Nos EUA
A Administração de Alimentos e Medicamentos norte-americana anunciou que vai passar a ser obrigatório incluir nas etiquetas de...

A dependência crescente dos norte-americanos de analgésicos opiáceos como o OxyContin ou o Vicodin é a razão pela qual muitos cidadãos são viciados em heroína, que pode ser comprada muito mais barata nas ruas.

A partir de agora, as embalagens de mais de 200 tipos de analgésicos (de ação rápida) devem conter "um aviso sobre os riscos graves de mau uso, abuso, dependência, overdose e morte", entre outras mudanças de rotulagem para “informar as pessoas sobre os riscos destes medicamentos”, disse a Administração de Alimentos e Medicamentos norte-americana em comunicado.

Os analgésicos opiáceos e a heroína “estiveram envolvidos” em mais de 28.000 mortes nos Estados Unidos em 2014, segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), em inglês.

Atualmente, morrem mais norte-americanos devido ao uso (abuso) de drogas do que em acidentes de viação, segundo dados avançados pela Casa Branca.

Até ao início do Verão
A Santa Casa da Misericórdia do Porto vai lançar um projeto de hipoterapia para os utentes do Centro Hospitalar Conde Ferreira,...

O anúncio do projeto, previsto para quarta-feira, é feito no âmbito das comemorações do 133º aniversário daquela instituição do Porto e desenvolve-se em parceria com o Pony Club do Porto, ficando o centro instalado no Centro Hospitalar Conde Ferreira (CHCF) e "prevendo-se que fique pronto até ao final do ano", disse uma fonte da Santa Casa.

"O projeto irá servir os utentes do Centro Hospitalar Conde Ferreira que já frequentam este tipo de terapias e muitos outros, aos quais a Santa Casa da Misericórdia do Porto (SCMP) e o Pony Club pretendem chegar, oferecendo assim uma resposta inovadora às pessoas que enfrentam dificuldades relacionadas com a saúde mental", acrescentou.

Ainda segundo a mesma fonte, a iniciativa visa "a integração social através da prática desportiva e da terapia, nomeadamente da reabilitação física e sensorial dos seus praticantes", e decorre da "estratégia que tem vindo a ser seguida pela Misericórdia do Porto, na área da saúde mental e não só, e que já começou a ser implementada há algum tempo".

A Santa Casa recorda "a inauguração há um ano, no CHCF, do Parque Avides Moreira com as hortas terapêuticas e biológicas". "Estamos a dar novas respostas aos doentes de Alzheimer e este ano esperamos construir o Centro de Hipoterapia e ainda a sede da ELA, destinada aos doentes com Esclerose Lateral Amiotrófica", explicou a fonte.

A cerimónia comemorativa, no Salão Nobre do edifício, inclui ainda a apresentação e lançamento do livro "Ninja Hero Dogma Boy - A Batalha Final", do autor e utente Hugo Campos e a inauguração das novas instalações das consultas externas, concluindo-se no dia 31 deste mês com a conferência "Desafio da Psiquiatria para o futuro", a cargo do professor José Miguel Caldas de Almeida, da Universidade de Ciências Médicas de Lisboa.

Hospitais de Coimbra dizem
O presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra considerou que a criação dos centros...

Para Martins Nunes, que falava na cerimónia de apresentação dos 14 centros de referência do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), os portugueses, agora, "ficam detentores da identificação dos hospitais que se apresentam como aqueles nos quais cada patologia específica é tratada com melhores resultados".

"Os 14 centros de referência que nos foram atribuídos significam que somos o hospital do país com maior número de centros de referência e isso dá-nos uma vontade enorme de continuar e de fazermos tudo pelo melhor", referiu o administrador, numa sessão que contou também com a presença do presidente da Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC).

Salientando que os centros aprovados foram praticamente todos aqueles que concorreram, Martins Nunes sublinhou os centros de referência em transplantes de coração, onco-oftalmologia e transplantação hepática pediátrica, únicos em Portugal.

A estes, juntam-se os centros de referência em cardiologia de intervenção estrutural, cardiopatias congénitas, doenças hereditárias do metabolismo, epilepsia refratária, cancro do esófago, cancro do testículo, cancro do reto, sarcomas das partes moles e ósseos, cancro hepatobilio/pancreático, oncologia pediátrica e transplante rim adultos.

"A constituição dos centros de referência é a assunção em Portugal da decisão de fazer convergir o SNS para a adoção das melhores práticas organizacionais europeias", frisou o responsável, adiantando que dentro de 15 dias o CHUC estará presente em Bruxelas numa reunião para preparar a integração dos centros de referência nos congéneres europeus.

Os hospitais com centros de referência vão ter um financiamento superior ao das instituições que não obtiveram esta classificação, uma forma de o governo apoiar, "no plano material", este reconhecimento, anunciou no dia 11 o ministro da Saúde.

"Haverá uma discriminação positiva, ou seja, os hospitais que têm centros de referência terão um pagamento diferenciado em relação aos que não têm. É um incentivo de ordem financeira, que complementa o incentivo técnico e científico do reconhecimento", disse Adalberto Campos Fernandes.

Das 184 candidaturas que chegaram à Comissão para o Reconhecimento de Centros de Referência, presidida por João Lobo Antunes, foram reconhecidos 82 centros de referência, em 19 áreas clínicas.

Associação de Jovens Diabéticos de Portugal
“AJDP nas Escolas” levou sessões de esclarecimento sobre diabetes a mais de 2300 jovens, desde 2011. Criado pela Associação de...

Em 2015, as 7 sessões de esclarecimento sobre diabetes realizadas pela Associação de Jovens Diabéticos de Portugal (AJDP), na região centro e na região de Lisboa e Vale do Tejo, contaram com a participação de cerca de 270 pessoas, sendo na sua maioria Jovens do Ensino Básico e Secundário. Este ano o projeto já voltou a arrancar: desde Janeiro de 2016 foram realizadas sessões de esclarecimento em 5 Escolas e foi organizada uma Formação de Voluntariados “AJDP nas Escolas” em Lisboa.

Carlos Neves, Vice-Presidente da AJDP, acredita que “este projeto tem muito potencial e pode chegar a muito mais pessoas, até porque os pedidos por parte das escolas estão a aumentar. Assim, torna-se essencial conseguirmos mais voluntários com disponibilidade para receber formação e mais apoios financeiros, para conseguirmos que o projeto continue a crescer e educar cada vez mais jovens.” Além das sessões de esclarecimento, é também objetivo do projeto, para o presente ano, a realização de uma Formação de Voluntários na região Norte do país, assim como o estabelecimento de parcerias com Câmaras Municipais, Centros de Saúde e outras Associações.

O projeto “AJDP nas escolas” começou em 2009 com o desenvolvimento de sessões de esclarecimento a partir de uma rede de voluntários que se deslocam a instituições e a escolas para desmistificar a diabetes e debater temáticas como os hábitos das pessoas com diabetes, o diagnóstico da doença tipo I e tipo II, a importância de uma alimentação saudável e do exercício físico. Jenifer Duarte, voluntária no projeto “AJDP nas escolas” e nutricionista da AJDP, refere que “estas sessões permitem que os jovens com diabetes não se sintam incapacitados pela doença e ajudam a comunidade das escolas a aprender a lidar com esta condição”.

Dia Mundial da Água
Falta de energia, de concentração ou menor resistência muscular podem ser consequências da acidifica

O valor de acidez ou alcalinidade de um alimento ou líquido é definido pelo seu pH, que pode variar entre 1 (para o máximo de acidez) e 14 (o valor máximo de alcalinidade).

Para se manter vivo, o organismo humano tem de ser capaz de manter constante o valor do pH sanguíneo que se situa em 7.365 – um valor ligeiramente alcalino, tendo em conta que o valor ácido-base é 7 (o pH neutro).

Na realidade, o pH do nosso corpo funciona como regulador de todas as funções do organismo.

Nos processos metabólicos celulares normais são produzidos ácidos que são eliminados para o espaço entre as células, nos tecidos (o chamado espaço intercelular). Daqui passam para a corrente sanguínea que, rapidamente, os expulsa do organismo, essencialmente, através da urina.

Sabe-se que uma alimentação rica em alimentos alcalinos ajuda o organismo, em todo este processo, uma vez que contribui para a regulação do pH sanguíneo.

Por oposição, os alimentos processados, o meio ambiente, bem como o processo normal de envelhecimento contribuem para que o organismo acumule bastantes compostos ácidos.

Para os eliminar, o nosso organismo está constantemente a trabalhar, podendo dar origem a uma sobrecarga.

Quando tal acontece, pode dizer-se que o organismo está em sofrimento. As células têm dificuldade em desempenhas as suas funções. Mas não só!

Vários especialistas referem que um organismo demasiado ácido tem, como consequência, um desempenho físico e mental deficiente.

Para além de falta energia ou menor resistência muscular, também o aumento de peso, dores musculares e articulares ou doenças degenerativas e oncológicas lhe parece estar associadas.

A verdade é que, quando a quantidade de ácidos produzidos no nosso organismo se torna demasiado elevada, são ativados vários mecanismos de compensação. Uma vez que o cálcio é um mineral com capacidade de alcalinizar o sangue, a forma mais eficiente de proceder a esta compensação é ir buscá-lo aos ossos. A osteoporose é uma das consequências.

De acordo com vários nutricionistas e naturopatas, a ingestão de água alcalina é uma forma de compensar a acidificação do organismo, ajudando a recuperar a vitalidade orgânica e a sensação de bem-estar.

É que um ambiente alcalino é menos propício à inflamação, o que pode reduzir as probabilidades de se vir a sofrer de doenças inflamatórias ou degenerativas, por exemplo.

Sendo uma excelente fonte de antioxidantes ajuda ainda a retardar os sinais do envelhecimento e a hidratar e rejuvenescer a pele.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Estudo
Investigadores de Coimbra concluíram que a lesão mais frequentemente provocada pela quimioterapia no tecido hepático é...

A descoberta surgiu no âmbito do primeiro estudo clínico realizado em Portugal sobre “as consequências da quimioterapia sobre o fígado dos doentes com metástases de cancro colorretal e o seu impacto sobre as complicações pós-operatórias”, anunciou a Universidade de Coimbra (UC).

A investigação, que vai continuar a ser desenvolvida, pretende detetar o motivo pelo qual a quimioterapia causa lesões no fígado de doentes com metástases de cancro colorretal (que é “um dos tumores com maior incidência em Portugal”), impedindo o sucesso da cirurgia hepática, a razão pela qual a quimioterapia é responsável pela principal lesão e qual é o padrão de incidência das lesões.

As metástases são “uma das principais causas de morte por cancro do cólon, surgindo em cerca de 60% dos casos, sendo que o fígado é um dos órgãos mais afetados pela disseminação (metastização) deste tipo de tumor”, sublinha a UC, numa nota hoje divulgada.

“A cura pode passar pela ressecção cirúrgica, ou seja, pela remoção de parte do órgão”, mas “só 20% dos pacientes são candidatos a cirurgia desde o início”.

Os restantes doentes têm de efetuar quimioterapia, criando “o grande problema”.

Se, por um lado, “a quimioterapia aumenta bastante a possibilidade de cirurgia”, por outro pode causar “lesões graves no tecido hepático, desencadeando um conjunto de complicações pós-operatórias”, como insuficiência hepática, refere a UC.

A equipa de investigadores da UC “verificou que a lesão mais frequentemente provocada pela quimioterapia no tecido hepático, síndrome de obstrução sinusoidal (SOS), é responsável pelo aumento do risco de complicações pós-operatórias, impedindo a regeneração do fígado”, embora nem todos os doentes tenham desenvolvido a lesão, explica o coordenador do estudo, Henrique Alexandrino.

A chave para resolver o problema “poderá estar na mitocôndria, organelo celular responsável pela produção de energia”, acrescenta o cirurgião e investigador da Faculdade e Medicina da UC.

“As mitocôndrias são fundamentais para a regeneração do fígado, mas podem estar a ser prejudicadas pela lesão do tipo SOS, impedindo assim a adequada recuperação do fígado e do doente”, sublinha Henrique Alexandrino.

Perceber como a lesão SOS condiciona a função das mitocôndrias é o próximo passo da investigação, estando já em curso experiências em modelos animais, no Departamento de Ciências da Vida da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC.

Os resultados obtidos noutros estudos clínicos “são muito promissores”, salienta Henrique Alexandrino.

“Além de revelarem a importância das mitocôndrias na regeneração do fígado, abrem caminho não só para o desenvolvimento de novos fármacos para melhorar a regeneração hepática, como também para o avanço de novas estratégias cirúrgicas, aperfeiçoando técnicas que possibilitem aumentar o número de pacientes candidatos à cirurgia hepática, assegurando uma recuperação eficaz”, acrescenta o investigador.

Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra
O coordenador da Unidade de Transplantação Hepática Pediátrica e de Adultos do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra...

"Há possibilidades de expandir ainda um pouco a atividade na nossa unidade, mas isso é o salto qualitativo e quantitativo para outro patamar que falta dar", disse o cirurgião Emanuel Furtado, que há quatro anos retomou o programa de transplantes hepáticos desativado naquela unidade desde 2011.

Desde 2012 que foram realizados mais de 40 transplantes em crianças, numa média de 10 a 12 por ano, e quase 200 em adultos, "resultados perfeitamente comparáveis com aquilo que se faz de bom no mundo", revelou o coordenador da unidade.

Segundo Emanuel Furtado, "os 71 transplantes realizados em 2013 são o exemplo de um esforço enorme e da conjugação de uma série de fatores que contribuíram para que, de uma forma favorável, se conseguisse um número que nunca tinha sido feito".

"Ao longo dos anos há uma variabilidade muito grande nesta atividade de transplantação, porque ela depende de fatores que não controlamos, nomeadamente nas unidades cuja atividade se baseia na utilização de órgãos de dador cadáver", explicou.

Neste momento, disse o cirurgião, a Unidade de Transplantação Hepática Pediátrica e de Adultos do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) consegue colocar duas equipas a trabalhar ao mesmo tempo, "que é algo que não se conseguia antes e, portanto, é um avanço muito grande".

"Não consegui ainda completamente ter três equipas a funcionar porque se registou a saída de um cirurgião já formado. A equipa voltou atrás em termos de formação, mas felizmente que já tínhamos mais duas cirurgiãs numa fase avançada de formação e temos três pessoas que estão numa fase muito avançada da sua autonomia em termos de transplantação", disse Emanuel Furtado.

O coordenador da unidade frisa que a equipa tem concentrado a sua capacidade toda no atendimento aos doentes e na prossecução dos objetivos puramente assistencial e de formação, mas que tem "um défice na produção científica, investigação, nas instalações, e no atendimento aos doentes, no que diz respeito aos tempos de espera”.

"Aspetos que são extremamente importantes e que de uma maneira geral nos nossos hospitais e na unidade que coordeno não estão suficientemente bem cuidados. O passo seguinte é saltar para esse patamar", referiu o cirurgião, salientando que estes quatro anos serviram para "construir a capacidade de resposta da atividade assistencial para poder dar o salto para outro nível".

A taxa de sobrevivência ao ano nos transplantes chega a estar acima de 90%, embora Emanuel Furtado saliente que "há grupos muito diferentes dentro da transplantação", com taxas de sobrevida diferenciadas consoante a tipificação dos doentes.

"As taxas que são aceitáveis para pediatria são muito diferentes das aceitáveis para adultos. Hoje em dia em pediatria ter sobrevida ao ano inferiores a 92% é inaceitável, enquanto para os adultos não é assim, porque as doenças são muito diferentes e a capacidade de resistir a uma doença e a um procedimento são diferentes", sublinhou.

O presidente do conselho de administração do CHUC considerou o programa de transplantes um caso de sucesso e recordou que "há quatro anos as crianças tinham de ser transplantadas em Espanha, com custos para as famílias, para os doentes e para os contribuintes".

"Os últimos quatro anos foram de muito trabalho dos nossos profissionais, sempre focados em princípios de responsabilidade, de ambição e de competência, que transformaram o CHUC num dos mais importantes centros nacionais, com resultados comparáveis aos melhores centros de transplantação europeus", sublinhou Martins Nunes.

Universidade de Aveiro
A bactéria chama-se "Enterobacter cloacae" e, até agora, era apenas controlada através do uso de antibióticos. Mas a...

Na Universidade de Aveiro (UA) uma equipa de investigadores conseguiu eliminar estas bactérias com recurso à terapia fágica, escreve o Sapo. Inócua para os seres humanos e muito mais barata de aplicar do que os antibacterianos, a terapia utiliza a ação de vírus específicos que destroem apenas as bactérias.

O trabalho abre as portas a um futuro onde as bactérias nefastas para a saúde humana, muitas das quais resistentes a antibióticos, possam ser eliminadas de forma rápida, eficaz e sem efeitos secundários.

"A nossa investigação prova que o Enterobacter cloacae, uma das bactérias mais frequentemente implicadas nas infeções urinárias, pode ser inativada pelos fagos [vírus que destroem somente as bactérias e que são inofensivos para a saúde humana]", explica Adelaide Almeida, investigadora do Laboratório de Microbiologia Aplicada e Ambiental da academia de Aveiro e do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar da UA e coordenadora do trabalho publicado no último número da revista Virus Research.

Pelos mesmos mecanismos estudados na UA, com os quais os fagos infetam o Enterobacter cloacae e usam o seu metabolismo para se replicarem até o inativar, também outras bactérias similares, resistentes ou não a antibióticos, causadoras tanto de infeções urinárias como de outro tipo, poderão ser eliminadas através desses vírus isolados especificamente para o efeito.

No futuro, o paciente poderá receber o tratamento fágico por administração epidérmica ou via oral.

"Esta tecnologia, que inativa tanto bactérias resistentes a antibióticos como bactérias não resistentes, pode ser uma alternativa aos antibióticos, nomeadamente quando as bactérias que causam a infeção são resistentes aos antibióticos", aponta a investigadora. E caso as bactérias desenvolvam resistência aos fagos, garante, "é fácil isolar novos fagos no ambiente". Por outro lado, "as bactérias que desenvolvam essa resistência crescem mais lentamente e não são tão patogénicas como as não resistentes".

A elevada eficiência na inativação bacteriana através do recurso a fagos, associada à sua segurança e aos longos períodos de sobrevivência destes vírus, mesmo em amostras de urina utilizadas pelos investigadores, aponta Adelaide Almeida, "abre caminho para estudos mais aprofundados, especialmente in vivo, para controlar infeções do trato urinário e evitar o desenvolvimento de resistências por estirpes de Enterobacter cloacae a nível hospitalar".

Cirurgia de ambulatório
Médicos anestesiologistas de mais de 20 unidades hospitalares criaram uma proposta intitulada "Recomendações para a...

"Esta proposta, destinada a todos os profissionais de saúde envolvidos em programas de cirurgia de ambulatório, decorre do crescente aumento da população idosa e obesa em Portugal que obrigam a cuidados especiais, nomeadamente no que à anestesia diz respeito", explica Vicente Vieira, média anestesiologista e membro da Direção da Associação Portuguesa de Cirurgia Ambulatória (APCA).

"É necessário uma avaliação pré-operatória rigorosa dos doentes e a seleção da técnica anestésica mais segura para cada doente", acrescenta.

"O paciente obeso apresenta frequentemente outras patologias associadas, nomeadamente respiratórias, cardiovasculares e endócrino-metabólicas que exigem cuidados especiais. Por exemplo, estima-se que 70% a 80% destes pacientes tenham síndrome da apneia obstrutiva do sono e que esta ocorrência aumenta a probabilidade de complicações no pós-operatório", refere a especialista.

"Nos idosos é necessária especial atenção ao histórico clínico de doenças cognitivas e é fundamental a avaliação e otimização clínica de um vasto número de outras patologias. Neste grupo o principal objetivo é promover o rápido regresso do idoso ao seu ambiente familiar, através de uma adequada profilaxia das náuseas e vómitos e de uma analgesia eficaz, uma vez que isso implica uma menor disfunção cognitiva e uma mais rápida reabilitação", indica ainda.

Ambulatório representa 60% de toda a atividade cirúrgica
A cirurgia de ambulatório representa atualmente 60% de toda a cirurgia programada em Portugal, devido, em grande parte, à evidência científica de uma baixa taxa de complicações pós-operatórias - como infeções - e um elevado índice de satisfação por parte dos utentes, escreve o Sapo.

O trabalho em questão tem sido desenvolvido desde o último trimestre de 2015 e tem procurando estratégias comuns e consensuais na abordagem peri-operatória destes doentes.

Este grupo conta com o patrocínio científico de várias Sociedades Médicas, nomeadamente da Associação Portuguesa de Cirurgia Ambulatória (APCA), do Clube de Anestesia Regional (CAR) e da Sociedade Portuguesa de Anestesiologia (SPA).

O resultado preliminar da Recomendações foi apresentado no passado dia 11 de março, no Congresso da SPA que decorreu na Figueira da Foz e vai agora ser disponibilizado para consulta e discussão pelos restantes anestesiologistas do país nos sites destas Sociedades Científicas.

Entregue na Assembleia da República
O documento foi entregue na Assembleia da República pela Associação Vegetariana Portuguesa e o Partido PAN - Pessoas, Animais e...

A Associação Vegetariana Portuguesa (AVP) entregou, na Assembleia da República, uma petição pela inclusão de opções vegetarianas nas cantinas públicas tendo sido recolhidas, segundo o Sapo, 15 mil assinaturas.

O PAN que se uniu à AVP nesta iniciativa explicou que a petição surgiu em fevereiro do ano passado por um membro da AVP e que representa a vontade de muitos portugueses que seguem regimes de alimentação que diferem da norma – alimentação ovo lacto-vegetariana ou estritamente vegetal – tal como, da necessidade de resposta a uma realidade que o país precisa de acompanhar.

Das 15 mil assinaturas recolhidas, 12 mil foram validadas e entregues na Assembleia para que a medida possa ser discutida e introduzir, posteriormente, opções vegetarianas nas escolas, universidades e hospitais portugueses.

O PAN deu entrada também, no final de janeiro, de um projeto de lei pela inclusão de opção vegetariana em todas as cantinas públicas.

Dia Mundial da Água
A água da torneira tem qualidade e os consumidores não necessitam de equipamentos purificadores, ao contrário do que as...

"Tem-se verificado nos últimos anos que algumas empresas tentam comercializar purificadores de água recorrendo a uma experiência enganadora e tentando assim convencer os consumidores da necessidade de tratamento adicional da água da torneira", disse Luís Simas.

"Quando existe acesso à rede de distribuição não há necessidade de fazer tratamento à água", alertou o responsável.

O diretor do departamento da Qualidade da Água da Entidade Reguladora dos Serviços de Água e Resíduos (ERSAR) falava a propósito do Dia Mundial da Água, que hoje se assinala, e que foi escolhido para a apresentação da sua nova imagem institucional.

Os três elementos que constituem o novo logótipo da ERSAR estão associados aos serviços regulados, ou seja, o abastecimento de água, o saneamento de águas residuais e a gestão de resíduos urbanos.

A entidade reguladora tem recebido vários pedidos de esclarecimento da parte dos consumidores sobre a necessidade, ou não, de instalarem equipamentos para tratamento da água da rede de distribuição.

Por isso, vem reforçar a informação de que o indicador de água segura em Portugal é de 98% e "pode ser bebida sem quaisquer adições, de tratamento ou de coisa alguma".

"Acima de tudo, pretendemos informar o consumidor que esses equipamentos não são necessários quando são servidos pela água da rede de distribuição, portanto não têm qualquer necessidade de fazer tratamento adicional", insistiu Luís Simas.

E salientou a necessidade de esclarecer "a forma utilizada para convencer o consumidor que é a realização de uma experiência com um impacto visual muito grande, mas depois utilizada de uma forma errada do ponto de vista técnico".

Assim, "a experiência leva, às vezes, o consumidor a tomar uma decisão que não está fundamentada" e aquilo que "nos preocupa é induzirem o consumidor em erro", acrescentou o diretor do departamento da Qualidade da Água.

A ERSAR salienta mesmo que "estes equipamentos produzem uma água de composição mineral desequilibrada e que em nada ajuda na proteção da saúde humana".

Além dos pedidos de informação dos consumidores, a ERSAR também é contactada por operadores a transmitir que "estas empresas atuam nas suas áreas utilizando o argumento de que a água da rede não tem qualidade adequada e têm um equipamento resolve os problemas todos".

Somente a pequena parte da população que não tem água da rede pública, porque vive em zonas isoladas, deve preocupar-se com a qualidade de água que lhes chega à habitação.

A taxa de cobertura da rede está acima de 95% e "o que é razoável do ponto de vista técnico já foi atingido".

Nestes casos, especificou, os consumidores podem contar com as autoridades de saúde locais, o regulador e o operador que está nesse concelho para ajudarem a estabelecer mecanismos de controlo e tratamento da água.

Governo vai anunciar
O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior disse que "nunca houve um programa" mas "apenas uma intenção...

"Estamos a trabalhar com a própria comunidade médica e com o Ministério da Saúde. Nunca houve nenhum programa, houve uma intenção e estamos a trabalhar. [Novidades,] ainda esta semana", disse Manuel Heitor à margem da iniciativa "União Europeia- 30 anos, dez debates", que esta tarde decorreu na Faculdade de Engenharia, no Porto.

Em causa está um programa criado há um ano, por iniciativa do Governo PSD-CDS/PP, para incentivar a investigação médica de excelência.

A 5 de outubro, um dia depois das eleições Legislativas, foi publicado o regulamento do Programa Investigador Médico, a iniciativa mais ambiciosa, e a primeira a arrancar, de um programa mais vasto, intitulado Programa Integrado de Promoção da Excelência em Investigação Médica.

Contudo, no início de janeiro, um mês depois de o novo Governo PS ter tomado posse, após a queda do segundo Governo de direita, liderado por Pedro Passos Coelho, o Programa Integrado de Promoção da Excelência em Investigação Médica passou a constar na lista de iniciativas suspensas da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), cujos concursos estavam "em apreciação pela tutela".

Esta tarde, confrontado pelos jornalistas sobre se este projeto estaria "bloqueado", Manuel Heitor disse que "anunciará ainda esta semana" novidades.

ARS Centro
A Administração Regional de Saúde do Centro anunciou que o projeto para reduzir o sal no pão abrange atualmente 1,5 milhões de...

Por outro lado, 80% dos 336 consumidores auscultados no âmbito de um inquérito em padarias que integram o “pão.come” consideram este projeto “de muito interesse para a sua saúde”, afirma em comunicado o gabinete de relações públicas e comunicação da Administração Regional de Saúde (ARS) do Centro.

No estudo de opinião, realizado em 2015 pela equipa coordenadora do programa “minorsal.saúde”, que inclui o projeto “pão.come”, foi possível concluir que “a maioria das pessoas inquiridas (58%) não notou a diferença” da redução do sal no pão.

Desenvolvido desde 2007 pelo Departamento de Saúde Pública (DST) da ARS do Centro, o “pão.come” está integrado no programa estratégico de redução do cloreto de sódio na alimentação, o “minorsal.saúde”, e tem vindo a utilizar “uma metodologia gradativa de diminuição do teor do sal na confeção do pão”, propondo como objetivo final 0,8 gramas deste ingrediente por 100 gramas de pão.

O “pão.come” começou há oito anos, com 322 padarias aderentes em 26 concelhos do Centro, e já abrange 950 padarias em 73 concelhos.

“Até ao momento, já contabiliza 7.429 análises realizadas, contando, para esse efeito, com a rede instalada de serviços de saúde pública, assim como laboratórios de saúde pública da região”, segundo aquela nota.

O projeto deverá terminar em 2020 e “envolve uma vasta equipa” de médicos e enfermeiros de saúde pública, técnicos de saúde ambiental, nutricionistas, engenheiros sanitaristas, técnicos de laboratório e padeiros.

Distinguido com um prémio na categoria “promoção da saúde”, em 2009, e com uma menção honrosa dos Nutrition Awards, em 2010, o projeto integra a Estratégia Nacional para a Redução do Consumo de Sal na Alimentação, da Direção-Geral de Saúde, e “contribui de uma forma inequívoca para a melhoria da saúde da população”.

Os parceiros do “pão.come” são a Associação do Comércio e da Indústria da Panificação, Pastelaria e Similares e a Fundação Portuguesa de Cardiologia.

Governo
O secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo, revelou que 13 centros de saúde, em Lisboa e no Alentejo, vão...

“Pretendemos, ao longo destas experiências-piloto, e serão 13 nesta primeira fase, iniciar a integração de médicos dentistas nos cuidados de saúde primários, de modo a que os utentes tenham uma acessibilidade fácil a cuidados de saúde oral e possamos prestar uma resposta com qualidade”, salientou o governante.

Fernando Araújo, que hoje se deslocou ao centro de saúde de Portel, no distrito de Évora, uma das unidades abrangidas pelo projeto-piloto, afirmou que a saúde oral é “uma área de fragilidade” no âmbito do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

“Apesar do programa ‘cheque-dentista’ que temos tido ao longo destes últimos oito anos e para além de toda a política na área da prevenção e na promoção da saúde oral, continuamos a ter uma área de fragilidade, no sentido do acesso a cuidados de saúde oral”, disse.

Por isso, com esta iniciativa, que vai abranger, por enquanto, dois centros de saúde no Alentejo (Portel e Montemor-o-Novo) e 11 na zona de Lisboa, o Ministério da Saúde vai afetar profissionais de saúde oral àquelas unidades de cuidados de saúde primários.

“Os dentistas e os assistentes de medicina dentária irão estar, em presença física, nos centros de saúde e os utentes vão poder ser orientados”, pelos seus médicos de família, “para estes profissionais, de modo a termos uma resposta com qualidade em saúde oral”, afiançou o secretário de Estado.

O governante referiu que o objetivo é que, até final do 1º semestre deste ano, o projeto-piloto possa arrancar “com os profissionais a poderem tratar os doentes”, seguindo-se, “durante um ano”, a monitorização e avaliação para a experiência ser, depois, alargada a outras zonas do país.

A escolha das unidades de saúde, nesta fase inicial, regeu-se por dois critérios, segundo o secretário de Estado: centros de saúde que “já tivessem condições físicas próprias para esse fim”, para que a experiência “pudesse ser iniciada mais rapidamente”, e locais onde não houvesse “tanta oferta de cuidados de saúde”.

“Portel é um bom exemplo disso. Temos um centro de saúde com ótimas instalações” e num concelho “onde a população terá menos oferta de cuidados de saúde oral”, indicou, defendendo que é preciso que “os utentes confiem no SNS, nos médicos e na equipa de família” e que possam encontrar “vários tipos de resposta” e “com qualidade” ao nível dos cuidados de saúde primários.

O presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo, José Robalo, explicou que, nesta área da saúde oral, vão ser privilegiadas “pessoas que já têm outras patologias e que necessitam mesmo de cuidados de uma forma mais rápida”.

“Estamos a falar por exemplo de um doente diabético”, que, nestes centros de Saúde, vai “ter acesso a todo o tratamento dentário”, indicou, explicando também que, tanto para Portel como para Montemor-o-Novo, vão ser encaminhados doentes de unidades de cuidados primários de concelhos vizinhos.

No Centro
Mais de 90% das escolas e infantários do Centro do país estão abrangidos pelo programa “sope.come”, criado há cinco anos pela...

“90% das escolas dos 1,º, 2,º e 3,º ciclos da região Centro e 96% dos jardins-de-infância estão abrangidos pelo projeto”, informou o gabinete de relações públicas e comunicação da ARS do Centro, em comunicado.

No momento, o programa “chega também às cantinas e refeitórios de 91% das instituições particulares de solidariedade social (IPSS)” da região.

Integrado no “minorsal.saúde”, programa estratégico de redução do sal na alimentação da população desenvolvido pelo Departamento de Saúde Pública (DSP) da Administração Regional de Saúde (ARS), o “sopa.come” reúne “as sete maiores empresas nacionais de restauração coletiva”.

O projeto tem-se revelado “de todo o interesse pela oportunidade de interação com as instituições aderentes”, segundo a nota.

“A articulação entre o DSP e as referidas empresas tem permitido desenvolver uma intervenção estratégica em conjunto que, na atualidade, abrange milhares de crianças, pessoas ativas e idosos”, adianta.

Além do trabalho de monitorização do teor do sal nas sopas de todos os estabelecimentos incluídos no projeto (refeitórios escolares, IPSS, hospitais e alguns restaurantes), “existe um grande trabalho de sensibilização para a problemática da redução do sal na confeção das refeições com o objetivo de prevenir doenças, nomeadamente as cardiovasculares e cerebrovasculares”, destaca a ARS do Centro.

Infarmed
A Agência Europeia de Medicamentos iniciou uma revisão de segurança para avaliar o risco de deposição de gadolínio nos tecidos...

Os meios de contraste contendo gadolínio incluem as seguintes substâncias ativas: ácido gadobénico, gadobutrol, gadodiamida, ácido gadopentético, ácido gadotérico, gadoteridol, gadoversetamida e ácido gadoxético. Em Portugal, estão comercializados os meios de contraste MultiHance, Gadovist, Omniscan, Magnevist, Dotarem, Optimark e Primovist.

Estes medicamentos podem ser administrados antes ou durante a ressonância magnética para intensificação do contraste, ajudando a obter melhores imagens dos órgão e tecidos. Após administração, os meios de contaste contendo gadolínio são maioritariamente eliminados pelos rins mas alguns estudos indicam que este elemento pode acumular-se em certos tecidos e órgãos, incluindo fígado, rins, músculos, pele e ossos.

Publicações recentes1-7 relatam que estes meios de contraste também se podem acumular no tecido cerebral. Em Janeiro de 2016, o Comité de Avaliação do Risco em Farmacovigilância (PRAC) da EMA reviu estas publicações.

Apesar de não terem sido notificados efeitos adversos relacionados com a deposição de gadolínio no cérebro, o PRAC irá realizar uma revisão de segurança para avaliar este risco.

Conforme divulgado na Circular Informativa nº 128/CD de 02/08/2010, também já foi feita uma revisão a estes meios de contrate, para avaliar o risco de Fibrose Sistémica Nefrogénica (FSN).

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e o Infarmed continuarão a acompanhar e a divulgar todas as informações pertinentes relativas a esta matéria.

1Errante Y, Cirimele V, Mallio CA, Di Lazzaro V, Zobel BB, Quattrocchi CC. Progressive increase of T1 signal intensity of the dentate nucleus on unenhanced magnetic resonance images is associated with cumulative doses of intravenously administered gadodiamide in patients with normal renal function, suggesting dechelation. Investigative radiology 2014;49(10):685-90.
2Kanda T, Fukusato T, Matsuda M, Toyoda K, Oba H, Kotoku J, et al. Gadolinium-based Contrast Agent Accumulates in the Brain Even in Subjects without Severe Renal Dysfunction: Evaluation of Autopsy Brain Specimens with Inductively Coupled Plasma Mass Spectroscopy. Radiology 2015;276(1):228-32.
3Kanda T, Ishii K, Kawaguchi H, Kitajima K, Takenaka D. High signal intensity in the dentate nucleus and globus pallidus on unenhanced T1-weighted MR images: relationship with increasing cumulative dose of a gadolinium-based contrast material. Radiology 2014;270(3):834-41.
4Kanda T, Osawa M, Oba H, Toyoda K, Kotoku J, Haruyama T, et al. High Signal Intensity in Dentate Nucleus on Unenhanced T1-weighted MR Images: Association with Linear versus Macrocyclic Gadolinium Chelate Administration. Radiology 2015;275(3):803-9.
5McDonald RJ, McDonald JS, Kallmes DF, Jentoft ME, Murray DL, Thielen KR, et al. Intracranial Gadolinium Deposition after Contrast-enhanced MR Imaging. Radiology 2015;275(3):772-82.
6Quattrocchi CC, Mallio CA, Errante Y, Cirimele V, Carideo L, Ax A, et al. Gadodiamide and Dentate Nucleus T1 Hyperintensity in Patients With Meningioma Evaluated by Multiple Follow-Up Contrast-Enhanced Magnetic Resonance Examinations With No Systemic Interval Therapy. Investigative radiology 2015;50(7):470-2.
7Radbruch A, Weberling LD, Kieslich PJ, Eidel O, Burth S, Kickingereder P, et al. Gadolinium retention in the dentate nucleus and globus pallidus is dependent on the class of contrast agent. Radiology 2015;275(3):783-91.

Infarmed
O Comité de Avaliação do Risco em Farmacovigilância da Agência Europeia de Medicamentos emitiu recomendações provisórias para...

O Zydelig está autorizado na União Europeia para o tratamento de leucemia linfocítica crónica (LLC) e linfoma folicular e está a ser alvo de uma revisão de segurança devido ao aumento da ocorrência de eventos adversos graves incluindo mortes em três ensaios clínicos. A maioria das mortes deveram-se essencialmente a pneumonias por Pneumocystis jirovecii, infeções por citomegalovirus e outros eventos respiratórios.

Até que a avaliação esteja concluída, o Comité de Avaliação do Risco em Farmacovigilância (PRAC) emitiu as seguintes medidas de precaução provisórias:

Profissionais de Saúde
- O Zydelig não deve ser administrado como primeira linha em doentes com LLC cujas células cancerígenas tenham deleção em 17p ou mutação da TP53, ou em doentes com infeção sistémica;
- O Zydelig pode continuar a ser utilizado em combinação apenas com o rituximab em doentes com LLC que receberam, pelo menos, uma terapêutica prévia, e em monoterapia em doentes com linfoma folicular que sejam refratários a duas linhas de tratamento;
- Os doentes que estejam a fazer terapêutica com Zydelig para LLC devem ser reavaliados e o tratamento só deve ser continuado se os benefícios superarem os riscos;
- Os doentes que estejam a fazer terapêutica com Zydelig devem fazer tratamento profilático da pneumonia por P. jirovecii e ser monitorizados para os sintomas e sinais respiratórios. 
- Nos doentes que estejam a fazer terapêutica com Zydelig devem ser monitorizadas regularmente:
- função respiratória;
- infeção por citomegalovírus;
- deteção de neutropenia.

  • No caso de o doente apresentar uma neutropenia moderada ou grave, o tratamento com Zydelig deve ser reavaliado podendo ser interrompido.

- Os doentes devem ser informados sobre o risco de infeções graves com Zydelig;

Informação para o doente
- Se estiver a tomar Zydelig é necessário detetar e tratar precocemente algumas infeções para permitir que o tratamento seja seguro. Para isso, é necessário a utilização de antibióticos para prevenir um tipo de pneumonia e a monitorização da ocorrência de infeções.
- Se tiver febre, tosse ou dificuldade em respirar deve contactar imediatamente o seu médico;
- Deve continuar a tomar o medicamento de acordo com as indicações do seu médico, a quem deve recorrer em caso de dúvida.

Os profissionais de saúde irão receber por escrito mais detalhes sobre as medidas provisórias e a informação do medicamento será atualizada em conformidade.

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e o Infarmed continuarão a acompanhar e a divulgar todas as informações pertinentes relativas a esta matéria.

Infarmed
O Comité de Avaliação do Risco em Farmacovigilância da Agência Europeia de Medicamentos concluiu a avaliação do risco de...

Os corticosteroides são uma classe de medicamentos que, quando usados por via inalatória, reduzem a inflamação nos pulmões facilitando a respiração. Estes medicamentos são utilizados no tratamento da doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC) com recurso a dispositivos para inalação.

Em Portugal, corticosteroides para inalação disponíveis são o budesonida e a fluticasona com indicação para o tratamento da DPOC por via inalatória.

O Comité de Avaliação do Risco em Farmacovigilância (PRAC) considera que, apesar de os doentes com DPOC tratados com corticosteroides para inalação apresentarem maior risco de desenvolver pneumonia, os benefícios destes medicamentos continuam a ser superiores aos riscos. Adicionalmente, não foram identificadas diferenças no risco de pneumonia entre os vários corticosteroides avaliados.

Com base na avaliação realizada, o PRAC considerou que a informação destes medicamentos deve ser atualizada para incluir a referência à necessidade de os médicos e doentes com DPOC estarem atentos aos sinais e sintomas de pneumonia, uma vez que estes se podem confundir com os da exacerbação da doença subjacente.

A recomendação do PRAC será remetida para o Comité dos Medicamentos de Uso Humano (CHMP) para adoção de uma opinião.

Infarmed
A Agência Europeia de Medicamentos iniciou uma revisão de segurança dos antivirais de ação direta, utilizados no tratamento da...

Os antivirais de ação direta1 autorizados na União Europeia são: Daklinza (daclatasvir), Exviera (dasabuvir), Harvoni (ledipasvir + sofosbuvir), Olysio (simeprevir), Sovaldi (sofosbuvir) e Viekirax (ombitasvir + paritaprevir + ritonavir).

Esta revisão surge na sequência da notificação de casos de reativação da hepatite B em doentes infetados com vírus da hepatite B e C e que tinham sido tratados com antivirais de ação direta para a hepatite C.

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) irá agora avaliar a extensão da reativação da hepatite B em doentes tratados com antivirais de ação direta para o tratamento da hepatite C e analisar a necessidade de tomar medidas adicionais para otimizar o tratamento.

Até que esteja concluída a avaliação, os doentes devem continuar a tomar os medicamentos de acordo com as indicações do seu médico, a quem devem recorrer em caso de dúvida.

A EMA e o Infarmed continuarão a acompanhar e a divulgar todas as informações pertinentes relativas a esta matéria.

1Os medicamentos Exviera e Viekirax não se encontram comercializados em Portugal.

Estudo
A crise teve um impacto na saúde mental dos portugueses, em particular nos desempregados, idosos e pessoas com baixos...

Dois estudos que integraram o projeto Smaile registam um impacto da crise na saúde mental da população portuguesa, em especial nos desempregados, idosos e pessoas com baixos rendimentos, bem como pessoas com maior probabilidade de isolamento social, como é o caso de viúvos, divorciados e solteiros.

Um desses estudos, que analisa as consultas e internamentos em serviços de psiquiatria nas Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto, refere que, entre 2007 e 2012, registou-se um aumento de consultas em psiquiatria nos solteiros (45%), nos viúvos (30%), nos desempregados (63%), estudantes (63%), nos reformados (27%) e nos sem atividade (38%).

Nas consultas, registou-se ainda um aumento em ambos os géneros, e em especial nos grupos etários dos 30 aos 49 anos (mulheres 11% e homens 22%) e dos utentes com mais de 65 anos (mulheres 42% e homens 47%).

Essa investigação, a que a agência Lusa, teve acesso refere ainda que no mesmo período houve um incremento de internamentos para o grupo etário dos 50 aos 64 anos (17,7%), para o grupo dos divorciados (19,2%) e para os desempregados (43%).

A psiquiatra e uma das investigadoras do estudo, Graça Cardoso, sublinha que "em momentos de crise, há que garantir serviços e apoios para minimizar" os efeitos da mesma, afirmando que em Portugal "cortou-se a eito, com pouco cuidado e deixando desprotegidas as pessoas que já estavam mais vulneráveis".

Segundo a investigadora da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, seria necessário um reforço dos serviços de saúde mental na comunidade e de cuidados primários, acompanhado por "políticas sociais dirigidas para os grupos mais vulneráveis".

Os resultados alcançados nos diferentes estudos integrados no Smaile "sugerem o impacto da crise na saúde mental da população", registado "na utilização dos serviços de saúde, nas condições económico-financeiras reportadas pelos indivíduos com pior saúde mental e na associação entre os padrões geográficos de mortalidade por suicídio e de privação material", sublinha a investigadora Paula Santana, coordenadora do projeto que procurou analisar a relação entre a crise e a saúde mental em Portugal.

Um dos estudos, que consistiu num questionário a 1.066 pessoas de Amadora, Lisboa, Mafra e Oeiras, feito entre 2014 e 2015, conclui que os inquiridos com rendimentos mais baixos e em situação de desemprego registam pior saúde mental.

"Além dos rendimentos e da condição perante o trabalho", existem outros fatores identificados neste inquérito que influenciam a saúde mental da população, sublinha a investigadora e coordenadora do Centro de Estudos em Geografia e Ordenamento do Território (GEGOT) da Universidade de Coimbra.

Pessoas "do sexo feminino, com menor escolaridade, sem atividade física, com excesso de peso ou obesidade, com familiares desempregados, que expressaram ter dificuldades em pagar despesas, revelam maior risco de pior saúde mental", salienta Paula Santana.

O projeto Smaile (Saúde Mental - Avaliação do Impacte das condicionantes Locais e Económicas) reúne diversos estudos centrados no impacto da crise na saúde mental em Portugal, tendo sido financiado pelo Programa Operacional Fatores de Competitividade (COMPETE) e pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).

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