Até 15 de agosto
Decorrem até ao dia 15 de agosto de 2021 as candidaturas à 9ª edição do Prémio de Jornalismo na área da Dor, o prémio anual...

O valor total do prémio é de três mil euros. Ao jornalista vencedor é entregue um prémio no valor de dois mil euros e, ao segundo classificado, um prémio no valor de mil euros.

O prémio destina-se a todos os jornalistas, com carteira profissional válida, residentes em Portugal continental e Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores, cujos trabalhos abordem qualquer tipo de dor, aguda ou crónica, e tenham sido publicados na imprensa - escrita e online -, televisão e rádio, desde o dia 1 de janeiro de 2020 até ao dia 30 de junho de 2021.

Cada candidatura deverá consistir no envio de um exemplar do trabalho, juntamente com carta de candidatura assinada pelo autor principal, e deve ser dirigida à Presidente da Associação Portuguesa para o Estudo da Dor e ao Presidente da Fundação Grünenthal para [email protected] e [email protected].

O júri, composto por cinco membros - dois indicados pela APED, dois indicados pelo Sindicato dos Jornalistas e um pela Fundação Grünenthal - avaliará os trabalhos a concurso com base em critérios como a coerência com os objetivos do Prémio, a criatividade, a investigação, a relevância e a qualidade das peças. Poderão ser ainda entregues menções honrosas as quais não estarão associadas a qualquer valor pecuniário.

Na última edição do Prémio de Jornalismo na área da Dor, o 1.º prémio foi atribuído à jornalista Cristina Lai Men, da TSF, pela reportagem “Renascidos do Cancro”, e o segundo prémio atribuído à jornalista Susana Pinheiro, do Público, com a reportagem “Ir ao hospital fazer acupunctura, hipnose ou “reiki””. A Menção Honrosa foi atribuída à jornalista Susana Dias Oliveira, pela peça “Dor Crónica, Dor que mói”, publicada na Notícias Magazine.

Consulte o regulamento completo da 9.ª edição do Prémio Jornalismo na área da Dor http://www.fundacaogrunenthal.pt/premios-fundacao-grunenthal/premio-jornalismo  

 

 

Distinção internacional
Unidade de Cirurgia do Ombro e Cotovelo do Serviço de Ortopedia do Hospital CUF Descobertas acaba de ser nomeada "Teaching...

Segundo António Cartucho, coordenador da Unidade de Cirurgia do Ombro e Cotovelo do Serviço de Ortopedia do Hospital CUF Descobertas, “ser considerado "Teaching Center" desta que é a sociedade científica europeia mais prestigiada, na área do ombro e cotovelo, revela o reconhecimento da excelência da prática clínica, da atividade científica e da capacidade de ensino prático e teórico na área do ombro e cotovelo do Hospital CUF Descobertas”.

Para ser membro da SECEC é necessário preencher um exigente formulário curricular, requisito este que é cumprido por todos os Cirurgiões ortopedistas do núcleo do ombro e cotovelo do Hospital CUF Descobertas: “Desde há 15 anos que temos um programa de fellowship pelo qual passaram mais de 30 cirurgiões nacionais e internacionais”, revela o ortopedista. Trata-se de um estágio, com a duração mínima de 3 meses e máxima de 1 ano, onde é dada formação teórica e prática na área de cirurgia do ombro e cotovelo. Para tal, os fellows participam em todas as atividades do Hospital: desde a consulta, às cirurgias, às urgências que chegam ao Atendimento Permanente, às reuniões clínicas, até ao trabalho de investigação, com a produção de um trabalho científico para publicação.

“Agora, por sermos um centro credenciado pela SECEC, todos os cirurgiões ortopédicos europeus, com interesse na área do ombro, podem estagiar num centro credenciado em Portugal. Para tal terão de apresentar a sua candidatura através da SECEC preenchendo os requisitos necessários”, informa o coordenador da Unidade de Cirurgia do Ombro e Cotovelo do Serviço de Ortopedia do Hospital CUF Descobertas.

 

Estudo
Uma nova investigação, publicada na Revista Nature, vem mostrar que as pessoas que morrem de Covid-19 apresentam inflamação e...

As análises ao tecido cerebral de oito pessoas que morreram de Covid-19 e de outras 14 que morreram de outras causas mostraram "mudanças surpreendentes" no cérebro dos pacientes com coronavírus, disse à Reuters a investigadora da Universidade de Stanford,Tony Wyss-Coray.

A sua equipa, juntamente com colegas da Universidade de Saarbruecken, na Alemanha, analisou milhares de genes em cada uma das 65.309 células individuais retiradas de amostras de tecido cerebral.

Os investigadores descobriram ainda que genes relacionados com a cognição, esquizofrenia e depressão foram "ativados" mais frequentemente no cérebro de pacientes Covid-19.

Wyss-Coray disse ainda que a sua equipa não conseguiu encontrar o vírus no cérebro, sugerindo que "a infeção do vírus no resto do corpo pode ser suficiente para causar sintomas neurológicos, mesmo em pessoas que não morrem da doença".

 

Coronavírus no mundo
A Índia alertou, esta quarta-feira, que foi detetada uma mutação da variante Delta ainda mais infeciosa: a Delta Plus, da qual...

Devido a este alerta, alguns países ponderam já voltar atrás com algumas medidas de alívio.  Israel pode voltar a usar a máscara devido ao ressurgimento da doença em duas escolas. Já a Austrália está a enfrentar surtos persistentes de Covid-19, entre pessoas infetadas sem ter tido contacto físico com doentes. Ambos os países atribuem este aumento de novos casos à variante Delta.

A OMS, a CE e os peritos pedem cautela face a esta ameaça acrescida, uma vez que se trata de uma variante altamente infeciosa.

 

 

Estudo INSA
De acordo com os resultados preliminares das sequenciações obtidas no mês de junho, no âmbito do estudo sobre a diversidade...

No que diz respeito à variante Alfa, associada ao Reino Unido, o estudo do INSA estima uma prevalência desta variante de cerca de 30% em LVT e de 80% no Norte.

“Apesar de preliminares e de constituírem apenas uma fração do total de amostras positivas de COVID-19 que ainda serão analisadas durante o mês de junho, estes resultados permitem conhecer melhor a prevalência das principais variantes genéticas do SARS-CoV-2 em Portugal, nomeadamente para as regiões LVT e Norte, nas quais a amostragem é mais significativa”, escreve o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge em nota informativa.

Os dados apresentados sugerem igualmente que apenas 2.5% dos casos associados à variante Delta apresentam, ainda, a mutação K417N. “Esta mutação, também associada à variante Beta, anteriormente designada como variante da África do Sul, tinha sido, recentemente, apontada como alvo de vigilância apertada pelas autoridades de saúde do Reino Unido, sendo que Portugal era um dos países onde a mesma tinha sido identificada na variante Delta. Estes resultados sugerem que a variante Delta com esta mutação adicional não ganhou expressão relevante em Portugal”, informa o INSA.

No que diz respeito às variantes Beta e Gama (501Y.V3, associada ao Brasil, Manaus), enquanto a primeira não foi detetada em qualquer das amostras analisadas durante o mês de junho, a segunda (Gama) aparece com uma prevalência de cerca de 3%, tanto na região Norte como na região de Lisboa e Vale do Tejo, mantendo os valores estimados no mês de maio.

“Recorda-se que se estima que a variante Delta tenha um grau de transmissibilidade cerca de 60% superior à variante Alfa”, refere este instituto.

O INSA, através do Núcleo de Bioinformática do seu Departamento de Doenças Infeciosas, vai proceder, nos próximos dias, a uma atualização destes dados, uma vez que a sequenciação com vista à caracterização genética de SARS-CoV- 2 decorre em modo contínuo. Até à data, sublinha, foram analisadas 8751 sequências do genoma de SARS-CoV-2.

 

 

Situação Epidemiológica
Desde ontem foram registados mais 1497 novos casos de infeção pelo novo coronavírus e três mortes em território nacional. O...

A região de Lisboa e Vale do Tejo foi a única de todo o território português a registar mortes (três) por Covid-19, desde o último balanço, mostra o boletim divulgado hoje pela Direção Geral da Saúde.

De acordo com o documento, foram diagnosticados 1497 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo contabilizou 964 novos casos e a região norte 208. Desde ontem foram diagnosticados mais 108 na região Centro, 59 no Alentejo e 127 no Algarve. Quanto às regiões autónomas, no arquipélago da Madeira foram identificadas mais 12 infeções e 19 nos Açores.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 437 doentes internados, menos 13 que ontem.  As unidades de cuidados intensivos têm agora 100 pacientes, também menos um doente internado que no dia anterior.

O boletim desta quarta-feira mostra ainda que, desde ontem, 860 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 822.234 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 29.012 casos, mais 634 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância mais 1.760 contactos, estando agora 43.419 pessoas em vigilância.

Dia Internacional de Sensibilização para a Escoliose assinala-se a 26 de junho
A propósito do Dia Internacional de Sensibilização para a Escoliose, que este ano se assinala no dia

“A escoliose é uma doença com um grande impacto na autoestima das crianças, uma vez que provoca uma deformidade visível em forma de ‘S’ na coluna, estando por vezes associada a uma verdadeira bossa do tórax (‘corcunda’). Como tal, é crucial estarmos atentos aos primeiros sinais desde cedo, facilitando a realização de um diagnóstico precoce, fundamental para o sucesso e a eficácia dos tratamentos”, explica o ortopedista pediátrico João Lameiras Campagnolo, coordenador da Campanha “Josephine Explica a Escoliose”.

 Mais de 70% dos casos de escoliose não apresentam nenhuma causa conhecida, no entanto, existem várias crenças erradas à volta das suas causas, bem como dos sintomas e tratamentos. Conheça os principais mitos associados a esta doença:

  • Mito 1 – O peso das mochilas é uma das causas da escoliose: Quando se conhece a sua origem, a escoliose está geralmente relacionada com uma doença subjacente, com fatores genéticos e hereditários. Como tal, embora a causa da escoliose permaneça desconhecida, o seu desenvolvimento não tem sido relacionado com o uso de mochilas ou ao transporte de malas pesadas.
  • Mito 2 - A escoliose pode ser causada por uma má alimentação: Sabe-se que esta doença não é causada por uma má alimentação. No entanto e embora não corrija a escoliose, manter um peso corporal adequado através de uma alimentação saudável e da prática regular de exercício físico é fundamental para a saúde, ajudando também a prevenir o surgimento de dores nas costas.
  • Mito 3 - Estar muito tempo sentado provoca escoliose: Embora o sedentarismo tenha várias implicações no que respeita à saúde da sua coluna, passar muito tempo sentado não tem implicações específicas no surgimento da escoliose.
  • Mito 4 – Passar demasiado tempo a mexer no telemóvel pode provocar escoliose: Quando utilizamos o nosso telemóvel, temos a tendência de olhar para a frente e para baixo, a chamada “posição SMS”, levando a um aumento da pressão no pescoço. Apesar de se poder traduzir em problemas posturais e musculares, contribuindo para o surgimento de dores, a escoliose não é desencadeada pelo excesso de tempo passado a utilizar o telemóvel.
  • Mito 5 - Esta é uma doença que provoca dor: Contrariamente a uma ideia que é comum, geralmente, esta doença não provoca dor. As dores nas costas podem dever-se a vários fatores, como a adoção de posturas incorretas, o transporte de malas muito pesadas ou lesões, e não necessariamente à deformidade da coluna.
  • Mito 6 - É na infância que todos os tipos de escoliose se manifestam: Embora seja frequentemente observada em crianças, a escoliose pode manifestar-se em qualquer idade, sendo mais comum a partir dos 10 anos. A partir desta idade, na maior parte das vezes, não é possível determinar o motivo do desvio da coluna. Antes desta idade, a escoliose apresenta mais frequentemente causas conhecidas, como malformações congénitas da coluna e doenças neurológicas.
  • Mito 7 - A escoliose tem cura: Esta é uma doença que não tem cura, exceto em raros casos de resolução espontânea na infância precoce. No entanto, existem formas de acompanhar e corrigir a deformidade da coluna vertebral. As opções de tratamento da escoliose podem incluir o uso de colete de correção, em casos menos graves, ou a cirurgia à coluna, nos casos mais graves ou nos casos de curvas que não responderam como esperado a um tratamento conservador. Um diagnóstico precoce contribui para que haja um acompanhamento e tratamento adequados, com evolução menos grave da escoliose.
  • Mito 8 - Todas as pessoas com escoliose precisam de ser tratadas: A escoliose pode afetar 2 a 3% das crianças e jovens, mas são menos de 1% os casos que necessitam de tratamento, uma vez que a observação pode ser uma opção para curvaturas menores.
  • Mito 9 - A escoliose impede as mulheres de terem filhos: Mulheres com escoliose podem ter filhos. No entanto, se possuírem, por exemplo, doenças genéticas ou tumores é importante haver uma apreciação prévia para avaliar a saúde da mulher e os riscos do bebé, devendo haver uma avaliação caso a caso.

A escoliose é a principal deformidade da coluna em crianças e adolescentes, mas também pode manifestar-se numa fase adulta. É uma doença que pode ter várias causas, mas na maior parte das vezes (70-80%) estas não são conhecidas, sendo designada de escoliose “idiopática”.

Como referido, esta doença é mais comum a partir dos 10 anos, uma idade crítica no desenvolvimento das crianças (perto do início da adolescência, durante a qual o crescimento evolui muito rapidamente), sendo crucial que os pais e os educadores estejam atentos aos primeiros sinais de alerta, procurando ajuda junto do médico de família ou do pediatra de forma a chegar a um diagnóstico precoce. A existência de uma diferença de altura entre os ombros, o descair de um dos lados da cintura ou a identificação de uma proeminência da caixa torácica (quando a criança dobra o tronco para diante) são alguns dos sinais a ter em conta.

Esta patologia, em função da sua gravidade, pode ter um grande impacto na vida do doente. Formas mais leves de escoliose podem causar um leve desconforto. Nas formas intermédias, acrescenta-se uma diminuição da autoestima (uma vez que possui uma deformidade visível aos olhos dos outros). Nas formas mais graves de escoliose podemos ter dores crónicas, órgãos internos afetados pela diminuição de espaço ou até a diminuição da esperança média de vida. 

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Último relatório de vacinação
Segundo o relatório de vacinação divulgado, ontem, pela Direção-Geral da Saúde (DGS), 46% dos portugueses já tomou a primeira...

De acordo com o documento, que incide sobre o período compreendido entre os dias 14 e 21 deste mês, 4.688.551 pessoas (46% da população) já estão vacinadas com a primeira dose, o que corresponde a um aumento de 338.623 pessoas face à semana anterior. 

O mesmo relatório indica que, no mesmo perído, 2.947.718 das pessoas apresentam o esquema vacinal completo, o que corresponde a 29% da população.

Por faixas etárias, o relatório da DGS revela que 98% (659.804) das pessoas com 80 ou mais anos receberam a primeira dose e 93% (629.211) a segunda. Com a primeira dose está vacinada 96% (1.543.716) da população com idades compreendidas entre os 65 e os 79 anos e, com a segunda, 59% (945.894). 

No grupo populacional entre os 50 e os 64 anos, iniciaram a vacinação 73% (1.575.758) e o processo está concluído em 43% (918.951). 

Entre os 25 e 49 anos, 26% (861.058) receberam a primeira dose e 13% (420.176) a segunda. 

Já têm a primeira dose da vacina 6% das pessoas entre os 18 e 24 anos (45.925) e 4% (32.669) têm as duas. 

O balanço semanal da vacinação refere que, desde 27 de dezembro de 2020, Portugal continental recebeu 8.604.606 doses, tendo sido distribuídas 7.566.600. 

Pode consultar o relatório completo, aqui.

Robô utiliza lâmpadas que emitem raios ultravioletas C que são particularmente agressivos para os vírus
O Centro Hospitalar de Leiria recebeu um robô de desinfeção equipado com uma luz UV, concentrada em todas as superfícies, capaz...

“Para o CHL e para o Grupo Coordenador Local do Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos Antimicrobianos [GCL-PPCIRA] este robô foi um ganho extraordinário, e à medida que formos ganhando experiência no seu manuseamento e utilização, será com certeza um dispositivo indispensável na nossa rotina de desinfeção e prevenção de infeções, e ao desenvolvimento de resistências a microrganismos”, refere Maria Fernanda Cunha, coordenadora do GCL-PPCIRA do CHL.

De acordo com o Centro Hospitalar de Leiria, este robô utiliza lâmpadas que emitem raios ultravioletas C que são particularmente agressivos para os vírus, causando reações fotoquímicas nos seus componentes proteicos e enzimáticos. O robô funciona em modo manual, comandado pelo utilizador através de um tablet, ou em modo automático, após o mapeamento das áreas a desinfetar. Para a desinfeção automática, o robô pode realizar um máximo de dez salas programadas. Quanto mais próximo o robô estiver das superfícies “críticas” de alto contacto, maior será a intensidade do feixe de luz UVC, esclarece em comunicado.

Segundo Maria Fernanda Cunha, “este robô é muito mais rápido em comparação com outros dispositivos de desinfeção. Por exemplo, o tempo para destruição do vírus SARS-Cov-2 na exposição máxima UVC a 1 metro de distância das paredes ou de outros objetos é de 8,2 segundos. Esta rapidez permite a entrada imediata de doentes e profissionais na divisão desinfetada, pois não deixa qualquer resíduo ou vapor, já que o seu funcionamento se baseia na utilização da luz”.

Em comunicado o centro hospitalar faz saber que também “o meio ambiente é poupado, na medida em que não são usados produtos químicos, e a eficácia do robô pode ser medida através da colocação de indicadores nas salas a desinfetar que, por mudança de cor, atestam o nível de esterilização”.

Para além do objetivo de minimizar a disseminação do Covid-19, este robô pode ser usado para a redução de infeções hospitalares e custos associados. “O fenómeno da multirresistência às drogas, nomeadamente aos antibióticos, é um problema relevante nas instituições de saúde, com o número crescente de doentes com infeções a microrganismos multirresistentes”, destaca Maria Fernanda Cunha. “Existe uma lista de bactérias produtoras de enzimas (as carbapenemases), que obrigam ao rastreio dos doentes portadores destes microrganismos com o objetivo o seu isolamento dentro da instituição ou na comunidade. Após a alta destes doentes, as enfermarias ou quartos deverão ser limpos e desinfetados o mais eficazmente possível, de forma a que, com a segurança máxima, outros doentes possam ser internados. Com o novo robô esta tarefa será mais célere.”

Ablação ultrassónica do corpo ciliar
O Centro Hospitalar Universitário do Algarve (CHUA) realizou esta semana duas intervenções para tratamento do glaucoma com...

Realizadas pela equipa do Serviço de Oftalmologia de Portimão, as cirurgias de ablação ultrassónica do corpo ciliar, vão permitir tratar a pressão intraocular elevada que conduziu ao glaucoma nos dois doentes intervencionados, evitando o agravamento da doença que pode levar à perda severa de visão ou mesmo a uma situação de cegueira irreversível.

Segundo Filipe Isidro, médico oftalmologista que realizou este procedimento, esta intervenção cirúrgica “consiste na destruição parcial do corpo ciliar, que é o órgão que produz o humor aquoso, levando à diminuição da produção deste líquido, o que consequentemente conduzirá à descida da pressão intraocular. Este procedimento, ao contrário dos outros tratamentos cirúrgicos preconizados para o tratamento do glaucoma, tem a vantagem de ser não invasivo, anulando assim as complicações dos procedimentos típicos que criam cirurgicamente uma «abertura» (fístula) para drenar o líquido, o que acarreta sempre riscos de infeção associados, que por vezes podem ser graves”

“É então uma técnica mais segura, com muito menos efeitos secundários e que, a longo prazo, salvaguarda o olho”, conclui o médico oftalmologista.

O Glaucoma é uma doença grave, e que na maioria das vezes só é detetada com uma ida ao Oftalmologista, ou quando apresenta sintomas, que normalmente é já numa fase muito avançada da doença, pelo que os profissionais deixam o apelo a que as pessoas maiores de 50 anos consultem o oftalmologista com regularidade para avaliação da sua saúde ocular, e principalmente da pressão intraocular, que pode conduzir ao glaucoma.

 

Campanha de angariação de fundos “Mascotes Solidárias”
A BebéVida, banco de tecidos e células estaminais português, entregou um conjunto de donativos ao Instituto Português de...

A entrega foi feita pelo administrador do laboratório, Luís de Melo, ao presidente do Conselho de Administração do IPO do Porto, Rui Henrique, à diretora do Serviço de Pediatria, Ana Maia Ferreira, e à coordenadora da equipa lúdico-pedagógica, Filomena Maia.

Em 2020, para assinalar o Dia Internacional da Criança com Cancro, a 15 de fevereiro, a BebéVida lançou as “Mascotes Solidárias”, com uma campanha de angariação de fundos para o IPO do Porto. Durante um mês, na compra das pequenas células estaminais em formato de peluche, 5€ revertiam para a Ala Pediátrica. Este ano, a campanha solidária repetiu-se, durante o mês de maio.

“É com satisfação que entregamos estes donativos a uma instituição como o IPO do Porto, que desempenha um importantíssimo papel na prestação de cuidados de saúde centrados no doente oncológico com qualidade, humanismo e eficiência”, refere Luís Melo, administrador da BebéVida. “Este é um pequeno gesto que esperamos replicar futuramente, ajudando o instituto a continuar o seu trabalho da melhor forma possível”, acrescenta o responsável pelo laboratório.

A BebéVida é um banco de tecidos e células estaminais sediado no Porto, criado em 2004, que assume o compromisso de devolver à sociedade portuguesa parte do que dela recebe. Todos os anos 5% dos resultados líquidos da empresa são distribuídos por instituições particulares de solidariedade social. Exemplo disso têm sido as inúmeras campanhas levadas a cabo, ao longo deste ano e do anterior, pela BebéVida, para apoiar a IPSS Vida Norte que se dedica a apoiar grávidas e bebés em situações de fragilidade na zona do Porto e Braga. 

 

Iniciativa passa a ser em formato híbrido
A partir de agora, além das sessões online, vai ser possível participar, todas as semanas, presencialmente nas Conversas com...

Numa altura em que se prossegue ao desconfinamento progressivo do país, as Conversas com Barriguinhas apresentam um conceito híbrido com o objetivo de "dar também oportunidade aos futuros pais de trocarem experiências e poderem esclarecer as suas dúvidas sobre esta etapa importante das suas vidas, de uma forma mais próxima, pessoal e personalizada, através da participação presencial e em segurança nas sessões". Em comunicado a organização faz saber que os “eventos offline” regressam "com um formato adaptado às novas necessidades, com um número de pessoas limitado por sessão, em cumprimento das normas definidas pelas autoridades".

Vila Franca de Xira, Tavira, Algueirão-Mem Martins, Vila Nova de Famalicão, Arruda dos Vinhos, Gondomar, Bragança e Santana, em Figueira da Foz são as primeiras localidades a receber a iniciativa até ao fim do mês de junho. Em iulho as sessões decorrem em Alfragide, Guimarães, Vila Real de Santo António, Alverca do Ribatejo, Maia, Almancil, Vila Nova de Gaia, Faro e Gondomar.

"Nestes encontros, estará presente um especialista em células estaminais da Crioestaminal para explicar o papel destas células, presentes no cordão umbilical do bebé, como opção terapêutica no tratamento de mais de 80 doenças, e esclarecer dúvidas sobre o processo de criopreservação, de forma a ajudar todos os futuros pais a tomar uma decisão informada sobre guardar ou doar as células estaminais do cordão umbilical do seu bebé. Em algumas destas sessões, haverá ainda a possibilidade de realizar uma mini sessão fotográfica na gravidez", avança fonte da organização.

 

Parceira com o International Collaboration for Participatory Health Research (ICPHR).
A Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC) inicia, em setembro deste ano, um novo curso de pós-graduação em Pesquisa...

Para esta formação, coordenada pela professora Irma da Silva Brito, podem candidatar-se licenciados nas áreas da saúde (enfermagem incluída), educação, apoio e desenvolvimento social, preferencialmente gestores (ou colaboradores) de projetos de extensão ou de organizações de intervenção comunitária.

Segundo o comunicado da instituição, o “Panorama histórico e fundamentos teóricos da pesquisa-ação participativa”, “Questões éticas e de liderança na pesquisa-ação participativa”, “Desenvolvimento de projetos de pesquisa-ação participativa em saúde”, “Processos de construção compartilhada do conhecimento e de Epidemiologia participativa” e “Mix métodos em pesquisa-ação participativa” são alguns dos conteúdos programáticos desta pós-graduação que irá começar no dia 28 de setembro de 2021.

As questões da “Reprodução, transformação e impacte da pesquisa-ação participativa”, da “Sustentabilidade e financiamento da pesquisa-ação participativa” e da “Disseminação, reprodutividade e transferibilidade da pesquisa-ação participativa” vão ser, também, tratadas ao longo deste curso, “onde os participantes treinarão diversas formas de fazer candidaturas e de disseminar os resultados dos seus projetos, inclusive elaborando pequenos filmes”.

De acordo com a Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, a primeira fase de candidaturas a esta pós-graduação decorre até 13 de julho.

Para mais informações pode consultar o sítio da ESEnfC na Internet, em www.esenfc.pt (menu Estudar/Cursos/Pós-graduações), ou os Serviços Académicos da instituição ([email protected])

 

 

 

 

 

Reino Unido
Os investigadores britânicos estão a trabalhar para determinar se a vacina da gripe e uma vacina COVID-19 podem ser...

Graham Medley, que preside a um subgrupo do Grupo Consultivo Estratégico de Peritos da OMS (SAGE) em Vacinação, disse que se espera “que as taxas de contacto não sejam tão baixas no inverno que vem como no inverno passado. As restrições não serão tão pesadas e, consequentemente, haverá uma epidemia de gripe."

Tendo em conta estas expetativas, o estudo comFluCov está a analisar os efeitos secundários da administração de uma vacina recomendada contra a gripe, juntamente com as vacinas COVID-19 da AstraZeneca ou Pfizer/BioNTech, bem como as respostas imunes quando ambas vacinas são coadministradas.

Segundo a publicação, a Novavax e a Moderna estão também a estudar o desenvolvimento de uma vacina combinada contra a Covid e a gripe.

Embora os resultados oficiais do ComFluCov sejam esperados até agosto ou setembro, os primeiros dados sobre os efeitos adversos após coadministração de vacinas já foram partilhados com o Comité Conjunto de Vacinação e Imunização do Reino Unido (JCVI), admite o investigador-chefe Rajeka Lazarus.

Adam Finn, membro do JCVI, diz que existe uma "possibilidade razoavelmente forte" de que tanto a vacina COVID-19 como a vacina da gripe possam ser administradas ao mesmo tempo, já no próximo outono, ou como parte de um programa para administrar as vacinas de reforço COVID-19 no início do próximo ano, ou mesmo em ambas as ocasiões.

 

Combater fake news
O Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade Nova de Lisboa (IHMT – NOVA) lança hoje o Imune.pt – Informação...

Imune.pt surge no contexto pandémico que atravessamos com o propósito de contribuir para a literacia em saúde e para a disseminação de informação verificada sobre vacinas. É uma plataforma digital de partilha e de cooperação científica e social, em língua portuguesa, construída para chegar a todos os países lusófonos nas suas inúmeras formas de expressão, quer dentro do contexto lusófono, quer a nível internacional. Para que possam ser facilmente entendidos por qualquer pessoa, independente do seu nível prévio de conhecimento sobre este tema, os conteúdos disponibilizados por esta plataforma foram desenvolvidos de forma rigorosa, com base em dados científicos fiáveis atualizados.

Perante as múltiplas informações complexas e até contraditórias, a proliferação de desinformação e de fake news, a par de uma crescente desconfiança em relação à ciência, torna-se fundamental, aos dias de hoje, fornecer fontes de informação verificadas que, de forma acessível e rigorosa, possam contribuir para o maior conhecimento do público em geral sobre um tema tão pertinente como o da vacinação. A gravidade da pandemia da COVID-19 reforçou a necessidade de informação confiável e precisa que possa esclarecer e educar toda a população, mas, também, evidenciou o quão suscetível a mesma está a teorias da conspiração, à desinformação e à “infodemia”. É com o propósito de contribuir para esta literacia em saúde e para a disseminação de informação verificada sobre vacinas que o IHMT – NOVA lança o Imune.pt, um ecossistema “imune à desinformação”, criado numa plataforma web-based, mobile-responsive e suplementada por redes sociais para que, em conjunto com os melhores parceiros, seja partilhada informação verificada sobre o tema da vacinação e imunização.

A plataforma integra um menu sobre “Vacinação”, o qual disponibiliza informação sobre o tema das vacinas, respetivos benefícios, contributos para a saúde global e mecanismos de aprovação e segurança. Tem, também, uma área reservada ao tema da “Covid-19”, onde é possível ter acesso a informação detalhada sobre as vacinas Covid-19, sobre como se transmite o vírus, que variantes existem e quais as medidas de prevenção mais eficazes. Há, também, uma área de “Respostas Diretas”, que disponibiliza esclarecimentos sobre a vacinação da Covid-19 e a vacinação em geral, uma área denominada “À Descoberta”, onde são disponibilizadas notícias e curiosidades sobre vacinação e, por fim, uma área intitulada “Epidemias em Imagem” que partilha uma visão sobre a história das epidemias e da imunização. 

Sob coordenação geral da subdiretora do IHMT – NOVA, Filomena Pereira, o Imune.pt é produzido por uma equipa editorial com o apoio de uma Comissão Editorial especializada, constituída pela equipa científica do próprio instituto. Fazem parte desta Comissão, a investigadora auxiliar Ana Armada, o professor associado Celso Cunha, o professor associado Jorge Seixas e o investigador principal Philip J. Havik.

Segundo Filomeno Fortes, diretor do Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade Nova de Lisboa (IHMT – NOVA), “a literacia em saúde não escolhe horas nem formatos para salvar vidas, pelo que consideramos fundamental, com a criação do Imune.pt, garantir ao público em geral o acesso continuado de informação, produzida por fontes verificadas e com atualizações regulares 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano”. 

Para o responsável, “esta plataforma de partilha e cooperação científica e social, em língua portuguesa, foi construída para impactar todos os países lusófonos nas suas inúmeras formas de expressão” e “a sua lusofonia dá-lhe a marca que se reconhece nos inúmeros sotaques que a língua portuguesa pode ter. Trata-se, portanto, de uma plataforma que fala com o sotaque de quem a lê”.

Imune.pt tem como princípios o rigor científico, a idoneidade e a qualidade informativa. A informação disponibilizada é de âmbito geral, não substituindo o aconselhamento clínico entre médico e cidadão.

Desordem genética rara
A hipofosfatémia ligada ao cromossoma X (XLH) é uma desordem herdada rara caracterizada por baixos n

O XLH, também conhecido por raquitismo hipofosfatémico ou raquitismo familiar, tem na sua origem mutações num gene - designado PHEX - que está envolvido na regulação da quantidade de fosfato no corpo. As mutações neste gene conduzem a uma concentração acrescida de uma proteína chamada fator de crescimento do fibroblasto 23 (FGF23), que regula a reabsorção do fosfato nos rins. Demasiado FGF23 conduz a uma perda de fosfato pelos rins, uma vez que impede a sua absorção, levando à hipofosfatémia e aos sintomas resultantes de XLH.

Uma vez que este gene está localizado no cromossoma X, ter apenas uma cópia mutante do gene é suficiente para causar a condição em ambos os sexos. Deste modo, uma mulher com XLH tem 50% de hipóteses de passar XLH a cada um dos seus filhos. Um homem com XLH passará XLH a todas as suas filhas, mas a nenhum dos seus filhos.

Contudo, em alguns casos, a doença não é herdada de um progenitor, mas ocorre numa pessoa sem histórico familiar de XLH, devido a uma nova mutação (de novo) no gene responsável.

Frequentemente diagnosticado na infância, mas não antes dos 18 meses de idade, há casos em que o seu diagnóstico chega em idade adulta.

Quanto aos sintomas, esteva variam consoante a gravidade e de pessoa para pessoa. Assim enquanto algumas pessoas com XLH não apresentam sintomas relacionados com os ossos, apresentando apenas hipofosfatémia, outras apresentam sintomas clássicos da doença.

Em muitos casos, estes tornam-se evidentes nos primeiros 18 meses de vida, destacando-se o desenvolvimento ósseo anormal (levando a curvar ou torcer os membros inferiores) ou baixa estatura.

Não obstante, há outros sinais a considerar precocemente ou com desenvolvimento tardio como é o caso da dor nos ossos, dor e fraqueza muscular, calcificação dos tendões e ligamentos, desenvolvimento dentário anormal, abcessos dentários e dor de dentes

Frequentemente, e no caso de os sintomas apenas surgirem em idade adulta, estes incluem dor nas articulações e mobilidade deficiente, entesopatia, abcessos dentários e perda de audição.  

O diagnóstico de XLH é obtido com base em um exame físico e recurso a exames de sangue, teste de imagem, como o Raio-X, e histórico familiar.

Os fatores específicos considerados para o diagnóstico incluem:

  • Uma taxa de crescimento lenta e uma inclinação notável das pernas ou outras anomalias esqueléticas.
  • Baixos níveis de fosfato e altos níveis de FGF23 no sangue
  • Falta de resposta dos níveis de fosfato ao tratamento com vitamina D.
  • Alta excreção de fosfato nos rins

O teste genético do XLH está disponível e pode confirmar o diagnóstico se uma mutação for identificada, no entanto este teste é vital para o diagnóstico.

O seu tratamento é feito com recurso a suplementos de fosfato, habitualmente, combinados com calcitriol. O calcitriol aumenta os níveis de cálcio aumentando a quantidade de cálcio absorvida nos intestinos e a quantidade de cálcio mantida nos rins.

Nas crianças, o tratamento é geralmente iniciado no momento do diagnóstico e continua até que os ossos parem de crescer.  O principal objetivo do tratamento para adultos é ajudar a melhorar a dor.

Outros tratamentos para o XLH, dependendo dos sintomas e da gravidade, podem incluir:

  • Hormona de crescimento para melhorar o crescimento das crianças
  • Cirurgia corretiva aos membros inferiores
  • Tratamento para reparar anomalias cranianas, tais como fusão prematura dos ossos do crânio (sinostose).
  • Procedimentos dentários para tratar a dor nos dentes e nas gengivas.

Recentemente foi aprovado um medicamento, designado de medicamento órfão, que pode utilizado em crianças com mais de 1 ano de idade, adolescentes com esqueletos em crescimento, caso sejam observadas, via radiográfica, alterações ósseas. A sua indicação para adultos também já foi aprovada.  

Fontes: 
https://www.orpha.net/consor/cgi-bin/OC_Exp.php?Expert=89936&lng=PT
https://xlhlink.eu/pt-pt/about-xlh/what-is-xlh.html
https://rarediseases.info.nih.gov/diseases/12943/x-linked-hypophosphatemia

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Estudo
Estudo publicado na Science Translational Medicine detetou na mucosa olfatótiva de pacientes com Covid-19 partículas virais de...

No seu estudo, Fabiano de Abreu afirmou que a anosmia está associada à persistência viral e inflamação no epitélio olfativo. Em exames na mucosa olfatória em pacientes com perda do olfato foram detetadas partículas virais de SARS-CoV-2 e inflamação em vários tipos de células no neuroepitélio olfatório, incluindo neurônios sensoriais olfatórios.

Os recentes estudos científicos relatam que  o neuroepitélio olfativo é um importante local de infeção por SARS-CoV2 com vários tipos de células, incluindo neurónios sensoriais olfativos, células de suporte e células do sistema imunológico, tornando-se infetados.

Por fim, a pesquisa revelou que a persistência da SARS-CoV-2 e a inflamação associada no neuroepitélio olfativo podem ser responsáveis por sintomas prolongados ou recorrentes como a perda do olfato, que devem ser considerados para o tratamento médico ideal desta doença.

 

 

Contínua monitorização do agente patogénico
O Laboratório de Biologia Molecular do Labiagro, empresa do grupo ISQ, tem vindo a trabalhar no âmbito da deteção e...

O agente etiológico da COVID-19, o vírus SARS-CoV-2, pode ser excretado pelas fezes, urina ou outras secreções biológicas por indivíduos infetados (sintomáticos ou assintomáticos).

Eventualmente, estas secreções (que podem conter o vírus) terminam nas Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR), através do sistema de saneamento.

A contínua monitorização do agente patogénico SARS-CoV-2 nas águas residuais confere uma excelente ferramenta de controlo da doença, podendo-se auferir a presença do mesmo na população antes da sua disseminação pela comunidade.

Esta monitorização ganha um papel mais destacado, uma vez que possibilita a deteção antecipada do vírus numa comunidade, mesmo que haja indivíduos assintomáticos.

A deteção do vírus é feita por técnicas de biologia molecular, sendo possível não só detetar a presença deste agente como, adicionalmente, quantificar a sua presença. Dado esta possibilidade da metodologia, é possível criar um sistema de alerta, capaz de comunicar com as entidades interessadas que, verificando um aumento da quantidade de vírus numa comunidade, podem atuar na prevenção de uma nova vaga do vírus.

Para além destas duas possibilidades, de deteção e quantificação, é possível a identificação das variantes do vírus que circulam numa dada comunidade.

O Laboratório de Biologia Molecular do Labiagro tem vindo a trabalhar no âmbito da deteção e quantificação de SARS-CoV-2 em águas residuais, bem como na pesquisa deste vírus em outras matrizes de cariz igualmente importante, como amostras de ar ou superfícies.

Com o novo laboratório de biologia molecular, o Labiagro apresenta soluções integradas e está capacitado para prestar serviços a autoridades competentes, entidades de saúde e indústria de diversos setores de atividade (agroalimentar e outros).

O laboratório dispõe de um conjunto alargado de equipamentos tecnológicos capaz de detetar por técnicas de biologia molecular – PCR – o agente etiológico SARS-CoV-2, podendo o resultado, se assim solicitado, ser dado num prazo de 24 h.

Portal para marcações entrou em funcionamento em 23 de abril para utentes acima dos 65 anos
Já se encontra disponível, na plataforma da Direção-Geral da Saúde, a possibilidade de autoagendamento da toma da vacina contra...

Este processo de autoagendamento permite que os cidadãos selecionem o local e a data em que pretendem ser vacinados, recebendo depois uma mensagem SMS com a confirmação do dia, da hora e do centro de vacinação. A confirmação do agendamento implica que seja enviada resposta ao SMS.

O portal para marcações entrou em funcionamento em 23 de abril, ficando agora aberto a pessoas a partir dos 37 anos, depois de ter sido disponibilizado para utentes com 65, 60, 55, 50, 45, 43 e, mais recentemente, de 40 anos.

 

 

maximizar recursos e criar oportunidades no setor académico e clínico
A Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC) e o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) assinaram,...

“O processo de translação do conhecimento necessita de uma maior interação, de modo a colmatar três insuficiências conhecidas no meio: as lacunas entre a necessidade de conhecimento e a investigação realizada, mas também entre a investigação “básica” (de laboratório) e a investigação clínica, e, finalmente, entre o conhecimento existente e a sua implementação na rotina diária da prestação de cuidados”, escreve o CHUC em comunicado.

Deste modo, “com base na constatação desta necessidade de acrescentar valor aos resultados em saúde, através duma abordagem integrada, que a ESEnfC e o CHUC se empenharam, ativamente, numa colaboração estreita entre investigadores e consumidores finais (enfermeiros, médicos, outros profissionais de saúde e utentes), para selecionar tópicos de investigação primária e secundária, promover investigação clínica e implementar a melhor evidência disponível”.

O CHUC, enquanto parceiro clínico, explica que beneficiará do envolvimento contínuo e da oportunidade de participação dos seus profissionais de saúde em atividades de formação/partilha (por exemplo, workshops, webinars…) “sobre o melhor conhecimento disponível, o que permitirá auxiliar os profissionais de saúde na tomada de decisão clínica e no envolvimento do consumidor final (cidadão) neste processo”.

O CHUC terá, ainda, a possibilidade de contribuir para o desenvolvimento de atividades de investigação/implementação com relevância clínica em colaboração com o Portugal Centre for Evidence Based Practice: A JBI Centre of Excellence (PCEBP). O PCEBP, acolhido pela Unidade de Investigação em Ciências da Saúde: Enfermagem (UICISA: E) da ESEnfC, é um centro de excelência do Joanna Briggs Institute (JBI), um prestigiado organismo internacional de investigação e desenvolvimento sem fins lucrativos sediado na Universidade de Adelaide (Austrália).

A UICISA: E prevê, por seu lado, “no seu eixo estratégico de desenvolvimento para a Síntese e Implementação da Ciência”, desenvolver a prática baseada em evidência, atuando na rede internacional de centros colaboradores para a síntese e implementação de ciência.

Já o Núcleo de Investigação em Enfermagem (NIE) do CHUC tem como objetivo, no seu planeamento estratégico para o desenvolvimento da investigação de enfermagem nas unidades hospitalares que integra, promover a implementação da evidência científica na prática clínica.

A UICISA: E, enquanto parceiro académico, beneficiará da divulgação dos trabalhos de investigação aos consumidores finais para garantir a sua relevância clínica, da ampliação das oportunidades para o desenvolvimento de projetos de implementação, e do desenvolvimento de revisões sistemáticas e projetos de implementação clinicamente relevantes.

No âmbito desta parceria, está prevista para o ano de 2021 a realização de dois webinars, um evento científico, duas reuniões com envolvimento de

consumidores finais (enfermeiros e utentes), bem como o desenvolvimento de revisões sistemáticas e projetos de implementação (da evidência científica).

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