Estudo
O aleitamento materno existe há tanto tempo quanto nós existimos. Estamos também mais conscientes que nunca acerca dos seus...

No âmbito da Semana Mundial da Amamentação (1–7 Agosto), para compreender alguns dos desafios que os pais enfrentam quando alimentam os seus bebés e para os apoiar a fazê-lo à sua maneira, a Philips questionou mais de 6000 mulheres em 25 países sobre aquilo que as impedia de amamentar os seus bebés em qualquer altura e em qualquer lugar.

Amamentar em público – ainda não é considerado ‘normal’

Os resultados mostram que ainda há trabalho a fazer para apoiar e capacitar as mães na sua escolha de amamentar em público. Cerca de dois terços (66%) das mães a nível mundial diz que se sentiriam mais confiantes e confortáveis a amamentar em público, se fosse considerado “normal”.

Sentir-se envergonhada ou desconfortável para amamentar ao pé de pessoas que não conhece (52%), é a principal razão para as mulheres se sentirem hesitantes ou não considerarem a  amamentação em público. Os resultados também revelaram que muitas mães (40%) não consideram a possibilidade de extrair leite em público, com cerca de 69% em França e 17% nos EUA.

Os resultados variam entre culturas e países e a amamentação ou a extração de leite em público não é algo que todas as mães desejem fazer. Na Philips, reconhecemos que cada viagem de amamentação é única e pessoal para os pais e para o bebé, não existe uma forma certa ou errada. Os pais podem escolher alimentar o seu bebé diretamente do peito da mãe, ou com leite de fórmula, em biberão, ou ambos. Alguns podem optar por dar de mamar em público ou no conforto da sua própria casa. Qualquer que seja a escolha, a Philips quer capacitar e apoiar todos os pais com soluções que apoiem cada uma destas escolhas.

As mães devem sentir que têm o “direito”

Os resultados continuam a revelar que embora a maior motivação para as mães a nível mundial, de amamentar em público, é serem capazes de alimentar os seus bebés assim que necessitam (59%), quase metade (47%) a nível mundial diz que ter o “direito” de amamentar em público também as motivaria a fazê-lo, subindo para 57% na Áustria e Canadá e descendo para 31% na África do Sul.

Só através de uma maior sensibilização para o aleitamento materno, encorajando a mudança de políticas de amamentação e criando comunidades mais solidárias em torno das mães, que as habilitam a alimentar à sua maneira, é que mais pessoas começarão a reconhecer e a promover a amamentação como um direito humano básico.

As mães merecem um maior apoio

Muitas mães dizem que um maior apoio por parte de outras mães as ajudaria a sentirem-se mais confortáveis a amamentar em público, com 33% das mães nos EUA e 30% em Espanha e México. Um apoio dos parceiros é igualmente importante, na Colômbia (41%), México e Chile (ambos 40%), em comparação com Áustria (17%) e Alemanha (13%).

Estes números indicam que muitas mães adorariam ver a compreensão e perceção geral da sociedade sobre a amamentação, a passar de algo impróprio ou desnecessário, para um dos mais naturais e fundamentais atos de cuidados, a nível mundial. Esta mudança só pode acontecer educando mais pessoas sobre o valor do aleitamento materno, iniciando mais conversas sobre o mesmo e defendendo as escolhas dos pais para a alimentação que melhor lhes convier – algo que está nas nossas mãos de todos.

BreastStories: apoiar e fortalecer os pais

Acreditamos que os pais se devem sentir apoiados e capacitados ao longo desta viagem e que devem ser pais à sua maneira. Isto inclui alimentar o seu bebé quando e onde quiserem – em restaurantes, bares, parques e em transportes públicos. É por esse motivo que durante a Semana Mundial da Amamentação, a Philips reforça a conversa em torno deste tópico, criando uma comunidade online de apoio às mães e aos pais, para que nunca se sintam sozinhos. Há um grande poder em falar das suas experiências com profissionais de saúde, consultores de lactação, em aulas pré-natais, através de aplicações e comunidades online e com a família, amigos e outras mães.

Através da aplicação Bebé+ os pais de todo o mundo podem registar informações de alimentação, bem como acompanhar o desenvolvimento do seu bebé, como o peso, a altura e o perímetro da cabeça, durante o primeiro ano de vida. A amamentação pode ser maravilhosa, mas nem sempre é simples ou fácil para as mães. Sentir-se confortável é a chave para uma experiência de amamentação positiva, uma vez que facilita a libertação de leite.

É importante a comunidade estar unida para apoiar os pais na sua maneira de ser e capacitá-los a alimentar o seu bebé, em qualquer altura e em qualquer lugar, da forma que pretendem.

Outras estatísticas chave da investigação global:

  • 36% das mulheres sentir-se-iam mais confiantes e confortáveis a amamentar em público se vissem outras mulheres à sua volta a fazê-lo.
  • Cerca de 1 em cada 4 mães grávidas sente-se incomodada em exprimir a sua opinião sobre este tema em público.
  • 30% das mulheres gostariam de poder amamentar ou extrair leite enquanto viajam, trabalham, lavam a roupa/ realizam tarefas domésticas, durante o jantar com amigos/ família num restaurante, ou enquanto visitam amigos e familiares.
Em setembro
De 21 a 24 de setembro de 2022 realiza-se, no Auditório da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior, na...

Um congresso organizado pelos Serviços de Internato Médico do Centro Hospitalar Universitário Cova da Beira (CHUCB), Aces Cova da Beira, ULS Guarda e ULS Castelo Branco, sendo que este ano compete ao CHUCB, a dinamização do mesmo, na cidade da Covilhã. Será composto por:

– CURSOS PRÉ E PÓS-CONGRESSO (21, 23 e 24 de setembro) 

– CONGRESSO: PAINÉIS TEMÁTICOS / CONFERÊNCIAS / SIMPÓSIOS (22 e 23 de setembro) 

– CONGRESSO: PÓSTERES, COMUNICAÇÕES, IMAGENS E VÍDEOS (22 e 23 de setembro)

Todas as INFORMAÇÕES / PROGRAMA / INSCRIÇÕES já se encontram disponíveis em:  www.chcbeira.min-saude.pt/8-cmbi/ 

O 8º CMBI conta com o Patrocínio Científico de várias Sociedades e Associações Médicas, Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior e Centro Académico Clínico das Beiras.

MEDICINA EM CONTRARRELÓGIO é o tema central que pauta o Programa Científico desta edição, um tema que invoca a importância de uma abordagem rápida e eficaz, em torno das mais variadas patologias, numa fase em que o extraordinário aumento da pressão exercida sobre os serviços de saúde, seja pela pandemia de covid-19, seja por outras doenças que, pelo mesmo motivo, têm estado mais afastadas do sistema, exige agora um esforço redobrado por parte de todos os intervenientes, no complexo mas decisivo processo, que vai do diagnóstico ao tratamento. Visa também refletir, a importância fulcral que abordagens precoces e precisas têm na evolução positiva das mais variadas doenças. 

Com foco nesta matriz, o 8º CMBI vai por esta via reunir internos e especialistas, das mais variadas áreas de medicina, nomeadamente: Especialidades Médicas, Especialidades Cirúrgicas, Medicina Geral e Familiar e Saúde Pública, e ainda outros profissionais de saúde, por forma a fomentar a partilha intergeracional e interdisciplinar e dar a conhecer o que há de mais inovador e aplicável ao campo da saúde, contando, para o efeito, com a presença prestigiante de speakers e convidados reconhecidos profissional e cientificamente. 

Com um programa que aposta estrategicamente na realização de mesas temáticas e conferências, ao nível das sessões plenárias de 22 e 23 de setembro e ainda cursos pré e pós congresso, nos dias 21, 23 e 24 de setembro, transversais às várias especialidades médicas e com interesse prático para o exercício clínico, este evento constituirá uma oportunidade única para a divulgação de trabalhos científicos, sendo que neste sentido a Organização do Congresso pretende distinguir as Melhores Comunicações Orais, Pósteres, Imagens e Vídeos com a atribuição de prémios.

Associação Diab(r)etes
A Associação Diab(r)etes, organização que tem como objetivo principal apoiar pessoas com Diabetes, vai lançar este Verão um...

Em julho, a Associação levou a cabo a realização de um campo de férias em Póvoa de Lanhoso, no parque aventura Diver Lanhoso, para jovens com idades entre os 14 e os 19 anos e prepara-se agora para levar a cabo mais duas atividades. Um destes programas integrará a ida de crianças que vivem com Diabetes ao Jardim Zoológico de Lisboa, no dia 24 de setembro, acompanhados por profissionais de saúde e monitores. Além da vertente lúdica associada, o principal objetivo desta iniciativa é promover a independência nestas crianças, a sua autonomia e a sua aceitação da doença.

Através desta atividade, a Associação Diab(r)etes pretende juntar os mais pequenos num dia que seja marcante e que lhes permita conviver com os seus pares, permitindo aos pais/cuidadores um dia em que podem aliviar a sua carga emocional associada à doença, sabendo que os seus filhos estão a ser o que devem ser – crianças. A Associação conta com o apoio de médicos e/ou enfermeiros durante as viagens de autocarro (disponibilizado gratuitamente pela Associação), assim como durante toda a visita ao Jardim Zoológico. Existe, também, a opção de os pais/cuidadores deixarem as crianças diretamente no Jardim Zoológico, em Lisboa, a fim de integrarem o restante grupo.

Outra das atividades que a Associação Diab(r)etes irá levar a cabo incluirá a realização de uma aula de iniciação à prática de Surf, no próximo mês de setembro, na Praia de São Pedro do Estoril. Esta será acompanha por 2 técnicos/treinadores do Surfing Clube de Portugal, sendo, no entanto, fundamental o acompanhamento e apoio de técnicos e/ou encarregados de educação durante a prática da atividade dentro de água (2 a 4 acompanhantes). O Surfing Clube de Portugal contará com a colaboração de uma treinadora que tem também diabetes, que acompanhará a realização da atividade.

A Associação Diab(r)etes tem vindo a realizar, desde a sua criação em 2016, várias atividades, desde caminhadas, encontros nacionais, campos de férias e webinars, assim como apoio prestado a todas as pessoas que vivem com diabetes, de forma constante, através das redes sociais, e em particular, do grupo de Facebook criado para este efeito.

Vista ao Jardim Zoológico de Lisboa

Data: 24 de setembro

Horário: 9h30 às 17h00, no Zoo

Local: Jardim Zoológico de Lisboa

Idades: 8 aos 15 anos, inclusivé

Custo: 12,50€ por criança, valor destinado ao bilhete de entrada no Jardim Zoológico

Deslocação: a Associação disponibiliza um autocarro com partida em Braga e paragem no Porto, Coimbra, Fátima e Santarém.

A deslocação de um autocarro proveniente do sul estará dependente das inscrições.

Alguns dos locais estarão, também, dependentes das inscrições.

Para mais informação e inscrição, consulte em https://vamosaozoo.diabretes.pt ou contacte através do 964 198 817.

Iniciação às aulas de Surf – Praia de São João do Estoril

Data: 18 de setembro

Horário: 11h00-12h30 (concentração pelas 10h30 junto ao centro de formação)

Local: Praia de S. Pedro do Estoril

Destinatários: jovens dos 6 aos 14 anos

Número de participantes: mínimo de 6 e máximo de 12

Requisitos: saber nadar

Material: fato de banho, toalha, chinelos, água e lanche

Inscrição obrigatória, através do e-mail [email protected] ou pelo número 964198817.

Dia Mundial do Cancro do Pulmão | 1 de agosto
“Men Made Cancer” (“cancro criado pelo homem”, em português) é o mote da nova campanha do Grupo de Estudos do Cancro do Pulmão ...

“Partindo do dado conhecido de que 80 a 85% dos casos de cancro do pulmão são devidos ao tabagismo, cabe-nos incentivar o público para a modificação deste comportamento através da cessação tabágica”, alerta a Dr.ª Teresa Almodovar, presidente da Direção do GECP. “Lembramos que o consumo tabágico é uma das principais causas de morte evitáveis no mundo – eliminar o tabaco e, por essa via, atuar na prevenção de diversas patologias, entre as quais o cancro do pulmão, está nas nossas mãos”.

Isto significa que quem não fuma pode escolher não iniciar o hábito de fumar e quem fuma tem também a escolha de deixar de fumar. Neste âmbito, a médica lembra que “deixar de fumar é sempre benéfico e faz toda a diferença, quer na presença, quer na ausência de diagnóstico de cancro”.

Adicionalmente, a poluição ambiental tem sido também apontada como causa considerável para este tipo de cancro. “Há vários estudos que referem a exposição aos gases de escape dos automóveis, nomeadamente dos diesel. Temos ainda a exposição ao amianto, muito utilizado na construção civil e a exposição ao radão (um gás natural radioativo), bem como a exposição a certos químicos”. Também a este nível, “o homem (ser humano) é o responsável por todos estes fatores que podem estar na origem de um tumor no pulmão”, aponta a especialista de Pneumologia.

Em 2020, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), registaram-se 5400 novos diagnósticos de cancro do pulmão em Portugal, 4797 dos quais resultando em mortes.

Na campanha para esta data, “o foco é nas ações que cada um de nós poderá ter para diminuir o impacto desta doença, quer na redução da exposição ao fumo do tabaco (ativo e passivo), quer na redução da exposição aos poluentes mencionados”.

Por ser uma doença silenciosa, o que dificulta o diagnóstico e tratamento precoces, e que progride rapidamente, “o combate deverá ser do lado da prevenção”. Embora com componentes por explicar e por estudar sobre todos os fatores na origem desta patologia, “podemos (e devemos) agir sobre o que já conhecemos”.

As pré-inscrições já estão abertas
A Associação Abraço vai abrir em setembro a primeira creche pública baseada na pedagogia Montessori. A Nido Montessori Lisboa...

Localizada na Rua Portugal Durão, Nº 60-62, Nido Montessori Lisboa nasce com a missão de fazer parte de uma educação transformadora e acessível a todas as crianças.

Nido é a palavra italiana para “ninho” e Nido Montessori Lisboa pretende ser exatamente isso, um ninho para as crianças crescerem e se desenvolverem de acordo com a filosofia de Maria Montessori.

Um espaço especial, pensado para que as crianças desenvolvam os seus interesses, cultivem a sua independência, explorem a sua curiosidade natural e consciência do meio ambiente e empatia pelos outros, sem descurar a sua felicidade, gosto pela aprendizagem e autoconfiança.

Os espaços da Nido Montessori Lisboa estão pensados para a faixa etária dos 4 aos 36 meses e oferecem o ambiente preparado, no qual as crianças são livres para responder à sua tendência natural de serem ativas e produtivas. As salas são reconfortantes, familiares e convidativas, desenhadas com o intuito de fornecer estímulos calmos para melhorar o desenvolvimento da criança. A simplicidade e a ordem estética do ambiente apoiam a descoberta segura do mundo, à medida que a criança explora sensorialmente o ambiente.

Cristina Sousa, presidente da Abraço, afirma que “a educação Montessori em toda a sua plenitude prepara as crianças de maneira única para o mundo e o amor que nutrimos por elas e o respeito que temos pelas suas capacidades, são a base desta pedagogia que ajuda as crianças a desenvolverem todo o seu potencial”. Com um acordo de cooperação com a Segurança Social, Nido Montessori Lisboa trará certamente contributos de mudança para a educação em Portugal.

 

Opinião
A intervenção psicológica com adolescentes e jovens em contextos de acompanhamento e internamento em

A saúde mental de uma população é determinada por um vasto conjunto de fatores que transcendem, em larga escala, as respostas efetivas para cada população, sobretudo no caso dos cuidados continuados integrado em saúde mental na infância e na adolescência.

Sabemos que uma adequada intervenção numa fase inicial de um transtorno mental, tem benefícios, tais como: uma recuperação mais célere e evidente, conservação de aptidões e funcionalidades, suportes sociais e familiares e melhoria do prognóstico global. Estes benefícios refletem-se, consequentemente, na melhoria do prognóstico geral do paciente, nas taxas de internamento e mesmo na taxa de mortalidade em saúde mental. As pessoas que sofrem de patologias do foro mental, carregam, ao longo de toda uma vida, inevitavelmente, um estigma. Este acaba por interferir na sua procura de tratamento antecipado, o que resulta, muitas vezes, numa intervenção tardia em episódios de crise agravados por anos de patologia não diagnosticada e alvo de intervenção. Assim, urge elaborar estratégias que permitam a interferência antecipada dos profissionais de saúde mental, visando reduzir a incidência e a gravidade das consequências dessas patologias. Em suma, é evidente que, quanto mais cedo os transtornos mentais forem diagnosticados, melhor será o seu prognóstico. Neste âmbito, o modelo RECOVERY tem-se mostrado de real eficácia no que concerne ao tratamento de adolescentes e jovens. O conceito de recovery não tem uma tradução exata para o português, mas podemos assemelhá-lo, numa tradução literal, a recuperação ou terapeuticamente restabelecimento de funções. O princípio norteador deste modelo de intervenção assenta na premissa de que é possível que um indivíduo portador de um transtorno mental, ainda que grave, recupere uma vida significativa e funcional. Este processo fornece uma visão holística do transtorno mental que passa a concentrar-se no indivíduo como um todo e, não apenas, na sintomatologia decorrente da sua patologia. A recuperação de uma patologia psíquica grave é possível, trata-se de um caminho a percorrer e não de um destino inevitável de segregação. Não se trata de voltar a ser o que era antes do aparecimento da patologia, acontece com oscilações e, como a vida, tem muitos altos e baixos.

No que concerne à intervenção na infância e na adolescência, é primordial a existência de uma equipa profissional multidisciplinar (psicólogos, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, enfermeiros, monitores, entre outros) que abranja todas as áreas da vida do jovem. É também necessária a intervenção e envolvimento do contexto familiar, assim como, o comprometimento dos pares. Pretende-se que esta população trabalhe e adquira conceitos como: a conexão, a esperança, a identidade, o significado e o empoderamento.

Centrando-me, agora, na Instituição RECOVERY IPSS, os jovens encontram dois espaços com respostas distintas, mas que se complementam.

A USO (Unidade de Cuidados Continuados Integrados de Saúde Mental na Infância e Adolescência, unidade sócio ocupacional - ambulatório). Tem como objetivo principal desenvolver programas de reabilitação psicossocial em jovens com perturbações mentais (desenvolvimental ou de personalidade) com reduzido ou moderado grau de incapacidade psicossocial, estáveis do ponto de vista clínico O espaço físico situa-se em comunidade e a sua intervenção é realizada em articulação com os serviços de saúde mental da infância e da adolescência, beneficiando de serviços de consultoria e supervisão técnica. Esta unidade dispõe de uma equipa multidisciplinar com o objetivo de assegurar níveis adequados de qualidade dos serviços prestados

Outra resposta da RECOVERY IPSS é a UCCI-SM-RTA (Unidade de Cuidados Continuados Integrados de Saúde Mental) com o formato de residência de treino de autonomia em regime de internamento. Esta unidade também se localiza na comunidade e tem como foco principal o desenvolvimento de programas de reabilitação psicossocial e terapêutica em jovens que apresentam patologias mentais graves e moderado grau de incapacidade, clinicamente estabilizados. Neste espaço, os jovens treinam as suas competências no âmbito das suas rotinas, apoiados por uma equipa multidisciplinar que desenvolve atividades no âmbito terapêutico e assegurando a estes jovens os cuidados e supervisão que ainda necessitam nesta fase.

Focando o papel do psicólogo, sempre no contexto de uma equipa multidisciplinar, é fundamental ter como objetivo primordial melhorar a qualidade de vida e o bem-estar psicofísicosocial e relacional do paciente. Neste caso, dos adolescentes e jovens, acompanhando os comportamentos e funções cognitivas no que remete às dimensões da vida: individual, familiar, escolar, profissional social e comunitária em todos os contextos do desenvolvimento humano, tais como, na infância, na adolescência e na idade adulta, em situações de promoção da saúde mental e/ou gestão da doença mental. O trabalho do psicólogo engloba, também, o diagnóstico, o suporte, as condições de reabilitação, utilizando, para tal, recursos específicos.

Culmino, parafraseando Fernando Pessoa:

"A criança que fui chora na estrada. Deixei-a ali quando vim ser quem sou. Mas hoje vendo que o que sou é nada, quero ir buscar quem fui onde ficou.”

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Especialista aborda temática no próximo workshop da BebéVida
A BebéVida vai promover no dia 1 de agosto, entre as 19h00 e as 20h00, um novo workshop dirigido a futuros papás, centrado nos...

A Enfermeira Sandra Evangelista, especialista em saúde materna e obstetrícia, vai explicar aqueles que são os desafios mais comuns que surgem com o nascimento do bebé, dando importantes conselhos para os enfrentar da melhor forma e harmoniosa possível. Também os mitos e as verdades inerentes às células estaminais do cordão umbilical do bebé serão um dos temas abordados, dando oportunidade aos papás de esclarecerem as suas dúvidas.

A participação dos casais é totalmente gratuita, embora efetuar a inscrição prévia seja obrigatório, devendo ser feita no website da BebéVida. O uso da câmara é obrigatório e a gravação da sessão não é permitida.

As primeiras semanas de agosto trazem ainda novas experiências “Eco My Baby”, sessões de ecografia 3D/4D que se destinam a grávidas a partir das 17 semanas de gestação. As experiências vão realizar-se por todo o país, nomeadamente: Estarreja e Silves (ambos a 3/8), Felgueiras e Beja (ambos a 4/8), Ílhavo e Évora (ambos a 5/8), Santa Maria da Feira (6/8), Figueira da Foz (8/8), Mangualde (9/8), Arazede (10/8), Trofa (11/8) e Barcelos (12/8).

Para saber mais detalhes de cada sessão e fazer a inscrição consulte o website da BebéVida.

 

 

 

Avaliação
A Associação de Apoio aos Doentes com Insuficiência Cardíaca (AADIC), com o apoio da Bayer, acaba de lançar um inquérito que...

A caracterização clínica e sociodemográfica, o diagnóstico e acompanhamento, o impacto da doença nas várias esferas (Pessoal, Social e Profissional), o controlo e a gestão da doença, a educação, literacia e formação, a experiência pessoal, os desafios, os sucessos, as frustrações e os desejos, as atitudes e crenças em relação à doença são alguns dos parâmetros avaliados pelo inquérito, que tem também como objetivo averiguar a perceção dos doentes face à saúde, à qualidade de vida e ao SNS.

“Queremos descobrir qual é a perceção das pessoas que vivem com IC, percebendo as suas necessidades e expectativas, bem como se estas estão a ter a resposta adequada. É crucial termos a ajuda de todos os que no último ano recorreram aos cuidados de saúde do SNS para percebermos o que podemos fazer para melhorar o paradigma desta doença”, explica Luís Filipe Pereira, presidente da AADIC.

Em Portugal, cerca de 340 mil pessoas sofrem de IC, uma doença grave e crónica, e a previsão é que até 2035 existam 480 mil pessoas no país a sofrer desta patologia. Esta representa um fardo para os sistemas de saúde, sendo que, apesar dos tratamentos, as taxas de morbilidade e mortalidade continuam a ser elevadas. Mais de 30% dos doentes têm um evento de agravamento que leva à hospitalização, ou necessidade de tratamento imediato, e 20% destes morrem até dois anos após o evento.

Ou seja, no país, esta doença representa cerca de 53 mil episódios de atendimento urgente, dos quais 36 mil resultam em hospitalizações. Estes eventos têm assim um custo anual estimado de 405 milhões de euros.

"É urgente mudar este cenário, não só pela melhoria da qualidade de vida dos doentes, mas também pelo custo que estes episódios representam na despesa em saúde do país”, alerta o presidente da associação, reforçando a importância de evitar os episódios graves que levem à necessidade de hospitalizações ou re-hospitalizações.

Para o fazer, é importante que o doente aprenda a gerir a sua doença, estando atento aos sintomas e sendo acompanhado por um profissional de saúde. Além disto, a adesão à terapêutica é fundamental para uma melhor gestão da mesma.

O inquérito representa a fase 2 do estudo de perceções sobre insuficiência cardíaca na população portuguesa. Na primeira fase, foi realizado um questionário telefónico a 20 doentes entre março e maio de 2022, com o objetivo de recolher insights qualitativos relevantes para a realização do inquérito. Concluiu-se que 70% dos inquiridos não sabiam nada sobre a sua doença no momento em que esta lhes foi diagnosticada, sendo que mais de metade dos inquiridos apontam uma perda significativa da sua qualidade de vida.

Pode aceder ao inquérito aqui: https://cawi.spirituc.com/index.php/911992?lang=pt

 

Entrevista | Prof. António Araújo
Com uma incidência que não para de aumentar, o Cancro do Pulmão é a principal causa de morte por doe

O cancro do pulmão, quase sempre, diagnosticado em fases muito avançadas, é responsável por cerca de 16,5% das mortes relacionadas com cancro, sendo considerado um dos tipos de cancro com maior incidência e com elevadas taxas de mortalidade no nosso país. Assim sendo, começo por perguntar o que está a falhar para que continue a persistir atrasos no seu diagnóstico?

Continuam a persistir atrasos no diagnóstico do cancro do pulmão por dois motivos. O primeiro por falta de consciencialização (awareness) da população sobre esta patologia e, muitas vezes, dos próprios médicos de Medicina Geral e Familiar. Este cancro simula, em termos de sintomas e sinais, doenças muito frequentes e benignas, tais como as infeções respiratórias ou as agudizações da doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC), pelo que se suspeita sempre destas em primeiro lugar e apenas se não respondem ao tratamento(s) instituído(s) então pensa-se na possibilidade de poder ser um cancro.

O segundo motivo está relacionado com o modo de funcionamento das instituições, com a dificuldade que o cidadão tem em aceder ao seu médico de família, em realizar os primeiros exames solicitados, em ser referenciado para uma consulta de especialidade e, finalmente, em realizar o diagnóstico e estadiamento nos hospitais.

Considera que a população está devidamente esclarecida quanto a esta doença? A que sinais de alerta devemos estar atentos?

Tal como já afirmei, existe uma falta de literacia em saúde transversal a quase toda a população e, mais ainda, uma falta de consciencialização acerca do que é e como se pode manifestar o cancro do pulmão.

Este tem como sinais de alerta principais o surgimento, agravamento ou alteração das características de falta de ar, de tosse ou expetoração, ou o aparecimento de dor torácica.

Apresentando, por vezes, sinais inespecíficos, com que outras patologias respiratórias se pode confundir?

As patologias respiratórias com que se pode confundir são, mais frequentemente, com infeções respiratórias ou agudizações de DPOC pré-existente. Mas pode, ainda, ser confundido com uma tuberculose pulmonar ou um trombo-embolismo pulmonar.

No que diz respeito aos fatores de risco, embora o tabagismo esteja frequentemente associado ao desenvolvimento do cancro do pulmão, existem outros fatores que podem condicionar o seu desenvolvimento. Que fatores são estes? Quem está em risco? Só os fumadores e os mais idosos?

O tabaco é o principal fator de risco. Assim, o tabagismo em “segunda mão” – permanecer num ambiente onde se fuma e respirar esse fumo que foi expelido por um fumador, é também um fator de risco muito importante. Depois existem outras causas, como o rádon (gás radioativo, incolor e inodoro, que existe, por exemplo, no granito), a exposição a fibras de amianto e a outras fibras de asbestos. Assim, não é uma doença só de fumadores, cerca de 25-30% de todos os cancros do pulmão ocorrem em não fumadores. A idade de maior incidência é na 5ª e 6ª décadas de vida, mas atinge todas as idades a partir dos 30 anos.

Que tipos de cancro do pulmão existem e, destes, quais os que apresentam um melhor prognóstico?

O cancro do pulmão pode ser dividido em carcinoma de pequenas células (cerca de 12-15% do total) e carcinoma de células não pequenas (cerca de 85-88% do total). Este último tipo subdivide-se, principalmente, em adenocarcinoma (50%), carcinoma epidermoide (40%), carcinoma de grandes células (5%) e carcinoma misto adenoescamoso (3%). Mas estes são melhor caracterizados através da realização de sequenciação genética dos tumores e avaliação da presença, ou não, de mutações genéticas para as quais, atualmente, temos medicamentos inibidores das suas vias de ativação. No caso de estas não estarem presentes, então determinamos o nível de expressão de PD-L1, um recetor transmembranar das células tumorais e dos linfócitos, para nos guiar no uso da imunoterapia.

Os tumores que apresentam melhor prognóstico normalmente são os dos não fumadores, porque mais frequentemente têm apenas uma única mutação que é responsável pelo desenvolvimento do tumor.

Como é feito o seu diagnóstico? E quais os principais desafios associados?

O diagnóstico do cancro do pulmão é feito através da biópsia do tumor. Esta pode ser realizada através da broncofibroscopia, particularmente quando o tumor é mais central, ou por radiologia de intervenção guiada por TAC, nas lesões mais periféricas.

O estadiamento, a avaliação do grau de desenvolvimento do tumor, faz-se por TAC e/ou por PET-Scan (tomografia por emissão de positrões). Esta última é usada sobretudo em estádios em que se pensa poder realizar um tratamento curativo. Complementa-se estes exames, com TAC ou RMN cerebral, para despiste de metástases cerebrais, e com EBUS (citologia de gânglios do hilo e do mediastino por ecografia endobrônquica).

Os desafios no diagnóstico prendem-se com a existência de massas pulmonares em localizações difíceis de biopsar ou em doentes com lesões pulmonares, por exemplo de DPOC concomitante, que elevam o risco de complicações provocadas pela biópsia a um nível não aceitável.

Como se trata o cancro do pulmão e quais as grandes novidades nesta área?

Se for num estadio inicial, a principal arma é a cirurgia, hoje realizada preferencialmente através de vídeo-toracoscopia, com uma baixa taxa de complicações e um internamento curto. Para um doente em que a cirurgia esteja contraindicada, a radiocirurgia pode ser a solução.

Se o doente se apresentar com uma doença avançada loco-regionalmente, o que se propõe é a realização de radioterapia com quimioterapia concomitantes, seguido de um tratamento de imunoterapia durante um ano.

Se estamos perante uma doença metastática, primeiro temos de saber qual tipo histológico, depois se existe mutação genética do tumor e, por fim, qual a expressão do PD-L1. Porque, a primeira opção de tratamento será a utilização de inibidores da tirosina cínase dirigido a uma mutação genética que possa estar presente. Na ausência destas, se a expressão de PD-L1 for superior a 50%, poderá utilizar-se a imunoterapia. Se esta expressão for inferior a 50%, poderemos propor uma combinação de quimioterapia com imunoterapia.

E é o tratamento com imunoterapia o maior avanço terapêutico deste século. Pois, pela primeira vez, não atuamos diretamente no tumor, vamos modelar o sistema imunológico do doente, para que seja este a controlar o cancro. Se com a terapia dirigida a alvos terapêuticos estamos a personalizar o tratamento do cancro do pulmão, com a imunoterapia é todo um paradigma diferente e que permite vir a combinar com outros tratamentos já existentes e, no futuro, personalizar também esta área.

O que pode condicionar o sucesso do tratamento?

Primeiro, a realização de um correto diagnóstico e estadiamento do tumor, assim como é fundamental conhecer o resultado da sequenciação genética e a expressão de PD-L1, para que se escolham os tratamentos de forma correta.

Em segundo lugar, é importante que o doente consiga manter-se em boas condições físicas e psicológicas. Isto é, que realize uma alimentação saudável, que ingira 1-1,5 litros de água, que pratique exercício com regularidade e que mantenha uma perspetiva positiva sobre a situação.  

No âmbito da campanha “O Cancro do Pulmão não tira férias”, que mensagens devemos reter?

Sempre que desenvolver os sintomas ou sinais descritos acima, não espere e consulte o seu médico. Se as queixas persistirem, discuta com o seu médico a necessidade de realizar exames complementares de diagnóstico e faça-os o mais rapidamente possível. Não aguarde pelo fim de férias para esclarecer o seu quadro clínico, porque o cancro do pulmão não tira férias!

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Oncologia
O Cancro do Pulmão é a terceira neoplasia mais frequente em Portugal, sendo que no ano de 2020 foram

Com uma taxa de sobrevivência “global aos cinco anos de 16% - “18% no caso da mulher e 14% no do homem” -, o cancro do pulmão encontra-se tradicionalmente dividido em dois grandes grupos: o cancro do pulmão de não pequenas células e o cancro do pulmão de pequenas células

Segundo Ana Luís Garcia, Chefe do serviço de cirurgia torácica do IPO de Coimbra, o “Cancro do Pulmão de não pequenas células, corresponde ao tipo mais comum de cancro do pulmão (cerca de 85% a 90% dos casos). Dentro deste existem vários subtipos, como o adenocarcinoma (subtipo mais comum – 40%), o carcinoma epidermoide, o carcinoma e as grandes células e o carcinoma sarcomatoide”.

Além do cancro do pulmão de pequenas células, a especialista adianta que “existe ainda outro subtipo de tumores pulmonares, que são os Tumores Carcinoides, que representam cerca de 5% dos tumores do Pulmão, tendo este tipo de tumores um melhor prognóstico”.

Entre os principais fatores de risco para o desenvolvimento da doença encontra-se o tabagismo. “Cerca de 85% dos casos de Cancro do Pulmão são diagnosticados em pessoas que fumam ou fumaram. Existem, no entanto, outros fatores risco, como a exposição a fatores ambientais, como o amianto ou as alterações moleculares, e o próprio envelhecimento”, explica a cirurgiã.

E embora o seu curso seja, frequentemente, silencioso, existem alguns sinais de alarme que devem ser tidos em consideração para o seu diagnóstico, como é o caso da falta de ar, tosse e expetoração persistentes.

“No entanto, e como já referi anteriormente, o tabagismo é o maior fator de risco para cancro do pulmão, sendo que estes sinais e sintomas são frequentes nos fumadores e ex-fumadores, o que leva frequentemente à sua desvalorização. É, por isso, necessária uma especial atenção quando existe um agravamento da falta de ar, da tosse ou da expetoração, ou se esta aparecer com sangue.  Existem ainda outros sinais de alerta, como a perda de apetite, o emagrecimento, a fadiga acentuada ou a rouquidão.  Apesar de estes serem sinais de alarme, é importante referir que nenhum deles é específico de cancro do pulmão, mas que devem incentivar a pessoa a procurar a consulta realizada por um Médico Assistente para realização da investigação diagnóstica”, sublinha a médica.

Quanto ao diagnóstico, Ana Luís Garcia refere que este não é “estanque nem linear”. “Habitualmente, é realizado um exame de imagem que levanta a suspeita de cancro do pulmão, como a radiografia do tórax ou a tomografia computorizada (TC).  Caso exista essa suspeita, será necessário efetuar uma biopsia pulmonar, ou seja, a recolha de fragmentos de tecido para que seja realizada a confirmação. Este material pode ser obtido por biopsia transtorácica (uma agulha é colocada através do tórax e guiada por métodos de imagem para alcançar a lesão pulmonar) ou por broncoscopia ou ecoendoscopia. O material e células colhidos são enviados para estudo anátomo-patológico, que confirmará a existência de doença”, explica.

Do mesmo modo, o tratamento instituído depende de uma série de variáveis como o estado geral do doente, o estádio da doença e o tipo e localização do tumor. “Os tratamentos mais frequentemente propostos são a cirurgia, a radioterapia, a quimioterapia, os tratamentos alvo e a imunoterapia. Estes tratamentos podem ser realizados de forma isolada ou combinados entre si, sequencialmente ou em simultâneo”.

De acordo com a especialista, “nos estádios iniciais (I e II), a cirurgia é o tratamento preferencial. Os tumores localmente avançados (estádios III) são os que oferecem maiores desafios terapêuticos, sendo muitas vezes necessária a adoção de terapêuticas multimodais, em que se combina quimioterapia e radioterapia com intervenção cirúrgica”. Já nos estádios IV, “em que o tumor já se encontra em outras partes do corpo, podem usar-se diversas terapêuticas sistémicas (quimioterapia, terapêuticas alvo e imunoterapia), com o objetivo de atrasar o crescimento do cancro, melhorando os sintomas e a qualidade de vida”.

A Cirurgia Vídeotoracoscópica (VATS) revolucionou a forma como os cirurgiões diagnosticam e tratam a patologia pulmonar em estadios precoces. Esta “consiste na realização de uma cirurgia através de pequenas incisões que são utilizadas para colocação de uma câmara de vídeo e dos instrumentos necessários para a remoção do tumor”. Tal como explica Ana Luís Garcia, esta técnica “permite uma recuperação pós-operatória mais célere e com menos dor, um melhor feito estético e um menor tempo de internamento, tendo ainda inúmeras vantagens para o doente submetido a este tipo de cirurgia, com resultados oncológicos sobreponíveis aos da Cirurgia Torácica Clássica”.

No entanto, revela “nem todos os casos têm indicação para esta abordagem. A decisão sobre a técnica cirúrgica deve garantir que os princípios oncológicos são respeitados e o objetivo da cirurgia é cumprido, assim como a segurança do doente”.

Com um enorme impacto socioeconómico, - “existe uma perda de produção devido à mortalidade prematura provocada por esta doença, havendo ainda enormes encargos provocados pelo o tratamento da doença no Sistema Nacional de Saúde” -, a implementação de um programa de rastreio poderia mitigar o enorme impacto económico da doença, sustentando por um diagnóstico cada vez mais precoce.

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Bolsas de 60 mil euros
O concurso, promovido pela Fundação BIAL, é dirigido a investigadores com projetos científicos nas áreas da psicofisiologia e...

O valor dos apoios subiu nesta edição 10 mil euros, passando o montante máximo para 60 mil euros por projeto.

As candidaturas serão analisadas pelo Conselho Científico da Fundação BIAL.

O regulamento e a documentação do concurso estão disponíveis em www.fundacaobial.com/pt/apoios.

Desde a sua criação, o sistema de apoios à investigação científica da Fundação BIAL já apoiou um total de 775 projetos de 1.624 investigadores, provenientes de 29 países de vários continentes.

Os trabalhos financiados pela Fundação BIAL resultaram já na publicação de 2.036 artigos, dos quais 1.632 em revistas indexadas (no Scopus ou Web of Science) e 1.404 em revistas com fator de impacto. Quase metade dos artigos foram publicados em revistas pertencentes ao primeiro quartil (Q1) na sua respetiva área científica. Até julho de 2022, 1.472 artigos foram citados, em média, 24 vezes.

 

 

 

Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca (HFF)
Os Serviços de Infeciologia e de Gastrenterologia do Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca (HFF) criaram, recentemente,...

“Trata-se de uma iniciativa conjunta, fruto de uma parceria entre três entidades [o HFF, a ET Agualva-Cacém e uma organização não governamental (ASHEAS)], que pretende responder a este desafio de forma global, com a formação de profissionais, a melhoria do diagnóstico através do rastreio, a descentralização de consultas médicas, o apoio individualizado e a toma da medicação, de forma a beneficiar os doentes e a atingir a meta da eliminação da hepatite C nesta população”, afirma Patrícia Pacheco, referindo que, de acordo com um levantamento efetuado pela ET Agualva-Cacém, em 2019, apenas 28,3 por cento dos 534 utentes com serologia VHC+ tinham evidência documental de referenciação hospitalar.

Alexandra Martins refere que “a hepatite C crónica é um importante problema de Saúde Pública”.  “Estima-se que, globalmente, cerca de 115 milhões de pessoas, ou seja, 1,6 por cento da população mundial estiveram alguma vez infetadas pelo VHC, sendo, por isso, muito importante a descentralização das consultas especializadas hospitalares para locais onde esta população de alto risco se encontra em seguimento.” 

E continua: “Em Portugal, tal como noutros países desenvolvidos, uma das áreas identificada como crítica no atingimento desta meta é o acesso de populações vulneráveis, como é o caso dos utilizadores de drogas, que apesar de terem elevado risco de infeção, persistem com acesso limitado aos cuidados de saúde especializados e ao tratamento. Desde 2017 que o plano nacional para as hepatites virais refere explicitamente a necessidade de criar estratégias individualizadas e adequadas a populações que vivem com hepatites virais crónicas e apresentam maior dificuldade em aceder aos Serviços de Saúde.”

Este novo modelo de consulta visa reduzir as barreiras aos cuidados de saúde e expandir o acesso ao tratamento e ao seguimento, através da interligação de cuidados. O envolvimento dos diversos parceiros, com equipas multidisciplinares, com responsabilidades definidas e partilhadas num novo modelo local integrativo de gestão do percurso do doente com hepatite C pode contribuir para a estratégia de micro-eliminação de hepatite C. Este projeto teve início em 2019, mas a sua implementação foi adiada pela pandemia COVID-19.

A infeção pelo vírus da hepatite C é uma doença infeciosa crónica com elevada taxa de cura dada a eficácia e segurança dos novos regimes antivirais de ação direta. O tratamento tem um benefício individual (redução do risco de desenvolvimento de cirrose, carcinoma hepatocelular e de outras complicações extra-hepáticas), bem como coletivo (pela evicção de transmissão de novas infeções). A meta da OMS é a erradicação da hepatite C enquanto problema de saúde mundial em 2030.

Reduzir internamentos e idas às urgências
O Serviço de Cardiologia do Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca (HFF) deu início ao Programa de Telemonitorização...

“Este projeto é uma mais-valia para o seguimento dos doentes, uma vez que permite intervir atempadamente em caso de descompensação da doença, orientando-os para uma consulta mais breve, encaminhando-os para fazer terapêutica em Hospital de Dia ou ajustando os medicamentos telefonicamente. Esta intervenção precoce traz ganhos em saúde para o doente e monetários para o Serviço Nacional de Saúde, tendo em conta a redução do número de internamentos”, afirma David Roque, cardiologista e corresponsável pelo Programa de Telemonitorização Domiciliária Cardíaca.

E desenvolve: “Começámos com a introdução de quatro doentes, porém vamos ter um total de 18. Perspetivamos que estejam todos incluídos até outubro deste ano.”

De acordo com David Roque, este programa é destinado a pessoas com insuficiência cardíaca que, “estando razoavelmente estáveis em ambulatório, tenham períodos frequentes de descompensação e tenham tido um internamento por insuficiência cardíaca no último ano. É preciso também que disponham de condições socioeconómicas para terem este projeto em casa e que consigam lidar com as novas tecnologias.

Os aparelhos para telemonitorização permitem fazer uma medição diária de vários parâmetros - pressão arterial, frequência cardíaca, saturação periférica do oxigénio, eletrocardiograma e peso. Sempre que algum dos valores não esteja dentro da normalidade, os profissionais de saúde contactam o doente, atuando assim previamente e evitando vindas ao Serviço de Urgência ou internamentos.

A Insuficiência Cardíaca é uma síndrome clínica cada vez mais prevalente em todo o mundo, estimando-se que, só em Portugal, afete mais de 400 mil pessoas. Na grande maioria dos casos, constitui uma patologia crónica, com descompensações, sendo a causa mais frequente de hospitalização em indivíduos com mais de 65 anos, cursando, por isso, com grande morbilidade, elevado impacto na qualidade de vida dos doentes e nos recursos económicos dos Serviços de Saúde, e com prognóstico reservado a médio prazo.

 

Estudo publicado na revista americana ‘Aging and Mental Health’ relaciona problemas da visão e desempenho cognitivo em idosos
A Associação de Profissionais Licenciados de Optometria (APLO), alerta a população portuguesa para o perigo que representa o...

Este apelo surge no seguimento da divulgação de um estudo publicado na revista científica americana ‘Aging and Mental Health’ que ao comparar indivíduos com e sem problemas de visão, aqueles que apresentavam problemas tinham 44% mais probabilidade de demência e 41% maior risco de comprometimento cognitivo.

"Este estudo está entre os primeiros a avaliar a associação entre problemas de visão e comportamentos cognitivos em idosos por meio de um meta-análise abrangente dos estudos de base populacional. As nossas descobertas somam-se às evidências crescentes de que a visão desfocada é um fator de risco para o desenvolvimento da demência", afirma o autor e professor Beibei Xu, do Centro de Informática Médica da Universidade de Pequim.

"Diagnosticar e tratar as condições oculares pode ser benéfico – tanto para melhorar a qualidade de vida de uma pessoa como para retardar ou parar a perda de memória. Os mais recentes resultados destacam a importância de se realizarem exames oculares regulares em pacientes com mais idade, permitindo que eventuais problemas com a sua visão sejam detetados e tratados precocemente”, frisou o investigador.

“Portugal é o segundo país do mundo com média de idade mais elevada e por isso deve preparar-se para os desafios do envelhecimento. Melhorar a saúde da visão no contexto de uma população envelhecida deve ser uma prioridade do Serviço Nacional de Saúde”, adverte Raúl de Sousa, Presidente da Associação de Profissionais Licenciados de Optometria (APLO).

De acordo com um estudo divulgado na revista científica ‘The Lancet Public Health’, em todo o mundo 153 milhões de pessoas vão sofrer de demência em 2050. Prevê-se que em Portugal sejam mais de 350 mil pessoas.

 

Exposição solar, stress, alimentação e descanso são fatores a ter em conta
O Herpes Zoster, ou Zona, é uma infeção causada pela reativação do vírus varicella zoster, o mesmo q

Normalmente, a Zona manifesta-se por lesões cutâneas muito dolorosas e pruriginosas, que se desenvolvem num dos lados do corpo, principalmente na região do tórax e da barriga. Podem, também, ser afetadas outras partes do corpo, como olhos e rosto. Mesmo depois da erupção cutânea estar resolvida, os doentes podem ter nevralgia pós-herpética (NPH), uma das principais e mais graves complicações associadas à Zona.

Atualmente, não existe um tratamento capaz de erradicar este vírus. Contudo, existem formas de prevenção que incluem medidas de proteção e diminuição do contágio e outras, que devem ser consideradas para evitar a ativação do vírus:

1. Evitar a exposição ao sol: segundo dados de estudos de Taiwan e Austrália1, o alto índice de raios ultravioleta (UV) está correlacionado com a incidência de Zona ao longo do tempo e com um maior risco da doença nos homens. A reação cutânea associada a uma exposição solar prolongada, sobretudo sem proteção, pode despoletar ou intensificar as erupções na pele, uma vez que os raios UV a ressecam, tornando-a mais vulnerável e suprimindo a resposta imunitária.

2. Controlar o stress: o stress pode deixar o nosso sistema imunitário fragilizado, o que dificulta a ação das células de defesa do nosso organismo (linfócitos) no combate a vírus e bactérias. É recomendado aliviar o stress através de atividades relaxantes ou de lazer, como praticar exercício físico, meditação ou aproveitar para passar momentos com a sua família e amigos.

3. Dormir bem: dormir pouco ou ter um sono com pouca qualidade é um dos fatores que contribui para o surgimento de Zona. O ideal é dormir, pelo menos, 8 horas diárias para repor as energias gastas ao longo do dia e evitar que os níveis de imunidade baixem.

4. Manter uma alimentação rica em frutas e vegetais: é importante evitar alimentos ricos em açúcar, pois aumentam os radicais livres e são responsáveis pela inflamação do organismo, gerando um stress oxidativo que pode favorecer o aparecimento de doenças autoimunes e degenerativas.

Além dos cuidados recomendados, é importante estar atento a sintomas, como formigueiro ou dormência a nível dorsal ou no tronco; ardor; prurido; dor; manchas avermelhadas e pequenas bolhas que contêm um líquido transparente. Em caso de dúvida ou para mais informações, consulte o seu médico.

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Varicela: contágio que passa despercebido

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Estudo vai avaliar o risco de alterações do sono
A Associação Chama Saúde acaba de lançar o primeiro estudo nacional sobre alterações do sono em bombeiros, com o apoio da Linde...

O estudo, que vai avaliar o risco de alterações do sono, consiste num inquérito online, que requer a participação significativa dos bombeiros portugueses. O grupo, considerado de alto risco será contactado individualmente para realizar estudos de rastreio de distúrbios respiratórios do sono, que vão complementar a informação do questionário.

“A participação dos bombeiros é necessária e fundamental, por isso apelo pessoalmente a que todos os bombeiros portugueses respondam ao inquérito. Só dessa forma será possível estabelecer níveis de prevalência das alterações do sono nos nossos bombeiros”, explica Cecília Longo, médica pneumologista e Presidente da Associação Chama Saúde. “Ao identificar os bombeiros de alto risco, vamos identificar eventuais patologias que necessitam de tratamento. Estamos neste momento em negociações para a criação de uma Via Verde de acesso rápido dos bombeiros diagnosticados com patologia do sono aos hospitais da sua área de residência em todo o país de modo a terem prescrições da ventiloterapia através do SNS”, acrescenta Cecília Longo.

Já Maria João Vitorino, diretora da Linde Saúde, refere que “a Linde Saúde associou-se a este estudo para pôr ao serviço destes indivíduos, cujo papel é tão relevante para as populações, os recursos e a experiência no acompanhamento de pessoas com distúrbios do sono. E numa altura em que, infelizmente, os bombeiros portugueses estão tão sobrecarregados, é importante perceber se os seus períodos de descanso são efetivamente reparadores”.

O estudo nacional surge na sequência de estudos internacionais que revelaram que a alteração da qualidade do sono nos bombeiros é uma realidade decorrente das alterações dos ritmos circadianos, que pode ser por privação de sono em tarefas como a supressão de incêndios rurais, havendo aumento dos níveis de fadiga e diminuição da performance das tarefas. Trabalhadores por turnos apresentam uma maior tendência não só da alteração da qualidade como da eficácia do sono.

A obesidade, hipertensão e a diabetes são fatores de risco que podem contribuir para a existência destes distúrbios com enorme impacto na qualidade de vida. Sintomas como dores de cabeça, sonolência diurna, ressonar noturno e paragens de respiração presenciadas por quem dorme ao lado, bem como menor rendimento intelectual, são relevantes para a suspeita clínica e devem ser confirmados por estudos do sono completos.

 

Campanha solidária decorreu entre 12 de abril e 6 de junho
A Oral-B doou 60.000€ à organização não governamental Mundo A Sorrir, através da campanha de angariação solidária, “Sorrisos...

O momento da doação foi celebrado na sede da ONG, no Porto, e contou com as presenças de Mariana Dolores, Presidente da Mundo A Sorrir, e Francisco Reis, responsável de Marketing da Oral-B. Os 60.000€ angariados preveem impactar cerca de 6.000 beneficiários em Portugal e São Tomé e Príncipe.

“É com grande entusiamo que recebemos este apoio da Oral-B, que irá permitir estender a nossa atuação em Portugal e em São Tomé e Príncipe através da concretização de novos projetos. Estamos de coração cheio porque vamos conseguir ajudar ainda mais crianças e jovens a ter acesso a cuidados básicos de saúde oral, proporcionando-lhes um crescimento mais saudável e consciente. A Oral-B é uma empresa preocupada com o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas, principalmente, das camadas mais jovens. São um verdadeiro exemplo de responsabilidade social corporativa.”, celebra, Mariana Dolores, Presidente da Mundo A Sorrir.

Em Portugal, o projeto da Mundo A Sorrir terá como objetivo aumentar a literacia dos jovens socioeconomicamente vulneráveis, que frequentam escolas profissionais, sobre os fatores de risco do cancro oral e garantir o seu acesso a cuidados de saúde oral. O financiamento da Oral-B irá beneficiar 650 alunos a partir de 540 rastreios orais e 300 tratamentos dentários com 150 professores envolvidos. Já em São Tomé e Príncipe, a campanha “Sorrisos Saudáveis” vai permitir fortalecer o sistema de saúde e melhorar a saúde pública e oral entre os mais vulneráveis, impactando crianças do ensino primário e profissionais de saúde, comunidade escolar e população em geral. A doação da Oral-B à Mundo A Sorrir vai contribuir para 5.170 jovens africanos através de 5.000 rastreios orais, 450 consultas dentárias e 5.000 kits de higiene entregues.

“Estamos muito orgulhosos pela resposta dos portugueses à nossa campanha de angariação solidária. É muito gratificante poder, em dois meses, não só reforçar a higiene oral dos nossos consumidores mas também conseguir com isso 60.000€ que farão toda a diferença na nobre missão da Mundo A Sorrir em gerar sorrisos mais saudáveis na comunidade jovem de Portugal e São Tomé e Príncipe.”, refere Francisco Reis, responsável de Marketing da Oral-B.

 

Campanha “Olhe pelas Suas Costas”
Com o final das aulas e o início das férias, o tempo livre ansiado durante todo o ano pelas crianças é substituído por idas à...

“O período de férias é sinónimo de descanso e brincadeira para a maioria das crianças, mas não para a coluna destas. A má postura na sala de aula ou as mochilas com peso a mais dão agora lugar a outros comportamentos prejudiciais para a saúde das costas dos mais novos. Como tal, os pais devem estar atentos à postura destes durante as atividades do dia-a-dia", alerta Bruno Santiago, neurocirurgião e coordenador da campanha nacional “Olhe pelas Suas Costas”.

Mergulhar de forma perigosa:

Este é, de longe, o aspeto mais importante. Os mergulhos podem ser perigosos e provocar lesões irreversíveis na coluna vertebral ou até mesmo ser letais. É muito importante ensinar as crianças a mergulhar de forma correta, tendo atenção à posição adotada enquanto mergulham, mas sobretudo ao local onde o fazem, devido à profundidade e potencial existência de rochas.

Levar peso desnecessário no saco de praia:

O peso excessivo que antes se verificava nas mochilas da escola passa agora para os sacos de praia que as crianças levam para os campos de férias, que na sua maioria não estão preparados para levar muito peso. Trocar o saco por uma mochila de alça dupla e retirar os objetos desnecessários pode fazer a diferença. Além disto, é importante garantir que o peso está bem distribuído e não esquecer que o peso da carga não deve ser superior a 10% do peso corporal da criança.

Ficar deitado na toalha:

Evitar posições que exijam muito esforço por parte da coluna é outro ponto a ter em conta. Tentar que a criança não passe demasiado tempo deitada, preferir a posição de barriga para cima e a utilização de uma pequena almofada são gestos que evitam contracturas musculares.

Mesmo sentado, existem alguns cuidados a ter: a criança deve sentar-se de forma confortável, mas correta. Costas direitas e com uma postura correta é fundamental para evitar dores desnecessárias.

Sedentarismo:

A atividade física, desde que feita de forma equilibrada e adequada, é benéfica, não só para o bem-estar da criança, como também para a saúde das costas desta. O exercício físico regular ajuda a manter o corpo saudável fortalece os músculos, tanto das costas, como do resto do corpo. Além disso, a prática desportiva previne a obesidade, uma das principais causas de dores nas costas em qualquer idade

Como tal, durante as férias dos mais novos, que deixam de ter aulas semanais de educação física, é crucial combater o sedentarismo. Caminhar, andar de bicicleta, sessões de treino específico, fazer alongamentos e nadar são exemplos de exercícios benéficos.

Desportos radicais:

Ainda assim, é importante ter em atenção que desportos estão a ser praticados pelas crianças. Quando realizados sem supervisão ou conhecimento, qualquer desporto pode ser perigoso para uma criança, mas alguns levam esta característica ainda mais longe.

Atividades como andar de skate ou patins, por exemplo, representam um perigo aumentado, uma vez que permitem que a criança atinja maiores velocidades enquanto em contacto com o chão estão apenas rodas, o que poderá resultar em consequências mais graves aquando de uma queda.

Longas horas a jogar videojogos:

É mais do que sabido que o uso de tecnologias, como é o caso das consolas de videojogos, acabam por facilitar o entretenimento em casa, mas o seu uso está muitas das vezes associado a posturas incorretas.

É crucial que o tronco da criança esteja alinhado, sendo que as costas devem estar direitas, a cadeira deve ter uma altura que permita que as pernas estejam dobradas num ângulo de 90 graus. Além disto, o ecrã deve ser colocado ao nível dos olhos.

A campanha frisa assim a importância de vigiar as crianças durante o período das férias, ensinando-as a fazer escolhas acertadas e seguras. “Adotar comportamentos preventivos é meio caminho andado para evitar consequências graves e, em alguns casos, irreversíveis para a coluna dos mais novos. Além disto, crianças informadas transformam-se em adultos mais educados para a sua saúde e a importância que cada um de nós tem na promoção hábitos saudáveis, que muito contribuem para a nossa qualidade de vida”, reforça o médico.

 

Dia Mundial do Cancro do Pulmão assinala-se a 1 de agosto
Ir ao médico ou fazer exames não costuma ser uma atividade prazerosa e muito menos ainda em tempo de férias de verão, quando as...

Até porque, tal como refere António Araújo, diretor do serviço de Oncologia Médica do Centro Hospitalar Universitário do Porto, refere: “temos assistido a uma série de atrasos e falhas no Serviço Nacional de Saúde (SNS) a nível de acesso aos cuidados de saúde primários e das urgências, que se refletem, naturalmente, em demoras de diagnóstico”. 

De acordo com o especialista, “é natural que no período de férias haja consultas e exames ainda mais atrasados. Porque já existem no SNS muitas dificuldades a nível da imagiologia, da radiologia e da radiologia de intervenção, essenciais para fazer o estadiamento do cancro do pulmão e que leva, muitas vezes, a atrasos na realização dos exames já em tempo normal. Assim, é natural que no período de férias as coisas se agravem mais”.

É importante estar atenção aos sinais e sintomas, também neste período de férias, sobretudo porque “o cancro do pulmão é muitas vezes confundido com outras doenças”, o que tem a ver com o tipo de sintomas: tosse, expetoração, falta de ar, “associados a doenças mais benignas”.

Embora o tabagismo continue a ser a causa predominante de cancro do pulmão, a incidência, desta patologia, em não fumadores é um importante problema de saúde pública, como refere António Araújo: “A população, e mesmo, às vezes, os próprios médicos de família, acaba por pensar em primeiro lugar no que é mais frequente e esquecem-se de pôr na equação a possibilidade de ser cancro do pulmão. O que muitas vezes resulta em atrasos no diagnóstico.” E, recorda o médico, “Numa doença que tem um prognóstico reservado, quanto mais avançado for o estádio, ou seja, quanto mais avançado estiver o tumor, a probabilidade de sobrevivência do doente diminui. Daí ser fundamental fazer o diagnóstico o mais precoce possível, para aumentar as possibilidades de sobrevivência”.

António Araújo reforça ainda que, “com os novos medicamentos que têm surgido, conseguimos dar mais tempo e melhor qualidade de vida aos nossos doentes. Com o advento da terapia dirigida a alvos, conseguimos aumentar muito a sobrevivência nos casos que têm alvos moleculares que podem ser potencialmente tratados, o que corresponde, a cerca de 25-30% da população com cancro do pulmão”. A este novo armamentário terapêutico junta-se, ainda, “a imunoterapia, que foi um avanço enorme e uma mudança no paradigma no tratamento do cancro do pulmão”.

António Araújo defende também, em prol do diagnóstico precoce, que está na hora de criar um rastreio em Portugal para o cancro do pulmão. “Existe já evidência científica que justifica a implementação de, pelo menos, um programa piloto de rastreio. Sendo o diagnóstico precoce uma arma fundamental para darmos mais qualidade de vida aos nossos doentes, o rastreio seria um utensílio de enormíssima importância para conseguirmos diagnosticar os doentes mais cedo, podendo ainda ser usado para promover a cessação tabágica. Está na altura dos políticos encararem com interesse a sua implementação.”

Saiba mais em https://saudeflix.pt/cancronaotiraferias/

Dia Mundial das Hepatites
Hoje, Dia Mundial da Hepatite, queremos desmistificar esta doença. Que tipos há? Como surge?

O fígado é um importante órgão do sistema digestivo no nosso organismo. Tem como principais funções a participação na digestão, produção e armazenamento de substâncias essenciais ao organismo e desintoxicação.

A hepatite ocorre quando existe uma inflamação do fígado. Esta patologia é frequentemente causada por infeções virais, mas podem existir outras causas como a hepatite autoimune ou a tóxica, secundária a medicamentos, drogas, toxinas ou álcool. No caso da hepatite autoimune, acontece quando existe uma falha no sistema imunitário e o organismo produz erradamente anticorpos contra o tecido hepático.

Existem 5 tipos de hepatites virais: hepatites A, B, C, D e E, cada uma delas provocada por vírus diferentes. A hepatite A é sempre uma doença aguda a curto prazo, enquanto as hepatites B, C e D têm maior probabilidade de se tornarem contínuas e crónicas. A hepatite E é geralmente aguda, e pode ser particularmente perigosa em mulheres grávidas.

Hepatite A

A hepatite A é causada pelo vírus da hepatite A (VHA). Este tipo de vírus é frequentemente transmitido pelo consumo de alimentos ou água contaminados por fezes de uma pessoa infetada por hepatite A.

É comum em Portugal e, de uma forma geral, surge na infância ou no jovem adulto. A hepatite A é autolimitada e não evolui para doença crónica. A vacina está disponível e é recomendada para pessoas que viajam para países onde a doença é comum.

Hepatite B

A hepatite B é transferida através do contacto com fluidos corporais infetados como o sangue, secreções vaginais ou esperma, contendo o vírus da hepatite B (VHB). O uso de drogas injetáveis, a relação sexual desprotegida com um parceiro infetado ou a partilha de lâminas ou objetos cortantes aumentam o risco de contrair hepatite B. É talvez o tipo mais perigoso e grave, afetando milhões de pessoas em todo o mundo.

Estima-se que em Portugal esta doença afete cerca de 1,0 a 1,5% da população. Apesar de grave, a hepatite B pode ser prevenida pela vacinação, que tem uma eficácia de 95%. É administrada em 3 doses e faz parte do Plano Nacional de Vacinação, sendo por isso gratuita.

Hepatite C

A hepatite C é provocada pelo vírus da hepatite C (HCV). É transmitida através do contacto direto com fluidos corporais infetados, geralmente através do uso de drogas injetáveis e contato sexual. Cerca de 70 a 80% dos doentes infetados evoluem para doença crónica; em 20% deles a infeção pode levar a cirrose e cancro de fígado.

Hepatite D

Também chamada de hepatite delta, a hepatite D é uma doença hepática grave causada pelo vírus da hepatite D (VHD). O VHD é contraído através do contacto direto com sangue infetado. É uma forma rara de hepatite que ocorre apenas em conjunto com a infeção por hepatite B, uma vez que o vírus da hepatite D não se consegue multiplicar sem a presença do vírus da hepatite B. Embora não exista vacina para este tipo de doença, a vacina para a hepatite B também previne a infeção pelo vírus da hepatite D.

Hepatite E

A hepatite E é uma doença transmitida pela água e causada pelo vírus da hepatite E (VHE). Transmite-se pelo consumo de água ou alimentos contaminados e geralmente não evolui para a cronicidade. Pode ser particularmente grave se for contraída por mulheres grávidas.

Hepatites não infeciosas

Álcool e outros produtos tóxicos

O consumo excessivo de álcool pode causar danos irreversíveis no fígado, resultando em hepatite alcoólica, por lesão direta das células hepáticas. Com o tempo podem surgir danos permanentes, levando a insuficiência hepática e cirrose. A cirrose, que surge em 10-20% dos casos, é caraterizada pela substituição do tecido hepático normal em cicatrizes. Como resultado, a estrutura do fígado fica alterada, não sendo capaz de realizar as suas funções habituais. O único tratamento eficaz é parar de consumo álcool. Diferentes toxinas são: medicamentos, sobretudo se em doses excessivas, drogas, venenos ou plantas.

Resposta do sistema imune

Em alguns casos, o sistema imunitário produz anticorpos que atacam as células do fígado. Esta inflamação contínua pode variar de leve a moderada, tendo na maioria das vezes repercussão na função hepática. É três vezes mais comum em mulheres do que em homens.

Sinais e sintomas de Hepatite

Em muitos casos a hepatite pode não ter manifestações sintomáticas. Os sintomas podem não ocorrer até que os danos afetem a função hepática.

Quando ocorrem, sobretudo nas formas agudas, os sintomas incluem: fadiga, perda de apetite, perda de peso, peles e olhos amarelados (icterícia), urina escura, fezes claras e dores abdominais.

Como pode ser diagnosticada

O diagnóstico da hepatite é feito em conjugação com a história clínica, exame objetivo, resultados de exames laboratoriais e ecografia abdominal. Em alguns casos pode ainda ser necessária uma biopsia hepática.

Prevenção e tratamento

Como na maioria das doenças, a melhor aposta é a prevenção:

  • Ter uma boa higiene
  • Ter atenção e cuidado com os alimentos crus e a ingestão de água não potável, sobretudo nos países em desenvolvimento
  • Não partilhar objetos cortantes
  • Ter relações sexuais seguras através da utilização de preservativo
  • Vacinação nos casos em que existe
  • Não consumir bebidas alcoólicas em excesso, assim como drogas, plantas desconhecidas e medicamentos sem prescrição médica e fora das doses recomendadas.

Quando a prevenção, não é possível, existem tratamentos que variam consoante o tipo de hepatite. Nos casos de doença aguda, o tratamento passa por privação do agente em causa, repouso e dieta. Nos casos de doença crónica, o tratamento é feito com recurso a medicamentos específicos que impedem a multiplicação do vírus.

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.

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