Ministra da Saúde
A ministra da Saúde avisou na sexta-feira que o Governo tem "linhas vermelhas" nas negociações com os enfermeiros,...

"Penso que tudo aquilo que o Governo faz nesta matéria tem que conjugar uma grande preocupação com a primeira função do Serviço Nacional de Saúde - estar à disposição dos utentes, proteger o direito à saúde -, mas, por outro lado também, garantir o equilíbrio financeiro e o equilíbrio entre as várias profissões não só da saúde, mas da administração pública em geral", disse Marta Temido a jornalistas em Évora, após a apresentação do projeto de financiamento do novo Hospital Central do Alentejo no âmbito da reprogramação do atual programa de fundos comunitários Portugal 2020.

"Essas são as nossas linhas vermelhas, não podemos por em causa a sustentabilidade financeira do país, porque não queremos voltar a sítios onde já estivemos e não gostámos de estar, e queremos também garantir que as profissões têm um tratamento equitativo", afirmou, frisando que "há várias profissões da saúde, não há só enfermeiros", e que ao Governo "cumpre, em primeira linha, garantir a equidade de tratamento".

"Não podemos, de facto, conceder a alguns, porque têm mais capacidade vocal, mais capacidade de fazer algumas manifestações, aquilo que não concedemos a outros. Nenhum português nos perdoaria isso", advertiu a ministra.

Marta Temido disse que o Governo procurou sempre, desde o início das negociações, aproximar-se das reivindicações dos enfermeiros e "encontrar pontes".

"Claro que para isso é necessário que do outro lado haja idêntica vontade", vincou, mostrando-se satisfeita "por saber que os enfermeiros entendem que esse esforço é de valorizar e do outro lado também manifestam idêntica vontade".

Portanto, frisou, "teremos boa possibilidade de fazer um caminho que seja no sentido da dignificação da profissão de enfermagem, mas sobretudo da salvaguarda dos direitos dos utentes do Serviço Nacional de Saúde".

"O que é necessário para que se consiga fazer uma negociação é que ambas as partes façam pelo menos metade do caminho. O Governo tem feito, da sua parte, na área da profissão de enfermagem, um caminho que já vem detrás e que é longo", defendeu Marta Temido.

Segundo a ministra, na área do Serviço Nacional de Saúde e da profissão de enfermagem, "o Governo já trabalhou num conjunto de medidas que é muito significativo".

Por outro lado, lembrou, os enfermeiros diziam que "a justificação" para a sua "insatisfação" era "a falta de uma categoria que previsse explicitamente o enfermeiro especialista".

"No sentido de nos aproximarmos e de resolvermos o problema tremendo que se colocava na vida dos portugueses, também por força destas greves muito agressivas, como as classificámos desde o início, procurámos dar esse passo [para a criação daquela categoria]", disse.

O Governo apresentou sexta-feira aos sindicatos uma proposta de criação da categoria de enfermeiro especialista, disse o presidente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses.

Sobre o caso do médico cirurgião António Peças, afastado do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) por alegadamente se ter recusado a helitransportar doentes, a ministra disse que "será feita a avaliação necessária, como é evidente, e tiradas as devidas consequências, mas há instâncias próprias para fazer essas avaliações".

Questionada sobre se o caso mancha a credibilidade do Serviço Nacional de Saúde e do INEM, Marta Temido disse que não acredita que casos concretos manchem a credibilidade de instituições.

"Acredito que casos concretos são casos excecionais que devemos considerar, avaliar, porventura investigar e retirar daí as consequências, que teremos que ter sempre em consideração", rematou.

Este ano
O Centro Hospitalar do Oeste anunciou que vai fazer o primeiro reforço de recursos humanos em 2019, com a contratação de 15...

Numa nota de imprensa, o Centro Hospitalar do Oeste (CHO) explica que, “dando seguimento à autorização conjunta” dos ministérios da Saúde e das Finanças e em articulação com a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, “irá iniciar de imediato os procedimentos necessários à celebração de contrato individual de trabalho sem termo para estes profissionais”.

“Estes profissionais serão contratados por tempo indeterminado, na medida em que irão satisfazer necessidades permanentes de serviço, dando resposta, em simultâneo, às necessidades sazonais, ou seja, associadas ao período de inverno e ao surgimento de síndromas gripais e respiratórios”, adianta.

Na mesma nota, o CHO recomenda aos cidadãos que, nesta época de inverno, sigam as recomendações da Direção-Geral da Saúde sobre as consequências das temperaturas baixas e recorram em primeiro lugar ao SNS 24, através da linha telefónica 8082424 24, e aos cuidados de saúde primários – que terão horários alargados - antes de se dirigirem às urgências dos hospitais.

O Centro Hospitalar do Oeste integra os hospitais de Caldas da Rainha e Peniche, no distrito de Leiria, e Torres Vedras, Lisboa.

 

Ministério da Saúde
O Ministério da Saúde brasileiro lançou um alerta sobre picadas de escorpiões, depois de o país ter registado 141.400...

De acordo com um comunicado divulgado pelo Ministério da Saúde, o número de casos registados no ano anterior representa um aumento de 16.000 ocorrências face a 2017, e um crescimento de quase 50.000 em relação a 2016.

Aquele ministério informou ainda que os grupos considerados mais expostos às picadas de escorpião são os "trabalhadores da construção civil, crianças e pessoas que permanecem grandes períodos dentro de casa ou em quintais".

O clima húmido e quente do verão contribui para o aparecimento destes invertebrados artrópodes, que habitualmente se escondem em esgotos e locais com concentrações de lixo.

Os principais conselhos transmitidos pelo Ministério da Saúde passam por manter os jardins e quintais livres de entulho, folhas secas e lixo doméstico, assim como afastar as camas e berços das paredes.

Em 2016, 115 pessoas morreram devido a acidentes com escorpiões no Brasil. Em 2017, foram 88 as vítimas fatais registadas.

Sobre 2018, aquele ministério ainda não tem o levantamento sobre os óbitos registados.

Sindicato
O presidente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses disse, na sexta-feira, que o Governo vai fazer “mais um ou dois...

Segundo José Carlos Martins, o compromisso foi assumido sexta-feira na reunião da comissão negociadora da carreira de enfermagem, que integra representantes dos ministérios da Saúde e das Finanças, com a CNESE, comissão negocial constituída pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) e pelo Sindicato dos Enfermeiros da Madeira.

Em declarações no final de uma reunião negocial, o presidente do SEP recordou que uma das exigências da CNESE é a admissão de 1.500 enfermeiros, além da justa contagem dos pontos para efeitos de descongelamento das progressões e o pagamento do suplemento remuneratório a todos os enfermeiros especialistas que ainda falta receber.

“Já é público que a CNESE exige a admissão de 1.500 enfermeiros, também já é público que o Governo decidiu recrutar agora em janeiro 450” e hoje “assumiu que haverá mais um ou dois recrutamentos de enfermeiros este ano”, disse José Carlos Martins.

Contudo, sublinhou, “o número global de enfermeiros a recrutar, além dos 450 anunciados, ainda não está definido”.

Em 05 de janeiro, o Ministério da Saúde anunciou que vão ser contratados 450 enfermeiros e 400 assistentes operacionais para os hospitais do Serviço Nacional de Saúde.

Na reunião negocial de hoje com a CNESE, o Governo apresentou uma proposta de criação da categoria de enfermeiro especialista e manifestou a disponibilidade para publicar o despacho que viabiliza o pagamento do suplemento remuneratório a mais enfermeiros especialistas, de acordo com as propostas das instituições.

Segundo o sindicato, o governo apresentou um único diploma mantendo, contudo, uma carreira para Contrato de Trabalho em Funções Públicas (CTFP) e outra para Contrato Individual de Trabalho (CIT) e a não imposição das regras de construção de carreiras na administração pública assumindo, designadamente, a sobreposição de posições remuneratórias.

“Em consequência, propõem a introdução das categorias de enfermeiro especialista e de enfermeiro gestor”, afirma o SEP em comunicado.

Sindicatos
Os enfermeiros vão suspender a greve nos blocos operatórios, mas só a desconvocam se forem assumidos os compromissos exigidos...

O Ministério da Saúde convocou os sindicatos dos enfermeiros para uma reunião na quinta-feira com membros do Governo, que era uma das condições impostas por um sindicato para suspender a greve em blocos operatórios, com início agendado para hoje e convocada até 28 de fevereiro.

“Neste momento queremos mostrar que estamos disponíveis para chegar a um entendimento. O Governo cumpriu a sua palavra. Nós, de boa-fé, mantemos a suspensão [até quinta-feira]. Se a greve acontece ou não depende dos resultados da reunião que vai acontecer”, disse a dirigente da Associação Sindical Portuguesa dos Enfermeiros (ASPE) Lúcia Leite, que em conjunto com o Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (Sindepor) integra uma das mesas negociais que com representantes do Ministério da Saúde e do Ministério das Finanças têm negociado a revisão da carreira de enfermagem.

Na reunião de sexta-feira, os sindicatos não conseguiram que o Governo assinasse o memorando de entendimento proposto pelas estruturas representativas dos enfermeiros, ainda que reconheçam que o executivo cedeu em algumas das exigências dos profissionais, como a criação da categoria de enfermeiro especialista e o descongelamento das progressões na carreira para todos os enfermeiros.

No entanto, afirmou Lúcia Leite, sem um documento assinado na próxima quinta-feira que comprometa o Governo em relação a todas as reivindicações dos enfermeiros a greve não será desconvocada.

Referindo-se a declarações da ministra da Saúde, Marta Temido, que na sexta-feira, no lançamento do programa de financiamento do novo Hospital Central do Alentejo, em Évora, disse querer para os enfermeiros condições de equidade com outras profissões, mas sem pôr em causa a sustentabilidade das contas públicas, Lúcia Leite disse que os enfermeiros "não vão abdicar" dessa equidade.

Segundo Lúcia Leite, a reunião com o Governo acontece na próxima quinta-feira, às 17:00, com a presença da ministra da Saúde, Marta Temido, e representantes do Ministério das Finanças.

A ronda negocial relativa à carreira de enfermagem resultou em algumas cedências aos profissionais - como a criação da categoria de enfermeiro especialista e o descongelamento das progressões na carreira - mas não em todas as reivindicações sindicais, que exigem também aumentos salariais e a antecipação da idade da reforma.

A greve convocada para se iniciar hoje segue o modelo da que já ocorreu entre 22 de novembro e 31 de dezembro e que teve origem num movimento de enfermeiros que lançou uma recolha de dinheiro numa plataforma ‘online’ para ajudar a financiar os colegas durante a paralisação.

Na ocasião, a recolha de fundos atingiu 360 mil euros e hoje os enfermeiros voltaram a atingir o objetivo financeiro para a greve prevista para arrancar na segunda-feira, tendo a recolha de fundos através de uma plataforma ‘online’ ultrapassado os 400 mil euros pretendidos.

Às 14:30 de sábado o valor estava nos 403 mil euros.

A greve convocada poderá afetar blocos cirúrgicos de sete centros hospitalares: os dois centros do Porto, Braga, Vila Nova de Gaia/Espinho, Entre Douro e Vouga, Tondela/Viseu e Garcia de Orta.

Associação Europeia das Cidades Históricas Termais
A Associação Europeia das Cidades Históricas Termais vai investir três milhões de euros na criação do primeiro Atlas Termal da...

A candidatura ao Programa de Inovação da Comissão Europeia, “no valor de três milhões de euros, vai ser entregue em Bruxelas, no dia 14 de março, para se poder arrancar com o atlas, que pretendemos que cubra toda a Europa”, disse hoje Mario Crescente, vice-presidente do conselho científico da Associação Europeia das Cidades Históricas Termais (EHTTA).

O documento está hoje a ser preparado nas Caldas da Rainha (distrito de Leiria) num encontro de dirigentes e técnicos da associação, bem como de universidades, centros de investigação e representantes de empresas ligadas ao termalismo oriundos de nove países, “junto dos quais serão recolhidos contributos para fundamentar a importância do atlas”, explicou o responsável.

Em Bruxelas será apresentado “um protótipo desenvolvido nas cidades de Bath (Inglaterra), Mondariz (Espanha) e Caldas da Rainha (Portugal), as três primeiras a integrar o atlas”.

Entre as 250 cidades europeias que devem integrar a obra numa primeira fase constarão “cidades com termas em funcionamento”, mas também “outras com património termal abandonado, sobretudo na Europa interior”, em relação às quais a EHTTA pretende “alertar, para que não se perca a oportunidade histórica de reabilitar esse património”.

Nesse sentido, o atlas disponibilizará “informações e estudos que permitirão aos decisores identificar em quais destes conjuntos patrimoniais se deverá investir, qual o retorno expectável e qual o índice de utilização que se espera que venham a ter”, afirmou Mario Crescente.

A ideia é “fazer um levantamento de todos os recursos termais para que possam ser usados como instrumento de desenvolvimento da Europa”, funcionando o atlas como “uma aplicação de informação na ‘web’ que facilitará, por exemplo, decisões sobre candidaturas a fundos para a reabilitação desse património”, exemplificou.

Além de ser a primeira cidade portuguesa a integrar o atlas, Caldas da Rainha foi escolhida para a realização da reunião técnica por se tratar de “um exemplo de reabilitação do património termal”, referiu à Lusa o vice-presidente da câmara e membro do conselho consultivo da EHTTA, Hugo Oliveira.

A cidade, que deveu a sua fundação à construção do hospital termal mais antigo do mundo, atualmente encerrado, está em fase de relançamento do termalismo, após a cedência do património ao município.

A autarquia prepara agora a reabertura do hospital e concessionou a privados os Pavilhões do Parque, onde vão ser investidos 15 milhões de euros na construção de um hotel.

A EHTTA - European Historic Thermal Towns Association foi fundada em 2009 e conta atualmente com mais de 40 cidades associadas em mais de 15 países.

Parlamento
A Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves lamentou hoje que o parlamento tenha rejeitado a proibição de um medicamento que...

“Portugal perdeu uma oportunidade de dar o exemplo em matéria de conservação da natureza e salvaguarda da saúde pública”, defendeu a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) em comunicado, acrescentando que a aprovação do “medicamento perigoso” fica nas mãos da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV).

O plenário da Assembleia da República debateu na quinta-feira dois projetos de lei, um do PEV e outro do PAN, que proibiam o uso veterinário de um anti-inflamatório que pode ser letal para aves necrófagas, como os abutres, chamado Diclofenac.

O medicamento não está autorizado em Portugal, estando em avaliação um pedido de autorização na DGAV.

Hoje os projetos foram rejeitados, com os votos do PS, do PSD e do CDS-PP.

Diz a SPEA que a decisão de hoje contraria uma resolução da própria Assembleia da República de abril passado, e mantém viva “uma séria ameaça a várias espécies protegidas e à saúde pública do país”.

“Não se percebe como é que não é proibida uma substância que é perigosa e para a qual existem alternativas seguras”, diz o coordenador do departamento de conservação terrestre da SPEA, Joaquim Teodósio, citado no comunicado.

Como há um pedido de autorização de comercialização, desde 2016, junto da DGAV, a SPEA diz que se exige agora a esta instituição, “tendo em consideração o melhor conhecimento científico existente, e respeitando o princípio da precaução, que não aprove este pedido de comercialização, evitando o consumar de um risco real, iminente e crítico para a conservação de várias espécies protegidas”.

Diz ainda a SPEA que ao não proibir o Diclofenac os deputados “falharam nas suas obrigações para com o povo português e descuraram os compromissos assumidos a nível internacional, de conservação da natureza”.

Se a DGAV aprovar o medicamento Portugal arrisca-se a deixar de ser um refúgio para espécies protegidas como o abutre-preto, o britango e a águia-imperial-ibérica, que “estão ameaçadas a nível europeu e mundial, e das quais existem populações importantes no nosso país”, pode ler-se ainda no documento.

E citando o diretor para a Europa da organização de conservação da natureza BirdLife, Iván Ramírez, diz a SPEA: “O resultado da votação de hoje deixa-nos perplexos e muito entristecidos. Portugal acabou de perder uma excelente oportunidade para dar um exemplo a toda a Europa”.

Desde 2014 que diversas organizações têm alertado para os possíveis impactos do medicamento em aves necrófagas. Em abril a Assembleia da República aprovou um projeto de resolução, apresentado pelo PAN, que recomendava ao Governo a não autorização da comercialização de medicamentos veterinários com Diclofenac

O documento, aprovado a 13 de abril, dizia: “A Assembleia da República resolve, nos termos do n.º 5 do artigo 166.º da Constituição, recomendar ao Governo que não autorize a comercialização do medicamento veterinário Diclofenac, por representar um risco para as populações de aves necrófagas, podendo levar ao seu extermínio”.

Infarmed
A Autoridade Nacional do Medicamento advertiu hoje que é proibida a comercialização do teste rápido para o VIH “NecLife One...

A autoridade competente finlandesa proibiu a comercialização e ordenou a recolha do dispositivo médico para diagnóstico ‘in vitro’ "NecLife One step Rapid Test for HIV I & II", do fabricante Nectar Lifesciences, por não cumprir com os requisitos da legislação aplicável, refere o Infarmed num comunicado.

O Infarmed adianta que, em Portugal, não foram identificados registos de comercialização de dispositivos deste fabricante, mas, “atendendo a que existe livre circulação de produtos no espaço económico europeu”, recomenda que “não seja adquirido nem utilizado, uma vez que a sua qualidade, segurança e desempenho não podem ser assegurados”.

Quem tiver conhecimento da existência deste dispositivo em Portugal deve reportar a situação à Direção de Produtos de Saúde do Infarmed.

Em outro comunicado, a Autoridade Nacional do Medicamento adianta que também foi proibida a comercialização pela autoridade alemã de 'procedure packs' e 'kits' do fabricante Hamamed GmbH Herstellung & Vertrieb von Medizinprodukten.

Segundo o Infarmed, o fabricante continuava a colocá-los no mercado após a retirada dos respetivos certificados pelo organismo.

“Em Portugal não foram identificados registos da comercialização de dispositivos deste fabricante, mas, atendendo a que existe livre circulação de produtos no espaço económico europeu”, o Infarmed recomenda que os mesmos não sejam adquiridos nem utilizados.

Sindicatos
O Governo apresentou hoje aos sindicatos uma proposta de criação da categoria de enfermeiro especialista, disse hoje o...

“Na última reunião tinham decidido ponderar e agora já apresentam a proposta de enfermeiro especialista, enfermeiro chefe, enfermeiro gestor, chamam-lhe enfermeiro coordenador e enfermeiro para a área da gestão”, adiantou José Carlos Martins no final de uma reunião negocial com o Governo.

Segundo José Carlos Martins, o Governo assumiu que irá publicar um despacho com o aumento do número de postos de trabalho para enfermeiros especialistas, de acordo com as propostas apresentadas pelas instituições, que deverá ser publicado ainda este mês.

O dirigente sindical lembrou que a CNESE, comissão negocial constituída pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) e pelo Sindicato dos Enfermeiros da Madeira, tem colocado desde 05 de dezembro três questões que requerem resolução prévia para continuar no processo negocial da carreira: a justa contagem dos pontos para efeitos de descongelamento das progressões, o pagamento do suplemento remuneratório a todos os enfermeiros especialistas que ainda falta receber e a admissão de 1.500 enfermeiros.

“Se o Ministério da Saúde não apresentar propostas sobre estas reivindicações “inviabiliza a participação da CNESE nas reuniões negociais da carreira, porque sem estas soluções não é possível ter uma negociação séria e honesta designadamente das transições da carreira”, sublinhou.

O presidente do SEP explicou que “não é possível” estar a discutir para onde os enfermeiros transitam na nova carreira sem saber em que posição remuneratória estão atualmente, sendo que par isso “têm que estar definidos os descongelamentos de escalões”.

Relativamente ao descongelamento de escalões, o Governo assumiu o que a CNESE exigia sobre a contagem de um ponto e meio até 31 dezembro de 2014 para funcionários públicos e para CIT (contrato individual de trabalho), o que é “uma notícia boa”.

“A notícia menos boa é que ainda está a ponderar se conta ou não pontos para trás relativamente ao reposicionamento nos 1.200 euros”, frisou.

José Carlos Martins disse que, se estes pontos não forem contados, “nenhum dos CIT muda de posição remuneratória”, nem os cerca de 7.000 enfermeiros da Função Pública que foram reposicionados em 2011, 2012 e 2013 no descongelamento, “o que é totalmente intolerável”.

Perante as propostas hoje apresentadas, José Carlos Martins disse estarem reunidas as condições para avançar para a discussão da carreira.

Para o sindicalista, a nova proposta apresentada sobre a carreira continua a não dar resposta à aposentação mais cedo, nem a mecanismos de compensação da penosidade decorrente do trabalho por turnos.

“O Governo em bom rigor mantém a atual grelha salarial na categoria de enfermeiro a começar nos 1.200 euros e é totalmente intolerável que proponham o início dos enfermeiros especialistas abaixo dos 1.613 euros, que é o mínimo que a Administração Pública paga a quem tem o mestrado”, vincou.

Sobre a greve decretada para os próximos dias 22, 23, 24 e 25, disse que se mantém, estando neste momento “centrada na exigência de contar pontos para trás a quem for posicionado nos 1.200 euros”, mas os sindicatos têm a expetativa que o Governo resolva esta questão na próxima reunião que irá decorrer a 17 ou 18 de janeiro.

No Dia Internacional do Obrigado
Hoje celebra-se o Dia Internacional do Obrigado e a Sociedade Ponto Verde não pode deixar passar esta data sem agradecer a cada...

Um obrigado a todas as mães que, carinhosamente, guardam os pacotes de leite vazios do lanche dos seus filhos; aos que têm a importante tarefa de levar os sacos bem cheios até aos ecopontos e, cuidadosamente, separá-los em cada cor; aos educadores e professores que dedicam tempo das suas aulas à reciclagem e às crianças que incentivam toda a família lá em casa a reciclar.

Um obrigado aos amigos que, depois de uma noite animada, não se esquecem de que a garrafa de vidro vazia merece um final feliz; àquele colega que leva a reciclagem ao peito e põe todo o escritório a reciclar; aos que diariamente fazem dos seus restaurantes e cafés o ponto de partida para mudar o mundo e a todos os que trocam 5 minutos de sofá ao final do dia para fazer uma visita ao ecoponto mais próximo.

Aos 70% dos lares portugueses que estão a “Transformar Ideais em Gestos Reais” e a contribuir para um futuro melhor, tendo já encaminhado para a reciclagem mais de 7,5 milhões de toneladas de embalagens, e aos restantes 30% que, em breve, irão juntar-se a nós neste compromisso, a Sociedade Ponto Verde transmite um sincero obrigado.

Especialista
60% dos casos de otites médias agudas manifestam-se nos meses mais frios.

Há quem o deteste, há quem o adore. Como tudo na vida, o inverno não agrada a todos, mas certo é que ele está à porta e mais vale estarmos preparados para o enfrentar...com saúde! E não é só de narizes entupidos ou gargantas inflamadas que devemos falar e aos quais devemos estar atentos. A saúde auditiva também merece atenção, até porque, em Portugal, 60% dos casos de otites médias agudas manifestam-se nos meses mais frios, segundo um dos estudos realizados pela GAES - Centros Auditivos.

A audiologista Alexandra Marinho explica que “este problema é caracterizado por uma inflamação no ouvido médio, afetando qualquer indivíduo, independentemente da sua idade. Ainda assim, crianças e idosos são os grupos mais propícios a contrair doenças durante esta época do ano, principalmente porque o seu sistema imunitário possui menor capacidade defensiva perante agressões externas como o vento, o frio ou a chuva.”

Torna-se, pois, importante reforçar alguns conselhos nesta altura, para manter os nossos ouvidos protegidos:

  1. Não se esqueça da higiene dos seus ouvidos e de fazê-la corretamenterecorra a difusores de água marinha e evite o uso de cotonetes, uma vez que a cera acumulada junto à membrana timpânica é empurrada por estes. Depois do banho seque cuidadosamente os ouvidos com uma toalha;
  2. Opte por uma alimentação saudável e equilibrada, rica em vitamina B-12 (leite e seus derivados, ovos, fígado, carnes vermelhas, aloé vera, algas ou pólen), altamente benéfica para o sistema nervoso e também para os seus ouvidos;
  3. Tenha atenção às otites mal curadas, que podem provocar inflamação num ou em ambos os ouvidos ao mesmo tempo. Não é grave, mas podem causar problemas de audição, que desaparecem se forem tratados adequadamente;
  4. Se tiver dor ou desconforto consulte um especialista e faça uma avaliação auditiva. Isto deverá acontecer especialmente após ter curado uma otite ou qualquer tipo de infeção do ouvido com o objetivo de comprovar se afetou ou não a audição e tomar o quanto antes as medidas adequadas;
  5. Se está doente, mesmo que à partida não tenha que ver com os seus ouvidos, esteja atento. Doenças como a bronquite ou a faringite podem chegar a afetar a saúde auditiva, bem como o catarro ou uma gripe, seja porque aparecem focos infeciosos no aparelho auditivo ou porque o sistema imunitário se debilita e faz com que estejamos mais expostos.
Fonte: 
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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Bastonário
O bastonário dos Médicos quer que a Ordem tome uma posição sobre o uso de canábis para fins recreativos, lembrando o impacto...

Em declarações, a propósito dos dois projetos de lei que vão ser debatidos na próxima semana no parlamento, Miguel Guimarães indica que não foi, pelo menos por enquanto, pedido qualquer parecer à Ordem dos Médicos sobre a utilização da canábis para fins recreativos.

O bastonário admite que se trata de uma questão “mais política” do que a canábis para fins terapêuticos, mas entende que pode também ser “uma questão médica”, no sentido em que o consumo de canábis para uso recreativo pode ter “efeitos laterais potenciais que não são de desprezar”.

Na opinião de Miguel Guimarães, a legalização da canábis para fins recreativos “não será uma boa decisão”, mas ainda assim o responsável pretende que a Ordem emita uma “opinião técnica” sobre o assunto.

“Vou pedir que seja tomada uma opinião técnica, baseada no que é a evidência do uso da canábis de forma recreativa”, disse à Lusa.

No início do ano passado, aquando da discussão sobre a canábis para fins terapêuticos, a Ordem dos Médicos alertava para o facto de existir “forte evidência da eficácia” da canábis nalguns usos, mas avisava que a sua prescrição devia ser exclusivamente médica, enquanto medicamento e não na forma fumada.

O parecer da Ordem dos Médicos avisava que, pela sua potencial toxicidade, a prescrição da canábis devia ser exclusivamente médica e com regulamentação específica, como é feito com os derivados de morfina, por exemplo.

Nesse parecer, os especialistas pediam que não fossem negligenciados os potenciais riscos de saúde pública, “incluindo o abuso na sua utilização como droga recreativa”.

Sobre a segurança do uso da canábis, o parecer apontava para uma associação entre o seu consumo e o desenvolvimento de dependência, esquizofrenia e outras psicoses, bem como agravamento de dificuldade respiratória.

Na próxima quinta-feira, a legalização da canábis para uso recreativo vai estar em debate na no parlamento através de projetos de lei do Bloco de Esquerda e do PAN, que apresentam como grande diferença o local onde o produto deve ser vendido.

O Bloco defende que a venda deve ser feita em estabelecimentos licenciados para o efeito, que “devem ter, apenas e só, como atividade principal o comércio de plantas, substâncias ou preparações de canábis”, enquanto o Pessoas-Animais-Natureza (PAN) considera que a venda “deve ocorrer exclusivamente em farmácias, porque são pontos de venda neutros”, onde há profissionais habilitados para prestar esclarecimentos.

Sociedade Portuguesa de Diabetologia atualiza Recomendações
A Sociedade Portuguesa de Diabetologia (SPD) atualizou as Recomendações Nacionais para o tratamento da hiperglicemia na...

Este documento, redigido por profissionais de saúde do Grupo de Trabalho para as Recomendações Nacionais da SPD sobre a Terapêutica da Diabetes Tipo 2, defende que o tratamento desta doença se torne cada vez mais individualizado, olhando para além da hiperglicemia e tendo em conta os problemas ou riscos cardiovasculares ou renais.

Os objetivos metabólicos e a correspondente estratégia terapêutica devem ser adequados ao contexto do doente: idade, tempo conhecido de duração da doença, existência ou não de complicações (cardiovasculares, risco de hipoglicemias) e aspetos económicos, entre outros. Esta posição da Associação Americana de Diabetes (ADA) e da Associação Europeia para o Estudo da Diabetes (EASD) que a SPD adotou, reforça, no entanto, a necessidade de intensificar a terapêutica, de 3 em 3 ou de 6 em 6 de meses de modo a evitar a inércia terapêutica, caso os objetivos metabólicos individualizados não sejam alcançados.

A principal novidade que estas Recomendações trazem é a introdução de um algoritmo alternativo para os doentes com doença cardiovascular estabelecida ou de elevado risco ou com doença renal crónica prévia (estádio 3) e em que as opções preferenciais incluem os fármacos com estudos que tenham demonstrado benefícios cardio-renais, incluindo a redução de eventos cardiovasculares major, um impacto positivo na mortalidade cardiovascular ou ainda na progressão da doença renal crónica.

Além de a correção do estilo de vida e a educação da pessoa com diabetes, que devem ser promovidas ao longo de toda a evolução da doença e da terapêutica de fundo com metformina como tratamento de 1ª linha, na decisão clínica da terapêutica medicamentosa deve ser dada particular atenção à presença de doença cardiovascular ou doença renal crónica, aos idosos em situação frágil, às pessoas em que a ocorrência de hipoglicemias seja potencialmente mais gravosa e aos obesos. Face às especificidades inerentes ao tratamento da hiperglicemia nestas populações, estas Recomendações incluem referências específicas a novas classes terapêuticas como os agonistas dos recetores GLP-1, os inibidores do SGLT2 ou os inibidores da Dipeptidil Peptidase 4.

Os agonistas dos recetores GLP-1 demonstraram segurança cardiovascular e benefícios cardio-renais, nomeadamente com redução de eventos cardiovasculares ou da mortalidade em doentes com Doença Cardiovascular Aterosclerótica ou elevado risco cardiovascular.

Os inibidores do SGLT2 demonstraram benefícios cardio-renais na população com Diabetes Mellitus tipo 2 e elevado risco cardiovascular; com Doença Cardiovascular Aterosclerótica (DCA), nomeadamente na taxa de hospitalizações por insuficiência cardíaca; na mortalidade cardiovascular e na progressão da doença renal crónica estabelecida.

Os inibidores da Dipeptidil Peptidase 4 demonstraram ser seguros do ponto de vista cardiovascular, mas não apresentaram benefícios na morbilidade e mortalidade cardiovascular.

Rui Duarte, presidente da Sociedade Portuguesa de Diabetologia, sublinha: “Se temos fármacos que tratam a diabetes tipo 2 ao mesmo tempo que reduzem o risco cardiovascular e consequente mortalidade, desaceleram a evolução da doença renal crónica, ou favorecem a perda de peso e isso é comprovado pelos estudos, devemos recorrer a eles para tratar a pessoa com diabetes de forma mais individualizada, promovendo a sua saúde geral”.

De acordo com dados do Observatório Nacional da Diabetes (OND), a diabetes é uma das principais causas de morte em Portugal. As doenças cardiovasculares estão associadas a um impacto económico significativo, uma vez que levam a mais internamentos hospitalares e a maiores custos com o tratamento das comorbilidades da diabetes tipo 2, sendo responsáveis pela maioria da despesa em saúde com a diabetes. Tendo em conta os estudos mais recentes sobre a eficácia e a segurança dos novos fármacos para o tratamento da diabetes tipo 2 e dos seus efeitos nas comorbilidades associadas à diabetes tipo 2, e no sentido de promover a individualização terapêutica na diabetes, a SPD publicou no seu site e na Revista Portuguesa de Diabetes a atualização das Recomendações Nacionais para o tratamento da hiperglicemia na Diabetes tipo 2 – 2018/2019.

A partir de fevereiro
As empresas públicas e privadas de média e grande dimensão passam a estar obrigadas a contratar entre 1% e 2% de pessoas com...

De acordo com o novo regime, que estabelece o sistema de quotas de emprego para pessoas com deficiência, com um grau de incapacidade igual ou superior a 60%, a partir do dia 01 de fevereiro, todas as empresas, sejam públicas ou privadas, de média ou grande dimensão, passam a estar obrigadas a cumprir quotas.

No caso das empresas médias com um número igual ou superior a 75 empregados, estas devem contratar pelo menos 1% de trabalhadores com deficiência, enquanto as empresas de grande dimensão estão obrigadas a contratar pelo menos 2%.

Para conseguirem cumprir a nova legislação, está previsto um período de transição de cinco anos para as empresas com um número de trabalhadores entre os 75 e os 100 funcionários, e de quatro anos para as entidades com mais de 100 empregados.

“Com vista ao cumprimento faseado das quotas, as entidades empregadoras devem garantir que, em cada ano civil, pelo menos 1% das contratações anuais seja destinada a pessoas com deficiência”, lê-se na legislação.

As entidades empregadoras que durante o período de transição passem a ser empresas médias ou grandes, com 75 ou mais trabalhadores, têm direito a mais dois anos para conseguirem concretizar o cumprimento das quotas.

As empresas que não cumpram o regime de quotas ficam sujeitas a uma contraordenação grave, enquanto as que não cumpram os requisitos em matéria de apoios técnicos ou de adaptação do posto de trabalho incorrem numa contraordenação leve.

Podem ser excecionadas deste regime, as empresas que comprovem a impossibilidade da sua efetiva aplicação no respetivo posto de trabalho ou as que atestem que não existe um número suficiente de candidatos com deficiência inscritos nos serviços de emprego e que reúnam os requisitos necessários para preencher os postos de trabalho.

Conceito surgiu pela primeira vez em 1947
Hoje assistimos a um aumento da esperança média de vida, para a qual têm contribuído as melhorias da

Como resposta, têm-se desenvolvido diversas alternativas ao internamento convencional. Para os especialistas em Medicina Interna, a solução passa pela hospitalização domiciliária, uma opção de qualidade, segura, eficaz e de custo-efetivo.

Este conceito surgiu pela primeira vez em 1947, nos Estados Unidos da América, com a experiência “Home Care”, que visava descongestionar os hospitais, assim como criar um ambiente psicológico mais favorável para o doente. Já a primeira unidade a operar neste âmbito chegou à Europa apenas em 1957, a um hospital francês, sendo que no ano de 1996, o Comité Regional da Europa da Organização Mundial da Saúde (OMS) promoveu o desenvolvimento do “Hospital para Cuidados de Saúde”, também conhecido como “hospital em casa”, seguindo o modelo americano.

A hospitalização domiciliária define-se assim como um modelo de assistência hospitalar direcionado para a prestação de cuidados no domicílio a doentes agudos, cujas condições biológicas, psicológicas e sociais o permitam. O seu público-alvo centra-se numa população maioritariamente idosa, com elevada prevalência de doenças crónicas e com diversas patologias.

Focadas no tratamento agudo de um conjunto variado de doenças, como a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica, Insuficiência Cardíaca Crónica, Pneumonia, infeções adquiridas na comunidade ou hospitalar, etc., as Unidades de Hospitalização Domiciliário (UHD) assentam em cinco princípios fundamentais: voluntariedade na aceitação do modelo, igualdade de direitos e deveres do doente, equivalência de qualidade na prestação dos cuidados, rigor na admissão de doentes e no seu seguimento clínico, humanização de serviços e valorização do papel da família.

Perante uma realidade onde se insere o doente complexo, com múltiplas doenças, o médico que lidera uma UHD deverá ter uma formação generalista e uma visão holística do doente, pelo que os especialistas em Medicina Interna se afiguram com o perfil recomendado.

Atualmente, a hospitalização domiciliária detém dois modelos possíveis que podem ser adotados em separados: um que substitui completamente a admissão de doentes, referenciando os doentes diretamente do serviço de urgência e/ou comunidade; e outro que facilita a redução da estadia hospitalar e recruta os doentes nas enfermarias após um período de estabilização clínica inicial. Contudo, é frequente a adoção de um modelo misto, dependente das necessidades do hospital.

Ainda assim, os candidatos com potencial para serem internados no domicílio são geralmente detetados nas urgências. Após esta identificação, é necessário haver um diagnóstico definido, a sua estabilidade clínica, bem como a possibilidade de controlar as co-morbilidades no domicílio. Após esta referenciação, o doente é submetido a uma avaliação em três eixos: médico, enfermeiro e assistente social (este último avalia as condições da casa onde o doente ficará).

Os resultados alcançados com este modelo são atualmente bastante positivos. Não só garantem a satisfação do utente, como na grande maioria dos casos apresenta estabilidade após a avaliação subsequente, sem necessidade de reinternamento hospitalar.

Procura-se assim contribuir para serviços hospitalares sem muros, garantir mais e melhores acessos aos cuidados de saúde, reduzir as complicações inerentes ao internamento convencional (como as quedas, as infeções nosocomiais e os quadros confusionais agudos), criar um entorno psicológico mais favorável ao doente, durante o período de tratamento, e valorizar o papel da família/cuidador, prevenindo a rejeição, o abandono e a institucionalização.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Na próxima semana
A legalização da canábis para uso recreativo vai estar em debate na quinta-feira no parlamento através de projetos de lei do BE...

O Bloco de Esquerda (BE) defende que a venda deve ser feita em estabelecimentos licenciados para o efeito, que “devem ter, apenas e só, como atividade principal o comércio de plantas, substâncias ou preparações de canábis”, enquanto o Pessoas-Animais-Natureza (PAN) considera que a venda “deve ocorrer exclusivamente em farmácias, porque são pontos de venda neutros”, onde há profissionais habilitados para prestar esclarecimentos.

O projeto de lei do BE, o primeiro partido a apresentar a iniciativa legislativa, propõe a legalização da canábis para consumo pessoal não medicinal, passando a lei a regular os aspetos da produção e do cultivo, da comercialização, da aquisição, detenção e consumo da planta ou derivados.

Para os bloquistas, “o principal objetivo da legalização responsável e segura da canábis recreativa deve ser sempre a redução do consumo problemático, o combate eficaz ao tráfico de droga e o crime associado” e ao mesmo tempo promover a saúde pública, a segurança, responsabilizar os cidadãos e prevenir dependências.

“Olhando para as experiências internacionais que legalizaram e regularam a produção, a aquisição e consumo de canábis para fins recreativos, podemos dizer com certeza que estes modelos só trazem vantagens em relação ao modelo de ilegalização. São essas vantagens que pretendemos atingir”, defendem no documento.

No seu projeto de lei, o PAN afirma que o objetivo da regulação do uso recreativo da canábis é a “proteção da saúde e segurança pública”, providenciando um acesso seguro e informado.

“A presente lei tem como objetivo proteger as pessoas dos riscos do comércio ilegal e narcotráfico, bem como das consequências para a saúde, sociais e económicas que o uso irresponsável e desinformado de substâncias psicoativas pode ter na sociedade”, afirma o PAN no documento.

Os dois partidos defendem que a venda deste produto só pode ser feita a maiores de 18 anos e que não padeçam de doença psíquica.

Propõem igualmente a proibição de publicidade a produtos à base de canábis e aos estabelecimentos que os vão vender e que as embalagens sejam neutras e informativas, alertando para os eventuais danos para a saúde do consumidor.

Relativamente ao cultivo para o uso pessoal, o projeto de lei do BE permite o autocultivo até um limite máximo de cinco plantas por habitação própria e permanente e o PAN de seis plantas.

O cultivo para uso pessoal adulto terá de ser feito, obrigatoriamente, com sementes adquiridas nos estabelecimentos licenciados para o efeito, referem as duas propostas.

Defendem ainda a proibição do consumo de produtos à base de canábis nos locais de trabalho, em locais destinados a crianças e jovens, em locais fechados de frequência pública, nos lares, nos estabelecimentos onde sejam prestados cuidados de saúde e em transportes públicos, veículos de aluguer e de transporte de doentes.

No que respeita às contraordenações, o BE propõe uma coima de 2.500 a 25.000 euros para os estabelecimentos que vendam outros produtos, que não os previstos na lei, e que tenham elementos de entretenimento e de lazer nas lojas.

O PAN defende, por seu turno, que quem cultivar, fabricar, vender por grosso ou a retalho, importar e exportar a planta, substância e preparações de canábis sem a autorização devida é punido com pena de prisão de três a doze anos.

Os dois partidos defendem que a quantidade a adquirir por cada pessoa não pode exceder a dose média individual calculada para 30 dias.

Quanto à tributação, propõem a criação, no âmbito do Código dos Impostos Especiais de Consumo, de um imposto sobre a planta, substâncias e preparações de canábis, cujas receitas devem ser aplicadas na prevenção e combate ao consumo de estupefacientes e, defende o BE, em funções sociais do Estado, nomeadamente no Serviço Nacional de Saúde.

Propõem ainda que o preço máximo de venda ao consumidor final dos produtos de canábis autorizados para comercialização deve ser estabelecido por portaria, tendo em conta o preço médio praticado no mercado ilegal e tendo como objetivo o combate ao tráfico.

Ministério da Saúde
O Ministério da Saúde do Brasil anunciou na quinta-feira que foram confirmados 10.274 casos de sarampo desde o início de 2018...

Amazonas apresenta 9.778 casos registados e Roraima 355 ocorrências, de acordo com os dados revelados pela pasta da Saúde.

Também os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Bahia, Pernambuco, Pará e Sergipe e Distrito Federal contaram com casos isolados da doença.

Até ao momento morreram já 12 pessoas por sarampo, tendo os óbitos sido confirmados em Roraima, no Amazonas e no Pará.

Se até fevereiro o Brasil ainda registar novos casos do vírus, pode perder o certificado de erradicação da doença dado pela Organização Mundial da Saúde em 2016.

De acordo com o ministério, os casos estão relacionados com a importação do genótipo do vírus, que coincide com o mesmo que circula na Venezuela.

A Organização Mundial da Saúde notificou um aumento do número de casos da doença em todo o mundo. A baixa cobertura vacinal em alguns países, como o Brasil, é um dos motivos apontados para a propagação da doença.

Em 2017, registaram-se em todo o mundo 173.330 casos de Sarampo, contra os 132.328 casos contabilizados em 2016.

O sarampo é uma infeção provocada por um vírus. Trata-se de uma das infeções mais contagiosas e transmite-se de pessoa para pessoa, por via aérea, através de gotículas ou aerossóis de pessoas infetadas.

Por norma é uma doença benigna, mas, nalguns casos, pode levar à morte.

Inspeção da Saúde
A Inspeção-geral das Atividades em Saúde instaurou um inquérito disciplinar ao médico afastado pelo INEM que alegadamente...

A Inspeção-geral das Atividades em Saúde (IGAS) indica que o processo é "de natureza secreta" até à acusação, estando neste momento em instrução.

A IGAS indica também que tomou conta, em março de 2018, do processo de inquérito instaurado pelo hospital Espírito Santo de Évora, a pedido do conselho de administração do hospital.

António Peças, o médico em causa, trabalha no hospital de Évora e fazia serviço para o INEM.

No início da semana, a SIC divulgou uma reportagem que dava conta de que António Peças foi afastado do INEM depois de ter, alegadamente, simulado uma doença para não transportar um doente, enquanto se encontrava numa corrida de touros.

Ontem, o jornal Observador divulga outros dois casos que o INEM terá investigado e em que o médico António Peças terá, alegadamente, mostrado resistência em transportar doentes.

A Ordem dos Médicos está entretanto a analisar uma queixa sobre o médico, na sequência de uma denúncia anónima que já foi feita há quase um ano.

O bastonário Miguel Guimarães indicou que o assunto está nas mãos do conselho disciplinar do Sul da Ordem.

Também ontem, a Procuradoria-geral da República confirmou a existência de um inquérito no Departamento de Investigação e Ação Penal de Évora, que se encontra em investigação e sem arguidos constituídos.

De acordo com o bastonário dos Médicos, a queixa anónima referente a António Peças chegou à Ordem há "algum tempo", tendo o assunto sido remetido para o conselho disciplinar, órgão que pode decidir abrir um processo disciplinar.

O caso em que António Peças terá, alegadamente, simulado uma doença para não acompanhar um doente no helicóptero do INEM remonta a outubro de 2017.

Segundo confirmou uma fonte do INEM, em fevereiro de 2018 foi endereçada uma queixa anónima sobre António Peças à Ordem dos Médicos e à Inspeção-geral das Atividades em Saúde, com conhecimento ao INEM.

Entretanto, o INEM abriu uma investigação interna no final de fevereiro do ano passado e o processo acabou por ser concluído em dezembro, segundo a mesma fonte.

Colégio da Ordem
O INEM tem apenas seis médicos a trabalhar no quadro em todo o país, sendo necessária uma carreira para aliciar mais...

Em declarações, Vítor Almeida escusou comentar o caso do médico afastado do INEM por alegadamente se recusar a helitransportar doentes, optando por sublinhar a elevada qualidade dos profissionais que trabalham para o instituto de emergência médica, sejam médicos ou enfermeiros.

“O colégio é um órgão consultivo. Essa será matéria disciplinar e está em análise nos órgãos próprios e não nos vamos manifestar nem tomar posição”, afirmou o presidente do colégio de Emergência Médica questionado sobre o caso do médico António Peças.

Vítor Almeida sublinha que o INEM tem apenas cinco ou seis médicos no quadro para todo o país, que trabalham nas delegações, exercendo funções de chefia, de liderança ou no centro de orientação de doentes urgentes (CODU).

“Há menos médicos do quadro no INEM do que num centro de saúde do interior de Portugal”, comentou Vítor Almeida à Lusa.

Depois, o INEM tem centenas de outros médicos a trabalhar em regime de prestação de serviço ou nas viaturas médicas de emergência e reanimação (VMER), sendo que neste caso são médicos que pertencem aos hospitais onde a viatura está instalada.

Quanto aos médicos que fazem helicóptero do INEM são sobretudo profissionais que passam recibo verde e que funcionam como qualquer profissional liberal, sendo clínicos que trabalham noutras instituições.

O presidente do colégio de Emergência Médica admite que o INEM tem aberto alguns concursos para recrutar médicos, mas sublinha que os profissionais acabam por não concorrer, porque não há uma carreira específica dentro do INEM, que está há anos a tentar ser negociada pelos sindicatos.

Além disso, a Ordem dos Médicos discute atualmente a criação de uma especialização em medicina de urgência ou emergência, indicando Vítor Almeida que esta é a tendência na Europa e defendendo-a como solução para Portugal.

“Enquanto não houver esta especialização pode ser mais difícil aliciar os profissionais”, considerou.

Mas Vítor Almeida entende que há uma solução transitória na qual o Ministério da Saúde devia apostar.

“O ideal seria os profissionais fazerem turnos definidos no INEM sem perder a sua ligação ao hospital. Faz sentido ter um quadro partilhado, ter uma partilha de recursos humanos entre INEM e hospitais, com o profissional a trabalhar no hospital e no INEM enquanto não há especialidade e carreira”, defende.

Desta forma, cada profissional poderia ter dias definidos em que trabalharia no hospital e outros no INEM, incluindo nos helicópteros, o que ajudaria a garantir equipas fixas.

Quanto ao vínculo que esses médicos teriam, o responsável pela Emergência Médica na Ordem dos Médicos entende que seriam “profissionais do SNS”. Para isso bastaria que o Ministério da Saúde criasse um diploma legal para estabelecer protocolos de colaboração entre as instituições.

“A solução está em cima da mesa. O Governo tem capacidade legal e avançar para a gestão partilhada enquanto não houver especialidade de uma carreira”, indica.

Vítor Almeida reconhece que, nomeadamente nos helicópteros, há médicos a fazerem turnos de 24, 48 ou até 70 horas seguidas, indicando que é uma situação que ocorre com alguma frequência, embora esteja a melhorar nos “últimos tempos”.

“Fazer turnos contínuos é contraproducente e não pode ser método, é errado, quer para o profissional quer para os doentes”, afirma.

No início da semana, a SIC divulgou uma reportagem que dava conta de que o médico António Peças foi afastado do INEM depois de ter, alegadamente, simulado uma doença para não transportar um doente, enquanto se encontrava numa corrida de touros.

António Peças é médico cirurgião do hospital de Évora e faz também trabalho para o INEM.

Ontem, o jornal Observador divulgou outros dois casos que o INEM terá investigado e em que o médico António Peças terá, alegadamente, mostrado resistência em transportar doentes.

A Ordem dos Médicos está entretanto a analisar uma queixa sobre o médico, na sequência de uma denúncia anónima que já foi feita há quase um ano.

O bastonário Miguel Guimarães indicou que o assunto está nas mãos do conselho disciplinar do Sul da Ordem.

Também ontem, a Procuradoria-geral da República confirmou a existência de um inquérito no Departamento de Investigação e Ação Penal de Évora, que se encontra em investigação e sem arguidos constituídos.

De acordo com o bastonário dos Médicos, a queixa anónima referente a António Peças chegou à Ordem há "algum tempo", tendo o assunto sido remetido para o conselho disciplinar, órgão que pode decidir abrir um processo disciplinar.

O caso em que António Peças terá, alegadamente, simulado uma doença para não acompanhar um doente no helicóptero do INEM remonta a outubro de 2017.

Segundo confirmou uma fonte do INEM, em fevereiro de 2018 foi endereçada uma queixa anónima sobre António Peças à Ordem dos Médicos e à Inspeção-geral das Atividades em Saúde, com conhecimento ao INEM.

Entretanto, o INEM abriu uma investigação interna no final de fevereiro do ano passado e o processo acabou por ser concluído em dezembro, segundo a mesma fonte.

Boletim de vigilância
A gripe entrou na semana passada em atividade epidémica em Portugal, segundo o boletim de vigilância semanal divulgado ontem...

O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) refere que a taxa de incidência de gripe foi de 80,9 casos por 100 mil habitantes na primeira semana de janeiro, com dois subtipos de vírus em circulação.

O número de consultas por síndrome gripal nos centros de saúde manteve uma tendência crescente na maioria das regiões do país.

Quanto aos casos mais graves, na primeira semana de janeiro foram reportados cinco casos de gripe nas 22 unidades de cuidados intensivos que prestaram informação ao INSA. Quatro dos cinco casos são pessoas com mais de 65 anos e três tinham doença crónica associada.

Só é conhecido o estado vacinal de quatro desses doentes internados, sendo que dois estavam vacinados.

Desde o início da atual época gripal já foram reportados 18 internamentos em cuidados intensivos, sendo em todos eles identificados o vírus influenza do tipo A. Em metade dos casos, o subtipo foi o H1N1.

Na primeira semana do ano, houve pelo menos cinco casos de gripe em crianças com internamento em enfermaria, quatro deles em crianças com menos de três anos e um numa criança com oito anos.

Na primeira semana de janeiro, a mortalidade por todas as causas apresentou valores de acordo com o esperado.

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