Acidente/INEM
O site OLX negou ter acolhido um anúncio para venda 'online' de peças do helicóptero do INEM que se despenhou no...

Sob a designação "Peças destroços helicóptero INEM", o alegado anúncio surgiu ontem nas redes sociais com uma imagem de pedaços do aparelho num enquadramento semelhante ao usado por aquele 'site' de vendas na internet, provocando uma onda de indignação.

“O anúncio em questão é falso e nunca esteve online no OLX, além de que o anúncio inclui detalhes que não são opções possíveis de incluir no OLX, como é o caso da marca e modelo do helicóptero”, assegura aquele 'site'.

Adiantando um preço de 115 euros, o falso anúncio propunha a venda de "várias peças do helicóptero do INEM que caiu em Valongo", entre elas, "bocados da hélice, vidro e o logótipo do INEM".

O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) disse ontem ter identificados os furtos das peças do helicóptero que caiu em Valongo, mas só após se concluírem os funerais das quatro vítimas irá agir.

Várias pessoas afirmaram à comunicação social que "teriam estado no local" onde o helicóptero se despenhou, na Serra de Santa Justa, em Valongo, no distrito do Porto, e retirado peças da aeronave.

Contactada, fonte do gabinete de relações públicas do INEM informou que a "decisão de avançar com uma queixa contra os autores quer do furto quer da tentativa de venda na internet está adiada até à conclusão dos funerais das vítimas".

"Temos as situações identificadas e, a seu tempo, vamos fazê-las chegar ao Conselho Diretivo para que sejam tomadas as medidas que forem entendidas como as adequadas", explicou a fonte.

A queda do helicóptero provocou a morte a quatro pessoas - dois pilotos, um médico e uma enfermeira.

A aeronave em causa é uma Agusta A109S, operada pela empresa Babcock, e regressava à sua base, em Macedo de Cavaleiros, Bragança, após ter realizado uma missão de emergência médica de transporte de uma doente grave para o Hospital de Santo António, no Porto.

Especialista alerta
Aproxima-se a noite do Natal, conhecida por trazer novos brinquedos para o lar das famílias portuguesas. Mas será que todos os...

Os “brinquedos” que têm uma exteriorização da luz laser podem causar danos e afetar a visão. A especialista explica que “os mais pequenos não têm maturidade suficiente para entenderem que não devem olhar para a luz laser e pela curiosidade normal da idade podem mesmo apontá-lo diretamente (ou através da reflexão em espelhos) para os seus olhos, aumentando o tempo de exposição e a área atingida. Isto, em associação ao facto de o olho das crianças ser mais transparente do que o dos adultos, coloca-as num risco superior de sofrerem lesões oculares, que podem ir desde períodos transitórios de turvação da visão até perda irreversível da acuidade visual”.

Para que, neste Natal, os brinquedos oferecidos às crianças sejam seguros e não contenham riscos para a sua saúde ocular, Ana Vide Escada aconselha a que os pais “estejam atentos às instruções nas caixas e aos manuais dos brinquedos, além de confirmarem se está descrito algum tipo de perigo para a saúde visual ou alguma restrição associada. Não se deve, de todo, comprar brinquedos com laser em vendas de rua não regulamentadas ou pela internet, pois estes não passam por qualquer barreira ou controlo de segurança e podem ter potências mil vezes superiores ao que seria o limiar de segurança apropriado, constituindo verdadeiras armas”.

“Caso ainda existam dúvidas sobre se um brinquedo é ou não prejudicial para a saúde ocular, pode-se sempre recorrer à opinião de um oftalmologista”, conclui a especialista.

Comemoração de 10 anos de “Medicina Humanista”
O Mestrado Integrado em Medicina da Universidade do Algarve comemora este ano 10 anos de existência, uma década dedicada a uma...

Os progressos tecnológicos da Medicina dos últimos 60 anos aumentaram a possibilidade de se perder de vista o contacto direto, pessoal e humano com os doentes. Existe um risco real de se formarem técnicos de Medicina que consideram o doente apenas como o objeto de uma intervenção mecanicista e não médicos. “Na Universidade do Algarve (UAlg) queremos formar homens e mulheres com elevado grau de humanismo na sua relação profissional com os doentes, atuando sempre com empatia e compaixão”, explica José Ponte, o fundador deste curso de Medicina.

Em construção desde 1998, a abertura do curso foi anunciada pelo primeiro-ministro Mariano Gago, em 2008. Este foi o primeiro Mestrado em Medicina criado em Portugal, à semelhança do que já existe na maioria dos países desenvolvidos, exclusivamente para alunos que detenham o primeiro ciclo de estudos universitários.

A receber mais de 400 candidaturas por ano, para 48 vagas, este curso já formou cerca de 200 médicos. Estes encontram-se, atualmente, distribuídos por todo o país e em países europeus, pela maioria das especialidades médicas, como é o caso da Neurocirurgia, Cardiologia, Cirurgia Maxilofacial, Medicina Geral e Familiar (MGF), Gastroenterologia, Urologia e Anestesia. Esta distribuição apresenta uma particularidade que concretiza um dos grandes objetivos deste curso: a fixação de médicos no Algarve, uma vez que mais de um terço dos médicos formados fica na região.

Com uma duração de quatro anos, após os, pelo menos, três anos de licenciatura base, esta formação junta a vertente teórica à prática, tendo como referência os métodos de ensino do Reino Unido, Canadá e Austrália. Outra grande diferença em relação aos outros cursos de Medicina relaciona-se com os critérios de seleção: para além de ser necessário deter uma licenciatura em Ciências, os candidatos são, também, submetidos a uma primeira fase de avaliação das suas capacidades cognitivas e linguísticas e, a uma outra, baseada na avaliação dos valores humanos.

“A experiência de trabalho com idosos, crianças ou missões em países em desenvolvimento são dois parâmetros de preferência na escolha dos candidatos”, refere Isabel Palmeirim, presidente do Departamento de Ciências Biomédicas e Medicina da Universidade do Algarve. “O objetivo deste curso é o de formar médicos que, para além de terem os conhecimentos teóricos, sejam capazes de comunicar com os doentes e colegas e que tenham a capacidade de executar todas as tarefas com perfeição técnica. Essencialmente, queremos explorar a parte humana da medicina e transmitir esses valores a todos os alunos” acrescenta.

O contacto precoce com a MGF é outro dos fatores diferenciadores. Os cuidados de saúde primários são a pedra basilar para a promoção da saúde e para o controlo da doença em sociedades como a sociedade portuguesa. Este curso pretende educar os futuros médicos para uma abordagem alargada à pessoa e à comunidade. O contacto com o doente desde a primeira semana de aulas, tutorizado por um especialista em MGF numa relação de 1:1, é a base para a “preparação do médico para qualquer especialidade, não só MGF.”

Já com uma boa parte do seu corpo docente acreditado em Educação Médica pela Associação Europeia de Educação Médica, o Departamento de Ciências Biomédicas e Medicina tem como objetivo major o desenvolvimento da região do Algarve como um local atrativo para a prática da medicina e formação de jovens médicos. Neste sentido foi recentemente criado o “Centro Académico de Investigação e Formação Biomédica do Algarve, ABC (Algarve Biomedical Center)”, um centro académico empenhado em promover a investigação básica, clínica, translacional e o apoio às necessidades de formação pré e pós-graduada médica do Algarve. Planeia-se também para o final de 2019 a abertura do “Centro de Simulação Médica da UAlg”.

Campanha de sensibilização ambiental
O que faz uma banca de peixe numa estação de comboio? Esta será a pergunta que muitos farão nos próximos dias 20 e 21 de...

Catarina Gonçalves, Coordenadora Nacional do Programa Bandeira Azul, explica que “na realidade, muitos desconhecem que, no mundo, cerca de 80% do lixo que vai parar ao mar é atirado para o chão em terra”. Este é um dos factos que justifica esta ação em pleno inverno, integrada na campanha “CADA COISA NO SEU LUGAR e o do lixo não é no mar” da Associação Bandeira Azul da Europa, em parceria com a Tabaqueira, Câmara Municipal de Oeiras, CP - Comboios de Portugal e Infraestruturas de Portugal.

“Não devemos deitar os plásticos (e as pontas de cigarro) para o chão, para as sanitas, para as sarjetas e outros locais inapropriados que, mais tarde ou mais cedo, vão parar ao mar. Ou seja, não são apenas os detritos deixados nas praias que acabam no mar, são também aqueles que são largados nos espaços públicos e centros urbanos que acabam por ter o mesmo destino” afirma a representante da ABAE, que acrescenta “é essencial sensibilizar o público em geral para a importância da proteção das praias e dos oceanos das agressões ambientais de que são alvo diariamente. Pede-se aos cidadãos, incluindo os fumadores, que adotem ações para reduzir a poluição por plásticos em ambientes urbanos, costeiros e marinhos já que este problema afeta todos os oceanos.”

Para a Tabaqueira a proteção do ambiente é um dos pilares da sustentabilidade, nas palavras do seu Diretor-geral, Miguel Matos “A questão da educação ambiental tem sido uma preocupação nossa. Entre outras iniciativas, no passado a Tabaqueira em parceria com a ABAE e os Municípios de Sintra, Porto Santo e Praia da Vitória, lançaram uma campanha-piloto de sensibilização ambiental que decorreu em 11 praias e pretendeu consciencializar os fumadores adultos da importância da sua contribuição para um ambiente mais cuidado, protegendo os oceanos, ao apagarem os seus cigarros sem deixarem marca colocando-os em cinzeiros.”

Oeiras é o primeiro município parceiro nesta campanha e é pioneiro neste tipo de ações, tendo sido, aliás, associado o hashtag de uma campanha anterior à que agora irá decorrer. #QUEBREOHÁBITO foi uma iniciativa lançada pelo Município e que tem tido um papel muito ativo na sensibilização da população para a proteção do ambiente, tendo iniciado há 15 anos a sensibilização aos banhistas para a não deposição de pontas de cigarro no areal. “Esta consciencialização tem de ser contínua e, por isso, faz todo o sentido unir esforços para algo que é comum: proteger os oceanos e as nossas praias” refere o Presidente de Câmara de Oeiras, Isaltino Morais.

Também a CP – Comboios de Portugal e a IP – Infraestruturas de Portugal, parceiros desta iniciativa, expressam a sua vontade e empenho em contribuir para as causas ambientais de educação e promoção de boas práticas.

A campanha agora lançada é mais um passo de sensibilização e transmissão de boas práticas ambientais que resulta de uma união de esforços pela proteção do ambiente em geral e dos oceanos em particular e que prosseguirá ao longo de 2019 também a nível nacional.

Em 2021
Medida deverá entrar em vigor em 2021 e foi avançada hoje por fonte do executivo comunitário, informa agência de notícias...

Os negociadores dos estados-membros da União Europeia (UE) e do Parlamento Europeu chegaram a um acordo para proibir a maioria dos plásticos de utilização única, afirmou um porta-voz do Governo da Áustria esta quarta-feira (19).

Segundo a mesma fonte, citada pela agência de notícias France-Presse, a medida pode entrar em vigor já em 2021. A Áustria exerce a presidência rotativa do bloco.

Estima-se que mais de um milhão de aves e 100.000 mamíferos marinhos morrem a cada ano como resultado dos resíduos plásticos que chegam ao mar, incluindo palhas, que podem demorar até 500 anos para se decomporem no meio ambiente, de acordo com um relatório da Greenpeace.

Adotada em tempo recorde após a proposta inicial da Comissão Europeia em maio, escreve o Sapo, a nova legislação europeia proibirá dezenas de categorias de produtos (incluindo cotonetes, palhinhas e colherzinhas de café) que representam 70% do plástico que termina em praias e oceanos.

Firmado esta madrugada, o acordo ainda tem de ser aprovado pelo Parlamento e pelo Conselho da União Europeia.

A UE espera que o texto termine os seus trâmites legislativos no início de 2019 e possa entrar em vigor em 2021.

Biologia evolutiva
O financiamento atribuído a Claudia Bank irá permitir que a investigadora desenvolva "melhor o seu grupo de Dinâmica...

A investigadora do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC) Claudia Bank vai receber uma bolsa no montante até 250 mil euros para instalar o seu laboratório, anunciou a instituição em comunicado.

O financiamento, que a cientista alemã vai receber via Fundação para a Ciência e Tecnologia, é promovido pela Organização Europeia de Biologia Molecular, que premeia este ano dez investigadores "em início de carreira que estão a estabelecer laboratórios em Portugal, na República Checa, na Polónia e na Turquia", refere o IGC.

Claudia Bank, que fez o doutoramento na Áustria e o pós-doutoramento na Suíça antes de trabalhar no IGC, foi a única cientista contemplada em Portugal e o montante que vai receber, de 50 mil euros anuais durante um período de três a cinco anos, enquadra-se nas bolsas destinadas a apoiar jovens investigadores que pretendam instalar laboratórios.

Apesar de serem promovidas pela Organização Europeia de Biologia Molecular, escreve o Diário de Notícias, as subvenções são financiadas por agências dos países que participam na Conferência Europeia de Biologia Molecular, uma organização intergovernamental. Em Portugal, o financiamento é concedido pela Fundação para a Ciência e Tecnologia.

Além da bolsa que recebem para instalar laboratórios, os investigadores premiados passam a fazer parte da rede Organização Europeia de Biologia Molecular, da qual poderão beneficiar de outro tipo de apoios, como formação, mentoria e organização de 'workhops' ou conferências.

Bolsa vai permitir desenvolver trabalho em biologia evolutiva
Segundo o Instituto Gulbenkian de Ciência, o financiamento atribuído a Claudia Bank irá permitir que a investigadora desenvolva "melhor o seu grupo de Dinâmica Evolutiva", que "aborda um dos grandes desafios da biologia evolutiva: como se quantificam os processos e mecanismos biológicos que as populações usam para se adaptar a novos ambientes".

Claudia Bank "explora o papel da epistasia na adaptação de populações e na criação de novas espécies", adianta o IGC, esclarecendo que a epistasia "é um fenómeno biológico que explica por que é que uma mutação genética pode ter um efeito diferente no organismo, dependendo do genoma onde aparece".

Proposta de “Plano de Nascimento”
A proteção da mulher na gravidez, no parto e após o nascimento da criança vai ser debatida na quinta-feira no parlamento,...

O projeto de lei que o PS vai levar à discussão no plenário estabelece os princípios, direitos e deveres aplicáveis em matéria de proteção na pre-conceção, na procriação medicamente assistida, na gravidez, no parto, no nascimento e no puerpério, e abrange os serviços de saúde do setor público, privado e social.

Os socialistas propõem um “Plano de Nascimento”, um documento em que a grávida manifesta as suas escolhas para o parto e pós-parto, que deverá ser preferencialmente elaborado até às 36 semanas de gestação, num modelo a definir pela Direção-geral da Saúde.

O Plano de Nascimento deverá ser discutido com a equipa da unidade de saúde onde se prevê que o parto venha a ocorrer, envolvendo os profissionais de saúde, a grávida ou o casal, refere o PS.

Também o PAN – Pessoas-Animais-Natureza apresenta um projeto de lei para reforçar os direitos das mulheres na gravidez e no parto, que defende igualmente a criação de um “plano de parto”, em que devem ser registadas “as preferências da grávida para o trabalho do parto, para o parto e para o pós-parto”.

Neste documento deve constar, por exemplo, se a mulher “quer ou não ser sujeita a analgesia epidural, se pretende que a posição de parto seja a deitada ou outra”, entre outras situações refere o PAN.

“As mulheres devem ser incluídas no processo de parto e deixar de ser entendidas como meras testemunhas do mesmo, mas para isso é necessário mudar o paradigma atual de parto para um mais centrado na mulher e na sua experiência”, afirma o PAN.

O PS defende, no seu diploma, que “a vontade manifestada” pela grávida ou pelo casal no Plano de Nascimento “deve ser respeitada, salvo em situações clínicas inesperadas que o inviabilizem, tendo em vista preservar a segurança da mãe, do feto ou do recém-nascido, as quais devem ser sempre comunicadas à grávida ou ao casal”.

“A grávida pode a todo o tempo, inclusive durante o trabalho de parto, modificar as preferências manifestadas previamente no Plano de Nascimento”, salienta.

Os socialistas defendem que os serviços de saúde devem “garantir, a todas as grávidas, ao pai ou outra mãe, informação em saúde sexual e reprodutiva, cuidados pré-natais seguros e apropriados e acesso cursos de preparação para o parto e a parentalidade, em particular ao nível dos cuidados de saúde primários”.

Devem também assegurar a “monitorização cuidadosa” do progresso do trabalho de parto através de instrumento de registos”, sendo que “a mulher e recém-nascido devem ser submetidos apenas às práticas necessárias durante o trabalho de parto, parto e período pós-natal”.

No caso da realização do parto por cesariana, a indicação clínica que o determinou deve constar no processo clínico e no boletim de saúde da grávida.

Durante o trabalho de parto, os serviços de saúde devem assegurar métodos de alívio da dor, como massagem, técnicas de relaxamento, utilização da água, uso da bola de pilates, deambulação, aplicação de calor, música, segundo as preferências da grávida, mas também devem garantir métodos farmacológicos, como a analgesia epidural.

Os hospitais devem adaptar as unidades existentes à presença do acompanhante da grávida, através da criação de instalações adequadas onde se processe o trabalho de parto e a cesariana para assegurar a sua privacidade.

O diploma do PS estabelece ainda que “não pode ser acompanhante da mulher grávida, parturiente ou puérpera, pessoa contra quem se encontre instaurado procedimento criminal pela prática de crime de violação, de abuso sexual e/ou de violência doméstica, de que a mulher grávida seja vítima”.

Inquérito revela
Sete em cada dez pais de crianças com hemofilia sente que a doença condiciona a vida do filho e mais de metade admite ter...

O inquérito “Perceções sobre hemofilia: impacto, gestão do tratamento, envolvimento e informação” que envolveu cuidadores, pessoas com hemofilia, profissionais de saúde, políticos e reguladores, foi divulgado hoje no encontro “Hemofilia – Hemorragias Zero, um mito ou uma realidade”, promovido pela Associação Portuguesa de Hemofilia e de outras Coagulopatias Congénitas (APH) e pela Assembleia da República.

Segundo o estudo, que envolveu uma amostra de 112 inquiridos, 71% dos cuidadores (pais de crianças com hemofilia até aos 14 anos) sente que a doença condiciona a vida do filho, apontando causas como as limitações físicas impostas pela doença, o receio de uma hemorragia e/ou a necessidade de ter o tratamento sempre disponível.

Também 71% dos hemofílicos inquiridos disse sentir que a doença condiciona a sua vida de alguma forma, seja em termos de mobilidade, devido aos danos provocados nas articulações, pelo tempo investido no tratamento e/ou pelo receio de ter uma hemorragia.

Apenas 14% dos cuidadores disse que o filho tem zero hemorragias por ano, enquanto 72% indicou que tem entre uma a cinco, o que revela que “o tratamento não está a ter o resultado desejável”, sublinha o estudo.

Mais de metade dos cuidadores (53%) considera aceitável que o filho sofra entre uma e cinco hemorragias por ano e 43% disse “não acreditar que é possível o filho viver sem hemorragias".

“Sem o total conhecimento de que é possível atingir melhores resultados, estes cuidadores não poderão intervir no processo de tomada de decisão de forma benéfica para os seus filhos”, adverte o estudo.

Apesar de ser possível viver sem hemorragias, 42,3% dos profissionais de saúde ainda considera aceitável uma a cinco hemorragias anuais, o que mostra que, mesmo entre os profissionais, a hemofilia e o seu tratamento “ainda não são totalmente compreendidos.”

Para os autores do estudo, este é um “dado preocupante”, uma vez que estes são os principais responsáveis pelo tratamento e esclarecimento das pessoas, considerando fundamental estes estejam mais capacitados para sensibilizar os doentes para uma maior exigência no tratamento”.

Quanto ao grupo poder político e reguladores, as perceções divergem, por um lado consideram que o maior impacto da hemofilia na vida dos doentes se refere à autonomia e incapacidade e, por outro, consideram que esse impacto vem sobretudo pela privação imposta por amigos ou familiares para desempenhar determinadas atividades por lhes poder provocar hemorragias.

Todos os profissionais de saúde inquiridos apontam a profilaxia como “tratamento ideal e preferencial na hemofilia”. Contudo, declararam alguma resistência dos doentes na adesão ao tratamento, por não quererem ser picados, pela negação da doença, pela frequência do tratamento ou pela dificuldade na autoadministração do fator.

A grande maioria (92,3%) reconhece ser necessário incluir acompanhamento psicológico nos cuidados prestados aos hemofílicos, porque é uma doença que acarreta “uma carga emocional pesada”.

Sobre o modelo de resposta para a hemofilia em Portugal, 27% dos profissionais de saúde reconhece que não funciona e 19% dos hemofílicos considera que é insuficiente.

“Este estudo deve obrigar-nos a repensar a forma como estamos a encarar esta doença. Quase todas as pessoas com hemofilia e cuidadores aceitarem as hemorragias como uma condição normal, mesmo afirmando que fazem profilaxia, é muito grave”, afirmou o presidente da APH, Miguel Crato.

Miguel Crato sublinha que “são as hemorragias que limitam e degradam a vida das pessoas com hemofilia”, defendendo ser “urgente que a profilaxia e a adesão ao tratamento sejam melhorados, exigindo-se uma personalização do tratamento que conduza às zero hemorragias”.

A hemofilia é uma doença rara, crónica e hereditária, potencialmente incapacitante, estimando-se que que existam cerca de 700 a 800 casos em Portugal e cerca de 350.000 no mundo.

 

O que dizem os especialistas
Tempo frio é sinónimo de gripes e constipações.

De acordo com os dados oficiais, as épocas frias do ano estão associadas a níveis de mortalidade mais elevados e à ocorrência mais frequente de doenças ou ao agravamento de algumas patologias, sobretudo, junto da população mais fragilizada, como é o caso dos doentes crónicos.

Estima-se aliás que, quando ocorre uma redução brusca da temperatura, a probabilidade de ocorrerem consequências graves para a saúde da população aumenta exponencialmente. Entre elas, os especialistas destacam o enregelamento ou a hipotermia como aquelas que requerem mais cuidado. Mas atenção, estas não são as únicas a merecerem cuidados!

Manifestando-se por arrepios, sensação de formigueiro e adormecimento das mãos e outras extremidades, pele branca, diminuição progressiva da temperatura corporal e da sensibilidade, o enregelamento resulta da exposição excessiva ao frio. Dor, cãibras e estado de choque são algumas das principais consequências.

Especialistas alertam que o risco de enregelamento é maior nas pessoas com problemas circulatórios ou que não usam vestuário adequado. Esta condição pode provocar lesões permanentes e, em alguns casos, levar a amputações.

A hipotermia que ocorre após a exposição prolongada ao frio, consiste na queda acentuada da temperatura corporal. Nestes casos, o organismo tenta evitar a continuação da perda de calor. Tremores, dormência ou sonolência são alguns do principais sintomas. No entanto, estes diferem consoante a gravidade da situação. Assim, estes podem ser ligeiros, moderados ou severos.

Os sintomas mais ligeiros de hipotermia incluem tremores, pés e mãos frios, dormência nos membros, perda de destreza e pouca energia.

Tremores violentos e incontroláveis, discurso tremido e lento, respiração superficial e pulsação fraca são sintomas moderados de hipotermia. É possível ainda apresentar dificuldade em controlar os movimentos e mostrar sinais de confusão mental, perda de memória e sonolência.

Os sintomas severos de hipotermia podem levar à perda dos sentidos. Neste caso, os tremores param, a respiração torna-se superficial e a pulsação pode torna-se irregular ou parar. Os olhos apresentam pupilas dilatadas e os músculos rigidez.

Por outro lado, o frio é também responsável pelo agravamento de várias doenças como as doenças agudas do aparelho respiratório, como asma ou bronquite, doenças cardiovasculares, doenças reumáticas e doenças da tiroide.  

Entre os principais grupos de risco encontram-se os idosos, crianças e doentes crónicos. De acordo com a Direção Geral de Saúde, são ainda considerados vulneráveis “pessoas com problemas de saúde mental, alcoolismo ou demências”, doentes acamados ou dependentes, com mobilidade reduzida, e “pessoas que efetuam terapêutica com medicamentos que interferem com os mecanismos de regulação da temperatura corporal”, como é o caso de alguns psicotrópicos ou anti-inflamatórios.

Principais cuidados

Durante os períodos de frio são várias as recomendações, quer no que diz respeito ao vestuário ou alimentação, quer aos cuidados a ter dentro e fora de casa, nomeadamente se viajar.

Em casa:

  • Deve manter a temperatura entre os 18˚ e os 21˚C;
  • Se não conseguir aquecer todas as divisões, mantenha a sala quente durante o dia e aqueça o quarto antes de ir dormir;
  • Mantenha a correta ventilação das divisões, no caso de usar lareira, braseiras, salamandras ou equipamentos a gás. Lembre-se que a intoxicação por monóxido de carbono resulta frequentemente em morte;
  • Evite as correntes de ar, mas promova a boa circulação do ar. Não feche todas as portas e janelas;
  • Tenha cuidado com as botijas de água quente para evitar queimaduras. Confirme que estão em bom estado e a vedar bem;
  • Desligue todos os equipamentos de aquecimento antes de sair de casa ou ir dormir.
  • Quanto à higiene pessoal e vestuário, opte por tomar banho com água morna, uma vez que a água muito quente remove a camada protetora da pele. Do mesmo modo, mantenha a pela hidratada, sobretudo, a que reveste as extremidades - pés, mãos, cara e lábios.
  • Use várias camadas de roupa, em vez de uma única muito grossa, e não use roupas demasiado justas que dificultem a circulação sanguínea;
  • Proteja as extremidades do corpo e use calçado adequado às condições climatéricas. Não se esqueça das luvas, gorro, meias quentes e cachecol quando sair de casa. Quanto à alimentação, faça refeições mais frequentes encurtando as horas entre elas. Dê preferência a sopas e bebidas quentes, como leite ou chá. Opte por fruta e produtos hortícolas, ricos em vitaminas, sais minerais e antioxidantes.
  • Evite ainda os alimentos fritos, ricos em gorduras ou açúcar, bem como as bebidas alcoólicas “que provocam vasodilatação com perda de calor”, contribuindo para o arrefecimento corporal.
  • Se for o caso, mantenha a prática de exercício físico habitual mas proteja-se com roupa adequada. Beba água antes, durante e depois da atividade física para evitar a desidratação.
  • Bebés e recém-nascidos não devem sair de casa nos dias de frio intenso, mas se for mesmo necessário utilize várias camadas de roupa em vez de uma única peça grossa para o proteger. Não esqueça as luvas e o gorro, mantendo mãos, orelhas e pés quentes. Mantenha ainda a criança hidratada.

Se viajar:

  • Mantenha-se informado sobre as condições meteorológicas e leve roupa adequada;
  • Se viajar de carro, ligue o aquecimento do veículo 10 minutos em cada hora e baixe os vidros uns milímetros para arejar;
  • Evite viajar sozinho de automóvel ou em situações de visibilidade reduzida.
Fonte: 
Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Estudo
Quase 20% dos alunos inquiridos num estudo disseram ter tido comportamentos autolesivos pelo menos uma vez no último ano, dos...

Os dados fazem parte do estudo Health Behaviour in School-aged Children (HBSC) 2018, uma iniciativa da investigadora Margarida Gaspar de Matos, da Universidade de Lisboa, e da Equipa Aventura Social, realizado em colaboração com a Organização Mundial de Saúde e que conta com a participação de 44 países. Em Portugal, o primeiro estudo foi realizado em 1998, celebrando agora 20 anos.

Foram aplicados questionários online em 42 agrupamentos de escolas, num total de 387 turmas, havendo um estudo complementar nos Açores, sendo a amostra constituída por 6.997 jovens do 6.º, 8.º e 10.º ano, a maioria (51,7%) raparigas, com uma média de idade de 13,73 anos.

O estudo, que é divulgado hoje em Lisboa, pretende estudar os estilos de vida dos adolescentes em idade escolar nos seus contextos de vida, em áreas como o apoio familiar, escola, amigos, saúde, bem-estar, sono, sexualidade, alimentação, lazer, sedentarismo, consumo de substâncias, violência e migrações.

De acordo com o HBSC, 90% dos adolescentes nunca fizeram ‘bullying‘ nos últimos dois meses na escola e 81,2% disseram que nunca foram vítimas deste tipo de provocação, um resultado que “continua a refletir que mais jovens se assumem como vítimas do que como provocadores”.

Perto de 95% referiram nunca ter provocado ‘cyberbullying’, com recurso a tecnologias, e 91,8% disseram nunca terem sido vítimas desta provocação.

O estudo revela também que 72,6% dos adolescentes não estiveram envolvidos em lutas no último ano. Dos que se envolveram, 59,7% disseram que foi na escola, 21% na rua, 8,6% em casa e 7,5% num recinto desportivo/ginásio/balneário.

A nível do consumo de substâncias, o HBSC revela que 93,7% dos jovens referiram não fumar.

Aponta ainda que 3,7% dos inquiridos disseram não consumir bebidas destiladas diariamente e 89,4% nunca consumiram.

Quanto à cerveja, 3,6% contaram que bebem todos os dias e 91% nunca o fazem.

O consumo de vinho é menos frequente, como habitual em edições anteriores do estudo. Dos jovens que referem consumir, 5,2% embriagaram-se pelo menos uma vez no último mês e 11,8% pelo menos uma vez durante toda a vida.

Referem mais frequentemente ter experimentado canábis (4,8%) e solventes/benzinas (3,6%), sendo o LSD e o Ecstasy as substâncias psicotrópicas mais desconhecidas entre os jovens.

O estudo defende a importância da “autorregulação e da promoção de outras competências pessoais e sócio emocionais que aumente a valorização da saúde/bem-estar, e previna comportamentos lesivos da saúde, nomeadamente o uso de substâncias psicoativas”.

Questionados sobre a sua saúde, 33,6% dos adolescentes disseram estar “excelente” e 15,1% contaram ter uma doença ou uma incapacidade prolongada ou permanente, com diagnóstico há mais de dois anos (76%), que implica tomar medicação (60,3%), afetando a sua atividade de tempos livres com os amigos (30,7%) e a participação na escola (28,4%) e implica o uso de equipamento especial (20,8%).

Cerca de 42% têm alergias, 33,5% asma, 8,6% queixam-se de ter dores de costas todos os dias, 6,3% no pescoço e ombros e 5,3% dores de cabeça, também diariamente.

Os jovens referem que 63% das escolas têm gabinete de saúde e 50,5% dos alunos do 8.º e 10.º anos de escolaridade referem ter tido aulas de Educação sexual/Educação para a saúde.

O profissional de saúde mais frequentado pelos adolescentes é o dentista (50,6%), seguido pelo médico de família (37,6%), o oftalmologista (24,4%), o pediatra (19%) e o psicólogo (12,6%).

Apesar de cerca de um terço dos adolescentes se considerar bem informado em matérias de saúde, apenas 54,8% sabem que há medicamentos que podem ter efeitos não desejáveis e apenas 50,2% referem saber verificar o prazo na embalagem de um medicamento.

Ex-ministro Campos Fernandes
O anterior ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, avisou ontem que o maior problema do SNS é a falta de investimento em...

“A Lei de Bases não vai ser o alfa e o ómega para a resolução dos problemas do Serviço Nacional de Saúde (SNS). O problema maior hoje é a falta de investimento em infraestruturas e equipamentos e também no edifício das profissões”, afirmou Adalberto Campos Fernandes, que deixou o Governo há cerca de dois meses.

O antigo ministro falava num debate promovido pelo PS sobre a nova Lei de Bases de Saúde, que contou com a participação da nova ministra e sua sucessora, Marta Temido.

Sobre a nova Lei de Bases, Campos Fernandes entende que “todos no PS estão de acordo” sobre a necessidade de ter um novo documento, que substitua o atual, que tem 28 anos.

“O PS é o partido criador do SNS e tem obrigação de ter uma proposta de lei que seja sua e isso não significa que não deva não ser discutido com outras pessoas que não são do PS”, acrescentou o ex-ministro.

Outra antiga ministra da Saúde socialista, a médica Ana Jorge, avisou que é preciso que a população perceba que “está em risco de perder o serviço público de saúde”.

“Que a Lei de Bases seja suficientemente forte, mas sem esquecer os princípios básicos que permitam que o SNS seja para todos e com qualidade”, defendeu Ana Jorge.

Acidente
O Instituto Nacional de Emergência Médica tem identificados os furtos das peças do helicóptero que caiu em Valongo, mas só após...

Peças do Agusta A109S surgiram ontem à venda no site OLX, já depois de várias pessoas terem afirmado que "teriam estado no local" onde o helicóptero se despenhou, na Serra de Santa Justa, em Valongo, no distrito do Porto, e retirado peças da aeronave.

Contactada, fonte do gabinete de relações públicas do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) informou que a "decisão de avançar com uma queixa contra os autores quer do furto quer da tentativa de venda na internet está adiada até à conclusão dos funerais das vítimas".

Ontem, em Baltar, foi o funeral da enfermeira, estando agendados para quarta-feira os restantes três, o do médico na Corunha, em Espanha, e dos dois pilotos em Viseu e Setúbal.

"Temos as situações identificadas e, a seu tempo, vamos fazê-las chegar ao Conselho Diretivo para que sejam tomadas as medidas que forem entendidas como as adequadas", explicou a fonte.

Sob a designação "Peças destroços helicóptero INEM" surgiu ontem no OLX, ao preço de 115 euros, o anúncio da venda de "várias peças do helicóptero do INEM que caiu em Valongo", entre elas, "bocados da hélice, vidro e o logótipo do INEM".

O anúncio foi, entretanto, removido.

A queda do helicóptero, no sábado, em Valongo, provocou a morte a quatro pessoas - dois pilotos, um médico e uma enfermeira.

A aeronave em causa é uma Agusta A109S, operada pela empresa Babcock, e regressava à sua base, em Macedo de Cavaleiros, Bragança, após ter realizado uma missão de emergência médica de transporte de uma doente grave para o Hospital de Santo António, no Porto.

“Vacinómetro”
Mais de 1,3 milhões de portugueses com 65 ou mais anos já se vacinaram contra a gripe sazonal, representando dois terços do...

Lançado em 2009, o “Vacinómetro” monitoriza em tempo real a taxa de cobertura da vacinação contra a gripe em grupos prioritários recomendados pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

De acordo com os resultados da terceira avaliação, que reportam ao dia de ontem, já foram vacinados 1.333.357 portugueses com 65 ou mais anos (65,5% do universo estimado) e 241.184 portugueses com idades entre os 60 e os 64 anos (33,1%).

Os dados indicam ainda que já foram vacinados contra a gripe sazonal 54,8% dos doentes crónicos e metade dos profissionais de saúde.

No total, mais de metade da população estimada (51,5%) já foi vacinada desde 15 de outubro, quando começou a campanha de vacinação, sendo a maioria mulheres (54,1%).

Relativamente aos motivos que levaram à vacinação, a recomendação do médico representa a percentagem maior (65,3%), seguida de iniciativa laboral (19,8%), iniciativa própria (12,5%), iniciativa própria (12,5%), porque sabe que faz parte de um grupo de risco para a gripe (0,6%) e por recomendação do farmacêutico (0,1%).

O “Vacinómetro” refere que, até ao momento, têm intenção de se vacinar 19,8% dos doentes crónicos, 17,3% das pessoas com 65 ou mais anos, 14,5% dos profissionais de saúde e 6,1% das pessoas com idades entre os 60 e os 64 anos.

No Serviço Nacional de Saúde a vacina é gratuita para os cidadãos com idade igual ou superior a 65 anos, para pessoas residentes ou internadas em instituições, para pessoas com algumas patologias definidas e para os bombeiros, sem necessidade de receita médica ou de pagamento de taxa moderadora.

Há também vacinas dispensadas nas farmácias com prescrição médica e com comparticipação de 37%.

A vacinação contra a gripe é recomendada para as pessoas com idade igual ou superior a 65 anos, doentes crónicos e imunodeprimidos com seis ou mais meses de idade, grávidas, profissionais de saúde e outros prestadores de cuidados, como trabalhadores em lares de idosos.

Também as pessoas com idade entre os 60 e os 64 anos devem tomar esta vacina.

A gripe é uma doença contagiosa que, habitualmente, se cura espontaneamente. Mas, podem ocorrer complicações, particularmente em pessoas com doenças crónicas ou com 65 ou mais anos de idade, segundo a Direção-Geral da Saúde.

Artigo de opinião
A chegada do inverno afeta não só o clima, mas também o funcionamento do organismo.

A pele funciona como barreira protetora contra o ambiente externo, estando por isso mais exposta e sendo particularmente afetada pelo frio.

Ainda que, tal como o frio, a chuva e a humidade estejam associadas ao inverno, nesta época do ano a humidade relativa do ar costuma descer e o ambiente torna-se mais seco. Para além disto, o inverno é uma altura em que se consome menos líquidos. Estas condições favorecem a desidratação da epiderme, a chamada “pele seca”, bem como o aparecimento de alguns problemas em zonas mais desprotegidas, como as mãos e os pés.

Neste sentido durante o tempo frio e seco a pele encontra-se mais sensível e o aparecimento de lesões é comum, nomeadamente nos pés. Os pés são zonas do corpo menos protegidas e por estarem mais longe do coração, o frio vai dificultar a circulação do sangue e o fluxo dos pequenos vasos vai diminuir. Assim, os pés estão tendencialmente mais frios e por mais tempo durante o inverno.

Uma das complicações a que os pés estão sujeitos são as comuns frieiras. As frieiras são lesões na pele provocadas pela exposição dos vasos sanguíneos superficiais ao frio. Esses vasos sanguíneos contraem como reação ao frio e impedem o fluxo sanguíneo até às extremidades do corpo. Quando a temperatura é restabelecida, os vasos tendem a expandir-se rapidamente e é provocado um congestionamento da circulação e a inflamação dos tecidos. A contração dos vasos é uma reação fisiológica dos vasos e também depende da sensibilidade das pessoas.

Apesar de não serem consideradas graves, as frieiras trazem consigo sintomas desconfortáveis, como pele fria e vermelha, pele dormente, durante e branca, bolhas, inchaço, prurido, dor, fissuras. As frieiras são mais frequentes nas extremidades corporais, tais como os dedos das mãos e dos pés, nariz e orelhas; podendo aparecer noutras localizações, mas com muito menos frequência.

Assim, o que é possível fazer para minimizar as consequências do frio? Existem muitos conselhos práticos que podem proteger os pés das baixas temperaturas e impedir o aparecimento de frieiras, tais como não utilizar calçado que comprima os pés em excesso e dificulte a circulação, não expor os pés diretamente a fontes de calor pois alterações bruscas de calor favorecem o aparecimento de lesões, manter os pés sempre secos para não favorecer a sensação de frio, ingerir líquidos suficientes para manter a pele hidratada, utilizar meias de algodão em vez de nylon, massajar os pés para aumentar a temperatura dos mesmos, não fumar pois dificulta a circulação, não utilizar sapatos que favoreçam a transpiração e a sensação de frio.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Universidade de Coimbra
Um grupo de investigadores desenvolveu um tubo-guia biodegradável para regeneração após lesões de nervos periféricos, sistema ...

O projeto inovador, que acaba de vencer um concurso europeu, foi desenvolvido por uma equipa de investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), com a colaboração da Faculdade de Engenharia do Porto e do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, refere uma nota da FCTUC.

“Na Europa, registam-se anualmente 300 mil lesões de nervo periférico causadas, por exemplo, por acidentes rodoviários e laborais, danos tumorais ou infeções virais, representando um importante problema de saúde”, afirma a FCTUC, indicando que estas lesões estão “quase sempre associadas a lesões secundárias e, muitas vezes, provocam danos irreversíveis”, como a perda de locomoção.

O novo dispositivo, já protegido por patente provisória, distingue-se por ser “biodegradável de forma controlada, produzido integralmente com material aprovado pela FDA [Food and Drug Administration] e não tóxico e completamente seguro, que cria um microambiente propício à regeneração do nervo, isto é, promove a adesão e proliferação celular”, salienta o coordenador do estudo, Jorge Coelho.

“Outra característica importante é o facto de ser um tubo flexível, de dimensão adaptável ao tipo de lesão do nervo”, destaca ainda Jorge Coelho, citado pela FCTUC.

Depois de implantado no paciente, o tubo-guia de base polimérica “vai indicar o caminho correto para que as extremidades separadas pela lesão (corte) possam juntar-se novamente e retomar a sua função”, explicita o investigador e docente do Departamento de Engenharia Química da FCTUC.

Testada em modelos animais (ratinhos), a solução apresentou resultados muito promissores: “o tubo-guia foi implantado em modelos de neurotmese – lesão do nervo ciático, o grau mais severo de lesão de nervo periférico” – e “pós 20 semanas, verificou-se a recuperação total da função motora e sensorial dos animais”, sublinha Jorge Coelho.

O tempo estimado para a recuperação em humanos será entre 24 e 30 semanas.

Atualmente, as lesões de nervo periférico são tratadas frequentemente com recurso a autoenxertos, método que, afirma a FCTUC, “apresenta muitas desvantagens, como a resistência a sutura e sacrifício de um nervo saudável”.

Este projeto acaba de vencer a final do concurso europeu ‘PhD transition fellowships’, promovido programa EIT Health, através da tese de doutoramento realizada por Catarina Pinho.

Intitulado “Polymeric Nerve Guide Tubes for Peripheral Nerve Regeneration”, o trabalho derrotou as propostas apresentadas pelas universidades de Oxford (Inglaterra), Sorbonne e Grenobla Alpes (França), e pelo Instituto Karolinska, da Suécia, salienta a FCTUC.

“Validado o conceito e concluídos com sucesso os ensaios ‘in vivo’, os investigadores ponderam agora constituir uma ‘startup’ (empresa) da Universidade de Coimbra, tendo em vista a realização dos estudos necessários conducentes à comercialização do produto”, conclui a FCTUC.

Soluções rápidas e eficazes para esta altura do ano
Estamos (finalmente) no mês de dezembro.

“Com o aumento de eventos sociais na época natalícia, também aumenta o número de pequenas cirurgias para melhorar a aparência. Esta é uma altura muito boa para pequenos procedimentos, pois, ao não haver muita exposição solar, evita manchas na pele com equimoses”, explica o especialista mundial de cirurgia plástica e estética, com 14 livros editados.

Os pequenos procedimentos de rejuvenescimento da face podem fazer a diferença na imagem da mulher ou homem, e principalmente na sua autoestima. O botox e os preenchimentos de ácido hialurónico são rápidos, efetuados no gabinete do cirurgião plástico, sem necessidade de qualquer tipo de internamento, e com um tempo de recuperação muito reduzido. O objetivo é melhorar, por exemplo, a ruga que vai do nariz até ao canto da boca, as bochechas, o maxilar, e dar volume às bochechas e lábios. “As mudanças na aparência física não precisam de ser drásticas para que se note uma diferença bastante positiva. São procedimentos mais aconselhados a doentes acima dos 35 anos, e que não deixam cicatrizes, pois em vez de uma incisão, apenas se fazem injeções com agulhas bastante finas”, diz Luiz Toledo.

Para melhorar o pescoço, pode usar-se liposucção ou lipoescultura por seringa. Quando a sucção não é necessária e o desejo é apenas de aumentar ou subir alguma estrutura, em vez de gordura, podem usar-se preenchimentos com ácido hialurónico, que podem ser temporários ou mais duradouros, consoante a decisão do doente. Quando é necessário elevar alguma estrutura, como por exemplo as bochechas, usam-se os conhecidos fios russos.

Para melhorar a qualidade da pele, podem usar-se diversos peelings químicos, que variam de intensidade consoante o tipo de pele do doente. Ao melhorar a qualidade da pele, a face ganha outro brilho, e aparência de rejuvenescimento é quase imediata.

“Normalmente estes procedimentos não demoram mais do que 30 a 40 minutos, e são efetuados com anestesia local e sem sedação”, confirma o cirurgião, reforçando assim que estas são soluções rápidas e eficazes para esta altura do ano.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Universidade de Aveiro
Uma tecnologia sustentável e de maior eficácia na extração de anticorpos da gema de ovo para o combate a infeções bacterianas...

A ideia de negócios, PurAvTec, apresentada neste concurso nacional promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, através da Agência Nacional de Inovação, S. A. (ANI), e que ganhou na categoria Saúde, foi um dos vencedores conhecidos a 12 de dezembro, no PCI-Creative Science Park.

Esta fase final, escreve o Sapo, com 18 equipas representantes de várias instituições de ensino superior, foi o términus de um processo que envolveu a seleção das ideias e equipas de cada instituição e ainda formação de dois dias para preparação do pitch final.

A ideia de negócio PurAvTec resulta do trabalho desenvolvido no projeto IgYPurTech, cujo objetivo passa por desenvolver uma tecnologia sustentável para a purificação de anticorpos da gema do ovo e de desenvolver biofármacos baratos com origem natural e mais eficazes do que alguns dos atuais antibióticos.

Este projeto foi apoiado com uma bolsa do European Research Council, o Conselho Europeu de Investigação, das mais ambicionadas ao nível europeu.

Mara Freire, coordenadora do projeto IgYPurTech e da equipa proponente da ideia de negócio, calcula que, se tudo correr como previsto, será possível chegar a uma solução de mercado em 2028.

Em 2019
O governador de Nova Iorque defendeu ontem a legalização da canábis para efeitos recreativos no seu Estado, incluindo esta...

Num discurso sobre as prioridades legislativas para 2019, Andrew Cuomo, reeleito em novembro governador do Estado de Nova Iorque, defendeu a legalização da “marijuana para fins recreativos para os adultos”.

Este anúncio marca uma evolução na posição do governador democrata, que se pretende assumir como um modelo progressista contra a administração do Presidente Donald Trump.

Durante a campanha para a reeleição, Cuomo mostrou abertura para a possibilidade de legalizar a marijuana para fins recreativos, embora no passado se tenha oposto.

O governador sublinhou os argumentos a favor da descriminalização, lembrando que são as minorias étnicas as principais penalizadas pelo atual contexto legislativo.

"O facto é que temos dois sistemas de justiça penal: um para os ricos e outro para os outros”, afirmou o governador, indicando que durante muito tempo o alvo têm sido “os negros e as minorias”.

Desde que o Colorado legalizou a canábis em 2014, nove outros Estados dos Estados Unidos seguiram o exemplo, embora nalguns casos os decretos de aplicação se tenham arrastado no tempo, atrasando a abertura efetiva de um mercado que é acompanhado por regulamentação complexa.

Em novembro, o Massachusetts foi o primeiro Estado da costa leste dos Estados Unidos a abrir lojas de marijuana acessível a maiores de 21 anos.

No Porto
A administração do Centro Hospitalar de São João, no Porto, vai receber o anteprojeto da nova ala pediátrica na quarta-feira,...

Com a conclusão do anteprojeto pelo gabinete de arquitetura e, posteriormente, dos planos de pormenores, segue-se a empreitada, explica na nota.

"O CA [Conselho de Administração] do CHUSJ [Centro Hospitalar Universitário São João] informa que a partir de março de 2019, e com a conclusão das obras em curso nos pisos 7 e 8 do edifício central, será possível a transferência de crianças da pediatria oncológica e da pediatria cirúrgica para espaços do edifício central do hospital", indica.

Acrescenta que “não existindo disponibilidade imediata de espaço para alojar todo o internamento da pediatria médica no edifício central do São João, as crianças deste serviço mantêm-se nas instalações provisórias, até ser encontrada uma solução alternativa adequada”.

Estas instalações serão, entretanto, alvo de obras de remodelação e expansão que permitam dar mais conforto às crianças e jovens internados e respetivos familiares, vincou a unidade hospitalar.

No passado dia 27 de novembro, o parlamento aprovou por unanimidade a proposta de alteração do PS ao Orçamento do Estado para 2019 (OE2019) que prevê a possibilidade de recurso ao ajuste direto para a construção do centro pediátrico.

Posteriormente, o diretor clínico do hospital mostrou-se “muito satisfeito” pela decisão, prevendo que as obras arranquem já em 2019 e estejam concluídas em 2021.

Na altura, o presidente da Associação O Joãozinho, que tem a titularidade da obra da ala pediátrica, mostrou “total disponibilidade” para a ceder caso o Governo consiga fazer a empreitada por ajuste direto.

“Não colocará [a associação] entrave, porque o que queremos é que a obra seja feita, quer pela associação, quer pelo Governo, quer pelos dois, por isso, não haverá nenhum entrave. Estou à espera de ser contactado pelo Governo ou pela administração do centro hospitalar para termos uma reunião de trabalho”, afirmou Pedro Arroja.

Entretanto, em carta datada de 05 de dezembro, a administração do Centro Hospitalar de São João pediu à Associação O Joãozinho para devolver a parcela de um imóvel que lhe cedeu em 2015 para a construção da ala pediátrica.

Na missiva, assinada pelo presidente do Conselho de Administração, António Oliveira e Silva, o centro hospitalar pede a devolução da parcela cedida através de um acordo de cooperação, dado já estar “esgotado o prazo de três anos pelo qual foi cedida a utilização da mesma”.

A Assembleia da República publicou ontem, no Diário da República, uma resolução na qual recomenda ao Governo que desbloqueie “com urgência” a construção da nova ala pediátrica do Hospital São João, no Porto.

“A Assembleia da República resolve, nos termos do n.º 5 do artigo 166.º da Constituição, recomendar ao Governo que realize com urgência todos os atos e procedimentos administrativos necessários para que a administração do Hospital São João, no Porto, inicie o processo de construção da nova ala pediátrica”, lê-se na recomendação.

Há dez anos que o hospital tem um projeto para construir uma ala pediátrica, mas desde então o serviço tem sido prestado em contentores.

Em janeiro de 2017, o Ministério da Saúde aprovou a construção da ala pediátrica, anunciando um investimento de cerca de 20 milhões de euros.

O parlamento aprovou a 27 de novembro, por unanimidade, a proposta de alteração do PS ao Orçamento do Estado para 2019, de forma a prever o ajuste direto para a construção da Ala Pediátrica, cuja obra o diretor clínico do São João prevê arrancar em 2019 e concluir em 2021.

Após renúncia de Jorge Simões
Henrique Barros, ex-coordenador Nacional para a Infeção VIH/Sida, é o novo presidente do Conselho Nacional de Saúde,...

O antigo presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Jorge Simões, renunciou ao cargo em meados de outubro, poucos dias após a sua mulher Marta Temido ter tomado posse como ministra da Saúde.

Designado pelo Conselho de Ministros, este órgão consultivo do Governo passa a ter como presidente José Henrique Dias Pinto Barros.

Licenciado e Doutorado em medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), Henrique Barros é professor Catedrático daquela faculdade, sendo também diretor do Departamento de Ciências da Saúde Pública e Forenses, e Educação Médica da FMUP.

Henrique Barros exerce ainda o cargo de presidente do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) e coordena a Unidade de Investigação em Epidemiologia do ISPUP, lembra a resolução do Conselho de Ministros publicada hoje em Diário da República.

Entre 2005 e 2011 foi Coordenador Nacional para a Infeção VIH/Sida tendo recebido um Louvor Público do Ministério da Saúde pelo trabalho desempenhado como coordenador do programa nacional de prevenção e controlo da infeção VIH/SIDA.

Henrique Barros preside ainda várias instituições tais como a IEA - International Epidemiological Association ou o Comité Científico Consultivo Externo do CIBERESP, Centro de Investigación Biomédica en Red de Epidemiología y Salud Pública.

É também vice-presidente do Conselho Consultivo da Entidade Reguladora da Saúde, tendo desenvolvido trabalho em áreas como a epidemiologia clínica e perinatal, as doenças cardiovasculares, infecciosas e o cancro.

O trabalho que desenvolveu em torno da epidemiologia em Portugal também foi distinguido com o prémio Luís Cayolla da Motta da Associação Portuguesa de Epidemiologia como reconhecimento da sua dedicação.

Entre 2004 e 2012 foi membro do Conselho Científico para as Ciências da Saúde da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, tendo também pertencido à comissão executiva da Comissão de Ética para a Investigação Clínica (entre 2009 e 2016) e ao comité científico da Science Europe (MED) (entre 2012 e 2015).

Integrou ainda a Comissão Científica Independente de Controlo e Fiscalização Ambiental da Coincineração e a Comissão de peritos que acompanhou a situação de encerramento do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge.

Foi agraciado com a Medalha de Serviços Distintos do Ministério da Saúde, grau ouro, lê-se ainda na resolução do Conselho de Ministros.

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