Em Lisboa
Mais de 780 pessoas em situação de sem-abrigo foram vacinadas contra a gripe numa campanha promovida pela Câmara de Lisboa, e...

De acordo com o gabinete do vereador dos Direitos Sociais, Manuel Grilo (BE), “foram vacinadas 782 pessoas” na campanha que decorreu entre 03 e 07 de dezembro.

Esta campanha de vacinação foi anunciada no final de novembro, e, segundo o vereador, este é já “o terceiro ano consecutivo” em que esta campanha acontece, com o objetivo de “melhorar as condições de saúde desta população”.

Em declarações, Manuel Grilo afirmou que “tal como previsto, os números foram muito semelhantes ao ano anterior”.

“Isto prova que conseguimos abranger uma maior fatia da população em situação de sem abrigo, tanto em situação de rua como em respostas socais permanentes”, considerou o eleito.

A vacinação aconteceu nos centros de acolhimento e através de equipas móveis e fixas durante o dia e noite.

Em novembro, Manuel Grilo apontava que a iniciativa iria permitir também realizar uma nova contagem dos sem-abrigo e atualizar os respetivos diagnósticos.

Na altura, o vereador adiantou que o número de pessoas a dormir na rua diminuiu para metade desde 2015 até hoje, passando de 700 para 350 as pessoas em situação de sem-abrigo na capital.

Além destas, existem mais 500 pessoas que já não dormem na rua, estão em centros de acolhimento e são ajudadas através das várias valências que o programa municipal e o NPISA (Núcleo de Planeamento e Intervenção Sem-Abrigo) oferecem.

Hoje, o autarca bloquista referiu que “esta é uma medida importante”, que teve “uma cobertura quase total do número de pessoas nesta situação vulnerável na cidade”.

É melhor se for bem acompanhado
Mais de um milhão de portugueses e portuguesas querem deixar de fumar.

Os resultados de vários estudos indicam que mais de 70% dos portugueses que fumam querem deixar de fumar, todos os anos cerca de 35% tenta alcançar essa meta, mas menos de 5% consegue sem ajuda. Se esta iniciativa for acompanhada por um médico, a possibilidade de sucesso aumenta substancialmente. No entanto, estima-se que mais de 95% das tentativas para deixar de fumar são espontâneas e não contam com o apoio de profissionais de saúde.

E porque querem tantas pessoas deixar de fumar? Além de procurarem evitar os riscos para a saúde, para muitos a principal fonte de motivação são as vantagens de não fumar: Mais bem-estar, mais confiança em si próprio(a), mais facilidade em respirar e em fazer exercício físico, mais tempo e mais dinheiro disponível e mais liberdade para os usar. Também conta para muitos(as) ser um exemplo mais positivo para os outros, em especial para os filhos, e não poluir o ambiente com o fumo do cigarro, incluindo a casa e o carro onde vivem ou passam tempo as pessoas queridas. Melhorar a aparência e atrasar os sinais da idade são benefícios igualmente valorizados.

O ano novo é o momento do ano mais escolhido para parar de fumar. Ano novo, vida nova! E como podemos aumentar as possibilidades de alcançar este desejado objetivo? A investigação sobre os fatores que promovem o sucesso numa tentativa para deixar de fumar destacam o apoio como o mais importante. O apoio médico, o apoio farmacológico, o apoio dos familiares e amigos, o apoio de outros fumadores que também querem deixar de fumar.

Sabemos que o período que antecede a passagem de ano não é o melhor para procurar apoio profissional e que a maioria das tentativas para parar de fumar nesta altura resultam de impulsos de curto alcance. Estas tentativas falhadas são desvios no sentido da meta. Como evitar esta armadilha? Será melhor adiar? Esperar por um momento mais favorável?

Todas as tentativas para parar e deixar de fumar deverão ser um passo no sentido da meta. Depende de cada um gerir o insucesso, se este acontecer, como fonte de motivação em vez de causa de desânimo. Mas é claro que esta gestão será mais fácil e eficaz quando estamos bem acompanhados. Parar de fumar no ano novo é uma oportunidade que não se deve perder. Procurar os melhores apoios é importante. Primeiro os familiares e os amigos. Talvez seja possível formar um pequeno grupo de pessoas próximas dispostas a participar em conjunto neste desafio, integrando até alguns que não fumam, mas que darão o seu contributo, apoiando os restantes. É sempre mais fácil vencer grandes desafios em grupo. E depois, se for necessário tentar mais uma vez, aproveite a experiência e procure então um profissional de saúde preparado para lhe dar esta vertente de apoio que é única e pode ser determinante para o sucesso.

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Parlamento
O parlamento aprovou hoje projetos de lei do PS e do PAN para reforçar a proteção da mulher na gravidez, no parto e após o...

Ambas as iniciativas contaram com a abstenção de PSD e CDS-PP, merecendo voto favorável das restantes bancadas.

O projeto de lei do PS estabelece os princípios, direitos e deveres aplicáveis em matéria de proteção na pré-conceção, na procriação medicamente assistida, na gravidez, no parto, no nascimento e no puerpério, e abrange os serviços de saúde do setor público, privado e social.

Os socialistas propõem um “Plano de Nascimento”, um documento em que a grávida manifesta as suas escolhas para o parto e pós-parto, que deverá ser preferencialmente elaborado até às 36 semanas de gestação, num modelo a definir pela Direção-geral da Saúde.

O Plano de Nascimento deverá ser discutido com a equipa da unidade de saúde onde se prevê que o parto venha a ocorrer, envolvendo os profissionais de saúde, a grávida ou o casal, refere o PS.

Também o PAN – Pessoas-Animais-Natureza pede no seu projeto de lei o reforço dos direitos das mulheres na gravidez e no parto, e defende igualmente a criação de um “plano de parto”, em que devem ser registadas “as preferências da grávida para o trabalho do parto, para o parto e para o pós-parto”.

Neste documento deve constar, por exemplo, se a mulher “quer ou não ser sujeita a analgesia epidural, se pretende que a posição de parto seja a deitada ou outra”, entre outras situações refere o PAN.

“As mulheres devem ser incluídas no processo de parto e deixar de ser entendidas como meras testemunhas do mesmo, mas para isso é necessário mudar o paradigma atual de parto para um mais centrado na mulher e na sua experiência”, afirma o PAN.

O PS defende, no seu diploma, que “a vontade manifestada” pela grávida ou pelo casal no Plano de Nascimento “deve ser respeitada, salvo em situações clínicas inesperadas que o inviabilizem, tendo em vista preservar a segurança da mãe, do feto ou do recém-nascido, as quais devem ser sempre comunicadas à grávida ou ao casal”.

“A grávida pode a todo o tempo, inclusive durante o trabalho de parto, modificar as preferências manifestadas previamente no Plano de Nascimento”, salienta.

Os socialistas defendem que os serviços de saúde devem “garantir, a todas as grávidas, ao pai ou outra mãe, informação em saúde sexual e reprodutiva, cuidados pré-natais seguros e apropriados e acesso cursos de preparação para o parto e a parentalidade, em particular ao nível dos cuidados de saúde primários”.

Devem também assegurar a “monitorização cuidadosa” do progresso do trabalho de parto através de instrumento de registos”, sendo que “a mulher e recém-nascido devem ser submetidos apenas às práticas necessárias durante o trabalho de parto, parto e período pós-natal”.

No caso da realização do parto por cesariana, a indicação clínica que o determinou deve constar no processo clínico e no boletim de saúde da grávida.

Durante o trabalho de parto, os serviços de saúde devem assegurar métodos de alívio da dor, como massagem, técnicas de relaxamento, utilização da água, uso da bola de pilates, deambulação, aplicação de calor, música, segundo as preferências da grávida, mas também devem garantir métodos farmacológicos, como a analgesia epidural.

Os hospitais devem adaptar as unidades existentes à presença do acompanhante da grávida, através da criação de instalações adequadas onde se processe o trabalho de parto e a cesariana para assegurar a sua privacidade.

O diploma do PS estabelece ainda que “não pode ser acompanhante da mulher grávida, parturiente ou puérpera, pessoa contra quem se encontre instaurado procedimento criminal pela prática de crime de violação, de abuso sexual e/ou de violência doméstica, de que a mulher grávida seja vítima”.

Um "hiperhumano" imortal?
Os avanços tecnológicos estão a abrir portas para o transumanismo, um movimento promovido por gigantes como a Google que...

O transumanismo surgiu "quando nos demos conta de que poderíamos tomar decisões para intervir na nossa evolução biológica graças à técnica", explica Marc Roux, presidente da Associação Francesa Transumanista (AFT). Um exemplo recente foi o anúncio polémico de um cientista chinês sobre o suposto nascimento dos primeiros bebés geneticamente modificados, capazes de resistir ao vírus do VIH/Sida.

Quase 40 anos depois do nascimento do transumanismo entre um grupo de futurólogos da Califórnia, escreve o Sapo, o fenómeno parece mais forte do que nunca: a Google, por exemplo, após ter contratado um dos seus ícones mundiais, o engenheiro Ray Kurzweil, criou a filial Calico para investigar o controlo do envelhecimento, enquanto o milionário Elon Musk aposta na pesquisa sobre implantes cerebrais.

"Alguns transumanistas assinam os seus e-mails com slogans como "a morte agora é facultativa" ou "a primeira pessoa que viverá 500 anos já nasceu", diz Blay Whitby, especialista em informática e inteligência artificial da Universidade de Sussex, na Inglaterra. "São claramente mais otimistas do que eu".

Direito à experimentação
A realidade é que, por exemplo, a medicina continua impotente perante doenças neurodegenerativas, com investigações clínicas sobre o Alzheimer a revelar fracassos atrás de fracassos.

Este ano a esperança de vida voltou a recuar nos Estados Unidos. Segundo alguns estudos, a longevidade, após ter aumentado até aos anos 1990, pode ter alcançado já o seu limite máximo.

Continuam a existir verdadeiras barreiras para a nossa compreensão do Homem", segundo Nathanaël Jarrassé, do Instituto de Sistemas Inteligentes e Robótica de Paris. "Diz-se que é uma questão de tempo e dinheiro e nega-se que talvez nunca conseguiremos entender certas coisas, ou seja, nega-se a impossibilidade científica", frisa.

Marc Roux lamenta que os transumanismo se reduza muitas vezes aos seus partidários mais radicais e admite que o recente caso dos "bebés OGM" apresenta falhas de "protocolo científico", mas defende a visão dos transumanistas que não acreditam que modificar as gerações futuras seja "abominável". "Por que é que tem que ser algo mau? Já não há debate sobre esses temas. Condena-se, mas no fundo esquecemos o porquê", afirma o historiador de formação.

O movimento pede o direito de experimentar, em pacientes voluntários, técnicas possíveis de realizar hoje, como implantes de retina que permitem perceber raios infravermelhos, próteses para rotações ilimitadas e implantes que atuam sobre o nervo auditivo com o fim de captar ultrassons. "As teorias transumanistas baseiam-se num conceito muito materialista do corpo, da consciência...", lamenta Edouard Kleinpeter, engenheiro e investigador do Centro Nacional de Pesquisa Científica de França. "Para essas pessoas, não há nenhuma diferença entre um cérebro e um microprocessador", critica.

Mas o "ser humano não é unicamente uma ideia ou um 'espírito', e sim um ser de carne e osso, feito de células vivas, com vasos sanguíneos que nos alimentam", protesta o neurobiólogo Jean Mariani.

Política mercantil dos GAFA
Para Jarrassé, outro problema é que quem insiste na ideia de que as tecnologias salvarão a humanidade são, muitas vezes, as mesmas pessoas que as vendem, como os GAFA (Google Apple Facebook Amazon). O corpo humano representa para estes players um novo mercado.

"As decisões políticas, estratégicas ou económicas não podem ser tomadas em função (...) dos interesses económicos de empresas que prometem um futuro de ficção científica e de 'start ups' que fazem publicidade de produtos incríveis", diz Jarrassé, que adverte que esse setor poderia "indiretamente desviar a pesquisa das necessidades reais".

"O transumanismo é mais o reflexo do homem de hoje em dia do que do homem do futuro", segundo Kleinpeter: "Uma mistura de onipotência que se apoia nos avanços técnicos e de recusa da fragilidade e o azar que supõe o facto de serem seres biológicos que vivem em sociedade".

Mas se há algo que gera unanimidade é a necessidade de refletir sobre como deve ser o futuro e que lugares a tecnologia irá ocupar. "No mundo há cada vez mais desigualdade. Essa tecnologia é o privilégio de um pequeno grupo de pessoas muito ricas. Temo que a utilizem para ganhar ainda mais dinheiro. É esse o futuro que queremos?", questiona Blay Whitby.

Estudo
Falta de sono pode ativar áreas do cérebro relacionadas com o apetite e ativar hormonas que dizem ao organismo que estamos...

A falta de sono aumenta o desejo por "junk food" e, se a ausência de descanso se mantiver, eleva o risco de obesidade, indicou um estudo divulgado esta semana pela revista “Journal of Neuroscience”.

A investigação dos cientistas Julia Rihm e Khan Peters, da Universidade de Colónia, na Alemanha, combina efeitos dos comportamentos com endocrinologia: "em consequência da falta de sono varia a nossa valorização da comida", resumiu Khan Peters.

O estudo analisa como o cansaço pode ativar as áreas do cérebro relacionadas com o apetite e as hormonas que dão a sensação de fome, escreve o Sapo..

Os investigadores recrutaram 32 homens, com idades entre os 19 e 33 anos, e todos receberam o mesmo jantar: massa com carne, uma maçã e um iogurte de morango. Depois, os participantes foram divididos em dois grupos: um foi para casa com um aparelho que regista as horas dormidas e o outro ficou no laboratório a noite inteira, com diversas atividades para entreter e evitar o sono.

No dia seguinte, foram realizados testes de glicose ao sangue e às hormonas responsáveis pelo stress e apetite. Além disso, os grupos viram diferentes imagens de comidas hipercalóricas – como barras de chocolate – e de objetos não comestíveis – como chapéus - e tiveram que avaliar quanto estariam dispostos a pagar por eles numa escala de 0 a 3 euros.

Os resultados mostraram que a falta de sono aumentava o valor subjetivo da comida em relação aos objetos não comestíveis.

As imagens neuronais também revelaram uma maior atividade num circuito que envolve a amígdala – que controla o comportamento que procura a recompensa – e o hipotálamo – vinculado ao apetite nas situações em que os voluntários estavam em situação de privação de sono.

"Estes dados sugerem uma conexão direta entre a falta de descanso e o excesso de comida, com o conseguinte risco de obesidade", concluiu a cientista alemã.

Revista Science
As novas tecnologias capazes de mostrar como o ADN envia um sinal a cada célula para que se desenvolva ao longo do tempo foram...

Segundo os especialistas, estes métodos vão transformar a ciência nas próximas décadas, oferecendo uma visão cada vez mais precisa dos processos de envelhecimento, de cura e de doenças, escreve o Sapo.

"Da mesma forma como uma partitura musical indica quando os instrumentos de corda, de sopro e de percussão têm que tocar para criar uma sinfonia, uma combinação de tecnologias mostra quando os genes de cada célula são ativados e dão o sinal às células para que desempenhem o seu papel especializado", afirmou a revista.

"O resultado é a capacidade de seguir o desenvolvimento dos organismos e dos órgãos com um nível de precisão impressionante, célula por célula, ao longo do tempo", indicou.

Os métodos modernos apoiam-se nos trabalhos do Nobel de Medicina de 2002, John Sulston, e seus colegas, "que mapearam o desenvolvimento de um nematódeo, Caenorhabditis elegans, ao observar microscopicamente de forma cuidadosa como as larvas crescem célula por célula", disse Jeremy Berg, editor das revistas do grupo Science.

"Com as tecnologias atuais, particularmente o sequenciamento paralelo de ADN em grande escala e a microscopia de fluorescência avançada, as células do Caenorhabditis elegans foram mapeadas novamente utilizando métodos de identificação, análise e montagem baseados no modelo de comportamento dos genes dentro de cada célula", disse.

Foram publicados artigos este ano sobre como um verme plano, um peixe, uma rã e outros organismos começam a produzir órgãos e extremidades.

Os cientistas estão a trabalhar em todo o mundo para usar estas técnicas nas células humanas: a forma como envelhecem e se regeneram, assim como as alterações que causam cancro, diabetes ou outras malformações físicas.

 

Acidente/INEM
O Instituto Nacional de Emergência Médica atribuiu um voto de louvor a título póstumo aos elementos da equipa do serviço de...

Em comunicado, o conselho diretivo do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) considera que “a abnegação e dedicação exemplares” da equipa na assistência médica a vítimas críticas “deixou ao país um legado de inúmeras vidas salvas e protegidas”.

“As suas qualidades de caráter, lealdade, responsabilidade, espírito de sacrifício e sentido de missão deixaram marcas fortes na atividade de emergência médica pré-hospitalar e contribuíram para a eficiência, prestígio e cumprimento da missão do INEM”, acrescenta a nota, revelando que o conselho diretivo decidiu na quinta-feira atribuir o voto de louvor a título póstumo.

O INEM sublinha ainda o espírito de “dedicação profissional e sentido de serviço público” dos profissionais que morreram na queda do helicóptero, considerando que são um exemplo para todos os colaboradores do instituto.

No sábado, a equipa do helicóptero de Macedo de Cavaleiros, composta por um médico, uma enfermeira e por dois pilotos, teve um acidente no momento em que regressava de uma missão de emergência médica de transporte de uma doente crítica para o Hospital de Santo António, no Porto.

A equipa era composta pelo médico Luis Enrique Garcia Vega, pela enfermeira Daniela Alexandra Oliveira e Silva e pelos pilotos João Manuel Sousa Vieira Lima e Luís Miguel Singéis Neto Rosindo.

Governo da Madeira
A Casa de Saúde Câmara Pestana, instituição de saúde mental feminina no Funchal, recebeu ontem o Prémio Inovação Social, um...

O prémio, no valor de 2.500 euros, distinguiu o projeto "Reabilitar Estimulando Aptidões através da Realidade Virtual - REARV", apresentado pelo Instituto das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Maria, que gere a Casa de Saúde Câmara Pestana.

"Este projeto surgiu da necessidade de sermos uma porta que acalenta não só o utente, mas também os seus familiares", disse a superiora da congregação, Celeste Martins, vincando que é um "projeto que vai ter muitas pernas para andar e asas para voar".

A Casa de Saúde Câmara Pestana acolhe 350 utentes e o REARV destina-se a pessoas diagnosticadas com demência, permitindo uma intervenção terapêutica através da realidade virtual, com um programa criado em parceria com o M-ITI - Madeira Interactive Technologies Institute, que simula a realização de 11 tarefas.

O valor do prémio será usado na aquisição do equipamento necessário, incluindo o visor de cabeça e computador.

O representante do Santander Totta na região autónoma, Vítor Calado, destacou, por seu lado, que em 2017 o banco investiu em Portugal 7,5 milhões de euros em projetos de responsabilidade social e corporativa e nos últimos cinco anos distribuiu 32 milhões de euros para esta causa.

"Estamos a falar de cerca de 21 mil pessoas que foram diretamente abrangidas por estas verbas só em 2017 e nos últimos três anos fizemos chegar ajudas e apoios a 32 mil pessoas", disse, realçando que só em 2018 já foram apoiadas 273 instituições de solidariedade social.

Vítor Calado explicou que a principal área de apoio é o ensino superior, porque é considerada um "fator de desenvolvimento sustentável", sendo que o Santander investiu no ano passado 6 milhões de euros nas universidades em Portugal.

No âmbito do Prémio Inovação Social 2018, ao qual concorreram 15 instituições, foram também atribuídas menções honrosas aos projetos apresentados pela Casa do Povo de Santo António, com o projeto "Ginásio do Cérebro", e à Associação Casa do Voluntário, com o projeto NADA - Não ao Desperdício Alimentar.

O prémio, que vai na segunda edição (a primeira foi em 2016), tem por objetivo estimular a inovação social, enquanto motor de crescimento e empreendedorismo, e visa consagrar instituições que se destaquem por ter projetos inovadores no âmbito da economia social e solidária, que possam contribuir para uma adequada resposta a questões sociais mais prementes.

Alzheimer Portugal
A Alzheimer Portugal lamentou que a proposta da Lei de Bases da Saúde não reconheça o estatuto do cuidador informal, afirmando...

“Na proposta que o Governo apresentou à Assembleia da República, a referência que encontramos ao cuidador” é que “a política de saúde deve incentivar a adoção de medidas promotoras da responsabilidade social, individual e coletiva, nomeadamente apoiando voluntários, cuidadores informais e dadores benévolos”.

Para a associação, esta referência “é muito pouco ou quase nada”.

“A Alzheimer Portugal ocupa-se e preocupa-se há 30 anos com os cuidadores de pessoas com doença de Alzheimer e outras formas de demência. Conhece bem o impacto da doença no cuidador”, afirma a associação em comunicado.

Salienta que “cuidar pode ser uma tarefa de 24 horas e 365 dias por ano, com muita carga física, emocional e financeira também”, podendo significar a interrupção ou o fim de uma carreira profissional e a destruição de uma família.

“São os cuidadores informais os principais prestadores de cuidados. Continuar a contar com o trabalho voluntário destas pessoas sem qualquer tipo de reconhecimento é desumano, desrespeitador da dignidade de quem, por amor, dedicação ou falta de alternativa, assume o desafio de cuidar”, salienta a associação.

Para a organização, esta falta de conhecimento revela ainda “uma enorme falta de visão” e questiona como “é possível a hospitalização domiciliária sem um cuidador devidamente capacitado” e como querem privilegiar os cuidados no domicílio sem o suporte das famílias.

“Está demonstrado que negligenciar os cuidados informais põe em causa o sucesso das políticas sociais e de saúde. Os cuidadores informais são um fator de sustentabilidade dos sistemas sociais e de saúde, como tem sido reconhecido em diversos trabalhos e políticas europeias”, defende.

A organização assegura que não vai abandonar este tema: “faremos o que estiver ao nosso alcance para conseguir que a Lei de Bases da Saúde que vier a ser aprovada pelo parlamento não esqueça o essencial e que sirva para enquadrar as políticas que urge criar e implementar tendo em vista a melhor qualidade de vida dos portugueses, dos quais, mais de 800.000 são cuidadores informais”.

A ministra da Saúde, Marta Temido, explicou em declarações recentes que a proposta do Governo para a nova Lei de Bases “refere o cuidador informal”, mas não entra em detalhe porque é uma questão que diz respeito a vários setores e não apenas à saúde.

A ministra entende que “não está minimamente hipotecada a intenção” relativamente ao cuidador informal.

“Não fazia sentido, na minha perspetiva, detalhar, ao nível de uma Lei de Bases da Saúde, uma intervenção que, em última instância, tem também - se a queremos real, pragmática e efetiva - a intervenção de outros setores”, afirmou.

Contudo, a ministra diz ter “perfeita consciência” de que os cuidadores informais são uma necessidade e considera que, da parte da saúde, é necessário garantir, sobretudo, dois aspetos: a formação dos cuidadores informais e o apoio a estas pessoas no sentido do descanso necessário.

O Conselho de Ministros aprovou na semana passada a proposta para nova Lei de Bases da Saúde que será, agora, será submetida à aprovação da Assembleia da República.

EUA
Um juiz do estado do Missuri negou a pretensão da Johnson & Johnson para anular o veredicto de um júri que a condenou a...

As queixosas apontaram o pó de talco da empresa como responsável pelos seus cancros dos ovários.

O juiz Rex Burlison, em decisão tomada na quarta-feira, citou provas do que considerou uma “conduta particularmente repreensível” da Johnson & Johnson.

Burlison escreveu que “os defensores sabiam da presença de amianto nos produtos destinados a mães e bebés, sabiam do dano que causavam e falsificaram a segurança desses produtos durante décadas”.

Em julho, um júri tinha atribuído uma indemnização punitiva de 4,14 mil milhões de dólares (3,61 mil milhões de euros) e mais 550 milhões de dólares para compensar perdas a 22 mulheres e suas famílias no final de um julgamento que durou seis semanas.

Este processo é um de vários apresentados por milhares de mulheres que atribuem ao pó de talco da Johnson & Johnson os cancros que têm nos ovários.

Outros processos acusam os produtos de talco de causarem mesoteliomas. A empresa tem negado que os seus produtos possam estar ligados a cancro.

Um porta-voz da empresa afirmou hoje que a Johnson & Johnson vai apresentar um recurso no tribunal respetivo do Missuri.

A decisão final pode demorar anos.

O principal advogado das queixosas, Mark Lanier, salientou que a sentença de Burlison “citou a ciência, as provas e a lei em apoio de uma importante decisão que faz justiça a 22 vítimas de um cancro insidioso”.

Na semana passada, a Johnson & Johnson negou energicamente uma notícia da Reuters que indicava que o grupo sabia desde há décadas da existência de ligações entre o amianto e o seu pó de talco.

Esta notícia provocou a queda acentuada das ações da empresa, que sofreu a pior queda num dia em 16 anos.

Governo
O Governo abriu concurso para contratar 413 médicos que terminaram a especialidade nas áreas de medicina geral e familiar,...

No total são 413 vagas abertas nas áreas de medicina geral (113), hospitalar (287) e saúde pública (13), refere o Ministério da Saúde numa nota enviada hoje à comunicação social.

Os despachos que autorizam a abertura de procedimentos concursais para a contratação de médicos recém-especialistas foram publicados em Diário da República na quarta-feira.

Este é o segundo procedimento concursal de 2018, depois de, na primeira época, terem sido abertas 1.234 vagas – o maior número de sempre dos últimos anos para as áreas referidas –, às quais se candidataram mais de mil médicos.

“Reconhecendo o papel central dos recursos humanos no Serviço Nacional de Saúde (SNS), o Governo aprovou um regime excecional de recrutamento, célere, que garante progressivamente às populações um número de médicos adequado às necessidades e oferece-lhes um contexto de integração e estabilidade profissional no SNS”, refere a nota.

Concluíram com aproveitamento o internato da especialidade 327 médicos.

GlaxoSmithKline Pfizer
Os laboratórios farmacêuticos britânico GSK (GlaxoSmithKline) e norte-americano Pfizer anunciaram esta quarta-feira a fusão das...

A "GSK concluiu um acordo com a Pfizer para combinar a sua atividade em uma empresa conjunta de amplitude mundial, com faturação de 9,8 mil milhões de libras (12,7 mil milhões de dólares)", anunciou a empresa em comunicado.

"A GSK terá a maior parte do controlo, 68%, e a Pfizer 32% nesta empresa", completa a nota do laboratório britânico.

A Pfizer publicou um comunicado com as mesmas informações, escreve o Sapo.

Alguns dos fármacos
O acordo inclui medicamentos como o anti-inflamatório Voltaren, o paracetamol Panadol e a marca Sensodyne, entre outros produtos.

A Pfizer fornece para a nova empresa o analgésico Advil, os vitamínicos Centrum e Caltrate e outros medicamentos.

Para ser concretizada, a criação da nova empresa precisa ainda da aprovação dos acionistas da GSK e da autorização das autoridades que regulamentam a concorrência.

A GSK prevê que a fusão se torne efetiva no segundo semestre de 2019.

 

Universidade de Aveiro
E se rebanhos de ovelhas e cabras circulassem livremente por vinhas e pomares para limparem os terrenos de vegetação infestante...

Para isso, desenvolveram uma coleira eletrónica que, quando colocada em cada um dos animais, faz com que ovinos e caprinos se concentrem nas ervas daninhas e que deixem em paz frutos, folhas e ramos de videiras e árvores.

O método oferece grandes vantagens não só aos produtores como ao meio ambiente: elimina o uso de herbicidas para queimar ervas infestantes, os terrenos deixam de ter a necessidade de serem arados várias vezes por ano e a fertilização dos solos passa a ser feita de forma natural. Evita ainda, segundo o Sapo, que os resíduos dos herbicidas possam contaminar os frutos e o vinho, como acontece atualmente, apesar dos cuidados dos produtores. E porque todos estes processos são realizados por máquinas agrícolas, o suprimento destas permitiria poupar nos combustíveis fósseis.

Testes revelam-se um sucesso
Desenvolvida no âmbito do projeto SheepIT por docentes da Escola Superior de Tecnologia de Águeda (uma das quatro escolas politécnicas da Universidade de Aveiro), do Departamento de Electrónica Telecomunicações e Informática e do polo do Instituto de Telecomunicações (IT) da Academia de Aveiro, o sistema inclui uma coleira eletrónica acoplada ao pescoço dos animais que tem como função a monitorização e condicionamento da respetiva postura corporal.

“A coleira emite um conjunto de avisos sonoros de forma a avisar o animal que excedeu a altura máxima calibrada. Os sons antecedem a emissão de estímulos electrostáticos que incomodam o animal sem lhes causar qualquer tipo de dor”, explica Pedro Gonçalves. Assim, explica o coordenador do projeto SheepIT, e de forma a evitar o incómodo, “ao fim de muito pouco tempo os animais começam a evitar a postura infratora quando ouvem o som” deixando as videiras e as árvores de fruto em paz e dedicando-se exclusivamente à pastagem do solo. Para além de rápida, a aprendizagem mantém-se mesmo ao longo de vários meses.

A coleira encontra-se integrada numa rede de sensores que permite também a monitorização da atividade e localização animal, assim como o envio dos dados agregados para uma aplicação residente na cloud. Estes dados, aponta o investigador, “ajudam a prever, por exemplo, as necessidades de alimentação suplementar animal, detetar doenças preventivamente, detetar cios e antecipar partos”.

Monda animal de regresso
A utilização de animais no controlo do crescimento vegetacional – tradicionalmente conhecida como monda animal - é um método bem conhecido na agricultura. Contudo, foi sendo abandonado devido ao surgimento de um sem número de máquinas agrícolas e herbicidas, assim como pela perda de competitividade do setor pecuário.

Contudo, explica Pedro Gonçalves, “com o aumento da preocupação ambiental e das necessidades das empresas vitícolas do Douro, onde a mecanização dos processos é muito difícil devido ao relevo, o interesse voltou a surgir”.

Assim, e neste momento, as coleiras foram já testadas nas vinhas da Escola Superior Agrária de Viseu e da Adriano Ramos Pinto, S.A., e encontram-se em processo de industrialização a realizar pelo parceiro industrial do projeto (GLOBALTRONIC, Eletrónica e Telecomunicações, S.A). “Estes testes têm vindo a confirmar a eficiência do método de monda animal, mantendo a segurança das produções assim como o necessário bem-estar dos animais”, congratula-se o investigador.

Para além do investigador Pedro Gonçalves, fazem parte do projeto um vasto grupo de investigadores da Universidade de Aveiro entre os quais José Pereira, Miguel Nóbrega e Paulo Pedreiras.

Dengvaxia
A Dengvaxia, a primeira vacina contra a dengue do mundo, recebeu autorização para ser comercializada na Europa por pessoas que...

A vacina é indicada para prevenir a dengue em pessoas dos 9 aos 45 anos que tiveram o vírus no passado e que vivem em áreas endémicas, de acordo com um comunicado divulgado pelo grupo.

A Dengvaxia deverá ser disponibilizada, em particular, em alguns territórios ultramarinos europeus de clima tropical, como as Antilhas Francesas, a Polinésia Francesa e a ilha francesa da Reunião, duramente atingida este ano por uma epidemia de dengue. Em Portugal, escreve o Sapo, também a ilha da Madeira teve registo de casos de dengue nos últimos anos.

Em territórios onde a dengue retorna com certa regularidade, "as pessoas que já contraíram a doença podem ser reinfetadas pelo vírus", explica o médico Su-Peing Ng, chefe do setor de assuntos médicos globais da Sanofi Pasteur, a companhia de vacinas da Sanofi, citado no comunicado.

Uma proteção eficaz para os anteriormente infetados

"Como a segunda infeção tende a ser mais severa do que a primeira, é importante poder oferecer a essas pessoas uma vacina que possa protegê-las contra novas infeções", acrescentou o funcionário. Desde o final de 2015, a vacina Dengvaxia foi aprovada em vários países endémicos da América Latina e da Ásia, incluindo México, Brasil e Filipinas.

A FDA, a agência que regula o setor de fármacose alimentos nos Estados Unidos, também está a avaliar a questão e deve decidir sobre uma possível autorização para a comercialização desse medicamento nos Estados Unidos até 1 de maio de 2019.

Polémica nas Filipinas
Até agora, porém, as vendas de Dengvaxia têm sido extremamente modestas, de tal forma que a Sanofi não informa diretamente os seus valores nos seus resultados trimestrais.

Isso porque, no final de 2017, novos dados clínicos mostraram que esta vacina poderia agravar os sintomas da dengue em pessoas que nunca antes foram infetadas com o vírus, transmitido pelo mosquito Aedes aegypt.

Isso limita consideravelmente suas vendas, especialmente nas Filipinas, onde a comercialização da Dengvaxia se transformou num escândalo de Estado. No ano passado, Manila apontou esta vacina como causa da morte de dezenas de crianças.

A Sanofi sempre negou veementemente estas acusações, explicando que não identificou qualquer morte relacionada à administração da sua vacina.

 

Estudo
A exploração dos recursos naturais espaciais pode gerar entre 73 e 170 mil milhões de euros de faturação global até 2045, mas...

"Um desenvolvimento desse porte irá acontecer, a única incerteza é quando", considera Mathias Link, diretor de Relações Internacionais na Agência Espacial de Luxemburgo (LSA).

Os recursos naturais espaciais como a água e alguns minerais pode ser utilizados como combustível ou componente das infraestruturas espaciais e reduzir igualmente o custo das missões, escreve o Sapo. Na Terra, os elementos podem ser utilizados para a indústria automobilística, a medicina, ou componentes elétricos, mas com menos lucros do que em seu uso no Espaço, aponta o estudo realizado pela consultora PricewaterhouseCoopers (PwC).

A utilização de materiais espaciais permite, também, reduzir a dependência dos recursos terrestres, que são limitados.

O estudo se baseia nas agendas das missões espaciais institucionais e privadas previstas até 2045, como os projetos de um retorno do Homem à Lua e das explorações em Marte, e sem esquecer do desenvolvimento do turismo espacial.

O documento estima que o desenvolvimento do uso desses recursos poderia gerar entre 845 mil e 1,8 milhão de empregos em tempo completo para 2045.

Luxemburgo lançou em 2016 o SpaceResources.lu, um programa ambicioso que pretende fomentar atividades econômicas no âmbito do Espaço e, mais concretamente, da exploração de matérias espaciais. "No início, achamos que estávamos entrando em um pequeno nicho, mas, com o passar dos anos, nos demos conta de que este mercado está no centro de uma grande cadeia de valor", explica Mathias Link.

O governo luxemburguês se cercou de uma equipe de especialistas chegados da Nasa, como Simon Peter Worden e o ex-diretor da Agência Espacial Europeia (ESA), o francês Jean-Jacques Dordain.

Desde o verão de 2017, o Grão-ducado conta com uma lei que garante às empresas ativas na exploração e extração de recursos espaciais a propriedade total de suas descobertas.

Somente os Estados Unidos possuem um marco legislativo parecido. "Luxemburgo se concentra mais nos recursos espaciais do que os Estados Unidos, que é a maior potência espacial do mundo", destaca Link.

Luxemburgo assinou igualmente uma série de alianças no campo espacial com Emirados Árabes Unidos, Japão, China, Polônia, Portugal e República Tcheca. "Estão negociando outros acordos", indicou esta semana o ministro luxemburguês da Economia, Etienne Schneider.

Desde 2016, cerca de 20 empresas ativas neste âmbito já se estabeleceram com 70 funcionários em Luxemburgo. Estes se juntam às 800 pessoas que trabalham no setor espacial no país europeu, representado essencialmente pelo operador de satélites SES, criado em 1985 e cotado na Bolsa de Paris.

Associação de Jovens Diabéticos de Portugal
O Natal está à porta e com ele chegam todos os excessos característicos desta época, em especial os chocolates e os doces...

Para desmistificar esta ideia a nutricionista Jenifer Duarte da Associação de Jovens Diabéticos de Portugal (AJDP) deixa os 10 mandamentos para que as crianças e jovens com diabetes, consigam disfrutar de um Natal igual a de tantos outros portugueses, sem prejudicar a sua saúde.

  1. Proibir a ingestão de qualquer tipo de alimento não é benéfico – Reduzir as quantidades de macronutrientes ingeridos e a quantidade de hidratos de carbono e lípidos é uma das principais recomendações.
  2. Aumentar o valor nutricional das refeições – Numa época em que asneiras alimentares são norma, é necessário que assegure o consumo de vegetais, hortícolas e fruta durante as maiores refeições do dia.
  3. Fazer pequenas refeições ao longo do dia – Deve fazer pequenas refeições ao longo do dia ou optar por alimentos como frutos secos. Esta é uma ótima forma de saciar a fome e de impedir que se coma em excesso durante a refeição principal. Começar a refeição com uma sopa ou um queijo fresco, também é sempre uma boa opção e mais saudável.
  4. Optar pelos pratos tradicionais mais saudáveis – Um dos pratos principais do Natal é o bacalhau cozido com alguns vegetais e leguminosas, no entanto se se quiser fugir do tradicional deve optar por grelhados ou assados no forno. Em especial no prato principal deve evitar os fritos e a gordura em excesso.
  5. Manter sempre o corpo hidratado – Deve beber muita água ou chás quentes para manter o corpo hidratado e quente. Para acompanhar a refeição deve evitar as bebidas alcoólicas e optar por água ou sumos naturais.
  6. Moderar o consumo de sobremesas – A grande tentação natalícia vem na altura das sobremesas, no entanto ao seguir as dicas acima sentir-se-á mais saciado na altura das sobremesas, o faz com estas sejam ingeridas com mais moderação.
  7. Substitua os ingredientes das tradicionais receitas de Natal por opções que permitam um melhor nível glicémico – Atualmente já existem receitas de Natal mais saudáveis, sem perderem as características e os sabores natalícios. Já existem sonhos e rabanadas que podem ser feitos no forno, evitando a fritura e que podem ser polvilhados com adoçante e canela, em vez de açúcar.
  8. Aproveitar esta época para passear em família – A quantidade de filmes e de séries que passam na televisão durante a época natalícia parecem ser sempre o melhor plano familiar, principalmente se o tempo estiver frio. No entanto se tiver oportunidade, caminhar em família é sempre uma boa opção, pois o exercício físico é um dos aliados no controlo da doença. Nos dias em que se tiver desencaminhado na refeição , deve fazer uma caminhada de trinta minutos para compensar.
  9. Ajustar a medicação – O ajuste da medicação é muito importante, especialmente para pessoas que vivem com diabetes tipo 1. Deve aumentar-se a quantidade de insulina que se administra às refeições, em função do aumento do número de hidratos de carbono que se consomem.
  10. Comer de uma forma mais cuidada e mais devagar – Comer mais devagar ajuda a ingerir uma quantidade menor de alimento e contribui para uma melhor saúde digestiva.

Atualmente a diabetes tipo 1 afeta 3327 jovens em Portugal e continua a estar associada a vários mitos no que toca ao impacto que tem na vida dos doentes. A ideia de que os jovens estão impedidos de comer certos alimentos é ainda muito presente na mente da população em geral.

“É errado pensar que as pessoas que vivem com diabetes tenham de ter um Natal diferente ou que estão impedidos de comer algumas das iguarias. Apesar de terem de ter um maior controlo dos níveis glicémicos, não estão impedidos de comer nenhuma iguaria de Natal”, explica Jenifer Duarte, nutricionista da Associação de Jovens Diabéticos de Portugal. 

Acidente/INEM
A NAV Portugal rejeitou que tenha demorado excessivamente a alertar a Força Aérea sobre o desaparecimento do helicóptero do...

O comunicado da empresa responsável pela gestão do tráfego aéreo dá a conhecer resultados da "investigação interna" que fez ao caso do acidente com o helicóptero do INEM, que provocou a morte dos quatro ocupantes, depois de o relatório preliminar da Proteção Civil ter concluído que o alerta após o desaparecimento "não foi efetuado com a necessária tempestividade, podendo ter comprometido o tempo de resposta dos meios de busca e salvamento”.

A NAV justifica a investigação com a necessidade de "exclusivamente averiguar o cumprimento, por parte dos seus serviços, das normas e dos procedimentos a que está obrigada a nível nacional e internacional", designadamente a "diretiva operacional nº4, que a obriga a "assegurar em conjunto com a Força Aérea Portuguesa (FAP) a monitorização permanente do espaço aéreo continental e detetar pelos meios disponíveis situações associadas a eventuais acidentes com aeronaves" e "alertar de forma expedita e no mais curto espaço de tempo o Rescue Coordination Centre (RCC) da Força Aérea (FAP) sempre que constate alguma daquelas situações".

"Analisada a fita do tempo, verificável pelas autoridades competentes, e constatando-se que a hora estimada de aterragem era cerca das 18:52, iniciou-se a fase de alerta às 19:22, momento em que os Serviços de Controlo de Tráfego Aéreo iniciaram todos os procedimentos impostos no Anexo 11 para detetar a eventual ocorrência de um incidente ou acidente. Cerca de 10 minutos depois foi contactada a Esquadra Independente de Tráfego Aéreo para confirmar a ausência de informação concreta sobre a aeronave em causa", refere.

E a empresa prossegue indicando que "cerca das 19:38 procedeu-se à notificação do RCC da FAP, via Supervisor do ACC de Lisboa, entrando-se na fase de distress, porque já existia uma razoável certeza de poder ter ocorrido uma ameaça grave à segurança da aeronave e seus ocupantes, cumprindo desta forma todas as obrigações decorrentes da regulamentação em vigor".

"De notar que estes prazos aplicam-se aos voos em espaço aéreo controlado, o que não era o caso do voo de emergência médica sinistrado que estava a voar em espaço aéreo não controlado", sublinha, para logo a seguir concluir: “Sem prejuízo da disponibilidade da NAV Portugal continuar a colaborar com todas as entidades envolvidas com vista ao integral apuramento dos factos, a referida mediatização de conclusões incorretas relativamente à atuação dos serviços de controlo de tráfego aéreo, impôs o presente esclarecimento".

O relatório preliminar da Proteção Civil apontou falhas à NAV Portugal, ao 112 e ao Comando Distrital de Operações de Socorro do Porto (Proteção Civil).

“O contacto com o Rescue Cordination Center (RCC), da Força Aérea Portuguesa, para a identificação de um possível acidente com uma aeronave, tanto por parte da NAV Portugal como do CONOR [Centro Operacional do Norte do 112], não foi efetuado com a necessária tempestividade, podendo ter comprometido o tempo de resposta dos meios de busca e salvamento”, indica o relatório preliminar da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC).

Segundo o documento, colocado na página da internet da ANPC, a NAV Portugal, responsável pela gestão do tráfego aéreo, desenvolveu, durante 20 minutos (das 19:20 às 19:40) “as suas próprias diligências, em detrimento do cumprimento do estipulado na Diretiva Operacional Nacional n.º 4 – Dispositivo Integrado de Resposta a Acidentes com Aeronaves”.

A Proteção Civil apurou ainda que o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) do Porto “foi alvo de seis tentativas de contacto telefónico, sendo que apenas uma delas foi abandonada antes do atendimento”.

A queda do helicóptero do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), no sábado, em Valongo (distrito do Porto) provocou a morte a quatro pessoas – dois pilotos, um médico e uma enfermeira.

A aeronave em causa é uma Agusta A109S, operada pela empresa Babcock, e regressava à sua base, em Macedo de Cavaleiros, Bragança, após ter realizado uma missão de emergência médica de transporte de uma doente grave para o Hospital de Santo António, no Porto.

Serviços Partilhados do Ministério da Saúde
As receitas eletrónicas chegaram às prisões no dia 14, afirmaram os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, e estão ao...

O presidente dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, Henrique Martins, disse que as prisões eram o único setor que ainda usavam só receitas em papel, mas que agora se passou a usar o mesmo sistema informático que serve todo o Serviço Nacional de Saúde.

Em cinco dias, foram emitidas 238 receitas sem papel a 119 reclusos de vários estabelecimentos prisionais diferentes.

"É preciso distinguir que é um cenário diferente do habitual", salientou, uma vez que as receitas eletrónicas são enviadas por correio eletrónico ou para um telemóvel usado pela instituição, como o da farmácia da prisão, uma vez que os reclusos não podem ter telemóveis próprios.

Apesar da mudança, o resultado é o mesmo, porque já era a prisão que aviava as receitas em nome do recluso. Como as receitas, as guias de tratamento podem ser enviadas da mesma forma.

Henrique Martins indicou que os reclusos com penas mais curtas têm acesso a todo o seu historial de consultas e prescrições dentro da cadeia quando saem.

A chegada da prescrição eletrónica significa que os serviços de saúde do Ministério da Justiça poderão ter "uma outra perceção do uso de medicamentos", salientou, referindo que "esta população está fortemente medicada", sobretudo para questões de saúde mental.

A prescrição eletrónica nas prisões resulta de um protocolo entre os ministérios da Saúde e da Justiça, que vão também colaborar para levar o registo eletrónico aos serviços hospitalares prisionais, também partilhando o sistema informático com o resto dos hospitais.

SNS 24
A população de cinco concelhos do norte do distrito de Lisboa está entre os primeiros beneficiários do país da linha de apoio...

A parceria entre os Serviços Partilhados do Ministério e as administrações regionais de saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) e do Norte foi estabelecida na segunda-feira, informou a ARSLVT.

A Linha do SNS 24 promove a proximidade entre os cidadãos e o Serviço Nacional de Saúde, e articula as respostas aos problemas de saúde, sociais e de segurança detetados.

O apoio telefónico abrange, para já, idosos dos Agrupamentos de Centros de Saúde Oeste Sul e Porto Oriental.

Na área do Agrupamento de Centros de Saúde Oeste Sul, existem mais de 21 mil idosos, 10% do número de utentes, a quem o apoio pode chegar, afirmou à agência Lusa o diretor António Martins.

Trata-se de um programa que “antecipa cuidados de saúde, previne doenças, combate a mortalidade e o isolamento” desta população, explicou o responsável.

Entre a população potencial do ACES Oeste Sul, 9.149 idosos são de Torres Vedras, 6.390 de Mafra, 2.878 da Lourinhã, 1.914 do Cadaval e 1.037 do Sobral de Monte Agraço, no distrito de Lisboa, de acordo com dados enviados pelo ACES Oeste Sul.

“No Cadaval, já havia intervenções de enfermagem relacionadas com esta problemática do isolamento”, adiantou António Martins.

Apoiada pelo município, uma unidade móvel percorre aquele concelho a identificar idosos isolados, a diagnosticar as suas necessidades de saúde através de um enfermeiro e a dar apoio na marcação de consultas.

Agora através da linha, o ACES Oeste Sul espera “atender um maior número de utentes” que não frequentavam as consultas do médico de família.

No Cadaval, a unidade móvel dá apoio a mais de meia centena de idosos, com uma média de 81 anos e sem meios económicos.

Antes, esperavam mais de um ano por uma consulta médica e não conseguiam aceder a consultas de enfermagem, por isso não recorriam aos serviços de saúde, não se vacinavam nem efetuavam qualquer vigilância da diabetes ou da hipertensão.

Estudo
A Assembleia da República e a APH – Associação Portuguesa de Hemofilia e de outras Coagulopatias Congénitas promoveram hoje a...

Este estudo deve obrigar-nos a repensar a forma como estamos a encarar esta doença. Quase todas as pessoas com hemofilia e cuidadores aceitarem as hemorragias como uma condição normal, mesmo afirmando que fazem profilaxia, é muito grave. São as hemorragias que limitam e degradam a vida das pessoas com hemofilia, é urgente que a profilaxia e a adesão ao tratamento seja melhorada, exigindo-se uma personalização do tratamento que conduza às zero hemorragias” afirma Miguel Crato, presidente da APH.

O Auditório de Almeida Santos do Novo Edifício da Assembleia da República foi o lugar escolhido para a iniciativa “Hemofilia – Hemorragias Zero, um mito ou uma realidade” que decorreu entre as 11:00 e as 13:30 e onde foram divulgados os resultados do inquérito “Perceções sobre hemofilia: impacto, gestão do tratamento, envolvimento e informação” que envolveu cuidadores, pessoas com hemofilia, profissionais de saúde, políticos e reguladores.

A sessão contou com a participação da Diretora-Geral de Saúde, Graça Freitas, representantes da Ordem dos Farmacêuticos, Ordem dos Enfermeiros e Ordem dos Médicos, deputados da Comissão de Saúde e membros de várias associações de doentes. 

Além de um debate que envolveu os diversos intervenientes do inquérito, foram definidas algumas estratégias de futuro para a hemofilia, e discutidos exemplos de possível aplicação legislativa que foram acompanhados pelo entendimento político da área.

Foram inquiridas 112 pessoas, o que corresponde a uma taxa de resposta de 61,8%, e através das quais foi possível apurar que existe ainda um significativo desconhecimento em relação à hemofilia, principalmente entre o poder político e os reguladores, e que a grande maioria das pessoas que vivem diretamente com esta condição assume que esta lhes condiciona a vida, seja pelas limitações físicas que impõe ou pelo medo de ter uma hemorragia.

De forma geral, identificaram-se várias necessidades e receios, principalmente ao nível da distribuição da informação e da gestão do impacto da doença, que são comuns aos vários inquiridos.

Pode consultar aqui o Relatório Final.

Páginas