7(6), pp. 442-447.

[xxvii] Kent, JC. et al. (2012). Principles for maintaining or increasing breast milk production. J Obstet Gynecol Neonatal Nurs. 41 (1), pp. 114-121.

[xxviii] Uvnäs Moberg, K. y Prime, D.K. (2013). Oxytocin effects in mothers and infants during breastfeeding. Infant, 9(6), pp. 201–206.

 

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Indicadores de utilização das urgências
Os episódios de urgência evitáveis e o recurso frequente às urgências hospitalares vão passar a ser indicadores que avaliam o...

No Fórum do Medicamento, que hoje decorreu em Lisboa, Ricardo Mestre, vogal da Administração Central do Sistema de Saúde, disse que vão ser introduzidos indicadores de utilização das urgências no processo de contratualização dos cuidados de saúde primários no próximo ano.

“As urgências evitáveis e as urgências frequentes será um dos indicadores que avaliam o desempenho da equipa [nos cuidados de saúde primários]”, afirmou Ricardo Mestre, lembrando que atualmente os centros de saúde já têm como indicador os internamentos evitáveis dos seus doentes.

Desta forma, pretende-se que os centros de saúde contribuam para retirar dos hospitais os episódios que são considerados como urgências evitáveis, um dos problemas geralmente atribuído na pressão das urgências hospitalares.

Em declarações à Lusa à margem do Fórum promovido pela Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares, Ricardo Mestre explicou que os cuidados de saúde primários têm uma matriz que avalia o seu desempenho em várias dimensões, como o acesso, a qualidade ou a efetividade de cuidados.

“Uma das áreas importantes é podermos monitorizar e integrar nesta avaliação a utilização que os utentes fazem dos serviços de urgência em condições de saúde que eram evitáveis. Há um conjunto de condições de saúde ou de doenças crónicas que, bem controladas em ambulatório, evitam internamentos ou situações de urgência. A ideia é introduzir esta dimensão na avaliação de desempenho dos cuidados de saúde primários”, afirmou o vogal da ACSS.

Ricardo Mestre recorda que Portugal “tem uma utilização elevada do serviço de urgência” e uma percentagem também considerada alta de utilizadores frequentes das urgências, que recorrem várias vezes num ano, que se situa nos 10% dos portugueses.

 

Menos 10 anos de vida para os fumadores
O Dia do Não Fumador surgiu em 1984, sendo comemorado em todo o mundo.

O tabaco representa uma das principais causas evitáveis de doença e de morte prematura. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), morrem, anualmente, cerca de cinco milhões de pessoas, em todo o mundo, em consequência deste consumo, podendo atingir, dentro de três décadas, os dez milhões habitantes/ano.

Na Europa, o consumo de tabaco é responsável por um milhão e 200 mil mortes anuais, número que tende a ascender aos dois milhões. Em Portugal, o consumo de tabaco atinge cerca de 20 a 26% da população, e é responsável por 10,6% das mortes. Em 2016 morreram mais de 11800 pessoas por doenças atribuíveis ao tabaco, o que significa uma morte a cada 50 minutos! Compreende-se assim a dimensão do problema do tabagismo em saúde pública.

Consumo e saúde

O consumo do tabaco contribui para a redução da longevidade. Os fumadores têm, em média, menos dez anos de vida do que os não fumadores, contudo é de salientar o risco também associado ao tabagismo passivo. O tabagismo é um fator de risco também para os não fumadores expostos a ambientes poluídos pelo tabaco. Estima-se que a mortalidade anual associada ao tabagismo passivo, a nível mundial, corresponda a cerca de 900.000 pessoas/ano.

O cigarro contém cerca de 4.000 substâncias com efeitos tóxicos e irritantes, 70 das quais como cancerígenos e ainda substâncias com ação a nível do sistema nervoso e cardiovascular. A nicotina é a principal responsável pela habituação e induz uma depedência fisiológica e psicológica.

Sabe-se que o tabaco é responsável por:

  • 25 a 30% da totalidade dos cancros (incluindo cancro do aparelho respiratório superior, lábio, língua, cavidade oral, faringe e laringe);
  • 90% dos casos de cancro do pulmão;
  • 80% dos casos de doença pulmonar obstructiva crónica.

Ainda a referir: doença cardiovascular, doença cerebrovascular, insuficiência vascular periférica, doenças gastrointestinais; impotência sexual e infertilidade.  
Fumar também aumenta o risco de tuberculose e de problemas do sistema imunológico.

Benefícios da cessação tabágica

São grandes os benefícios associados à cessação tabágica, em todas as idades e circunstâncias, sendo que quanto mais cedo, maiores os benefícios. Pode-se dizer que se iniciam quase de imediato após o consumo do último cigarro.  Após 20 minutos o ritmo cardiaco baixa e em 8 a 12 horas os níveis de monóxido de carbono no organismo baixam e os de oxigénio aumentam.

Os benefícios continuam ao longo dos anos, sendo de salientar que com 1 ano depois o risco de doença coronária é metade da de um fumador, e com 5 anos o risco de cancro da boca e do esófago é reduzido para metade; ao fim de dez anos, o risco de cancro do pulmão é cerca de metade do verificado em fumadores, e o de outros cancros diminui também consideravelmente. Após 15 anos de cessação, o risco de doença cardiovascular é igual ao de um não fumador do mesmo sexo e idade.

Dia do Não Fumador é assim um dia para reflexão, com base na informação e divulgação dos riscos associados ao tabaco e os benefícios da cessação tabágica. É também um dia de acção, pelo desafio lançado a todos os fumadores: Está na hora de deixar de fumar! Vamos ser não fumadores a partir de hoje? Vamos celebrar o dia do Não fumador com o primeiro passo, o passo mais importante para deixar de fumar: decidir e estar motivado!

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.

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