Iniciativa arranca no final da semana
A Universidade do Porto (U.Porto) vai transformar, na sexta-feira, a Reitoria e a praça Gomes Teixeira na "Praça da Saúde...

Em declarações à Lusa, Elísio Costa, um dos organizadores da "Praça da Saúde", disse que a iniciativa, que conta com a participação da Universidade de Coimbra e do Instituto Pedro Nunes, em Coimbra, é “particularmente dirigida a toda a população”.

Em frente à Reitoria da U.Porto vai estar uma tenda, onde, entre as 09:30 e as 11:00, vários profissionais de saúde vão fazer rastreios e exames de avaliação ao estado físico, peso, altura, índice de massa corporal e pressão arterial.

“Esta série de parâmetros vai permitir categorizar o estilo de vida e ajudar-nos a dar algum tipo de aconselhamento à população sobre a mudança de hábitos alimentares”, afirmou.

A iniciativa vai também dispor, ao longo de todo o dia, de sessões de ‘show cooking’, aulas de exercício físico e algumas palestras e conversas sobre estimulação cognitiva, alimentação saudável e literacia em saúde.

“Os profissionais de saúde vão discutir alguns temas, mas de forma a que os participantes compreendam aquilo que está em questão, que é a sua saúde”, esclareceu.

Segundo Elísio Costa, aumentar a literacia em saúde é um dos motes desta iniciativa, isto porque “é fundamental que as pessoas tenham conhecimentos na área, para que elas próprias possam promover a sua saúde”.

“A nível europeu tem sido feito um esforço muito grande na promoção da literacia em saúde, porque a verdade é que não podemos começar a prestar atenção à nossa saúde apenas a partir dos 65 anos, temos de começar cada vez mais cedo”, frisou.

Durante a manhã, a U.Porto vai ainda realizar uma sessão dirigida aos profissionais de saúde, onde vai ser apresentado o Instituto Europeu de Inovação e Tecnologia em Saúde, um órgão da Comissão Europeia que tem como objetivo “promover a capacidade de inovação e empreendedorismo ligado à área da saúde”.

De acordo com Elísio Costa, que representa a universidade neste instituto, este é “um grande consórcio que junta universidades europeias, institutos de investigação e empresas na área da saúde”.

“A Universidade do Porto representa a região Norte, mas ainda está num processo de entrada neste instituto, que tem como principal objetivo criar um crescimento económico sustentável e permitir que os empresários e os inovadores transformem as suas melhores ideias em produtos e serviços para a Europa”, acrescentou.

Optometristas querem ajudar a acabar com as listas de espera de Oftalmologia
A Associação de Profissionais Licenciados em Optometria (APLO) está indignada com as pressões que estão a ser conduzidas, pela...

“Em causa estão duas propostas legislativas, nomeadamente do PAN e do PCP, para que os optometristas integrem os cuidados de saúde primários do Serviço Nacional de Saúde (SNS), e a tentativa para que os mesmos as retirem. A retirada de tais propostas seria, a nosso ver, uma falha no dever de todos os deputados em defender os interesses da população, neste caso, o de melhorar o acesso a cuidados de saúde visuais para todos”, denuncia Raúl Sousa, presidente da Associação de Profissionais Licenciados em Optometria.

A APLO esclarece ainda, em resposta às acusações proferidas, que “A Direção-Geral do Ensino Superior classifica os planos de estudos universitários de Optometria exatamente na área da saúde e que os mesmos estão acreditados pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior. A APLO é constituída exclusivamente por licenciados de Optometria, sendo que mais de 80% possuem mestrado (5 anos) ou licenciatura (4 anos e meio) com estágio profissional incluído, como mínimo, à semelhança de esmagadora maioria dos países europeus e mais avançados no mundo”.

A APLO defende ainda que a integração de Optometristas no Serviço Nacional de Saúde é a solução para resolver o problema crónico na lista de espera de Oftalmologia e para melhorar o acesso de todos os portugueses aos cuidados necessários para a saúde da visão.

“A solução que propomos é a abordagem centrada na pessoa com intervenção nos cuidados de saúde primários através da implementação de Consulta de Optometria nos centros de saúde, responsável por identificar precocemente as condições anómalas visuais mais prevalentes, tais como os erros refrativos, suscetíveis de tratamento em cuidados primários e com benefícios significativos na intervenção precoce atempada e na comunidade. Essa é a solução defendida pela Organização Mundial de Saúde e Agência Internacional para a Prevenção da Cegueira e que representa uma mudança do paradigma da prestação dos cuidados para a saúde da visão.”, explica o presidente da APLO. “Para avaliar a disponibilidade da força de trabalho em saúde para a visão e formular uma resposta de capacidade de desenvolvimento para fortalecer os sistemas nacionais de saúde. Num número crescente de países, os optometristas são frequentemente o primeiro ponto de contato para pessoas com doenças oculares” ver página 81 Acesso Universal aos cuidados para a Saúde da Visão, Organização Mundial de Saúde, onde se definem as categorias dos profissionais da visão como sendo Oftalmologistas, Optometristas e Pessoal de Apoio Oftálmico.

 De acordo com os dados disponibilizados pela ACSS existe, em Portugal, uma evidente deficiência de meios ao nível dos cuidados primários de saúde da visão, capaz de reduzir as dificuldades de acessibilidade às primeiras consultas de Oftalmologia.  Em 2017 ficaram por realizar 233 228 consultas. 

“Se considerarmos que um optometrista pode realizar em média 6 000 consultas por ano espera-se que a implementação de 61 optometristas no SNS consiga acabar com a atual lista de espera. É assim que este problema é resolvido nos países mais desenvolvidos e com a formação em Optometria ao nível da praticada em Portugal”, conclui Raúl Sousa.

Pé diabético "é um dos dramas da saúde em Portugal"
A Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP) realiza entre os dias 22 e 24 de novembro, no Hotel SANA Lisboa, o...

“Avaliação do risco para a lesão no Pé Diabético”, “O Impacto da úlcera Pé Diabético – perspetiva do utente e da família” e “Referenciar para não amputar” são algumas das temáticas que serão abordadas durante o 2º Congresso da APDP que se realiza em paralelo com o 2º Congresso do Pé Diabético, um evento que conta com profissionais de saúde (médicos de várias especialidades, enfermeiros, nutricionistas, farmacêuticos, podologistas, assistentes sociais, entre outros) que integram equipas multidisciplinares e lidam diariamente com a diabetes.

“O número de utentes internados por pé diabético é enorme, sendo um dos dramas da saúde em Portugal. As estratégias para a prevenção das amputações é conhecida, há que implementá-las: diagnóstico precoce, referenciação rápida sempre que necessário e equipas hospitalares sensíveis para a não amputação", explica José Manuel Boavida, presidente da Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal.

O número total de amputações dos membros inferiores, por motivo de diabetes, torna necessário implementar um sistema que dê resposta às diferentes fases de evolução do pé diabético, ou seja, a prevenção, o diagnóstico precoce, o tratamento da úlcera e da isquemia e, por  fim, a reabilitação. Sabe-se que as pessoas com diabetes têm um risco elevado (entre 19% e 34%) em desenvolver esta condição. A úlcera do pé diabético é uma situação crónica que precisa de vigilância constante, sendo que após a primeira ferida a recorrência é elevada (estima-se que em 60% dos casos, possam voltar a ocorrer nos próximos 3 anos).

Ana Luísa Costa, médica responsável pelo Departamento do Pé na APDP, destaca a importância da realização de um diagnóstico ao nível dos cuidados primários de saúde, sendo essencial a existência de enfermeiros e médicos formados no pé diabético. “Há um problema da referenciação atrasada para os profissionais de saúde especializados no pé diabético. Por outro lado, faltam linhas de comunicação ágeis e eficazes entre os cuidados de saúde, dado que é importante cicatrizar rapidamente uma úlcera do pé diabético para evitar complicações”, salienta.

Estudos clínicos comprovam que só 50% das pessoas com diabetes sobrevive 2 anos após uma amputação major. A taxa de sobrevida é baixa e inferior a algumas patologias oncológicas, sendo que a taxa de mortalidade após a primeira amputação major, em 5 anos, sobe para 68%-78,7%. “Pagar amputações e não pagar a prevenção é absolutamente desumano”, sublinha José Manuel Boavida.

Organizado num misto de sessões plenárias e grupos de trabalho, o 2º Congresso da APDP dirige-se a médicos de várias especialidades, enfermeiros, nutricionistas, farmacêuticos, podologistas, assistentes sociais, entre outros profissionais de saúde, tendo como principal «objetivo reunir num único evento, a partilha de informação e experiências relacionadas com a diabetes, estabelecendo pontos de contacto entre os profissionais de diversas áreas – cardiologia, medicina interna, enfermagem, psicologia, nutrição que se ocupam do presente e do futuro da diabetes», refere João Filipe Raposo, diretor clínico da APDP.

Lançamento do livro “INSULINA – Da teoria à prática”

No âmbito do 2º Congresso Nacional da APDP, no dia 23 de novembro, pelas 11h00, será feito o lançamento do livro “INSULINA - Da teoria à prática”. Da autoria da APDP, com a coordenação científica de Luís Gardete e Bruno Almeida, este manual apresenta respostas a todas as grandes questões relacionadas com a utilização de insulina, nomeadamente como iniciar a insulina, porquê controlar a glicemia, quais as estratégias para otimização das doses de insulina ou como lidar com a insulina na gravidez, na criança e no adolescente, entre outros temas.

Destinado a técnicos de saúde e a pessoas com diabetes, que utilizam a insulina e necessitam de apoio para as inúmeras questões, a obra será muito útil a médicos, enfermeiros, nutricionistas e outros técnicos de saúde que necessitem de obter mais informação ou complementar a sua formação na área da diabetes. A apresentação do livro estará a cargo de José Manuel Boavida (Presidente da APDP), de João Filipe Raposo (Diretor Clínico da APDP) e dos coordenadores científicos, Luís Gardete e Bruno Almeida.

Tumores Intraoculares
Cem adultos e 29 crianças foram tratadas no Centro de Referência Nacional de Onco-Oftalmologia do Centro Hospitalar e...

"Este marco dos cem doentes tratados impele-nos a continuar os objetivos de prestação de cuidados de saúde de elevada qualidade e diferenciação, num contexto de formação, ensino, investigação, conhecimento científico e inovação, tentando ser tanto uma referência nacional como internacional", refere o diretor, Joaquim Murta, citado em comunicado.

O cirurgião dirige o Centro de Responsabilidade Integrada de Oftalmologia do CHUC (CRIO), criado em 2015, que desde 2016 integra o Projeto European Reference Network On Adult Cancers (ERN EURACAN), sendo atualmente coordenador do "Subdomain Ocular Melanoma".

Segundo o comunicado, a equipa multidisciplinar da Unidade de Tumores de Adultos do Centro Nacional de Referência "tem observado, tratado e seguido doentes com tumores intraoculares referenciados de todo o país, evitando assim a sua deslocação ao estrangeiro".

Já a equipa multidisciplinar da Unidade de Tumores de Crianças tratou 29 crianças com retinoblastoma, sendo 18 portuguesas e 11 oriundos dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).

"Infelizmente, 80% das crianças são diagnosticadas em estádios avançados da doença, o que compromete a preservação da visão e do globo ocular, salientando a importância do diagnóstico precoce", realça Joaquim Murta.

O especialista refere que, por isso, foi iniciada uma campanha de sensibilização para o retinoblastoma, tendo como público-alvo os profissionais de saúde, nomeadamente os médicos de Medicina Geral e Familiar e os pediatras.

A iniciativa conta com o apoio da Direção Geral de Saúde, Comissão do Plano Nacional para as Doenças Oncológicas, do Colégio de Oftalmologia da Ordem dos Médicos e da Acreditar (Associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro).

"Para além dos ganhos em termos económicos e sociais, para o Serviço Nacional de Saúde e para o doente, este Centro orgulha-se de apresentar resultados clínicos sobreponíveis aos dos melhores centros internacionais", sublinha Joaquim Murta.

Perguntas e Respostas
Enfermeiros de cinco blocos operatórios de hospitais públicos iniciam na quinta-feira uma greve de mais um mês às cirurgias...

A greve foi convocada por duas estruturas sindicais, embora inicialmente o protesto tenha partido de um movimento de enfermeiros que lançou um fundo aberto ao público que recolheu mais de 360 mil euros para compensar os colegas que aderirem à paralisação. O movimento denomina a paralisação como "greve cirúrgica".

Trata-se de uma greve considerada inédita em Portugal, devido à previsão da sua duração (mais de um mês) e à criação de um fundo de recolha de dinheiro para financiar os grevistas.

Quando e onde é a greve?

O pré-aviso determina que a greve começa às 08:00 de dia 22 de novembro, quinta-feira, terminando às 24:00 de 31 de dezembro. O pré-aviso abrange cinco centros hospitalares: Centro Hospitalar S. João (Porto), Centro Hospitalar e Universitário do Porto, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, Centro Hospitalar Lisboa Norte e Centro Hospitalar de Setúbal.

A greve é só nos blocos operatórios?

O pré-aviso de greve abrange todos os enfermeiros dos cinco centros hospitalares. Mas o movimento que recolheu os mais de 360 mil euros de fundo indica que a verba só fica garantida para os profissionais do bloco operatório desses hospitais.

Quem decretou a greve?

A ideia da paralisação e a criação de um “fundo solidário” partiu de um movimento espontâneo de profissionais, mas dois sindicatos emitiram pré-avisos que dão corpo à greve: Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal e Associação Sindical Portuguesa dos Enfermeiros.

Todas as cirurgias serão canceladas?

Serão afetadas as cirurgias programadas, dependendo da quantidade de enfermeiros que adiram à greve. A paralisação pode afetar até cirurgias oncológicas. Contudo, as operações consideradas urgentes serão sempre realizadas, porque há serviços mínimos a cumprir, como em qualquer greve no setor da saúde.

Porquê blocos de cirurgia de cinco centros hospitalares?

O movimento de enfermeiros que impulsionou esta greve afirma que cancelando e adiando cirurgias isso causará “constrangimentos económicos ao Estado”. Entende ainda que as formas de luta adotadas até agora não têm sido bem sucedidas.

Inicialmente foram escolhidos os três maiores blocos de cirurgias dos hospitais públicos. Com a evolução do fundo de recolha de dinheiro, o movimento decidiu integrar mais dois centros hospitalares.

São hospitais que realizam muita atividade cirúrgica. A título de exemplo, só o Centro Hospitalar Lisboa Norte realiza, em média, por mês entre 1.500 a 2.000 cirurgias. O Centro Hospitalar Universitário de Coimbra apresenta uma média de 1.000 a 1.500 cirurgias programadas.

Como foi feita a recolha de donativos para apoiar os enfermeiros que façam greve?

O movimento “greve cirúrgica” criou uma página na Internet destinada ao ‘crowdfunding’ ou financiamento colaborativo que, durante mais de um mês, conseguiu recolher mais de 360 mil euros. O financiamento esteve aberto a todos os que quisessem contribuir. Sobre esta forma de financiamento, a bastonária dos Enfermeiros, que já veio apoiar o protesto, disse ser um “sinal positivo” ver tanto apoio, acreditando que amigos, familiares e utentes ajudaram os enfermeiros.

A meta inicial eram os 300 mil euros, valor que foi ultrapassado antes do fim do prazo estabelecido.

A quem se destina o dinheiro?

O fundo serve para financiar os enfermeiros dos blocos que adiram à paralisação. Serão dados 42 euros por cada dia de greve que seja descontado do vencimento. Segundo a página criada pelo movimento, o dinheiro será transferido para a conta dos enfermeiros nos dias seguintes à entrega da folha de vencimento onde estejam discriminados os dias em que o profissional fez greve.

O que reivindicam os enfermeiros?

Os enfermeiros têm apresentado queixas constantes sobre a falta de valorização da sua profissão e sobre as dificuldades das condições de trabalho no Serviço Nacional de Saúde. Pretendem uma carreira, progressões que não têm há 13 anos, bem como a consagração da categoria de enfermeiro especialista. Lembram que os enfermeiros levam para casa menos de mil euros líquidos por mês e que cumprem muitas horas extraordinárias que não lhes são pagas.

O que diz o Ministério da Saúde?

A ministra Marta Temido disse já que o Ministério está a fazer uma análise jurídica à greve, afirmando que tem de ser avaliada "a legitimidade de greve na forma" como está a paralisação a ser desenhada. Contudo, a 24 horas de a greve começar, o Ministério da Saúde ainda nada tornou público sobre essa análise jurídica.

A última reunião do executivo com os sindicatos que convocaram esta greve ocorreu na quarta-feira à tarde, mas, no final, as estruturas sindicais decidiram manter a paralisação, por falta de acordo sobre a estrutura da carreira dos enfermeiros.

Em funcionamento a partir de 2ª feira
A primeira Unidade de Saúde Familiar (USF) de Castelo Branco já foi criada e vai abranger um universo de 10 mil pessoas, disse...

"Castelo Branco era o único distrito do país que ainda não tinha criado nenhuma Unidade de Saúde Familiar (USF). Isto porque não podemos obrigar a sua constituição. A criação das USF depende dos profissionais. Foi proposta a sua criação à ULSCB e ao Grupo de Missão dos Cuidados de Saúde Primários, que deram o parecer positivo", explicou Vieira Pires.

Este responsável adiantou que a USF entra em funcionamento na segunda-feira e vai abranger um universo de 10 mil pessoas do concelho de Castelo Branco, sendo constituída por seis médicos, cinco enfermeiros e quatro assistentes técnicos.

"A USF consiste numa equipa multiprofissional constituída por médicos, enfermeiros e administrativos, que possuem autonomia funcional e técnica e que prestam cuidados de saúde primários personalizados", disse.

Vieira Pires adiantou ainda que, com a criação desta USF, localizada fisicamente no primeiro piso do Centro de Saúde de S. Miguel, em Castelo Branco, espera que não haja a necessidade de recorrer tanto ao serviço de urgência hospitalar.

Para já, a USF que integra a USLCB vai funcionar de segunda a sexta-feira, das 08:00 às 20:00.

 

Semana Europeia do Teste VIH e Hepatites 2018 de 23 a 30 de novembro
A Semana Europeia do Teste VIH-Hepatites 2018 celebra-se de 23 a 30 de novembro de norte a sul do país. Ao longo desta semana,...

Criada em 2013 pelo HIV in Europe, esta iniciativa, em que participam cerca de 700 organizações de base comunitária e instituições públicas e privadas a nível europeu, faz um apelo à comunidade para que reúna esforços durante uma semana e sensibilize a população sobre as vantagens do rastreio e de se conhecer o estatuto serológico para a infeção pelo VIH e hepatite B e C, tendo por lema Testar. Tratar. Prevenir.

Em Portugal, esta iniciativa é coordenada pela associação GAT – Grupo de Ativistas em Tratamentos – através do projeto Rede de Rastreio Comunitária que, em julho de 2018, foi selecionada para o primeiro compêndio de boas práticas da Organização Mundial de Saúde da Europa.

Só fazendo o teste é possível conhecer o estatuto serológico para estas infeções. Atualmente, com um tratamento adequado é possível curar a infeção pela hepatite C. De igual modo, através de um tratamento precoce e eficaz para a infeção pelo VIH, é possível atingir carga viral indetetável, tornando assim o vírus intransmissível.

Esta semana permanece uma iniciativa única de trabalho conjunto e uma oportunidade quer de aumentar o número de testes rápidos realizados em contexto comunitário, quer de locais onde decorre o rastreio e a distribuição de preservativos e gel lubrificante.

Quem deve fazer o teste

A semana do teste é direcionada a comunidades em maior vulnerabilidade para o VIH e hepatites virais B e C. Estas populações incluem, mas não estão limitados a: homens que fazem sexo com homens (HSH), migrantes (incluindo pessoas originárias de países com maior prevalência), trabalhadores do sexo, reclusos e utilizadores de drogas injetáveis.

A situação na Europa

Atualmente, pelo menos 25% das 2,5 milhões de pessoas que vivem com VIH na Europa desconhece o seu estatuto serológico positivo para o VIH. Metade das pessoas que vivem com VIH são diagnosticadas tardiamente - o que atrasa o acesso ao tratamento.

As hepatites B e C são comuns entre as pessoas em risco e que vivem com VIH. Na Região Europeia da OMS cerca de 15 milhões de pessoas e 14 milhões de pessoas vivem com hepatite B e C, respetivamente. Como a doença é frequentemente assintomática e não tratada, a hepatite crónica é uma das principais causas de cirrose hepática e cancro do fígado. A maioria das pessoas com hepatite C permanece não diagnosticada e apenas uma pequena minoria na Europa (3,5%) recebe tratamento.

Estas estatísticas sugerem que é necessário fazer muito mais para incentivar os indivíduos que vivem com VIH e/ou hepatite, sem saber, a fazer o teste, para melhor direcionar as pessoas que possam estar em risco.

É importante que as pessoas em risco de VIH e/ou hepatite conheçam o seu estado serológico o mais rapidamente possível. Hoje, os avanços no tratamento do VIH significam que as pessoas que vivem com VIH podem viver saudáveis por um longo tempo se forem diagnosticadas precocemente e as pessoas com hepatite C podem ser curadas.

Todos estes dados permitem perceber que muitas pessoas não estão a fazer o teste antes de terem sintomas. Isto pode acontecer porque existem barreiras para pedir um teste, barreiras para oferecer um teste ou barreiras para a implementação das diretrizes europeias existentes para a realização dos rastreios. Isto apesar de os benefícios do diagnóstico precoce estarem bem documentados. Confirma-se, assim, a importância da realização da Semana Europeia do Teste VIH-Hepatite 2018.

 

SPO e Colégio da Especialidade deixam o alerta
Perante as notícias das últimas semanas, que têm dado voz às intervenções de alguns grupos de ópticos e optometristas e à sua...

A pressão mediática destes grupos, que se tem sentido em forma de artigos sobre temas do foro médico, como de médicos especialistas se tratassem, e reuniões para promover a prática de rastreios de doenças que, pela complexidade da sua abordagem, exigem cuidados altamente diferenciados, transformou-se mesmo em pressão sobre alguns partidos políticos, da qual  resultaram várias propostas legislativas, nomeadamente do PAN e do PCP, bem como uma interpelação à tutela pelo grupo parlamentar os Verdes, relativamente à sua incorporação nos cuidados de saúde primários do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Por tudo isto, a SPO e o Colégio da Especialidade da Ordem dos Médicos esclarecem que o Oftalmologista é um médico com seis anos de formação específica em medicina geral e que, para além da sua formação básica, fez uma especialização de mais quatro anos em oftalmologia médica e cirúrgica, em serviço hospitalar certificado pela ordem dos médicos (tal como previsto na lei), para formação médica especializada. É, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o pilar básico dos cuidados de saúde visual em qualquer sistema de saúde.

No que diz respeito ao grupo dos optometristas, destaca-se por ser muito heterogéneo em termos curriculares tendo, na melhor das hipóteses, três anos de formação no total. Em todo o caso, nenhum desses vários planos curriculares tem qualquer formação em saúde.

Mais ainda, não existem entidades que possam certificar a qualidade da sua formação específica - não têm qualquer plano de estágio em entidades idóneas. De acordo com a OMS, a sua existência não traduz desempenho do sistema de saúde e sobretudo não traduz qualidade nas intervenções para reduzir a cegueira evitável.

A inclusão destes ‘profissionais’ no SNS sem uma regulamentação jurídica de competências adequada, com autonomia para a prestação de cuidados de saúde visual, sem supervisão por um oftalmologista, constituiria um enorme retrocesso na qualidade do serviço público e, por isso, um grande risco para os doentes.

4ª causa de morte no mundo
Celebra-se, hoje, mais um dia mundial da Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC), uma patologia qu

Esta doença caracteriza-se por queixas respiratórias crónicas tais como: cansaço, falta de ar, tosse de predomínio matinal com ou sem produção de expetoração; associadas a obstrução das vias aéreas.

Para o seu diagnóstico é necessário um exame simples da função respiratória, que se designa de espirometria, que avalia e quantifica o grau de obstrução das vias aéreas.

A DPOC é muito comum ainda que largamente subdiagnosticada.

Estima-se que em Portugal atinga 14,2 % da população com mais de 40 anos, o que significa cerca de 800 000 mil pessoas. É atualmente a 4ª causa de morte no mundo.

A doença atinge sobretudo fumadores com mais de 40 anos de idade. Deixar de fumar é a forma mais eficaz de reduzir o risco de ter a doença e de evitar que ela progrida.

Grande parte dos doentes com DPOC tem outras patologias associadas que se designam de comorbilidades. As mais frequentes são as diferentes doenças cardiovasculares (Hipertensão arterial, cardiopatia isquémica, insuficiência cardíaca, arritmias, doenças cerebrovasculares e vasculares periféricas), alterações metabólicas como a diabetes, disfunção muscular, osteoporose, depressão e cancro do pulmão.

Faz parte da avaliação de um doente recém diagnosticado com a doença a pesquisa de possíveis comorbilidades uma vez são fatores determinantes da qualidade de vida relacionada com a saúde e do prognóstico.

O tratamento da DPOC tem como objetivos por um lado reduzir as queixas dos doentes, ou seja, reduzir o cansaço, falta de ar, tosse e expetoração, por outro prevenir a progressão da doença e as exacerbações agudas que têm um impacto muito significativo na evolução da doença, no bem-estar dos doentes e no seu prognóstico.

Habitualmente utilizam-se medicamentos inalados (broncodilatadores de diferentes classes e corticosteroides). Um dos grandes desafios do tratamento é precisamente conseguir que os doentes utilizem corretamente os inaladores. Estima-se que cerca de metade dos doentes cometam pelo menos um erro na administração do medicamento inalado o que compromete seriamente a sua eficácia. É necessário com a colaboração de todos os profissionais de saúde envolvidos (médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, farmacêuticos e outros técnicos de saúde), apostar no ensino repetido das técnicas de inalação adequadas para cada dispositivo.

Todos os doentes com DPOC, independentemente da idade, devem fazer a vacina das pneumonias e anualmente a vacina contra a gripe.

Nos casos mais graves pode ser necessário utilizar oxigénio e/ou ventiladores para facilitar a respiração.

Outro ponto fundamental do tratamento destes doentes é a reabilitação respiratória (RR), uma intervenção global e multidisciplinar, dirigida a doentes com doença respiratória crónica, que apresentam redução das suas atividades de vida diária. Integrada no tratamento individualizado do doente, a RR é desenhada para reduzir as queixas, otimizar a funcionalidade, aumentar a participação social e reduzir custos de saúde. O componente fulcral da RR é o exercício adaptado à condição do doente, mas para além disso é importante educar, promovendo uma modificação do comportamento e estilo de vida tornando o doente o mais possível autónomo no autocontrolo da doença. A avaliação e correção nutricional dos doentes são também mandatórias.

Por tudo isto, se tem mais de 40 anos é fumador/ex-fumador ou está exposto regularmente a inalação de poeiras ou gases, se tem tosse diária e se cansa mais dos que as pessoas da sua idade, procure mais informação junto do seu médico assistente para avaliar a necessidade de realizar uma espirometria. Não ignore a DPOC!

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Vacina é gratuita
Mais de metade dos idosos já se vacinaram contra a gripe na atual época gripal, segundo dados do “vacinómetro”, hoje divulgados.

O “vacinómetro” é um projeto lançado em 2009 que permite monitorizar em tempo real a taxa de cobertura da vacinação contra a gripe em grupos prioritários recomendados pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

Entre os grupos recomendados pela DGS, a taxa de vacinação fica-se pelos 40%, segundo os dados do "vacinómetro", que reportam a terça-feira, 20 de novembro, e a que a agência Lusa teve acesso.

O grupo das pessoas com mais de 65 anos é o que regista uma cobertura vacinal mais elevada, com 52,9% das pessoas vacinadas.

Segue-se o grupo dos doentes crónicos, com 40,7% das pessoas já vacinadas nesta época gripal.

Os profissionais de saúde apresentam uma taxa de vacinação que se fica pelos 38%.

A DGS também recomenda a vacina para as pessoas entre os 60 e os 64 anos, sendo que, neste caso, a taxa de vacinação está nos 23%.

As mulheres vacinaram-se mais do que os homens, com taxas, respetivamente, de 40% e de 28%, entre a população estudada, que inclui os grupos prioritários para a vacinação.

Segundo o “vacinómetro”, menos de 10% da população estudada vacinou-se este ano pela primeira vez contra a gripe.

Entre os que ainda não se vacinaram, quase sete em cada dez diz que não tenciona vacinar-se.

Dos ainda não vacinados, mais de 46% respondeu que não o fez por não ser um hábito, havendo também quase 30% a indicar ainda não ter tido oportunidade para o fazer.

Os grupos avaliados pelo “vacinómetro” são: pessoas com idade igual ou superior a 65 anos, doentes crónicos, profissionais de saúde e população entre os 60 e os 64 anos.

A gripe é uma doença contagiosa que infeta todos os anos cerca de 10% dos adultos e um terço das crianças e, geralmente, apresenta uma evolução benigna. Contudo, pode trazer complicações associadas, tais como a pneumonia e a descompensação de doenças subjacentes, sobretudo em pessoas com doenças crónicas ou mais de 65 anos.

A vacina da gripe é gratuita para as pessoas com mais de 65 anos e pode ser levada, sem receita médica, nos centros de saúde. A gratuitidade da vacina estende-se a outros grupos, como pessoas com doença pulmonar obstrutiva crónica.

Especialistas
As alterações climáticas potenciam o aumento de doenças e levam a um ciclo que também fragiliza a saúde da humanidade,...

Num seminário sobre a adaptação às alterações climáticas no setor da Saúde, promovido pela Direção Geral da Saúde, Francisco Ferreira e Myriam Lopes, professores e investigadores da Universidade Nova de Lisboa e da Universidade de Aveiro, respetivamente, falaram da qualidade do ar e lembraram que a poluição ambiental é atualmente a principal causa ambiental de morte prematura.

E explicaram como é que as alterações climáticas estão a elevar os níveis de ozono e dióxido de carbono na atmosfera, referindo alguns problemas de saúde que podem provocar.

Francisco Ferreira referiu que as alterações climáticas levarão a uma maior estagnação da atmosfera (menos movimento global) e a mais ondas de calor, e que com temperaturas muito altas haverá mais picos de ozono, um poluente atmosférico. Depois, acrescentou, altas temperaturas e ausência de chuva levam ao aumento da concentração de partículas na atmosfera.

A poluição no ar leva a mais mortes e a mais internamentos, o ozono provoca desde dores de cabeça a infeções pulmonares, e as partículas podem transportar substâncias tóxicas para os pulmões, alertou.

Myriam Lopes traçou depois um outro ciclo relacionado com as alterações climáticas explicando que a falta de água e os grandes períodos de seca, aliados a chuvadas intensas, vão afetar a quantidade e a qualidade dos alimentos e aumentar a desnutrição.

Depois, acrescentou a especialista, o aumento da temperatura reduz a capacidade de trabalho e diminui a produtividade, o que leva ao aumento da pobreza, a mais desigualdades sociais e a mais vulnerabilidade a doenças.

A um maior risco de doenças há a acrescentar ainda outros riscos físicos, acidentes, provocados por fenómenos extremos resultantes das alterações climáticas, alertou a responsável, citando dados do ano passado para dizer que em 2017 o número de refugiados devido ao clima foi idêntico ao dos refugiados devido a conflitos.

As alterações climáticas, ressalvou, são um desafio para a humanidade, mas não para o planeta. “Nós é que podemos não sobreviver a estas alterações climáticas, o planeta fica cá”, disse.

Profissionais queixam-se de falta de vontade
Os enfermeiros mantêm a greve que começa na quinta-feira nos blocos operatórios de cinco hospitais, por falta de acordo com o...

A informação foi prestada à agência Lusa pelos presidentes da Associação Sindical Portuguesa de Enfermeiros (ASPE), Lúcia Leite, e do Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (Sindepor), Carlos Ramalho, à saída de uma reunião negocial, em Lisboa, com a comissão negociadora, que integra representantes dos ministérios da Saúde e das Finanças.

A greve, por melhores salários e uma carreira de enfermagem valorizada, começa na quinta-feira e termina no fim do ano, abrangendo os blocos operatórios do Centro Hospitalar Universitário de S. João, Centro Hospitalar Universitário do Porto, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte e Centro Hospitalar de Setúbal.

À saída da reunião, a presidente da ASPE, Lúcia Leite, apontou a falta de vontade do Governo para negociar uma "estrutura de carreira" que inclua a categoria de enfermeiro especialista.

"Não há vontade. Nós queremos uma estrutura de carreira", afirmou à Lusa, considerando que o Ministério da Saúde apresentou uma "proposta ultrajante".

Segundo a dirigente, o Ministério da Saúde continua omisso quanto à categoria de enfermeiro especialista.

"Não recebemos nenhuma argumentação para a não aceitação da categoria de enfermeiro especialista", assinalou, acrescentando que, "enquanto não estiver garantida" esta categoria na carreira, cujos profissionais desempenham "funções distintas" dos enfermeiros generalistas, não há condições para a "discussão da tabela remuneratória".

Justificando a greve, o presidente do Sindepor, Carlos Ramalho, disse à Lusa que "não há a mínima abertura" do Ministério da Saúde para "negociar as propostas" do sindicato quanto à estrutura da carreira especial de enfermagem, nomeadamente em termos de definição de categorias na carreira.

Carlos Ramalho disse que o regime atual da carreira de enfermagem "não valoriza as competências acrescidas dos enfermeiros especialistas e generalistas" e respetivas remunerações.

Numa nota à imprensa, enviada antes do final da reunião negocial de ontem à tarde, o Ministério da Saúde invoca que na proposta apresentada aos sindicatos "destaca-se a consolidação do enfermeiro especialista e o reconhecimento da importância da gestão operacional de equipas pelo enfermeiro coordenador".

A tutela assume que a proposta de revisão da carreira especial de enfermagem "constitui a aproximação possível às reivindicações apresentadas" pelos sindicatos, "num contexto de sustentabilidade das contas públicas e equidade social".

O Ministério da Saúde advoga que o "processo negocial decorre com inteira normalidade, aguardando que "os representantes dos profissionais considerem, na sua avaliação, o esforço adicional de negociação realizado por parte do Governo".

Apoio
O presidente da Câmara de Viana do Castelo entregou à diretora da maternidade do hospital de Santa Luzia, naquela cidade, um...

"Não é um esforço da Câmara Municipal. É uma dádiva dos Vianenses", afirmou José Maria Costa, referindo-se ao montante que entregou e que resultou da receita de bilheteira de um concerto, em outubro, de Pedro Abrunhosa, no centro cultural da cidade, que a autarquia decidiu reverter para a compra daquele equipamento.

"A Câmara só contribuiu com uma verba pequena que faltava para comprar o aparelho que tem um nome esquisito" ironizou o autarca socialista que destacou a "envolvimento de toda a comunidade para garantir o equipamento a um serviço importante para todo o Alto Minho".

A maternidade de Viana do Castelo começou a funcionar em 1968. Este ano está a promover 50 eventos para assinalar as bodas de ouro.

Aquela unidade está situada no hospital de Santa Luzia, gerido pela Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), que integra ainda o hospital Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima, 12 centros de saúde, uma unidade de saúde pública e duas de convalescença.

A ULSAM serve uma população residente superior a 244 mil pessoas, contando com 2.500 profissionais, entre os quais 501 médicos e 892 enfermeiros.

O autarca afirmou que a Câmara "está disponível" para ser parceira da maternidade num "esforço" coletivo para assegurar o funcionamento da maternidade, onde, por ano, nascem cerca de 1.600 bebés de todo o distrito de Viana do Castelo.

José Maria Costa adiantou ser "um adepto" da descentralização de competências na área da saúde.

"A descentralização não é boa para os municípios, mas é boa para os cidadãos e se é boa para os cidadãos é boa para o país. É um esforço acrescido que temos de fazer. Se podemos fazer melhor com os mesmos recursos, ou com menos um pouco, devemos todos fazer esse esforço para que o acesso dos cidadãos aos serviços públicos de atendimento seja mais eficaz", reforçou.

O presidente do conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), Frankelin Ramos revelou que aquele serviço vai ser dotado de um novo ecógrafo digital tridimensional, no valor de 60 mil euros.

"O processo de aquisição está muito avançado. O concurso público deverá ficar concluído até final do ano", afirmou o responsável.

Frankelin Ramos adiantou estar a ser desenvolvido o projeto do novo bloco cirúrgico de partos e a reafetação de todo espaço envolvente, num investimento de "vulto", estimado em cerca de 800 mil euros.

A diretora daquele serviço, Paula Pinheiro, agradeceu o apoio da comunidade local a quem a associação dos Amigos da Maternidade de Viana do Castelo, criada em 2014, lançou um apelo à solidariedade para fazer à falta de recursos matérias para a aquisição do novo aparelho.

"Decidimos apelar à comunidade e fomos surpreendidos com algumas respostas solidárias e uma delas foi a da Câmara Municipal de Viana do Castelo. O município tem sido um verdadeiro amigo da maternidade do Alto Minho", destacou.

O presidente da Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-Norte), Pimenta Marinho disse que "a ligação entre saúde e as autarquias, sobretudo com um governo que tem defendido a descentralização, é muito importante".

"É muito importante a cooperação da Câmara com a maternidade. Este é um exemplo extraordinário de cooperação", referiu.

Carta aberta
O Grupo Interdisciplinar de Investigadores sobre Trabalho Sexual (GIITS) considera que a estratégia municipal de intervenção na...

Numa carta aberta endereçada ao presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina (PS), 22 investigadores dizem que veem com “profundo desagrado” a aprovação da proposta, na última reunião privada do executivo, que decorreu na quinta-feira passada.

O GIITS refere que a aprovação ignorou “os pedidos da sociedade civil e especialistas da academia sobre a necessidade de escutar outras vozes acerca da questão do trabalho sexual antes que qualquer decisão fosse tomada”.

O documento, ao qual a agência Lusa teve hoje acesso, foi enviada no dia seguinte à aprovação e adianta que não escutar “pessoas, redes e organizações também implica ignorar as recomendações da literatura académica portuguesa e internacional sobre o tema do trabalho sexual, além das recomendações de diversos organismos internacionais sobre a questão”, entre eles a Amnistia Internacional ou a Organização Mundial de Saúde.

“Inclusivamente, o projeto faz uma leitura equivocada da Convenção da ONU [Nações Unidas] sobre a eliminação de todas as formas de discriminação contra as mulheres, uma vez que em nenhum momento esta diz ser o trabalho sexual uma forma de exploração em si mesma, o que poderíamos esclarecer caso fôssemos ouvidos e ouvidas sobre a questão”, lê-se no documento.

O grupo aproveita também para criticar “a utilização de uma linguagem imprecisa e pejorativa para falar das pessoas que exercem esta profissão de forma voluntária”, considerando ser “erróneo tratar o trabalho sexual feito por pessoas maiores de idade e de forma voluntária, a exploração sexual e o tráfico de pessoas adultas e menores idade como se tratando de um mesmo fenómeno”.

Os investigadores explicam que são “situações distintas, cuja identificação se torna ainda mais complicada quando entendidas como parte de uma mesma realidade em que os termos ‘prostituição’ e, o ainda mais ofensivo, ‘mulheres prostituídas’, já anunciam a que tipo de postura  esta linguagem e leitura da realidade se filiam”.

Para os subscritores do documento, esta postura deve-se “ao entendimento de que há mulheres adultas e com capacidade legal que não são capazes de deliberar sobre a sua própria existência e devem ser silenciadas por outras que se arrogam o direito de determinar o que é melhor para elas”.

“Assim, lamentamos que o executivo da Câmara Municipal de Lisboa tenha feito uma opção com base em pressupostos errados e que excluiu a maioria dos atores chave neste fenómeno e que, ao invés de vir a contribuir para uma melhoria da situação das pessoas que praticam prostituição, possa vir a concorrer para o seu agravamento ao implementar uma estratégia caracterizada por equívocos, que não respeita as opções individuais e que não tem em conta a diversidade de situações, nem as necessidades das pessoas envolvidas”, rematam os investigadores.

A estratégia municipal de intervenção na área da prostituição, que prevê um diagnóstico sobre a situação na capital, foi apresentada pelo presidente da câmara da capital e contou com os votos favoráveis de PCP, CDS-PP e PS, e o voto contra do BE, cujo vereador é responsável pelo pelouro dos Direitos Sociais.

A proposta refere que o estudo “deverá ser realizado ouvindo as associações que desenvolvem intervenção nesta área e as pessoas prostituídas”.

ARS Norte
O presidente da Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-Norte) disse em Viana do Castelo que dos 11 hospitais com melhor...

"Das 11 instituições, sete são da região e terão, no próximo ano, mais autonomia (…) Orgulhamo-nos de ter sete em 11 instituições a nível nacional (…). Isto também quer dizer que, apesar de tudo, vale a pena esforçarmo-nos porque o esforço, mais tarde ou mais cedo, também é recompensado", afirmou Pimenta Marinho.

O responsável, que falava no hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo, durante a cerimónia de entrega pela Câmara local à maternidade de um cheque de quase 30 mil euros para ajudar na compra de uma central de cardio-ecotomografia, referiu que entre os 11 hospitais do país que, a partir de 2019, vão passar a ter mais autonomia está a Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), não especificando as restantes.

"Há 11 instituições a nível nacional e uma delas é a ULSAM que, no próximo ano, vai ter mais autonomia para poder fazer contratações e investimentos. É o reconhecimento pelo trabalho feito pelos profissionais e pelo conselho de administração", destacou Pimenta Marinho.

A ULSAM é constituída por dois hospitais, o de Santa Luzia, em Viana do Castelo, e o Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima.

Integra ainda 12 centros de saúde, uma unidade de saúde pública e duas de convalescença e serve uma população residente superior a 244 mil pessoas, contando com 2.500 profissionais, entre os quais 501 médicos e 892 enfermeiros.

O presidente da ARS-Norte aplaudiu a medida por considerar "não fazer sentido que para contratar um assistente operacional, um capelão ou um assistente técnico seja preciso falar com o senhor ministro".

"Vemos como muito positivo o facto do atual Orçamento de Estado, que está ainda em discussão e que será certamente aprovado, prever que as instituições que têm melhor gestão, que tem mais baixo custo por doente padrão possam ter um grau de autonomia maior, no próximo ano", referiu Pimenta Marinho.

 

Cuidados de saúde primários
Cerca de 150 mil pessoas no distrito de Setúbal não têm médico de família, advertiu a distrital do PSD, que acusa o Governo de...

“Cerca 1/5 da população do distrito (169 mil pessoas) não tem acesso à equipa de saúde familiar, ou seja, a médico e a enfermeiro de família. Isto significa que nos cuidados de saúde primários da nossa região faltam 112 médicos especialistas em medicina geral e familiar e 112 enfermeiros, preferencialmente, também eles especialistas, se tivermos em conta o rácio de 1500 utentes por equipa de saúde familiar”, avançou a distrital, em comunicado.

Para o PSD de Setúbal, esta situação tem sido ignorada pelo Governo socialista, que vive de “anúncios e promessas”, o que faz com que os problemas dos hospitais do distrito “continuem sem solução”.

De acordo com o documento divulgado, as instituições hospitalares de Setúbal sabem, desde 2017, que precisam de contratar 139 enfermeiros, dos quais 48 para o Hospital Garcia de Orta, em Almada, 39 para o Centro Hospitalar do Barreiro-Montijo, 32 para o Centro Hospitalar de Setúbal e 20 para a Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano.

Contudo, segundo o PSD, apenas foram autorizadas 23 contratações de enfermeiros para o hospital de Almada, em julho de 2018, fazendo com que ainda não esteja “nada definido” para as restantes instituições.

A distrital indicou também que os tempos médios de espera para situações de doença oncológica estão a ser superiores ao normal, tendo em conta que para uma consulta de especialidade a demora média é de 150 dias e, para uma intervenção cirúrgica, 270 dias.

“Verificamos que no Hospital Garcia de Orta esperamos 632 dias por uma consulta de Dermatologia, no Centro Hospitalar de Setúbal 550 dias por consulta de Cirurgia Plástica e Reconstrutiva, 514 dias por consulta de Otorrinolaringologia no Hospital do Litoral Alentejano e 460 dias por consulta de Oftalmologia no Centro Hospitalar Barreiro-Montijo”, mencionou.

A instabilidade no setor da saúde nesta área geográfica também foi abordada pelo PSD na VII Convenção Social-Democrata do Distrito de Setúbal, que decorreu este sábado no Seixal.

Para o vice-presidente da distrital, Paulo Ribeiro, nos últimos três anos o “retrocesso” na área da saúde nesta região “é mais que evidente”.

“Hospitais que tinham a situação financeira controlada passaram, novamente, a estar fortemente endividados. As listas de espera para a primeira consulta de especialidade e cirurgias aumentaram, prejudicando assim milhares de utentes. Falta de médicos, de enfermeiros e de condições adequadas nos vários hospitais, tanto para os profissionais como para os utentes”, sublinhou.

Acordo foi hoje assinado
O Governo da Madeira vai investir 920 mil euros nos próximos cinco anos para permitir que a Universidade da Madeira lecione...

Para o efeito foi assinado hoje um protocolo entre o Serviço Regional de Saúde (SESARAM) e a academia madeirense, um momento que o titular da pasta do executivo insular classificou de “passo histórico”.

Esta foi a posição veiculada na cerimónia pelo secretário regional da Saúde da Madeira, Pedro Ramos, recordando que o percurso da Universidade da Madeira começou há três décadas e o curso de Medicina iniciou-se no ano letivo de 2004/2005, com 35 alunos.

Uma nota distribuída pela presidência do Governo da Madeira adianta que será inscrita na proposta de Orçamento Regional para 2019 uma verba de 120.000 euros e de 200.000 euros em cada um dos quatro anos seguintes, num esforço financeiro global de 920 mil euros para este efeito.

“Depois, a média subiu para 38/39 alunos e, atualmente, temos 77 estudantes, sendo 38 no 1.º ano e 39 no 2.º e assim vamos continuar”, declarou o governante regional com a tutela da Saúde do arquipélago.

“Este investimento que continua a ser feito na Universidade da Madeira é um retorno para a nossa população a todos os níveis, quer do conhecimento, do sabre, da humanização, ao possibilitar que os alunos possam fazer o 3.º ano na Madeira. E estamos a falar de humanização e a fazer redução de custos”, argumentou Pedro Ramos.

O governante realçou que a Madeira tem “um hospital de fim de linha”, apresentando como únicas lacunas não ter uma unidade de queimados e capacidade para efetuar transplantes.

Contudo, dispõe de um centro de simulação de ponta e tem “capacidade de dar um salto”, permitindo-lhe “crescer e modernizar-se”, numa cooperação com a Universidade da Madeira também na atividade investigacional.

O protocolo hoje celebrado prevê o apoio do Governo Regional a partir de 2019, e durante cinco anos, visando à concretização das condições, nomeadamente em termos de recursos docentes e equipamentos, necessários à viabilização da referida extensão do ciclo básico do curso de Medicina, através dos mecanismos legais necessários.

Este projeto passa pela inscrição na proposta de Orçamento Regional para 2019 de uma verba de 120.000 euros e de 200.000 euros em cada um dos quatro anos seguintes, num esforço financeiro global de 920 mil euros.

No acordo, assegura-se que o SESARAM permitirá que os seus médicos possam colaborar na Universidade da Madeira em regime de acumulação, nos termos legais.

Determina que a universidade poderá utilizar o Centro de Simulação Clínica, no âmbito das suas formações, em moldes a acordar.

O reitor da Universidade da Madeira, José Carmo, perspetivou que, em maio do próximo ano, a academia deverá ter reunidos todos os procedimentos concretizados para submeter o 3.º ano do Mestrado à acreditação por parte da A3ES - Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior.

Também pretende abrir concurso público para contratar mais docentes e reforçar o corpo do ciclo básico do Mestrado Integrado em Medicina e a sua extensão ao 3.º ano.

Por isso, o responsável da universidade garante que o processo de acreditação vai decorrer sem problemas para que seja implementado no próximo ano letivo ou no seguinte.

OMS
O acordo de Paris para conter as alterações climáticas pode ser "o mais ambicioso plano de saúde pública deste século&quot...

A diretora do Departamento de Saúde Pública e Ambiente da Organização Mundial de Saúde, Maria Neira, apontou a falta de acesso a água potável, a falta de alimentação por degradação da agricultura e a poluição atmosférica como os "três pilares da saúde pública" afetados pelas alterações climáticas.

As doenças respiratórias como a asma, agravadas pela poluição atmosférica, causam "sete milhões de mortes" no mundo anualmente, segundo os dados da Organização Mundial de Saúde citados por Maria Neira, que falava num seminário sobre adaptação do sistema de saúde às alterações climáticas promovido pela Direção-Geral da Saúde na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

O cumprimento das metas do acordo de Paris para conter o aquecimento global "pode ser o mais ambicioso plano de saúde pública deste século".

"Os representantes da saúde não podem só falar de doenças" e devem apontar o caminho para medidas como a redução do uso de combustíveis fósseis, a regulação do trânsito nas cidades, incentivo a transportes públicos "mais baratos e acessíveis" e consumo eficiente de energia, defendeu.

A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, afirmou que "as alterações climáticas têm que passar a estar nas agendas" dos serviços de saúde.

As mudanças na flora e na fauna significam que os insetos que transportam doenças como "o dengue, a malária e o vírus Zika" chegam a geografias onde não costumavam estar e já se registam "invasões destas espécies na Europa".

A ministra da Saúde, Marta Temido, indicou por seu lado que é preciso "reforçar a vigilância" e a colaboração internacional para antever e prevenir epidemias desse género.

A Madeira já teve casos de dengue em 2012 e a doença também já apareceu em Espanha, Itália e França, invocou, considerando que as consequências das alterações climáticas são "um problema que toca a todos e um problema do presente".

O especialista em alterações climáticas Filipe Duarte Santos, apontou que a concentração atual de dióxido de carbono "é a mais elevada em dois milhões de anos".

Fenómenos como furacões e outras manifestações meteorológicas extremas estão a tornar-se mais frequentes e mais graves, indicou, e as suas consequências vão muito para além das mortes diretas e dos danos que provocam.

Em países menos desenvolvidos, onde as condições de vida são à partida piores, a destruição de infraestruturas e das redes de água potável favorecem epidemias de cólera e doenças diarreicas.

Evento agendado para 26 de novembro
No próximo dia 26 de novembro, Portugal recebe, pela primeira vez, o FÓRUM Diplomacia da Saúde, uma iniciativa que procura...

Serão, por isso, abordadas as negociações que moldam as políticas de saúde a nível global, como a gestão e controlo de epidemias e também o impacto das alterações clínicas na saúde.

O evento, que terá lugar na Reitoria da Universidade do Porto, vai reunir uma lista privilegiada de oradores com experiência na área da Saúde e da Diplomacia. Entre os convidados de honra, estão confirmados: José Martins Nunes, Alto Comissário para a Saúde Global, Eurico Castro Alves, Presidente da Comissão Organizadora da Convenção Nacional de Saúde, e Miguel Guimarães, Bastonário da Ordem dos Médicos.

A 1ª edição do FÓRUM Diplomacia na Saúde terá uma forte componente formativa. Todos os participantes terão oportunidade de assistir a uma conversa-debate entre três embaixadores: Hélder Vaz (Embaixador da Guiné Bissau), Petr Selepa (Embaixador da República-Checa) e Freitas Ferraz (Embaixador e Diretor do Instituto Diplomático). A 1.ª edição deste Fórum termina com uma maratona de desenvolvimento de proposta para a criação do primeiro Gabinete de Saúde Global em Portugal.

 

População está a envelhecer
Portugal é um país envelhecido e enfrenta ano após ano um decréscimo da população que pode ser minimizado com a entrada de...

“Todos os anos, há menos população do que no ano anterior”, alertou Francisco George, em Coimbra, ao proferir a conferência inaugural do sexto Congresso Regional Envelhecimento Ativo e Saudável, que decorre hoje no Convento de São Francisco.

Portugal é “um país muito envelhecido”, cuja população tem atualmente uma média de 44,2 anos e onde há 155 idosos para cada 100 jovens, salientou.

O antigo diretor-geral de Saúde disse que os portugueses, em média, passaram a ter mais três anos do que tinham há uma década.

“Há aqui um conjunto de fenómenos que nós sabíamos que iriam acontecer e que impõem uma análise e mais reflexão”, acrescentou.

Tais fatores têm contribuído para a perda de população, ficando os nascimentos aquém do número de óbitos verificados, embora a esperança média de vida tenha aumentado sempre nos últimos anos.

“A imigração pode vir alterar de uma maneira muito eficaz e rápida” esta tendência, admitiu.

Francisco George lembrou que a Alemanha “tinha um problema de envelhecimento dramático”, mas a situação foi alterada com a “entrada massiva de milhões de refugiados”, ficando o país com “um perfil demográfico absolutamente diferente”.

“Nós, aqui, não sabemos o que irá acontecer”, afirmou, ao realçar a necessidade de Portugal “organizar respostas sociais” adequadas aos novos problemas do envelhecimento.

Perante um elevado número de idosos afetados por demências, por exemplo, ou outras doenças, importa “distinguir e cuidar de uns e de outros de forma apropriada”, disse o presidente da CVP.

Por outro lado, o Estado, as instituições e os cidadãos em geral têm de “fazer a análise democrática para a saúde”.

No campo do acesso aos cuidados de saúde, “existem desigualdades, existem mesmo iniquidades para ultrapassar”, referiu Francisco George.

“Muitos dos nossos idosos não foram preparados provavelmente para viverem tanto”, disse, por sua vez, o coordenador do consórcio Ageing@Coimbra, que organizou o congresso, Manuel Teixeira Veríssimo.

Na abertura dos trabalhos, Manuel Teixeira Veríssimo frisou que as “boas práticas” da região Centro na área do envelhecimento ativo e saudável são reconhecidas na União Europeia.

“Só nos interessa ter muitos idosos se tiverem qualidade de vida e se forem felizes”, sublinhou o docente da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.

Na sessão inicial, intervieram também o vereador Jorge Alves, da Câmara Municipal de Coimbra, e Alexandra Rodrigues, em representação da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro.

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