Fundação Portuguesa de Cardiologia
Fundação Portuguesa de Cardiologia lança campanha para captação de donativos através do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas...

A Fundação Portuguesa de Cardiologia (FPC) está a promover uma campanha de captação de donativos através do preenchimento, na declaração de IRS, da rubrica Consignação a Instituições particulares de solidariedade social ou pessoas coletivas de utilidade pública.

Segundo dados da Direção-Geral da Saúde, em 2013 e pela primeira vez, a taxa de mortalidade por doenças do aparelho circulatório fixou-se abaixo dos 30%. Contudo, estas continuam a ser a principal causa de morte em Portugal, com 29,5% do peso na mortalidade total nesse mesmo ano.

A Fundação Portuguesa de Cardiologia, através dos seus rastreios cardiovasculares e do seu trabalho de educação para a saúde, continua a combater estes números, sensibilizando a população portuguesa para a importância do controlo dos fatores de risco e adoção de hábitos saudáveis.

Ao apoiar esta causa, através da Declaração de IRS, os contribuintes não irão pagar mais nem receber menos, isto porque os 0,5% são retirados do imposto já retido pelo Estado. Assim, ao preencher, os contribuintes deverão colocar no quadro 11 uma cruz (X) à frente de “Instituições particulares de solidariedade social ou pessoas coletivas de utilidade pública” e indicar, no campo 1101, o NIF da Fundação Portuguesa de Cardiologia – 500 936 994.

Deste modo, o valor será automaticamente canalizado para a Fundação, sem quaisquer encargos para o contribuinte.

Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra
A equipa de transplantação hepática do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra acaba de realizar pela segunda vez este ano...

As modalidades de transplante hepático por redução, divisão (split), dador vivo, são muito exigentes tanto do ponto de vista técnico como do ponto de vista da logística envolvida pois exigem equipas muito bem preparadas e em número significativamente maior do que o necessário para a transplantação com fígado inteiro, sendo necessária a execução em simultâneo de dois (por vezes três) atos cirúrgicos de alta complexidade e responsabilidade. Neste momento o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) é o único hospital que utiliza esta técnica cirúrgica em Portugal.

Emanuel Furtado, coordenador da Unidade de Transplantação Hepática Pediátrica e de Adultos do CHUC, explica que “todas estas variantes técnicas fazem parte da história da transplantação hepática nos HUC, agora parte do CHUC. Por falta de capacidade técnica e logística, algumas destas soluções mais complexas não se realizaram durante vários anos. Todas foram retomadas nos últimos meses, fruto da difícil mas conseguida recuperação da capacidade de resposta da equipa de transplantação hepática do CHUC”.

O especialista considera que “embora modesto, representa mais um esforço, bem-sucedido, de cumprir o objetivo de maximizar o aproveitamento de enxertos e diminuir o número de doentes que, por carência de órgãos, não chegam a beneficiar desta modalidade terapêutica salvadora de vidas”.

O progressivo aumento da capacidade técnica e logística da Unidade de Transplantação Hepática Pediátrica e de Adultos do CHUC permitirá ainda ampliar a aplicação desta solução para dois recetores adultos aumentando o impacto no número de transplantes realizáveis.

José Martins Nunes, presidente do Conselho de Administração do CHUC, e autor da lei dos transplantes (Lei 12/93 de 22 de abril) , na altura uma das mais avançadas do mundo,  refere que este é mais um contributo do CHUC para o SNS e para a saúde dos portugueses.

Já a Sociedade Portuguesa de Transplantação (SPT) congratula-se com mais este passo dado no sentido de aumentar o número de transplantes em Portugal e salienta a importância desta técnica para o desenvolvimento da transplantação hepática no nosso país.

O transplante hepático tem provado ser um método eficaz no tratamento de doenças terminais hepáticas. Atualmente o número de dadores é menor do que as reais necessidades da população. O resultado é um aumento de tempo na lista de espera e do número de pacientes que não chegam a ser transplantados porque já não cumprem os critérios para transplante ou por morte, após deterioração progressiva da doença enquanto aguardam o transplante.

Este é um problema com que se defrontam todos os países. Ao longo do tempo, várias alternativas foram sendo desenvolvidas no sentido de maximizar a capacidade de resposta, aumentando o número de enxertos utilizados, com recurso a soluções técnicas de complexidade crescente. São disso exemplos o transplante hepático pediátrico com enxerto reduzido, a realização de dois transplantes hepáticos por divisão (split) de um fígado, o transplante de fígado “em dominó”, o transplante de fígado com enxerto colhido em dador vivo e o transplante de fígado de dador por paragem cardiocirculatória irreversível. 

Healthcare Clowning International Meeting 2016
Os Doutores Palhaços do mundo inteiro reconhecem a necessidade de desenvolver medidas globais para o reconhecimento desta nova...

O tema foi recentemente discutido por todos e entre as ideias trocadas destaca-se a possibilidade de garantir uma forma de certificação do trabalho que desenvolvem e criar uma Escola que treine os artistas e acredite a sua formação profissional.

O Healthcare Clowning International Meeting 2016 decorreu em Lisboa entre 21 e 23 de março e juntou mais de 300 participantes de organizações de palhaços oriundas de 30 países que atuam em contexto de saúde de todo o mundo.

Este encontro, centrado na partilha de experiências, permitiu a identificação de boas práticas e novos contextos de intervenção junto de populações vulneráveis como crianças com necessidades especiais, cuidados paliativos, cenários de guerra e campos de refugiados.

Os Doutores Palhaços reconhecem ainda a população idosa como um novo público-alvo para as organizações de palhaços que intervêm em contexto de saúde, indica a Operação Nariz Vermelho (ONV), entidade organizadora do 1.º Encontro Internacional de Palhaços que Intervêm em Saúde em Portugal.

“Reconhecemos que é necessária uma maior consciencialização relativamente ao grupo etário dos idosos, tendo em conta o envelhecimento da população e o prolongamento da esperança média de vida. Podemos ter na terceira idade um novo público-alvo que representa também para todas as organizações um desafio em termos de investigação para a melhor adequação da intervenção do palhaço ”, explica Susana Ribeiro, responsável do núcleo de investigação da ONV.

A importância de se encontrarem, partilharem experiências e discutirem desafios é outra das conclusões deste encontro internacional, que salienta o foco na comunicação entre os intervenientes das diversas organizações. Os participantes sublinharam a importância de ter uma estrutura que permita que comuniquem entre si, potenciando a partilha de ideias e procedimentos com vista à evolução do trabalho que todos desempenham.

A comunicação com os profissionais de saúde levou os Doutores Palhaços a sublinharem a necessidade de criar uma “linguagem comum” entre ambos os grupos, por forma a envolver mais e melhor os profissionais de saúde no trabalho dos Doutores Palhaços.

Apresentar os resultados de investigações sobre o impacto do trabalho dos Doutores Palhaços ao público e stakeholders também é crucial para as organizações como a ONV. Foi para responder a esta necessidade que a ONV apresentou no primeiro dia do encontro o livro “Rir é o melhor remédio?”.

A investigação exposta no livro foi desenvolvida nos últimos seis anos pela ONV em parceria com o Centro de Investigação em Educação da Universidade do Minho e comprova os benefícios da intervenção dos Doutores Palhaços na recuperação das crianças hospitalizadas. Entre vários resultados muito significativos, o estudo demonstra que depois das visitas dos Doutores Palhaços as crianças “esquecem” que estão num hospital e a sua colaboração com os tratamentos e exames melhora.

O livro “Rir é o melhor remédio?” foi produzido graças ao Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu (EEA Grants), tendo como Estados doadores a Noruega, a Islândia e o Liechtenstein. Em Portugal a gestão destes fundos está a cargo da Fundação Calouste Gulbenkian, que acolheu o Healthcare Clowning International Meeting 2016. 

SNS
A partir de hoje, os dadores de sangue e os bombeiros voltam a estar isentos do pagamento de taxas moderadoras nas urgências.

Com a entrada em vigor da lei do Orçamento do Estado para 2016, ficam isentos de pagar taxa moderadora também nas urgências e ainda em exames de diagnóstico os utentes que tenham sido referenciados pelos cuidados de saúde primários, pelo centro de atendimento do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e pelo INEM.

Ficam também dispensadas do pagamento de taxas moderadoras as primeiras consultas hospitalares, desde que tenham sido referenciadas pelos cuidados de saúde primários, e ainda os exames completares no âmbito de doenças neurológicas degenerativas, da infeção por VIH/sida, diabetes e seguimento e tratamento do cancro.

Segundo a lei do Orçamento do Estado, durante este ano, o Governo promove a redução do valor das taxas moderadoras até ao limite de 25% do seu valor total.

DGS afirma
O diretor do departamento da Qualidade na Saúde da Direção-Geral da Saúde afirmou em Coimbra que "a realidade tem de...

O diretor do departamento da Direção-Geral da Saúde (DGS), Alexandre Diniz, apelou à participação de todos na melhoria da qualidade e da segurança na prestação de cuidados de saúde, considerando que "a cultura da melhoria da segurança é uma questão que envolve todos".

Alexandre Diniz, que falava no auditório do Hospital Pediátrico de Coimbra, sublinhou que Portugal tem ainda níveis "muito débeis" de adesão na avaliação da cultura da segurança.

Esta avaliação, que permite que os profissionais fiquem despertos e atentos para a temática, "tem de ser prática e rotina nos serviços", realçou.

O diretor do departamento da Qualidade na Saúde da DGS falava no âmbito da entrega dos certificados de acreditação a onze unidades de saúde da região Centro, no âmbito do Programa Nacional de Acreditação em Saúde.

Segundo dados divulgados pela DGS naquela sessão em Coimbra, os hospitais tiveram uma taxa de adesão de 6,2% em 2016 à avaliação da cultura de segurança. Já as unidades de cuidados de saúde primários tiveram uma taxa de adesão global em 2015 de 20,1%.

A meta da DGS é atingir uma adesão de 90% em 2020, sendo que a atual taxa não está muito afastada da média "internacional", frisou Alexandre Diniz.

A acreditação em saúde é considerada uma das "prioridades estratégicas do Ministério da Saúde" para o período 2015-2020, e tem como objetivo principal o reconhecimento público da qualidade atingida nas organizações prestadoras de cuidados de saúde, através de uma avaliação objetiva da competência por pares.

A acreditação das instituições de saúde teve o seu início em Portugal no ano de 1999, com a criação do Instituto da Qualidade em Saúde (extinto em 2006), cabendo atualmente a sua aplicação ao Departamento da Qualidade na Saúde da DGS, que adotou o modelo de Acreditação de Unidades de Saúde da Agência de Calidad Sanitaria de Andalucia (modelo ACSA Internacional) como referência.

Em Portugal
A cooperativa de solidariedade social Focus anunciou que irá introduzir em Portugal novas metodologias interventivas na área do...

Em declarações, o presidente da instituição, Fernando Barbosa, assegura que em causa estão "três programas que são pioneiros em Portugal", mas cujos "resultados científicos já foram comprovados por diferentes entidades internacionais", agora parceiras da cooperativa.

"Um programa destina-se a acompanhar com conteúdos próprios todo o percurso educativo da criança com autismo logo a partir do ensino pré-escolar", anuncia Fernando Barbosa. "Outro vai promover as competências sociais de pessoas que sofram dessa perturbação ou tenham problemas de hiperatividade, défice de atenção ou depressão. E o terceiro é um modelo inovador e sustentável de empregabilidade, com evidências científicas de sucesso no que se refere à colocação profissional destes cidadãos", completa.

Em suma, acrescenta, "são três programas que visam dar uma melhor resposta às necessidades da pessoa com autismo ao longo da vida, desde que se inicia o seu percurso no ensino formal até à sua colocação no meio profissional".

O primeiro dos programas em causa é o "Star & Links Curriculum", que a Focus começará por adotar junto dos seus utentes e espera depois implementar como projeto-piloto em escolas de Vale de Cambra. Sob a coordenação internacional da companhia Star Autism Support, o plano visa proporcionar a professores "as necessárias ferramentas, métodos e materiais para ensinar e avaliar os estudantes com Autismo, preparando-os para o sucesso académico".

Realçando que esses currículos "já estão implementados em 2.500 distritos escolares de 50 estados dos EUA e em mais de 25 países a nível mundial", Fernando Barbosa antecipa: "Acreditamos que o programa constituirá uma resposta efetiva e de qualidade para ajudar pessoas com perturbações do autismo, aumentando a sua qualidade de vida e minimizando os custos para as famílias e para a sociedade em geral".

A segunda inovação anunciada pela Focus é o "PEERS", que o presidente da cooperativa descreve como "o único programa com evidências científicas na promoção das competências sociais de cidadãos com autismo ou afetados por hiperatividade, défice de atenção, ansiedade, depressão e outros desafios sociais".

O método foi desenvolvido pelo UCLA Semel Institute de Los Angeles e será implementado em Portugal pela norte-americana Elizabeth Laugeson, que supervisionará a formação e certificação internacional dos profissionais de saúde mental que trabalham com jovens nessas circunstâncias.

Quanto à terceira novidade anunciada pela cooperativa, Fernando Barbosa não revela ainda o nome do programa, mas adianta que em causa está "um dos poucos a nível internacional com resultados científicos comprovados na promoção da empregabilidade de pessoas com autismo e outras deficiências".

O objetivo é envolver diversas empresas portuguesas na adoção de um" modelo internacional e bem-sucedido" de empregabilidade para pessoas com autismo e outras perturbações. "O primeiro estudo realizado para testar a eficácia deste programa mostrou que 87% dos participantes ficaram colocados em postos de trabalho que tradicionalmente não são considerados como adequados para pessoas com perturbações do desenvolvimento", revela.

Nesta fase, a Focus ainda está a contactar empresas e famílias que pretendam envolver-se no projeto, mas Fernando Barbosa indica já três setores em que a prestação de um colaborador autista pode revelar-se mais útil do que a de um cidadão dito normal: unidades hospitalares (pelo rigor exigido na limpeza e manutenção de instrumentos cirúrgicos), universidades (pela concentração necessária em tarefas administrativas monótonas) e logística (pela atenção e detalhe exigidos ao cumprimento de sequências rotineiras de produtos ou procedimentos).

Investigadores e farmacêutica fazem
Uma parceria, que é apresentada e em Lisboa, entre duas unidades de investigação e uma farmacêutica, vai testar medicamentos...

A parceria envolve o Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica (iBET), que 'construiu' o modelo tridimensional de fígado humano, o Instituto de Medicina Molecular (iMM), especialista no estudo da malária, e a farmacêutica Merck Portugal.

O projeto, financiado em meio milhão de euros pela farmacêutica, será desenvolvido durante dois anos, disse a investigadora e membro da direção do iBET, Paula Alves, esperando que, no final deste ano, possam estar selecionados os fármacos.

O modelo tridimensional, que o iBET concebeu a partir da recolha de linhas celulares de fígado humano, recorrendo a técnicas de bioengenharia, reproduz e mantém as funcionalidades do órgão no corpo humano, de tal forma que o parasita da malária, o Plasmodium, o infetou.

Segundo Paula Alves, se se perceber como 'matar' o parasita na fase em que está 'adormecido' no fígado, será possível a sua erradicação.

A ideia, sintetizou, é "tentar arranjar fármacos que consigam combatê-lo [parasita] na fase hepática", ou seja, que consigam 'limpar' o fígado do 'invasor'.

A fase hepática da malária, em que os parasitas se depositam e multiplicam nas células do fígado, corresponde ao primeiro estádio da infeção, ocorrendo depois da picada do mosquito infetado e antes de o Plasmodium se espalhar pela corrente sanguínea e contaminar os glóbulos vermelhos.

Surgem então os sintomas da doença, como febre alta, calafrios, dores de cabeça e musculares.

Paula Alves lembrou que o Plasmodium, transmitido aos humanos pela picada da fêmea do mosquito Anopheles, "invade e permanece, durante toda vida, no fígado".

A malária, que pode ser mortal, é uma doença infecciosa frequente nos países tropicais, em particular na África Subsariana.

Doença Oncológica
Resultando de uma iniciativa da Comissão Europeia, o Código Europeu contra o Cancro resulta num conj

Todos os anos são diagnosticados, em Portugal, entre 40 a 45 mil novos casos de cancro.

Os dados revelam que cerca de metade não sobrevive àquela que é considerada a segunda causa de morte, depois das doenças cardiovasculares.

Só em 2012 morreram, em média, 70 pessoas por dia por tumores malignos e sabe-se que a taxa bruta de mortalidade aumentou 14,1 por cento em apenas dez anos.

De acordo com os dados da Organização Mundial de Saúde, é esperado um aumento de 70 por cento de novos casos de cancro, nas próximas duas décadas. Um dado alarmante que torna urgente uma mudança no nosso estilo de vida.

Tabaco, obesidade, álcool e sedentarismo são os principais fatores de risco.

Segundo a Agência Internacional de Investigação do Cancro, as pessoas que seguem um estilo de vida saudável, cumprindo as recomendações para a prevenção do cancro, têm um risco 18 por cento menor de vir a sofrer da doença, quando comparadas com pessoas cujo estilo de vida e peso corporal não cumprem determinados parâmetros.

Esta redução de risco foi estimada para um estilo de vida saudável que inclui peso saudável (com índice de massa corporal entre 18, 5 e 24, 9), ser moderadamente ativo (pelo menos 30 minutos por dia), ter uma dieta saudável, dando preferência a alimentos de origem vegetal, limitando a ingestão de carne vermelha, carne processada e o consumo de álcool.

Foi, aliás, a pensar na prevenção que o Código Europeu contra o Cancro foi criado. Tendo tido a sua primeira edição em 1987, atualmente dele constam 12 medidas para prevenir a doença:

1.      Não fume. O tabaco mata, todos os anos, cerca de seis milhões de pessoas e é a principal causa de cancro no mundo

2.      Faça da sua casa uma casa sem fumo. Apoie as regras antitabágicas no seu local de trabalho

3.      Tome medidas para ter um peso saudável

4.      Mantenha-se fisicamente ativo no dia-a-dia. Limite o tempo que passa sentado

5.      Tenha uma dieta saudável: coma bastantes cereais integrais, leguminosas, vegetais e frutas. Limite os alimentos muito calóricos e as bebidas açucaradas. Evite carnes processadas, carnes vermelhas e alimentos com elevado teor de sal

6.      Limite o consumo de álcool. Não consumir bebidas alcoólicas é benéfico para a prevenção do cancro

7.      Evite a exposição excessiva ao sol. Use protetor sole e não use solários

8.      Proteja-se de substâncias cancerígenas no seu local de trabalho, seguindo as instruções de segurança e saúde. Há muitos milhares de substâncias artificiais e naturais no meio ambiente, incluindo no local de trabalho, algumas das quais podem causar cancro. Muitas destas substâncias são produtos químicos

9.      Evite a exposição a radiações

10.  A amamentação reduz o risco de cancro de mama. Limite o recurso à terapêutica hormonal de substituição. Esta aumenta o risco de certos tipos de cancro

11.  Assegure-se eu os seus filhos estão vacinados: Hepatite B e Vírus do Papiloma Humano (HPV)

12.  Participe em programas de rastreio (cancro do colo-retal, cancro da mama, cancro do colo do útero)

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Serviço Nacional de Saúde
As receitas médicas em papel devem acabar a partir desta sexta-feira no Serviço Nacional de Saúde e no fim do primeiro semestre...

Um despacho de fevereiro determina que a partir de dia 1 de abril passa a ser obrigatória a prescrição exclusiva através de receita electrónica desmaterializada (sem papel) em todo o Serviço Nacional de Saúde.

Contudo, uma informação oficial fornecida à agência Lusa indica que o objetivo é atingir os 80% de receitas sem papel até ao final de junho.

Este processo de receita sem papel está já em curso em várias unidades de saúde e, por exemplo, no Centro Hospitalar de Leiria 90% das receitas são já sem suporte físico.

Segundo o Ministério da Saúde, o número de prescrições de receitas sem papel está a crescer a um ritmo de 35% por semana.

Na receita sem papel é distribuído um código de dispensa de medicamentos a que o utente pode aceder através de um e-mail, de sms ou pela área do cidadão na Plataforma de Dados da Saúde. O Ministério acrescenta que o utente pode ainda usar uma guia de tratamento para poder comprar aos medicamentos.

É através do código de dispensa de medicamentos, obtido através daqueles meios, que o utente compra os fármacos, juntamente com o cartão do cidadão.

Os médicos têm de estar autenticados e ter assinatura digital qualificada.

Para o Ministério da Saúde, uma das vantagens é permitir a dispensa parcial da receita em momentos diferentes e em farmácias diferentes. Outro benefício será o de permitir ao médico aceder a informação sobre alergias do utente e reações adversas anteriores.

O objetivo é também reduzir a possibilidade de trocas não intencionais no momento da dispensa e deixa ainda de haver necessidade de deslocação ao centro de saúde apenas para ir buscar uma receita.

A receita sem papel pretende combater a fraude, uma vez que representa o fim das receitas fotocopiadas e falsificadas.

As receitas em papel, tal como nas exceções para as manuais, poderão continuar a existir em casos como falência do sistema informático ou consultas ao domicílio.

O despacho publicado em fevereiro determina ainda que outras exceções carecem de autorização do membro do Governo responsável pela área da saúde.

Sem previsão para recomeçar
A Linha Saúde 24 para idosos, suspensa a 1 de janeiro para responder ao aumento de procura por causa da gripe, continua...

O serviço de atendimento da Linha Saúde 24 Sénior foi criado a 25 de abril de 2014, tendo acompanhado mais de 20 mil idosos com mais de 70 anos em menos de dois anos, até ser suspensa.

Na altura a Direção-Geral da Saúde alegou necessidade de mobilizar recursos para fazer face ao aumento da procura da linha devido à gripe, mas também questões orçamentais, prometendo a criação de um novo serviço de atendimento para 200 mil idosos, no próximo contrato com a empresa privada que explora a Linha, conforme foi noticiado em fevereiro.

No entanto, três meses depois da suspensão da Linha saúde 24 Sénior, ainda não há novidades sobre a reativação do serviço ou a sua substituição por outro, pois ainda não terminou o concurso para exploração deste serviço.

No final do ano passado foi aberto um concurso para adjudicar a exploração da linha a uma nova empresa, concurso esse que ainda está a decorrer.

O novo contrato só entrará em vigor em maio, após cessar o contrato de dois anos com a empresa que atualmente explora a Linha, em vigor até ao final de abril.

Investigadores alertam
Um inseto originário da América do Norte que chegou acidentalmente à Europa está a consumir e destruir o pinhão e pode ser uma...

Com o nome científico Leptoglossus occidentalis, a praga é também conhecida por “sugador de pinhas” e é um percevejo que consome o pinhão, mesmo quando ainda não está desenvolvido.

A praga provoca a deformação das pinhas e o ressequimento do pinhão, segundo os primeiros resultados de um estudo apresentados hoje no Instituto Superior de Agronomia (ISA), no âmbito de um seminário sobre o tema “O pinheiro manso e o pinhão”.

O estudo começou em 2014 e continua até ao próximo ano, na zona de Coruche, e é coordenado pelo Centro de Estudos Florestais, do ISA.

Ana Farinha, investigadora do Centro, lembrou à Agência Lusa que nos últimos 10 anos houve um grande investimento em Portugal no pinheiro manso e lamentou que a praga surgisse a meio desta florestação, não sendo possível por enquanto quantificar de que forma está a afetar o pinheiro.

Ainda assim admite que possa estar na origem na quebra da produção de pinhão que se verificou nos últimos anos, e, diz, não se pode excluir que ponha em risco o investimento no pinheiro manso.

A falta de certezas de Ana Farinha prende-se com o facto de, explicou, serem muito recentes os estudos sobre o pinheiro manso, havendo nessa área “uma lacuna muito grande”.

Mas um dado é garantido: “o inseto suga o que nós comemos, consegue sugar o miolo do pinhão e mesmo que apenas o danifique já não é comercializável”. E depois, acrescenta, o mais preocupante é que pode estragar uma pinha em início de desenvolvimento (uma pinha demora três anos a desenvolver-se).

O inseto está espalhado por todo o país e foi detetado em Portugal desde 2010, tendo entrado acidentalmente na Europa em 1999.

O pinhão é, lembra o ISA em comunicado, “um dos produtos florestais não lenhosos mais valorizados e caros” no país.

Depois da Espanha, Portugal é atualmente o país com maior área de pinheiro manso (Pinus pinea). Lembra-se ainda no comunicado que a Península Ibérica possui cerca de 75% da área de distribuição mundial do pinheiro manso e que nos últimos 10 anos o povoamento em Portugal aumentou 54%.

Distrito de Faro
Os utentes do distrito de Faro que necessitem de assistência médica na especialidade de Ortopedia podem, agora, ser tratados...

“O Centro Hospitalar do Algarve, em estreita articulação com estas unidades hospitalares [algarvias], providenciará, sempre que necessário, os meios e o apoio indispensável para que os seus utentes sejam devidamente transferidos para as instalações destas unidades de acordo com a escala semanal rotativa”, de acordo com a mesma nota de imprensa.

O compromisso para “colmatar as insuficiências de capacidade assistencial no Centro Hospitalar do Algarve” foi assinado na terça-feira entre os presidentes dos Conselhos de Administração do Centro Hospitalar do Algarve, e dos três Centros Hospitalares da Região de Lisboa e Vale do Tejo.

O ministro da Saúde comprometeu-se em 11 de março, numa deslocação a Faro, a acabar até 31 de maio com as “dificuldades inaceitáveis” que a falta de médicos no Algarve tem provocado na região, assegurando a transferência para outras zonas do país dos doentes em lista de espera “inapropriadas”.

Adalberto Campos Fernandes precisou na altura que “qualquer doente [no Algarve] que esteja em lista de espera inapropriada tem a possibilidade, se assim o desejar, de ser tratado em Lisboa”.

Os hospitais públicos no Algarve sofrem, há vários anos, com a escassez de profissionais da saúde em diversas especialidades.

Essa falta de médicos, entre outros profissionais, fez com que os responsáveis pela Saúde no Algarve tenham mesmo sugerido que se deviam cancelar provas desportivas na região durante o fim de semana, com receio da ocorrência de acidentes que viessem a necessitar de cuidados de médicos ortopedistas inexistentes.

Ana Rita Cavaco
A bastonária dos Enfermeiros garantiu hoje que nunca assistiu a práticas de eutanásia nos hospitais e esclareceu que as suas...

Ana Rita Cavaco sublinhou ainda que “é a falta de enfermeiros que está a pôr em risco a vida dos doentes”.

Falando hoje na Comissão Parlamentar de Saúde a pedido do PS, para prestar esclarecimentos sobre alegada prática de eutanásia no Serviço Nacional de Saúde (SNS), Ana Rita Cavaco lamentou que tenham sido retiradas do contexto algumas frases que disse durante um debate na Rádio Renascença.

Confrontada pelos deputados com as alegadas declarações de que teria assistido a práticas de eutanásia e instada a esclarecer tais afirmações, a bastonária da Ordem dos Enfermeiros (OE) explicou que todas as declarações feitas sobre o assunto se inseriam no tema das discussões que são feitas entre profissionais de saúde nos corredores dos hospitais.

“Creio que a maioria das pessoas não ouviu o debate na íntegra. Estive o tempo todo a fazer referência à discussão que é feita nos corredores dos hospitais. Os profissionais de saúde falam sobre isso”, disse, lamentando que apenas um grupo parlamentar tenha estado presente na cerimónia de tomada de posse [onde abordou o assunto], apesar do convite endereçado a todos.

A bastonária sublinhou que o sentido do seu discurso foi sempre de que é preciso falar sobre o tema e que “este é um assunto que está nos corredores dos hospitais, tem de ser discutido sem preconceitos, com transparência”.

“Eu não estou dizer que as pessoas o fazem, estou a dizer que temos de falar sobre essas situações", disse, referindo ter feito esta exata declaração no seu discurso, que “não foi reproduzida” na peça jornalística que divulgou as suas alegadas e polémicas afirmações sobre eutanásia.

A Ordem dos Enfermeiros já abriu um debate sobre o assunto, conforme tinha anunciado, acrescentou.

Ana Rita Cavaco sublinhou ainda que é a falta de enfermeiros nos serviços de saúde que está a pôr os doentes em perigo e lamentou “não ouvir ninguém sobre esse assunto”.

“São estas a práticas ilegais que se passam nos hospitais, não a eutanásia”, afirmou.

Leiria
O número de pessoas que deram entrada no Centro Hospitalar de Leiria (CHL) vítimas de acidentes rodoviários têm vindo a...

Durante uma palestra no âmbito do Brisa Student Drive Camp foi revelado que no ano passado deram entrada nos vários serviços de urgência 1.996 pessoas, das quais 55% eram do sexo masculino. Em 2014, o hospital registou 1.916 doentes acidentados.

As faixas etárias 15-29 e 30-44 anos correspondem a 53% do total das vítimas que sofreram acidentes rodoviários, acrescentou ainda Ana Filipa Fernandes.

O Brisa Student Drive Camp, que integra o projeto Leiria Capital Jovem da Segurança Rodoviária, levou hoje 50 jovens de todo o país, com idades entre os 14 e os 17 anos, numa visita aos serviços envolvidos no caso de acidente rodoviário, tais como Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER), Urgência Pediátrica, Internamento de Pediatria e Serviço de Medicina Física e Reabilitação.

Esta ação visa sensibilizar os jovens para a segurança rodoviária e para a prevenção dos comportamentos de risco na estrada. Neste sentido, foram ainda revelados dados sobre o número de entradas de jovens na Urgência Pediátrica com intoxicação alcoólica aguda.

Em 2014 e 2015, houve registo de 53 jovens, com idades entre os 13 e os 17 anos, dos quais 56,6% são do sexo masculino.

Segundo a pediatra Daniela Silva, sete destes jovens entraram na urgência em coma alcoólico e 19 com uma classificação grave de intoxicação alcoólica aguda.

"As bebidas destiladas são as mais consumidas. Na Urgência Pediátrica do CHL, a prevalência de casos aumentou no ano de 2015 comparativamente ao ano anterior, com aumento significativo da população adolescente do sexo masculino", acrescentou Daniela Silva, salientando que a média de idade dos pacientes foi de 16 anos.

A maioria dos jovens confessou beber, sobretudo, ao fim de semana, com os amigos e em festas, e a bebida de eleição é a vodka.

Daniela Silva frisou que em Portugal "mais de metade dos jovens (57,6%) já experimentou álcool, 26,4% aos 11 anos e 40% aos 12-13 anos".

A pediatra alertou ainda os jovens que o consumo de álcool "está associado a comportamentos de risco e de acidentes", salientando que após a ingestão de bebidas alcoólicas há uma perturbação cognitiva, da consciência e da perceção do risco".

Assim, "o risco de sofrer um acidente de viação aumenta em mais de cinco vezes, aumenta a tendência para a violência e para ideias suicidas". Há também um maior risco de abuso sexual e gravidez não desejada.

O Brisa Student Drive Camp é uma atividade desenvolvida no âmbito da Leiria Capital Jovem da Segurança Rodoviária, que pretende dar a conhecer tudo o que diz respeito ao mundo da condução e dos automóveis, desde a tecnologia à segurança. É uma iniciativa dinamizada em parceria pela Brisa, a Câmara Municipal de Leiria e o Instituto Politécnico de Leiria, e que decorre até 01 de abril.

Estudo científico
Portugal tem estado “silencioso” e não resolve o problema da carência de iodo na alimentação das crianças, denunciou hoje uma...

“As entidades com responsabilidades na matéria têm de fazer alguma”, apelou Conceição Calhau, numa entrevista à agência Lusa no âmbito do primeiro estudo científico sobre os níveis iodo nas crianças portuguesas que é hoje apresentado na Reitoria da Universidade do Porto.

Segundo Conceição Calhau, principal investigadora do estudo, Portugal é “um país que tem estado muito silencioso” sobre o problema do iodo na alimentação dos portugueses. Acrescentou que houve uma política e uma estratégia em 2013 da Direção-Geral da Saúde (DGS), mas que “não resolveu nada”.

"A Direção-Geral da Saúde em 2013 redigiu uma orientação para os médicos obstetras prescreverem um suplemento de iodo durante a gravidez, mas esta solução não resolve o problema, porque seria necessária uma gravidez planeada para começar a tomar o iodo logo no início da gravidez, explicou a especialista.

Quando as grávidas vão ao médico “já estão na oitava ou nova semana de gravidez, já havendo um comprometimento da parte da neurodesenvolvimento" e, por outro lado, só as grávidas que tenham "condições financeiras para comprarem o suplemento que não é comparticipado”, acrescentou.

“Esta orientação em 2013 vem dar o seu cheirinho, o seu arzinho de graça, mas não resolve nada. Além do mais, a DGS comprometeu-se a fazer uma monotorização do impacto desta orientação e pelo que sei não temos nada no terreno a funcionar para avaliar o impacto da orientação”.

Um estudo da Universidade do Porto que analisou 825 crianças portuguesas este ano letivo, e cujos resultados preliminares vão ser hoje apresentados, indica que mais de metade apresenta níveis desadequados de iodo, das quais 31% têm deficiência daquele micronutriente.

“Este trabalho (…) vem reforçar que nada se tem feito no nosso país de forma assertiva de forma a resolver um problema que a Organização Mundial de Saúde já vem a alertar desde o século passado”, conclui Conceição Calhau.

Epidemia
A epidemia de febre-amarela que assola Angola matou praticamente 200 pessoas em quatro meses e só nos últimos dois dias os...

De acordo com o mais recente boletim sobre a evolução da epidemia, do Ministério da Saúde angolano e da Organização Mundial de Saúde (OMS), até 29 de março estavam confirmados laboratorialmente 490 casos de febre-amarela, havendo registo de mais 13 óbitos desde o balanço anterior, há dois dias.

Entre 05 de dezembro e 29 de março, a epidemia da doença - segundo a OMS a pior em 30 anos - provocou a morte de 198 pessoas, entre 1.409 casos suspeitos, contra os 1.311 identificados dois dias antes.

O mesmo boletim, a que a Lusa teve acesso, indica que entre o total de mortes por febre-amarela confirmadas em Angola, 151 foram na província de Luanda, tendo as autoridades de saúde identificado a presença do mosquito transmissor da doença no mercado do "Quilómetro 30", no município de Viana, na capital angolana.

Para travar a epidemia de febre-amarela, o Ministério da Saúde e a OMS lançaram uma campanha de vacinação que até 29 de março já imunizou 5.804.475 pessoas, o equivalente a 88% da população-alvo da capital angolana. A campanha, segundo a OMS, será agora alargada a outras cinco províncias com risco de transmissão local da doença.

O lixo acumulado nas ruas, falta de saneamento, dificuldades dos hospitais com falta de medicamentos devido à crise financeira generalizada no país e as fortes chuvas que se têm feito sentir, nomeadamente em Luanda, ajudam a explicar a rápida propagação da doença desde dezembro.

O ministro da Saúde de Angola, Luís Gomes Sambo, afirmou na última quinta-feira que Luanda vive epidemias de malária grave e febre-amarela que estão a deixar os hospitais sem capacidade de resposta, mas afastou declarar a situação de emergência na capital.

O governante anunciou a disponibilização de uma dotação adicional de mais de 30 milhões de dólares (26,8 milhões de euros) para a compra de vacinas, medicamentos e outro material médico para combater as duas epidemias que afetam a capital, verba que ainda será reforçada.

"Registámos desde o início deste ano, aqui na província de Luanda, uma epidemia de paludismo [malária] grave que tem, juntamente com a febre-amarela, aumentado a procura por parte dos utentes das unidades de saúde", apontou Luís Gomes Sambo.

Só a epidemia de malária já terá afetado cerca de 500.000 pessoas em Luanda nas últimas semanas, sendo a doença a principal causa de morte em Angola.

Angola vive uma profunda crise económica e financeira devido à quebra das receitas fiscais com a exportação de petróleo, o que levou o Estado a cortar nos gastos. Nos últimos dias multiplicaram-se donativos de empresários e população aos hospitais de Luanda, sem consumíveis e alimentos.

"A situação é controlável, os meios de controlo estão a chegar, já foram mobilizados. O engajamento do Governo é suficiente para controlar a situação, até este momento, e portanto não vemos a necessidade de declarar o estado de emergência, esta é uma questão de momento", disse ainda.

Já esta terça-feira, o ministro anunciou uma dotação excecional para contratar, nos próximos dias, cerca de 2.000 médicos e paramédicos angolanos recentemente formados no país e no estrangeiro para reforçar a capacidade de combate dos hospitais às epidemias que assolam sobretudo Luanda, província com quase sete milhões de habitantes.

Organização Mundial de Saúde
A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou hoje que a epidemia do vírus Ébola na África ocidental deixou de ser uma situação...

"A epidemia de Ébola na África ocidental já não representa uma emergência de saúde pública de alcance internacional", declarou a diretora da OMS, Margaret Chan, numa conferência de imprensa em Genebra.

A epidemia de Ébola que surgiu em 2013, o mais mortal dos surtos da doença tropical, foi declarada emergência internacional em agosto de 2014 e fez, até finais de 2015, mais de 11.300 mortos, a maioria na Guiné-Conacri, na Libéria e na Costa do Marfim, em cerca de 28.000 casos registados.

Chan sublinhou que esses três países da África ocidental continuam vulneráveis a um ressurgimento do vírus, como é o caso do que se está a registar na Guiné-Conacri, onde há vários casos em observação e cinco pessoas já morreram.

O risco de alastramento internacional é agora baixo, e os países têm atualmente capacidade para responder rapidamente a novas emergências do vírus”, disse a dirigente da agência especializada das Nações Unidas para a Saúde Pública.

A responsável alertou ainda para os perigos de complacência em relação ao vírus, que continua “no ecossistema” na África ocidental, e insistiu em que a vigilância é fundamental, incluindo resposta rápida a novos casos.

“Particularmente importante será garantir que as comunidades podem rápida e totalmente participar em qualquer resposta futura e que futuros casos são rapidamente isolados e tratados”, acrescentou Margaret Chan.

7 de abril – Dia Mundial da Saúde
Por ocasião do Dia Mundial da Saúde, que se assinala a 7 de abril, a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia deixa um alerta: há...

1) Perda súbita da acuidade visual – Começar a ver de forma “enevoada” ou perder capacidade de visão subitamente poderá comprometer irreversivelmente a visão, constituindo uma das causas mais importantes de urgência em oftalmologia. “Nestas situações, alguns dos passos mais relevantes do exame oftalmológico são o despiste de oclusão vascular retiniana, descolamento de retina, neuropatia ótica e perda da transparência dos meios, como é o caso do hemovítreo. Para este grupo de patologias, a coexistência de doenças sistémicas poderá ser particularmente relevante”, explica Rita Flores, secretária geral da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO). “Nos casos em que existe perda gradual da acuidade visual, a observação atempada em consulta está indicada, sendo que doenças como a catarata, o glaucoma ou doença retiniana crónica devem ser excluídos”, acrescenta a especialista

2) Olho vermelho – Caso a situação seja aguda deverá merecer especial atenção, “uma vez que pode ser a forma de apresentação de inúmeras patologias oculares, desde afeções das pálpebras e anexos, conjuntiva, córnea, inflamações intraoculares ou glaucoma agudo, este último associado a dor ocular e a baixa da acuidade visual”, refere Rita Flores. A associação frequente de olho vermelho crónico, prurido e ardor são frequentemente atribuídas ao olho seco e à alergia ocular.

3) Dor ocular - É um sintoma que frequentemente motiva a observação oftalmológica, sendo a sua caraterização, quanto à localização, intensidade e sintomatologia acompanhante, essencial para o diagnóstico. “A dor mais intensa poderá corresponder a maior gravidade do quadro, como por exemplo uveíte, glaucoma agudo ou lesão da córnea”, alerta a oftalmologista.

4) Traumatismo ocular – Os ferimentos nos olhos carecem de observação por um especialista “sempre que existir perda da acuidade visual, dor moderada a intensa, suspeita de perfuração do globo ocular ou corpo estranho intraocular”, afirma a secretária geral da SPO. “Após existir um contacto com produto químico, a irrigação ocular abundante e imediata influencia significativamente o prognóstico, e posteriormente a observação da superfície ocular permite a exclusão de lesões que possam comprometer a função visual”, conclui.

A SPO lembra ainda que em benefício da saúde ocular, qualquer sintoma agudo ou persistente inexplicado deve motivar a procura de um oftalmologista para esclarecimento e encaminhamento adequado da situação.

Apoiado pela Gulbenkian
Até 50 cientistas em início de carreira vão receber bolsas de 650 mil euros ao abrigo de um programa internacional apoiado pela...

O programa internacional, que se destina a investigadores de topo em início de carreira em vários campos da investigação biomédica, é uma iniciativa do Howard Hughes Medical Institute (HHMI) e tem o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, da Fundação Bill & Melinda Gates e do Wellcome Trust.

"Estamos muito satisfeitos que se juntem a nós nesta iniciativa a Bill & Melinda Gates Foundation, o Wellcome Trust e a Fundação Calouste Gulbenkian", disse o presidente do HHMI, Robert Tjian, citado num comunicado da Gulbenkian.

"Cada uma destas organizações partilha o compromisso de construir capacidade científica internacional, identificando e apoiando cientistas de excelência em início de carreira que têm o potencial de se tornarem líderes científicos", acrescentou.

A cada um dos 50 cientistas selecionados será atribuída uma bolsa de 650 mil dólares, ao longo de cinco anos.

As candidaturas são abertas a cientistas que tenham feito formação nos Estados Unidos ou no Reino Unido durante pelo menos um ano.

Os cientistas só serão elegíveis se tiverem os seus laboratórios há menos de sete anos em países que não façam parte do G7 (Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos) e que não sejam alvo de sanções por parte dos EUA.

Os cientistas a trabalhar em Portugal são elegíveis neste concurso, cujas candidaturas devem ser apresentadas até 30 de junho, sendo os finalistas anunciados em abril de 2017.

"Uma das nossas áreas estatutárias diz respeito à Ciência e à disseminação do conhecimento científico. Em parte, alcançamos este objetivo contribuindo para o desenvolvimento de jovens cientistas promissores, com um potencial extraordinário para melhorar a condição da humanidade, através de descobertas nas ciências básicas, favorecendo a saúde e melhorando a qualidade de vida", disse José Neves Adelino, administrador da Fundação Calouste Gulbenkian que também preside à Comissão de Gestão do Instituto Gulbenkian de Ciência.

Com sede em Chevy Chase, Maryland, EUA, o Howard Hughes Medical Institute é o maior financiador privado de investigação biomédica nos Estados Unidos.

Em 2012, a instituição selecionou um primeiro grupo de 28 cientistas em início de carreira que representavam 12 países e que foram escolhidos entre 760 candidatos.

Neste grupo contam-se cinco investigadores a trabalhar em Portugal: Karina B. Xavier e Miguel Godinho Ferreira do Instituto Gulbenkian de Ciência, Luísa M. Figueiredo do Instituto de Medicina Molecular, Megan R. Carey e Rui M. Costa do Centro de Investigação para o Desconhecido da Fundação Champalimaud.

O português Pedro Carvalho, a trabalhar no Centro para a Regulação Genómica, em Barcelona, também foi selecionado.

Distúrbio gastrointestinal
Cólicas, dor abdominal, obstipação ou diarreia são os principais sintomas da Síndrome do Cólon Irrit

É uma das afecções mais comuns do tubo digestivo e uma das principais causas de consulta, quer junto dos médicos de família, quer junto dos especialistas. A Síndrome do Cólon Irritável, também conhecida por intestino irritável ou espástico, é uma doença crónica que afeta o intestino, apresentando sintomas ao nível do cólon.

Embora seja mais frequente nas mulheres, não se sabe ao certo o que a pode provocar. Admite-se, no entanto, que ela possa resultar de uma combinação de problemas físicos e mentais.

Especialistas referem haver uma maior sensibilidade da inervação do intestino à distensão da sua parede por gases, fezes, alimentos ou medicamentos que condiciona o aparecimento dos sintomas.

Quer isto dizer que há uma excessiva irritabilidade dos mecanismos nervosos locais, ao nível do cólon, que leva a alterações do trânsito intestinal, ao desconforto e à dor, mediantes a presença de determinados estímulos.

Ansiedade ou depressão (um estudo demonstrou que 85 por cento dos doentes haviam passado por alguma tensão emocional antes de surgirem os sintomas), fatores genéticos, sensibilidade a alguns alimentos, alterações da mobilidade intestinal ou hipersensibilidade intestinal são algumas das causas possíveis.

Os sintomas mais comuns são a dor ou desconforto abdominal, diarreia e obstipação.

De acordo com os especialistas, estes sintomas ocorrem, com frequência, após as refeições graças ao refluxo gastrocólico (aumento do movimento do conteúdo intestinal em resposta à entrada dos alimentos no estômago).

Também a dor abdominal pode-se agravar depois da ingestão de alimentos e alivia com a defecação ou emissão de gases. Esta dor atinge a parte inferior do abdómen e surge associada a alterações da consistência ou da frequência das fezes – diarreia (três ou mais vezes por dia) ou obstipação (com três ou menos evacuações por semana de fezes duras).

A esta Síndrome podem ainda estar associados sintomas como a sensação de evacuação incompleta, presença de muco nas fezes e flatulência.

Falta de apetite, náuseas, vómitos ocasionais, dores de cabeça e debilidade geral são consequências diretas.

Sendo uma doença sem cura, o tratamento visa apenas o alívio ou eliminação dos sintomas, e difere de pessoa para pessoa.

De um modo geral, é necessário algum cuidado com a alimentação privilegiando alimentos pobres em gorduras e ricos em hidratos de carbono e fibras, como a massa, arroz, cereais, frutas e vegetais.

Alimentos ricos em gorduras, leite e seus derivados, café, álcool, doces e comida bastante condimentada devem-se evitar.

Reduzir o stress no dia-a-dia, quer nível pessoal ou profissional, e praticar exercício físico é altamente aconselhado.

Quanto à terapêutica medicamentosa, cabe ao médico assistente aconselhar a que melhor se adequa a cada caso.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.

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