Universidade de Coimbra
Uma equipa de 12 investigadores da Universidade de Coimbra descobriu que uma proteína, a conexina43, existe também em vesículas...

A equipa descobriu que a conexina43, proteína especializada na comunicação entre células vizinhas, existe também nos exossomas (vesículas extracelulares), que podem funcionar como uma forma de comunicação entre células distantes e "um sistema de controlo de qualidade, através do qual as células podem libertar conteúdos indesejados ou potencialmente tóxicos", anunciou a Universidade de Coimbra (UC).

Em nota de imprensa, a instituição sublinha que esta conclusão pode levar a "novas abordagens terapêuticas, nomeadamente no tratamento de doenças cardiovasculares, utilizando os exossomas como veículo de fármacos e a conexina43 como um facilitador da libertação do conteúdo dos exossomas nas células alvo".

Os exossomas, que estão presentes na saliva e no sangue, "têm um grande potencial clínico e terapêutico", sendo possível isolá-los e "identificar nos seus constituintes moléculas que podem funcionar como biomarcadores para diagnóstico ou prognóstico de doença", referiu o coordenador do estudo, Henrique Girão, citado no comunicado da UC.

"Uma vez isolados, é ainda possível manipular o seu conteúdo, nomeadamente em termos de fármacos, e voltar a introduzi-los no organismo, podendo assim funcionar como veículos terapêuticos", explanou o investigador.

O estudo, que foi realizado em linhas celulares, modelos animais e amostras humanas, demonstra ainda que a conexina43 pode "também mediar a comunicação dos exossomas com as células".

Face à existência, verificada pela primeira vez, de conexinas nos exossomas, a equipa da UC quer agora determinar "a sua relevância" no contexto cardiovascular, em que os exossomas "podem mediar a comunicação entre os diferentes tipos de células que constituem o coração, garantindo o seu normal funcionamento".

Apesar do foco nas doenças cardiovasculares, a descoberta permite "o desenvolvimento de formas de tratamento inovadoras e mais eficazes no combate a vários tipos de doença", frisou Henrique Girão.

A equipa da UC vai ainda avaliar em contexto clínico se a conexina43 pode funcionar também como um indicador para as doenças cardiovasculares, numa colaboração com o Serviço de Cardiologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra.

Estudo identifica
O relatório sobre a satisfação dos utilizadores das Unidades de Saúde Familiar realizado pela Universidade de Coimbra aponta...

O estudo, que monitorizou a satisfação dos utilizadores das Unidades de Saúde Familiar (USF) e das Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) em 2015, identificou "assimetrias regionais", com a região com pior índice de satisfação, o Alentejo (74,2%), a apresentar uma diferença de seis pontos percentuais comparativamente com a região com melhores níveis de satisfação, o Norte (80,5%), disse um dos autores do estudo, Pedro Ferreira, do Centro de Estudos e Investigação em Saúde da Universidade de Coimbra (CEISUC).

Essas assimetrias também se verificam "de ACeS (Agrupamentos de Centros de Saúde) para ACeS, sendo que é necessário perceber porque é que essa diferença, que não devia existir, existe", sublinhou Pedro Ferreira, referindo que "não há razões para que isso aconteça".

O relatório de monitorização, que realizou 58.846 questionários (com uma taxa de resposta de 89,4%), aponta também para diferenças entre os diferentes tipos de unidades, com as USF modelo B com um valor de satisfação de 79,5% dos seus utilizadores, a USF modelo A com 76,8% e as UCSP com 72,7%.

"A reforma dos cuidados primários tem de ser muito apadrinhada para avançar e até já está a demorar tempo demais", observou Pedro Ferreira, considerando que se deveriam acabar com as UCP, que é um modelo "antiquado" e que apresenta piores resultados quando comparado com os dois modelos de USF.

O indicador de satisfação do CEISUC revela um valor médio de 77,8% de satisfação, o que, na perspetiva do investigador, deve fazer com que se continue a apostar nas USF, "com apoio e apadrinhamento do ministério da Saúde".

O estudo conclui também que os cuidados médicos têm uma média de satisfação de 80,7%.

Já a organização dos cuidados de saúde teve uma média de satisfação mais baixa (71%), assim como a acessibilidade (possibilidade de falar por telefone para a unidade e para o médico de família e o tempo gasto na sala de espera), que apresentou um nível de satisfação de 63,4%, o que pode revelar, de acordo com Pedro Ferreira, "falta de recursos a nível de secretariado e a nível de profissionais de saúde" ou problemas na organização das unidades.

No estudo não foi medida a acessibilidade física às USF, acrescentou ainda o investigador do CEISUC.

O relatório conclui ainda que os utilizadores com mais experiência de utilização das unidades estão mais satisfeitos e, em média, 89,3% dos utilizadores não veem razões para mudar de unidade.

O projeto de monitorização foi estabelecido através de um contrato entre o CEISUC e a Administração Central do Sistema de Saúde.

Operação Nariz Vermelho
Os dois irmãos que durante 20 dias percorreram 2.300 quilómetros entre as torres Big Ben, Londres, e dos Clérigos, Porto,...

Num ambiente de festa, com música e muitos amigos e portuenses à sua espera, Rodrigo e Afonso Liberal chegaram com a sensação de “missão cumprida” não só a nível pessoal, mas também por poderem contribuir para uma causa “tão importante” como é a Operação Nariz Vermelho, cuja missão principal é fazer sorrir as crianças hospitalizadas.

“Por muito que tentemos encontrar as palavras corretas é extremamente difícil conseguirmos expressar o que sentimos neste momento, ainda mais porque todos os dias foram muito intensos. Acho que vamos precisar de uma semana para conseguir recuperar memórias e repensar o que fizemos, o impacto foi fantástico”, contou Afonso Liberal.

Era suposto ser uma iniciativa a dois, mas “tivemos a felicidade de termos o apoio da Irmandade dos Clérigos, que como podemos comprovar foi algo fantástico” ao doar as receitas de bilheteira dos últimos três dias para ajudar as crianças internadas, referiu.

“Sentimos a cereja no topo do bolo, podermos ajudar causas e ter esta receção fantástica. Por muito que tentemos imaginar na viagem que vamos ter os nossos amigos a apoiar-nos na chegada, acho que não há palavras para descrever o que sentimos neste momento. Foi um objetivo cumprido”, sublinhou.

Os dois irmãos, que fizeram uma média diária de 120/130 quilómetros, disseram que a principal dificuldade foi “o tempo, com muita chuva e muito vento”.

“Tivemos alguns problemas que nos obrigaram a alterar o percurso, roubando-nos alguns dias de descanso, mas acho que tive sorte por ter um companheiro fantástico”, afirmou Rodrigo, sem conseguir conter as lágrimas de emoção.

Afonso acrescentou: “Sabíamos que tínhamos de estar aqui neste dia, agora vamos comer uma francesinha, que já está reservada, vamos estar com a família, e segunda-feira começamos a trabalhar, porque estas foram as nossas férias”.

A Irmandade dos Clérigos foi a principal patrocinadora da viagem solidária dos irmãos portuenses, que saíram de Londres dia 08 de agosto e passaram por quatro países – Inglaterra, França, Espanha e Portugal.

Nos últimos quilómetros desta longa viagem contaram com a companhia de um “pelotão” de amigos e praticantes de ciclismo e de triatlo, com encontro marcado no Farol de Leça da Palmeira, Matosinhos.

Os dois irmãos, Rodrigo, de 35 anos, a viver em Londres, e Afonso, de 30 anos, a residir no Porto, comprometeram-se a fazer esta viagem com o objetivo de passarem mais tempo juntos e de angariarem fundos para duas instituições: Operação Nariz Vermelho (Portugal) e Theodora Children's Charity (Inglaterra).

A verba a entregar à Theodora Children’s Charity ainda não foi contabilizada, uma vez que o prazo para recolher os donativos através de uma página na Internet ainda não terminou.

O presidente da Irmandade dos Clérigos, padre Américo Aguiar, encontrou-se quarta-feira à noite, a meio do percurso, na Catedral de Santiago de Compostela, Espanha, com os dois jovens portuenses para lhes transmitir apoio e motivação.

A iniciativa "Cycling Between Towers" (Pedalar entre Torres), protagonizada pelos irmãos, tem, além da componente solidária, o objetivo de simbolizar a aproximação da Torre dos Clérigos a algumas outras torres emblemáticas da Europa como, por exemplo, Big Ben (Londres), Eiffel (Paris), Pisa (Pisa) ou La Giralda (Sevilha).

Esta iniciativa “marca o início de um desejo nosso de internacionalização da marca Clérigos Porto. Gostaríamos e estamos a pensar criar um passaporte em que o turista seja convidado a carimbar a sua presença nas torres das cidades por este mundo fora. São muitas e muitas cidades cujo ícone principal é uma torre, sejam as torres medievais, sejam as modernas, como a torre da televisão de Sidney”, disse o presidente da Irmandade dos Clérigos.

A Operação Nariz Vermelho é a terceira instituição ajudada pelos Clérigos depois de, em abril, ter sido beneficiado o Instituto Português de Oncologia (IPO) e, em julho, a Liga Portuguesa dos Bombeiros.

1º semestre de 2015
O número de cirurgias programadas e o de consultas externas realizadas nos hospitais públicos subiu no primeiro semestre de...

De acordo com os dados da atividade assistencial dos primeiros seis meses deste ano, da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), divulgados, no total, o número de intervenções cirúrgicas nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde aumentaram 0,2% (mais 563), sendo que no total se realizaram mais de 286 mil intervenções.

No entanto, este aumento global deve-se em particular à cirurgia de ambulatório, que aumentou 1,4% (mais 2.388), já que as cirurgias convencionais diminuíram 1,5% (menos 1.825).

Do total de cirurgias realizadas no período em análise, 58,4% ocorreram em ambulatório, ao passo que esta percentagem foi de 57,7% em 2014.

Quanto às consultas médicas externas, também aumentaram, tendo-se realizado mais 71,9 mil consultas do que no ano anterior, o que se traduz numa variação de 1,2%.

Para este aumento, concorreram as primeiras consultas, que cresceram 2,1%, mas também as consultas subsequentes, que aumentaram 0,8%.

A ACSS salienta “a tendência de aumento da produção de consultas nos hospitais do SNS que se tem registado nos últimos anos, destacando-se pela positiva o crescimento das primeiras consultas”.

Ao nível das urgências hospitalares, houve um aumento de 0,4%, com mais 10,9 mil episódios do que no mesmo período do ano passado.

Segundo os dados da ACSS, o valor global de consultas prestado pelo SNS, quer ao nível hospitalar, quer dos cuidados de saúde primários, continuou a registar uma evolução positiva, tendo alcançado as 21.353.814 consultas, mais 16.855 (0,1%) do que no período homólogo.

Ordens da saúde
As ordens ligadas à saúde consideram “ilegal” a nova lei que cria um inventário nacional destes profissionais, pelo que vão...

O anúncio foi feito pelo Conselho Nacional das Ordens Profissionais (CNOP), quatro dias depois de ter sido publicada em Diário da República a lei que cria o Inventário Nacional dos Profissionais de Saúde (INPS), um sistema informático que congrega informação relativa aos profissionais de saúde que exercem profissões regulamentas – como médicos, enfermeiros, farmacêuticos, dentistas, nutricionistas ou psicólogos – mas também profissionais das terapêuticas não convencionais.

As sete ordens profissionais consideram que algumas das normas constituem uma violação da Lei de Bases da Saúde e da Lei de Proteção dos Dados Pessoais e estranham, por isso, que a lei tenha sido promulgada pelo Presidente da República.

Por isso, as sete Ordens Profissionais decidiram recorrer ao Provedor de Justiça “para travar a entrada em vigor da nova Lei do INPS, solicitando-lhe a intervenção do Tribunal Constitucional para fiscalização abstrata da legalidade, designadamente declarando a ilegalidade de algumas das normas identificadas na lei, ao abrigo dos poderes que lhe estão conferidos pela Constituição da República Portuguesa”.

Segundo as ordens, esta lei prevê, por um lado, a recolha de informações relativamente às quais já há registos públicos e disponíveis, por outro, o acesso a uma série de dados “excessivos” e do “foro privado”.

“Este inventário é mais burocracia introduzida no sistema, para os profissionais de saúde, para os estabelecimentos prestadores de serviços de saúde e para as ordens profissionais”, disse Orlando Monteiro, presidente do CNOP.

Como explica o CNOP, a Lei de Bases da Saúde identifica as ordens como únicas responsáveis pelo registo dos respetivos profissionais – isentando-os de outros registos - e obriga as associações profissionais a comunicar o registo dos seus profissionais ao Ministério da Saúde sempre que solicitado.

“Na prática, a nova lei vem triplicar obrigações com carga burocrática e custos expressivos para os profissionais, já que para além do registo das Ordens, os profissionais têm ainda de estar registados na Entidade Reguladora da Saúde e, agora, na ACSS”.

Também os estabelecimentos que prestam cuidados de saúde vão ter de se inscrever na plataforma, mesmo já estando obrigados a inscrever-se na Entidade Reguladora da Saúde (ERS), explicou Orlando Monteiro.

“Com a nova lei, o registo passa a ter de ser atualizado a cada seis meses, representando um acréscimo de burocracia inexplicável. Sendo o planeamento dos recursos humanos na saúde fundamental, basta ao Estado utilizar a informação que já está disponível e é atualizada periodicamente para tomar as decisões necessárias”, considera o CNOP.

Outra preocupação para as sete Ordens da área da saúde é a obrigatoriedade “infundada” de exposição de dados sensíveis de cada profissional como contratos com estabelecimentos onde são exercidas funções.

Mas também são exigidos dados como data de nascimento, morada, número de identificação civil, número de contribuinte, habilitações académicas e qualificações profissionais.

Contudo, não existem garantias de segurança dos dados e não há qualquer parecer da Comissão Nacional de Proteção de Dados sobre a nova plataforma eletrónica e os dados que está previsto registar e guardar, alerta o CNOP.

Para Orlando Monteiro, “é inadmissível partilhar a morada ou o número de contribuinte, nesta senda das plataformas eletrónicas. É grave a coleta de dados para fins que, no geral, são muito vagos”.

O conselho que congrega as várias Ordens alerta também para a ausência, na lei, de “qualquer sanção para os incumpridores”.

Estudo
O estilo gótico aumenta os problemas de depressão e de autoflagelação, de acordo com um estudo britânico.

Os cientistas sugerem que os jovens que adotaram um estilo gótico têm uma maior inclinação para se afastarem da sociedade.

A investigação, publicada na revista especializada Lancet Psychiatry, acompanhou 3.694 jovens de 15 anos, entre 2007 e 2010.

O movimento gótico – caracterizado pelo uso de roupas pretas, maquilhagem escura e música melancólica – atrai adolescentes e adultos há décadas, escreve a BBC.

Os investigadores descobriram que a probabilidade de episódios de autoflagelação e depressão aumenta quanto maior for a identificação com o estilo.

No estudo, os jovens que se descreveram como góticos tinham mais probabilidade de ter apresentado sinais de depressão antes dos 15 anos e de ter sofrido bullying na escola.

De acordo com a coordenadora do estudo Rebecca Pearson, da Universidade de Bristol, os motivos para esta tendência podem ser vários, entre eles, a possibilidade de adolescentes mais suscetíveis à depressão se sentirem mais atraídos por este estilo.

Estudo
Um novo estudo científico sugere que podemos estar a conviver com mais de 9.000 espécies diferentes de micróbios e fungos em...

Investigadores da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, analisaram a sujidade de 1.200 residências norte-americanas e descobriram que 9.000 micróbios é a média de tipos de bactérias e fungos encontrados numa casa normal.

Divulgado na publicação científica Proceedings of the Royal Society B., o estudo faz parte do projeto "A vida selvagem das nossas casas", em que vários voluntários enviaram amostras da pó acumulado no batente das portas, locais que costumam ser ignorados durante a limpeza, dizem os cientistas.

"Sabemos, há muito tempo, que vários micróbios habitam as nossas casas. O que estamos a fazer agora é aplicar a ciência para saber como variam de acordo com o espaço onde são encontrados", diz Noah Fierer, professor de ecologia e biologia evolutiva, à BBC.

Os investigadores chegaram à conclusão de que uma casa comum costuma ter pelo menos 2.000 tipos diferentes de fungos e que o seu tipo varia de acordo com a localização da residência.

"A maioria dos fungos encontrados nas casas aparentemente vêm de fora dela", afirma Fierer. "Entram pelas roupas ou janelas e portas abertas", explica Noah Fierer.

Os cientistas descobriram uma média de sete mil bactérias diferentes em cada casa. Algumas delas estão relacionadas à pele humana, mas foram encontradas espécies ligadas a fezes.

Nesse caso, a variedade depende não da localização da casa, mas de quem a habita.

"Encontramos bactérias diferentes em casas em que moram mulheres do que naquelas habitadas apenas por homens", diz Fierer. "Há tipos de bactérias mais comumente associados ao corpo feminino do que ao masculino, e pudemos ver isso na poeira".

Instituto Português do Mar e da Atmosfera
O fim de semana vai ser marcado pelo bom tempo com as temperaturas máximas a chegarem aos 35 graus Celsius, disse à agência a...

“Para hoje e para o fim de semana prevê-se céu pouco nublado ou limpo, vento fraco e uma subida dos valores da temperatura em todo o território, sendo mais significativa nas regiões do interior e do Vale do Tejo. No domingo não vai haver alterações significativas”, adiantou a meteorologista.

Apesar do bom tempo, Maria João Frada indicou que existe uma forte probabilidade de ocorrerem aguaceiros e trovoadas nas regiões do interior do norte e centro, mas sem descida da temperatura.

“De salientar também que na noite de sábado para domingo vamos ter uma noite tropical nas regiões do centro e sul, com temperaturas a rondar os 20 e os 22 graus Celsius”, sublinhou.

Algumas nuvens

De acordo com a meteorologista, o fim de semana vai ainda ficar marcado por um cenário de nebulosidade baixa, neblinas ou nevoeiros no litoral a norte do Cabo Raso até ao meio da manhã.

“Na segunda-feira vamos ter uma mudança do estado do tempo. Prevemos uma descida das temperaturas, sobretudo da máxima. Enquanto no fim de semana vamos ter valores a variar entre os 30 e os 35 graus, no início da semana vamos ter uma homogenização em todo o território”, disse.

Segundo Maria João Frada, as temperaturas na segunda-feira não vão ultrapassa os 28 graus.

“Ou seja, os valores da temperatura máxima podem descer na segunda-feira seis a sete graus no interior. A mínima deverá descer entre dois e quatro graus”, disse a meteorologista, salientando que a situação deverá manter-se ao longo da semana.

 

Governo anúncia
O Governo vai manter em 2015 os preços dos cuidados de saúde e de apoio social praticados nas unidades da rede de cuidados...

Em portaria hoje publicada em Diário da República, é especificado que esta decisão produz efeitos a partir de janeiro deste ano.

Os valores para a prestação dos cuidados de saúde e de apoio social nas unidades de internamento e ambulatório na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados são habitualmente atualizados, no início de cada ano, com base no índice de preços no consumidor.

Mas, "à semelhança do procedimento adotado no ano anterior, em face da atual conjuntura económica do país, procede-se à manutenção dos preços" atualmente em vigor, suspendendo-se a aplicação da portaria que rege esta situação, de 2007.

Segundo a tabela de preços anexa à portaria hoje publicada, a diária de internamento nas unidades de convalescença e nas de cuidados paliativos é de 105,46 euros.

Nas unidades de média duração e reabilitação, o valor apagar é de 87,56 euros e na longa duração e manutenção (ULDM) o preço é 60,19 euros.

Já no ambulatório, a diária é de 9,58 euros por utente.

A portaria refere ainda que "ao utente não pode ser exigida pela ULDM qualquer quantia pelos encargos decorrentes da utilização de fraldas".

 

Administração Central do Sistema de Saúde
A Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) vai passar a ter acesso à informação sobre toda a situação financeira dos...

Esta alteração orgânica da ACSS hoje aprovada, vem redefinir as atribuições daquele organismo.

Assim, tendo em conta a sua função coordenadora sobre os recursos do Serviço Nacional de Saúde (SNS), a ACSS passa a ter acesso “à informação sobre toda a situação financeira dos hospitais do SNS e das Administrações Regionais de Saúde”.

O Governo salvaguarda que esta nova competência da ACSS está sujeita a “adequadas medidas de segurança”.

Esta nova função da ACSS é justificada com o facto de este ser o “organismo de topo da gestão do SNS e com atribuição de controlo financeiro”.

Ordem dos Médicos
A Ordem dos Médicos (OM) denunciou na passada quinta feira dia 27 de Agosto de 2015 irregularidades nos concursos para...

“Os concursos para colocação dos jovens especialistas em Medicina Geral e Familiar estão a decorrer a ritmos e com regras diferentes nas várias ARS [Administrações Regionais de Saúde], com implicações sérias na colocação dos candidatos e evidenciando um total desrespeito pelos jovens especialistas”, afirmam os médicos em comunicado.

Segundo a Ordem, “modelo sob o qual se realizam este tipo de concursos, é “ilegal, inconstitucional, gerador de profundas injustiças e potenciador de alegados favorecimentos”.

A OM afirma ainda que estão a decorrer de “forma estranha” algumas entrevistas, cujo peso de 20% ou 30% “altera em muito e sem qualquer explicação os resultados dos exames nacionais efetuados poucos meses antes, lesando uns e beneficiando outros”.

Lamentando que a tutela nada tenha feito para alterar o modelo dos concursos, não obstante a contestação levantada desde o início, a Ordem garante que continuará a combater esta situação, apelando aos candidatos (de qualquer concurso de qualquer especialidade) que se sintam lesados a denunciarem.

“Nos casos extremos e inequivocamente anti-éticos serão enviadas participações à Provedoria de Justiça, solicitando a sua intervenção, à semelhança do que já se fez noutros concursos, e serão abertos processos disciplinares aos membros dos Júris”, afirma.

Estudo
As moléculas usadas nos testes de laboratório da Mayo Clinic, nos Estados Unidos, conseguiram travar o crescimento do cancro....

No entanto, apesar de os primeiros testes em laboratório parecerem promissores, ainda não é claro se esta técnica vai ajudar no tratamento de pessoas portadoras da doença.

O estudo foi publicado na revista especializada Nature Cell Biology.

A investigação da Mayo Clinic junta dois ramos da investigação científica: a aderência entre células e a biologia do microRNA (também conhecido como miRNA), indica a BBC.

Os cientistas pensavam que as moléculas de adesão eram simplesmente a matéria que mantém as células juntas. Mas descobriu-se que elas também podem ter um papel de sinalização. Ou seja, o trabalho da Mayo Clinic mostrou que as moléculas de adesão conectam células e também emitem sinais através dos miRNAs para controlar o crescimento das células tumorais.

Se esse processo ficar desregulado, as células crescem descontroladamente, o que pode impulsionar o alastramento do tumor. Porém, reabastecer as células com miRNAs pode solucionar esse problema.

"Ao ministrar os miRNAs afetados em células tumorais para restaurar os níveis normais, devemos ser capazes de restabelecer a função normal das células", disse Panos Anastasiadis, que liderou a investigação conduzida em ratinhos de laboratório.

 

Instituto Português do Sangue e da Transplantação
As autoridades de saúde em Portugal têm dúvidas se a dádiva de sangue por homo e bissexuais apresenta ou não riscos para os...

A constatação aparece num relatório entregue em Julho por um grupo de trabalho do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST), organismo que coordena a colheita de sangue. O documento, assinado por oito peritos, foi entretanto validado pelo conselho directivo do IPST e pelo secretário de Estado adjunto do ministro da Saúde, Fernando Leal da Costa.

No relatório, os especialistas dizem ter sido unânime a conclusão de que é necessário acabar com a actual política que proíbe a dádiva de sangue por homo e bissexuais (ou “homens que têm sexo com homens”, HSH, como designam os epidemiologistas). Recomendam que a actual suspensão definitiva passe a ser temporária, mas acrescentam que não houve consenso quanto aos novos “critérios de elegibilidade” a introduzir.

Deixam três hipóteses em aberto: os HSH apenas poderão dar sangue 12 meses após o último contacto sexual; ou seis meses após o último contacto; ou ainda  seis  meses  após  um  novo  parceiro  sexual fixo, o que neste último caso implicará uma “avaliação individual do risco”, a fazer pelos serviços de colheita de sangue.

Qualquer que venha a ser o critério, vai vigorar de forma provisória durante um ano, revela ao PÚBLICO Francisco George, responsável máximo pela Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Actualmente, os HSH estão proibidos de dar sangue em Portugal, apesar de uma resolução da Assembleia da República, de Abril de 2010, recomendar ao Governo a “elaboração e divulgação de um documento normativo” que “proíba expressamente a discriminação dos dadores de sangue com base na sua orientação sexual”.

O relatório do grupo de trabalho refere que o cálculo do risco que está a ser utilizado em Portugal tem por base modelos teóricos desenvolvidos por investigadores noutros países, onde as características da epidemia da sida são diferentes. “É inexistente a evidência científica publicada a nível nacional relativamente à avaliação do risco infeccioso VIH” que advenha da alteração dos “critérios de elegibilidade”, lê-se.

Os peritos acrescentam: “Apesar de ser escassa a evidência científica publicada a nível internacional relativamente à avaliação do risco infeccioso VIH face à alteração do critério de elegibilidade para HSH, foi sobre essa análise de avaliação de risco que se elaborou o pressuposto metodológico” hoje utilizado em Portugal.

Se as novas regras entrarem em vigor até ao fim de Outubro, como determina o Governo, a avaliação do risco de colheita de sangue contaminado estará a ser feita sem previsão teórica adaptada à realidade portuguesa.

É neste contexto que o grupo de trabalho recomenda ao Governo o “desenvolvimento de um modelo [matemático] de avaliação do risco infecioso VIH transfusional”.

Questionado sobre este assunto, o director-geral da Saúde limita-se a dizer que “o risco é conhecido”, referindo-se, presumivelmente, aos modelos matemáticos de outros países. O IPST e o Ministério da Saúde não responderam a várias tentativas de contacto.

O deputado José Soeiro, do Bloco de Esquerda, partido que há vários anos contestava a exclusão de homo e bissexuais, não vê razões para alarme. Considera “positiva” a recomendação para que se “recolham mais dados e se faça uma análise mais sustentada” do cálculo de risco.

Ainda assim, José Soeiro critica “o tom e a linguagem desiguais” do relatório, por isso evidenciar "falta de consenso científico sobre esta matéria”. Aponta o “facto extraordinário” de o documento “basear todo o raciocínio na categoria HSH e não em comportamentos de riscos: sexo de anal sem preservativo, seja de homens ou mulheres, por exemplo”.  “A categoria HSH não é relevante, os comportamentos de risco é que são relevantes”, sublinha o deputado.

Outro aspecto destacado no relatório é o tempo de duração das novas regras. Os peritos recomendam a “avaliação um ano após o início da implementação de qualquer das hipóteses”.

Francisco George confirma que “de certa forma é provisória” a permissão para que os HSH dêem sangue em Portugal. “Não há aqui nenhuma decisão irreversível, se a prática mostrar que, do ponto de vista científico, é preciso mudar, até mesmo antes de decorridos os 12 meses, muda-se, não temos nenhum problema com isso”, afirma o director-geral da Saúde.

Intitulado Comportamentos de Risco com Impacto na Segurança do Sangue e na Gestão de Dadores, o relatório foi remetido pelo IPST ao secretário de Estado adjunto do ministro da Saúde, em fins de Julho. A 18 de Agosto, Fernando Leal da Costa emitiu despacho, encarregando a DGS e o IPST de elaborarem e divulgarem as novas normas até 31 de Outubro.

Para tanto, um comité de especialistas irá reunir-se “nos primeiros dias de Setembro”, adianta Francisco George. Qual dos três prazos de suspensão serão adoptados, ou se serão os três, este responsável não quis comentar.

António Diniz, director do Programa Nacional para a Infecção VIH/sida, terá assento no comité. Esteve indisponível para prestar declarações por se encontrar em férias, fora do país.

O grupo de trabalho do IPST era composto por oito especialistas: Ana Paula Sousa (IPST), Ricardo Camacho (virologista), Lucília Nunes (vice-presidente do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, que substituiu Cíntia Águas), Fernando Araújo (director do Serviço de Imuno-hemoterapia do Centro Hospitalar de São João), António Diniz (director do Programa Nacional para a Infecção VIH/sida), Nuno Janeiro (infecciologista) e Isabel Elias (Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género). Tomaram posse em Dezembro de 2012 e deveriam ter apresentado conclusões até Junho de 2013. Sucessivos atrasos levaram o grupo parlamentar do Bloco de Esquerda a pedir a audição do presidente do IPST, Hélder Trindade, na Comissão da Saúde da Assembleia da República, o que aconteceu a 29 de Abril.

Na ocasião, Hélder Trindade justificou os atrasos, dizendo que os peritos eram “pessoas externas” ao IPST e faziam “o favor de estar a trabalhar” nesta matéria sem remuneração.

Estudo
Uma análise de sangue poderá determinar se uma mulher que teve cancro da mama é suscetível de sofrer uma recaída, meses antes...

O método, descrito na revista norte-americana Science Translational Medicine, deteta o ADN (material genético) do cancro a circular no sangue.

Os investigadores esperam que este teste, ainda em fase experimental e que só ficará acessível ao fim de vários anos, permitirá afinar os tratamentos personalizados contra o cancro e, talvez, progredir na descoberta de uma cura.

"Demonstrámos como uma simples análise de sangue tem o potencial de determinar corretamente quais as doentes que vão ter uma recaída, mais cedo do que podemos fazer atualmente", afirmou, citado pela agência AFP, um dos autores do estudo, Nicholas Turner, responsável pela equipa de oncologia molecular do Instituto de Investigação do Cancro de Londres, no Reino Unido.

Os investigadores recolheram amostras do tumor e de sangue de 55 doentes com cancro da mama, numa fase precoce da doença. Cada uma das pacientes foi sujeita a quimioterapia e a uma intervenção cirúrgica para que o tumor fosse removido.

A análise de sangue foi feita, uma primeira vez, após a cirurgia e, depois, de seis em seis meses.

Das 15 mulheres que tiveram uma recaída, 12 foram identificadas, com êxito, pelo teste sanguíneo, e oito meses antes de os tumores serem visíveis com os meios convencionais de diagnóstico.

Nicholas Turner ressalva que o novo método terá de ser aperfeiçoado tecnicamente, mas assegura que "é relativamente económico, e a informação que fornece poderá fazer uma real diferença para as doentes com cancro da mama".

O investigador espera encetar ensaios clínicos mais alargados a partir do próximo ano.

Os cientistas usaram a técnica de multiplicação, digital e personalizada, da fita de ADN para seguir as mutações, e asseguram que a mesma pode ser aplicada a todos os subtipos de cancro da mama.

 

Estudo
A esperança média de vida global subiu em mais de seis anos nas últimas décadas, apesar de também ter aumentado o tempo em que...

Em 2013, a expectativa de vida no mundo era de 71,5 anos para ambos os sexos, mais 6,2 anos do que em 1990, contudo, a esperança de uma vida saudável, sem sofrer problemas de saúde graves, cresceu no mesmo período 5,4 anos (de 56,9 anos para 62,3 anos).

"O mundo fez grandes progressos no campo da saúde, mas agora o desafio passa por encontrar caminhos mais efetivos para prevenir ou tratar as principais causas de doenças ou incapacidades", assinalou Theo Vos, professor do Instituto para a Avaliação e Medição da Saúde (IHME na sigla inglesa), nos Estados Unidos (EUA), citado pela agência de notícias espanhola (EFE).

O avanço no número de anos que as pessoas podem viver em termos mundiais deve-se em grande medida à queda da mortalidade provocada por doenças como a sida e a malária na última década, bem como graças aos avanços no tratamento de desordens durante a gravidez, nos recém-nascidos e nas disfunções nutricionais.

Apesar do aumento da esperança média de vida ser uma realidade na maioria dos países do mundo, em nações como o Botsvana, no Belize e na Síria, o número de anos que os seus cidadãos vivem em média sem doenças graves permaneceu semelhante entre 1990 e 2013.

E noutros países, como a África do Sul, o Paraguai e a Bielorússia, a esperança de vida saudável baixou nos 23 anos anteriores a 2013, ano a que se reportam os últimos dados do estudo divulgado pela revista médica publicada no Reino Unido.

Já na Nicarágua e no Camboja, as pessoas viviam em 2013 com boa saúde uma média de 14,7 e 13,9 anos mais do que em 1990.

O Japão é o país do mundo que registou em 2013 uma maior expectativa de vida saudável: os homens vivem em média 71,1 anos saudáveis (80,05 anos no total), ao passo que nas mulheres a média é de 75,56 anos (com uma esperança média de vida de 86,39 anos).

Depois do país nipónico, nesta lista, surgem Singapura, Andorra, Islândia, Chipre, Israel, França, Itália, Coreia do Sul e Canadá.

No extremo oposto surge o Lesoto, onde os cidadãos vivem em média menos anos saudáveis: 40,06 anos os homens e 44,01 anos as mulheres.

Os países que completam o lote das nações com menor esperança de vida saudável são a Suazilândia, a República Centroafricana, a Guiné-Bissau, o Zimbabué, Moçambique, o Afeganistão, o Chade, o Sudão do Sul e a Zâmbia.

 

Guarda Nacional Republicana
A GNR realiza hoje uma ação de sensibilização e informação sobre os riscos da condução automóvel sob efeito do álcool, com a...

A campanha, dirigida aos condutores, vai decorrer em vários pontos do país e inclui a distribuição, por parte dos militares, de cerca de 400 mil folhetos com a mensagem "1 em cada 3 condutores mortos em acidentes de viação conduzia com uma taxa ilegal de álcool no sangue", informou a GNR em comunicado.

A iniciativa "A decisão de quem o leva a casa é sua" conta com o apoio da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária e realiza-se em locais de grande concentração de pessoas, como centros de saúde, hospitais, bombas de gasolina, estabelecimentos comerciais e juntas de freguesia.

Em Mafra, no Parque da Praia da Foz do Lizandro, os militares da GNR serão auxiliados por um grupo de crianças.

 

Sindicato dos Técnicos de Ambulância de Emergência
As ambulâncias de emergência do INEM começaram esta semana a receber monitores de sinais vitais, pelos quais aguardavam há um...

“Os novos monitores [que medem os sinais vitais do doente] que começaram esta semana a ser colocados nas ambulâncias são hospitalares, em vez de serem pré-hospitalares [adequados a viaturas de emergência]”, denunciou à Lusa Ricardo Rocha, do Sindicato dos Técnicos de Ambulância de Emergência (STAE).

Os equipamentos hospitalares são para os hospitais, “têm que ser fixos à parede, não podem sofrer vibrações, não podem apanhar pó ou água, o que é incompatível com a atividade de uma ambulância de emergência. Isto está escrito no manual de instruções”, acrescentou.

“Neste momento, as nossas ambulâncias com técnicos são cerca de 70, não tem ECG [eletrocardiograma] ou monitor a funcionar e não têm impressora. Um dos monitores, passados dois dias, já estava avariado”, contou.

Segundo Ricardo Rocha, os monitores de sinais vitais, fundamentais para a sobrevivência de vítimas de enfarte, estavam para ser trocados desde julho do ano passado, porque os que receberam na altura eram desadequados.

“Há cerca de dois anos o Conselho Diretivo da altura disse que os monitores não eram adequados. Entretanto terminou o mandato. A nova presidente esteve em transição e não resolveu nada. Entretanto este Conselho Diretivo assumiu funções. Avisámos o presidente de que faltavam monitores”, conta Ricardo Rocha.

Na sequência deste alerta, o presidente terá dito, em julho de 2014, que iria “mandar para trás os monitores e mandar vir outros adequados”, disse à Lusa o representante sindical, acrescentando que, mais de um ano depois, estão a entrar agora os monitores, que continuam a ser desadequados, o que leva o sindicato a questionar se serão os mesmos e, portanto, o presidente não fez nada, ou são outros, mas vêm na mesma errados.

A ausência de monitores de sinais vitais pré-hospitalares impede os técnicos de porem em prática o protocolo estabelecido para doentes com dor torácica e sintomas de enfarte, tendo que – nessas situações – pedir um carro médico (VMER), disse.

“Nós não temos maneira de perceber se é enfarte ou não. Ligamos para o CODU [Centro de Orientação de Doentes Urgentes] e pedimos uma VMER. Se não há VMER, o doente vai para a urgência básica, onde faz o ECG. Caso se detete o enfarte o doente ainda tem que ser transportado para uma unidade que lhe possa fazer a angioplastia primária”, afirmou, sublinhando que é muito tempo que se perde, para uma doença em que um minuto pode fazer a diferença entre a vida e a morte.

Contactado pela Lusa, o INEM afirma que os monitores novos com que está a equipar as ambulâncias foram encomendados e com especificações feitas pelo anterior Conselho Diretivo do INEM.

O concurso iniciou-se em 2013 e foi “elaborado segundo critérios estipulados por administrações anteriores”, com quem o STAE “tinha contactos muito próximos”, tendo-lhes sido dado a conhecer todas as especificidades do material, acrescenta.

O instituto sublinha ainda que, mesmo que o atual Conselho Diretivo tivesse querido anular o concurso, não lhe era já possível fazê-lo quando entrou em funções.

“No entanto, o INEM reafirma a capacidade e a qualidade destes monitores para realizar ECG de 12 derivações de eletrocardiograma e transmissão de dados, que não é muito habitual executar em ambiente exterior, e que vão permitir um 'upgrade' no atendimento e no socorro em emergência médica à população”.

O INEM salvaguarda que “são muito poucas as escolhas do mercado de monitores (exclusivamente monitores) com esta opção” e que “estes monitores vão permitir implementar o protocolo de dor torácica”.

Contudo, o instituto não respondeu se os monitores são hospitalares, não podendo estar sujeitos a vibrações e a outras condicionantes próprias de trabalho em viatura de emergência, como acusa o STAE.

Administração Central do Sistema de Saúde
O Ministério da Saúde revelou hoje que o número de utentes com médico de família aumentou 1,4% desde abril, o que significa que...

De acordo com os dados do relatório dos Cuidados de Saúde Primários de julho, hoje publicado no site da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), o número de utentes sem médico de família baixou para 1.192.273 (11,7% do total de inscritos), o que significa que foi reduzido em 40.963 desde abril.

Segundo a ACSS, este é o “número mais baixo desde que há metodologia de verificação e seguimento dos utentes inscritos”.

Desde 2011, ano em que se estimava que houvesse 1.838.795 utentes sem médico atribuído, “verificou-se um aumento de 646.522 utentes com médico de família atribuído”.

Ainda segundo a ACSS, “a evolução positiva deste indicador, que tem sido consistente, demonstra que existem atualmente 8.982.846 utentes com acesso a médico de família” nos cuidados de saúde primários, num universo de 10.202.732 inscritos.

 

Açores
O programa nacional “Peso da Saúde”, que já percorreu perto de duas dezenas de praias no continente, chega hoje aos Açores para...

“Este projeto, que já passou por cerca de duas dezenas de praias, visa dar uma experiencia sensorial e de alguma forma explicar quais são os riscos do excesso de peso e da obesidade”, afirmou Miguel Arriaga, da Direção Geral de Saúde, em declarações à Lusa, frisando que a recetividade ao projeto, que arrancou a 13 de julho, "tem sido extraordinária".

Miguel Arriaga destacou o caráter "inovador" do projeto, porque permite uma proximidade à população através de "experiências sensoriais" e de forma articulada, para que "as pessoas compreendam os riscos associados sobretudo ao excesso de peso".

"O excesso de peso em Portugal é um problema de saúde pública, pois mais de 50% dos adultos sofrem excesso de peso e cerca de 14% da população já apresenta mesmo níveis de obesidade e, portanto, é algo que deve merecer a nossa reflexão e intervenção”, disse Miguel Arriaga, adiantando esperar que, nos Açores, o projeto tenha "a mesma adesão" que tem tido nas praias do continente.

O programa decorre nas praias e é dinamizado a partir de espaços interativos, numa tenda, percorrendo três etapas de atividades e onde estão três técnicos.

Segundo explicou Ana Macedo, médica responsável da Keypoint, que desenvolveu o programa, "numa primeira etapa, as pessoas respondem a um pequeno questionário e depois é feita uma avaliação dos vários parâmetros de composição corporal".

Na segunda etapa, é analisado o aumento do risco de doenças decorrentes da obesidade, como a diabetes ou a hipertensão arterial e é entregue a cada participante o seu relatório de risco com o objetivo de lhe facultar informação clara e útil.

A terceira etapa é “a mais diferente”, por ser uma “fase de simulação” em que as pessoas são convidadas a fazer atividades em duas situações: com um colete que imita o que é viver com mais 10 quilos, e como se se tivesse uma paralisia resultante de um AVC.

"As pessoas muitas vezes acham que o excesso de peso é uma questão muito individual, que tem a ver com o corpo, e têm pouco a ideia de que esta situação aumenta o risco de outras doenças", alertou Ana Macedo, salientando que o projeto pretende "criar uma consciência individual e social".

O "Peso da Saúde" vai estar, a partir de hoje à tarde e até quinta-feira, na Praia das Milícias, e, na sexta-feira e sábado, no Areal de Santa Bárbara, na Ribeira Grande, ilha de São Miguel.

As pessoas podem participar gratuitamente e, nos Açores, a iniciativa é desenvolvida com o apoio da direção regional de Saúde.

Segundo o diretor regional da Saúde, João Soares, citado numa nota do gabinete de apoio à Comunicação Social (GaCS) do executivo açoriano, "o combate e prevenção da obesidade são duas das principais medidas que integram o Programa Regional de Saúde 2014-2016, dadas as suas consequências na saúde e na qualidade de vida da população".

No início de setembro é apresentado em Lisboa o relatório resultante dos dados obtidos ao longo dos dois meses do programa.

Hospital Lusíadas Lisboa
Após as férias, o regresso ao trabalho pode ser acompanhado por períodos de stress que se traduzem em tristeza, irritabilidade,...

"É muito comum que o período pós-férias seja acompanhado por episódios de stress e ansiedade, uma vez que durante as férias não há horários rigorosos, não há prazos nem objetivos para cumprir. Este tempo é normalmente passado em família ou com amigos, o que nos proporciona uma sensação de segurança e bem-estar, o que nem sempre acontece no local de trabalho", explica Ana Peixinho, coordenadora da Unidade de Psiquiatria e Psicologia do Hospital Lusíadas Lisboa.

"Uma das causas do stress pós-férias é a diminuição do número de horas de sono após o regresso ao trabalho. Nas férias é normal que haja uma alteração nos padrões do sono e uma forma de combater essa situação é deitar-se mais cedo nos dias anteriores ao regresso ao trabalho, de forma a entrar na rotina mesmo antes de regressar", acrescenta.

Começar por realizar as tarefas mais complicadas logo no primeiro dia pode não ser uma ajuda no combate ao stress.

"Imediatamente após o regresso, as pessoas devem optar por realizar tarefas simples, como organizar a secretária e a caixa de e-mail e falar com os colegas sobre possíveis projetos que possam ter surgido durante o período de ausência".

"Outro dos conselhos é repartir os dias de férias ao longo do ano. Dividir os dias em vários períodos diminui o tempo de espera pelos próximos dias de descanso, uma situação que se torna menos dolorosa para as pessoas", afirma a especialista, referindo ainda que "após o regresso de férias, as pessoas devem manter a hora de almoço, evitar sair depois do horário de trabalho e garantir que têm tempo diário com a família e os amigos".

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