Medidas preventivas estão a ser tomadas
Trinta e um guardas provisórios do Centro de Formação de Portalegre da GNR apresentam sintomas que se enquadram num quadro...

Em resposta a questões colocadas pela agência Lusa, a divisão de comunicação e relações públicas da GNR explica que, atualmente, 31 guardas provisórios apresentam uma sintomatologia que se enquadra num quadro clínico de gastroenterite, ainda que “manifestada de forma muito mais ligeira” do que no surto registado em outubro.

“Trinta e um guardas provisórios apresentam uma sintomatologia, que se enquadra num quadro clínico de gastroenterite, ainda que manifestada de forma muito mais ligeira do que no surto de outubro, não existindo qualquer situação de baixa médica, estando as atividades letivas a decorrer com normalidade”, lê-se na nota da GNR.

As aulas no Centro de Formação de Portalegre da GNR foram interrompidas entre os dias 23 e 29 de outubro, devido a um surto de gastroenterite, que afetou cerca de 200 dos 600 formandos que frequentam o 40.º curso de formação de guardas.

A GNR diz que “reforçou” as ações sensibilização junto dos formandos, para a “adoção dos adequados” comportamentos de higiene individual, e as medidas preventivas de higienização, com a “limpeza contínua” das instalações e a “disponibilização de soluções alcoólicas” para desinfeção das mãos.

“As medidas preventivas estão a ser efetuadas conforme as recomendações emanadas pela equipa médica da GNR, em coordenação com as autoridades de saúde locais e regionais”, lê-se na mesma nota.

 

Workshop Culinária em Doenças Hemato-Oncológicas
A Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL) juntamente com a Associação de Cozinheiros Profissionais de Portugal (ACPP)...

O Chef Pedro Sommer e a Dra. Inês Correia, especialista em nutrição, irão confecionar pratos saborosos, nutritivos e adequados à alimentação destes doentes.  O encontro está marcado para dia 15 de novembro entre as 16:00 e as 18:00 horas.

Maria João Caldeira, coordenadora de formação da ACPP, refere que “ao juntarmo-nos à APCL para realizarmos este tipo de projetos, conseguimos contribuir para melhorar a vida destas pessoas e ensinar-lhes aquilo que sabemos melhor: cozinhar”, referindo que “toda a equipa teve de receber indicações da nutricionista para preparar o workshop, em especial o Chef Pedro Sommer, que teve de perceber quais os alimentos que necessitavam de ser integrados ou retirados da dieta destes doentes para que conseguisse elaborar uma ementa adaptada”.

“Este género de iniciativas são muito importantes para os doentes, familiares e cuidadores, no sentido de perceberem que as restrições alimentares das doenças não os impedem de poder comer comida saborosa” refere a Dra. Inês Almada Correia, nutricionista e acrescenta que “ter um estilo de vida saudável e uma nutrição adequada ajuda a moderar os efeitos dos tratamentos e reforçar o sistema imunitário”.

“A realização destes workshops é uma mais-valia para todos os doentes com doenças hemato-oncológicas, uma vez que os tratamentos têm vários efeitos secundários, que podem ser atenuados com uma alimentação cuidada e nutritiva que pode ajudar na recuperação destes doentes. Um dos objetivos desta iniciativa é promover a qualidade de vida de todos os doentes e, ajudar todos os que procuram a ajuda da APCL “, explica Carlos Horta e Costa, Vice-Presidente da APCL.

Este workshop, destinado a doentes hemato-oncológicos, cuidadores e profissionais relacionados, será gratuito, no entanto terá vagas limitadas pelo que as inscrições deverão ser realizadas até ao dia 14 de novembro através do email [email protected] ou do telefone 213 422 205.

Dia 24 de Novembro de 2018 em Carcavelos
Os "Amigos da Sónia" estão a organizar um novo evento (Noite de Fados com a Sónia) para angariar fundos que permitam...

Este evento está a ser organizado pelo Carlos Guedes de Amorim, juntamente com os "Amigos da Sónia" e deverá contar com a participação dos fadistas Teresa Siqueira, Teresa Brum,  Rodrigo Rebelo de Andrade. Contará ainda com a participação de Tiago Sepúlveda da Fonseca e Luísa Rebelo

Os músicos serão o Luís Petisca na guitarra portuguesa e o Armando Figueiredo na viola fado.

A apresentação do evento será realizada pela Ana Galvão, locutora da Rádio Renascença.

Os bilhetes têm o valor de um donativo de 7,5€ e podem ser adquiridos nos locais que se encontram no cartaz, bem como na entrada do auditório, no dia do evento.

Sobre a Sónia:

Aos 32 anos sofreu a rotura de Aneurisma Cerebral, ficando com várias sequelas, tetraplégica, com afasia, não comunicando e não deglutindo.

Atualmente, a Sónia já passou por um longo processo de reabilitação superando todos os prognósticos que tinha sido efetuados e evoluído acima de todas as expectativas, só possível devido a todas as iniciativas organizadas pelos "Amigos da Sónia".

Movida por uma enorme força de vontade, a Sónia já se desloca sozinha, dispensando a utilização da cadeira de rodas, já possuindo alguma autonomia e independência. Ainda não fala, mas a Sónia expressa-se muito bem e de forma muito compreensiva através de gestos e da aplicação Grid, conseguindo verbalizar poucas palavras.

Os “Amigos da Sónia” reúnem vários elementos que se uniram num objetivo único: a necessidade de promover uma reabilitação efetiva e cabal à Sónia Cabral e assegurar que a continuação dessa reabilitação não lhe seja negada por constrangimentos de ordem burocrática e financeira.

Grupo de apoio Melhor de Mim (MdM)
Maggie João, Medical Coach, entrevista Titá Rodrigues, fundadora da Melhor de Mim (MdM) - um grupo d

Este grupo tem como objetivo ajudar outras Mulheres que estão a passar por esta situação nas suas vidas, partilhando o melhor de cada um.

Embora seja um grupo de apoio a Mulheres, há vários senhores que também voluntariam o seu tempo e conhecimentos para trazer a MdM mais próximo da realidade atual de tantas famílias.

MJ: De que forma a Melhor de Mim contribui para um mundo melhor?

TR: O objetivo central do grupo Melhor de Mim é ajudar as Mulheres com cancro da mama a darem cor à vida.

O diagnóstico de cancro da mama inevitavelmente transforma a vida de quem o recebe e respetiva família. Aquilo que queremos é ajudar a que essa transformação seja feita duma forma mais leve e positiva.

Temos como objetivo e projeto levar uma palavra positiva, uma nova forma de ver a vida, e ferramentas que possam ajudar cada uma das pessoas a enfrentar e a desafiar um diagnóstico que nos deixa muitas vezes sem forças e sem esperança.

MJ: Como descreveria a MdM em 3 palavras?

TR: Amor, entrega e solidariedade.

MJ: Há quanto tempo foi criada a MdM?

TR: O grupo MdM começou a trabalhar em fevereiro deste ano (2018). Foi um trabalho de análise, diagnóstico e definição de objetivos. Quisemos delinear muito bem o que nos propunhamos fazer e como. O trabalho no terreno diretamente com as Mulheres que enfrentam a doença iniciou-se no dia 13 de outubro com o nosso primeiro encontro de grupo.

MJ: Como fundadora, qual o seu maior desejo para a MdM?

TR: Ajudar estas Mulheres a atravessarem a doença com um sorriso no rosto e com a certeza de que podem escrever um novo capítulo das suas vidas com escolhas. Podem escolher como querem encarar a doença. É com esta consciência e decisão que acreditamos que a vida pode ficar melhor após o cancro.

MJ: O que a levou a criar a MdM?

TR: Aos 25 anos, o cancro invadiu o meu lar, a minha família. Foi diagnosticado ao meu pai um cancro grave nos intestinos.

O meu pai já era uma pessoa com graves problemas de saúde. Tinha problemas respiratórios muito graves o que tornava a cirurgia que ia fazer de alto risco. Foi um choque. Pensei que o meu pai ia morrer. Felizmente, e graças à sua força e grande vontade de viver, esteve connosco durante mais 10 anos.

Foram dez anos de grandes aprendizagens. Depois da morte do meu pai, em 2011, também eu sou confrontada com um cancro da mama. Tinha 37 anos. Tudo o que aprendi com o meu pai, o espírito combativo e vontade de vencer falaram mais alto.

Em poucos minutos, percebi que a minha vida ia, mais uma vez, mudar e que os hospitais passariam, novamente, a fazer parte da minha rotina (tal como tinha acontecido durante 10 anos, ao acompanhar o meu pai). De uma forma muito prática, disseram-me que os tempos que se iriam seguir iriam ser muito duros.

Em poucos segundos, a minha mente percorreu os 10 anos que vivi da doença do meu pai. Lembrei-me, do quanto foi difícil para mim, ver tanto sofrimento e apenas poder dar Amor. O quanto me senti impotente, tantas vezes. Lembrei-me o quanto foi difícil ver o meu filho crescer presenciando tamanhas dificuldades. E lembrei-me, de como o meu pai, tornou tudo isto tão simples, com a força brutal que tinha, a vontade imensa de viver e o sorriso nos lábios com que me presenteava de cada vez que recebíamos uma notícia mais complicada. Decidi, então, que só tinha um caminho. Lutar, ser feliz e fazer a minha família feliz. Sabia o quanto este caminho ia ser difícil para mim e para os meus. Tinha de o simplificar.

Neste meu percurso, fui-me apercebendo de quão importantes estavam a ser para mim as lições que recebi do meu pai para viver a doença duma forma positiva. Percebi que estas aprendizagens me tornaram uma privilegiada no combate à doença. Elas fizeram sem dúvida a diferença neste meu caminho.

Nasceu assim, dentro de mim, uma enorme vontade de partilhar a minha experiência com outras Mulheres que estavam a passar pelo mesmo, com o intuito de ajudar a aliviar o percurso de combate à doença, que pode ser tão doloroso.

É assim que nasce o grupo de apoio a Mulheres com cancro da mama, Melhor de Mim.

Decidi lançar um desafio ao grupo de Masters de Programação Neurolinguística para desenvolvermos este projeto. A ideia foi aceite de imediato e hoje temos o “Melhor de Mim”, um grupo de apoio, constituído por uma psicóloga e vários Masters e Trainers de PNL, com uma enorme vontade de ajudar as Mulheres que atravessam esta doença, a passarem por isto duma forma mais leve.

MJ: Que tipo de ajuda a MdM dá?

TR: O objetivo principal deste projeto consiste em ajudar mulheres através de dois tipos de intervenção:

  1. Reuniões de grupo mensais. O seu propósito é celebrar a vida, criar momentos agradáveis, de alegria, criando um espírito de grupo para que ninguém se sinta sozinho nesta travessia. Queremos apostar em testemunhos positivos, leves e inspiradores que permitam criar representações favoráveis nestas Mulheres. A partilha é uma das formas de enfrentar e desafiar, muitas vezes o que achamos que não tem solução, dando força a cada uma das participantes e uma nova forma de ver o problema.
  2. Sessões individuais de PNL, Medical Coaching e Psicologia para doentes e familiares. É fundamental uma atenção aos familiares e cuidadores que têm ao seu cuidado estes doentes, visto para além do sofrimento que têm, acrescer a necessidade de considerarem que têm de ser fortes para ajudar a doente. Também eles não foram preparados para este desafio

Esperamos com este projeto: 

  • Ajudar as pessoas a encarar a doença com mais força e com um prisma positivo
  • Levar o conforto e apoio a doentes, familiares e cuidadores
  • Promover a partilha e o apoio do grupo
  • Dotar o doente de ferramentas que o ajudem a enfrentar a doença

MJ: A quem se destina esta ajuda?

TR: A quem atravessou ou esteja a atravessar o cancro da mama e respetivos familiares e cuidadores.

Para além das doentes temos uma grande preocupação com os familiares, pois eles também recebem um diagnóstico que, sem pré-aviso e sem instruções, lhes muda a vida duma forma radical e repentina e querendo ajudar e dar o seu melhor, nem sempre sabem como o fazer.

MJ: Quais são os planos para 2019?

TR: Conseguir ajudar e apoiar todas as pessoas que nos procurarem.

MJ: Como podem os leitores contactar a MdM?

TR: Através da nossa página no facebook, Melhor de Mim

https://www.facebook.com/melhordemim.mdm/?ref=bookmarks

ou pelo email [email protected]

ou pelo telemóvel 963322573

MJ: O que diferencia a MdM de todas as outras ajudas disponíveis?

TR: Antes de falar das diferenças, penso ser importante referir as semelhanças que julgo estarem presentes em todas as ajudas disponíveis e que se baseiam na enorme vontade de apoiar e ajudar o próximo.

Nós, como profissionais de Programação Neurolinguística, propomo-nos fazê-lo com a ajuda das poderosas ferramentas de PNL. Essa, julgo ser a maior diferença.

MJ: Obrigada a toda a equipa da Melhor de Mim por fazer acontecer a mudança positiva em tantas vidas!


Maggie João – Medical Coaching

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Federação apela a que portugueses sigam pelo Caminho Saudável
Em Portugal mais de 3 milhões de pessoas sofrem de diabetes e de pré-diabetes e, na Europa, até 2040, mais de 36,6 milhões de...

No âmbito do Dia Mundial da Diabetes, a FPAD – Federação Portuguesa de Associações de Pessoas com Diabetes irá realizar a ação de sensibilização “Pré-diabetes: siga pelo caminho saudável” na Praça de Navegantes do Centro Comercial Colombo, em Lisboa, entre as 10h00 e as 00h00 do dia 13 de novembro. Esta é uma iniciativa que procura alertar para a importância de adotar hábitos de vida saudável, que conta com o apoio da Merck, e convida os visitantes a participarem num circuito para avaliarem o risco de desenvolver diabetes.

Num país onde mais de um quarto da população, entre os 20 e os 79 anos, apresenta níveis de glicose no sangue que evidenciam pré-diabetes, a FPAD procura estar ao lado de todas as famílias na prevenção da diabetes.

Esta iniciativa que visa aumentar o grau de sensibilização para esta condição consiste na implementação de um percurso constituído por várias etapas onde, de forma dinâmica e interativa, as pessoas são convidadas a superar os desafios que lhes vão sendo propostos para chegar às respostas de um questionário de avaliação de risco. Uma forma inovadora de fazer rastreios e que funciona como um alerta para o risco de que quem sofre desta condição poder vir a desenvolver diabetes tipo 2.

Segundo Emiliana Querida, presidente da FPAD, “É crucial apostarmos numa comunicação preventiva à diabetes tipo 2. Apesar de existir alguma carga genética e hereditária, a diabetes pode ser prevenida através de hábitos de vida saudável como a prática desportiva e uma boa alimentação. Estas são algumas medidas benéficas ao controlo da glicemia e, consequentemente, no controlo das complicações causadas pela diabetes”.

Geralmente, não há sinais ou sintomas visíveis associados à pré-diabetes, o que leva a que 9 em cada 10 pessoas com pré-diabetes desconheçam esta condição.  Como consequência, cerca de 70% dos indivíduos com pré-diabetes vão eventualmente desenvolver diabetes tipo 2. Sendo que deste grupo existem entre 15 a 30% de indivíduos que apresentam uma forte probabilidade de desenvolver diabetes tipo 2, num prazo de 5 anos.

 

Distanciamento familiar dita rejeição
Estudo conclui que o salário não é determinante para levar jovens médicos para o Interior de Portugal, mas sim incentivos para...

O estudo resulta de uma parceria entre o Conselho Regional Norte da Ordem dos Médicos (CRNOM) e o Instituto Politécnico de Bragança, o responsável pelo trabalho de investigação que durou oito meses e que auscultou 1.180 médicos inscritos na Secção Regional do Norte da Ordem.

Os resultados foram apresentados hoje, no Porto, e indicam que os principais motivos que levam os clínicos a rejeitarem fixar-se nas regiões interiores Norte “são o afastamento da família, a expectativa de não diferenciação profissional, a expectativa de não progressão na carreira e a falta de diversidade cultural e de lazer”.

“Não é uma questão de dinheiro a expectativa maior para fixar os jovens médicos”, afirmou o presidente do Conselho Regional da Ordem, António Araújo, realçando que as conclusões deste estudo “consubstanciam a linha de pensamento” do organismo que representa estes profissionais.

O distanciamento da família aparece à cabeça dos obstáculos para a escolha do Interior, pelo que o dirigente defende que “há que equacionar formas de ajudar a fixar também as famílias no Interior” de maneira a que “possam ter acesso mais facilitado ao trabalho, escolas, habitação”.

António Araújo defende, também, que há que “fazer sentir aos médicos que conseguem realizar lá as suas carreiras com condições profissionais” e isso “tem a ver com a melhoria dos locais”, no caso das unidades de saúde.

“Tem a ver com investimento, de forma a que se tornem atrativas, requer investimento nas unidades de saúde, na sua dignificação”, acrescentou.

Os resultados deste estudo vão ser enviados à tutela para que “tome noção do que se passa” e de que “não vale a pena tomar medidas isoladas, se não olhar a global”, salientou o responsável do Conselho Regional da Ordem.

Este “é o primeiro estudo de base científica feito com este propósito” e coordenado pelo Politécnico de Bragança, realçou António Araújo.

Segundo os dados divulgados, dos 1.180 médicos inquiridos na região Norte, a maioria foram mulheres, ou seja 735, que equivalem a mais de 62% da amostra, e 445 homens, que representam 36,7%.

O objetivo foi “conhecer as determinantes de fixação dos médicos no espaço laboral, assim como as motivações que podem levar os jovens médicos a fixarem-se no Interior do país”.

O presidente do CRNOM considera “preocupante a falta de médicos em distritos do Interior, onde a idade média dos profissionais é elevada, com a perspetiva de que, no prazo de quatro a seis anos, muitos médicos vão para a reforma”.

“Este estudo é uma referência importante para decisões políticas que venham a ser aplicadas e a ser levadas a cabo para atrair médicos para o Interior do país”, defendeu.

O estudo concluiu que “os médicos do Norte optam mais por fixar-se no litoral se for o local de formação/exercício da especialidade pretendida, pelo grau de diferenciação da instituição, pelas boas referências e nível organizacional do serviço”.

Dos 925 residentes no litoral norte, apenas 191 (20,7%) trabalham num local distinto da sua residência.

Quem reside e trabalha no mesmo local “tem duas vezes mais probabilidade de querer ficar” e, entre aqueles que não residem no local onde trabalham, “existe quatro vezes mais probabilidade de ficar se o nível de diferenciação ou centro de saúde for elevado”.

As principais razões apontadas nos diferentes cenários para não permanecerem num lugar são “a não diferenciação, não progressão na carreira e afastamento da família”.

O estudo concluiu que “o perfil de profissional que tende a sair do local de trabalho é mulher, solteira, jovem, interna de formação específica a trabalhar no distrito de Bragança, numa instituição pública nos cuidados de saúde primários em regime de não exclusividade”.

Já o perfil do médico que tende a ficar no local de trabalho “é do género masculino, casado, assistente graduado sénior, com doutoramento, natural, residente e a trabalhar no litoral, numa instituição público-privada, nos cuidados hospitalares em regime de não exclusividade, mas com atividade secundária”.

Escabiose é contagiosa
A sarna foi diagnosticada em sete alunos e mais casos poderão surgir na Escola EB2,3 de Miragaia, na Lourinhã, informou a...

"Foram reportados sete casos de alunos e outros deverão aparecer de certeza”, tendo em conta que a ‘escabiose’, nome técnico da sarna, se transmite pelo contacto com a pele, disse à agência Lusa Helena Andrade, delegada de saúde do Agrupamento de Centros de Saúde Oeste Sul, no distrito de Lisboa.

A médica de Saúde Pública explicou que “os pais devem estar atentos durante as primeiras duas a seis semanas e, caso apareça algum sintoma, devem ir ao médico e informar a escola”.

Os alunos infetados deverão ficar em casa e tomar medicação durante dois dias.

Nos casos confirmados, todas as roupas individuais, de cama ou atoalhados, que estiveram em contacto com a pele dessa pessoa, devem ser lavadas a alta temperatura e passadas a ferro para evitar a propagação do ácaro.

Um grupo de 20 encarregados de educação concentrou-se hoje de manhã em frente à escola para demonstrar preocupação e exigir informação.

Bruno Santos, diretor do Agrupamento de Escolas da Lourinhã, a que pertence o estabelecimento, explicou à Lusa que os pais foram informados das medidas a adotar na quinta-feira, depois de o primeiro caso ter surgido no dia anterior.

O diretor garantiu que a escola está a monitorizar o aparecimento de novos casos, em articulação com a Autoridade de Saúde Pública.

 

Literacia em saúde
Aulas com a campeã olímpica Fernanda Ribeiro, bem como visitas de atletas do FC Porto, são algumas das ações incluídas no...

Em causa um programa que conta com cerca de 15 parceiros desde embaixadores a padrinhos, sendo que muitos deles vão dar aulas às crianças com o objetivo de fomentar "hábitos de vida ativos e saudáveis", descreve informação remetida à agência Lusa.

Um dos embaixadores é o FC Porto que vai "emprestar" atletas a projeto, os quais vão contactar com cerca de 7.000 crianças e jovens das escolas do concelho.

Somam-se as aulas do chefe de cozinha Hernani Ermida que vai integrar o projeto de educação alimentar ou da estilista Katty Xiomara responsável pela área da prevenção solar.

Nota também para a participação da atleta olímpica Fernanda Ribeiro, com o projeto de educação postural, ou do piloto de automóveis Renato Pita, convidado a falar sobre prevenção rodoviária, bem como do médico Fernando Povoas e do rapper Waze, ambos responsáveis por projetos ligados à alimentação.

"A aposta na vertente preventiva da saúde é aquela que, reconhecidamente, melhores resultados proporciona, quer na parte do aumento da qualidade de vida quer no aumento da esperança média de vida da população", disse o presidente da câmara da Maia, António Silva Tiago.

O autarca também destacou a influência deste programa nos hábitos de higiene, de exercício físico, de alimentação saudável e de prevenção de riscos.

"São mais eficazes quando introduzidos desde cedo no quotidiano das crianças, que depois elas próprias se transformam em agentes de mudança junto do seu próprio círculo familiar e social", referiu.

No total são 18 os projetos com ações e oficinas, palestras e aulas dedicadas a vários graus de ensino do pré-escolar, ao 3.º ciclo.

Silva Tiago apontou que a aposta na parceria com figuras públicas tem como finalidade estimular as crianças e jovens pois, disse o autarca, "como é sabido como estes são especialmente sensíveis aos seus heróis e gostam de seguir e conhecer os bons hábitos dos seus modelos".

Informação camarária descreve que os objetivos deste programa seguem as diretrizes da Direção Geral de Saúde, sendo eles promover a literacia em saúde, educar para atitudes e valores que suportem comportamentos saudáveis, valorizar comportamentos que conduzam a estilos de vida saudáveis, universalizar o acesso à educação para a saúde em meio escolar e qualificar a oferta da educação para a saúde em meio escolar

Estes projetos de saúde escolar são destinados às escolas dos Agrupamentos Escolares do concelho da Maia, distrito do Porto, aos Jardins de Infância da Santa Casa da Misericórdia da Maia e da Associação De Solidariedade Social Mouta Azenha - Nova.

Concurso
Quase 200 entidades participaram no concurso de boas práticas de envelhecimento ativo e saudável na região Centro, cujas 10...

“Face à edição de 2017, verificou-se um aumento de 16% no número de candidaturas admitidas a avaliação”, anunciou a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), com sede em Coimbra.

As candidaturas apresentadas foram concebidas por 188 entidades, tendo sido admitidas 148 projetos a concurso, que “traduzem uma grande diversidade institucional, temática e geográfica”.

Foram acolhidas 21 candidaturas na categoria “Conhecimento+”, 45 na categoria “Saúde+” e 82 na “Vida+”, informou em comunicado a CCDRC, presidida pela professora universitária Ana Abrunhosa.

“Por tipo de organização, cerca de 71% das boas práticas foram promovidas por três tipologias de atores: autarquias locais (38%), instituições particulares de solidariedade social (21%) e instituições de vários graus de ensino, desde o universitário ao profissional, ao secundário e ao básico (12%)”, acrescentou.

Registou-se “um aumento das candidaturas apresentadas em parceria/consórcio”, tendo passado de 4%, em 2017, para 17%, em 2018.

Os promotores das candidaturas estão localizados em 59 dos 100 municípios da região Centro.

Por sub-região, destacam-se Coimbra (39 candidaturas), Aveiro (34), Beiras e Serra da Estrela (23) e Leiria (18).

Os concelhos com mais candidaturas apresentadas são os Coimbra (20), Leiria (12), Aveiro (10) e Guarda (6).

O concurso de boas práticas de envelhecimento ativo e saudável do Centro é promovido pela CCDRC, em colaboração com os membros fundadores do consórcio Ageing@Coimbra: Universidade de Coimbra, Administração Regional de Saúde do Centro, Instituto Pedro Nunes, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra e Câmara Municipal de Coimbra.

Os projetos vencedores serão divulgados no 6º. Congresso Regional Envelhecimento Ativo e Saudável, que se realiza em Coimbra, no dia 20 de novembro.

O objetivo do concurso é “aumentar a divulgação e o reconhecimento de projetos e iniciativas que promovam o envelhecimento ativo e saudável” na região Centro.

 

 

Um em cada cinco portugueses não consegue comprar medicamentos
A Associação Dignitude ajudou, em três anos, cerca de 6.000 beneficiários em todo o país, entre idosos e crianças, a adquirirem...

Hoje, em Alijó, a Associação Dignitude e o município local assinaram o 100.º protocolo no âmbito do Programa ABEM que tem como objetivo garantir que agregados com carência económica tenham acesso aos medicamentos de que precisam.

“Em Portugal, um em cada cinco portugueses não consegue comprar os medicamentos que mais precisam. A crise económica agravou essa situação mas, com estes protocolos, tentamos minimizar o impacto que essa crise teve e continua a ter”, afirmou Francisco Faria, presidente da Dignitude e vice-presidente da Associação Nacional das Farmácias.

O responsável destacou ainda que “um quarto dos beneficiários são crianças até aos 18 anos”.

Criada há cerca de três anos, a associação Dignitude já abrangeu mais de três mil famílias, o que perfaz cerca de 6.000 beneficiários, a adquirirem 120 mil medicamentos.

Possui à volta de 540 farmácias aderentes e 100 entidades parceiras, entre câmaras, juntas de freguesias e Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS).

Francisco Faria explicou que os beneficiários têm acesso a “todos os medicamentos prescritos e comparticipados de forma completamente gratuita nas farmácias aderentes”.

Os apoios são concedidos através de um fundo, para o qual contribuem as entidades parceiras e ainda iniciativas como campanhas de doações.

O fundo tem vários princípios, entre eles a inclusão e o anonimato. “O estigma da carência não pode acompanhar a pessoa na aquisição dos medicamentos”, salientou Francisco Faria.

O responsável disse que “nos balcões das farmácias todos os dias aparecem pessoas com dificuldades” e, por isso, frisou que o projeto “continua a ser muito pertinente e vai continuar a fazer a diferença nos portugueses”.

O presidente da Câmara de Alijó, José Paredes, afirmou que o programa entra em vigor a partir de janeiro de 2019 neste concelho do distrito de Vila Real.

“Queremos atingir, nesta primeira fase, 500 pessoas carenciadas do concelho. É um ótimo investimento, um investimento nas pessoas, na qualidade de vida e na saúde”, salientou o autarca.

Os beneficiários terão que dispor de um cartão do município para acederam ao apoio.

Para além de Alijó, em Trás-os-Montes também são parceiras do projeto as câmaras de Carrazeda de Ansiães e Torre de Moncorvo.

Estudo
O excesso de gordura no organismo inutiliza as células do sistema imunitário que são capazes de atacar tumores, segundo um novo...

Investigadores liderados pela imunologista Lydia Lynch, da Trinity College de Dublin, Irlanda, concluíram que os sistemas de vigilância imunitária do organismo humano, que contem células conhecidas como "exterminadoras naturais", não conseguem funcionar quando há demasiada gordura.

Além deste diagnóstico, o estudo avança potenciais tratamentos para reprogramar essas células e reiniciá-las, depois de identificar o efeito que a gordura tem no seu metabolismo e que as impede de atuar.

Mais de 1,9 mil milhões de adultos sofre de peso a mais ou obesidade, condição que está por trás de quase metade de determinados tipos de cancro.

"Os nossos resultados sugerem que a reprogramação metabólica das células NK ["Natural Killers", em inglês] podem reiniciar a sua atividade anti-cancro e melhorar os resultados dos tratamentos, afirmou Lynch a propósito da investigação publicada no boletim ceintífico Nature Immunology.

Os cientistas descobriram que o mecanismo molecular das NK fica congestionado com gordura em excesso, resultando em que as células conseguem reconhecer tumores, mas ficam incapazes de os destruir.

 

 

Doença silenciosa
É uma das principais complicações da diabetes e é, em praticamente todos os países desenvolvidos, a principal causa de cegueira...

“Os níveis elevados de glicose no sangue, mesmo que estes não produzam sintomas ou motivem a atenção dos doentes, deixam a sua marca, através de lesões nos tecidos, entre os quais os oculares, que também são afetados”, explica António Melo, Médico Oftalmologista do Hospital da Cruz Vermelha. De resto, de acordo com os dados existentes, cerca de 90% dos diabéticos tipo 1 e 50% dos diabéticos tipo 2 apresentam lesões na retina ao fim de 20 anos.

Assintomática nas suas fases iniciais, a doença pode permanecer indetetável ao longo de muito tempo, silenciosa em relação ao risco que representa, o que significa que a regularidade das consultas com o especialista, o oftalmologista, podem ser determinantes para evitar a progressão da retinopatia. É graças ao diagnóstico atempado que se podem evitar as terapêuticas agressivas ou os resultados que, muitas vezes, acabam por culminar na cegueira.

“Mesmo sem queixas, o doente com diabetes deve consultar regularmente o seu oftalmologista, ao mesmo tempo que deve estar atento a qualquer sinal que deve conduzir a uma consulta”, aconselha António Melo. “Até porque é impossível dissociar o sucesso do tratamento, que inclui evitar a cegueira, ao diagnóstico precoce.”

“Também muito importante para o sucesso na terapêutica da retinopatia diabética é o controlo dos fatores sistémicos, isto é, um bom controlo metabólico, o controlo da tensão arterial, o controlo dos níveis de colesterol e triglicéridos, a implementação de uma dieta adequada e um programa de atividade física diária são elementos fundamentais,” conclui ainda o especialista.

Em Portugal, de acordo com os dados do Programa Nacional para a Saúde da Visão, estima-se que cerca de um milhão de portugueses sofram com diabetes. Destes, as estimativas apontam para que nem metade tenha sido alguma vez avaliada por um oftalmologista.

 

Entrevista
Estando entre as principais causas de morte no país, a Pneumonia atinge mortalmente cerca de 160 por

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a pneumonia é a principal causa de morte na infância em todo o mundo. Em Portugal, é responsável por cerca de 50 mil internamentos por ano. Como se caracteriza esta doença e porque é que, embora o seu tratamento seja (na grande maioria dos casos) relativamente simples e barato, ainda é uma das principais causas de morte no país? Quais as causas e os principais sintomas da doença?

A pneumonia é uma doença caraterizada por uma inflamação do parênquima pulmonar; esta inflamação pode ser localizada ou difusa. Como consequência deste processo inflamatório que ocorre a nível do parênquima pulmonar, as trocas gasosas podem estar comprometidas condicionando baixa de oxigénio no sangue e consequente sensação de dificuldade respiratória.

As causas que levam a este processo inflamatório são muito variadas. As infeções por vírus e bactérias são as causas mais frequentes e são as principais responsáveis pela mortalidade por pneumonia. A causa mais comum de pneumonia bacteriana é o streptococcus pneumoniae. Existem outras causas de pneumonias, como a inalação de substâncias em ambiente profissional, a reação adversa a determinados fármacos, a inalação de fungos, a exposição a químicos e a radiações, a pneumonia por aspiração.

Sendo as infeções por vírus e bactérias as causas mais frequentes de pneumonia na comunidade, serão estas pneumonias o objeto desta reflexão.

As pneumonias causadas por agentes infeciosos, vírus ou bactérias, geralmente têm um início súbito de sintomas com febre, por vezes com arrepios de frio, tosse seca ou com expetoração, a dor torácica pode estar presente. O doente pode sentir sensação de mal-estar geral, falta de forças e falta de apetite. A sensação de falta de ar ou dificuldade respiratória ocorre em formas mais graves de envolvimento pulmonar.

O tratamento é eficaz para a maioria dos casos de pneumonia; no entanto podem ocorrer formas graves, com doença generalizada, ou envolvimento pulmonar extenso que se acompanham de um pior prognóstico. Um pior prognóstico também pode estar associado a casos de doentes com patologias prévias que desenvolvem pneumonia. A poluição, os hábitos tabágicos e o alcoolismo estão entre os fatores que predispõem ao aparecimento de pneumonia e ao desenvolvimento de complicações.

No entanto, há ainda a pneumonia atípica que não cursa com os sintomas mais frequentes… Quais os sinais que podem alertar para a patologia?

As pneumonias atípicas são menos frequentes, não diferindo os sintomas substancialmente dos atrás referidos; apenas a realçar que, em geral, são com mais frequência acompanhadas de dores musculares com maior atingimento do estado geral. Podem surgir outros sintomas, por vezes relacionados com o atingimento de outros órgãos, dependendo do tipo de bactéria responsável pela doença e do envolvimento de outros órgãos.

Sabe-se ainda que as crianças e os idosos são mais suscetíveis a esta infeção. O que faz destes os principais grupos de risco e quais os principais cuidados a ter nestas faixas etárias?

As crianças mais jovens e os idosos têm uma suscetibilidade aumentada para o desenvolvimento de pneumonia e para o aparecimento de formas mais graves, porque há uma menor capacidade de resposta do sistema imune. Há doenças que podem interferir, diretamente ou através de imunossupressão causada por terapêuticas, com a capacidade de resposta do sistema imune do hospedeiro, colocando o portador dessa doença em grupo de risco.

Qual a importância da vacinação, em matéria de prevenção? Quem pode e deve ser vacinado para se proteger desta infeção e quais as vacinas disponíveis no país?

A vacinação tem um papel fundamental na prevenção da pneumonia, sendo o objetivo da vacinação dirigida a agentes responsáveis por causar pneumonia – vacina pneumocócica - ou prevenindo doenças que facilitam o desenvolvimento de pneumonia – vacina da gripe. A vacina HIB previne a pneumonia por Haemophilus em crianças. A importância da vacinação, em termos de prevenção, justifica a publicação pela Direção Geral da Saúde (DGS) de normas de administração da vacina da gripe (03/10/2018) e da vacina da pneumonia pneumocócica (06/11/2015). Estas normas da DGS definem os grupos de risco com indicação para vacinação e também os grupos de doentes a quem estas vacinas devem ser administradas gratuitamente.

Como é feito o seu diagnóstico e qual o tratamento indicado para a pneumonia?

A suspeita do diagnóstico de pneumonia é baseada nos sintomas do doente mas a confirmação obriga à realização de uma radiografia torácica.

Os antibióticos são os medicamentos de eleição para o tratamento da pneumonia bacteriana. Há recomendações da Direção Geral de Saúde para orientação da antibioterapia para as pneumonias mais comuns da comunidade. Para formas mais graves, ou outras causas de pneumonia, a orientação terapêutica tem de ser definida especificamente para cada caso.

Relativamente ao seu prognóstico, pode afirmar-se que é uma doença fácil de tratar?

Na maior parte dos casos de pneumonia adquirida na comunidade, o prognóstico é favorável. Há recomendações específicas para instituir o tratamento antibiótico adequado, conduzindo à cura da doença sem sequelas e sem risco de recidiva. O prognóstico menos favorável depende da extensão da doença inicial, da agressividade do agente causal, da existência de patologias prévias ou de outros fatores de risco, da necessidade de o doente fazer tratamentos imunossupressores.

Quais as principais complicações associadas a esta patologia?

As complicações mais frequentes são a insuficiência respiratória, o derrame pleural, agravamento de sintomas relacionados com comorbilidades (patologia cardíaca, renal, diabetes).

Qual o principal desafio no seu tratamento? Embora já muito se tenha falado na crescente resistência aos antibióticos, esta tem vindo a representar um dos principais obstáculos no que diz respeito a recuperação da doença… Que cuidados devemos ter quanto a esta matéria?

O principal desafio, na abordagem da pneumonia, reside na importância de termos uma confirmação precoce do diagnóstico, na avaliação da gravidade inicial, na identificação de fatores de risco para gravidade e na identificação de fatores que apontem para diagnóstico etiológico. A resistência aos antibióticos é um problema da medicina atual, em pneumonias da comunidade a prescrição adequada e a toma correta dos antibióticos é o melhor caminho na prevenção de resistências.

No âmbito do Dia Mundial da Pneumonia, que mensagem gostaria de deixar?

A etiologia infeciosa é a principal causa de pneumonia pelo que a prevenção é essencial no controlo da doença, a lavagem frequente das mãos é um passo muito importante na prevenção de transmissão da pneumonia vírica e bacteriana.

Recomenda-se a vacinação da gripe e da pneumonia para todos os indivíduos de risco.

Um estilo de vida saudável é um passo importante para prevenir pneumonia.

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Estudo europeu
A diabetes tipo 2 foi pela primeira vez relacionada com a função respiratória durante o sono, num estudo europeu que mostrou...

O estudo realizado por investigadores de Lleida, na Catalunha, Espanha, mostrou que os doentes com diabetes apresentam uma “arquitetura de sono alterada”, confirmando a diabetes como fator de risco para a parte respiratória.

O médico e investigador Albert Lecube disse à agência EFE que a investigação veio demonstrar que há que ter em conta “como respiram as pessoas com diabetes”, além das preocupações com outras doenças já comummente associadas, como a retinopatia.

O pulmão deve ser considerado como um dos “órgãos-alvo” das complicações produzidas pela diabetes.

O estudo veio mostrar que a diabetes afeta de forma negativa a respiração durante o sono, confirmando-a como “um fator de risco” na componente respiratória.

Segundo Albert Lecube, perante um mesmo diagnóstico de apneia do sono, deve ser considerado mais grave um doente com diabetes.

Os principais resultados do estudo do Grupo de Investigação em Obesidade, Diabetes e Metabolismo do Instituto de Investigação Biomédica de Lleida são divulgados em vésperas do Dia Mundial da Diabetes, que se assinala na quarta-feira.

Consumo indiscriminado de antibióticos
A Organização Mundial da Saúde (OMS) advertiu hoje que o consumo excessivo e o subconsumo de antibióticos são as principais...

Em comunicado, a OMS alerta para o aumento perigoso do consumo de antibióticos em alguns países, mas também para o subconsumo noutras regiões, que levou ao aparecimento de bactérias mortais.

Segundo Suzanne Hill, chefe da unidade de medicamentos essenciais da OMS, “o consumo excessivo e o subconsumo de antibióticos são as principais causas de resistência antimicrobiana".

“Sem antibióticos eficazes e outros antimicrobianos, perderemos a nossa capacidade de tratar infeções generalizadas como pneumonia", alerta Suzanne Hill.

O relatório da OMS, que se baseia em dados de 2015 recolhidos em 65 países e regiões, mostra uma diferença significativa no consumo, variando de quatro doses definidas diárias por 1.000 habitantes por dia no Burundi a mais de 64 na Mongólia.

"Estas diferenças indicam que alguns países consomem provavelmente muitos antibióticos, enquanto outros podem não ter acesso suficiente a esses medicamentos", sublinham a OMS no comunicado.

Descobertos na década de 1920, os antibióticos salvaram dezenas de milhões de vidas combatendo eficazmente as doenças bacteriológicas, como a pneumonia, a tuberculose e a meningite.

Mas, ao longo das décadas, as bactérias modificaram-se para resistir a esses fármacos.

A Organização Mundial da Saúde advertiu muitas vezes que o mundo ia ficar sem antibióticos eficazes e, no ano passado, a agência especializada da ONU pediu aos países e aos grandes grupos farmacêuticos para criarem uma nova geração de medicamentos capazes de lutar contra as "superbactérias" ultrarresistentes.

As bactérias podem tornar-se resistentes quando os doentes usam antibióticos que não precisam ou não completam o tratamento, dando oportunidade à bactéria de sobreviver e desenvolver imunidade.

Mas a OMS também está preocupada com o consumo insuficiente de antibióticos.

"A resistência pode ocorrer quando os doentes não podem pagar o tratamento completo ou apenas conseguem aceder a medicamentos de qualidade inferir ou adulterados", segundo o relatório da OMS.

Na Europa, o consumo médio de antibióticos chega a 18 doses definidas diárias por 1.000 habitantes, com a Turquia a liderar, com 38 doses, quase cinco vezes mais que o último país do ‘ranking’, o Azerbaijão (oito doses).

A OMS reconhece, contudo, que o seu relatório está incompleto porque inclui apenas quatro países africanos, três do Oriente Médio e seis da região Ásia-Pacífico.

As principais ausências deste estudo incluem os Estados Unidos, China e Índia.

Fórum destaca necessidade de maior investimento
A autovigilância através de medidores de glicose no sangue é uma componente chave dos programas de controlo e gestão da...

A necessidade de contenção de custos no SNS é real e alguns estudos já comprovam que é possível reduzi-los através de soluções que reforçam o controlo glicémico de uma forma muito inovadora.

Esta foi uma das principais conclusões alcançadas durante o ‘Fórum de Debate sobre a Inovação e Impacto da Tecnologia na Diabetes´, realizado recentemente no Centro de Ciência Viva do Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa. Refira-se que a iniciativa veio antecipar a celebração do Dia Mundial da Diabetes que se assinala no próximo dia 14 de novembro.

Em todo o mundo existem mais de 425 milhões de pessoas com diabetes, valor que tem vindo a crescer consideravelmente podendo, nos próximos 30 a 40 anos, este número ascender a mais de mil milhões de diabéticos.

Só no nosso país, 40,7% da população (20-79 anos) tem diabetes ou hiperglicemia intermédia, o que corresponde a 3,1 milhões de portugueses. Perante estes números, há que assumir que a situação é grave e que a evolução tecnológica e digital, dada a sua expansão mundial, pode e deve assumir um papel determinante no controlo e monitorização da diabetes e, em simultâneo, na melhoria do custo-efetividade do seu tratamento.

O evento contou com a presença dos mais reputados especialistas, nacionais e internacionais, na área da diabetes, nomeadamente, o presidente da Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal, José Boavida; João Rodrigues, presidente da Associação Nacional das Unidades de Saúde Familiar e Pedro Melo, Diretor do serviço de endocrinologia no Hospital Pedro Hispano.

E a temática abordada debruçou-se, essencialmente, sobre quatro questões-chave: inovação vs. eficácia; o autocontrolo com medidores de glicemia associado a um código de cores; o custo-efetividade face à inovação e a importância da autovigilância da glicose no sangue (AVG).

A diabetes é uma das doenças com maior prevalência em todo o mundo, necessitando as pessoas com diabetes de um acompanhamento próximo, mas também de autonomia para poderem tomar decisões no seu dia-a-dia. Há que investir na criação de cuidados de saúde apropriados para a pessoa com diabetes. Face ao investimento efetuado noutras doenças, também graves, mas que atingem uma percentagem muito menor de portugueses, a aposta na inovação na diabetes é pequena. Segundo José Boavida, presidente da APDP, “é necessário inverter e colocar na diabetes a atenção que ela merece, temos que perceber o desafio que a inovação e o impacto da tecnologia nos colocam hoje e como é que vão ajudar as pessoas com diabetes”, salientou. Em Portugal a situação é gritante. “Não entendemos como é que a diabetes não está todos os dias nos jornais”, referiu ainda o presidente da APDP.

De facto, os números falam por si: por dia, há 2 pessoas que ficam a saber que têm diabetes, 22 pessoas com diabetes têm um AVC, 12 pessoas com diabetes morrem por causa dela, 5 pessoas saem de internamentos motivados pelo pé diabético, cerca de 500 pessoas com diabetes são internadas por causa da doença e entre 3 a 4 pessoas sofrem uma amputação, resultando em enormes custos sociais e emocionais para os doentes e suas famílias.

O grande foco deve incidir sobre a complexidade da doença, e a necessidade de os pacientes serem capazes de medir e entender os seus resultados. É necessário fornecer-lhes as ferramentas que permitam uma fácil compreensão dos seus níveis de açúcar no sangue e do seu estado de saúde. A medição da glicemia capilar efetuada com medidores com Tecnologia ColourSure, isto é, que utilizam um código de três cores que remetem para três situações possíveis: valores baixos (azul), dentro do objetivo (verde) ou valores altos (vermelho), conduz potencialmente a uma melhoria do controlo glicémico e a uma melhor compreensão e gestão da sua diabetes.

A Autovigilância da glicose no sangue (AVG) com medidores com tecnologia de cores tem crescido e estudos publicados, nos últimos anos, indicam que a sua utilização confere aos pacientes maiores índices de autoconfiança para tomar decisões, permitindo-lhes interpretar mais facilmente os seus resultados.

Acresce que o desenvolvimento tecnológico digital permitiu a criação de uma App móvel que trouxe grandes benefícios para a pessoa com diabetes. Agora, toda a sua informação clinica é enviada para a cloud, onde fica armazenada, organizada e com fácil acesso, tanto para a pessoa com diabetes como para a sua equipa de saúde. Esta poderá, assim, “fazer um tratamento prévio dos dados antes da consulta, podendo a consulta ser mais curta e bem justificada, permitindo também o atendimento de mais pacientes”, refere Pedro Melo.

De entre as várias conclusões saídas deste Fórum destaca-se a necessidade de um maior investimento numa área que afeta uma grande parte da população, estando o futuro da diabetes dependente do acesso à tecnologia tornar-se, ou não, universal.

No que se refere à distribuição dos recursos económicos foi unânime a conclusão de que é muito razoável que se invista prioritariamente na capacitação dos pacientes, fornecendo-lhes maior conhecimento, adesão ao plano terapêutico e motivando-os a tomar decisões que conduzam a um maior controlo da sua situação. Está demonstrado que esse facto permite reduzir as complicações associadas que só por si representam uma grande ‘fatia’ dos custos com a diabetes (37%).

Especialista reúnem-se em Congresso
Estima-se que 3 em cada 100 crianças internadas nos Hospitais Portugueses sofrem de uma ferida crónica.

As feridas crónicas mais comuns nas crianças são as úlceras por pressão, associadas a dispositivos médicos. Estudos indicam que em média uma criança pode ser portadora de uma ferida crónica durante 1 ano a 1 mês.

“As úlceras de pressão são um indicador da qualidade dos cuidados prestados nos hospitais, mas também representam um problema de saúde pública e provocam sofrimento e diminuição da qualidade de vida das crianças e dos cuidadores. Dados recentes indicam que cerca de 95 por cento das úlceras de pressão são evitáveis” alerta Paulo Alves, presidente da APTFeridas.

As feridas pediátricas serão uma das principais temáticas debatidas no Congresso APTFeridas 2018, organizado pela Associação Portuguesa de Tratamento de Feridas (APTFeridas). Esta iniciativa irá decorrer nos dias 15 e 16 de novembro, no Pavilhão Multiusos de Gondomar e contará com o alto do patrocínio da Presidência República.

O Congresso conta com a presença e intervenção de peritos e investigadores, nacionais e internacionais, de reconhecida competência na área da investigação, prevenção e tratamento do doente com ferida.

 

Equipas profissionais para desmistificar doença
A associação dos diabéticos desafiou a Direção-Geral da Saúde a retomar o programa de formação nas escolas sobre a diabetes,...

O tratamento da diabetes requer que a criança faça diariamente múltiplas medições da sua glicemia e injeções de insulina, mas isso não a impede de ter uma vida escolar e social normal, uma situação que por vezes constitui um desafio para os pais e profissionais de educação.

Durante anos a Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP) teve o apoio da Direção-Geral da Saúde para “poder ir às escolas fazer formação sempre que aparecia uma criança com diabetes e, juntamente com os pais, tentar que os professores e os colegas percebessem o que é a doença”, contou o presidente da associação, José Manuel Boavida, à agência Lusa, em vésperas de se assinalar o Dia Mundial da Diabetes (14 de novembro).

“Existem milhares de crianças nas escolas e elas estão integradas", disse, defendendo que as crianças com diabetes "não devem ser discriminadas", nem estigmatizadas.

"Devem ser integradas, como qualquer outra criança, e nada lhes é proibido. Antes pelo contrário, queremos que façam absolutamente tudo, só que existindo alguns riscos têm de estar conscientes deles e precaver para que nada ocorra, como normalmente não ocorre”, defendeu o endocrinologista.

No seu entender, o programa da DGS poderia “ajudar muito a ultrapassar” esta situação “se equipas de profissionais pudessem ir às escolas desmitificar toda a complexidade do tratamento” da diabetes tipo 1, uma doença que atingia, em 2015, 3.327 crianças e jovens portugueses, segundo dados do último relatório do Observatório Nacional da Diabetes

“É muito mais uma questão de dar confiança aos professores e às escolas do que qualquer outra situação, não são precisos apoios especiais”, vincou.

José Manuel Boavida adiantou que, “muitas vezes, há muita relutância das escolas”, mas depois de uma sessão de esclarecimento, de formação, rapidamente se encontram interlocutores que se oferecem voluntariamente para “fazer este trabalho”, que deve ser “uma rotina”.

“Tal como damos uma mão a qualquer pessoa que cai também podemos dar um pacote de açúcar que essa pessoa deve trazer no bolso”, disse, defendendo que "o que é preciso é clarificar, esclarecer e criar condições de maior segurança nas escolas” para estas crianças.

Para o presidente da APDP, “mais do que construir um mito e uma ideia extremamente negativa”, é “preciso mostrar o que é que na realidade e na prática é necessário fazer e, com grande realismo, abordar a situação dos cuidados a ter e de como ultrapassar os riscos que possam existir”.

Como tal, defendeu, o programa da DGS de formação nas escolas, que teve “um grande sucesso”, deve "ser retomado".

"A Direção-Geral da Saúde fez orientações para o que deve ser a formação, mas as orientações não chegam se depois não são dados os meios para elas serem levadas à prática e isso é um bom desafio a fazer-se neste Dia Mundial da Diabetes”, disse.

“Mais do que dizer que há dificuldades, é preciso é agir, e o agir implica um compromisso” do Ministério da Saúde, uma vez que “o Ministério da Educação tem sido sempre bastante recetivo a estas situações”, cabendo agora à Saúde apoiá-lo.

Para assinalar o Dia Mundial da Diabetes, a APDP realiza na quarta-feira a conferência “Diabetes e Família”, em parceria com a Câmara de Lisboa.

Revela estudo feito na região centro
Rosa Maria dos Santos Moreira, investigadora na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra que inquiriu mais de um milhar de...

Um estudo realizado por uma professora da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC), acerca da violência por parceiro íntimo durante a gravidez, aponta para que, na região centro de Portugal, mais de 40% das mulheres sejam vítimas de agressão psicológica no período da gestação e 14% forçadas pelos companheiros a manterem práticas sexuais.

Os dados, recolhidos entre 2012 e 2013, por meio de questionário respondido por 1219 puérperas (após o parto), foram agora divulgados no âmbito da defesa da tese de doutoramento da docente da ESEnfC, Rosa Maria dos Santos Moreira, intitulada “Violência por parceiro íntimo na gravidez e consequências perinatais”.

Por ordem decrescente de prevalência, a agressão psicológica foi a mais assinalada pelas inquiridas (41,6%), seguida da coerção sexual (13,7%), do abuso físico sem sequelas (8,4%) e do abuso físico com sequelas (2,5%).

Quanto à repetição das formas de violência pelo parceiro íntimo (VPI), os atos de coerção sexual foram os mais frequentes (9,16%), revela este estudo feito com o contributo voluntário de puérperas internadas em hospitais de apoio perinatal e apoio perinatal diferenciado, em Coimbra, Aveiro, Covilhã, Castelo Branco, Guarda e Leiria.

Atente-se que a probabilidade de VPI foi maior nas mulheres mais jovens (com menos de 20 anos), sobretudo na forma de agressão psicológica e de abuso físico sem sequelas.

A professora da ESEnfC, especialista em Saúde Materna e Obstétrica, afirma que "tem sido difícil provar a associação direta da VPI com os maus desfechos perinatais", mas salienta que alguns estudos têm destacado, a este nível, e como principais problemas durante a gravidez, a hemorragia genital, a rotura prematura de membranas, a diminuição dos movimentos fetais e, ainda, hipertensão arterial, pré-eclampsia, diabetes gestacional, anemia, infeções urinárias, algias (dor abdominal, cefaleias), vómitos, descolamento prematuro da placenta e trauma na gravidez.

Mais "estudos recentes continuam a mostrar evidência de resultados adversos, como baixo peso ao nascer, recém-nascido pequeno para a idade gestacional, parto e nascimento prematuros e incidência de morte fetal, perinatal e neonatal", prossegue Rosa Moreira.

A importância das consultas pré-natais

Outro dado a assinalar é que a maioria das mulheres que participou neste estudo frequentou consultas pré-natais, sendo que nos casos de agressão psicológica houve mais idas a estas consultas do que nas situações em que foram reportadas outras formas de violência.

Por outro lado, registou-se "maior probabilidade de ocorrência de agressão psicológica quando o início das consultas foi tardio, após o segundo mês de gestação, e maior probabilidade de abuso físico com e sem sequelas quando o início das consultas ocorreu antes do segundo mês de gestação".

A procura precoce ou tardia de conselhos e exames antes do nascimento da criança variou, pois, em função da natureza dos atos de VPI presentes.

"E isto é um dado importante para os profissionais de saúde dos cuidados de saúde primários ou diferenciados, sublinha a professora da ESEnfC.

Constatou-se, de igual modo, haver "ligação entre o não planeamento da gravidez por ambos os membros do casal e a maior probabilidade de ocorrência de comportamentos de agressão psicológica e de coerção sexual", assim como "possibilidade bastante superior de ocorrência de abuso físico com sequelas nos casos em que a gravidez não foi aceite pelos dois membros do casal".

Num outro nível de análise, os resultados do estudo, que denotam "uma associação significativa da VPI com a escolaridade, o desemprego e o rendimento familiar", vêm confirmar que "a violência não acontece só com pessoas de estratos sociais mais desfavorecidos ou com menor grau de escolaridade".

"Se para as mulheres com menor nível de escolaridade existia maior probabilidade de sofrerem de abuso físico com sequelas, foi verificado o contrário para a agressão psicológica, com maior probabilidade de ocorrência nas mulheres com nível superior de escolaridade", nota Rosa Moreira.

Foi, também, "encontrada uma forte associação entre os comportamentos de negociação e o nível superior de escolaridade", parecendo "ser muito mais provável a participação das mulheres com este perfil de escolaridade na argumentação racional, comunicação ou expressão de sentimentos, durante uma situação de discórdia dentro da relação", explica a docente da ESEnfC.

Quanto ao desemprego, os resultados do estudo mostraram que «é mais provável a ocorrência de agressão psicológica durante a gravidez quando o parceiro está numa situação de desemprego ou, de abuso físico sem sequelas e coerção sexual, quando ambos estão desempregados». Associação idêntica surge "quando há história de abuso ou violência familiar anterior, existindo maior probabilidade de ocorrência de todas as formas de VPI durante a gravidez".

Estudos insuficientes para compreender dimensão do problema

De acordo com o levantamento efetuado por Rosa Moreira, "foi encontrada associação entre a VPI e alguns comportamentos de risco comprometedores da saúde materna e fetal, como o hábito de fumar e o consumo de álcool durante a gravidez". Neste parâmetro, verificou-se "uma prevalência maior de comportamentos de VPI entre as mulheres que assumiram hábitos tabágicos e consumiram bebidas alcoólicas durante a gravidez, comparativamente com as que não tiveram esses hábitos de consumo, em todas as dimensões estudadas".

Rosa Moreira observa que os estudos desenvolvidos em Portugal sobre este tema "ainda são insuficientes para que se compreenda a dimensão do problema». E que «o atraso na sistematização de recolha de dados tem condicionado o acesso a indicadores específicos relativos à VPI durante a gravidez e seus fatores associados".

"Só desde 2015 o Programa Nacional para a Vigilância da Gravidez de Baixo Risco forneceu orientações específicas para o rastreio da violência doméstica durante as consultas pré-natais. Foi preciso formar os profissionais, preparar os sistemas de registo e notificação dos casos, assim como adequar as respostas em cuidados de saúde. Até ao momento não se conhecem indicadores disponíveis no país sobre esta matéria", conclui a investigadora.

Na maioria dos casos o diagnóstico é tardio
São tumores raros, de difícil diagnóstico uma vez que facilmente se confundem com outras entidades c

Os tumores neuroendócrinos (NET) são neoplasias derivadas das células enterocromafins, distribuídas difusamente pelo organismo, e por isso podem ter origem em diversos locais (tabela 1).

São tumores raros (embora a sua incidência tenha vindo a aumentar), de difícil diagnóstico, sendo frequentemente confundidos com outras entidades clínicas

(como por exemplo: síndrome do cólon irritável, úlcera péptica, distúrbio de ansiedade, asma, …). É por isso, que os NET têm como símbolo internacional a zebra.

De acordo com as estatísticas internacionais, um diagnóstico correto de NET pode levar em média 5 a 7 anos. Se os NET forem detetados no início do seu desenvolvimento, muitas vezes podem ser curados através da cirurgia. No entanto, em cerca de 60 a 70% dos casos o diagnóstico é tardio e o tratamento não é curativo, embora, muitas vezes, os sintomas possam ser controlados por vários anos.

Atualmente, os NET são classificados de várias maneiras, conforme a origem, a expressão hormonal e o grau histológico.

Em relação à sua origem os NET mais comuns são os do sistema gastrointestinal, sendo o intestino delgado o local mais frequente, seguido do reto, cólon, estômago, pâncreas e apêndice. Ainda em relação à localização, também podem ser classificados de acordo com o tecido de origem embrionária (tabela 1).

Devido à sua origem nas células neuroendócrinas, os NET têm a particularidade de poder secretar hormonas bioativas ‐ NET funcionantes‐ levando a uma clínica específica e que pode muitas vezes sugerir a localização do tumor primitivo. Como exemplo temos a produção de:

  • Serotonina, responsável por um dos sintomas mais característicos síndrome carcinoide, que produz diarreia, rubor facial e eventualmente palpitações e falta de ar ou tosse),
  • Gastrina, que aumenta a acidez gástrica pelo estômago, provocando úlceras pépticas; Insulina, que reduz os níveis de glicose no sangue;
  • Glucagon, que provoca hiperglicemia;
  • Catecolamina, ligada a hipertensão;
  • Peptídeos intestinos vasoativos (VIP), que causam diarreia;
  • Somatostatina, que inibe quase todos os hormonas do intestino, diminuindo o peristaltismo e prejudicando a absorção de nutrientes.
  • Entre muitas outras hormonas…

Os NET não funcionantes são tumores que apesar de poderem produzir hormonas não causam sintomas pois estas são biologicamente inativas. Estes crescem lentamente, atingindo grandes dimensões na altura do diagnóstico e a sintomatologia deve‐se fundamentalmente ao efeito de massa.

Em termos histológicos, os NET de grau 1 tem crescimento mais lento, menor proliferação celular e melhor prognóstico; os de grau 2, são mais heterogéneos clinicamente e de maior proliferação; e os carcinomas neuroendócrinos, pouco diferenciados (grau 3), são caracterizados por um alto índice de proliferação e comportamento mais agressivo.

Quando suspeitar de um NET?

Alguns dados permitem‐nos colocar a hipótese dos tumores neuroendócrinos do tubo digestivo (os TNE mais frequentes) com algum grau de suspeição:

  • Diarreia crónica, principalmente noturna, principalmente se associada a hipocaliémia (baixa de potássio);
  • Flushing não associado a hipersudorese;
  • Insuficiência tricúspide sem causa aparente;
  • Hipoglicémia em jejum em doente sem diabetes;
  • Diabetes ligeira a moderada de início recente em individuo sem fatores de risco;
  • Úlcera péptica recorrente;
  • Litíase biliar em doente com massa pancreática;

entre outros..

Dada a heterogeneidade em termos de localização e diversidade na sua forma de apresentação, o diagnóstico clínico dos tumores neuroendócrinos é complexo e deve ser abordado por uma equipa multidisciplinar que inclua a Oncologia, a Endocrinologia, a Gasteroenterologia, a Pneumologia, a Cirurgia, a Medicina Nuclear, a Imagiologia, Anatomia Patológica, a Medicina Interna e eventualmente a Urologia.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.

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