Situação Epidemiológica
Portugal registou, nas últimas 24 horas, seis mortes e 159 novos casos de infeção por Covid-19. O número de doentes internados...

Segundo o boletim divulgado, ocorreram mais duas mortes nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo, Centro e Norte, desde o último balanço. As restantes regiões do país, incluindo as regiões autónomas da Madeira e Açores, não registaram nenhum óbito.

Quanto ao número de novos casos, o boletim epidemiológico divulgado hoje, pela Direção Geral da Saúde, mostra que foram diagnosticados 159 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo contabilizou 65 novos casos e a região norte 44. Desde ontem foram diagnosticados mais cinco na região Centro, dois no Alentejo e 32 no Algarve. No arquipélago da Madeira foram identificadas mais nove infeções e nos Açores duas.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 536 doentes internados, mais 19 que ontem. No entanto, as unidades de cuidados intensivos passaram a ter menos cinco doentes internados. Atualmente, estão em UCI 112 pessoas.

O boletim desta segunda-feira mostra ainda que, desde ontem, 321 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 780.643 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 25.966 casos, menos 168 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância menos 32 contactos, estando agora 15.928 pessoas em vigilância.

Autoteste de venda livre
A Biojam e a Pantest estabeleceram uma parceria de cooperação que visa alargar o leque de opções de autotestes COVID-19...

O Teste Rápido do Coronavírus Ag (N)(Fossas Nasais) de antigénio que será produzido pela Pantest e distribuído pela Biojam, cumpre todos os requisitos exigidos pelas autoridades, nomeadamente a apresentação de estudos de avaliação de desempenho do teste para colheita nasal e toda a informação sobre o produto.  De venda livre, sem obrigatoriedade de receita médica, os autotestes poderão ser adquiridos por qualquer pessoa, desde que maior de 18 anos. Com um custo unitário que rondará os valores já praticados entre os grandes grossistas, os testes estarão não só disponíveis em caixas de 25 unidades, como também em Kits individuais já preparados para venda ao público, vendidos em embalagens hermeticamente seladas, com toda a informação exigida pelas autoridades de saúde, como sejam as referências do lote, produtor, caraterísticas técnicas e indicações de utilização, entre outras.

Para facilitar o processo de diagnóstico, cada embalagem unitária do autoteste apresenta um QR Code que remete o consumidor para um vídeo explicativo e instruções muito claras e simples para que o teste seja facilmente utilizado por qualquer pessoa.  Para segurança do consumidor as empresas responsáveis pelo teste disponibilizam um serviço de apoio prestado via WhatsApp, através do qual é possível colocar dúvidas, pedir apoio adicional e enviar fotos dos testes. Como explica Catarina Almeida, Diretora da Pantest “além da qualidade do próprio teste, uma das nossas preocupações é assegurar que o consumidor terá acesso a toda a informação, de modo a que o processo de autodiagnóstico seja realizado da forma mais correta e segura”.

Com elevados níveis de fiabilidade, acima do desempenho mínimo que é estipulado para os autotestes pelas autoridades nacionais (sensibilidade superior ou igual a 80% e especificidade superior ou igual a 97%), o Teste Rápido do Coronavírus Ag (N)(Fossas Nasais) da Pantest apresenta valores na ordem dos 95,7% de sensibilidade e 99,1% de especificidade. Para Carlos Monteiro da Biojam “não há dúvida que os autotestes nasais produzidos pela Pantest apresentam elevados padrões de qualidade, garantindo ao consumidor uma solução de diagnóstico com níveis de precisão próximos de um teste PCR”.

Com inúmeras soluções terapêuticas e de diagnóstico já registadas no Infarmed, tanto a Biojam como a Pantest acreditam que o teste, que já se encontra em produção, faz parte do grupo restrito de pedidos de autorização que foram corretamente submetidos e como tal é expetável que até ao final da semana seja dada autorização de comercialização. “Até ao momento foram apresentados todos os elementos solicitados pelo Infarmed, os quais estamos confiantes que correspondem às exigências das autoridades. Além da certeza que temos em relação à qualidade do produto, e na linha daquilo que tem sido a estratégia do governo nos últimos anos no que toca as políticas de apoio à produção nacional, consideramos que hoje, mais do que nunca, é fundamental apoiar as empresas como a Pantest e a Biojam que têm investido em investigação e na produção de produtos inovadores”, acrescenta Carlos Monteiro.

Arritmologia é uma subespecialidade da Cardiologia
O Hospital de Guimarães, apesar de inserido numa das regiões do país mais afetadas pela pandemia, tem sido um verdadeiro caso...

O Serviço de Cardiologia do Hospital de Guimarães explica que “para nós foi fundamental manter a atividade nesta área porque estamos a falar de intervenções que salvam vidas, quer seja a implantação de um dispositivo cardíaco ou a realização de um estudo electrofisiológico e de uma ablação. Fazer menos um procedimento pode corresponder a uma vida perdida”.

“Uma organização rigorosa e clara definição de prioridades ajudou-nos a manter a atividade, mesmo considerando que foi no espaço físico da Unidade de Diagnóstico e Intervenção Cardiovascular do Serviço de Cardiologia que funcionou o Bloco Operatório, durante os três meses da 1ª vaga.”

A Arritmologia é uma subespecialidade da Cardiologia que se dedica ao diagnóstico e tratamento das arritmias cardíacas. As arritmias cardíacas são distúrbios dos batimentos do coração, que podem ocorrer de forma lenta (bradicardia), rápida (taquicardia) ou irregular (arrítmica). Alguns dos sintomas associados são palpitações (acompanhados ou não de mal-estar), cansaço, falta de ar, suor excessivo, sensação de desmaio ou mesmo desmaio. Por vezes o diagnóstico de arritmia é apenas identificado em exames de rotina sem que o paciente tenha tido qualquer tipo de sintoma. Uma das arritmias mais comuns é a fibrilhação auricular durante a qual o coração bate de forma irregular. A fibrilhação auricular é uma das principais causas de acidentes vasculares cerebrais (AVC), devendo por isso ser detetada e tratada atempadamente de forma a evitar outras complicações. Alguns dos tratamentos específicos para tratar os diferentes tipos de arritmias passam por fármacos antiarrítmicos, implantação de dispositivos cardíacos (pacemakers e cardioversores-disfibrilhadores) ou realização de estudos eletrofisiológicos e ablação.

Assim sendo, por ocasião do Dia Mundial da Saúde que se assinala no dia 7 de abril, o Hospital de Guimarães lembra a todos as pessoas com problemas relacionados com o ritmo cardíaco que é seguro procurarem o seu hospital para serem tratadas e que o diagnóstico e intervenção precoces são fundamentais para o sucesso do tratamento.

 

 

 

 

 

Dores de barriga
A prevalência da dor abdominal funcional em idade pediátrica tem um peso significativo nas consultas de gastroenterologia...

“Geralmente na dor abdominal funcional não precisamos de ser invasivos em termos de exames médicos, até porque podemos estar a preocupar os pais e a criança, o que pode perpetuar ainda mais o quadro. A dor abdominal funcional está relacionada com alterações do eixo intestino-cérebro do qual participa a microbiota intestinal”, afirma a especialista.  

Rosa Lima explica que no nosso intestino existem triliões de microrganismos, a que se dá o nome de microbiota intestinal e onde bactérias benéficas e nocivas competem entre si. Os desequilíbrios neste ecossistema podem provocar doenças. “Se nós conseguirmos modelar a microbiota intestinal, por exemplo com probióticos, podemos controlar a doença”, sublinha. Acrescenta ainda que o tratamento, para ser bem-sucedido, deve também ter em conta a dimensão biopsicossocial da criança. 

Quando procurar um médico 

Para fazer um correto diagnóstico, “importa saber as características da dor, se a criança está bem, se tem tido uma evolução ponderal adequada, se é uma criança saudável fora dos períodos da dor”. Associados à dor podem estar outros sinais e sintomas como problemas de defecação (obstipação ou diarreia), vómitos ou regurgitação. 

Acrescenta, no entanto, que “há um conjunto de sinais aos quais devemos estar atentos no sentido de perceber se estamos perante um quadro funcional ou de doença orgânica”. Explica que a dor funcional se localiza, geralmente, na região à volta do umbigo, enquanto outros quadros de dor podem estar noutras localizações e obrigam a considerar outros diagnósticos. “Entre os sintomas que devem levar a uma consulta no médico estão os vómitos persistentes (por vezes acompanhados de sangue), dor perianal, perda de peso e febre. “Se com a dor abdominal existem também estes sintomas, estes têm de ser investigados de forma mais exaustiva por um médico”, salienta. 

Entre os fatores que podem interferir com a dor e com a forma como a criança a perceciona estão a alimentação, a ansiedade, o uso excessivo de antibióticos (desequilibram a microbiota, causam diarreia), o divórcio parental ou o bullying. Às vezes as crianças expressam situações angustiantes através da dor. Daí que seja importante ter em conta estes fatores na análise clínica e no tratamento.  

Quanto aos probióticos – organismos vivos que quando administrados na dose adequada conferem benefícios à saúde do hospedeiro – refere que os Lactobacillus reuteri, os Bifidobacterium infantis e o Lactobacillus rhamnosus demonstraram, em diversos estudos, eficácia na redução do risco e no tratamento de distúrbios de dor funcional em pediatria. “Tendo em conta que existe uma relação entre a microbiota intestinal e os distúrbios gastrointestinais funcionais na criança, o uso de probióticos abre possibilidades terapêuticas e preventivas interessantes”, remata a médica. 

Distinguir projetos científicos inovadores
A 3.ª edição do Prémio MSD de Investigação em Saúde pretende distinguir projetos científicos inovadores, de qualidade e com...

O período de candidaturas da edição deste ano decorre entre 1 de abril e 17 de maio e podem concorrer equipas de profissionais de saúde em representação de instituições de prestação de cuidados de saúde, públicas ou privadas, assim como de instituições científicas sem fins lucrativos. As equipas, que terão de ser constituídas, no mínimo, por um médico interno e um médico especialista, devem submeter os seus projetos através do site do Prémio: www.premiomsdinvestigacaoemsaude.pt]www.premiomsdinvestigacaoemsaude.pt.

A avaliação dos trabalhos, por parte do júri, decorrerá entre 24 de maio e 8 julho.  Para selecionar o Grande Vencedor, ao qual será atribuído um prémio no valor de 10 000€, a Comissão de Avaliação terá em consideração critérios como a criatividade, relevância do projeto para a população-alvo, estrutura, objetivo, metodologia e exequibilidade dos protocolos. Este ano, será ainda atribuída uma menção honrosa no valor de 1 500€ a cada uma das duas candidaturas finalistas.

A Comissão de Avaliação é constituída pelos especialistas Catarina Resende de Oliveira, Emília Monteiro, Henrique Luz Rodrigues, Jorge Torgal Garcia, Manuel Abecasis, Mariana Monteiro e o Prof. Nuno Sousa.

Em 2020, num ano tão particular marcado pela conjuntura pandémica, o Prémio MSD de Investigação em Saúde superou todas as expectativas com os resultados alcançados. Foram contabilizadas mais de 100 candidaturas, submetidas por equipas e instituições científicas de 28 áreas de interesse, onde se destaca a Oncologia, a Cardiologia, a Endocrinologia e a Infeciologia, provenientes de 14 distritos.

O Grande Vencedor da 2.ª edição do Prémio MSD de Investigação em Saúde foi o protocolo “Uncovering novel prognostic and predictive epigenetic biomarkers in malignant testicular germ cell tumours”, desenvolvido por uma equipa do IPO do Porto liderada por João Lobo, Médico Interno de Anatomia Patológica. Este projeto visa descobrir novos biomarcadores epigenéticos de diagnóstico/prognóstico, bem como novos tratamentos menos tóxicos, para o cancro de células germinativas do testículo, um dos tumores mais comuns em homens adolescentes e adultos-jovens.

Os vencedores da edição de 2021 do Prémio MSD de Investigação em Saúde serão conhecidos na Conferência Leading Innovation, Changing Lives, que decorrerá a 6 de novembro.

Alimentação saudável
No dia que marca o regresso dos alunos do 2º e 3º ciclo às escolas, a Direção Geral de Saúde e a Direção-Geral da Educação...

O guia apresenta algumas regras simples para a constituição de um lanche saudável, descreve os alimentos que devem fazer parte das lancheiras escolares, nomeadamente os alimentos “a privilegiar”, a consumir “de vez em quando” e “a evitar”, bem como as suas características nutricionais.

Por outro lado, são disponibilizadas diversas receitas simples, saudáveis e saborosas e uma sugestão de uma ementa que mostra que é possível garantir variedade, utilizando na sua grande maioria (mais de 90%) alimentos que se enquadram no grupo dos “a privilegiar”. A par destas informações é apresentada uma checklist de verificação de um lanche saudável e diferentes estratégias para incentivar as crianças a valorizarem e a apreciarem lanches saudáveis.

 

Oferta de pintura a óleo
Numa homenagem a todos os profissionais de enfermagem do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, o artista plástico Vítor...

“É uma honra poder representar todos os enfermeiros e todas as enfermeiras do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) na generosa homenagem que lhes foi feita, através da oferta da pintura a óleo intitulada “Anjos de Branco” - Pandemia 2020-2021, da autoria do artista plástico Vítor Costa”, refere Áurea Andrade, Enfermeira Diretora do CHUC, aquando da receção da obra com que Vítor Costa quis homenagear todos os profissionais de enfermagem do CHUC.

Áurea Andrade começa por “agradecer a todos os profissionais de enfermagem pelo empenho e envolvimento na resposta conseguida às necessidades de cuidados e, também, de forma especial, quero agradecer ao artista plástico Vítor Costa por nos ter distinguido com esta magnífica pintura, “Anjos de Branco”, a qual recebemos com grande responsabilidade e sentido de missão. Manifesto, em meu nome pessoal e em nome de todos os enfermeiros e de todas as enfermeiras do CHUC, o maior apreço e gratidão pela enorme generosidade”. 

A Enfermeira Diretora do CHUC aproveitou também a ocasião para enaltecer e reconhecer o contributo dos enfermeiros “que durante o internamento no hospital estão presentes na vida dos doentes em permanência, acompanhando-os na evolução do seu processo de saúde-doença. E com o aparecimento da Pandemia da Covid 19, os enfermeiros e as enfermeiras foram uma das pedras basilares da “defesa” da saúde de todos os cidadãos, intervindo quer na designada "linha da frente" quer em todas as linhas de defesa contra a pandemia, focados essencialmente no seu sentido de missão e no dever de operacionalizar e garantir a resposta de cuidados seguros, com impacto na perceção de todos os atores que integram as equipas de saúde”, disse.

“Contudo, também é verdade, que a par dos enfermeiros e das enfermeiras, estão todos os outros profissionais de saúde, que operam num verdadeiro trabalho de equipa multiprofissional e interdisciplinar consubstanciando o sucesso do processo de cuidados de saúde, onde os cuidados de enfermagem têm uma grande preponderância tanto na resposta autónoma como interdependente, mobilizando bem o seu acervo de competências.

Tendo consciência de que este legado está longe de terminar, a confiança depositada no CHUC e nos seus enfermeiros e enfermeiras sai reforçada pela resposta que este centro hospitalar e todos os seus profissionais têm sido capazes de operacionalizar no combate à pandemia da Covid-19”, rematou Áurea Andrade.

 

A importância do diagnóstico precoce
Estimando-se que afete cerca de 70 mil portugueses, a Artrite Reumatoide é uma das doenças reumática

Segundo a especialista em reumatologia, “a artrite reumatoide é uma doença reumática crónica inflamatória em que, por uma razão desconhecida, o organismo deixa de reconhecer a articulação, ou os órgãos afetados, como seus e reage contra eles (reação autoimune)”. Sabe-se, no entanto, que alguns fatores genéticos e ambientais como “o tabaco ou infeções, alterações hormonais, stress”, podem condicionar seu o desenvolvimento.

Atingindo, sobretudo, as mãos, punhos, cotovelos e pés, os principais sintomas da doença são a dor, o inchaço das articulações, a diminuição da mobilidade das articulações e a rigidez matinal. “O doente sente-se muito “preso” ao realizar movimentos nas primeiras horas após acordar ou após longos períodos de repouso”, explica a vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Reumatologia. Fadiga, cansaço, febre e perda de peso são outros dos sintomas frequentes. Contudo, e embora tenha “como manifestação principal o envolvimento das articulações”, esta patologia “pode afetar outros órgãos, como o coração, o pulmão, a pele, o olho, o sistema nervoso periférico, e ter outras manifestações clínicas”, esclarece Ana Filipa Mourão.

Entre as principais complicações, a especialista destaca “as deformidades articulares com compromisso funcional das articulações envolvidas”, que muitas vezes exige a colocação de próteses – “principalmente nas ancas e joelhos”.

“O doente também pode referir adormecimento e perda de força nas mãos (síndrome do túnel cárpico), rotura dos tendões das mãos, osteoporose (que pode ser agravada se o doente estiver medicado durante muito tempo com corticosteroides), atrofia muscular, e, dependendo das manifestações da doença, podem existir complicações no pulmão, nos olhos, e na pele”, acrescenta a reumatologista. Por outro lado, sublinha, a utilização de determinados fármacos pode comprometer o sistema imunitário do doente que fica mais suscetível ao desenvolvimento de infeções.

“A depressão é o distúrbio psiquiátrico mais associado à artrite reumatoide, muitas vezes associado ao isolamento e escasso suporte social”, acrescenta.

Com um elevado impacto económico e social, a Sociedade Portuguesa de Reumatologia tem vindo a alertar para a necessidade de “reforçar o número de unidades hospitalares com serviço de Reumatologia e de quadros técnicos e recursos humanos especializados”. A título de exemplo, Ana Filipa Mourão indica que só o diagnóstico precoce da artrite reumatoide representaria uma poupança média anual “por cada novo caso” de 30% ao Estado. Segundo a especialista, cerca de 51,8% da população não tem acesso a consultas da especialidade ficando, muitas vezes, por tratar.

“No seu todo, as patologias reumáticas e músculo-esqueléticas representam um problema de âmbito mundial que requer a intervenção urgente e concertada das instituições que devem zelar pela saúde pública, numa ótica global e nacional”, alerta a reumatologista.

Atualmente existem cada vez mais fármacos que são muito eficazes no tratamento da artrite reumatoide

De acordo com Ana Filipa Mourão, o tratamento da artrite reumatoide “inclui os analgésicos e os anti-inflamatórios para o controlo da dor (estes não alteram a progressão da doença), os corticosteroides, que  podem ser utilizados em combinação com outros fármacos ou nas infiltrações articulares, e os  fármacos modificadores da doença (os DMARDs), nomeadamente os DMARDs convencionais, como o metotrexato, a leflunomida, a sulfassalazina e a hidroxicloroquina, e outros fármacos mais sofisticados (os chamados fármacos biológicos)”.

“Na última década tem havido uma melhoria significativa no tratamento desta doença com a utilização mais eficaz dos medicamentos existentes e o aparecimento de cada vez mais novos fármacos no mercado”, esclarece sem deixar de reforçar a importância do seu estabelecimento precoce: “o tratamento correto e numa fase precoce da doença é crucial, potenciando a probabilidade de o doente com artrite reumatoide ter uma vida praticamente normal, ficando a doença num estado de remissão, ou seja, sem atividade clínica que leve a dano ou incapacidades futuras. Independentemente da gravidade da doença, os resultados obtidos são tanto melhores quanto mais precocemente e criteriosamente o tratamento seja iniciado”.

Assim, e uma vez que esta doença pode atingir qualquer pessoa em qualquer idade, a especialista recomenda que “uma pessoa que tenha dor mantida nas articulações deve procurar um profissional de saúde, nomeadamente o seu médico de família, para o encaminhar para uma consulta de Reumatologia”. “O doente com artrite reumatoide pode ter uma vida praticamente normal”, justifica.

Entre outros conselhos, a especialista considera essencial a adoção de um estilo de vida saudável. “Os doentes fumadores devem deixar de fumar (há estudos que apontam para o tabaco como potenciador de doença ou de agravamento de doença estabelecida, sendo esta mais uma razão para promover a evicção tabágica em todas as idades); em doentes com excesso de peso, é aconselhada a perda ponderal para prevenir o desgaste articular e outras doenças, como hipertensão e diabetes, e os doentes devem ter uma dieta equilibrada, do tipo mediterrânica, com quantidade suficiente de frutos e vegetais (antioxidantes) e sem excesso calórico, nem de gorduras e com uma quantidade moderada de proteínas”, explica.

Por outro lado, e uma vez que a doença pode causar perda muscular por atrofia e, consequentemente, dificuldades motoras, “é sempre recomendada a prática de exercício físico, devidamente orientada pela equipa médica, com exercícios isotónicos e isométricos para fortalecimento muscular e manutenção da função articular, e exercícios aeróbicos para otimização do sistema cardiorrespiratório”.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Reflexão sobre saúde e cidadania
No âmbito do dia Mundial da Saúde, que se assinala a 7 de abril, a Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP) vem...

Segundo a APDP, “é necessário acabar com a visão de que a diabetes é uma doença provocada pelo estilo de vida, sem considerar a sua complexidade, a influência da genética, dos ambientes obesogénicos e o impacto das desigualdades sociais”. Uma abordagem da “saúde em todas as políticas” ajuda a projetar comunidades mais favoráveis à saúde e não à doença, através de melhores condições de habitação, emprego, transportes, entre outras políticas sociais, declara a Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal. Por isso, “as escolas, de todos os níveis de ensino, devem integrar no seu currículo perspetivas práticas de educação para a saúde. As estratégias de prevenção e diagnóstico precoce devem envolver as organizações de base comunitária, além das unidades de saúde”, advoga.

Por outro lado, “é fundamental reforçar os cuidados de proximidade, assegurando a sua agilização, garantindo um médico para cada cidadão, e criando uma forte articulação com as autarquias e o sector social. Devem ser implementados novos modelos de prestação de cuidados através da criação de unidades integradas e multidisciplinares, a exemplo do trabalho desenvolvido pela APDP, com objetivos centrados em resultados de saúde relevantes para as pessoas e que promovam a autonomia e os cuidados personalizados e centrados na avaliação de necessidades”.

Por fim, é fundamentar garantir o acesso aos cuidados de saúde. “É essencial assegurar o acompanhamento, a vigilância e os cuidados de qualidade das pessoas com diabetes. A aposta na educação terapêutica e no apoio pelos pares deve ser incluída nos serviços de saúde, dada a evidência da sua eficácia para o apoio psicológico, melhoria dos resultados de saúde e bem-estar. O acesso à inovação deve ser garantido com base em modelos de avaliação que incluam as pessoas com diabetes e resultados que, para elas, sejam relevantes. A integração de novas tecnologias e a digitalização da saúde devem ser acompanhadas de estratégias de aumento da literacia em saúde e de mecanismos que assegurem que ninguém fica para trás”, escreve em comunicado.

“Este é um tempo de mudança que nos desafia e nos desperta para a necessidade urgente de medidas concretas e eficazes. A resposta a estes desafios será tanto mais eficaz quanto melhor formos capazes de incluir as pessoas com diabetes em todos os níveis dos processos de decisão. É necessário mudar o paradigma da comunicação entre as pessoas com diabetes e o sistema de saúde e aproveitar todo o conhecimento que elas podem introduzir”, afirma José Manuel Boavida, presidente da APDP.

A ideia é sublinhada por João Raposo, diretor clínico da APDP que considera ser “importante que as entidades oficiais e governamentais assumam a implementação de ações sustentadas na experiência e no conhecimento existentes, incluindo o das associações de doentes. Este período de pandemia que vivemos foi e é uma tremenda amostra da importância quer na morbilidade quer na mortalidade das doenças crónicas em geral e da diabetes em particular”.

Neste ano de 2021, sob o signo da pandemia da Covid-19, a APDP comemora os 100 anos da descoberta da insulina e 95 anos da fundação desta associação. A introdução de um dos primeiros medicamentos “milagre” e o aparecimento do movimento associativo de cidadãos com doença levam a APDP a lançar esta reflexão sobre saúde e cidadania. A aposta na inovação, na literacia em saúde e a adequação dos cuidados de saúde às necessidades específicas das doenças crónicas são outras prioridades que a APDP aponta neste manifesto, que pode ser lido aqui: apdp.pt/noticias/dia-mundial-da-saude/.

O que muda
A partir de hoje o país avança com as medidas de desconfinamento previstas pelo Governo. Incidência e ritmo de transmissão da...

Assim, a partir de hoje, as lojas com porta para a rua com menos de 200 metros quadrados deixam de ter de vender ao postigo e passam a poder ter as suas portas abertas ao público, para, de acordo com a rotação e as regras da Direção-Geral da Saúde, poderem fazer atendimento presencial.

Os restaurantes, pastelarias e cafés com esplanada podem reabrir, com grupos limitados a quatro pessoas

Hoje volta a ser possível comprar roupa e outros bens cuja venda estava proibida nos hipermercados, por motivos de concorrência, uma vez que passa também a ser possível comprá-los nas lojas de rua que tenham até 200 m2.

Nesta segunda fase de desconfinamento, reabrem também os ginásios, mas ainda sem autorização para aulas de grupo. Passa a ser permitida a prática de modalidades desportivas de baixo risco, enquanto os eventos desportivos vão continuar a decorrer sem a presença de público.

 

Segunda fase de testagem
A garantia do Ministério da Educação que já confirmou que a segunda fase dos processos de testagem de professores e...

“O processo de testagem em estabelecimentos de educação e ensino do setor público e do setor privado prossegue a partir da próxima segunda-feira, coincidindo com o início do 3.º período letivo e com a retoma das atividades presenciais dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico”, escreve em comunicado.

De acordo com o Ministério da Educação cerca de “150 mil trabalhadores docentes e não docentes vão ser testados entre os dias 5 e 9 de abril, dando continuidade à implementação da Estratégia Nacional de Testes para SARS-CoV-2 e de acordo com a conhecida orientação conjunta do passado mês de março”.

Durante este processo garante que “será testada a totalidade de pessoal docente (PD) e de pessoal não docente (PND) dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico (do 5.º ao 9.º ano) dos estabelecimentos de todos os concelhos, bem como a totalidade de PD e PND da Educação Pré-Escolar, 1.º ciclo do ensino básico, e todos os trabalhadores de AAAF, AEC e CAF1 dos concelhos com taxa de incidência superior a 120 casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias”.

“De acordo com informação prestada pela Direção-Geral da Saúde, todos os docentes e não docentes vacinados deverão ser igualmente testados», revela o comunicado adiantando que «entre a primeira fase (que se iniciou em janeiro) e a segunda fase (que arrancou no passado dia 15 de março) foram já realizados mais de 150 mil testes de antigénio à Covid-19”.

 

Apenas 27% da população acima dos 80 anos foi vacinada
A União Europeia encerrou o primeiro trimestre das campanhas de vacinação sem cumprir um único dos objetivos que fixou....

A UE também não conseguiu cumprir o cronograma de distribuição de dose planeado, embora, neste caso, tenha sido devido a falhas de fornecimento na AstraZeneca, que entregou 70 milhões de doses a menos do que o prometido. Bruxelas espera relançar as campanhas em abril e atingir a meta de 70% da população adulta vacinada até o final do verão.

Dados do Centro Europeu para Controle e Prevenção de Doenças (ECDC) mostram que apenas 27% da população com mais de 80 anos recebeu as duas doses necessárias para obter imunidade. De acordo com o ECDC, apenas quatro dos 27 parceiros da UE ultrapassaram o limiar de 80% (Finlândia, Irlanda, Malta e Suécia) e outros dois (Dinamarca e Portugal) estão prestes a fazê-lo. Em Espanha, que não forneceu dados ao ECDC, pouco mais de um terço da população com mais de 80 anos recebeu ambas as doses e 70% recebeu pelo menos uma.

No que diz respeito ao setor da saúde, o ECDC dispõe de poucos dados porque apenas 13 Estados enviaram informações. Esses dados indicam que 47% dos profissionais de saúde já foram vacinados e cerca de 61% receberam a primeira dose.

 

Países endurecem medidas
A Organização Mundial da Saúde (OMS) criticou esta quinta-feira a lentidão "inaceitável" da vacinação na Europa. ...

A Europa abriga 12% da população mundial e já administrou mais de 152 milhões de doses da vacina contra a Covid-19, ou seja, um quarto das injetadas no mundo. Na Europa, 10% da população recebeu uma dose da vacina e 4% as duas, segundo a organização.

Neste contexto, e de acordo com o jornal El Mundo, muitos países europeus já estão a intensificar as medidas para tentar impedir a propagação do vírus, especialmente limitando as viagens.

A Alemanha vai fortalecer nos próximos "8 a 14 dias" o controlo nas fronteiras terrestres, e a Itália decidiu estender as medidas restritivas até 30 de abril. Na Áustria, a região de Viena ficará confinada na Páscoa.

Em França, onde a situação de saúde se vem deteriorando há várias semanas, as escolas vão ficar fechadas durante pelo menos três semanas e as restrições vão ser estendidas a todo o território.

O consumo de álcool nas ruas vai ser proibido nas próximas semanas e o acesso a locais propícios para reuniões ao ar livre também pode ser limitado, anunciou o primeiro-ministro francês, Jean Castex.

 

Tratamento realizado pela primeira vez
O Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central realizou pela primeira vez em Portugal um procedimento inovador na área da...

A intervenção pouco invasiva com dispositivos TricValve aconteceu pela primeira vez a 5 de março, no laboratório de Hemodinâmica do polo Hospital de Santa Marta, tendo sido dirigida por Duarte Cacela e logo em dois doentes de faixas etárias distintas.

A válvula tricúspide é referida no meio cardiológico como a “válvula esquecida”, não sendo alvo das mesmas inovações tecnológicas disponibilizadas às válvulas aórtica e mitral. A sua insuficiência é uma patologia comum em doentes com doença cardíaca valvular mitral e/ou aórtica e está associada de forma independente a uma elevada taxa de mortalidade.

A maioria dos doentes com regurgitação significativa da válvula tricúspide é tratada com medicamentos, apenas cerca de 0,5% são submetidos a reparação e menos ainda a substituição valvular. Com o procedimento agora introduzido, a capacidade de tratar este tipo de pacientes ganha novos horizontes.

 

Novas infeções desceram ligeiramente
Portugal registou, nas últimas 24 horas, 11 mortes e 592 novos casos de infeção por Covid-19. O número de doentes internados...

Segundo o boletim divulgado, a região de Lisboa e Vale do Tejo foi aquela onde morreram mais pessoas com Covid-19, seis das 11 registadas no território continental. A região norte contabiliza mais quatro mortes e a região centro uma desde o último balanço. As restantes regiões do país, incluindo as regiões autónomas da Madeira e Açores, não registaram nenhum óbito.

Quanto ao número de novos casos, o boletim epidemiológico divulgado hoje, pela Direção Geral da Saúde, mostra que foram diagnosticados 592 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo contabilizou 267 novos casos e a região norte 150. Desde ontem foram diagnosticados mais 41 na região Centro, 35 no Alentejo e 64 no Algarve. No arquipélago da Madeira foram identificadas mais 26 infeções e nos Açores nove.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 538 doentes internados, menos 20 que ontem. No entanto, as unidades de cuidados intensivos passaram a ter mais dois doentes internados. Atualmente, estão em UCI 129 pessoas.

O boletim desta quarta-feira mostra ainda que, desde ontem, 702 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 778.912 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 26.543 casos, menos 121 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância menos 150 contactos, estando agora 15.950 pessoas em vigilância.

Balanço
Cerca de 75 mil pessoas ligaram para a Linha de Aconselhamento Psicológico do SNS 24 desde que foi criada, há um ano, um mês...

Luís Goes Pinheiro fez um balanço «muito positivo» deste serviço que atendeu num ano cerca de 75.000 pessoas, das quais quase seis mil eram profissionais de saúde. «Podemos dizer que tem sido um sucesso porque, acima de tudo, as pessoas têm procurado esta linha e têm obtido respostas», adiantou o presidente dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, revelando que outubro foi o mês com «maior procura». Seguiu-se o mês de abril do ano passado, após o lançamento do serviço numa altura em que o país vivia «ainda um período de grande incerteza quanto à pandemia» e decorria o primeiro confinamento.

«No primeiro confinamento as pessoas tinham muita ansiedade, muito stress, muitas dúvidas também quanto ao seu futuro, designadamente, profissional e, portanto, houve de facto uma procura da linha motivada pelo choque inicial do embate com a pandemia», apontou.

A segunda vaga voltou a gerar «uma intranquilidade nas pessoas que resultou nesta maior procura de apoio da linha do aconselhamento psicológico», explica, acrescentando que se verificou um novo aumento na procura de apoio em janeiro de 2021 quando ocorreu a terceira vaga.

A linha de aconselhamento psicológico, que está disponível 24 horas por dia, sete dias por semana e que conta com 50 a 100 profissionais, um número que vai variando conforme a procura do serviço, enquadra-se na estratégia nacional de saúde mental.

 

 

Cuidado com as mentiras
Para assinalar o dia das mentiras, o cientista Fabiano de Abreu alerta para a mitomania. “Mentir pode ser parte da estratégia...

Segundo o neurocientista e psicanalista, "O ato de mentir é por antemão uma defesa criada pelo nosso cérebro para evitar sofrer algum tipo de dor, seja simbólica ou real. Mentir pode ser parte da estratégia para a nossa sobrevivência, mas também pode ser simplesmente o gosto pela mentira, pela sensação de prazer e recompensa desencadeada.".

Muitas vezes não temos consciência de que estes processos têm raízes biológicas e nem sempre temos total controlo sobre eles.

"Mentir é uma ação desenvolvida com o processo evolutivo cerebral do ser humano, deixando evidente que além da realidade em que vivemos, existe um mundo inacessível em todos nós. Este é utilizado quando existe uma necessidade de alcançar algum objetivo, como se ativado o modo de sobrevivência quando a região primitiva é acionada com medo de sentir as punições e/ou enfrentar as consequências das ações realizadas", esclareceu o também neuropsicólogo.

No entanto, devemos ter em atenção quando limites são ultrapassados e quando uma mentira não é meramente uma simples mentira.  Quando o ato de mentir se torna compulsivo tem que se admitir que existe um problema. A mitomania é considerada uma patologia. As principais causas da mentira patológica são decorrentes de traços da personalidade, problemas nas relações familiares e experiências estressantes ou traumáticas.

"O ato de mentir exageradamente faz com que forcemos o nosso cérebro a trabalhar de maneira inadequada, criando um ciclo vicioso devido a sensação de recompensa liberada pelo neurotransmissor dopamina.

Essa compulsividade altera significativamente a forma do nosso cérebro trabalhar", refere o especialista.

Quando isto ocorre em crianças temos que ter em conta as alterações que podem ocorrer e como estas podem prejudicar toda a sua formação.

"Quando a mentira chega a um ponto a criança em que não consegue mais dizer a verdade, ela torna-se um adulto estrategista e frio, desencadeando desde cedo ansiedade, depressão e negatividade perante a própria vida. Tal acontece, pois, as sinapses são alteradas na região do córtex pré-frontal, criando essas anormalidades, precisando ser tratadas", explica o neurocientista. "Em caso de mentira e a perceção dela, os pais deverão conversar com as crianças, mostrando que tal ato não deve ser repetido, sem criar algum tipo de receio traumático. Quando identificada uma situação crónica é necessária uma intervenção terapêutica", concluí.

Com base em vários ensaios clínicos
No âmbito do Dia Mundial da Consciencialização do Autismo, que se assinala amanhã, o laboratório português BebéVida alerta que...

Nos últimos anos, vários ensaios clínicos têm demonstrado que a utilização do sangue e dos tecidos do cordão umbilical é não só um procedimento seguro como apresenta benefícios terapêuticos em crianças diagnosticadas com autismo, já que promove a redução de sintomas clínicos de PEA, melhorias comportamentais, incluindo capacidades sociais e de comunicação, e melhorias fisiológicas, ao aumentar a conetividade neuronal.

É o caso do ensaio clínico realizado pela equipa de Joanne Kurtzberg, especialista de renome internacional em hemato-oncologia pediátrica e pioneira no uso do sangue do cordão umbilical em transplantação hematopoiética como alternativa aos transplantes de medula óssea. Em 2018, este ensaio clínico revelou que a infusão intravenosa de sangue autólogo (do próprio doente) do cordão umbilical em crianças com PEA era segura, viável e bem tolerada uma vez que, ao longo dos 12 meses, não se registaram quaisquer efeitos adversos. Foi também possível observar uma diminuição da gravidade geral dos sintomas de autismo, uma melhoria em medidas padronizadas de vocabulário e em medidas de atenção sustentada. Os pais das crianças envolvidas no estudo relataram ainda melhorias significativas no comportamento e em habilidades de comunicação social.

Simultaneamente, outros ensaios clínicos, que avaliaram o efeito terapêutico específico das células mesenquimais no autismo, sugerem melhorias dos sintomas em crianças com PEA. Destaca-se que a infusão repetida de células mesenquimais do tecido do cordão umbilical (alogénico) reduz a desregulação inflamatória presente nestes pacientes através da diminuição dos níveis de citocinas inflamatórias. É de sublinhar que esta terapêutica é segura e viável ​​em crianças com autismo, devendo sempre a infusão ser realizada por médicos competentes e qualificados.

As células mesenquimais, provenientes do tecido do cordão umbilical, são consideradas um produto de terapia avançada com utilidade terapêutica. De acordo com Andreia Gomes, responsável pela unidade de Investigação e Desenvolvimento (I&D) do laboratório português de tecidos e células estaminais BebéVida, “estas células estão cada vez mais presentes e próximas de serem consideradas uma ferramenta poderosa na medicina regenerativa e reconstrutiva devido à sua capacidade de auto-renovação e diferenciação. Apresentam também uma baixa imunogenicidade, propriedades imuno-modulatórias, capacidade de ‘homing’ (capacidade de migração para os locais de inflamação após infusão), produção e libertação de várias moléculas bioativas que auxiliam na reparação e/ou regeneração de, por exemplo, tecidos cardíacos e tecidos cerebrais”.

Embora sejam necessários mais estudos para que os tratamentos com recurso ao sangue do cordão umbilical em crianças com autismo sejam implementados na prática clínica, Andreia Gomes explica que “é já certo que o sangue do cordão umbilical é uma fonte disponível para transplante de células hematopoiéticas, apresentando várias características benéficas como baixa imunogenicidade, não exigindo uma correspondência rigorosa do antigénio leucocitário humano como acontece com outras fontes de células hematopoéticas. Uma vez criopreservado, os tecidos e células estaminais ficam prontamente e facilmente disponíveis, o que representa grandes vantagens face a outras fontes de células mesenquimais, como por exemplo a medula óssea, em que é necessário encontrar um dador compatível e disponível para se submeter a um processo invasivo”.

De acordo com a Associação Americana de Psiquiatria, as PEA são consideradas uma síndrome neuro-comportamental com origem em alterações do sistema nervoso central que afeta o desenvolvimento normal da criançaA designação de espetro foi atribuída pela variabilidade dos sintomas, desde as manifestações mais leves até às formas mais graves, podendo ser distribuídos em três grandes domínios de perturbação: social, comportamental e comunicacional. Habitualmente, os sintomas ocorrem nos primeiros três anos de vida, no entanto, podem não se manifestar inteiramente até as interações sociais excederem o limite das capacidades da criança.

Cerimónia de apresentação decorreu hoje
A MatosinhosHabit, como forma de agradecimento a todos os profissionais que estiveram na linha da frente no combate ao Covid-19...

No mês em que se assinala um ano de pandemia no nosso país, a MatosinhosHabit, em parceria com a Câmara Municipal de Matosinhos e o Centro Incentivar a Partilha (CIaP), promoveu a criação de um mural artístico numa parede no centro da malha urbana de Matosinhos.

Da autoria do artista matosinhense Paulo Boz, o mural localiza-se no conjunto habitacional Cruz de Pau, mais precisamente no muro do Centro Incentivar a Partilha, e pretende ser uma memória viva de quem esteve no combate à pandemia do novo coronavírus.

Tiago Maia, administrador da MatosinhosHabit, sublinha que «o nosso propósito com esta iniciativa é, acima de tudo, prestar homenagem a quem esteve sempre ao nosso lado, a defender-nos de um “vírus desconhecido” e que nunca baixou os braços perante a adversidade. Queremos que este mural perpetue assim o nosso agradecimento público e tributo ao espírito de serviço e resiliência de todos os profissionais no nosso país, não apenas os relacionados com o setor da saúde, mas também de outras áreas nomeadamente, bombeiros, polícias, profissionais de limpeza, entre muitos outros.»

A cerimónia de apresentação do mural decorreu hoje, com a presença do administrador da MatosinhosHabit, Tiago Maia, do vereador do Ambiente, Correia Pinto, e da Proteção Civil, José Pedro Rodrigues, de responsáveis do CIaP, da Rede Ambiente e de elementos da Polícia Municipal e de várias corporações de bombeiros locais.

 

Comunicado
A Agência Europeia de Medicamentos (EMA – sigla em inglês) reafirma segurança da vacina contra a Covid-19 da AstraZeneca,...

De acordo com a EMA, não foi comprovada nenhuma “ligação causal com a vacina”, no entanto, a agência continua a investigação. Assim, ressalva que, mesmo que os benefícios superem os riscos, as pessoas devem estar cientes da “possibilidade remota” da ocorrência de coágulos sanguíneos raros.

Embora as mulheres jovens e de meia-idade tenham sido as mais afetadas, a análise da Agência Europeia de Medicamentos não considerou que esta franja da população esteja particularmente em risco com a injeção de AstraZeneca. Segundo explicou o chefe de monitorização de segurança da EMA, Peter Arlett, as mulheres são, regra geral, mais propensas a desenvolverem CVST do que os homens e duas vezes mais mulheres do que os homens receberam a injeção de AstraZeneca na UE até agora.

“É por isso que, neste estágio, é difícil desvendar por que há uma preponderância de relatos desse efeito colateral potencial muito raro em mulheres mais jovens em particular”, acrescentou.

De acordo com a EMA, não foi comprovada nenhuma “ligação causal com a vacina”, no entanto, a agência continua a investigação. Assim, ressalva que, mesmo que os benefícios superem os riscos, as pessoas devem estar cientes da “possibilidade remota” da ocorrência de coágulos sanguíneos raros.

 

 

 

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