ANADIAL
No âmbito do Dia Mundial do Rim, a Associação Nacional de Centros de Diálise (ANADIAL) lança uma petição pública para decretar...

A doença renal crónica e a diálise representam, atualmente, um dos principais desafios de saúde pública, com um impacto significativo na mortalidade precoce, na qualidade de vida, nos custos de saúde e na equidade de acesso. Com a criação do Dia Nacional da Diálise, a ANADIAL, que representa as clínicas que tratam mais de 90% dos portugueses com doença renal crónica, pretende sensibilizar a sociedade para esta doença, promovendo uma maior consciencialização para a importância da prevenção, do diagnóstico atempado e da melhoria contínua da qualidade de vida das pessoas que vivem com esta condição.

“A diálise é uma realidade diária para milhares de portugueses. Instituir o Dia Nacional da Diálise é dar visibilidade a estes doentes, reconhecer os profissionais que os acompanham e reforçar a urgência da prevenção e do diagnóstico precoce da doença renal crónica”, afirma Paulo Dinis, presidente da ANADIAL.

O dia 23 de setembro situa-se entre o Dia Mundial da Segurança do Doente (17 de setembro) e o Dia Mundial do Coração (29 de setembro), colocando, assim, a Doença Renal Crónica (DRC) e a diálise onde devem estar: no centro das grandes batalhas da saúde pública. “A escolha do mês de setembro prende-se com uma questão de justiça para com os milhares de pessoas que dependem da diálise, atestando que, após o período tradicional de férias, quando as escolas reabrem, as famílias retomam rotinas, o país retoma o seu ritmo e também retoma o compromisso com quem nunca parou”, assinala Paulo Dinis.

De acordo com a Sociedade Portuguesa de Nefrologia (SPN), cerca de 1 milhão de portugueses sofrem de DRC e cerca de 13.000 doentes estão a fazer diálise. Segundo os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), se não forem desenvolvidas campanhas de prevenção e descodificação, a DRC poderá ser, em 2040, a quinta principal causa de mortalidade a nível global.

Assine a petição aqui.

 

“Sem dor, sem sintomas — não arrisque perder a sua visão”
No âmbito da Semana Mundial do Glaucoma, que vai decorrer até 14 de março, a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO) promove...

Em Portugal, estima-se que o glaucoma afete cerca de 250 mil pessoas. Apesar de não ter cura, a doença pode ser controlada se for diagnosticada atempadamente em consulta de oftalmologia, permitindo travar a sua progressão e preservar a visão, sublinha Fernando Trancoso Vaz, oftalmologista e coordenador do Grupo Português de Glaucoma da SPO.

Sob o lema “Sem dor, sem sintomas — não arrisque perder a sua visão”, os especialistas alertam para o caráter silencioso da doença, que não apresenta sintomas nas fases iniciais. Por esse motivo, o diagnóstico precoce é fundamental para evitar danos irreversíveis na visão.

Entre as principais mensagens da campanha está a recomendação do Presidente da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia, Pedro Menéres, da realização de observações regulares por médicos oftalmologistas a partir dos 40 anos, com observação do nervo ótico e medição das tensões oculares,devendo esta avaliação ser antecipada em pessoas com fatores de risco acrescidos, como hipertensão ocular, miopia elevada, histórico familiar de glaucoma ou uso prolongado de corticoides. A população afrodescendente apresenta igualmente um risco aumentado de desenvolver a doença.

A Semana Mundial do Glaucoma culmina com uma reunião científica que reúne médicos oftalmologistas em Vila do Conde, nos dias 13 e 14 de março, onde serão debatidos os meios de diagnóstico e os tratamentos médicos e cirúrgicos mais recentes.

 

Opinião
O dia 12 de março marca o Dia Mundial do Rim, não aprecio o termo “celebrar” porque a necessidade de

Quando se fala em DRC pensa-se em diabetes. E de fato, a diabetes é uma das principais causas de doença renal crónica, sendo que 30 a 40% da população diabética mundial apresenta DRC, de acordo com os dados da Federação Internacional da Diabetes (IDF). Portugal apresentou uma prevalência de diabetes, em 2025, de 14.2% da população, o que representa cerca de 1.2 milhões de portugueses com diabetes. Considerando estes dados estima-se que a nefropatia diabética atinja cerca de 480 mil portugueses.

Esta relação de proximidade entre a diabetes e a doença renal crónica é estabelecida de forma mútua.

A hiperglicemia, presente na diabetes, causa alterações nos vasos sanguíneos que conduzem a lesões micro e macro vasculares extensas que são responsáveis pelas principais complicações associadas à diabetes tais como a nefropatia, a retinopatia, a neuropatia, e ainda pelo aumento do risco cardiovascular com um aumento da incidência de enfarte agudo do miocárdio (EAM) e acidente vascular cerebral (AVC) significativo. Por outro lado, a DRC induz uma maior dificuldade no controle da glicemia, além de aumentar o risco cardiovascular, per si. Assim verifica-se uma incidência aumentada de eventos agudos (EAM e AVC) e consequentemente uma redução significativa da qualidade de vida da pessoa com nefropatia diabética (ND).

A prevalência da ND aumenta com a idade, com o tempo de duração da diabetes bem como com a exposição a um inadequado controle metabólico ao longo do tempo. A lesão renal resulta diretamente da hiperglicemia mas também a hipertensão arterial, a dislipidemia ou o tabagismo contribuem para exacerbação e velocidade de declínio da função renal.

Clinicamente a doença manifesta-se por um   cansaço de agravamento progressivo, falta de apetite, náuseas ou vómitos, aumento da frequência urinária, sangue na urina, edema periférico e peri-ocular, alteração da tensão arterial e hálito cetónico, já numa fase mais avançada. A primeira manifestação é a perda de albumina na urina.

O diagnóstico deve ser realizado o mais precocemente possível por forma a prevenir o avanço da doença e a reduzir a gravidade da mesma.  O diagnóstico é baseado no valor da creatinina sérica e da relação albumina/creatinina (RAC) na urina. A ecografia renal permite avaliar a estrutura do rim que também é afetada pela DRC, pelo que também tem um papel diagnóstico importante.

A DRC divide-se em 5 estadios de gravidade sendo que o estádio terminal carece de substituição da função do rim por diálise ou por transplante de órgão, com custo económicos, sociais e familiares para os doentes e para a comunidade em geral, muito elevados.

A nível mundial, apenas 27 a 53% da população com DRC tem acesso a técnicas de substituição renal (diálise), sendo este acesso muito escasso nos países de baixo desenvolvimento económico, onde a sua prevalência é mais elevada. Sendo uma causa de morte frequente nestes países.  

A DRC e a tensão arterial também se apresentam com uma relação de implicação mútua. As alterações da tensão arterial são consequência e também causa de DRC pelo que é fundamental o seu controle.

Atualmente o diagnóstico precoce e tratamento da doença renal reveste-se de particular importância, se há alguns anos apenas se baseava no controle da glicemia e da tensão arterial, hoje existem vários fármacos que atuam diretamente e têm efeito benéfico na preservação e na redução do declínio da função renal.

No entanto, apesar de toda a melhoria na terapêutica disponível para a DRC, a melhor forma de a evitar, contínua a ser a prevenção.

Prevenir e controlar, o mais precocemente possível, a diabetes, a tensão arterial, a dislipidémia e o tabagismo, manter hábitos de vida saudáveis continuam a ser a estratégia mais eficaz na redução da doença renal. A consequência é uma redução do risco cardiovascular associado e uma melhoria da qualidade de vida destas pessoas.

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Dia Mundial do Rim
Afeta milhares de pessoas e muitas vezes evolui sem sintomas durante anos.

Pergunta: O que é a DRC e porque é que a sua natureza assintomática inicial a torna numa "epidemia silenciosa" tão perigosa?

Resposta: A Doença Renal Crónica (DRC) caracteriza-se pela perda progressiva e irreversível da função dos rins. É apelidada de "epidemia silenciosa", porque em quase toda a sua progressão não apresenta sintomas claros, o que torna o diagnóstico precoce extremamente difícil de alcançar do ponto de vista clínico. A ausência de sintomas a ela associados faz com que muitos doentes só procurem ajuda quando a função renal já está severamente comprometida e o seu tratamento já não é possível.

 

Pergunta: O que nos dizem os dados recentes sobre o crescimento de doentes em hemodiálise em Portugal ao longo dos anos?

Resposta: Portugal encerrou o ano de 2023 com quase 14 mil doentes em hemodiálise, um aumento que se tem mantido constante ao longo dos anos. Este crescimento revela o subdiagnóstico da doença, o maior desafio nos tempos atuais. Os dados indicam que, apesar das campanhas, a incidência de falência renal continua a subir, refletindo a necessidade urgente de estratégias de prevenção mais agressivas.

 

Pergunta: Como é que a diabetes, hipertensão e obesidade afetam os rins e como podemos prevenir estas consequências?

Resposta: Estas condições são as principais causas da DRC em Portugal. A Diabetes e Hipertensão causam danos nos pequenos vasos sanguíneos dos rins, prejudicando a sua capacidade de filtragem, sendo, ao mesmo tempo, fatores pro-inflamatórios, como o é a Obesidade. O controlo rigoroso destes fatores de risco, que estão muitas vezes associados e a que chamamos de síndrome metabólico, são fundamentais para diminuir o número de pessoas com DRC em Portugal. Para isso, têm um papel fulcral os cuidados de saúde primários.

 

Pergunta: Qual a importância do rastreio e quem deve ser rastreado regularmente?

Resposta: Dado o carácter silencioso da doença, o rastreio é a única forma de deteção precoce.

Este é feito de uma forma muito simples! Através de exames simples, como uma análise de sangue (creatinina/taxa de filtração glomerular) e uma análise de urina (pesquisa de proteínas).

Os doentes que devem ser anualmente rastreados são os principais Grupos de Risco: doentes com diabetes, hipertensão, obesidade, historial familiar de doença renal ou patologias urológicas ou sistémicas.

 

Pergunta: Como vê a SPN o uso do humor, como o talkshow 'Rim para a meia-noite', na literacia em saúde?

Resposta: A SPN vê estas abordagens criativas de forma muito positiva. Utilizar o humor para transmitir conceitos de literacia médica tão densos ajuda a desmistificar a função renal e a aproximar a mensagem da população de uma forma menos assustadora e mais eficaz.

 

Pergunta: Quais os maiores desafios e avanços na abordagem da DRC em Portugal?

Resposta: O maior desafio na gestão da DRC em Portugal reside na prevenção e no diagnóstico atempado para que os doentes não cheguem ao nefrologista apenas em estádios avançados.

No que diz respeito aos avanços, destacamos a integração com os Cuidados de Saúde Primários e o aumento crescente de fármacos disponíveis no mercado para controlo das doenças renais.

A Sociedade aposta na integração de cuidados e na monitorização contínua para inverter a curva desta epidemia nos próximos anos.

 

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Dia Mundial do Rim
No âmbito do Dia Mundial do Rim, assinalado a 12 de março, a Associação Portuguesa de Insuficientes

Pergunta: A APIR é o pilar de muitos doentes renais. Além do apoio prático, qual é o papel emocional e psicológico que a Associação desempenha na vida de quem enfrenta a doença renal crónica (DRC) e dos seus familiares?

Resposta: A APIR tem um papel muito importante não só no apoio prático, mas também no acompanhamento emocional e psicológico dos doentes renais e das suas famílias. A entrada em hemodiálise representa uma mudança profunda na vida de qualquer pessoa, exigindo adaptação a uma nova rotina e a um tratamento exigente, que muitas vezes traz também um grande desgaste emocional e físico.

Embora exista um período de adaptação, muitos doentes sentem dificuldades em aceitar a doença e em reorganizar a sua vida. Nesse sentido, a APIR procura criar espaços de partilha e proximidade entre doentes e familiares. Através de encontros e iniciativas promovidas pela Associação, é possível trocar experiências, encontrar apoio em quem vive desafios semelhantes e reforçar a esperança.

Este apoio humano e comunitário é muitas vezes essencial para que os doentes se sintam menos sozinhos e consigam integrar melhor a doença no seu dia a dia.

 

Pergunta: A DRC é apelidada de "epidemia silenciosa". Quais são os maiores desafios que os doentes renais enfrentam diariamente, desde o diagnóstico às fases mais avançadas da doença?

Resposta: A doença renal crónica é muitas vezes chamada de “epidemia silenciosa” porque, em muitos casos, evolui durante anos sem apresentar sintomas evidentes. Quando o diagnóstico surge, muitas vezes a doença já se encontra numa fase avançada, o que representa um grande impacto na vida do doente.

A partir desse momento, os desafios são vários: a adaptação à doença, às restrições alimentares e hídricas, às consultas e exames frequentes e, em muitos casos, a tratamentos exigentes como a hemodiálise. Para além do impacto físico, existe também uma forte componente emocional e social, pois a doença altera rotinas, vida profissional e familiar.

Por isso, além do acompanhamento clínico, é fundamental que os doentes tenham apoio psicológico, social e associativo que os ajude a enfrentar a doença com mais informação, suporte e esperança.

 

Pergunta: Para os doentes em hemodiálise, como os 13.976 registados no final de 2023, a qualidade de vida é uma preocupação. De que forma a APIR contribui para melhorar o dia-a-dia destes doentes, nomeadamente através de informação, partilha de experiências ou advocacia?

Resposta: Para os doentes em hemodiálise, a qualidade de vida é uma preocupação constante, uma vez que o tratamento exige várias sessões semanais e implica uma reorganização profunda da vida pessoal, familiar e profissional. Neste contexto, a APIR tem um papel importante ao apoiar os doentes através da disponibilização de informação clara sobre a doença, os tratamentos e os direitos dos doentes, ajudando-os a lidar melhor com os desafios do dia a dia.

Ao mesmo tempo, a Associação promove momentos de encontro e partilha entre doentes e familiares, que permitem trocar experiências, reduzir o sentimento de isolamento e reforçar a esperança. Paralelamente, a APIR tem também um papel ativo na defesa dos direitos dos doentes renais, procurando contribuir para melhores condições de tratamento, maior apoio social e uma melhor qualidade de vida.

 

Pergunta: A iniciativa 'Rim para a meia-noite' é bastante inovadora. Como surgiu a ideia de usar o humor para abordar um tema tão sério, e o que esperam que esta abordagem mais leve possa mudar na perceção pública da DRC?

Resposta: A iniciativa “Rim para a meia-noite” surgiu da vontade de abordar a doença renal crónica de uma forma diferente, mais próxima das pessoas e capaz de chegar a novos públicos. Embora se trate de um tema sério, acreditamos que o humor pode ser uma ferramenta poderosa de comunicação, permitindo falar sobre a doença de forma mais acessível, quebrar tabus e despertar a atenção da sociedade para uma realidade que muitas vezes passa despercebida.

Com esta abordagem mais leve e criativa, esperamos contribuir para aumentar a literacia em saúde sobre a doença renal crónica, sensibilizar para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce e, ao mesmo tempo, humanizar a realidade de quem vive com esta doença. Acreditamos que falar sobre estes temas com proximidade e alguma leveza pode ajudar a gerar mais empatia, compreensão e apoio por parte do público.

 

Pergunta: Como a APIR garante que a voz e as necessidades dos doentes renais são ouvidas pelas entidades de saúde e pelos decisores políticos em Portugal?

Resposta: A APIR procura garantir que a voz dos doentes renais é ouvida através de um trabalho contínuo de representação e diálogo com as entidades de saúde e com os decisores políticos. A Associação acompanha de perto as principais questões que afetam os doentes, recolhendo preocupações, dificuldades e sugestões diretamente junto da comunidade de doentes renais e das suas famílias.

Com base nessa proximidade, a APIR participa em reuniões, iniciativas institucionais e espaços de discussão onde pode apresentar propostas e defender melhorias nas políticas de saúde, no acesso aos tratamentos e nos apoios sociais. Desta forma, a Associação procura assegurar que as necessidades reais dos doentes renais são consideradas nas decisões que impactam a sua qualidade de vida.

 

Pergunta: A Associação, apesar de focar no apoio ao doente, também tem um papel na prevenção. Que mensagem gostariam de deixar à população portuguesa sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce da DRC?

Resposta: Embora a APIR tenha como missão principal apoiar os doentes renais, também considera fundamental sensibilizar a população para a prevenção da doença renal crónica. Muitas vezes esta é uma doença silenciosa, que pode evoluir durante anos sem sintomas, pelo que a prevenção e o diagnóstico precoce são essenciais para evitar a progressão para fases mais avançadas.

A mensagem que deixamos à população é a importância de cuidar da saúde renal através de hábitos de vida saudáveis, controlo da tensão arterial, da diabetes e da realização regular de análises, especialmente para quem tem fatores de risco. Identificar a doença numa fase inicial pode fazer uma grande diferença na evolução da DRC e na qualidade de vida das pessoas.

 

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
11 e 12 de abril
O projeto lúdico-pedagógico Hospital dos Pequeninos, que tem como objetivo ajudar crianças a reduzir o medo e a ansiedade...

A iniciativa, promovida pela Associação de Estudantes da Faculdade de Medicina de Lisboa (AEFML) em parceria com a Câmara Municipal de Setúbal e outras entidades locais, decorrerá no Cais 3 do Porto de Setúbal, entre as 10h00 e as 17h00 em ambos os dias, com entrada livre e gratuita. De referir que a entrada e atribuição de senhas será feita até às 15h de cada dia ou mediante lotação máxima.

Dirigido a crianças dos 3 aos 10 anos, o evento convida os mais pequenos a trazer um boneco ou peluche “doente” para participar num percurso interativo em que podem brincar a ser “médicos” dos seus pacientes de brincar.

Ao longo do dia, os participantes visitam diferentes “estações de saúde”, como triagem, consultas, imagiologia, análises e bloco de cirurgia, acompanhados por estudantes de medicina que os guiam nas atividades.

Esta edição pretende reforçar a confiança das crianças no contacto com profissionais de saúde e contribuir para uma compreensão mais lúdica do mundo da saúde, enquanto promove hábitos e estilos de vida saudáveis e os leva a perder o medo da “bata branca”.

Data: 11 e 12 de abril
Horário: 10h00 às 17h00
Local: Cais 3 do Porto de Setúbal — nave 2
Entrada: gratuita (sujeita à atribuição de senhas até às 15h de cada dia ou limite de lotação)

Mais informações podem ser consultadas em: https://www.aefml.pt/hospitalpequeninos ou através da página de Instagram @hospitalpequeninos.

 

Mês da Prevenção para o Cancro Colorretal
A Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia (SPG) está a promover uma campanha nacional de consciencialização, no âmbito do Mês...

“O cancro colorretal, também conhecido por cancro do intestino, caracteriza-se por uma incidência e mortalidade elevadas. Quando surgem sintomas como dor abdominal, sangue nas fezes, alteração do trânsito intestinal, perda de peso ou anemia, a doença pode já encontrar-se numa fase avançada. É, por isso, imperativo reforçar a importância do rastreio a partir dos 45 anos. Com esta campanha, e com o apoio da Fundação do Futebol – Liga Portugal, pretendemos que esta mensagem chegue a ainda mais pessoas”, afirma Marília Cravo, gastrenterologista e presidente da SPG.

Reinaldo Teixeira, Presidente da Fundação do Futebol – Liga Portugal, sublinha o papel mobilizador do Futebol enquanto plataforma de sensibilização para causas de saúde pública. “Acreditamos que o Futebol deve assumir um papel ativo na promoção de causas que impactam diretamente a vida das pessoas. Associarmo-nos a esta campanha da Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia é contribuir para alertar, informar e incentivar ao rastreio, porque na saúde, agir atempadamente faz toda a diferença”, salienta.

A campanha de consciencialização, inserida na iniciativa “Saúde Digestiva”, estará também presente nas redes sociais da sociedade e nos meios de comunicação social, durante o mês de março.

A SPG desenvolveu a iniciativa “Saúde Digestiva”, com o objetivo de promover um conhecimento mais aprofundado do aparelho digestivo e uma maior consciência do que todos temos de fazer, enquanto médicos, pacientes e cidadãos, não só para combater as doenças e sintomas do sistema digestivo que afetam a qualidade de vida de aproximadamente 1/3 da população, mas acima de tudo para incentivar a adoção de hábitos alimentares saudáveis e de atividade física regular, que são o melhor contributo que podemos dar ao nosso bem-estar digestivo. Para mais informações, consulte o site através do seguinte link: www.saudedigestiva.pt.

 

Opinião
É uma pergunta que ouço com frequência no consultório: “Andar de bicicleta pode prejudicar a próstat

A evidência científica atual é tranquilizadora. Estudos recentes demonstram que a prática regular de ciclismo não aumenta o risco de disfunção erétil a longo prazo. Pelo contrário, muitos ciclistas reportam melhor função sexual do que sedentários, precisamente porque o exercício melhora a saúde cardiovascular — que é um dos principais determinantes da qualidade da ereção. Os verdadeiros fatores de risco para disfunção erétil são as doenças crónicas (diabetes, hipertensão, dislipidemia), o tabagismo, a obesidade e o sedentarismo. Ou seja, na maioria dos casos, pedalar protege mais do que prejudica.

Importa também desmistificar a prostatite. Muitos homens recebem este diagnóstico sem que exista infeção real. Os sintomas resultam frequentemente de tensão dos músculos do pavimento pélvico, hipersensibilidade nervosa ou longos períodos na posição sentada — problemas que não aparecem em análises de urina, mas que podem mimetizar inflamação da próstata. O ciclismo pode agravar esta tensão muscular, sobretudo em bicicletas estacionárias, onde a posição é mais estática e prolongada. Ao ar livre, o corpo redistribui naturalmente o peso durante subidas, descidas e alterações de postura, o que confere pausas intermitentes aos tecidos pélvicos.

A mensagem principal é clara: não deve deixar de pedalar por medo. A maior parte do desconforto resolve-se com ajustes simples — um selim com recorte central, a correção da altura e inclinação do assento, pausas regulares a cada 10–15 minutos e o aumento gradual da quilometragem. Se os sintomas persistirem, a fisioterapia do pavimento pélvico é uma intervenção eficaz e baseada em evidência. Dormência prolongada, desconforto que se mantém horas após o exercício ou alterações urinárias novas justificam uma avaliação urológica — não por alarme, mas por prudência. O ciclismo é um aliado da saúde masculina; basta praticá-lo com a configuração correta.

 

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Conflito no Médio Oriente
Com o aumento do preço do petróleo, associado ao atual conflito no Médio Oriente, a Ordem dos Nutricionistas alerta para novos...

A Ordem dos Nutricionistas acredita que a instabilidade geopolítica, sentida nas últimas semanas, pode agravar o preço dos alimentos em Portugal.  O aumento do preço do petróleo, associado à atual situação de tensão no Médio Oriente, tem impacto direto no custo da produção, transporte e distribuição alimentar, podendo traduzir-se em novos aumentos no preço de vários bens alimentares. Perante este cenário, a Ordem volta a defender a isenção de IVA nos alimentos essenciais do padrão alimentar mediterrânico, como forma de mitigar o impacto destes aumentos no orçamento das famílias.

“Num contexto de instabilidade internacional e subida do preço do petróleo, torna-se essencial garantir que o acesso a alimentos saudáveis não se transforme num privilégio. A elevada dependência da importação de energia e matérias-primas coloca Portugal especialmente sensível a flutuações internacionais, com reflexos diretos no preço final pago pelas famílias”, sublinha Liliana Sousa, Bastonária da Ordem dos Nutricionistas”, sublinha Liliana Sousa, Bastonária da Ordem dos Nutricionistas.

A Ordem dos Nutricionistas defende a isenção de IVA sobre os alimentos essenciais como forma de garantir o acesso da população a uma alimentação saudável, especialmente na situação atual. Esta será uma resposta de emergência para proteger as famílias, enfatiza a Bastonária, adiantando que a proposta – chumbada no último Orçamento do Estado - irá ser enviada ao Governo – nomeadamente o Ministério da Saúde, do Trabalho e da Segurança Social, das Finanças e da Agricultura - e a todos os grupos parlamentares.

A Ordem dos Nutricionista acredita que garantir o acesso a alimentos essenciais não é apenas uma questão económica, mas também uma medida de proteção da saúde pública e de prevenção de doenças crónicas.

Recorde-se que o cabaz alimentar de produtos essenciais monitorizado pela DECO – Associação Portuguesa da Defesa do Consumidor atingiu 251,76€ em março de 2026, representando um aumento de 37,1% desde 2022. Já os últimos dados relativos ao INE – Instituto Nacional de Estatística dão conta que 4,1% da população vive em situação de insegurança alimentar moderada ou grave, enquanto 15,4% está em risco de pobreza, valores que, segundo a Ordem dos Nutricionistas, “sofreram ligeiras reduções, mas que neste contexto podem vir a piorar”.

 

Estudo "Enxaqueca nas Mulheres – O Padrão Hormonal Invisível"
Numa altura em que a Comissão Europeia prepara a futura Estratégia para a Saúde da Mulher, a Europa tem uma oportunidade...

Um estudo recente sobre o impacto das cefaleias e da enxaqueca e as suas projeções para 2050 mostra que, devido à elevada incidência destas doenças, é necessário priorizar as cefaleias nas políticas globais de saúde e alocar os recursos necessários para reduzir este impacto⁵. Neste contexto, a Aliança Europeia para a Enxaqueca e Cefaleias (EMHA) apresentou, dia 5 de março, no Parlamento Europeu, no âmbito do Dia Internacional da Mulher, os resultados do inquérito "Enxaqueca nas Mulheres – O Padrão Hormonal Invisível", que visa compreender o impacto real da enxaqueca hormonal e apoiar a sua priorização nas políticas de saúde feminina, tendo em conta que 3 em cada 4 pessoas que vivem com enxaqueca são mulheres, a maioria em idade reprodutiva. Em Portugal, os dados revelam que 33,6% das mulheres com enxaqueca nunca consultaram um médico e 72,4% recorrem à automedicação³, evidenciando uma lacuna significativa no acesso a cuidados especializados.

Este estudo, apresentado no decorrer do evento "Mais do que 'apenas uma dor de cabeça': Quebrar o silêncio sobre condições pouco reconhecidas", foi realizado no âmbito da série de palestras do Dia Internacional da Mulher promovida pela revista The Parliament e apoiada pela AbbVie, envolveu 5.410 pessoas de 13 países europeus, incluindo Portugal, com 464 respostas. E descreve uma realidade persistente: o padrão hormonal na enxaqueca é comum, mas muitas vezes não é explorado e integrado de forma consistente nos cuidados de saúde. Entre as descobertas apresentadas, destaca-se que 2 em cada 3 participantes reportaram um potencial padrão entre as crises de enxaqueca e o seu ciclo menstrual e que 90% indicam que as crises de dor de cabeça durante a menstruação são mais intensas, mais duradouras e mais difíceis de tratar, do que fora deste período².

Apesar destes dados, 68% das mulheres inquiridas afirmam que nunca lhes foi oferecido tratamento individualizado para as crises que apresentam um padrão hormonal. Neste mesmo estudo, 66% associam as suas crises à menstruação e apenas 59% já falaram com um profissional de saúde sobre estes fatores desencadeantes hormonais 3.

Em Portugal, a limitação associada à enxaqueca é clara: 92% das inquiridas mostram que as suas dores de cabeça limitaram a sua capacidade de trabalhar, estudar ou fazer o que precisavam durante pelo menos um dia. E confirmam ainda a intensidade das dores de cabeça: numa escala de zero (sem dor) a 10 (a pior dor possível), 79,8% consideram que a sua é superior a 6. Uma dor que levou mesmo a maioria (66,4%) a procurar ajuda médica, ainda que a 20,8% não tivesse sido prescrito tratamento médico para a sua enxaqueca. 

Para Elena Ruiz de la Torre, diretora executiva da EMHA, "os resultados deste estudo mostram uma realidade que tem sido subestimada durante anos: a enxaqueca, sobretudo a enxaqueca menstrual, sofre uma trivialização que agrava a sua invisibilidade e dificulta o seu reconhecimento clínico e institucional".

"Neste contexto, a EMHA apela ao reconhecimento formal da enxaqueca como um problema de saúde que afeta desproporcionalmente as mulheres, de forma a impulsionar a sua inclusão na Estratégia Europeia de Saúde Neurológica 2025 e a melhorar os cuidados de saúde às mulheres que vivem com enxaqueca", acrescenta Ruiz de la Torre.

 

Subdiagnóstico e deficiência na abordagem da enxaqueca hormonal

A enxaqueca é uma doença neurológica com um padrão frequente, invisível e incapacitante, caracterizada por crises de cefaleia intensa e pulsátil de intensidade moderada a grave1,2. Mas apesar da sua elevada prevalência - afeta até 18% das mulheres4 -, existe ainda um subdiagnóstico significativo da doença.

De facto, o estudo revela que 42% das pessoas com resultados positivos nos exames de rastreio nunca receberam um diagnóstico clínico/médico3 e que apenas 1 em cada 4 participantes (23%) recebeu prescrições terapêuticas específicas, sugerindo que os fatores hormonais continuam a ser largamente ignorados tanto a nível político como na prática clínica, apesar do seu impacto comprovado na intensidade, duração e frequência das crises4.

 

“Os dados deste estudo referentes a Portugal não mentem - a desvalorização e o impacto da enxaqueca na mulher continua a ser uma realidade a nível europeu e a nível nacional. É urgente priorizarmos a enxaqueca, incluí-la nas políticas de saúde europeias e mudar este paradigma. Não é aceitável que a enxaqueca continue a ser negligenciada”, refere Madalena Plácido, Presidente da MiGRA Portugal.

 

Da evidência ao compromisso político: "Reconhecer. Diagnosticar. Tratar"

A enxaqueca é uma evidência de desigualdade devido à elevada prevalência da doença e ao seu baixo reconhecimento político, clínico e social. Por isso, a EMHA aproveitou a sua participação nesta reunião no Parlamento Europeu para reforçar uma mensagem central: é necessário implementar medidas concretas para promover mudanças nos cuidados da enxaqueca.

Neste sentido, a aliança apresentou um claro apelo à ação sobre esta doença: "Reconhecer. Diagnosticar. Tratar." Estes são os três pilares fundamentais em que assenta o trabalho da EMHA sobre a enxaqueca e a saúde da mulher, dirigido aos decisores políticos, aos sistemas de saúde e à sociedade civil para avançar no reconhecimento da enxaqueca menstrual como uma questão de saúde da mulher; diagnosticar precocemente, reduzindo o tempo de espera e melhorando o percurso nos cuidados de saúde; e tratar melhor, promovendo um atendimento mais personalizado ao longo dos diferentes ciclos hormonais da vida.

No que respeita a este último pilar, Elena Ruiz de la Torre sublinha que "não basta reagir à crise; na enxaqueca, é preciso antecipar. Precisamos de passar de uma abordagem reativa para uma mais proativa e individualizada, iniciada precocemente com tratamentos eficazes e bem tolerados, para reduzir a incapacidade e retardar a progressão da doença".

Olhando para os próximos passos, a EMHA defende que a enxaqueca seja incluída no centro da futura Estratégia Europeia de Saúde Neurológica, em linha com as Estratégias Europeias de Saúde da Mulher. Este reconhecimento deve traduzir-se em avanços verificáveis, como menor desigualdade no acesso ao tratamento, percursos de cuidados mais eficientes e um aumento da consciencialização para reduzir o estigma e acelerar o diagnóstico.

 

Referências:

1.       EMHA: https://www.emhalliance.org/headache/#migraine

2.       Gupta J, Gaurkar SS. Migraine: An Underestimated Neurological Condition Affecting Billions. Cureus. 2022 Aug 24;14(8):e28347. doi: 10.7759/cureus.28347. PMID: 36168353; PMCID: PMC9506374.

3.       EMHA. (2025). Migraine in Women Survey 2025. https://www.emhalliance.org/project/the-invisible-hormonal-pattern-in-women/

4.       Katsarava Z, Buse DC, Manack AN, Lipton RB. Defining the differences between episodic migraine and chronic migraine. Curr Pain Headache Rep. 2012 Feb; 16(1):86-92. doi: 10.1007/s11916-011-0233-z. PMID: 22083262; PMCID: PMC3258393

5.       Wijeratne et al., 2025, Cell Reports Medicine 6, 102348 October 21, 2025 © 2025 The Author(s). Published by Elsevier Inc. https://doi.org/10.1016/j.xcrm.2025.102348

 

13 de março | Dia Mundial do Sono
“Sono de campeão” é o mote para a campanha da Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) no âmbito do Dia Mundial do Sono (13 de...

Para cumprir este objetivo, foram reunidos testemunhos de vários atletas que partilharam de que forma integram o sono na sua rotina de campeões. Participaram atletas portugueses quer de modalidades individuais – como judo, atletismo, ciclismo, natação -, quer de desportos de equipa – como futsal, rugby e canoagem. “O objetivo final, através de rostos conhecidos e inspiradores, é que as pessoas projetem a importância do sono também nas suas vidas e percebam que dormir é um bom investimento para todos”, referem os médicos pneumologistas.

O facto de esta campanha contar com a participação de um grupo alargado de atletas de modalidades distintas – com o apoio da Comissão de Atletas Olímpicos – permite não só chegar a mais pessoas, como também “comprovar que a importância do sono é transversal a todas as áreas, como deve ser a todas as pessoas no seu dia a dia”.

Patrícia Sampaio (judoca), Pedro Afonso (velocista), Diogo Abreu e Pedro Ferreira (trampolim), Gustavo Gonçalves e Afonso Costa (canoístas), Mariana Machado (atletismo), Raquel Queirós (ciclista), Miguel Nascimento (nadador), Francisco Belo (lançador de peso) e Tomás Aplleton (rugby) são alguns dos atletas que dão o rosto por esta iniciativa. 

Ao longo dos anos, a SPP tem vindo a apostar na sensibilização da população para as funções essenciais do sono e a sua importância para a saúde cardiovascular, metabólica e mental. “O sono é um dos pilares de um estilo de vida saudável, a par da alimentação equilibrada e da atividade física regular. É durante o sono que se recupera a energia e, a nível dos tecidos e células, é quando se processa os ganhos do dia, com limpeza das toxinas acumuladas e ganho de competências, nomeadamente a recuperação e desenvolvimento muscular. Além disso, o sono contribui para a melhoria da atenção, da coordenação, do tempo de reação, clareza e destreza mentais, tudo aspetos fundamentais para boas performances no dia seguinte”.

A ligação entre o sono e a atividade física, tema explorado nesta campanha, é também evidente para os especialistas: “a prática regular favorece um sono de qualidade e é um dos sincronizadores do nosso ritmo circadiano. O exercício facilita o adormecer e contribui para a continuidade do sono, reduzindo também a sonolência diurna. Além disso, a atividade física contribui para a perda de peso que também é nuclear para prevenir doenças prevalentes do sono, como a apneia do sono”.

Um sono de campeão dirige-se a todas as pessoas: “através do exemplo destes desportistas, relembrarmos que todos podem ter um sono de campeão – basta que cuidem do seu sono, que o coloquem na agenda e que procurem ajuda médica especializada sempre que sentirem que não dormem bem”.

“Dormir mal ou pouco não é normal e acarreta consequências para a saúde física e mental, para a nossa performance no trabalho, mas também para a forma como nos relacionamos com os outros. Quem não dorme bem, tem dificuldade em adormecer ou manter o sono, acorda muitas vezes durante a noite, sente que o sono não é reparador, ou tem sonolência ou dificuldades de atenção e concentração durante o dia deve procurar ajuda numa consulta de Medicina do Sono”, concluem Vânia Caldeira e Pedro Americano.

 

Principais medidas de otimização do sono:

1) Manter horários de sono regulares, tentando não variar muito ao fim de semana;

2) Reduzir estímulos atempadamente antes de ir para a cama (desacelerar uma hora antes), procurando atividades relaxantes em detrimento dos ecrãs;

3) Ter um ambiente adequado para o sono, completamente escuro, silencioso, com temperatura agradável, investindo também na qualidade do colchão e das almofadas para máximo conforto;

4) Evitar cafeína, bebidas energéticas e álcool a partir da tarde;

5) Não fumar;

6) Praticar atividade física regular, preferencialmente de forma consistente e não demasiado perto da hora de dormir;

7) Expor-se a luz natural logo após acordar para sinalizar o relógio biológico;

8) Estar atento a sintomas como ressonar, paragens respiratórias, ou sonolência diurna excessiva e procurar ajuda médica caso necessário.

 

Dia Mundial do Rim assinala-se a 12 de março
A Associação Nacional de Centros de Diálise (ANADIAL) vai realizar diversas sessões de esclarecimento sobre a doença renal...

A iniciativa inclui o jogo educativo “À descoberta dos nossos rins”, desenvolvido pela Associação Portuguesa de Insuficientes Renais (APIR) com o apoio da ANADIAL. Este material pedagógico, disponibilizado gratuitamente a várias escolas do país, já alcançou cerca de 3.000 alunos e pretende complementar os conteúdos escolares relacionados com as funções vitais do corpo humano, com especial destaque para o sistema urinário.

Durante as sessões, profissionais de saúde irão apresentar o funcionamento do jogo e sensibilizar os alunos para a importância da prevenção da doença renal crónica. O objetivo é reforçar o conhecimento e a compreensão sobre esta doença, promovendo hábitos de prevenção desde cedo.

A doença renal crónica é uma doença provocada pela deterioração lenta e irreversível da função renal. Como consequência da perda da função renal, existe retenção no sangue de substâncias que normalmente seriam excretadas pelo rim, levando à acumulação de produtos metabólicos tóxicos no sangue (azotemia ou uremia). Doenças como a hipertensão arterial, diabetes e doenças hereditárias podem provocar lesões nos rins e causar insuficiência renal crónica. Nos estádios mais avançados, os portadores desta doença precisam de efetuar regularmente tratamentos de substituição da função renal, como a hemodiálise e a diálise peritoneal, ou o transplante renal.

O jogo “À descoberta dos nossos rins” inclui um dossiê completo com instruções, cartas de jogo, um póster educativo e fichas de atividades. Os materiais encontram-se disponíveis online, através do seguinte link: https://www.apir.org.pt/publicacoes/jogo-a-descoberta-dos-nossos-rins/

 

Lançamento de campanha
A Associação Salvador vai lançar, no dia 16 de março, a sua nova campanha de consignação de IRS, com o objetivo de sensibilizar...

A consignação de IRS permite aos contribuintes direcionar uma parte do imposto que já pagaram ao Estado para apoiar uma entidade social à sua escolha, sem qualquer prejuízo financeiro. Ao optar por consignar o IRS à Associação Salvador, os cidadãos estão a investir diretamente em projetos que promovem a inclusão, a autonomia e a igualdade de oportunidades.

Inspirada n’Os Lusíadas, a campanha recorre ao conceito das “tormentas”. Episódios marcantes da epopeia portuguesa que simbolizam grandes desafios e obstáculos, como o gigante Adamastor. Esta metáfora serve para ilustrar as dificuldades reais enfrentadas diariamente por pessoas com deficiência motora ou com mobilidade condicionada, incluindo idosos, cidadãos com muletas ou famílias com carrinhos de bebé. Escadas sem alternativa, passeios inacessíveis ou obstáculos no espaço público são exemplos de barreiras que continuam a limitar a autonomia e a participação plena na sociedade.

Fundada há mais de 20 anos por Salvador Mendes de Almeida, a Associação Salvador tem como missão promover a inclusão plena das pessoas com deficiência motora em Portugal, garantindo que possam participar ativamente na sociedade em igualdade de oportunidades. Ao longo dos anos, a instituição tem desenvolvido projetos que permitem que centenas de pessoas com deficiência motora tenham acesso a oportunidades que, de outra forma, lhes poderiam ser negadas. Desde a prática desportiva à integração no mercado de trabalho, passando pela melhoria das condições de acessibilidade e pela mudança de mentalidades.

A campanha estará presente em publicidade exterior, meios digitais, televisão e cinema, reforçando uma mensagem essencial: cada consignação conta e tem um impacto real. Atualmente, a consignação de IRS representa 22% das receitas da Associação Salvador, sendo um contributo decisivo para a continuidade e crescimento dos seus projetos.

“A consignação de IRS é uma forma simples e acessível de cada cidadão contribuir para um país mais inclusivo. Não tem custos, não altera o valor do reembolso ou do imposto a pagar e permite apoiar diretamente projetos que fazem a diferença na vida de muitas pessoas”, afirma Salvador Mendes de Almeida.

Para apoiar esta causa, basta indicar o NIF 506 723 364 no campo de consignação do IRS, no Portal das Finanças.

Em Coimbra
Na quarta-feira e quinta-feira (dias 11 e 12), vão decorrer em Coimbra duas iniciativas abertas ao público para assinalar a...

A primeira atividade vai ter lugar na quarta-feira, dia 11, entre as 11h00 e as 13h00, no UC Exploratório – Centro Ciência Viva da Universidade de Coimbra: a sessão de abertura das atividades da Semana Internacional do Cérebro em Portugal, este ano subordinada ao tema “A Plasticidade do Cérebro”. A sessão “Música, emoções e cérebro: como mudamos ao longo da vida?” vai juntar especialistas para debater de que forma a plasticidade do cérebro – a capacidade do cérebro se reorganizar ao longo da vida – influencia emoções, comportamentos, cognição e expressão artística.

A investigadora do ProAction Lab, do Centro de Investigação em Neuropsicologia e Intervenção Cognitivo-Comportamental e da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, Joana Sayal; o musicoterapeuta do Hospital Pediátrico da Unidade Local de Saúde de Coimbra, Jorge Felício; a investigadora do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra (CNC-UC), integrado no Centro de Inovação em Biomedicina e Biotecnologia (CiBB), Mónica Santos; e a psicóloga clínica, musicoterapeuta e representante da Associação Portuguesa de Musicoterapia, Teresa Leite, são os oradores convidados. A moderação vai ser assegurada pela assessora de imprensa para a investigação da Divisão de Comunicação e Marketing da Universidade de Coimbra, Catarina Ribeiro.

A abertura do evento vai estar a cargo do presidente da Sociedade Portuguesa de Neurociências (SPN), Tiago Gil Oliveira. O evento é aberto ao público, mediante inscrição prévia neste link. A atividade de abertura da Semana Internacional do Cérebro em Portugal é promovida pela SPN, em conjunto com o CNC-UC/CiBB, o Proaction Lab e o UC Exploratório.

Já no dia 12 de março, das 17h00 às 18h00, a Estufa Tropical do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra (JBUC) vai acolher a segunda edição da “Biblioteca Humana”, uma experiência que convida o público a conversar, num ambiente intimista, com investigadores do CiBB, unidade de investigação e desenvolvimento da Universidade de Coimbra integrada pelo CNC-UC, pelo Instituto de Investigação Clínica e Biomédica de Coimbra (iCBR-FMUC), pelo Instituto Multidisciplinar do Envelhecimento (MIA-Portugal) e pelo GeneT – Centro de Excelência em Terapia Génica.

Os cientistas Ana Rita Álvaro, Diogo Magalhães e Silva, Joana Ferreira, Lisa Oliveira Rodrigues e Vítor Bueno vão partilhar episódios marcantes dos seus percursos pessoais e científicos. Cada ‘leitura’ consiste numa conversa de cerca de 30 minutos, em pequenos grupos de até cinco pessoas, permitindo uma interação próxima com os investigadores.

A cientista Ana Rita Álvaro (CNC-UC) vai falar sobre o seu percurso na área da investigação sobre o sono. O investigador Diogo Magalhães e Silva (GeneT) vai partilhar a história do seu percurso académico e científico até chegar à área da transferência de tecnologia. A investigadora Joana Ferreira (MIA-Portugal) vai contar como a curiosidade e a coragem e os planos e desvios tiveram um papel importante na sua vida de cientista. A investigadora Lisa Oliveira Rodrigues (iCBR-FMUC) vai falar sobre a relação entre o seu hobby – o canto – e a sua atividade científica. O investigador Vitor Bueno (CNC-UC) vai partilhar as semelhanças que encontra entre a sua atividade científica nas neurociências e a música eletrónica, um gosto pessoal que cultiva.

A Biblioteca Humana é uma iniciativa de comunicação de ciência que aposta nas narrativas individuais para aproximar o público da comunidade científica. Inspirado no projeto internacional Human Library, o formato substitui livros por ‘livros humanos’, criando um espaço onde investigadores partilham histórias de vida e de ciência, motivações, dúvidas, fracassos e interesses pessoais, promovendo o diálogo e ajudando a desconstruir estereótipos sobre os cientistas.

A atividade é aberta ao público, mediante registo prévio aqui. A Biblioteca Humana é organizada pelo CiBB, em parceria com o JBUC e com a colaboração da Coimbra Coolectiva.

Além destas duas atividades, ao longo do mês de março, neurocientistas do CiBB vão também visitar escolas para promover palestras, debates, jogos e atividades práticas com estudantes de diferentes faixas etárias.

A Semana Internacional do Cérebro é uma iniciativa global promovida pela Dana Foundation e pela Federação Europeia de Sociedades de Neurociência. Em Portugal, as atividades são coordenadas pela SPN e pela Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica. 

 

“11 Dias, 1 Causa: Vencer o AVC!”
De 21 a 31 de março, Embaixadores Regionais e Unidades de AVC mobilizam o país na sensibilização para o AVC.

No âmbito do Dia Nacional do Doente com AVC, que se assinala a 31 de marçoa Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral (SPAVC) lança a campanha “11 Dias, 1 Causa: Vencer o AVC!”. A quinzena de 21 a 31 de março será marcada por uma mobilização nacional, unindo Unidades de AVC e demais entidades no esforço comum de sensibilizar os portugueses para a prevenção e para a identificação imediata dos sintomas do AVC.

A iniciativa volta a contar com a Dr.ª Cristina Duque como Embaixadora Nacional, que lidera uma equipa de Embaixadores Regionais espalhados por todo o continente e arquipélagos, para que o conhecimento chegue a cada cidadão, de norte a sul e ilhas. "O papel dos embaixadores é fundamental nesta proximidade: são eles que difundem a prevenção na comunidade, adaptando a mensagem a cada realidade local”, salienta. 

Embora o AVC continue a ser a principal causa de morte e incapacidade permanente em Portugal, a SPAVC sublinha uma mensagem fundamental: esta é uma patologia evitável. A probabilidade de sofrer um AVC pode ser significativamente reduzida através da gestão proativa dos fatores de risco modificáveis. O primeiro passo assenta na adoção de um estilo de vida saudável — com uma alimentação equilibrada e pobre em sal, exercício físico regular e a exclusão de hábitos tabágicos e alcoólicos. Contudo, a verdadeira barreira de proteção reside na vigilância médica contínua: o controlo da hipertensão arterial (o principal fator de risco), da diabetes, do colesterol e da fibrilhação auricular é determinante para proteger a saúde cerebral.

Quando a prevenção falha, a rapidez de resposta é o único fator que dita o prognóstico. A Dr.ª Cristina Duque reforça a importância de decorar a Regra dos 3 F’s, sinais que indicam a probabilidade de um AVC em curso: Face (desvio da boca), Fala (dificuldade em falar) e Força (falta de força num braço). "Saber reconhecer os 3 F's e ligar imediatamente para o 112, ativando a Via Verde do AVC, é o que define a fronteira entre a recuperação plena e a sequela grave”, esclarece a neurologista. Acrescenta que “é imperativo recordar que ‘Tempo é Cérebro’ e que cada segundo ganho na chegada ao hospital é uma oportunidade de evitar sequelas”.

A campanha “11 Dias, 1 Causa: Vencer o AVC!” assume também uma forte dimensão digital, transformando as redes sociais da SPAVC num centro de literacia em saúde. Ao longo de toda a quinzena, serão partilhados alertas diários e conteúdos práticos destinados a capacitar cada cidadão no combate ao AVC. Simultaneamente, estas plataformas serão o ponto de encontro e atualização de todas as atividades promovidas pelas Unidades de AVC e outras entidades, que incluem rastreios, caminhadas e sessões de esclarecimento em unidades hospitalares e localidades de norte a sul do país e ilhas.

A SPAVC apela ao envolvimento de todos, incentivando a participação nas ações locais e a partilha de materiais informativos.

 

Opinião
O conceito de amor-próprio tem sido muito falado atualmente, mas na prática, poucas vezes é aplicado

Alguns autores apoiam que o amor-próprio tem como base alguns pilares, como a autoconsciência, que remete a dar atenção a si mesmo, percebendo as próprias emoções, sensações e pensamentos. A autoaceitação, que envolve aceitarmos que possuímos atributos positivos e não tão positivos, de modo a valorizarmos as nossas qualidades e trabalharmos os nossos pontos fracos. E o autocuidado, que está relacionado como a capacidade de protegermos e cuidarmos de nós mesmos.  

 

EGOCENTRISMO

A sociedade está sim muito mais egocêntrica do que no passado e há razões específicas para isto. Estudos mostram que o crescimento global económico pode ter contribuído para esse egocentrismo. Alguns pesquisadores observaram que jovens adultos que viveram durante tempos difíceis são menos narcisistas do que aqueles que atingiram a maioridade durante os booms económicos. Acredito que esta associação ocorre em parte devido ao aumento da pressão para termos mais sucesso, o que gera uma sociedade mais competitiva (e também mais insegura). Penso que um dos principais facilitadores desta relação é a internet, mais especificamente as redes sociais. Acabamos por nos preocupar demasiado com o que os outros têm ou o que estão a fazer do que com as nossas próprias vidas e isto acaba por gerar comparações injustas e constantes que nos fazem sentir infelizes e insuficientes com aquilo que temos. Consequentemente, desenvolvemos comportamentos de hipercompensação, ou seja, tentamos reforçar a nossa autoestima através de diversos comportamentos, como estar a postar constantemente informações sobre as nossas vidas, nossas melhores fotos e vídeos. 

Habitualmente, nas interações sociais, um individuo fala sobre si mesmo cerca de 30% do tempo. Nas redes sociais, as pessoas falam sobre si mesmas pelo menos 80% do tempo. Assim, quando recebem uma notificação de feedback positivo (ex., um like ou um comentário), sentem uma sensação satisfatória. Receber um feedback positivo estimula o cérebro a liberar dopamina (substância associada a recompensa e ao prazer), recompensando o comportamento ligado às plataformas sociais, perpetuando assim o hábito de utilizá-las. Desta forma, as pessoas acabam por ficarem escravas deste tipo de comportamento para se sentirem bem. 

 
RESPEITO 

O amor-próprio e o respeito por nós mesmos andam hand-in-hand, ou seja, estão estritamente conectados. Nos respeitar e amar a nós próprios implica estar atento as nossas necessidades, significa estipular limites saudáveis e não sacrificar o nosso bem-estar para agradar aos outros. Lembrando sempre que não temos aquilo que merecemos, mas sim, aquilo que aceitamos. 

A nossa autoestima não depende necessariamente das nossas características físicas ou conquistas, mas sim da nossa perceção sobre elas. O problema é que esta autoperceção é desenvolvida em parte a partir da apreciação dos outros por nós. Por isso penso que não é errado falar que uma boa parte das pessoas se sente insuficiente de alguma forma, seja na profissão, na realização pessoal, no papel de parceiro amoroso, amigo, mãe, pai ou filho. Durante a infância, temos necessidades básicas de atenção, afeto, reforço positivo, proteção e estabilidade. Contudo, cada um de nós tem um grau diferente dessas necessidades e por vezes nossos pais/cuidadores primários acabam por não atender a estas demandas. Ou porque não deram apoio o suficiente, não tiveram empatia, não estavam presentes, não reconheceram o nosso esforço o suficiente, ou porque de algum modo proporcionaram uma forma de amor condicional durante a infância. Assim, assumimos uma culpa inexistente e uma necessidade de nos fazermos merecedores de algo que nos faltou. Gerando na vida adulta grande sofrimento por tentar reparar o passado, buscando afirmações externas que reforcem o nosso valor.   

Uma pessoa com amor-próprio é aquela que escuta o próprio corpo, que descansa quando está cansada, que busca alimentar o corpo físico com alimentos saudáveis, mas às vezes também permite se deliciar com as suas comidas favoritas. Uma pessoa com amor-próprio pede ajuda quando precisa, perdoa a si mesmo quando falha, reconhece quando não é gentil consigo mesma e procura dar a si uma pausa no autojulgamento – mesmo (ou principalmente) quando as coisas não correm da melhor forma. 

Ao sermos compassivos com nós mesmos, tornamo-nos recetivos a aceitar e a amar outras pessoas. Se tivermos uma relação negativa com nós mesmos, o impacto emocional deste estado impedir-nos-á de conectarmos genuinamente com outras pessoas. É possível, por exemplo, que uma pessoa que não ama a si mesmo não acredita que o outro pode amá-la ou não se sente merecedora disto e, consequentemente, evita relacionamentos amorosos saudáveis. Ou pode, por sua vez, buscar ou gerar relacionamentos nocivos em parte como uma estratégia autodestrutiva ou autopunitiva. Logo, o amor ao próximo não pode existir sem o amor-próprio. Só podemos dar aquilo que temos. 

 

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Opinião
Os rins trabalham silenciosamente todos os dias, filtrando o sangue, eliminando toxinas e excesso de

Em Portugal, estima-se que cerca de 1 em cada 10 adultos tenha algum grau de DRC, refletindo não só o envelhecimento da população, mas também a elevada prevalência de doenças como diabetes, hipertensão e obesidade. Entre quem apresenta doença renal avançada, aproximadamente um em cada três doentes tem diabetes, sublinhando a importância de prevenir e controlar estas condições para proteger a saúde renal.

Embora silenciosa, a DRC tem consequências graves. À medida que a função renal diminui, aumenta o risco de complicações, nomeadamente cardiovasculares, como enfarte do miocárdio, acidente vascular cerebral ou insuficiência cardíaca, mesmo em fases iniciais da doença. Falar de rins é, por isso, falar de saúde global.

A boa notícia é que, em muitos casos, a progressão da doença pode ser prevenida ou significativamente retardada através de escolhas simples no dia a dia. Uma alimentação equilibrada, com menor consumo de sal e açúcar, prática regular de exercício físico, controlar o peso e cessação tabágica são medidas fundamentais. O controlo rigoroso da tensão arterial e dos níveis de açúcar no sangue é igualmente decisivo, permitindo reduzir o risco de deterioração renal e complicações cardiovasculares. Nos últimos anos, surgiram também medicamentos que demonstraram atrasar a progressão da DRC, mas devem ser avaliados de forma individualizada pelo médico, tendo em conta a situação específica de cada pessoa.

Saber mais sobre a própria saúde é uma das armas mais eficazes contra a doença renal. Muitas pessoas desconhecem que os rins podem adoecer durante anos sem sintomas. Identificar fatores de risco e realizar exames simples faz toda a diferença: basta uma análise ao sangue para avaliar a função renal e uma análise à urina para detetar perda de proteínas. Para a população geral, estes exames devem ser realizados pelo menos uma vez por ano, enquanto pessoas com maior risco, como diabéticos, hipertensos ou com antecedentes familiares, poderão necessitar de controlos mais frequentes, conforme orientação médica. O diagnóstico precoce permite agir atempadamente, ajustando hábitos de vida e tratamentos, evitando que a doença avance para fases mais graves.

Cuidar dos rins exige uma resposta articulada. Médicos de família e centros de saúde são essenciais na deteção precoce e no acompanhamento de pessoas em risco, enquanto consultas de Nefrologia asseguram avaliação especializada e definição de tratamentos adequados. Nas fases avançadas, as unidades de hemodiálise contribuem não só para o tratamento, mas também para educação e apoio contínuo aos doentes. Equipas multidisciplinares, incluindo médicos, enfermeiros, nutricionistas, farmacêuticos e assistentes sociais, permitem oferecer cuidados completos e reforçar hábitos diários.

Levar informação para a comunidade é igualmente importante. Escolas, associações, autarquias, bombeiros e outras instituições têm um papel decisivo na promoção de estilos de vida saudáveis e na realização de rastreios, tornando a prevenção mais acessível e eficaz.

Com conhecimento, hábitos saudáveis, diagnóstico precoce, acesso a novos tratamentos e uma rede de cuidados coordenada, é possível reduzir significativamente o impacto da Doença Renal Crónica. Prevenir a DRC é cuidar da saúde hoje e garantir qualidade de vida amanhã.

 

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Hemorroidas
 Falar sobre Hemorroidas continua a ser, para muitos, um assunto quase impronunciável, mesmo quando os sintomas condicionam o...

O padrão repete-se na consulta: a tendência, perante qualquer sintoma, é aguardar resolução espontânea." Mesmo quando surge alguma queixa ou algo fora do normal, a tendência é muitas vezes esperar que passe antes sequer de partilhar a preocupação com alguém próximo, como o marido, a esposa ou um amigo. Para muitos, o primeiro impulso acaba sempre por ser o silêncio."

Um silêncio que não é exclusivo de uma geração. “É algo transversal a grande parte da população. Mesmo pessoas mais jovens que apresentam sinais ou sintomas de Doença Hemorroidária procuram informação por conta própria, sem falar com alguém, e acabam por experimentar algumas mezinhas para ver se passa”.

O problema é que o adiamento tem consequências reais. Como explica o médico, " Situações que poderiam ser tratadas de forma simples acabam por se prolongar durante meses", o que se traduz num "sofrimento desnecessário, com grande impacto na qualidade de vida". Sintomas e sinais de Doença Hemorroidária como comichão, sangramento, dor, prolapso ou o desconforto constante de quem passa horas sentado vão-se acumulando, condicionando a realização de atividades diárias como a prática de desporto, o repouso, convívios sociais e até a vida profissional.

Mesmo quando o doente já deu o passo de marcar consulta, a inibição não desaparece de imediato. "Muitas vezes, a pessoa já está ali, já deu o primeiro passo, mas mesmo quando está na consulta comigo, que sou especialista nesta área, tem alguma inibição em começar a descrever o que sente." Ezequiel Silva defende, por isso, que cabe também aos profissionais de saúde criar condições para que este tabu se quebre. "Faz parte da nossa função como profissionais de saúde tentar normalizar, criar um ambiente mais confortável, simplificar e não contribuir ainda mais para esta ansiedade do doente."

A par da vergonha, há outro obstáculo que adia muitas decisões: o medo do tratamento. As histórias de cirurgias dolorosas, contadas por parte de familiares ou amigos, instalam um receio que hoje, em muitos casos, já não tem razão de ser. "É preciso desconstruir estas duas dimensões: o estigma associado a falar sobre o tema e o medo de procurar tratamento”, que o especialista considera uma prioridade.

É nesse sentido que vai participar como orador, a convite da Servier, no SelfCare Market & Summit, no dia 14 de março de 2026, pelas 15h00, na Cordoaria Nacional, em Lisboa, onde irá falar de 'Hemorroidas sem Tabus', uma oportunidade para colocar às claras, e sem constrangimentos, tudo o que muita gente quer saber sobre o tema. “Acima de tudo, vamos tentar desconstruir esta inibição sistémica, promovendo uma maior naturalidade e tranquilidade ao falar sobre estes temas, sem medo”. Junte-se a nós e venha assistir a esta talk.

 

Tertúlia e Inauguração da Exposição
No próximo dia 12 de março, às 18h30, realiza-se na Ordem dos Médicos em Coimbra (Sala Miguel Torga), a tertúlia e inauguração...

A tertúlia temática reunirá personalidades de reconhecido mérito na área da medicina, promovendo uma reflexão intergeracional sobre o papel da mulher na prática clínica, na investigação científica, na docência e na gestão em saúde. 

A tertúlia está dividida em três momentos: “100 anos da mulher na Medicina em Portugal – Estereótipos de Género; “Da invisibilidade à centralidade – 100 anos de Saúde no Feminino” e “O Próximo passo começa em nós” (cf. programa). Mais do que um olhar sobre o papel da mulher na medicina que é cada vez mais preponderante, esta iniciativa pretende, também, estimular o debate sobre igualdade, liderança, reconhecimento profissional e os desafios contemporâneos enfrentados pelas mulheres nesta área científica.

A participação é presencial (Sala Miguel Torga) e também online, permitindo um acesso alargado ao público.

exposição de arte, que ficará patente no Clube Médico de 12 a 19 de março (das 9h00 às 17h00), organiza-se em duas vertentes. Por um lado, propõe a evocação de destacadas personalidades femininas através de uma viagem histórica pelos percursos das pioneiras nas faculdades de medicina até às atuais lideranças femininas nas diversas especialidades; e, por outro, dá a conhecer o traço artístico de três médicas autoras: Filomena Correia (Pintura e Escultura), Helena Oliveira (Pintura), Maria do Carmo Cachulo (Literatura e Fotografia).

A inauguração desta mostra (19h45) será assinalada por um momento musical protagonizado pelo Coro da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos.

O evento é aberto a toda a comunidade.

 

O alerta para a Doença Venosa Crónica
 Há sensações que muitas pessoas conhecem bem: aquela sensação de peso nas pernas que se instala ao fim do dia, o inchaço nos...

Joana de Carvalho, especialista em Angiologia e Cirurgia Vascular, é direta sobre este paradoxo: "Não se dá o valor que se deveria dar, nem a importância, à Doença Venosa Crónica. As queixas são, muitas vezes, desvalorizadas e acaba por se deixar andar."

Um dos maiores desafios no diagnóstico precoce da Doença Venosa é precisamente a sua banalização. Os sintomas iniciais de sensação de cansaço, peso ou dor nas pernas são facilmente confundidos com o desgaste do quotidiano. "É muito fácil habituarmo-nos ao mal-estar e entendermos como normal algo que não deve ser tido como tal". Mas quando estes sintomas deixam de ser ocasionais e passam a ser rotineiros, é tempo de procurar uma avaliação médica. E a boa notícia é que, diagnosticada a tempo, a Doença Venosa Crónica tem tratamento eficaz.

Estamos a falar de um problema que, "em estadios mais avançados pode mesmo ter um impacto grande no bem-estar, a nível pessoal, laboral, com complicações mais graves, eventuais tromboflebites, necessidade de repouso e limitação grande", sublinha a especialista.

Existe, aqui, uma dimensão que vai muito além da saúde física. "As pernas permitem-nos caminhar, permitem-nos ir mais longe, são o nosso meio de transporte mais eficaz, mais disponível, mais económico”, refere a médica. Quando a Doença Venosa Crónica se manifesta o impacto não é apenas funcional. É também profundamente emocional. A forma como olhamos para o nosso corpo influencia diretamente a forma como nos sentimos connosco próprios. A progressão da doença pode afetar a autoimagem, gerar constrangimento e levar muitas pessoas a evitarem determinadas roupas, atividades sociais ou momentos de lazer. Por isso, quando a Doença Venosa limita a mobilidade, “limita também a confiança, a autoestima e, em última instância, a capacidade de viver em pleno”.

Por isso, a mensagem é simples: ouvir o corpo, não desvalorizar os sinais que este envia e procurar ajuda de um profissional de saúde sem esperar que o problema se agrave. "Devemos, acima de tudo olhar para as nossas pernas, não desvalorizar o peso, o cansaço, o inchaço, praticar exercício físico, ter uma alimentação cuidada e procurar um tratamento atempado e precoce na presença de qualquer sinal inicial de Doença Venosa."

O tema vai estar em debate, no próximo dia 14 de março, às 11h00, no SelfCare Market & Summit, na Cordoaria Nacional, em Lisboa, onde Joana de Carvalho, a convite da Servier, vai confirmar como podemos garantir que "Os nossos sonhos têm pernas para andar". Junte-se nós e venha assistir a esta talk.

 

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