Novas instalações
O Centro Hospitalar do Médio Tejo inaugura as novas instalações do serviço de Nefrologia, aumentando o número de postos de...

Em comunicado, o CHMT afirma que o serviço, único no distrito de Santarém, passa a ocupar o 5º piso da Unidade Hospitalar de Torres Novas, do CHMT (que integra ainda as unidades de Abrantes e de Tomar), com uma ala de internamento e outra para os tratamentos de diálise.

O investimento feito permitiu a instalação de “equipamentos e tecnologias de última geração”, sublinha a nota.

“Com esta renovação, o Centro Hospitalar do Médio Tejo duplica a capacidade de tratamento de doentes, em postos de diálise, tornando-se no único serviço de Nefrologia com estas características, do Serviço Nacional de Saúde (SNS), no distrito de Santarém e a segunda maior unidade de diálise hospitalar, do SNS, do país”, acrescenta.

O projeto foi iniciado em 2012, tendo sido concluído pela administração liderada por Carlos Andrade Costa, que está em funções há pouco mais de um ano.

A sessão de inauguração, marcada para hoje à tarde, contará com a presença do secretário de Estado da Saúde, Manuel Teixeira, e do presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, Luís Cunha Ribeiro.

Estudo
Cientistas descobriram, numa experiência com ratos, que o Meis1 é um dos genes implicados no desenvolvimento correto do olho,...

Os resultados da investigação, publicados na revista Development, revelam que o gene Meis1 coordena a expressão de um grande número de genes, por sua vez responsáveis pela formação, pelo desenvolvimento e pela diferenciação da retina neural nos estádios iniciais de formação do olho, assim como de outras partes do organismo.

"Vimos que a falta do gene Meis1 reduzia muito a formação do esboço do olho. Uma só cópia alterada era suficiente para o conseguir", afirmou, citada pela agência noticiosa Efe, uma das coordenadoras da investigação, Paola Bovolenta, do Centro de Biologia Molecular "Severo Ochoa", em Madrid, Espanha.

Posteriormente, através de análises genómicas, a equipa identificou "os genes alterados na ausência de Meis1" e viu que o gene "coordena um número muito grande de genes implicados no desenvolvimento do olho, que tem um papel fundamental na formação deste órgão e que as suas mutações podem gerar microftalmia", adiantou Paola Bovolenta.

A microftlamia é uma malformação congénita, pouco frequente, que faz com que o olho não se desenvolva bem e que a criança nasça com um ou os dois globos oculares mais pequenos do que o normal e com diversos graus de incapacidade visual, que podem chegar à cegueira.

A anomalia é responsável direta por 11 por cento dos casos de cegueira infantil nos países desenvolvidos, salienta a Efe.

O defeito pode ser hereditário, aparecer de forma espontânea ou ser gerado por agentes externos (como o medicamento Talidomida, comercializado na década de 60 e que provocou uma série de casos de malformações nos fetos). Na maior parte das situações, a microftlamia tem origem em mutações genéticas.

Segundo a investigadora Paola Bovolenta, a microftalmia "também pode vir acompanhada por defeitos na face, no ouvido ou no sistema muscular", uma vez que é provocada "por mutações em genes que são importantes para o desenvolvimento de tecidos distintos".

No estudo participaram igualmente cientistas do Centro Helmholtz de Munique, na Alemanha, e da Universidade da Austrália Ocidental.

Estudo revela
Um diagnóstico de excesso de peso aos 50 anos poderá estar ligado ao surgimento precoce da doença de Alzheimer em adultos dessa...

Segundo os especialistas do Instituto Nacional de Envelhecimento norte-americano (NIH, na sigla em inglês), cada unidade adicionada ao Índice de Massa Corporal (IMC, quociente entre o peso e o quadrado da altura) neste período conhecido como a meia-idade pode antecipar o surgimento da doença neurodegenerativa em seis a sete meses.

Estudos anteriores já tinham indicado que alterações no estilo de vida, como uma melhor dieta alimentar e a prática de exercício regular, podiam retardar o aparecimento de Alzheimer.

Os investigadores do NIH reuniram dados sobre um grupo de 1.394 doentes cognitivamente normais que realizou testes neuropsicológicos a cada dois anos durante uma média de 14 anos.

Dentro deste grupo, 142 pessoas desenvolveram a doença neurodegenerativa. Destas pessoas, aquelas com o maior IMC aos 50 anos foram as que desenvolveram mais rapidamente os sintomas de Alzheimer.

Os cientistas descobriram ainda que a obesidade na meia-idade também está associada a danos neurológicos no cérebro relacionados com a doença de Alzheimer.

“Estes resultados são importantes porque acrescentam uma quantidade significativa de conhecimento sobre a relação entre a obesidade e a doença de Alzheimer, mas acima de tudo indica que a manutenção de um IMC saudável a partir da meia-idade pode contribuir para a produção de um efeito protetor”, disse Madhay Thambisetty, principal autor do estudo.

Segundo o cientista, são agora necessários novos estudos, com um maior número de pacientes, que consigam determinar o IMC específico a partir do qual existe um elevado risco de manifestações precoces de Alhzeimer.

Os autores do estudo precisaram que os resultados estatísticos desta investigação não aprofundam os mecanismos associados ao excesso de peso e a obesidade que influenciam o surgimento da doença neurodegenerativa.

Publicado em Diário da República
A licença obrigatória gozada pelo pai aquando do nascimento de um filho passa a ser de 15 dias úteis, em vez de 10, a usufruir...

Uma lei hoje publicada em Diário da República altera algumas regras do Código de Trabalho, e de decretos lei anteriores, para reforçar os direitos de maternidade e paternidade, medidas que vão entrar em vigor com o próximo Orçamento do Estado, conforme é referido no documento.

"É obrigatório o gozo pelo pai de uma licença parental de 15 dias úteis, seguidos ou interpolados, nos 30 dias seguintes ao nascimento do filho, cinco dos quais" de modo consecutivo logo após o parto.

No decreto lei que estabelece o regime jurídico de proteção social na parentalidade, escreve o jornal Sol, é aumentado o número de dias de subsídio inicial exclusivo do pai para 15 dias úteis, contra os anteriores 10 dias.

A mãe e o pai trabalhadores têm direito, por nascimento de filho, a uma licença parental inicial de 120 ou 150 dias consecutivos, cujo gozo podem partilhar após o parto, e em simultâneo.

Mas, a lei acrescenta que, se os pais trabalharem na mesma microempresa, o usufruto da licença parental inicial ao mesmo tempo "depende de acordo com o empregador".

Os trabalhadores com filhos menores de 12 anos, ou em qualquer idade se forem portadores de deficiência ou de doença crónica, podem optar por trabalho a tempo parcial ou pelo regime flexível sem serem penalizados, tanto na avaliação como na progressão da carreira, é também estipulado.

Além das situações já previstas na lei, é agora acrescentada a possibilidade de o trabalhador com filho até três anos exercer a sua atividade em teletrabalho, embora dependa de ser compatível com as suas tarefas e da entidade patronal ter meios para aplicar este regime laboral.

A lei refere também que passa a ser contraordenação grave, em vez de leve, a violação da obrigação do empregador de comunicar, no prazo de cinco dias úteis, à entidade com competência na área da igualdade de oportunidades entre homens e mulheres o motivo da não renovação de contrato de trabalho a termo a uma trabalhadora grávida, puérpera ou lactante.

O trabalhador com filhos menor de três anos pode não ser abrangido pelo regime de adaptabilidade ou pela aplicação do regime de banco de horas, se não manifestar, por escrito, a sua concordância.

Nos EUA
O antiepilético da BIAL, o primeiro medicamento de patente e investigação portuguesa, acaba de ser aprovado pelo regulador do...

Aprovado em novembro de 2013 pela Food and Drug Administration (FDA) como terapêutica adjuvante em doentes adultos com crises epiléticas parciais, com ou sem generalização secundária, o acetato de eslicarbazepina pode agora ser administrado, nos Estados Unidos, em monoterapia em doentes que iniciam tratamento ou na sequência da mudança de outros antiepiléticos. Com base nos resultados positivos de dois ensaios de fase III, o acetato de eslicarbazepina torna-se assim o primeiro antiepilético, de toma única diária em libertação não prolongada, a poder ser usado isoladamente ou em combinação com outros antiepiléticos no tratamento de doentes adultos com crises epiléticas parciais.

“Esta é a segunda aprovação – a primeira a nível mundial para a indicação de monoterapia – que recebemos das autoridades reguladoras norte-americanas, cujos padrões de exigência são muito rigorosos. O nosso antiepilético chegará a um maior número de doentes ao poder ser utilizado tanto em monoterapia, como no tratamento adjuvante” afirma António Portela, CEO do grupo BIAL, para sublinhar “para nós esta aprovação traduz a confiança, a qualidade e segurança, quer do nosso medicamento, quer de toda a aposta que temos feito, e vamos continuar a fazer, na Investigação &Desenvolvimento (I&D) de novos fármacos”.

O desenvolvimento deste medicamento para a epilepsia envolveu 15 anos de investigação e um investimento superior a 300 milhões de euros. Na Europa, o acetato de eslicarbazepina foi aprovado pela Comissão Europeia em 2009 e está à venda em mais de 20 países – em mercados como o Reino Unido, a Alemanha, a França, a Espanha e a Itália. No continente Americano, a comercialização do fármaco da BIAL teve início em abril de 2014, nos EUA e Canadá.

Nos EUA, a epilepsia é a quarta doença neurológica mais comum, estimando-se que uma em cada 26 pessoas irá desenvolver uma crise epilética ao longo da vida. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, aproximadamente 50 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem desta patologia.

15 de setembro – Dia Mundial do Linfoma
Várias figuras públicas nacionais do ramo artístico e radiofónico aceitaram o desafio da Associação Portuguesa Contra a...

Luís Represas, Marco Paulo, Maria Ana Bobone, Pedro Ribeiro, Rui Veloso e Vasco Palmeirim são os nomes que se associam à iniciativa “Bolas de Sabão pelo Linfoma”. Com o apoio da Roche e a colaboração da Associação de Apoio aos Doentes com Leucemia e Linfoma (ADL) e da Associação Portuguesa de Leucemias e Linfomas (APLL), a ação será lançada no dia 15 de Setembro, data em que se assinala o Dia Internacional contra o Linfoma.

Num vídeo a divulgar na página de Facebook da Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL), os padrinhos convidam os portugueses a fazer bolas de sabão pelo linfoma e a partilhar vídeos e fotografias na página de Facebook da APCL (Facebook.com/AssociacaoPortuguesaContraLeucemia).

A mensagem de sensibilização será também levada às ruas de Lisboa por um grupo de voluntários que, no dia 15 de Setembro, percorrerá a cidade num autocarro, distribuindo folhetos informativos sobre a doença e oferecendo frascos de bolas de sabão à população. As pessoas serão convidadas a associar-se à iniciativa, cobrindo o céu com bolas de sabão, como forma de sensibilização e alerta para o linfoma. 

Processos em avaliação
Lei que prevê esta possibilidade tem um ano e aplica-se nos casos em que o Estado português não trata pacientes a tempo. Apenas...

Apenas oito portugueses pediram reembolsos ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) por tratamentos feitos noutro país da União Europeia.

A lei que pretende responder a quem não encontra uma cura a tempo em Portugal tem um ano, mas, na prática, ninguém teve ainda acesso a tratamentos programados no estrangeiro. Tratamentos que podem acontecer quando o SNS não dá resposta a um paciente em tempo útil.

Nos casos anteriores, desde setembro de 2014 que o Estado português arrisca-se a ter de pagar o tratamento feito por um doente num país da União Europeia. É isso que prevê a lei imposta por uma diretiva europeia sobre os cuidados de saúde transfronteiriços.

Os tratamentos programados no estrangeiro poderiam acontecer, por exemplo, em exames ou cirurgias com uma longa lista de espera.

Dos oito doentes que recorreram à nova lei, seis foram ao estrangeiro e depois pediram o reembolso, já tendo recebido um pedido de informações complementares pelo SNS. E dois optaram por fazer um pedido de autorização prévia antes de procurar tratamento na Europa. Os números foram avançados à TSF pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), cujo presidente já admitiu, numa entrevista à revista da associação de consumidores Deco, que o número de pedidos é, de facto, muito pequeno.

A maioria dos processos tinha falta de documentos e esta lei ainda será, segundo a ACSS, pouco conhecida dos portugueses.

Apesar de serem poucos, todos os casos de portugueses que pediram reembolsos por tratamentos no estrangeiros continuam em avaliação. Nenhum foi até agora aprovado pelo Estado português.

Relatório recomenda
Com o aumento da esperança de vida espera-se que as necessidades nas unidades de cuidados intensivos aumentem todos os anos....

Nas unidades de cuidados intensivos estão sobretudo doentes internados com infeções graves, doenças agudas ou crónicas agudizadas – “cada vez mais frequentes”, lê-se no relatório –, pós-operatórios com necessidade de meios extraordinários de suporte de vida ou monitorização, doentes em morte cerebral, que potencialmente podem ser dadores de órgãos, entre outras situações.

O relatório constata que as necessidades nesta área aumentarão porque ao aumento de idade da população se associa um aumento de complexidade das situações clínicas e do número de internamentos por pessoa, escreve o jornal Público.

Parte-se do pressuposto que existirá um acréscimo de necessidades de 1,5% ao ano para os próximos seis anos, o que totalizaria um acréscimo de 9% de camas até 2020. “Chegamos a uma necessidade no valor de 80 camas”, lê-se no documento disponível no Portal da Saúde. Atualmente existem 759.

Mas a necessidade de aumento encontra o seu maior obstáculo na falta de médicos com formação nesta área, os chamados intensivistas. “A partir de 2015 deveria ser reforçado o esforço de formação de recursos humanos que permitisse um aumento de camas entre 2017 e 2020”, defende-se. O coordenador do relatório, o médico Jorge Penedo, nota que o recente anúncio de abertura de 12 vagas para intensivistas pelo Ministério da Saúde pretende aumentar a capacidade de dar formação a médicos desta especialidade nos hospitais.

De acordo com relatórios internacionais citados no documento, “a situação de Portugal no que se refere à disponibilização de cuidados em medicina intensiva encontra-se abaixo daquela que é a mediana dos países europeus.” Os autores do documento notam que uma capacidade reduzida em cuidados intensivos é motivo de múltiplas problemas “inaceitáveis em  sociedades desenvolvidas”, “tais como cancelamento de cirurgias programadas, não recolhas de órgãos para transplantes, transferências inadequadas e altas demasiadamente precoces, exemplos claramente indiciadores de má pratica”.

Aponta-se também grandes assimetrias regionais, “num total global entre os mais baixos da Europa, a par de países como o Reino Unido, Holanda, Irlanda ou Grécia e abaixo da mediana europeia". Destaca-se que só a Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve se aproxima da mediana europeia (11,5 camas por 100.000 habitantes).

Na área dos cuidados intensivos pediátricos não se recomenda grandes alterações. Por exemplo, não existem cuidados intensivos para crianças na ARS do Alentejo, os doentes são transportados para a região de saúde de Lisboa, mas o relatório não recomenda a sua abertura. “Com o transporte inter-hospitalar pediátrico atualmente existente o custo-benefício da abertura de camas de cuidados intensivos pediátrico é pouco favorável à abertura.” Jorge Penedo explica que a não abertura não é recomendável por razões médicas, porque tem de haver um número de casos suficiente para garantir a existência de experiência técnica adequada. Só na ARS do Norte se defende a abertura de quatro novas camas de cuidados intensivos pediátricos, "contribuindo para a redução do número de transferências para a região centro."

Desde Abril
Desde Abril, com as novas regras, 76 clínicos voltaram ao serviço público. Entre 2011 e Março deste ano tinham sido só 117.

O número de médicos reformados que aceitaram regressar ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) disparou desde Abril, altura em que o Governo alterou as regras para os clínicos que estivessem disponíveis para voltar – permitindo nomeadamente o trabalho em regime de part-time e acumulação de remunerações. Entre 2011 e 2014, só 112 médicos tinham aceitado voltar aos hospitais e centros de saúde públicos. Nos primeiros meses deste ano tinham sido apenas cinco, mas desde Abril o valor disparou para 76.

“É com satisfação que registo que 76 colegas voltaram ao serviço público desde Abril, em quatro meses da nova legislação, a somar aos 116 que tinham voltado desde 2011”, afirmou o secretário de Estado adjunto do ministro da Saúde, num artigo de opinião no jornal Público. Até agora, 2011 tinha sido o ano com mais médicos a aceitarem voltar, num total de 64, indicam os dados enviados ao jornal Público pelo Ministério da Saúde. No ano seguinte foram apenas 22 e em 2013 o número caiu para dez. Em 2014 o valor ficou-se pelos 16 e nos primeiros três meses do ano tinham sido celebrados apenas cinco contratos. A tutela não esclareceu as especialidades destes médicos nem as zonas para onde vão trabalhar.

Em Fevereiro, numa comissão parlamentar de Saúde, em resposta aos deputados sobre as medidas que o Ministério da Saúde estava a implementar para ultrapassar as carências de profissionais no Serviço Nacional de Saúde, o ministro Paulo Macedo avançou que a tutela estava interessada em contratar mais médicos reformados e que iria alterar o regime em que esse regresso poderia ser feito. A principal diferença é que os clínicos podem voltar apenas em regime de tempo parcial, podendo prestar serviço num modelo de 20 horas semanais, em vez das 35 ou 40 horas.

A medida em questão tem o carácter de três anos e, em termos de remuneração, os médicos têm a vantagem de poder acumular a pensão que auferiam com um terço do valor das horas que vão trabalhar. Podem também optar por receber o salário na totalidade e apenas um terço da pensão. A contratação de reformados foi criada pela então ministra da Saúde, Ana Jorge (PS), para suprir a carência de recursos humanos no SNS e tem sido prolongada todos os anos pelo Governo de Pedro Passos Coelho.

No entanto, mesmo com esta subida, é praticamente impossível que a medida seja suficiente para estancar o efeito das saídas que têm acontecido nos últimos anos, numa altura em muitos concursos ficam desertos. Em cinco anos e meio mais de 3000 médicos aposentaram-se, sendo que 1400 saíram dos centros de saúde, uma das áreas com maior carência. Aliás, mais de um milhão de portugueses continua sem médico de família, com a pior cobertura a sentir-se na região de Lisboa e Vale do Tejo e com a melhor a Norte. Em muitos casos os clínicos pediram reformas antecipadas, mesmo com penalizações. Mesmo assim a tutela acredita que pode recuperar 400 médicos reformados em 2015 e contrapõe que o número total de médicos é agora superior ao do início da legislatura, apesar de muitas das entradas corresponderem a recém-especialistas.

Outra das medidas da tutela para suprir as carências passou pela criação, em 2015, de incentivos para os médicos que aceitem ser colocados nas zonas de maior necessidade. Recentemente foi anunciado também um incentivo para os médicos de família que aceitassem aumentar a lista de 1900 até 2500 utentes. O jornal Público pediu dados à tutela sobre os incentivos, mas não obteve resposta. No entanto, o ministro da Saúde explicou nesta segunda-feira, em Coimbra, que a falta de médicos no interior não pode ser resolvida “apenas com uma varinha mágica”, sendo necessário um conjunto de medidas integradas. Paulo Macedo, citado pela Lusa, defendeu que a resolução da falta de médicos em determinadas regiões do país passa por “um conjunto de medidas integradas e com múltiplas facetas e não apenas com uma varinha mágica”.

O ministro, que falava aos jornalistas à margem de uma visita ao Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, acrescentou ainda que devem existir “incentivos à interioridade como aqueles que foram divulgados”, mas sublinhou que a solução também está no facto de os próprios hospitais destas regiões conseguirem fixar mais internos que depois acabem por ficar nas instituições. Macedo sublinhou ainda o aumento de mais de dois mil médicos no Serviço Nacional de Saúde, admitindo que, apesar desse incremento, ainda “não são em número suficiente”. No entanto, insistiu que o Governo “tem feito um conjunto de esforços para levar mais médicos para o interior” e combater a assimetria na colocação dos profissionais.

Ministro da Saúde
Ministro sublinha o aumento de mais de dois mil médicos, admitindo que, apesar desse incremento, ainda "não são em número...

O ministro da Saúde disse que a falta de médicos no interior não pode ser resolvida "apenas com uma varinha mágica", escreve a Rádio Renascença, sendo necessário um conjunto de medidas integradas.

A resolução da falta de médicos em determinadas regiões do país passa por "um conjunto de medidas integradas e com múltiplas facetas e não apenas com uma varinha mágica", sublinhou o governante, que falava aos jornalistas à margem de uma visita ao Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra.

Segundo Paulo Macedo, têm de existir "incentivos à interioridade como aqueles que foram divulgados", bem como investimento nos hospitais, que estes "tenham idoneidades formativas, para que se façam lá os internatos" e que "as cidades ofereçam condições para os médicos se quererem estabelecer".

O ministro da Saúde sublinhou ainda o aumento de mais de dois mil médicos no Serviço Nacional de Saúde, admitindo que, apesar desse incremento, ainda "não são em número suficiente".

No entanto, o Governo "tem feito um conjunto de esforços para levar mais médicos para o interior" e combater a assimetria na colocação de médicos.

O ministro acredita que os incentivos podem ser atrativos, "se forem mantidos sistematicamente", garantindo um número de médicos suficiente. 

Medidas de prevenção
Um caso provável de infeção pelo vírus do Nilo, transmitido pela picada de mosquito, num residente no Algarve, que já teve alta...

Segundo um comunicado publicado no sítio de Internet da Direção-Geral de Saúde (DGS), é necessário que as autoridades reforcem os mecanismos de luta contra os mosquitos, sendo também aconselhado à população que reduza a exposição corporal à picada do mosquito, usando repelentes e redes mosquiteiras.

A DGS esclarece que o vírus não se transmite de pessoa para pessoa, mas "unicamente por picada de mosquito do género Culex" podendo, "em 20% das infeções, provocar doença febril com manifestações clínicas ligeiras, que raramente pode evoluir para meningite viral".

Entre as recomendações, está ainda a comunicação do caso provável a nível internacional, a implementação de ações que visem a segurança do sangue e seus componentes e da transplantação e a articulação com os serviços de veterinária, uma vez que os mosquitos infetados por aquele vírus podem também transmitir a infeção a animais, em particular cavalos.

O provável caso de doença pelo vírus, que circula nalgumas zonas da bacia mediterrânica, reuniu especialistas e dirigentes da DGS, do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), do Instituto Português do Sangue e da Transplantação, da Administração Regional de Saúde do Algarve e do Instituto de Higiene e Medicina Tropical, em articulação com a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária.

A DGS refere que a situação verificada no Algarve "continua a ser monitorizada e que qualquer alteração será comunicada", acrescentando que o INSA "está preparado para receber amostras e realizar o diagnóstico laboratorial" do vírus.

"As instituições citadas continuarão a acompanhar a situação e, em caso de necessidade, a atualizar a informação", conclui a DGS.

Ministérios da Educação e Saúde
O ministro da Educação, Nuno Crato, disse que, em conjunto com o Ministério da Saúde, vai ser criado “um sistema de juntas...

Questionado sobre o caso dos mais de 300 professores do distrito de Bragança que pediram condições específicas por motivo de doença, Nuno Crato afirmou que o ministério “está a acompanhar o que se está a passar com estes destacamentos, e já comunicou à Ordem dos Médicos um conjunto de casos”.

“Posso dizer-vos também que, em conjunto com o Ministério da Saúde, nós estamos a prever a realização de algumas juntas médicas para verificar o que se está a passar”, afirmou o ministro aos jornalistas, no final da cerimónia de assinatura das portarias de criação do Centro Universitário de Medicina da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto - Centro Hospitalar São João (FMUP-CHSJ) e do Centro Académico Clínico Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar - Centro Hospitalar do Porto (ICBAS-CHP).

O governante ressalvou, ladeado pelo seu homólogo da Saúde, que a situação “não pode pôr em causa o direito dos professores (…) de poderem trabalhar em locais mais perto dos sítios onde seguem os seus tratamentos ou onde têm apoio familiar ou outras razões desse tipo”.

“Há uma legislação para estes professores que estão nestas condições de saúde graves e nós temos de os proteger. O que temos de fazer ao mesmo tempo é evitar abusos, evitar ilegalidades. Esses abusos e essas ilegalidades, caso existam, serão investigados e serão, como é evidente, corrigidos e punidos. É um assunto com o qual vamos proceder de uma maneira muito séria”, declarou Crato.

O ministro da Educação sublinhou que, “surgindo algumas suspeitas ou queixas da existência de abusos, é obrigação do ministério investigar o que se passa”, o que “foi feito de imediato, com a Inspeção-Geral", que seguiu o assunto.

“Foram comunicadas algumas informações à Ordem dos Médicos e agora o senhor ministro da Saúde e eu vamos pôr em marcha um sistema de juntas médicas que permitirá seguir o que se está a passar”, afirmou Nuno Crato.

Algumas dezenas de professores manifestaram-se hoje em Bragança, contra o número elevado de destacamentos por doença de colegas, num caso que já apelidam de “epidemia” e que querem que seja averiguada pelas entidades competentes.

Mais de 300 professores do distrito de Bragança pediram condições específicas por motivo de doença, o que lhes permitiu serem colocados mais próximo de casa e faz deste ano letivo recordista da chamada mobilidade especial.

O caso do número elevado de professores a recorrerem à mobilidade especial foi noticiado pelo jornal Mensageiro de Bragança, no final de julho, num artigo que dava conta da alegada epidemia que terá incapacitado os docentes desta região.

Estudo
Cientistas detetaram um novo peptídeo ativo, um tipo de molécula formada pela união de vários aminoácidos, com implicações na...

A molécula em causa, o peptídeo amiloide-(eta), passou despercebida, durante anos, aos investigadores, que creem, agora, que desempenha um papel relevante na inibição dos neurónios no hipocampo cerebral.

A partir de estudos com ratos e testes com doentes de Alzheimer, a equipa de cientistas concluiu que o novo peptídeo pode diminuir a capacidade do cérebro para reter informação.

A doença de Alzheimer, patologia neurodegenerativa, está ligada ao aparecimento de placas amiloides no cérebro, mas os estudos têm-se centrado no peptídeo beta-amiloide, o principal componente dessas placas.

Segundo o estudo publicado na Nature, a acumulação do novo peptídeo, o amiloide-(eta), sintetizado a partir da proteína precursora de amiloide, também altera as funções neuronais.

A equipa de investigadores liderada por Michael Willem, da Universidade Ludwig-Maximilian, na Alemanha, sugere que o amiloide-(eta), que o cérebro produz por si mesmo, está associado ao aparecimento de agregados neurotóxicos no hipocampo, uma irregularidade que se estende mais tarde a todo o cérebro.

O funcionamento dos peptídeos amiloide-(eta) e beta-amiloide é distinto: enquanto o primeiro torna mais difícil a estimulação dos neurónios, o segundo torna-os hiperativos.

Infarmed
A Agência Alemã do Medicamento emitiu um alerta internacional relativo ao medicamento Meropenem Hospira, pó para solução...

A empresa Hospira Portugal, Lda., titular da autorização de introdução no mercado (AIM) em Portugal, irá proceder à recolha dos seguintes lotes de medicamentos:

  • Meropenem Hospira, pó para solução injetável ou para perfusão, 1000 mg

1 - Lote nº 601E182Z, com validade de Out./16

2 - Lote nº 601E191Z, com validade de Nov./16

Assim, o Infarmed determina a suspensão imediata da comercialização destes lotes.

Atendendo a que este medicamento é de uso exclusivo hospitalar, as entidades que dele disponham não o devem vender ou administrar, mas sim, proceder à sua devolução.

Erros refrativos, ambliopia e estrabismo
Uma grande percentagem de crianças em idade escolar têm défices da função visual que podem interferir com as capacidades de...

Numa altura em que o início do novo ano escolar se aproxima, a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia alerta para a importância da deteção precoce dos problemas visuais das crianças. O método ideal é através de rastreios. O primeiro rastreio deve ocorrer antes dos 3-4 anos. Nesta primeira observação o oftalmologista poderá detetar problemas de visão que passam despercebidos aos pais.

Pedro Menéres, membro da Direção da SPO, afirma que “sendo os erros refrativos (miopia, hipermetropia e astigmatismo) os problemas oculares mais frequentes nesta faixa etária, a ambliopia e o estrabismo acabam por ser os mais graves. Estima-se que cerca de uma em cada cinco crianças em idade escolar tenham défices de função visual provocado por uma destas patologias (ou outras menos frequentes) e nem todas recebem a ajuda que merecem”.

“Muitas crianças não se queixam de qualquer dificuldade. Se um olho vê bem e o outro é amblíope e mesmo quase não vê, tudo pode passar despercebido até à realização de uma avaliação da visão e da graduação que deve sempre ser realizada pelo Oftalmologista. Uma criança apenas com um olho bom pode não dar qualquer sinal de alerta”, refere o especialista.

Os educadores, pais e outros familiares devem estar atentos. “Quando existe má visão dos dois olhos o problema nota-se mais: o aproximar-se em demasia e constantemente pode ser o único sinal e não deve ser desvalorizado”, afirma Pedro Menéres. “Fechar ou tapar um dos olhos e os erros na escrita são sinais de alerta. A vontade de esfregar os olhos ou as dores de cabeça, os olhos vermelhos ou lacrimejantes, estrabismo ou fotofobia (dificuldade em suportar a luz) são sintomas que não podem ser ignorados e devem levar os pais a procurar um oftalmologista, em qualquer idade”.

Do ponto de vista médico o ideal é rastrear cedo. Assim, o especialista recomenda como “fundamental realizar uma primeira observação oftalmológica entre os 3 e os 4 anos. Neste idade a criança colabora numa avaliação com qualidade e conseguimos recuperar a maioria dos olhos amblíopes” (também conhecidos por olhos preguiçosos). Pedro Menéres refere que o ideal seria a existência de um programa nacional de rastreio dos fatores que levam à ambliopia a todas as crianças a partir do ano de idade.

Catarina Paiva coordenadora do Grupo Português de Oftalmologia Pediátrica e Estrabismo da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia, afirma que “é na infância que se podem e devem prevenir os problemas da visão, de forma a não se revelarem limitadores da função visual na idade adulta. As doenças oftalmológicas podem ser tratadas nas crianças evitando incapacidades e faltas de rendimento associadas à ambliopia. A ambliopia não pode ser tratada mais tarde. A partir dos 7-8 anos de idade não é recuperável”.

A presidente da SPO, Maria João Quadrado, recomenda que se realizem rastreios visuais o mais cedo possível dando a máxima atenção aos mais novos, conforme merecem. Estes rastreios devem realizar-se aos 3 anos de idade e antes do início do ano escolar.

Governo
O ministro da Saúde, Paulo Macedo disse em Coimbra que o Governo está a verificar se há condições, em termos de qualidade, de...

O fornecimento da vacina contra a tuberculose (BCG) está indisponível nos hospitais e centros de saúde desde maio, sendo que o Governo está a avaliar "as condições, em termos de qualidade", de um segundo fornecedor, este asiático, depois de se ter verificado um problema de produção da vacina no único laboratório que fabrica para a Europa, referiu Paulo Macedo.

Segundo o ministro da Saúde, a situação está "dependente do fornecedor".

A única vacina BCG que está autorizada em Portugal, e na maioria dos países europeus, é produzida por um laboratório público da Dinamarca, mas, nos últimos anos, o fornecimento da vacina tem sofrido interrupções de duração variável.

"Não há qualquer dado" nem as crianças estão a ser "prejudicadas por não serem vacinadas neste período de tempo", garantiu Paulo Macedo, que falava aos jornalistas à margem de uma visita ao Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC).

No Hospital Pediátrico, o ministro assistiu à inauguração da "smart classroom" (sala de aula inteligente).

A sala, que resulta de uma parceria entre a Samsung e o CHUC, vai permitir dar resposta à garantia de continuidade do processo de ensino das crianças em idade escolar que estão internadas no Pediátrico de Coimbra.

O espaço, equipado com tablets e um ecrã, permite aproximar o doente do ensino, através da participação remota nas atividades escolares, com recurso a tecnologias de informação.

O protocolo, que tem um valor de cerca de 18 mil euros, vai disponibilizar 30 tablets, com os alunos a poderem assistir a aulas via skype, disse Ana Catarina Violante, uma das quatro professoras do Pediátrico.

A funcionar no início do ano letivo 2015/2016, a sala inteligente permite assistir a aulas "em tempo real", numa medida que deve abranger cerca de 150 alunos que passam pela área de ensino do Pediátrico, sublinhou.

Esta é uma das cinco salas que a Samsung pretende instalar no país.

Até ao momento, já foram inauguradas as salas inteligentes no Hospital de São João, no Porto, e no CHUC, em Coimbra, estando previstas a abertura de duas salas em Lisboa e uma em Faro.

37,6 milhões de euros
O presidente do Instituto Português de Oncologia de Coimbra, Manuel António da Silva, afirmou que esta instituição quer...

O projeto de 37,6 milhões de euros, em que é assegurado o autofinanciamento de 65%, permite a substituição de dois aceleradores lineares, equipamento de imagiologia e medicina nuclear e remodelação das áreas cirúrgicas.

O investimento prevê ainda a ampliação do edifício de oncologia e aquisição de uma unidade de tratamento designada por Tomoterapia, que "será a primeira do tipo a ser instalada em Portugal", sublinhou Manuel António da Silva, que falava durante a assinatura de um protocolo com o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra.

Presente na cerimónia, o ministro da Saúde, Paulo Macedo, frisou que o Governo decidiu fazer um aumento de capital do Instituto Português de Oncologia (IPO) com o objetivo de apoiar este investimento.

"Estamos a falar de futuro, de investimento e inovação, de novos acordos e sinergias" e novas formas de "colaboração", que beneficiam "sobretudo os doentes", referiu o ministro, que aproveitou a ocasião para entregar ao IPO de Coimbra a medalha de ouro do Ministério da Saúde.

Apesar do investimento, o IPO de Coimbra sente uma carência de recursos humanos.

Durante a cerimónia, Manuel António da Silva alertou para a falta de efetivos no quadro de pessoal, considerando que a escassez de recursos tem causado "fortes constrangimentos".

O IPO de Coimbra tinha 912 efetivos no quadro de pessoal em 2014, menos 100 do que o previsto pelo quadro de pessoal aprovado em agosto desse mesmo ano (1.012 lugares), o que faz com que o atual número de efetivos esteja aquém do necessário, sublinhou.

Na carreira médica, "das 21 necessidades identificadas, foram atribuídas apenas seis vagas ao IPO de Coimbra", sendo que a carência é especialmente sentida nas "especialidades de anestesiologista, cardiologia, cirurgia plástica e reconstrutiva, ginecologia e pneumologia", apontou.

Segundo Manuel António da Silva, há também necessidades de contratação de técnicos de diagnóstico e terapêutica, enfermeiros e assistentes operacionais.

A escassez de recursos tem "potenciais consequências na prestação de cuidados e no aumento de tempo médio de lista de espera cirúrgica", salientou.

Doença do sangue
A anemia é uma doença do sangue caracterizada por uma diminuição da quantidade total do número de gl
Colheita de sangue para análise da anemia

A palavra "anemia" deriva do grego e significa "privação de sangue". É caracterizada por uma diminuição da quantidade total do número de glóbulos vermelhos ou de hemoglobina do sangue (concentração de hemoglobina inferior a 0,13g/ml no homem e a 0,12g/ml na mulher).Por sua vez, a hemoglobina é constituída por um pigmento vermelho chamado heme, que dá a cor vermelha característica do sangue. É um pigmento especial predominante no sangue, cuja função é transportar o oxigénio. Transporta o oxigénio dos pulmões até os tecidos do corpo. Depois, inverte sua função e recolhe o dióxido de carbono, transportando-o até os pulmões para ser expirado.

Assim, há anemia quando há diminuição do número ou produção de glóbulos vermelhos ou do seu conteúdo (hemoglobina). Pode também ocorrer quando há destruição exagerada dos mesmos.

Diagnóstico da anemia

O hemograma é o principal exame para o estudo da anemia, aonde se observa diminuição na taxa de hemoglobina. A dosagem de ferro no sangue e a pesquisa de sangue oculto nas fezes também fazem parte do estudo da anemia. Algumas vezes há necessidade de se examinar a medula óssea, local formador das células componentes do sangue. Este exame permite também estudar e identificar inúmeras doenças, desde aquelas próprias do sangue (como a anemia e a leucemia, por exemplo) até infecções e doenças alérgicas.

Causas da anemia

A anemia pode dever-se à deficiente produção de glóbulos vermelhos, sendo que a mais frequente se deve à falta de ferro, denominada anemia ferropénica, e à destruição exagerada dos glóbulos vermelhos, que surgem com formas anormais, sendo a sua causa de ordem genética (como a talassémia e a anemia de células falciformes). No entanto, a anemia pode ter diversas causas que variam desde uma alteração genética até a má alimentação.

Sintomas da anemia

Os sintomas de anemia estão sempre relacionados com o fornecimento inadequado de oxigénio às células de todo o corpo e variam conforme a causa da anemia. Contudo, podem ocorrer sintomas como cansaço, fraqueza generalizada, sono, incapacidade de praticar exercícios, tonturas, sensação de desmaio, palidez cutânea e das mucosas, dificuldade em concentração, lapsos de memória, dor de cabeça, unhas fracas e quebradiças, pele seca, dor nas pernas, inchaço nos tornozelos, queda de cabelo e falta de apetite.

Tratamento da anemia

O tratamento da anemia depende da sua causa, mas ele pode incluir a toma de medicamentos, suplementos alimentares e o aumento do consumo de alimentos ricos em ferro e de alimentos ricos em vitamina C para potencializar a absorção do ferro presente nestes alimentos.
No entanto, é correcto que o tratamento se baseie num diagnóstico que especifique a sua causa exacta. Em certas situações deve ser feita a reposição de ferro ou ácido fólico, em outras de vitamina B12. Há situações em que existe a necessidade de transfusão de sangue.

Tipos de anemia

Anemia falciforme

Este tipo de anemia é genética e causa a destruição das células vermelhas do sangue e gera sintomas como icterícia, inchaço nas mãos e nos pés, dor em todo o corpo e deve ser tratada com uma boa alimentação, transfusão de sangue e por vezes, penicilina.

Anemia ferropriva

Este tipo de anemia é causada pelo baixo consumo de alimentos ricos em ferro ou hemorragias, e é identificada num simples hemograma, o seu tratamento consiste na boa alimentação e na suplementação de ferro.

Anemia Perniciosa

A anemia perniciosa é causada pela deficiência de vitamina B12 no organismo e gera além dos sintomas típicos da anemia, neuropatia e diminuição da concentração de ácido gástrico no estômago, podendo resultar em graves danos neurológicos, se não houver o tratamento adequado.

Anemia aplástica

É uma doença auto-imune onde a medula óssea diminui a produção de células sanguíneas. O seu tratamento surge através de um transplante de medula óssea e transfusão de sangue. Quando não é devidamente tratada pode levar à morte em menos de 1 ano.

Anemia hemolítica

Este tipo de anemia produz anticorpos que destrói as células sanguíneas e é mais comum em mulheres do que nos homens, gerando sintomas como palidez, tonturas, marcas roxas na pele, pele e olhos secos, entre outros. Felizmente tem cura e esta pode ser alcançada através de terapêutica medicamentosa. Por vezes é necessária a remoção do baço.

Anemia de fanconi

De origem genética, caracteriza-se por apresentar sintomas como anomalias nos dedos e na face. Pode ser diagnosticada por volta dos seis anos de idade ao observar os sinais clínicos da doença. O seu tratamento é feito através de umtransplante de medula óssea e com medicamentos imunossupressores.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
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O estigma associado à incontinência urinária muitas vezes impede o homem de procurar assistência méd
Homem com incontinência urinária

A incidência da incontinência urinária entre homens de 50 anos comparada com mulheres da mesma idade é menor, no entanto, estima-se que mais de 190.000 homens são afectados por problemas urinários em Portugal. A incidência masculina aumenta com a idade, mas não aumenta apenas em função da idade, estando directamente relacionada com outras enfermidades como inchaço da próstata, cancro da próstata e condições neurológicas como a doença de Parkinson e a doença de Alzheimer. Em menor extensão, a incidência da diabetes e de peso em excesso, assim como outros factores de risco, aumentam a incidência da incontinência urinária no homem.

 

Diagnóstico da incontinência urinária

A fim de determinar qual o tipo de incontinência e o respectivo tratamento, o especialista elabora um historial detalhado do doente e/ou exame físico tomando nota de quaisquer cirurgias anteriores, e de outras enfermidades ou medicações. A qualidade de vida é também avaliada para determinar o impacto da incontinência no indivíduo e ao mesmo tempo avaliar a mobilidade e o acesso ao WC.

Ou seja, o estudo da incontinência urinária masculina deve ser criterioso e completo e para isso pode incluir:

História clínica:
São inquiridos aspectos como o início dos sintomas, a duração dos mesmos, os factores que possam ter contribuído ou causado o problema (cirurgias, medicamentos, outras doenças, etc.), a frequência e quantidade das perdas, os factores associados às mesmas, etc.

Diário miccional:
Consiste no registo, por parte do doente, das horas a que urina voluntariamente e das perdas e respectiva quantidade, bem como de eventuais sintomas associados. O diário miccional permite não só objectivar a "vida" miccional do doente, mas também permite ao doente materializar e compreender melhor as suas queixas, bem como auto-avaliar as melhorias com a terapêutica instituída, melhorando a sua auto-confiança e qualidade de vida.

Exame físico:
Para além do exame objectivo geral é realizado o toque rectal em todos os doentes, que permite avaliar o tamanho aproximado da próstata, bem como a sua textura, superfície, consistência, regularidade, limites, presença de nódulos, dor à palpação e tónus esfincteriano anal. Para além disso, é também feito o exame da região genital e a palpação abdominal.

Pad test:
Este teste consiste em fazer esforços standardizados, ou seja, tosse ou esforço abdominal (manobra de Valsalva) com protecção com um penso e posterior pesagem do penso para determinar a quantidade de urina perdida. É um método fácil de quantificar as perdas.

Urofluxometria:
A urofluxometria consiste numa micção para um funil acoplado a um aparelho que mede o volume de urina por unidade de tempo. É um exame fácil, rápido e não invasivo, que permite quantificar o fluxo de urina. Os principais parâmetros avaliados são a conformação da curva de fluxo, o fluxo máximo, o fluxo médio e o tempo de duração da micção.

Ecografia vesical com medição do resíduo pós-miccional:
A ecografia vesical permite avaliar a espessura e contornos da parede vesical, para além de permitir também diagnosticar divertículos e cálculos vesicais.

Ecografia prostática transrectal:
A ecografia prostática transrectal é o melhor exame para a avaliação da próstata. Permite avaliar com precisão o volume, a sua conformação, os seus limites e contornos, bem como a presença de nódulos, quistos e calcificações. Permite também avaliar a presença de um eventual lobo médio, que é frequentemente um dos principais responsáveis por obstrução infravesical. A próstata também pode ser avaliada por ecografia supra-púbica, uma técnica em tudo semelhante à ecografia vesical. Esta permite caracterizar melhor a relação da próstata com o pavimento vesical, nomeadamente a morfologia de um lobo médio.

Uretrocistoscopia:
A uretrocistoscopia permite avaliar a aparência do esfíncter, a integridade da uretra, a presença de apertos da uretra, a próstata e a bexiga.

Apesar de geralmente bem tolerado, é um exame invasivo, com um risco de infecção urinária de cerca de 2,4 por cento.

Estudo urodinâmico:
O estudo urodinâmico é um estudo funcional do aparelho urinário baixo.

Tem particular importância na determinação da causa da incontinência urinária e na definição do tipo de terapêutica e expectativas a ter. É um exame demorado (cerca de 30 a 60 minutos) e invasivo, pois é necessária a introdução de uma sonda na bexiga e de uma sonda rectal, com um pequeno balão na sua extremidade.

Sintomas associados à incontinência urinária

A incontinência urinária no homem pode estar associada a um conjunto de sintomas, que são chamados de sintomas do aparelho urinário inferior, habitualmente referidos como LUTS (designação inglesa lower urinary tract symptoms). Estes são inespecíficos, podendo ser causados por múltiplas situações. Os sintomas do aparelho urinário inferior são classificados em sintomas de esvaziamento, também chamados sintomas obstrutivos, e sintomas de armazenamento, também chamados sintomas irritativos.

Os sintomas de esvaziamento (obstrutivos) são a hesitação, ou seja, o atraso no início da micção, particularmente ao acordar, o esforço miccional, a diminuição da força e do calibre do jacto miccional, o prolongamento ou intermitência da micção, a sensação de esvaziamento vesical incompleto, o gotejo terminal e a retenção urinária. A intensidade dos sintomas obstrutivos pode ir desde uma ligeira hesitação ao iniciar a micção matinal, à retenção urinária aguda, que deve ser resolvida com urgência, através de algaliação ou punção suprapúbica.

Os sintomas de enchimento (irritativos) são resultantes de alterações vesicais, quer anatómicas, quer funcionais. Eles são a urgência miccional, a urgeincontinência, a polaquiúria e a noctúria.

Aos 50 anos, cerca de 20 a 30 por cento dos homens têm LUTS, aumentando a sua incidência para os 30 a 55 por cento aos 80 anos.

Tipos de Incontinência Urinária Masculina

É muito importante perceber qual o tipo de incontinência que afecta cada doente. E que pode ser classificada em:

  • Dribbling terminal

O dribbling terminal é uma condição benigna. Geralmente, não é necessário mais estudo ou tratamento. Pode ser resolvido com uma contracção forte dos músculos pélvicos e com a compressão manual da uretra logo após a micção.

  • Incontinência urinária de esforço

No homem a incontinência urinária de esforço ocorre geralmente após uma cirurgia à próstata, embora não seja desconhecida noutras circunstâncias, e consiste na perda involuntária de urina durante uma actividade como tossir, correr, saltar, etc., diferindo de pessoa para pessoa. Alguns indivíduos apenas perderão uma pequena quantidade de urina esporadicamente, possivelmente durante um curto período de tempo, ao passo que outros poderão perder urina constantemente e por longos períodos de tempo. Muitos recuperam da incontinência por completo mediante um tratamento adequado.

  • Urgeincontinência - sintomas de bexiga hiperactiva

A incontinência de urgência é definida como perda involuntária de urina acompanhada de uma vontade forte de urinar. O maior factor de risco para a incontinência de urgência é o aumento de volume de um órgão (por ex. Hiperplasia Benigna da Próstata) e uma cirurgia anterior.

  • Incontinência urinária mista

É utilizado o termo incontinência mista quando existem sintomas de incontinência de urgência e incontinência de esforço.

  • Incontinência urinária por regurgitação

A incontinência urinária por regurgitação consiste numa perda de urina resultante do excesso de pressão da urina dentro da bexiga resultante de uma obstrução à sua saída, ou seja, a nível prostático ou uretral.

Tratamento da Incontinência Urinária Masculina

Os avanços da medicina na área que se ocupa do seu diagnóstico e tratamento permitem a cura da maior parte dos casos. São várias as opções e que o especialista adequará a cada caso.

Terapêutica Comportamental/alteração de estilo de vida

Consiste no ensino de hábitos quotidianos que visam melhorar a qualidade de vida e o controlo da sintomatologia, nomeadamente na micção em tempos determinados, na regulação da ingestão de líquidos durante o dia, no suster da micção quando uma sensação de urgência surge, na evicção de actividades ou esforços conhecidos como provocadores de perdas, entre outros.

Fisioterapia – Exercícios de Kegel

A fisioterapia pode ter bons resultados, ajudando na recuperação da continência. No entanto, se o especialista não considerar os resultados satisfatórios passadas 8 a 12 semanas, poderão considerar-se tratamentos interventivos.

Exercícios de Kegel

Estes são exercícios simples, realizados pelo doente sem necessidade de assistência. Consistem em contracções dos músculos do pavimento pélvico com a intenção de evitar uma eventual micção ou dejecção. Estas contracções devem ser fortes e mantidas durante o máximo de tempo possível, com uma breve pausa entre elas. Os exercícios podem ser repetidos em diferentes posições.

Reabilitação Perineal / Reeducação Pélvica

O treino da bexiga é uma forma altamente eficiente de tratar, por exemplo, a incontinência de urgência. A capacidade da bexiga é aumentada incrementalmente em pequenos passos controlados. A cooperação e auto motivação do doente são importantes para assegurar o máximo sucesso.

Bio-feedback e electroestimulação

Ajudam na execução de exercícios para os músculos do pavimento pélvico e idealmente devem ser recomendados por um fisioterapeuta ou por um profissional em incontinência. Foram realizados estudos para analisar o papel do biofeedback e da electro-estimulação na incontinência urinária pós-prostatectomia e em muitos casos revelaram-se benéficos.

Medicamentos

Em alguns casos, podem ser utilizados medicamentos semelhantes aos utilizados na incontinência urinária feminina, promovem a maior contracção dos músculos dos esfincteres urinários.

Cirurgia

De facto, na área cirúrgica ocorreram nos últimos anos grandes avanços: as cirurgias minimamente invasivas, já usadas em Portugal, podem ser feitas em regime de internamento hospitalar de um ou dois dias, ou em regime de ambulatório, isto é, sem necessidade de recorrer a internamento hospitalar, ou mesmo em regime de consultório com injecções periuretrais. De salientar, que estas cirurgias minimamente invasivas vieram revolucionar os procedimentos cirúrgicos, ao constituírem-se como técnicas mais simples, mais seguras e fiáveis, permitindo uma recuperação mais rápida e com excelentes resultados.

A decisão sobre qual o tipo de cirurgia a ser sujeito cabe ao médico especialista.

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“Incontinência urinária é também um problema cultural”

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
A insuficiência renal é caracterizada pela perda parcial ou total da função renal, com uma origem mu

Nos casos em que não é possível travar a evolução da doença ou naqueles em que a lesão é muito significativa, a parte que continua em funcionamento ir-se-á degradando e o seu trabalho de limpeza será insuficiente.

Devido a esta insuficiência da função dos rins, acumulam-se no organismo substâncias que são normalmente eliminadas na urina.

A Insuficiência Renal Crónica Avançada é uma doença que põe em risco a vida do doente e requer tratamento para substituir algumas das funções que o rim já perdeu -Tratamento de Substituição da Função Renal (TSFR).

Estes tratamentos de substituição podem ser:

Domiciliários

  • Diálise Peritoneal Automática (DPA) e Diálise Peritoneal Contínua Ambulatória (DPCA)
  • Hemodiálise Domiciliária

Em hospitais ou centros especializados

  • Hemodiálise
  • Transplantação Renal: é a opção que proporciona um tratamento mais próximo do funcionamento dos rins saudáveis. Os transplantados podem ter uma vida relativamente normal, com poucas restrições alimentares.

Porquê a Diálise em Casa?

Alguns estudos demonstram que entre 35 e 55% dos doentes preferiam ser tratados em casa, caso tivessem opção de escolha1,2. Adicionalmente, cerca de 50% dos médicos nefrologistas pensa que a Diálise Domiciliária é a melhor opção de tratamento para a diálise a longo prazo3.

Do ponto de vista clínico a Diálise Peritoneal (DP) oferece algumas vantagens, das quais destacamos:

  • Globalmente, os doentes em DP apresentam uma sobrevida semelhante ou melhor face aos doentes em HD3-11 
  • Os doentes em DP têm menor taxa de infecções do que os doentes em HD e as infecções em doentes em DP causam menos hospitalizações e contribuem para um menor risco de vida12-17 
  • A DP é mais adequada aos objectivos dos doentes de longo prazo - resultados melhorados após transplantação e preservação do capital vascular19-21 
  • Os doentes em DP apresentam um grau de satisfação superior com a sua terapêutica e uma maior qualidade de vida 22-23. 

Neste sentido, a Diálise Peritoneal, poderia ser incrementada de 6% para valores mais próximos da realidade europeia. Tendo em conta a existência de duas opções de diálise, a Diálise Peritoneal e a Hemodiálise, e que do ponto de vista clínico, em média, cerca de 70% dos doentes com Insuficiência Renal Crónica são elegíveis para Diálise Peritoneal, poderia chegar-se a uma penetração de 35% de DP.24

Uma das principais razões para esta discrepância prende-se com a falta de informação sobre as várias opções de diálise entre os doentes, mas também entre os profissionais de saúde.

A Diálise Domiciliária (quer seja Diálise Peritoneal ou Hemodiálise Domiciliária) é sinónimo de mais liberdade e flexibilidade. Em casa, os doentes podem planear os tratamentos de acordo com as suas necessidades e horários, não sendo necessárias deslocações periódicas a instituições de cuidados de saúde. Os doentes em Diálise Peritoneal realizam entre uma a duas visitas por mês, em média à unidade de saúde. Adicionalmente, os doentes em DP têm menores problemas relacionados com infecções que os obriguem a deslocar-se ao centro, sendo esta uma das razões mais comuns de internamento de doentes em diálise no hospital.

Em suma, de uma forma geral, as pessoas em diálise domiciliária podem ter um estilo de vida muito mais independente, com maior liberdade para trabalhar e continuar a sua actividade diária.

Diálise Peritoneal Automática (DPA)

  • A DPA efectua-se em casa, normalmente à noite, enquanto se está a dormir. Uma máquina (cicladora) controla o tempo para efectuar as trocas necessárias, drena a solução utilizada e introduz a nova solução de diálise na cavidade peritoneal.
  • No início do tratamento énecessário preparar as linhas e as soluções, ligar a máquina e conectar o cateter do doente. A cicladora efectuará as trocas programadas normalmente durante 8-10 horas. De manhã, o doente só tem que se desligar da máquina.
  • As máquinas de Diálise Peritoneal Automatizada são seguras, são fáceis de gerir e podem ser utilizadas em qualquer lugar em que haja electricidade.
  • Trata-se de uma opção de tratamento ideal para as pessoas que trabalham, para as crianças em idade escolar e para aqueles que precisam de ajuda para realizar diálise (Diálise Peritoneal assistida).

Diálise Peritoneal Contínua Ambulatória (DPCA)

  • A maioria dos doentes em DPCA precisa de efectuar 3 ou 4 trocas diárias. A drenagem do líquido requer entre 10 a 20 minutos e a duração da infusão da nova solução é de 5 a 10 minutos.
  • Para a aprendizagem são necessárias entre uma a duas semanas, não sendo necessárias agulhas.
  • O tratamento pode ser feito em casa, no local de trabalho ou outro local que tenha condições adequadas, podendo ser adaptado a diversos horários consoante as necessidades.
  • É preciso dispor de espaço em casa para guardar o material necessário à realização da terapêutica.
  • A dieta e a ingestão de líquidos habitualmente são menos restritivos do que no tratamento de hemodiálise.

Para mais informação contacte:· APIR - Associação Portuguesa de Insuficientes Renais

Via Principal de Peões, Lote 105, Loja B, Zona I, Chelas, 1950-244 Lisboa

Telefone: +351 218 371 654 Fax:+351 218 370 826

Internet: http://www.apir.org.pt E-Mail: [email protected] 

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(12) UK 2008 Renal Registry Report

(13) Fenton SSA, Schaubel DE, Desmeules M et al.Hemodialysis versus peritoneal dialysis: a comparison of adjusted mortality rates. Am J Kidney Dis 1997; 30: 334-342

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(23) USRDS Relatório de 2008

(24) Mendelssohn et al (2009). Renal replacement therapy NDT

Informação cedida por:Baxter Médico Farmacêutica Lda,

Sintra Business Park

Zona Industrial da Abrunheira, Edifício 10, 2710 - 089 Sintra

Tel. 21 9252500 Fax: 21 915 8209

www.baxter.pt

Ref. Baxter PT: 103/12; Data Ref. Baxter PT 10/2012

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