Relatório
Foram hoje publicados dois relatórios globais inéditos sobre a importância do toque humano, antes e durante a pandemia de Covid...

O estudo também desvendou uma ligação entre os sentimentos de solidão e a falta de contacto com os outros, tanto a nível físico como emocional. Pessoas de todo o mundo expressaram o seu desejo de recuperar o que perderam, assim que seja possível.

Neste estudo abrangente, nove em cada dez respondentes, antes e durante a crise pandémica de Covid-19, afirmam que o toque humano é determinante para terem uma vida feliz e realizada. No entanto, este desejo universal, fica insatisfeito.

Quatro de cada cinco pessoas que vivem sozinhas reportaram que não experienciam o toque humano numa base diária. Quase dois de cada três respondentes desejam poder receber mais abraços. Pessoas a viver sozinhas ou pais solteiros, bem como adolescentes e millennials são os mais afetados pela solidão. 23 porcento dos pais solteiros manifestaram com veemência que se sentem sozinhos, enquanto 24 porcento dos adolescentes afirmaram o mesmo – versus uma média global de 16 porcento.

Os benefícios para a saúde física e psicológica do toque humano estão comprovados cientificamente. No entanto, com o toque humano com um papel cada vez menos presente na vida moderna, os respondentes classificaram os seus benefícios para a saúde como algo “novo para eles”, mas simultaneamente importante.

Para sete de cada dez pessoas inquiridas, o toque humano não está no seu top of mind. Uma vida ocupada, a ascensão das tecnologias e a confusão sobre os níveis adequados de toque interferem com a satisfação da necessidade das pessoas do contacto pele-com-pele. Um melhor conhecimento sobre os benefícios do toque poderia inspirar 86 porcento dos inquiridos a incluir mais toque humano na sua vida diária.

A Covid-19 ressaltou a importância do toque humano, mas tornou mais difícil conseguir experienciar o contacto pele-com-pele de que precisamos.

A maioria das pessoas em todo o mundo aceitou a necessidade de estar socialmente distante e adaptou o seu comportamento a esta limitação. Os resultados da investigação mostram que as pessoas em todo o mundo sacrificaram o toque físico durante a pandemia e muitas vezes enfrentaram a solidão, como resultado disso. 75 % das pessoas inquiridas disseram que o isolamento as fez perceber como o toque físico é importante para a saúde. Mais de um terço das pessoas globalmente esperam que o toque físico das pessoas do seu círculo próximo (família, amigos chegados) aumente depois da crise pandémica, mas que o toque físico de pessoas mais distantes (colegas de trabalho, conhecidos) diminua a longo prazo, em resultado da pandemia.

Balanço do Plano de vacinação
A um mês do início da vacinação contra a Covid-19, Francisco Ramos, coordenador da task-force criada pelo Governo para gerir o...

De acordo com o responsável, há já 57.500 profissionais de saúde do Serviço Nacional de Saúde (SNS) com a vacinação completa e 16 mil que já tomaram a primeira dose. Quanto aos profissionais de hospitais privados e Misericórdias, estima-se que até ao momento apenas 2.370 iniciaram a vacinação.

Segundo as previsões apresentadas por Francisco Ramos, espera-se que estejam vacinadas cerca de 74 mil pessoas com a vacina da Pfizer, em todo o território português. O coordenador da task-force explicou que, no total, 178.100 pessoas iniciaram o processo com a vacina da Pfizer e 5.400 com a vacina da Moderna.

Quanto ao número de doses de vacinas que o país já recebeu, Francisco Ramos esclarece que do total de "377.770 doses da vacina da Pfizer", "19.500 que foram canalizadas para os Açores e Madeira". Da Moderna chegaram 8.400 doses.   

Plano de vacinação é atualizado: pessoas com mais de 80 anos vão ser incluídas na primeira fase

Na conferência de imprensa que ocorreu ao final desta manhã, Francisco Ramos anunciou que todas as pessoas com mais de 80 anos vão ser incluídas na primeira fase de vacinação, independentemente de terem ou não qualquer patologia associada.

O coordenador revelou ainda alguns dados sobre os lares e rede de cuidados continuados. Segundo o responsável, num total de quase 200 mil pessoas para vacinar, já foi iniciada a vacinação contra a covid-19 em 164 mil pessoas. Cerca de 30 mil estão ainda por vacinar devido a situações de surtos em cerca de 205 instituições - 191 são lares e 14 são unidades de cuidados continuados.

Francisco Ramos considera que neste primeiro mês de campanha "a execução da vacinação está a correr conforme previsto" e revelou que até ao momento, foram identificadas 1.332 reações adversas à vacina, como tumefação do braço e dor de cabeça.

“Não houve até hoje nenhuma notificação de reações que não estivesse prevista. Este valor de 0,65 reações adversas por 100 vacinados é um valor que está em linha com os dados provisórios que conhecemos do resto da Europa”, indicou.

O coordenador confirmou ainda o início da vacinação em órgãos de soberania e indicou que “nas próximas semanas, as vacinas que haverá para administrar a esse grupo serão cerca de mil”.

Até ao final de março, o Governo espera, segundo o responsável, já te vacinado 810 mil pessoas com ambas as doses e 520 mil com a primeira dose.

Taxas de incidência da Covid-19 muito altas
O facto de as taxas de incidência das novas variantes, mais contagiosas, da Covid-19 ainda estarem muito elevadas, é o...

"Não nos esquecemos das lições que aprendemos de forma tão difícil: abrir e fechar rapidamente é uma má estratégia", afirmou o diretor regional da OMS Europa, Hans Kluge.

De acordo com o especialista a melhor opção é introduzir e aliviar "de forma gradual e moderada" as medidas, como base em critérios epidemiológicos. Apesar de trinta países do continente europeu terem registado uma "descida significativa" no número de novos casos nos últimos 14 dias, há outros países em que a taxa de incidência continua "muito alta" e há ainda a "incerteza e o risco" relacionados com as novas variantes, justifica.

Além disso, sublinha que é preciso acelerar a vacinação dos grupos de maior risco. "A expectativa crescente pelo desenvolvimento científico, vacinas e sua distribuição justa não está a ser satisfeita tão depressa" como se pretendia, admite.

 

Congresso organizado pela Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Politécnico de Coimbra
Está lançado o tema de discussão para o Annual Meeting 2021: “Saúde Global: Novas Tendências”. O congresso – organizado pela...

“Num período marcado pelo efeito de uma pandemia global na saúde, sociedade e economia, o Annual Meeting da ESTeSC-IPC propõe-se discutir as novas tendências da saúde global, alinhado com as principais preocupações no domínio da saúde”, explica a comissão organizadora do evento, adiantando que os tópicos a abordar durante o congresso “estão alinhados com a agenda da Organização Mundial da Saúde”. Dispositivos de saúde, infeções sexualmente transmissíveis, doenças transmissíveis evitáveis por vacinas, saúde mental, saúde pública e meio ambiente, saúde da mulher e da criança são alguns dos assuntos em discussão. Os temas dos painéis que farão parte do programa de trabalhos já estão disponíveis para consulta em https://skyros-congressos.pt/am2021/.

Através do site, também já é possível realizar inscrições (com vantagens até 15 de março) e submeter trabalhos. Frise-se que, à semelhança do que aconteceu nas edições anteriores, todos os resumos dos trabalhos selecionados para apresentação oral serão publicados na European Journal of Public Health (revista com factor de impacto de 2,234), estando ainda prevista a atribuição de prémios para a melhor comunicação oral e melhor poster submetidos ao congresso. O prazo para candidatura de trabalhos decorre até 28 de fevereiro.

A comissão organizadora do Annual Meeting 2021 é coordenada pelos docentes da ESTeSC-IPC Diana Martins e João Lima. Fernando Mendes, também docente da Escola, é o presidente do congresso.

 

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Nos últimos anos a Spirulina chamou a atenção do meio científico, não só por causa dos vários benefí

Spirulina e Imunidade

Várias experiências in vitro, estabeleceram que o mecanismo de ação da Spirulina tem inúmeros benefícios para a saúde.

Os componentes após a digestão têm uma ação antibacteriana contra os agentes externos e ao mesmo tempo promovem o crescimento de microrganismos benéficos para o organismo.

A Spirulina está entre os suplementos alimentares disponíveis mais nutritivos. Contêm proteínas bioativas com capacidade de estimular o sistema imunitário, modula a produção de citocinas e anticorpos, estimula a atividade das células de vigilância imunológica, regula as vias de atividades antioxidantes, imunomoduladoras e anti-inflamatórias do organismo.

A adição de suplementos com propriedades imunomoduladoras pode constituir então uma forma de intervenção prática e segura para restaurar o equilíbrio imunológico. A Spirulina é um complemento alimentar rico em proteínas, vitaminas, minerais, ómegas, compostos fenólicos, e carotenoides, com um bom perfil de segurança e potencial imunomodulador estabelecido.

As evidências publicadas mostram que a Spirulina, além de estimular a atividade das células de vigilância imunológica, também pode impedir a replicação de vírus e, portanto, ser útil no controle de muitas infeções virais.

A Spirulina é o principal ingrediente da marca SUTA Spirulina Technology.  Como ingrediente premium, a Spirulina (Arthrospira platensis) Powder, é certificada por diversos institutos de certificação de renome Internacional tais como, United States Pharmacopeia, Naturland´s Certification, Star-K Kosher Certification e Jamiat Ulama Halal Foundation.

Outro aliado à Spirulina para reforçar e apoiar a resistência do sistema imunitário, é o Suplemento Alimentar Imuno Complex.  A Vitamina C e Zinco, que fazem parte da sua composição, contribuem para o normal funcionamento do sistema imunitário e para a proteção das células contra as oxidações indesejáveis. Estes 2 ingredientes juntamente com a Equinácea, outro ingrediente que destacamos, aumenta a resistência aos desafios do dia-a-dia e na manutenção da saúde.

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Teste utiliza a tecnologia de RT-PCR
Investigadores do laboratório de Medicina do Genoma do Instituto de Biomedicina (iBiMED) da Universidade de Aveiro (UA)...

O trabalho resultou de uma parceria entre a UA, o Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga (CHEDV-Santa Maria da Feira), o Centro Hospitalar do Baixo Vouga (CHBV-Aveiro), o Centro Médico da Praça de São João da Madeira e a empresa nacional de engenharia de plásticos Muroplás, especializada no setor médico-hospitalar e com sede na Trofa.

O novo teste elimina o desconforto e a pesada logística da colheita de amostras com zaragatoa. Utiliza a robusta tecnologia de RT-PCR existente nos laboratórios nacionais, simplifica a automação dos processos laboratoriais, baixa o custo e facilita a testagem comunitária (lares, escolas, empresas, etc.).

A saliva é o principal veículo de transmissão do SARS-COV-2 – usamos máscaras para impedir a transmissão através de gotículas de saliva -, o que torna a sua colheita de fácil execução no domicílio ou no local de trabalho sem recurso a profissionais de saúde. Numa abordagem inicial os resultados dos testes com saliva mostraram que eram menos sensíveis do que os obtidos com colheitas por zaragatoa nasofaríngea, mas após ajustes no protocolo técnico, confirmou-se que a saliva pode igualmente ser usada na deteção de SARS-CoV-2 sem perda de sensibilidade. A autoridade reguladora da saúde dos Estados Unidos da América - Food and Drug Administration (FDA) - aprovou o uso de kits de saliva para a testagem de SARS-CoV-2 e vários laboratórios Europeus já os usam na rotina de testagem. 

Para além das vacinas, os rastreios comunitários em larga escala, acompanhados de quarentena seletiva dos casos positivos são a única estratégia de controlo efetivo da Covid-19, sem confinamento da população. Contudo, a complexidade e os elevados custos envolvidos, em particular a necessidade de treinar e mobilizar profissionais de saúde para a testagem com zaragatoas, bem como os gastos associados a material de proteção individual, criam constrangimentos significativos à massificação dos rastreios.

Os investigadores da UA contornaram tais dificuldades substituindo a colheita efetuada com zaragatoa nasofaríngea por uma colheita de saliva. Com a colaboração do CHEDV, CHBV e Centro Médico da Praça, foi validado um novo método de RT-PCR altamente sensível e reprodutível, que permite testar em paralelo um grande número de amostras de saliva a baixo custo.

Em parceria com a empresa Muroplás, de engenharia de plásticos para o setor médico-hospitalar, foi desenvolvido um novo kit para a colheita de saliva, que pode ser enviado pelo correio ou outro meio para os laboratórios. O coordenador do Laboratório de Medicina do Genoma e diretor do iBiMED da UA, Manuel Santos, que coordenou este projeto de investigação colaborativa, considera que este novo teste representa um avanço significativo no controlo da Covid-19 por permitir a realização de testes na comunidade, de modo simples, a baixo custo, e fácil automação do processo laboratorial, possibilitando assim escalar o número de rastreios diários.

Segundo Manuel Santos, o Kit de saliva desenvolvido pela empresa Muroplás também é útil para a recolha de amostras para a vigilância genética das variantes do coronavírus SARS-CoV-2, que o laboratório de Aveiro também avalia através de um projeto de investigação da Covid-19 financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).

Artur Silva, Vice-reitor da Investigação, Inovação e 3º Ciclo, indica que a situação enorme desafio que o país enfrenta desde março de 2020, responsabiliza todos na procura de novas soluções. Assim, a UA, atenta a estas necessidades, colocou ao serviço da população e da comunidade os recursos habitualmente destinados à investigação, em especial a realizar testes de rastreio do SARS-CoV-2. Contudo, a situação de pandemia, afirma o responsável, levou os investigadores a aplicarem-me fortemente na procura de novos testes de rastreio, de baixo custo, e fácil automação laboratorial, possibilitando assim escalar o número de rastreios diários.

Artur Silva adianta que é agora necessário e urgente a validação do método pelo INSA para se poder colocar ao serviço da população portuguesa.

Dados Infarmed
A crise de saúde pública da Covid-19 contribuiu para uma mudança no mercado dos medicamentos, levando a um aumento da procura...

Segundo a publicação, a procura por medicamentos antidepressivos nas farmácias portuguesas aumentou 4,8% face ao período homólogo, registando um pico no primeiro confinamento, em março e abril de 2020.

Isabel do Carmo, especialista citada pelo ‘Negócios’, revela que atualmente “há mais pessoas com crises de ansiedade”, com “a pandemia a originar depressão. É a chamada reação natural, fisiológica. A situação é má, o que desencadeia problemas e fisiologicamente as pessoas deprimem-se, entristecem”, explica.

No sentido inverso, a médica considera que a redução das vendas de ansiolíticos, de 7,5%, “é uma atitude correta de forma técnica”, refere. “Andar a tapar buracos com ansiolíticos é apenas suprimir algum sofrimento durante umas horas. (…) O que se deve fazer é ajudar as pessoas a deprimirem menos. Temos de combater a depressão e não tapar os buracos da ansiedade”, defende.

Para além disso, a médica refere ainda o aumento homólogo de 4,6% nas vendas de antiepiléticos e anticonvulsivantes, um reflexo de mais crises neurológicas em virtude das medidas impostas para combater o vírus.

 

CHULN faz apelo aos utentes
O Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte apelou hoje à população para apenas recorrer de ambulância ao serviço de...

Em comunicado, o centro hospitalar faz saber que este serviço de urgência do Hospital de Santa Maria “tem registado picos de afluência”, que “quase metade dos utentes são transportadores de ambulância, mas destes só 15% apresentam situações que justificam o recurso a uma urgência hospitalar”.

Os restantes 85% “são triados com prioridade verde ou azul, representando uma sobrecarga evitável”.

Por isso, apela-se à população “que só recorra ao transporte de ambulância em situações justificadas e se dirija ao centro de saúde nas situações de ausência ou sintomas ligeiros”.

O CHULN sublinha no documento que, deste modo, é possível garantir que “os recursos hospitalares, em situação de grande sobrecarga, se concentrem no tratamento dos doentes com situações de maior gravidade”.

Apesar da “grande afluência e sobrecarga”, os profissionais do Hospital de Santa Maria “garantem a observação dos doentes”, acrescenta a nota.

A urgência dedicada a doentes infetados com o novo coronavírus também está em processo de ampliação de “33 para 51 postos de atendimento em simultâneo”, que vai estar “concluída no próximo fim de semana”.

 

 

 

 

 

 

 

Instituto continua a apelar às dádivas benévolas de sangue
O Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) agradece a mobilização para doar sangue, o “empenho e competência...

“Apesar da situação difícil em que o país se encontra, a resposta por parte da sociedade foi excecional e sem precedentes: Entre 19 e 26 de janeiro inscreveram-se 8.638 dadores e foram colhidas 7.009 unidades de sangue nos Centros de Sangue e da Transplantação do IPST em Lisboa, Porto e Coimbra”, informa o instituto.

No entanto, o Instituto Português do Sangue e da Transplantação sublinha que as necessidades de sangue e componentes sanguíneos nos hospitais “são diárias” e que há condicionantes no armazenamento, uma vez que “os componentes sanguíneos têm um tempo limitado de armazenamento; os dadores de sangue, sendo homens só podem realizar a sua dádiva de três em três meses e sendo mulheres de quatro em quatro meses”, ao que acresce a incerteza sobre a evolução da pandemia.

“Assim, esta mobilização foi essencial para estabilizar as reservas de componentes sanguíneos nesta fase, mas a afluência maciça gerou também situações de esperas longas e desconforto. Por isso, o IPST reitera o apelo a todos os dadores para que, dentro das suas possibilidades, procurem os serviços de colheita de sangue de forma regular e faseada, uma vez que só assim será possível continuar a garantir as condições de distanciamento social, um melhor atendimento ao dador e a distribuição constante e regular de unidades de sangue aos hospitais”, pede o instituto.

Deslocação para efeitos de dádiva são permitidas pelas autoridades

O IPST relembra que “mesmo em tempos de pandemia é possível continuar a ajudar a salvar vidas, já que nos locais de colheita foram reforçadas todas as medidas para que o ato se efetue com segurança” e a deslocação para efeitos de dádiva são permitidas pelas autoridades.

Segundo o IPST, podem doar sangue todas as pessoas com bom estado de saúde, com hábitos de vida saudáveis, peso igual ou superior a 50 kg e idade compreendida entre os 18 e os 65 anos. Para uma primeira dádiva, o limite de idade é 60 anos. A dádiva de sangue é benévola e não remunerada. 

A doação de sangue pode ser feita de quatro em quatro meses pelas mulheres e de três em três meses pelos homens.

"Queremos auto-testar-nos"
A pandemia devido ao vírus SARS-CoV-2 está fora de controlo e a atingir números críticos na comunidade. Para ser feita uma...

A associação reforça que a introdução de auto-testes é um marco determinante e inovador no diagnóstico da Covid-19. Além disso, o facto de poderem ser utilizados pelas próprias pessoas e darem a conhecer o resultado rapidamente, significa que podem desempenhar um importante papel no combate à pandemia.

José Manuel Boavida, presidente da APDP, apela à intervenção urgente do Ministério da Saúde, defendendo que “os auto-testes representam uma grande oportunidade, pois permitem diminuir a afluência aos laboratórios, e esperar horas ou dias, e transmitem confiança às pessoas, dando-lhes mais opções no conforto e segurança das suas próprias casas. Se clamamos pelo aumento da literacia, este é o caminho. Acreditar nos próprios interessados: já foi assim com a insulina, com os testes de gravidez e da SIDA. Agora é a vez dos testes da Covid-19!”.

Atualmente, a aplicação dos testes rápidos de antigénio só é permitida nos estabelecimentos prestadores de cuidados de saúde, laboratórios e, a título excecional, às equipas de saúde pública. A APDP defende a venda de testes rápidos de antigénio nas farmácias e a sua utilização massificada, referindo que os farmacêuticos podem ajudar, ensinando as pessoas a auto-testarem-se. Para que isso aconteça é preciso, primeiro, a atuação do Infarmed para evitar a especulação e para controlar os preços.

“Se queremos maior envolvimento dos cidadãos, temos de lhes dar as ferramentas necessárias. As pessoas infetadas devem ser identificadas e isoladas o mais depressa possível e tal só será conseguido com testes rápidos e baratos à escala populacional. A própria Comissão Europeia recomenda aos Estados Membros o alargamento do uso dos testes rápidos de antigénio para conter a propagação da Covid-19. Como a História da diabetes e da insulinoterapia já comprovou, não há motivo nenhum para que as pessoas não possam aprender a auto-testarem-se”, explica João Filipe Raposo, diretor clínico da APDP.

 

Opinião
Já está amplamente estudado e comprovado o quanto o ato de brincar é importante para o desenvolvimen

Citando a pedagoga Maíra Gomes, “Brincar é um processo. Brinquedo é um resultado. O que acontece é que o brinquedo, quase sempre, já vem com um manual de instruções feito por um adulto. O adulto projeta o brinquedo para que a criança lhe dê um determinado uso.” Desta forma, o brincar acaba por ser uma atividade de reprodução (daquilo que foi planeado pelo adulto) e não uma atividade de criação espontânea da criança. Não é por acaso que, frequentemente, observamos crianças que se entusiasmam mais com o papel de embrulho do que propriamente com o brinquedo que vem dentro. Um papel de embrulho, uma caixa de cartão ou um bocado de madeira podem rapidamente transformar-se num carrinho, numa casa, num boneco, numa nave, num animal ou qualquer outro tipo de coisa. Porquê? Porque são elementos que não vêm previamente formatados e dão à criança a possibilidade de os transformar naquilo que ela entender. Resumindo: dão-lhe a possibilidade de criar! É importante perceber que estimular a criatividade e incentivar o brincar, não significa ter que oferecer à criança uma quantidade enorme de brinquedos. Valorizar o brincar é diferente de oferecer todos os modelos e feitios de brinquedos. Se há coisa que uma criança faz naturalmente é criar brincadeiras e criar brinquedos por si própria. Basta dar-lhe diferentes materiais para confirmá-lo. Diferentes texturas como papel, madeira, borracha, madeira ou tecido têm tanto ou mais potencial para despertar a imaginação do que brinquedos já formatados e preparados para um fim muito específico e pré-concebido. Agora reflita:

Os brinquedos dos seus filhos:

  • Dão vida à imaginação da sua criança ou são apenas meros objetos que se vão acumulando lá por casa?
  • São valorizados ou postos de parte com frequência?
  • Ocupam bem o tempo de brincadeira ou esgotam-se em 5min?
  • Têm potencial para brincadeiras diferentes cada vez que são usados ou tornam-se aborrecidos em pouco tempo?
  • São estimados ou descartados com facilidade?
  • São únicos ou apenas mais 1 em 1000?

Brinquedos Passivos vs. Brinquedos Ativos

Antes de escolher um brinquedo para oferecer, conheça as diferenças entre um brinquedo passivo e um brinquedo ativo. Descubra-as e faça uma escolha equilibrada!

Brinquedos passivos:

  • são multifunções
  • estimulam a aprendizagem ativa
  • provocam a curiosidade e a imaginação
  • só funcionam se forem manipulados pela criança
  • exercitam a capacidade para resolver problemas
  • a criança cria as suas próprias regras
  • sem a participação ativa da criança, o brinquedo não existe

Ex.: brinquedos tradicionais - legos, blocos de madeira, puzzles, jogos de peças, figuras de animais, jogos de tabuleiro, bolas, brinquedos sensoriais e com diferentes texturas.

Brinquedos ativos:

  • têm uma funcionalidade limitada e bem definida
  • servem apenas um propósito
  • a criança segue as instruções do brinquedo
  • a criança tem a expectativa que o brinquedo a entretenha
  • requerem pilhas, bateria ou motor
  • inibem o pensamento crítico e a aprendizagem ativa
  • oferecem uma gratificação imediata e constante
  • podem provocar dependência

Ex.: brinquedos digitais, jogos eletrónicos, robots, drones, brinquedos telecomandados, tablets.

Relação Quantidade - Qualidade

Ter muitos brinquedos não é mau. Mas ter muitos brinquedos disponíveis de uma só vez, poderá provocar excesso de estímulos, sobrecarga do sistema sensorial e superexcitação. A criança tende a dispersar-se na quantidade de brinquedos, alternando entre um e outro sem explorar todo o potencial que cada brinquedo, individualmente, tem para oferecer. Demasiados brinquedos de uma só vez causam distração e reduzem a qualidade do brincar. Por outro lado, se houver uma quantidade menor de brinquedos à disposição, a criança tem oportunidade de os explorar devidamente e com eles criar um tempo de brincadeira muito mais enriquecedor. Neste caso, menos é mais! Experimente e veja os resultados: estabeleça um sistema de rotatividade dos brinquedos. Todas as semanas ponha à disposição da criança um conjunto selecionado de brinquedos. Na semana seguinte selecione um novo conjunto, e assim sucessivamente. Dependendo da idade da criança, a seleção pode e deve ser feita com a participação da mesma.

Sabia que

  • a duração do tempo de brincadeira é maior e melhor com apenas 4 brinquedos do que com 16
  • com menos brinquedos, as crianças criam melhores e mais variadas formas de brincar
  • com menos brinquedos, a brincadeira é mais profunda, consistente e sustentada
  • menos brinquedos estimulam a criatividade e favorecem o desenvolvimento cognitivo

Se o seu filho tem um brinquedo favorito, é sinal que teve oportunidade para estabelecer ligação com ele, perceber-lhe as características, dedicar-lhe tempo e criar diferentes brincadeiras com ele.

Agora pergunto-lhe: qual era o seu brinquedo favorito? Partilhe com os seus filhos a história dos seus brinquedos e as brincadeiras que criou com eles. Se ainda guarda algum, mostre-o aos seus filhos. Pode ser que um dos seus velhos brinquedos ainda consiga uma segunda vida nas mãos e na imaginação dos seus filhos!

[email protected]
www.saranunes.pt

 

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Nota: 
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Consórcio de investigação
A MTEX NS, em conjunto com duas entidades parceiras portuguesas – CITEVE e Universidade Católica Portuguesa – vai realizar a...

Iniciam-se agora os trabalhos que vão permitir consolidar a investigação científica relativa à eficácia do PHYS, já certificado em Espanha, quanto à inativação de duas variantes de SARS-CoV-2.

Procura-se avaliar, via CITEVE, se o processo PHYS desgasta ou não tecidos e se sim, em que valores/condições. Será ainda analisada a hipótese de o PHYS ser, ou não, igualmente eficaz não só relativamente à inativação de mais variantes de SARS-CoV-2 bem como de uma listagem mais alargada de organismos já correntemente identificados como danosos para a saúde pública, nomeadamente bactérias hospitalares multirresistentes, ficando esta extensão da investigação a cargo da Universidade Católica Portuguesa.

Oficializam esta apresentação presencialmente, o CEO da MTEX NS, Elói Ferreira, o Diretor Geral do CITEVE, Braz Costa e remotamente a investigadora Paula Teixeira, em representação da Universidade Católica Portuguesa.

Esta cerimónia irá também contar com a participação remota do investigador espanhol, Juan José Badiola, conhecido internacionalmente pelo trabalho desenvolvido no âmbito das encefalopatias espongiformes bovinas - “doença das vacas loucas” e responsável laboratorial pela investigação científica levada a cabo em Espanha relativamente à tecnologia PHYS. Esta cerimónia contará ainda com a participação remota do Presidente da Câmara Municipal de V. N. de Famalicão, Paulo Cunha.

 

Investigação
Um estudo descobriu que adolescentes que usam frequentemente cannabis podem experimentar um declínio no Quociente de...

O artigo, liderado por pesquisadores da Universidade de Medicina e Ciências da Saúde do RCSI, é publicado na revista Psychological Medicine.

Os resultados revelaram que houve um declínio de aproximadamente 2 pontos de QI ao longo do tempo naqueles que usam cannabis com frequência, em comparação com aqueles que não usaram cannabis. Análises posteriores sugeriram que esse declínio nos pontos de QI estava principalmente relacionado à redução do QI verbal.

Esta investigação envolveu revisão sistemática e análise estatística, em sete estudos longitudinais, envolvendo 808 jovens que usaram cannabis semanalmente, pelo menos durante 6 meses, e 5308 jovens que não usaram cannabis. Para ser incluído na análise, cada estudo teve que ter um score de QI de base antes do início do uso da cannabis e outro score de QI no seguimento. Os jovens foram acompanhados até os 18 anos, em média, embora um estudo tenha acompanhado os jovens até os 38 anos.

"Estudos anteriores mostram-nos que os jovens que usam cannabis frequentemente têm piores resultados na vida do que seus pares e estão em risco aumentado para doenças mentais graves como a esquizofrenia. A perda de pontos de QI no início da vida pode ter efeitos significativos no desempenho na escola e na faculdade e, posteriormente, nas perspetivas de carreira", comentou a autora sénior do artigo, Mary Cannon, Professora de Epidemiologia Psiquiátrica e Saúde Mental juvenil do RCSI.

"O uso de cannabis durante a juventude é de grande preocupação, pois o cérebro em desenvolvimento pode ser particularmente suscetível a danos durante esse período. Os resultados deste estudo ajudam-nos a entender melhor essa importante questão de saúde pública", disse Emmet Power, Investigador Clínico do RCSI e primeiro autor do estudo.

O estudo foi realizado por pesquisadores do Departamento de Psiquiatria, RCSI e do Beaumont Hospital em Dublin.  

 

 

Compromisso
A Miligrama Comunicação em Saúde acaba de assinar a Declaração Internacional de Profissionais e Investigadores de Comunicação...

“Com a assinatura desta Declaração comprometemo-nos a aplicar os nossos conhecimentos na área da comunicação em prol das sociedades para que, unindo esforços, possamos promover a transição necessária para um mundo mais seguro e sustentável”, comenta Andreia Garcia, Diretora-Geral da Miligrama Comunicação em Saúde.

E acrescenta: “Estamos conscientes de que 2021 será também um ano com desafios que só podem ser superados se continuarmos resilientes e unidos. Acreditamos, assim, que é importante apoiar as iniciativas que permitam uma comunicação mais transparente, livre de medo e ódio, promovendo uma conversação global, participativa e inclusiva”.

A Miligrama Comunicação em Saúde foi a primeira empresa portuguesa a assinar esta Declaração.

 

 

 

Relatório do SICAD
Mortes relacionadas com o consumo de droga voltam a subir. Os dados constam no relatório divulgado esta quarta-feira pelo...

José Goulão, diretor-geral do SICAD, e Manuel Cardoso, subdiretor, apresentaram o documento, por videoconferência. O relatório que reporta a ano de 2019, mostra que houve uma evolução negativa no que diz respeito a drogas, toxicodependências e álcool.

Segundo os responsáveis, em 2019 registaram-se 63 óbitos por overdose, aos quais se somaram 262 mortes por outras causas, mas que apresentavam resultados toxicológicos positivos. Os dados revelam que as mortes por overdose aumentaram pelo terceiro ano consecutivo.

Quanto aos consumos, o relatório revela que em 2019 estiveram em tratamento em ambulatório 25.339 utentes com problemas associados ao consumo de drogas – 1.959 eram novos utentes e a canábis era a substância associada à maioria (53%) dos pedidos de tratamento. 

Já os utentes readmitidos, o total ascendeu a 1.512 no ano em questão, e a heroína (54%) era a droga principal.

O documento aponta ainda para uma “maior circulação de drogas no mercado nacional numa conjuntura de grandes desafios, como o crescente uso da Internet na comercialização de diversas substâncias psicoativas, eventuais alterações ao nível da produção interna de canábis e do papel do país nas rotas do tráfico internacional".

Quanto ao álcool, em 2019 estiveram em tratamento em ambulatório 13.926 utentes, número que representa um aumento de 4% face a 2018. Nesse ano estavam a iniciar tratamento 4.597 utentes, 1.181 readmitidos e 3.416 novos.

No mesmo ano, registaram-se 5.085 internamentos hospitalares nos quais o consumo de álcool era responsável pelo diagnóstico principal – 64% relacionados com doença alcoólica do fígado e 26% com dependência de álcool. Contudo, quando somados os internamentos com diagnósticos secundários ligados ao álcool, o número ascende aos 36.667.

Este relatório são fruto do trabalho do SICAD, no âmbito da execução do Plano Ação para a Redução dos Comportamentos Aditivos e Dependências, em estreita colaboração com os diversos serviços-fonte nacionais que providenciam informação sobre as suas áreas específicas, abordando não só o problema do ponto de vista da Procura como da Oferta.

Boletim Epidemiológico
Portugal registou, nas últimas 24 horas, mais 15.073 novos casos de Covi-19 e 293 mortes. Este é o pior registo de sempre.

Segundo o boletim divulgado, a região de Lisboa e Vale do Tejo continua a ser aquela onde morreram mais pessoas com Covid-19: 136 das 293 mortes registadas em todo o País. Seguem-se as regiões centro com 66 e norte com 59. No Alentejo há 26 mortes a lamentar e no Algarve cinco.

Quanto aos arquipélagos, só os Açores registaram uma morte.

Quanto ao número de novos casos, o boletim epidemiológico divulgado hoje, pela Direção Geral da Saúde, mostra que foram diagnosticados 15.073 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo contabilizou 7.605 novos casos e a região norte 3.959. Desde ontem foram diagnosticados mais 2.309 na região Centro, no Alentejo 484 casos e no Algarve mais 500. No arquipélago da Madeira foram identificadas mais 191 infeções e no dos Açores 25 novos casos.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 6.603 doentes internados, mais 131 que ontem, sendo que as unidades de cuidados intensivos têm mais 18 doentes, desde o último balanço. Ao todo estão 783 pessoas na UCI.

O boletim desta quarta-feira mostra ainda que, desde ontem, 9.268 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 484.753 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 172.893 casos, mais 5.512 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm 220.256 contactos sob vigilância, mais 4.486 desde o último balanço.

Entrevista
“Os desafios colocados pela pandemia atual criaram um imperativo para as empresas reconfigurarem as

Em plena pandemia, e sem tempo para se prepararem, a verdade é que os hospitais tiveram de adaptar o seu modelo de gestão passando a integrar completamente as tecnologias de informação. O que é que mudou na organização dos serviços hospitalares?

No início do aparecimento deste vírus, a OMS e o Ministério da Saúde definiram o isolamento social como uma das medidas mais eficazes para impedir que o número de infetados aumentasse. Desta forma muitos dos serviços presenciais e programados foram adiados e cancelados. Perante este contexto, tornou-se urgente implementar novas soluções que possibilitassem continuar a prestar cuidados de saúde mesmo que à distância.

Surgiu então o eHealth, colocando a Telemedicina e a Telemonitorização como potenciais alternativas e soluções complementares para o sistema de saúde. Ainda que estas ferramentas não sejam exatamente uma novidade, não era até agora uma prática tão recorrente quanto se gostaria.

Mas, apesar das exigências colocadas, o sistema nacional de saúde conseguiu mudar rapidamente. E vários foram os exemplos implementados: médicos, enfermeiros, farmacêuticos e psicólogos, e nutricionistas que, de forma rápida, se reinventaram e estão a acompanhar os seus doentes à distância de um click.

Os modelos de colaboração remota são uma realidade que veio para ficar e tal como o trabalho remoto que assistimos noutros setores de atividade, vamos assistir a um novo modelo de prestação de cuidados de saúde no período pós pandemia. Segundo um estudo da McKinsey, “The next normal arrives: Trends that will define 2021—and beyond” (Jan, 2021), os CEO de alguns hospitais nos EUA acreditam que futuramente a telessaúde poderá representar 30 % de toda a sua atividade.

O desafio de curto prazo, então, é passar da reação à crise para construir e institucionalizar o que foi bem feito até agora. Para as indústrias de consumo, e particularmente para o retalho, isso pode significar melhorar os modelos de negócios digitais e omnicanal. Para a saúde, trata-se de estabelecer opções virtuais como norma. Os desafios colocados pela pandemia atual criaram um imperativo para as empresas reconfigurarem as suas operações - e uma oportunidade de transformá-las. Na medida em que o fizerem, haverá maior produtividade e mais saúde e bem-estar para cada pessoa.

Qual o balanço que faz da introdução da telemedicina, na sua generalidade, no Serviço Nacional de Saúde? Na sua opinião este é um serviço que veio para ficar?

Claramente! As TIC´s e os modelos de prestação de cuidados de saúde à distância já existiam mesmo antes da pandemia. A pandemia acelerou a sua implementação de forma mais alargada e persistida num período de meses e que por norma demoraria anos. Esta onda de aceleração tecnológica deve continuar no momento pós-pandemia, com uma arquitetura de referência que defina a resiliência das infraestruturas, a interoperabilidade, a recolha de dados de forma segura e anonimizada e a usabilidade das soluções por parte dos utentes, profissionais de saúde e gestores.

A telemedicina em concreto não substitui as consultas presenciais com os profissionais de saúde, mas deve ser considerada numa relação contínua médico/enfermeiro – utente, de forma a garantir os melhores resultados em saúde.

Para garantir a sustentabilidade financeira dos sistemas de saúde, cada país deve garantir que a saúde é hoje e no futuro suportada por tecnologias de informação que facilitem a jornada de cada pessoa e de cada profissional nas unidades de Saúde e fora delas.

As ferramentas de ehealth (telemedicina, telemonitorização, IA, machine learning…) vieram claramente para ficar muito para além da pandemia atual de COVID-19. Com um crescente interesse e disponibilidade entre médicos, consumidores e pagadores, é o momento de estimular e garantir a continuidade destas tecnologias no ecossistema alargado da saúde. Como referiu Robert Schuller, Tough Times Never Last, but Tough People Do.

Independentemente, de os hospitais estarem preparados para a introdução das tecnologias da informação no seu dia a dia, acha que o país está pronto para esta “conversão”? O que acontecerá às populações mais carenciadas, ainda que esta também seja uma oportunidade de aproximar doentes de zonas remotas aos seus médicos?

Tendo em conta, a alta taxa de transmissão deste vírus, é essencial que se otimize a assistência à saúde e se criem novos modelos de assistência populacional. Neste contexto, a telemedicina e telemonitorização podem ser, sem dúvida, fortes aliados dos sistemas de saúde, principalmente quando se considera a importância da prevenção e da necessidade de não continuar a sobrecarregar os hospitais e outras instituições de saúde.

A jornada de saúde e bem-estar de cada individuo é cada vez mais sustentada em tecnologia e numa lógica de “gamificação”. A “Gamificação” pode e deve ser implementada para que cada um de nós consiga gerir a sua saúde através de um smartphone. Na fase da doença, a gestão da doença cronica pode ser realizada com recurso a telemedicina e telemonitorização em conjunto, garantindo que a recolha dos nossos parâmetros em tempo real permite antecipar e evitar eventos agudos que têm impacto profundo na qualidade de vida dos doentes e nos sistemas de saúde e na produtividade dos países.

O envolvimento das pessoas na gestão da sua saúde com recurso a tecnologia permite um maior envolvimento no seu autocuidado e na sua procura constante por mais informação e mais qualificada. É importante que a implementação de tecnologia na área da saúde envolva desde início o cidadão, os profissionais de saúde, a entidades gestoras e as estruturas de proximidade para que ninguém fique excluído. Temos bons exemplos de implementação de tecnologia ao serviço do cidadão que podem ser adaptadas e implementadas na área da saúde.

No combate à pandemia, que recursos tecnológicos dispõem hoje os hospitais? Que soluções desenvolveu a Glintt?

Como exemplo, no dia 8 de abril de 2020 lançamos juntamente com a Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH), em colaboração com a Organização Mundial de Saúde (OMS), uma ferramenta gráfica destinada a ser utilizada por especialistas seniores em planeamento de cuidados de saúde e decisores políticos. A ADAPTT Surge Planning Support Tool. A ferramenta é flexível, permitindo que os utilizadores dos vários países insiram os seus dados epidemiológicos, variem os cenários de mitigação (ao usar o modelo epidemiológico ilustrativo da ferramenta) e adaptem a ferramenta a diferentes attack rates. A ADAPTT possibilita a introdução das práticas e atividades hospitalares, assim como a capacidade de diferentes tipologias de camas e de recursos humanos (usando os códigos ISCO da OIT). Através desta ferramenta é ainda possível determinar os incrementos de necessidade de recursos humanos, devido à probabilidade de infeção dos profissionais de saúde.

Apostámos também em soluções teleconsulta, com parceiros e através do nosso software hospitalar – o Globalcare – que permitem a prestação de Cuidados Sociais e de Saúde sem barreiras e à distância de um click:

Para os mais céticos, ou para os “conspiracionistas”, quais as vantagens de um serviço nacional de saúde tecnológico?

Ficar em casa e recorrer numa primeira fase aos serviços digitais, contribui para a redução de deslocações e todo o desconforto a ele associado, promove também a diminuição do contágio e, por outro lado, permite uma recuperação mais célere e um maior conforto para o doente e respetivos familiares e/ou cuidadores informais. Os atos médicos, de enfermagem e de orientação farmacêutica presenciais não podem ser substituídos pelo acompanhamento remoto. As ferramentas digitais devem ser consideradas como um complemento para que seja possível mitigar o risco de contágio, encurtar as distâncias e garantir uma relação de continuidade entre o profissional de saúde e os seus utentes.

Caminhamos, atualmente, para uma visão centrada nas pessoas, onde a tecnologia é a base. O consumidor de cuidados de saúde tem vindo a tornar-se cada vez mais exigente e, como tal, procura mais tecnologia que possa contribuir para o seu bem-estar. Adicionalmente, o consumidor atual de cuidados de saúde procura mais conveniência e é a favor de uma relação de proximidade e confiança com o seu médico ou enfermeiro e, para isso, apoia-se nos meios tecnológicos de que dispõe.

Efetivamente, os profissionais de saúde mais digitais, os utilizadores e os fornecedores de sistemas de informação reconhecem a existência de um mundo de oportunidades no que à utilização de tecnologias como a IA, a IoT e da Telemedicina no setor da saúde dizem respeito. No entanto, torna-se urgente que estas ferramentas ganhem maturidade, assim como se deve apostar na credibilidade e na usabilidade deste tipo de soluções, para que cada vez mais os profissionais de saúde e os administradores hospitalares possam introduzi-las no seu dia-a-dia e acima de tudo que cada individuo as utilize no seu dia-a-dia.

E quanto a desvantagens? Acha que a tendência será perder a ligação entre médicos e pacientes?

Atualmente, é impossível falarmos de saúde sem automaticamente a associar à inovação tecnológica que está a ocorrer e que é cada vez mais notória neste setor. De facto, a tecnologia permite uma melhor gestão dos cuidados de saúde e torna-se fundamental para assegurar o princípio da equidade, beneficiando todos os cidadãos, sem exceção e sem marginalizar os que se encontram a grandes distâncias dos grandes centros urbanos ou com maiores dificuldades económicas.

Com o apoio da tecnologia, conseguimos aliviar o sistema e melhorar a perceção do utente sobre os sistemas de saúde. Por outro lado, estamos também a permitir que os médicos, enfermeiros e terapeutas se possam dedicar aos casos clínicos mais complexos e exigentes. A tecnologia tem de servir como um apoio, tanto do ponto de vista administrativo como clínico.

Como diz Michio Kaku, físico americano, “as próximas duas grandes indústrias a serem impactadas pelo mundo digital são a medicina e a educação. Teremos mais poder num smartphone do que um hospital universitário e moderno tem hoje. Apesar dos rápidos avanços da tecnologia, os humanos continuarão a ser fundamentais na tomada de decisão”.

Embora saibamos que o futuro será dominado pelo avanço da tecnologia, não deve ser aquilo em que nos tornamos. Todos somos muito mais felizes quando temos experiências pessoais e relacionamentos agradáveis. Importa saber balançar o contacto com o digital e a presença massiva de tecnologia na nossa vida com estas experiências pessoais, retirando apenas e só o de que melhor nos pode trazer a tecnologia. No campo da Saúde, sabemos que estamos a abraçar a ciência mais do que nunca, mas importa antecipar e garantir que a Saúde está preparada para abraçar esta onda digital.  

A relação contínua entre profissional de saúde e cidadão deve ser mais próxima através da tecnologia. Para que tal se concretize é fundamental apostar na formação continua na área do digital, na literacia em saúde e na definição de processos que permitam implementar de forma transversal as novas tecnologias na área da saúde.

Como imagina o futuro de medicina dentro de 10 anos, por exemplo?

Já não é possível falar de saúde sem considerar o papel da tecnologia. Os hospitais e as farmácias, por exemplo, tomam cada vez mais partido de plataformas informáticas, que se tornaram um apoio fundamental no seu dia a dia. Os softwares que existem, hoje em dia, permitem criar perfis e acompanhar cada utente, desde a fase da prevenção ao tratamento, possibilitando assim melhores cuidados de saúde, a custos controlados. A tecnologia assegura, cada vez mais, a sustentabilidade dos sistemas de saúde e o caminho é este.

Hoje em dia, a experiência num hospital continua a ser: chegar, dirigir-se a um posto administrativo, passar por uma triagem, ser encaminhado para um médico especialista, receber alta ou continuar a tratamento no hospital. O que é um processo moroso, de longas esperas e períodos sem qualquer tipo de informação, para um consumidor habituado a ter a conta bancária, por exemplo, sempre à mão. A triagem podia ser feita, por exemplo, por um algoritmo pré-definido e/ou com um chatbot, dependendo da severidade, que identifica se o utente tem de ir para uma sala de urgência ou se pode ser atendido, remotamente, por uma teleconsulta, ou se deve ir a uma unidade de cuidados primários.

O futuro da saúde passa por tratar dos saudáveis antes que fiquem doentes através da descentralização, da minituriazação e da personalização, capacitando o cidadão e habilitando os profissionais de saúde.

O que pode e deve melhorar nesta área?

Quanto ao que deve melhorar, Portugal enfrenta, atualmente, ainda alguns desafios em relação a um maior desenvolvimento neste campo. Apesar de 87% dos hospitais públicos recorrerem à telemedicina - de acordo com uma pesquisa realizada - apenas 44% dos profissionais de saúde estão, realmente, motivados para a sua utilização, segundo o Barómetro de IA e Telessaúde, desenvolvido pela Glintt em conjunto com a APAH em 2019. Além disso, ainda existe uma visível falta de know-how e de infraestruturas de TI adequadas nesta valência. Porém, e se antes já se tinha identificado que 64% dos consumidores afirmavam que era conveniente ter acesso à saúde virtual, agora, mais do que nunca, faz todo o sentido o desenvolvimento e adoção de soluções digitais neste setor.

No entanto, de acordo com o relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), Portugal assume uma posição muito interessante no que respeita a estatísticas relacionadas com a adoção de tecnologia e fundamentalmente, no que toca à implementação de medidas focadas na transformação digital, o que leva a crer que o nosso país tem muito potencial para se tornar um país altamente digitalizado no setor da Saúde e não só. A título de exemplo, em 2019, a informação de Saúde disponibilizada online situava-se nos 50,7% vs. 46,3% nos restantes países da OCDE. No que diz respeito à utilização de serviços e Governo, a percentagem é 46% vs. 45,6% nos restantes países da OCDE.

Perante esta realidade, Portugal é um país pioneiro e um modelo de sucesso em muitas iniciativas relacionadas com a transformação digital na área da saúde. A adoção massiva do Processo Clínico Eletrónico é um excelente exemplo disso, podendo ser considerado, nos dias de hoje, como uma das fontes agregadoras de informação clínica mais relevante no contexto da saúde digital. Por outro lado, a rápida adoção da prescrição eletrónica de medicamentos a nível nacional é um outro exemplo de colaboração entre entidades públicas e privadas para atingir um objetivo comum, que tem benefícios clínicos com um claro impacto na estrutura de custos para o país, sendo considerada uma referência Europeia.

Neste sentido, acredito que Portugal e, fundamentalmente, os vários stakeholders do ecossistema da saúde detêm a motivação certa para contribuir para um país extremamente competitivo e pioneiro na digitalização e sustentabilidade do setor da saúde.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Para Profissionais de Saúde e estudantes
A Escola de Medicina da Universidade do Minho realiza, esta sexta-feira às 21h30, o webinar “Vacinação COVID-19: o que há para...

“Esta sexta-feira, 29 de janeiro, iremos reunir dois especialistas de enorme importância no combate à pandemia para uma conversa sobre vacinação contra a COVID-19, numa fase em que já começámos a administrar a segunda dose em Portugal”, afirma Nuno Sousa, Presidente da Escola de Medicina da UMinho.

Alexandre Carvalho, docente da Escola de Medicina e internista no Hospital de Braga, receberá Cátia Ferreira, Global Medical Affairs Leader da Astrazeneca, numa conversa orientada para profissionais de saúde e estudantes da área, e na qual todos os participantes podem colocar as suas questões ao longo da conversa.

O webinar destina-se a profissionais de saúde e estudantes da área, embora seja aberto a todos os interessados. Será possível acompanhar através do Youtube, a partir das 21h30: https://youtu.be/H4-fJNcjvZA

 

Para responder a necessidades de saúde pública
A Sanofi vai apoiar a produção e a distribuição da vacina da BioNTech contra a COVID-19, que está a ser desenvolvida em...

Segundo um comunicado, a Sanofi irá ceder à BioNTech o acesso às suas infraestruturas de produção e à reconhecida experiência em vacinas para produzir mais de 125 milhões de doses da vacina contra a Covid-19, na Europa. As primeiras doses da vacina vão sair das instalações de produção da Sanofi, em Frankfurt, a partir do verão de 2021.

“Estamos totalmente conscientes que, quanto mais cedo estiverem disponíveis doses da vacina, mais vidas poderão ser potencialmente salvas. O anúncio feito hoje é um passo fundamental para dar resposta ao objetivo conjunto da indústria farmacêutica, que é focar todo o nosso esforço em ultrapassar esta pandemia”, disse Paul Hudson, CEO da Sanofi. “Embora as campanhas de vacinação tenham sido iniciadas mundialmente, a capacidade de alcançar as metas propostas tem sido limitada devido ao inesperado reduzido abastecimento provocado por atrasos na produção e respetivos prazos de aprovação. Tomámos a decisão de apoiar a BioNTech e a Pfizer na produção da sua vacina contra a COVID-19, no sentido de contribuir para a satisfação das necessidades globais, visto termos a tecnologia e as instalações apropriadas para tal. Como sempre, a nossa prioridade principal é focarmos os nossos esforços e capacidades na luta contra esta pandemia mundial. Mas, acima de tudo, iremos também consegui-lo continuando a desenvolver as nossas próprias vacinas candidatas para a COVID-19, em paralelo com esta colaboração industrial.”

A prioridade da Sanofi é continuar a desenvolver as suas duas vacinas candidatas para a COVID-19.

Atualmente, a farmacêutica está a colaborar com a GSK no desenvolvimento de uma vacina candidata para a COVID-19, através do uso da tecnologia baseada em proteína recombinante de que a Sanofi dispõe para o desenvolvimento de uma das suas vacinas para a gripe sazonal, combinada com a plataforma de adjuvante pandémica estabelecida da GSK.

Os resultados do estudo de fase 1 e 2 da vacina candidata revelaram que a resposta imunitária alcançada é comparável à obtida nas pessoas que recuperaram da COVID-19 nos participantes do estudo com idade entre os 18 e os 49 anos, mas baixa nos adultos mais velhos, provavelmente devido a uma concentração insuficiente do antigénio usado.

As duas empresas planeiam iniciar um novo estudo de fase 2 em fevereiro de 2021, com o apoio da Biomedical Advanced Research and Development Authority (BARDA), parte do HHS Office of the Assistant Secretary for Preparedness and Response (SAPR), que irá avaliar a vacina candidata contendo uma formulação antigénica melhorada, com o objetivo de se atingir uma resposta imunitária elevada em todos os grupos etários. Se os resultados forem favoráveis, um estudo global de fase 3 poderá ser iniciado no segundo trimestre de 2021. Caso existam bons resultados neste último estudo, será solicitada a aprovação regulamentar na segunda metade de 2021, com a possível disponibilização de doses desta vacina no quarto trimestre de 2021.

Paralelamente à vacina baseada na tecnologia da proteína recombinante, desenvolvida em parceria com a GSK, a Sanofi está a desenvolver uma vacina baseada na tecnologia de RNA mensageiro em colaboração com a Translate Bio.

Os dados pré-clínicos mostraram que duas administrações da vacina de RNA mensageiro estimularam a produção de uma elevada concentração de anticorpos neutralizantes, comparável à concentração mais elevada observada nas pessoas infetadas. A Sanofi estima iniciar os estudos de fase 1 e 2 no primeiro trimestre de 2021.

O conceito foi recentemente aprovado pela academia científica
O investigador e neurocientista luso-descendente Fabiano de Abreu criou um novo conceito de inteligência, denominado de DWRI ...

O conceito inovador criado por Fabiano de Abreu surgiu pelo facto de os testes de inteligência não medirem, muitas vezes, a capacidade de um indivíduo de forma perfeita. Ter inteligência DWRI significa conseguir desenvolver todos os tipos de inteligência, englobando o seu património genético, os seus interesses e as suas experiências de vida que, no final, resultam numa inteligência global e não apenas direcionada.

Existem dois tipos de inteligência, a lógica e a cognitiva. Embora trabalhem em consonância, trata-se, na verdade, de realidades distintas. A inteligência DWRI é hereditária, aparecendo já na formação embrionária e é responsável pelo imaginário, entendimento do que está à nossa volta, a formação da personalidade e a condição da inteligência. A capacidade de alguém em habilidades verbais, numéricas, lógicas e espaciais, mesmo que medidas por um teste de QI, não definem a inteligência DWRI. Desta forma, um sujeito de alto QI nem sempre possui uma inteligência DWRI, podendo ter apenas inteligências específicas.

Segundo Fabiano de Abreu, as pessoas que possuem uma inteligência DWRI são, por norma, mais ponderadas e equilibradas, não cedendo ao egocentrismo ou narcisismo. São, por isso, humildes mesmo estando plenamente conscientes das suas capacidades, o que se deve, sobretudo, pela noção de que ser mais humilde acarreta mais vantagens, incluindo para o próprio. Outra característica que prevalece nestes indivíduos é a forte capacidade de controlo emocional sem que, com isso, perca a capacidade de socializar.

Segundo o estudo de Fabiano de Abreu, os indivíduos com QI superior a 99 e que também possuam inteligência DWRI têm mais probabilidades de sucesso profissional e pessoal, não apenas pelo domínio da lógica, mas pela sua capacidade de socializar e reforçar ramificações sociais que irão interferir no progresso, na carreira e no meio académico.

Fabiano de Abreu tornou-se num dos principais estudiosos sobre inteligência de alto QI. Sendo ele próprio superdotado, é membro da Mensa, com sede em Inglaterra, o que lhe permitiu ter, com mais facilidade, um vasto campo de estudo para os temas em questão e uma base bastante alargada de pessoas para estudar e entrevistar.

 

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