Opinião
Este síndrome refere-se ao risco de desenvolver uma trombose venosa profunda associado à imobilizaçã

Descrito pela primeira vez em 1954 num médico de 54 anos que desenvolveu trombose venosa profunda após um voo de 14 horas.

Com efeito, vários estudos mostram que o risco de tromboembolismo está aumentado em 1,5 a 4 vezes em viagens prolongadas de avião (superiores a 4 horas).

De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), esta é uma importante questão de saúde pública dado o aumento de voos prolongados na população geral - (OMS).

 

Há alguns factores que aumentam risco:

Relacionados com a viagem:

  • imobilização prolongada
  • baixo consumo de água
  • desidratação
  • espaço limitado para as pernas

Relacionados com o viajante:

  • alterações da coagulação (hereditária ou adquiridas)
  • antecedentes de TVP
  • cx recente (principalmente ortopédica)
  • cancro
  • fumador
  • ACO
  • gravidez
  • obesidade

 

Como podemos diminuir o risco e tornar as nossas viagens mais seguras?

- informação adequada

- uso de meia elástica

- levantar-se e caminhar

- fazer exercícios com os pés, activando o retorno venoso (pelo efeito de bomba muscular)

- beber muita água

- em situações específicas poderá estar recomendada determinada medicação específica, de acordo com prescrição médica.

 

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Opinião
Março é o Mês da Prevenção do Cancro Colorretal e é o momento certo para agir.

Na maioria dos casos, o CCR desenvolve-se lentamente a partir de pólipos, pequenas lesões benignas que podem, ao longo dos anos, transformar-se em cancro. É aqui que a prevenção faz toda a diferença. Para além de hábitos de vida saudáveis, há uma medida com impacto real e comprovado: o rastreio.

A colonoscopia é, hoje, o melhor exame de rastreio do Cancro Colorretal. Permite observar diretamente o interior do intestino e, mais importante, tratar ao mesmo tempo. Ou seja, durante a colonoscopia é possível remover pólipos e outras lesões pré malignas antes de se transformarem em cancro. Por isso, não é apenas um exame para detetar cedo, é também um exame que previne.

Atualmente, recomenda-se iniciar o rastreio a partir dos 45 anos, mesmo em pessoas sem sintomas. Em quem tem risco aumentado, como história familiar de cancro colorretal ou pólipos avançados, doenças inflamatórias intestinais ou outros fatores relevantes, o rastreio pode e deve começar mais cedo e ser ajustado de forma individual. O passo certo é simples: fale com o seu médico de família ou com o seu gastroenterologista e planeie o rastreio mais adequado.

E, em qualquer idade, há sinais que não devem ser ignorados: sangue nas fezes, alteração persistente do trânsito intestinal, anemia, perda de peso involuntária, dor abdominal persistente ou sensação de evacuação incompleta. Estes sinais nem sempre significam cancro, mas merecem avaliação sem atraso.

A tecnologia também está a evoluir. A inteligência artificial já começa a apoiar a deteção de lesões durante a colonoscopia, ajudando a identificar pólipos pequenos. No futuro, poderá ainda contribuir para analisar exames menos invasivos, como a cápsula endoscópica, ampliando opções em contextos específicos. Mas a mensagem principal não muda: o que salva vidas hoje é aderir ao rastreio.
Neste mês de março, faça disto uma prioridade. Se tem 45 anos ou mais, não espere por sintomas. Marque a sua colonoscopia. Incentive a sua família a fazer o mesmo. Prevenir é mais simples do que tratar e pode mesmo evitar que o cancro apareça.

Saiba mais sobre o Mês da Prevenção do Cancro Colorretal em: https://saudedigestiva.pt/.

 

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Associação Portuguesa de Sono alerta
Défice de sono afeta mais de 50% dos portugueses, que ficam aquém das horas recomendadas.

No âmbito do Dia Mundial do Sono, que se assinala no próximo dia 13 de março, a Associação Portuguesa de Sono (APS) associa-se à campanha global da World Sleep Society, "Sleep Well, Live Better", com o mote nacional "Dormir bem para viver melhor". O objetivo é reforçar uma realidade já conhecida, mas que tarda em inverter-se: o sono de qualidade não é um luxo, mas sim o pilar fundamental para uma vida plena e equilibrada.

A estatística permanece alarmante e confirma uma tendência preocupante: mais de metade da população portuguesa dorme menos do que o aconselhado, ficando sistematicamente abaixo da meta recomendada de 7 a 9 horas para adultos e 7 a 8 horas para idosos. Nas crianças as recomendações situam-se entre as 9 e 11 horas diárias. Embora a consciência sobre a importância de um sono de qualidade tenha aumentado, as horas de sono efetivo ainda não acompanharam essa perceção.

A convergência entre o ruído urbano, o stress ocupacional e os horários desregulados tornou-se parte do quotidiano, resultando numa degradação progressiva da qualidade do sono. O mercado tem respondido com o aumento da procura por soluções alternativas — desde cobertores pesados e suplementação natural até ao investimento em almofadas de memória de forma e têxteis termorreguladores que visam o máximo conforto biológico. Contudo, o maior destaque vai para a tecnologia vestível, como os smartwatches e os smart rings, utilizados na tentativa de monitorizar e "controlar" o sono. Sobre esta tendência, a Drª. Daniela Sá Ferreira, Presidente da Direção da APS, deixa um alerta importante: embora estes dispositivos forneçam dados úteis e ajudem a criar uma consciência sobre a necessidade de dormir mais e melhor, "não têm validade científica e não substituem exames médicos". A especialista salienta que a solução para um sono reparador reside, primordialmente, na biologia e no comportamento.

Para a APS, o rigor nos horários é tão vital para a saúde como a alimentação ou o exercício físico. É durante o repouso que o corpo atravessa ciclos essenciais de recuperação física e cognitiva. "A rotina é fundamental; o nosso corpo precisa de saber a que horas vamos dormir. Se mantivermos uma rotina adequada, com horários fixos para deitar e acordar, o corpo entende melhor o processo, permitindo adormecer mais rapidamente e reduzir o número de despertares noturnos", explica Daniela Sá Ferreira.

Para interromper o ciclo de cansaço crónico, a pneumologista na Unidade Local de Saúde Gaia e Espinho defende a adoção de medidas práticas de higiene do sono, sublinhando que pequenos ajustes no ambiente produzem resultados biológicos imediatos. "É crucial preparar o corpo para o desligamento. Recomendamos que o quarto seja um santuário: escuro, silencioso e com temperatura amena", afirma. Daniela Sá Ferreira acrescenta ainda que a “regra de ouro” para para o sucesso destas rotinas é a desconexão: "A luz azul dos ecrãs deve ser evitada pelo menos uma hora antes de deitar, substituindo-a por rituais de relaxamento, como a leitura, um banho morno ou meditação. Estas ações sinalizam ao cérebro que é tempo de abrandar e entrar em modo de repouso."

Para celebrar o Dia Mundial do Sono, a APS preparou um conjunto de atividades diversificadas que unem a educação à mobilização nacional. No plano educativo, destaca-se o concurso de desenho infantil “Boas noites começam com boas rotinas”, em parceria com a European Sleep Research Society (ESRS), cujos vencedores serão anunciados durante a efeméride. As restantes comemorações, desenvolvidas em colaboração com o Centro de Inovação em Biomedicina e Biotecnologia (CiBB) — que integra o Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra (CNC-UC) —, têm uma abrangência nacional, com eventos presenciais nas zonas norte, centro e sul. Paralelamente, a APS reforça a sua presença online com a campanha “Dormir bem para viver melhor”. Esta iniciativa inclui o lançamento de um vídeo pedagógico e conta, também, com o apoio de várias figuras influentes do mundo digital, que partilharão os seus testemunhos sobre o sono.

 

Ordem dos Nutricionistas
A Ordem dos Nutricionistas assinala com satisfação a distinção atribuída ao Conselho Nacional das Ordens Profissionais (CNOP)...

No passado dia 26 de fevereiro, o Conselho Nacional das Ordens Profissionais (CNOP) e os Bastonários das Ordens Profissionais que o integram – entres eles, Liliana Sousa, Bastonária da Ordem dos Nutricionistas -, foram recebidos pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, ocasião em que o CNOP foi agraciado como Membro-Honorário da Ordem do Infante D. Henrique.

Durante o encontro, os Bastonários entregaram ao Presidente da República um manifesto, como forma de homenagear e agradecer a atenção e reconhecimento que o Presidente demonstrou, ao longo do seu mandato, pelo contributo das Ordens Profissionais para a sociedade portuguesa, sublinhando ainda a sua disponibilidade para colaborar com o Estado na resolução de problemas estruturais nos setores da saúde, justiça, economia, ambiente, ação social e outros.

“A condecoração de Membro-Honorário da Ordem do Infante D. Henrique valoriza o contributo das Ordens profissionais na promoção do interesse público e na atuação em setores estratégicos. Enquanto membro integrante do CNOP, a Ordem dos Nutricionistas reafirma o seu compromisso com a valorização do papel dos nutricionistas na promoção da saúde, na prevenção da doença e na participação ativa em políticas que beneficiem toda a população portuguesa”, afirmou Liliana Sousa, Bastonária da Ordem dos Nutricionistas.

Num contexto nacional marcado por desafios complexos, as Ordens profissionais mantêm-se disponíveis para colaborar com os órgãos de soberania e demais entidades públicas, contribuindo com conhecimento técnico e científico para soluções que reforcem a resiliência, a segurança e o bem-estar da população portuguesa.

 

Opinião
Também conhecida como “dor abdominal transitória relacionada com o exercício” (Exercise Related Tran

Acontece devido a um esforço, perturba o treino mas não é uma fatalidade.

Desconhece-se a origem da frase mas pensa-se que tenha alguma ligação à expressão: “Dor de burro quando foge”, ou apenas uma forma de acentuar a profundidade da dor com um exasperado “pra burro!”

Clinicamente a dor de burro existe mesmo e o desconforto que se sente como facada ou espasmo na zona lateral da barriga é um problema comum em muitas atividades desportivas, com especial incidência na corrida, marcha ou equitação. Esta dor temporária é forte mas inofensiva e há coisas que se podem fazer para evitá-la.

Quando se faz a digestão há um maior afluxo sanguíneo ao nível do abdómen, por isso, evite comer nas duas horas que antecedem uma corrida ou um treino intenso. Beba muita água em pequenas goladas antes de uma corrida, mas nunca bebidas hipertónicas. Uma banana antes do treino é suficiente. Assim que a dor se instala já não vale a pena beber.

Faça um aquecimento adequado. Aqueça o seu diafragma antes do exercício porque é dos músculos que sofre mais. Inverta os movimentos de respiração, ou seja, inspire pela boca retraindo o abdómen e expire enchendo-o. Faça pelo menos estas respirações 10 vezes.

Também é importante começar o treino a um ritmo bastante tranquilo e aumente-o progressivamente para regular o fluxo sanguíneo. Deve respirar profundamente durante o exercício. Quanto mais a atividade se intensificar, mais acentuada deve ser a sua expiração.

Aliás, o principal motivo para o aparecimento desta dor incómoda é respirar de forma errada. Quando o ritmo da corrida é intenso, não se consegue suprir a quantidade de oxigénio que o diafragma necessita, ocorrendo a produção de acido lático, que causa a dor lateral na barriga

Quando a dor chegar, o sprint não vai ajudar. Reduza o ritmo até o desconforto passar. Depois, apoie as mãos esticadas com bastante força sobre a zona da dor. Incline-se sobre o lado em que sente o desconforto e vá respirando pela boca. Esfregar e massajar o ponto da dor pode realmente ajudar a aliviar os músculos que estão a pressionar o nervo causador da dor, e não deixe de se concentrar na sua respiração. Experimente inspirar em dois tempos e expirar num.

Estudos referem que uma percentagem importante dos atletas sofre deste problema pelo menos uma vez ao longo de um ano e cerca de 20 por cento dos participantes em corrida podem ser acometidos pela dor de burro.

 

Embora não exista uma causa concreta, são descritas várias causas possíveis:

- Irritação da parede parietal do peritoneu, membrana que cobre as paredes laterais e anteriores do abdómen - esta é, aliás, a teoria que explica melhor esta patologia.

- Má irrigação sanguínea do diafragma, músculo que divide a cavidade torácica da região abdominal, situado imediatamente acima do estômago.

- Má irrigação sanguínea do sistema gastrointestinal

- Síndrome do ligamento arqueado em que existe uma compressão da artéria celíaca pelo ligamento arqueado mediano do diafragma.

- Irritação do peritoneu parietal, membrana serosa que cobre as paredes anteriores e laterais do abdómen e que, em conjunto com peritoneu visceral, protege toda a cavidade abdominal

- Inflamação dos nervos radiculares que inervam os músculos da parede abdominal.

 

É muito importante melhorar a postura e aumentar o apoio dos órgãos abdominais, melhorando a força do core com exercícios abdominais adequados, ou recorrendo a uma cinta larga de suporte.

Finalmente, se este é o seu tipo de dor, é essencial focar-se numa alimentação saudável e equilibrada. Isto é, deve evitar excesso de hidratos de carbono, gorduras, ou líquidos com gás. E nunca coma duas a três horas antes de ir treinar!

 

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Sociedade Portuguesa de Cardiologia incentiva a população a “sentir o pulso”
– Uma em cada três pessoas em todo o mundo está em risco de desenvolver uma arritmia cardíaca grave ao longo da vida, uma...

As arritmias cardíacas, como a fibrilhação auricular, são perturbações do ritmo elétrico do coração que o fazem bater de forma irregular ou a um ritmo anómalo. Se não forem tratadas, podem aumentar significativamente o risco de Acidente Vascular Cerebral (AVC), insuficiência cardíaca e outras complicações graves. Muitos destes casos poderiam ser evitados com uma deteção precoce, que pode começar com um gesto simples e acessível a todos.

“O controlo regular do pulso é uma ferramenta poderosa e gratuita para a proteção da saúde cardiovascular. Demora menos de um minuto e pode ser o primeiro passo para identificar uma condição potencialmente grave”, afirma Cristina Gavina, presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia. “Neste Dia do Pulso, queremos capacitar os cidadãos com o conhecimento para que oiçam o que o seu coração lhes diz. Um pulso irregular, demasiado rápido ou lento, deve ser um sinal de alerta para procurar aconselhamento médico.”

 

A SPC partilha ainda um guia simples para a medição do pulso:

  • Colocar o dedo indicador e o dedo médio na parte interna do pulso, abaixo da base do polegar;
  • Pressionar levemente até sentir a pulsação;
  • Contar o número de batimentos durante 15 segundos e multiplicar esse valor por quatro para obter os batimentos por minuto (bpm);
  • Um ritmo cardíaco em repouso considerado normal para um adulto situa-se entre os 60 e os 100 bpm. É fundamental que cada pessoa conheça o seu ritmo habitual para mais facilmente detetar alterações.

 

No mês de março, a Sociedade Portuguesa de Cardiologia irá promover ações de rastreio abertas à população, onde profissionais de saúde estarão disponíveis para medir o pulso, esclarecer dúvidas e ensinar a importância deste gesto. Saiba mais em https://sintaopulso.pt/.

 

APEF realiza Congresso Português de Hepatologia na Figueira da Foz
A Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF) vai realizar o Congresso Português de Hepatologia, entre os dias 26 e 28...

De acordo com Paula Peixe, presidente da APEF: “este evento é o encontro nacional mais relevante para os profissionais de saúde que se dedicam à Hepatologia, no campo clínico, investigacional e social. Este ano vamos focar-nos na partilha e discussão dos avanços mais recentes na investigação básica e clínica desenvolvida em centros portugueses, bem como nas novas abordagens no diagnóstico e tratamento das doenças hepáticas”.

E acrescenta: “o programa científico foi concebido para ser abrangente e equilibrado, integrando intervenções de especialistas nacionais e internacionais de renome e estimulando o debate em torno das principais questões que marcam atualmente a prática clínica em hepatologia“.

Além disso, manteremos cursos específicos, numa perspetiva de formação continua e recertificação. Acreditamos que será um momento único de aprendizagem, permitindo aos profissionais de saúde adaptar as recomendações internacionais à realidade nacional”.

O Congresso Português de Hepatologia assinala também a 29.ª Reunião Anual da APEF, reforçando a continuidade e a relevância científica da associação.

Para mais informações e inscrições, consulte o site: https://apef.com.pt/congresso-portugues-de-hepatologia-2026/

RD-Portugal
Há quase um ano que se aguarda pela criação da Comissão de Acompanhamento e Monitorização do Plano de Ação para as Doenças...

“O Plano de Ação para as Doenças Raras é composto por um eixo principal e quatro pilares, para os quais existem várias perguntas, que é a forma de medirmos a execução deste plano. Quem o vai fazer é a Comissão de Acompanhamento. Mas sem esta, isso não acontece”, refere Paulo Gonçalves, que alerta para a necessidade, o mais depressa possível, de implementação das medidas que integram este plano, consideradas essenciais.

No encontro de dia 28, organização liderada pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), enquanto coordenador do “National Mirror Group” da parceria europeia “European Rare Diseases Research Alliance” (ERDERA), em conjunto com várias organizações, entre as quais a RD-Portugal, vai ser debatida uma perspetiva mais local e regional sobre o acompanhamento das pessoas com doenças raras, mas o evento vai também proporcionar um olhar internacional, sem esquecer a perspetiva do doente.

Neste Dia Mundial das Doenças Raras, e para dar visibilidade a quem raramente é visto, a RD-Portugal vai também iluminar monumentos nacionais.

 

Mais do que pode imaginar

Para quem vive com doença rara, os desafios são muito mais do que se pode imaginar e, além daqueles associados ao diagnóstico, que continua, em muitos casos, a tardar, “para a generalidade das doenças raras o grande desafio por detrás da investigação é encontrar as pessoas para participarem nos ensaios clínicos”, explica Paulo Gonçalves.

A boa notícia é que as coisas estão a mudar. A tecnologia, aliada à digitalização, tem permitido a criação de registos que tornam mais fácil a identificação dos doentes para fins de investigação. E estão na calha também, confirma Paulo Gonçalves, “alteração dos modelos de financiamento da investigação, o que se vai traduzir em maior transparência”, e ainda “novas regras para a aprovação dos medicamentos”, que vão encurtar os tempos de resposta e de acesso pelos doentes.

Apesar de poderem parecer distantes, as doenças raras são mais prevalentes do que se pode imaginar, com 5% da população mundial afetada em algum momento da sua vida. São doenças com impacto em quem vive com o diagnóstico, mas também nas suas famílias, nos locais de trabalho e comunidades inteiras, o que se traduz em desafios médicos, sociais e económicos complexos.

Não só os doentes podem ter de esperar anos por um diagnóstico preciso, como mais de 95% das doenças raras não têm terapêuticas aprovadas, deixando os doentes com poucas soluções médicas. A tudo isto juntam-se ainda as desigualdades no acesso à saúde.

A resiliência alimenta a esperança. Estas famílias mantêm-na. Nada a vai abalar.

 

28 de fevereiro | Dia Mundial das Doenças Raras
No âmbito do Dia Mundial das Doenças Raras, assinalado a 28 de fevereiro, a SERaro - Associação das Síndromes Excecionalmente...

Mais do que uma reflexão técnica, “o webinar constitui um espaço de escuta, partilha e compromisso, reunindo famílias e representantes da indústria da saúde em torno de uma mensagem central clara: inclusão não é apenas estar na sala de aula - é participar, aprender, sentir pertença e ter futuro. Trata-se de um direito fundamental que não pode depender da escola que se frequenta, da região onde se vive ou da capacidade de reivindicação de cada família”, refere a direção da SERaro.

Raquel Marques (Presidente da Associação Sanfilippo Portugal e Membro da Direção Executiva da RD Portugal), Flôr Ferreira (Founding Partner na COGNIPHARMA), Cristiano Palma (Membro fundador do grupo de trabalho da Doença de Sotos), Luís Fatela (Membro Direção Executiva na SERaro) e André Correia (Vice-Presidente na SERaro) são os intervenientes desta sessão.

Relativamente à escolha do tema, a SERaro sublinha que, ao longo dos últimos anos, tem acompanhado centenas de famílias que enfrentam, além do desafio clínico, um percurso escolar marcado por incerteza: “planos e leis existem, mas a aplicação continua desigual. A eficácia depende de recursos, estabilidade e monitorização real de resultados. A inclusão não pode ser apenas um exercício administrativo. Tem de traduzir-se em impacto concreto na vida das crianças”.

Através das partilhas realizadas no webinar torna-se também evidente a sobrecarga que recaí sobre as famílias: “a maioria não tem formação específica em doenças raras. As equipas multidisciplinares são insuficientes e os contratos de terapeutas e técnicos são frequentemente temporários, comprometendo a continuidade. Para uma criança com necessidades complexas, a estabilidade não é um detalhe, é uma condição de desenvolvimento”.

Outro ponto crítico que se pretende colocar em discussão é a fraca articulação entre saúde e educação. “Muitas vezes, são os próprios pais que explicam a condição clínica aos docentes, coordenam terapias e asseguram adaptações. Tornam-se gestores involuntários do sistema. O peso emocional é elevado e o início de cada ano letivo é vivido com ansiedade, quando deveria representar segurança”.

De acordo com a direção da SERaro, este debate é igualmente relevante para a indústria da saúde, uma vez que “inovação terapêutica sem integração social é incompleta. Garantir que uma criança com doença rara tem acesso à escola, participa e aprende é parte do impacto global que todos procuramos gerar”.

A SERaro conclui afirmando que “incluir é garantir acesso, participação, aprendizagem e dignidade e nenhuma família deve carregar esta responsabilidade sozinha. Enquanto Associação, continuaremos a transformar testemunhos em propostas e propostas em ação, para que a escola seja, verdadeiramente, um espaço onde todas as crianças tenham lugar e futuro”.

A sessão ficará disponível no dia 28 de fevereiro no canal de Youtube da SERaro.

 

Opinião
Ter tempo para a criança é fundamental.

- Jogos de tabuleiro. Jogue com eles os antigos jogos de tabuleiro. Caso não disponha de muitos pode sempre improvisar o jogo do galo, jogo do stop (com tópicos mais simples) ou um Mikado improvisado com lápis de cor ou pequenos pauzinhos que tenha em casa.

- Fazer puzzles. Para além de melhorarem a capacidade de observação, análise, atenção e memória visual, desenvolvem a coordenação motora, entre outros benefícios.

- Cópias, composições ou desenhar letras. Os pais podem ajudar a criança a desenhar letras, a fazer cópias ou pequenas composições, caso a criança já tenha adquirido estas competências.

- Trabalhos manuais. Numa folha, cartolina ou tela, podem fazer pinturas com guaches, pintar ou colar massinhas, fazer recortes de revistas e colagens.

- Jogar às cartas. Caso tenha um baralho de cartas em casa, pode ensinar o “jogo do peixinho”, sendo um jogo simples e com poucas cartas, também costumam aderir com alguma facilidade.

- Ioga. Com um tapete de ginástica ou algo de textura semelhante, experimente fazer com eles algumas posições de ioga.

- Origami. Ensine-os e/ou aprenda a fazer figuras de origami em papel. Na internet consegue encontrar diversas imagens com os respetivos passos a dar.

- Escrever uma carta. Pode ser a alguém especial, a alguém que está longe e sente saudades, mas que o ajude a dizer o que sente e o quanto gosta dessa pessoa.

- Criar uma peça de teatro. Faça-o pensar na personagem que gostaria de ter na peça e escolha quem as possa representar. Reúna alguns adereços que possa precisar. Pode também jogar com marionetas ou fantoches improvisados com pequenos tecidos que tenha em casa.

- Sessões fotográficas divertidas. Usar acessórios, filtros de algumas aplicações dos telemóveis ou simplesmente fotografias de família.

- Jardim de ervas aromáticas. Faça um jardim de ervas aromáticas em pequenos vasos. É divertido, simples, fácil, relaxante e saboroso.

- Álbuns. Podem ser de viagens, recortes ou de fotografias. Fazer um caderno de viagens, será uma maneira divertida de assinalar as aventuras da criança.

- Partilha de momentos. Recordem momentos ou episódios divertidos, que já possam ter vivido.

- Fazer jogos de mímica. Imitando expressões para o outro adivinhar do que se trata.

- Construções de legos. Promovendo a imaginação da criança.

- Jogar às escondidas com a criança. Criando maior cumplicidade com a mesma.

- Jogo da torre. Fazer uma torre com copos de plástico e fazer pontaria ao alvo com uma bola suave.

- Ver desenhos animados relaxantes. Distraem-se e criam momentos em família.

- Existe ainda um jogo interessante, e, passo a publicidade, que apela a que as crianças falem um pouco de si e dos seus sentimentos. Chama-se “O Monstro das Cores” e consegue encontrar à venda em diversas lojas ou livrarias online. É um jogo que consegue trazer ao de cima particularidades curiosas em relação à perceção do mundo da criança e a maneira como o sente.

- Ouvir música. Enquanto realiza as atividades com a criança oiçam música relaxante ou divertida.

Diversões ao ar livre. Caso tenha varanda, terraço, jardim ou terrenos privados onde a criança não fique exposta a estranhos ou onde a locais onde outras pessoas possam ter estado. De forma a não se colocar em risco nem a si, nem aos mais novos. Também nestes locais pode realizar algumas atividades interessantes:

- Decalcar folhas das árvores ou plantas. Basta colocar a folha numa superfície lisa, tape-a com uma folha de papel e com cuidado, pintar por cima com lápis de cera ou de cor. As saliências, veios e texturas da folha vão ficar mais escuras e dar origem a uma bonita imagem.

- Criar comedouro para pássaros. Vai precisar de um tubo de cartão, sementes para pássaros, manteiga de amendoim para passar em cima do tubo (que vai funcionar como cola das sementes) e uma fita para segurar o tubo.

- Jogar futebol ou pequenas brincadeiras a correr atrás da criança, eles costumam adorar.

- Colorir pedras. No caso de ter jardim ou quintal privado, tentar com a criança encontrar algumas pedras que sejam passíveis de ser pintadas com marcadores ou tintas e pincéis.

- Fazer caminhadas nos seus espaços verdes com a criança, ou até mesmo realizar com elas, ao ar livre, algumas das atividades descritas.

Em todas as atividades que realizar, e sobretudo até aos 5 anos, é importante manter as rotinas, horas de refeição, de acordar e deitar, sempre às mesmas horas (tanto quanto possível). É igualmente importante dar início, meio e fim, a cada atividade, não permitindo que estas vão ficando pendentes, embora a criança se vá cansando com mais facilidade das atividades à medida que o tempo vai passando.

Por fim, e ainda como meio de tranquilizar a criança, procure ler-lhe uma história serena antes de adormecer.

Em suma, estamos perante um teste à imaginação dos pais e à persistência das rotinas.

Todas estas atividades desenvolvem de alguma forma o seu pensamento, a sua autonomia, a sua relação com os outros, a criatividade e imaginação, levando ainda ao desenvolvimento das suas emoções e autoestima.

 

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Cuidados paliativos
A Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP) considera que o relatório da Entidade Reguladora da Saúde (ERS) sobre a...

O documento evidencia insuficiência de equipas, desigualdades regionais persistentes, constrangimentos organizacionais e limitações na articulação entre níveis de cuidados. Estas fragilidades traduzem-se em acesso tardio, ausência de resposta especializada em múltiplos territórios e sobrecarga das equipas existentes.

O estudo assinala ainda a necessidade de reavaliar os processos de admissão e de referenciação de utentes, em particular daqueles que necessitam de cuidados paliativos, de modo a adequar o encaminhamento às respostas existentes e a evitar encargos indevidos para os utentes. Esta conclusão reforça a urgência de melhorar a articulação entre cuidados hospitalares, cuidados de saúde primários, equipas comunitárias e unidades integradas na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI), garantindo percursos assistenciais claros, proporcionais à complexidade clínica e financeiramente justos.

Perante estas conclusões, a APCP entende que o Ministério da Saúde deve assumir responsabilidade política clara e adotar medidas estruturais imediatas.

A Associação exige:

•  Nomeação urgente da Comissão Nacional de Cuidados Paliativos, garantindo coordenação estratégica efetiva, acompanhamento técnico e monitorização da implementação das políticas públicas na área;

• Reforço e consolidação das Equipas de Suporte em Cuidados Paliativos, quer comunitárias quer intra-hospitalares, assegurando dotação adequada de profissionais diferenciados e cobertura territorial equitativa;

• Reforço das Unidades de Cuidados Paliativos, incluindo as integradas na RNCCI, com garantia de recursos humanos, físicos e organizacionais compatíveis com as necessidades da população;

•  Definição de metas nacionais com financiamento identificado e mecanismos públicos de monitorização do cumprimento das recomendações da ERS.

A ausência de decisão estruturada perpetua desigualdades no acesso a um direito consagrado na Lei de Bases dos Cuidados Paliativos. O impacto é direto sobre pessoas com doença grave, progressiva ou incurável e suas famílias, que continuam a enfrentar sofrimento evitável por insuficiência de resposta especializada. A este sofrimento acresce ainda a frustração causada pela expetativa e a vivência de um processo moroso de candidatura e espera por uma vaga que não chega. Uma situação eticamente inaceitável e juridicamente questionável. 

O relatório da ERS constitui um instrumento técnico inequívoco. O momento exige execução política.

 

Estudo revela
A qualidade e duração do sono em Portugal estão em declínio, com a maioria da população a dormir no limite mínimo do...

Para além da qualidade, a duração do sono é igualmente preocupante. O estudo revela que a maioria dos portugueses dorme no limite inferior das recomendações internacionais para adultos: 61,3% dormem entre 5 a 7 horas por noite, e 7,9% admitem dormir menos de 5 horas. Somados, estes valores mostram que quase 70% da população não ultrapassa as 7 horas de sono diárias, um valor abaixo do ideal para a recuperação física e mental.

A juntar à pouca duração, a qualidade do descanso é também um problema. O estudo aponta que 43% dos portugueses têm interrupções de sono frequentes. Esta perturbação é ainda mais acentuada no sexo feminino, com 49% das mulheres a admitir sofrer deste problema. A dificuldade em adormecer é outra queixa relevante, afetando 35,4% das mulheres, em comparação com 24,1% dos homens.

Os desafios no descanso poderão estar diretamente ligados à saúde emocional. O stress e a ansiedade foram identificados como a principal preocupação de saúde para 23,6% dos portugueses. Mais de metade das mulheres (55%) admite ter sentido níveis elevados de stress nos últimos seis meses, em contraste com 45% dos homens. Esta pressão reflete-se na falta de energia, apontada como a segunda maior preocupação de saúde a nível nacional.

"Estes dados provam que continuamos a tratar o sono como um luxo, quando na verdade é um pilar fundamental da saúde. Um sono de má qualidade rouba-nos a energia diurna e isso abre a porta a problemas de saúde física e mental.", afirma José Almeida Nunes, médico internista. "As noites interrompidas são o reflexo de dias sobrecarregados e mentes que não conseguem 'desligar'. Não é apenas cansaço, é a prova de que o nosso bem-estar está a ser desgastado numa base essencial."

Como resposta a este desgaste, a procura por estratégias de apoio ao bem-estar é notória. A suplementação regular é um hábito para 22,1% dos portugueses, mas a adesão é particularmente elevada nas mulheres (25,8%) face a 18.1% nos homens. o que pode refletir uma maior necessidade de reforçar a energia e gerir o impacto do stress no dia a dia.

Para mais informações sobre a segunda edição do Estudo Nacional de Saúde e dados dos 1º, 2º e 3º Capítulos, visite https://mdcr.pt/estudo-marktest.

 

Opinião
A obesidade é um dos principais problemas de saúde pública da atualidade.

A coluna vertebral é constituída por múltiplas vértebras unidas entre si por discos intervertebrais e articulações facetárias. Está integrada num sistema complexo de músculos e ligamentos. Oferece sustentação ao corpo e permite movimentos essenciais para as atividades do dia a dia. Além disso, protege as estruturas nervosas responsáveis pela comunicação entre o cérebro e o resto do corpo.

Quando existe excesso de peso, há um aumento significativo da carga exercida sobre as estruturas da coluna, levando ao seu desgaste acelerado. Podem surgir patologias estruturais como artrose das articulações, hérnias discais e estenose do canal vertebral. Estas situações podem causar dor, incapacidade e sintomas neurológicos, como alterações da força e da sensibilidade.

Mesmo na ausência destas alterações estruturais, a obesidade está associada a maior prevalência de dor lombar crónica. Pessoas com excesso de peso têm maior probabilidade de desenvolver dores persistentes, com impacto negativo na qualidade de vida, no sono, na mobilidade e na capacidade de trabalho.

No contexto de uma opção cirúrgica a obesidade também representa um fator de risco relevante. Está associada a maior probabilidade de complicações, como infeções, e a piores resultados funcionais após cirurgia da coluna.  Isto não significa que pessoas com obesidade não possam beneficiar de cirurgia em casos específicos, mas reforça a importância da otimização do estado geral de saúde antes de qualquer intervenção.

Por outro lado, sabemos que muitos destes problemas podem ser prevenidos com a adoção de hábitos de vida saudáveis. Medidas simples e consistentes podem ter um impacto positivo nas dores crónicas, na incapacidade, nas complicações cirúrgicas e nos resultados clínicos. Os dois pilares de uma vida saudável são a atividade física regular e uma alimentação equilibrada.

A prática de exercício físico é fundamental, idealmente diária ou pelo menos três vezes por semana. Devem privilegiar-se exercícios de baixo impacto, como caminhadas, pilates, hidroginástica ou natação. Atividades que reforcem os músculos abdominais e lombares melhoram a estabilidade da coluna e reduzem o risco de lesões.

Uma alimentação equilibrada é igualmente essencial. A dieta deve ser rica em vegetais, fruta, proteínas magras (como carnes brancas e peixe) e cereais integrais. Devem ser evitados alimentos de elevada densidade energética, ricos em gorduras e produtos ultraprocessados com elevado teor de açúcares simples. Estes alimentos dificultam a perda de peso e contribuem para um estado inflamatório no organismo.

Outras medidas importantes incluem uma boa higiene do sono, com horário regular e objetivo de cerca de oito horas diárias. Devemos também evitar o sedentarismo prolongado, fazendo pequenas pausas ao longo do dia para alongar e movimentar o corpo.

Neste Dia Mundial da Obesidade, vale a pena lembrar que o excesso de peso afeta muito mais do que a imagem corporal. Trata-se de um problema de saúde com consequências a curto e longo prazo, incluindo na saúde da coluna vertebral. Pequenas mudanças diárias podem fazer uma diferença significativa na proteção da coluna e do bem-estar geral.

Para mais informações sobre patologia da coluna vertebral, visite www.sppcv.pt.

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Estudo revela que 95,9% dos utentes avaliam a instituição como Boa ou Muito Boa
No ano em que comemora o seu centenário, a Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP) vê o seu legado de excelência...

De acordo com os dados, 95,9% dos utentes avaliam globalmente a APDP como “Boa” ou “Muito Boa”. Este reconhecimento excecional estende-se a todas as equipas que contactam com o utente, demonstrando a consistência do modelo de cuidados da associação: o atendimento médico alcança 96,8% de satisfação, o administrativo 96,0%, o de enfermagem 94,9% e o dos restantes técnicos de saúde 94,1%.

Mais do que uma experiência positiva, o impacto dos cuidados na vida dos utentes é o indicador mais significativo do sucesso da instituição. 86,7% dos inquiridos afirmam ter tido melhorias no seu estado de saúde desde que são acompanhados na APDP, com 62% a classificar essas melhorias como “muito significativas”. Os dados confirmam a qualidade dos cuidados prestados e a solidez do modelo assistencial desenvolvido ao longo de 100 anos de atividade.

A abordagem humanizada e centrada na pessoa, um pilar da APDP ao longo da sua história, é também amplamente valorizada. Cerca de 93% dos utentes sentem que as decisões sobre o seu tratamento são partilhadas e que as suas necessidades individuais são respeitadas. O conforto, higiene e privacidade das instalações recebem igualmente uma aprovação superior a 96%, e a maioria dos utentes considera adequados os tempos de espera no dia da consulta.

“Estes resultados são o melhor tributo que poderíamos receber no nosso centenário. Refletem a confiança que os utentes depositam na instituição e o trabalho consistente desenvolvido ao longo de um século. Celebrar 100 anos com níveis de satisfação tão elevados é, acima de tudo, o reconhecimento do compromisso diário das nossas equipas e da nossa missão de colocar as pessoas no centro dos cuidados”, afirma José Manuel Boavida, Presidente da APDP.

João Filipe Raposo, Diretor Clínico da APDP, sublinha que “a elevada satisfação dos utentes está diretamente ligada à qualidade clínica, ao trabalho multidisciplinar e à proximidade na relação terapêutica. Continuaremos a investir na melhoria contínua dos cuidados e em respostas cada vez mais ajustadas às necessidades de cada pessoa”.

Ao entrar no seu segundo século de atividade, a APDP não olha apenas para o passado, mas reafirma o seu compromisso com o futuro: continuar a evoluir, investindo na inovação, na qualidade e numa resposta cada vez mais personalizada e centrada no utente.

 

Vida saudável
Viver uma vida sedentária pode trazer diversos problemas de saúde, mas a prática regular de exercíci

Para muitos, melhorar a condição física com um personal trainer é uma estratégia eficaz. Os personal trainers oferecem planos de exercícios personalizados, ajustados às necessidades específicas de cada cliente. Além disso, eles fornecem motivação e responsabilidade, elementos essenciais para manter a consistência nos treinos. Contudo, assim como qualquer outra decisão, trabalhar com um personal trainer vem com seu próprio conjunto de desafios que devem ser considerados cuidadosamente.

Vantagens de combater a vida sedentária com exercício

Uma das principais vantagens de adotar uma rotina de exercícios é a melhoria da saúde cardiovascular. A atividade física regular ajuda a fortalecer o coração, melhorar a circulação sanguínea e reduzir o risco de doenças cardíacas. Além disso, o exercício é uma excelente forma de controlar o peso, pois queima calorias e aumenta o metabolismo, contribuindo para a perda de peso e manutenção de um peso saudável.

Outro benefício significativo é a melhora do bem-estar mental. O exercício libera endorfinas, hormônios que promovem sensações de felicidade e reduzem o estresse. Pessoas que se exercitam regularmente relatam níveis mais baixos de ansiedade e depressão. Além disso, a prática de atividades físicas pode melhorar a qualidade do sono e aumentar os níveis de energia durante o dia, combatendo a fadiga comum em estilos de vida sedentários.

O fortalecimento muscular e ósseo é outro benefício importante da prática regular de exercícios. Com o passar dos anos, especialmente após os 30 anos, há uma tendência natural de perda de massa muscular e densidade óssea. No entanto, exercícios de resistência e treinos de força podem reverter ou retardar significativamente este processo. Isso é particularmente importante para prevenir condições como osteoporose e sarcopenia, que afetam milhões de pessoas em todo o mundo. Além disso, músculos mais fortes melhoram a postura, reduzem dores nas costas e aumentam a capacidade funcional para realizar atividades diárias com mais facilidade e segurança.

Superando desafios com a ajuda de profissionais

Para aqueles que lutam para iniciar ou manter uma rotina de exercícios, contar com a ajuda de um profissional pode ser extremamente benéfico. Personal trainers e instrutores de fitness oferecem orientação especializada e suporte personalizado, ajudando a criar um plano de exercícios adaptado às necessidades e objetivos individuais. Este apoio pode ser crucial para quem precisa de motivação extra para se manter ativo.

Além disso, um profissional pode ensinar a forma correta de executar os exercícios, prevenindo lesões e garantindo que cada sessão de treino seja eficiente. Para aqueles que preferem uma abordagem mais calma, um curso de yoga pode ser uma excelente alternativa. O yoga não apenas melhora a flexibilidade e o equilíbrio, mas também promove relaxamento e alívio do estresse, complementando perfeitamente um estilo de vida ativo.

Transformando a rotina com exercícios regulares

Integrar o exercício na rotina diária não precisa ser uma tarefa difícil. Começar com pequenas mudanças, como caminhar em vez de dirigir para lugares próximos ou usar escadas em vez de elevadores, pode fazer uma grande diferença. O importante é encontrar atividades que você goste, pois isso aumenta a probabilidade de manter a prática a longo prazo.

Adotar um estilo de vida ativo pode parecer desafiador no início, mas os benefícios a longo prazo para a saúde física e mental são inestimáveis. Com o apoio certo e um plano de exercícios bem estruturado, é possível combater os efeitos da vida sedentária e melhorar significativamente a qualidade de vida. Este é o primeiro passo para um futuro mais saudável e ativo.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Mês da Prevenção para o Cancro Colorretal
A Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia (SPG) vai promover uma campanha nacional de consciencialização para o cancro...

“O cancro colorretal, também conhecido por cancro do intestino, caracteriza-se por uma incidência e mortalidade elevadas. Quando surgem sintomas como dor abdominal, sangue nas fezes, alteração do trânsito intestinal, perda de peso ou anemia, a doença pode já encontrar-se numa fase avançada”, explica Marília Cravo, gastrenterologista e presidente da SPG.

Segundo a especialista, entre 70% e 90% dos casos são diagnosticados já em fase sintomática. “É por isso que reforçamos a importância do rastreio a partir dos 45 anos. A colonoscopia permite, de forma segura, detetar pólipos do intestino que podem evoluir para cancro, aumentando significativamente a probabilidade de tratamento eficaz. Quando identificado numa fase inicial, o cancro colorretal pode ter uma taxa de sobrevivência aos cinco anos na ordem dos 90%”, acrescenta.

A SPG sublinha que o cancro colorretal pode ser prevenido e detetado precocemente através da adoção de um estilo de vida saudável e da adesão ao rastreio a partir dos 45 anos.

A campanha da SPG vai estar presente nas redes sociais da sociedade e nos meios de comunicação social, durante o mês de março. Para mais informações, consulte o site da Saúde Digestiva, através do seguinte link: www.saudedigestiva.pt

Lipedema International Summit 2026 (LIS)
A capital portuguesa prepara-se para receber o Lipedema International Summit (LIS), um encontro internacional dedicado ao...

Organizado pela MS Medical Institutes, o evento decorrerá nos dias 26 e 27 de junho de 2026 em Lisboa, no Hotel Júpiter Lisboa, situado na Avenida da República.

O Lipedema International Summit promete ser um ponto de encontro científico e clínico para debater os desafios, os avanços e as práticas mais atuais relacionadas com o lipedema, uma condição crónica que afeta predominantemente mulheres e que tem vindo a ganhar reconhecimento internacional como área relevante de investigação e intervenção clínica.

O evento dirige-se a médicos, profissionais de saúde, investigadores, associações de doentes e a todos os interessados em aprofundar o conhecimento sobre esta patologia com uma visão multidisciplinar e baseada na evidência científica mais recente.

 

Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral
Estima-se que Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral possa ter um reforço de cerca de 7,5 milhões de euros por via da...

A Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) saúda a consignação à saúde oral de 22,5% da verba destinada à saúde, proveniente do imposto sobre o tabaco.

De acordo com o Orçamento do Estado de 2026, a receita prevista com o Imposto sobre o Tabaco é de 1 675 685 971 euros, estimando-se a atribuição de cerca de 33,5 milhões de euros à área da saúde. Assim, o Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral poderá ser reforçado com cerca de 7,5 milhões de euros.

Ao converter uma percentagem significativa de receitas fiscais especificamente para a saúde oral, os Ministérios das Finanças e da Saúde dão um passo decisivo para corrigir um atraso histórico e estrutural que tem penalizado o acesso dos portugueses a cuidados essenciais de saúde."

 

Miguel Pavão, Bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas

A OMD congratula-se por terem surtido efeito os apelos feitos ao Governo, durante a discussão do OE 2026, para assegurar e reforçar verbas específicas para a saúde oral.

Investir na promoção da saúde e prevenção da doença é condição essencial para combater a desigualdade no acesso a cuidados de saúde oral e garantir a sustentabilidade das políticas de saúde pública."

Miguel Pavão, Bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas

A saúde oral é a segunda área mais financiada: 22,5% da distribuição

O Despacho n.º 2230/2026 integra pela primeira vez a saúde oral como uma área prioritária no financiamento proveniente do imposto sobre o tabaco, refletindo o impacto significativo do tabagismo nas doenças da cavidade oral.

A percentagem atribuída ao PNPSO - 22,5% - representa, por isso, “um reforço sem precedentes”, que permitirá com recurso à receita fiscal do tabaco expandir consultas, reforçar a prevenção, apoiar atividades de diagnóstico precoce de cancro oral e garantir maior integração da saúde oral nas políticas públicas de saúde.

De salientar que esta medida é há muito defendida e proposta pela OMD à tutela, tendo sido inclusive um dos pontos da proposta enviada para o OE2026.

A OMD propõe alargamento da medida a outros impostos

É convicção da OMD que medidas como esta são capazes de alterar o paradigma e o atraso no acesso aos cuidados de medicina dentária em Portugal. E, por isso, o repto lançado à Ministra da Saúde é que, “à semelhança da iniciativa louvável do imposto sobre o tabaco, solicita-se agora que, o Imposto sobre as Bebidas Açucaradas siga o mesmo caminho de reversão direta para o financiamento da saúde oral”, apelando a que 30% deste imposto seja alocado a esta área.

Perante a importância estratégica desta medida, a OMD já saudou a Ministra da Saúde, demonstrando total disponibilidade para colaborar com o Governo, apelando que as operacionalizações destas verbas garantam de forma eficiente e justa um aumento gradual e continuo nos cuidados de medicina dentária, posicionado a saúde oral como dimensão essencial da saúde geral.

 

Para assinalar o Dia Mundial das Doenças Raras
Na próxima sexta-feira, dia 27, entre as 10h30 e as 12h00, a Baixa de Coimbra recebe uma “arruada de cientistas”. A iniciativa,...

Num percurso que começa no Largo da Portagem e termina na Praça 8 de Maio, cerca de 40 cientistas da Universidade de Coimbra (UC) vão percorrer a Baixa. O objetivo da arruada passa por sensibilizar a sociedade para os desafios das doenças raras, sobretudo as neurológicas, responder a questões da população e partilhar alguma da investigação feita no GeneT.

Atualmente, mais de 300 milhões de pessoas em todo o mundo vivem com uma doença rara. Existem mais de sete mil doenças raras genéticas sem terapia, as quais afetam 6% da população mundial.

Criado em 2024, o GeneT é um centro de investigação e inovação dedicado a doenças raras genéticas. Teve início num grupo de investigação do CNC-UC dedicado à terapia génica para a ataxia espinocerebelar tipo 3, também conhecida como Doença de Machado-Joseph.

O GeneT é o único centro de excelência de investigação em terapia génica em Portugal e está neste momento a criar seis novos grupos de investigação, dedicados a outras doenças raras oftalmológicas, infecciosas, músculo-esqueléticas, cardiovasculares, entre outras, diversificando as suas áreas de atuação. O centro aposta na relação entre investigação, desenvolvimento de terapias e aplicação clínica e vai ter condições para a realização de ensaios clínicos e produção de medicamentos.

A terapia génica representa uma abordagem terapêutica de ponta, especialmente eficaz na cura de patologias raras, com enorme impacto na vida dos portadores. É uma área biomédica em grande desenvolvimento, em particular no que respeita à produção de novo conhecimento científico com aplicação clínica e com grande impacto económico.

De recordar que o GeneT, financiado com cerca de 38 milhões de euros por entidades como a Comissão Europeia, o Governo português, a Unidade Local de Saúde de Coimbra, a Fundação para a Ciência e a Tecnologia e entidades do setor da saúde, é parte de um ecossistema de projetos que gere uma rede de mais de 100 parceiros espalhados pelo mundo e junta entidades da academia e indústria, hospitais e outros serviços, bem como associações de doentes.

A arruada é apoiada pela Agência para a Promoção da Baixa de Coimbra. Mais informações sobre o evento estão disponíveis em www.uc.pt/en/genet/genet-events/street-parade-rare-diseases/.

 

4 a 6 de março | Centro de Congressos da Alfândega do Porto
De 4 a 6 de março, realiza-se, no Centro de Congressos da Alfândega do Porto, o XXXIII Congresso de Pneumologia do Norte, em...

Sob o mote “Do diagnóstico precoce ao tratamento personalizado: a evolução da Pneumologia”, o encontro vai reunir especialistas de todo o país para debater os mais recentes avanços no diagnóstico e tratamento das doenças respiratórias, com destaque para a inovação, a Inteligência Artificial e a terapêutica personalizada.

O programa inclui cursos pré-congresso e sessões científicas dedicadas às principais áreas da especialidade, reforçando a aposta na formação e na partilha multidisciplinar.

A Comissão Organizadora - Patrícia Mota (presidente), Raquel Marçôa (vice-presidente), David Coelho (secretário) e Eduarda Tinoco (secretária) –  acredita que esta “será uma edição que manterá a excelência e qualidade que caracterizam este congresso e o afirmam como uma referência na Pneumologia, agora num local icónico da cidade do Porto”.

 

Data: 4 a 6 de março
Local: Centro de Congressos da Alfândega do Porto

 

Mais informações: https://pneumologiadonorte.com/

 

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