No Porto
A administração do Centro Hospitalar de São João, no Porto, pediu à Associação O Joãozinho para devolver a parcela de um imóvel...

Numa carta, datada de 05 de dezembro e assinada pelo presidente do Conselho de Administração, António Oliveira e Silva, o centro hospitalar pede a devolução da parcela cedida através de um acordo de cooperação, dado já estar “esgotado o prazo de três anos pelo qual foi cedida a utilização da mesma”.

Em resposta, o presidente da Associação O Joãozinho, Pedro Arroja, demonstrou a sua “total disponibilidade” para receber António Oliveira e Silva e abordar o assunto.

“Serve a presente [carta] para o informar da minha total disponibilidade para, à sua conveniência, o receber para tratarmos do assunto a que se refere a sua carta de 05 do corrente e assuntos conexos”, refere a carta, a que a Lusa teve igualmente acesso.

Através de um acordo de cooperação celebrado em julho de 2015, o hospital cedeu a “utilização de uma parcela de um imóvel nas suas instalações” à Associação Joãozinho para viabilizar o arranque da empreitada, que o Tribunal de Contas considerou não estar sujeita a visto prévio.

O acordo firmado refere que a "recuperação/remodelação da ala pediátrica será financiada no âmbito de investimentos sociais, nomeadamente através da angariação de donativos, de modo a permitir acolher, em condições de dignidade, as crianças doentes, os familiares que as acompanham e os profissionais que lá trabalham".

A empreitada "será inteiramente paga por contribuições mecenáticas que a associação conseguir angariar", lê-se ainda.

Em 2016, cerca de um ano depois de ter começado, a obra parou, depois de o centro hospitalar defender que a mesma só seria possível com investimento público devido ao “desfasamento entre as verbas angariadas [pela associação] e o orçamento total da obra”.

Noutra carta, de julho de 2018, a associação pedia à administração do São João para cumprir o “acordo tripartido” com o centro hospitalar, o Joãozinho e o consórcio Lúcios-Somague e desimpedir o espaço ocupado pelo Serviço de Imuno-hemoterapia para prosseguirem com os trabalhos da ala pediátrica.

No passado dia 27 de novembro, o parlamento aprovou por unanimidade a proposta de alteração do PS ao Orçamento do Estado para 2019 (OE2019) que prevê a possibilidade de recurso ao ajuste direto para a construção do centro pediátrico.

Posteriormente, o diretor clínico do hospital mostrou-se “muito satisfeito” pela decisão, prevendo que as obras arranquem já em 2019 e estejam concluídas em 2021.

Na altura, o presidente da Associação O Joãozinho, que tem a titularidade da obra da ala pediátrica, mostrou “total disponibilidade” para a ceder caso o Governo consiga fazer a empreitada por ajuste direto.

“Não colocará [a associação] entrave, porque o que queremos é que a obra seja feita, quer pela associação, quer pelo Governo, quer pelos dois, por isso, não haverá nenhum entrave. Estou à espera de ser contactado pelo Governo ou pela administração do centro hospitalar para termos uma reunião de trabalho”, afirmou Pedro Arroja.

Estudo
Cerca de 70% das equipas de cuidados paliativos têm um programa de apoio ao luto, mas apenas uma minoria realiza todas as...

O estudo pretendeu identificar a existência destes programas nas equipas, verificar se as ações do programa estão protocoladas ou formalmente definidas e caracterizar o tipo de atividades que são desenvolvidas: carta de condolências, visita ao domicílio, consulta, chamada telefónica, consulta de seguimento ou outra.

As conclusões do estudo apontam que “a grande maioria das equipas de cuidados paliativos se preocupa com o acompanhamento da família/cuidadores na fase de luto, e fá-lo até ao primeiro mês após a morte do doente”.

Do total 103 equipas de cuidados paliativos (públicos e privados) existentes a 31 de dezembro de 2017, 76 (73,7%) responderem ao inquérito do Observatório Português dos Cuidados Paliativos (OPCP) - Instituto de Ciências da Saúde (ICS) da Universidade Católica.

A maioria (53) das equipas desenvolve um programa de acompanhamento no luto, mas 23 não o fazem, sendo “um número significativo”, refere o estudo.

Das que o referem ter programa de apoio ao luto, apenas 60,5% assumem ter um programa protocolado ou formalmente definido, enquanto 15 equipas (19,7%) não têm um protocolo formal e um número idêntico afirma ‘não sabe ou não se aplica’.

Das várias ações/atividades propostas pela maioria das recomendações e protocolos de atuação no acompanhamento e apoio ao luto, o estudo questionou as equipas sobre carta de condolências, visita ao domicílio, consulta, chamada telefónica e/ou consulta de follow-up, tendo algumas acrescentado outras ações como conferência familiar, consulta de grupo ou envio de SMS.

Segundo o estudo, os profissionais que mais se envolvem nestas atividades são os enfermeiros e os psicólogos, embora os outros profissionais como médicos, assistentes sociais e assistentes espirituais também participem, embora mais ocasionalmente.

Das equipas com programa de apoio no luto e protocolo formal, apenas seis (7,9%) realizam todas as atividades preconizadas.

A chamada telefónica é a mais frequentemente adotada (84,2%), seguida da consulta de seguimento (57,9%) e da consulta (psicologia) (56,6%). Cada equipa adota, em geral, duas a três destas modalidades.

As equipas que referem não ter programa de apoio no luto e sem protocolo formal, ainda assim praticam algumas atividades isoladas, como carta de condolências e/ou visitas.

O estudo revela ainda que mais de metade das equipas (69,7%) não tem um plano interno de prevenção de 'burnout' dos seus profissionais, mas têm um plano de formação contínua (68,4%).

Observatório
A casa é o local preferido pelos doentes para morrer, mas apenas metade vê concretizado o seu desejo, revela o Relatório de...

A amostra do inquérito do Observatório Português dos Cuidados Paliativos (OPCP) - Instituto de Ciências da Saúde (ICS) da Universidade Católica foi constituída por 376 doentes que receberam cuidados paliativos, com uma média de idade de 73 anos para um intervalo entre 28 e 95 anos. A grande maioria tinha cuidador.

Entre os 259 doentes cuja preferência foi reportada, 68,7% (178) preferiram morrer em casa (própria ou de um familiar ou amigo), 16,6% (43) numa Unidade de Cuidados Paliativos (UCP), 3,1% (8) num hospital ou unidade que não fosse UCP e 1.1% (3) num lar ou residência. Cerca de 10% (27) referiu que não sabia ou preferia não responder.

Dos 188 doentes com local de morte identificado, 54,3% (102) morreu numa UCP, 22,9% (43) num hospital ou unidade que não fosse UCP, 22,3% (42) em casa e 0,5% (1) num lar ou residência

Analisando dados de 107 doentes cujo local de morte desejado e local de ocorrência da morte eram conhecidos, o estudo concluiu que 26,3% (15) dos que preferiram morrer em casa própria, 54.5% (6) dos que preferiam morrer em casa de um familiar ou amigo, 97.1% (34) dos que desejavam morrer numa UCP e 100% (1) dos que desejavam morrer num lar ou residência conseguiram concretizar a sua preferência.

Tendo em conta o objetivo, os investigadores concluíram que, “apesar do local de morte preferido ter sido maioritariamente o domicílio, o local de ocorrência da morte foi mais frequentemente uma instituição (principalmente a UCP)”.

Desta forma, a concordância obtida foi apenas ligeiramente acima dos 50%. “A preferência pela UCP como local de morte atuou como fator facilitador da congruência, enquanto a preferência pelo domicílio atuou em sentido contrário”, salientam.

Em Portugal, a predominância da morte em ambiente hospitalar veio a afirmar-se de forma gradual e constante no decurso dos últimos decénios.

Em 1984, 60% dos óbitos aconteceram em casa, percentagem que caiu para 20,9% em 2008, verificando-se assim “uma inversão de proporções entre a morte caseira e a morte hospitalar”.

Em Portugal, apurou-se que morrer no local que se deseja é considerado a primeira ou a segunda prioridade em 59% das pessoas, comparando com o acesso à informação clínica e com a escolha de quem toma as decisões sobre os cuidados no final da vida, refere o observatório.

O hospital tem sido o local de morte apontado como mais frequente na maioria dos estudos.

O estudo recomenda a sensibilização das equipas de cuidados paliativos para o tema do local de morte, avaliando de forma sistemática as preferências dos doentes e familiares, e “aumentar e melhorar recursos para acompanhamento dos doentes que desejam morrer no domicílio, de forma a que esta preferência não atue de forma negativa na congruência”.

Recomenda ainda a realização de outros estudos mais alargados de forma a comprovar ou não a distribuição das preferências dos doentes em Portugal, e um maior investimento no desenvolvimento de planos que atendam aos requisitos do envelhecimento da população, que garantam “melhores cuidados aos doentes em fim de vida e aos seus familiares, independentemente do local preferido para morrer e do diagnóstico”.

Serviço Nacional de Saúde
A Ordem dos Enfermeiros decidiu abandonar a Convenção Nacional de Saúde por considerar que o seu propósito já foi cumprido e...

Em comunicado divulgado hoje, a Ordem dos Enfermeiros entende que o diagnóstico sobre o Serviço Nacional de Saúde “está feito” e que têm sido apresentadas “inúmeras propostas ao Governo e ao poder político”.

A Convenção Nacional de Saúde, constituída por dezenas de entidades, foi criada este ano e promoveu uma conferência que pretendeu estabelecer uma agenda para o setor da saúde na próxima década. As conclusões da Convenção vão ser entregues esta semana ao Presidente da República.

“Neste momento, consideramos a situação do SNS demasiado grave, nomeadamente a greve cirúrgica dos Enfermeiros, para continuarmos em iniciativas que denominamos de “Portugal sentado”. A hora é mais de agir porque a reflexão está feita. Não é altura de continuarmos preocupados em encontrar altos comissários que digam junto do senhor Presidente da República o que estamos todos fartos de repetir”, refere a Ordem dos Enfermeiros, no comunicado hoje divulgado.

A Ordem considera que “a iniciativa de indicar um alto comissário para a convenção, quando já existe um ‘chairman’ e um porta-voz, é continuar a partidarizar uma discussão que tem de ser livre e fora da caixa”.

Segundo o jornal Público de sábado, uma delegação constituída por bastonários da área da saúde, o alto-comissário e o presidente da comissão organizadora da Convenção Nacional da Saúde - Manuel Pizarro e Eurico Castro Alves, respetivamente - vai reunir-se no início desta semana com o Presidente da República.

Assim, a Ordem dos Enfermeiros pediu para ser retirada da iniciativa, não estando presente nem representada na audiência com Marcelo Rebelo de Sousa.

Doença de Alzheimer
Reabilitar, Prevenir, Desmistificar são as palavras-chave utilizadas pela recém-criada Associação Reabilitar Alzheimer que está...

Esta Associação intervém de forma a dar uma resposta centrada nas necessidades da pessoa doente e dos seus cuidadores, com total respeito pela individualidade. A avaliação das necessidades da pessoa é muito importante no desenvolvimento de um plano de intervenção pela nossa equipa multidisciplinar, de forma a perceber-se e identificar as alterações funcionais para podermos definir a intervenção e a intensidade que deve ser colocada durante os tratamentos.

Os anos de experiência dos elementos que constituem o núcleo duro da Associação, uma equipa multidisciplinar que trabalha em áreas como a reabilitação psicomotora, psicologia, ciências da educação, gerontologia e animação social, levaram à criação deste projeto e à abertura de um espaço para receberem quem procura os seus serviços.

A equipa trabalha numa perspetiva de tentar prevenir a doença e os seus efeitos a médio e longo prazo, com um "método muito próprio'', cujo "enfoque está apenas na pessoa e no seu bem­ estar", revela Tiago Jorge, um dos colaboradores. ''Aqui focamo-nos nas pessoas e não na doença, através de um trabalho sério, humanizado e realizado da forma mais natural possível'', sublinha.

Um dos técnicos frisa que "trabalhar com eles terapeuticamente as suas limitações associadas às capacidades cognitivas dos mesmos através de pequenos grupos ou individualmente, prestando também serviços a outras instituições", que necessitem de ajuda nesta área. Esta equipa refere que "não trabalhamos com exercícios padronizados, nós próprios criamos os nossos exercícios, tentando sempre encontrar o ponto de estimulação de cada pessoa em cada exercício, indo também ao encontro dos gostos dos doentes, para que a motivação seja ainda maior e fazendo com que adiram de forma quase inconsciente'', explica Carolina Anjos, uma das técnicas do grupo. Assim, no espaço da Reabilitar' Alzheimer é possível encontrar as respostas terapêuticas de reabilitação neuropsicológica (quer cm grupo como individualmente); reabilitação psicomotora; consulta do cuidador; arteterapia; musicoterapia; relaxamento terapêutico; terapias no domicílio e no exterior; bem como apoio a entidades com pessoas com a doença de Alzheimer. "O que procuramos é realizar com elas fazer um trabalho preventiva e reabilitativo", sublinha Tiago Jorge, garantindo que, para esta equipa é preferível "ter sucesso com poucas pessoas, do que ter um grupo muito grande e não conseguir ajudar cada elemento". Da experiência que vão tendo, os técnicos admitem que, embora não se consiga parar a doença, há possibilidades de abrandá-la, quer a nível cognitivo como também físico, já que trabalham "a pessoa como um todo", salienta Henrique Caetano.

Há casos de pessoas que acompanham há vários anos e nos quais notam "uma evolução mais lenta da doença. ''Nós somos prolongadores da autonomia destas pessoas e que este acompanhamento seja feito de uma forma mais personalizada", nota a equipa.

A Associação trabalha, também, com as famílias e cuidadores, no sentido de lhes dar ferramentas, e, até, prepará-los para se tomarem "em mais um técnico", mostrando-lhes "como devem ser encaradas estas terapias e de como devem ser recebidas". Ali, os familiares encontram verdadeiros "amigos", que ajudam noutras vertentes como o encaminhamento para médicos especialistas, centros de dia e, em última análise, para lares residenciais. "O apoio que damos não é só terapêutico mas também preparamos a pessoa (e as famílias) para que esta tenha armas para combater a doença", conclui a equipa. A Associação está disponível através dos contactos tele­ fónicos 915541017/915540994; na Internet em www.reabilitaralzheimer.pt, no Facebook e pelo e-mail reabilitaralzheimer@gmail. com ou no próprio espaço, na rua Canos dos Amores, na Urbanização da Quinta das Lágrimas, loja 2, sector A, Coimbra, funcionando durante todo o dia.

Comissão Nacional de Saúde Materna
O presidente da Comissão Nacional de Saúde Materna sugere a criação de um Observatório da Criança que promova estudos sobre...

Gonçalo Cordeiro Ferreira, presidente da Comissão Nacional da Saúde Materna, da Criança e do Adolescente, propõe um Observatório da Criança “que centralize os dados recolhidos pelas várias entidades governamentais, investigadores universitários e redes internacionais”.

No preâmbulo do relatório “Saúde Infantil e Juvenil – Portugal 2018” da Direção-geral da Saúde, o pediatra Gonçalo Cordeiro Ferreira considera que esse Observatório poderia promover estudos para a recolha sistematizada de outros parâmetros em relação aos quais Portugal ainda não tem dados ou tem dados muito parciais.

O especialista sugere que se promova estudos para a recolha de dados sobre as horas de sono pelos vários escalões etários, sobre a altura média ao fim da adolescência e sobre a idade da menarca.

Propõe também como temas a estudar o consumo de antibióticos em ambulatório na infância e adolescência, a taxa de cáries em dentes de leite, o tabagismo passivo, a idade média de ida para creche ou jardim de infância e a percentagem de crianças em seguimento por doença crónica, incluindo doença mental.

Sobre a saúde mental, as conclusões do relatório da DGS referem precisamente que há escassez de dados epidemiológicos.

Ainda assim, o documento sublinha que se tem assistido em Portugal a “um aumento generalizado da procura de serviços especializados de saúde mental da infância e adolescência, quer a nível da consulta de ambulatório, quer ao nível do serviço de urgência, bem como a um aumento da gravidade dos quadros clínicos”.

“A escassez de dados epidemiológicos, sustentados em estudos científicos, impede o desenvolvimento de respostas específicas mais adequadas à realidade nacional, algo que só poderá ser ultrapassado através da realização de um estudo epidemiológico nesta área”, acrescenta o relatório “Saúde Infantil e Juvenil – Portugal 2018”.

Relatório
A percentagem de cesarianas realizadas nos hospitais privados é mais do dobro da registada nos públicos, sendo necessária uma...

No relatório “Saúde Infantil e Juvenil – Portugal 2018”, a Direção-Geral da Saúde (DGS) aponta para uma ligeira redução da proporção global de partos por cesariana, mas ainda assim que colocam o país acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde.

Portugal passou de uma taxa de 35,6% de cesarianas em 2013 para 33% em 2016. Contudo, nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde a taxa de cesarianas está abaixo dos 30%, situando-se, em 2016, nos 27,6%.

Aliás, a taxa de cesarianas nos hospitais do SNS tem vindo a ter uma redução ligeira, mas permanente de 2013 a 2016.

Nos hospitais privados, a taxa de cesarianas era de 65,5% em 2016, ano em que as unidades privadas realizaram quase 12.500 dos mais de 85 mil partos em Portugal.

“Apesar de os partos por cesariana terem registado uma tendência decrescente, a percentagem de cesarianas é ainda elevada e importa referir que é significativamente mais elevada nas maternidades privadas, constatando-se espaço para melhoria e necessidade de reflexão acerca da referida assimetria”, conclui a Direção-geral da Saúde.

O documento, divulgado no site da DGS, recorda que "as cesarianas clinicamente desnecessárias são motivo de preocupação médica e económica".

O relatório sobre a saúde infantil e juvenil debruça-se ainda sobre o aleitamento materno, registando tendência de melhorias quanto à amamentação exclusiva aos seis meses de vida do bebé.

Contudo, a DGS reconhece que é necessária “especial atenção” para garantir “sustentabilidade desta tendência de melhoria”.

Estudo
Uma nova tecnologia baseada numa molécula orgânica natural, que impede a formação de placa bacteriana e de outras patologias...

Uma equipa multidisciplinar das faculdades de Ciências e Tecnologia (FCTUC) e de Medicina (FMUC) da Universidade de Coimbra (UC) “desenvolveu uma nova tecnologia, baseada numa molécula orgânica natural, que impede a formação de placa bacteriana”, que é “a principal responsável pelo surgimento de cárie e de outras patologias dentárias”, afirma a FCTUC.

O novo método, denominada ‘biolocker’, deverá chegar ao mercado “dentro de dois anos” e isso “representará uma mudança de paradigma na higiene oral, prevenindo a formação precoce da placa bacteriana, sem efeitos antimicrobianos, ao contrário das soluções de cuidados orais clássicas”, sublinha a FCTUC.

Os tradicionais antisséticos são de largo espectro e, por isso, recorrem a “uma estratégia de “terra queimada”, eliminando as boas e as más bactérias, o que pode danificar a flora oral residente, que é extremamente benéfica para a saúde geral do organismo”.

A grande inovação desta tecnologia “anti-placa”, em processo de registo de patente internacional, “está na capacidade de bloquear as principais interações bacterianas que ocorrem após a ingestão de alimentos, ou seja, impossibilita a ação das bactérias que lideram o processo de formação da placa bacteriana, as designadas colonizadoras iniciais”, afirmam, citados pela FCTUC, os investigadores Daniel Abegão, Filipe Antunes e Sérgio Matos.

“Como estas bactérias (género streptococcus) funcionam como alicerce, ao retirar a âncora impedimos que todas as bactérias a jusante se possam fixar”, sublinham os dois especialistas.

Pode dizer-se que a tecnologia desenvolvida pelos investigadores da UC funciona como uma espécie de revestimento antiaderente, impedindo que as bactérias se agarrem ao esmalte dentário e formem a placa bacteriana, explicita a FCTUC.

Este novo método “garante proteção por muito mais tempo, durante todo o dia, complementando a eficácia da escovagem, suplantando as limitações dos atuais produtos de higiene oral”, destacam ainda os especialistas das faculdades de Ciências e de Medicina de Coimbra.

Em termos de saúde oral, ou mesmo numa perspetiva de política de saúde pública, salienta Sérgio Matos, médico dentista e professor da FMUC, a grande mais-valia da ‘biolocker’ é a contribuição extraordinária para a prevenção de problemas dentários “permitindo que, através de uma tecnologia massificada e barata, a população passe a ter acesso a uma melhor higiene oral”.

“Em Portugal, a saúde oral é maioritariamente proporcionada por cuidados privados e, consequentemente, muito onerosos. A maneira mais eficaz de podermos combater todas as patologias da cavidade oral é através da prevenção, reduzindo custos com tratamentos”, observa Sérgio Matos.

Tendo em conta que a “cárie e as doenças gengivais são as patologias infecciosas mais prevalentes no mundo, o desenvolvimento de ferramentas preventivas é essencial”, reforça o investigador.

Outra vantagem desta abordagem, cujo princípio de ação já foi testado e validado, é a sua versatilidade, podendo “ser incorporada em pastas dentífricas, elixires, fio dental ou até pastilhas elásticas”, assinalam Daniel Abegão e Filipe Antunes.

O projeto teve a colaboração do I3S (Instituto de Investigação e Inovação em Saúde) da Universidade do Porto e foi o único vencedor português da terceira edição do Programa Caixa Impulse, no valor de 70 mil euros.

Especialista descreve os seis pilares da Felicidade
O que é a Felicidade? É possível sermos felizes para sempre?

“Feliz para sempre”, o título da sua primeira obra, pode levar a crer que é possível sermos ou sentirmo-nos felizes o tempo todo… é mesmo assim?

Sim, claro. Se ativarmos os 6 pilares da felicidade, que estão descritos no livro, acredito que seja possível sermos felizes para sempre. Não podemos confundir felicidade com conforto ou diversão. A felicidade é atingida quando somos saudáveis, quando estamos bem connosco próprios, quando temos um propósito de vida e percebemos o nosso caminho, quando nos amamos a nós próprios e conseguimos comunicar com o mundo que nos rodeia. 

Na sua opinião, e partindo da sua experiência, o que é a Felicidade? E embora se admita que a felicidade possa não ser permanente, como podemos mudar o nosso nível de felicidade? Que “maus” hábitos devemos deixar?

A felicidade é um estado de quem se sente bem, em paz interior e com vontade de viver cada segundo da sua vida, mesmo sabendo que haverá momentos de dor. O segredo para sermos felizes é saber que esses momentos existem, mas que não podem afetar o nosso propósito de vida. Se mantivermos um estado de paz interior e tivermos bem definido os nossos objetivos de vida, esses momentos negativos serão apenas degraus para subirmos a escada da vida.

A genética poderá condicionar o sentimento de felicidade? Haverá pessoas que, por mais que tentem, não conseguem ser felizes…

(risos) A genética não pode condicionar o sentimento de felicidade. Ser feliz depende exclusivamente de nós próprios. A felicidade parte de nós, depende da forma como pensamos, sentimos ou agimos. Não devemos atribuir a culpa da infelicidade à genética, aos amigos, ao trabalho ou até ao sistema. Temos de ser capazes de otimizar as nossas ferramentas internas (todos nós as temos) para saber lidar com as adversidades da vida. Existem pessoas que não sabem gerir tão bem essas ferramentas, mas com ajuda profissional, conseguem. A Psicoterapia é uma ajuda essencial. Ao longo destes 10 anos ligado à Psicoterapia, eu e a minha equipa ajudámos mais de 9 mil pessoas a serem felizes. 

E o aspeto cultural, que peso tem na construção do nosso conceito de felicidade? Não podemos esquecer que, desde cedo, somos «bombardeados» com aquilo que esperam de nós e somos motivados, desde tenra idade, a «ter»… 

No meu entender a única questão cultural, que tem algum peso e que tem de ser desmistificada é o facto de nos ensinarem, desde a infância, que ninguém pode ser feliz para sempre. Esse é um mito que temos de quebrar. Temos de passar às gerações futuras, que sim, é possível ser feliz, hoje e sempre. E mais uma vez, reforço, o foco está em nós. Somos nós que definimos os nossos objetivos e traçamos as nossas expectativas, não são os outros.

Neste sentido, por que estamos sempre tão insatisfeitos? Na sua obra, refere que há um padrão para a infelicidade…

Justamente porque ainda não perceberam o verdadeiro conceito de felicidade. As pessoas que se sentem infelizes ainda não ressignificaram o conceito de felicidade. Ao longo da minha atividade como Psicoterapeuta, percebi que apenas algumas dezenas de fatores eram responsáveis pela maior parte dos estados de infelicidade. Por isso, na minha obra defino o padrão de infelicidade como um conjunto de fatores que nos perturbam e explico de que forma podemos quebrar esse mesmo padrão e sermos felizes para sempre.

Quais são então os pilares para construir a felicidade permanente de que fala no seu livro?

São seis os pilares que sustentam a felicidade permanente e no livro são descritos por ordem hierárquica: saúde física, paz interior, objetivos, caminho, amor-próprio e comunicação.

De uma forma resumida, podemos dizer que somos felizes para sempre quando num estado de saúde física, nos sentimos em paz interior, tendo definido um propósito de vida e compreendendo o caminho a percorrer, sem nunca esquecermos da importância de nos amarmos a nós próprios e nos relacionarmos com os outros.


“Num estado de felicidade permanente damos menos importância às emoções negativas e às experiências perturbadoras, como se estivéssemos protegidos, envoltos num escudo protetor.”

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Ordem dos Médicos
O presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, criticou hoje que as pessoas do interior não...

O dirigente disse que "estes portugueses, que infelizmente são classificados de segunda, quando se trata do acesso à saúde não têm as mesmas oportunidades do que um doente do litoral".

"Por mais que se tente dar a volta, por mais que se fale em vias de comunicação, com vias mais modernas a ligar o interior, a verdade é que não é a mesma coisa", acrescentou Carlos Cortes, destacando a maior dificuldade na contratação de profissionais.

O presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM) esperava que, perante estas dificuldades, o Ministério da Saúde "tivesse maior atenção para quem está a ter dificuldades, mas não, o que é algo absolutamente surpreendente".

"Muitas vezes parece que há não só um esquecimento, mas quase que uma ignorância sobre os problemas que atravessam estes hospitais. E muitas vezes é difícil e custa ver a forma como o Hospital da Guarda e da Covilhã são esquecidos pela tutela", salientou.

Carlos Cortes denunciou que "não há uma discriminação positiva, quando ela deveria existir", e deu o exemplo "paradigmático" do serviço de ortopedia do Hospital da Guarda, "onde os doentes, quando têm um trauma, muitas vezes não têm hipóteses de ser tratados porque há muitos turnos sem ortopedista".

No mesmo hospital, acrescentou, o Serviço de Cardiologia está em risco de fechar.

"O distrito da Guarda vai ficar sem Serviço de Cardiologia. Estamos a falar de coisas básicas, para atender as necessidades em saúde mais comuns", enfatizou.

O dirigente deu também o exemplo da unidade de fertilidade "altamente diferenciada" do Hospital da Covilhã, que "tem imensas dificuldades em poder fazer o seu trabalho, porque simplesmente não há profissionais".

"E nunca vi, concretamente, o Ministério da Saúde a preocupar-se em resolver estas situações", afirmou.

Neste momento, segundo Carlos Cortes, os doentes da "Guarda, Covilhã e Castelo Branco - este distrito numa dimensão menos grave - sofrem e vão continuar a sofrer porque não têm condições de acesso para poderem tratar os seus problemas".

O presidente da SRCOM frisou que "nem todo o país é Lisboa, Porto e Coimbra, sobretudo Lisboa e Porto” e admitiu que “há um país muito carenciado, onde a saúde muitas vezes não só ainda não chegou, como infelizmente está a ir embora".

"Temo muito por estas populações, por isso tenho tido uma intervenção muito grande nessas zonas do interior, porque tenho receio de que a muito curto prazo deixem de ter valências absolutamente essenciais", referiu.

Carlos Cortes apelou ao poder político para "deixar de ser passivo nesta questão do interior, para que a interioridade não seja só uma questão de retórica política”. No seu entender, “é isso que me parece".

O dirigente criticou ainda a tutela por não criar "condições nem verdadeiros incentivos" para que os médicos se fixem no interior, revelando que a Ordem dos Médicos nunca foi chamada pelo ministério para, em conjunto, "tentarem resolver esse problema".

Sobre a abertura de vagas médicas para o interior, Carlos Cortes explicou que, paralelamente, abrem vagas para a contratação dos mesmos especialistas no litoral "e nos hospitais onde os médicos fizeram a sua formação".

"A não ser que, por exemplo, tenha a vida toda feita em Castelo Branco, se abrisse uma vaga para a minha especialidade em Coimbra ou em Castelo Branco eu ia escolher Coimbra porque tinha sido onde tinha feito a minha formação", disse.

Segundo o presidente da SRCOM, é isto que acontece e depois os governantes "queixam-se de que afinal os médicos não escolhem o interior".

Infarmed
A Autoridade Nacional do Medicamento determinou a retirada do mercado de vários lotes de medicamentos contendo a substância...

Numa nota hoje disponível na página da Internet, o Infarmed determina a suspensão imediata da comercialização de vários lotes de medicamentos produzidos com a substância ativa Valsartan pelos laboratórios Mylan e AIM Teva "na sequência da deteção de valores de impurezas de NDEA (N-nitrosodimetilamina) fora do limite admissível".

O Infarmed recomenda aos doentes que estejam na posse daqueles lotes de medicamento que solicitem a sua substituição por um lote de medicamento não afetado nos locais onde foram adquiridos, mesmo que as embalagens já tenham sido utilizadas.

“As entidades que possuam embalagens pertencentes a estes lotes em stock não as podem vender, dispensar ou administrar, devendo proceder à sua devolução”, esclarece o infarmed na nota.

A Autoridade do Medicamento esclarece ainda que existem outros medicamentos contendo valsartan, isolado ou em associação, que não foram recolhidos, bem como outros medicamentos disponíveis, para as mesmas indicações, e que constituem alternativas terapêuticas.

Em julho passado, o Infarmed tinha anunciado a suspensão imediata da comercialização de lotes de medicamentos com a substância ativa valsartan, produzidos pelo fabricante chinês Zhejiang Huahai Pharmaceuticals por ter sido identificada uma impureza.

Human Rights Watch
A Administração Trump e o Congresso norte-americano colocaram em perigo a saúde pública ao reverter legislação sobre os riscos...

Num relatório de 88 páginas, intitulado “A Mina de Carvão à Nossa Porta: Como a Desregulamentação da Remoção de Cumes Montanhosos pelo Governo dos Estados Unidos Ameaça a Saúde Pública”, a organização não-governamental Human Rights Watch (HRW) sustenta que o Congresso falhou na redução dos riscos para a saúde associados a esta forma de exploração do carvão quando votou a favor da retirada de um modesto regulamento destinado a proteger os cursos de água da poluição mineira.

Segundo a HRW, ao reverter este regulamento, “o Congresso tornou mais fácil à indústria do carvão destruir montanhas e enterrar o entulho em riachos, sem monitorizar ou lidar com os impactos ambientais, ao confiar num estudo pouco fidedigno financiado pela indústria e que não foi sujeito à avaliação dos seus pares”.

Além disso, prossegue a organização de defesa dos direitos humanos, a Administração Trump “retirou abruptamente o financiamento a um estudo que poderia ter comprovado a opinião generalizada sobre as consequências para a saúde dessa prática, num aparentemente deliberado esforço para impedir que informação importante sobre os riscos para a saúde das operações de mineração de superfície fosse divulgada”.

“A Administração Trump e o Congresso orgulhosamente livraram o país de um regulamento e um estudo que afirmavam custariam empregos no setor do carvão”, declarou a investigadora nas áreas de negócios e direitos humanos da HRW Sarah Saadoun, citada em comunicado.

“Mas aquilo que realmente fizeram foi, de forma imprudente, pôr em perigo a saúde das pessoas de algumas das mais pobres e insalubres comunidades da América”, defendeu.

A mineração de remoção de cumes montanhosos envolve a destruição de até 122 metros verticais de uma montanha com explosivos para explorar os veios de carvão existentes no seu interior.

A enorme quantidade de resíduos de rocha é despejada em vales, formando “vales-aterro” com dimensões como 305 metros de largura por 1.609 metros de comprimento.

As explosões e os vales-aterro geram poluição do ar e da água que, se não for regulamentada, pode pôr em perigo a saúde das pessoas que residem em vales próximos, conhecidos como vales ocos, muitas das quais dependem da indústria do carvão para subsistir.

No relatório, a HRW relata visitas às casas de sete famílias situadas perto de uma mina de remoção montanhosa em Coal Mountain, no condado de Wyoming, na Virgínia Ocidental, cujos poços passaram a ter água cinzenta ou alaranjada a cheirar a ovos podres, o que pode indicar poluição da terra ou da superfície relacionada com a atividade mineira.

Análises feitas aos seus poços, bem como aos pertencentes a muitas outras famílias residentes perto da mina que pensam que a sua água perdeu qualidade significativa desde o início da exploração mineira, revelaram níveis elevados de ferro e manganésio e, em alguns casos, arsénico e chumbo.

Desde 2009, investigadores de saúde pública da Universidade da Virgínia Ocidental e de outras instituições publicaram mais de uma dúzia de estudos que mostram percentagens significativamente mais altas de doença cardiovascular, cancro do pulmão e de outros tipos, deficiências congénitas e mortalidade em condados com remoção de cumes montanhosos, em comparação com condados Apalaches com outros tipos de mineração ou sem qualquer exploração mineira, mesmo depois de despistados fatores como a pobreza, o tabagismo, a obesidade, a educação, a raça e a ruralidade.

“O caso das remoções de cumes montanhosos evidencia os perigos de deixar que os interesses da indústria, em vez da ciência, conduzam a política reguladora”, sustentou Sarah Saadoun.

“Nenhum Governo deveria fazer as pessoas pagar por empregos com a sua saúde”, comentou.

Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade Social
O caso da associação Raríssimas, sobre irregularidades na gestão financeira e cuja então presidente foi acusada de usar...

Quem o diz é o presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade Social (CNIS), que falou sobre o impacto que teve nas instituições do setor social a notícia sobre as irregularidades financeiras da Raríssimas.

O caso faz um ano esta semana, depois de em 09 de dezembro de 2017 a TVI ter emitido uma reportagem sobre a gestão da associação Raríssimas – Associação Nacional de Doenças Mentais e Raras, denunciando alegadas más práticas por parte da então presidente, Paula Brito e Costa.

Um dia depois, o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social anunciava que ia averiguar a situação – já que as comparticipações estatais eram uma das fontes de financiamento – e no dia a seguir a Procuradoria-geral da República admitia que estava já a investigar a associação.

Depois da reportagem televisiva, a Raríssimas fez manchete em todos os jornais, encheu telejornais, ocupou o debate público, obrigou à demissão de vários responsáveis e colocou debaixo dos holofotes mediáticos todo um setor social que subsistia e subsiste com apoios públicos e com a ajuda da sociedade.

Praticamente um ano depois, o presidente da CNIS admite que o caso teve “algum impacto” no setor social e que esse impacto “tem-se vindo a notar progressivamente”.

“Talvez por dificuldades da comunidade, [tem-se notado] uma certa diminuição da filantropia, da generosidade, do envolvimento das comunidades”, afirmou Lino Maia.

Na opinião do padre Lino Maia, o caso da Raríssimas “foi talvez excessivamente explorado e isso teve alguns efeitos nessa desincentivação na envolvência da comunidade”.

Aproveitou, por isso, para lembrar que há, atualmente, mais de 5.600 IPSS que “prestam enormes serviços, são um verdadeiro pilar do Estado Social, fazem muito e muito bem”.

“Um ou outro caso, que são raríssimos, não marcam, podem prejudicar, mas não matizam aquilo que é o setor”, garantiu.

Lino Maia frisou que não desvaloriza tudo o que se passou e afirmou que “foi mau o que aconteceu”, mas chamou também a atenção para o facto de a Raríssimas continuar a ser uma instituição “nobre”, que “tem feito coisas maravilhosas e prestado um serviço ótimo, estupendo e extraordinário”.

“O possível deslumbramento de um ou outro dirigente, no caso uma só, não é de modo nenhum a imagem da generalidade dos dirigentes, da generalidade das pessoas envolvidas nestas instituições”, garantiu.

Mas mesmo depois de ter passado um ano sobre o caso, Lino Maia refere que não tem sido fácil recuperar a imagem do setor social, sublinhando que “quando há um caso negativo, ele é que é notícia”, apesar de diariamente muitas instituições e os seus dirigentes “dedicarem-se aos mais carenciados, a criar serviços e a prestar serviço público”.

Defendeu que, “de um modo geral, toda a gente reconhece a importância destas instituições, o seu valor, a sua dedicação e a sua importância” e aproveitou para pedir que a comunidade nacional “não deixe de as apoiar”.

O caso Raríssimas teve um efeito que foi muito além das paredes da instituição e levou, não só à demissão da então presidente da instituição, como ao afastamento do então secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, pela ligação à associação, da qual recebeu 63 mil euros em vencimentos, entre 2013 e 2014.

O nome do ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social também foi envolvido, com Vieira da Silva a ver-se obrigado a mostrar-se de “consciência tranquila” depois de ter sido tornado público que foi membro da assembleia geral da Raríssimas.

Até o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, avisou que a investigação não podia demorar meses e pediu celeridade no processo.

Já no início deste ano, em janeiro, e com a realização de uma nova assembleia-geral, foi escolhida a nova direção da instituição, encabeçada por Sónia Margarida Laygue, numa lista constituída por pais e funcionários.

A investigação, levada a cabo pela Polícia Judiciária, fez buscas na associação, em casa da ex-presidente e em casa do ex-secretário de Estado da Saúde Manuel Delgado, tendo posteriormente Paula Brito e Costa sido constituída arguida.

Especialistas apelam
Especialistas apelaram aos portugueses para fazerem o teste do vírus da hepatite C pelo menos uma vez na vida e defenderam a...

“Neste momento, ainda temos 10 a 15 mil doentes para tratar, alguns não sabem que estão infetados, porque é uma doença silenciosa”, disse o diretor do Serviço de Gastrenterologia e Hepatologia do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHULN), Rui Tato Marinho, na cerimónia de comemoração dos 64 anos do Hospital Santa Maria, que arrancaram sexta-feira com uma conferência e o lançamento do livro "Hepatite C – o Futuro Começou Aqui".

Há ainda “um grande grupo de pessoas que consumiram drogas e que ainda não conseguiram chegar aos serviços de saúde, porque os hospitais são difíceis, de modo a ter o acesso ao tratamento”, disse o hematologista.

Para um diagnóstico precoce da doença, Rui Tato Marinho recomendou aos portugueses que “façam pelo menos uma vez na vida o teste da hepatite C e do VIH”.

Presente da conferência, Fátima Serejo, médica do Serviço de Gastrenterologia e Hepatologia do CHULN, defendeu a importância de uma estratégia para erradicar a hepatite C.

“Temos que falar muito da doença e melhorar o acesso ao tratamento”, defendeu Fátima Serejo, considerando ser “muito importante” intervir junto da população reclusa e dos utilizadores de drogas injetáveis.

“Já tratámos muitos doentes, mas ainda estamos longe da erradicação do vírus na população”, adiantou.

“É preciso identificar, testar e tratar rapidamente aqueles que estão identificados para erradicar o vírus”, defendeu Fátima Serejo.

Luís Mendão, presidente da Direção do Grupo de Ativistas em Tratamento (GAT), deixou um depoimento na conferência, lido por Ricardo Fernandes, do GAT, em que lembra os benefícios da introdução em Portugal do medicamento para a hepatite C.

“Portugal tomou com algum atraso uma medida verdadeiramente inovadora em fevereiro de 2015 que permitiu aprovar tratamentos para mais de 20 mil pessoas desde essa altura. No entanto, pensamos que há muito a fazer para termos uma verdadeira estratégia e plano de ação sólidos para a eliminação da doença”, salienta Luís Mendão.

Sublinha ainda que, apesar dos esforços feitos sobretudo na sociedade civil e na comunidade para o aumento do rastreio, não há ainda uma política e uma estratégia eficaz para encontrar as pessoas infetadas e para curar aqueles já diagnosticados que se perderam no acompanhamento nos hospitais”.

Na sua intervenção na conferência, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, defendeu a importância de aumentar o rastreio e o diagnóstico precoce e de reduzir a mortalidade associada à doença e o número de crianças infetadas e, sobretudo, prevenir a transmissão vertical.

Graça Freitas salientou o papel das organizações não-governamentais que têm rastreado populações de maior vulnerabilidade, tendo contribuído com 8.000 testes só em 2017 para o vírus da hepatite B e com 10.000 testes para a hepatite C que permitiram identificar, respetivamente, 159 e 191 pessoas de elevado risco em relação à doença.

“Milhares e milhares de testes” também são feitos nos cuidados de saúde primários, na ordem de mais 200 mil por ano para a hepatite B e mais de 150 mil para a hepatite C, salientou.

A diretora-geral da Saúde considero ainda “impressionante a quantidade de doentes que já estão autorizados para tratamento” para a hepatite C: cerca de 22.000, dos quais 20 mil já o iniciaram, sendo a taxa de cura é na ordem dos 97%.

Estudo
Investigadores da Universidade de Coimbra descobriram três proteínas que convertem células da pele em células que funcionam...

O estudo, liderado por um grupo de investigação do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da Universidade de Coimbra (UC), é o tema de capa da edição deste mês da revista Science Immunology, que já se encontra nas bancas.

Este trabalho de investigação, com a duração de três anos, apostou no potencial da reprogramação celular para, pela primeira vez, controlar as respostas do sistema imunitário.

Segundo informações da UC, foram descobertas três proteínas (PU.1, IRF8 e BATF3) capazes de converter células da pele em células dendríticas (CDs), conhecidas como as sentinelas do sistema imunitário, porque são capazes de procurar e capturar agentes patogénicos e células cancerígenas.

"A investigação demonstrou que as células dendríticas induzidas [com uso das proteínas] apresentam uma notável semelhança com as CDs naturais do organismo", descreve Filipe Pereira, coordenador do estudo.

O investigador do Centro de Neurociências e Biologia Celular acrescenta que as células obtidas capturam os elementos estranhos, digerindo-os em pequenos pedaços, conhecidos como antigénios.

"Este processo de vigilância e captura permite ensinar as células T (os soldados do nosso sistema imunitário) quais são os agentes perigosos e como podem ser atacados", descreve o coordenador do estudo.

Esta investigação do CNC pode dar origem a novas estratégias de imunoterapia para o tratamento do cancro, vaticinam os investigadores, lembrando a técnica galardoada este ano com o Prémio Nobel da Medicina/Fisiologia, na qual os componentes do sistema imunitário do próprio doente são utilizados para direcionar um ataque às células cancerígenas.

"Usando células reprogramadas, a probabilidade de rejeição do organismo será menor, por estas serem geradas a partir das células da pele do próprio paciente", descrevem.

O coordenador do estudo avança que há mais caminhos a explorar.

"Numa perspetiva mais criativa, pretendemos também adaptar a famosa estratégia utilizada pelos gregos para derrotar os troianos, na obra ‘Ilíada’ de Homero: queremos desenvolver um ‘Cavalo de Tróia', baseado em reprogramação celular, para administração no interior de tumores sólidos", avisa Filipe Pereira.

Deste modo, acrescenta, "ir-se-á introduzir as três proteínas identificadas neste estudo nas células do tumor, convertendo-as em CDs, forçando o próprio cancro a apresentar as suas características estranhas e perigosas às células do sistema imunitário, o que poderá contribuir para a sua erradicação".

Na sequência destes resultados, a equipa pretende averiguar quais são os mecanismos genéticos através dos quais as três proteínas identificadas impõem a identidade celular de uma célula dendrítica. A investigação irá ainda utilizar este método de reprogramação celular para perceber como outros tipos de CDs, com funções especializadas, são geradas.

Por fim, apresenta-se o desafio de validar a utilidade clínica das CDs geradas como uma nova imunoterapia para o cancro.

"Tendo em conta o potencial desta tecnologia no mercado em crescimento da imunoterapia oncológica", a equipa submeteu em abril de 2017 um pedido de patente internacional para proteger esta propriedade intelectual de forma a assegurar o seu desenvolvimento comercial, o que no futuro pode levar esta tecnologia aos doentes com cancro, conclui o investigador.

Doença renal crónica afeta 8 a 10 por cento da população adulta
A Associação Nacional de Centros de Diálise, com o apoio das Sociedades científicas e Associações de Doentes da área da...

“Com esta iniciativa pretendemos reforçar o alerta para o papel que a prevenção desempenha nesta doença e no seu prognóstico. Está demonstrado que a melhor forma de reduzir a incidência da doença renal crónica é através da promoção de programas de prevenção, onde se pode incluir esta campanha nacional. Para proteger os rins, as pessoas devem controlar os fatores de risco como a diabetes, a hipertensão, a obesidade e deixar de fumar” explica Jaime Tavares, presidente da Associação Nacional de Centros de Diálise (ANADIAL).

A campanha “A Vitória Contra a Doença Renal começa na Prevenção” pretende aumentar o conhecimento e compreensão sobre a doença renal crónica, promovendo a sua prevenção. A iniciativa conta com o apoio da Associação de Doentes Renais de Portugal, da Associação Portuguesa de Enfermeiros de Diálise e Transplantação, da Associação Portuguesa de Insuficientes Renais (APIR), da Sociedade Portuguesa de Nefrologia e da Sociedade Portuguesa de Transplantação.

A doença renal crónica carateriza-se pela deterioração lenta e irreversível da função dos rins. Como consequência da perda desta função, existe retenção no sangue de substâncias que normalmente seriam excretadas pelo rim, resultando na acumulação de produtos metabólicos tóxicos no sangue (azotemia ou uremia). Os doentes com diabetes, hipertensão arterial, obesidade e história familiar de doença renal podem estar em risco de desenvolver esta doença.

Para prevenir a doença renal crónica vigie o seu peso, tenha uma alimentação saudável (reduza o consumo de gorduras e de sal e esteja atento ao tamanho das porções), não fume (os fumadores têm uma probabilidade três vezes maior de apresentar uma função renal diminuída), faça exercício físico, controle a hipertensão e a diabetes, não beba álcool, não se automedique e faça rastreios regulares (esteja atento a indicadores como sangue na urina, por exemplo).

Saiba como
Cansaço, sonolência, falta de iniciativa, ansiedade e humor depressivo são sintomas facilmente assoc
Tiroide e depressão

Apesar da depressão e o hipotiroidismo serem condições clínicas distintas, estas podem apresentar sintomas comuns. Cansaço, ansiedade, dificuldade em dormir, falta de memória, desânimo e apatia geral são manifestações que todos nós, quase sempre e de forma quase imediata, associamos a distúrbios psicológicos. O que muitos desconhecem é que estes são também indicadores de que algo de errado se passa com o funcionamento da nossa Tiroide.

“O hipotiroidismo altera inúmeras reações indispensáveis ao normal funcionamento do organismo. Nas fases iniciais, os sintomas são ligeiros e a fadiga e o aumento de peso são desvalorizados e atribuídos ao envelhecimento e ao stress do dia-a-dia, o que pode provocar graves consequências nas emoções do doente”, começa por explicar a especialista em endocrinologia, Isabel Manita.

“Por norma, o engordar ou a queda de cabelo são sintomas físicos que afetam a aparência de uma pessoa e que podem prejudicar, e muito, a sua autoestima, o que leva a determinadas inseguranças e possível depressão”, adianta.

De acordo com a especialista, o hipotiroidismo consiste numa disfunção da tiroide em que não são produzidas hormonas em quantidades suficientes. “Em termos laboratoriais caracteriza-se por uma redução da T4 e da T3 com elevação da TSH. O termo hipotiroidismo subclínico utiliza-se quando há uma elevação da TSH com níveis normais de T4 e T3”, refere acrescentando que os casos de hipotiroidismo são, frequentemente, adquiridos ao longo da vida. No entanto, situações há em que este distúrbio pode ser entendido como uma condição clínica congénita, detetada logo ao nascimento. Esta condição é mais rara e exige tratamento para impedir o desenvolvimento de sintomas, “permitindo uma vida normal”.

“À medida que o metabolismo se torna mais lento, os sintomas tornam-se mais óbvios e incluem: intolerância ao frio, pele e cabelos secos e finos, face «inchada», voz mais grave, obstipação, fraqueza, dor e rigidez muscular e articular, elevação do colesterol e alterações da memória”, revela a especialista quanto aos sintomas físicos associados a esta disfunção.

Quando não tratado, o hipotiroidismo pode ser responsável pelo desenvolvimento de obesidade, depressão, infertilidade e doenças cardiovasculares. “A estimulação constante para a tiroide produzir mais hormonas pode fazer com que esta aumente de volume”, dando origem a uma das complicações mais frequentes, o chamado Bócio.

“Os casos muito avançados de hipotiroidismo, conhecidos como mixedema são raros, mas potencialmente fatais”, avança Isabel Manita.

Não obstante, todas estas condições têm um “grande impacto a nível físico e emocional do próprio doente”.

Frequentemente subdiagnosticado, o hipotiroidismo pode ser detectado através de uma simples análise ao sangue. E uma vez diagnosticado, o tratamento é bastante eficaz, dependendo apenas da gravidade da doença, idade do doente e da existência (ou não!) de outras condições clínicas. “A levotiroxina constitui o tratamento de eleição no caso de produção insuficiente de hormonas tiroideias”, refere a endocrinologista.

Para concluir, a especialista, reforça a necessidade de todos estarmos atentos aos sintomas e não excluirmos a importância do diagnóstico. “A doença compromete o corpo de forma global e por isso os sintomas são muito variados, expressando-se diferentemente em cada indivíduo. Alguns doentes são assintomáticos ou valorizam pouco os sintomas, sobretudo os que têm a doença menos intensa ou de curta duração”, reforça.

Em casos mais graves, “com doença arrastada não tratada e doentes mais idosos podem surgir alterações cognitivas, tonturas e mesmo coma em casos mais extremos”.

Artigos relacionados

Hipertiroidismo e Hipotiroidismo: as principais disfunções da Tiroide

Nódulos da tiroide

Casos de cancro da tiróide têm vindo a crescer

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Em causa está a segurança dos doentes
Quatro Associações de Fibromialgia dizem estar perplexas com as notícias veiculadas que associam um medicamento – com o...

“Não existe qualquer indicação ou evidência científica para o tratamento da Fibromialgia, sendo inclusive desaconselhado o uso deste medicamento para o tratamento da Fibromialgia, tanto pelo Infarmed como pelo laboratório responsável pela sua comercialização”, pode ler-se no comunicado enviado às redações e assinado por quatro associações de doentes ativas em Portugal – Myos, Associação Portuguesa de Jovens com Fibromialgia, Associação Barcelense de Fibromialgia e Doenças Crónica e a União de Doentes Fibromiálgicos de Viseu.

De acordo com a nota de imprensa enviada, estas peças jornalísticas “estão a induzir os doentes e a opinião pública em geral em erro, podendo colocar em risco a saúde e sobretudo os direitos dos indivíduos”. 

Assim, as declarações mencionadas nestas notícias, atribuídas a Fernanda Margarida Neves de Sá que se diz curada pelo fármaco, “não fez mais do que lançar uma esperança infundada, não baseada em evidências científicas nem comprovada por médicos”.

As várias associações de Fibromialgia que existem em Portugal vêm assim alertar os doentes e a população em geral de que o medicamento, citado nessas reportagens, com o princípio ativo Citicolina, está indicado no tratamento de AVC isquémico agudo e leucoaraiose (lesão da substância branca cerebral) e é indicado para pacientes com lesões cerebrais graves de etiologia vascular ou traumática.

Contactado, o laboratório Ferrer, responsável pelo medicamento em causa, afirma que “a utilização da Somazina em doentes com fibromialgia não está aprovada, constituindo uma utilização fora das indicações terapêuticas. A Ferrer não recomenda a sua utilização nesta patologia, nem tem elementos de evidência que demonstrem a eficácia do medicamento na fibromialgia”.

As quatro associações lamentam a informação amplamente  divulgada nos meios de comunicação social, por constituir um risco para a saúde pública.

Já está disponível
Sensibilizar e informar sobre doença que pode levar à cegueira são os principais objetivos.

O que é a Neuropatia Ótica Hereditária de Leber (LHON), as suas causas e sintomas, assim como de que forma afeta quem dela sofre são informações a partir de agora disponíveis para os doentes portugueses. E tudo graças ao site www.infoleber.com, uma iniciativa apresentada no decorrer do 61º Congresso Português de Oftalmologia, que decorre em Vilamoura até ao próximo sábado. Disponível para já em sete línguas, e agora em português, o site dá resposta a uma das lacunas associadas a esta doença, a falta de informação, através de informação cientificamente validada.

Sendo uma doença rara, são poucos os que dela ouviram falar, mesmo aqueles que podem estar em risco. Sensibilizar para o problema é um dos objetivos deste novo site, que torna acessível informação sobre esta doença hereditária, incapacitante e que provoca uma perda de visão rápida e, na maior parte dos casos, permanente em jovens ou adultos, afetando gravemente a sua qualidade de vida.

Confirma, por exemplo, que a doença é indolor e que as perturbações a ela associadas surgem de forma abrupta, causando, na maioria dos casos, uma redução grave na visão dos dois olhos no espaço de semanas ou alguns meses. Explica de que forma os genes estão envolvidos - grande maioria dos casos está associada a uma anomalia do material genético (ADN) das mitocôndrias -, que os homens afetados não transmitem a doença aos filhos ou que o oftalmologista é o médico de referência para a realização dos rastreios.

Confirma ainda a existência de um medicamento (o único) aprovado para o tratamento da doença e refere que, para os que se encontram em risco, a prevenção passa pela redução do consumo de tabaco e álcool.

Novo Presidente da SPDV
A Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia acaba de eleger António Miguel Peres Correia como Presidente, na segunda...

Para o recém-eleito Presidente da Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia (SPDV), Miguel Peres Correia, “Os próximos dois anos servirão para continuar a envolver os Dermatologistas com esta sociedade, para chamar as doenças de pele e o seu tratamento aos especialistas da pele - os Dermatologistas; para aproximar a área da Dermatologia nos PALOP, com ações concretas como a implementação da dermatologia em São Tomé e Príncipe e o apoio aos doentes albinos em Moçambique; para reafirmar que a Dermatologia existe porque existem pessoas com doenças de pele, muitas com graves doenças de pele, que precisam de nós e do nosso conhecimento para as tratar. O doente é o foco, o centro e única razão da nossa existência. Espero também que a SPDV continue a contribuir na atualização científica permanente dos dermatologistas portugueses assegurando que a dermatologia nacional se mantém, como vem acontecendo, entre as de melhor qualidade mundial. Finalmente manter abertura da Sociedade Portuguesa de Dermatologia à sociedade contribuindo para que através de conhecimento acrescido sobre as doenças de pele, que estão entre as que mais afectam a nossa população, cada um viva melhor na sua pele.”

 

Páginas