Dia Mundial da Prematuridade assinala-se amanhã
Assinala-se no dia 17 de Novembro, o 10º aniversário do Dia Mundial da Prematuridade, a iniciativa f

Em Portugal, segundo dados do INE, em 2016 registou-se um acréscimo da percentagem de nados-vivos prematuros (com menos de 37 semanas de gestação), de 7,4% para 7,8%; com menos de 32 semanas nascem cerca de 1000 bebés por ano. As percentagens superiores ao valor nacional verificaram-se nas mães com menos de 20 anos e com mais de 34 anos. A idade materna extrema é uma das causas conhecidas de prematuridade, havendo outras causas importantes como a raça negra, baixo nível socioeconómico, índices de massa corporal extremos, gravidez múltipla, malformações uterinas, placenta prévia, tabagismo, infeções pélvicas/abdominais, parto pré-termo anterior (PPT), conização, etc. De todos estes fatores o que mais se associa a risco de PPT é a existência de PPT na gravidez anterior. Assim, uma grávida que tenha tido um PPT na gravidez anterior tem o risco de 30% de voltar a ter um PPT. Se tiver tido 2 PPT o risco aumenta para 60%. No entanto, a grande maioria dos PPT ocorre em mulheres sem qualquer fator de risco identificado.

A prevenção do parto prétermo inclui algumas medidas que, do ponto de vista obstétrico, podem ser utilizadas em grupos de risco. Quando se prevê o parto prétermo estão habitualmente indicadas tocólise (medicação que diminui as contrações uterinas) cuja utilidade é sobretudo a de permitir a administração de corticoides à grávida. Os corticoides utilizados são a betametasona ou a dexametasona. Estes devem ser administrados entre as 24 e as 34 semanas de gestação e permitem diminuir a incidência de síndrome de dificuldade respiratória, de enterocolite necrotizante, de hemorragia intraventricular e de mortalidade neonatal. Está também indicada a utilização de sulfato de magnésio até às 32 semanas como neuroprotecção, pois há vários estudos que demonstram a sua eficácia na redução da paralisia cerebral nos prematuros.

O nascimento prematuro tem implicações importantes na morbilidade destes recém-nascidos, o seu nascimento deve ser preferencialmente em unidades de cuidados neonatais diferenciados. A imaturidade dos vários órgãos, nomeadamente cérebro, pulmão e intestino obriga a uma intervenção altamente diferenciada. O limiar de sobrevida (definido como sobrevivência de mais de 50%) situa-se em Portugal nas 25 semanas de gestação e nos cerca de 600g de peso ao nascer, taxas estas que são comparáveis às taxas internacionais.

A qualidade dos cuidados necessários aos prematuros nas unidades neonatais portuguesas segue as boas práticas internacionais, o que nos coloca, desde há vários anos, nos valores mais baixos da mortalidade neonatal dos países europeus. Destacam-se nestes cuidados o nascimento em unidades diferenciadas, a utilização do surfactante, a ventilação minimamente invasiva, a nutrição parentérica personalizada, a administração de leite materno o mais precocemente possível e a presença dos pais nas unidades de cuidados neonatais.

Ainda estamos um pouco longe das unidades neonatais com quartos familiares existentes em alguns países nórdicos e norte-americanos, em que após a estabilização do bebé, a família passa a viver no hospital e a prestar os cuidados durante 24 horas. No entanto, os cuidados para o desenvolvimento, que incluem várias medidas, com destaque para o método canguru, manipulação mínima, regulação da luz e do ruído, massagem, posicionamento adequado e amamentação, são utilizadas de forma universal nas unidades neonatais portuguesas e contribuem para uma melhoria na qualidade de vida destes bebés e das suas famílias. O contacto pele-a-pele através do método canguru é uma das formas de aproximar o ambiente externo ao ambiente intrauterino, através da voz da mãe, dos sons orgânicos, do cheiro materno transmitido pelo ar e pelo leite da mãe. O recém-nascido (RN) sente os movimentos maternos e os seus próprios movimentos espontâneos que são contidos pela pele materna (tal como acontecia in-útero). O biorritmo materno é de alguma forma transmitido ao RN pela audição dos batimentos cardíacos maternos, pela temperatura corporal da mãe e pelas hormonas transportadas no leite.

A presença da família nas unidades de cuidados neonatais é um dos pontos mais importantes na prestação dos cuidados aos prematuros e melhora o prognóstico a longo prazo.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Incidência tem aumentado nas mulheres
Alice foi diagnosticada com cancro do pulmão de não pequenas células há quase três anos e graças à oncologia de precisão e à...

Amanhã, 17 de novembro, assinala-se o Dia Mundial do Não Fumador, uma data que tem como objetivo alertar para os perigos do tabaco e dar visibilidade a doentes e cuidadores que têm de lutar todos os dias contra o cancro do pulmão, principal doença associada ao consumo de tabaco. Um exemplo é o de Alice, uma doente que foi diagnosticada com cancro de pulmão de não pequenas células (CNPC) aos 49 anos de idade. O cancro foi detetado há quase três anos e, graças à oncologia de precisão, pode ter uma vida praticamente normal neste momento.

"Quando os médicos detetaram, eu estava envolvida num labirinto de testes, consultas médicas e perplexidade. Fiz uma cirurgia para remover o líquido da pleura e tive que esperar pelo tratamento. Enquanto esperava uma data para começar a quimioterapia, um amigo falou-me sobre os laboratórios OncoDNA, que realizam análises genómicas de tumores para encontrar a terapia ideal para matar o cancro. Consultei o meu oncologista que me incentivou a tentar ", explica Alice.

Um procedimento simples

Segundo a doente, a realização desses testes é bastante simples, "pelo menos no meu caso. Enviei uma amostra do tumor que havia sido previamente removido com a cirurgia para a OncoDNA, com a intercessão do meu oncologista”. Naquela época, a doente não estava a receber tratamento e não tinha boas expectativas. "Os médicos disseram-me que era incurável e isso levou-me a procurar outra solução. Não consegui acomodar-me, tive que lutar pelos meus filhos", lembra.

Os resultados chegaram em dez dias. "O teste foi feito com muita urgência devido à quantidade de tempo decorrido sem tratamento. Deu positivo em dois dos oncogenes conhecidos e tive a possibilidade de aceder a uma terapia direcionada às características do meu tumor e evitar a quimioterapia". Ao longo destes dois anos e graças em parte às informações obtidas através da análise genómica, Alice teve a oportunidade de entrar em vários ensaios clínicos que mantêm a doença controlada. "Nos dias  em que não vou ao hospital nem me lembro dele. É verdade que há muitas coisas que não posso fazer agora, é algo que assumi, mas sinto-me muito bem. Faço análises periódicas e espero que um dia curar-me".

O cancro do pulmão em números

De acordo com a Direção Geral de Saúde, o cancro do pulmão afeta cerca de 4.300 pessoas em Portugal e é a neoplasia com maior mortalidade. Cerca de 50% dos casos diagnosticados já se encontra num estado avançado.

Felizmente, o arsenal terapêutico e de diagnóstico que os especialistas têm para combater o cancro está a aumentar, e as novidades que aparecem estão muitas vezes intimamente ligadas à medicina personalizada, como tratamentos direcionados e imunoterapia. Um exemplo claro são os estudos genómicos como o OncoDEEP, usado com a doente Alice, baseado na análise de uma amostra de tecido tumoral para encontrar um tratamento efetivo no menor tempo possível.

Esta não é a única opção oferecida pela OncoDNA. Para o cancro de pulmão, também tem o teste OncoSELECT, uma análise rápida e minimamente invasiva de ADN do tumor circulante de uma amostra de sangue (ou biópsia líquida). Uma boa ferramenta para identificar soluções terapêuticas naqueles doentes que não têm a possibilidade de ter uma biópsia de tecido ou mesmo que esteja disponível, seja uma amostra antiga ou escassa. Ou também para executar uma resposta de controlo exaustivo ao tratamento e detetar resistência à terapêutica assim que aparece, mesmo antes dos exames de imagem.

Evento conta com especialistas internacionais
A 10ª Edição do Fórum do Medicamento trará este ano à discussão a liberdade de escolha e a equidade de acesso do cidadão ao...

A iniciativa anual da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, que visa contribuir para o conhecimento e partilha de boas práticas na área da gestão do medicamento, pretende assim, nas palavras de Alexandre Lourenço, Presidente da APAH “reforçar a crucial importância de fomentar mecanismos que promovam a participação do cidadão e garantir que os cuidados de saúde são desenhados com e à medida das necessidades dos doentes e das suas famílias”.

O X Fórum do Medicamento acontece no próximo dia 16 de novembro, no Centro Cultural de Belém, entre as 9h00m e as 13h00m, com o patrocínio da AstraZeneca. Para além do tema já referido, destaque ainda para temas como modelos de financiamento inovadores, que contará com a intervenção do Professor Antoine Georges-Picot, Presidente da consultora francesa Government Healthcare, e a apresentação de projetos de melhoria de acesso aos cuidados de saúde na área oncológica relativos ao Hospital Beatriz Ângelo e ao IPO-Porto. O evento contará com oradores nacionais, mas também com a participação de especialistas internacionais.

 

Centros de saúde
Os centros de saúde da região Oeste estão a promover pela primeira vez rastreios a crianças que completem dois anos até ao...

Os Agrupamentos de Centros de Saúde Oeste Sul e Oeste Norte são os primeiros na região de Lisboa e Vale do Tejo onde o rastreio visual infantil arrancou e só termina em 2019, informou a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT).

“Com o Rastreio de Saúde Visual Infantil, estamos a apostar na deteção precoce de problemas de visão, como estrabismo, miopia, hipermetropia e astigmatismo, proporcionando, sempre que necessário, o encaminhamento para uma consulta de oftalmologia num hospital”, explicou Eunice Carrapiço, médica de família e coordenadora do programa na ARSLVT.

O rastreio engloba três mil crianças.

A ambliopia, uma disfunção oftalmológica caracterizada pela diminuição da acuidade visual, ocorre desde idades precoces, sem apresentar sintomas ou alterações comportamentais.

A ambliopia é considerada a causa mais frequente de perda de visão entre os 20 e os 70 anos e a sua prevalência nos países desenvolvidos varia entre 1 e 5%.

Os centros de saúde vão proceder a consultas e testes de rastreio, estando os beneficiários dispensados do pagamento da taxa moderadora.

O teste consiste na realização de uma fotografia aos olhos da criança, feita com uma tecnologia inovadora, rápida e indolor, que permite identificar fatores de risco para a ambliopia. A imagem é enviada para o centro de leitura do Instituto de Oftalmologia Dr. Gama Pinto, onde será analisado por um oftalmologista.

Se os testes realizados não apresentarem alterações de visão, a criança regressa à lista de rastreios e volta a ser convocada para um novo exame aos quatro anos. Se o oftalmologista detetar alterações, a criança será chamada para uma consulta de oftalmologia no hospital, onde será avaliada, feito o diagnóstico e, caso necessário, o tratamento.

O ACES Oeste Norte integra os centros de saúde de Alcobaça, Nazaré, Caldas da Rainha, Óbidos, Peniche e Bombarral, no distrito de Leiria, o ACES Oeste Sul os centros de saúde da Lourinhã, Cadaval, Torres Vedras, Sobral de Monte Agraço e Mafra, no distrito de Lisboa.

Sem stock
A Ordem dos Enfermeiros avisa que há centros de saúde, sobretudo na região Norte, que continuam com falta de vacinas da gripe,...

“Os maiores problemas que identificámos dizem respeito à Administração Regional de Saúde (ARS) Norte. Há várias unidades que não estão a receber o número de vacinas que pediram ou estão mesmo em rutura de ‘stock’ até ao próximo dia 21 de novembro. Significa que as pessoas vão ao centro de saúde para se vacinar e não têm vacinas”, afirma a bastonária, Ana Rita Cavaco, em declarações à agência Lusa.

Já no início de outubro, antes de começar a campanha de vacinação contra a gripe, a bastonária tinha apelado para que este ano não houvesse “racionamento da vacina da gripe”, indicando que a gestão dos ‘stocks’ tem levado a que todos os anos “vão para o lixo milhares de vacinas”.

Depois deste alerta, a diretora-geral de Saúde veio garantir que “não há racionamento da vacina da gripe” e que, em caso de necessidade, os centros de saúde devem fazer permutas para responder às necessidades.

Um mês e meio depois, a bastonária dos Enfermeiros garante que há centros de saúde que estão com dificuldades nos ‘stocks’ das vacinas contra a gripe.

“Temos um documento oficial da ARS Norte dizendo que estas vacinas iam chegar após o dia 21 de novembro. Daqui a pouco, chegam no fim da campanha de vacinação”, indica Ana Rita Cavaco.

A título de exemplo, a bastonária diz que acontece que os enfermeiros peçam 250 vacinas no início da campanha de vacinação, recebendo apenas 50.

“Isso não dá sequer para um dia. Temos uma afluência nos centros de saúde, assim que começa a campanha, de mais de 50 pessoas por dia. Se não acautelarmos a prevenção da gripe vamos ter as urgências cheias, como todos os anos, e vamos falhar na cobertura vacinal”, sublinha.

Ana Rita Cavaco lamenta que se esteja a repetir o erro de anos anteriores na gestão que é feita pelas administrações regionais de Saúde.

“Se é para enviarem todo o resto da vacina no final da campanha, as vacinas vão para o lixo. Isto significa milhares de euros”, indica, acrescentando que a Ordem tem reportado as situações à ministra da Saúde.

Ordem
A bastonário da Ordem dos Enfermeiros admite que a greve prolongada em blocos operatórios, agendada para a próxima semana, é...

“É verdade que é uma greve completamente atípica e que nunca se fez em Portugal. Mas é atípica porque os enfermeiros chegaram a uma situação completamente atípica. O que é agressivo é o que se passa com os enfermeiros e as suas condições de trabalho”, afirma, em declarações à Lusa, a bastonária, Ana Rita Cavaco, numa referência às declarações da ministra da Saúde, que considerou esta paralisação uma “extraordinariamente agressiva forma de luta”.

Dois sindicatos de enfermeiros convocaram uma greve a partir de dia 22 de novembro, e com duração superior a um mês, que incide em cinco blocos operatórios de grandes hospitais, uma ideia de paralisação que partiu inicialmente de um movimento de enfermeiros e que recolheu já mais de 350 mil euros num fundo destinado a compensar os profissionais que ficarão sem salário. Os enfermeiros reclamam nomeadamente melhores remunerações e uma carreira digna, notando que não progridem há 13 anos.

A bastonária dos Enfermeiros considera que os profissionais foram “encostados à parede de uma maneira extremamente agressiva”, reagindo com as “armas que têm ao seu dispor, através dos sindicatos”.

“Chegámos a esta situação por vários motivos, mas não tem a ver com dinheiro. Era isso que gostava que as pessoas compreendessem”, refere Ana Rita Cavaco, frisando que os enfermeiros continuam com a sua situação congelada desde 2005, têm reformas tardias, não têm reconhecida a sua categoria de especialista e trabalham em serviços desfalcados.

A representante dos enfermeiros sublinha ainda que um enfermeiro leva para casa 980 euros líquidos por mês, tenha um ou 20 anos de carreira. Também a carga de trabalho é um problema transversal, com profissionais que trabalham “o dobro ou o triplo das horas que estão no contrato”.

E essas horas a mais não são pagas, recorda a bastonária, indicando que os hospitais devem “milhares de horas” aos enfermeiros, que acumulam folgas pelas horas a mais que acabam por não conseguir gozar:

“Se tirassem as folgas [correspondentes a essas horas], os hospitais tinham todos de fechar portas, porque são milhares de horas em dívida”.

Ana Rita Cavaco afirma que recebe com frequência na Ordem horários de profissionais que trabalham 60 horas em vez das 35: “Isto é que é agressivo e não se pode permitir”.

Outra das reclamações frequentes nos enfermeiros prende-se com o rácio de profissionais, com serviços por vezes assegurados apenas por um enfermeiro por turno, com 20, 30 ou 40 camas a seu cargo.

“Toda a gente percebe que um enfermeiro sozinho não consegue lidar com 20 doentes, quanto mais com 40. Não podemos ter hospitais como Cascais, Covilhã ou o Psiquiátrico de Lisboa em que o número de enfermeiros é tão baixo que qualquer dia nem está lá enfermeiro nenhum e as pessoas ficam entregues a si próprias”, afirma a bastonária.

Sobre os efeitos da greve cirúrgica em cinco blocos operatórios de grandes hospitais, Ana Rita Cavaco diz entender as preocupações que possam existir na sociedade, mas recorda que não tem de haver receios em relação a situações urgentes, porque há nesta paralisação serviços mínimos, como em todas as outras.

Muitas cirurgias serão adiadas com esta greve, incluindo oncológicas, desde que não sejam operações consideradas urgentes. Ou seja, a paralisação irá afetar as cirurgias que estão programadas.

“Se estão preocupados com a greve cirúrgica dos enfermeiros, nós compreendemos, é de facto uma medida extrema. Mas em Portugal temos de fazer uma reflexão muito grande sobre os tempos de espera cirúrgicos, que são inadmissíveis. O que me preocupa, e que não quero, é viver num país onde há cirurgias oncológicas e outras que esperam entre um mês e dois anos. Isto já é uma realidade em Portugal”, lamenta a bastonária.

Outra das características inovadoras desta greve, além da duração prolongada, é ter surgido inicialmente de um movimento independente de enfermeiros que constitui um fundo aberto à contribuição de todos para financiar e apoiar os profissionais que vão paralisar e ficar sem salário.

Acerca desta forma de financiamento, que recolheu mais de 350 mil euros até hoje, a bastonária considera que é “um sinal positivo” perceber que há muita gente que “quer que os enfermeiros tenham condições para trabalhar”:

“Olhando para as condições dos nossos colegas não custa nada a acreditar que houve uma participação em massa de todos os enfermeiros, mas também de amigos e familiares (…). Não querem acreditar que os enfermeiros que cuidam deles chegaram hoje à situação a que chegaram”.

A bastonária teme que os enfermeiros estejam neste momento “num beco sem saída”, em que a conquista de um défice zero no país “tem de ser conseguido à custa das não negociações” no setor da saúde.

Mas ainda assim acredita que o Governo “tem condições para negociar uma carreira com os enfermeiros” e resolver pelo menos os problemas mais complexos nos hospitais.

O pré-aviso da greve que começa na próxima semana abrange todos os enfermeiros do Centro Hospitalar Universitário de S. João, Centro Hospitalar Universitário do Porto, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte e Centro Hospitalar de Setúbal.

Categoria internacional de Carreira
A cientista Maria Manuel Mota foi distinguida com o Prémio Sanofi-Instituto Pasteur 2018, pelos seus estudos sobre o parasita...

Maria Manuel Mota, investigadora-principal e diretora-executiva do Instituto de Medicina Molecular (IMM) João Lobo Antunes, foi distinguida na categoria internacional de carreira, que lhe vale um prémio no montante de 150 mil euros.

O seu grupo de investigação estuda há mais de 20 anos os parasitas do género "Plasmodium", que causam a doença infeciosa malária, transmitida pela picada da fêmea dos mosquitos do género "Anopheles".

A equipa pretende, em trabalhos futuros, perceber a "rede de interações" entre os parasitas e as pessoas, para poder "influenciar a replicação" dos parasitas.

Maria Mota descobriu "o principal mecanismo de deteção de nutrientes usado por este parasita, que é crítico para modular a sua replicação e virulência".

Para a cientista, citada em comunicado do IMM, o prémio reconhece o trabalho feito pela sua equipa de investigação e significa "financiamento para o laboratório", possibilitando "explorar novas ideias de uma forma mais livre".

Criados em 2012, os Prémios Sanofi-Instituto Pasteur, no valor total de 350 mil euros, visam distinguir, nas categorias internacional de carreira e sénior, até quatro cientistas cuja "investigação tenha demonstrado um verdadeiro progresso científico em diferentes áreas das ciências da vida".

Em 2018, as áreas selecionadas foram microbiologia e infeção e imunologia.

Os prémios de investigação biomédica atribuídos pela farmacêutica Sanofi e pelo Instituto Pasteur foram entregues em Paris, França.

 

Açores
O presidente do Governo dos Açores declarou ter a “fundada expetativa” de que o reforço de 43 médicos a realizarem...

Vasco Cordeiro referiu na inauguração da remodelação da Unidade de Saúde da Maia, no concelho da Ribeira Grande, integrada na visita de trabalho do executivo açoriano à ilha de São Miguel, que, no âmbito do reforço dos recursos humanos do Serviço Regional de Saúde (SRS), desde 2015 foram contratados cerca de 30 médicos de família para promover a melhoria do acesso dos açorianos aos cuidados de saúde.

O líder do executivo socialista destacou ainda que a produtividade do SRS tem vindo a crescer, exemplificando que o número de consultas médicas de todas as especialidades ultrapassou as 800 mil em 2017.

O chefe do executivo açoriano disse que Unidade de Saúde da Maia vai promover uma melhoria das condições de acesso à saúde a cerca de 3.300 pessoas daquela freguesia e das vizinhas de São Brás, Porto Formoso e Lombinha da Maia.

Vasco Cordeiro referiu que nos últimos dois anos a Unidade de Saúde de Ilha de São Miguel investiu, apenas na melhoria de instalações e equipamentos, dois milhões de euros, tendo sido melhoradas e requalificadas na presente legislatura as unidades de saúde das Feteiras, dos Arrifes, de Água de Pau, das Furnas, de Rabo de Peixe, da Fajã de Cima e o Centro de Saúde da Ribeira Grande. Vai ser inaugurada em breve a Unidade de Saúde da Candelária.

No âmbito da visita do Governo Regional, a secretária regional dos Transportes e Obras Públicas anunciou que a segunda fase da intervenção na Estrada N.º 2 – 2.ª, no troço Furnas – Ribeira Quente, no concelho da Povoação, será lançada durante o primeiro trimestre do próximo ano.

No final de uma visita às obras da primeira fase, já concluídas, Ana Cunha disse que a segunda fase, para além da intervenção em diversos taludes, com diversas técnicas, da colocação de redes para sustentar as terras, "tem uma face mais visível, que é a construção de um túnel em semicírculo, a seguir ao túnel já existente”.

A segunda fase da intervenção representa um investimento de 3,6 milhões de euros, tendo um prazo de execução de 18 meses, ainda segundo a governante.

Denúncias de 2015 e 2016
A Fundação Aurélio Amaro Dinis (FAAD), em Oliveira do Hospital, confirmou que está a ser investigada pela Polícia Judiciária na...

A ida de elementos da PJ às instalações da instituição particular de solidariedade social (IPSS), na quarta-feira, decorreu “no âmbito de denúncias anónimas” que deram origem a “processos que correm os seus termos” no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Coimbra, adiantou.

Numa nota enviada à agência Lusa, a FAAD, presidida por Álvaro Herdade, médico do Centro de Saúde local, informou ter prestado “todos os esclarecimentos que lhe foram solicitados” pela polícia.

O conselho de administração “continuará disponível para prestar à justiça toda a colaboração e informação que lhe for pedida no normal desenrolar dos processos”, acrescentou.

Na quarta-feira, elementos da Diretoria de Coimbra da PJ realizaram buscas na instituição de Oliveira do Hospital, no distrito de Coimbra, disse hoje à Lusa uma fonte policial.

“Estamos a investigar algumas coisas, mas não é oportuno dizer o quê”, referiu.

Por indicação testamentária do patrono da FAAD, Aurélio Amaro Dinis, a escolha do presidente da fundação é da responsabilidade do presidente da Câmara local.

Em junho, o atual líder do município, José Carlos Alexandrino, que cumpre o último mandato na autarquia pelo PS, na condição de independente, reconduziu Álvaro Herdade para um terceiro mandato na presidência da Fundação Aurélio Amaro Dinis.

Há um ano, na sequência do grande incêndio de 15 de outubro, e devido à falta de médicos, as urgências do Centro de Saúde de Oliveira do Hospital foram assumidas em parte pela FAAD, que passou a assegurar esse serviço às populações durante a noite, aos fins de semana e feriados.

Esta solução foi anunciada em 31 de outubro de 2017, coincidindo com uma visita ao concelho do então ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes.

 

FDA
As autoridades dos Estados Unidos decidiram impor restrições draconianas à venda de 'cigarros eletrónicos' a jovens,...

A Administração da Alimentação e Saúde (FDA, na sigla em inglês) anunciou hoje uma proposta para proibir a venda de 'cigarros eletrónicos' via Internet, ficando estes apenas disponíveis em lojas.

A FDA também pretende impor a proibição de venda de cigarros mentolados e charutos aromatizados, segundo a agência noticiosa francesa AFP.

Estas decisões deverão ser submetidas a um período de consulta pública, para poderem entrar em vigor em junho do próximo ano.

O número de consumidores de 'cigarros eletrónicos' nos liceus norte-americanos aumentou 78% entre 2017 e 2018, segundo os mais recentes estudos resultantes de um inquérito nacional sobre os jovens e o tabaco.

O presidente da FDA, Scott Gottlieb disse, citado pela AFP, que não deixará "que uma geração de crianças se torne viciada em nicotina através dos cigarros eletrónicos".

Desde 2016 que a FDA regula o consumo e venda dos 'cigarros eletrónicos', tendo interditado a venda a menores de idade e multiplicado fortemente os controlos.

Perante o aumento vertiginoso do consumo entre os jovens norte-americanos, a FDA decidiu penalizar os aromas disponíveis para 'cigarros eletrónicos' que indiciem causar habituação nos jovens.

Num artigo recente publicado no jornal Washington Post, Scott Gottlieb e a secretária da Saúde norte-americana, Alex Azar, falavam de “uma epidemia” quando se referiram a estes consumos crescentes.

Muitos dos produtos cancerígenos dos cigarros comuns, como alcatrão, não são encontrados nos eletrónicos, mas os liquidos aromatizados que são vaporizados para inalação contêm nicotina, substância que não está diretamente relacionada com o cancro, mas que provoca habituação.

A FDA apelou recentemente aos fabricantes de 'cigarros eletrónicos' para que encontrem forma de evitar que os mais jovens comprem os seus produtos.

Fundação
A Polícia Judiciária está a investigar a Fundação Aurélio Amaro Dinis (FAAD), em Oliveira do Hospital, e na quarta-feira...

“Estamos a investigar algumas coisas, mas não é oportuno dizer o quê”, disse a fonte da PJ à agência Lusa.

Por sua vez, Álvaro Herdade, médico do Centro de Saúde de Oliveira do Hospital e presidente do conselho de administração da FAAD, optou por não abordar o assunto verbalmente e disse à Lusa que tomaria posição ainda hoje, através de comunicado, sobre a operação efetuada na quarta-feira por elementos da Diretoria de Coimbra da PJ.

Por indicação testamentária expressa pelo patrono da fundação, Aurélio Amaro Dinis, a escolha do presidente desta instituição particular de solidariedade social (IPSS) de Oliveira do Hospital, no distrito de Coimbra, é da responsabilidade do presidente da Câmara local.

Em junho, o atual líder deste município do distrito de Coimbra, José Carlos Alexandrino, que cumpre o último mandato na autarquia pelo PS, na condição de independente, reconduziu Álvaro Herdade para um terceiro mandato na presidência da Fundação Aurélio Amaro Dinis.

Na quarta-feira, segundo o jornal Correio da Beira Serra, “cerca de uma dezena de agentes da PJ terá estado nas instalações da instituição durante praticamente todo o dia, vendo vários documentos e computadores que no final terão sido apreendidos”.

“Os agentes terão mesmo visitado a residência do presidente do conselho de administração”, noticiou a publicação digital.

Há um ano, na sequência do grande incêndio de 15 de outubro, e devido à falta de médicos, as urgências do Centro de Saúde de Oliveira do Hospital foram assumidas em parte pela FAAD, que passou a assegurar esse serviço às populações à noite, fins de semana e feriados.

Esta solução foi anunciada em 31 de outubro de 2017, coincidindo com uma visita ao concelho do então ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes.

Em janeiro de 2016, a fundação dirigida por Álvaro Herdade, médico do Centro de Saúde, iniciou a prestação de um serviço de saúde nas zonas remotas do concelho, recorrendo a uma viatura com dois consultórios e equipamento de diagnóstico e terapêutica.

A equipa da Unidade Móvel de Saúde integra dois enfermeiros, operando ao abrigo de um protocolo entre a Câmara Municipal e FAAD, proprietária de um hospital e que presta localmente serviços de saúde e de apoio à infância e terceira idade saúde.

Em setembro, a mesma unidade móvel começou a prestar também um serviço público de leitura às populações, um projeto intitulado “Biblioteca no Largo” que a Câmara promove através das bibliotecas públicas municipais.

Decisão
O Conselho de Ministros aprovou hoje um conjunto de diplomas do pacote da descentralização, transferindo para os municípios...

“O que está aqui em causa é a transferência de assistentes operacionais, de competências de gestão de equipamentos na área saúde. Estamos a falar de 1800 trabalhadores, de cerca de 600 equipamentos, e ao todo 900 edifícios que poderão passar para a gestão local”, disse o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita.

Segundo o governante, os municípios poderão passar a ter também capacidades na intervenção e planeamento dos objetivos “a médio prazo na saúde familiar e nos cuidados de saúde primários”.

Segundo a resolução do Conselho de Ministros, excluem-se, “porém, todos os serviços de apoio logístico relacionados com equipamentos médicos, que se mantêm na esfera da Administração central”.

Foram ainda aprovados três diplomas transferindo para os municípios competências no transporte fluvial, em atividades pontuais ou sazonais, sem prejuízo das concessões que já existem, e na gestão de portos de pesca secundários e marinas.

Com os diplomas aprovados, as câmaras municipais veem reforçadas as possibilidades de participação na gestão das áreas protegidas a nível nacional.

A aprovação dos diplomas conclui o processo legislativo de transferência de competências para os municípios, que resultou em 21 diplomas ao todo, abrangendo quase todas as áreas de governação, sublinhou Eduardo Cabrita.

 

Graça Freitas
A diretora-geral da Saúde disse que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) terá de se adaptar a novos desafios e evoluir para um...

Segundo Graça Freitas, que intervinha na sessão de abertura das jornadas "50 anos no Centro da Luta Contra o Cancro", o SNS terá de se adaptar a "tratamentos cada vez mais complexos e maior necessidade de os personalizar".

"Os investimentos realizados na prevenção, no diagnóstico e no tratamento têm permitido mais e melhor vida para os doentes, com Portugal a apresentar resultados muito positivos quando comparados com os parceiros europeus", salientou.

Para a diretora-geral da Saúde, o desafio das próximas décadas passa por uma oncologia centrada nas pessoas, "em cada doente individual".

"Não tratando e acompanhando apenas o cancro das pessoas, mas tratando e acompanhando as pessoas com cancro", sublinhou Graça Freitas, que definiu a doença oncológica em três palavras: "sofrimento, medo, solidão".

"O SNS, o sistema de saúde e a sociedade civil, destacando a Liga Portuguesa de Luta Contra o Cancro, têm este desígnio a cumprir: apoiar pessoas com cancro", acrescentou.

Sobre o cancro do pâncreas, a diretora-geral salientou que se trata de um "cancro de difícil gestão pelas suas características: é agressivo, com levada taxa de mortalidade e para o qual não há, neste momento, uma resposta terapêutica seja preventiva ou curativa".

O presidente do Grupo de Investigação do Cancro Digestivo, Hélder Mansinho, alertou, na quarta-feira, para a necessidade da melhoria da estratégia nacional face ao cancro do pâncreas e uma maior aposta no diagnóstico precoce e na informação dos profissionais de saúde e população.

Segundo Graça Freitas, não é fácil o diagnóstico precoce deste tipo de cancro, pelo que existe "a necessidade de se trabalhar os cidadãos, no sentido de estes procurarem, precocemente, cuidados médicos perante determinados sintomas não específicos".

O Núcleo Regional do Centro da Liga Portuguesa Contra o Cancro organiza até sábado as jornadas "50 Anos no Centro da Luta Contra o Cancro" com o objetivo de promover a partilha de trabalhos, metodologias e estratégias de ação nos domínios da investigação, prevenção secundária, apoio social e emocional ao doente e família, literacia em saúde e voluntariado.

Infarmed
A Autoridade Nacional do Medicamento determinou a retirada imediata do mercado do produto AdniKid Gel Stick, destinado a...

Em comunicado publicado hoje na sua página da Internet, o Infarmed determina a suspensão e retirada imediata do mercado do produto AdniKid Gel Stick Nódoas Negras, Pancadas, Inchaços 15 gramas, destinado especificamente a crianças com menos de 3 anos para combater os hematomas, nódoas negras, pancadas e inchaços.

O Infarmed esclarece que o produto “contém uma mistura de extratos de plantas e alega possuir propriedades curativas na inflamação, dor muscular e articular (…) que não são compatíveis com a definição de produto cosmético”.

“Atendendo a que o uso deste produto pode colocar em risco a segurança das crianças", a autoridade do medicamento ordena a suspensão imediata da comercialização e a sua retirada do mercado.

Na nota, o Infarmed salienta que os consumidores que possuam este produto não o devem utilizar e as entidades que disponham dele devem proceder à sua devolução.

Para obter informações adicionais, os consumidores e entidades devem contactar a empresa Adnpharma - Produtos Cosméticos e Farmacêuticos, Lda.

 

Investigação da Universidade de Aveiro
Uma equipa de biólogos da Universidade de Aveiro (UA) descobriu que um grupo de bactérias ajuda as plantas a crescerem e a...

“Estas bactérias têm o potencial de aumentar a produtividade agrícola, funcionando como alternativa ou complemento aos fertilizantes de origem química, sendo uma opção mais ambientalmente sustentável”, antevê Paulo Cardoso, o investigador do Centro de estudos do Ambiente e do Mar (CESAM) da UA responsável pelo trabalho.

O biólogo acrescenta ainda outra preciosa característica destas bactérias pertencentes aos géneros Pseudomonas, Flavobacterium, Herbaspirillum e Erwinia. É que face ao fenómeno das alterações climáticas, que trará por períodos cada vez mais longos tempos de seca, as bactérias agora descobertas “ajudam as plantas a tolerarem melhor a escassez de água”.

Existentes em nódulos das raízes de algumas plantas leguminosas que crescem espontaneamente em Portugal, como o trevo-branco, a serradela-amarela, a ervilhaca-mansa ou o cornilhão-esponjoso, as bactérias promovem o crescimento das plantas através da produção de hormonas e compostos voláteis que estimulam o desenvolvimento dos tecidos vegetais e melhoram a assimilação de nutrientes.

E no que toca aos compostos voláteis, estes têm a particularidade de não beneficiarem apenas a planta hospedeira das bactérias que os produzem. “Estes compostos permitem que os efeitos benéficos destas bactérias se estendam a várias plantas, uma vez que se a sua difusão ocorre através do ar”, explica Paulo Cardoso.

O próximo passo da equipa de biólogos da UA é agora desenvolver uma forma de potencializar os benefícios destas bactérias na agricultura. Assim, o caminho passará por aplicá-las no solo ou em sistemas de estufa ou de agricultura vertical, atuando as bactérias como um biofertilizante.

Para além de Paulo Cardoso, o trabalho publicado na revista Science of The Total Environment, contou com a participação dos investigadores do CESAM e do Departamento de Biologia da UA Artur Alves, Paulo Silveira, Carina Sá, Cátia Fidalgo, Rosa Freitas e Etelvina Figueira.

 

Dados apontam melhorias
A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, considerou hoje que os últimos dados sobre infeções hospitalares em Portugal apontam...

A prevalência de infeções hospitalares, segundos os últimos dados validades em Portugal, aponta para 7,8%, disse Graça Freitas à agência Lusa.

“Tudo indica que a prevalência de infeções em hospitais será na ordem dos 7,8%, o que não sendo o valor ideal é um valor bom”, declarou.

Segundo a diretora-geral da Saúde, “é já um bom valor por comparação, porque reflete uma tendência” dos hospitais e outros serviços de saúde portugueses.

“Temos vindo sempre a melhorar nos últimos anos. Paulatinamente, temos diminuído o número de pessoas que em cada momento se infeta depois de ter dado entrado num serviço de saúde”, sublinhou.

A diretora-geral da Saúde prestava declarações à Lusa, em Coimbra, durante o Congresso “Infeção: prevenção e controlo”, após ter proferido a conferência de abertura, intitulada “Controlo da infeção: passado e futuro”.

“Estamos a fazer um percurso que é tendencialmente convergente com os melhores valores da Europa”, acrescentou, expressando uma “palavra positiva” para o caminho trilhado nos últimos anos neste domínio.

Neste momento, segundo Graça Freitas, Portugal está “a fazer um caminho no sentido de reduzir as infeções associadas aos cuidados de saúde e a reduzir as resistências aos antimicrobianos”.

“E também há dados que indicam que sim, que estamos a melhorar a utilização de antibióticos e que com pequenas exceções estamos a reduzir as resistências aos antimicrobianos”, acentuou.

Organizado pela Associação Portuguesa de Infeção Hospitalar (APIH), fundada há 30 anos e que tem por missão “contribuir para o estudo e intervenção no âmbito das infeções associadas aos cuidados de saúde”, o congresso decorre hoje no auditório António Arnaut da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra.

A resistência aos antimicrobianos “configura um problema de saúde pública à escala global que ameaça, mesmo, a segurança global”, disse, por sua vez, o presidente da APIH, Lúcio Meneses de Almeida, na abertura dos trabalhos.

“E a causa das causas é, mais uma vez, humana. E está, mais uma vez, relacionada com atitudes e comportamentos (…) não restritos aos profissionais de saúde e, designadamente, aos prestadores diretos de cuidados, nem tão pouco ao setor da saúde”, adiantou.

A utilização de antibióticos em pecuária intensiva, frisou Lúcio Meneses de Almeida, “é o exemplo de uma prática que concorre para o aparecimento de resistências aos antimicrobianos e que transcende a rede de serviços de saúde”.

“Estamos atentos ao problema e colaborantes com as entidades oficiais, na medida das nossas atribuições e no limite dos nossos recursos”, afirmou o presidente da APIH.

Estudantes e Professores
Iniciativa visa sensibilizar a comunidade para a prevenção deste tipo de lesões que afetam, sobretudo, doentes acamados e...

Reduzem a qualidade de vida dos doentes, bem como dos respetivos cuidadores, causam sofrimento, aumentam a prevalência de infeções, acarretam encargos económicos, sociais e profissionais e, em situações derradeiras, podem até levar à morte.

São as úlceras por pressão, que constituem um problema de saúde frequente, quer em doentes institucionalizados, quer em doentes de cuidados domiciliários, que se encontram maioritariamente acamados/sentados e, muitos, completamente imobilizados.

Chamar a atenção para o problema e para a necessidade de se prevenir e tratar eficazmente este tipo de feridas foi o objetivo de estudantes e professores da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC) que, ontem, se reuniram para uma fotografia humana que forma a palavra “stop” (parar).

Luís Paiva, professor da ESEnfC especialista em Enfermagem Médico-Cirúrgica, refere que «ainda existem poucos dados sistematizados em Portugal que nos possam dar uma visão da real dimensão e evolução das lesões por pressão», mas adverte que os dados mais recentes apontam para «a urgência de se atuar nesta área, nomeadamente para a necessidade de se utilizarem instrumentos precisos para avaliar o risco e assim se prevenir a instalação de feridas».

«A prevalência estimada de feridas é de 3,3 portadores de feridas por 1000 habitantes e as lesões por pressão rondam os 0,7 portadores por 1000 habitantes, sendo que às categorias mais graves correspondem por vezes as maiores percentagens. Quanto à sua localização, continuam a aparecer preferencialmente na região sagrada e nos calcâneos, mas também em locais como o occipital», esclarece Luís Paiva, referindo-se a dados de um estudo de âmbito nacional, realizado em 2014 e conduzido pelo professor da Universidade Católica, Paulo Alves.

Segundo o professor da ESEnfC, um dos docentes da pós-graduação em Tratamento de Feridas, «a situação atual», quer nos hospitais, quer nas diferentes regiões do país, «mantém-se sensivelmente idêntica» de acordo com os estudos nacionais que vão sendo desenvolvidos, «podendo afirmar-se apenas que a prevalência se apresenta ligeiramente superior à obtida em outros estudos realizados há mais anos».

Nos últimos anos, a ESEnfC tem vindo a comemorar este dia com o objetivo de sensibilizar a comunidade para o problema das lesões por pressão, com atividades dirigidas a profissionais de saúde e à população em geral, incluindo ações em locais públicos.

Falta de investimento na investigação
Apesar da evolução que se tem verificado na oncologia, nas últimas décadas, o cancro do pâncreas man

Cancro do Pâncreas

O Cancro do pâncreas é o 11º cancro mais frequente em Portugal, mas o 6º em termos de mortalidade. São diagnosticadas anualmente em Portugal cerca de 1500 novos casos. Estima-se que neste ano, morram cerca de 1400 doentes, vítimas de cancro do pâncreas.

O pâncreas é uma glândula que se localiza no abdómen, entre o estomago e coluna. É responsável por secretar enzimas que ajudam na digestão e hormonas responsáveis pela regulação da glicémia (açúcar no sangue). Anatomicamente é dividido em 3 partes: cabeça, corpo e cauda.

Abordaremos neste artigo o tipo de cancro mais comum no pâncreas, responsável por cerca de 85% dos casos (os tumores neuro-endócrinos do pâncreas não serão abordados).

Origem, fatores de risco, rastreio, sintomas e diagnóstico

As células do pâncreas dividem-se de maneira a repor as células envelhecidas, como em quase todos os órgãos do corpo. Algures no processo, podem a acumular erros e novas células crescem, sem controlo do organismo, ou células mais velhas não morrem, formando tumores (podem ser malignos ou benignos). O tumor maligno é denominado cancro, e caracteriza-se por células que escapam ao controlo do organismo, multiplicando-se desordeiramente e podendo invadir outros órgãos.

Fatores de risco

Os tumores do pâncreas são habitualmente diagnosticados em idades superiores a 60 anos, sendo que cerca de 47% são diagnosticados acima dos 75 anos. Além da idade, há outros fatores, relativamente bem estabelecidos, que podem contribuir para o aumento do risco: o tabagismo, obesidade, história familiar de cancro do pâncreas, diabetes e pancreatite. Outros fatores parecem, ainda contribuir, de uma forma menos esclarecida, para o aumento de risco de cancro do pâncreas, mas que necessitam de mais estudo (álcool, ingestão de carnes vermelhas e carnes processadas, grupo sanguíneo e “pedras” na vesícula). Em relação ao tabagismo, é estimado que este possa estar na origem de 1 em cada 3 casos de cancro do pâncreas, enquanto o excesso de peso e obesidade podem estar na origem de 1 em 8 casos de cancro do pâncreas. O cancro de pâncreas familiar é raro, sendo responsável por menos de 10% dos diagnósticos de cancro do pâncreas. Contudo, se tiver na família dois ou mais familiares em primeiro grau com cancro do pâncreas, mais de três casos na família (do mesmo lado), ou alguma síndroma genética que aumente o risco de cancro do pâncreas, dirija-se ao seu médico assistente para vigilância ativa/encaminhamento para consulta de risco familiar.

Sintomas e diagnóstico

Apenas 15 a 20% dos doentes com cancro do pâncreas são diagnosticados em estadios iniciais. A grande dificuldade de diagnóstico precoce no cancro do pâncreas prende-se com o fato de não haver um método de rastreio válido e da maioria dos sintomas serem inespecifícos e, muitas vezes, também pela localização do pâncreas, se fazerem sentir numa fase mais tardia da doença. A perda de apetite, a perda de peso, a dor na parte superior do abdómen e a icterícia (coloração amarela da pele) são sem dúvida os sintomas mais comuns, necessitando de uma atenção médica rápida.

O diagnóstico e estadiamento (avaliar extensão da doença/ exclusão de metastização à distância) podem fazer-se de várias formas usando vários tipos de exames que vão desde ecografia, TAC, ressonância magnética, ecoendoscopia, entre outros, tendo em conta cada caso.

Tratamento

O único tratamento potencialmente curativo é a cirurgia, contudo, apenas 15 a 20% dos casos se apresentam em estádios precoces que permitam cirurgia. Além desta limitação (diagnostico tardio), a sobrevivência aos 5 anos para doentes submetidos a cirurgia é inferior a 20%. Nos últimos anos, assistiu-se a uma evolução de tratamentos, usando a multimodalidade, com quimioterapia, radioterapia e cirurgia. Apesar deste desenvolvimento, as melhorias foram poucas, mantendo-se um cancro com poucas opções terapêuticas, e nos casos não operáveis, a quimioterapia como opção. Decorrem estudos relacionados com o cancro do pâncreas, não só a nível das próprias células cancerígenas como também a nível do ambiente em que o tumor se insere, de maneira a perceber qual a melhor estratégia de tratamento. Este investimento na busca de sabedoria, a nível do cancro do pâncreas (como em todos os tipos de cancro) é fundamental, uma vez que este se mantém como parente pobre na oncologia, em termos de estratégias terapêuticas. 

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Centro deve abrir no próximo ano
Um centro de investigação internacional para lutar contra a resistência aos antibióticos vai ser criado na Dinamarca, anunciou...

A ministra da Saúde dinamarquesa, Elle Trane Norby, assinou hoje em Seattle, Estados Unidos, uma declaração de intenções com uma rede de laboratórios para criar o centro internacional para combater a resistência aos antibióticos, segundo um comunicado emitido.

O futuro “Centro Internacional para Soluções Interdisciplinares sobre Resistência aos Antibióticos”, financiado pela Dinamarca e por capital privado, deve abrir no próximo ano e pode criar cerca de 500 postos de trabalho.

As infeções resistentes a antibióticos são um problema global, que afeta sobretudo os países mais desenvolvidos. Segundo um estudo do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças, cerca de 33 mil pessoas morrem anualmente na Europa devido às resistências antimicrobianas.

Descobertos na década de 1920, os antibióticos já salvaram dezenas de milhões de vidas combatendo eficazmente as doenças bacterianas, como pneumonia, tuberculose ou meningite. Mas, ao longo das décadas, as bactérias mudaram para resistir a esses fármacos.

A Organização Mundial da Saúde já emitiu vários alertas sobre o assunto, temendo que o mundo fique sem antibióticos eficazes, e pediu às farmacêuticas que ajudem a criar uma nova geração de fármacos capazes de lutar contra as chamadas superbactérias, muito resistentes a antibióticos.

As resistências das bactérias aos antibióticos podem ser consideradas fenómenos naturais, mas o abuso ou mau uso de antibióticos acelera o processo.

Além de medidas políticas mais locais ou globais, cada cidadão pode contribuir para não agravar o problema, como por exemplo, não tomar estes medicamentos sem receita médica, seguir as prescrições e tomar a embalagem completa, cumprindo horários e dosagens.

 

Cessação tabágica
O tabagismo é uma das principais causas de evitáveis de morte prematura por cancro, por doenças resp

A promoção da cessação tabágica é a melhor forma para reduzir o número de mortes por doenças associadas ao tabaco nos próximos vinte a trinta anos.

Estudos indicam que cerca de 80 por cento dos fumadores expressam vontade de deixar de fumar, no entanto, apenas 5 por cento consegue deixar com êxito e sem ajuda médica. Todos os anos, 35 por cento dos fumadores tentam deixar de fumar, contudo a taxa de sucesso é reduzida.

Deixar de fumar é difícil. Tratando-se de um hábito associado a dependência física e psíquica. Os sintomas de privação do tabaco são frequentemente difíceis de controlar comprometendo o sucesso da cessação tabágica. No entanto, sabemos que é quatro vezes mais fácil deixar de fumar com ajuda médica, pois permite controlar e diminuir os níveis de ansiedade e de outros sintomas durante o processo.

Planear a decisão calmamente e recorrer a ajuda junto do médico de família é essencial, assim como envolver família, amigos e colegas de trabalho em todo o processo. Anunciar a decisão de deixar de fumar vai reforçar e tornar mais simples de cumprir o compromisso que estabeleceu.

Atualmente existem já inúmeras unidades de saúde, integradas no Serviço Nacional de Saúde, com consulta de apoio à cessação tabágica. Recomenda-se assim, que o processo de deixar de fumar seja acompanhado por uma equipa multidisciplinar, permitindo um maior apoio e preparação dos desafios que a pessoa terá de experienciar.

As pessoas que deixam de fumar vivem em média mais 10 anos, reduzem para metade o risco de sofrer de doença cardiovascular, assim como o risco de sofrer de cancro e de doenças respiratórias.

Quanto mais cedo for tomada a decisão, maiores serão os benefícios em termos de saúde. Se está motivado para deixar de fumar aconselhe-se com o seu médico de família!

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.

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