Connecting Healthcare 2020
“Desenvolvimento e Sustentabilidade: que desafios para as organizações?” é o mote da Connecting Healthcare 2020, que vai reunir...

A conferência Connecting Helthcare reunirá no dia 23 de setembro, no Terminal do Porto de Leixões, vários especialistas de diversas áreas para discutir e encontrar soluções para as organizações seguirem em frente, no contexto de COVID-19. A pandemia estará mesmo em discussão com um dos especialistas mais conceituados do mundo: Peter Doherty, Prémio Nobel da Medicina (1996).

“O objetivo é de trazer vários oradores com uma diferente visão de áreas distintas como arte, música, negócios, investigação, e inspirar as organizações a seguirem em frente perante os desafios da pandemia”, explica Sérgio Almeida, Fundador do Seal Group e do Global Healthcare Fórum. “Através desta conferência queremos ainda aproximar a sociedade da saúde, numa altura tão crítica como a que vivemos atualmente”, acrescenta o responsável.

Com o mote “Desenvolvimento e Sustentabilidade: que desafios para as organizações?”, estarão ainda outros temas em discussão na conferência, como “Reserse Aging” com o conceituado médico israelita Shai Efrati, também professor da Faculdade de Medicina Sackler e da Escola de Neurociências Sagol da Universidade de Tel Aviv e diretor do Centro Sagol de Medicina e Pesquisa Hiperbárica no Centro Médico Yitzhak Shamir. “Inovação no Contexto Global”, “Os Desafios para a Sustentabilidade das Organizações” e “Inspiring Moment” serão outros dos temas a ser abordados.

Também a Ministra da Saúde, Marta Temido, tem presença marcada no evento e fará o encerramento desta segunda edição da conferência.

A inscrição no evento é gratuita e pode ser realizada aqui: https://www.connectinghealthcare.pt/inscricao/

 

 

 

Revisão de dados
O comité de medicamentos humanos da Agência Europeia de Medicamentos (CHMP) concluiu a sua revisão dos resultados ao estudo de...

Com base na revisão dos dados disponíveis, a EMA está a indicar com opção o uso de dexametasona em adultos e adolescentes (a partir de 12 anos e pesando pelo menos 40 kg) que necessitam de oxigenoterapia suplementar. A dexametasona pode ser tomada pela boca ou dada como uma injeção ou infusão (gotejamento) em uma veia. Em todos os casos, a dose recomendada em adultos e adolescentes é de 6 miligramas uma vez por dia por até 10 dias.

Dados publicados do estudo RECOVERY mostram que, em pacientes com ventilação mecânica invasiva, 29% dos doentes tratados com dexametasona morreram no prazo de 28 dias após o início do tratamento de dexametasona, em comparação com 41% dos pacientes que recebem cuidados habituais, com uma redução relativa de cerca de 35%. Em pacientes que receberam oxigénio sem ventilação mecânica, os números foram de 23% com dexametasona e 26% com cuidados habituais, com redução relativa de cerca de 20%. Não houve redução do risco de morte em pacientes que não estavam a receber oxigenoterapia ou ventilação mecânica. Esses resultados foram apoiados por dados publicados adicionais, incluindo uma meta análise realizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que analisou dados de sete estudos clínicos que investigam o uso de corticosteroides para o tratamento de pacientes com COVID-19.

As empresas que comercializam medicamentos de dexametasona podem solicitar que esse novo uso seja adicionado à licença do produto, enviando um pedido às agências nacionais de medicamentos ou à EMA.

Falta de informação nas escolas
A Associação de Profissionais Licenciados de Optometria (APLO) alerta para a necessidade de colocação de sinalética e...

“Neste arranque de ano letivo vários Optometristas têm reportado a ocorrência de incidentes oculares, requerendo referenciação para atendimento urgente hospitalar, envolvendo contacto entre o desinfetante ou soluções alcoólicas para as mãos e os olhos em crianças. Destes incidentes resultaram irritações na córnea e conjuntiva, com perturbação da visão” afirma Raúl de Sousa, presidente da APLO.

É frequente encontrar-se dispensadores de álcool gel em todos os estabelecimentos escolares, comerciais e outros, sem qualquer advertência para o perigo do contacto com os olhos. É igualmente preocupante que a colocação de dispensadores em posição para utilização por adultos, corresponda à altura normal de uma criança de oito anos, a título de exemplo. Podendo ocorrer a ejeção de desinfetante de forma dispersa e descontrolada, atingindo o olho e os anexos oculares. A utilização destes produtos deve ser feita com cuidado e as crianças, que têm o hábito de tocar mais frequentemente nos olhos, devem ser sensibilizadas para esta questão. Nas escolas e infantários deve existir informação infográfica que as alerte para o problema, complementada por esclarecimentos por parte dos pais e professores.

A APLO fará chegar um conjunto de recomendações à DGS, mas adverte desde já a população para adotar procedimentos a fim de evitar as referidas situações. Em caso de contato destes produtos com os olhos, a primeira medida deve passar imediatamente por lavar a região com água em abundância, contactar o SNS 24 e procurar um profissional de saúde para avaliar a gravidade da lesão.

 

 

Investigação internacional
Um estudo internacional realizado com um indivíduo que sofre de uma lesão cerebral extremamente rara, em que vê caras a ...

O estudo, já publicado na revista científica Current Biology, foi conduzido por investigadores da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra (FPCEUC), em colaboração com o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) e com as instituições americanas Dartmouth College e Massachusetts Institute of Technology (MIT).

A equipa estudou um homem destro de 59 anos, identificado como A.D., que apresenta uma condição neurológica designada hemi-prosopometamorfopsia, uma lesão extremamente rara, sendo conhecidos cerca de 25 casos em todo o mundo, que leva a que a perceção de faces, apesar de ser algo que temos de fazer continuamente, seja geradora de grande desconforto.

Esta condição, explica Jorge Almeida, investigador principal do estudo e diretor do Proaction Lab da UC, "caracteriza-se geralmente pela perceção de uma distorção nos olhos, nariz e/ou boca apenas num dos lados da face – estas partes da face parecem estar a descair, quase como se estivessem a derreter. Nada mais além de imagens de faces causa estas distorções".

Tal como outros pacientes com hemi-prosopometamorfopsia, as distorções vivenciadas pelo paciente A.D. foram causadas por uma lesão nos feixes de matéria branca que ligam as áreas neuronais dedicadas às faces que estão no hemisfério esquerdo com as que estão no hemisfério direito.

As várias experiências realizadas com este paciente permitiram concluir que, "para vermos e reconhecermos faces, o nosso cérebro usa um processo semelhante aos sistemas de reconhecimento digital de faces usados pelas plataformas Facebook e Google", demonstrando pela primeira vez a existência de uma etapa no processamento de faces em que estas são rodadas e redimensionadas para corresponder a um padrão: "no processo de reconhecermos uma face que estamos a ver, comparamos esta face com as que temos na nossa memória. Assim, todas as vezes que vemos uma face, o nosso cérebro cria uma representação dessa face e alinha-a com um modelo que temos em memória", esclarece Jorge Almeida.

Foi, também, possível mostrar que estas representações de faces estão presentes nos dois hemisférios do cérebro e que as representações das metades direita e esquerda das faces são dissociáveis. Assim, esta investigação "veio não só aumentar o conhecimento sobre o funcionamento do cérebro, bem como apoiar com evidência científica uma das metodologias de reconhecimento facial mais usadas atualmente", acrescenta.

Uma das experiências realizadas prendia-se com a apresentação de imagens em diferentes perspetivas (de perfil esquerdo, de frente e de perfil direito). O paciente indicou que os olhos, boca e/ou nariz das faces apresentadas pareciam estar descaídas – zonas a vermelho na imagem 1. Nenhuma outra deformação foi reportada quando foram apresentadas imagens que não fossem faces (automóveis, casas, etc.).

Numa outra experiência, os investigadores expuseram imagens de faces em formas muito distintas: as metades esquerda e direita das faces em separado, em ambos os lados do campo visual (direito e esquerdo) e rodadas a 90, 180 e 270 graus.

Independentemente de como as faces eram apresentadas, A.D. continuou a reportar que as distorções afetavam as mesmas partes da face, representadas a vermelho na imagem 2 em anexo. Mesmo quando a face era invertida (boca em cima e olhos em baixo), o paciente via as distorções agora no lado esquerdo. Continuava a ser o olho direito que parecia estar a “derreter”, mesmo que na face invertida este esteja localizado no lado esquerdo da face.

"Ao apresentar faces em vários ângulos de rotação, verificámos que apenas as características direitas da face estavam distorcidas, mesmo quando a face foi apresentada invertida a 180 graus e essas partes da face se encontravam no lado esquerdo. A única forma de explicar este resultado é que ao processarmos faces, rodamo-las e criamos um modelo centrado na face e não no observador. Desta forma, o olho direito neste modelo centrado na face é representado sempre como o olho direito, mesmo que este esteja no nosso campo visual esquerdo como quando vemos uma face invertida. Este modelo centrado na face é depois comparado com um modelo já existente", conclui Jorge Almeida.

O artigo científico, intitulado “Face-Specific Perceptual Distortions Reveal A View- and Orientation-Independent Face Template”, pode ser consultado em: https://doi.org/10.1016/j.cub.2020.07.067.

Tecnologia inovadora
Uma equipa de investigadores das universidades de Aveiro e Saragoça desenvolveu uma ferramenta única que permite mapear em...

A temperatura desempenha um papel central na miríade de reações bioquímicas que regulam a vida. Por exemplo, a temperatura intracelular depende da atividade celular, incluindo a divisão celular, expressão genética, reações enzimáticas, e estados patológicos. As células desenvolveram mecanismos de termorregulação para neutralizar grandes mudanças de temperatura externa e para manter a temperatura corporal, um mecanismo intrínseco à célula que ainda não está totalmente compreendido.

Um trabalho publicado esta semana na prestigiada revista científica NanoLetters desenvolvido no âmbito do programa FET-Open NanoTBTech relata o desenvolvimento de uma ferramenta única para o mapeamento, em tempo real, da temperatura no interior das células.

A publicação conjunta de investigadores do CICECO – Instituto de Materiais de Aveiro (UA), do Instituto de Ciência de Materiais de Aragão da Universidade de Saragoça, em Espanha, descreve nanotermómetros inovadores que consistem em nanocápsulas de polímero incorporando centros emissores de luz e a sua aplicação na determinação da temperatura de células humanas (linha celular MDA-MB468).

Os investigadores Carlos Brites e Luís Carlos, do CICECO, referem que foi adaptado um microscópio de fluorescência convencional que permite o registo em tempo real da emissão de luz das nanocápsulas, que é posteriormente convertida em temperatura do interior das células. “A nossa abordagem permitiu a observação de diferenças de temperatura entre diferentes regiões de células cancerígenas que podem atingir os 20 graus Celsius”, apontam os investigadores da UA.

“Estes resultados abrem novos caminhos para a compreensão detalhada dos gradientes térmicos dentro das células”, referem os investigadores, “contribuindo, assim, para uma melhor perceção do papel desempenhado pelos organelos celulares que são geradores de energia térmica (como a mitocôndria) nas funções celulares”. Por outro lado, como as células cancerígenas têm uma temperatura superior à das células saudáveis, esta nova técnica será muito útil no desenvolvimento de novas terapêuticas (como, por exemplo a hipertermia ótica ou magnética).

 

 

Covid-19
O gabinete de crise para o acompanhamento da evolução da covid-19 em Portugal reúne-se hoje de urgência na residência oficial...

A reunião, convocada esta quinta-feira está marcada para hoje às 11:30, e surge na sequência do “contínuo aumento” de novos casos diários de infeção com o novo coronavírus e pela necessidade de “reforçar a sensibilização dos cidadãos para a adoção de medidas de prevenção e de segurança contra a covid-19″.

Do gabinete de crise, que se reuniu pela última vez em 29 de junho, em São Bento, fazem parte os ministros de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, de Estado e da Presidência, Marina Vieira da Silva, de Estado e das Finanças, João Leão, da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, da Administração Interna, Eduardo Cabrita, do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, da Saúde, Marta Temido e das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos.

Integram ainda este gabinete de crise os secretários de Estado dos Assuntos Parlamentares, Adjunto do Primeiro Ministro, Adjunto e da Defesa, da Juventude e Desporto e da Mobilidade.

Portugal regista hoje mais 10 mortes relacionadas com a covid-19 e 770 novos casos de infeção com o novo coronavírus, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS).

 

 

Sustentabilidade
A SunEnergy, especialista em soluções de produção de energia elétrica a partir do sol, vai instalar 720 painéis solares...

O novo projeto no Hospital Infante D. Pedro, com 223 kW de potência, vai permitir uma redução no valor de 22 mil euros por ano na fatura energética nesta unidade de saúde. A instalação dos 720 painéis solares fotovoltaicos de 310W para a produção de energia elétrica a partir do sol que será consumida pelo edifício vai também permitir uma diminuição assinalável das emissões de CO2, na ordem das 140 toneladas de CO2 por ano.

“Cada vez mais, as preocupações com a sustentabilidade ganham relevo e tal também é verdade nas instituições de saúde. Por esse motivo, decidimos apostar num projeto em modelo de autoconsumo que irá contribuir para uma diminuição significativa das emissões de CO2 da nossa unidade de saúde, para além de nos permitir uma poupança económica significativa que podemos canalizar para o cumprimento da nossa missão, a prestação de cuidados de saúde de qualidade aos nossos utentes”, destaca Carlos Picado, administrador do Hospital Infante D. Pedro.

“As entidades públicas, sobretudo os hospitais, têm um consumo energético regular e elevado. Por esse motivo, as instituições de saúde têm vindo a apostar cada vez mais na instalação de painéis solares fotovoltaicos para autoconsumo como forma de reduzir a sua fatura energética e também a pegada ecológica da sua atividade”, afirma Raul Santos, CEO da SunEnergy. “Sentimos, por isso, um enorme orgulho e satisfação em sermos a empresa escolhida pelo Centro Hospitalar do Baixo Vouga para potenciar o seu caminho para a sustentabilidade e, assim, combater as alterações climáticas”, assinala.

Ao longo de uma década de existência, a SunEnergy já executou vários projetos de instalação de painéis solares em edifícios do Estado, tais como escolas, hospitais, piscinas municipais, instalações desportivas, bibliotecas, equipamentos sociais, equipamentos culturais ou edifícios de paços do concelho. Estes projetos públicos são apoiados pelo programa operacional PO SEUR, no âmbito do Portugal 2020.

Em Portugal existem cerca de 15 mil pessoas com ostomia
O termo ostomia é utilizado para designar a abertura construída para a exteriorização à pele de uma

A construção de uma ostomia pode acontecer por diversas causas e os tipos de estoma são denominados em função do segmento exteriorizado. Assim, se é a laringe que é retirada, diz-se que a pessoa fica com uma laringectomia (ostomia respiratória); se é exteriorizado o intestino delgado, diz-se que a pessoa fica com uma ileostomia (ostomia digestiva); se é o intestino grosso, diz-se que a pessoa fica com uma colostomia (ostomia digestiva); e se são os ureteres exteriorizados, diz-se que a pessoa fica com urostomia (ostomia urinária). Portanto, podemos acrescentar que a pessoa com ostomia é aquela que após uma cirurgia fica com um estoma.

Em Portugal, estima-se que existam cerca de 15 mil pessoas com ostomia, dos quais 80% a 90% por patologia oncológica e destas, as mais frequentes, são as digestivas.

O primeiro impacto após o diagnóstico clínico ou no pós-operatório com a confrontação da presença da ostomia, pode gerar um padrão emocional negativo não só pela presença da doença, mas pelas adaptações impostas pela presença do estoma. Esta necessidade de aquisição de novas capacidades pode gerar sensações de perda de autocontrolo e consequentemente, implicações na autoestima com repercussões na qualidade de vida.

Os problemas psicossociais também são comuns e resultam de alterações inevitáveis como a alteração da imagem corporal, sensação de mutilação, inferioridade e rejeição de si mesmo, a insegurança o medo de não ser capaz de gerir a nova condição. No caso das pessoas com ostomia digestiva, o receio de ruídos involuntários (gases), do dispositivo descolar, pode conduzir ao isolamento, à marginalização social, à redução das atividades de lazer e participação nas atividades familiares e sociais. 

Se por um lado algumas pessoas encaram a ostomia como potencial para a cura, atribuindo-lhe como um valor essencial para o tratamento, por outro lado a ostomia pode representar a existência da doença, tornando mais difícil a aceitação da ostomia do que a própria doença.

Sabemos também que uma boa adaptação aos dispositivos está diretamente relacionada com a qualidade de vida da pessoa com estoma, proporcionando segurança e conforto, essenciais para retomar as atividades da vida diária, facilitando a integração não só familiar como social.

Os últimos anos, caracterizaram-se por terem sido um período altamente relevante porque se despertaram consciências e foi possível a realização de um trabalho conjunto com profissionais de saúde qualificados nesta área. Neste momento, a nível nacional, existe um regulamento baseado na legislação para estabelecer diretrizes nacionais para pessoas com ostomia que garantam os direitos de acesso ao material e de cuidados de saúde.

Em termos das necessidades de cuidados em saúde, foi também identificado o Enfermeiro com prática Diferenciada e Avançada em Estomaterapia reconhecida pela Ordem do Enfermeiros que aprovou, o projeto de Regulamento da Competência em Estomaterapia e definiu o perfil do Enfermeiro de Estomaterapia.

A publicação destes documentos permitiu a consolidação e a abertura de novas consultas de Estomaterapia na maioria das Unidades Hospitalares e em diversos serviços na comunidade, no Continente e Ilhas. Os cuidados de Enfermagem de Estomaterapia, em Portugal, caracterizam-se por elevados padrões científicos e de diferenciação, assim, os Enfermeiros de Cuidados em Estomaterapia acompanham os avanços tecnológicos e, as técnicas cirúrgicas, os dispositivos e os acessórios para os cuidados à ostomia e pele peri-estoma, disponibilizando à pessoa com ostomia e família respostas adequadas à sua condição.

Para a pessoa com ostomia deixo algumas palavras, que espero tranquilizadoras: use apenas os materiais indicados à sua situação e às suas necessidades, indicados pelo Enfermeiros de Cuidados em Estomaterapia. Esteja atento aos sinais de complicações e consulte o Enfermeiro de Estomaterapia sempre que tenha qualquer dúvida.

Não deixe que a presença de um estoma limite a sua vida, estamos aqui para o ajudar a recuperar o seu bem-estar e a seguir em frente. Conte connosco.

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Investigação
Cientistas do RIKEN Center for Biosystems Dynamics Research, EMBL Barcelona, Universitat Pompeu Fabra e Kyoto University...

Cada espécie com seu próprio ritmo

Na fase inicial do desenvolvimento de vertebrados, o embrião desenvolve-se numa série de segmentos que eventualmente se diferenciam em vários tipos de tecidos, como músculos ou ossos. Esse processo é regido por um processo bioquímico oscilante, conhecido como relógio de segmentação, que varia em velocidade entre as espécies. Nos ratos, cada oscilação do relógio de segmentação leva cerca de duas horas, enquanto nas células humanas leva cinco horas. No entanto, o motivo que leva a que duração deste ciclo seja diferentes entre as espécies permaneceu um mistério.

Para resolver esse enigma, os pesquisadores usaram células-tronco embrionárias de ratinhos e células-tronco pluripotentes induzidas pelo homem (iPS) – ambas com a capacidade de se especializar para formar outros tipos de células no corpo. Os pesquisadores transformaram estas células num tipo celular conhecido mesoderme presomático (PSM), cujo desenvolvimento é regido pelo relógio de segmentação.

Os cientistas primeiro examinaram se a diferença na frequência de oscilação entre os dois tipos de células foi devido à maneira como várias células comunicam entre si, ou em vez disso poderiam ser encontradas nos processos bioquímicos dentro de cada célula individual. Usando experiências que isolaram células ou bloquearam sinais importantes, eles descobriram que eram os processos bioquímicos dentro de células individuais que eram responsáveis por estas diferenças.

Diferentes velocidades de reação bioquímica explicam por que os ratos se desenvolvem mais rápido que os humanos

Uma vez que ficou claro que os principais processos que regem as oscilações do relógio de segmentação ocorreram dentro das células, os pesquisadores suspeitaram que a diferença se poderia dever a um gene mestre chamado HES7. Eles realizaram uma série de testes em que trocaram os genes HES7 entre células humanas e células do rato, mas para sua surpresa isso não afetou o ciclo.

“Não mostrar diferença na expressão genética deixou-nos com a possibilidade de que a diferença na frequência de oscilação tenha sido impulsionada por diferentes reações bioquímicas dentro das células", diz o autor correspondente, Miki Ebisuya, Líder do Grupo da EMBL Barcelona, que realizou o trabalho na RIKEN BDR e na EMBL.

Mas quais eram exatamente essas diferenças? Para descobrir, a equipa analisou a taxa de degradação da proteína HES7, que desempenha um papel fundamental no ciclo de oscilação tanto em ratos quanto em humanos. Eles observaram que tanto a versão humana quanto a do rato da proteína HES7 foram degradadas mais lentamente em células humanas do que em células de ratinhos. Eles também descobriram que o tempo que as células levaram para transcrever o gene HES7 em RNA mensageiro (mRNA), para processar a molécula de mRNA, e traduzi-la em proteínas foi significativamente diferente. "Poderíamos, assim, mostrar que era de facto o ambiente celular em células humanas e de ratos que fez a diferença nas velocidades de reação bioquímica, e assim nas escalas de tempo envolvidas", diz Ebisuya.

Para uma melhor compreensão do desenvolvimento de vertebrados

Como explica Ebisuya, as suas observações levaram os cientistas a desenvolver o conceito de "allochrony do desenvolvimento", um termo que significa que algo se desenvolve em diferentes tempos. "O nosso estudo irá ajudar a entender o processo complicado através do qual os vertebrados se desenvolvem", diz Ebisuya. "Uma das principais perguntas que gostaríamos de responder é o que exatamente impulsiona as diferenças nas taxas de reação em células de ratos e humanos. Planeamos lançar luz sobre esse mistério num futuro próximo."

O relógio interno que rege o desenvolvimento de embriões é mais lento para os humanos do que para os ratos. Diferenças na velocidade das reações bioquímicas estão por trás das diferenças entre as espécies no ritmo do desenvolvimento.

Referência: 
Matsuda, M et al. Science,publicado online em 18 de setembro de 2020.
DOI: 10.1126/science.aba7668

Equipas multidisciplinares
As equipas multidisciplinares criadas no âmbito do combate à Covid-19 na Área Metropolitana de Lisboa contactaram, entre 30 de...

Profissionais da Saúde, Segurança Social, Proteção Civil/Municípios e forças de segurança têm ido ao terreno sensibilizar a população para as medidas de prevenção da doença, bem como verificar e encontrar soluções para quem necessita de apoio alimentar e realojamento, o que tem tido um impacto positivo no combate à doença. 

Assim, entre 30 de junho e 15 de setembro, os elementos das equipas constituídas nos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES) da Amadora, Lisboa Central, Lisboa Norte, Lisboa Ocidental e Oeiras, Loures-Odivelas, Sintra, Almada-Seixal, Arco Ribeiro e Arrábida realizaram ações de rua e visitas a agregados familiares. No total, 12.320 pessoas foram alvo desta intervenção.

Além de contactar pessoas que possam necessitar de ajuda complementar para cumprir o confinamento/isolamento profilático – e assim ajudar a quebrar as cadeias de transmissão da Covid – estas equipas também têm visitado estabelecimentos comerciais e realizado ações de sensibilização à população.

Campanha Dia Mundial da Segurança do Doente
O Dia Mundial da Segurança do Doente, comemorado hoje em todo o mundo sob a chancela da Organização Mundial da Saúde (OMS),...

Este ano, à medida que a pandemia COVID-19 revelou os enormes desafios e riscos que os profissionais de saúde enfrentam a nível global, nomeadamente as infeções associadas aos cuidados de saúde, os distúrbios psicológicos e emocionais e o ambiente de stresse a que estes profissionais de saúde estão diariamente sujeitos, entre outros, a OMS determinou que o tema desta celebração anual seja a ‘Segurança dos Profissionais de Saúde: Uma Prioridade para a Segurança dos Doentes’.

Nesse sentido, os Profissionais de Saúde da Lusíadas receberão ainda máscaras alusivas à data, com a mensagem ‘Profissionais Seguros, Doentes Seguros’. Isabel Pereira Lopes, Chief Quality Officer da Lusíadas Saúde, afirma que “num ano tão duro e desafiante para os profissionais de saúde, a celebração do Dia Mundial da Segurança dos Doente dedicado à segurança dos profissionais de saúde é o reconhecimento do trabalho e dedicação de todos nós. No Grupo Lusíadas Saúde, temos sido pioneiros na adoção de estratégias que contribuem para a garantir a qualidade e segurança de todos os nossos profissionais de saúde, de forma a também conseguirmos honrar o compromisso de excelência que assumimos perante os nossos doentes. Mobilizamos permanentemente todos os nossos colaboradores a divulgarem uma mensagem que é global, aplaudindo a prioridade assumida pela Organização Mundial da Saúde nesta área”.

Na sua campanha do Dia Mundial da Segurança do Doente, a Lusíadas Saúde destaca ainda a importância da implementação de alguns princípios essenciais que garantem a segurança de todos os profissionais de saúde. Sendo que estes se sustentam na criação de uma cultura de segurança aberta, igualitária e transparente que permita aos profissionais reportar incidentes de segurança, garanta a formação especializada sobre a prevenção e o controlo de infeções, implemente ferramentas que permitam aliviar o stress no local de trabalho e reconheça a dedicação e o empenho dos profissionais de saúde.

Comemorado pela primeira vez em 2019, a Organização Mundial de Saúde estabeleceu como objetivos para a celebração do Dia Mundial da Segurança do Doente o aumento da consciencialização e o envolvimento do público, a melhoria da compreensão global e o estímulo da solidariedade e ação globais para a promoção da segurança do doente.

9.ª Edição do Prémio Saúde Sustentável
O prazo para a submissão de candidaturas à 9.ª Edição do Prémio Saúde Sustentável, este ano dedicada à partilha das Boas...

Podem concorrer a esta iniciativa qualquer entidade ou área funcional, prestadoras de cuidados de saúde, dos setores público, privado ou social.

As candidaturas podem ser submetidas em nome da instituição ou área funcional de uma forma global ou de uma iniciativa concreta. O Prémio Saúde Sustentável 2020 pretende destacar iniciativas que tenham surgido durante a pandemia Covid-19, como resposta ou adaptação do sistema de saúde, mas também serão aceites projetos que, não estando diretamente ligados à doença Covid-19, tenham decorrido no contexto da pandemia.

Os Prémios Saúde Sustentável são atribuídos em dois âmbitos: institucional e personalidade. Tendo em conta o seu caráter extraordinário, a edição de 2020 estará particularmente direcionada para projetos que tenham sido implementados em contexto de Covid-19. No caso da distinção institucional, serão atribuídos sete prémios que distingam boas práticas correspondentes aos sete critérios de análise das candidaturas: experiência do cidadão, resultados em saúde, integração de cuidados, impacto populacional, transição digital, replicabilidade e escalabilidade.

O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge é um dos parceiros institucionais desta iniciativa, promovida pelo Jornal de Negócios e pela Sanofi.

 

Vacina Covid-19
O bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas (OMD), Miguel Pavão, é uma das personalidades, nacionais e internacionais, que...

Os subscritores deste movimento, cerca de uma centena de Prémios Nobel e outros líderes mundiais, querem que qualquer vacina para a Covid-19 que venha a ser descoberta seja considerada um “bem comum global”, permitindo desta forma que chegue a todos sem exceção.  

No vídeo que gravou para o site do movimento, o bastonário da OMD salienta que “a COVID-19 expôs as nossas fragilidades, enquanto indivíduos e sociedades, e trouxe desafios a todos os níveis, sobretudo para os sistemas de saúde. Mostrou também que somos dotados de uma capacidade extraordinária de união e entreajuda”. 

Para Miguel Pavão, “é nossa responsabilidade coletiva exigir a todos os envolvidos neste processo uma conduta assente nos valores mais primordiais da humanidade: igualdade e equidade. A COVID-19 afeta toda a humanidade – é essencial que as vacinas COVID-19 sejam consideradas um Bem Comum Global, livres de qualquer direito de patente e de acesso universal, justo e sem discriminação”. 

O bastonário recorda que “como profissionais de saúde, os médicos dentistas lidam há décadas com o controlo da infeção cruzada perante doenças infetocontagiosas. Temos perfeito conhecimento das graves consequências desta pandemia, não só ao nível social e económico, mas também das sequelas que pode deixar nas vítimas”.   

Miguel Pavão apela “a todos os médicos dentistas para que se juntem a esta causa. Porque ninguém pode ficar com a vida em suspenso”.  

Em Portugal, o movimento ‘Vacina para todos’ é lançado pelo IPAV – Instituto Padre António Vieira, através do projeto Academia de Líderes Ubuntu. 

Os subscritores do movimento defendem um modelo de negociação com as empresas fornecedoras da vacina, para que possam ser ressarcidas, de uma forma justa, dos seus investimentos no desenvolvimento da vacina, e que esta se torne livre de patente exclusiva e possa ser produzida em todo o mundo, de uma forma rápida e segura, permitindo o acesso dos mais pobres a este bem para a saúde pública. 

O movimento pede ainda que este processo seja liderado pela Organização Mundial de Saúde e pelo secretário-geral das Nações Unidas, apelando também a todos os líderes mundiais para que possam cooperar para encontrar uma solução de acesso justo e universal a toda e qualquer vacina contra a Covid-19. 

 

Tratamentos eficientes e seguros para todas as formas de Psoríase
A Psoríase é uma doença que afeta bastante o lado emocional e psicológico dos doentes, sendo que mui

Há cada vez mais ações de colaboração da medicina geral e familiar com a dermatologia. “Se o médico de família se aperceber de formas iniciais da doença, por exemplo no couro cabeludo, que é uma forma mais comum e normalmente menos grave, deve e pode tratá-la”, refere o dermatologista. O doente, ao suspeitar que tem Psoríase, deve falar com o médico de família, deve pedir ajuda, para que seja encaminhado para um especialista em dermatologia.

A Psoríase resulta de um “conjunto de manifestações, mas, vê-se de forma mais evidente na pele, através das placas com descamação”, refere Paulo Ferreira.  Devido a todas as manifestações que podem ocorrer, “os doentes devem ser analisados como um todo, principalmente se tiverem outras doenças associadas”, refere o médico. Dependendo das comorbilidades que cada doente tem além da psoríase, “problemas nos rins, no fígado, a nível de obesidade, … pode não ser possível fazer-se determinado medicamento”, indica Paulo Ferreira. A terapêutica deve ser ajustada tendo em conta todos estes fatores. “Há terapêuticas para todos os casos, devem é ser escolhidas criteriosamente entre médico e doente, através de personalização das consultas com o doente”, afirma o dermatologista.

“Se um doente diz que o tratamento não funciona, devemos tranquilizar o doente, uma vez que existem estratégias terapêuticas eficientes e seguras para todas as formas de Psoríase”, afirma o médico. Se a, apesar da terapêutica, há uma evolução da doença, é necessário avaliar a compliance do doente, a sua persistência, e o regime que lhe foi aconselhado. “Menos de metade dos doentes cumpre com a prescrição conforme lhe foi recomendada, alguns porque não têm dinheiro para adquirir o medicamento, outros porque não sabem utilizá-lo” indica o dermatologista. Acima de tudo, explica, “é fundamental persistir na procura e solução” Se necessário, procurar ajuda psicológica durante o processo.

As Crianças, um caso mais difícil...

A Psoríase em idade pediátrica afeta o lado emocional das crianças e famílias e é muito arrebatadora, "podendo até significar que existe uma maior carga hereditária”, afirma Paulo Ferreira. Deve ser controlada e tratada desde o início. As crianças com a doença sentem-se mal consigo mesmas, muitas sofrem de bullying, e deixam de querer ir à escola ao serem discriminadas pelos colegas. “Impõe-se uma terapêutica aconselhada por um dermatologista com experiência na doença, e principalmente em casos pediátricos”, indica o dermatologista.

Para saber mais, assista aos episódios da série “Tens Direito a Ser Feliz: PSOCast”, da PSOPortugal aqui:

Episódio 1: https://www.youtube.com/watch?v=R6IwSvf9QqI&t=40s

Episódio 2: https://www.youtube.com/watch?v=z6cN5dptqsc

Episódio 3: https://www.youtube.com/watch?v=pUV1MIZJnlc

Episódio 4: https://www.youtube.com/watch?v=xPnROikV-B4

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Tratamentos eficientes e seguros para todas as formas de Psoríase
A Psoríase é uma doença que afeta bastante o lado emocional e psicológico dos doentes, sendo que muitos desistem quando após...

Há cada vez mais ações de colaboração da medicina geral e familiar com a dermatologia. “Se o médico de família se aperceber de formas iniciais da doença, por exemplo no couro cabeludo, que é uma forma mais comum e normalmente menos grave, deve e pode tratá-la”, refere o dermatologista. O doente, ao suspeitar que tem Psoríase, deve falar com o médico de família, deve pedir ajuda, para que seja encaminhado para um especialista em dermatologia.

A Psoríase resulta de um “conjunto de manifestações, mas, vê-se de forma mais evidente na pele, através das placas com descamação”, refere o Paulo Ferreira.  Devido a todas as manifestações que podem ocorrer, “os doentes devem ser analisados como um todo, principalmente se tiverem outras doenças associadas”, refere o médico. Dependendo das comorbilidades que cada doente tem além da psoríase, “problemas nos rins, no fígado, a nível de obesidade, … pode não ser possível fazer-se determinado medicamento”, indica Paulo Ferreira. A terapêutica deve ser ajustada tendo em conta todos estes fatores. “Há terapêuticas para todos os casos, devem é ser escolhidas criteriosamente entre médico e doente, através de personalização das consultas com o doente”, afirma o dermatologista.

“Se um doente diz que o tratamento não funciona, devemos tranquilizar o doente, uma vez que existem estratégias terapêuticas eficientes e seguras para todas as formas de Psoríase”, afirma o médico. Se a, apesar da terapêutica, há uma evolução da doença, é necessário avaliar a compliance do doente, a sua persistência, e o regime que lhe foi aconselhado. “Menos de metade dos doentes cumpre com a prescrição conforme lhe foi recomendada, alguns porque não têm dinheiro para adquirir o medicamento, outros porque não sabem utilizá-lo” indica o dermatologista. Acima de tudo, explica, “é fundamental persistir na procura e solução” Se necessário, procurar ajuda psicológica durante o processo.

As Crianças, um caso mais difícil...

A Psoríase em idade pediátrica afeta o lado emocional das crianças e famílias e é muito arrebatadora, "podendo até significar que existe uma maior carga hereditária”, afirma Paulo Ferreira. Deve ser controlada e tratada desde o início. As crianças com a doença sentem-se mal consigo mesmas, muitas sofrem de bullying, e deixam de querer ir à escola ao serem discriminadas pelos colegas. “Impõe-se uma terapêutica aconselhada por um dermatologista com experiência na doença, e principalmente em casos pediátricos”, indica o dermatologista.

Para saber mais, assista aos episódios da série “Tens Direito a Ser Feliz: PSOCast”, da PSOPortugal aqui:

Episódio 1: https://www.youtube.com/watch?v=R6IwSvf9QqI&t=40s

Episódio 2: https://www.youtube.com/watch?v=z6cN5dptqsc

Episódio 3: https://www.youtube.com/watch?v=pUV1MIZJnlc

Episódio 4: https://www.youtube.com/watch?v=xPnROikV-B4

 

Estudo
Em período de rentrée (regresso ao trabalho/ ensino), apenas 4,9% dos portugueses considera que o distanciamento será cumprido...

De acordo com as conclusões do estudo, 22,0% dos portugueses não concordam com o regresso presencial dos alunos às aulas e são apenas 3,9% os que indicam que não vão enviar os seus filhos para a escola durante o mês de setembro.

Quando questionados sobre a probabilidade de as aulas serem lecionadas presencialmente e sem interrupções até ao final do ano escolar, verifica-se um otimismo significativo dos portugueses, dado o valor médio 6,8 (numa escala de 0 a 10). No entanto, caso as aulas sejam interrompidas, 42,8% dos portugueses assumem que se sentem pouco preparados para voltar a ter os seus filhos em casa.  Apenas 4,9% acredita que o distanciamento recomendado de 1,5/2 metros será cumprido nas escolas, uma medida com a qual 20,7% concorda. Sendo ainda menos (12,9%) aqueles que apoiam o facto de cada grupo dever estar restrito a uma zona da escola.

TRABALHO

Os resultados divergem quanto à situação profissional dos inquiridos. 20,9% dos portugueses afirmam que mantiveram as mesmas condições que tinham antes da pandemia, enquanto 20,0% afirma que esteve em teletrabalho, mas já voltou ao escritório. 2,6% dos inquiridos revelam também que a sua empresa fechou durante o período da pandemia.

34,5% dos inquiridos revelam que gostariam que o teletrabalho passasse a fazer parte da sua atividade profissional de forma parcial e desde que acordado com a organização. 9,7% revela preferência pelo cumprimento da atividade profissional, na totalidade, em teletrabalho. Em média, e numa escala de 0 (nada produtivo) a 10 (completamente produtivo), os portugueses classificam o seu desempenho em teletrabalho como produtivo (7,69), bem como a produtividade da organização neste formato (6,38).

FÉRIAS

63,9% dos portugueses afirmam ter passado as suas férias em território nacional, enquanto 4,4% dos inquiridos gozaram do seu período de descanso no estrangeiro. Já 16,4% permaneceu na sua residência habitual. Dos portugueses que passaram as férias em Portugal, a região do Algarve foi a preferida (28,0%), seguindo-se os distritos de Lisboa (7,4%) e Aveiro

(6,7%). 27,1% dos inquiridos passaram as suas férias em casa de férias própria ou de familiares, enquanto 23,6% optou por casa de férias alugada e 17,4% por hotel.

79,7% dos portugueses experimentaram uma estadia diferente do habitual, uma decisão que grande parte (46,7%) revela dever-se à pandemia. 54,5% dos inquiridos que optaram por uma autocaravana fizeram-no por ser uma solução mais barata para combater a redução de rendimentos provocada pela Covid-19. A autocaravana é, em média, também a que reúne o nível mais elevado de segurança (9,25), seguindo-se casa de férias própria ou de familiares (8,97) e aldeamento (8,9) – considerando uma escala onde 0 é muito inseguro e 10 é muito seguro.

O estudo foi realizado por via dos métodos CATI (Telefónico) E CAWI (online) a uma base de dados de utilizadores registados na plataforma da multidados.com. Foram recolhidas e validadas 1.000 respostas entre os dias 1 e 15 de setembro de 2020.

 

Reforço da capacidade de testagem
“Demos hoje mais um passo no sentido do reforço da capacidade de testagem no nosso país”, anunciou a ministra da Saúde,...

Na conferência de imprensa de atualização dos dados sobre a pandemia de covid-19 em Portugal, Marta Temido sublinhou que se evoluiu de uma situação em que apenas o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge fazia testes para uma rede de 102 prestadores que fazem esses testes, entre laboratórios e hospitais do Estado, laboratórios privados e universidades.  

Atualmente, o SNS é responsável por 48% dos testes realizados. Os parceiros privados e as universidades têm uma capacidade de 6.700 testes por dia e potencial para atingirem 11.000 testes diários, disse também a governante. Neste reforço da capacidade laboratorial será efetuado um investimento de 8,4 milhões de euros.

Marta Temido lembrou que hoje mesmo foi assinado um protocolo entre o Instituto de Medicina Molecular, a Fundação Francisco Manuel dos Santos e a Cruz Vermelha Portuguesa, “que possibilita o acesso a 3.500 testes por dia”.

A Ministra da Saúde recordou que Portugal tem sido, de forma constante, o sétimo país na UE que mais testes realiza. Defendeu, ainda que a estratégia defendida pela Organização Mundial da Saúde de testar, identificar os casos positivos e tratá-los precocemente, será para manter.  

 

Covid-19
O Governo vai criar uma linha telefónica de apoio aos lares, a funcionar 24 horas por dia, e avançar também com a testagem à...

A informação foi avançada ontem, na Comissão de Saúde, numa audição conjunta com a Ministra da Saúde, Marta Temido e a Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, dedicada à situação da pandemia nos lares.

A situação nos lares tem sido acompanhada de perto desde o início da pandemia, tendo sido implementadas as medidas necessárias. 

Relativamente às visitas de acompanhamento por parte das equipas multidisciplinares aos lares de idosos, a Ministra da Saúde adiantou das 2628 instituições referenciadas na base de dados para estas visitas, foram visitadas metade. Mais concretamente, realizaram-se visitas a 1323 instituições, mas com uma distribuição “bastante assimétrica”, reconheceu Marta Temido.

De acordo com a Ministra da Saúde, foram visitados todos os lares na região do Alentejo e Algarve, houve visitas a 30% dos lares que se encontra na região Norte, indicando uma “situação mais complexa” na região de Lisboa e Vale do Tejo.

 

Balanço
As equipas multidisciplinares criadas no âmbito do combate à Covid-19 na Área Metropolitana de Lisboa contactaram, entre 30 de...

Profissionais da Saúde, Segurança Social, Proteção Civil/Municípios e forças de segurança têm ido ao terreno sensibilizar a população para as medidas de prevenção da doença, bem como verificar e encontrar soluções para quem necessita de apoio alimentar e realojamento, o que tem tido um impacto positivo no combate à doença. 

Assim, entre 30 de junho e 11 de setembro, os elementos das equipas constituídas nos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES) da Amadora, Lisboa Central, Lisboa Norte, Lisboa Ocidental e Oeiras, Loures-Odivelas, Sintra, Almada-Seixal, Arco Ribeiro e Arrábida realizaram ações de rua e visitas a agregados familiares. No total, 11.940 pessoas foram alvo desta intervenção.

Além de contactar pessoas que possam necessitar de ajuda complementar para cumprir o confinamento/isolamento profilático – e assim ajudar a quebrar as cadeias de transmissão da Covid – estas equipas também têm visitado estabelecimentos comerciais e realizado ações de sensibilização à população.

 

 

Tratamento à Covid-19
Cerca de 700 potenciais dadores estavam inscritos, no final de agosto, no programa nacional de transfusão de plasma sanguíneo...

Sobre o ponto de situação dos ensaios clínicos com plasma de doentes covid-19 recuperados, o IPST referiu que os inscritos “já tinham sido contactados” por um médico, para efeitos de seleção, tendo já sido enviadas amostras para o Instituto de Medicina Molecular (IMM) João Lobo Antunes da Universidade de Lisboa, para serem determinados os níveis de anticorpos neutralizadores do coronavírus SARS-CoV-2, que causa a doença respiratória covid-19. 

O registo de dadores é feito voluntariamente pelos interessados através da página na internet do IPST.

Em maio, o Instituto Português do Sangue e da Transplantação anunciou o arranque da recolha de plasma sanguíneo de doentes recuperados para ensaios clínicos. Uma vez que o uso de plasma convalescente é uma terapêutica experimental para a covid-19, a sua eficácia e segurança têm de ser testadas.

O grupo de trabalho para desenvolver a proposta do Programa Nacional de Transfusão de Plasma Convalescente Covid-19 foi constituído em maio, tendo o relatório com a sugestão de medidas sido apresentando à tutela em 17 de junho. O IPST adiantou que, em 21 de julho, foi criado um grupo de peritos que “acompanha tecnicamente a organização e o desenvolvimento do processo de investigação clínica, a realizar nos termos da lei de investigação clínica”.

O tratamento com plasma sanguíneo de doentes recuperados, recomendado pela OMS, tem sido aplicado em vários países a outros pacientes, em situações muito específicas e graves, em que as defesas do corpo (sistema imunitário) estão muito debilitadas.  

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