China
As autoridades chinesas sancionaram 223 funcionários por não terem cumprido o seu dever em conter o surto de peste suína...

Segundo um comunicado publicado pela direção provincial do Partido Comunista da China (CPC) e citado pela agência noticiosa Efe, 181 funcionários das regiões de Liaoning (nordeste), 14 de Anhui (leste) e 28 de Hunan (centro), foram sancionados com deméritos, advertências ou, em alguns casos, demissões.

O processo foi realizado após uma investigação do Conselho de Estado (Executivo) que descobriu que, nessas três províncias, algumas autoridades tinham ignorado ordens e proibições e não tinham cumprido as suas obrigações.

Em Liaoning, a província onde o primeiro caso do surto foi detetado, alguns funcionários públicos adiaram a aplicação de medidas preventivas ou deliberadamente retiveram informações.

As três regiões mencionadas apresentam o maior número de casos na China.

A peste suína africana, com uma elevada taxa de mortalidade entre porcos e javalis, segundo a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), é uma doença hemorrágica altamente contagiosa que pode provocar a morte entre dois e dez dias após ter sido contraída.

A carne de porco representa uma das principais fontes de alimentos do país asiático, que se caracteriza como o principal produtor e consumidor global de carne deste animal.

Na China existem cerca de 700 milhões de porcos, indica o portal Caixin.

O surto, declarado em 03 de agosto de 2018, provocou uma contração dos negócios devido às restrições impostas à venda de produtos suínos.

Em algumas regiões como Sichuan (centro) chegaram a proibir a importação de carne suína fresca para evitar a disseminação da doença.

No final de novembro de 2018, as autoridades revelaram que a doença tinha provocado o abate de cerca de 600 mil suínos, um número que poderá ter aumentado desde então, uma vez que continuaram a ser registados casos em diferentes partes do país.

Desde agosto de 2018, que o surto de peste suína se espalhou para 23 províncias do país.

Governo da Madeira
O Governo da Madeira pagou 400 milhões de euros de dívidas do Serviço Regional de Saúde em 2018, indicou hoje o chefe do...

Toda a gente hoje tem direito a ser tratado no sistema regional de saúde com dignidade, independentemente do seu estatuto social e económico, e a nossa obrigação ética é manter este legado", afirmou Miguel Albuquerque na cerimónia de receção de novos médicos internos, no Hospital Central do Funchal.

O Serviço Regional de Saúde (SESARAM) dispõe a partir de hoje de 68 novos profissionais - 41 de formação geral e 27 de formação especializada - contando no total com 218 internos.

O governante alertou para o facto de o sistema não assentar apenas no dinheiro, mas lembrou que, nos últimos quatro anos, o executivo efetuou o pagamento de dívidas do setor da saúde no valor de 400 milhões de euros e fez "investimentos decisivos" para acompanhar a evolução tecnológica e suprir a carência de quadros.

Miguel Albuquerque destacou também o trabalho ao nível dos cuidados primários de saúde (centros de saúde), que atualmente cobrem de 70% da população do arquipélago.

"Na Madeira não houve desinvestimento na saúde", disse o líder do governo, explicando que 6,9% do Produto Interno Bruto da região são aplicados no serviço público de saúde, ao passo que no continente o valor é de 4,8%.

O mesmo acontece per capita, onde a região autónoma gasta 1.189 euros, quando no continente o valor é de 852 euros.

Administração Central do Sistema de Saúde
Segundo a Administração Central do Sistema de Saúde, cerca de quatro mil psicólogos e nutricionistas apresentaram candidaturas...

São muitos os candidatos para tão poucas vagas: cerca de quatro mil psicólogos e nutricionistas candidataram-se aos 80 lugares disponibilizados nos concursos abertos no verão do ano passado para o Sistema Nacional de Saúde (SNS). Os dados fazem parte da última edição do boletim Acontece da Administração Central do Sistema de Saúde, que é citada pelo Público, esta quarta-feira.

De acordo com esse documento, no caso dos nutricionistas, concorreram 1.082 profissionais a 40 vagas (para estágios com vista a obtenção do grau de especialista da carreira dos técnicos superiores de saúde) e, no caso dos psicólogos 2.840 às mesmas quatro dezenas de lugares.

De acordo com a bastonária Alexandra Bento, escreve o ECO, os candidatos ao concurso para nutricionistas representam cerca de um quarto do total de profissionais inscritos na Ordem. A responsável explica também que, como alguns dos candidatos já trabalham no SNS (sem terem efeito estágio de especialidade, mas com experiência que os habilita para tal), pode não haver sequer um aumento do número de profissionais. Alexandra Bento antecipa ainda que a seleção será demorada e “complicadíssima”.

No caso dos psicólogos, o bastonário Francisco Miranda Rodrigues considera a situação “uma loucura”, mas não surpreendente. Também nesta área há candidatos que já trabalham no SNS, mas que nunca conseguiram regularizar a sua situação, o que pode resultar na manutenção e não no aumento do número de profissionais.

“A situação vai-se arrastar. Vamos ver quando é que o processo de seleção está concluído em 2019, o que nos leva a questionar se não se deveria lançar já outro concurso, até porque há espaço para isso”, frisa ainda Miranda Rodrigues.

Os perigos da desidratação e muito mais!
A água é a substância mais abundante no corpo humano, representando cerca de dois terços do nosso pe

O papel da água de solubilização e de modificação das biomoléculas é determinante para todas as reações fisiológicas, uma vez que estas se processam em meio aquoso, assim como para o equilíbrio homeostático. Ela tem função de transporte de nutrientes para as células e de substâncias tóxicas para fora do corpo; de excreção de produtos resultantes do metabolismo; de solvente – como meio onde se dão todas as reações; de regulação da temperatura corporal – quando o corpo está excessivamente quente, aumenta substancialmente a sudorese a fim de libertar calor através da evaporação e ainda participa em reações enzimáticas. (1)

Perigos da desidratação

  • Irritabilidade, dores de cabeça, défice de atenção - A desidratação leva à diminuição do fluxo de sanguíneo e consequentemente de oxigénio a nível cerebral originando dores de cabeça, irritabilidade, sensação de cabeça pesada, défice de atenção.
  • Depressão - Na ausência de água, o nosso corpo usa triptofano e tirosina como antioxidantes (percursores de vários neurotransmissores) de forma a eliminar tóxicos, uma vez que a produção de urina é insuficiente para nos desintoxicar. A baixa de neurotransmissores leva a um estado depressivo. 
  • Asma e alergias – A produção de histamina diminui com o aumento da ingestão diária de água. A asma está relacionada com a escassez de sal - não refinado, rico em minerais. Na desidratação, há um aumento na secreção de muco de modo a evitar que as mucosas sequem. Quando há uma superprodução de muco, a passagem de ar fica comprometida e o sal tem a capacidade de fluidificar o muco. Água e sal são por isso considerados anti-histamínicos naturais.
  • Obstipação – Quanto mais desidratado o corpo estiver, mais lentos são os movimentos peristálticos, de forma a reabsorver a máxima quantidade de água presente nas fezes. As fezes tornam-se mais duras, e mais difícil de serem expulsas.
  • Infeção- Água pode aumentar a eficiência do sistema imunológico para combater infeções e células cancerígenas.(2)

Como identificar

Um dos sinais evidentes é a cor da urina. Ela deve ser límpida e clara.

A pele aparentemente ressequida e com rugas; palpitações, dores de cabeça, boca seca, são sinais de que pode estar a desidratar.

Outra forma de identificar se está a desidratar é através da análise do hematócrito, ele é três vezes maior do que a hemoglobina, se o valor do hematócrito for maior significa hemoconcentração, e poderá indicar desidratação.

2 Mitos muito comuns:

1.Tenho boca seca, estou a desidratar!

Pode precisar de água e não ter sede (especialmente depois dos 60 anos). Não esperar ter sede para beber água.

2. Posso substituir a água por café, chá, sumos.

O chá e o café são diuréticos, mas não substituem a água. Nada substitui uma água de boa qualidade!

Qual a melhor água? Que água devo beber?

A água ideal deve ser purificada, alcalina, ionizada, antioxidante e hidratante.

Pureza

Uma água considerada pura é uma água livre de impurezas, resíduos e microrganismos.

A água da torneira é isenta de microrganismos uma vez que é sujeita a processos de desinfeção através da adição de cloro, nitratos, alumínio, flúor. Obtemos uma água sem microrganismos, mas com contaminantes (metais pesados) que se depositam no nosso corpo. 

A água engarrafada, durante o seu transporte ou armazenamento, pode estar sujeita a altas temperaturas promovendo uma reação química onde ocorre a libertação de constituintes do plástico nomeadamente ftalatos e bisfenol. Estas substâncias são disruptores endócrinos que se comportam no nosso corpo como hormonas, habitualmente simulando os estrogénios, provocando inúmeras disfunções. Se optar por esta água, escolha uma de nascente próxima.

Concentração e minerais

A maioria da água que bebemos atualmente é pobre em magnésio, cálcio e outros minerais indispensáveis à manutenção do pH fisiológico. A dieta ocidental é também pobre em magnésio e potássio e rica em sódio.

Equilibre esta concentração de minerais no seu organismo, repondo os minerais em falta! Ingira água do mar de qualidade, rica em sais minerais, pobre em sódio, na proporção de 1 para 4 de água doce. 

Tenha em atenção aos filtros de água que adquire. Os equipamentos de osmose inversa retiram os minerais, que são essenciais para a nossa saúde.

pH

O pH - potencial de Hidrogénio - representa a quantidade de iões H+ (hidrogénio) que existem numa determinada substância. Se houver uma grande concentração de H+, o pH é baixo, ou seja, a água é considerada ácida (pH<7). Caso contrário, o pH é alto e a água é considerada alcalina (pH>7).

O corpo humano possui sistemas-tampão (a nível renal, pulmonar e metabólico) que equilibram o pH do corpo para valores corretos. O pH do sangue é mantido entre 7,35 e 7,45, evitando a acidose ou alcalose.

A alimentação é fulcral no controlo da acidez/alcalinidade do nosso organismo. A ingestão de alimentos ricos em proteínas, sulfatos, fosfatos, potássio, magnésio, sódio, cloro e cálcio vai influenciar o equilíbrio ácido-base, uns acidificando outros alcalinizando o organismo. Chama-se a isto PRAL: Potential Renal Acid Load (“potencial de carga ácida renal”). Quanto mais negativo é o PRAL mais alcalinizante é o alimento. É expectável que, com o avançar da idade, ou com a insistência em determinados comportamentos alimentares, a capacidade do rim de controlar o metabolismo e a excreção destes metabolitos possa vir a estar condicionada (3).

Os sistemas fisiológicos que equilibram o pH são constantemente utilizados e há esgotamento de determinados minerais e outras substâncias.

Opte por água neutra a alcalina.  

Que quantidade beber?

São necessários 35 ml de água por quilo de peso corporal. Dessa maneira, é necessário multiplicar o seu peso em quilos por 35 para obter o resultado em ml, por exemplo: 70 kg X 35 = 2.450 ml ou 2 litros e 450 ml.

Se optar por um equipamento, quais as características?

  1. Tornar a água pura, livre de impurezas, resíduos, microrganismos etc.
  2. Não faça destilação ou osmose inversa.
  3. Que possa mudar o pH.
  4. Com potencial de oxidação/redução (ou potencial redox) negativo (-400 a -600mV), ou seja com efeito antioxidante. Quanto menor o valor, maior é a capacidade antioxidante.
  5. Estrutura molecular hexagonal, com maior poder de hidratação
  6. PRAL negativo, ou seja com poder alcalinizante.

Referências:
1. Batmanghelidj DF. Your Body ’ s many Cries for Water. 2003.
2. F. Batmanghelidj MD. You are not Sick You are Thirsty! - Water for Health, for Healing, for Life. 1o Edição. New York . Boston; 2003. 71-121-187 p.
3. Pizzorno J, Frassetto LA, Katzinger J. Diet-induced acidosis: is it real and clinically relevant? Br J Nutr [Internet]. 2009 Dec 15 [cited 2018 Oct 29];1. Available from: http://www.journals.cambridge.org/abstract_S0007114509993047


Dra. Alexandra Vasconcelos
Farmacêutica e Naturopata
Especialista em Medicina Natural Integrativa
Pós graduada em Nutrição Oncológica, Nutrição Ortomolecular e Medicina Integrativa e Humanista
Autora do Livro “ O segredo para se manter Jovem e saudável”
Diretora técnica das Clínicas Viver

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Associação Sindical Portuguesa dos Enfermeiros
A greve dos enfermeiros em blocos operatórios, que terminou na segunda-feira, levou ao adiamento de 10 mil cirurgias, disse a...

"Os números que temos são de referência, pois só os hospitais têm números concretos", comentou a dirigente, acrescentando que a média de adiamentos foi de 500 cirurgias por dia útil.

Lúcia Leite indicou ainda que a expectativa dos sindicatos é que na próxima reunião de negociações, na quinta-feira, o Governo "esteja disponível para chegar a um entendimento".

A paralisação, que durou mais de um mês, colocou o setor da saúde em convulsão pelo seu caráter inédito, não só por ser prolongada no tempo, mas também porque um movimento de enfermeiros criou uma recolha de fundos através da Internet para financiar os grevistas.

"Teve impacto financeiro nas instituições de alguns milhões de euros, e a nossa expectativa é que o Governo mude de opinião", disse.

A greve foi convocada por duas estruturas sindicais, mas depois de o movimento “greve cirúrgica” ter já iniciado a recolha de fundos que conseguiu recolher mais de 360 mil euros.

Iniciada a 22 de novembro, a greve abrangeu cinco centros hospitalares: Centro Hospitalar S. João (Porto), Centro Hospitalar e Universitário do Porto, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, Centro Hospitalar Lisboa Norte e Centro Hospitalar de Setúbal.

Em declarações de balanço, Lúcia Leite, presidente de um dos sindicatos que convocou a greve, comentou que os enfermeiros "conseguiram demonstrar a sua posição, prejudicando o mínimo possível de doentes".

"Claro que os enfermeiros não podem fazer greve sem prejudicar os doentes, mas são sobretudo pessoas que esperam por cirurgias há um ou mais anos", disse sobre os adiamentos que motivaram alertas, avisos e manifestações de preocupação entre vários atores da área da saúde.

Acrescentou que a proposta que o Governo tem apresentado "é inegociável, e não resolve os problemas dos enfermeiros".

"Os enfermeiros perderam a sua carreira. Tinham cinco categorias e agora têm só uma", argumentou.

Lúcia Leite indicou que a expectativa dos sindicatos é que na próxima reunião de negociações, o Governo "esteja disponível para chegar a um entendimento".

A próxima reunião negocial, com o Ministério das Finanças e o Ministério da Saúde, realiza-se na quinta-feira, às 16:30, na Administração Central do Sistema de Saúde, em Lisboa.

Os administradores hospitalares denunciaram que haveria doentes em situações críticas com cirurgias adiadas, considerando o panorama “extremamente grave”.

A Ordem dos Médicos também alertou para doentes prioritários que não estariam a ser operados e insistiu que os hospitais deviam divulgar os casos dos doentes com cirurgias adiadas. A Ordem chegou a fazer esta exigência às administrações das unidades de saúde recorrendo à legislação que obriga a facultar dados e documentos administrativos.

Da parte do Governo, a ministra da Saúde considerou desde logo, mesmo antes do início do protesto, que a greve era “extraordinariamente agressiva”, mas foi recusando negociar com os sindicatos que convocaram a paralisação enquanto esta decorria.

Entre as reivindicações dos enfermeiros estão a criação de uma categoria de especialista na carreira, a antecipação da idade da reforma e melhoria de condições no Serviço Nacional de Saúde.

Entre no novo ano com energia
Com o ano a chegar ao fim, começamos a pensar nas resoluções de ano novo, que passam sempre por come

Os cinco alimentos nutritivos para um bom pequeno-almoço:

A aveia, o iogurte, as frutas… são alguns dos alimentos que não podem faltar nas escolhas do pequeno-almoço porque, além de serem ricos em fibra, ácidos gordos essenciais e açúcares completos, são também uma ótima fonte de energia para ajudar a enfrentar o dia-a-dia. A especialista revela quais os 5 alimentos indispensáveis:

Aveia: um cereal rico em açúcares complexos, o que significa que fornece a energia necessária para começar o dia. A aveia aprovisiona também fibra, que ajuda a diminuir o colesterol. Por exemplo, pode adicioná-la ao iogurte, ao leite ou aos batidos de fruta.

Iogurte: rico em probióticos – microrganismos benéficos para a saúde, que ajudam a prevenir algumas doenças e produzem antibióticos naturais que podem combater infeções. Os iogurtes não pasteurizados melhoram a digestão e aumentam as defesas imunitárias do organismo. Ricos em minerais e cálcio, são essenciais no desenvolvimento dos ossos.

Ovos: dão energia e ajudam a manter a concentração. Recomenda-se que os consuma cozidos, escalfados, mas nunca fritos.

Fruta: é uma fonte de energia que é absorvida rapidamente pelo organismo. A banana, por exemplo, é constituída por um elevado teor de potássio, importante para a prática de desporto, uma vez que previne as cãibras musculares e lesões.

Frutos secos: aalimentos que fornecem muita energia, uma vez que contêm ácidos essenciais e fibras. No entanto, o seu consumo deve ser moderado – recomenda-se 6 por dia. Nozes, cajus amêndoas, avelãs ou amendoins, são frutos são algumas das opções que pode incluir no seu menu.

Para manter a energia constante durante o dia, evite passar muitas horas sem comer, é importante fazer muitas refeições, com pouca quantidade de cada vez, assim está a proporcionar ao organismo uma fonte regular de energia.

Complemente o pequeno-almoço com:

  • Chá
  • Duas fatias de pão escuro torrado com azeite, tomate e fiambre
  • Um kiwi
  • Leite com aveia
  • Iogurte
  • Uma banana
  • Seis nozes
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Número de casos tem vindo a subir
A Organização Mundial de Saúde (OMS) espera que 2019 seja um ano em que políticos de todo o mundo reforcem as verbas dos...

“Nos últimos 15 anos houve um progresso como nunca antes, mas esse progresso parou”, referiu Pedro Alonso, diretor do programa de combate à malária da OMS, em entrevista à Lusa.

As mortes provocadas pela malária em todo o mundo voltaram a diminuir em 2017, para um total estimado de 435 mil vítimas (menos 3,6% que em 2016), mas calcula-se que o número de casos tenha subido de 217 para 219 milhões.

Mais de 90% dos casos e das vítimas mortais estão no continente africano e a maioria são crianças, o mesmo padrão de estudos anuais anteriores.

“Já não estamos a progredir e historicamente sabemos que neste momento há um risco de regredir”, alertou Pedro Alonso.

O apelo do diretor do programa de combate à malária da OMS para que haja reforço de verbas nos orçamentos de Estado é dirigido sobretudo para África.

“Muitos dos grandes contributos na luta contra a malária vieram dos líderes políticos africanos”, mas para que tal se repita, os dirigentes “têm de ter a capacidade de fazer refletir os compromissos políticos no orçamento de Estado nacional”, referiu.

Essa aposta no orçamento interno de cada país existe, “mas talvez seja necessário um novo impulso”.

O mesmo deve acontecer nos países livres de malária - como é o caso dos Estados europeus -, uma vez que a malária “é um dos grandes problemas de saúde global”.

“Sabemos que já houve países que conseguiram livrar-se da malária, mas tiveram reintroduções e, portanto, ninguém está a salvo”, sublinhou à Lusa.

A atual estagnação no combate à doença fragiliza o objetivo de redução da doença em 40% até 2020, notou a OMS.

Além do mais, para lá chegar, os investimentos deviam alcançar, pelo menos, 6,6 mil milhões de dólares anuais - mais do que o dobro da verba disponível hoje, referiu à Lusa Kesete Admasu, diretor executivo da Parceira para Redução da Malária (RBM, sigla inglesa) que junta centenas de organizações a nível mundial.

Aquele responsável disse acreditar que é fácil convencer os líderes políticos a entrar nesta luta, porque “apostar no combate à malária é um investimento inteligente”.

“Por cada dólar investido, o retorno é muito maior” em termos de capacidade de produção de riqueza nos países afetados, referiu.

Por outro lado, também podem ser colhidos dividendos políticos com relativa rapidez.

“Quem quiser ser reeleito, deve fazer um bom controlo da doença” e só deverá precisar “de uma época de transmissão de malária” para que os resultados sejam visíveis.

No fim de contas, “tanto os países endémicos e com os doadores têm de renovar os compromissos”, sintetiza Pedro Alonso, reconhecendo que os doadores não podem apoiar sozinhos, “também precisam de ver que há uma apropriação pelos líderes” dos países afetados, que é refletida “no orçamento nacional”.

Moçambique é o terceiro país do mundo mais afetado com 5% dos casos de malária no mundo e o oitavo onde a doença mais mata (3% do total de vítimas), segundo o relatório anual divulgado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Só a Nigéria (25%) e a República Democrática do Congo (11%) têm mais casos estimados, o que faz de Moçambique o país lusófono mais atingido pela malária - Angola surge em 13.º lugar com 2% do total mundial de casos.

Voltam as negociações
A greve dos enfermeiros em blocos operatórios chega hoje ao fim, uma paralisação que durou mais de um mês, colocou o setor da...

Apelidada de “greve cirúrgica”, foi uma paralisação inédita, não só por ser tão prolongada no tempo, mas também porque um movimento de enfermeiros criou uma recolha de fundos através da Internet para financiar os grevistas.

A greve foi convocada por duas estruturas sindicais, mas depois de o movimento “greve cirúrgica” ter já iniciado a recolha de fundos que conseguiu recolher mais de 360 mil euros.

Iniciada a 22 de novembro, a greve abrangeu cinco centros hospitalares: Centro Hospitalar S. João (Porto), Centro Hospitalar e Universitário do Porto, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, Centro Hospitalar Lisboa Norte e Centro Hospitalar de Setúbal.

Em declarações à agência Lusa, Lúcia Leite, presidente de um dos sindicatos que convocou a greve, disse que os sindicatos deixaram de contabilizar diariamente as cirurgias que foram sendo adidas, mas que tomam como referência a média diária dos primeiros dias, que foi de 500 operações canceladas ou adiadas.

Multiplicando pelos dias úteis de greve, a paralisação afetou mais de 10 mil operações programadas, incluindo casos de operações a doentes oncológicos.

O adiamento de cirurgias motivou alertas, avisos e manifestações de preocupação entre vários atores da área da saúde.

Os administradores hospitalares denunciaram que haveria doentes em situações críticas com cirurgias adiadas, considerando o panorama “extremamente grave”.

A Ordem dos Médicos também alertou para doentes prioritários que não estariam a ser operados e insistiu que os hospitais deviam divulgar os casos dos doentes com cirurgias adiadas. A Ordem chegou a fazer esta exigência às administrações das unidades de saúde recorrendo à legislação que obriga a facultar dados e documentos administrativos.

Da parte do Governo, a ministra da Saúde considerou desde logo, mesmo antes do início do protesto, que a greve era “extraordinariamente agressiva”, mas foi recusando negociar com os sindicatos que convocaram a paralisação enquanto esta decorria.

Entretanto, para quinta-feira, já sem greve a decorrer, os dois sindicatos têm uma reunião negocial com o Governo, mas há já novas paralisações.

Entre as reivindicações dos enfermeiros estão a criação de uma categoria de especialista na carreira, a antecipação da idade da reforma e melhoria de condições no Serviço Nacional de Saúde.

Petição
A petição que defende a instalação de uma unidade de cuidados continuados no antigo Hospital Psiquiátrico de Lorvão, no...

De acordo com o relatório final da petição, a que a agência Lusa teve acesso, "tendo em conta o número de assinaturas que reúne, a presente petição deverá ser agendada e apreciada em reunião plenária na Assembleia da República".

O documento entregue a 24 de outubro pelo Movimento + Saúde para o Hospital de Lorvão, com 7.187 assinaturas, defende a criação de uma unidade de cuidados continuados e de reabilitação no antigo Hospital Psiquiátrico instalado no Mosteiro do Lorvão, no distrito de Coimbra.

Sugere ainda a sua integração na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI).

No manifesto, os fundadores do movimento cívico argumentam que "é gritante a falta destas estruturas de apoio aos doentes e às famílias".

Por outro lado, sustentam, as instalações do antigo hospital, desativado há seis anos, estão "devolutas e em degradação", e a freguesia de Lorvão "tem a mão-de-obra e o conhecimento adquirido ao longo de mais de meio século na área dos cuidados de saúde".

Segundo os peticionários, o Centro Hospitalar Universitário de Coimbra (CHUC) "não dispõe de espaços suficientes para transferir doentes para serviços de saúde de retaguarda, existindo uma enorme carência de estruturas de apoio aos doentes e às famílias, na área das doenças raras e dos cuidados continuados".

O relatório final da petição, que teve o deputado socialista Pedro Coimbra como relator, conclui pelo seu envio ao presidente da Assembleia da República e publicação, na íntegra, no Diário da Assembleia da República, além de propor o seu agendamento para apreciação em plenário.

Alimentação saudável
“Ano novo, vida nova” - esta é a máxima que nos acompanha no início de cada ano.

Não é novidade nenhuma que alguns alimentos são um perigo para a nossa saúde. Outros devem ser consumidos de forma moderada. De acordo com alguns especialistas há alimentos que devem ser banidos das nossas refeições.

Sal. Hoje em dia, sendo grande parte dos alimentos processados, o sal está presente, de uma forma indireta, nas nossas mesas. Dados recentes mostram que consumimos quase o dobro do valor diário recomendado de sal, sendo por isso desaconselhado o seu uso.

Adoçantes. Embora pareçam saudáveis, os adoçantes devem ser evitados. Alguns estudos revelam que, uma vez que se tratam de substâncias artificiais, estes podem trazer alguns prejuízos para a saúde, como o caso de alergias, enxaquecas, falta de concentração e mudança do paladar.

Açúcar branco. Com elevado índice glicémico, quando ingerido em excesso pode ser responsável pelo excesso de peso e diabetes.

Farinha branca. Pobre em nutrientes, tem alto valor glicémico, tal como o açúcar.

Gorduras saturadas. Os alimentos que têm uma maior relação com as doenças cardiovasculares são os que possuem gorduras saturadas na sua composição. Entre os vilões dos alimentos processados, ricos neste tipo de gorduras, estão as bolachas e os biscoitos recheados. Aconselha-se, deste modo, a que tenha atenção aos alimentos processados e leia sempre os rótulos.

Refrigerantes. Os refrigerantes são um dos maiores inimigos das dietas, fornecendo grandes quantidades de açúcar. Engana-se se pensa que os designados de light ou diet não fazem mal à saúde! Na realidade estes possuem grandes quantidades de conservantes e fosfatos, que ameaçam a saúde óssea e aumentam a ansiedade. Para além disso, graças aos aditivos químicos que fazem parte da sua composição, eles podem ser responsáveis pela retenção de líquidos e pelo aumento do suco gástrico, o que pode dar origem a gastrites, entre outros.

Alimentos light ou diet. Estes alimentos devem ser banido ou consumidos com muita moderação.  Entenda que diet significa que foi retirado algum nutriente – pode ser açúcar, sódio ou outro, e estão, habitualmente, indicados ou direcionados a um público específico, como é o caso dos diabéticos. Light é aquele que tem um valor energético baixo ou que foi reduzido, pelo menos, em 25%. De acordo com alguns especialistas este alimentos não ajudam a emagrecer, como muitos acreditam.

Carne Vermelha. Devemos ter atenção à quantidade que ingerimos. O seu consumo em excesso é responsável pelo aumento do risco de doenças cardiovasculares, hipertensão e cancro. O ideal é consumir entre 100 a 200 gramas por dia. E sempre que possível, substituí-la por carnes brancas.

Carnes processadas. A salsicha, por exemplo composta por corantes e realçadores de sabor deve ser eliminada da sua dieta.

Sumos de pacote. Na realidade estes sumos possuem uma quantidade muito reduzida de fruta, sendo uma mistura de água, açúcar, realçadores de sabor e corantes.

Gelatina. A gelatina é um produto industrializado, artificial e que contém grandes quantidades de corantes e açúcar. E, ao contrário do que muitos pensam, não tem fruta como ingrediente. Nutricionistas aconselham a que faça a sua própria gelatina, usando para o efeito gelatina vegetal – também conhecida por ágar-agar - e a sua fruta preferida. 

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Última promoção foi há mais de 10 anos
A presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar de Lisboa Central respondeu na passada sexta-feira à ação em...

Em declarações aos jornalistas, à margem de uma reunião na Maternidade Alfredo da Costa, com a líder do CDS-PP, Ana Escoval afirmou que o Centro Hospitalar e Universitário de Lisboa Central vai "cumprir a lei" quanto às reivindicações feitas pelos enfermeiros.

Após a publicação da lei sobre a reposição, o Centro Hospitalar deu "de imediato" orientações para serem feitos os processamentos, recordou.

"Naquilo que era menos claro por parte da legislação ou que levantava algumas dúvidas solicitámos orientações superiores. Logo que as orientações superiores nos sejam dadas faremos aquilo que superiormente nos seja indicado para as atualizações, de acordo com a lei", afirmou.

Para Ana Escoval, o objetivo é "sempre, sempre cumprir a lei" e "sempre promovendo aquilo que seja o melhor possível para os profissionais".

"Porque sabemos que eles têm direito a ser por nós também acarinhados", disse.

Mais de 180 enfermeiros do Centro Hospitalar Lisboa Central avançaram com uma ação conjunta em tribunal para exigir o reposicionamento remuneratório e ver reconhecidos todos os anos de trabalho desde a última progressão na carreira, há dez anos.

Segundo a ação, a que a agência Lusa teve acesso, os enfermeiros do Centro Hospitalar Lisboa Central, que integra hospitais como o São José ou a Maternidade Alfredo da Costa, pretendem “ver reconhecido o direito a que sejam tidos em conta todos os anos de exercício de funções desde a última progressão na carreira” e querem ver terminado o processo de reposicionamento remuneratório.

O réu desta ação é o Centro Hospitalar Lisboa Central.

Grande parte destes enfermeiros do Centro Hospitalar mantem-se até hoje na primeira posição remuneratória da categoria de enfermeiro e, por isso, a receber a mínima remuneração possível.

A última vez que estes profissionais tiveram uma promoção na carreira foi há dez ou mais anos, indica a ação.

Os enfermeiros “consideram estarem criadas condições para verem ser contabilizados todos os anos de exercício de funções para efeitos de reposicionamento remuneratório”.

Na ação entregue no Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa, os enfermeiros recordam que existem “vários hospitais do Serviço Nacional de Saúde” que já terminaram o processo de reposicionamento remuneratório e reconheceram aos profissionais a atribuição de 1,5 pontos por cada ano entre 2011 e 2014.

Carência em várias especialidades
A Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM) lamentou na passada semana que, no mais recente concurso para...

Em comunicado, a SRCOM "lamenta a irresponsabilidade reiterada do Ministério da Saúde no mais recente concurso para assistente hospitalar, uma vez que não atribuiu qualquer vaga para a Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda nas especialidades de Anestesiologia, Anatomia Patológica, Gastrenterologia, Medicina Interna, Neurologia, Oftalmologia, Otorrinolaringologia, Patologia Clínica, Pneumologia, Psiquiatria e Radiologia".

A SRCOM adianta que, no mais recente procedimento concursal para médicos recém-especialistas, "das 57 vagas para a região Centro apenas seis são atribuídas à ULS da Guarda: "Cardiologia (uma vaga), Cirurgia Geral (uma), Ginecologia/Obstetrícia (uma), Ortopedia (uma), Pediatria (uma) e Saúde Pública (uma).

"É incompreensível o atual mapa de vagas para o Hospital Sousa Martins, gerido pela ULS da Guarda, pois estamos perante áreas hospitalares já bastante penalizadas nesta região do interior", refere o presidente da SRCOM, Carlos Cortes, citado na nota.

Para o responsável, a região e a unidade de saúde da Guarda "enfrentam dificuldades com especial complexidade, pelo que é urgente autorizar a contratação de médicos para estas áreas carenciadas".

"A grave carência de recursos humanos no Hospital de Sousa Martins (Guarda) pode, a curto prazo, colocar em causa a qualidade dos serviços de saúde prestados, bem como a resposta nalgumas valências fundamentais", alerta Carlos Cortes.

O Ministério da Saúde "está a contribuir para a agonia do Serviço Nacional de Saúde no interior do país e a condicionar a assistência aos utentes", acrescenta.

O presidente da SRCOM refere ainda que, "com as carências na ULS da Guarda, designadamente de recursos humanos e meios financeiros, são necessárias medidas urgentes por parte do Ministério da Saúde para travar o colapso desta unidade".

A terminar o comunicado, o responsável questiona: "Afinal, o que quer a Ministra da Saúde para o Hospital da Guarda? Quer continuar a manter em funcionamento esta indispensável instituição ou contribuir para o seu encerramento?".

Portaria publicada hoje
Os tratamentos termais vão voltar a ser comparticipados pelo Estado no próximo ano, tendo como limite máximo 95 euros por...

“O valor da comparticipação pago pelo Estado ascende a 35% do preço do conjunto de tratamentos, tendo como limite 95 euros por utente”, explica o gabinete de imprensa do Ministério da Saúde (MS), em comunicado enviado para a agência Lusa.

Serão abrangidos por este apoio os tratamentos termais prescritos nos cuidados de saúde primários do Serviço Nacional de Saúde, segundo a portaria conjunta dos ministérios da secretária de Estado da Saúde e secretária de Estado do Turismo.

“As comparticipações abrangem várias doenças, entre as quais artrite reumatoide, rinite, asma, diabetes, anemia ou insuficiência venosa”, indica o MS.

Com esta medida é retomado o financiamento dos tratamentos realizados nas termas, que tinha sido suspenso em 2011.

“O regime de comparticipação, que assume a forma de projeto-piloto, será avaliado ao fim de um ano, de forma a medir, de forma cuidada, os benefícios alcançados por estes tratamentos”, refere ainda a nota do gabinete de imprensa do Ministério da Saúde, acrescentando que “posteriormente será definida a política a seguir em matéria de prescrição e comparticipação nesta área”.

O projeto-piloto concretiza as conclusões dos trabalhos da Comissão Interministerial criada em fevereiro de 2018, estando agendado para o primeiro trimestre de 2020 a apresentação dos resultados deste projeto.

Em novembro, o Jornal de Notícias lembrava que a decisão de retomar as comparticipações foi aprovada pelo governo há cerca de um ano, mas faltava publicar o despacho que colocaria a medida em vigor.

O grupo de trabalho criado para propor o modelo de comparticipação entregou o relatório em junho, mas o despacho que deveria seguir-se nunca chegou a ser publicado levando a Associação das Termas de Portugal (ATP) a ameaçar “tomar outras medidas”, caso a questão não se revolvesse até janeiro de 2019.

Nos últimos anos houve um aumento de clientes nas Termas de Portugal, sobretudo entre crianças e jovens: No ano passado, as termas receberam 123 mil pessoas, mais 0,3% do que em 2016, revelou o secretário-geral da Associação das Termas de Portugal, João Pinto Barbosa, em declarações recentes à agência Lusa.

João Pinto Barbosa explicou que não existem indicadores de taxas de ocupação, mas o número total de tratamentos terapêuticos em 2017 rondou os 1.300.000 nos 41 estabelecimentos termais que estão em funcionamento no país (no continente), além das Termas de Ferraria, nos Açores.

No total, nas termas da Associação das Termas de Portugal (ATP) realizaram-se cerca de 420 mil dias de tratamentos e 90 mil dias de práticas de bem-estar termal.

Dos tratamentos, as patologias mais tratadas foram as relacionadas com as doenças reumáticas e músculo-esqueléticas (50%), seguidas das patologias das vias respiratórias, com 30% da procura.

João Pinto Barbosa sublinhou ainda que cresceu o número de crianças e jovens que procuraram nos tratamentos termais a solução terapêutica para diversos tipos de alergias respiratórias, nomeadamente rinite, sinusite e asma, entre outras.

No ano passado, a associação registou uma faturação de 13 milhões de euros em consultas, tratamentos termais e práticas de bem-estar, segundo o responsável.

As termas empregam cerca de duas mil pessoas, estimando o secretário-geral da ATP que o emprego indireto e induzido seja bastante superior.

Associação Portuguesa de Hospitalização Privada
A Associação Portuguesa de Hospitalização Privada disse hoje que alguns prestadores admitem deixar de ter convenção com a ADSE,...

O presidente da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP), Óscar Gaspar, afirmou que na assembleia-geral extraordinária realizada na quinta-feira os associados consideraram uma “afronta” os 38 milhões de euros exigidos pela ADSE a hospitais e clínicas privados por aquilo que esta considera excessos de faturação em 2015 e 2016.

O responsável pela associação que representa o setor acrescentou mesmo que alguns hospitais privados estão dispostos a avançar para a anulação das convenções com a ADSE (subsistema de saúde da função pública), caso não haja um entendimento.

“Admito que haja associados que entendem que conseguem conviver com esta regra, mas o que nos foi dito é que a generalidade dos associados não consegue conviver e a decisão radical seria deixar de ter o regime convencionado”, explicou.

Para já, tentarão a via do diálogo e já hoje enviaram cartas ao Governo e pedir reuniões: "Seguiram cartas para o Sr. secretário de Estado Adjunto da Saúde e para o Sr. secretário de Estado do Orçamento, que são as tutelas diretas da ADSE, no sentido de explicitar as duas questões. Entendemos que deve haver a anulação da regra na tabela da ADSE e a anulação imediata dos processos de regularização”.

O diferendo entre os hospitais privados e a ADSE prende-se com o processo das chamadas regularizações de 2015 e 2016, em que a ADSE pede que hospitais e clínicas privados lhe devolvam 38 milhões de euros referentes a excessos de faturação efetuados entre 2015 e 2016.

Em causa está a regra pela qual a ADSE compara os preços praticados pelos diferentes prestadores, sobretudo relativos a medicamentos, dispositivos médicos e cirurgias, e pede devolução de dinheiro quando considera que existem desvios significativos.

Já a APHP contesta o modo de contabilizar as regularizações e mesmo a própria regra, considerando que põe em causa a previsibilidade do negócio e alega com um parecer do constitucionalista Vital Moreira.

Em 2018 a ADSE estima uma despesa total de 562 milhões de euros.

A APHP tem 60 associados e na reunião magna desta quinta-feira participaram cerca de 80%, indicou o presidente.

Ministério da Saúde
Trinta novas unidades de saúde familiar abriram este ano em Portugal, mas há ainda pelo menos meio milhão de portugueses sem...

Em comunicado, o Ministério dá conta da abertura hoje de duas novas unidades de saúde familiar (USF), uma em Paranhos e outra em Vendas Novas, que completam as 30 novas unidades que o Governo tinha estabelecido abrir este ano.

Nas contas do Ministério da Saúde, atualmente 94% dos portugueses têm médico de família atribuído, o que representa quase 9,5 milhões de cidadãos com médico.

Segundo o coordenador nacional para a reforma dos cuidados de saúde primários, Henrique Botelho, há já três regiões no país que estão acima dos 94% de população coberta por médico de família, no Alentejo, no Centro e no Norte, sendo que esta última região atinge os 99% de cobertura.

Em declarações à agência Lusa, Henrique Botelho explica que a zona de Lisboa e Vale do Tejo continua a ser “o principal problema”, tendo a cobertura mais reduzida.

Henrique Botelho indica que o número de portugueses sem médico de família está acima dos 500 mil, mas considera que os dados de 2018 ainda não podem ser totalmente fechados.

O responsável lembra que está a decorrer o concurso de colocação de médicos da segunda fase do ano, sendo que a colocação efetiva de novos médicos de medicina geral e familiar só acontece nos primeiros dias de janeiro.

As duas novas USF hoje abertas, a unidade Lindo Vale, em Paranhos (Porto), e a de Vendas Novas, no Alentejo, abrangem potencialmente mais de 17 mil utentes.

Além destas novas unidades, o Ministério da Saúde afirma no comunicado que 20 USF já criadas transitaram do modelo A para o modelo B, que é um modelo mais exigente, com maior autonomia e com mais incentivos financeiros.

Henrique Botelho assume que a passagem de 20 USF a modelo B é um valor que está “aquém das expectativas e aquém do necessário”.

“O modelo de organização em USF manifesta-se na sua máxima expressão através da USF modelo B”, afirma à Lusa o responsável, que coordenou um que conclui que Estado pouparia mais de 100 milhões de euros num ano se os cuidados de saúde primários se organizassem por inteiro em USF de modelo B.

De acordo com esse estudo, divulgado no início deste ano, os centros de saúde tradicionais têm “um custo por inscrito e um custo por utilizador significativamente superior ao das USF modelo B”. Nas USF modelo B o custo anual por utente inscrito é de 257 euros, enquanto nas UCSP é de 289 euros. Essa diferença torna-se ainda mais significativa quando são analisados os custos por utilizador, com um acréscimo de 80 euros anuais por utilizador nos CS em relação ao modelo das USF B.

Apesar do aumento do custo com os recursos humanos, esta análise mostra que haveria uma “redução significativa dos custos globais”, gerando uma poupança de 103.611.995 euros em 2015. O acréscimo de custos com recursos humanos seria na ordem dos 38 milhões de euros, mas depois haveria poupanças na despesa de medicamentos faturado por utilizador (menos 64 milhões), na despesa com meios complementares de diagnósticos (menos 15 milhões), no custo das urgências (menos 37 milhões) e nos custos com internamentos evitáveis (menos 26 milhões).

Criadas em 2005, as USF foram fundadas como uma forma alternativa ao habitual centro de saúde, prestando também cuidados primários de saúde, mas com autonomia de funcionamento e sujeitas a regras de financiamento próprias, baseados também em incentivos financeiros a profissionais e à própria organização.

O modelo B de USF é uma forma mais evoluída de organização e está definido como aquele em que equipas com maior amadurecimento organizacional e maiores exigências de contratualização garantem maior disponibilidade para atingir níveis avançados de acesso para os utentes, elevado desempenho clínico e eficiência económica.

Autarca
Uma empresa de capitais canadianos e israelitas prevê investir 16 milhões de euros em Campo Maior, no Alto Alentejo, numa...

“O projeto nasceu há nove meses e a empresa fez testes agrícolas nos terrenos e foram superados", disse Ricardo Pinheiro, indicando que "já foram realizadas várias reuniões com o Governo e que se aguarda o licenciamento" da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed).

Segundo o autarca, o projeto da empresa Sababa Portugal vai arrancar numa área de quatro hectares e prevê, nos próximos cinco anos, um investimento de 16 milhões de euros, devendo criar, numa primeira fase, 50 postos de trabalho.

Ricardo Pinheiro adiantou que o projeto será depois completado com a instalação de um centro de extração de óleo de canábis naquela vila do distrito de Portalegre, não estando ainda definido o montante que deverá implicar.

“Estamos a falar de uma transformação agroindustrial, embora o fabrico do medicamento possa não ficar em Campo Maior”, frisou.

Ricardo Pinheiro sublinhou que a empresa tem desenvolvido uma “intensa investigação”, ao longo dos últimos anos, e que conta com uma “grande experiência” no estudo e aplicação de canábis medicinal.

Com o avanço deste projeto em terras alentejanas, autarca considerou que o solo da região poderá ser no futuro “rentabilizado de uma forma totalmente diferente” do habitual, tornando-se numa "janela de oportunidade".

A utilização de medicamentos, preparações e substâncias à base de canábis foi aprovada pelo parlamento em 15 de junho, na sequência da apresentação de projetos de lei do Bloco de Esquerda e do partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN).

A lei foi depois promulgada pelo Presidente da República em 10 de julho.

O quadro legal para utilização de canábis na preparação de medicamentos foi aprovado no dia 13 deste mês em Conselho de Ministros.

O documento explica que a regulamentação teve por base os programas já existentes em países como Dinamarca, Holanda e Itália.

De acordo com o comunicado do Conselho de Ministros, o Governo aprovou um decreto-lei que “estabelece o quadro legal para a utilização de medicamentos, preparações e substâncias à base da planta da canábis para fins medicinais, nomeadamente a sua prescrição e a sua dispensa em farmácia”.

A regulamentação, acrescenta, foi baseada numa “análise pormenorizada dos Programas de Canábis Medicinal já existentes em outros Estados-membros da União Europeia, nomeadamente na Dinamarca, Holanda e Itália, bem como a avaliação da sua exequibilidade na realidade nacional”.

Mude a sua rotina
Qualquer momento é bom para alterar, repensar e melhorar o nosso estilo de vida, de forma a procurar

Depois dos excessos da quadra festiva, surge a necessidade de voltar a encontrar, ou descobrir, uma rotina mais saudável e equilibrada. É neste momento que se torna essencial pensar em adotar um estilo de vida mais saudável, em vez de procurar uma solução aparentemente rápida e milagrosa para perder os kilos aumentados depois das festas.

Estabeleça objetivos exequíveis, realistas e equilibrados
Não se proponha a alcançar os objetivos de outras pessoas. Trace os seus objetivos e adapte as suas metas às suas necessidades, à sua realidade, aos seus horários e ao seu ritmo. Foque-se no “como” e nas mudanças graduais que deverá adotar de forma a alcançar as suas metas.

Defina metas a curto, médio e longo prazo
Pequenas vitórias ajudam a manter a motivação mais elevada. Além disso, os hábitos não se mudam de um dia para o outro, a mudança deve ser gradual e consistente.

Procure diariamente fazer algo de bom por si, para a sua saúde física e mental
Lembre-se que a verdadeira razão desta mudança não deve ser um simples número na balança, mas sim a sensação de bem-estar e de estar a nutrir o corpo e a mente. Beba mais água, coma sopa de legumes, coma 3 peças de fruta por dia, coma mais peixe do que carne, faça exercício regularmente, relaxe, conviva à volta da mesa, partilhe receitas saudáveis.

Recupere o padrão alimentar da dieta mediterrânica
A Dieta Mediterrânica é caracterizada pela abundancia de alimentos de origem vegetal, como os cereais integrais (pão, massa, arroz), hortaliças, legumes, fruta fresca e frutos secos.  Os hortícolas e as frutas devem ser da época e de produção local.
O azeite é a principal fonte de gordura.
O pescado, aves, lacticínios e ovos devem ser consumidos com moderação

Crie condições que facilitem o seu dia-a-dia
Planifique as refeições para a semana e no supermercado siga uma lista de compras saudáveis

Reduza o consumo de açúcar adicionado, gordura saturada e trans e sal
Guarde os doces e sobrmesas para dias de festa. Substitua o açúcar por fruta da época, tâmaras, coco ralado, canela ou baunilha. Troque os sumos artificiais por sumos de fruta natural espremidos no momento, por infusões e chás caseiros, ou águas aromatizadas com limão, laranja, frutos vermelhos, hortelã ou canela. Faça da água a sua bebida de eleição. Reduza o consumo de alimentos ricos em gordura saturada e trans e reduza a gordura adicionada para temperar e cozinhar. Dê preferencia às gorduras de origem vegetal, nomeadamente ao azeite. Troque o sal por ervas aromáticas, especiarias, alho e cebola. Prefira alimentos frescos e pouco processados.

O nosso paladar tem a capacidade de se habituar a novos sabores e a diferentes intensidades, se a redução do consumo de açúcar e de sal for gradual, nem vai notar, e quando der por si vai se aperceber que alguns alimentos estão demasiadamente doces ou salgados.

Um corpo, um peso e uma mente saudável são consequência de um estilo de vida saudável.

Pense globalmente, no dia alimentar, num estilo de vida ativo e na pratica regular de exercício físico, no descanso e sono adequado e no convívio.

Coma melhor, não conte calorias!

Saiba mais em: https://amesacomcatarinaoliveira.wordpress.com/

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Austrália
Ao longo de 60 anos, James Harrison fez doações de sangue na Austrália quase todas as semanas. Com isto, já ajudou 2,4 milhões...

James Harrison possui um tipo de sangue raro, que produz um anticorpo capaz de prevenir a doença de Rhesus. Esta trata-se de uma patologia que pode causar a morte do bebé durante a gravidez ou após o parto, devido a anticorpos presentes no sangue da mulher que destroem as células de sangue do seu bebé.

Conhecido pela alcunha “Homem do Braço de Ouro”, Harrison doou sangue durante 60 anos, praticamente todas as semanas. Durante esse tempo, escreve o Observador, foram cerca de 2,4 milhões de bebés a quem salvou a vida. Agora, aos 81 anos, acaba de ultrapassar a data limite para doar sangue, tendo sido obrigado a “reformar-se” das doações.

Aos 14 anos, Harrison foi submetido a uma cirurgia, na qual foram feitas transfusões de sangue essenciais à sua sobrevivência. Terão sido estas trocas que deram origem ao anticorpo “salva-vidas” de Harrison. E porque as transfusões lhe salvaram a vida, Harrison quis fazer o mesmo. A partir do momento em que o seu tipo de sangue “mágico” foi descoberto, cientistas australianos passaram a fabricar uma vacina administrada em grávidas ou em recém-nascidos como forma de prevenção da doença de Rhesus.

Cada bolsa de sangue é preciosa, mas o sangue de James é particularmente extraordinário. O seu sangue é usado sob a forma de uma medicação salva-vidas, dada às mães cujo sangue põe em risco os seus fetos. E mais de 17% das mulheres na Austrália estão em risco, por isso James já ajudou a salvar muitas vidas”, disse Jemma Falkenmire, da Cruz Vermelha Australiana, à CNN.

Jemma Falkenmire acrescentou que a Austrália foi um dos primeiros países a descobrir um dador de sangue com este anticorpo, facto que considera revolucionário. Agora, Harrison é visto como um herói nacional, tendo já recebido inúmeros prémios pela sua generosidade, incluindo a Medalha da Ordem da Austrália — uma das mais prestigiadas honras do país. Confessa que este seja talvez o seu único talento e apela a que outros com este tipo raro de sangue se cheguem à frente e o façam com a mesma boa vontade que ele fez.

Espanha
Pais de jovem de 23 anos queriam que a Justiça obrigasse a equipa médica a injetar no filho vitamina C e três preparados...

Uma família espanhola foi proibida por um tribunal de Madrid de usar uma terapia de homeopatia no filho de 23 anos que está em coma induzido desde quarta-feira, depois de uma paragem cardíaca durante uma operação a uma apendicite num hospital da capital de Espanha. Além de acusarem de negligência a anestesista, escreve o Diário de Notícias, os pais do jovem queriam que a Justiça obrigasse a equipa médica a injetar no seu filho vitamina C e três preparados homeopáticos, mas a responsável pelo Juízo de Instrução nº 35 de Madrid decidiu em sentido contrário.

Segundo a magistrada María del Sagrario Herrero, encarregue de julgar o caso, o tratamento pedido pela família do jovem Francisco José C. R "tem um caráter paliativo que de forma alguma poderá melhorar a situação do paciente ou reverterá o coma em que se encontra". A decisão da juíza, a que o El País teve acesso, foi tomada depois de ouvidos os médicos do hospital da Fundação Jiménez Díaz, onde Francisco José foi operado, e o especialista forense do tribunal. Os pais do jovem ainda estão a ponderar recorrer da sentença mas, ainda segundo o El País, já decidiram que querem transferir o filho para um hospital da sua cidade natal, Albacete.

No pedido que apresentou ao tribunal, o pai de Francisco José acusa a anestesista de negligência "ao não colocar corretamente o tubo de respiração no filho" durante uma cirurgia a uma apendicite. O jovem sofreu um edema pulmonar quando o tubo foi retirado e esteve em paragem respiratória durante 15 minutos, ao fim dos quais foi reanimado pela equipa médica e voltou aos cuidados intensivos. Mas depois de exames posteriores, que não registaram reações a estímulos, o jovem foi colocado em coma induzido. Segundo o seu pai, "os médicos disseram que nada podiam fazer pela sua vida e deram-lhe poucas horas de vida". O que levou a família a avançar com o pedido para que fosse administrada uma terapia homeopática "que já teve grandes resultados em França".

Uma terapia à base de aplicação intravenosa de vitamina C e de compostos com Centrum (um suplemento vitamínico), Apis Homaccord (também acessível em Portugal e usado "em edemas, eczema pustuloso, irritabilidade cerebral") e Lymphomyosot (segundo sites de homeopatia, "utilizado em linfatismo - tendência de hipertrofia dos órgãos linfáticos, tendência à formação de edemas e predisposição ao aparecimento de doenças infecciosas").

Mas se a juíza dá razão aos médicos, que se recusaram a avançar com este pedido da família, deixa a porta entreaberta a um possível processo por negligência, se a família considerar que houve "procedimentos imprudentes durante a operação realizada à apendicite".

Instituto de Administração da Saúde
O Instituto de Administração da Saúde confirmou ontem que há três casos de sarampo na Madeira, admitindo que se trata de um surto.

"Foram confirmados laboratorialmente três casos de sarampo na Região Autónoma da Madeira com ligação epidemiológica entre si, confirmando-se a existência de um surto", refere o Instituto de Administração da Saúde (IASAÚDE) em comunicado.

Segundo este organismo, tratam-se de três adultos, dois do sexo feminino e um do sexo masculino, que apresentaram uma evolução benigna da doença e que tiveram alta hospitalar.

"Num dos casos confirmados está em investigação a ligação epidemiológica com os surtos em curso na região de Lisboa e Vale do Tejo", adianta o organismo, salientando que "a Autoridade Regional de Saúde está a investigar e a acompanhar a situação de acordo com o previsto no Programa Nacional da Eliminação do Sarampo".

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