Podcast
Filomena Cautela volta a dar a cara, neste caso a voz, para falar sobre saúde e conforto vaginal e desmistificar o desconforto...

Inês Rochinha, criadora de conteúdos, Ana Gomes, Health Coach e Blogger, Clara Não, ilustradora, Catarina Lopes, nutricionista e criadora de conteúdos, e Sara Madeira, médica de Medicina Geral e Familiar, são as convidadas para estas conversas revolucionárias que abordam temas como o empoderamento feminino, a relação dos millennials e da maternidade com as relações sexuais, a importância da nutrição para a saúde vaginal e tudo o que devemos saber sobre como manter um ambiente vaginal saudável.

O primeiro episódio do podcast “Durex Intima” é lançado hoje e está disponível para ouvir nas plataformas digitais Spotify, Apple Podcasts, Google Podcasts, Breaker, Castbox, Overcast, Pocket Casts e RadioPublic.

Este podcast surge no âmbito da campanha de lançamento da nova gama de produtos íntimos da Durex que atuam sobre a origem dos problemas vaginais e diminuem o desconforto da zona íntima. A Durex Intima Protect é a única gama completa de cuidado íntimo com gel de lavagem, gel para aplicar depois da lavagem com propriedades calmantes e com prebióticos, toalhitas de higiene íntima e gel lubrificante para utilização durante as relações sexuais.

 O objetivo desta nova gama Durex é empoderar a mulher a sentir-se confiante e com desejo de ter relações sexuais, o que pressupõe uma higiene e cuidado íntimo diário que nem sempre existe, tendo por base a utilização de ingredientes importantes para equilibrar o pH vaginal e melhorar a lubrificação natural feminina.

Sessão online
A Associação Portuguesa de Cirurgia Ambulatória (APCA) realizou esta terça-feira, pelas 21h00, uma sessão online com o tema ...

De acordo com Carlos Magalhães, presidente da APCA e moderador da sessão: “A Cirurgia Ambulatória (CA) criou uma imagem de sucesso e de segurança junto da população, dos profissionais de saúde e dos conselhos de administração, que queremos manter, sendo, para tal, necessário ultrapassar os novos desafios impostos pela COVID-19, e aproveitar esta nova situação, como uma excelente oportunidade de melhoria para uma maior implementação e crescimento da CA em Portugal”.

“A Direção da APCA decidiu organizar esta sessão nesta data, que coincide com o 22º aniversário da Associação, como forma de homenagear aqueles que foram os pioneiros da CA em Portugal, assim como todos aqueles que estão envolvidos diariamente na atividade da CA”, terminou.

“As principais alterações que realizámos na nossa Unidade de Cirurgia Ambulatória (UCA), foram relacionadas com as recomendações da APCA e da Direção-Geral da Saúde (DGS), que implicaram a reorganização dos espaços e circuitos dos pacientes e a aquisição de equipamentos de proteção individual (EPI)”, afirmou Lúcia Marinho, diretora do Serviço do Centro Integrado de Cirurgia de Ambulatório de CHTMAD - Unidade Hospitalar de Lamego.

E acrescentou: “Um dos principais desafios, é conseguir manter a segurança das cirurgias, conseguindo dar menos valor aos testes COVID-19, uma vez que apresentam uma falsa segurança, porque a sua eficácia depende de fatores, como: a técnica correta da colheita, a carga viral, o tempo decorrido entre o teste e a cirurgia. Devemos dar mais valor à distância entre doentes e à higienização das mãos, assim como à utilização de EPI pelos doentes e profissionais de saúde.”

Jelena Neves, responsável da Unidade de Cirurgia de Ambulatório Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHULN), alertou para o notório aumento da taxa de cancelamento por alteração do estado clínico dos utentes devido a um menor acesso aos cuidados de saúde nos últimos meses; assim como por desistência do próprio doente, provocada por medo. “Isto revela que a informação sobre as medidas de proteção implementadas é insuficiente. Por outro lado, e caso exista um doente com teste positivo, a cirurgia é cancelada, não sendo permitido que outra pessoa seja intervencionada, no seu lugar”.

Para Luís Gabriel, responsável da UCA de Beja, o atual problema que se vive na sua unidade, agravou-se com a COVID-19, uma vez que a ala dos Cuidados Intensivos se encontra no mesmo piso que a UCA. “Como consequência, não há camas disponíveis, o que limita a realização de cirurgias em regime ambulatório.”

Durante mais de duas horas, foram discutidos os principais desafios que a COVID-19 trouxe à Cirurgia Ambulatória, entre as quais: o aumento da produtividade da cirurgia em regime ambulatório, com a mesma segurança e tranquilidade. Ana Lares, da UCA de Faro, indicou que, para este efeito, é necessário reforçar as equipas, melhorar as taxas de ocupação e alargar o horário de funcionamento e incentivos à produção adicional.

A sessão contou com a moderação de Carlos Magalhães, presidente da APCA, Artur Flores, Célia Castanheira, Silva Pinto e Vicente Vieira, membros da APCA, e ainda com a participação de Francisco Matos, da UCA de Coimbra.

Iniciativa da Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular
A Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC) vai lançar um conjunto de cinco vídeos para consciencializar a...

“Com estes vídeos pretendemos transmitir mensagens sobre o enfarte, os seus sintomas e consequências, formas de prevenção e de tratamento. O objetivo é consciencializar a população em geral para a existência do enfarte; para a importância da adoção de estilos de vida saudáveis, enquanto forma de prevenção da doença; e explicar como se processa o tratamento, que é, atualmente, rápido e eficaz”, explica João Brum Silveira, presidente da APIC.

Os vídeos são subordinados às temáticas “O que é um enfarte agudo do miocárdio”, “Quais são os sintomas de enfarte”, “Qual é o tratamento do enfarte agudo do miocárdio”, “Como prevenir o enfarte agudo do miocárdio” e “O que fazer depois do enfarte do miocárdio”. Podem ser visualizados em https://youtube.com/channel/UC6ETy4NcznUw75MmJnnD_ww

O enfarte agudo do miocárdio, ou ataque cardíaco, ocorre quando uma das artérias do coração fica obstruída, fazendo com que uma parte do músculo cardíaco fique em sofrimento por falta de oxigénio e nutrientes. Esta obstrução é habitualmente causada pela formação de um coágulo devido à rutura de uma placa de colesterol.

Os sintomas mais comuns são a dor no peito, por vezes com irradiação ao braço esquerdo, costas e pescoço, acompanhada de suores, náuseas, vómitos, falta de ar e ansiedade. Na presença destes sintomas é importante ligar imediatamente para o número de emergência médica – 112 e esperar pela ambulância, que estará equipada com aparelhos que registam e monitorizam a atividade do coração e permitem diagnosticar o enfarte.

Para evitar um enfarte é importante adotar estilos de vida saudáveis: não fumar; reduzir o colesterol; controlar a tensão arterial e a diabetes; fazer uma alimentação saudável; praticar exercício físico; vigiar o peso e evitar o stress.

 

Opinião
Em 2015, a Organização Mundial de Saúde analisou o alarmante aumento de miopia no relatório conjunto

Em 2017, foi elaborado o Referencial da Educação para a Saúde homologado em maio de 2020, sem a inclusão da área da Saúde da Visão, ignorando o parecer totalmente favorável do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD).

É profundamente preocupante que esta homologação tenha sido concretizada nos termos em que foi, praticamente três anos após o contributo da APLO para inclusão da saúde da visão e parecer favorável do SICAD. Na verdade, falta de tempo e oportunidade estão excluídos como justificação. Competirá ao Ministério da Educação explicar por que motivo se despreza um dos cuidados de saúde especializados mais frequente e tão prioritário para o ser humano.

 Mais do que nunca, os portugueses são atingidos pela deficiência visual e/ou cegueira evitável. A pandemia e as medidas de resposta do sistema educativo, através do ensino à distância e telescola, agravam a incidência de erros refrativos, problemas acomodativos e de vergências. O que torna ainda mais incompreensível a ausência e falta de atenção para com a saúde da visão das crianças, da comunidade escolar e de todos os portugueses.

Continua-se a não formar e instruir os portugueses para a promoção do bem estar da visão e prevenção da deficiência visual e/ou cegueira evitável. O Governo desinveste na literacia para a saúde da visão, até quando todos os instrumentos e meios são colocados ao dispor.

As circunstâncias extraordinárias requerem resposta e atuação urgentes para colmatar esta falha e garantir que a comunidade escolar obtém os instrumentos adequados para lidar com uma pandemia de miopia, potenciada pela pandemia de SARS-CoV-2.

Congratula-se a adoção, pela Organização Mundial de Saúde e dos seus Estados Membros, da resolução EB 146.R8 “Cuidados Integrados para a Saúde da Visão, incluindo Deficiência Visual e/ou Cegueira Evitável”.

As recomendações são claras no sentido de empoderar as pessoas e as comunidades para a promoção do bem-estar visual e prevenção de problemas visuais.

Cada dia que se demora a garantir os cuidados para a saúde da visão que os portugueses merecem e necessitam, acrescenta mais pessoas com deficiência visual e /ou cegueira que seria evitável.

Movidos pela preocupação com este problema de saúde pública os Optometristas portugueses criaram e divulgaram um Guia para a Visão Saudável, Telescola e Estudo em Casa. Aconselhamos todos a ler e adotar as medidas simples, mas eficazes para mitigar problemas visuais e reduzir a deficiência visual e /ou cegueira evitável.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
11.ª Reunião Nacional de Unidades de Acidente Vascular Cerebral
A Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral (SPAVC), organiza, no próximo dia 18 de setembro, a 11.ª Reunião Nacional...

Com este evento, pretende-se garantir a atualização científica dos profissionais de saúde dedicados à abordagem do AVC, partilhando experiências entre as várias equipas das UAVC distribuídas por todo o país.

“A doença vascular cerebral e os doentes com AVC cada vez mais merecem a nossa atenção, sobretudo nesta época de grandes desafios por causa da pandemia COVID-19”, afirma Patrícia Canhão, vice-presidente da SPAVC. “Por isso, a pertinência de manter a Reunião das Unidades de AVC, desta vez em formato virtual, trazendo a oportunidade de falar de progressos científicos e de como os aplicar na vida real”.

A preceder a abertura da reunião, a iniciativa Angels promove uma sessão sob o mote “Dar à vida uma oportunidade”, onde será apresentada uma “Task Force” em Enfermagem dedicada ao acompanhamento dos doentes com AVC; bem como o projeto “Melhora quem sabe”, visando a monitorização e melhoria do tratamento agudo do AVC.

Da parte da tarde, entre as 14h15 e as 19h, os temas incidem na fase aguda do AVC, bem como na prevenção secundária e acompanhamento dos doentes na era COVID-19.

“Os tópicos escolhidos inserem-se nas principais preocupações de quem trabalha nas Unidades de AVC. Numa primeira sessão falar-se-á de trombólise depois das 4,5 horas de evolução e dos benefícios esperados em doentes selecionados”, aponta Miguel Rodrigues. “De igual forma, será abordada a trombectomia e como selecionar os doentes de acordo com a fisiologia do AVC e não apenas de acordo com a cronologia dos eventos”.

De destacar ainda a análise dos principais ensaios clínicos de grande dimensão que foram divulgados em maio, como sessão antecipada de novidades do Congresso da ESO e WSO. “A sua relevância justificou que fossem apresentados em maio e não em novembro, data para a qual foi alterado o programa principal do congresso ESO-WSO, pelo que consideramos importante partilhá-los também agora, na reunião das Unidades de AVC”, explica o médico neurologista, também da Direção da SPAVC.

Esta formação virtual é dirigida especialmente às equipas multidisciplinares das várias UAVC do país, mas também aberta profissionais ligados à área da saúde, com interesse em aprofundar os seus conhecimentos sobre AVC. “A SPAVC empenha-se em que a sua mensagem chegue aos vários elementos envolvidos na atividade diária das Unidades de AVC, de forma a conseguir melhores resultados assistenciais”, acrescenta o especialista.

São esperados centenas de profissionais e uma participação ativa entre pares. “Os vários webinars que a SPAVC promoveu nos últimos meses demonstraram a adesão de muitos profissionais de saúde para discussão de vários temas. Esperamos que o mesmo formato virtual permita manter o convívio “pessoal” e “científico” que estas reuniões das Unidades de AVC nos têm habituado ao longo dos anos”, conclui Patrícia Canhão.

As inscrições são gratuitas, através do e-mail [email protected], bastando enviar o seu nome, especialidade e local de trabalho.

Todos os detalhes podem ser consultados na página web do evento em www.spavc.livewebinar.pt/11uavc.

Sensibilizar para a vacinação
“Leva-me a Sério” é a mais recente campanha do MOVA – Movimento Doentes pela Vacinação. Inspirada na realidade da Pneumonia em...

Lançada sob o mote “Leva-me a sério”, a campanha reflete a ironia de haver uma doença grave e potencialmente fatal, a Pneumonia Pneumocócica, que apesar de ser prevenível através de vacinação, ainda é responsável pela morte de muitas pessoas por ano. Para o MOVA, está na hora de levar a Pneumonia Pneumocócica a sério.

“Leva-me a sério” foi o headline escolhido para esta campanha que vai estar no ar até final de novembro. De tom imperativo, traz uma mensagem sóbria, tornada positiva e convidativa através de um rosto amigo, que normalmente nos faz sorrir: Herman José.

Para além da indiscutível popularidade e abrangência de Herman José, o convite ao humorista surgiu pela confiança por si suscitada, pela influência que tem junto dos portugueses, pela própria faixa etária a que pertence (faz parte de um dos principais grupos de risco, maiores de 65 anos de idade) mas, sobretudo, pelo impacto de termos alguém que nos faz, habitualmente, rir, a falar de temas sérios.

Com esta campanha, e através de Herman José, para quem “é um orgulho aceitar dar o nome e a cara a uma causa tão nobre. Para mais, num formato tão criativo e tão artístico”, o MOVA pretende sensibilizar a população para a importância da vacinação antipneumocócica, em particular, pessoas pertencentes a grupos de risco. Mostrar de forma clara que a vacinação pode fazer a diferença entre a vida e a morte, que as vacinas salvam vidas e que protegem as populações para as quais são indicadas.

A campanha vai estar presente online e em TV, através de spots, banners, um survey e um microsite. Ao longo de cerca de dois meses, a população será impactada através de mensagens gerais, transversais a todos, e através de mensagens especiais, dedicadas a diferentes grupos de risco.

“É com enorme expectativa que lançamos mais uma campanha de sensibilização”, começa Isabel Saraiva, fundadora do MOVA. “Estamos prestes a entrar na época percepcionada como a de maior incidência de Gripe e Pneumonia. Se a aposta na prevenção sempre foi fundamental, sobretudo entre os grupos de risco, perante o contexto atual é imperativo que possamos contribuir para a diminuição do recurso aos cuidados de saúde, através da prevenção de doenças pela vacinação”, conclui.

Em Portugal, dados recentes do INE mostram que em 2018 a Pneumonia foi responsável pela morte de 16 pessoas por dia. Neste ano, a Pneumonia causou por 5.1% de todas as mortes no nosso país.

Entre os indivíduos mais suscetíveis à Pneumonia Pneumocócica, estão as crianças de pouca idade e os idosos, e pessoas com doenças crónicas como diabetes, asma, DPOC, outras doenças respiratórias crónicas, doença cardíaca, doença hepática crónica, doentes oncológicos, portadores de VIH e doentes renais. Todos devem ser protegidos.

Existe, desde junho de 2015 uma norma da Direção-Geral da Saúde que recomenda a vacinação antipneumocócica a todos os adultos pertencentes a grupos de risco. Um investimento na sua saúde, na prevenção de eventuais internamentos por Pneumonia Pneumocócica e na redução do número de mortes por esta causa. É tempo de levarmos este documento a sério.

 

Quinzena do Coração
Para assinalar o Dia Mundial do Coração, efeméride comemorada todos os anos a 29 de setembro, a Fundação Portuguesa de...

“Os sistemas de saúde, os profissionais de saúde e a população têm vivido tempos muito difíceis e é muito importante continuarmos a promover iniciativas capazes de consciencializar cada vez mais a população para a importância de cuidarmos dos nossos corações. A Covid-19 é responsável por várias complicações graves nos doentes cardiovasculares, como é o caso das miocardites, arritmias, tromboembolismo e enfartes do miocárdio. Sabemos também que estes doentes têm um maior risco de morte no caso de infeção por Covid-19, pelo que a Fundação Portuguesa de Cardiologia quer fazer a diferença e diminuir o impacto desta pandemia neste grupo de risco”, sublinha Manuel Carrageta, presidente da Fundação Portuguesa de Cardiologia.

Para aumentar a consciencialização em torno da temática, a Fundação Portuguesa de Cardiologia vai partilhar ao longo de 15 dias, nas suas redes sociais, um conjunto de vídeos que vão abordar temáticas como a importância da atividade física em seniores e nos jovens, alimentação saudável, hipertensão arterial, suporte básico de vida, entre outros. Alguns destes vídeos, contam com a colaboração da Federação de Ginástica de Portugal e da Federação Portuguesa de Atletismo. Quem também se vai juntar à Fundação Portuguesa de Cardiologia nesta Quinzena do Coração são os chefes de cozinha Justa Nobre e Chakall que darão o seu contributo em vídeo com a partilha de receitas saudáveis.

A Fundação Portuguesa de Cardiologia vai ainda promover um webinar, no dia 29 de setembro, pelas 18h30, dedicado à temática “Doentes cardíacos e Covid-19”.

Ainda no dia 29 de setembro, a Fundação Portuguesa de Cardiologia, em parceria com a Sociedade Portuguesa de Cardiologia e o Município de Peniche, assinalam a efeméride com um conjunto de atividades associadas à promoção da atividade física.

O mote da Quinzena do Coração segue a linha proposta pela World Heart Federation para comemorar a efeméride em 2020. De acordo com esta entidade internacional, vivemos atualmente tempos sem precedentes, nos quais sistemas de saúde e profissionais de saúde foram desafiados ao limite, sendo agora mais importante do que nunca que a população tenha um papel fundamental e cuide do seu coração e dos seus familiares e amigos, consciencializando todos à sua volta para a importância deste gesto.

Mais informação em http://www.fpcardiologia.pt/.

29º Congresso da Ordem dos Médicos Dentistas
O 29º Congresso da Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) vai realizar-se, pela primeira vez, em formato online, nos dias 27 e 28 de...

Após o adiamento do evento, inicialmente previsto para a Exponor, em Matosinhos, de 5 a 7 de novembro, e face às condições associadas à pandemia Covid-19, o Conselho Diretivo da OMD decidiu apostar num evento virtual e imersivo na última sexta-feira e sábado do mês de novembro. 

A médica dentista Célia Coutinho Alves preside à comissão organizadora deste evento que adota na sua 29ª edição um inovador formato online – possibilitando a participação de todos a partir de qualquer local e em segurança, e de forma a continuar a mostrar, debater e valorizar a medicina dentária em Portugal.

Um dos maiores eventos do sector da saúde na Península Ibérica, que reúne habitualmente todos os anos cerca de 6 mil participantes, o Congresso irá viver esta edição centralizado numa plataforma online desenvolvida de raiz para o efeito e acessível por desktop e mobile, disponibilizando conteúdos genéricos, bem como conteúdos exclusivos para os participantes inscritos. 

Na home page surgirá um hall de entrada virtual do Congresso, numa visão 180º. Depois de uma mensagem vídeo de boas-vindas do bastonário da OMD, Miguel Pavão, e da presidente da Comissão Organizadora, Célia Coutinho Alves, os participantes terão à sua escolha um conjunto de secções dedicadas. 

Destaque para uma área dedicada a sessões científicas em direto com oradores nacionais e internacionais de língua portuguesa, para uma área de vídeos on demand – para ver ou rever sessões que já aconteceram, com vídeos que ficam gravados e disponíveis até ao final do ano -, ou ainda para uma área vocacionada para apresentações científicas, que oferece a possibilidade de download dos pósteres.

A tradicional Expodentária Portugal, a decorrer em simultâneo com o congresso virtual, foi também ela reinventada. Os stands ganham vida num showroom virtual que proporcionará aos visitantes uma experiência imersiva e aos expositores a possibilidade de idealizar um espaço de contacto com os médicos dentistas e de apresentação das suas novidades, numa secção dedicada que estará acessível para visita até ao final de janeiro do próximo ano.

Para o bastonário da OMD, Miguel Pavão, este congresso virtual e imersivo é um claro sinal de positividade e adaptação a uma crise pandémica que está a pôr à prova a Humanidade: ““A Covid-19 obrigou-nos a uma reformulação profunda das nossas rotinas. A vida não pode ficar em suspenso. Por isso, após uma reflexão interna, e de escutarmos patrocinadores, oradores e médicos dentistas, entendemos reinventar este encontro anual, com um Congresso virtual, num formato que queremos que seja diferenciador, capaz de proporcionar uma experiência verdadeiramente imersiva e a todos os participantes”.

A presidente da Comissão Organizadora, Célia Coutinho Alves salienta que “este será um desafio aliciante, não temos dúvidas. Estamos conscientes que irá exigir o máximo esforço de toda a comissão organizadora, e de toda a equipa da OMD, num tempo recorde. Mas tudo faremos para que, nas atuais condições, o evento deste ano possa estar à altura da qualidade a que todos os médicos dentistas estão habituados a encontrar no Congresso OMD”. 

Doenças hemato-oncológicas
A Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL) vai realizar este ano, pela primeira vez, as Jornadas Virtuais Nacionais, cujo...

As jornadas com transmissão virtual vão contar com a participação de personalidades de entidades de relevo no panorama nacional da área da saúde, como o INFARMED, Direção-Geral da Saúde e APIFARMA. O programa conta também com a intervenção de especialistas da área de Hematologia e com o testemunho de doentes.

No primeiro dia de arranque das jornadas, entre as 10h30 e as 18h00, estarão em debate temas como:

  • Relação médico-doente: preocupações e melhorias
  • Gestão de cuidados de enfermagem na pessoa com doença hemato-oncológica
  • Direitos do doente e cuidador
  • Aspetos emocionais com o doente e cuidador
  • Alimentação adequada para doentes hemato-oncológicos

No dia seguinte, a 27 de setembro, entre as 09h30 e as 12h45, a discussão será centrada em temas como:

  • Acesso a medicamentos inovadores em Portugal
  • Linfoma – Terapias existentes e inovadoras em Portugal
  • Leucemias – Terapias existentes e inovadores em Portugal
  • Avanços na compreensão da leucemia tendo em vista melhores terapêuticas no futuro, com a participação do hematologista de renome internacional Robert P. Gale

As sessões de abertura e encerramento das Jornadas ficam a cargo do presidente da APCL, Manuel Abecasis, que comenta: “Optámos por realizar este encontro num registo virtual, de forma a que fosse possível juntar, em segurança, profissionais de saúde, membros de entidades da saúde, doentes e cuidadores, e colocar no centro do debate as leucemias e os linfomas com o objetivo de esclarecer e antever os principais desafios das doenças hemato-oncológicas”.

As inscrições para este evento são gratuitas e podem ser feitas online aqui. As Primeiras Jornadas da APCL contam com o apoio das farmacêuticas: Bristol Myers Squibb, Abbvie, Janssen, Roche, Amgen, Astellas, Astrazeneca, Pfizer e Takeda.  O programa completo das Jornadas e todas as informações úteis estão disponíveis no site da APCL em www.apcl.pt/pt.

Iniciativa COVID-19
Em resposta à crise sanitária, a Air Liquide Foundation lançou já em março de 2020 a Iniciativa COVID-19. Mais de 2 milhões de...

Em contexto de emergência, a Fundação já aprovou 10 projetos científicos e 21 projetos de ajuda social de emergência em todos os continentes desde março de 2020.

Projetos científicos para acelerar a investigação sobre a COVID-19

Através da Iniciativa COVID-19, a Air Liquide Foundation decidiu apoiar projetos de investigação voltados para uma melhor compreensão do vírus e dos seus modos de transmissão, melhorando o seu tratamento e determinando efeitos a longo prazo nos pulmões. Dez projetos científicos respondendo a esses desafios-chave foram selecionados após avaliação por médicos e especialistas da Air Liquide, bem como após validação por um Comitê Científico. A Air Liquide Foundation, em linha com a sua missão de apoiar projetos de investigação em doenças respiratórias, continua assim o seu empenho ao lado de equipas europeias de investigação, de modo a fazer avançar o progresso da Ciência e desenvolver novos protocolos de saúde.

A Air Liquide Foundation também aprovou o apoio a 21 projetos de emergência social, realizados por associações parceiras da Fundação, em todos os continentes. Ao fornecer suporte alimentar ou equipamento de proteção, voltar a juntar as pessoas e aumentar a consciencialização sobre o coronavírus e formas de prevenção, estes projetos ajudam indivíduos isolados, particularmente expostos ao vírus COVID-19 e às suas consequências sociais e económicas.

Desde o mês de março, foram apoiados pela Fundação 10 projetos de investigação e 21 projetos de emergência social, no âmbito da Iniciativa COVID-19, no valor total de 1,1 milhões de euros. No total, mais de 2 milhões de euros de financiamento excecional serão alocados ao longo de dois anos para a luta contra a COVID-19.

Jean-Marc de Royere, Vice-Presidente Sénior, Chairman da Air Liquide Foundation e membro do Comitê Executivo do Grupo: “Temos duas responsabilidades perante esta crise de saúde: a longo prazo, precisamos de entender melhor o vírus COVID-19 para aprender como nos protegermos dele e, a curto prazo, devemos apoiar aqueles que são mais vulneráveis a ele. Num contexto sem precedentes, a Air Liquide Foundation lançou muito rapidamente a Iniciativa Covid-19 para se comprometer com essas duas questões principais, com o apoio da experiência do Grupo. Elogio o compromisso dos colaboradores da Air Liquide, tanto na Fundação como na área e no campo.”

Profissionais de saúde
Depois de várias edições em diferentes especialidades médicas, o MatcH the Guidelines está de regresso para a sua estreia na...

Entre outubro de 2020 e março de 2021, os participantes serão desafiados a resolver mensalmente, na plataforma online do MatcH the Guidelines, casos clínicos ficcionados que ilustram situações e condições da vida real. Os casos são elaborados por uma Comissão Científica independente, que inclui alguns dos melhores especialistas nacionais: Dr. João Raposo (CHULN), Prof. Maria Gomes da Silva (IPO Lisboa), Dr. José Pedro Carda (CHUC), Prof. António Almeida (Hospital da Luz), Dr. Mário Mariz (IPO Porto) e Prof. Cristina João (Fundação Champalimaud).

Cada caso clínico terá um conjunto de questões de escolha múltipla, a ser respondidas com base em guidelines, recomendações ou outros artigos científicos. Após a realização dos primeiros seis casos (um caso de teste e cinco para resolução), serão apurados os 10 participantes com melhor desempenho, que terão acesso à resolução do caso final. Este último exercício ditará os grandes vencedores do MatcH the Guidelines, distinguidos com 5.000€ e 2.000€ em educação médica.

Esta nova edição destina-se a profissionais de saúde, com prática clínica em Portugal, registados no Colégio de Hematologia da Ordem dos Médicos ou atualmente a frequentar um programa de internato médico na especialidade.

Criado em 2016, o MatcH the Guidelines conta já com cinco edições em diferentes especialidades médicas, como a Gastroenterologia, Pediatria e Reumatologia. No total, o programa já envolveu cerca de 250 participantes na resolução de 25 casos clínicos. 

As inscrições para a primeira edição do MatcH the Guidelines na Hematologia podem ser feitas até dia 30 de setembro em http://www.matchtheguidelines.com/

Portugueses descontentes com setor
Numa altura em que o país regressa ao Estado de Contingência, o Portal da Queixa revela um estudo analítico sobre as...

De acordo com o estudo desenvolvido pela equipa do Portal da Queixa, as farmácias, os hospitais públicos, os centros de saúde o os hospitais privados são as entidades maior alvo das reclamações, com destaque para as farmácias que, comparativamente com o período homólogo, registaram o maior crescimento do número de queixas, uma subida de 284%.

SETOR PÚBLICO: da dificuldade de marcação de consulta ao mau atendimento

Relativamente às farmácias, no início da pandemia, verificou-se que o principal problema reportado foi a venda de máscaras (58%), devido ao enorme tempo de espera e escassez do produto, seguindo-se o exponencial aumento dos preços praticados do álcool gel desinfetante, que geraram 37% das queixas.

Os centros de saúde registaram como principal motivo de reclamação a dificuldade de contacto para a marcação de consultas (56% das queixas).

No topo das insatisfações dirigidas aos hospitais públicos, o mau atendimento e o serviço prestado representaram 21% das reclamações dos consumidores.

A nível geográfico, o Portal da Queixa identificou que os distritos em que os portugueses mais reclamaram do setor público de Saúde foram: Lisboa, Porto e Setúbal.

Ainda na análise ao setor público o estudo revela que, no que diz respeito ao perfil do consumidor que reclamou, o género feminino lidera a maioria das queixas reportadas (59%) e o género masculino (41%). A faixa etária dos portugueses que mais reclamaram situa-se entre os 25 e os 54 anos de idade (74%)

SETOR PRIVADO: faturação errada, taxas de kits de proteção e mau atendimento

A análise do Portal da Queixa ao setor privado de Saúde permitiu identificar que o principal problema relatado pelos consumidores no que se refere a hospitais e clínicas privadas, está relacionado com a faturação errada de valores indevidos (43%). Também a cobrança de taxas de kits de proteção Covid-19 foi motivo de 23% das reclamações geradas, e o alegado mau atendimento foi responsável por 12%.

No que se refere às queixas dirigidas aos laboratórios de análises clínicas, 27% estão relacionadas com os rastreios à Covid-19.

A nível geográfico, o Portal da Queixa identificou que os distritos em que os portugueses mais reclamaram do setor privado de Saúde foram: Lisboa, Porto, Braga e Setúbal.

No que diz respeito ao perfil do consumidor que mais reclamou contra o setor privado de Saúde, as mulheres mantêm-se na linha da frente com distinção (63% das queixas) e os homens apenas 36%. Nas reclamações por faixa etária dos portugueses, a maioria situa-se também entre os 25 e os 54 anos de idade (76% das queixas).

Portugueses descontentes com o setor da Saúde

Segundo revela a análise do Portal da Queixa, em ambos os setores - público e privado -, a média da avaliação dos portugueses ao serviço prestado é de 4 em 10.

Na opinião de Pedro Lourenço, CEO do Portal da Queixa e fundador da Consumers Trust: “O Serviço Nacional de Saúde continua a registar taxas de insatisfação muito elevadas de ano para ano, não demonstrando melhorias contínuas no serviço prestado. Enquanto que, verificámos indicadores de redução do número de reclamações através dos canais do estado, nomeadamente no Livro Amarelo e de Reclamações, que induzem em erro na interpretação do atual estado do setor, no Portal da Queixa este crescimento é demais evidente, demostrando não só que os utentes do SNS estão descontentes com o serviço prestado, como também pela desacreditação no regulador, que manifestamente não traduz confiança na resolução dos problemas apresentados. Este comportamento já é transversal a quase todos os setores, na medida em que os portugueses já perceberam que a partilha pública dos problemas que encontram na prestação dos serviços públicos, traduz melhores resultados através da visibilidade pública, que permite uma avaliação mais transparente e coerente com a realidade, sem filtros políticos e económicos. Por outro lado, o serviço privado de saúde continua a não ser uma alternativa viável para a maioria das famílias portuguesas, onde a cobrança de valores exagerados na faturação pós-prestação do serviço, afastam os potenciais clientes do setor, obrigando-os a sacrificarem-se na espera de consulta através do SNS.”

Patologia pouco conhecida
A Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) assinala o Dia Mundial do Linfoma, esta terça-feira (15 de setembro), com a Campanha...

A campanha da LPCC vem alertar a população para esta doença oncológica, cujos sintomas são difusos e sem sinais específicos, através de diferentes materiais digitais e físicos - folhetos, vídeos com testemunhos de uma hematologista, uma sobrevivente e uma cuidadora - com informação sobre a doença.

Em Portugal, todos os anos cerca de 1700 pessoas diagnosticadas com Linfoma não Hodgkin (LNH) e, embora possa ocorrer em qualquer idade, a maioria dos casos está acima dos 60 anos de idade, com um ligeiro predomínio no sexo masculino.

O Linfoma é um grupo de doenças resultantes da acumulação de linfócitos (um subtipo de glóbulos brancos) malignos nos gânglios linfáticos.

“Com esta campanha a LPCC pretende, no âmbito das suas atividades, contribuir para o esclarecimento e sensibilização da população sobre uma patologia ainda pouco conhecida”, explica Vitor Rodrigues, Presidente da Liga Portuguesa Contra o Cancro.

Para saber mais informações sobre esta campanha viste o site: www.ligacontracancro.pt/lnh

 

Investigação
Ana João Rodrigues, do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde (ICVS) da Escola de Medicina da Universidade do...

“Desde que acordamos somos inundados com informação e o nosso cérebro evolui a filtrar e a focar-se em estímulos que são emocionalmente relevantes, atribuindo-lhes valências. Quando temos um estímulo que é recompensador e atrativo, atribuímos-lhe uma valência positiva, se for mau ou aversivo, a valência é negativa. O nosso comportamento está de acordo com o selo atribuído àquele estímulo”, afirma Ana João Rodrigues.

E continua: “Este projeto tenta perceber a forma como o nosso cérebro codifica o prazer e a aversão, como algo positivo e algo negativo, com o objetivo de compreender o que está na base de algumas decisões que tomamos. Em algumas doenças, como a depressão e a adição, os indivíduos têm défices neste sistema que codifica o prazer e a aversão. Ao compreendermos como isto acontece, do ponto de vista fisiológico, é possível perceber o que acontece quando está disfuncional.”

A investigadora considera que o financiamento de 500 mil euros do Programa Health Research 2020, da Fundação “la Caixa”, é “muito importante”, porque vai permitir comprar equipamento para avaliar a atividade dos neurónios e “fazer ciência de elevada qualidade”, originando “descobertas importantes para a comunidade científica”.

 

A importância do diagnóstico precoce
O cancro da Próstata é um dos tumores mais frequentes do homem, sendo considerado a segunda causa de

Se há um tipo de cancro que mexe particularmente com os homens, é o cancro da próstata. Para entendermos a doença, sobretudo para conseguirmos identificar os sinais precoces, começo por lhe perguntar o que é o cancro da próstata? E qual a sua incidência?

O Cancro da próstata é um tumor maligno deste órgão. Ou seja, existe uma transformação maligna de células de próstata, que depois se multiplicam a uma velocidade superior às restantes células da próstata, como acontece com qualquer tumor maligno, proliferam e, se não tratado, se disseminam.

Preocupa muito os homens porque é um dos tumores mais frequentes do homem. É ainda a segunda causa de morte oncológica no sexo masculino. Em Portugal, são diagnosticados cerca de 5000 a 6000 novos casos por ano, com uma mortalidade de cerca de 1800 a 1900 homens/ano.

Na Europa, é diagnosticado um novo cancro da próstata em cada 3 minutos e a cada 15 minutos morre um homem por este diagnóstico. Um recém-nascido do sexo masculino apresenta, neste momento, uma probabilidade de cerca de 15% de vir a sofrer este tipo de tumor e uma probabilidade de 3% de vir a morrer deste cancro.

Existem os fatores de risco para o seu desenvolvimento? Quem está em risco?

Os fatores de risco conhecidos são os seguintes:

Idade: homens com idade superior a 50 anos têm um risco superior de cancro da próstata.

História familiar: o risco é superior se o pai ou um irmão sofrerem de cancro da próstata. O risco de desenvolver um cancro da próstata aumenta duas vezes se existe um familiar em 1º grau com esta doença. Este risco aumenta para cinco a onze vezes se existem dois ou mais familiares em primeiro grau afetados.

Origem étnica: mais frequente na raça negra.

Testosterona: A causa de degenerescência e multiplicação das células da próstata é a testosterona, a hormona masculina. Se não existir testosterona, não se desenvolve este tumor. A testosterona promove o desenvolvimento e o crescimento tumoral.

Dieta: As dietas ricas em gordura, sobretudo se com elevado teor de gorduras saturadas e as dietas com elevado conteúdo proteico, ou seja, as dietas “ocidentais”, com muitas calorias e elevado consumo de carne promovem igualmente este tumor.

Obesidade: foi também associada ao cancro da próstata.

Agentes químicos: o contacto com produtos químicos tóxicos pode aumentar o risco deste cancro.

Sendo assintomático em fases iniciais, quais os principais sintomas a que devemos estar atentos? De um modo geral, quais as principais manifestações clínicas, consoante os diferentes estádios da doença?

De facto, um dos maiores problemas deste tumor é o facto de não causar quaisquer queixas, não causar sintomas e, por isso, poder evoluir silenciosamente durante muito tempo.

Quando causa sintomas, as queixas que provoca são iguais aos do aumento benigno deste órgão. Por isso é tão importante fazer uma avaliação por urologistas com experiência nesta área, para diferenciar as duas situações e fazer o “diagnóstico diferencial” entre ambas.

O cancro da próstata pode manifestar-se por sintomas do aparelho urinário inferior, chamados LUTS (do inglês Lower Urinary Tract Symptoms) - que se dividem em sintomas de “esvaziamento”, de “enchimento” e pós-miccionais.

Sintomas de esvaziamento (que ocorrem durante a fase em que a bexiga está a acumular urina):

  • Dificuldade a urinar (jato fraco e fino) ou ardor
  • Demorar a começar a urinar
  • Demorar muito tempo a urinar
  • Urinar por diversas vezes, interrupção do jato
  • Necessidade de fazer esforço abdominal para urinar
  • Retenção urinária
  • Incontinência (perda de urina) durante a noite

Sintomas de enchimento que ocorrem durante a fase em que a bexiga está a esvaziar, durante a micção):

  • Necessidade súbita de urinar
  • Incapacidade de reter a urina, quando se tem vontade súbita de urinar
  • Aumento da frequência das micções
  • Aumento do número de vezes que se urina durante a noite
  • Dor/sensação de peso abaixo do umbigo

Sintomas pós-miccionais: (que ocorrem depois da micção):

  • Sensação de não esvaziar completamente a bexiga
  • Ficar a pingar urina no fim de urinar
  • Ocasionalmente, pode manifestar-se por sangue na urina (hematúria), sangue no esperma (hematospermia) ou, em casos mais raros, problemas de ereção (disfunção eréctil).

Em casos de tumores mais avançados, já metastizados, ou seja, envolvendo outros órgãos, existem diversos outros sintomas possíveis, relacionados com os órgãos afetados ou sintomas gerais: dores ósseas, emagrecimento, perda de apetite, falta de forças e cansaço, que podem estar associados à anemia, frequente nestes doentes. Podem surgir ainda sintomas neurológicos, por compressão da medula vertebral por metástases ósseas, vertebrais. Podem surgir outras queixas menos típicas, como alterações intestinais, do controle da bexiga ou fraturas ósseas que chamamos de patológicas (fraturas espontâneas ou em consequência de pequenos traumatismos, que só ocorrem porque o osso já está mais frágil).

Como é feito o seu diagnóstico? 

O diagnóstico é feito através de vários elementos. Os dois principais são

  • Uma análise ao sangue (PSA – Antigénio Específico da Próstata)
  • A avaliação da próstata por toque rectal.

Podem ser ainda necessários diversos exames, como a ecografia da próstata e/ou uma ressonância magnética nuclear (RMN) especial, a ressonância multiparamétrica da próstata.

A confirmação do diagnóstico é sempre e necessariamente feito através de uma biópsia da próstata.

Atualmente, como cada vez mais se efetua a RMN multiparamétrica, dirigida à próstata, é possível “guiar” a biópsia a realizar, a chamada biópsia de fusão. Neste exame, fundem-se as imagens da RMN e da ecografia, permitindo realizar uma biópsia muito mais precisa.

Que tratamentos existem para o cancro da próstata?

É necessário separar duas fases da doença: a fase localizada e a fase metastizada. Os tratamentos e o prognóstico, a expectativa de evolução e cura da doença são muito diferentes e dependem da fase em que a doença é diagnosticada.

Se for diagnosticado em fases precoces, localizado ainda apenas na próstata, o tratamento tem intuitos curativos e pode consistir em:

  • Cirurgia – prostatectomia radical (aberta, laparoscópica ou robótica)
  • Braquiterapia (colocação de implantes ou “sementes” radioativas no interior da próstata)
  • Radioterapia externa; a terapia com feixes de protões é outra forma de tratamento

Em casos muito especiais, muito particulares e selecionados, podem ser utilizadas técnicas como a crioterapia e técnicas focais.

Se diagnosticado em fases avançadas, já não localizado apenas na próstata, os tratamentos são diferentes e mais agressivos. Se a doença estiver localmente avançada, isto é, se ultrapassar os limites da próstata, mas não existirem metástases à distância, o tratamento envolver a realização de:

  • Cirurgia (prostatectomia radical; em alguns casos pode ser necessária uma ressecção trans-uretral da próstata para alívio sintomático ou uma orquidectomia, em substituição do tratamento hormonal)
  • Associação de tratamentos, por exemplo Braquiterapia + radioterapia ou Braquiterapia + radioterapia + hormonoterapia
  • Radioterapia isolada (neste caso é geralmente necessário associar outro tipo de tratamentos, como a hormonoterapia sistémica)

Pode ainda ser efetuada Crioterapia (mas esta é geralmente indicada para as recidivas do tumor)

Se o tumor já está mais avançado, existem diversas opções de tratamento disponíveis:

  • Hormonoterapia – atualmente existem já tratamentos de hormonoterapia de 1ª e 2ª linha, sendo estes últimos cada vez mais eficazes e com menos efeitos secundários, melhor tolerados e permitindo uma maior duração e uma melhor qualidade de vida para os doentes.
  • Quimioterapia - em alguns casos, especialmente agressivos;
  • Imunoterapia - em alguns casos, especialmente resistentes;
  • Terapêutica com radionuclídeos – em alguns casos em que existem metástases ósseas além do tumor primário.

Nestes últimos casos, o tratamento já não é geralmente curativo, mas destina-se apenas a controlar a doença, a tentar evitar a continuação do desenvolvimento do tumor, a sua progressão. Pretende-se ainda controlar as suas consequências, as queixas que pode provocar e a melhorar a qualidade de vida e o bem-estar dos doentes afetados.

Qual o seu prognóstico e qual a importância do diagnóstico precoce?

Estas duas perguntas e respostas estão totalmente relacionadas! O prognóstico depende da fase em que é diagnosticada a doença. Se for diagnosticada em fases precoces e o tumor for adequadamente tratado (em alguns casos o tumor pode ser tão pouco agressivo que pode nem ser necessário tratar desde logo), o prognóstico é excelente, dos melhores possíveis em tumores malignos (com taxas de sobrevida de 95% e mais, aos 10 anos). Pelo contrário, se for diagnosticado em fases avançadas, a doença pode ter uma evolução muito rápida e, infelizmente, causar grande sofrimento e dor. Ainda continuamos a diagnosticar muitos doentes em fases tardias, doentes que não procuraram ajuda ou não realizaram exames e avaliações, muito simples, em fases precoces e em que a doença evoluiu meses e, em alguns casos, anos. Nestes casos de facto o prognóstico é muito mau, com grande parte dos doentes a falecerem até aos 2 a 5 anos.

Nunca é por isso demais insistir na necessidade de um diagnóstico precoce, que pode ser feito com exames tão simples como uma análise ao sangue (o já referido “PSA”) e o toque rectal.

Quais os principais mitos associados a este tipo de cancro? Quais as principais dúvidas que este tumor suscita nos homens?

Existem inúmeros mitos associados ao cancro da próstata, muitos deles associados à sexualidade. Estes mitos surgem dada a faixa etária em que os problemas e sexuais, nomeadamente problemas de ereção, surgem mais frequentemente – isto é, a partir dos 50 anos. Por outro lado, há alguns tratamentos para o cancro da próstata, como a cirurgia, a radioterapia ou a hormonoterapia, que podem provocar, de facto, problemas de ereção e/ou de desejo. Há muitos trabalhos publicados, por exemplo, em relação à frequência das relações sexuais e o risco de cancro (alguns parecem sugerir que uma maior frequência pode proteger do cancro). Outro mito é a associação da vasectomia com um maior risco de cancro, o que é errado. Existem inúmeros produtos, que quem vende designa como “naturais”, que alegam proteger contra este cancro (quando o único produto que demonstrou ser protetor foi o licopeno, que existe no tomate cozido). Outros fatores como a vitamina E, e, o zinco também foram descritos como protetores, mas tal não parece confirmar-se. Alguns estudos revelaram que alguns medicamentos podem reduzir o risco de cancro da próstata. A importância da inflamação crónica da próstata (a “prostatite”) também e objeto de debate e estudo há muitos anos, alegando alguns autores que aumenta o risco de cancro.

O que muda depois de um diagnóstico de cancro na próstata? Existem complicações ou efeitos secundários ao tratamento?

Eu diria que tudo muda. A perspetiva de vida dos homens afetados com cancro da próstata muda radicalmente, de um dia para o outro. A expectativa em relação à duração da sua vida, à sua qualidade de vida, ao sem bem-estar e “normalidade” da vida que esperavam ter, altera-se significativamente.

Felizmente, no entanto, na maior parte dos casos, os tumores da próstata, se diagnosticados precocemente e adequadamente tratados, têm um bom prognóstico. Tratamentos como a braquiterapia ou a cirurgia laparoscópica e robótica, quando efetuados por urologistas experientes, podem reduzir enormemente os efeitos secundários do tratamento, reduzindo o risco de complicações como a incontinência urinária e a disfunção eréctil. É por isso fundamental: 1) efetuar o diagnóstico precoce deste tumor e 2) ser tratados por médicos e equipas com experiência no tratamento deste tumor. Estes dois aspetos fazem toda a diferença na expectativa de vida e prognóstico destes doentes.

Que conselhos deixa a todos os homens a respeito deste tema? 

Penso que a mensagem principal será realizar um diagnóstico precoce. Para isso, deverão fazer uma avaliação anual da próstata a partir dos 45-50 anos (os doentes referem-se muitas vezes a esta avaliação como sendo um “check-up” da próstata, mas não se trata de facto exatamente disso). Em segundo lugar, se infelizmente for diagnosticado um cancro, deverão sempre procurar opiniões de mais de um médico e recorrer a especialistas e equipas com experiência no tratamento e seguimento de doentes com este problema. Estes dois aspetos farão toda, toda a diferença, em relação à adequação e eficácia dos tratamentos, a uma menor taxa de complicações e a um melhor prognóstico, não só em relação à esperança de vida, mas também em relação à qualidade da mesma.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Financiamento
Um projeto coordenado pelo Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra (CNC-UC), dedicado ao estudo...

O projeto, intitulado “MStar - Potassium channel dysfunction in models of neurodevelopmental disorders”, tem como principal objetivo explorar ligações entre doenças neuropsiquiátricas e epilepsia que permitam desenvolver melhores tratamentos para estas patologias, uma vez que se sabe que cerca de metade dos indivíduos afetados com défices intelectuais padecem de epilepsia, e doentes com esquizofrenia apresentam risco aumentado de desenvolver convulsões, comparados com o resto da população. Deste modo, pensa-se que perturbações do desenvolvimento do cérebro (como o défice intelectual e a esquizofrenia) e a epilepsia partilham mecanismos celulares que poderão estar na base da sua origem.

«As doenças neuropsiquiátricas são a segunda maior causa de anos de vida saudável perdidos por incapacidade, e são frequentemente agravadas pela ocorrência de epilepsia. No entanto, na maioria dos casos não se percebe de que forma as patologias estão ligadas», explica Ana Luísa Carvalho, coordenadora do projeto e docente do Departamento de Ciências da Vida (DCV) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).

Nesse sentido, esclarece a também líder de grupo do CNC, «neste projeto, exploramos um mecanismo de regulação da atividade neuronal que julgamos estar comprometido em algumas doenças do neurodesenvolvimento, como o défice intelectual e a esquizofrenia, e simultaneamente estar envolvido no aumento de suscetibilidade à epilepsia.»

Uma das bases desta investigação assenta nos resultados de um estudo anterior realizado pela equipa de Ana Luísa Carvalho, focado na análise de funções neuronais, como a excitabilidade dos neurónios, que estão a cargo de proteínas conhecidas como canais M, uma família de canais de potássio. Os investigadores descobriram um novo mecanismo de regulação da excitabilidade neuronal, através da regulação dos canais M, que depende de um gene mutado em alguns doentes com perturbações de défice intelectual ou esquizofrenia. Assim, a verba agora atribuída pela Fundação “la Caixa” vai permitir procurar perceber como é que este mecanismo regula os canais M, e testar terapias dirigidas aos mecanismos de regulação disfuncionais que possam estar na base de crises epiléticas.

Neste estudo, com a duração de três anos, vão ser utilizados modelos animais de doença, mas também células humanas «diferenciadas em neurónios, que contêm mutações associadas a défice intelectual e esquizofrenia, e que aumentam a suscetibilidade a epilepsia», afirma Ana Luísa Carvalho, acentuando que o projeto «por um lado, explora um novo mecanismo de regulação dos canais de potássio do tipo M, reguladores da excitabilidade neuronal, e, por outro lado, visa compreender de que forma alterações neste mecanismo podem ligar a ocorrência de epilepsia a doenças do neurodesenvolvimento. A compreensão dessa ligação é essencial no desenvolvimento de terapias mais dirigidas.»

Além de Ana Luísa Carvalho, a equipa inclui Paulo Pinheiro, Irina Moreira, Ângela Inácio, Gladys Caldeira e Marina Rodrigues, também investigadores do CNC-UC. O projeto insere-se num consórcio de investigação composto pelo CNC-UC e o Institute for Interdisciplinary Neuroscience (IINS), da Universidade de Bordéus.

Pneumologistas deixo o alerta
Falta de ar, fadiga, cansaço e tosse seca e persistente são alguns dos sintomas da Fibrose Pulmonar Idiopática (FPI), uma...

De acordo com António Morais, pneumologista e presidente da SPP, a FPI é uma doença crónica associada “a incapacidade de esforço, com limitação da autonomia, a insuficiência respiratória nas fases mais avançadas da doença e a morte”. Um cenário que pode ser significativamente retardado com um diagnóstico atempado e precoce, dado atualmente existirem fármacos que ajudam a tratar a FPI.

Procurar realizar um diagnóstico “quando a perda de função respiratória é ainda mínima”, recorrendo a exames que permitam detetar as alterações nos pulmões, como é a TAC torácica, e não desvalorizar as manifestações da doença são essenciais para o seu diagnóstico e tratamento. Aliás, para o presidente da SPP, a atempada resposta à doença vai permitir dar início à terapêutica adequada, atrasando, assim, a progressão da FPI e, consequentemente, fornecendo uma melhor qualidade de vida aos doentes.

Isabel Saraiva, presidente da Associação Respira, não tem dúvidas da importância do diagnóstico precoce que, no caso da FPI, “pode fazer toda a diferença entre o doente viver mais alguns anos com alguma qualidade de vida ou poucos anos com nenhuma qualidade de vida”.

Contudo, o diagnóstico precoce ainda não é uma realidade para todos. Seja pela dissociação dos sintomas à FPI, podendo ser facilmente confundidos com os de outras patologias respiratórias ou cardíacas, ou pela falta de conhecimento e sensibilização dos profissionais de saúde, ainda são vários os portadores desta doença que são apenas diagnosticados numa fase mais avançada da mesma. Assim, ao não beneficiarem da terapêutica numa fase inicial, torna-se mais difícil atenuar as consequências da FPI.

É, por isso, essencial “chamar à atenção, porque esta doença existe, os doentes têm necessidades específicas, têm de ter acesso ao diagnóstico e aos tratamentos e a tudo o que conduz a uma melhor qualidade de vida sempre que possível”, reforça Isabel Saraiva.

Apesar das causas da doença ainda serem desconhecidas, António Morais revela que “a predisposição genética, a senescência e as agressões de fatores externos no epitélio alveolar” podem fazer parte do conjunto de situações que induzem à FPI.

Esta campanha pretende assim alertar profissionais de saúde e doentes para a importância do diagnóstico precoce.

 

Mais barato e com resultados mais fiáveis
Uma das maiores empresas da área do diagnóstico acaba de lançar em Portugal um teste rápido de deteção de anticorpos anti-SARS...

O teste COVID-19 Coronavirus Rapid Test Cassette da SureScreen Diagnostics identifica a resposta imunológica ao coronavírus após o início da infeção. É capaz de detetar até os casos assintomáticos e necessita apenas de uma amostra de sangue através de uma picada no dedo para fornecer um resultado, tal como num teste de glicemia. 

A deteção de anticorpos anti-SARS-Cov-2 é qualitativa, ou seja, o teste oferece uma resposta sim/não quanto à presença de anticorpos, mas apresenta-se como uma alternativa rápida, simples, prática e mais barata que os testes quantitativos, feitos nos laboratórios de análises clínicas. Tem a Certificação CE, uma vez que cumpre todos os requisitos essenciais em matéria de segurança e proteção da saúde. 

Até ao momento, existem mais de 30 milhões de pessoas infetadas com a COVID-19 e mais de 900 mil mortos em todo o mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) defende a realização de testes de diagnóstico por forma a rastrear a comunidade de forma mais célere e aumentar a eficiência na tomada de decisão terapêutica. 

Ao contrário dos testes laboratoriais, que implicam mais custos e recursos, os testes rápidos da SureScreen Diagnostics representam uma enorme economia de tempo e identificam a infeção de forma simples e célere, correspondendo à recomendação da OMS. Os testes rápidos permitem, por exemplo, despistar rapidamente doentes de risco, profissionais de saúde ou funcionários e utentes de lares de idosos. Além disso, conseguem, de forma quase imediata, acabar com a dúvida de exposição a uma situação de risco ou entre uma infeção e sintomas gripais. Alguns países da Europa, como é o caso da França, já estão a comparticipar este tipo de testes para identificar o maior número de infeções possível e controlar focos de doença.

Num Ensaio Clínico de comparação entre o teste rápido SureScreen e o teste serológico semi-quantitativo (ELISA)1, o teste que chega agora às farmácias obteve um dos melhores resultados de especificidade e sensibilidade (100%) entre os sete testes analisados. É integralmente produzido no Reino Unido e testado por entidades de referência a nível mundial, como o Kings College London, a Imperial College London, a UZ Leuven Belgium e a Fundação Champalimaud.

Como funciona?

Incorporados na tira de teste estão os anticorpos que se ligam a um biomarcador específico de COVID-19: a imunoglobulina G (IgG) e a imunoglobulina M (IgM). Quando a amostra é adicionada a uma extremidade do teste, ela flui ao longo da tira e interage com esses anticorpos. Se o paciente contraiu COVID-19, os biomarcadores no sangue ligam-se aos anticorpos na tira de teste, deixando uma linha visível. Se o paciente não tiver COVID-19, nenhum biomarcador deve estar presente no sangue e somente a linha de controlo (C) será visível. Existem linhas de teste separadas para IgG e IgM e apenas uma precisa estar visível para um resultado positivo. O teste pode também ser feito com amostras de soro ou plasma.

O teste é feito na farmácia para garantir total segurança e acompanhamento quanto à avaliação do grau de risco de infeção, avaliação dos sintomas e explicação sobre o procedimento. A pessoa será seguida em função do resultado, sendo informada sobre as recomendações e ações futuras. O preço do serviço de despistagem – teste com acompanhamento pelo profissional de saúde – está abaixo dos 30 euros.

Os testes de diagnóstico deverão ser realizados em vários momentos após a infeção de forma a respeitar o período natural de produção de anticorpos no organismo. Podem ainda ser utilizados em conjunto com os testes quantitativos (que identificam a caracterizam o estado de imunidade dos doentes) para aumentar a precisão do diagnóstico.

O que são  IgG e IgM ?

As imunoglobulinas são os próprios anticorpos e fazem parte do nosso sistema imunológico. A IgM é a primeira imunoglobulina a ser produzida. A presença de IgM é um indicador de infecção precoce. A presença de IgG é um indicador de infeção em estágio posterior (geralmente 7 dias ou mais após a infeção).

Referência:
1 - Pickering, Suzanne & Betancor, Gilberto & Galão, Rui & Merrick, Blair & Signell, Adrian & Wilson, Harry & Ik, Mark & Seow, Jeffrey & Graham, Carl & Acors, Sam & Kouphou, Neophytos & Steel, Kathryn & Hemmings, Oliver & Patel, Amita & Nebbia, Gaia & Douthwaite, Sam & O'Connell, Lorcan & Luptak, Jakub & McCoy, Laura & Edgeworth, Jonathan. (2020). Comparative assessment of multiple COVID-19 serological technologies supports continued evaluation of point-of-care lateral flow assays in hospital and community healthcare settings. 10.1101/2020.06.02.20120345.

Distinguidos dois projetos
O Programa Health Research 2020, da Fundação “la Caixa”, distinguiu na sua edição de 2020 dois projetos de investigação da...

O projeto de Ana João Rodrigues, “Encoding reward and aversion in the mammalian brain: the overlooked role of endogenous opioids”, cujo objetivo é perceber como o cérebro codifica o prazer e a aversão, foi financiado com 500 mil euros. “Este projeto vai usar ferramentas avançadas para registo da atividade neuronal para compreender como é que os neurónios do nucleus accumbens atribuem valência, e como é que esta informação é descodificada originando prazer ou aversão. A longo prazo, este conhecimento ajuda a compreender os mecanismos subjacentes a patologias como a depressão e adição, onde se sabe que existe uma disfunção do circuito que codifica o prazer e a aversão”, explica Ana João Rodrigues.

“Desde que acordamos que somos inundados com estímulos variados do exterior. Neste contexto, o nosso cérebro evoluiu para filtrar informação e focar-se nos estímulos que são emocionalmente relevantes. Este filtro baseia-se na atribuição de um selo positivo ou negativo aos estímulos, um fenómeno que designamos como valência. Um estímulo com valência positiva induz recompensa, enquanto que um estímulo com valência negativa induz aversão” afirma a vencedora Ana João Rodrigues.

Já a equipa do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde (ICVS), da Escola de Medicina da Universidade do Minho, liderada por António Salgado, foi financiado com 300 mil euros no âmbito do projeto “Diamond4Brain - Diamond photonics platforms for synaptic connectivity assessment in healthy and Parkinson disease neuronal models”, coordenado pela investigadora do Instituto Ibérico de Nanotecnologia (INL) Jana Nieder, contando também com a participação do grupo de Ramiro Almeida da Universidade de Aveiro.

“A Doença de Parkinson é a segunda doença neurodegenerativa com maior prevalência a nível mundial, sendo caracterizada por uma morte progressiva de uma população específica de neurónios. O objetivo deste projeto visa estabelecer novas metodologias através da utilização de nanosensores de diamante que permitam detetar esta doença de uma forma precoce, possibilitando assim o desenvolvimento de terapias mais eficazes. A equipa do ICVS vai testar estas novas metodologias em estruturas denominadas por mini-cérebros (mini-brains), desenvolvidas a partir de células estaminais pluripotentes induzidas, conseguindo “imitar” a estrutura de um cérebro, o que possibilita recriar as condições da doença de Parkinson”, explica António Salgado.

O Programa Health Research 2020 atribuiu um total de 18 milhões de euros a 25 projetos de investigação biomédica. Dos projetos finalistas, 21 foram selecionados na convocatória HR20, 3 foram selecionados em colaboração com a Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Portugal, e 1 em colaboração com a Fundação Luzón, que visa estimular a transferência de conhecimento para a sua aplicação na área da saúde e contribuir para o bem-estar das pessoas.

Medidas preventivas
O regresso às aulas em época de COVID-19 continua a ser uma das maiores preocupações dos pais, que r

Mas a experiência de outros países mostra-nos que a transmissão nas escolas não é tão elevada como era expectável. Muito se fala de França, por terem já sido encerradas mais de 20 escolas logo no início. Porém, é preciso lembrar que são pouco mais de duas dezenas de instituições, em cerca de 60 mil, e que, na sua maioria, fecharam por questões preventivas.

As escolas portuguesas têm condições para receber os alunos novamente, mas tem de haver consciência de que a probabilidade de as crianças contraírem o vírus é sempre mais acrescida do que se ficarem em casa. O risco é relativamente baixo, mas para o mantermos baixo,  devemos referir que para além das autoridades de saúde, das escolas e dos seus profissionais, também os pais têm um papel muito importante, no sentido de consciencializar os filhos para as regras do distanciamento social, da lavagem das mãos e da etiqueta respiratória, que, de forma alguma, podem deixar de ser cumpridas. Os pais têm de ter a responsabilidade individual de conduzir as suas crianças e/ou instruírem os seus adolescentes, que são o grupo mais problemático, para cumprirem as regras no espaço escolar.

O grande problema não está tanto nas salas de aula, mas nos tempos de pausa. É preciso explicar muito bem às crianças e adolescentes que, mesmo nessas alturas, é fundamental continuar a usar a máscara (as crianças com idade para a utilizar, naturalmente) - exceto à refeição -, e a manter a distância.

É também importante consciencializar as crianças e os jovens para utilizarem máscara dentro do espaço escolar e nos transportes, durante o percurso até á escola; guardarem a distância de segurança dos colegas, professores e funcionários da escola; seguirem as normas de Etiqueta respiratória que incluem tapar o nariz e a boca com um lenço de papel ou com o braço, quando espirrar ou tossir; e efetuarem a correta higiene das mãos, desinfetando ou lavando as mãos depois de tocar em superfícies ou objetos. Estas regras são para todos. São difíceis de cumprir, mas são essenciais.

No geral, as instituições de ensino estão bem organizadas, com circuitos e formas de atuação bem definidas. As diretrizes emitidas pela Direção-Geral de Saúde (DGS) e as condições instituídas nas escolas asseguram a minimização do contágio por SARS-CoV-2.

No meu entender, uma informação que carece de melhor explicação é a clarificação de quais são exatamente os sintomas de infeção respiratória indicadores de que os pais não podem levar as crianças à escola e, ainda, como devem atuar nesta situação. É claro que crianças sintomáticas não podem ir à escola, mas é preciso que a DGS defina melhor o que se entende por sintomático neste escalão etário e que deverá implicar ficar no domicílio.

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Nota: 
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