Causa de incapacidade motora

Paralisia cerebral: recém-nascidos muito prematuros são os que correm maior risco

Para assinalar o Dia Nacional da Paralisia Cerebral, a especialista em neuropediatria, Susana Rocha, escreve sobre uma patologia que, em Portugal, atinge anualmente cerca de 200 crianças.

A paralisia cerebral é a causa mais frequente de incapacidade motora em idade pediátrica, afetando cerca de 1,7 crianças por cada mil nascidas na Europa. Segundo o Programa de Vigilância Nacional da Paralisia Cerebral aos 5 anos de idade (PVNPC5A), iniciado em 2006, entre 2001 e 2007 nasceram em Portugal 1187 crianças com paralisia cerebral, o que dá uma taxa de incidência média de 1,55 casos em mil nados vivos.

Resulta de uma lesão no cérebro imaturo que pode ocorrer durante a gravidez, na altura do parto ou no período neonatal, ou até aos 2 anos de idade. Esta lesão pode ser causada por uma malformação cerebral, infeção, traumatismo, asfixia grave ou um acidente vascular cerebral.

Os recém-nascidos muito prematuros, ou com complicações durante a gravidez e parto são os que correm maior risco de vir a ter paralisia cerebral.

A deficiência motora pode ir desde o atingimento de apenas um membro (braço ou perna), até aos quadros mais graves de afeção dos 4 membros e incapacidade para a marcha e autonomia nas atividades do dia-a-dia (comer, higiene, vestir, aprender novas tarefas).

Além da deficiência motora, as crianças e adultos com paralisia cerebral têm com frequência epilepsia, dificuldades na comunicação, défice cognitivo, défices visuais e/ou auditivos, e problemas nutricionais.

Constitui um problema de grande magnitude pelas deficiências associadas, pela sua cronicidade e pelas implicações médicas, sociais e educacionais que origina.

O acompanhamento do doente com paralisia cerebral deve ser multidisciplinar (efetuado por médicos, terapeutas, assistentes sociais, docentes do ensino especial) e tem como objetivo melhorar a qualidade de vida deste e das suas famílias, e promover a sua plena integração na sociedade, não só a nível educativo e profissional, como também proporcionando o acesso a atividades de lazer (desporto, artes, etc.).

Dra. Susana Rocha - Neuropediatra na Clínica de Santo António
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
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INFORMAÇÕES ESSENCIAIS COMPATÍVEIS COM RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO NOME DO MEDICAMENTO: Microlax, 450 mg/5 ml + 45 mg/5 ml, Solução rectal e Microlax, 270 mg/3 ml + 27 mg/3 ml, Solução rectalCOMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA: Composição por microclister: Citrato de sódio: 450 mg ou 270 mg; Laurilsulfoacetato de sódio 45 mg ou 27 mg. Excipiente q.b.p.: 5 ml ou 3 ml. FORMA FARMACÊUTICA: Solução rectal (enema). A solução é viscosa, incolor e contém pequenas bolhas de ar incorporadas. INFORMAÇÕES CLÍNICAS – Indicações terapêuticas: Tratamento sintomático da obstipação rectal ou recto-sigmoideia; Encopresis; Obstipação durante a gravidez, obstipação associada ao parto e cirurgia (uso pré e pós­operatório); Preparação do recto e sigmóide para exames endoscópicos. Posologia e modo de administração: Adultos e crianças de idade superior a 3 anos: Administrar o conteúdo de uma bisnaga por dia. Na obstipação marcada pode vir a ser necessária a aplicação do conteúdo de duas bisnagas. Crianças até 3 anos: Na maioria dos casos é suficiente uma bisnaga de Microlax a 270 mg/3 ml + 27 mg/3 ml. Modo e via de administração: 1. Retirar a tampa da cânula (Microlax a 270 mg/3 ml + 27 mg/3 ml) ou quebrar o selo da cânula (Microlax a 450 mg/5 ml + 45 mg/5 ml). 2. Comprimir ligeiramente a bisnaga até aparecer uma gota na extremidade da cânula. 3.Introduzir a cânula no recto. 4.Comprimir completamente a bisnaga. 5.Retirar a cânula, mantendo a bisnaga comprimida. Contra-indicações:Hipersensibilidade às substâncias activas ou a qualquer dos excipientes. Advertências e precauções especiais de utilização: Recomenda-se evitar a utilização de Microlax no caso de pressão hemorroidária, fissuras anais ou rectais e colites hemorrágicas. Interacções medicamentosas e outras formas de interacção: Não foram realizados estudos de interacção. Efeitos indesejáveis: Doenças gastrointestinais: Frequência desconhecida (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis): Como em relação a todos os medicamentos do género, um uso prolongado pode originar sensação de ardor na região anal e excepcionalmente rectites congestivas. DATA DA REVISÃO DO TEXTO: Janeiro de 2009. Para mais informações deverá contactar o titular de Autorização de Introdução no Mercado. Medicamento não Sujeito a Receita Médica.