Perguntas e Respostas

Covid-19: o que tem mesmo de saber sobre o coronavírus

Atualizado: 
18/03/2020 - 12:26
Para ajudar a combater a desinformação, reunimos um conjunto de perguntas frequentes sobre o novo coronavírus para que saiba como agir em matéria de prevenção. As explicações são da Direção Geral de Saúde.

O que é o novo Coronavírus?

O novo coronavírus, designado SARS-CoV-2, foi identificado pela primeira vez em dezembro de 2019 na China, na cidade de Wuhan. Trata-se de um novo vírus da família dos coronavírus, conhecidos por provocar infeções nas pessoas. Normalmente estas infeções afetam o sistema respiratório, podendo ser semelhantes à gripe ou evoluir para uma doença mais grave, como pneumonia.

Qual é a origem do novo Coronavírus?

Segundo as informações publicadas pelas autoridades internacionais, a fonte da infeção é desconhecida e ainda pode estar ativa. A maioria dos casos está associada a um mercado em Wuhan (Wuhan’s Huanan Seafood Wholesale Market), específico para alimentos e animais vivos (peixe, mariscos e aves). O mercado foi encerrado a 1 de janeiro de 2020. Como os primeiros casos de infeção estão relacionados com pessoas que frequentaram este mercado, suspeita-se que o vírus seja de origem animal, mas não há certezas. Isto porque já foram confirmadas infeções em pessoas que não tinham visitado este mercado. No entanto, a investigação continua.

Como se transmite?

A COVID-19 transmite-se por contacto próximo com pessoas infetadas pelo vírus, ou superfícies e objetos contaminados.

Esta doença transmite-se através de gotículas libertadas pelo nariz ou boca quando tossimos ou espirramos, que podem atingir diretamente a boca, nariz e olhos de quem estiver próximo.

As gotículas podem depositar-se nos objetos ou superfícies que rodeiam a pessoa infetada. Por sua vez, outras pessoas podem infetar-se ao tocar nestes objetos ou superfícies e depois tocar nos olhos, nariz ou boca com as mãos.

Qual é o período de incubação?

Estima-se que o período de incubação da doença (tempo decorrido desde a exposição ao vírus até ao aparecimento de sintomas) seja entre 2 e 14 dias. A transmissão por pessoas assintomáticas (sem sintomas) ainda está a ser investigada.

Quais são os sintomas da doença?

A maioria das pessoas infetadas apresentam sintomas de infeção respiratória aguda ligeiros a moderados:

  • Febre (T>37,5ºC)
  • Tosse
  • Dificuldade respiratória (Falta de ar)

Em casos mais graves pode causar pneumonia grave com insuficiência respiratória aguda, falência renal e de outros órgãos, e eventual morte. Contudo, a maioria dos casos recupera sem sequelas.

Qual é o tratamento?

O tratamento para a infeção por este novo coronavírus é dirigido aos sinais e sintomas que os doentes apresentam.

Como se trata de um vírus recentemente identificado não existe ainda uma vacina contra o SARS-CoV-2. Mas estão em curso as investigações para o seu desenvolvimento.

Quem está em maior risco de doença grave por COVID-19?

As pessoas que correm maior risco de doença grave por COVID-19 são os idosos e pessoas com doenças crónicas (com doenças cardíacas, diabetes e doenças pulmonares).

Como me posso proteger contra a Covid-19?

Nas áreas afetadas, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda medidas de higiene e etiqueta respiratória para reduzir a exposição e transmissão da doença:

  • Medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e a boca quando espirrar ou tossir, com um lenço de papel ou com o antebraço, nunca com as mãos, e deitar sempre o lenço de papel no lixo;
  • Lavar as mãos frequentemente. Deve lavá-las sempre que se assoar, espirrar, tossir ou após contacto direto com pessoas doentes. Deve lavá-las durante 20 segundos (o tempo que demora a cantar os “Parabéns”) com água e sabão ou com solução à base de álcool a 70%;
  • Evitar contacto próximo com pessoas com infeção respiratória;
  • Evitar tocar na cara com as mãos;
  • Evitar partilhar objetos pessoais ou comida em que tenha tocado.

Quem pode ser testado ao Covid-19?

Quem estiver com febre, tosse ou dificuldade respiratória e tiver estado em contacto com uma pessoa infetada por COVID-19, ou regressado recentemente de uma área afetada, deve ligar para o SNS24 (808 24 24 24).

Após este contacto e validação da história clínica, os profissionais de saúde vão determinar se é necessário ser testado para COVID-19.

Posso viajar?

De momento e com base no conhecimento atual, a Organização Mundial da Saúde não recomenda restrições de viagens. No entanto, existem áreas do globo com transmissão Comunitária ativa em que o risco de contágio é elevado.

Se for viajar recomendam-se alguns cuidados:

  • Lavar frequentemente as mãos, com água e sabão, esfregando-as bem durante pelo menos 20 segundos;
  • Reforçar a lavagem das mãos antes e após a preparação de alimentos, antes das refeições, após o uso da casa de banho e sempre que as mãos estejam sujas;
  • Usar, em alternativa, para higiene das mãos, uma solução à base de álcool;
  • Usar lenços de papel (de utilização única) para se assoar;
  • Deitar os lenços usados num caixote do lixo e lavar as mãos de seguida;
  • Tossir ou espirrar para o braço com o cotovelo fletido, e não para as mãos;
  • Evitar tocar nos olhos, no nariz e na boca com as mãos sujas ou contaminadas com secreções respiratórias.

A Direção Geral de Saúde sublinha ainda que as pessoas regressadas de uma área afetada devem estar atentas ao surgimento de febre, tosse e eventual dificuldade respiratória. No caso de surgirem sintomas, deve ligar para o SNS24 – 808 24 24 24 e seguir as orientações que lhes forem dadas.

O que é uma área de transmissão comunitária?

Quando uma pessoa é dignosticada com  COVID-19, as autoridades de saúde fazem um inquérito epidemiológico para, entre outras informações, perceberem qual a fonte da infeção. Quando não se consegue identificar essa fonte, ou seja, quem transmitiu o vírus, diz-se que estamos perante uma área de transmissão comunitária.

Fonte: 
DGS
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Foto: 
Pixabay