CINTESIS
Uma equipa de investigadores do CINTESIS – Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde anunciou hoje ter criado...

A equipa de investigação desenvolveu e validou duas pontuações para a identificação da asma em adultos.

“Para isso, foram avaliados dados de mais de 700 adultos com e sem asma, de todo o país. Os doentes foram avaliados por um especialista em consulta médica estruturada e meios auxiliares de diagnóstico”, explica, em comunicado, a investigadora Ana Sá Sousa, primeira autora do trabalho.

Os dois questionários de identificação de asma desenvolvidos e agora tornados públicos demonstraram ser boas ferramentas de triagem da asma em adultos, possibilitando também, pela primeira vez, a utilização de pontuações cientificamente robustas em estudos epidemiológicos de asma.

Os questionários são curtos (com seis ou oito questões) e fáceis de usar, sendo o resultado dado pela soma do número de respostas positivas. A performance desta ferramenta tem entusiasmado a comunidade médica, estando já a ser planeados “novos estudos noutras populações, incluindo no sudoeste asiático”, acrescenta João Fonseca, líder da equipa de investigação e especialista em imunoalergologia.

A asma constitui um importante problema de saúde pública a nível mundial, afetando pessoas de todas as idades e apresentando custos avultados para os sistemas de saúde e para os próprios doentes e familiares.

De acordo com o CINTESIS, só em Portugal estima-se que a doença afete 700 mil pessoas e que custe ao Estado cerca de 550 milhões de euros por ano – 929 euros por criança e de 708 euros por adulto -, valores que duplicam quando se fala de doentes com asma não controlada.

Segundo João Fonseca, “embora seja uma doença muito comum e muito estudada, a asma ainda não dispunha de nenhum instrumento de triagem simples e fiável, desenvolvido de forma exigente”.

A falha que este trabalho vem agora colmatar, além de dificultar a identificação de casos de asma, “prejudicava a robustez dos estudos sobre esta doença e estará, até, por detrás de algumas disparidades encontradas entre a prevalência de asma reportadas por diferentes trabalhos”.

Segundo o especialista, “faltava um modelo de classificação válido que permitisse distinguir, de forma simples, as pessoas nas quais a existência de asma é provável, daquelas cuja confirmação da doença requer uma avaliação médica e das que é muito pouco provável terem asma”.

O trabalho onde esta ferramenta é apresentada à comunidade médica internacional foi recentemente publicado no The Journal of Allergy and Clinical Immunology: In Practice – considerada uma das mais importantes revistas científicas na área da alergia.

Até 23 de dezembro
A população pode experimentar, gratuitamente, as novas termas de Amarante, até ao dia 23 de dezembro, período que antecede a...

A abertura do equipamento chegou a estar prevista para outubro deste ano, mas atrasos na entrega de alguns materiais de decoração motivaram o adiamento.

"Agora está tudo pronto e operacional", assegurou José Luís Gaspar, acrescentando que decorre a fase de testes.

A fruição da piscina termal nesta fase, apesar de gratuita, carece de marcação prévia.

A adesão da população ao atual período experimental, referiu, tem superado as expetativas, com a inscrição, na primeira fase, de 400 pessoas.

O autarca recorda, por outro lado, que as termas de Amarante, totalmente construídas de raiz junto ao rio Tâmega (margem direita), nos terrenos do antigo parque de campismo, representarão ganhos económicos para a cidade e para a região, nomeadamente em termos económicos, porque terão capacidade para tratar cerca de 3.600 pessoas por ano, nas áreas de saúde e bem-estar.

O equipamento representou um investimento de 1,5 milhões de euros da câmara municipal, contemplando a construção de dois edifícios, ligados entre si, e a requalificação da área ribeirinha envolvente.

Diário da República
Um diploma que altera o apoio financeiro do Governo da República ao futuro Hospital Central da Madeira, ao incluir o valor do...

O documento altera a resolução do conselho de ministros n.º 132/2018, de 10 de outubro, que aprovou o apoio financeiro do Estado, através de transferência orçamental para a Região Autónoma da Madeira, com vista à construção, fiscalização da empreitada e aquisição de equipamento médico e hospitalar estrutural do futuro Hospital Central da Madeira.

A resolução publicada ontem, "atendendo às dúvidas entretanto suscitadas", clarifica que "a referida transferência orçamental inclui também um valor correspondente ao IVA à taxa legal em vigor, tendo em conta o respetivo escalonamento plurianual, uma vez que tal aspeto não havia ficado expressamente contemplado" na primeira resolução.

Assim, o novo diploma determina que a transferência orçamental para a Região Autónoma da Madeira para a construção do futuro hospital é de 265.983.447,05 euros, dos quais 55.045.871,56 são para equipamento médico e hospitalar.

Entre 2019 e 2020 será transferido o montante correspondente a 50% do valor das faturas, com os limites de 14.062.505,03 euros em 2019 e de 21.093.757,55 euros em 2020, "a que acresce o correspondente valor do respetivo IVA à taxa legal em vigor".

Entre 2021 e 2024 será transferido o montante correspondente a 50% do valor das faturas, "após a dedução de um quarto do valor de avaliação global a devoluto dos Hospitais Dr. Nélio Ferraz Mendonça e dos Marmeleiros".

Os limites de transferência previstos são de 15.331.365,24 euros em 2021, de 15.331.365,24 euros em 2022, de 15.331.365,24 euros em 2023 e de 15.331.365,24 euros em 2024.

A estes montantes também "acresce o correspondente valor do respetivo IVA à taxa legal em vigor, e ainda o valor de metade do IVA à taxa legal em vigor associado à faturação correspondente a um quarto do valor dos imóveis".

O projeto do novo hospital da Madeira, orçado em 340 milhões de euros, foi aprovado no final de outubro pelo Conselho do Governo Regional, estando o lançamento do concurso público internacional previsto para breve, mas o pagamento do novo equipamento tem estado envolto numa polémica entre o Governo da República e o Governo regional.

Em 27 de setembro, o Conselho de Ministros anunciou que iria comparticipar o novo Hospital da Madeira até um montante de 132 milhões de euros, correspondente a uma comparticipação de “metade” da construção e equipamentos desta unidade, mas na resolução publicada em 10 de outubro em Diário da República aparece apenas o valor de 96 milhões de euros e distribuído por seis anos.

Na prática, a resolução do Conselho de Ministros que deliberou o financiamento da República ao novo hospital inclui o valor dos atuais edifícios devolutos dos atuais hospitais Dr. Nélio Mendonça (Funchal) e Marmeleiros (Monte), o que reduz o valor da comparticipação do Estado central para 96,5 ME (13%).

Esta percentagem resulta, segundo o presidente do Governo regional da Madeira, Miguel Albuquerque, do facto de o Estado não assumir as expropriações dos terrenos, nem a aquisição dos equipamentos.

“A palavra de um primeiro-ministro não vale nada em Portugal”, acusou Miguel Albuquerque.

Entretanto, o parlamento aprovou a 26 de novembro, em Lisboa, duas propostas de alteração ao Orçamento do Estado para 2019 sobre a construção do novo Hospital da Madeira, apresentadas pelo PCP e BE, que preveem a assunção pelo Estado de 50% do valor da obra.

O BE propõe que o Governo socialista “assegura apoio financeiro correspondente a 50% do valor da construção, fiscalização da empreitada e aquisição de equipamento médico e hospitalar estrutural do futuro Hospital Central da Madeira”, de acordo com a programação financeira da região autónoma, “estimada em 265.983.447,05 euros, através de transferências anuais de verbas” para a Madeira, “tendo o limite de 14.062.505,03 euros na verba a transferir no ano de 2019".

A alteração do PCP estipula que "os apoios financeiros à construção do novo Hospital Central da Madeira devem corresponder aos compromissos assumidos pelo primeiro-ministro de comparticipação pelo Estado em 50% do valor do total da obra".

Duas outras propostas apresentadas pelo PSD e pelo CDS relativas à mesma questão foram chumbadas no parlamento.

Até 2030
A diretora-adjunta da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, a cabo-verdiana Maria Helena Semedo,...

“Infelizmente, os últimos dados não são tão promissores”, referiu Maria Helena Semedo, em declarações à margem de uma cerimónia em Lisboa, tendo acrescentado que a “fome continua a aumentar”, a nível global.

A diretora-adjunta da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) referiu ainda que é necessário “um esforço maior” no combate à fome, mas também uma integração a nível político e intelectual para que em 2030 "os objetivos [das Nações Unidas] de desenvolvimento duráveis possam ser atingidos".

Maria Helena Semedo recebeu ontem, no Auditório Camões, o grau de Doutora ‘Honoris Causa’ pela Universidade Aberta, tornando-se na primeira mulher cabo-verdiana a ser agraciada com esta distinção académica.

As Nações Unidas consideram que alimentar um planeta faminto é cada vez mais difícil, porque as mudanças climáticas e o esgotamento dos solos e outros recursos estão a enfraquecer os sistemas alimentares.

Um relatório da FAO divulgado em 28 novembro diz que são necessárias melhores políticas para alcançar a “fome zero”, acrescentando que o aumento da população exige o fornecimento de alimentos mais nutritivos a preços acessíveis.

Mas, prossegue o documento, o aumento da produção agrícola é difícil, tendo em conta o "estado frágil da base de recursos naturais", uma vez que os seres humanos ultrapassaram a capacidade de carga da Terra em termos de solos, água e alterações climáticas.

Cerca de 820 milhões de pessoas estão desnutridas, refere o relatório, divulgado pela FAO e o Instituto Internacional de Pesquisas sobre Políticas Alimentares numa conferência global destinada a acelerar os esforços para alcançar a fome zero em todo o mundo.

A segurança alimentar continua fraca para muitos milhões de pessoas que não têm acesso a dietas acessíveis e adequadamente nutritivas por uma variedade de razões, sendo a mais comum a pobreza.

De acordo com o relatório, a segurança alimentar está igualmente ameaçada por conflitos civis e outro tipo de disputas.

A FAO estima que a procura global por alimentos crescerá 50% entre 2013 e 2050. Os agricultores podem expandir o uso da terra para ajudar a compensar parte da diferença, mas essa opção é restrita em lugares como a Ásia e o Pacífico e a urbanização está a consumir ainda mais terras do que aquelas que poderiam ter sido usadas para agricultura.

Aumentar a produção agrícola além dos níveis sustentáveis pode causar danos permanentes aos ecossistemas, segundo o relatório, que sublinha a erosão do solo, a poluição com cobertura de plástico, os pesticidas e fertilizantes e a perda de biodiversidade.

De acordo com o documento, a China destrói 12 milhões de toneladas de sementes contaminadas por ano, com uma perda de quase 2,6 biliões de dólares.

61º Congresso Português de Oftalmologia
Chama-se presbiopia e é, a partir dos 40 anos, uma situação que afecta muitos portugueses. A presbiopia e outras doenças...

Isabel Almasqué, oftalmologista, membro da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO) e presidente honorária do encontro, explica que a presbiopia resulta de “uma evolução fisiológica do nosso sistema visual”, caracterizada por “uma perda progressiva e fisiológica da capacidade de ver ao perto a partir da quarta década de vida”.

E ainda que não seja uma doença, “obriga habitualmente ao uso de uma correcção óptica para ver ao perto e a maior parte das pessoas não gosta de usar óculos”, acrescenta a especialista. “O surgimento de várias alternativas cirúrgicas inovadoras, que permitem resolver esta situação sem recorrer ao uso de óculos tem, por isso, atraído a atenção do público em geral e concentrado o interesse de muitos oftalmologistas que se dedicam a esta área.”

Um problema que se inclui nas consequências do envelhecimento, outro dos temas a que o congresso da SPO vai dar especial atenção. Isto porque “o nosso sistema visual tem exactamente a mesma idade de cada um de nós”, explica Isabel Almasqué. O que significa que o envelhecimento da população, que se tem verificado nos países desenvolvidos, entre os quais Portugal, corresponde a um “aumento do número das doenças oculares mais frequentes em idades avançadas, nomeadamente a Degenerescência Macular relacionada com a Idade (DMI), a retinopatia diabética, as cataratas ou o glaucoma”.

Os números confirmam esta tendência e confirmam também a importância crescente destes problemas de saúde. “Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a DMI constitui a principal causa de cegueira nos países industrializados. Se extrapolarmos para Portugal a prevalência de DMI nestes países, teremos um total de cerca de 85.000 casos, estimando-se que, anualmente, surjam cerca de 3.000 novos casos de DMI exsudativa no nosso país”, refere a especialista.

Quanto ao glaucoma, “é considerado a segunda maior causa de cegueira a nível mundial (a seguir às cataratas) e a primeira causa de cegueira irreversível. Embora os dados atuais não sejam rigorosos, devido ao grande número de casos por diagnosticar (cerca de 50% ), estima-se que cerca de 3% da população mundial com mais de 40 anos tenha glaucoma e que existam atualmente cerca de 7 milhões de cegos bilaterais por glaucoma”.

Doenças progressivas que, “quanto mais tarde são diagnosticadas, mais interferem de maneira negativa na vida pessoal e social dos doentes e mais recursos económicos exigem para o seu tratamento. Por isso, nunca é demais insistir na importância da vigilância regular pelo oftalmologista”.

Essa é, de resto, uma das grandes preocupações dos oftalmologistas, o facto de poderem diagnosticar estas doenças “o mais precocemente possível, de modo a poderem tratar as que são tratáveis e a retardar a evolução daquelas que ainda são consideradas incuráveis”. Até porque, confirma a médica, “há muitas patologias oculares cuja evolução, lenta e silenciosa, só afecta a visão tardiamente, como é o caso do glaucoma ou de algumas doenças degenerativas da retina. Por isso, é necessário que as pessoas consultem regularmente o seu oftalmologista, mesmo quando aparentemente não têm dificuldades visuais, ou quando pensam que uma simples mudança de lentes pode eventualmente resolver o problema”.

Do programa do congresso da SPO fazem ainda parte vários outros temas, um encontro que este ano se realiza em paralelo com a reunião do BIOPSY 2018, “uma sociedade científica de grande prestígio, ligada à Universidade de McGill, em Montreal”, criada em 2008 e que se “dedica à investigação anatomo-clínica na área da oftalmologia e promove reuniões de dois em dois anos em vários países”. Um acontecimento que demonstra, segundo Isabel Almasqué, “o reconhecimento do nível da oftalmologia portuguesa”.

Mais de 25 mil vacinas
O Governo Regional dos Açores vai reforçar, este mês, a campanha de apelo à vacinação contra a gripe, esperando atingir uma...

“Temos vindo a aumentar em cada uma das campanhas que fazemos ao longo dos últimos anos. Este ano pensamos que vamos chegar aos 60%”, adiantou o secretário regional da Saúde, Rui Luís, em declarações aos jornalistas, em Angra do Heroísmo, à margem do relançamento da campanha.

“Gripe? Não corra para as urgências” e “Não se deixe apanhar pela gripe. Vacine-se” são as frases dos cartazes que serão distribuídos, este mês, por todas as unidades de saúde da região e pelas casas do povo e juntas de freguesia.

Segundo Rui Luís, o objetivo da campanha é sensibilizar a população para a importância da vacinação e evitar uma maior afluência às urgências.

“A grande mensagem para a época da gripe 2018/2019 é esta: não se dirija às urgências. Por um lado, vacine-se e, por outro, sempre que tiver algum problema, utilize a Linha de Saúde Açores, porque efetivamente a gripe trata-se em casa”, frisou.

O governante salientou que a Linha de Saúde Açores (808 24 60 24) registou um aumento de chamadas de 110%, entre 2017 e 2018, acrescentando que este ano foi iniciado um serviço de aconselhamento, após a primeira chamada, com a contratação de mais quatro enfermeiros.

“Numa fase posterior, se for necessário, iremos tomar outras medidas, como fizemos no ano passado, nomeadamente abrir mais consultas nos centros de saúde, mas isso vamos deixar mais para a frente. Se a campanha tiver sucesso não será necessário fazer esse reforço de consultas abertas nos centros de saúde”, adiantou Rui Luís, referindo-se às consultas destinadas aos utentes sem médico de família.

Nos últimos dois anos, a adesão à vacina contra a gripe entre a população com mais de 65 anos, que representa o “grupo mais vulnerável”, segundo o diretor regional da Saúde, Tiago Lopes, ficou abaixo da meta: 47%, em 2016/2017, e 51,9%, no ano passado.

Nas ilhas de São Miguel, Graciosa, São Jorge e Flores a taxa de cobertura vacinal ficou mesmo abaixo dos 50%, mas o executivo açoriano conta com uma evolução positiva na época 2018/2019.

“A verdade é que até sexta-feira passada, 30 de novembro, temos uma taxa de cobertura vacinal muito satisfatória - 43,8% é bastante satisfatório neste momento para a região”, afirmou Tiago Lopes.

O diretor regional da Saúde sublinhou que “em determinados contextos” ainda não existe uma “real perceção” do risco da gripe, por isso realçou a importância da sensibilização.

“A evidência científica é que neste momento é a medida de saúde mais eficaz em termos de prevenção da doença e promoção da saúde”, apontou.

A vacinação contra a gripe nos Açores iniciou-se em 15 de outubro e idealmente deve ser feita até dezembro.

O executivo açoriano disponibiliza 25.500 vacinas para administração gratuita a grupos de risco, como pessoas com mais de 65 anos, com doenças crónicas, institucionalizadas ou com apoio domiciliário, pessoas em estabelecimentos prisionais e profissionais de saúde.

Projeto-piloto arranca no Dia Internacional do Voluntariado
O Núcleo Regional do Sul (NRS) da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) vai lançar um novo serviço humanitário e de apoio...

O novo serviço tem como objetivo estar mais próximo do doente ao nível das atividades lúdicas e de companhia: conversar; ler; ver filmes; jogar jogos de tabuleiro/cartas, contar histórias, entreter. Pretende também promover o descanso do familiar e/ou cuidador, muitas vezes sobrecarregado.

Uma equipa de dois voluntários, com experiência nos diversos serviços de voluntariado hospitalar e com formação específica adequada, vai visitar, em simultâneo, os doentes oncológicos nas suas residências, onde também prestam auxílio aos seus familiares e/ou cuidadores.

O projeto-piloto vai funcionar na zona metropolitana da cidade de Lisboa, de 2ª a 6ª feira, entre as 10:00 e as 20:00 horas. As visitas têm a duração máxima de 2 horas.

Os cerca de 20 voluntários formados para dar início a este novo serviço - em fase de projeto piloto mas que pode vir a alargar-se de acordo com as solicitações - prestam também informações acerca dos vários serviços promovidos pelo NRS da LPCC, fora do ambiente hospitalar (Apoio Jurídico, Consultas de Psico-Oncologia, entre outros). Inclusivamente, podem fazer o encaminhamento e/ou agendamento de acesso a estes serviços. Os voluntários também estão preparados para apoiar os doentes/familiares no preenchimento e processamento de documentação.

Desde a sua génese o serviço voluntário hospitalar oferece apoio em diversas áreas no âmbito hospitalar, tanto aos doentes em ambulatório, como em internamento, dentro das instalações do IPO de Lisboa, tentando humanizar a relação dos doentes com o hospital.

 

Conselho de Ética
O Conselho de Ética para as Ciências da Vida de Portugal condena o anúncio de uma modificação genética com embriões humanos...

Numa tomada de posição hoje tornada pública, e que vai ser divulgada internacionalmente, o Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV) afirma que condena de forma veemente o anúncio sobre a realização “com sucesso” de uma modificação genética efetuadas em embriões humanos, com recurso à técnica de “edição de genoma”.

“Embora não existindo prova científica suficiente e fiável de que o anúncio feito pelo investigador [He Jiankui, da Universidade de Shanzen] corresponda à efetiva concretização do que afirma ter sido realizado, a gravidade do propósito levou a comunidade científica internacional, através de instituições idóneas e respeitadas, a condenar os “resultados científicos” e a essa condenação associa-se o Conselho”, refere o documento hoje divulgado.

Para o CNECV, a situação reportada é “tecnicamente imprudente, tem graves insuficiências de fundamentação científica, configura uma situação moralmente irresponsável e eticamente inaceitável”.

A situação relatada pelo investigador pode, no entender do Conselho de Ética português, implicar riscos reais imprevisíveis e potencialmente irreversíveis para as duas crianças nascidas após manipulação do genoma.

“Novas tecnologias direcionadas à modificação do genoma humano com o propósito de evitar doenças e malformações transmitidas devem ser encaradas com extrema prudência na fase atual do conhecimento científico”, adverte o CNECV.

As manipulações do genoma humano do género da anunciada pelo investigador chinês estão proibidas nos países que subscreveram em 2010 a Convenção Nacional dos Direitos do Homem e da Biomedicina do Conselho da Europa, entre os quais Portugal.

Ainda assim, o Conselho de Ética entende que deve “reforçar-se a necessidade de se desenvolverem esforços adicionais de regulação científica e bioética” a nível internacional para “salvaguardar situações similares” no futuro.

O CNECV é composto por mais de 20 personalidades, onde se incluem elementos da Ordem dos Médicos, da Ordem dos Biólogos, da Ordem dos Farmacêuticos, da Ordem dos Enfermeiros ou do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas, entre outras instituições.

Na semana passada, o cientista chinês He Jiankui afirmou que ajudou a criar os primeiros bebés geneticamente manipulados do mundo, gémeas cujo ADN disse ter alterado com tecnologia capaz de reescrever o 'mapa da vida'.

O cientista, He Jiankui, da cidade de Shenzhen, disse que alterou os embriões durante os tratamentos de fertilidade de sete casais, tendo resultado numa gravidez até agora.

Jiankui afirmou que o objetivo não é curar ou prevenir uma doença hereditária, mas tentar criar uma capacidade de resistência a uma possível infeção futura de VIH-Sida.

O cientista adiantou que os pais envolvidos não quiseram ser identificados ou entrevistados e não disse onde estes moram ou onde o trabalho foi realizado.

A universidade a que pertence o cientista já anunciou que vai investigar o caso e que desconhecia a experiência.

O Governo chinês também já ordenou uma investigação ao caso.

Associação exige ao Governo regulamentação e inclusão de optometristas no SNS
A Associação de Profissionais Licenciados de Optometria (APLO) acaba de convocar uma manifestação junto do Ministério da Saúde,...

Em causa está uma proposta de Regulamentação e Integração de Optometristas no SNS rejeitada ontem na Assembleia da República, com o voto contra da bancada do Partido Socialista e com a abstenção dos deputados do Partido Social Democrata. A proposta 448C contou com os votos favoráveis do Partido Comunista Português, do Bloco de Esquerda e do Centro Democrático e Social-Partido Popular.

“Após vários anos de debate parlamentar, inúmeras audiências e esclarecimentos com diferentes deputados, acreditamos que não podemos continuar a explicar, no Parlamento, os benefícios para os utentes da regulamentação e integração de optometristas no SNS. Chegou a altura do Governo se responsabilizar, e muito especificamente, o Ministério da Saúde, pelas limitações no acesso a cuidados de saúde visual”, refere Raúl Sousa, presidente da APLO. “Continua a ser complacente com o exercício da profissão de Optometrista por qualquer pessoa, sem qualquer validação das suas competências, facto denunciado pela APLO inúmeras vezes. De notar que esta situação conta também com a complacência de quem simultaneamente se opõe à regulamentação, permitindo o exercício por qualquer pessoa e depois acusa a classe optométrica de heterogeneidade, perpetuando o estado atual da situação dos cuidados da saúde da visão em Portugal. O país tem de levar em conta as recomendações da Organização Mundial de Saúde e da prática da profissão de Optometrista na União Europeia e no mundo.”

E acrescenta: “O Governo não está a agir na defesa dos interesses da população e ainda não apresentou uma única solução viável para a redução das listas de espera para primeira consulta de Oftalmologia, que já ultrapassa as 200 mil consultas anuais”.

A APLO defende que a integração de Optometristas no Serviço Nacional de Saúde é a solução para resolver o problema crónico na lista de espera de Oftalmologia e para melhorar o acesso de todos os portugueses aos cuidados necessários para a saúde da visão. Essa é também a solução defendida pela Organização Mundial de Saúde e pela Agência Internacional para a Prevenção da Cegueira.

Na categoria de ‘Healthcare and Life Science’
É o segundo reconhecimento que a empresa recebe da multinacional de consultoria, que há três anos concedeu o prémio Rising Star...

A empresa especializada em teranóstica (terapia e diagnóstico) do cancro, OncoDNA, foi a vencedora do prémio Technology Fast 50 2018 da divisão belga da Deloitte, na categoria ‘Healthcare and Life Science’, focada no campo das ciências da saúde e no cuidado médico. Este prémio reconhece as 50 empresas de maior e mais rápido crescimento na Bélgica nos últimos quatro anos.

Um prémio que vem três anos depois de a OncoDNA ter recebido outro reconhecimento da empresa de consultoria Deloitte: o prémio Rising Star para a empresa inovadora mais disruptiva no setor de atendimento ao doente.

Durante a entrega dos prémios, Nikolaas Tahon, sócio-gerente da Deloitte Private, disse: "Embora os prémios e a celebração das conquistas dos participantes sejam importantes, o Technology Fast 50 é mais do que apenas uma competição. O nosso objetivo é construir uma comunidade e oferecer a todos os seus membros a oportunidade de construir a sua própria rede de contactos, partilhar as melhores práticas e trabalhar os seus conhecimentos para aprofundar os problemas críticos dos seus negócios".

Desde o seu lançamento em 2016, o Fast 50 Business Forum tornou-se uma referência. A edição deste ano, organizada em conjunto pela Oracle/Netsuite e Fortino Capital, contou com a participação de 230 empresas de tecnologia, 50 parceiros e representantes e investidores do mundo da inovação tecnológica, com o objetivo de partilhar experiências e incentivar oportunidades de crescimento.

Projetos de sucesso

Esta primeira posição alcançada pela OncoDNA foi reconfirmada nas últimas semanas pelas muitas iniciativas em que participa, como a sua inclusão no programa nacional do Governo do Luxemburgo de análise de perfis moleculares, financiado pela administração pública. Ou também o reembolso de alguns dos seus testes genéticos pelo primeiro fundo mútuo belga para cancros em estadio III e IV em segunda linha.

Em relação ao prémio recebido, Jean-Pol Detiffe, Diretor Executivo da OncoDNA, disse: "Estamos orgulhosos não só desta distinção que recebemos, mas também de ter conquistado pela segunda vez o reconhecimento da Deloitte desde a nossa fundação em 2012. Mas este é apenas o começo da nossa história, esperamos alcançar muitos outros marcos farmacomecânicos significativos através do financiamento da nossa solução de perfil de tumores por seguradoras privadas e entidades públicas”.

Entrevista
Estima-se que, em Portugal, cerca de 90% dos doentes com VIH estão diagnosticados e que quase todos

De acordo com os dados oficiais, mais de 90% das pessoas que vivem com VIH estão diagnosticadas. Destas, 85% encontram-se a receber tratamento e quase todas apresentam carga viral indetetável. Que conclusões se podem retirar destes números? Está Portugal, de facto, no bom caminho no que diz respeito à luta contra a SIDA?

Portugal está claramente no bom caminho. E, ainda que nos últimos dados apresentados falte um dos três “90”, acredito que, neste momento, já tenha sido alcançado.

No entanto, apresentamos uma taxa de diagnóstico superior à média europeia. Neste sentido, o que falta fazer ou o que falha em matéria de prevenção e diagnóstico?

A taxa de novos diagnósticos em Portugal é cerca do dobro da média europeia. No entanto, nos últimos anos, tem-se verificado uma tendência decrescente. Ainda temos muito caminho pela frente, mas com a absoluta certeza de que muito já foi feito. A melhoria destes números passará por continuar a investir na prevenção e no diagnóstico e as estratégias traçadas terão de continuar a ser ajustadas a uma epidemia que evolui com o tempo. Os maiores esforços, atualmente, devem ser orientados para as populações em maior risco e que englobam o maior número de novos diagnósticos: homens que fazem sexo com homens (HSH) e heterossexuais com idade igual ou superior a 50 anos.  

O que explica que, numa altura em que não falta informação sobre o tema, o número de casos diagnosticados se mantenham elevados quando comparados aos de outros países?

O problema não passa pela quantidade de informação, mas antes pela qualidade da informação e pela forma como é transmitida. Não basta passar informação, é necessário que ela alcance, sobretudo, as populações alvo e o faça da forma mais adequada, eficaz e fidedigna. O estigma associado a esta doença ainda é demasiado pesado e os tabus ainda são muitos.

Se a total falta de informação ou conhecimento é prejudicial, a disposição de informação errónea não o é menos, por conduzir a atitudes baseadas em pressupostos incorretos e levar a uma falsa sensação de segurança.

O portal VIHDA da MSD é um bom exemplo de como plataformas de informação, fidedigna e cientificamente validada, podem ajudar profissionais de saúde, doentes e cuidadores a entender a doença, a preveni-la e tratá-la, bem como melhorar a qualidade de vida de quem vive com VIH.

Neste sentido, e uma vez que ainda exista alguma confusão entre estas duas entidades clínicas, o que é a infeção por VIH e o que é a SIDA?

Quando falamos de infeção por VIH, referimo-nos à condição de estar infetado pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH). SIDA significa síndrome de imunodeficiência humana adquirida e é causada pelo VIH, tratando-se da fase mais avançada da infeção, em que o sistema imunitário se encontra muito comprometido. 

Ainda de acordo com os dados oficiais, é nas grandes cidades que se regista um maior número de casos da doença. Qual a sua prevalência e quais as faixas etárias mais atingidas?

No ano de 2017, a área metropolitana de Lisboa registou uma taxa de 17.4 novos casos por 100.000 habitantes (a taxa nacional é de 10.4 novos casos por 100.000 habitantes), representando 46.4% dos novos diagnósticos de infeção por VIH. Nos últimos cinco anos, seis municípios da área metropolitana de Lisboa, Porto e Portimão estão entre os concelhos do país com taxas mais elevadas. O conhecimento destas diferenças territoriais permitirá uma melhor adequação das medidas a adotar, como é o caso da estratégia “Cidades na via rápida para acabar com a epidemia de VIH”. 

A idade mediana ao diagnóstico foi de 39 anos. A taxa mais elevada de novos diagnósticos foi observada no grupo etário dos 25 aos 29 anos (24.8 casos por 100.000 habitantes). É importante ressaltar igualmente o facto de que 28% dos novos casos foram registados em indivíduos com idade igual ou superior a 50 anos.

Tendo em conta os meios de transmissão, quais os grupos de risco?

A via de transmissão mais frequente é a sexual, principalmente heterossexual. No entanto, fazendo uma avaliação mais detalhada dos dados relativos aos homens, verifica-se um aumento do número de casos nos homens que fazem sexo com homens, representando a maioria dos novos diagnósticos no sexo masculino.

Simultaneamente, também a proporção de novos diagnósticos de infeção VIH em indivíduos com idade igual ou superior a 50 anos tem vindo a aumentar e, na maioria das situações, com critérios de diagnóstico tardio (doença avançada e/ou sistema imunitário gravemente comprometido).

Relativamente às suas manifestações clínicas, e tendo em conta que esta infeção é muitas vezes assintomática ou apresenta sintomas que facilmente se confundem com outras patologias, a que sinais devemos estar atentos?

Esta infeção pode não apresentar sintomas quer na sua aquisição, quer durante os primeiros anos. Os sintomas, quando surgem, podem ser inespecíficos, como uma gripe, e comuns a muitas outras doenças, como o cancro. O teste de VIH deve ser sempre abordado com a mesma normalidade com que se abordam outros testes laboratoriais. 

Esta particularidade pode ajudar a explicar o facto de muitos casos serem diagnosticados tardiamente?

A ausência de sintomas ou a presença de sintomas ligeiros e inespecíficos podem dificultar um diagnóstico precoce. No entanto, o reconhecimento de comportamentos de risco e a predisposição para a realização do teste, quer por parte dos doentes, quer por parte dos profissionais que os acompanham, poderá constituir um dos passos mais importantes para um diagnóstico atempado.

Os diagnósticos realizados tardiamente, para além das potenciais implicações para o próprio doente, têm repercussão do ponto de vista da saúde pública ao perpetuar a cadeia de transmissão.

Na sua opinião, o acesso ao teste rápido de diagnóstico nas farmácias comunitárias, por exemplo, pode ajudar a contrariar esta tendência? Qual a importância desta medida?

Todas as medidas que promovam a realização de mais rastreios e, por conseguinte, também aumentar a capacidade de diagnóstico são positivas, sempre e quando assentem em estratégias robustas de referenciação adequada para o Serviço Nacional de Saúde, em caso de reatividade.

Quanto ao seu prognóstico, quais as principais complicações associadas à infeção por VIH?

Hoje em dia, em virtude de todos os progressos científicos logrados, a infeção VIH é considerada uma doença crónica. A terapêutica antiretrovírica é altamente eficaz e bem tolerada, permitindo o controlo da doença. Atualmente, o principal foco clínico é a prevenção e gestão de comorbilidades, na sua maioria decorrentes da própria idade e da terapêutica: problemas cardiovasculares, renais, ósseos e do sistema nervoso central. 

Em que consiste o tratamento e que novidades têm existido relativamente a esta matéria?

A investigação médica na infeção por VIH é uma das áreas de maior produção científica nas últimas décadas. Neste momento, dispomos de fármacos altamente eficazes, pouco tóxicos e simples de tomar.

Por fim, que mitos persistem relativamente à infeção por VIH e SIDA que considera importante clarificar? E que mensagem gostaria de deixar, no âmbito do Dia Mundial da Luta Contra SIDA?

Os mitos só poderão ser combatidos com mais e melhor informação, para todos, profissionais e comunidade em geral. É necessário continuar a apostar em maior literacia em saúde.

O VIH pode ser transmitido através de uma relação sexual, mas não se transmite através de um beijo ou um abraço ou por partilhar o mesmo copo. Não se passa através do ar, nem por um aperto de mão. Todos podemos e devemos contribuir para a desmistificação da doença.

As estratégias de prevenção, rastreio e diagnóstico, sempre numa abordagem combinada, são cruciais para o controlo da epidemia. Mas, depois de feito o diagnóstico, o nosso foco recai no doente que requer o nosso maior cuidado. A terapêutica antiretrovírica é altamente eficaz, mas há vida para além do VIH e devemos procurar o quarto “90” – viver com qualidade de vida.  

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Estudantes de Engenharia Informática
Uma aplicação desenvolvida por estudantes de engenharia informática na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de...

Seis alunos do terceiro ano da licenciatura em engenharia informática da FCTUC criaram a aplicação ‘clave de fala’, cujo objetivo é “possibilitar que as pessoas limitadas da voz comuniquem de forma eficaz no seu quotidiano”, afirma aquela faculdade, numa nota enviada hoje à agência Lusa.

André Correia, António Eloi, Cláudio Gomes, Joana Lameiras, Pedro Silva e Telma Portugal são os autores da aplicação (app) que, a partir de quarta-feira, pode ser “descarregada gratuitamente na Play Store, nesta fase, em versão Android”, adianta a FCTUC.

A ‘clave de fala’ foi criada no âmbito da cadeira de Processos de Gestão e Inovação (PGI), uma unidade curricular do curso, e “a ideia surgiu justamente porque um dos elementos do grupo tem um problema auditivo e já “sentiu na pele” alguns embaraços na comunicação”, explicam os inventores da aplicação.

Coisas tão simples como “ir à farmácia pedir um medicamento para a gripe pode ser uma tarefa complicada”, sustentam, citados pela FCTUC, os criadores da app.

Muitas vezes, prosseguem, “devido às suas dificuldades de comunicação, as pessoas limitadas da voz, pessoas com limitações na fonação, tendem a isolar-se. Por isso, a nossa missão é ajudar”, através desta aplicação, que dá “uma nova voz a quem mais precisa” e, assim, “promove a inclusão”.

Intuitiva, prática, rápida e ‘user friendly’ são algumas das características desta nova aplicação, dividida por seis categorias – saúde, transportes, direitos, alimentação, compras e direções, explicita a FCTUC.

Cada uma daquelas categorias “gera frases rápidas de acordo com as necessidades do utilizador, não sendo necessário escrever”, mas “a qualquer momento, a frase pode ser editada”, adianta a faculdade, referindo que a aplicação “também tem uma opção para transformar o texto em mensagem de voz”.

Por outro lado, sublinham os estudantes da FCTUC, “a aplicação possui uma ‘backend’ que aprende continuamente com o perfil e com as ações do utilizador, de forma a sugerir a melhor frase possível a qualquer momento”.

O processo de desenvolvimento da ‘clave de fala’ contou com o apoio da Associação Portuguesa de Limitados da Voz (APLVoz).

“Foi essencial ouvir a APLVoz. Percebemos melhor as reais necessidades destas pessoas e permitiu dotar a aplicação com as respostas mais adequadas”, salientam.

Para que a aplicação possa ser melhorada, os autores vão colocar o código (software) em domínio público. Deste modo, concluem os criadores da app, “outros estudantes, investigadores ou simplesmente pessoas com curiosidade e vontade de ajudar vão poder contribuir para este projeto social”.

“Não há serviços de saúde sem profissionais”
A ministra da Saúde, Marta Temido, disse, em Faro, que a greve de 40 dias convocada pelos enfermeiros é lícita, mas advertiu...

Marta Temido falou aos jornalistas à margem da inauguração oficial da Unidade de Saúde Familiar Golfinho, que vai permitir dar aos cerca de 71.000 utentes de Faro uma cobertura de 100% em médicos de família, e remeteu para o esclarecimento que o Conselho Consultivo da Procuradoria Geral da República (PGR) fez na sexta-feira, a pedido do ministério, sobre a licitude da greve convocada pelos enfermeiros.

“Aquilo que o Conselho Consultivo da PGR refere é que o pré-aviso de greve não enferma de nenhuma ilicitude, mas de facto o concreto exercício do direito à greve pode, no seu desempenho e na forma como é executado –ou seja, se se revelar que cada profissional, de uma forma não gerida, entra e sai de greve e escolhe o dia, a hora, o momento e, em última instância, a atividade relativamente à qual opta por exercer o direito à greve –, configurar um exerício tipo ‘self-service’ e configurar uma forma ilícita de exercer este direito”, afirmou a governante.

Marta Temido garantiu que o Governo está “muito concentrado em procurar fazer pontes com a profissão da enfermagem”, remeteu para uma reunião que vai realizar com estruturas sindicais representativas da profissão, na quarta-feira, mas alertou para o facto de os sindicatos que convocaram a greve terem deixado a mesa das negociações.

“O Governo não está a negociar com estruturas sindicais que estão em greve. Essas estruturas fizeram a sua opção e a nossa expectativa é que consigamos reforçar a proposta que já foi apresentada, mas isso será feito, discutido, trabalhado e aprofundado com as estruturas que se mantêm em diálogo e com quem temos tido um relacionamento profícuo”, esclareceu.

A ministra reconheceu que “não há serviços de saúde sem profissionais”, mas sublinhou que é necessário “equilibrar isto com outras coisas que o serviço também precisa, como equipamentos, medicamentos e vários profissionais de saúde”, e lamentou que os sindicatos em causa - Associação Sindical Portuguesa dos Enfermeiros (ASPE) e pelo Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (SINDEPOR)-tenham “abandonado a mesa das negociações e avançaram para a greve”.

“Tenho a certeza que ninguém dos portugueses perdoaria ao Governo se não soubesse escolher as prioridades. E as nossas prioridades são as pessoas, por importantes que sejam as profissões com as quais contamos. E tenho a certeza de que irão conseguir compreender que temos que estabelecer pontes, não podemos queimar pontes e temos que nos manter em diálogo e, acima de tudo, há aqui deveres éticos, deontológicos e deveres de serviço que temos de preservar e o Ministério da Saúde não abdicará de os preservar”, garantiu.

Marta Temido disse que o Governo já atendeu a “duas reivindicações nucleares”, uma “da inserção na categoria de enfermeiro coordenador/gestor” e outra relativa a um suplemento salarial de 150 euros, mas lamentou que os sindicatos que convocaram a greve “continuarem a insistir que querem uma categoria”, o que “vale o que vale”.

A governante lembrou que a enfermagem tem 42.000 no Serviço Nacional de Saúde e mexidas de 150 euros neste universo tem “um impacto significativo” de 17 milhões de euros por ano” e recordou que o ministério propôs o reforço deste suplemento e a reivindicação de categoria “vale o que vale”.

Bastonária da Ordem dos Nutricionistas
Todos os hospitais públicos vão passar a fazer, a partir de 31 de março, o rastreio ao estado nutricional dos adultos e das...

No passado dia 01 de junho, Dia Mundial da Criança, a Ordem dos Nutricionistas lançou a “Norma de Orientação Profissional para Identificação do Risco Nutricional em Idade Pediátrica” acompanhada da ferramenta ‘STRONGkids’, que permite aos profissionais de saúde avaliar o estado nutricional das crianças.

Fazendo um balanço da iniciativa, a bastonária da Ordem dos Nutricionistas, Alexandra Bento, afirmou que a norma ainda não está a ser aplicada a todos os hospitais, mas em 31 de março de 2019 terá de estar, na sequência de um despacho do Ministério da Saúde.

A norma da Ordem dos Nutricionistas está “perfeitamente alinhada” com o despacho 6634/2018 do Ministério da Saúde, que determina as ferramentas a utilizar para a identificação do risco nutricional dos doentes internados, com vista ao desenvolvimento de estratégia de combate à desnutrição hospitalar.

No caso de doente adulto, a ferramenta de identificação do risco nutricional é a ‘Nutritional Risk Screening 2002 (NRS 2002)’ e no caso de doente em idade pediátrica é a ‘STRONGkids’.

A ‘STRONGkids’ tem como objetivo “identificar o risco nutricional nas crianças internadas nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde e noutros hospitais que tenham serviço de pediatria, possibilitando uma intervenção atempada nestas crianças”, disse Alexandra Bento.

“As crianças classificadas com um risco elevado devem ser referenciadas para intervenção pelo nutricionista”, explicou.

Para a bastonária dos nutricionistas, foi “um marco importantíssimo” a “determinação de obrigatoriedade” deste rastreio “ter visto a luz do dia” e “o Ministério da Saúde ter percebido que é uma de importância extrema a identificação deste risco nutricional”.

Destacou ainda o facto de ter sido determinada a adaptação das plataformas informáticas do registo de saúde eletrónica para poderem alojar estas ferramentas.

“Se as plataformas informáticas não estiverem adaptadas para alojar estas ferramentas torna-se quase impossível operacionalizarmos a identificação do risco nutricional”, sublinhou.

Citando alguns estudos, Alexandra Bento disse que a prevalência da desnutrição em crianças e adolescentes em internamento hospitalar é elevada em Portugal.

A bastonária explicou que “a desnutrição é um desequilíbrio entre aquilo que são as necessidades das crianças em termos alimentares, em termos nutricionais, e o que a criança ingere para a satisfação das suas necessidades”, prejudicando o seu crescimento e desenvolvimento, mas também a sua recuperação atempada.

No despacho de julho, o Ministério da Saúde afirma que “a desnutrição em doentes internados em hospitais representa um grave problema de saúde que é frequentemente encoberto por outras situações clínicas” e está associada a um aumento do risco de infeções e de outras complicações e a uma necessidade acrescida de tratamentos hospitalares e de reinternamentos.

“Trata-se de uma situação que amplifica a necessidade de cuidados de saúde e influência marcadamente a qualidade de vida dos doentes, com elevados custos a nível pessoal, para a sociedade e para o sistema de saúde”, lê-se no diploma.

Considera ainda “fulcral que a prestação de cuidados nutricionais por parte dos estabelecimentos hospitalares, através da sua oferta alimentar, auxilie na recuperação, aumente a qualidade de vida do doente e reduza a incidência de deficiências nutricionais e de desnutrição”.

No ano passado registaram-se 261 mortes
A associação Abraço apelou, no Dia Mundial da Luta Contra a Sida, à realização do teste VIH/sida, uma doença que, em três...

“Conheça o seu estado” foi o lema deste ano do Dia Mundial Contra a Sida,  e que foi assinalado este sábado com várias iniciativas, como o Baile Vermelho, no Palácio Freixo, no Porto, e a Gala Noite dos Travestis, no Teatro São Luiz, em Lisboa, promovidas pela Abraço.

A Unidade Móvel do Centro do Aconselhamento e Deteção Precoce do VIH/sida do Porto promoveu, entre as 14:00 e as 21:00, na Avenida dos Aliados, um rastreio para deteção do VIH, de forma anónima e gratuita.

Em declarações à agência Lusa, a vice-presidente da Abraço, Cristina Sousa, salientou a importância de as pessoas conhecerem o seu estado serológico e apelou à realização do teste VIH/sida.

“As pessoas que tenham um comportamento de risco, nomeadamente não usar preservativo nas relações sexuais, têm de fazer o teste. É mais importante saber do que não saber, porque estamos a atrasar o problema”, disse Cristina Sousa.

A sida é, atualmente, uma doença crónica, e se a pessoa tiver conhecimento que está infetada “passa a tomar um comprimido todos os dias”, que “não terá grandes efeitos na sua vida, enquanto o não saber acabará inevitavelmente por trazer muitos problemas a nível clínico para a sua situação”, advertiu a vice-presidente da Abraço.

Mais de mil novos casos de infeção por VIH surgiram em Portugal no ano passado, sendo o grupo etário entre os 25 e os 29 anos o que teve taxa mais elevada de novos diagnósticos.

Segundo o relatório “Infeção VIH e sida” relativo a 2017, do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, em 2017, houve 1.068 novos diagnósticos de VIH, o que corresponde a uma taxa de 10,4 novos casos por 100 mil habitantes.

Entre os fatores que contribuem para os números de transmissões continuarem expressivos, a Abraço destaca as infeções por VIH não detetadas, as infeções agudas com altas cargas víricas e a presença de outras infeções sexualmente transmissíveis (IST) que podem aumentar o risco de transmissão da doença.

"Hoje em dia viver com o VIH é muito diferente do que foi no passado pois, quando diagnosticado precocemente, os tratamentos são eficazes, os efeitos secundários mais leves e a esperança média de vida é equivalente à da população em geral”, salienta a associação, a propósito do Dia Mundial da Luta Contra a Sida, que comemora 30 anos.

Cristina Sousa lamentou que, mais de 30 anos depois do aparecimento da doença, ainda se continue a assistir a casos de discriminação.

“O heterossexual continua a considerar que é uma infeção de grupos específicos, que é algo que não lhe acontece a ele” e continua a não se proteger, referiu.

"Estamos a falar de pessoas que, se calhar, desconhecem o seu estado serológico há cinco, 10 anos, e que continuam a infetar-se, a não se proteger, e ao fazê-lo também continuam a discriminar (…) é como se houvesse uma capa protetora dos heterossexuais em detrimento dos homossexuais, dos consumidores de droga ou das trabalhadoras do sexo. Como se acreditassem que só essas pessoas podem contrair o vírus”, sublinhou.

No ano passado registaram-se 261 mortes em pessoas com VIH, 134 delas em estádio sida, a fase mais avançada da infeção. A idade mediana à data da morte foi de 52 anos.

National Care Awards
A portuguesa Sílvia Nunes disse na sexta-feira à Lusa que foi "excecional" ser finalista pela segunda vez consecutiva...

"Estar aqui hoje é excecional. Independentemente de ganhar ou não, estou aqui pelos meus residentes, eles é que me fizeram estar aqui. Já sou uma vencedora, para eles", disse à agência Lusa em Londres, onde decorreu na sexta-feira à noite a cerimónia dos prémios.

O prémio da categoria de "Care Registered Nurse", atribuído pela publicação Care Times, pretende reconhecer uma enfermeira de cuidados de longa duração que demonstre excelentes qualidades clínicas e de gestão e "um alto nível de dedicação e apoio às pessoas que ajuda".

Selecionada após ter sido nomeada por superiores, colegas e residentes do lar de idosos Ford Place onde trabalha em Thetford, uma localidade a 140 quilómetros a nordeste de Londres.

Tal como Sílvia Nunes, a instituição também foi finalista não vencedora na categoria de lar de idosos do ano, mas a portuguesa ficou satisfeita pelo reconhecimento do empenho profissional, não só pessoal, mas do resto da equipa.

"O que temos feito é sempre melhorar a qualidade dos cuidados que prestamos, mas sempre a inovar", garantiu.

Sílvia Nunes, de 33 anos e natural de Vila do Conde, chegou ao Reino Unido em 2014 para procurar trabalho na sua área porque não conseguiu encontrar um trabalho como enfermeira em Portugal.

Apesar das dificuldades iniciais com a língua inglesa, ao fim de cerca de um ano foi promovida a diretora clínica e, em setembro de 2016, a diretora adjunta do lar Ford Place, especializado em cuidados paliativos.

Em 15 de novembro venceu a categoria de Good Nurse Award da região este de Inglaterra dos Great British Care Awards e passou a finalista nacional dos prémios, que serão atribuídos a 08 de março de 2019.

Relatório
A Inspeção-Geral do Ministério da Segurança Social concluiu, num relatório divulgado, que anteriores intervenções feitas por...

As conclusões do relatório final da inspeção feita à instituição pela Inspeção-Geral do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social foram divulgadas pelo gabinete do ministro, Vieira da Silva, numa nota à comunicação social.

O relatório refere que "não se recolheu evidência que, das intervenções dos vários serviços e organismos do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, tenha resultado a identificação prévia das situações que vieram a ser expostas" em reportagens da TVI em dezembro de 2017 e "referentes a alegadas irregularidades na gestão da instituição, como a utilização supostamente danosa, por parte da [antiga] presidente da Raríssimas, dos subsídios atribuídos por várias entidades públicas, integrantes, algumas delas", da tutela.

O gabinete do ministro esclarece que a inspeção centrou-se, "em exclusivo, na apreciação da atuação dos organismos” do ministério “quanto às suas competências de tutela, fiscalização, acompanhamento e controlo da instituição Raríssimas e dos apoios que lhe foram concedidos".

Em particular, a ação visou averiguar “o tratamento que foi dado às várias denúncias relacionadas com a Raríssimas que deram entrada nos serviços" do ministério em 2017 ou em anos anteriores, "os respetivos resultados e consequências práticas".

A inspeção à Raríssimas foi pedida em 11 dezembro de 2017 pelo ministro Vieira da Silva, depois da emissão na TVI de reportagens sobre alegadas irregularidades na gestão da instituição particular de solidariedade social, que recebe financiamento do Estado.

O relatório desta inspeção-geral foi remetido em 06 de agosto ao ministro, que o homologou em 09 de novembro.

A nota do gabinete do ministro adianta que o objetivo inicial da ação inspetiva à Raríssimas, "de âmbito global", foi redefinido, para se focar na atuação dos organismos tutelados pelo ministério, depois de a Polícia Judiciária ter feito, em 21 de dezembro de 2017, uma busca à instituição e apreendido diversa documentação, incluindo a contabilística de 2012 a 2017.

Reportagens exibidas em dezembro de 2017 pela TVI noticiaram alegadas irregularidades na associação, incluindo o uso indevido de dinheiro da instituição para fins pessoais, visando em particular a fundadora e, até então, presidente da Raríssimas, Paula Brito e Costa, que, posteriormente, se demitiu do cargo.

Paula Brito e Costa foi constituída arguida no âmbito do inquérito criminal que está a ser conduzido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa.

O caso provocou, em 12 de dezembro de 2017, a demissão do então secretário de Estado da Saúde Manuel Delgado, que a TVI noticiou ter sido consultor remunerado da associação, contratado entre 2013 e 2014, com um salário de três mil euros mensais.

Em 03 de janeiro de 2018 foi eleita, em Assembleia Geral Extraordinária, uma nova direção da Raríssimas com base numa lista apresentada por pais de utentes e funcionários da associação, presidida pela socióloga Sónia Margarida Laygue, mãe de uma criança então com 3 anos com uma doença rara.

Na cerimónia de posse, em 05 de janeiro, Sónia Margarida Laygue elegeu como prioridades "esclarecer a situação financeira da instituição, manter o financiamento e apoios previstos nos próximos meses" e "retomar a confiança de todos os parceiros.

Aquisição
A empresa de saúde de Coimbra IGHS adquiriu a EC Medical Center de Macau, passando a deter a totalidade do capital daquela...

Numa nota enviada à agência Lusa, a empresa do grupo português Idealmed adianta que o processo de aquisição da EC Medical Center surge na sequência da assinatura de um acordo de colaboração com a Universidade de Macau.

Segundo a empresa, esta transação marca “o início de uma parceria que visa replicar o conceito a implementar em Macau nas principais cidades asiáticas, estando já identificadas a cidades de Singapura, Kuala-Lumpur (Malásia) e Shangai (China).

O presidente do conselho de administração da IGHS, José Alexandre Cunha, sublinhou que “toda a grande região envolvente a Macau e Hong Kong é hoje um dos principais polos demográficos de toda a Ásia, bem como um dos seus principais pilares de desenvolvimento económico, mantendo com Portugal uma relação singular”.

A IGHS está também a construir em Muscat, Omã, o maior e mais moderno hospital privado, que tem inauguração prevista para o último trimestre de 2019, num investimento de 70 milhões de euros, numa parceria formada pela Oman Brunei Investment Company e o Grupo Suhail Bahwan, de acordo com José Alexandre Cunha, que preside ao grupo Idealmed.

 

Procuradoria-Geral da República
O Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República considerou que é lícita a convocatória da greve dos enfermeiros, mas...

Esta é a conclusão de um parecer do Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República (PGR), de acordo com uma nota informativa do Ministério da Saúde  enviada à agência Lusa.

"O parecer do Conselho Consultivo da PGR considera não haver ilicitude na convocatória da greve. Contudo, e quanto seu ao exercício, refere que […] caso se constate que é cada um dos trabalhadores enfermeiros quem decide o dia, a hora e duração do período de greve, numa gestão individual desta forma de luta, deve-se concluir que estamos perante uma greve ‘self-service’, que corresponde a um movimento de protesto ilícito”, diz a nota ministerial.

O Ministério da Saúde havia solicitado parecer sobre a licitude da greve decretada pela Associação Sindical Portuguesa dos Enfermeiros (ASPE) e pelo Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (SINDEPOR), para análise não só a duração da greve (40 dias seguidos) como também "o período de grande pressão sobre os serviços de saúde, decorrente da atividade sazonal da gripe".

O Ministério da Saúde, dirigido por Marta Temido, declara que continua a desenvolver as negociações com os enfermeiros, anunciando que está prevista para 5 de dezembro uma reunião com a Comissão Negociadora Sindical dos Enfermeiros (SEP/SERAM) e a Federação Nacional dos Sindicatos dos Enfermeiros (FENSE).

Esta reunião visa aprofundar a proposta apresentada a 20 de novembro, na qual se prevê a consolidação do enfermeiro especialista e o reconhecimento do enfermeiro coordenador.

Cerca de 3.000 cirurgias programadas adiadas e blocos operatórios a trabalhar em serviços mínimos foi o balanço da primeira semana da greve cirúrgica dos enfermeiros que termina no final do ano, disse na quinta-feira à agência Lusa uma fonte sindical.

A dirigente sindical adiantou que a adesão “é praticamente de 100%”, mas explicou que o objetivo não é ter todos os enfermeiros de greve: “É ter o número mínimo” necessário para parar os blocos operatórios”.

A greve irá manter-se, de acordo com fontes sindicais, até que o Governo aceite as condições pedidas.

Em declarações à agência Lusa, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Francisco Ramos, afirmou que a remarcação das cirurgias canceladas ou adiadas nos cinco centros hospitalares onde está a decorrer a paralisação “é prioritária” porque “está a causar prejuízos sérios aos doentes portugueses”.

O secretário de Estado disse ainda estar confiante que os sindicatos voltem à mesa de negociações e suspendam esta greve.

“O Governo apresentou uma proposta que pareceu ir muito ao encontro das pretensões dos sindicatos de enfermagem e espera muito confiantemente que essa proposta traga os sindicatos novamente à mesa das negociações, para o qual é indispensável que suspendam esta greve que de facto está a causar prejuízos sérios aos doentes portugueses”, salientou.

A tutela assume que a proposta de revisão da carreira especial de enfermagem "constitui a aproximação possível às reivindicações apresentadas" pelos sindicatos, "num contexto de sustentabilidade das contas públicas e equidade social".

A greve está a decorrer no Centro Hospitalar Universitário de S. João (Porto), no Centro Hospitalar Universitário do Porto, no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, no Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte e no Centro Hospitalar de Setúbal.

União de Sobreviventes, Familiares e Amigos foi distinguida com um prémio da SAFE, entidade europeia que agrupa as organizações...

“É com muito orgulho que a Portugal AVC recebe o reconhecimento da SAFE, pelo seu trabalho desenvolvido ao longo do ano de 2018. É mais um incentivo a continuar o nosso trabalho com a mesma dedicação, na informação e no apoio aos sobreviventes de AVC e os seus familiares” afirma em comunicado o presidente da associação, António Conceição.

A Portugal AVC, que recebeu hoje o prémio em Berlim, é uma associação nacional que tem por objetivo a promoção de iniciativas que visem, por um lado, contribuir para a prevenção do acidente vascular cerebral (AVC) e suas consequências, de forma a minimizar a morbilidade e mortalidade associadas a esta doença, e, por outro, contribuir para a resposta às necessidades sentidas pelos doentes sobreviventes, os seus familiares e cuidadores.

 

 

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