Disponível no Grande Porto, Almada e Seixal
A preferência dos doentes por cuidados de proximidade e a tendência de envelhecimento da população com doenças crónicas...

Possibilitando o internamento no conforto de casa do doente, com prestação de cuidados e rigor e segurança clínica idênticos ao internamento convencional, este serviço diferencia-se por estar integrado com os Hospitais CUF, de norte a sul do país, e por contar com uma equipa de profissionais de saúde dedicada, com vasta experiência e competências diferenciadas.

A Hospitalização Domiciliária CUF é já uma realidade na Grande Lisboa desde junho de 2020 e “a satisfação dos doentes, cuidadores e familiares é muito elevada”, evidencia Pedro Correia Azevedo, Diretor Clínico dos Serviços Domiciliários CUF. O médico revela, ainda que, até ao momento, “desde 2020 estiveram internados neste regime de internamento mais de 440 doentes, correspondendo a cerca de 5.000 dias de internamento”. 

Margarida Alvelos, Especialista em Medicina Interna no Hospital CUF Porto e Coordenadora dos Serviços Domiciliários CUF nas regiões norte e centro, assegura que “a Hospitalização Domiciliária permite prestar cuidados de saúde mais humanizados e centrados no doente e na sua família, através de ensinamentos que permitem aumentar a sua autonomia face à gestão da situação clínica, mantendo apoio permanente de uma equipa especializada”. 

A equipa médica e de enfermagem dos Cuidados Domiciliários acompanha as necessidades do internamento 24 horas por dia, 7 dias por semana, para além de assegurar visitas diárias com médico e enfermeiro. O objetivo é garantir cuidados hospitalares em casa, associados a um aumento do conforto, bem-estar e satisfação dos doentes durante o processo agudo da doença ou durante a agudização da doença crónica de que padece. 

O internamento feito através da Unidade de Hospitalização Domiciliária CUF obedece a critérios objetivos que passam pela avaliação de condições clínicas, sociais e geográficas de cada doente, sendo a admissão voluntária. Do ponto de vista clínico, entre alguns dos diagnósticos elegíveis para a Hospitalização Domiciliária podem estar insuficiência cardíaca, infeções respiratórias, urinárias, da pele ou descompensação de doença crónica. 

Empresa lidera na categoria “Cuidados Respiratórios ao Domicílio”
A Linde Saúde, empresa dedicada à prestação de cuidados de saúde domiciliários, acaba de ser distinguida com o Prémio Cinco...

“É muito gratificante ver, mais uma vez, reconhecido o nosso trabalho, que assenta no compromisso de prestar um serviço de qualidade e na proximidade com os nossos clientes. Na Linde Saúde, trabalhamos diariamente para melhorar a qualidade de vida de pessoas com doença, maioritariamente crónica, e também dos seus cuidadores, promovendo o seu bem-estar, o cumprimento terapêutico, a autonomia e a educação para a saúde.”, refere Maria João Vitorino, Diretora da Linde Saúde.

O Prémio Cinco Estrelas consiste num sistema de avaliação do grau de satisfação que os produtos, serviços e marcas conferem aos seus utilizadores. Apresenta como critérios de avaliação as principais variáveis que influenciam a decisão de compra dos consumidores, como confiança na marca, inovação e recomendação.

A Linde Saúde é a primeira empresa do setor a disponibilizar serviços de reabilitação respiratória e pioneira a nível nacional na telemonitorização de pessoas com doença respiratória e cardíaca. No âmbito da sua atividade, disponibiliza plataformas digitais exclusivas, dirigidas a utentes e profissionais de saúde, reforçando a proximidade entre eles.

Presente em Portugal há mais de 35 anos, prestando cuidados respiratórios domiciliários, reabilitação respiratória e telessaúde, a Linde Saúde é uma empresa do Grupo Linde plc, líder mundial de cuidados de saúde ao domicílio. A prestação destes cuidados em Portugal centra-se no acompanhamento personalizado e de proximidade a pessoas com patologia crónica, maioritariamente respiratória.

“À Mesa com Saúde” – Jantares comentados com cientistas e chefs
“À Mesa com Saúde” é o mote do mais recente projecto de literacia em saúde, promovido pela Faculdade de Medicina da...

Esta é uma iniciativa que reúne não só cientistas e clínicos da FMUC e do iCBR para abordar os aspetos mais relevantes associados a determinadas doenças, as quais poderão ter origem em erros alimentares ou serem agravadas pelos mesmos, como também envolve reconhecidos chefs da Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra, que estarão presentes a confecionar o jantar de acordo com aquilo que devem ser hábitos alimentares saudáveis, seja através dos alimentos utilizados ou do modo de os confecionar.

Nesta primeira sessão dedicada às Doenças Cardiovasculares, a aposta passa pela eliminação ou substituição do sal ou de gorduras saturadas, e confeção de alimentos potenciadores da saúde cardiovascular. Como explica o José Luís Marques, Diretor da Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra, “a Dieta Mediterrânica, classificada como Património Mundial Imaterial pela Unesco, faz parte do bilhete de identidade da gastronomia portuguesa. A sua riqueza nutricional complementada com o uso de ervas aromáticas, em detrimento do sal, permite-nos, em termos gastronómicos, trabalhar os produtos de uma forma única, promovendo o prazer da boa comida, sem comprometer a saúde cardiovascular.”

Pensado para toda a população, o ciclo de jantares comentados procura, à luz da ciência, dar a conhecer o impacto da alimentação na saúde e na melhoria da qualidade de vida da população. “É fundamental que todos percebam que a boa alimentação auxilia na prevenção e tratamento de doenças. Enquanto agentes de produção de conhecimento, acreditamos que é importante esta reflexão para que se perceba o real impacto que a alimentação tem na nossa vida” acrescenta Henrique Girão, Diretor do iCBR.

No que se refere às atividades relacionadas com a promoção de estilos e hábitos de vida saudáveis, em destaque nestas sessões, Carlos Robalo Cordeiro, Diretor da FMUC, considera que esta é uma questão que se assume como prioritária quando pensamos em literacia em saúde: “Mais do que tratar doenças é fundamental preveni-las e a melhor forma de o fazer é através da promoção da saúde. Intervir e fornecer informação e formação na área da saúde, alimentação saudável e exercício físico, bem como promover a adoção de estilos de vida mais saudáveis na população, é uma preocupação que tentamos incutir.”

Mais informações e inscrições no jantar “À Mesa com Saúde” disponíveis através do email [email protected]  

Com a ajuda da vitamina D
No Inverno, muitas pessoas são vacinadas contra a gripe sazonal.

A gripe não é apenas um grande constrangimento, em certos casos pode mesmo ser potencialmente fatal. Por isso, faz sentido que determinados grupos de risco se vacinem contra a gripe. Contudo, nem todas as pessoas são vacinadas. Segundo um estudo publicado na revista científica Nutrients em Janeiro deste ano, a toma diária de uma dose relativamente elevada de vitamina D3 pode ser uma estratégia muito eficaz para evitar a gripe e sintomas gripais.

Vitamina D na sua forma ativa

O estudo foi realizado por um grupo de cientistas norte-americanos de diversas universidades e teve por objetivo testar a validade da hipótese de a suplementação com vitamina D3 poder diminuir o risco de infeções respiratórias com sintomas gripais e a COVID-19, em profissionais de saúde. A vitamina D3 é a forma ativa do nutriente e pensa-se que é preferível à vitamina D2, a forma do nutriente que ainda não foi transformada na sua forma ativa.

Pelo menos dois meses de suplementação

Foi solicitado a um grupo aleatório de profissionais de saúde que tomasse um suplemento diário de vitamina D3, numa dose de 5.000 UI (unidades internacionais), o equivalente a 125 microgramas, durante nove meses, ao passo que outro grupo serviu de controlo e não recebeu qualquer intervenção. Para serem incluídos na análise, os participantes tiveram de fazer, pelo menos, dois meses de suplementação, para garantir que os seus níveis sanguíneos de vitamina D estavam suficientemente elevados.

Diminuiu o risco e a incidência de gripe

Um total de 255 profissionais de saúde fizeram, pelo menos, dois meses de suplementação com vitamina D e foram comparados com os 2.827 colegas do grupo de controlo, para ver como responderam à toma de vitamina D. Verificou-se que a suplementação com vitamina D baixou o risco de sintomas gripais.

Ajuda a regular o sistema imunitário

Não é o primeiro estudo que mostra que a vitamina D consegue diminuir o risco de infeções respiratórias. Ao longo dos anos, inúmeros estudos publicados têm demonstrado o efeito protetor deste nutriente que contribui para o funcionamento do sistema imunitário. Uma das funções deveras importante da vitamina D relativamente ao sistema imunitário é a de regular o processo inflamatório, uma reação imunitária natural que, em algumas situações, pode ficar descontrolada.

Previne a hiperinflamação

Quando as partículas virais invadem o nosso aparelho respiratório pela via nasal, desencadeia-se uma resposta inflamatória para aniquilar o intruso e eliminar a ameaça. Este é, essencialmente, um processo rápido e altamente eficaz que decorre rapidamente. Contudo, em certos casos, a resposta inflamatória prolonga-se ao ponto de começar a atacar as células e os tecidos do próprio organismo. Este processo é conhecido por hiperinflamação e envolvo uma tempestade de citocinas, uma reação imunitária grave em que o organismo liberta uma grande quantidade de citocinas no sangue muito rapidamente. As citocinas têm um papel primordial nas reações imunitárias normais, mas podem ser nocivas quando produzidas em excesso.

Muito importante para pessoas de mais idade

Com níveis adequados de vitamina D no sangue, o sistema imunitário está em melhores condições de se regular e executar corretamente as suas várias funções. É por isso que a vitamina D é tão importante, sobretudo para os séniores. As pessoas com bom sistema imunitário conseguem recuperar facilmente da gripe, ao passo que, nos idosos, uma reação violenta e prolongada é muito mais suscetível de se transformar numa ameaça potencialmente fatal porque, normalmente, o seu sistema imunitário é menos eficiente. E a falta de vitamina D certamente não ajuda.

Referências:
Vitamina D3 Supplementation at 5000 IU Daily for the Prevention of Influenza-like Illness in Healthcare Workers: A Pragmatic Randomized Clinical TrialNutrients 2023, 15(1), 180; https://doi.org/10.3390/nu15010180

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Garantir que os recursos e a assistência técnica necessários são aprovisionados
A Associação de Profissionais Licenciados de Optometria (APLO), enquanto membro da Agência Internacional para a Prevenção da...

A criação de um enviado especial para a Visão pretende instituir um defensor global que lidere, regule e garanta a implementação da resolução da Assembleia Geral da ONU de 2021 que promove uma "Visão para Todos".

"Esta é uma oportunidade para garantir que os recursos e a assistência técnica necessários são aprovisionados, de forma equitativa, a nível global. Um enviado especial para a saúde da visão permitirá atuar ativamente no combate à falta de profissionais da saúde da visão em áreas carenciadas, no acesso limitado a tratamentos e tecnologias avançadas e no impacto da pobreza e da desigualdade na saúde da visão”, explica Raúl de Sousa, Presidente da APLO.

Com a principal missão de dar continuidade ao significativo progresso desenvolvido em torno da saúde ocular nos últimos anos, esta proposta visa delegar funções numa equipa de trabalho que atue em constante coordenação com profissionais de saúde, governos, organizações internacionais e agências relevantes da ONU. 

O enviado especial para a saúde da visão desenvolverá políticas e programas que abordem questões relacionadas à saúde ocular, mobilizando ações a nível nacional adequadas às necessidades de cada país.

“Este contributo é fundamental para que as pessoas tenham acesso a cuidados de saúde para a saúde da visão apropriados, prevenindo assim a deficiência visual e cegueira evitável”, conclui Raúl de Sousa.

A APLO, integrada no órgão de saúde da visão da Agência Internacional para a Prevenção da Cegueira (IAPB), assinou este apelo em conjunto com 63 países e outras organizações, incluindo órgãos profissionais, setor corporativo e ONGs.

17 de março
A CUF, em parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian, reúne no dia 17 de março, um grupo de reconhecidos peritos nacionais e...

Com o apoio científico da Associação Portuguesa de Infeção Hospitalar e do Grupo de Investigação e Desenvolvimento em Infeção e Sepsis, a “CUF Conference on Antibiotic Resistance” pretende a atualização de conhecimentos, apresentando o estado da arte e perspetivando o seu futuro.

A conferência abordará estratégias de prevenção e controlo da resistência aos antibióticos, atendendo que este é um problema em crescimento, com repercussão negativa na morbimortalidade humana e impacto transversal na prestação de cuidados de saúde.

Destinado a profissionais interessados em aprofundar conhecimentos acerca de prescrição antibiótica, vacinação, prevenção e controle de infeção, o evento tem inscrição obrigatória através deste link, onde também é possível consultar o programa. 

 

Distúrbio alimentar
Existem aspetos neuropsicológicos que podem influenciar o desenvolvimento de distúrbios alimentares.

A anorexia nervosa é um distúrbio alimentar responsável por gerar uma preocupação obsessiva com o peso, levando a alterações drásticas nos hábitos alimentares e comportamentos relacionados à comida, causando diversos problemas como desnutrição, excesso de ansiedade, desidratação e até mesmo depressão.

No entanto, as raízes da anorexia nervosa encontram-se em aspetos neuropsicológicos pois uma das causas mais relacionadas à condição são as alterações neuroquímicas no cérebro, principalmente em relação à noradrenalina e serotonina.

De acordo com o neurocientista, Fabiano de Abreu Agrela, é possível traçar relações íntimas entre os transtornos alimentares e desequilíbrios mentais.

“Existem diversas evidências de que desequilíbrios cerebrais podem desencadear problemas alimentares, principalmente no sistema de recompensa, que é desregulado, juntamente a visões distorcidas sobre o corpo. Tudo isso envolto em ansiedade, o que contribui para acentuar os sintomas”, explica.

“A relação entre cérebro e anorexia tem sido bastante abordada, por exemplo, uma pesquisa realizada com mais de 1,5 mil exames de ressonância magnética cerebral de mulheres feita por neurocientistas da Universidade de Bath, no Reino Unido, indicou que pacientes anoréxicos possuem reduções significativas em algumas medidas do cérebro, o que pode indicar uma perda de células ou conexões cerebrais”, analisa.

"Fatores genéticos também podem influenciar no desenvolvimento da doença, assim como pode ser estimulada pela presença do narcisismo na sociedade, que incentiva as mulheres na busca pelo 'corpo perfeito'. Geralmente atingem pessoas de maior poder socioeconómico, que têm padrões mais elevados de conquistas, como também em jovens que já possuem transtornos relacionados à ansiedade", explica.

O que é a Anorexia Nervosa?

A anorexia é um dos principais transtornos alimentares que gera distorções na autoimagem do indivíduo, fazendo-o acreditar que esteja obeso, embora esteja bem abaixo do peso, o que faz com que surjam alterações nos padrões alimentares. A anorexia ocorre predominantemente em mulheres.

Além de sintomas físicos como pele seca, perda drástica de gordura corporal, interrupção ou alteração de ciclos menstruais, tonturas e obstipação, a condição também pode desencadear graves problemas mentais, principalmente ansiedade, depressão, compulsões, hiperatividade e isolamento social.

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Endometriose em discussão no Parlamento
Esta quinta-feira, a partir das 15h00, será discutida no parlamento a Petição Pública apresentada pela Associação...

Em 2022, a Associação, única representante destas doentes em Portugal, fez um trabalho intenso de sensibilização de todos os grupos com assento parlamentar, tendo conseguido ser ouvida em audiência pela grande maioria, para além de ser recebida também pela comissão da saúde. Em resultado deste trabalho surgem agora projetos de resolução e de lei, apresentados por todos os partidos, que visam dar resposta aos pontos solicitados na petição entregue em 2022.

A par da Petição vão ser também discutidos e votados os projetos de resolução e de lei apresentados. Em cima da mesa está a consagração do dia 1 de março como dia Nacional da patologia; a atribuição do estatuto de doença crónica aos pacientes com Endometriose/Adenomiose; a criação de um grupo de trabalho para a criação e aprovação de uma estratégia de combate às patologias, a criação de uma bolsa de financiamento para investigação; a criação de programas de literacia menstrual junto da sociedade civil; a emissão de normas de orientação clínica relativas à patologia; o encaminhamento dos doentes com necessidade cirúrgica, e sem acesso à mesma no SNS, para o sector privado de referência; a possibilidade de acesso destes doentes à criopreservação de ovócitos; integração da medicação específica para as patologias na lista de medicamentos sujeitos a comparticipação; a inclusão da Endometriose na lista de doenças que permitem o alargamento da idade para recurso à Procriação Medicamente Assistida; a implementação de um certificado de incapacidade recorrente e intermitente.

Nesta quinta-feira, para assistir ao debate e às conclusões daí resultantes, estarão presentes alguns elementos da direção da MulherEndo, a presidente da Sociedade Portuguesa de Ginecologia, Dra. Fátima Faustino, o coordenador do Centro de Endometriose do Centro Materno Infantil do Norte, Professor Dr. Hélder Ferreira, a responsável pela equipa de Endometriose do Hospital da Luz Lisboa, Dra. Filipa Osório, entre outros profissionais de referência do acompanhamento e tratamento destas pacientes.

“Este é um dia histórico para as pacientes que representamos e é fruto do imenso trabalho realizado nos últimos anos pela nossa Associação e por todos os profissionais que se dedicam a esta área. Sabemos que o caminho é longo e que as mudanças tão necessárias não serão imediatas, mas estamos imensamente expectantes e gratas pelo apoio global de todos os partidos, o que demonstra a pertinência do nosso trabalho e das medidas por nós solicitadas” - refere Susana Fonseca, Fundadora e Presidente da Associação MulherEndo.

O debate pode ser acompanhado nos canais oficiais do Parlamento

"Cancro sem Temor"
É lançado esta quarta-feira o quarto episódio do podcast “Cancro sem Temor” do IPO do Porto dedicado ao cancro pediátrico,...

Sob o título “Elefante na Sala”, o novo episódio conta com a participação de Ana Maia, Oncologista Pediátrica e Diretora do Serviço de Pediatria do IPO Porto, Filomena Maia, Educadora, e Amélia Ramalhão, Enfermeira. São testemunhos reais de quem vivencia, junto das crianças e famílias, os momentos difíceis e demolidores em que é fulcral o acompanhamento emocional. Numa conversa sem rodeios, pretende-se desmistificar a doença do ponto de vista clínico, abordar as possíveis causas e os sintomas associados, muitas vezes confundidos com outras patologias, atrasando o diagnóstico, e por fim formas de tratamento.

Este episódio traz também as histórias de Alexandre Curopos, sobrevivente de cancro pediátrico, e Flávia Silva, mãe de uma criança com cancro, que protagonizam ainda um momento musical em jeito de mensagem de esperança para todas as crianças e respetivas famílias que perante um diagnóstico de cancro “veem o seu mundo virado do avesso”.

Só em Portugal são diagnosticados todos os anos cerca de 400 casos de cancro em crianças, estando atualmente a taxa de cura a rondar os 80%.

“Cancro sem Temor” é um projeto do IPO do Porto, dirigido a toda a população, com o objetivo de realçar a importância de aprender a viver com o diagnóstico de cancro e desmistificar conceitos e ideias sobre esta vivência. Através de diferentes testemunhos e perspetivas, procura-se simplificar e retirar a carga negativa, o medo associado à doença, clarificando diferentes aspetos, para ajudar a lidar melhor com ela. Olhar para a doença de diferentes perspetivas, psicológico, emocional, farmacológico, médico e social. O impacto do diagnóstico no indivíduo e no seu mundo.

O podcast, que conta com o apoio da Novartis, está disponível no canal Youtube do IPO do Porto e nas plataformas de podcast (Spotify e Apple Podcasts).

 

Episódios transmitidos quinzenalmente em várias plataformas digitais
Depois do sucesso do “Podcast Sem Rodeios: Vamos falar de depressão”, a campanha “Depressão Sem Rodeios” regressa, a 15 de...

Desenvolvido pela farmacêutica Lundbeck, em parceria com a Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental (SPPSM), a Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), a Federação Portuguesa das Associações das Famílias de Pessoas Com Experiência de Doença Mental (FamiliarMente), a Associação para a promoção da saúde mental (ManifestaMente), aos quais se juntaram nesta fase a Sociedade Portuguesa de Enfermagem de Saúde Mental (ASPESM) e a European Depression Association (EDA), o objetivo será sensibilizar e desmistificar o estigma associado à depressão, uma das doenças com maior incidência em Portugal e no mundo. Para abordar o tema de uma forma objetiva, o talk-show “Questionar é Elemental” exibe o testemunho de profissionais de saúde, doentes e sociedades médicas que lidam diretamente com esta patologia, através de um formato visual.

Os episódios serão divulgados no Facebook Saúde Mental Sem RodeiosSite Depressão Sem RodeiosYouTube Lundbeck Portugal, LinkedIn Lundbeck Portugal, Instagram Lundbeck Portugal e ainda nas plataformas Spotify, Itunes e Google Podcast, proporcionando a possibilidade não só de ouvir como também de visualizar a sequência de entrevistas desenvolvidas ao longo de oito episódios.

O episódio de estreia, emitido hoje, com a participação de Gustavo Jesus, médico psiquiatra e diretor clínico do PIN, e João Ramos, médico de família no Hospital Lusíadas Lisboa, trará a debate o tema “De Corpo e Alma - Depressão: doença física ou mental?” e poderá vê-lo no imediato: (39) De corpo e alma - Depressão: doença física ou mental? com Dr. Gustavo Jesus e Dr. João Ramos - YouTube.

Os restantes episódios podem ser vistos nestas datas:

Episódio 2 | 1 de março | FORMAÇÃO SOB PRESSÃO - Depressão na comunidade académica. Com Fábio Leite Costa, médico de família, e João Rema, médico psiquiatra.

Episódio 3 | 15 de março | LEGISLAR PODE MUDAR? - O papel da política na gestão da depressão. Com Henrique Prata, médico psiquiatra e Coordenador da Estrutura para a Saúde Mental nos Açores, e Luísa Figueira, médica psiquiatra, professora catedrática de psiquiatria na Faculdade de Lisboa e Secretária e Representante de Seção do Departamento de Psicopatologia da EPA (European Psychiatric Association).

Episódio 4 | 29 de março | NO FIM DA LINHA - Quando a própria vida é posta em causa. Com Adriana Moutinho, médica psiquiátrica no PIN, e Manuela Borges, vice-presidente da SOS Voz Amiga.

Episódio 5 | 12 de abril | HERÓIS A CONHECER - O papel diferenciador dos enfermeiros na saúde mental. Com Carlos Sequeira, presidente da Sociedade Portuguesa de Enfermagem de Saúde Mental, e Sílvia Lopes, enfermeira, especialista em saúde mental.

Episódio 6 | 26 de abril | REACENDER A CHAMA - Como a depressão afeta a sexualidade? Com André Ribeirinho Marques e Marta Croca, ambos médicos psiquiatras.

Episódio 7 | 10 de maio | SEM CABEÇA PARA NADA - A relação da depressão na cognição. Com Sofia Nunes Oliveira, neurologista no Hospital da Luz, e Susana Pinto Almeida, médica psiquiatra no Hospital Prisional São João de Deus.

Episódio 8 | 24 de maio | NA 1ª PESSOA - Testemunhos reais de quem lidou com a depressão. Com Bárbara Timo, judoca e atleta olímpica, vice-campeão do mundo.

Em parceria com a Médis
A CA Seguros, seguradora não vida do Grupo Crédito Agrícola, em parceria com a Médis, reforça a sua oferta de saúde com a...

As doenças do foro psicológico assumem cada vez maior prevalência em Portugal e a sua prevenção e tratamento são o foco da nova cobertura de saúde mental, desenvolvida em parceria com a Ordem dos Psicólogos.

Do lado da prevenção, a Médis disponibilizou, no seu site, um importante conjunto de informações, artigos e checklists que permitem monitorizar e cuidar da sua saúde mental.

Do lado do tratamento, para Clientes com cobertura de ambulatório, o seguro foi reforçado e inclui consultas de psicologia e psiquiatria presenciais ou através do serviço Médico Online, tratamentos de psicoterapia e internamento psiquiátrico.

O seguro CA Saúde fica assim mais robusto melhorando a protecção dos seus Clientes na saúde mental.

 

Trabalho publicado na revista Journal of Cell Science
Uma equipa de investigadores do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto (i3S) e do Centro Médico...

Durante o desenvolvimento de cancro metastático algumas células tumorais adquirem a capacidade de migrar do tumor primário para a circulação sanguínea e deslocam-se para outros órgãos, alguns muito distantes, onde iniciam o desenvolvimento metastático. A disseminação metastática é, aliás, a principal causa de morte provocada por cancro. Apesar dos especialistas conhecerem bem esta migração das células cancerígenas, desconhecem-se ainda os processos que desencadeiam e sustentam o potencial invasivo e metastático característicos dos tumores de cancro da mama triplo negativo.

«Durante a nossa investigação com células de cancro da mama triplo negativo humano descobrimos algo surpreendente e inesperado: encontrámos uma proteína que até hoje só tinha sido vista num contexto de desenvolvimento neuronal, a proteína SKOR1. Assim que fizemos estas primeiras observações, empenhamo-nos em perceber como é que esta proteína contribui para cada uma das características mais marcantes deste tipo de cancro: crescimento tumoral e formação de metástases», revela Sandra Tavares.

Recorrendo a uma combinação de tecnologias de ponta como edição genética por CRISPR-Cas9, com modelos de laboratório - desde cultura de células 2D e 3D – e com um modelo animal, a equipa de investigadores decidiu então estudar o papel desta proteína e percebeu que «as células cancerígenas de cancro da mama triplo negativo ativam um mecanismo apenas observado num grupo de células durante o desenvolvimento neuronal». Em resumo, sustenta Sandra Tavares, «descobrimos que as células do cancro da mama triplo negativo usam este mecanismo para «alimentar» o seu comportamento agressivo, pois esta proteína promove a proliferação e a migração de células, exatamente os processos necessários para a formação de metástases».

A equipa de investigadores está agora a trabalhar no estudo de potenciais estratégias terapêuticas que tirem partido desta descoberta. «Queremos compreender melhor como funciona esta proteína para identificar formas de a bloquear e, assim, contribuir com novos alvos terapêuticos para combater esta doença», acrescenta Lilian Sluimer, a primeira autora do estudo.

 

Bonecos são símbolo de apoio às crianças com doenças oncológicas
A Fundação Juegaterapia entregou ontem 75 Baby Pelones às crianças hospitalizadas no serviço de pediatria do Hospital Dr. Nélio...

A cerimónia de entrega dos 75 Baby Pelones teve lugar ontem no Hospital Dr. Nélio Mendonça, no Funchal, e contou com a presença do Secretário Regional de Saúde e Proteção Civil, Pedro Ramos, bem como de Nini Andrade Silva, Embaixadora da Fundação Juegaterapia na Madeira, e de Ana Príncipe, Embaixadora da Fundação Juegaterapia em Portugal.  

Nini Andrade Silva, que se juntou a esta iniciativa como Embaixadora da Fundação Juegaterapia na Madeira, diz que “através dos Baby Pelones, qualquer pessoa pode fazer a diferença nas vidas destas crianças que atravessam um momento difícil, proporcionando-lhes momentos divertidos. É uma honra poder abraçar esta iniciativa”. 

Ana Príncipe, Embaixadora da Fundação Juegaterapia em Portugal, refere que “o resultado da campanha que possibilitou a entrega dos Baby Pelones ao Hospital Dr. Nélio Mendonça tem deixado a Fundação Juegaterapia muito satisfeita. O envolvimento do povo português superou todas as expectativas, o que é revelador da sua generosidade. Ainda prevemos entregar muitos mais Baby Pelones, pois o nosso sonho é que todas as crianças que sofrem de cancro possam ter o seu boneco. Como temos dizemos habitualmente, "a quimio a brincar passa a voar”.  

A Fundação Juegaterapia é uma instituição solidária que apoia crianças em tratamento oncológico, dotando-as de ferramentas que promovam a brincadeira e as façam, por momentos, esquecer a doença. Com esta iniciativa, a Fundação pretende que estes 100 Baby Pelones transmitam a sua alegria às crianças hospitalizadas e que a quimio a brincar passe a voar. 

Como homenagem a todas as crianças, a Fundação Juegaterapia criou os Baby Pelones, uma coleção de 22 bonecos bebés, que se tornaram o símbolo do apoio da instituição às crianças com doenças oncológicas. Os Baby Pelones são inspirados nas crianças que lutam contra o cancro e todos os bonecos têm um lenço na cabeça, em sua homenagem. 

Estes simpáticos bonecos custam 14,95€ e podem ser comprados em Portugal, no El Corte Inglés, Toys”R”Us, Gocco e também online na Amazon, Women`s Secret e Juguetilandia e na loja online da Fundação em www.juegaterapia.org/tienda. Para mais informações, visite os respetivos pontos de venda e as redes sociais da Fundação Juegaterapia em Portugal.  

Em Portugal, surgem anualmente cerca de 400 novos casos de cancro pediátrico
Na data em que se assinala o Dia Internacional da Criança com Cancro, 15 de fevereiro, a Fundação Rui Osório de Castro lança um...

O Guia vai ser distribuído nos três Centros de Referência na área de Oncologia Pediátrica existentes em Portugal: Instituto Português de Oncologia Francisco Gentil de Lisboa, Hospital Pediátrico de Coimbra e Instituto Português de Oncologia Francisco Gentil do Porto / Hospital de São João do Porto. Está ainda disponível para consulta, na sua versão digital no Portal Português de Oncologia Pediátrica, na secção de publicações.

A Fundação Rui Osório de Castro preocupa-se em assegurar a qualidade, a seriedade e credibilidade da informação disponível a todas os pais que têm filhos doentes com cancro, seguindo a premissa de que uma família informada é uma família mais tranquila, mais segura e consequentemente mais capacitada para ultrapassar esta situação tão delicada. Para isso, disponibiliza um conjunto de formatos informativos como os seminários, workshops, um portal (pipop.info) e publicações várias que se debruçam sobre vários tópicos e fases da doença, como é caso deste Guia para Adolescentes que agora apresentam.

Em Portugal, surgem anualmente cerca de 400 novos casos de cancro pediátrico. Uma doença que afeta não só a criança ou o adolescente doente, mas toda a sua família e amigos. Todos os anos, cerca de 400 famílias são confrontadas com uma realidade para a qual não foram preparadas, pelo que necessitam de grande apoio, quer a nível emocional como informacional.

 

 

Dia Internacional da Síndrome de Angelman assinala-se a 15 de fevereiro
15 de fevereiro foi a data instituída como o Dia Internacional da Síndrome de Angelman com o objetivo de consciencializar o...

Para assinalar esta data a ANGEL Portugal organiza e promove, desde 2013, um conjunto de ações dirigidas a toda a comunidade: campanhas junto dos meios de comunicação, ações em escolas ou outras de escala mais alargada, como a iluminação de monumentos e edifícios municipais ou caminhadas solidárias.

Este ano, com o apoio da Unimagem – Comunicação e Imagem, a ANGEL Portugal produziu um vídeo onde apresenta as características principais da Síndrome de Angelman, apelando ao contacto com a Associação caso detete algumas das referidas características no seu familiar ou amigo. Em Portugal há ainda um grande desconhecimento sobre a Síndrome de Angelman e, por conseguinte, dificuldade no acesso a um diagnóstico, informação relevante e orientação adequada para profissionais qualificados, acesso a cuidados de saúde de qualidade, apoio geral social e médico e acesso a um sistema de ensino adequado, com quadros profissionais com formação específica. Sabe-se também que, dada a incidência mundial de 1 caso de Síndrome de Angelman em cada 20.000 nascimentos, os 80 casos atuais estão longe de corresponder ao número real.

A par desta iniciativa e à semelhança do que sucede um pouco por todo o Mundo e em Portugal, desde 2021, vários monumentos e edifícios iluminam-se de azul na noite de 15 de fevereiro, a cor da Síndrome de Angelman. Ao convite lançado pela ANGEL Portugal aderiram já os municípios de Azambuja, Cascais, Elvas, Felgueiras, Horta, Lisboa, Loures, Marco de Canavezes, Marinha Grande, Portalegre, Portel, Santa Marta de Penaguião, Sesimbra, Sintra e Tavira que irão demonstrar a sua solidariedade com esta causa.

Em paralelo, este ano, depois do sucesso da primeira edição, a ANGEL Portugal voltou a promover a caminhada de consciencialização pela Síndrome de Angelman: Walk'IN ANGEL! A caminhada realizou-se no passado dia 12 de fevereiro (domingo), às 10h30 em Lisboa e Vila do Conde e contou com a presença de várias famílias. Os participantes foram desafiados a utilizar uma peça de roupa ou acessório azul.

De destacar que, durante o mês de fevereiro, a ANGEL Portugal é uma das associações contempladas pela campanha do MB Way Ser Solidário. Para contribuir para esta causa, basta aceder ao Ser Solidário no MB Way, selecionar a ANGEL Portugal e fazer um donativo no valor que desejar. Também pode optar por fazer o seu donativo nesta aplicação através do número de telemóvel da ANGEL Portugal 911 733 101. A sua ajuda mudará certamente a vida destas crianças e jovens com síndrome de Angelman.

Ao longo destes 11 anos, a ANGEL Portugal tem procurado colmatar a ausência de informação, essencial ao diagnóstico e intervenção precoce. Com as iniciativas propostas para a comemoração deste Dia Internacional da Síndrome de Angelman, a ANGEL Portugal deseja motivar e envolver toda a comunidade no apoio à consciencialização para a existência desta Síndrome, na expectativa de promover uma maior visibilidade e deteçãodos sintomas associados a esta condição genética rara.

28 de fevereiro
A Direção-Geral da Saúde, em conjunto com o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), a União das Associações...

A sessão acontece no Dia Mundial das Doenças Raras, e será transmitida através da plataforma Zoom, tendo como objetivo sensibilizar o público para a temática das doenças raras, assim como dar visibilidade ao trabalho desenvolvido nesta área, promovendo o debate sobre as doenças raras em Portugal, e divulgando visões diferentes sobre a temática.

Criado pela EURORDIS-Rare Diseases Europe em 2008, o Dia Mundial das Doenças Raras é comemorado em mais de 80 países. Reunindo mais de 700 associações de doenças raras, de mais de 60 países, a EURORDIS é uma aliança não-governamental, sem fins lucrativos, que tem como objetivo melhorar a vida dos 30 milhões de pessoas com doenças raras na Europa.

Na União Europeia, consideram-se doenças raras, por vezes também chamadas doenças órfãs, aquelas que têm uma prevalência inferior a 5 em 10 000 pessoas. Estima-se que existam entre 5.000 e 8.000 doenças raras diferentes afetando, no seu conjunto até 6% da população, o que, extrapolando, significa que existirão até 600.000 pessoas com estas patologias em Portugal.

As incrições para o evento estão abertas aqui.

 

Dia Internacional da Criança com Cancro
O Dia Internacional da Criança com Cancro é assinalado a 15 de fevereiro.

Todos os dias, mais de 1.000 crianças são diagnosticadas com cancro, o que representa uma mudança de vida drástica para as crianças e famílias de todo o mundo. De acordo com estimativas da International Agency for Research on Cancer (IARC - agência da Organização Mundial da Saúde especializado em cancro), em 2020, quase 280 mil crianças e adolescentes (de 0 a 19 anos) foram diagnosticados com cancro em todo o mundo e quase 110 mil crianças morreram de cancro. No entanto, os números reais podem ser muito maiores, uma vez que em muitos países o cancro infantil é difícil de diagnosticar. Na Europa, anualmente, são diagnosticados 13 mil novos casos em crianças até aos 19 anos, e em Portugal são diagnosticados, em média, 350 novos casos por ano.

Apesar da taxa de cura ser elevada, o cancro ainda é a principal causa de morte nas crianças após o primeiro ano de vida. O diagnóstico precoce é fundamental e, defendido pelos especialistas, uma vez que permite salvar 8 em cada 10 crianças.Segundo o PIPOP (Portal de Informação Português de Oncologia Pediátrica), nas crianças, o cancro afeta principalmente as células sanguíneas, as células cerebrais e as células do sistema músculo-esquelético. Assim, os tipos de cancro mais frequentes nas crianças são a Leucemia, tumores no Sistema Nervoso Central, Neuroblastomas e Linfomas. É também comum na idade pediátrica o tumor de Wilms (tumor renal), o Retinoblastoma (tumor do globo ocular), o Osteossarcoma (tumor ósseo) e os Sarcomas (tumores dos tecidos moles).

A quimioterapia, radioterapia, cirurgia e a imunoterapia englobam as principais formas de tratamento. A escolha do tipo de tratamento é avaliada caso a caso, tendo sempre em conta vários fatores decisivos como, por exemplo, o tipo, a localização, o tamanho do tumor, assim como a idade e o estado de saúde da criança.

Para além das formas de tratamento acima mencionadas, em muitos casos há a necessidade da realização um transplante de células estaminais, do próprio doente ou de um dador compatível. Assim, estas são doenças para as quais os transplantes de células estaminais “formadoras de sangue” (transplantes de células estaminais hematopoiéticas) podem ser consideradas um tratamento standard. Para alguns casos, o transplante de células estaminais são a única terapia e, em outros, são usados apenas quando as terapias de primeira linha falharam ou a doença é muito agressiva.

As células estaminais hematopoiéticas podem ser obtidas de várias fontes como do sangue do cordão umbilical, medula óssea ou sangue periférico, sendo os dois primeiros as fontes mais ricas deste tipo de células.

O transplante de células estaminais hematopoéticas já é considerado como terapia standard em várias patologias como também em alguns cancros pediátricos mais frequentes como por exemplo: leucemia, linfoma, meduloblastoma, neuroblastoma e retinoblastoma. Para além disso, vários ensaios clínicos estão, atualmente, a ser conduzidos em crianças que sofrem de malignidades hematológicas mielóides e linfóides como também, em crianças e adultos jovens com tumores sólidos recidivos ou refratários.

Ao optar por guardar o cordão umbilical, ganha-se uma possibilidade terapêutica atualmente praticada no tratamento de várias patologias, nomeadamente o cancro pediátrico. Ao não guardar ou doar o cordão umbilical, podemos estar a desperdiçar este potencial agente terapêutico.

 

 

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
A inauguração estava planeada para janeiro, mas não aconteceu
A Associação Portuguesa de Fertilidade (APFertilidade) revelou, esta terça-feira, estar preocupada pelo atraso na abertura do...

“O anúncio, em 2022, pelo Governo, de um centro de PMA no Algarve foi recebido com entusiasmo, mas rapidamente este desapareceu. Mais de um mês após a data prevista para a sua abertura, não há qualquer indicação de pedido para funcionamento junto do Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida (CNPMA) ou de alterações a nível de infraestrutura e recursos humanos para que se torne uma realidade”, explica a APFertilidade.  

A data de inauguração foi avançada, no ano passado, pelo então secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales. Numa audição em comissão parlamentar, o político confirmou um reforço de oito milhões de euros para a área da procriação medicamente assistida e avançou que o novo centro de PMA do Algarve iniciaria funções em janeiro de 2023, no Centro Hospitalar Universitário do Algarve (CHUA). Desta forma, o SNS conseguia dar resposta às mulheres e aos casais do sul. 

Cláudia Vieira garante que, até ao momento, “não houve qualquer declaração feita por parte do ministério da Saúde” para justificar o atraso na abertura do centro do sul. A associação de doentes aponta a “falta de vontade dos sucessivos Governos” e a inexistência de um “orçamento realista” para esta área da saúde. “As pessoas que enfrentam este problema têm o direito a receber o apoio para o qual contribuem com os seus impostos. Esta negligência existe há demasiado tempo e estes beneficiários merecem o devido respeito”, continua. 

A APFertilidade revela ainda que já levou esta e outras preocupações às reuniões com os grupos parlamentares do PS, Chega, Livre e PCP. Segundo a presidente da associação, os deputados “lamentaram que continue por abrir um centro de PMA na zona sul e informaram que iriam questionar a tutela para saber se houve alterações quanto ao anunciado o ano passado e se existem prazos para que o centro se torne uma realidade”. 

“As mulheres e casais que se agarraram à esperança de deixarem de se deslocar várias centenas de quilómetros para serem ajudados sentem-se desiludidos com o que consideram ter sido uma falsa expectativa, como muitos confessaram à APFertilidade por telefone ou e-mail”, conclui Cláudia Vieira. 

Dia Europeu da Disfunção Erétil
Para assinalar o Dia Europeu da Disfunção Erétil, Pepe Cardoso, urologista e andrologista, escreve s

No âmbito do dia Europeu da Disfunção Erétil, que se assinala a 14 de Fevereiro e coincidente com o Dia de São Valentim – Dia dos Namorados, é importante a sensibilização para um problema que afeta 10% dos homens portugueses… Com 52% dos casos na faixa etária dos 40 aos 70 anos de idade. Problema que ainda é “tabu” para a maioria, mas que se identificado/diagnosticado é tratável na maioria das situações, possibilitando uma vida sexual saudável, com reflexos positivos em várias dimensões, incluindo a económica… É que está hoje provado que um indivíduo saudável - conceito onde se inclui a saúde sexual - é mais produtivo e contribui para um melhor ambiente relacional, quer socio-profissional quer familiar.

É importante e urgente melhorar o acesso a cuidados de saúde sexual no âmbito do Serviço Nacional de Saúde, os quais são escassos, assim como implementar a comparticipação, atualmente quase inexistente, de exames e tratamentos (medicamentosos ou cirúrgicos) de modo a permitir cuidados mais abrangentes uma vez que no regime privado estes são proibitivos para a maioria da população masculina que sofre de disfunção erétil.

É importante desmitificar o tabu associado a esta patologia e ao termo impotência que em termos psicológicos é agressivo e deve ser substituído por um termo mais suave - disfunção eréctil – independentemente da sua severidade e com a informação de que esta pode ter solução

No que concerne á abordagem terapêutica é essencial à alteração de hábitos, sejam eles alimentares, tabágicos, consumo de álcool, consumo de drogas recreativas, sedentarismo ou ainda medicamentosos. E aqui convém salientar que temos uma população hipermedicada, com patologias e terapêuticas que muitas vezes afetam o desempenho sexual… A obesidade, a diabetes, a dislipidémia, as doenças cardio-vasculares, a hipertensão… Em muitos casos somente a mudança de hábitos e um bom controlo das co-morbilidades permite corrigir uma disfunção erétil ligeira ou moderada.

Uma chamada de atenção para a disfunção eréctil como sinal preditor da existência de patologia cardíaca, sendo que a doença cardiovascular integra um conjunto de patologias que surgem associadas à disfunção erétil… São vários os estudos que têm demonstrado que a disfunção eréctil e as doenças cardio-vascular têm fatores comuns sendo esta por si só um marcador de risco ou de doença cardíaca. Tendo em conta esta constatação, todo o doente ao qual for identificada uma disfunção erétil, deve ser avaliado quanto ao risco cardíaco, sendo extremamente importante esta avaliação já que permite identificar doenças cardíacas ainda em fase “insipiente” e assim tratá-las precocemente prevenindo a progressão para estádios mais graves.

A procura de ajuda para a resolução deste problema assim como a oferta desta ainda não é a desejável pois a falta de informação ou a vergonha são fatores impeditivos, sendo importante passar a mensagem de que este problema tem solução. Normalmente a pessoa afetada evita expor-se, procurando informação na internet onde encontra de tudo, do melhor ao pior, inclusive medicamentos à venda, na maioria dos casos falsificados e que podem pôr em risco a sua saúde. Em todo o caso importa dizer que pese a persistência do “tabu”, o número de homens que recorre a consultas especializadas tem vindo a aumentar.

É importante sensibilizar os doentes a procurar ajuda e motivar os profissionais de saúde para a avaliação da saúde sexual dos seus doentes. Para que isto aconteça é necessário que a informação chegue aos doentes, quer através de ações de sensibilização/informação, em que as Sociedades Cientificas devem ter um papel fundamental, quer através dos Media com a cobertura e divulgação destas. Por outro lado é necessário que o médico, para além de estar sensibilizado para a saúde sexual, tenha disponibilidade de tempo que lhe permita acrescentar às muitas questões que tem de colocar na consulta, as questões inerentes a avaliação da saúde sexual. E é aqui que as coisas falham: o médico tem o seu tempo de consulta espartilhado por números, e indicadores, uma limitação difícil de ultrapassar e a qual se soma o próprio problema, já que a sua abordagem facilmente ocupa, por si só, o tempo de uma consulta.

No tratamento de “primeira linha”, além das medidas gerais mencionadas atrás, mantêm-se as orais com os inibidores da fosfodiesterase tipo 5. Neste grupo dispomos hoje de quatro medicamentos, que nos permitem ajustar a terapêutica ao perfil de cada doente. Temos ainda terapêuticas indicadas em situações pontuais, às quais se recorre tendo em conta a medicação que o doente está a fazer para tratamento ou controlo de co-morbilidades. É o caso, por exemplo, de patologias como a hiperprolactinémia, o hipogonadismo e do hipo/hipertiroidismo, tratadas com recurso a terapêuticas hormonais.

Numa “segunda linha” temos as drogas injetáveis ou de administração tópica intra-uretral (comprimido ou creme) e os dispositivos de ereção por vácuo, os quais são pouco utilizados porque são incómodos e pouco práticos, o que resulta numa reduzida adesão por parte dos doentes.

Esgotados estes recursos, temos ainda a possibilidade de recorrer à cirurgia de implante de prótese peniana (maleável ou hidráulica), utilizadas apenas em “fim de linha”.

A.J. Pepe Cardoso
Urologista/Andrologista
Serviço de Urologia, Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca, EPE

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Atualização entrou em vigor no início de 2023
A Associação Portuguesa das Empresas de Dispositivos Médicos (APORMED) acaba de publicar a nova versão do Código de Boas...

Mantendo a proibição de patrocínio direto a profissionais de saúde e a proibição de atribuição de donativos a Hospitais e Instituições de Saúde, esta nova revisão reforça a transparência através da previsão da notificação prévia ao empregador do profissional de saúde; introduz medidas relacionadas com os terceiros intermediários; e altera os critérios gerais para a organização de eventos educativos por forma a adaptar este Código à evolução que se tem verificado no mercado, nomeadamente a relacionada com os eventos virtuais.

“A indústria dos dispositivos médicos continua empenhada em elevar os níveis de transparência no seu relacionamento com os profissionais de saúde mediante a adoção de uma rigorosa autorregulação. Desta forma, este Código define elevados padrões éticos nas atividades desenvolvidas pelas Empresas nossas Associadas no que respeita ao apoio à formação contínua dos profissionais de saúde”, comenta João Gonçalves, Diretor Executivo da APORMED.

O Código de Boas Práticas Comerciais contém diretrizes que se destinam a fornecer orientações sobre as interações das Empresas Associadas da APORMED com os profissionais de saúde (nomeadamente  médicos, enfermeiros, técnicos, farmacêuticos e  investigadores) ou com determinadas entidades, tais como unidades de prestação de cuidados de saúde ou organismos de compra centralizada, de forma a que seja perfeitamente evidente que qualquer apoio prestado pelas empresas de dispositivos médicos não colide com as normas legais e éticas aplicáveis.

Consulte o Código de Boas Práticas Comerciais da APORMED aqui: https://www.apormed.pt/images/apoio/Código_de_Boas_Práticas_Comerciais_da_APORMED_2023.pdf

 

 

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