Prevenção
Em Portugal, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), o Acidente Vascular Cerebral (AVC) e

Relacionando estes dois últimos factos podemos caracterizar a hipertensão arterial como um grave problema de Saúde Pública, com o qual nos debatemos atualmente.

Aumentos na pressão arterial causam lesão vascular cumulativa e progressiva em vários órgãos do corpo humano, incluindo o cérebro. O culminar destas alterações no cérebro são um episódio de AVC. Embora a hipertensão arterial esteja mais intimamente ligada com o AVC hemorrágico, também existe uma relação direta e indireta com o AVC isquémico, dependendo do seu subtipo etiológico. Contudo, e independentemente do tipo de AVC a que nos referimos, para além da mortalidade, já acima mencionada, também é importante alertar para a morbilidade do AVC, que consiste em alterações cognitivas e limitações funcionais e de linguagem com as quais os sobreviventes de AVC são confrontados.

Por mais que o tratamento do AVC agudo tenha avançado nos últimos anos a aposta principal é na PREVENÇÃO da sua ocorrência através do controlo dos fatores de risco que estão na sua origem.

Uma percentagem considerável dos portugueses é hipertensa e desconhece que o é! Torna-se, assim, fundamental o diagnóstico e tratamento precoces como meio de prevenção do AVC primário e recorrente.

A estratégia passa por sensibilizar a população para esta doença silenciosa, apostando também no regular acompanhamento pelos cuidados de saúde primários (Médicos e Enfermeiros de Família), assim como rastreios populacionais ocasionais, que são preponderantes no diagnóstico da hipertensão arterial.

Após o diagnóstico, e de acordo com os valores de pressão arterial, são tomadas atitudes farmacológicas/terapêuticas individualizadas. Fomentar a consciencialização da gravidade da doença na sua globalidade, incentivar a adesão terapêutica, instituir mudanças e hábitos de vida saudável e reforçar a necessidade de seguimento regular pelo Médico de Família são partes importantes da estratégia global na prevenção do AVC.

Muitas vezes desvalorizadas, as alterações de estilo de vida são importantes adjuvantes e diminuem, na globalidade, os eventos cardiovasculares e não só os AVC’s. Falamos de: redução na quantidade de sal ingerida, moderação do consumo de álcool, cessação tabágica, redução de peso e manutenção de peso ideal e atividade física regular assim como consumo elevado de legumes e frutas.

Está demonstrado que uma redução de 10mmHg na pressão arterial sistólica ou uma redução de 5mmHg na pressão arterial diastólica está associada a reduções significativas na ocorrência de AVC’s em aproximadamente 35%. Portanto, é fundamental sensibilizar, diagnosticar e tratar a hipertensão arterial de modo a prevenir a morbilidade e a mortalidade associada ao AVC.

Vamos prevenir para não ter que remediar??!

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Com várias atividades, incluindo Webinares
O Instituto de Higiene e Medicina Tropical, da Universidade Nova de Lisboa (IHMT-NOVA) vai realizar o Dia Aberto 2021 em modo...

Em tempos de pandemia, o IHMT-NOVA decidiu abrir as portas virtuais e mostrar através de uma série de vídeos (a ser publicados em www.ihmt.unl.pt no próximo dia 28) o que se faz neste instituto que reúne cientistas, professores e médicos a trabalharem para o objetivo comum do progresso científico e para formar futuros profissionais que possam fazer a diferença no mundo.

Ao longo do dia vão também realizar-se diferentes Webinares, em que contamos com a participação de alunos e professores de escolas de norte a sul do país, com temas como Higiene e Parasitas, COVID-19: Infeção e vacinação, Saúde dos Migrantes e COVID-19, Infeções Sexualmente Transmissíveis, entre outros. Assista gratuitamente aqui.

 

Investigação
Considerada a terceira doença neurodegenerativa com maior incidência, estima-se que a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) afete...

De acordo com Oscar Fernández-Capetillo, do Centro Nacional de Investigação Oncológica (CNIO), foi descoberto um mecanismo que explica a toxicidade derivada de mutações no gene C9ORF72. O novo mecanismo, observado em modelo experimental e publicado esta semana no The EMBO Journal, liga estas mutações a um problema geral que bloqueia todos os ácidos nucleicos, ADN e RNA, e assim impede uma multiplicidade de processos fundamentais no funcionamento celular. 

No início de 2011, a mutação mais comum em pacientes com ELA foi encontrada neste gene. Alguns anos depois, confirma-se que esta mutação acaba por produzir pequenos péptidos que são tóxicos, mas o mecanismo que o levou a isso não era conhecido até agora.

Segundo o investigador, a mutação do C9ORF72 em doentes com ELA apresenta uma pequena sequência repetida de ADN que, em pessoas não doentes, é geralmente de cerca de 8-10 exemplares, e que nestes pacientes é expandido até cem vezes. "Esta expansão de repetições traduz-se em proteínas que geram pequenos péptidos que são tóxicos, um fenómeno que, por outro lado, tem sido observado noutros contextos da natureza humana e para o qual desenvolvemos um modelo que os liga a todos e assim explica estes problemas generalizados."

A partir deste momento, e embora a abordagem integral a esta neurodegeneração seja muito complexa, novas portas se abertas para uma possível abordagem terapêutica da doença. "O primeiro passo para poder começar a procurar tratamento e curar qualquer doença é perceber o que não está a funcionar bem. Nesse sentido, temos um modelo bastante satisfatório que nos ajuda a compreender e explicar porque é que estes péptidos são tóxicos e porque é que os neurónios motores morrem", diz Fernández-Capetillo, citado pelo El Mundo, sublinhando que esta descoberta é muito útil para descobrir como combater o mecanismo tóxico que foi identificado.

No entanto, o investigador acrescenta que embora tenha sido descoberto este mecanismo, "a possibilidade de outras mutações relacionadas com a ELA estarem a agir de forma semelhante, ou seja, bloquear o ADN e o RNA dos neurónios motores", não está excluída. 

 

 

Portaria publicada hoje
Os tratamentos termais prescritos nos cuidados de saúde primários do Serviço Nacional de Saúde (SNS) vão voltar a ser...

No entanto, esta comparticipação tem um limite máximo de 95 euros por conjunto de tratamentos termais. Em termos de percentagem, o SNS cobre 35% do valor do tratamento.

A portaria que estabelece as condições de comparticipação do Estado destes tratamentos foi publicada hoje em Diário da República.

“Com a publicação desta portaria, o Governo mantém a confiança no termalismo e na sua contribuição para a prevenção da doença e a promoção da saúde, após dois períodos particularmente difíceis, provocados pela pandemia da Covid-19, que obrigou à suspensão desta atividade, com vista à salvaguarda de utentes e profissionais”, pode ler-se na nota hoje divulgada.

 

 

Situação Epidemiológica
Nas últimas 24 horas, não houve registo de mortes, mas foram identificados mais 450 novos casos de infeção. Os internamentos...

Segundo o boletim divulgado, não há mortes associadas à Covid-19, desde o último balanço, em todo o território do país.  

Quanto ao número de novos casos, o boletim epidemiológico divulgado hoje, pela Direção Geral da Saúde, mostra que foram diagnosticados 450 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo contabilizou 141 novos casos e a região norte 157. Desde ontem foram diagnosticados mais 28 na região Centro, 29 no Alentejo e 32 no Algarve. Quanto às regiões autónomas, no arquipélago da Madeira foram identificadas mais 34 infeções e 29 nos Açores.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 236 doentes internados, menos oito que ontem. No entanto, as unidades de cuidados intensivos contam agora com mais dois doentes. Estão, atualmente, nas UCI 72 doentes internados.

O boletim desta sexta-feira mostra ainda que, desde ontem, 324 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 802.285 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 22.095 casos, mais 126 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância menos 144 contactos, estando agora 18.967 pessoas em vigilância.

Sociedade Portuguesa de Oftalmologia
Estima-se que 20 a 25% da população portuguesa sofra de alergias oculares, independentemente da sua

A conjuntivite alérgica ocorre quando um agente estranho (alérgeno) irrita a conjuntiva (membrana fina e transparente, que reveste o olho e a parte interior das pálpebras), provocando uma inflamação da mesma. Este tipo de manifestação alérgica pode afetar todos os grupos etários, desde a infância até às idades mais avançadas, pelo que é fundamental que todos estejam atentos a possíveis sintomas. Segundo Ana Vide Escada, oftalmologista e Secretária-geral Adjunta da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO), “geralmente os sintomas associados são vermelhidão ocular, comichão e secreção transparente ou esbranquiçada. Em casos mais severos, podem associar-se inchaço e descamação da pele das pálpebras, lacrimejo e aumento da sensibilidade à luz.”

A alergia ocular pode aparecer de forma isolada ou associada a outras manifestações de alergia, como crises de espirros, escorrência nasal, tosse irritativa e eczema atópico. Apesar de poder surgir em qualquer altura do ano, a conjuntivite alérgica é mais comum na primavera, devido às elevadas quantidades de pólen no ar. No entanto, os dias quentes e secos, que se avizinham nos próximos meses, podem provocar também um aumento da quantidade de poeiras e ácaros no ar.

Os próximos meses requerem, então, um cuidado especial e uma atenção redobrada a possíveis sintomas de alergia ocular. “O controlo da conjuntivite alérgica passa, primeiramente, pela sua prevenção, evitando o contacto com os alérgenos, quando estes já são conhecidos (pólenes, ácaros, pó da casa, entre outros)”, explica Ana Vide Escada.

Relativamente ao tratamento, este envolve, normalmente, agentes anti-histamínicos (antialérgicos) ou gotas lubrificantes. Eventualmente, poderão ser usados corticosteroides, que são potentes agentes anti-inflamatórios, entre outros, mas apenas sob prescrição médica. “A medicação pode ser somente tópica (aplicação ocular direta em gotas, gel ou pomada) e/ou ser sistémica. Geralmente, nas situações mais severas e nas crianças (que tendencialmente controlam menos o impulso de coçar e fazem reações muito exuberantes) é necessário aplicar medidas terapêuticas locais e sistémicas.”, acrescenta ainda a especialista.

Estas conjuntivites não são contagiosas, mas dada a sua frequência podem atingir todos os membros da família. Assim, em qualquer idade e perante a suspeita de uma conjuntivite alérgica, nomeadamente na ausência de alergias prévias conhecidas, deve ser sempre consultado um Médico Oftalmologista, não só para confirmação do diagnóstico, bem como para prescrição da terapêutica mais adequada a cada caso. 

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Doenças raras
As mucopolissacaridoses (MPS) são um conjunto de doenças raras em que há acumulação de moléculas com

Neste conjunto de doenças, há um defeito de uma enzima que vai reduzir a degradação dos GAG’s, levando a uma acumulação dos mesmos no exterior e interior das células. Esta acumulação vai perturbar o normal funcionamento dos órgãos onde se acumulam os GAG’s. Por isso os órgãos afetados vai manifestar a doença de uma forma progressiva à medida que se acumulam cada vez mais estas moléculas complexas.

O tipo de GAG’s cuja degradação está comprometida vai condicionar a acumulação em diferentes órgãos (cérebro, osso, fígado, baço) e consequentemente vamos ver padrões de doença diferentes de acordo com o órgão mais atingido pela doença. Estão descritos vários tipos de PMS de I até IX de acordo com o tipo de GAG’s envolvidos e manifestações da doença.

As enzimas que degradam os GAG’s estão inscritas no nosso código genético e a doença ocorre quando os genes apresentam mutações que reduzem a capacidade de produzir enzimas em quantidade e qualidade suficiente para o seu normal funcionamento. Geralmente é necessário que as duas cópias que temos de cada gene estejam afetadas para que haja um défice da enzima. Na doença de Hunter (MPS II) a transmissão é feita através do cromossoma X pelo que os meninos são mais afetados que as meninas. As MPS’s são doenças são hereditárias, podendo passar de pais para filhos, contudo também podem surgir mutações de novo que não presentes nos progenitores.

O diagnóstico destas doenças é complexo e nem sempre são detetáveis ao nascimento. Só ao fim de algum tempo (meses a anos) é que a acumulação de GAG’s vai ser significativa e é que vão surgir os primeiros sintomas: dismorfias faciais, baixa estatura e outras alterações do esqueleto, atraso do desenvolvimento, surdez, problemas respiratórios, baço ou fígado aumentados de tamanho entre outros.

O diagnóstico pode ser procurado na urina onde também se eliminam os GAG’s e no caso destas doenças, há um aumento da excreção dos mesmos. O padrão de excreção urinária de GAG’s ajuda a definir qual a MPS em causa. O estudo genético permite confirmar a doença e a estabelecer um melhor plano de aconselhamento genético para os progenitores.

Neste momento já existe tratamento para várias destas doenças e o que sabemos é que quanto mais cedo for feito o diagnóstico e mais precocemente for iniciado o tratamento, menor a acumulação de GAG’s e por isso menor o impacto da doença. Na doença de Hurler (MPS I), por exemplo, o diagnóstico precoce (<2,5 anos de idade) e a realização de transplante medular podem prevenir a degradação cognitiva, que é a manifestação mais grave da doença.

Para outras MPS’s tais como doença de Hurler (MPSI), doença de Hunter (MPS II), doença de Morquio (IVA) e doença de Morateaux-Lamy (MPS VI), existem outros tratamentos específicos. Estes passam pela infusão das enzimas em falta e que permite repor a que está em falta e aliviar algumas das manifestações da doença. Este tratamento é feito de forma regular (semanal) e por via endovenosa. O tratamento tem um impacto favorável na progressão da doença e na qualidade de vida destes doentes e suas famílias.

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Balanço
De acordo com os dados divulgados por diversas unidades hospitalares, alguns hospitais do Serviço Nacional de Saúde conseguiram...

O Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHULN), que integra os hospitais Santa Maria e Pulido Valente, por exemplo, registou em março e abril “números máximos de atividade desde o início da pandemia em março de 2020, com destaque para as cirurgias, consultas e hospitais de dia”. Segundo a unidade hospital, no passado mês de abril foram realizadas cerca de 2.000 cirurgias programadas, mais 33% face ao mesmo mês de 2019 (1.500), período pré-Covid. “Em termos absolutos, a atividade cirúrgica do CHULN está já ao nível dos melhores períodos dos últimos três anos, registados no final de 2019/início de 2020”, refere em comunicado.

Quanto ao número de doentes em lista de espera para consulta, o CHULN destaca que este caiu para metade num ano: em abril de 2021, estavam inscritos cerca de 11.700 doentes, quando no mesmo mês de 2020 eram perto de 23 mil. Nos dois últimos meses, foram realizadas mais de 125 mil consultas externas, sendo que só em março foram mais de 65 mil, um “número recorde” desde o início da pandemia e superior ao período homólogo pré-pandemia em março de 2019 (60 mil).

No que diz respeito ao Centro Hospitalar Universitário Lisboa Central (CHULC), que integra os hospitais Curry Cabral, São José, Santa Marta, Capuchos, D. Estefânia e Maternidade Alfredo da Costa, este também um aumento da atividade assistencial. Entre 1 de janeiro a 9 de maio realizaram-se no CHULC 265.650 consultas, mais 10,5% face ao período homólogo de 2020 (240.387), e 10.680 cirurgias programadas, mais 26,1%.

O Centro Hospitalar Lisboa Ocidental (hospitais S. Francisco Xavier, Egas Moniz e Santa Cruz), realizou, desde 1 abril, aquando a retoma da atividade cirúrgica e da consulta externa de todas as especialidades, 2.292 cirurgias e 58.211 consultas.

Quanto ao Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca (HFF), entre 22 de março e 21 de abril registou 1.395 cirurgias, num total de 3.458, realizadas nos primeiros quatro meses de 2021, sendo que 496 tinham um tempo de espera superior a 12 meses. Nos primeiros quatro meses do ano, o HFF realizou 111.217 consultas, mais 7.523 consultas face a igual período de 2020.

No Hospital Garcia de Orta (HGO) a atividade programada não-Covid foi recuperada de “forma gradual” por todas as especialidades. Devido à pandemia, entre março de 2020 e 15 de março deste ano o hospital teve de desmarcar 14.700 consultas de 32 especialidades e 325 cirurgias não oncológicas. Contudo, neste período houve especialidades que aumentaram o número de consultas no HGO: Hematologia (19,9%), Dermatologia (18,8%), Psiquiatria (13,3%), Endocrinologia (12,2%), Dor (6.2%), Obstetrícia (5,1%) e Pediatria (12,1%).

A retoma de atividade no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) também está em andamento. Desde o início do ano e até 10 de maio, foram realizadas mais 44.707 consultas, das quais 18.167 primeiras consultas, e mais 943 cirurgias programadas, comparativamente ao período homólogo de 2020.

O Centro Hospitalar e Universitário de São João (CHUSJ) sublinha que “a partir do final de abril de 2020 foi retomada a atividade” e que esta “não voltou a ser suspensa na totalidade”. O CHUSJ adianta que a lista de espera para a consulta externa e para a cirurgia, comparativamente a abril de 2020, reduziu-se em cerca de 50%.

O Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho revela, por sua vez, que “apenas 14,1% dos pedidos na lista de espera da consulta, aguardam há mais de seis meses”, enquanto em janeiro de 2020 tinham aproximadamente 39%, e que a atividade cirúrgica segue a mesma tendência. Nos últimos dois meses, realizaram em média mais 500 cirurgias por mês, do que em igual período de 2019.

A atividade na Unidade Local de Saúde do Alentejo também foi retomada na totalidade, tendo sido realizadas 1.285 cirurgias e 30.000 consultas.

Na Unidade Local de Saúde (ULS) do Baixo Alentejo/Hospital de Beja, “a atividade assistencial está a progredir no sentido da realização do máximo de atividade possível, tendo em conta as exigíveis normas de segurança”.

Também na Unidade Local de Saúde Castelo Branco atividade assistencial foi retomada na totalidade.

Sociedade Portuguesa de Hipertensão alerta para "epidemia" silenciosa
A partir do dia 16 de maio (domingo), a Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH) dá início às atividades da 3ª Semana da...

Mais uma vez, a SPH pretende alertar para esta “epidemia” silenciosa e reforçar como prevenir e controlar a HTA, através de diversas ações, como a prática de atividade física regular e uma alimentação saudável com baixo teor de sal.

A prevenção e a informação são, de acordo com a SPH, das principais armas contra a hipertensão arterial e contra a progressão das doenças cardiovasculares.

De 16 a 24 de maio há sessões de show cooking, exercício clínico, quizzes e sessões clínicas sobre hipertensão. A iniciativa conta novamente com o conhecido humorista e escritor português, Nilton, que criou o sketch “HTA: A outra Pandemia” que será divulgado no decorrer da semana.

Os Webinares temáticos e as atividades online decorrem no Facebook, Instagram, Youtube e Site da SPH (www.sphta.org.pt).

 

Evento
XIII Encontro do Dia Internacional da Família, amanhã, por videoconferência, é coorganizado pela Sociedade Portuguesa de...

Dois temas principais vão nortear o XIII Encontro do Dia Internacional da Família que a Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC) vai organizar, amanhã (15 de maio), e que, nesta edição, conta com a parceria da Sociedade Portuguesa de Enfermagem de Saúde Familiar (SPESF): “A família como unidade de cuidados: perspetiva multidisciplinar” e “Políticas para a sustentabilidade da saúde familiar”.

A sessão de abertura decorre pelas 10h30, com as intervenções da Presidente da ESEnfC, Aida Cruz Mendes, da presidente da SPESF, Maria Henriqueta Figueiredo, da presidente da Mesa da Assembleia Regional da Secção Regional do Centro da Ordem dos Enfermeiros, Ana Paula Morais, e dos presidentes do Conselho Técnico-Científico e do Conselho Pedagógico da ESEnfC, respetivamente Paulo Queirós e Rogério Rodrigues.

A partir das 11h30, falarão sobre “A família como unidade de cuidados: perspetiva multidisciplinar”, Marlene Lebreiro (enfermeira de Família do ACES Porto Ocidental), João Rodrigues (médico de Medicina Geral e Familiar do ACES Baixo Mondego), Silvana Marques (enfermeira especialista em Enfermagem Comunitária na UCC do ACES Baixo Vouga), Liliana Conceição (psicóloga clínica do ACES Alto Tâmega e Barroso) e Ana Sofia Jesus (assistente social do ACES Pinhal Litoral).

Já no período da tarde (14h30), e para discutirem “Políticas para a sustentabilidade da saúde familiar”, foram convidados a diretora da Segurança Social do Centro Distrital de Coimbra do Instituto da Segurança Social, Manuela Veloso, a presidente da Administração Regional de Saúde do Centro, Rosa Reis Marques, o presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Manuel Machado, a presidente do Colégio de Especialidade de Enfermagem Comunitária da Ordem dos Enfermeiros, Clarisse Louro, a coordenadora da Unidade Científico-Pedagógica (UCP) de Enfermagem de Saúde Pública, Familiar e Comunitária (da ESEnfC), Clarinda Cruzeiro, e a presidente da SPESF, Maria Henriqueta Figueiredo.

A sessão de encerramento está prevista para as 17h30, com a presença da presidente da Mesa da Assembleia Geral da SPESF, Manuela Ferreira, e do coordenador da Unidade de Investigação em Ciências da Saúde: Enfermagem, João Apóstolo.

O Dia Internacional da Família é celebrado, anualmente, a 15 de maio, por proclamação da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, através da Resolução nº 47/237, de 20 de setembro de 1993, que pretendeu realçar os direitos e responsabilidades das famílias e alertar para as questões económicas, sociais e demográficas que influenciam a sustentabilidade familiar e social.

«As alterações políticas, demográficas e tecnológicas da sociedade, originaram mudanças na estrutura e configuração familiar que conduziram a novas necessidades de saúde. Novos desafios foram colocados aos profissionais de saúde dos Cuidados de Saúde Primários, pelo seu contributo na promoção da saúde familiar, enquanto sistema evolutivo e transformativo», sublinham as entidades organizadoras do encontro.

Por outro lado, notam os promotores da iniciativa, «a pandemia por COVID-19 impeliu as famílias, de forma imprevisível, a manterem um (re)equilíbrio entre a manutenção do seu funcionamento e a capacidade de darem respostas às necessidades individuais dos seus membros».

Mais informações sobre o XIII Encontro do Dia Internacional da Família estão disponíveis no endereço do evento na Internet (www.esenfc.pt/event/XIIIdiainternacionaldafamilia), ou podem ser solicitadas para o e-mail [email protected].

Vacina contra a Covid-19
Desde ontem que aqueles que têm mais de 55 anos podem fazer o agendamento para a vacinação contra a Covid-19, através do portal...

Deste modo, se utilizar o portal de autoagendamento, assim que escolher o local de vacinação, vai-lhe ser apresentada a primeira data disponível, podendo aceitá-la ou escolher uma outra que lhe seja mais conveniente. No caso de não haver vagas disponíveis, pode optar por ficar em lista de espera naquele ponto de vacinação ou escolher uma data, noutro local.

Posteriormente, receberá uma sms com a hora precisa em que será vacinado no dia e no ponto de vacinação escolhido.

De salientar que esta semana, o país atingiu a marca de quatro milhões de doses de vacinas administradas. De acordo com os últimos dados, foram administradas 2.980.170 primeiras doses e um milhão e 1.120.138 segundas doses.

 

Alguns concelhos recuam outros avançam no processo de desconfinamento
O Governo decidiu prolongar a situação de calamidade em todo o território continental até ao final do mês de maio, como medida...

Segundo a Ministra de Estado e da Presidência, os níveis de incidência da infeção desceram, embora o nível de transmissão, conhecido por Rt, tenha subido em alguns momentos.  “Quando olhamos para os níveis de incidência, comparando o início do processo de desconfinamento coma data mais recente, 12 de maio, assiste-se a um decréscimo muito significativo. Os níveis de incidência estão neste momento abaixo de 50 por cem mil habitantes a 14 dias, mais concretamente 48,7”, no entanto Mariana Vieira da Silva destacou, em conferência de imprensa, que o nível de transmissão (o Rt) era de 0,78 em 09 de março, “mas é neste momento de 0,92”.

“Isto faz com que o país, olhando para a matriz de risco definida, se encontre claramente num nível verde com uma evolução muito favorável. Neste sentido, temos condições para prosseguir um conjunto de medidas já aprovadas”, acrescentou.

Para já, e tendo em conta os dados divulgados, os concelhos de Arganil e Lamego vão recuar no processo de desconfinamento, enquanto os concelhos de Cabeceiras de Basto, Carregal do Sal e Paredes, bem como uma das freguesias de Odemira, vão avançar para a quarta fase de desconfinamento, tal como a generalidade do país.

 

Inserido no âmbito da Presidência Portuguesa do Conselho da UE
A Associação Europeia de Bioindústrias (EuropaBio) e a Associação Portuguesa de Bioindústria (P-BIO) organizaram o evento ...

Manuel Heitor, Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, referiu que é importante entendermos “o papel chave da ciência fundamental em articulação com a capacidade de construir, desenvolver e comercializar estes produtos e sistemas disruptivos”. Manuel Heitor referiu ainda a importância da criação de uma rede de associações nacionais, como é o caso da EuropaBio, sendo importante “promover essa diversidade”. “No caso português, a P-Bio tem sido provocadora e uma inspiração para a troca de ideias dos empreendedores”, promovendo “a evolução do setor da biotecnologia”, assinalou.

Claire Skentelbery, Diretora Geral da EuropaBio, abordou a importância da biotecnologia como uma força económica forte, inserida num ecossistema moldado por políticas complexas, sendo importante que a Europa planeie e meça os avanços no contexto global, de forma a que a biotecnologia atinja o máximo desempenho social e económico para o continente europeu. Claire Skentelbery destacou, ainda, que o setor da biotecnologia contribuiu para o crescimento de 1,8% na economia entre 2008 e 2018 e na criação de 933 500 empregos na Europa.

David Braga Malta, CEO da LiMM Therapeutics e vogal da direção da P-BIO, falou sobre o programa Bio-Saúde 2030, do qual é coordenador. O projeto criado pela P-Bio pretende posicionar Portugal como um centro de Investigação e Desenvolvimento em Biotecnologia e Ciências da Vida e um pilar estratégico da capacidade de produção na União Europeia (UE), tornando o nosso país na Fábrica da Europa para a Saúde. David Braga Malta referiu também que Portugal é um país propício para ocupar este lugar, devido a características próprias, como a capacidade da indústria; a excelência científica; inovação propiciada pela colaboração, incluindo a Academia; recursos humanos altamente qualificados; possibilidade de criação de equipas mais estáveis, já que, em Portugal, os colaboradores são, por norma, fiéis às empresas para as quais trabalham; qualidade de vida; posição geográfica.

Elke Grooten, Head of EU Relations da Novartis, referiu a parceria da Novartis com outras companhias farmacêuticas, no apoio à produção de vacinas e de tratamentos para a Covid-19, dando prioridade à luta contra a pandemia e procurando assegurar “o acesso contínuo dos medicamentos necessários”. Elke Grooten revelou que, antes da pandemia, havia uma produção total estimada de 5 mil milhões de vacinas no mundo para as diversas aplicações, mas que, em 2021, é esperado que a produção de vacinas contra a COVID-19 atinja um valor de 10 mil milhões de doses.

Sinan Atlığ, Regional President IDM do departamento de Vacinas da Pfizer, assinalou que “a Pfizer aprendeu a pensar como uma empresa de biotecnologia em resultado da sua parceria com a BioNTech”, referindo que viu mudanças no ritmo da tomada de decisões, como é o caso dos investimentos aprovados em tecnologia mRNA fora do coronavírus. Para Atlığ, tal mostra “a importância da colaboração precoce em I&D, e não apenas da colaboração em fases tardias”. Atualmente, a vacina produzida pela Pfizer e BioNTech chega a 91 países, com uma expectativa de distribuição de 2,5 mil milhões de doses para este ano. “Devemos criar um ambiente que permite o florescimento entre as empresas e a colaboração para responder à pandemia”, salienta.

Bruno Santos, Cofundador e CEO da Immunethep, referiu os principais desafios que empresas como a Immunethep enfrentam no processo de desenvolvimento: regulação; novos mecanismos; estabelecimento de correlações de proteção; o facto de investimentos farmacêuticos em prevenção (produtos de toma única) serem vistos como menos rentáveis do que as receitas recorrentes de tratamento. Já Kim Kjøller, CEO da UNION Therapeutics, assinalou que, apesar de as vacinas serem o instrumento chave contra o vírus, não têm 100% de eficácia e é preciso pensar noutras formas de combater a Covid-19. Kjøller considera, ainda, que seria importante a União Europeia ajudar as pequenas e médias empresas em processos tardios do desenvolvimento.

Simão Soares, Presidente da P-Bio, esteve presente no painel final e salientou que “temos de pensar além das vacinas. Vimos uma disrupção das cadeias de distribuição e não apenas com temas relacionados com saúde”, aludindo à importância da “colaboração entre academia, startups e grandes empresas”. Simão Soares referiu ainda que “é importante entender que biotecnologia tem as suas próprias especificidades. Os mecanismos para movimentar os fundos estruturais precisam de ter em conta a forma como a biotecnologia se desenvolve”. “É preciso pensar além de Portugal e ter em conta a Europa como o nosso mercado, de forma a acelerar colaborações entre empresas de diferentes países”, destacou. Chloe Evans (Market Research Manager & International Relations da France Biotech), Hanne Mette Dyrlie Kristensen, (CEO da empresa norueguesa The Life Science Cluster) e Agne Vaitkeviciene (Executive Director da Lithuanian Biotechnology Association) completaram o painel que juntou a perspetiva de diferentes associações europeias.

A partir deste evento, surgirá um documento com a posição da EuropaBio e que servirá de indicador para a construção de iniciativas e políticas para potenciar biotecnologia, de forma a reforçar a competitividade e a liderança da economia na Europa a partir de políticas e ações nacionais alinhadas e ambiciosas. O vídeo da sessão está disponível aqui.

Semana Europeia do Teste da Primavera
No âmbito da Semana Europeia do Teste da Primavera, que se assinala de 14 a 21 de maio, a Direção-Geral da Saúde, através do...

A iniciativa do EuroTEST tem por objetivo incentivar todas as comunidades da Região Europeia da Organização Mundial da Saúde a promoverem a consciencialização sobre o benefício do diagnóstico precoce de infeções por VIH, Hepatites Virais e Infeções Sexualmente Transmissíveis (IST) e a eficácia da adesão ao tratamento.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde associa-se à Iniciativa e relembra toda a comunidade que as infeções por VIH, hepatites virais e IST requerem a continuidade de respostas adequadas por parte dos serviços que acompanham os doentes e as pessoas em situação de maior risco. 

De acordo com a autoridade de saúde, “a pandemia por COVID-19 afetou especialmente as populações mais vulneráveis”. Os dados de 2020 revelaram um decréscimo no número de testes realizados, à escala global. “É, por isso, particularmente importante promover o acesso aos testes como um serviço de saúde essencial. A retoma das atividades realizada de forma segura e consciente devolve à população a confiança e oportunidade para conhecer o seu estado serológico”, sublinha.

Os testes são gratuitos, seguros e confidenciais.

 

 

 

Sintomas e Tratamento
O angioedema hereditário (AH) é uma doença genética rara.

Sintomas

As manifestações surgem habitualmente entre os 4 e os 11 anos. Na puberdade é comum registar-se aumento da frequência e gravidade dos episódios independentemente do sexo.

Os inchaços (edema) podem envolver qualquer parte da pele e/ou órgãos internos. Caracterizam-se por serem assimétricos, condicionarem deformação e dor, sem comichão e sem vermelhidão da pele afetada. Por vezes, antes dos inchaços, surge discreta vermelhidão na pele, de contornos sinuosos e centro claro que anuncia o início da crise.

Em geral as crises duram entre 2 a 5 dias, surgindo de forma espontânea, mas também na sequência de fatores emocionais (medo, stress), traumatismos locais (tratamentos dentários, cirúrgicos) e infeções.

Riscos ou complicações

Um dos riscos mais temido é o de asfixia devido à obstrução das vias aéreas superiores. Este pode manifestar-se inicialmente por dificuldade em engolir, edema da face, cavidade oral e pescoço, rouquidão ou falta de ar e é a principal causa de morte associada a esta doença.

Outra complicação possível resulta do edema das paredes do intestino que causa episódios recorrentes de dor, rigidez abdominal ou vómitos, os quais podem representar risco, caso não sejam identificados e adequadamente tratados, podendo levar muitas vezes a cirurgias desnecessárias.

Tratamento

O tratamento tem por objetivo obter o controlo da doença, prevenindo o aparecimento das crises e permitindo uma boa qualidade de vida. Pode dividir-se em tratamento da crise aguda, tratamento de manutenção ou de prevenção.

Todas as crises agudas devem ser tratadas o mais precocemente possível. O tratamento célere, mesmo das crises mais leves, promove a qualidade de vida dos doentes e impede que estas progridam para crises mais graves com sintomas potencialmente fatais. No caso de crises mais graves, como por exemplo nas crises abdominais ou laríngeas os pais devem sempre recorrer a um serviço de urgência.

O tratamento preventivo deve ser realizado antes de procedimentos que sabemos que implicam risco para a criança tais como tratamentos dentários ou cirurgias. Após crise grave deve iniciar-se tratamento preventivo de longa duração.

Cuidados a ter

Na criança é imprescindível o correto diagnóstico e seguimento em centro com experiência em AH. Os pais devem ser bem informados e envolvidos em todo o processo. Devem ter presente para que servem os diferentes tipos de medicação, estarem atentos aos sintomas e saberem onde e quando devem procurar cuidados médicos diferenciados.

As crianças, tais como os adultos com AH, têm direito ao Cartão da Pessoa com Doença Rara.

     

Prof. Doutora Paula Leiria Pinto
Assistente Graduada Sénior de Imunoalergologia do HDE, CHULC

Dra. Miriam Araújo
Interna de Imunoalergologia do HDE, CHULC

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Iniciativa do Centro
“ENTRE CORTES - Comportamentos autolesivos na adolescência” é o tema da próxima sessão do Projeto Ligados+com, agendada para 21...

"No estrito cumprimento das normas e orientações da DGS, em prol do combate à pandemia, o Serviço de Pediatria do Centro Hospitalar Universitário Cova da Beira e a Unidade de Cuidados na Comunidade do Fundão - ACES Cova da Beira, retomam presencialmente o ciclo de iniciativas programadas no âmbito do Projeto Ligados+com, com o objetivo de alertar / sensibilizar pais e cuidadores, para a importância da promoção do bem-estar físico e psicológico de crianças e jovens, destacando temáticas essenciais associadas a cada fase do crescimento, num ambiente de total segurança e organização", assinala o CHUCB em nota de imprensa. 

De acordo com o Centro Hospitalar Univrsitário Cova da Beira, "esta ação constituirá uma oportunidade única de partilha de conhecimentos e ferramentas úteis, quer para profissionais de saúde e da educação, quer para as famílias e sociedade em geral, no âmbito da prevenção e intervenção precoce, face a comportamentos autolesivos na adolescência".

Para os mais novos, revela a Unidade Hospitalar em comunicado, "no mesmo local e horário, decorrerá ainda uma atividade paralela, na qual poderão assistir à curta-metragem “If I Was God”, bem como ao debate posterior que incidirá em torno da mesma, dinamizado por Luís Batista, professor de educação visual e multimédia, sendo esta dirigida a crianças com idade igual ou superior a 12 anos. Em ambas as ações, a entrada é gratuita, mas limitada e sujeita a inscrição prévia junto da Biblioteca Municipal Eugénio de Andrade no Fundão".

 

Bolsa Nacional para Projetos de Investigação, atribuída pela Biocodex Microbiota Foundation
O projeto PRIMING, que tem como objetivo compreender o impacto da obesidade materna na ativação e estimulação do sistema...

Benedita Sampaio Maia e a sua equipa vão receber um apoio financeiro de 25 mil euros para desenvolverem o projeto. “Através do estudo aprofundado do papel da microbiota intestinal disbiótica (desequilibrada) transmitida pela mãe obesa na ativação e estimulação do sistema imunitário da criança, esperamos compreender melhor o papel do microbioma na indução de doenças metabólicas”, afirma Benedita Sampaio Maia.

Revela ainda que, “os resultados da investigação podem também abrir caminhos para o desenvolvimento de meios de diagnóstico precoce e de estratégias terapêuticas inovadoras e personalizadas, como por exemplo, a manipulação da microbiota intestinal desde os primeiros dias da vida”, e, portanto, mais eficazes. Segundo a investigadora do i3S e professora da Faculdade de Medicina Dentária da UP, “no início da vida, a aquisição, maturação e estabelecimento do microbioma são moldados por interações entre o hospedeiro e os microrganismos, nas quais a mãe parece desempenhar um papel fundamental como uma das fontes mais importantes de microrganismos para a criança”.

De acordo com a evidência científica atual, o peso materno é o fator não relacionado com o bebé que mais influencia o desenvolvimento da obesidade na infância e ao longo da vida. A Prof.ª Benedita Sampaio Maia sublinha que “a transmissão da microbiota com potencial de promover a obesidade (obesogénica) entre mãe e filho tem sido sugerida como uma possível via de transmissão intergeracional da obesidade”.

E acrescenta que “como o início da vida representa uma janela crítica para a estimulação imunitária, a aquisição de uma microbiota intestinal desequilibrada (disbiótica) pode comprometer o desenvolvimento de um sistema imunitário saudável. Assim, o processo de transmissão microbiana poderá comprometer a saúde da criança ao longo da sua vida e de gerações futuras.

Para desenvolverem esta investigação, os autores vão avaliar uma coorte prospetiva de filhos de mães saudáveis ou obesas. O microbioma de amostras fecais de crianças colhidas 1, 6 e 12 meses após o parto será caracterizado e utilizado para estimular in vitro células dendríticas derivadas de monócitos de dadores de sangue saudáveis.

A investigação do i3S/UP será desenvolvida por uma equipa multidisciplinar com experiência em áreas como a Microbiologia, Ginecologia/Obstetrícia, Biologia, Bioquímica2 e Medicina Dentária, em colaboração com as Faculdades de Medicina e Medicina Dentária da Universidade do Porto, o Hospital Universitário de São João e a Faculdade de Medicina Dentária das Vrije Universiteit e Universiteit van Amsterdam (ACTA). O tema escolhido para os projetos candidatos à edição 2020/2021 da Bolsa Nacional Para Projetos de Investigação foi a “Microbiota Gastrointestinal e o Sistema Imunitário”.

Os projetos foram avaliados por um júri independente constituído pelos quatro membros do Comité Científico da Biocodex Microbiota Foundation em Portugal, que escolheram a investigação do i3S entre uma short list de 14 candidaturas.

No ano passado, a Bolsa tinha como tema a “Microbiota Humana na Saúde e na Doença” e foi atribuída a um projeto de investigação que visava a identificação de perfis específicos de microbiota e metabolitos que possam prever melhores terapêuticas para os doentes com Espondilartrite (SpA) e a Artrite Reumatoide (AR), da autoria dois investigadores da NOVA Medical School | Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, a Prof.ª Doutora Ana Faria e o Prof. Doutor Fernando Pimentel-Santos.

2ª edição do maior prémio de investigação, em Portugal, na área da nefrologia
A Associação Nacional de Centros de Diálise (ANADIAL) e a Sociedade Portuguesa de Nefrologia (SPN) estão a promover a segunda...

O Prémio “ANADIAL-SPN” é atribuído anualmente e tem como objetivo incentivar a realização de estudos clínicos e avaliações epidemiológicas na área da doença renal crónica. Na edição 2021, o tema do prémio é "Uma Perspetiva Integrada do Tratamento da Doença Renal no Sistema de Saúde Português – Interação e complementaridade entre os diferentes intervenientes e modalidades de tratamento".

“Pretendemos, com este Prémio, encorajar a realização de trabalhos científicos que contribuam para o estudo e diminuição da grande prevalência de portugueses com doença renal crónica, sobretudo nos estádios mais avançados. Por outro lado, queremos ajudar a colmatar a ausência de investigações clínicas e estudos epidemiológicos nesta área”, explica Jaime Tavares, presidente da ANADIAL.

“Esta iniciativa acontece num momento de particular importância para todos aqueles que lidam com a doença renal crónica, uma doença em crescimento em Portugal. Esperamos que este Prémio, o maior na área da nefrologia, possa estimular a investigação científica e distinguir os investigadores portugueses que estão dedicados a encontrar resposta para os problemas que estamos a enfrentar”, defende Aníbal Ferreira, presidente da SPN.

A doença renal crónica é uma doença provocada pela deterioração lenta e irreversível da função renal. Como consequência da perda de função, existe retenção no sangue de substâncias que normalmente seriam excretadas pelo rim, resultando na acumulação de produtos metabólicos tóxicos no sangue (azotemia ou uremia). São várias as doenças que podem provocar lesões nos rins e provocar a insuficiência renal crónica, nomeadamente a hipertensão arterial, a diabetes mellitus, as glomerulonefrites crónicas e algumas doenças hereditárias. Nas fases mais avançadas os portadores desta doença necessitam de realizar regularmente um tratamento de substituição da função renal que poderá ser a hemodiálise, diálise peritoneal ou transplante renal.

 

TP-102 esta atualmente a ser avaliado num ensaio clínico de segurança
A Technophage, empresa biofarmacêutica portuguesa, anunciou hoje que a Food and Drug Administration (FDA) dos EUA concedeu a...

“A designação Fast Track agora concedida pela FDA ao TP-102 poderá acelerar o seu desenvolvimento, permitindo à Technophage trabalhar em estreita colaboração com a Agência na preparação das fases clínicas desta terapia biológica inovadora”, disse Miguel Garcia, CEO da Technophage. “Enquanto outros tratamentos antimicrobianos para esta indicação clínica não conseguem atingir o tecido afetado de forma adequada, os bacteriófagos conseguem replicar na sua bactéria hospedeira, eliminando a infeção bacteriana localmente”, complementou o CEO.

As infeções do pé diabético constituem um problema médico significativo a nível mundial e a incidência destas feridas terá tendência a aumentar com o envelhecimento global da população. Muitos pacientes diabéticos são portadores de úlceras infetadas ao longo da vida, das quais, cerca de 28% acabarão por evoluir negativamente, sendo necessária amputação, o que contribui para um aumento da morbilidade e mortalidade destes doentes.

A Technophage está atualmente a conduzir um ensaio clínico de Fase I/IIa (NCT04803708) com o objetivo de avaliar a segurança e tolerabilidade do TP-102 em pacientes diabéticos como um tratamento tópico para infeções causadas por agentes patogénicos críticos (estudo REVERSE). Os resultados do estudo são esperados em 2021.

 

Relatório apresenta falhas e recomendações
Um painel independente, criado pela Organização Mundial de Saúde, já veio afirmar que a resposta combinada da OMS e dos...

O trabalho Covid-19: Torná-lo a Última Pandemia, foi compilado pelo Painel Independente de Preparação e Resposta Pandemia, e tinha com objetivo encontrar respostas sobre como o vírus matou mais de 3,3 milhões de pessoas e infetou mais de 159 milhões em todo o mundo.

Uma das principais conclusões retiradas desta análise independente remete para a declaração de emergência global, que deveria ter sido emitida pela OMS uma semana antes. De acordo com o relatório, o estado de emergência deveria ter sido emitido a 22 de janeiro.

Por outro lado, salienta-se que, no mês seguinte à declaração da OMS, os países não tomaram as medidas adequadas para travar a propagação do vírus.

A OMS, impedida pelos seus próprios regulamentos, também “errou” ao considerar que as restrições de viagem deveriam ser um último recurso. "Se as restrições de viagem tivessem sido impostas mais rapidamente, mais amplamente, mais uma vez isso teria sido uma inibição grave na transmissão rápida da doença e isso permanece o mesmo hoje", disse Helen Clark, copresidente do painel e ex-primeira-ministra neozelandesa.

Segundo o painel independentes, Europa e os EUA também “desperdiçaram todo o mês de fevereiro e agiram apenas quando os seus hospitais começaram a encher”.

Quando os países se deveriam estar a preparar os seus sistemas de saúde para um afluxo de pacientes com Covid, grande parte do mundo correu desenfreadamente atrás de equipamentos de proteção e medicamentos, diz o relatório.

Para evitar outra pandemia catastrófica, o relatório deixa algumas recomendações, como a criação de um novo conselho de ameaças globais com poder de responsabilizar os países, a criação de um sistema de vigilância da doença para publicar informação sem necessitar da aprovação dos países em causa.

Por outro lado, recomendam que as vacinas sejam classificadas como bens públicos e que deve haver uma facilidade de financiamento durante uma pandemia.

O painel apela ainda a melhores processos e estruturas para detetar o próximo agente patogénico altamente infecioso. Bem como um melhor financiamento para a Organização Mundial de Saúde de modo a torna-la mais forte.

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