Dia Mundial do Parkinson | 11 de abril
A Associação Portuguesa de Doentes de Parkinson (APDPk) vai assinalar o Dia Mundial da Doença de Parkinson (11 de abril) com...

“Com a pandemia e a maior dificuldade no acesso aos médicos, têm vindo a surgir muitas questões relacionadas com esta doença. Como tal, e como neste momento não é possível realizar sessões presenciais, optámos por nos afastar do modelo habitual e decidimos ir ao encontro dos nossos associados por via digital”, explica Ana Botas, Presidente da APDPk. 

Até dia 19 de março a associação esteve a recolher as dúvidas mais frequentes relacionadas com a doença de Parkinson e que tenham surgido durante o período pandémico. Para esclarecer estas questões, a associação conta com o apoio de Rui Vaz e de Maria José Rosas, respetivamente neurocirurgião e neurologista do Centro Hospitalar e Universitário de São João no Porto, numa sessão que será lançada no website da APDPk no dia 11 de abril. 

O contexto pandémico trouxe desafios que, mediante a capacidade hospitalar, se procuraram minimizar para garantir o melhor tratamento possível destes doentes, procurando manter, sempre que possível, as cirurgias de estimulação cerebral profunda (DBS) para tratamento da doença de Parkinson. 

“Esta iniciativa surge no sentido de melhorar o esclarecimento sobre a doença, mas também sobre os tratamentos disponíveis para quem vive com Parkinson”, explica Rui Vaz, neurocirurgião no Centro Hospitalar e Universitário de São João, acrescentando: “No nosso hospital, consideramos muito importante esta proximidade com a APDPk. Os hospitais têm de estar virados para fora e têm de estar em sintonia com as associações. Além de uma função assistencial no tratamento dos doentes, há também uma outra função no hospital: a de prestar esclarecimentos aos doentes”.  

E “estas ações são importantes para garantir que os pacientes têm consciência da doença, das medicações e dos apoios que podem ter. Sendo realizadas online, torna-se ainda mais fácil e cómodo chegar a estas pessoas, que acabam por conseguir ver algumas das suas questões esclarecidas”, refere Maria José Rosas, neurologista no Centro Hospitalar de São João. 

“Infelizmente, não conseguimos responder a todas as dúvidas, mas fizemos questão de abordar as mais frequentes. E mesmo que não tenham perguntado nada, é importante assistir à sessão, porque, por vezes, as questões dos outros são também as nossas”, apela Ana Botas, que explica que “neste tempo, durante o qual o acesso à rua está mais limitado, há um agravamento de quedas, sendo que o confinamento, o aumento da ansiedade, a falta de exercício físico e acesso à rua agravam a qualidade de vida destes doentes”. 

Ainda de acordo com Ana Botas, isto acontece, porque “a falta de atividade física acaba por provocar uma maior atrofia muscular. Consequentemente, haverá uma maior probabilidade de queda, sendo esta a principal razão pela qual as pessoas dão entrada no hospital e uma das principais causas de morte”, acrescenta. 

Para contrariar esta tendência, a associação tem ainda em andamento vários projetos de apoio psicológico e fisioterapia que se destinam a doentes e cuidadores. O objetivo passa por colmatar a falta de sessões de fisioterapia e apresentar estratégias para lidar com a depressão e ansiedade. 

Além disso, a APDPk mantem ainda em andamento o projeto “Lado a Lado”, que engloba videochamadas via Zoom ou chamadas telefónicas de apoio gratuitas para associados, sendo que existe inclusivamente a opção de receber exercícios por correio para garantir que as pessoas que não têm acesso às novas tecnologias conseguem prevenir as consequências do confinamento. 

Joaquina Castelão, Presidente da FamiliarMente
Criada com o objetivo de dar voz àqueles que sofrem de doença mental grave no país e suas famílias,

Em que ano nasceu a FamilarMente e o que impulsionou a sua criação?

A FamiliarMente, Federação Portuguesa das Associações das Famílias de Pessoas Com Experiência de Doença Mental, surgiu por iniciativa dum grupo de dirigentes de Associações de Famílias de Pessoas com Doença do Foro Mental, sedeadas em várias regiões do país, com o objetivo de criar uma federação de associações, de âmbito nacional, que desse voz às famílias e de forma organizada, na defesa dos seus direitos e para contribuir para a melhoria das condições de vida, de saúde e de bem estar, das próprias e dos seus familiares portadores de doença mental. A consolidação do projeto da federação, levou cerca de 1 ano e meio e implicou a realização de reuniões mensais, em Lisboa, com a presença de representantes das Associações que foram responsáveis pela elaboração dos estatutos, formalização dos registos preliminares e organização da documentação inerente às doze Associações, membros fundadores e que subscreveram a outorga da escritura de constituição da FamiliarMente e respetivos estatutos, em 31 de março de 2015.

Quantas associações integram a Federação?

À data da constituição e outorga da escritura, eram 12 Associadas e membros fundadores. Presentemente, são 14 Associações filiadas e sedeadas em vários distritos: Braga, Coimbra, Guarda, Lisboa, Portalegre, Porto e Santarém.

Tendo em conta a sua missão, que atividades têm vindo a desenvolver desde que foi criada?

A atividade que a FamiliarMente desenvolve em consonância com os objetivos estatutários e os planos de atividade anualmente aprovados em assembleia geral, para em representação das Associações de Famílias filiadas, exercer o direito de participação pública em saúde mental, na defesa dos direitos e legítimos interesses das famílias, enquanto cuidadoras informais e contribuir para a melhoria das condições de vida, de saúde e bem estar, dos seus familiares com doença mental, sem voz ativa e estigmatizados pela sociedade.

Desde a primeira hora, a FamiliarMente apresentou-se à sociedade e aos órgãos de soberania e de governação, solicitando audiências e reuniões, para expor as necessidades sentidas pelas famílias, em matéria de cuidados e respostas de saúde mental e medidas de apoio aos cuidadores informais e, contribuir para o desenvolvimento das medidas preconizadas no Plano Nacional de Saúde Mental, cuja concretização deveria ter sido concluída no ano de 2016 e que na presente data, Março de 2021, muito ainda está por fazer. Desde a sua constituição, é ouvida com regularidade pela Comissão Parlamentar de Saúde e Comissão Parlamentar do Trabalho e Segurança Social, pelos Grupos Parlamentares dos Partidos Políticos com representação na Assembleia da República, assim como junto dos titulares das pastas da Saúde e da Segurança Social, da Direção do Programa Nacional para a Saúde Mental da Direção Geral de Saúde e da Coordenação Nacional da Rede de Cuidados Continuados Integrados de Saúde. Junto da Presidência da República, também a FamiliarMente teve oportunidade de ser recebida, em audiência concedida pela Sr. Presidente da República, em 15 de maio de 2017 e desde então, mantém contactos regulares com a Casa Civil, mantendo o Sr. Presidente da República a par da situação da Saúde Mental.

Na defesa da implementação das primeiras respostas de cuidados continuados integrados de saúde mental, a FamiliarMente lançou uma Petição Pública, em Outubro de 2016, com o título “Urgente, Orçamento e Respostas Para a Saúde Mental”, que após audições na Comissão de Saúde Parlamentar, resultou na apresentação de projetos de resolução, por parte dos Partidos Políticos do BE, CDS, PCP e PSD e que foram levadas a sessão plenária da Assembleia da República, resultando na aprovação por unanimidade, duma só Resolução da Assembleia da República, publicada em diário da república, de 11 de Agosto de 2017, com o nº 213 e que faz várias recomendações ao Governo para a execução de um vasto conjunto de medidas de saúde e de saúde mental.

Os Encontros Nacionais, são também uma atividade de relevo e muito participados pela sociedade civil, são organizados anualmente com a colaboração da Direção do Programa Nacional para a Saúde Mental da Direção Geral de Saúde. Este ano, a FamiliarMente realiza o VI Encontro Nacional, que terá lugar a 21 de maio de 2021, por via digital, subordinado ao tema “Democratização da Saúde Mental – Participação Pública em Saúde”.

No exercício do direito de participação pública em saúde, a FamiliarMente é membro efetivo dos seguintes órgãos consultivos: Conselho Nacional de Saúde (CNS); Conselho Regional de Saúde Mental da ARLVT; Comissão Consultiva para a Participação de Utentes e Cuidadores da área da Saúde Mental) CCPC-DPNSM); EUFAMI, Federação Europeia das Associações das Famílias de Pessoas Com Doença Mental; E assiste às sessões plenárias do Conselho Nacional de Saúde Mental. Integra também, Grupos de Trabalho e de Investigação, sobre temas relacionados com as boas práticas de serviço social em saúde mental, a prevalência da doença e carga e custo da doença mental grave que é suportada pelas famílias.

Participa e promove campanhas de sensibilização na promoção da saúde mental, no combate ao estigma e para a equidade e igualdade de acesso ao tratamento. Em termos de intervenção e participação em eventos científicos e similares, a FamiliarMente é convidada regularmente para abordar temas relacionados com a prevalência da doença mental, o estigma, a carga e custos da doença mental grave, o acesso a tratamento, as necessidades identificadas pelas famílias e doentes, a promoção da saúde mental, a execução do Plano Nacional de Saúde Mental. O modelo de financiamento da Saúde Mental, medidas de apoio aos Familiares, o regime de internamento compulsivo, a lei do maior acompanhado e dos direitos humanos e das pessoas com deficiência.

Nos órgãos de comunicação social, também a FamiliarMente tem participado em programas dedicados à saúde mental e concedido entrevistas, escritas e radiofónicas. Recentemente, a FamiliarMente, representada pela Presidente da Direção, foi nomeada por despachos conjuntos das Srs. Ministras da Justiça e da Saúde, membro da Comissão de Acompanhamento do Execução do Regime Jurídico do Internamento Compulsivo, triénio 2020/23 e do Grupo de Trabalho, constituído para apresentação de proposta de revisão da Lei de Saúde Mental.

De um modo geral, que diagnóstico faz da Saúde Mental do país?

Em Portugal, a Saúde Mental continua o parente pobre, sendo a área da Saúde em que o Estado menos investe e que em termos de Orçamento Geral do Estado, fica sempre com a “fatia menor”, embora todos os indicadores, inclusive os estudos da OMS, apontem para a crescente incidência e prevalência da doença mental, inclusive da doença mental grave, situação que se tem agravado desde o início da Pandemia provocada pela Covid19 e que afeta a população há mais de um ano.

Podemos afirmar que a doença mental atinge de forma direta, 25% da população e de forma indireta (as famílias), igual percentagem, pelo que deveria ser alvo de maior atenção por parte dos principais responsáveis pelas políticas de saúde e de maior investimento. A falta de execução das medidas preconizadas no Plano Nacional de Saúde Mental, cuja conclusão deveria ter aido 2016 e o alargamento e diversificação da rede nacional de cuidados continuados integrados de saúde mental, assim como, a criação de respostas para doentes mentais complexos, assegurando-lhes a continuidade de cuidados em saúde mental ao longo da vida e, o acompanhamento e apoio às famílias que assumem o papel de cuidadores de forma voluntária e sem preparação e que a atual legislação das medidas de apoio ao cuidador informal, deixa a descoberto, pois os cuidadores de doentes mentais graves e complexos, podem não sofrer de incapacidades físicas mas ficam igualmente limitados e incapacitados, a nível cognitivo e psicossocial e com necessidade de acompanhamento permanente.

Sabendo que Portugal é o segundo país com a mais elevada prevalência de doenças psiquiátricas da Europa, e que apenas 10% dos doentes recebe tratamento adequado, o que tem de mudar para cuidarmos de forma eficaz da saúde mental dos portugueses?

O acesso ao diagnóstico atempado e ao tratamento adequado, é um dos problemas que afeta a saúde mental e que urge sanar. É um “drama” vivido pelas pessoas doentes e pelas respetivas famílias que se arrasta há décadas. A iliteracia em saúde, a falta de informação sobre os cuidados e serviços de saúde mental disponibilizados pelo sistema de saúde publico (SNS) e pelas instituições do setor social convencionado, também são entraves no acesso a cuidados e respostas de saúde mental. Também a escassez de cuidados de saúde mental de proximidade, prestados por equipas multidisciplinares, que deveriam ser criadas e desenvolvidas pelo território nacional, em função do número de habitantes, continua a ser um dos entraves no acesso e na equidade ao tratamento da doença mental. Acresce ainda a desigualdade que se verifica no tratamento da doença mental grave, comparativamente ao tratamento da generalidade das doenças orgânico e funcionais, por não ser comparticipado a 100%, pelo SNS, o que também contribui para dificultar o acesso á saúde mental, prejudicando o tratamento dos doentes que por falta de recursos financeiros, deixam de cumprir o seu plano terapêutico.

Tendo em conta estes dados, e sabendo que a doença mental tem um enorme impacto socioeconómico, por que continuamos a evitar falar sobre ela? Diria que o estigma é, em parte, um dos obstáculos ao acesso à saúde?

O Estigma, continua a ser real em pleno século XXI, por medo e desconhecimento, constitui um entrave difícil de ultrapassar, sobretudo no que à inserção social e profissional respeita, quer dos doentes, quer das famílias. Muito há a fazer nesta área, por exemplo, através de campanhas adequadas e continuadas, com exemplos de sucesso, melhorando a literacia em saúde, sensibilizando a sociedade, sobretudo as gerações mais jovens, pois é um problema que levará décadas a esbater.

De um modo geral, quais são as principais dificuldades sentidas por parte das famílias do doente com doença mental grave?

As dificuldades das famílias são várias e de diferentes dimensões, como já ficou patente nas respostas anteriores. Ao nível do diagnóstico, as dificuldades de acesso e equidade aos cuidados de saúde e saúde mental.

Ao nível do tratamento e estabilização de sintomas, a falta de equidade e de acesso aos cuidados de saúde mental, aos tratamentos, farmacológicos, psicoterapêuticos e sociais, é uma realidade que urge resolver, criando equipas multidisciplinares de saúde mental, disponibilizando os fármacos para a doença grave e outras intervenções terapêuticas e psicossociais, a ser feitas de forma integrada e multidisciplinar.

Ao nível dos cuidados continuados, urge aumentar e diversificar as respostas, adequando-as às necessidades dos doentes, tendo em conta a incapacidade psicossocial e outras limitações cognitivas, decorrentes da patologia mental.

Ao nível da empregabilidade, urge criar medidas de apoio ao emprego protegido, a empresas de inserção e de apoio à criação do próprio emprego, atendendo à vulnerabilidade a que ficam expostos os doentes e à imprevisibilidade da doença.

Para os doentes mentais graves e complexos, há que criar estruturas residenciais de cuidados de continuidade, sobretudo para os doentes que deixam de ter suporte familiar.

Para as famílias, criação de medidas adequadas ao nível do cuidado que presta ao familiar e acautelar o seu descanso que deve ser periódico e, meios de sobrevivência adequados, quando é obrigada a deixar de exercer atividade profissional remunerada, para poder cuidar, acautelando os custos básicos e as despesas com a saúde.

Uma vez que falamos em doença mental grave, que patologias se enquadram nesta definição?

As famílias, não são profissionais de saúde e não saberão elencar todas as patologias mentais graves, mas sabem que gravidade das mesmas depende do acesso ao tratamento e que a sintomatologia pode agravar-se e tornar-se crónica, sem tratamento adequado. Pela experiência adquirida, as Famílias sabem que entre as doenças mais graves, estão a Esquizofrenia e Bipolaridade, pois mesmo quando sujeitas a tratamento, com o passar dos anos, os sintomas persistem e incapacitam os doentes, sobretudo ao nível psicossocial e cognitivo.

Sabendo que a FamiliarMente foi nomeada, em 2020, para integrar a Comissão de Revisão da Lei de Saúde Mental, que contributo espera trazer a esta área tantas vezes subvalorizada?

Da parte das famílias, são muitas as expectativas, por exemplo, relativas ao cumprimento dos direitos humanos, dos direitos das pessoas com deficiência, dos doentes mentais e dos utentes do SNS, ao acesso equitativo, a todos os cuidados de saúde e de saúde mental, aos cuidados continuados integrados e à continuidade de cuidados para doentes mentais complexos e sem suporte familiar, à melhoria das condições de alojamento e de assistência no tratamento em regime de internamento em unidade hospitalar, seja voluntário ou compulsivo, às medidas de apoio à recuperação global do doente e que devem incluir tratamento, estabilização, reabilitação psicossocial e, medidas de apoio à inserção social e profissional, em diversas áreas (educação, emprego, habitação, justiça, social) e para a sua concretização, implicará a reforma da Saúde Mental, o modelo de organização e financiamento, a criação duma carteira de serviços, e por fim, assegurar a efetiva participação das famílias e dos doentes, em órgãos consultivos e no acompanhamento e avaliação dos cuidados prestados.

 

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Operação Nariz Vermelho
A Operação Nariz Vermelho (ONV) está a aproximar-se do número de visitas diárias que fazia presencialmente nos hospitais antes...

A ONV, que visitava 17 hospitais no país, foi obrigada, em março, a recuar temporariamente para seguir as diretrizes da Direção-Geral de Saúde e os pedidos da administração dos hospitais.

Entretanto, a ONV começou a regressar aos hospitais de forma faseada e, sobretudo virtual, voltou ao contacto personalizado em janeiro de 2021, através do programa «Palhaços Na Linha», que se traduz em teleconsultas que ligam os Doutores Palhaços às crianças hospitalizadas.

«Estamos a conseguir voltar ao mesmo número de visitas diárias e ao mesmo número de camas visitados que fazíamos presencialmente, isto representa visitarmos mais de 53 mil crianças por ano. Estamos a recuperar o nível de contacto igual ao programa presencial», disse a responsável.

«Através de um tablet que vai quarto a quarto e cama a cama dos hospitais que visitamos, regressámos ao contacto direto e individual com cada criança nos dias de visitas em que costumávamos ir presencialmente. Voltámos a ter momentos de interação personalizada, no fundo, a porta do hospital ainda não se abriu, mas encontrámos uma janela para regressar e tem sido muito bem aceite pelos hospitais», acrescentou.

De acordo com Carlota Mascarenhas, as crianças que já conheciam a ONV, ficaram muito felizes por voltarem a interagir com os doutores palhaços e as que tiveram um primeiro contacto com os artistas reagiram «surpreendentemente bem», porque o confinamento as aproximou mais das tecnologias para manterem as relações humanas.

Presencialmente, a ONV já regressou a dois hospitais: ao Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão e ao Instituto Português de Oncologia de Lisboa Francisco Gentil.

 

Iniciativa Pioneira
As crianças internadas no Serviço de Pediatria do Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca (HFF) vão passar a ir para as...

Em comunicado, o HFF refere que este projeto tem como objetivo minimizar a ansiedade das crianças internadas e dos seus pais, transformando a sua passagem pela instituição, a caminho de uma cirurgia, ou de exames complementares de diagnóstico, numa divertida aventura sobre rodas.

A bordo de um dos três coloridos carros que estão à sua disposição, os mais pequenos substituem as saudades das suas casas e famílias, bem como a tensão e nervosismo que antecedem uma cirurgia, pela diversão de poder conduzir um carro em pleno corredor de um hospital.

A faixa de rodagem, com 270 metros de comprimento, está delimitada no chão e, ao longo do percurso, podem encontrar adivinhas, jogos e mensagens divertidas relacionadas com segurança e saúde.

Para Helena Loureiro, diretora do serviço de Pediatria do HFF, trata-se de um “projeto muito importante para a humanização dos cuidados de saúde que prestamos às crianças internadas”. “Quem diariamente lida com os doentes mais novos e com os seus pais, sabe do impacto psicológico que representa o percurso da enfermaria até ao bloco operatório, pelo que se pretende amenizar sentimentos negativos e proporcionar uma experiência que deixe inclusivamente uma memória positiva da passagem pelo hospital”, refere Helena Loureiro a propósito desta iniciativa.

Francisca Galhardo Saraiva, médica interna de pediatria no HFF e madrinha deste projeto, realça ainda que “este tipo de intervenção social, em especial nos serviços de pediatria, é muito importante”.

O investimento neste projeto tem como objetivo “promover um ambiente mais acolhedor para todos os nossos pequenos utentes, mas é também um ganho para os seus familiares e até para os próprios profissionais de saúde”, refere ainda.

A humanização dos cuidados de saúde prestados aos utentes constitui uma preocupação permanente do HFF, sendo que o “Serviço de Pediatria tem-se constituído ao longo do tempo como um baluarte de uma visão que concilia cuidados de saúde de excelência, com uma especial atenção à área da humanização”.

 

"Até estar disponível informação adicional"
As autoridades de saúde portuguesas recomendam a administração da vacina da AstraZeneca contra a covid-19 em pessoas acima dos...

Numa conferência de imprensa realizada no Infarmed, em Lisboa, e que contou também com a presença do coordenador da task force do plano de vacinação, vice-almirante Henrique Gouveia e Melo, e do presidente da Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed), Rui Ivo, Graça Freitas apresentou, ontem, esta recomendação.

“A Direção-Geral da Saúde recomenda, até estar disponível informação adicional, a administração da vacina da AstraZeneca a pessoas com mais de 60 anos. O plano de vacinação é ajustado para garantir que todas as pessoas são vacinadas com a vacina que protege”, afirmou.

De salientar que o Comité de Avaliação de Risco em Farmacovigilância (PRAC) da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) informou esta 4ª feira que existe uma possível ligação entre a administração da vacina contra a Covid-19 da AstraZeneca e a ocorrência de eventos trombóticos em localizações atípicas. Nesta sequência, estes fenómenos passam a constar do resumo das características do medicamento como reações adversas.

A EMA fez saber estes fenómenos raros e que ocorreram nas faixas etárias abaixo dos 60 anos, continuam em investigação.  Acima dos 60 anos, no entanto, faz saber que “não houve uma associação entre a utilização desta vacina e a ocorrência destes fenómenos trombóticos”

Deste modo, globalmente, a EMA considerou que os benefícios relacionados com a prevenção da Covid-19 superam o risco destes efeitos adversos.

 

Conteúdo Patrocinado
Muito se fala em antioxidantes. Mas o que são e o que fazem?

Os antioxidantes são poderosos e por incrível que pareça a Spirulina, a microalga que integra os produtos e suplementos alimentares Suta Spirulina Technology, está carregada deles. Além de conferirem proteção ao sistema imunitário, ainda protegem contra muitos dos flagelos associados ao envelhecimento.

A fruta, os vegetais e os grãos integrais são alimentos ricos em antioxidantes, substâncias que o nosso corpo produz e que ajudam a travar os danos causados pelos radicais livres. Estas moléculas, de acordo com a Academia Americana de Médicos de Família, são responsáveis por doenças como o cancro, doenças cardíacas e diabetes.

Radicais Livres

Os antioxidantes são, por isso, fundamentais para proteger e reverter os danos causados pelos radicais livres.

O nosso corpo produz alguns antioxidantes, mas também os podemos obter através de certos alimentos e vitaminas. Os antioxidantes mais comuns incluem as vitaminas A, C e E, selénio, luteína, betacaroteno e licopeno.

As frutas e legumes coloridos, como pêssegos, melões, damascos, papaias e mangas contêm betacaroteno. Assim como a cenoura, os brócolos, as ervilhas, a batata-doce, o espinafre, a couve, a abóbora e batata-doce.

A vitamina A encontra-se nos ovos, no leite, manteiga e no fígado.

As frutas vermelhas, as laranjas, os kiwi, o tomate e o pimentão são ricos em vitamina C, que está, aliás, presente na maioria das frutas e legumes

O selénio encontra-se no milho, trigo, nos ovos, no queijo e arroz, mas também se encontra em alimentos de origem animal: peixe, peru e frango.

A vitamina E está presente nas amêndoas, nas sementes de girassol, nas avelãs e nos amendoins, bem como em vegetais de folhas verdes, como espinafre e couve, estes últimos também contêm luteína.

O licopeno pode ser encontrado na melancia, no tomate, no damasco e na toranja.

Não esquecer um dos frutos da época, como os mirtilos e os morangos. O morango é uma importante fonte de vitamina C, vitamina A, betacaroteno e fibras solúveis.

Quem não aprecia muitas destas frutas ou legumes, pode sempre optar por triturar e transformá-las em excelentes batidos ou bebidas frescas. O tempo quente convida.

Benefícios com equilíbrio

Cada antioxidante tem uma composição química diferente, pelo que cada um tem benefícios díspares para a saúde. Isto quer dizer que não é aconselhável abusar de um antioxidante em particular.

Recomenda-se, por isso, uma dieta alimentar equilibrada, rica em fibras e vitaminas. E é neste sentido que recomendamos os suplementos Suta, à base de spirulina. O Termolipo, por exemplo, além de conter spirulina, altamente rica em vitaminas e nutrientes, é um excelente antioxidante e antienvelhecimento, e ainda ajuda a reduzir gorduras sem qualquer esforço físico.

Considere, no entanto, uma consulta com o seu médico ou com um dos especialistas das clínicas nossas parceiras, pois só estes estão aptos a aconselhar o que é melhor ou mais eficaz no seu caso.

 

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Nova descoberta
Uma nova variante do coronavírus com 18 mutações foi descoberta no estado de Belo Horizonte, no Brasil. Segundo os...

A descoberta, divulgada no jornal “O Tabloide” foi feita por uma equipa de investigação do Laboratório de Biologia Integrativa do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Setor de Pesquisa e Desenvolvimento do Grupo Pardini, em colaboração com o Laboratório de Virologia Molecular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Prefeitura de Belo Horizonte.

Segundo a informação avançada, os estudos genéticos realizados mostraram que a nova variante tem características comuns à P.1, descoberta em Manaus, à P.2, identificada no Rio de Janeiro, à B.1.1.7, do Reino Unido, e à variante sul-africana, conhecida como B.1.1.351.

De acordo com o virologista Renato Santana, citado pela publicação, embora ainda seja cedo para dizer se esta nova variante é mais contagiosa ou perigosa, sabe-se que esta detém algumas mutações já descritas em outras variantes associadas com o aumento do risco de morte. “Recentemente, foi demonstrado que a variante do Reino Unido, por exemplo, está associada com aumento de risco de morte em 60%. Preocupa muito a variante P.1, de Manaus, e também essa nova variante que estamos identificando agora, porque elas têm mutações nas mesmas regiões que a do Reino Unido. Pode ser que algumas dessas variantes estejam associadas ao aumento de casos severos que estamos observando em todo o país”, revela.

 

Patologia da voz
Para assinalar o Dia Mundial da Voz, que se celebra a 16 de abril, a Sociedade Portuguesa de Otorrinolaringologia e Cirurgia de...

A iniciativa ‘UM MUNDO MUITAS VOZES’ conta, desde do dia 1 de abril, com a construção de um mosaico de vozes de pessoas que, através das páginas de Facebook da SPORL-CCP e da SPTF, partilham diariamente em vídeo a sua reflexão sobre a importância da voz para o seu dia-a-dia e profissão.

Durante esta campanha também será disponibilizado ao público em geral um questionário online (VHI – Voice Handicap Index) que avalia o impacto dos problemas de voz no dia-a-dia, e que pode indicar a necessidade de consultar um especialista nesta área. Para além deste questionário, um outro estará também disponível online - o QuizzVocal - que esclarece as dúvidas relativamente ao nosso instrumento vocal, contribuindo para a literacia sobre o tema.

A campanha ‘UM MUNDO MUITAS VOZES’ inclui ainda no dia 16 com um concerto online nas páginas de Facebook de ambas as sociedades científicas com a terapeuta da fala e cantora, Isabel Couto, que vai interpretar a história musicada “Gabriel, o Galo Cantor”. Este concerto

começa às 14h, é destinado à população infantil e poderá ser visualizado em casa ou nas escolas pela comunidade educativa.

A voz é a principal ferramenta de comunicação linguística e emocional, sendo crucial para o desempenho do trabalho diário de mais de 30% da população ativa mundial, pelo que através destas iniciativas, a SPORL-CCP e a SPTF têm como intuito final sensibilizar a população para os sinais e sintomas de patologia vocal e fornecer informação relativa à sua prevenção.

O bem-estar vocal pode ser afetado por variadas razões, nomeadamente o uso vocal intenso ou inadequado, a alimentação, a privação de sono, o fumo do tabaco, as alterações hormonais e o refluxo gastroesofágico, entre outras. E alguns dos sinais de alerta para a patologia vocal podem incluir esforço ao falar ou engolir, sensação de dor, aperto, ardor na garganta, enfraquecimento ou perda de voz (afonia ou disfonia), rouquidão, secura, tensão muscular ou sensação de corpo estranho nas cordas vocais.

 

 

Pós-Graduação em Saúde Digital tem início em maio
Em contexto de pandemia os profissionais de saúde lidam diariamente com muitas mudanças para fazer face ao aumento de casos de...

Com vista a adquirir uma visão global da atualidade na área da Saúde Digital com um conjunto de saberes nacionais e internacionais, o ISCTE Executive Education irá lançar no próximo mês de maio, o Advanced Program Digital Health, uma Pós-Graduação que será realizada em regime presencial de maio a outubro, às terças e quintas-feiras, das 18h30 às 22h30.

No âmbito deste programa avançado, a Linde Saúde, entidade de referência na área da saúde, estabeleceu uma parceria com o ISCTE Executive Education apoiando as dez primeiras inscrições nesta especialização.

Maria João Vitorino, Diretora da Linde Saúde, afirma que “o ISCTE Executive Education é uma referência do ensino superior em Portugal. Reconhecemos a qualidade do ensino e, nesse sentido, valorizamos a parceria estabelecida. Este programa de atribuição de bolsas está em linha com a nossa missão, valores e princípios, sendo que o Advanced Program Digital Health é acima de tudo, um programa inovador e relevante para os profissionais de saúde.”

A Linde Saúde dedica-se à prestação de serviços domiciliários tendo, nos últimos anos, investido na área da saúde digital, sobretudo na telemonitorização que potencia a eficácia e a eficiência das intervenções terapêuticas, contribuindo positivamente para a qualidade de vida dos doentes.

Tendo na sua direção Henrique Martins, o Advanced Program Digital Health, conta com um corpo docente de elevada reputação, com experiência comprovada nas suas diversas áreas de especialização. Este programa avançado permite aos participantes o contacto com o tema da saúde digital, compreendendo as melhores práticas e desafios, nomeadamente em liderança e implementação de projetos, nesta área de atividade.

Para obter mais esclarecimentos sobre esta formação, os potenciais participantes têm a possibilidade de agendar uma reunião online com o advisor do programa e através de uma conversa personalizada, ter acesso a informação adicional.

Os programas formativos do ISCTE Executive Education são de elevado reconhecimento nacional e internacional, permitindo aos alunos adquirirem características multifacetadas, agregar experiência profissional passada e desenvolver conhecimento baseado na prática com aplicação no mundo real. Saiba mais aqui.

Para o ano seguinte
A Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) e a Câmara Municipal de Aveiro adiaram a realização da 4ª edição da Festa da...

“Ainda nos encontramos em fase de pandemia, sem a certeza do nível que teremos de enfrentar nos próximos meses e das exigências profissionais impostas aos Internistas, interferindo com a sua disponibilidade” afirma Rosa Jorge da Comissão Organizadora.

A mensagem que se transmite nesta fase é igualmente importante. “Temos vindo a apelar, sobretudo aos doentes com patologias crónicas, para que limitem os seus contactos. Um convite para realizar uma festa e para convívio, mote também desta iniciativa, nesta fase, seria uma incongruência vinda dos seus médicos”, conclui Rosa Jorge.

Para João Araújo Correia, Presidente da SPMI, “no próximo ano, acreditando nos efeitos da vacinação massiva, teremos mais garantias de segurança e de expetativas para o sucesso desta edição da Festa da Saúde, estando igualmente assegurado o apoio e a parceria com a Câmara Municipal de Aveiro”.

A 4ª edição da Festa da Saúde, organizada pelos Internistas e Internos de Medicina Interna do Centro Hospitalar Baixo Vouga, pretende criar laços e aproximar os médicos da comunidade, dando a conhecer a especialidade e as suas ofertas.

 

Terapia do Sono
As rotinas de sono são sem dúvida um dos maiores desafios do primeiro ano de vida dos bebés.

“Tal como uma mãe procura a melhor escola para o seu rebento, deve procurar também propiciar todas as condições para que o recém-nascido tenha um sono saudável. Para isso, é importante ter sempre em mente que cada bebé é diferente e único, sendo que não existem soluções universais infalíveis”, explica Ana Maria Pereira.

No entanto há seis aspetos que todos pais devem ter em atenção:

  1. Priorize o sono de toda a família: a criação de um ambiente de sono saudável é tão importante para as crianças como para os adultos, não a negligencie;
  2. Cuide do ambiente do sono: o nível de silêncio/barulho, a temperatura, a luz, o conforto e o uso de aparelhos eletrónicos são aspetos que devem ser tidos em consideração e que afetam o sono;
  3. Estabeleça horários consistentes: habitualmente, os bebés começam a desenvolver um padrão de sono mais regular aos 3 meses, sendo importante estabelecer horários consistentes para o sono da noite e sestas;
  4. Tenha a alimentação em atenção: uma boa alimentação é sinónimo de equilíbrio nas conexões entre os neurotransmissores cerebrais e os seus recetores, o que proporciona um sono retemperante. Além disso, a digestão à noite faz-se mais lentamente do que durante o dia. Por isso, alguns alimentos, como bebidas de frutas cítricas, leguminosas e fritos devem ser consumidos ao almoço;
  5. Implemente um ritual relaxante antes de ir para a cama: pode ser a leitura de uma história, por exemplo, evitando o uso de aparelhos eletrónicos;
  6. Promova as sestas: estas devem ser feitas de forma regular e adequada à fase de desenvolvimento da criança.

No entanto, nem sempre é fácil para os recéns pais adotar todos estes cuidados. É aqui que entra a terapia do sono. “Existem inúmeros pais que precisam de ajuda para melhorar o sono dos seus filhos e não há problema algum nisso. A Terapia do Sono e o respetivo plano têm sempre em conta as especificidades do bebé em questão e do estilo de parentalidades dos pais”, garante a terapeuta.

O objetivo deste plano passa por fazer com que o bebé consiga substituir uma associação de sono por outra que não dependa de terceiros, como é o caso dos pais. No final, a criança deverá sentir-se segura, conseguindo dormir sem precisar de ajuda.

O sono do bebé é um dos vários temas abordados pelo Guia de Gravidez e da Primeira Infância do Bebé da Mamãs sem Dúvidas, que se destina a pais e futuros pais e cujo download pode ser feito de forma gratuita em mamassemduvidas.pt.

 

 

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Inquérito
Os resultados de um estudo divulgado pela Deco PROTESTE mostram que, apesar do caso AstraZeneca ter gerado muitas dúvidas sobre...

Os resultados dizem respeito a um inquérito online realizado, entre 26 e 30 de março, Portugal, em Espanha, em Itália e na Bélgica, incidindo sobre a população entre os 18 e os 74 anos.

Segundo a Deco PROTESTE, 63% dos portugueses “viu a sua confiança abalada” com os recentes acontecimentos que envolvem esta vacina. No entanto, apenas uma franja muito pequena dos inquiridos diz recusar a ser vacinados: 5%, sendo que 10% referem ter algumas dúvidas relativamente a esta decisão.

De um modo geral, apesar da desconfiança, 55% dos inquiridos afirma que irá avançar com a inoculação, seja qual for a vacina utilizada.

Quanto mais informados, mais confiantes

“O caso AstraZeneca tem abalado a confiança na segurança de todas as vacinas, contra a covid-19 ou não. Mas também a organização do plano de vacinação, a prestação da Agência Europeia de Medicamentos e a defesa da saúde dos cidadãos pelo Governo e pela Direção-Geral da Saúde estão debaixo de escrutínio. Cerca de três em dez inquiridos confessam que o caso AstraZeneca teve um impacto negativo na forma como avaliam cada um destes aspetos”, revela a Deco PROTESTE.

Ainda assim, e apesar de os números terem crescido ligeiramente face a um inquérito que realizado em janeiro deste ano, “apenas 35% alegam bons ou muito bons conhecimentos sobre os efeitos secundários das vacinas contra a covid-19. Quanto mais elevado o nível educacional dos participantes no estudo, maior é esta proporção. Já os meandros do plano de vacinação estão ao alcance de 42%, enquanto a eficácia das vacinas é do domínio de quase metade (48 por cento)”.

Os menos informados ou com um nível educacional mais baixo foram os que mais concordaram com a decisão do Governo de suspender a vacina da AstraZeneca.

Quanto aos produtos da Janssen, da Pfizer e da Moderna, o nível de confiança é semelhante: em todos os casos, apenas 6% dos inquiridos mostram um forte receio face aos efeitos secundários.

Se fossem convocados para serem inoculados na próxima semana, 59% dos portugueses que ainda não a tomaram aceitariam a proposta sem reservas e mais 26%, apesar das dúvidas, provavelmente seguir-lhes-iam o exemplo. “Aliás, face ao inquérito de janeiro deste ano, são agora mais 9% os que dizem querer vacinar-se. Quanto mais bem informados se afirmam os inquiridos, maior é a predisposição para receber a vacina. Por outro lado, esta vontade é também superior na faixa etária acima dos 64 anos”.

Para ficar a conhecer estas e outras conclusões do estudo, siga a notícia em: https://www.deco.proteste.pt/saude/medicamentos/noticias/caso-astrazeneca-abala-confianca-maioria-portugueses-quer-ser-vacinada

Vasta experiência no setor biofarmacêutico
Andrius Varanavičius foi nomeado diretor geral da Takeda para a região da Ibéria. O recém-nomeado Diretor-Geral sucede a...

Varanavičius tem uma vasta experiência no setor biofarmacêutico e chega à Takeda Espanha depois de ter ocupado na empresa o cargo de Diretor Financeiro para a Europa e Canadá durante dois anos e meio.

“Assumo a Takeda Ibéria num momento especial, marcado pela pandemia da Covid-19, mas em que os nossos compromissos com os doentes, com os nossos colaboradores e com a inovação continuam intactos e são mais fortes do que nunca”, garantiu Andrius Varanavičius. “Na região da Ibéria, queremos continuar a proporcionar novos tratamentos inovadores para respondermos às necessidades não satisfeitas e urgentes dos doentes. Neste momento, em que a pandemia perdura e a segurança é fundamental, é especialmente importante a colaboração ativa entre todos os agentes que fazem parte do Serviço Nacional de Saúde, como os profissionais de saúde, os laboratórios e as diferentes administrações”, acrescentou o novo diretor-geral da Takeda Ibéria.

Antes de entrar na Takeda, Andrius Varanavičius trabalhou na Glaxosmithkline, onde ocupou o cargo de diretor financeiro da divisão farmacêutica na Alemanha. Durante este tempo, supervisionou a integração do negócio de Consumer Healthcare da Novartis, a dotação de recursos para os principais lançamentos e os acordos de desenvolvimento de negócios, e impulsionou programas de eficiência operacional para garantir que a Alemanha fosse o maior mercado da Europa. Varanavičius também fez parte do Conselho de Supervisão e foi membro do Comité de Auditoria da Klaipėdos Nafta AB. Antes disso, desempenhou vários cargos na Europa e viveu no Reino Unido, Portugal, Grécia e República Checa.

De nacionalidade lituana, Varanavičius é licenciado com distinção em Negócios Internacionais com especialidade em Finanças pela Universidade Internacional Concordia da Estónia.

Organizações sem fins lucrativos
Estão abertas as candidaturas a uma oportunidade internacional de financiamento, no valor total de 200 mil dólares, para...

Esta iniciativa de financiamento destina-se a organizações sem fins lucrativos que trabalham ativamente para melhorar a jornada do doente com cancro. O propósito é contribuir para a implementação e desenvolvimento de atividades e/ou programas na área da educação dos doentes oncológicos, das suas famílias e cuidadores.

As candidaturas deverão ter por base projetos centrados no apoio a pessoas idosas com cancro, no entanto, qualquer projeto dedicado à melhoria da qualidade de vida ao longo da jornada do doente com cancro poderá ser considerado válido.

As candidaturas devem ser submetidas no website que se segue:  (https://www.grantrequest.com/SID_277?SA=SNA&FID=35249) até 31 de maio de 2021.

“Receber o diagnóstico e passar por uma doença oncológica, por norma, tem um enorme impacto não só na pessoa em si, mas em toda a sua família, particularmente em idades mais avançadas. Este tema torna-se especialmente relevante numa altura em que, por um lado a pandemia atingiu especialmente as pessoas mais idosas, mas retirou muita atenção dos doentes não covid. Este programa de apoio visa estimular o desenvolvimento de projetos e iniciativas que possam dar respostas a necessidades existentes e contribuir para melhorar a qualidade de vida dos doentes com cancro, em linha com a nossa visão de centrar os cuidados no doente”, afirma Francisco del Val, diretor geral da Sanofi Genzyme.

Atualmente, estima-se que aproximadamente 37% dos novos casos de cancro sejam diagnosticados em pessoas com mais de 70 anos, um valor que se prevê ser o dobro em 2040. Se o mesmo se comprovar, esta tendência de aumento refletir-se-á num peso significativo, para os doentes, para as suas famílias e também para os sistemas de saúde a nível global.

 

E o terceiro no mundo
Na semana em que se assinala o Dia Mundial da Doença de Parkinson (11 de abril), o Centro Hospitalar Universitário de São João ...

Rui Vaz, neurocirurgião responsável por este procedimento explica que “este novo sistema de elétrodo direcional que surge para dar resposta às necessidades dos médicos e doentes, permite melhorar a deteção de potenciais campos locais enquanto oferece uma estimulação direcional, fornecendo dados individualizados e específicos sobre o doente. Desta forma e juntamente com as funcionalidades de programação adicionais de que o dispositivo dispõe, é possível realizar um tratamento personalizado e mais centrado no doente”.

O CHUSJ é assim o terceiro hospital no mundo a implantar este dispositivo. Até ao momento, foi apenas implantado no Hospital Universitário de Würzburg, na Alemanha e no Hospital Universitário Grenoble Alpes, em França. A tecnologia está ainda a ser avaliada pela Food and Drug Administration (FDA) para ser lançada nos EUA, o que significa que a Europa foi pioneira na utilização desta tecnologia inovadora.

O desafio da estimulação cerebral profunda prende-se precisamente com o fornecimento de estimulação numa região muito pequena do cérebro apenas nos momentos nos quais os sintomas variáveis requerem tratamento. O uso deste dispositivo, compatível com determinados neuroestimuladores, resultará em melhorias significativas na administração precisa de estimulação, na simplificação do procedimento cirúrgico e na recolha de dados para uma programação mais eficiente e informada.

Cada movimento do corpo, implica uma interação complexa entre o sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal), os nervos e os músculos. A Doença de Parkinson é a segunda doença neurodegenerativa mais comum depois da Doença de Alzheimer e afeta cerca de 20 mil portugueses. Resulta da redução dos níveis de dopamina, uma substância que funciona como um mensageiro químico cerebral nos centros que comandam os movimentos.

Esta é uma doença com uma sintomatologia muito alargada e que varia muito entre os doentes. Muitos dos sintomas envolvem a capacidade de controlar os músculos e o movimento, havendo quatro sintomas que se destacam: lentidão de movimentos, rigidez muscular, tremor e alterações da postura.

“É com grande expectativa que o CHSJ introduz em Portugal uma inovação tecnológica que vai acrescentar qualidade de vida a muitas pessoas que vivem com doenças do movimento e epilepsia, sobretudo num ano como este, tão desafiante para os hospitais portugueses, devido à sobrecarga que pandemia da Covid-19 acabou por trazer a todos os serviços”, reforça Rui Vaz.

10 e 11 de abril
A SPDMov – Sociedade Portuguesa das Doenças do Movimento realiza nos próximos dias 10 e 11 de abril de 2021 o seu congresso...

Este evento, que decorrerá de forma virtual este ano, coincide com a comemoração Dia Mundial da doença de Parkinson, uma doença ainda sem cura que foi descrita por James Parkinson em 1817, quando numa sua publicação denominada de “An Essay on the Shaking Palsy” escreveu pela primeira vez sobre esta patologia. Em Portugal são cerca de 20 000 pessoas e mais de 6 milhões em todo o mundo afetadas diretamente por esta terrível doença.

Figuras mundiais manifestaram estas doenças, casos do Papa João Paulo II, o ator Michael J. Fox, Ronald Reagan, Yasser Arafat, Mohammad Ali entre outros. Como referiu o ator Michael J. Fox “no momento em que percebi que tinha Parkinson e, que não o podia evitar, comecei a olhar para as coisas que poderia mudar, ajudando na melhoria da investigação da doença.”

Este congresso será composto por debates, simpósios, e workshops com especialistas da área das doenças do movimento. A doença de Parkinson começa no intestino? Sim ou não? O que são distonias e ataxias? A pandemia da Covid-19 está a afetar os doentes com Parkinson e outras doenças do movimento? Como se estão a adaptar os médicos e especialistas das doenças do movimento a este problema acrescido da Covid-19 na relação com os doentes? O que nos diz a ciência sobre uma possível ligação entre covid- 19 e doença de Parkinson? Como foi possível desenvolver uma vacina tão depressa? Que  esperança teremos no futuro relativamente às doenças do movimento?

A SPDMov convida a comunicação social a divulgar e a falar destas doenças, que num momento complexo e critico em que vivemos, onde o tratamento das doenças de movimento têm sofrido um revés significativo, todos seremos poucos para ajudar. O ideal            seria que todos tivéssemos bons mo(vi)mentos!

Congresso Virtual SPDMov 2021

Dia 10 de abril – 9 h às 19 h – 1º dia do Congresso

Dia 11 de abril – 10 h – 11h30. 2º dia do Congresso - Comemorações do dia mundial da Doença de Parkinson.

Leia aqui todo o programa.

3.ª Edição da bolsa “Building Future Knowledge in mature B cell malignacies”
As candidaturas à 3.ª edição da bolsa “Building Future Knowledge in mature B cell malignacies” continuam abertas e encerram no...

A bolsa, no valor de 15 mil euros, destina-se a projetos com a duração máxima de um ano. Podem candidatar-se todos os investigadores nacionais ou estrangeiros, desde que os projetos estejam a ser desenvolvidos em instituições portuguesas. Serão valorizados projetos de caráter interdisciplinar e de colaboração entre instituições que se dediquem ao estudo das áreas do tratamento, diagnóstico, epidemiologia, qualidade de vida dos doentes e impacto a nível sociológico. As candidaturas podem ser submetidas por email para [email protected] e o regulamento pode ser consultado no website da APCL.

“Mesmo no ano atípico que estamos a viver, não podíamos deixar de apoiar estes projetos, sendo isto um dos pilares do nosso trabalho diário. Mais uma vez, demonstramos assim o nosso compromisso em contribuir para a investigação das doenças hemato-oncológicas malignas”, afirma Manuel Abecasis, presidente da APCL, que desde 2003 já atribuiu mais de 450 mil euros em bolsas de investigação.

A mesma ideia é sublinhada por João Raposo, presidente da SPH, que refere ainda que “a Hemato-oncologia é das áreas oncológicas com maior taxa de sucesso na cura definitiva de um número bastante expressivo de doentes. Para mantermos essa taxa de cura é necessário continuar a fomentar e incentivar a investigação com projetos como esta bolsa que com tanta satisfação apoiamos.”

Por sua vez, Vítor Papão, Diretor Geral da Gilead Sciences Portugal, refere que “esta é a terceira vez que a Gilead apoia esta iniciativa, porque acreditamos na importância da promoção da investigação nacional na área das doenças hemato-oncológicas”.

A coordenadora do projeto vencedor da primeira edição da bolsa, Sara Duarte, médica de Hematologia no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), considera que este é “um prémio que deu grande apoio ao nosso projeto e que nos dará a possibilidade de iniciar trabalhos posteriores mais vastos”, sendo que, no seu caso, o objetivo passou principalmente pelo uso deste “suporte financeiro nos estudos de citometria de fluxo”.

Este projeto, distinguido com a bolsa no valor de 15 mil euros, foca-se no Linfoma Linfoplasmocitico/Macroglobulinémia de Waldenstrom, um tipo de linfoma não Hodgkin, que não é muito frequente e caracterizado, pertencendo ao grupo dos linfomas indolentes.

Caso de estudo de Oftalmologia foi ponto de partida
A Bayer, a Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH) e a Nova Health & Analytics promoveram um estudo...
O estudo seguiu a metodologia de Design Thinking (inspiração, geração de insights, ideação e modelo de implementação) e contou com a participação de 20 administradores hospitalares e clínicos, integrando visões, experiências e expetativas distintas. A investigação procurou identificar como é que a Oftalmologia pode contribuir em termos de eficiência e inovação no Bloco Operatório (BO). Foram indicadas como prioridades a melhoria dos processos de agendamento, o controlo da disponibilidade para intervenções específicas e a diminuição de carga burocrática.
 
Por último, foram exploradas opções de inovação no processo, nomeadamente no local de administração de injeções intravítreas, e onde se concluiu que alterar o local de administração destas injeções do BO para uma sala limpa ou para uma unidade móvel seriam formas de otimizar a eficiência deste procedimento. Metade dos participantes no estudo considerou que a utilização de salas limpas permitiria reduzir o tempo do doente no hospital, agilizar o processo e libertar o BO para outro tipo de cirurgias, e 43% defendeu o uso de unidades móveis, que possibilitam a prestação de cuidados de saúde de proximidade e a libertação do BO e das outras salas para procedimentos mais complexos.
 
O estudo identifica ainda momentos concretos (espaços de oportunidade) que devem ser alvo de melhorias subsequentes, como por exemplo os momentos de admissão e alta do doente ou a passagem de turnos. A autonomia das entidades hospitalares, o desenvolvimento de uma ferramenta evolutiva de uniformização da informação, a implementação de Unidades Móveis, como alternativa ao aluguer de espaços em instituições privadas, e uma visão integrada da gestão do BO são as soluções propostas para a implementação de medidas futuras. Estas medidas passariam por reforçar a autonomia das instituições, garantir um planeamento adequado da organização, reforçar a gestão intermédia, desenvolver uma cultura de gestão por resultados e implementar, através de enquadramento legislativo, o reconhecimento do mérito e a avaliação pelo desempenho.

Os resultados completos do estudo foram publicados na Revista Gestão Hospitalar e podem ser consultados aqui.

Estudo revela
Jovens com elevados níveis de frieza emocional evidenciam baixos níveis de culpa sobre a possibilidade de cometerem atos...

Publicado na revista científica Frontiers in Psychiatry, o estudo juntou as universidades de Coimbra (UC), Porto (UP) e Minho (UMinho), bem como as instituições University College London e Royal Holloway University, no Reino Unido.

Nesta investigação, que envolveu 47 jovens do sexo masculino com idades compreendidas entre os 15 e os 18 anos, foram avaliados os traços de frieza emocional, ou seja, a falta de empatia e desprezo pelo bem-estar e sentimentos dos outros. Para tal, os jovens visualizaram animações em vídeo com exemplos de transgressões morais, tais como tomar o lugar de uma idosa num transporte público ou guardar dinheiro que caiu do bolso de outra pessoa.

"A abordagem de desenhos animados permitiu-nos criar estímulos mais reais e próximos dos jovens que podem acontecer no nosso quotidiano», afirma Óscar Gonçalves, investigador no Proaction Lab da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra (FPCEUC), esclarecendo que «os jovens foram questionados sobre quão culpados se sentiriam se fossem os próprios a cometer as ações imorais e quão erradas as julgaram ser".

Os traços de frieza emocional observados na infância e adolescência são considerados precursores de psicopatia – um transtorno marcado por um comportamento antissocial grave e persistente – na idade adulta.

A principal descoberta deste estudo relaciona-se com o papel moderador dos traços de frieza na associação entre o sentimento de culpa e o julgamento moral. Margarida Vasconcelos, investigadora da Universidade do Minho, explica que "os adultos com psicopatia apresentam baixos níveis de culpa, mas julgam ações imorais como erradas, porém o nosso estudo demonstra que os jovens com elevados níveis de frieza emocional apresentam baixos níveis de culpa e julgam as ações imorais como menos erradas".

No entanto, sublinha a coordenadora do estudo, Ana Seara, também da UMinho, "foram encontradas evidências de dissociação entre as emoções morais e o julgamento moral, ou seja, entre o sentimento de culpa e o julgamento das ações imorais. Mesmo em níveis subclínicos de traços de frieza emocional, esta dissociação típica em psicopatia em adultos já se manifesta durante o desenvolvimento".

Segundo os autores do estudo, os resultados obtidos vão «contribuir para o desenvolvimento de um modelo de comportamento antissocial severo e, ainda, permitir o desenvolvimento de alvos de intervenção, reabilitação e prevenção precoce de comportamento antissocial».

O artigo científico está disponível: aqui.

Desafio para uma vida ativa
A Associação de Investigação e Cuidados de Suporte em Oncologia em parceria com a Liga Portuguesa Contra o Cancro – Núcleo...

A iniciativa, inserida no Dia Mundial da Atividade Física e nas comemorações do 80.º aniversário da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), tem como objetivo incentivar os doentes com cancro a praticar atividade física mesmo em período de confinamento com exercícios que podem ser feitos em casa. “Os nossos programas já demonstraram que os participantes veem melhorias na aptidão cardiorrespiratória, na força muscular e na composição corporal. A aptidão cardiorrespiratória e a força muscular, por exemplo, relacionam-se com a redução de mortalidade, efeitos adversos das terapêuticas e da sua severidade”, explica a Dra. Ana Joaquim, médica oncologista do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho e vice-presidente da Associação de Investigação e Cuidados de Suporte em Oncologia (AICSO). 

O ONCOMOVE é o programa desenvolvido pela AICSO para promoção da reabilitação do doente oncológico. Inclui os projetos MAMA_MOVE e PROSTATA_MOVE e visa otimizar o tratamento da pessoa que vive com e para além do cancro. É multidisciplinar, contando com médicos oncologistas, fisiatras e cardiologistas, enfermeiros de reabilitação e de saúde mental dedicados à Oncologia, psicólogo, nutricionista, fisiologistas e técnicos de exercício físico. 

A aula streaming do projeto MAMA_MOVE Gaia Comunidade que se realiza amanhã pode ser acompanhada gratuitamente através do endereço: https://solinca-connected.pt/mama e será dada pelo professor fisiologista Micael Vieira com uma voluntária da LPCC-NRN. A sessão é dirigida a doentes oncológicos, mas está aberta a sobreviventes de cancro, cuidadores e população em geral. 

A prática de atividade física regular está relacionada com a redução do risco de doenças não transmissíveis como doenças cardio e cerebrovasculares, diabetes, cancro da mama e cancro do cólon. No entanto, em todo o mundo, “um em cada quatro adultos não cumpre estas recomendações. Nos países mais desenvolvidos, o nível de inatividade física chega aos 70%, o que é muito preocupante”, sublinha a médica.  

A AICSO, através do programa ONCOMOVE tem procurado manter os doentes oncológicos ativos apesar da pandemia e garante que o balanço é muito positivo. “Temos os ganhos em saúde e os sociais que são, essencialmente, o convívio e partilha de experiências entre participantes que estão unidos pelo diagnóstico e pelo gosto que ganharam à prática de exercício físico, o qual percecionam como seguro e aprovado pela equipa médica e outros profissionais de saúde que os acompanham”, refere a Dra. Ana Joaquim. 

Aulas virtuais têm cada vez mais adesão 

O primeiro confinamento interrompeu grande parte da atividade dos programas do ONCOMOVE. A equipa foi-se adaptando à nova realidade com contactos por telefone e sessões virtuais. A especialista revela que outra das estratégias utilizadas foi a troca de mensagens regulares com conselhos relativos à atividade física, nutrição, psicologia, entre outros, disponibilizando os contactos para esclarecimento de dúvidas e algum tipo de apoio que fosse necessário.  

“Quando foi permitida a abertura dos ginásios e dos pavilhões desportivos, os participantes aderiram, em massa, ao regresso aos programas presenciais. No segundo confinamento, tinha havido mais tempo para preparação, tanto da equipa como dos participantes. Assim, as plataformas digitais estão mais adaptadas e todos aprendemos a viver desta forma. Prova disso é a adesão superior dos participantes às aulas virtuais que verificamos atualmente, comparativamente com o primeiro confinamento”, explica. 

Páginas