Sessão online
A Comissão de Ética do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) promove, no próximo dia 2 de fevereiro, um...

Segundo nota do INSA, O webinar “Novos horizontes para a Bioética na era pós-pandémica: focos nacional e internacional” tem como objetivo refletir as consequências dessas alterações no plano da Bioética, que procura conciliar de modo equilibrado a justiça, a dignidade e a vulnerabilidade.

“Os dilemas éticos apresentados pela pandemia, que conduziram à emissão de recomendações por parte de muitas Comissões e Conselhos de Bioética, a nível internacional e nacional, vieram evidenciar a existência de uma diversidade extraordinária de ideias e conceções representativas do nosso melhor e do nosso pior como seres humanos, pelo que a Bioética e os seus princípios vão ter que adaptar-se às dinâmicas do novo normal da sociedade e apoiar da melhor forma a sua evolução em harmonia”, explica Nina Sousa Santos, Presidente da Comissão de Ética do INSA, acrescentando que o evento visa “contribuir para esta reflexão”.

O programa do webinar prevê a apresentação de duas comunicações intituladas “Novos horizontes para a Bioética na era pós pandémica: foco nacional” e “Novos horizontes para a Bioética na era pós pandémica: foco internacional” da autoria, respetivamente, de Jorge Soares, Presidente do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, e de Paula Martinho da Silva, Membro do Comité Internacional de Bioética da Unesco. A participação na reunião não carece de inscrição, bastando para tal aceder à seguinte ligação.

 

 

Esta estirpe é mais contagiosa
O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) estima que, desde o início de dezembro, tenham sido registados a...

De acordo com o Núcleo de Bioinformática do Departamento de Doenças Infeciosas do INSA a prevalência estimada da nova variante foi de cerca de 13%.

Para a determinação desta prevalência foi utilizada uma ferramenta em tempo real, desenvolvida no âmbito da colaboração entre o INSA e a Unilabs, em que, através da sequenciação genómica, foi determinada uma correlação forte entre a falha na deteção do gene «S» em alguns testes de diagnóstico e a presença da variante do Reino Unido, com um valor preditivo acima dos 95%.

Dado ser mais transmissível, «ela aumentará naturalmente ao longo do tempo mesmo que o número de casos diminua, como se espera que aconteça com o confinamento. Em face desta realidade, é da maior importância o cumprimento escrupuloso das medidas de confinamento decretadas» apela o INSA.

Dados acumulados, até à data, mostram que não existe diferença na distribuição etária dos casos Covid-19 com e sem a variante do Reino Unido. Para ambos os grupos, as faixas etárias mais atingidas são dos 20 aos 50 anos.

De forma a alargar a vigilância com base na sequenciação genética, o INSA está a receber amostras referentes ao mês de janeiro, provenientes de dezenas de Laboratórios de todo o país, para fazer a monitorização alargada e com representatividade geográfica, da emergência, evolução e distribuição de todas as variantes genéticas do SARS-CoV-2 que circulem em Portugal.

 

 

 

 

 

Mais 140 camas
O Hospital das Forças Armadas reforçou a sua capacidade de internamento para doentes Covid-19, com mais 140 camas (130 de...

Este aumento de capacidade representa a duplicação da lotação oficial do Hospital das Forças Armadas, polo de Lisboa, conseguida com a adaptação/conversão de espaços, nomeadamente, refeitórios e áreas destinadas à consulta externa. Esta capacidade acrescida, face à grave situação pandémica, destina-se a apoiar o Serviço Nacional de Saúde (SNS), garantindo, ao mesmo tempo, o apoio às Forças Armadas, às Forças e Serviços de Segurança e à Família Militar.

Para fazer face a este aumento da capacidade instalada, o Hospital das Forças Armadas está a reforçar as suas equipas de profissionais de saúde com médicos, enfermeiros e outros militares, bem como equipamentos de saúde provenientes da Marinha, do Exército e da Força Aérea, em que se inclui o Hospital de Campanha do Exército. Atualmente, encontram-se 124 doentes Covid-19 internados no Hospital das Forças Armadas, polos de Lisboa e do Porto, 101dos quais provenientes do Serviço Nacional de Saúde. O Hospital das Forças Armadas acolheu, desde o início de março de 2020, 652 doentes Covid-19, provenientes de hospitais do Serviço Nacional de Saúde.

Além do Hospital das Forças Armadas, também o Centro de Apoio Militar Covid-19, em Lisboa, voltou a aumentar a respetiva capacidade de internamento, passando de 60 para 72 camas, com um reforço de profissionais de saúde por parte da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo.

 

Doentes e cuidadores
No dia 1 de fevereiro, a Associação de Apoio aos Doentes com Insuficiência Cardíaca (IC) promove uma Sessão Online com o tema ...

No registo da EHRA (Associação Europeia do Ritmo Cardíaco) publicado em 2018, existem em Portugal 11.555 dispositivos cardíacos implantados (9.613 Pacemakers, 801 CRT e 1.141 CDI).

“O tratamento atual da Insuficiência Cardíaca, vai para além de uma medicação otimizada. Alguns doentes têm indicação para a terapêutica de ressincronização cardíaca (conhecida pelas iniciais em inglês de CRT) como complemento da terapêutica médica. A Dra. Salomé Carvalho irá explicar quais os doentes que têm indicação para este tipo de dispositivo cardíaco.

Devido a alterações importantes do ritmo cardíaco ou diminuição grave da força de contração do ventrículo esquerdo, alguns doentes têm indicação para implantação de um dispositivo (desfibrilhador interno conhecido por CDI), que pode efetuar uma descarga elétrica quando detetar uma arritmia grave que poderá levar à perda de conhecimento ou mesmo morte. O Dr. Diogo Cavaco irá mostrar a técnica utilizada na implantação dos dispositivos cardíacos”, explica Maria José Rebocho, membro do conselho técnico-científico da AADIC.

A Sessão Online “Insuficiência Cardíaca: Pacemakers, Desfibrilhadores e outros dispositivos cardíacos”, com o apoio da Medtronic, decorre no dia 1 de fevereiro, a partir das 21h00, com transmissão exclusiva no Facebook e Site da AADIC, e conta com a participação de Salomé Carvalho, Cardiologista/Consulta Arritmologia/Dispositivos Cardíacos no Hospital de Santa Cruz e Hospital da Luz, Diogo Cavaco, Cardiologista Arritmologia, no Hospital de Santa Cruz e Hospital da Luz, e com o testemunho de José Amorim Barros, enquanto doente com um dispositivo cardíaco implantado. Maria José Rebocho, cardiologista e membro do conselho técnico-científico da AADIC, assume a moderação da sessão.

“Verdades e mitos sobre os dispositivos cardíacos implantados”, “Monitorização remota no contexto pandémico”; “Quando implantar Dispositivos Cardíacos?”; “Como escolher os tipos de Dispositivos a implementar e qual a Técnica?” são os temas que estarão em debate nesta sessão.

No final da sessão online os doentes e cuidadores na assistência serão convidados a partilhar dúvidas e pontos de vista com os oradores.

Opinião
As épocas festivas são, de um modo geral, propícias a excessos alimentares.

Mas nem sempre corre como desejamos e a sensação de barriga inchada, obstipação ou flatulência manifestam-se, trazendo com elas mal-estar e sentimentos de culpa. Mas esses sintomas podem não ter uma relação direta com os excessos cometidos. Por vezes, ingerimos alimentos sem conhecer o mal que nos fazem.

 E se lhe dissessem que esse desconforto pode estar relacionado com intolerâncias alimentares ou ainda com o desequilíbrio da sua flora intestinal (mais conhecida como disbiose)? Provavelmente já ouviu falar deste termo, mas nunca teve tempo para tentar compreender do que se trata nem do seu impacto no nosso corpo.

 A intolerância alimentar é uma reação exagerada (hipersensibilidade) do organismo a um determinado alimento, que se estima que afete 20 a 35% da população de forma crónica. A eliminação dos alimentos aos quais o indivíduo apresenta hipersensibilidade alimentar melhora os sintomas associados. Os alimentos podem voltar a ser inseridos, de forma gradual. As manifestações clínicas são variadas e apresentam-se sem gravidade, tornando o diagnóstico difícil e demorado.

Já na disbiose, ocorre um desequilíbrio da flora intestinal bacteriana - denominada de microbiota intestinal - que reduz a capacidade de absorção dos nutrientes e pode induzir a carência de vitaminas e minerais.  A microbiota intestinal desempenha um papel fundamental na nossa saúde, regulando o sistema imunitário, pelo que a sua fragilidade tem repercussões negativas. Na origem deste desequilíbrio estão, muitas vezes, fatores alimentares, como determinados alimentos, aditivos, conservantes ou pesticidas.

Os sintomas de intolerância alimentar e de disbiose são muito idênticos, podendo resultar em excesso de peso e perturbações digestivas, como diarreia, cólicas ou distensão abdominal. A nível dermatológico é comum ocorrer acne, irritação e manchas na pele ou psoríase. Queda de cabelo, dor de cabeça permanente ou ainda cansaço extremo e ansiedade são outros dos sintomas associados.

Agora que está a par do que cada uma destas complicações trata, já pensou que todo esse mal-estar e até o excesso de peso podem estar relacionados com estes problemas? Não desespere, porque a conclusão tem um lado positivo: há solução!

Os laboratórios SYNLAB acabaram de lançar o estudo de saúde intestinal BiotA200, uma análise que permite conhecer os alimentos aos quais desenvolveu intolerância alimentar, assim como da composição da sua microbiota intestinal. Pode ser efetuada a partir dos 5 anos, através de uma amostra de sangue e de fezes, sendo necessário um jejum de 6h na colheita de sangue. Para que saiba como atuar depois de receber o resultado, este teste inclui uma consulta de Interpretação de resultados online com um nutricionista.

 

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Covid-19
Numa altura em que todos reconhecem a necessidade de medidas imediatas de ataque à pandemia, a Associação Protetora dos...

A APDP defende e pratica medidas de confiança nas pessoas, pois são as principais interessadas na sua própria saúde. Há quase 100 anos, a APDP conseguiu com que as pessoas com diabetes passassem a auto-injetarem-se com um medicamento que lhes podia fazer grande mal, se não fosse devidamente ajustado. Mas as pessoas com diabetes acreditaram, tiveram coragem e ainda hoje o fazem diariamente. Não era possível substituí-las, tal como hoje não é possível evitar que as pessoas se testem a si próprias.

Para a APDP, levar as pessoas a participar no controlo da sua situação de saúde é a melhor estratégia: “veja-se o exemplo da medição da glicemia na diabetes ou dos testes do HIV. São as próprias pessoas que o fazem, participando e responsabilizando-se. Pedir às pessoas para serem agentes de saúde pública também é isto. É dar-lhes confiança e não tratá-las como incapazes. As pessoas querem, podem e sabem fazer mais. A política de saúde não pode ficar exclusiva dos agentes de saúde, tem de envolver e mobilizar a comunidade”, defende José Manuel Boavida, presidente da APDP, acrescentando que “desafiamos o Governo a rapidamente agilizar todo este processo. Em tempo de guerra, não se limpam armas, usam-se”.

A associação defende assim o acesso dos auto-testes por zaragatoa ou de saliva nas farmácias e a definição pelo Infarmed de um preço máximo para evitar a especulação e controlar os preços. É ainda defendido que os lares, as juntas de freguesia e as empresas devem mobilizar-se para a única forma de sair dos confinamentos: esmagar a curva.

Para o diretor clínico da APDP, João Filipe Raposo, “não existe quaisquer riscos em adotar os auto-testes, podem inclusivamente incentivar ao auto-isolamento consciente. Todos os resultados positivos teriam de ser comunicados à Saúde 24, que encaminharia as pessoas consoante a sua situação. Os auto-testes são instrumentos facilitadores e transmitem confiança às pessoas. É preciso confiar nas pessoas para que as pessoas se sintam incluídas e motivadas para participarem no esforço de combate à pandemia. Aprendemos com a diabetes, aprendemos com o HIV, as pessoas apoiadas e treinadas sabem tomar conta de si.”

 

Coronavírus
De acordo com o jornal ‘Expresso’, 30% dos casos de Covid-19 registados na região de Lisboa e Vale do Tejo, correspondem à...

Segundo a publicação, a comunidade científica acredita que o aumento de casos na região pode assim ser justificado, em parte, pela nova variante. No total, em Portugal a sua prevalência já é de 18,5%, segundo dados enviados ao jornal, do estudo do Instituto Ricardo Jorge, sobre a propagação desta mutação em território português.

O trabalho em questão, que teve por base resultados do laboratório Unilabs, revela que na primeira semana em que o estudo arrancou (fins de novembro de 2020), a variante britânica representava 5,8% dos casos testados pela empresa. Um valor que aumentou para 13% na segunda semana de janeiro e agora, se fixa em 18,5%.

Assim, adianta o ‘Expresso’, mantendo o ritmo de crescimento semanal a rondar os 70%, esta variante pode passar a corresponder a 60% dos casos no início do próximo mês.

“A nossa investigação indica que esta altamente transmissível variante está muito espalhada e o aumento da sua frequência reforça a necessidade de aplicar medidas robustas de saúde pública para mitigar o impacto da covid-19 em termos de hospitalizações e óbitos”, alerta a equipa de investigação, citada pelo jornal.

 

Sessão por videoconferência
A primeira reunião informal de Ministros dos Assuntos Europeus da Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia (EU)...

Na mesma reunião a secretária de Estado dos Assuntos Europeus, Ana Paula Zacarias, destacou o processo de vacinação Covid-19 e o facto de a União Europeia ter de cooperar no processo de vacinação de outros países, porque a UE “não ficará segura” enquanto os vizinhos “estiverem doentes”. “A cooperação internacional é necessária, e a UE tem uma grande responsabilidade relativamente aos países mais vulneráveis na nossa vizinhança do Leste e do Sul”, realçou Ana Paula Zacarias.

“Nenhum país irá conseguir derrotar esta pandemia sozinho. Precisamos de solidariedade, precisamos de falar com outros países sobre a iniciativa COVAX, sobre o reforço da OMS, sobre cooperação técnica, e temos de trabalhar com o espírito de equipa europeu. Juntos, podemos tornar a UE e o mundo num lugar mais seguro para lutar contra o vírus”, sublinhou Zacarias. 

 

Casos de vigilância hospitalar
O Hospital de Contingência, instalado no Estádio Universitário de Lisboa, tem uma capacidade de 58 camas e destina-se a...

De acordo com a Ministra da Saúde, que visitou o local, pretende-se a imobilização imediata de todos os meios possíveis para enfrentar a pandemia de covid-19. “Temos cerca de 800 camas no total das convenções que temos no país para covid e não covid, camas que foram contratadas no âmbito desta segunda onda de novembro e mais recentemente. Toda a capacidade que existe pretendemos utilizá-la já”, afirmou.

Marta Temido referiu ainda que “colaboração do setor privado, social, militar, e da sociedade civil” permitiu alargar a capacidade de resposta e esclareceu o número de convenções atualmente existente para cada administração regional de saúde: 21 no Norte, 19 em Lisboa e Vale do Tejo e 17 no Centro. Contudo, reconheceu que a oferta a este nível é mais limitada no Alentejo e no Algarve.

 

Plano de Vacinação
Alguns hospitais começaram esta semana a administrar a segunda dose da vacina contra a Covid-19 aos profissionais de saúde....

Os primeiros profissionais de saúde de contexto prioritário do Hospital Dr. Francisco Zagalo-Ovar (Hospital de Ovar) que foram vacinados contra a Covid-19 no final do ano começaram esta semana a receber a segunda dose do fármaco da BioNTech/Pfizer. 

Segundo o presidente do Conselho Diretivo, Luís Miguel Ferreira, “o processo de vacinação é um importante passo nesta luta contra a pandemia para que possamos ter uma imunidade de grupo sólida e retomarmos, finalmente, a normalidade que há muito desejamos”. Por isso refere que é importante manter a serenidade e confiança no processo.

No entanto, apela à colaboração de todos porque esta luta ainda está longe de ser ganha.  “Estamos a viver um momento de enorme dificuldade e é fundamental que as pessoas cumpram as recomendações e orientações das entidades da saúde, porque nada ainda está resolvido. O impacto da vacina ainda vai demorar a manifestar-se e, portanto, sendo este o momento para aliviarmos a pressão dos hospitais, a colaboração das pessoas através do cumprimento das regras é fundamental”, rematou.

Já o Hospital de Braga conclui, esta 4ª feira, a primeira fase da administração da segunda dose da vacina a cerca de 790 profissionais.

Para o Presidente do Conselho de Administração, João Porfírio Oliveira, “num momento tão difícil da pandemia, a vacinação dos profissionais é fundamental para protegermos todos aqueles que diariamente lutam contra este inimigo comum”.

O responsável reforça, ainda “ser muito importante a continuidade da vacinação de forma célere para que assim se consiga vacinar o maior número de profissionais no menor tempo possível. Todos os profissionais são fundamentais para continuarmos a prestar cuidados de saúde atempados”.

Tal como Luís Miguel Ferreira, presidente do Conselho Diretivo do Hospital Dr. Francisco Zagalo-Ovar, João Porfírio Oliveira, reforça a necessidade de a população cumprir as recomendações das autoridades de saúde. “A vacinação é a esperança de todos, mas que urge continuar a cumprir-se todas as recomendações das autoridades da Saúde e do Governo para conseguirmos diminuir a propagação deste vírus que tanto tem assolado o nosso país”.

Com base em estudos europeus
A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que pode ser preciso reforçar as medidas contra a pandemia Covid-19 nas escolas...

Numa das suas atualizações informativas, justifica esta posição com o facto de os adolescentes entre os 16 e os 18 anos transmitirem o vírus “tão frequentemente quanto os adultos e mais prontamente do que crianças mais novas”.  Por outro lado, afirma, têm sido relatados mais surtos nas escolas secundárias do que nas primárias.

“Em particular, os adolescentes mais velhos devem ser lembrados para limitarem o risco de exposição fora dos ambientes escolares, evitando situações de alto risco, incluindo espaços lotados, de contacto próximo e mal ventilados”, refere em comunicado.

Segundo a OMS, que cita alguns estudos, estima-se que as crianças menores de dez anos são menos suscetíveis e infeciosas do que as mais velhas.

“Estudos de carga viral sugerem que as crianças com sintomas carregam tantos vírus no nariz, boca e garganta quanto os adultos, mas por períodos mais curtos, com pico de carga viral respiratória logo após o início dos sintomas, seguido por um rápido declínio”, explica a OMS.

Nas escolas, a OMS aponta também a dados recolhidos no Reino Unido relativos à Grã-Bretanha e Irlanda do Norte que sugerem que a transmissão do novo coronavírus entre o pessoal operacional era mais comum, entre funcionários e alunos menos comum e de aluno para aluno era ainda menos frequente.

No entanto, sublinha que há “poucas evidências” de que os funcionários das escolas corram um risco maior de infeção quando estão no ambiente escolar do que a restante população adulta.

“Na verdade, os dados de vigilância nacional do Reino Unido indicam que os funcionários das escolas correm menor risco de infeção em ambientes escolares, quando comparados à população adulta em geral”, refere a OMS, citada pelo Sapo 24.

A organização cita ainda um outro estudo, abrangendo 57 mil cuidadores em creches nos Estados Unidos da América, que concluiu que “não havia risco aumentado de infeção” para os funcionários.

Assim, a OMS reconhece que as evidências sobre o efeito do encerramento de escolas para reduzir a transmissão do vírus na comunidade são inconclusivas e, deste modo, diz que o aparecimento de novas variantes mais transmissíveis do novo coronavírus precisará de uma análise adicional, por sexo e idade, para se medir como estas novas estirpes afetam as crianças. Contudo, refere ainda que, se se provar que as crianças são mais afetadas, “as medidas de saúde pública podem precisar de ser adaptadas”.

Em 523 testes realizados até ao momento
No seguimento do rastreio à COVID-19 aos alunos e professores de todos os pólos do Agrupamento de Escolas de Ponte da Barca,...

Com o objetivo de contribuir para a mitigação desta doença no concelho, e após decisão do Governo de manter o funcionamento das escolas, a Câmara Municipal lançou esta iniciativa, em articulação com o Agrupamento de Escolas de Ponte da Barca, de forma a garantir, à comunidade educativa e à população em geral, que a escola é um local seguro.

Estes testes rápidos de deteção de antigénio para o Sars-Cov-2 estão a ser realizados nas escolas por profissionais indicados pelas Autoridades de Saúde Pública e os seus resultados ficam disponíveis em poucos minutos.

À semelhança dos testes realizados a todos os funcionários da Câmara Municipal, este rastreio é integralmente suportado pela Autarquia, onde se incluem as auxiliares de ação educativa.

A Câmara Municipal apela a toda a população para que adotem comportamentos individuais responsáveis, pois apenas dessa forma se conseguirá travar o contágio pela COVID-19 no concelho.

 

Boletim Epidemiológico
Portugal registou novos recordes nas últimas 24 horas: 219 mortes e quase 15 mil novos casos de infeção pelo novo coronavírus....

Segundo o boletim divulgado, a região de Lisboa e Vale do Tejo continua a ser aquela onde morreram mais pessoas com Covid-19: 98 das 219 mortes registadas em todo o País. Seguem-se as regiões norte com 55 e o centro com 44. No Alentejo há 16 mortes a lamentar e no Algarve cinco.

Nos arquipélagos, apenas a Madeira registou uma morte.

Quanto ao número de novos casos, o boletim epidemiológico divulgado hoje, pela Direção Geral da Saúde, mostra que foram diagnosticadas este foi o pior dia desde o início da pandemia, tendo-se registado um total de 14.647 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo contabilizou 5.593 novos casos e a região norte 5.097. Desde ontem foram diagnosticados mais 2.780 na região Centro, no Alentejo 603 casos e no Algarve mais 459. No arquipélago da Madeira foram identificadas mais 72 infeções e no dos Açores 43 novos casos.

Quanto ao número de doentes internados, há atualmente 5.493 internamentos, mais 202 que ontem, sendo que as unidades de cuidados intensivos receberam, desde o último balanço mais 11 doentes. Ao todo estão 681 pessoas na UCI.

O boletim desta quarta-feira mostra ainda que, desde ontem, 6.493pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 428.364 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 143.776 casos, mais 7.935 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm 184.034 contactos sob vigilância, mais 9.679 desde o último balanço.

 

Sangue em falta
O Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) está a apelar à dádiva benévola de sangue e alerta para o facto de...

Segundo os dados do IPST, as reservas de sangue do grupo sanguíneo «A positivo», o mais prevalente na população portuguesa, chegam para quatro dias, e as do «O negativo» (dador universal) e «B negativo» para cinco dias.

No entanto, a reserva estratégica nacional, que considera também as reservas existentes nos hospitais, é de 12 a 35 dias, consoante os grupos sanguíneos. Apesar da suspensão da atividade programada não urgente em alguns hospitais, a necessidade diária de componentes sanguíneos mantém-se, frisa o IPST.

Deslocação para efeitos de dádiva permitida pelas autoridades

O IPST pede que se dê sangue, relembrando que “mesmo em tempos de pandemia é possível continuar a ajudar a salvar vidas, já que nos locais de colheita foram reforçadas todas as medidas para que o ato se efetue com segurança”. O IPST faz saber ainda que as deslocações para efeitos de dádiva são permitidas pelas autoridades.

Podem doar sangue todas as pessoas com bom estado de saúde, com hábitos de vida saudáveis, peso igual ou superior a 50 kg e idade compreendida entre os 18 e os 65 anos. Para uma primeira dádiva, o limite de idade é 60 anos.

 

 

O Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, e a Secretária de Estado da Educação, Inês Ramires, estiveram...

“Neste momento a decisão é ter escolas abertas. E temos a obrigação de manter a segurança da comunidade escolar. Esta campanha de testagem, através de testes antigénio, é a melhor forma de identificar surtos e quebrar possíveis cadeias de transmissão, mantendo a normalidade possível nas turmas não afetadas”, sublinhou António Lacerda Sales, citado pela página oficial do Serviço Nacional de Saúde. 

A campanha de testagem rápida, com recurso a testes de antigénio (Trag), que arrancou esta quarta-feira, dia 20 de janeiro, tem como objetivo aumentar a rapidez da deteção e rastreamento de eventuais casos de SARS-CoV-2, em alunos, pessoal docente e não docente.

De modo a levar a cabo esta estratégia, a Direção-Geral da Saúde (DGS) e a Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE), em colaboração com as respetivas estruturas regionais e com as Administrações Regionais de Saúde, elaboraram um modelo de consentimento informado a obter junto dos encarregados de educação, bem como informação sobre a importância do processo de testagem para fornecer à comunidade educativa.

 

A Secção Regional do Centro (SRCentro) da Ordem dos Enfermeiros (OE) visitou esta segunda-feira o Serviço de Urgência do...

Ricardo Correia de Matos, Presidente do Conselho Diretivo Regional da SRCentro, e Pedro Lopes, Presidente do Conselho de Enfermagem Regional, depararam-se com um cenário catastrófico, em que os enfermeiros não conseguem garantir a segurança, vigilância e a qualidade mínima que é exigida aos cuidados prestados à população.

“Já foram abertos todos os espaços disponíveis, incluindo a sala de acompanhamento. Atingiu-se o limite ao nível da estrutura física: vêem-se doentes admitidos sem estarem garantidas as distâncias de segurança, enquanto outros esperam por uma vaga dentro das ambulâncias”, garantiu Ricardo Correia de Matos.

Durante a visita ficou claro que é “completamente impossível separar doentes positivos para a Covid-19 dos doentes suspeitos que aguardam o resultado do teste. Esta situação é absolutamente inadmissível porque promove a criação de cadeias de transmissão”, explicou o Presidente da SRCentro.

Para agravar este caos, não existem assistentes operacionais que garantam uma eficaz higienização dos espaços comuns, nem motoristas suficientes para procederam ao transporte inter-hospitalar, à remoção de cadáveres ou ao transporte de medicamentos. Além disso, segundo os testemunhos relatados pela equipa de enfermagem das urgências do Hospital dos Covões à SRCentro, a partilha de informação com familiares não está assegurada, motivo pelo qual alguns profissionais de saúde terão já recebido ameaças de agressão.

“Sabemos que há enfermeiros com apenas duas folgas no mês de janeiro. À data, a equipa de enfermagem totaliza cerca de 3500 horas extraordinárias, o que corresponde a um défice de mais de 28 enfermeiros. A situação é insustentável!”, sublinhou o responsável da SRCentro.

No Hospital dos Covões a necessidade mais urgente é o investimento em “recursos humanos (enfermeiros, técnicos de limpeza e motoristas), equipamentos e material, especificamente, oxigénio!", explica o responsável. 

O reforço das equipas de enfermagem, que sempre estiveram deficitárias, não só neste serviço, mas em todas as unidades hospitalares do país, não foi acautelado pelas instituições políticas, mantendo o país no segundo lugar com o pior rácio enfermeiro/utente da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), escreve a SRCentro em comunicado. Daí que Ricardo Correia de Matos não compreenda como, “em plena pandemia, entre os meses de julho e dezembro 2020, o governo deixou emigrar mais de 1000 enfermeiros, negando aplicar medidas similares aos parceiros europeus, quando alteraram os padrões remuneratórios e procederam à contratação de todos os profissionais disponíveis, inclusive, enfermeiros portugueses”.

Saúde
Fátima Ferreira defende que a agricultura biológica contribui para a manutenção de um ótimo estado de saúde e para a diminuição...

Fátima Ferreira, Enfermeira e Mestre em Agricultura Biológica pela Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Coimbra (ESAC-IPC), viu recentemente publicado na revista internacional “Open Agriculture” o seu artigo científico intitulado “Is organic agriculture a potential public health indicator? Evidence from literature”. Este artigo científico resulta do seu trabalho de Dissertação de Mestrado, que contou com a orientação de Goreti Botelho, docente na ESAC e investigadora no Centro de Estudos de Recursos Naturais, Ambiente e Sociedade (CERNAS) e coautoria de Pedro Mendes-Moreira, Coordenador do Mestrado em Agricultura Biológica e também investigador no CERNAS, nesta mesma instituição de ensino superior.

No artigo é apresentado e, devidamente fundamentado, um modelo conceptual pictórico original que estabelece a interligação entre as áreas da agricultura biológica e a saúde pública.


Proposta da agricultura biológica como indicador de saúde pública. (Fonte: Ferreira et al., 2020; doi: 10.1515/opag-2020-0088)

A agricultura biológica assenta na prevenção, disponibilizando ao consumidor alimentos saudáveis e produzidos com respeito pela natureza, sem esquecer a saúde e o bem-estar dos agricultores.

Desenvolvendo a saúde pública a sua ação na promoção da saúde e na prevenção da doença, a autora vê a agricultura biológica como promotora de saúde, propondo que seja considerada um indicador de saúde pública e que passe a pertencer ao grupo dos determinantes de saúde. O objetivo é que, ao incluir a agricultura biológica, sejam planeadas, desenvolvidas e implementadas políticas de saúde mais ajustadas às necessidades da população.

Para Fátima Ferreira, “a forma como cuidamos da Terra e como nela produzimos os alimentos tem grande influência na nossa saúde. O contexto de pandemia que estamos a viver, ajuda-nos a reconectar e a valorizar a importância de como são e onde são produzidos os alimentos”.

Doença genética rara
O raquitismo hipofosfatémico ligado ao cromossoma X (também conhecido por XLH - sigla em inglês) é a

O XLH é uma doença rara de crianças e adolescentes, em que os rins perdem fosfato originando falta de mineralização do osso em crescimento.

Os níveis elevados de FGF 23 (fator de crescimento do fibroblasto 23) são os responsáveis diretos pela perda tubular de fósforo e ainda por redução da produção de vitamina D ativa (calcitriol) que no seu conjunto são responsáveis pela não mineralização óssea.

Apesar de se tratar quase sempre de um distúrbio de origem genética, há relatos de casos que são provocados por tumores.

A maioria das doenças hipofosfatémicas são hereditárias, frequentemente com transmissão ligada ao X. Muito raramente surgem na infância tardia ou adolescência, casos de tumores benignos produtores de FGF 23, responsáveis pela doença, que resolve completamente com a extirpação do tumor.

Raramente o diagnóstico de XLH ocorre nos primeiros meses de vida.

Mesmo quando há história familiar de raquitismo hipofosfatémico é muito raro o diagnóstico nos primeiros meses de vida. Assim, embora o diagnóstico precoce seja crucial para se obter melhor crescimento e menores deformações ósseas, na prática ele ocorre acima dos 6 meses, sendo necessário um elevado nível de suspeição.

Para além das deformações ósseas e atraso no desenvolvimento psicomotor, há outras complicações associadas à doença.

Secundariamente, pode ocorrer nefrocalcinose (depósitos intrarenais de cálcio) por vezes responsável por insuficiência renal crónica a terapêutica não controlada e/ou hiperparatiroidismo secundário e até terciário – responsável por hipercalcemia e complicações cardiovasculares e hipertensão arterial.

O Raquitismo Hipofosfatémico não tem cura, mas tem tratamento.

Quando a doença é detetada e tratada precocemente poderá ocorrer um crescimento e desenvolvimento praticamente normais e sem deformações.

O tratamento consiste, essencialmente, na administração oral de doses adequadas de fósforo e calcitriol. Atualmente já existe um anticorpo monoclonal anti FGF 23 que constitui uma arma terapêutica especifica.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Ação de responsabilidade social
Para assinalar o seu 16º aniversário, a BebéVida entregou um donativo no valor de 1.520€ à instituição Vida Norte, uma IPSS que...

“É com muito orgulho que assinalamos mais um ano de BebéVida, PME Líder há 11 anos consecutivos e o único laboratório nacional com acreditação FACT, a garantia de que as amostras aqui guardadas são aceites nos centros de transplante em qualquer parte do mundo. A confiança depositada em nós, é o que nos tem permitido continuar e temos a felicidade de ver o valor que nos dão não só em Portugal como também no estrangeiro”, afirma Luís Melo, administrador do laboratório. Desde 2016, a empresa tem vindo a internacionalizar-se, recebendo amostras vindas de Espanha.

“Estas conquistas contribuem também para o empenho da BebéVida em continuar comprometida no apoio de instituições de solidariedade social, como é o caso da Vida Norte que está intrinsecamente ligada à nossa missão e desempenha um papel fundamental nos locais onde atua”, acrescenta.

O primeiro transplante com células de sangue do cordão umbilical foi feito em 1988, numa terapia aplicada a uma criança americana com Anemia de Fanconi. Desde então, foram já realizados mais de 40 mil transplantes deste género em todo o Mundo, sendo que existem atualmente mais de 80 doenças que podem beneficiar deste tipo de tratamento. Além disto, estão em curso mais de 370 ensaios clínicos relativamente ao uso destas células nas mais variadas patologias, incluindo a Covid-19.

Luís Melo explica que existem várias vantagens ao guardar o sangue do cordão umbilical: “a amostra é recolhida sem dor para a mãe e o bebé, é 100% compatível com o próprio bebé e relativamente aos irmãos a probabilidade de compatibilidade é de 25%”. Mas os benefícios não ficam por aqui, os pais que não tenham interesse em guardar as células podem doá-las à BebéVida para investigação, sem qualquer custo”, acrescenta o administrador do laboratório

O laboratório português procura contribuir para a sustentabilidade ambiental do planeta e está a avaliar a implementação da ISO 14001/2015, uma norma procurada por organizações que desejam estabelecer ou aprimorar o seu Sistema de Gestão Ambiental.

A BebéVida tem apostado ao longo dos anos na vertente de responsabilidade social, procurando devolver à comunidade parte daquilo que dela recebe. Para tal, sempre que possível, o laboratório apoia instituições de mérito e que de alguma forma se relacionam com a sua atividade, para além da Vida Norte, a BebéVida já colaborou com o IPO, a Apoio à Vida, a Stand4Good e a Make-a-Wish Portugal. Além disto, realiza anualmente a Maratona da Maternidade que tem como objetivo principal o incentivo à natalidade.

Relatório Fórum Económico Mundial
Disparidade social, instabilidade política, riscos ambientais estão entre as principais consequências de uma pandemia como...

Nos últimos 15 anos, o Global Risks Report do Fórum Económico Mundial tem vindo a alertar para o risco de pandemias. Em 2020, fomos testemunhas dos efeitos de ignorar a preparação e os riscos a longo prazo. A pandemia de COVID-19 não só retirou a vida a milhões de pessoas, como ampliou também as disparidades já existentes ao nível da saúde, da economia e do digital. Milhões de cuidadores, trabalhadores e estudantes – em especial minorias que já se encontravam em desvantagem mesmo antes da pandemia – estão agora em risco de perder o rumo para sociedades novas e mais justas que a recuperação poderia ter desbloqueado. De acordo com o Global Risks Report 2021, divulgado hoje, estes desenvolvimentos podem impedir ainda mais a cooperação global necessária na resposta aos desafios de longo prazo, como a degradação ambiental.

No que respeita ao acesso à tecnologia e às competências digitais, o risco do fosso entre “ricos” e “pobres” aumenta, desafiando a coesão social. Isto irá afetar particularmente os jovens do mundo inteiro, uma vez que que este grupo enfrenta, em apenas uma geração, a sua segunda crise global, podendo perder por completo as oportunidades da próxima década.

Pressões financeiras, digitais e reputacionais resultantes do COVID-19 ameaçam também deixar para trás muitas empresas e os seus colaboradores no futuro. Ainda que estas potenciais disparidades possam causar fragmentação social para os Estados, um cenário geopolítico cada vez mais tenso e fragilizado irá também prejudicar a recuperação global, caso as médias potências percam assento na mesa global.

Uma vez mais, os riscos ambientais lideram por impacto e probabilidade, perspetivando já a próxima década. As fraturas sociais, a incerteza e a ansiedade irão dificultar ainda mais o alcance da tão necessária coordenação para abordar a degradação contínua do planeta.

Pela primeira vez, o relatório classifica também os riscos de acordo com o prazo em que os respondentes estimam que estes representam uma ameaça global. Riscos claros e iminentes (0 a 2 anos) revelam preocupação com as vidas humanas e os seus meios de subsistência – entre eles as doenças infeciosas, crises de emprego, desigualdade digital e desilusão juvenil. A médio-prazo (3 a 5 anos), os respondentes acreditam que o mundo será ameaçado por riscos de repercussão económica e tecnológica que poderão levar vários anos a materializar – como explosões da bolha de ativos, o colapso das infraestruturas de tecnologias de informação (TI), instabilidade de preços e crises da dívida. Ameaças existenciais (5 a 10 anos) – armas de destruição em massa, colapso de Estados, perda da biodiversidade e avanços tecnológicos adversos – dominam as preocupações a longo-prazo.

De acordo com Saadia Zahidi, Managing Director do Fórum Económico Mundial, “Em 2020, o risco de uma pandemia global tornou-se uma realidade, algo que este relatório tem vindo a destacar desde 2006. Sabemos o quão difícil é para governos, empresas e outros stakeholders abordar estes riscos a longo-prazo, mas a lição para todos nós passa por reconhecer que ignorar estes riscos não faz com que a probabilidade de acontecerem seja menor. À medida que governos, empresas e sociedades começam a emergir da pandemia têm de agora, e de forma célere, moldar a nova economia e os sistemas sociais para que melhorem a nossa resiliência coletiva e a capacidade de responder a choques, enquanto reduzem a desigualdade, melhorando a saúde e protegendo o planeta. Para ajudar a responder a este desafio, o evento que se realiza na próxima semana, The Davos Agenda, irá mobilizar líderes globais para definir os princípios, políticas e parcerias necessárias neste novo contexto.”

O relatório reflete, ainda, sobre as respostas a dar ao COVID-19, identificando lições para aumentar a resiliência global. Estas lições incluem a elaboração de abordagens analíticas, incentivando os melhores gestores de risco a construir confiança através de uma comunicação clara e consistente e a criar novas formas de parceria. Os riscos-chave destacados neste relatório são complementados com recomendações para apoiar países, empresas e a comunidade internacional a agir perante os riscos transversais, ao invés de reagir. O relatório termina com uma visão geral dos “riscos fronteiriços” – com nove eventos de elevado impacto e baixa probabilidade elaborados por especialistas em exercícios de previsão – que incluem a reversão geomagnética, guerras acidentais e exploração de interfaces cérebro-máquina.

“A aceleração da transformação digital promete trazer grandes benefícios, como por exemplo, a criação de cerca de 100 milhões de novos postos de trabalho em 2025. Ao mesmo tempo, a digitalização pode deslocar cerca de 85 milhões de postos de trabalho e, uma vez que 60% dos adultos ainda carece de competências digitais, o risco está no agravamento das desigualdades existentes,” refere Peter Giger, Group Chief Risk Officer do Zurich Insurance Group. “O maior risco a longo-prazo continua a ser a incapacidade de agir sobre as alterações climáticas. Não havendo vacina contra os riscos climáticos, os planos para a recuperação pós-pandémica devem focar-se no alinhamento entre crescimento e as agendas de sustentabilidade para reconstruir um mundo melhor.”

 “As consequências económicas e sociais do COVID-19 irão impactar profundamente a forma como as organizações interagem com os seus clientes e colaboradores, mesmo muito depois da implementação de qualquer vacina. À medida que as empresas transformam os seus locais de trabalho, surgem novas vulnerabilidades. A rápida digitalização está a fazer crescer exponencialmente as exposições cibernéticas; a disrupção das cadeias de fornecimento está a alterar radicalmente os modelos de negócio; e o aumento de questões de saúde mais críticas acompanha os colaboradores na mudança para o trabalho remoto,” afirma Carolina Klint, Risk Management Leader, Continental Europe, da Marsh. “Se estiverem dispostas a melhorar a sua resiliência a choques futuros, todas as organizações vão precisar de se fortalecer e rever constantemente as suas estratégias de mitigação de risco.”

“A pandemia em 2020 foi um teste à resistência de todos, que abalou as bases económicas e sociais a nível mundial. Reconstruir resiliência para choques sistémicos irá requerer financiamentos significativos, cooperação internacional e uma maior coesão social. A resiliência irá também depender do crescimento contínuo da conetividade mundial, uma vez que sabemos que as economias que digitalizaram mais cedo, tiveram uma melhor performance em 2020,” refere Lee Hyung-hee, President, Social Value Committee, do SK Group. “Se a implementação do 5G e da Inteligência Artificial continuar a emergir como um motor de crescimento, precisamos urgentemente de colmatar o fosso digital e tratar dos riscos éticos.”

O Global Risks Report 2021 foi desenvolvido com o apoio inestimável do Global Risks Advisory Board do Fórum Económico Mundial. Beneficia também de uma colaboração contínua com os seus Parceiros Estratégicos, Marsh McLennan, SK Group e Zurich Insurance Group e dos seus consultores académicos da Oxford Martin School (University of Oxford), a National University of Singapore e o Wharton Risk Management and Decision Processes Center (University of Pennsylvania).

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