Em Portugal
As autoridades estão preocupadas com os casos de tosse convulsa em Portugal, que também tem atividade em outros países europeus...

À margem da apresentação do relatório “A Saúde dos Portugueses. Perspetiva 2015”, que traça o perfil da saúde dos cidadãos residentes no território nacional, entre 2004 e 2014, Francisco George considerou este “um problema”, que não é exclusivo de Portugal.

Segundo o relatório, em 2013 registaram-se 114 casos de tosse convulsa.

Francisco George garantiu que o problema está a ser alvo de análise por parte dos diretores-gerais da União Europeia.

Na origem deste aumento do número de casos de tosse convulsa esteve a mudança da vacina, que “permitiu a circulação da bactéria” que causa a doença, a Bordetella pertussis.

Para já, Francisco George recomenda que os adultos tenham especial cuidado com as crianças com quem contactam, principalmente se estas ainda não tiverem sido vacinadas.

A doença caracteriza-se por uma tosse que, normalmente, acaba numa inspiração prolongada, profunda e com um som agudo (convulsa).

DGS
O diretor-geral da Saúde, Francisco George, admitiu que os rendimentos da família influenciam a qualidade da sua vida, mas...

Francisco George falava aos jornalistas no final da apresentação do relatório “A Saúde dos Portugueses. Perspetiva 2015”, o qual traça o perfil da saúde dos portugueses.

O documento concluiu que os indicadores melhoraram na última década, mas não teve em conta os efeitos da crise social e económica, "que se agravou no contexto do programa de ajustamento".

Ainda assim, os autores referem que “os determinantes sociais constituem a principal abordagem de análise de saúde das populações”.

“Pesquisas demonstraram a existência de um gradiente social em função dos rendimentos familiares, isto é, relacionado com desigualdades e iniquidades, em particular com as diferenças ocorridas entre comunidades prósperas e pobres no que se refere, por exemplo, à esperança de vida e outros indicadores”.

De acordo com o documento, a autoapreciação do estado de saúde diminui à medida que o estado dos inquiridos avança: empregado (61,4%), desempregados (52,5%), inativos (49%) e reformados (12,8%).

Aos jornalistas, Francisco George disse que os rendimentos influenciam sobretudo nas idades mais jovens, adultos e em idade de trabalhar.

“Os rendimentos, tal como o nível de instrução, influenciam no sentido da qualidade e esperança de vida”, disse, concluindo: “Ninguém vai dizer que o pobre vive na mesma forma que uma família abastada”.

Sobre o documento, o ministro da Saúde sublinhou “a evolução claramente positiva” de vários indicadores.

Paulo Macedo elegeu como o mais importante indicador a diminuição da mortalidade prematura.

Segundo o relatório, “Portugal registou em 2004 a proporção de óbitos prematuros de 27% e, em 2014, esta relação desceu para 22%”.

“Assumiu-se o compromisso pela redução progressiva da mortalidade prematura, que deverá ficar em linha com a meta fixada para 2020, isto é, inferior a 20%”.

Segundo as estimativas obtidas para Portugal, no âmbito do estudo Global Burden of Diseases (GBD), citadas no relatório, “os fatores de risco que mais contribuem para o total de anos de vida saudável perdidos pela população portuguesa são: hábitos alimentares inadequados (19%), hipertensão arterial (17%), índice de massa corporal elevado (13%), para além do tabagismo (11%)”.

Em relação aos tumores, Paulo Macedo reconheceu que estes vão continuar a aumentar, mas que a prevenção e os tratamentos mais eficazes têm evitado números piores.

Este relatório contém uma ressalva: “Descreve a saúde das portuguesas e portugueses independentemente da influência conjuntural da crise social e económica que se agravou no contexto do Programa de Ajustamento que terminou em 2014, pelo que as questões associadas direta ou indiretamente ao sistema de saúde, incluindo recursos humanos e orçamentais, não serão alvo de análise”.

Contudo, os autores – especialistas dos vários organismos do Ministério da Saúde – admitem “a possibilidade dos efeitos de crises económicas e sociais prolongadas terem reflexos em indicadores apenas a médio e longo prazo”.

“Admite-se, igualmente, que a resiliência dos cidadãos, das famílias e das comunidades contribua para explicar os sucessivos ganhos em saúde”, lê-se no documento, mas Paulo Macedo acrescentou que estes resultados também se devem aos dirigentes do setor da saúde.

Dia do Transplante 2015 dedicado ao desporto
O retorno à atividade e particularmente à atividade física devem fazer parte da reabilitação do transplantado renal, defende a...

A prática desportiva após a realização de um transplante é recomendada mas com alguns cuidados, como realça Fernando Macário, presidente da Sociedade Portuguesa de Transplantação (SPT). “O exercício físico pode e deve ser praticado pelas pessoas transplantadas, mas nunca antes dos 3 meses após o transplante e preferencialmente 6 meses após a intervenção”.

As indicações dependem do tipo de transplante e do tipo de desporto praticado. “Os desportos violentos e que implicam contacto podem não ser aconselháveis e poderá haver cuidados especiais até ao retorno a um desporto de alta competição”, explica o presidente da SPT.

Quem doa órgãos também pode e deve praticar exercício físico. Segundo a SPT, os dadores podem praticar desporto sem restrições significativas após terem completado a sua recuperação.

No caso dos doentes com insuficiência renal crónica durante a fase de diálise que precede o transplante, a prática desportiva pode estar comprometida. “Habitualmente há mais dificuldades do ponto de vista físico. Estes doentes tendem a ter mais cansaço, embora haja exceções. Apesar de tudo, as técnicas de diálise evoluíram bastante nos últimos anos e as restrições são menores do que no passado”, refere Fernando Macário.

A prática clínica tem demonstrado que a qualidade de vida dos doentes transplantados pode melhorar com a prática regular de exercício físico, diminuindo o risco de doença cardiovascular e diabetes que é aumentado por alguns medicamentos imunossupressores.

A nível mundial existem os “World Transplant Games”, uma espécie de olimpíadas dos doentes transplantados, realizados de dois em dois anos, envolvendo 1500 atletas transplantados de 69 países. No nosso país o Grupo Desportivo de Transplantados de Portugal dedica-se a promover ações de divulgação para incentivo ao desporto e exercício físico entre transplantados e candidatos a transplante, organizar torneios e competições nacionais, selecionar e criar equipas que representem o grupo a nível nacional e internacional.

O Dia do Transplante 2015, assinalado a 20 de Julho, data em que se realizou o primeiro transplante em Portugal, em 1969, será este ano comemorado em Coimbra, no Pavilhão Centro de Portugal, a partir das 10h30, com a presença de pessoas transplantadas que praticam desporto habitualmente.

Segundo relatório
As despesas de saúde privada em Portugal e na Grécia tiveram o maior crescimento da área da OCDE desde 2009 a 2013,...

As “Estatísticas de Saúde 2015” da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) mostram que a despesa de saúde continuou a tendência decrescente em Portugal, Grécia e Itália no ano 2013.

“A maioria dos países membros da OCDE da União Europeia indicou gastos com a saúde per capita abaixo dos níveis de 2009. Fora da Europa, estas despesas aumentaram a uma taxa de 2,5% ao ano desde 2010”, refere a OCDE.

Três quartos dos gastos com a saúde continuam a ser financiados por fontes públicas nos países da OCDE, “mas as medidas de contenção de custos tomadas por alguns estados levaram a um aumento do consumo privado”, seja através de seguros de saúde ou de pagamentos diretos pela família.

“Na Grécia e em Portugal, a participação das despesas de saúde privada cresceu quatro pontos desde 2009, o que representa o maior aumento na área da OCDE, e significa que um terço da despesa total em saúde estava foi financiado por fontes privadas em 2013”, refere uma síntese da organização.

A OCDE destaca mesmo que “alguns dos países mais atingidos pela crise tiveram aumentos significativos” nos pagamentos diretos no momento de utilização dos cuidados de saúde (pagamentos ‘out-of-pocket’).

Como exemplos surgem Portugal e a Grécia, que entre 2009 e 2013 viram as despesas de saúde privada aumentarem, respetivamente, para 28% e 31% do total.

Sobre os gastos gerais com saúde per capita, Grécia, Itália e Portugal são os países apontados como tendo quedas consecutivas nos últimos anos.

Na Grécia, a queda de 2,5% em termos reais em 2013 significou a quarta baixa consecutiva nas despesas de saúde, deixando os níveis ‘per capita’ a cerca de 75% dos de 2009.

Já em Portugal e em Itália, os gastos com saúde decresceram por três anos consecutivos.

Em Portugal a despesa com saúde diminui 4,8% em 2010/2011, reduziu 5,8% em 2011/2012 e voltou a decrescer 3,7% em 2012/2013.

No global, dos 34 países que integram a OCDE, os gastos com saúde tiveram um aumento real de 1% em 2013, acima dos 0,7% que tinham sido registados em 2012. Contudo, a organização salienta que as taxas de crescimento em 2013 se mantiveram bem abaixo dos níveis pré-crise: entre 2000 e 2009 o crescimento médio das despesas de saúde tinha atingido os 3,8%.

Ordem dos Farmacêuticos
A Ordem dos Farmacêuticos lançou a versão 2.0 da sua Bolsa de Oportunidades da Ordem dos Farmacêuticos, uma plataforma virtual,...

Pouco mais de um ano após o seu lançamento, a Bolsa de Oportunidades da Ordem dos Farmacêuticos (BOOF) conta já com mais de 3.000 utilizadores registados, tendo sido divulgadas durante este período mais de 120 oportunidades de emprego, estágios, bolsas e prémios dirigidas a estes profissionais de saúde, bem como aos membros estudantes da Ordem dos Farmacêuticos (OF).

A nova versão da BOOF permite o acesso a novas funcionalidades (definições de perfil, privacidade, personalizações, informação estatística, entre outas melhorias), a maioria das quais sugeridas pelos utilizadores, com base nas suas experiências de acesso à plataforma.

Com este projeto, a OF pretende dar resposta a uma preocupação crescente com a empregabilidade no sector. De acordo com um inquérito do Observatório da Empregabilidade no Sector Farmacêutico (OESF) da OF aos diplomados do Mestrado Integrado de Ciências Farmacêuticas, realizado no final de 2013, 80% dos formados no ano de 2011/2012 tiveram dificuldade em encontrar trabalho regular depois de terminado o curso. Dos que tinham encontrado trabalho, 75,6% tinham contrato de trabalho – e destes 49,7% tinham contrato a termo certo.

Com um formato dinâmico e de acesso gratuito, a BOOF é um ponto de partida para as relações profissionais entre empresas e outras entidades e os farmacêuticos desempregados ou à procura de novas oportunidades no sector.

Entre 2004 e 2014
Um relatório que traça o perfil da saúde dos portugueses concluiu que os indicadores melhoraram na última década, mas não teve...

“A Saúde dos Portugueses. Perspetiva 2015” traça o perfil da saúde dos cidadãos residentes no território nacional entre 2004 e 2014 e será hoje apresentada em Lisboa, na presença do ministro da Saúde.

O documento contém uma ressalva: “Descreve a saúde das portuguesas e portugueses independentemente da influência conjuntural da crise social e económica que se agravou no contexto do Programa de Ajustamento que terminou em 2014, pelo que as questões associadas direta ou indiretamente ao sistema de saúde, incluindo recursos humanos e orçamentais, não serão alvo de análise”.

Contudo, os autores – especialistas dos vários organismos do Ministério da Saúde – admitem “a possibilidade dos efeitos de crises económicas e sociais prolongadas terem reflexos em indicadores apenas a médio e longo prazo”.

“Admite-se, igualmente, que a resiliência dos cidadãos, das famílias e das comunidades contribua para explicar os sucessivos ganhos em saúde”, lê-se no documento.

Em relação à década em análise, o relatório conclui: “mantém-se, genericamente, a tendência positiva dos principais indicadores de saúde em todas as fases da vida”.

“É notório o peso relativo que as doenças crónicas não transmissíveis passaram a representar. O grande desafio é saber, em termos prospetivos, qual o futuro a médio e longo prazo para a evolução das doenças oncológicas, das doenças cérebro e cardiovasculares e da diabetes. Impõem-se medidas que visem desacelerar as curvas epidémicas crescentes e, em alguns casos, descontroladas”, indica o relatório.

Os autores sublinham “a evolução positiva na generalidade dos indicadores de saúde, aliás, demonstrada pelas tendências progressivas de cada vez maior esperança de viver à nascença, aos 45, aos 65 e aos 75 anos, acompanhadas por um aumento do número de anos de vida saudável”.

“Na verdade, em 10 anos, a esperança de vida ao nascer registou um acréscimo de dois anos, tendo diminuído a diferença entre os sexos feminino e masculino”.

No mesmo sentido, prossegue o documento, “há uma clara melhoria no que se refere à evitabilidade da morte antes dos 70 anos de idade, com consequente redução dos anos de vida potencialmente perdidos”.

“No que se refere aos fatores de risco que mais contribuem para o total de anos de vida saudável perdidos pela população portuguesa, são relevantes os hábitos alimentares inadequados (19%), a hipertensão arterial (17%), o índice de massa corporal elevado (13%) e o tabagismo (11%)”.

Este documento recorda dados de 2013, segundo os quais mais de 70% das mortes, em Portugal, são devidas a doenças do aparelho circulatório (30%), tumores malignos (24%), doenças do aparelho respiratório (12%), doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas (5%).

Nesse ano, mais de 70% das mortes ocorridas em idades inferiores a 70 anos em Portugal foram devidas a tumores malignos (41%), doenças do aparelho circulatório (16%), causas externas de lesão e envenenamento (9%) e doenças do aparelho digestivo (6%).

“Apesar da acentuada queda da respetiva taxa de mortalidade, as doenças cerebrovasculares ainda constituem a causa específica mais destacada nestas idades, tendo provocado 160 óbitos por 100 mil habitantes. Seguem-se as doenças isquémicas cardíacas, também com evolução positiva, baixando para 115 por 100 mil habitantes no quinquénio mais recente”.

“O tumor maligno da laringe e traqueia e brônquios e pulmão ocupa a terceira posição, tendo aumentado ligeiramente (de 111 para 114 por 100 mil habitantes). A taxa de mortalidade por diabetes é também relevante neste grupo etário (80 por 100 mil habitantes)”.

Sobre as coberturas vacinais, o relatório indica que estas “continuam com níveis elevados e adequados para conferirem imunidade de grupo. Realça-se a consolidação da eliminação de doenças como sarampo, rubéola, poliomielite aguda e difteria, assim como ganhos nas múltiplas dimensões relacionadas com a saúde da mãe e da criança”.

Este documento surge no seguimento da divulgação em anos anteriores dos Relatórios dos Programas de Saúde Prioritários “Portugal em Números”.

OMS pede
A Organização Mundial de Saúde exigiu que os países elevem os impostos sobre o tabaco para reduzir o número de mortes causadas...

Segundo o último relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre a Epidemia Global do Tabaco de 2015, apresentado em Manila, apenas 33 países no mundo fixaram impostos de 75% sobre o preço do maço de cigarros, uma medida recomendada pela organização.

“Subir os impostos sobre os produtos de tabaco é uma das formas mais eficientes e rentáveis de reduzir o consumo de produtos nocivos, enquanto se geram receitas públicas”, afirma no relatório a diretora geral da OMS, Margaret Chan.

O organismo da ONU indica que muitos países ainda fixam impostos demasiado baixos sobre o tabaco e produtos derivados, e que nalgumas nações continua a não haver qualquer regulação.

“Insto todos os governos a olharem para as provas, não para os argumentos da indústria [tabaqueira], e a adotarem uma das melhores medidas existentes para a saúde”, acrescentou Chan.

Na 3ª feira
A Direção-Geral da Saúde prevê que na terça-feira Portugal Continental seja influenciado por uma massa de ar com origem no...

“Este fenómeno natural poderá afetar a qualidade do ar ambiente, estimando-se que possa contribuir para um aumento das concentrações de partículas em suspensão nas regiões Centro e sul do país (Alentejo e Algarve)”, refere uma nota divulgada no site da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Durante a ocorrência destes episódios, a DGS recomenda que sejam evitados esforços prolongados, limitando a atividade física ao ar livre. Crianças, idosos e doentes com problemas respiratórios ou cardiovasculares devem ainda permanecer dentro dos edifícios com as janelas fechadas.

Já noutras ocasiões a DGS tem explicado que, em Portugal, durante os meses de primavera e de verão, há com maior frequência a presença de partículas na atmosfera provenientes das zonas áridas do Norte de África, nomeadamente dos desertos do Sahara e Sahel, sendo a maioria destas partículas de origem natural.

Desde muito cedo
O consumo excessivo de álcool é uma ameaça à saúde pública mundial, segundo a Organização Mundial de

Cada vez mais assiste-se ao início do consumo de álcool em idades muito precoces (13 anos), na generalização do consumo excessivo por parte das raparigas e na adopção muito frequente do consumo tipo binge drinking (mais conhecido por bebedeira). O consumo tipo binge drinking constitui um padrão de consumo com consequências muito graves, em que para além do risco de acidente de viação, existe também o risco de violência (homicídios, roubos, violência sexual), de queda, de sexo não seguro, e sabe-se que as células cerebrais podem ficar danificadas para sempre.

Álcool é a droga legal com maior dependência
As drogas ditas legais são, sem sombra de dúvida, as mais frequentes dependências, constituindo-se o álcool a principal e mais prevalente.

De acordo com a nova lei do álcool, que entrou em vigor a partir de 1 de maio de 2015, o consumo e a venda de bebidas alcoólicas deverão ser proibidas em postos de combustível e, depois da meia-noite, em qualquer estabelecimento que não seja de restauração e bebidas. Esta lei permite o consumo de álcool apenas a indivíduos a partir dos 18 anos da idade.

As restrições da venda álcool a menores de idade abrangem, porém, apenas as bebidas de elevado teor de álcool, as bebidas espirituosas. O consumo de vinho e cervejas continua a não ser proibido a jovens a partir dos 16 anos.

Nova lei proíbe venda em postos de combustível
A nova legislação alarga ainda a proibição de venda a postos de combustível e a "qualquer estabelecimento" entre as 00h00 e as 08h00, com excepção dos estabelecimentos de restauração e/ou bebidas e dos estabelecimentos de diversão noturna.

A nova lei passa também a prever a obrigatoriedade de venda de bebidas alcoólicas em recipiente de "material leve e não contundente" em salas de espectáculo, incluindo arraiais populares, concertos musicais ou festas académicas. Uma obrigatoriedade que não se aplica a recintos onde simultaneamente se desenvolvam actividades de restauração ou de bebidas, como casas de fado, café-teatro e casinos.

O decreto de lei publicado prevê ainda uma maior intervenção local da ASAE, PSP e GNR que poderão determinar "o encerramento imediato e provisório do estabelecimento". Estão ainda previstas sanções acessórias que passam pela "interdição, até um período de dois anos, do exercício da actividade directamente relacionada com a infracção praticada".

Mortes violentas relacionadas com consumo de álcool
Estudos dizem que as mortes violentas particularmente o suicídio e homicídio, estão mais fortemente correlacionadas com os consumos de álcool do que com as drogas ilícitas, contudo paradoxalmente existe mais medo social das drogas do que do álcool.

Quem já não ouviu dizer que o álcool é uma droga? Mas, ainda assim, muitos não encaram o acto de beber como um ato de “pôr droga no nosso organismo”. É importante que as pessoas compreendam que o abuso de álcool prejudica o sistema nervoso central e periférico, assim como a sua capacidade de julgamento. O alcoolismo pode ser apenas a “face visível” de um problema ainda mais sério e profundo. As pessoas podem recorrer-lhe para lidar com dificuldades pessoais ou preocupações. Deste modo, o álcool frequentemente não é o problema, mas o resultado da incapacidade do indivíduo para lidar eficazmente com as suas dificuldades (na escola, no trabalho, na casamento e nas finanças), ou uma combinação de vários problemas. O álcool é encarado como um meio de lidar com GAPsi-FCUL ou escapar a sentimentos de desesperança referentes à impossibilidade de solucionar os outros problemas.

Não existem soluções mágicas e rápidas, tal como cada indivíduo não ficou dependente/doente de álcool ou drogas em duas semanas, também não se recuperará em duas semanas. É um processo que vai demorar muito tempo.

Muitos são os caminhos para a recuperação. O modelo de auto ajuda é um caminho que tem anos de experiência, tradição e resultados. Esta situação deve merecer também a atenção das autoridades de Saúde, da Educação e dos pais.

Sites de interesse:
http://www.linhadagua.net
http://www.samtratamento.com/

 


Andreia Eunice Pinto Magina
Enfermeira Especialista Em Saúde Mental E Psiquiatria
UCC Aveiro Norte
ACeS Entre Douro E Vouga Ii - Aveiro Norte

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro e/ou Farmacêutico.
Bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas
O Executivo Municipal da Câmara do Porto decidiu atribuir a Medalha Municipal de Mérito Grau Ouro ao bastonário da Ordem dos...

A cerimónia de entrega da Medalha de Ouro está marcada para esta quinta-feira, 9 de julho, às 18h30, na Casa do Roseiral, nos Jardins do Palácio de Cristal, no Porto.

A Medalha de Ouro da cidade do Porto distingue os cidadãos e instituições que se destacam pelos seus méritos pessoais ou feitos cívicos.

Orlando Monteiro da Silva confessa que “é com surpresa e também com uma grande honra que recebo a Medalha de Ouro da minha cidade, à qual também está muito ligada a medicina dentária porque a OMD tem sede no Porto, desde o tempo da Associação de Profissionais da Medicina Dentária, em 1991, e até antes, quando a profissão ainda não estava organizada. Vejo a atribuição da Medalha de Ouro como uma homenagem a todos os que trabalham em prol da saúde oral. É uma Medalha que recebo em nome de todos os meus colegas médicos dentistas e também de todos os que trabalham na Ordem dos Médicos Dentistas (OMD).”

Orlando Monteiro da Silva nasceu e vive no Porto e é licenciado em Medicina Dentária pela Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto.

Foi presidente da Federação Dentária Internacional - FDI World Dental Federation entre 2011 e 2013, e previamente tinha sido presidente do Conselho Europeu dos Médicos Dentistas, com sede em Bruxelas.

É membro honorário da ADA – American Dental Association e membro de honra do Consejo General de Dentistas de España.

Fluente em inglês, francês, espanhol e alemão, em 2004, quando foi eleito para o council da Federação Dentária Internacional promoveu ativamente a adesão à FDI de Timor-Leste, Angola e Guiné-Bissau, acopladas com a criação da Associação Dentária Lusófona, da qual é cofundador.

Em fevereiro de 2014, o bastonário da OMD foi reeleito para um segundo mandato como presidente do Conselho Nacional das Ordens Profissionais (CNOP), é conselheiro do CES - Conselho Económico e Social Português e Fellow do Colégio Internacional de Dentistas (International College of Dentists).

No ano passado, Orlando Monteiro da Silva recebeu o título de Doutor Honoris Causa, pela Universidade do Porto.

Estudo revela
As crianças portuguesas entre os sete e os nove anos estão cada vez mais sedentárias, o que constitui um elevado risco para a...

O estudo foi desenvolvido por uma equipa de investigadores do Centro de Investigação em Antropologia e Saúde (CIAS) da Universidade de Coimbra, tendo as conclusões apontado para um maior sedentarismo nas crianças naquela faixa etária, resultados que a coordenadora da investigação, Cristina Padez, considera como "assustadores", devendo, por isso, os responsáveis políticos criar uma estratégia para combater este problema.

A pesquisa, financiada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), envolveu 9.032 crianças de escolas de todo o país e foi apresentada na conferência da International Society of Behavioral Nutrition and Physical Activity, em Edimburgo, na Escócia, no passado mês de junho, adianta um comunicado.

Os investigadores, que tiveram como referência o limite estipulado pela Academia Americana de Pediatria (em que as crianças não devem ultrapassar duas horas por dia a ver televisão), compararam os comportamentos sedentários das crianças portuguesas entre 2002 e 2009, por nível socioeconómico dos pais.

A investigadora adiantou que as conclusões do estudo apontam para o facto de o número de crianças que vê televisão mais de duas horas por dia ter aumentado 12% durante a semana, 15% ao sábado e 17% ao domingo entre 2002 e 2009.

“As crianças cujos pais têm baixo nível de instrução são as que passam mais tempo a ver televisão”, adiantou Cristina Padez, frisando que, no que diz respeito ao uso do computador, "a situação piora”.

“Enquanto em 2002, as crianças pobres praticamente não utilizavam o computador, em 2009, cerca de 19% destes miúdos gastou mais de duas horas por dia no computador, refletindo o ‘efeito Magalhães’, em resultado da estratégia do Governo de atribuir estes dispositivos [computadores] aos alunos do ensino básico”, sublinhou a investigadora.

No que diz respeito à prática de desporto após o período escolar, a pesquisa revelou que “só metade das crianças é que tem atividade física fora da escola, sendo que, nos níveis socioeconómicos mais desfavorecidos, a percentagem de crianças que não pratica desporto disparou, passando de 36% (em 2002) para 80% (em 2009).

Na sequência das conclusões do estudo, a investigadora Cristina Valdez alertou para o facto de estes comportamentos virem a determinar os hábitos na vida adulta.

“Por isso, os responsáveis políticos devem criar uma estratégia para combater o sedentarismo infantil, caso contrário, iremos ter adultos com graves problemas de saúde, com custos socioeconómicos muito elevados”.

Doença de Fabry
Chama-se doença de Fabry. É rara, incurável e transmite-se de pais para filhos. Pode tirar 20 anos de vida aos homens e dez às...

Em 1650, a Europa lutava contra a varíola e um casal de uma plácida freguesia de Guimarães com 1500 habitantes, S. Clemente de Sande, estava longe de imaginar que era portador da doença de Fabry, cuja maioria dos casos ainda hoje pode estar por detetar, refere o Jornal de Notícias.

Como é que o casal contraiu a doença é uma incógnita, mas sabe-se que são a origem comum de 16 das 18 famílias que hoje têm Fabry. Não é contagiosa e está nas células, nomeadamente na deficiência da enzima "a-galactosidase". Só no Hospital de Guimarães existem quase 150 casos detetados, 20 dos quais nas últimas duas semanas.

Instituto de Medicina Molecular de Lisboa
O Laboratório de Biologia Química e Biotecnologia Farmacêutica do Instituto de Medicina Molecular de Lisboa vai coordenar uma...

O projeto, segundo o Sapo, tem como finalidade a criação de uma nova classe de moléculas, impulsionando e conjugando a ação dos fármacos oncológicos e dos anticorpos, com o intuito de melhor direcionar os medicamentos no combate às células cancerígenas.

Gonçalo Bernardes, coordenador do projeto, refere que a pesquisa pretende encontrar uma solução para contornar os atuais obstáculos que impedem os medicamentos de “distinguir a célula saudável de uma célula cancerígena".

A nova terapia permitirá aumentar a concentração dos compostos tóxicos no tumor sem provocar danos às células saudáveis, aumentando também a eficácia do tratamento e o combate às células cancerígenas.

A equipa será constituída por dezenas de investigadores de diferentes instituições académicas e laboratórios.

“Cochrane”
A Ordem dos Enfermeiros deverá integrar a “Cochrane”, uma rede internacional com mais de 100 países que é uma referência...

A decisão foi comunicada sexta-feira em Coimbra ao Bastonário da Ordem dos Enfermeiros (OE), Enfº Germano Couto, pelo Prof. Doutor Vaz Carneiro, Diretor do Centro de Estudos de Medicina Baseada na Evidência da Faculdade de Medicina de Lisboa, que o responsável pelo Centro Colaborador Português da Rede Cochrane Iberoamericana.

O convite será formalizado em breve, no sentido de a OE criar um grupo de investigadores para integrar a organização, que está estruturada numa rede internacional com mais de 28 000 colaboradores em mais de 100 países.

O objetivo da organização é colaborar com profissionais de saúde, doentes, gestores/administradores e responsáveis políticos, na tomada de decisões em saúde através da elaboração, atualização e promoção de revisões sistemáticas da literatura (as chamadas Cochrane Reviews).

O Prof. Doutor Vaz Carneiro participou sexta-feira em Coimbra, com o Enfº Germano Couto, numa tertúlia intitulada “Futuro (d)(n)(a) evidência”, integrada no evento “Conversas na Ordem” da Secção Regional do Centro (SRC).

De acordo com aquele responsável, o trabalho a que se dedica a rede é a uma investigação secundária, em que seleciona os estudos de saúde, entre os milhares que diariamente são publicados, e que se baseiam na melhor evidência científica.

O Bastonário referiu que ao longo da sua existência a Ordem dos Enfermeiros procurou colaborar na edificação da enfermagem através da evidência científica.

“A Ordem dos Enfermeiros quer ser inovadora, mas acima de tudo quer estar ao lado do cidadão, para que receba os cuidados que realmente merece, e não seja apenas contabilizado estatisticamente pelo número de consultas, de cirurgias ou de internamentos”, observou o Enfº Germano Couto.

A avaliação deve ser feita em função dos ganhos em saúde, acrescentou, frisando que a Ordem dos Enfermeiros se orgulha de ter dado o primeiro passo para a mudança do modelo de financiamento das instituições segundo esses critérios, e que em breve será objeto de experiências piloto em alguns serviços.

O Bastonário da OE referiu que a investigação na prática clínica em enfermagem ainda é escassa, mas que tem de se tornar uma necessidade para o profissional de saúde.

“O enfermeiro cada vez mais necessita de evidência científica”, afirmou, realçando que a ciência se baseia na metodologia, sistematização e rigor dos dados que busca.

“Conversas na Ordem”, uma iniciativa da Secção Regional do Centro da Ordem dos Enfermeiros, tem como objetivo promover a reflexão informal sobre assuntos de interesse nacional e que tenham impacto na saúde e na vida dos cidadãos.

Nelas já participaram o então Bastonário da Ordem dos Advogados, Dr. Marinho e Pinto, o presidente da Entidade Reguladora da Saúde, Dr. Jorge Simões, o fundador do Serviço Nacional de Saúde (SNS), Dr. António Arnaut, e o presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), Dr. Manuel Machado.

Pode visualizar a gravação da tertúlia aqui:

 

Instituto Português do Mar e da Atmosfera
Todas as regiões do país, com exceção de Ponta Delgada e Santa Cruz das Flores nos Açores, apresentam hoje risco muito alto de...

De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), Aveiro, Beja, Braga, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Faro, Funchal, Guarda, Leiria, Lisboa, Penhas Douradas, Porto, Portalegre, Porto Santo, Sagres, Santarém, Setúbal, Sines, Viana do Castelo, Viseu, Vila Real, Horta e Angra do Heroísmo estão hoje com risco muito elevado de exposição à radiação ultravioleta (UV).

O IPMA indica que Ponta Delgada e Santa Cruz das Flores apresentam hoje níveis moderados de exposição à radiação UV.

Para as regiões com níveis muito altos e altos, o IPMA recomenda o uso de óculos de sol com filtro UV, chapéu, ‘t-shirt’, guarda-sol, protetor solar e evitar a exposição das crianças ao sol.

O IPMA prevê para hoje no continente céu pouco nublado ou limpo, apresentando períodos de maior nebulosidade no litoral das regiões norte e centro até ao início da manhã, e vento em geral fraco do quadrante oeste, soprando moderado de noroeste no litoral oeste, em especial durante a tarde.

Está também prevista neblina ou nevoeiro matinal em alguns locais no litoral norte e centro e pequena subida da temperatura máxima.

Em Lisboa as temperaturas vão variar entre 16 e 31 graus Celsius, no Porto entre 14 e 23, em Bragança entre 16 e 35, em Viseu entre 15 e 33, em Coimbra entre 13 e 31, na Guarda entre 17 e 34, em Castelo Branco entre 18 e 37, em Portalegre entre 20 e 37, em Évora entre 14 e 39, em Beja entre 15 e 39, em Santarém entre 14 e 34 e em Faro entre 23 e 31.

Instituto Português do Mar e da Atmosfera
Oito concelhos dos distritos de Santarém, Castelo Branco, Coimbra e Guarda apresentam hoje risco máximo de incêndio, segundo...

De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), em risco máximo de incêndio estão os concelhos de Mação e Sardoal (Santarém), Vila de Rei, Sertã e Oleiros (Castelo Branco), Pampilhosa da Serra (Coimbra, Guarda e Sabugal (Guarda).

O IPMA colocou também em risco elevado e muito elevado de incêndio vários concelhos dos distritos de todos os distritos de Portugal continental (18).

O risco de incêndio determinado pelo IPMA engloba cinco níveis, que podem variar entre reduzido e máximo.

O cálculo é feito com base nos valores observados às 13:00 em cada dia relativamente à temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas últimas 24 horas.

A Autoridade Nacional de Proteção Civil registou no domingo incêndios que foram combatidos por 2.519 operacionais, com o auxílio de 653 meios terrestres e 41 aéreos.

O IPMA colocou os distritos da Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja sob aviso amarelo entre as 09:00 de hoje e as 21:00 de terça-feira devido à persistência de valores elevados das temperaturas máximas.

O aviso amarelo é emitido pelo IPMA sempre que existe uma situação de risco para determinadas atividades que dependem do estado do tempo.

O IPMA prevê para hoje no continente céu pouco nublado ou limpo, apresentando períodos de maior nebulosidade no litoral das regiões norte e centro até ao início da manhã, e vento em geral fraco do quadrante oeste, soprando moderado de noroeste no litoral oeste, em especial durante a tarde.

Está também prevista neblina ou nevoeiro matinal em alguns locais no litoral norte e centro e pequena subida da temperatura máxima.

Em Lisboa as temperaturas vão variar entre 16 e 31 graus Celsius, no Porto entre 14 e 23, em Bragança entre 16 e 35, em Viseu entre 15 e 33, em Coimbra entre 13 e 31, na Guarda entre 17 e 34, em Castelo Branco entre 18 e 37, em Portalegre entre 20 e 37, em Évora entre 14 e 39, em Beja entre 15 e 39, em Santarém entre 14 e 34 e em Faro entre 23 e 31.

Prémio Maria José Nogueira Pinto
Um projeto da Alzheimer Portugal que explica às crianças o que são as demências e como devem lidar com os familiares com este...

O “Memo e Kelembra nas Escolas” nasceu da necessidade de consciencializar a população para a problemática das demências, tendo como destinatários os alunos do ensino básico, os “futuros cuidadores” destes doentes.

Em declarações, a vice-presidente da Alzheimer Portugal, Leonor Guimarães, explicou que o projeto visa sensibilizar as crianças para a importância de apoiar os seus avós com demência e promover a intergeracionalidade.

O projeto explica de forma simples às crianças o que são as demências, recorrendo a uma representação teatral baseada no livro “O pequeno elefante Memo”, que aborda questões como “Quais os primeiros sinais?”, “O que são as demências?”, “O que se passa com o meu avô?”, “Enquanto neto como posso ajudar?”, “Dar mimos ajuda?”.

Até agora, já foram abrangidos 3.429 alunos de 19 escolas do país.

Para Leonor Guimarães, esta é uma forma de contribuir para “a sensibilização da sociedade, através dos mais novos, para um gravíssimo problema” que afeta 182 mil pessoas em Portugal.

O júri do prémio, presidido por Maria de Belém Roseira, considerou que este projeto é o que melhor corresponde ao conceito “socialmente responsável na comunidade em que nos inserimos”, máxima defendida por Maria José Nogueira Pinto.

Esta distinção foi recebida com “enormíssima emoção” por Leonor Guimarães, conforme contou.

“Um prémio desta envergadura é sempre muito bem-vindo numa associação sem fins lucrativos, que vive com imensas dificuldades para chegar a todos o projetos que quer implementar no terreno”, sublinhou.

Mas, para Leonor Guimarães, esta distinção tem, “acima de tudo”, um valor sentimental: “homenageia uma grande mulher que tive a honra e a felicidade de conhecer e que foi para mim sempre um exemplo de como se deve estar no mundo e em sociedade”.

Também tem o “efeito muito positivo” de dar uma “visibilidade maior” ao trabalho da associação e, principalmente, à problemática das demências em Portugal.

O júri atribuiu ainda Menções Honrosas a quatro projetos: “Mentes Brilhantes”, da Fundação Assistência, Desenvolvimento e Formação Profissional, “Escola Virtual de Língua Gestual Portuguesa”, da Associação de Surdos do Porto, “Música nos Hospitais” da Associação Portuguesa de Música nos Hospitais e Instituições de Solidariedade, e “Casa em Ordem” do Serviço Jesuíta aos Refugiados.

Concorreram à terceira edição do Prémio Maria José Nogueira Pinto em Responsabilidade Social 107 projetos de instituições particulares de solidariedade social de todo o país.

O galardão, com um valor de 10.000 euros para o primeiro prémio e de 1.000 euros para cada uma das Menções Honrosas, pretende ser “um incentivo ao reconhecimento do que se faz de bem em Portugal na área da responsabilidade social”, refere a organização.

O prémio, que é entregue hoje numa cerimónia em Lisboa, foi instituído em 2012 pela MSD.

Ordem dos Médicos
A Ordem dos Médicos vai propor ao parlamento uma alteração à lei da amamentação que permita que todas as mães tenham direito a...

Depois dos polémicos casos de mulheres forçadas a fazer prova de amamentação e tendo em conta a necessidade de incentivar a natalidade, o bastonário da Ordem enviou a todos os grupos parlamentares uma carta em que sugere dispensa para amamentação até aos três anos dos bebés, independentemente de as mulheres amamentarem ou não.

“A iniciativa partiu da evidência de que a legislação que concede o direito à amamentação das mulheres levanta alguns problemas e é geradora de algumas desigualdades entre as mulheres. Abusivamente algumas instituições exigiam a demonstração no local de que ainda tinham leite para amamentar, uma comprovação feita violando a lei. E urge evitar que situações dessas se repitam no futuro”, declarou o bastonário José Manuel Silva.

O bastonário lembra ainda que muitas instituições exigem, depois de a criança completar um ano de idade, a apresentação de um atestado médico que comprove que a mulher ainda amamenta, sendo que nenhum dos métodos a que o médico pode recorrer é “100% inequívoco”.

Para a Ordem dos Médicos, mais do que apenas privilegiar as mães que podem continuar a amamentar, deve “privilegiar-se a relação mãe/criança e permitir maior tempo de contacto entre a mãe e o filho”.

“É importante definir em lei algumas medidas que sejam favorecedoras e estimuladoras da maternidade e deem direitos jurídicos à mãe. A Ordem considera que todas as mães devem ter a concessão de duas horas do seu horário de trabalho para a relação mãe/criança, independentemente de estarem ou não a amamentar, até aos três anos, altura em que o sistema imunológico da criança está mais desenvolvido”, explicou José Manuel Silva.

Segundo o bastonário, esta proposta resolve “vários problemas e dá um sinal positivo de estímulo à natalidade”.

Um dos problemas que ficava ultrapassado era o da pressão e custos sobre os serviços de saúde, na medida em que se reduziria “a carga burocrática dos atestados”.

Apesar de reconhecer que será difícil concretizar esta proposta na atual legislatura, José Manuel Silva diz que haverá sempre alguma continuidade nos grupos parlamentares, que poderão desde já começar a analisar estas sugestões, além de que a proposta pode ser também discutida como tema de campanha eleitoral.

Vencedores serão conhecidos em outubro
A segunda edição do Prémio João Cordeiro – Inovação em Farmácia, promovido pela Associação Nacional das Farmácias, conta com um...

As novas categorias de Responsabilidade Social e Comunicação tiveram, cada uma delas, seis candidaturas. Os projetos vencedores serão conhecidos em outubro.

O principal objetivo passa por apoiar projetos originais no âmbito da intervenção e do conhecimento em Saúde, que incentivem à inovação e desenvolvimento nas farmácias portuguesas.

Na categoria “Responsabilidade Social” pretende-se reconhecer projetos ou iniciativas de intervenção social nas Farmácias. Relativamente ao prémio para a “Comunicação Social”, o objetivo é premiar trabalhos publicados na imprensa, rádio, televisão ou meios digitais que tenham como tema, ou um dos temas principais, o papel das farmácias e o que delas espera a sociedade portuguesa.

Os trabalhos selecionados serão avaliados por um júri presidido por Diogo de Lucena e composto por um conjunto de personalidades de relevo em várias áreas, sobretudo atentas às questões do empreendedorismo e inovação.

Ao atribuir ao Prémio o nome de João Cordeiro, a Associação Nacional das Farmácias (ANF) presta homenagem à visão empreendedora do líder histórico das farmácias, para que o seu exemplo seja um estímulo ao desenvolvimento do setor.

Mais informações em:
www.premiojoaocordeiro.pt

Um problema bem atual
A gravidez na adolescência mantém-se um problema presente na sociedade atual, não existindo predefin
Duas raparigas adolescentes

Podemos indicar como prováveis causas a necessidade urgente de o adolescente se afirmar na sociedade, o facto de não conhecer a sua fisiologia no que diz respeito à reprodução, a não utilização de contraceção por falta de informação, inconsciência ou medo de reprimendas por parte dos pais, ou o seu uso incorreto.

No entanto, temos também como fatores de risco que influenciam o início precoce da atividade sexual, que acarretam por sua vez gravidezes na adolescência, o abuso do álcool e de drogas ilícitas, a permissividade no que diz respeito a saídas com o grupo de pares, e o abandono escolar devido ao insucesso.

Mas no final de tudo, o que mais interessa é intervir e prevenir!

A gravidez na adolescência, por norma, não é um ato programado e pode desde logo intervir negativamente na vida da rapariga, provocando diversas consequências. O facto de se encontrar grávida vai mudar todas as suas rotinas, pode interferir com a continuidade dos seus estudos, pode refletir-se na dificuldade em arranjar emprego, e pode criar conflitos com os seus familiares e amigos.

Consequências físicas e psicológicas

A grávida adolescente não se encontra psicologicamente preparada para uma tão grande responsabilidade, o que lhe pode trazer sentimentos de medo, de insegurança ou depressivos.

Quando analisada a situação já com uma gravidez instalada temos também que ter em conta as suas consequências para a mãe e para o bebé. Uma gravidez na adolescência pode trazer consequências à gestante, e entre elas podem encontrar-se:

  • alterações hematológicas;
  • tensão arterial elevada durante a gravidez;
  • sistema emocional descontrolado;
  • dificuldade no trabalho de parto, sendo provável a necessidade de uma cesariana (intervenção cirúrgica) devido às condições físicas e psicológicas da grávida.

No que diz respeito à criança que irá nascer, deve ter-se em conta que:

  • o recém-nascido pode nascer com baixo peso;
  • poderão existir dificuldades na vinculação afetiva;
  • poderão surgir maus tratos e negligência;
  • poderão surgir problemas comportamentais.

Como tal, existe uma necessidade efetiva de implementação de métodos para a prevenção desta situação, entre eles:

  • Criar um ambiente familiar de confiança mútua;
  • Difundir a informação sobre as consultas de planeamento familiar nos cuidados de saúde primários;
  • Informar sobre contracepção, e como se usam corretamente os contracetivos;
  • Esclarecer todas as dúvidas relativamente à sexualidade, em especial a maneira como se engravida;
  • Evitar desvalorizar o conceito de vida sexual às crianças, não fazer deste assunto, em casa, um tema tabu;
  • Desmistificar ideias incutidas pelos grupos de pares;
  • Incutir no adolescente que tudo na sua vida tem um tempo certo para acontecer, em especial o início da sua atividade sexual;

Contracetivos à disposição nas unidades de cuidados de saúde primários

Existem no mercado vários métodos contracetivos, disponíveis nas Unidades de Saúde dos Cuidados de Saúde Primários, entre eles, a pílula, o anel vaginal, o implante, os sistemas intrauterinos, os adesivos contracetivos e o preservativo.

Qualquer um dos métodos se pode adaptar a uma adolescente, no entanto esta deve procurar a sua equipa de saúde para se poder aconselhar e usar o método mais adequado à situação. É de valorizar nestas informações que os métodos naturais, como o coito interrompido, a avaliação do muco cervical, a avaliação da temperatura basal e o calendário, não são de todo métodos seguros para adolescentes, pelo que não devem ser utilizados para prevenir gravidezes.

A pílula do dia seguinte, utilizada até 72 horas após a relação sexual, e a interrupção voluntária da gravidez, até às 10 semanas de gestação, são situações que também poderão ser utilizadas, mas nunca como métodos de contraceção. Ambas as situações provocam alterações no organismo da mulher, pelo que deverão ser utilizadas só como último recurso para resolução da situação, por exemplo se houver rompimento do preservativo ou em caso de abuso sexual, e nunca como prevenção.

Se, mesmo assim, a gravidez acontecer, temos que ter em conta que a grávida ainda é uma criança, e que precisa de um apoio multidisciplinar efetivo. Necessita de uma vigilância pré-natal apertada, um acompanhamento terapêutico e psicológico incisivo, e muito apoio dos seus pais e dos seus amigos e da sua equipa de saúde.

Ajuda disponível na Unidade de Saúde

Qualquer esclarecimento ou informação a adolescente pode dirigir-se à sua Unidade de Saúde e falar com o seu enfermeiro de família e com o seu médico de família, ou consultar a informação disponível nos seguintes sites:

Existem dados nacionais que indicam que a contracepção hormonal em associação com o preservativo tem vindo a aumentar, o que faz com que se depreenda que a consciencialização para a prevenção da gravidez e para a prevenção das Infeções Sexualmente Transmissíveis tem vindo a aumentar. Denota-se também que o número de grávidas adolescentes tem diminuído de uma forma gradual, assim como a interrupção da gravidez nessas idades.

Referências bibliográficas:
- Avery L., Lazdane G. What do we know about sexual and reproductive health of adolescents in Europe? Eur J Contracept Health Care. 2010 Dec: 15 Suppl2:S54-66
- Position paper on mainstreaming adolescent pregnancy in efforts to make pregnancy safer. Geneva, World Health Organization, 2010
- 4º Inquérito Nacional de Saúde 2005-2006. Instituto Nacional de Estatística
- Consenso sobre contracepção 2011. Disponível em http://www.spdc.pt

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