Hospital de Valongo
O hospital de Valongo soma hoje às suas valências duas novas unidades residenciais de psiquiatria, uma dedicada a jovens e...

A Unidade Residencial do Jovem, integrada na Unidade de Psiquiatria do Jovem e da Família, tem nove lugares e destina-se a jovens com idades compreendidas entre os 15 e os 25 ano que apresentem "perturbações do comportamento alimentar e eventualmente outros comportamentos autolesivos", refere informação remetida à agência Lusa pelo CHSJ.

De acordo com esta entidade - que junta o Hospital São João, no Porto, e o de Valongo, conhecido por Hospital Nossa Senhora da Conceição - a nova unidade residencial dedicada aos jovens insere-se na "experiência largamente desenvolvida" na Clínica de Psiquiatria e Saúde Mental.

Em causa estão, por exemplo, situações associadas a anorexia nervosa e outros comportamentos prevalentes nos adolescentes, bem como em jovens adultos, sendo usado "um ambiente de internamento como intervenção no sistema de regulação familiar condicionado pela doença".

Quanto à Unidade Residencial do Idoso, esta integrada na Unidade de Psiquiatria do Adulto e do Idoso, trata-se de um espaço com oito lugares, aos quais se somam quatro de frequência durante o dia, e destina-se à reorganização comportamental e descanso do cuidador para doentes idosos com alterações comportamentais nomeadamente em processos iniciais de défice cognitivo.

"A unidade insere-se numa plataforma de apoio domiciliário comunitário que privilegia a preservação da identidade e autonomia apesar das limitações, através da psicoeducação e do estímulo da atividade, iniciativa e participação", lê-se na informação do CHSJ.

A par da abertura destas duas unidades, também hoje reabre no hospital de Valongo, distrito do Porto, a Unidade Residencial de Transição depois de ter sido alvo de uma reorganização de espaço e "melhoria de instalações", garantem os responsáveis.

Integrada na Unidade de Psiquiatria Comunitária, esta terceira unidade que está em funcionamento desde janeiro do ano passado, conta com 12 lugares para o tratamento e a reabilitação da doença mental grave.

O objetivo do espaço agora melhorado é proporcionar a pacientes que estejam, conforme descreve o CHSJ, estabilizados do ponto de vista sintomático, "uma progressiva recuperação das suas capacidades de socialização e comunicação, bem como maior autonomia na sua organização diária".

A aposta nestas unidades de psiquiatria insere-se na perspetiva traçada pelo Plano Nacional de Saúde Mental (2007/2016) que privilegia a articulação do tratamento e reabilitação de doenças psiquiátricas de evolução prolongada com uma intervenção comunitária e de proximidade.

Para os responsáveis, trata-se de potenciar a Clínica de Psiquiatria e Saúde Mental, uma estrutura que tem experiência em situações de anorexia nervosa e outras perturbações do comportamento alimentar, mas também aprofundar o trabalho de reabilitação na doença psiquiátrica crónica realizado no Hospital de Dia do polo do Porto e na Unidade Socio-Ocupacional do polo Valongo e na Unidade Residencial de Transição.

O plano inclui como objetivo "uma articulação mais eficaz" de especialidades como Neurologia e Psiquiatria, bem como da Segurança Social no acompanhamento dos processos demenciais e da Doença de Alzheimer, estando previsto o envolvimento das redes sociais das autarquias nomeadamente da rede do concelho de Valongo.

Nos Açores
O estatuto do dador de sangue no Serviço Regional de Saúde dos Açores entra em vigor na terça-feira e estabelece a isenção do...

O regime jurídico do dador de sangue nos Açores foi hoje publicado no Diário da República, após ter sido aprovado, por unanimidade, no parlamento açoriano, em junho, por proposta do Governo Regional e com contributos dos partidos com assento parlamentar.

O diploma define o estatuto, os direitos e as regalias dos cidadãos que regularmente dão sangue nas unidades de saúde do arquipélago e que vão passar a estar identificados com um cartão, com o qual ficam também integrados no registo nacional de dadores. Passam também a ter direito a um seguro próprio.

De acordo com o regime agora publicado, os dadores de sangue poderão vir a estar sujeitos a exames médicos anuais, por iniciativa do Serviço Regional de Saúde (SRS), cabendo à unidade de saúde elaborar por cada dador de sangue registado uma ficha médica que será atualizada após cada exame.

Os dadores estão também isentos do pagamento de taxas moderadoras e poderão continuar a aceder gratuitamente a medicamentos, após a 10.ª dádiva, apesar dos pareceres em contrário da Ordem dos Médicos e de responsáveis dos hospitais da região.

No entanto, os familiares dos dadores deixam de ter acesso gratuito a medicamentos.

Os dadores nos Açores poderão ainda ausentar-se das suas atividades profissionais, a fim de dar sangue, "sem quaisquer perdas de direitos e regalias".

Quem quiser dar sangue nos Açores não pode, por outro lado, ser alvo de discriminação em razão da sua ascendência, sexo, origem étnica, religião, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.

Os dadores de sangue poderão também vir a ser alvo de reconhecimento público e terão direito a "medalhas", diplomas e outros galardões, que permitam distinguir os cidadãos, consoante o número de doações.

O secretário regional da Saúde explicou, aquando do debate parlamentar, que a criação deste regime jurídico visa transpor diretivas europeias sobre esta matéria e atualizar a legislação regional, adequando-a também às regras em vigor no resto do país.

Quanto à questão de se manter a cedência gratuita de medicamentos a quem fizer mais de dez dádivas, que deixou de existir no continente, Luís Cabral afirmou, quando foi ouvido em sede de comissão parlamentar, que "tradicionalmente, na Região Autónoma dos Açores, desde 1990, assim acontecia e alterações de monta nesta área podem fazer com que haja uma redução das doações".

Os críticos desta cedência gratuita de medicamentos consideram que ela pode pôr em causa o princípio da dádiva totalmente benevolente de sangue, sem qualquer tipo de remuneração.

Todas as regiões do país
Todas as regiões de Portugal apresentam hoje risco muito alto e alto de exposição à radiação ultravioleta (UV), segundo o...

Todas as regiões de Portugal apresentam hoje risco muito alto e alto de exposição à radiação ultravioleta (UV), segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

De acordo com o IPMA, Beja, Aveiro, Bragança, Braga, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Faro, Funchal, Guarda, Leiria, Lisboa, Penhas Douradas, Porto, Portalegre, Porto Santo, Sagres, Santarém, Setúbal, Sines, Viana do Castelo, Viseu e Vila Real estão hoje com risco muito alto de exposição à radiação ultravioleta.

AS regiões de Santa Cruz das Flores, Horta, Angra do Heroísmo e Ponta Delgada (Açores) apresentam hoje risco alto de exposição à radiação UV.

Para as regiões com níveis muito altos e altos, o IPMA recomenda o uso de óculos de sol com filtro UV, chapéu, ‘t-shirt’, guarda-sol, protetor solar e evitar a exposição das crianças ao sol.

Os índices UV variam entre menor que 2, em que o UV é Baixo, 3 a 5, Moderado, 6 a 7, Alto, 8 a 10, Muito Alto e superior a 11, Extremo.

O IPMA prevê para hoje nas regiões do norte e centro do continente céu geralmente muito nublado, diminuindo gradualmente de nebulosidade a partir do início da tarde, e períodos de chuva fraca ou chuvisco no litoral até final da manhã.

Está também previsto vento fraco a moderado de noroeste, soprando moderado, por vezes com rajadas, no litoral e nas terras altas, em especial durante a tarde, neblina ou nevoeiro matinal em alguns locais e pequena subida da temperatura máxima nas regiões do interior.

No sul prevê-se céu pouco nublado ou limpo, apresentando períodos de maior nebulosidade até final da manhã, em especial no litoral oeste, vento fraco a moderado de noroeste, soprando moderado a forte, com rajadas até 60 quilómetros por hora, no litoral e nas terras altas, em especial durante a tarde.

A previsão aponta ainda para neblina ou nevoeiro matinal em alguns locais.

Em Lisboa as temperaturas vão variar entre 18 e 26 graus celsius, no Porto entre 16 e 22, em Vila Real entre 14 e 27, em Bragança entre 13 e 27, em Viseu entre 13 e 26, na Guarda entre 12 e 24, em Coimbra entre 16 e 25, em Castelo Branco entre 15 e 31, em Portalegre entre 14 e 28, em Évora entre 16 e 30, em Beja entre 15 e 29, em Santarém entre 17 e 27 e em Faro entre 18 e 28.

O IPMA prevê para hoje no arquipélago da Madeira períodos de céu muito nublado, aguaceiros fracos nas vertentes norte e nas terras altas e vento moderado do quadrante norte.

No Funchal as temperaturas vão variar entre os 21 e os 28 graus Celsius.

Nos Açores prevê-se períodos de céu muito nublado com boas abertas, possibilidade de aguaceiros fracos em São Miguel (grupo Oriental) e vento moderado.

Em Ponta Delgada e Angra do Heroísmo as temperaturas vão oscilar entre 20 e 26 graus e em Santa Cruz das Flores e Horta entre 21 e 26.

Atualização das instruções de utilização
O fabricante Roche Diagnostics GmbH foi informado do aumento dos erros mecânicos que apresentam as mensagens de erro E6 e E10...

Este problema pode ser devido a um manuseamento incorreto que origina a fuga de pequenas quantidades de insulina para o compartimento do cartucho. A insulina retida no cartucho irá danificar a haste do pistão que, consequentemente, deixará de se mover adequadamente e poderá limitar ou bloquear o funcionamento do motor da bomba de insulina. Esta situação pode originar a administração de doses de insulina incorretas.

Como medida corretiva, o fabricante decidiu alterar as instruções de manuseamento das referidas bombas de insulina, nomeadamente no que respeita aos procedimentos para a substituição do cartucho.

Assim, para prevenir a ocorrência desta situação, os utilizadores devem seguir as instruções de manuseamento melhoradas fornecidas pelo fabricante (em anexo).

Quaisquer incidentes ou outros problemas relacionados com estes dispositivos devem ser notificados à Unidade de Vigilância de Produtos de Saúde do Infarmed, através dos contactos: tel.: +351 21 798 71 45; fax: +351 21 798 7367; e-mail: [email protected].

Conselho de Ministros
Foram as ordens de profissionais de saúde que reclamaram regras para a publicidade em saúde. Proibidos anúncios a tratamentos ...

Um ano depois de sete ordens de profissionais denunciarem a “desregulação completa” da publicidade a atos e serviços de saúde, com a multiplicação de anúncios a consultas e rastreios gratuitos, o Conselho de Ministros aprovou esta quinta-feira o projeto de decreto-lei que vem estabelecer regras e proibições nesta área. Passam a ser “proibidas as práticas de publicidade de saúde que, por qualquer razão, induzam ou sejam suscetíveis de induzir em erro o utente quanto à decisão a adotar”, resume o Ministério da Saúde sobre o projeto de diploma agora aprovado.

A intenção inicial do projeto que visa regular a publicidade em saúde era o de vedar menções publicitárias do tipo “primeira consulta grátis", rastreio “sem encargos”, ou tratamentos “em promoção”. Como a versão final do projeto não foi disponibilizada, é impossível perceber quais são as proibições aprovadas. O Ministério da Saúde adianta apenas que são enunciadas neste diploma as práticas consideradas “enganosas", sem depois as especificar. O que se fica a saber é que passam a ser vedadas “condutas que pressuponham ou criem falsas necessidades de consumo”.

O projeto de decreto-lei aprovado em Conselho de Ministros (que abrange a publicidade a terapêuticas convencionais e não convencionais, incluindo exames e análises, tratamentos ou terapias) estipula que esta se deve reger pelos princípios da “transparência, fidedignidade e licitude, objetividade e rigor científico” e refere que cabe à Entidade Reguladora da Saúde a fiscalização e instrução de eventuais processos de contra-ordenação.

Na proposta enviada aos parceiros e a que o jornal Público teve acesso, dentro do universo das proibições figuram os anúncios que descrevam o ato ou serviço como “grátis, gratuito, sem encargos ou com desconto ou promoção, fazendo depender, direta ou indiretamente, a gratuitidade ou desconto de prestações sucessivas”. 

Também passam a ser proibidos (se a proposta inicial não foi alterada em Conselho de Ministros) os anúncios que sejam suscetíveis de induzir o utente “ao consumo desnecessário ou nocivo”, por exemplo através de "sistemas de pontos, cartões de angariação, promoções ou planos de prestação de serviços" e ainda os que divulguem os atos e serviços de saúde “sob a forma de atribuição ou de condição de prémios e similares, resultantes de concursos ou sorteios”.

Foi o Conselho Nacional das Ordens Profissionais (que integra as ordens dos médicos, enfermeiros, biólogos, farmacêuticos, médicos dentistas e nutricionistas e psicólogos) que em 2014 que exigiu que fossem adotadas “medidas urgentes para pôr cobro à desregulação que se verifica na publicidade a serviços de saúde”. O ministro da Saúde decidiu, então, criar um grupo de trabalho com representantes das ordens e de várias autoridades de saúde, além da associação de defesa do consumidor Deco.

O bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, Orlando Monteiro da Silva, traçava na altura um quadro "preocupante" citando, como exemplos da desregulação neste sector, a publicitação de serviços gratuitos, como rastreios e check-ups usados para “induzirem tratamentos desnecessários”, a publicidade a cartões de pontos em supermercados e gasolineiras com descontos em saúde e promessas de cura para doenças crónicas.

Ouvido agora a propósito do diploma aprovado em Conselho de Ministros, Orlando Monteiro da Silva prefere não comentar um documento que ainda não conhece – “não sei qual foi o resultado final” – mas vai dizendo que espera que o diploma seja “claro, transparente e passível de ser entendido” e aplicado.

“É preciso pôr ordem nisto”, reclama, notando que há “casos dramáticos” de pessoas que foram induzidas artificialmente a consumir atos de saúde. “A publicidade em saúde não pode ser selvagem e prometer atos gratuitos que depois se revelam não gratuitos ou resultados garantidos que não se concretizam, enfatiza. O problema, frisa ainda, é que esta regulação "não interessa a alguns grandes grupos económicos ,alguns dos quais vivem destes check-ups".

Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau
Base de dados vai permitir prever o risco de determinadas doenças com base nas amostras recolhidas.

A Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST, na sigla inglês) iniciou a criação de uma primeira base de dados genéticos com o objetivo de prever o risco de determinadas doenças, informam os 'media' locais.

A MUST apresentou, na passada quarta-feira, os resultados da primeira fase, com base nas informações recolhidas de uma amostra de 1.000 jovens, concluindo que cancros como do pulmão, mama, ovários e próstata vão ter uma maior taxa de incidência no território, escreve o Diário de Notícias.

Já o risco de os residentes de Macau virem a desenvolver doenças do foro neurológico como Alzheimer é menor - comparativamente aos registos do norte da China ou dos continentes europeu e americano.

A MUST pretende alargar a amostra - por a entender pequena -, mas carece de fundos para o efeito, depois de a primeira fase do estudo ter sido suportada por verbas da Fundação Henry Fok.

Contudo, como sublinhou o diretor da Faculdade de Ciências de Saúde da MUST, Manson Fok, um estudo mais abrangente precisa do apoio do Governo, sobretudo para estabelecer a correlação entre os fatores genéticos e os riscos associados ao meio ambiente.

O objetivo passa por ter a maior amostra possível, com Manson Fok a assinalar que ter dez por cento da população seria melhor, mas que, pelo menos cinco por cento permitiria já uma reflexão.

Na próxima legislatura
O ministro da Presidência disse que a Estratégia de Proteção ao Idoso só poderá ser aprovada na próxima legislatura, uma vez...

“As alterações ao Código Penal são matérias da responsabilidade da Assembleia da República, portanto, a estratégia hoje aprovada elenca todas as medidas trabalhadas com os parceiros deste setor, mas que, agora, terá de ser concretizada, mas na nova AR, após eleições”, disse aos jornalistas Luís Marques Guedes, na conferência de imprensa realizada ontem no final do Conselho de Ministros.

A Estratégia de Proteção Idoso que, segundo o Sapo, prevê a repressão de todas as formas de violência, abuso, exploração ou discriminação e a criminalização do abandono de idosos, foi ontem aprovada em Conselho de Ministros.

O ministro da Presidência, Marques Guedes, adiantou que o Governo decidiu aprovar, sob a forma de resolução, o documento para que o trabalho feito pelo Ministério da Justiça com várias entidades “não ficasse perdido”.

“Toda a documentação está pronta e o novo parlamento, assim que iniciar funções, desde que haja vontade política da maioria que sair das eleições, estará em condições de imediatamente discutir e, querendo, aprovar esta legislação”, sublinhou.

O ministro justificou ainda a não aprovação da legislação com o facto de o parlamento já ter encerrado os seus trabalhos.

“Se o parlamento está fechado, já não há hipótese de a aprovar. O trabalho está concluído para [a estratégia] ser tomada, assim o novo Governo que saia das eleições tenha exatamente as mesmas intenções de criminalizar este tipo de comportamento”, sustentou.

Na estratégia estão previstas medidas de proteção jurídica às pessoas idosas e em situação de incapacidade, não permitindo que terceiros se aproveitem desta condição.

Entre essas medidas estão o alargamento da indignidade sucessória, não permitindo que, nos casos em que o herdeiro pratique algum crime de violência doméstica ou maus tratos, venha a receber a herança do idoso que maltratou.

A estratégia prevê ainda a criminalização de negócios jurídicos feitos em nome do idoso, sem o seu pleno conhecimento.

Nove meses depois
Passaram nove meses e ainda não há resultados da investigação criminal ao caso de Legionela em Vila Franca de Xira.

O assunto está a ser investigado desde novembro pela Procuradoria Geral da República mas ainda não se conhecem quaisquer conclusões.

O presidente da Câmara de vila de Xira, Alberto Mesquita lamenta o prolongar da situação dizendo que a demora provoca "danos em vários domínios. Em primeiro lugar às pessoas que foram afetadas" que também "exigem responsabilidades" diz o autarca.

O surto de Legionela no final do ano passado infetou quase 400 pessoas e causou a a morte a 12. As analises técnicas indicaram que o surto teve origem numa fábrica de adubos mas a empresa disse que sempre cumpriu a lei.

Para o autarca de Vila Franca de Xira, este caso "foi uma lição dramática" mas empresas do concelho têm agora mais consciência da necessidade de cumprir as praticas ambientais. O autarca garante que a câmara tem verificado "que as questões de suscetibilidade ambiental dessas empresas e da sua atividade industrial, têm hoje uma particular atenção".

À volta deste caso foram apresentadas perto de uma centena de queixas. O presidente da Ordem dos Advogados em Vila Franca de Xira disse à TSF que espera que a investigação possa ficar concluída em setembro.

Sindicato dos Técnicos de Ambulância de Emergência
O Instituto Nacional de Emergência Médica não está a autorizar os seus funcionários a prestar serviço de bombeiros voluntário....

A denúncia parte do Sindicato dos Técnicos de Ambulância de Emergência que adianta que "a decisão atinge sobretudo elementos de comando. Mas outros elementos, que têm outras missões nos bombeiros voluntários também estão a ver recusadas as suas autorizações para acumularem funções".

Em causa estarão cerca de 30 funcionários do INEM que "depois do horário de trabalho sempre puderam ajudar os bombeiros voluntários mas que agora não o podem fazer", diz o sindicalista Pedro Moreira que considera a decisão "descabida e sem justificação".

Em Julho o Governo autorizou a dispensa de serviço público dos trabalhadores da administração direta e indireta do Estado, incluindo da administração autónoma, que cumulativamente detenham a qualidade de bombeiro voluntário, quando sejam chamados pelo respetivo corpo de bombeiros para combater um incêndio florestal.

Ouvido pela TSF o INEM não desmente a não autorização da acumulação de funções que justifica com "eventos extraordinários". Ainda assim, afirma que, "por principio, não a tem vindo a recusar". Todavia o Instituto assume que tem pedido aos funcionários "um acréscimo de horas extraordinárias" e teme que os operacionais possam acumular "excesso de trabalho" quando desempenhem outras funções fora da profissão e do horário de trabalho.

Investigadores concluem
Diminuir a ansiedade, aumentar a satisfação com o tratamento e ter menos dores, são as vantagens conhecidas por se ouvir música...

Ouvir música antes, durante ou depois de uma intervenção cirúrgica parece ser benéfico para os doentes e reduzir significativamente a dor e ansiedade, assim como a necessidade de medicação contra as dores, escreve o Observador. A conclusão foi apresentada pela equipa de Catherine Meads, do Grupo de Investigação em Economia da Saúde na Universidade de Brunel (Reino Unido), depois de rever estudos anteriores que envolveram quase sete mil doentes.

A música é uma intervenção não invasiva, segura e barata que deveria estar disponível a todos os que são submetidos a uma cirurgia”, defende Catherine Meads, citada em comunicado de imprensa. “Os doentes deviam poder escolher a música que querem ouvir de forma a maximizar os efeitos no próprio bem-estar. Contudo, é preciso ter em conta que a música não pode interferir com a comunicação da equipa médica.”

Os ensaios clínicos analisados comparavam o impacto da música com os cuidados convencionais ou com outras intervenções que não incluíssem o uso de drogas, como as massagens, na recuperação de adultos em pós-operatório, refere o artigo publicado na conceituada revista médica The Lancet. Os 6.902 doentes que ouviram música, quando comparados com os que não ouviram (controlo), mostraram-se significativamente mais satisfeitos com o tratamento e menos ansiosos depois da cirurgia. Estes doentes referiram ter menos dores e recorrer menos a analgésicos e anti-inflamatórios.

As conclusões vão mais longe:

  • Ouvir música em qualquer momento parece surtir efeito, mas os doentes que ouviram música antes da cirurgia mostraram melhores resultados do que os que ouviram durante ou depois.
  • Os doentes que ouviram música mesmo sob o efeito da anestesia continuaram a apresentar níveis mais baixos de dor, ainda que os resultados fossem ainda melhores nos doentes que estavam conscientes quando ouviram a música.
  • Embora de efeito moderado, e estatisticamente não significativo, os doentes que escolhiam a própria música pareciam ter uma redução ainda maior nas dores e no uso de medicamentos.
  • Apesar das melhorias apresentadas, a estadia no hospital não foi menor só porque os doentes ouviram música.

Num comentário ao artigo, Paul Glasziou, investigador no Centro de Investigação das Práticas Baseadas em Evidências da Universidade Bond (Austrália), refere que o facto de os doentes beneficiarem da música mesmo quando estão anestesiados pode mostrar que este efeito não é mais do que um placebo (tratamento “inerte” ministrado com fins sugestivos ou psicológicos). “Porém, um efeito placebo seria desejável de qualquer forma.”

Os diretores podem ter ficado desapontados que a duração da estadia [no hospital] não tenha sido reduzida, mas a música é uma intervenção simples e barata, que reduz desconfortos passageiros em pacientes sujeitos a cirurgia”, refere Paul Glasziou.

Dos mais de quatro mil artigos encontrados, os investigadores escolheram os 72 ensaios clínicos que cumpriam os critérios de inclusão: serem controlados e aleatórios, terem dados qualitativos, incluírem adultos sujeitos a uma cirurgia que não incluísse o sistema nervoso central, a cabeça ou o pescoço. Os artigos escolhidos podiam estar escritos em qualquer língua, a cirurgia podia ter recorrido a anestesia ou não e os medicamentos para as dores podia ser de qualquer tipo.

Embora o ensaio com mais pessoas tivesse apenas 458 participantes e um estudo deste tipo pudesse beneficiar de uma amostra mais alargada, os investigadores consideram que como todos os pequenos ensaios mostram as vantagens da utilização de música, esta compilação poderá ser o suficiente.

Um dos pontos verificados pelos autores é que “apesar de existir um número relevante de estudos, a música ainda não foi implementada como uma intervenção terapêutica na prática cirúrgica quotidiana porque a informação sobre a eficácia não foi sintetizada e disseminada universalmente”, escrevem no artigo. E reforçam que “nenhum dos estudos incluídos referiu efeitos secundários”.

Os autores consideram que este é o trabalho de revisão mais completo sobre a utilização de música no tratamento de doentes sujeitos a cirurgia. E acrescentam que “existe alguma evidência experimental que a distração com videojogos pode reduzir a dor induzida em adultos”, mas ainda não há estudos sobre a eficácia da utilização de vozes na rádio ou audiolivros durante as cirurgias de adultos.

Ministério da Agricultura
O Estado deve seis milhões de euros às empresas que diariamente recolhem, transportam e destroem 1.150 cadáveres de animais,...

A dívida foi confirmada pelas duas empresas em questão (ITS e Luís Leal & Filhos), que fazem parte do consórcio criado pelo Estado para pôr em prática o Sistema de Recolha de Cadáveres de Animais Mortos na Exploração (SIRCA), enquanto o Ministério da Agricultura assumiu “alguns atrasos nos pagamentos”.

Este sistema foi criado na altura da crise da doença das “vacas loucas” para “a recolha dos animais, em tempo útil, e permite efetuar a despistagem obrigatória de eventuais encefalopatias espongiformes transmissíveis (BSE)”.

Desde janeiro que as duas empresas não estão a ser ressarcidas, o que lhes coloca dificuldades para assegurar um serviço dispendioso, disseram fontes empresariais.

A situação está a preocupar o grupo dos resíduos da Quercus, para quem o SIRCA - uma das suas reivindicações - garante "um alto controlo sanitário dos animais mortos em explorações, nomeadamente através da recolha, transporte, colheita de amostras para laboratório e tratamento/destruição”.

De acordo com esta associação, em 2014 foram recolhidos 415 mil animais (27.500 toneladas). Já este ano, a média de recolha é de 1.150 animais/dia, ou seja, 75 toneladas diárias.

“Este controlo apertado permitiu a Portugal sair de uma situação de total descontrolo em relação a doenças transmitidas de animais para o homem - no caso da chamada BSE chegou a ter o pior desempenho na Europa - para uma situação de estatuto mínimo, a partir de 2013".

Segundo a Quercus, se Portugal mantiver este controlo quatro anos consecutivos “considera-se que houve erradicação das doenças”.

A associação explica que, "quando os suínos morrem nas explorações, são armazenados temporariamente em sistemas de refrigeração” e que “a recolha nunca demora mais do que três dias”.

“No caso dos ruminantes - bovinos, ovinos, caprinos, equinos -, a recolha é tipo "táxi", pois existe um “call center” para os donos solicitarem a recolha imediata. No máximo, o serviço é realizado até 48 horas depois do pedido”, explicou a associação.

A Quercus sublinha que, nos ruminantes, é ainda “recolhida uma amostra do tronco encefálico, a qual é posteriormente enviada para análise no Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária para despiste de doenças”.

Dados da associação indicam que este sistema é pago através da cobrança de uma taxa aos estabelecimentos de abate.

“O dinheiro à partida existe especificamente para o sistema montado”, refere a Quercus.

Esta dívida, prossegue, “está a tornar insustentável todo o sistema que é naturalmente muito custoso, como qualquer sistema que obriga a um elevado controlo e, neste caso, associado a transportes diários capilares, nomeadamente a locais de difícil acesso, uma vez que a recolha é realizada onde o animal morre, mesmo que seja no meio de uma serra”.

A associação está contra uma eventual paragem do sistema de recolha, não querendo sequer acreditar que tal seja possível.

“É intolerável esta situação de falta de pagamento, que vai já em sete meses, quando o Estado recebe antecipadamente, através das taxas de abate, as verbas para pagar o serviço”, adianta.

Para a Quercus, existe “um risco elevadíssimo para o ambiente e saúde pública” se se registar “o abandono abrupto, por falta de verbas, do presente sistema de recolha”.

“Se os animais deixarem de ser recolhidos nas explorações, e consequentemente deixar de existir controlo, é a própria segurança alimentar que está em causa, pois não há nada que impeça que essas carcaças sejam introduzidas na alimentação humana, através de canais ilegais de distribuição de carne”.

Fonte oficial do Ministério da Agricultura e do Mar confirmou que, “nos últimos meses, fruto do mecanismo de financiamento, têm de facto existido alguns atrasos nos pagamentos, que têm vindo a ser feitos em valores mais reduzidos”.

O ministério prevê que os pagamentos venham “a ser acelerados já no próximo mês de setembro”.

Sobre o risco deste serviço parar, a mesma fonte sublinhou que “as empresas do Consórcio são profissionais que executam este serviço há alguns anos, pelo que não se coloca certamente em questão a suspensão deste serviço”.

Em 2018
O ministro da Saúde do Brasil, Arthur Chioro, afirmou que espera que a vacina contra a dengue, que está a ser desenvolvida pelo...

“O que aguardamos agora é o desenvolvimento de uma vacina segura contra a dengue. Não há uma expectativa imediata. As melhores chances que temos dão conta de que poderemos, se tudo der certo, ter uma vacina segura para todos os brasileiros (…) lá para 2018. Insisto: se tudo der certo na pesquisa”, disse.

Segundo o ministro , o sucesso depende de avanços dos laboratórios que realizam investigações nessa área – incluindo o Instituto Butantan, em São Paulo, e o Fiocruz, no Rio de Janeiro.

As declarações de Arthur Chioro foram proferidas durante o programa “Bom dia, ministro”, produzido pela Secretaria de Imprensa da presidência, e reproduzidas pelo portal G1.

O Instituto Butantan recebeu, na semana passada, aprovação da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) para iniciar a terceira fase de estudo clínico.

Esta terceira fase – a última antes de o produto ser avaliado pelas agências reguladoras – vai ser realizada em cooperação com os Institutos de Saúde dos Estados Unidos (NIH), segundo os ‘media’ brasileiros.

Este ano, até 18 de abril, o Brasil registou 745.900 casos de febre dengue, 229 dos quais mortais, refletindo uma situação de epidemia.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera existir uma epidemia quando para cada grupo de 100 mil habitantes, a incidência da doença supera 300 casos. No Brasil, o índice era de 367,8.

Os mais de 745 mil casos até 18 de abril representavam um aumento de 234,2% no número de infetados com dengue em relação ao período homólogo de 2014.

A OMS estima que em cada ano se registem entre 50 e 100 milhões de infeções pelo vírus da dengue no mundo.

Cerca de 500 mil pessoas que sofrem de dengue grave precisam de hospitalização e, de entre estes, aproximadamente 2,5% morrem.

Governo aprova
O Governo vai atribuir 15,5 milhões de euros a bolsas de doutoramento e de investigação médica, que vão permitir que os médicos...

De acordo com um comunicado do Ministério da Educação e Ciência (MEC), os concursos, “de natureza competitiva”, para seleção de candidatos aos programas de Doutoramento em Investigação Clínica e para Investigador Médico, vão ser lançados pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).

“Os médicos que sejam selecionados para um Programa de Doutoramento em Investigação Clínica ou para o Programa Investigador Médico devem afetar 75% do seu horário de trabalho em tempo integral a atividades de formação doutoral ou de investigação, respetivamente”, refere o comunicado do MEC.

O organismo do Serviço Nacional de Saúde (SNS) a que pertencer um médico selecionado para estes programas poderá ser compensado pela FCT, que atribuirá “um subsídio mensal correspondente a 75% do valor de remuneração base auferida pelo médico no âmbito da carreira médica, não podendo este subsídio ser inferior ao valor da 1ª posição remuneratória da categoria de assistente”.

Para o caso do programa Investigador Médico, adiantou o MEC, os selecionados recebem ainda da FCT “um subsídio mensal correspondente a 60% de uma Bolsa de Pós-Doutoramento”.

O Conselho de Ministros aprovou ontem um decreto-lei que define as condições especiais aplicáveis aos médicos do SNS selecionados para os dois programas de investigação da FCT, e que se inserem no Programa Integrado de Promoção e Excelência em Investigação Médica, aprovado em 19 de março deste ano.

“Ficou ainda definido que os serviços e estabelecimentos de saúde do SNS que vejam reduzidas as dotações de pessoal médico, em virtude da aplicação deste Decreto-Lei, podem, até ao limite máximo do número de médicos do seu mapa de pessoal, que tenham sido selecionados para frequentar qualquer um dos Programas, promover a contratação de médicos substitutos em regime de contrato de trabalho a termo resolutivo incerto”, explica-se no comunicado.

O Programa Integrado de Promoção da Excelência em Investigação Médica, que tem a duração de cinco anos, com possibilidade de renovação após uma avaliação, “tem como objetivo fomentar o desenvolvimento de uma nova geração de investigadores médicos clínicos com potencial para transformar o panorama científico nacional numa área estratégica para o país”, segundo a tutela.

O programa é acompanhado pelo MEC e pelo Ministério da Saúde.

Governo
O acesso à proteção especial na invalidez e o regime jurídico do complemento por dependência vão ser alargados, passando a ser...

Em comunicado, o Governo dá conta de que aprovou hoje, em reunião de Conselho de Ministros, a alteração do regime especial de proteção na invalidez e do regime jurídico do complemento por dependência.

Segundo a informação governamental, o acesso a estes apoios passa a ter em conta as consequências das doenças e o seu impacto na atividade profissional, em vez do tipo de doença.

“Esta alteração corrige a injustiça relativamente aos beneficiários de doenças precocemente incapacitantes cujos portadores, pelo simples facto de a sua doença não estar tipificada na lei, não podiam beneficiar do regime geral de proteção na invalidez”, lê-se no comunicado.

De acordo com o Governo, as alterações hoje aprovadas incluem também o alargamento do complemento por dependência, que “passa a ser estendido a todos os beneficiários no ativo que sejam portadores de doença suscetíveis de gerarem invalidez especial e se encontrem dependentes”.

Estudo
Uma investigadora da Universidade do País Basco, Espanha, afirma num estudo que a dieta sem glúten feita pelos celíacos...

O estudo foi realizado com 101 pacientes celíacos diagnosticados no hospital Cruces, no País Basco, que seguem há pelo menos 15 anos uma dieta sem glúten, única forma de tratamento para a doença celíaca.

Na investigação observou-se que entre os pacientes havia uma tendência para o abandono de hábitos saudáveis, como comer entradas, legumes, massas e arroz, e consumir alimentos com mais gorduras e mais açúcares (enchidos e doces).

Apesar disso, o estado nutricional dos celíacos envolvidos no estudo não apresentava diferenças substanciais em relação à demais população.

“Observamos que a alimentação dos celíacos era, em geral, bastante deficiente. Ao analisar o equilíbrio nutricional que defendemos (pelo menos cerca de 50% de hidratos de carbono, entre 12 e 15% de proteínas e gorduras abaixo dos 35%) vimos que a percentagem de hidratos ocupava a das gorduras e vice-versa”, explicou Teba González.

Segundo a responsável, também se observou uma certa deficiência na ingestão de fibras: “sendo um grupo que se preocupa com o que come, chamou-me a atenção, esperava que fosse melhor a alimentação dos celíacos”, afirmou.

A investigadora sublinhou que os problemas dos celíacos na hora das refeições passam por “olhar atentamente os rótulos daquilo que compram, se tem glúten ou não…”.

“Era necessário facilitar-lhes a vida neste aspeto, torná-la mais fácil, e garantir-lhes que se controlam os produtos que consumem, mas sem os tornar mais caros”, defendeu.

A baixa ingestão de fibra é mais acentuada no caso das mulheres com doença celíaca, que apresentavam maiores défices de zinco, ferro, vitamina D e potássio.

Também a qualidade de vida destas pessoas pode ser afetada, uma vez que estes pacientes estão sempre preocupados com a sua dieta, com a contaminação cruzada, nunca se esquecendo de que são ‘doentes’, explicou.

A doença celíaca caracteriza-se por uma intolerância ao glúten presente nos cereais trigo, centeio, aveia e cevada e seus derivados, provocando inflamações no intestino delgado, sendo o único tratamento uma alimentação sem glúten.

Afeta entre 1 e 3% dos portugueses, estando 10 mil casos referenciados, pelo que especialistas consideram que a patologia é subdiagnosticada já que poderão existir cerca de 100 mil celíacos 'anónimos'.

Segundo especialista
Nos últimos anos, surgiram no mercado novos fármacos para o combate a esta doença inflamatória crónica do tubo digestivo. Mas a...

A colite ulcerosa é uma doença inflamatória crónica do tubo digestivo que afeta o cólon e o reto. Pode surgir em qualquer idade, escreve o Sapo, embora a sua maior incidência se verifique na segunda e terceira décadas de vida. A diarreia com sangue é o sintoma mais frequente da doença, a que se junta, por vezes, a dor abdominal. “No momento atual, a doença apresenta uma etiologia desconhecida mas pensa-se que a sua causa seja de natureza multifatorial, envolvendo fatores genéticos, ambientais e imunológicos”, explica Jorge Canena, médico gastrenterologista do Hospital Cuf Infante Santo, professor de gastrenterologia na Nova Medical School – FCML.

“É uma doença crónica, evoluindo mais frequentemente por episódios de surtos e remissões”, refere ainda o especialista. No entanto, hoje em dia, existem numerosos e modernos fármacos no mercado, entre os quais aminosalicilatos, corticoides, imunomoduladores, antibióticos e agentes biológicos que, isoladamente ou em conjunto, permitem a manutenção da remissão na generalidade dos doentes, garantindo-lhes uma boa qualidade de vida.

“Apesar de não haver cura definitiva para a colite ulcerosa, os tratamentos disponíveis permitem que a generalidade dos doentes tenham uma vida normal, ainda que sob vigilância médica”, assegura o médico. Em território nacional, segundo dados da Associação Portuguesa de Doença Inflamatória do Intestino - Colite Ulcerosa e Doença de Crohn (APDI), o número de portugueses com doença inflamatória do intestino, em 2004, rondava os 20.000. Em 2008, só a colite ulcerosa já atingia os 15.000 doentes.

Bastonário da Ordem dos Médicos satisfeito
Os hospitais podem voltar a contratar médicos, no regime de prestação de serviços, em nome individual, anunciou a Serviços...

“Saúdo este retorno à normalidade. Este foi um dos mais dramáticos erros de gestão [do Ministério da Saúde], desorganizou completamente as equipas das urgências”, comentou, a propósito, o bastonário da Ordem dos Médicos (OM), José Manuel Silva.

Segundo “o acordo quadro de prestação de serviços médicos” que foi lançado em Julho, os concorrentes podem ser “pessoas singulares ou coletivas”, ao contrário do que acontecia até agora, revela a Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) em comunicado. "Médicos, em nome individual, podem concorrer juntamente com empresas”, sublinha.

Foi o atual ministro, recorda o bastonário da OM, que acabou com a possibilidade de contratar médicos em regime de prestação de serviços (vulgo “tarefeiros”) em nome individual. Agora, volta a permitir que isto aconteça, reconhecendo "o erro", diz.  

O concurso está “numa fase avançada, prevendo-se que até ao final do Verão sejam celebrados os primeiros contratos de prestação de serviços médicos”, acrescenta a SPSM, notando que o acordo permitirá reduzir, “significativamente, a dependência das empresas prestadoras de serviços médicos e, a curto prazo, dar uma resposta imediata em situação de urgência”.

José Manuel Silva recorda que a contratação de médicos em regime de prestação de serviços apenas por intermédio de empresas “correu muito mal, desorganizou completamente o trabalho [nos serviços de saúde], sobretudo nas urgências, onde as escalas estão sempre cheias de buracos”.

A forma de contratação agora recuperada permite ainda aos hospitais escolher os médicos “com critérios de qualidade”, defende.

A SPSM, segundo o jornal Público, afirma também que este acordo vai permitir, “a curto prazo, dar uma resposta imediata em situação de urgência”, além de possibilitar “mais transparência e equidade na aquisição de serviços médicos, corrigindo assim situações de grande disparidade que aconteceram no passado”.

Estudo
O volume de negócios das unidades privadas de saúde em Portugal cresceu 6,7% em 2014, fixando-se nos 1.345 milhões de euros,...

Segundo o estudo ‘Setores Portugal’ da Informa D&B, as receitas do segmento hospitalar em regime convencionado aumentaram 7,6% em 2014, face aos 16,2% de 2013, para 370 milhões de euros.

Quanto às unidades privadas de saúde com fins lucrativos, a faturação atingiu os 975 milhões de euros, o que representa uma subida de 6,3% face a 2013, ano em que o crescimento tinha sido de 4,6%.

“O volume de negócios agregado das entidades gestoras de unidades privadas de saúde com fins lucrativos manteve uma tendência ascendente nos últimos exercícios, impulsionado pelo desenvolvimento do modelo de gestão privada nos hospitais públicos, pelo recurso às entidades privadas por parte dos serviços públicos de saúde de forma a reduzir as listas de espera, e pelo aumento do número de utentes particulares”, assinala o estudo.

No que se refere ao mercado de seguros de saúde, e “apesar da crise económica, tanto o mercado de seguros de saúde como o de unidades privadas de saúde valorizaram nos últimos cinco anos”.

Em 2014, o mercado dos seguros de saúde registou uma subida face ao ano de 2013. Em 2014, o volume de negócios foi de 589 milhões de euros, o que representa um crescimento de 3,2% face ao ano anterior.

O estudo indica igualmente que os seguros de assistência e mistos representam a maior parte da faturação inerente aos prémios de seguros de saúde, dominando no conjunto 91,3% do mercado total de seguros de saúde no ano passado.

Em abril deste ano havia 45 unidades privadas de saúde com fins lucrativos, num total de 2.937 camas (em média, cada estabelecimento oferece 65 camas).

Lisboa concentra 24,4% das clínicas privadas em atividade, seguida pelo Porto, com 20%, e Braga, com 15,6%.

Relativamente ao número de camas, Lisboa e Porto representam 36,6% e 29% do total, respetivamente.

Na mesma data, registavam-se 25 entidades no mercado de seguros de saúde, algumas de origem portuguesa, outras filiais de empresas de seguros estrangeiras.

A oferta setorial continuará a concentrar-se em grupos de maior dimensão, tanto no setor de unidades privadas de saúde como no de seguros de saúde. A previsão aponta para que nos próximos exercícios tenham lugar novas operações empresariais em ambos os mercados, concluiu o estudo.

A partir de hoje
A Administração Regional de Saúde do Algarve garantiu na terça-feira que assegura, a partir de hoje, ecografias de obstetrícia,...

Segundo o comunicado, distribuído na quarta-feira, as consultas vão ser garantidas a todas a grávidas que “obedeçam aos critérios de referenciação para o Centro Hospital do Algarve, através da aquisição de serviços com o Hospital Particular do Algarve”.

Todas as grávidas que necessitem daqueles serviços, refere o comunicado, devem ser encaminhadas pelos respetivos médicos de família.

“Com esta medida, a Administração Regional de Saúde do Algarve pretende fazer face às limitações/dificuldades de acesso temporário das utentes a algumas valências do Serviço de Obstetrícia a unidade de Faro do Centro Hospital do Algarve”, acrescenta o comunicado.

Na quarta-feira, a Administração Regional de Saúde já tinha afirmado que o Hospital de Faro não está a conseguir dar resposta devido à falta de especialistas e que ia adquirir serviços para assegurar ecografias a grávidas.

Segundo a direção clínica do Hospital de Faro, faltam quatro obstetras nos serviços o que impedem de assegurar todos os serviços de acompanhamento a grávidas.

Médico do Porto desenvolve
A primeira aplicação informática para telemóveis que ajuda no diagnóstico e tratamento de doenças sexuais masculinas chegou ao...

A nova ferramenta, designada Men’s Sexual Medicine, foi desenvolvida por Nuno Tomada, responsável da Unidade de Medicina Sexual do Serviço de Urologia do Hospital de São João no Porto, em parceria com um colega espanhol da especialidade.

“Decidimos construir uma aplicação informática que desse para ser facilmente descarregada para telemóveis e computadores portáteis e que permitisse (…) aos doentes acederem, de modo privado e discreto, a conteúdos que geralmente por uma questão cultural têm mais renitência em abordar e perguntar aos seus cuidadores de saúde”, explica o clínico em comunicado hoje divulgado.

Para facilitar o acesso dos doentes a informação sobe questões como disfunção erétil ou ejaculação prematura, este professor de urologia da faculdade de medicina da universidade do Porto começou há cerca de um ano a desenvolver a ‘app’ que, após curtos questionários, oferece diagnóstico e “alguns conselhos sobre quais são as terapêuticas que estão disponíveis, realçando sempre a importância do acompanhamento médico”.

O professor explicou ainda que a Men’s Sexual Medicine “está desenvolvida para homens que tenham algumas queixas iniciais, nomeadamente disfunção erétil, ejaculação prematura ou uma diminuição do desejo” e com a sua utilização os doentes podem “perceber que existem diferentes níveis de severidade da mesma disfunção”.

Nos questionários, os utilizadores da aplicação podem também classificar o “nível da sua disfunção, bem como fornecer os dados clínicos sobre eventuais doenças que tenham, medicação que façam e capacidade física”.

Assim, para além de fornecer informação aos doentes e à população em geral, esta ferramenta é também “capaz de, mediante as queixas apresentadas, indicar quais seriam os passos seguintes a tomar”.

A aplicação permite um plano personalizado de exercício físico e de alimentação mas para o efeito é necessário um código que deverá estar a ser disponibilizado pelos médicos de família ou especialistas.

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