Nova tecnologia da OMR - Observação Médica Remota pretende transformar o setor da saúde digital
O Grupo Future Healthcare, anuncia o lançamento da sua mais recente solução– OMR - Observação Médica Remota, - que espelha a...

É, neste sentido, que surge a solução de Observação Médica Remota (OMR) - disponível através da Future Healthcare Virtual Clinic (FHVC), que inclui um dispositivo médico que possibilita a realização de um exame físico mais completo aos clientes. Desenhados para uma utilização familiar ou corporativa, são dispositivos médicos que foram concebidos para capacitar a vídeoconsulta de uma importante parte da observação médica realizada durante uma consulta presencial.

De acordo com Ana Pina, Diretora da Digital Health na Future Healthcare: “Esta nova solução responde à necessidade de capacitar a consulta à distância para a abordagem de situações médicas que, sem esta solução, não seriam possíveis avaliar de forma tão eficaz por esta via. Através deste tipo de soluções, a capacidade clínica em consulta remota torna-se cada vez mais próxima da consulta presencial, o que aumentará o alcance da medicina digital.”

O dispositivo, neste momento, incluído na solução OMR, permite a auscultação de sons cardíacos, auscultação pulmonar, auscultação abdominal, medição de frequência cardíaca, observação do canal auditivo, observação da garganta e avaliação de imagens de alta qualidade (nomeadamente da pele), pelo médico à distância.

Através da Solução OMR o paciente será guiado pelo médico da FHVC, durante a vídeo-consulta, para a utilização do acessório conveniente à situação clínica em questão, facilitando-lhe o exame, à distância, diminuindo assim a possibilidade de ter que recorrer a uma consulta presencial.

Esta solução suporta todos os serviços da FHVC, incluindo o serviço de atendimento permanente (disponível 24h/7).

A apresentação da solução OMR ocorre, hoje, no Planetário, em Belém.

 

Opinião
É frequente ouvirmos que devemos cuidar do nosso bem-estar, mas, na verdade, por onde começar?

Dentro deste órgão, que já é chamado de segundo cérebro, encontramos a microbiota intestinal, um conjunto de bactérias, leveduras, fungos e alguns vírus, que garantem a harmonia e o bom funcionamento do organismo. A microbiota ou flora intestinal desempenha um papel fulcral no nosso dia-a-dia, sendo responsável pela absorção de água, sais minerais e nutrientes dos alimentos, protegendo-nos de infeções.

Ao longo dos últimos anos, têm sido feitos estudos que avaliam a existência de uma comunicação complexa e bidirecional entre o sistema nervoso central e o sistema gastrointestinal, verificando-se que, por exemplo, condições inflamatórias intestinais relacionam-se com alterações psíquicas como o humor, afeto, tomas de decisão e saciedade. Este eixo intestino-cérebro tem sido uma das áreas de grande interesse científico, podendo ser a chave central para a melhoria clínica de condições que prejudicam a qualidade de vida de milhares de indivíduos.

Se tem mal-estar e dores abdominais, gases, vómitos, náuseas e febre, poderá estar perante um desequilíbrio da flora intestinal. Mas como é que podemos cuidar da nossa flora intestinal e garantir que se mantém equilibrada? Para repor e regular a flora intestinal é essencial que adote uma alimentação adequada, rica em fibras e alimentos que contenham probióticos (microrganismos vivos, como bactérias ou fungos, que podem entrar diretamente no nosso organismo através de alguns alimentos ou suplementos). Assim, deve apostar numa alimentação rica em legumes e vegetais e com poucos alimentos processados, fritos ou açucarados. Os alimentos ricos em fibras, tais como a aveia, linhaça, vegetais frescos, frutas e grãos, e os alimentos fermentados, como o iogurte são também uma boa escolha. Garantindo uma alimentação saudável, sempre aliada à prática de exercício físico regular, ajudá-lo-á a encontrar o equilíbrio intestinal e o bem-estar quotidiano.

Além das opções alimentares e dos bons hábitos de vida, poderá também recorrer à Suplementação, com a gama Osmobiotic® Flora, disponível para Adulto, Crianças a partir dos 3 anos e para a 1ª etapa da vida, que combinam duas estirpes microbióticas. Estes suplementos atuam de uma forma mais rápida e direta, ajudando-o a regular a microbiota intestinal. Ao cuidar do seu intestino estará também a contribuir para o seu bem-estar e para uma vida mais harmoniosa.

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Iniciativa da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI)
A Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) vai realizar nos próximos dias 2 e 3 de julho, no Mercado Manuel Firmino, e...

Depois de edições anteriores em Lisboa, Porto e Viseu, a SPMI convida a população de Aveiro e de outros pontos do país a participar num programa de atividades de dois dias que vai contar com espaços de rastreio, palestras, show-cooking, atividades, alimentação saudável e animação.

“A Festa da Saúde, através de rastreios e outas atividades desenvolvidas pelos Núcleos da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna, debates interativos, ações de formação, atividades desportivas e culinárias, pretende contribuir para uma melhor Literacia em Saúde, prevenção da doença e promoção da saúde e estilos de vida saudável. O objetivo não é só que as pessoas vivam mais, mas que vivam bem, com qualidade de vida”, declara Susana Cavadas, médica internista e responsável pela organização do evento.

Com vista a incentivar à prática de atividade física regular, durante aquela que será a 4ª edição da Festa da Saúde vão ser, também, promovidas aulas abertas de diferentes atividades desportivas, entre as quais: basquetebol, patinagem, Xadrez, Vólei.

“Nesta Festa da Saúde pretendemos destacar a importância da Literacia em Saúde, definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como “o grau em que os indivíduos têm a capacidade de obter, processar e entender as informações básicas de saúde, para utilizarem os serviços e tomarem decisões adequadas de saúde”. Baixos níveis de Literacia em Saúde estão associados a uma menor prevalência de atitudes preventivas individuais e familiares, conduzindo ao aparecimento de doenças e a uma diminuição da qualidade de vida”, destaca ainda Susana Cavadas.

A Festa da Saúde é um evento sem fins lucrativos, um espaço de informação e de motivação à adoção de hábitos de vida saudável e representa o compromisso público da SPMI com a prevenção da doença e a promoção da saúde.

 

Mês da Saúde Digestiva
A Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia (SPG) tem uma nova imagem e apresenta-a no mês em que se assinala a Saúde Digestiva....

Fundada em 19 de janeiro de 1960, a SPG é uma associação científica de utilidade púbica sem fins lucrativos, que tem como missão contribuir para a Saúde Digestiva dos portugueses, unindo os Gastrenterologistas no excelência profissional, formação contínua e investigação científica, envolvendo os intervenientes relevantes e a população.

“O percurso da SPG pauta-se por mais de 60 anos de um caminho notável de prestígio científico, de constante inovação e modernização, de serviço à comunidade e de excelência da medicina e é chegada a altura da sua imagem espelhar esta dinâmica. As mudanças revelam continuidade e maturidade” refere Guilherme Macedo, presidente da SPG e acrescenta que “este é uma associação unida, determinada em agregar conhecimento e onde o contributo de todos a possibilita crescer”.

Do ponto de vista gráfico esta nova imagem surge como resposta às necessidades de comunicação, que se dirigem aos especialistas, mas também á população em geral, que está hoje mais e mais bem informada, faz parte dos processos de cura e de prevenção e participa na promoção do bem-estar.

As siglas foram desenhadas de raiz, misturando faces retas e arredondadas para dar a noção de movimento, um movimento constante em direção a um futuro de inovação na prevenção e consciencialização de todos. As várias cores permitem este sentimento de complementaridade e vincam a importância das ligações que são dadas pelo movimento orgânico, quase que celular entre as 3 letras. Estas ligações são a metáfora da relação próxima da SPG com a comunidade científica/médica, as instituições, os profissionais de saúde e a população.

 

 

Apresentação da Rede de Organizações de pessoas que vivem com Doença e Utentes de Saúde
A FENDOC – Federação Nacional das Associações de Doenças Crónicas, a MAIS PARTICIPAÇÃO, melhor saúde, a Plataforma Saúde em...

Esta Rede assume-se como um fórum de reflexão e entendimento na defesa e promoção dos direitos das pessoas com doença e utentes de saúde, através de um acesso atempado a cuidados de saúde de qualidade, da promoção da literacia em saúde, da sensibilização para a importância de um sistema eficiente de diagnóstico precoce, da valorização do papel do cuidador informal, enquanto parceiro fundamental do percurso de cuidados, e da capacitação das associações e da defesa da sua participação nos processos de decisão em saúde.

Conhecedores das necessidades e expetativas de quem representam (pessoas com doença, utentes de saúde e cuidadores informais), pretendem apelar à necessidade de se assumir a saúde como uma responsabilidade partilhada assente em modelos colaborativos e intersectoriais.

Carlos Oliveira, presidente da FENDOC – Federação Nacional das Associações de Doenças Crónicas, esclarece os objetivos que levaram à criação desta rede “encontrar um espaço de diálogo, de análise entre as quatro instituições onde possam ser encontrados pontos comuns e se acordem linhas de atuação, para que os doentes possam ser efetivamente parte do sistema não só nos processos funcionais, mas também na construção desses mesmos processos ou na criação de novos”.

Margarida Santos da coordenação da MAIS PARTICIPAÇÃO, melhor saúde reforça “é evidente uma lacuna na intervenção das associações de doentes nos sistemas de saúde e de decisão em Portugal. Torna-se, por isso, fundamental a interação entre diferentes associações, para que a sua posição seja mais consolidada, em prol de uma melhor política de saúde, que irá beneficiar todos os envolvidos no sistema”.

“Os tempos que temos vivido trouxeram grandes desafios à nossa sociedade, com instituições e cidadãos a serem colocados à prova diariamente, mas também a colaborarem de forma efetiva em prol de uma causa comum: a proteção da saúde de todos. Acreditamos que o nosso saber e a nossa experiência diária no terreno são essenciais à definição de uma estratégia comum e sustentável para o sistema de saúde. E é esta a altura certa para a mudança! O cidadão tem de estar envolvido efetivamente nos processos de decisão e acreditamos, por isso, que em equipa ganhamos força, convicção e capacidade para melhor alcançarmos os nossos objetivos comuns e melhorar a qualidade de vida dos cidadãos”, afirma Maria Rosário Zincke, presidente da Plataforma Saúde em Diálogo.

De acordo com Paulo Gonçalves, presidente da RD – Portugal – União das Associações de Doenças Raras de Portugal, “há, na essência, três razões que nos levam a integrar esta rede: a procura de motivos e propósitos comuns entre as Associações e Movimentos de apoio e defesa do Serviço Nacional de Saúde; a construção de propostas exequíveis centradas nos cidadãos que utilizam os Serviços Públicos e a comunicação fluída entre os representantes dos cidadãos e os titulares de cargos em instituições. Muito tem sido feito por pessoas bem-intencionadas que desconhecem a aplicabilidade no terreno de determinadas fórmulas. Queremos mais do que ser consultados, fazer parte do desenho, do acompanhamento, da execução e da melhoria contínua.”

A formalização desta Rede teve lugar numa sessão que reuniu representantes das quatro organizações na Assembleia da República, onde foram debatidas as preocupações e as necessidades comuns destas organizações e de que forma é que, trabalhando de forma concertada, podem fazer a diferença e contribuir para a concretização dos seus objetivos.

Dia Mundial do Oceano
A Fundação Calouste Gulbenkian lança o Gulbenkian Carbono Azul, um projeto que vai mapear todos os ecossistemas marinhos e...

Neste mapeamento, feito de norte a sul de Portugal Continental, os ecossistemas estarão caracterizados (localização, dimensão, condição em que se encontra, taxa anual de sequestro de carbono, entre outras características), de modo a definir as medidas de proteção e restauro adequadas. A disponibilização desta informação tem como intuito fomentar o investimento em conservação e restauro ecológico destes habitats marinhos e costeiros, vitais para o combate à crise climática e proteção da biodiversidade e para alcançar as metas do Acordo de Paris de 2015.

A Fundação Gulbenkian fará o primeiro investimento nesta carteira nacional de carbono azul, financiando um projeto-piloto de conservação ou restauro numa destas áreas marinhas, de forma a compensar o volume da pegada carbónica não mitigável da Fundação em 2021 (2.238 toneladas de dióxido de carbono equivalente, que incluem as emissões de gases de efeito estufa provenientes da eletricidade ou calor adquiridos e consumidos).

O Gulbenkian Carbono Azul atuará como impulsionador do mercado de carbono azul em Portugal - tem prevista a construção de uma rede de potenciais financiadores (empresas) interessados em apoiar estes projetos e vai facilitar o seu crescimento.

Liderado e coordenado pela Fundação Calouste Gulbenkian, este projeto é desenvolvido em parceria com o CCMAR – Universidade do Algarve e a ANP | WWF – Associação Natureza Portugal, em associação com a WWF.

O lançamento do Gulbenkian Carbono Azul inscreve-se na participação da Fundação Calouste Gulbenkian na Conferência do Oceano das Nações Unidas, que decorre em Lisboa entre 27 de junho e 1 de julho. A apresentação do Gulbenkian Carbono Azul ao público será feita no dia 27 de junho, às 16h45, no auditório do Fórum Oceano no Pavilhão de Portugal.

O que é o Carbono Azul?

Carbono azul é o termo utilizado para designar o carbono capturado e armazenado pelos ecossistemas marinhos e costeiros, i.e., refere-se à quantidade de dióxido de carbono removido da atmosfera por estes ecossistemas e promove a redução do impacto dos gases de efeito de estufa (GEE) na atmosfera.

Mangais, pradarias marinhas, sapais e florestas de algas são os ecossistemas costeiros atualmente reconhecidos com maior potencial para a mitigação do aumento de CO2 na atmosfera. Em Portugal, destes três ecossistemas, só não existem mangais – são ecossistemas típicos de climas tropicais.

Qual a importância de conservar ou restaurar estes ecossistemas marinhos?

As taxas de captação de carbono pelos ecossistemas marinhos são muito mais elevadas do que o captado pelos ecossistemas terrestres. Trata-se, por isso, de uma solução de base natural para as alterações climáticas.

A capacidade de capturar e armazenar grandes quantidades de carbono por parte dos ecossistemas marinhos deve-se às suas taxas elevadas de fotossíntese (que absorve CO2 produzindo matéria orgânica) e à capacidade dos seus sedimentos de fazerem uma decomposição da matéria orgânica muito lenta e limitarem a produção e emissão de CO2 de volta para a atmosfera.

Apesar de ocuparem áreas muito menores do que as ocupadas pelas florestas terrestres do planeta, sequestram carbono a uma taxa muito mais rápida (pelo menos oito vezes mais) que fica retido nos sedimentos por centenas (ou mesmo milhares) de anos, o que lhes confere um enorme potencial para mitigar as alterações climáticas.

Estes ecossistemas servem ainda de zona-tampão para os impactos das tempestades costeiras – diminuem o risco de inundações, contribuem para a qualidade da água e servem de suporte de biodiversidade, por exemplo – atuando assim como uma solução de elevado impacto para a adaptação das alterações climáticas.

Porém, as próprias alterações climáticas estão a afetar estes ecossistemas. Eventos climáticos extremos, a subida do nível do mar ou o aumento da temperatura podem danificar os sistemas, levando a que uma enorme quantidade de carbono retido seja emitida de volta à atmosfera, pelo que o restauro destes ecossistemas é urgente e imprescindível.

Direção do SE ouvida em sede de Comissão de Administração Pública, Ordenamento do Território e Poder Local
A direção do Sindicato dos Enfermeiros – SE é ouvida amanhã, dia 8 de junho, a partir das 14 horas, em sede de Comissão de...

Na petição lançada pelo dirigente do SE, Eduardo Bernardino, é recordado que “com a pandemia de COVID-19, desde março de 2020 veio confirmar-se o que já se sabia: os Enfermeiros são uma profissão de desgaste rápido e de alto risco”. De tal forma que, salienta Pedro Costa, “o Governo sentiu necessidade de criar um subsídio extraordinário e temporário pelos riscos das funções exercidas e, ainda, por toda a dedicação em prol do outro, em detrimento da própria família. Infelizmente, este reconhecimento não teve continuidade no tempo e a verdade é que os enfermeiros ainda têm muitos dos seus problemas profissionais por resolver, faltam soluções condignas e que valorizem da profissão”, frisa o presidente do SE.

Pedro Costa salienta que os enfermeiros trabalham maioritariamente por turnos, 24 horas por dia, 7 dias por semana, em contextos de grande complexidade, lidando com o sofrimento humano ininterruptamente, “quase sempre em contextos de escassez de profissionais, aumentando a pressão colocada sobre cada enfermeiro, obrigado a desempenhar mais e mais funções, a ter a seu cargo um número excessivo de doentes face ao que devia ser a realidade”, explica ainda o presidente do SE.

Um dos reflexos da crescente pressão na enfermagem portuguesa, reafirma o dirigente do Sindicato dos Enfermeiros – SE, é o aumento exponencial do burnout e consequente incremento da taxa de absentismo na profissão, “o que obriga, muitas vezes, a jornadas de trabalho de mais de 16 horas para suprir as necessidades dos doentes”.

Por tudo isto, o Sindicato dos Enfermeiros vai reafirmar no Parlamento a necessidade de rever o regime de aposentação dos enfermeiros.

Circuito do medicamento
É já amanhã que a Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, a convite da ADIFA – Associação de Distribuidores Farmacêuticos,...

Será acompanhada nesta visita pelo Presidente da ADIFA, Nuno Flora, e pelos responsáveis da empresa, com o objetivo de testemunhar in loco as operações da distribuição farmacêutica no nosso país. 

Durante a pandemia da COVID-19 os distribuidores farmacêuticos foram parte fundamental da resposta, permitindo o acesso a equipamentos de proteção individual, álcool gel, testes rápidos, para além do abastecimento ininterrupto e equitativo de medicamentos e vacinas em todo o território nacional.

Neste encontro serão apresentadas as mais modernas e eficientes soluções de armazenamento de medicamentos e produtos de saúde e outras soluções que garantem a segurança no transporte e abastecimento de produtos farmacêuticos às farmácias, hospitais e outras unidades de saúde.

Estará em destaque a intervenção dos distribuidores farmacêuticos de serviço completo no circuito do medicamento em Portugal, bem como a sua participação em variados projetos de Saúde Pública em parceria com o SNS e o reforço do seu papel como infraestruturas críticas que prestam um serviço público essencial.

 

Reconhecimento da carreira científica e da atividade de investigação clínica de José Cunha-Vaz
José Cunha-Vaz, Presidente Honorário da ABILI - Associação para Investigação Biomédica e Inovação em Luz e Imagem vai ser...

A Medalha Arnall Patz pretende distinguir contribuições notáveis no estudo das Doenças Vasculares Retinianas. A cerimónia irá ter lugar durante o 45º Congresso da Macula Society.

Esta distinção é o reconhecimento da carreira científica e da atividade de investigação clínica de José Cunha-Vaz, patente nas suas inovadoras contribuições, que ao longo dos anos muito têm contribuído para o conhecimento e tratamento das doenças da retina, e mais particularmente da retinopatia diabética, uma das principais causas de cegueira tal como a degenerescência macular relacionada com a idade.

"É com grande satisfação e honra que recebo esta distinção. A Medalha Arnall Patz é o reconhecimento do valor do trabalho que venho desenvolvendo ao longo da minha carreira, e dos contributos para a inovação no campo da ciência médica da retina por nós realizados, e é testemunha além do mais a qualidade da investigação científica que se faz em Portugal" afirma José Cunha-Vaz.

José Cunha-Vaz é um reputado médico oftalmologista, investigador, Professor Emérito de Oftalmologia na Universidade de Coimbra e um dos mais consagrados especialistas mundiais na investigação e tratamento das doenças da retina.

Tem um vasto e longo percurso profissional, no qual se destacam os seguintes marcos: em 1966 caracterizou em Londres, pela primeira vez, a Barreira Hemato-Retiniana e descreveu a existência de junções interendoteliais nos vasos da retina.

Em 1975 iniciou em Coimbra a fluorometria do vítreo, método que desenvolveu mais tarde nos EUA, aquando da sua permanência como Professor na Universidade de Illinois em Chicago, onde esteve até 1986.

Posteriormente, veio a desenvolver o Retmarker, método de caracterização da progressão da retinopatia diabética e o OCT-Leakage, novo método de identificação precoce do edema da retina.

 

 

 

Aumento de 20% em custos energéticos
– No seguimento do aumento sucessivo dos preços de energia – gás natural, eletricidade e principalmente dos combustíveis, com...

Entre as medidas propostas incluem-se o acesso a gasóleo profissional, a majoração na dedução dos gastos com combustíveis, o reembolso parcial sobre o ISP, a dedutibilidade do IVA no gasóleo, bem como a isenção do pagamento do imposto único de circulação das viaturas afetas à atividade da distribuição farmacêutica.

Recorde-se que, desde o início do ano, as empresas de distribuição farmacêutica de serviço completo registaram um aumento de 20% em custos energéticos. Acresce que a distribuição de medicamentos consiste num setor extremamente regulado pelo Estado, que fixa administrativamente o preço e a margem destes bens essenciais, limitando a remuneração das empresas de distribuição que se veem forçadas a acomodar os custos crescentes de energia e combustíveis.

Nesse sentido, os distribuidores farmacêuticos têm realizado um inequívoco esforço para continuar a assegurar diariamente o fornecimento atempado e adequado de medicamentos e outras tecnologias de saúde em qualquer região do território nacional. Contudo, os impactos económico-financeiros que resultam destes aumentos estão a agravar-se em função da evolução do atual contexto de crise energética.

Esta situação, a manter-se, traduz-se numa ameaça real ao normal funcionamento do circuito de abastecimento de medicamentos em Portugal e, consequentemente, da acessibilidade das populações a produtos de saúde essenciais ao seu bem-estar e recuperação de doença.

Como tal, entende a ADIFA que estas medidas devem ser aplicadas de forma imediata para que os distribuidores consigam manter o nível de serviço das suas operações de armazenamento e distribuição de medicamentos.

 

Affinivax é pioneira no desenvolvimento de uma nova classe de vacinas
A GSK assinou um acordo definitivo para adquirir a Affinivax, Inc. (Affinivax), uma biofarmacêutica sediada em Cambridge ...

A doença pneumocócica inclui a pneumonia, meningite, infeções da corrente sanguínea e outras patologias menos graves, como sinusite e otite, continuando a ser uma necessidade médica não atendida, apesar das vacinas pneumocócicas atualmente disponíveis, dada a existência de diferentes serotipos pneumocócicos. O número de serotipos nas vacinas atuais é limitado, devido ao grau de interferência imunológica observado ao utilizar as tecnologias de conjugação existentes.

A Affinivax desenvolveu o Sistema de Apresentação de Múltiplos Antigénios (MAPS), uma nova tecnologia que suporta uma maior valência do que as tecnologias convencionais de conjugação, permitindo uma cobertura mais ampla contra serotipos pneumocócicos predominantes e potencialmente criando uma imunogenicidade mais elevada do que as vacinas atuais. O candidato mais avançado da vacina de Affinivax (AFX3772) inclui 24 polissacarídeos pneumocócicos mais duas proteínas pneumocócicas conservadas (face aos 20 serotipos em vacinas atualmente aprovadas). O candidato a vacina pneumocócica 30+ valente também está em desenvolvimento pré-clínico.

"A proposta de aquisição fortalece ainda mais o nosso pipeline de I&D em vacinas, fornece acesso a uma nova e potencialmente disruptiva tecnologia e amplia a pegada científica da GSK. Estamos entusiasmados por começar a trabalhar com as pessoas talentosas da Affinivax e combinar as nossas capacidades de desenvolvimento, produção e comercialização para disponibilizar esta nova tecnologia a quem dela necessita", afirmou Hal Barron, Diretor Científico e Presidente de I&D da GSK.

Nos ensaios clínicos de fase I/II em adultos, AFX3772 foi bem tolerado nos participantes e demonstrou boas respostas imunitárias, em comparação com o atual standard of care. Em julho de 2021, a Food and Drug Administration (FDA), dos EUA, concedeu a designação de Terapia Inovadora AFX3772 para prevenção da doença invasiva de S. pneumoniae e pneumonia em adultos com idade superior a 50 anos. Espera-se que os estudos de fase III comecem em breve. Os ensaios clínicos da fase I/II na pediatria estão previstos para o início deste ano.

"A Affinivax cresceu da visão científica e pessoal dos nossos fundadores em impulsionar a inovação na área de vacinas, para terem um impacto significativo na vida das pessoas, tanto nos países desenvolvidos como nos países em desenvolvimento. Nos últimos oito anos, levamos essa visão desde o desenvolvimento inicial da nossa plataforma de vacinas MAPS™, no Hospital Infantil de Boston, para um pipeline de novas vacinas, com o potencial candidato a vacina, em fase de desenvolvimento clínico avançado. Orgulhamo-nos de que a GSK tenha reconhecido os feitos da nossa equipa e estamos confiantes de que a GSK é a nova casa ideal para a nossa plataforma MAPS e para a equipa por detrás do seu sucesso. As capacidades da GSK permitem continuar os avanços com a MAPS para melhorar as vacinas existentes – como é o caso do nosso programa MAPS de vacinas Streptococcus pneumoniae – e desenvolver vacinas que combatam novas doenças infecciosas e resistentes para as quais ainda hoje não existem estratégias de vacinação eficazes disponíveis", afirmou StevenBrugger, CEO da Affinivax, Inc.

24 de junho
A Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL) vai organizar no dia 24 de junho, entre as 9h15 e as 19h00, pelo terceiro ano...

O “Impacto da pandemia nos cuidados a doentes hemato-oncológicos” vai ser um dos temas em destaque, mediante um painel de debate composto por representantes da Direção-Geral de Saúde (DGS), INFARMED e APCL.

Outros temas serão abordados com a intervenção de vários especialistas e doentes convidados, nomeadamente os direitos do doente antes e depois da fase ativa da doença, as necessidades reais dos doentes com cancro do sangue e as terapias celulares em Portugal.

A sessão de abertura das Jornadas ficará a cargo de Carlos Horta e Costa, Vice-Presidente da APCL, e o encerramento será presidido por Manuel Abecasis, Presidente da Associação.

A participação é gratuita, mas requer inscrição que deve ser feita online em: https://apcl.eventkey.pt/Jornadas_APCL_2022.aspx.

A terceira edição das Jornadas Virtuais da APCL conta com o apoio da Abbvie, AMGEN, AstraZeneca, Celgene – A Bristol Myers Squibb Company, Gilead, GSK, Janssen, Kyowa Kirin, Pfizer, Roche, Sanofi Genzyme e Takeda.

 

Guiseppe Procopio será o convidado especial do Meet the Expert
No próximo dia 21 de junho, a MSD Portugal vai promover um Meet the Expert dedicado ao Carcinoma de Células Renais. Nesta...

O convidado especial desta sessão é Guiseppe Procopio, oncologista médico no Istituto Nazionale dei Tumori, em Milão. O especialista é ainda coordenador das Guidelines de Rim da Sociedade de Oncologia Médica Italiana, membro do painel das Guidelines da ESMO para a área de renal, e autor de mais de 250 publicações. Para enriquecer e dinamizar a discussão, o Dr. Guiseppe vai partilhar casos clínicos que mostram como selecionar doentes com risco elevado de recorrência para tratamento adjuvante. 

Nesta sessão, vamos contar também com a participação da Dr.ª Gabriela Sousa, diretora do Serviço de Oncologia Médica do IPO Coimbra, que assumirá o papel de moderadora e ficará responsável por fazer o enquadramento da evolução do tratamento deste carcinoma em Portugal e por introduzir o impacto do tratamento em adjuvância na prática clínica atual.

Este Meet the Expert será o primeiro exclusivamente dedicado ao tratamento adjuvante e pretende reforçar o compromisso da MSD Portugal na promoção da inovação e o seu contributo para a melhoria da qualidade de vida destes doentes, bem como para a formação e atualização de conhecimento por parte dos profissionais de saúde que atuam nesta área da Oncologia.

Para consultar o programa completo e fazer a inscrição no evento, consulte o site: https://bit.ly/3LKDeXN

 

 

Investigação
Equipa científica liderada pela professora Teresa Gonçalves, da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, vai...

O projeto de investigação Mycobiota homeostasis under the regulation of adenosine receptors as pivotal players in obesity, de uma equipa liderada pela investigadora Teresa Gonçalves*, da Faculdade de Medicina de Coimbra, foi o vencedor da 3.ª edição da Bolsa Nacional para Projetos de Investigação, atribuída pela Biocodex Microbiota Foundation. O estudo, financiado com um prémio de 25 mil euros, será desenvolvido ao longo de ano e meio e poderá encontrar novos alvos terapêuticos não só para a obesidade, como para as doenças a ela associadas.  

Segundo a investigadora, há cada vez mais evidências a sustentar que os microrganismos que vivem no nosso intestino (microbiota) contribuem para a nossa saúde. O que não se conhece com maior profundidade é como é regulado este conjunto de microrganismos. “Este projeto pretende descobrir se um dos controladores pode ser o sistema de modulação operado pela adenosina, cuja manipulação controlaria a microbiota intestinal para prevenir ou mitigar a obesidade”, explica. 

Teresa Gonçalves sublinha que a obesidade e as doenças associadas são doenças complexas com causas diversificadas e de difícil tratamento. Para além dos fatores genéticos e pessoais, como a qualidade da alimentação ou o exercício físico, existem outros fatores que podem contribuir para estas patologias. Um desses fatores é a população de microrganismos do intestino – a microbiota intestinal – essencial para definir como processamos os alimentos ingeridos.  

A maioria dos estudos sobre microbiota intestinal têm-se focado nas bactérias do intestino. Já as populações de fungos (micobiota**) que também fazem parte da microbiota intestinal têm sido menos estudadas, embora haja já alguns dados sobre a sua influência em doenças crónicas, como a obesidade, a diabetes ou doenças inflamatórias. “A interação da microbiota com o nosso organismo envolve recetores na superfície das células de cada indivíduo, que podem estar na origem de algumas destas morbilidades. Esta interação pode levar ao agravamento ou, pelo contrário, à melhoria dos sintomas”, refere a investigadora principal do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra e da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra. 

Entre esses recetores estão os recetores de adenosina que, entre outras funções, podem, segundo acredita a equipa científica, ser capazes de controlar a micobiota intestinal no idoso. Os recetores de adenosina (A2A e A2B) são como que sensores que existem em todas as células humanas para identificar sinais de stress ou esforço – a adenosina. Estes recetores têm particular importância no controlo da inflamação, prevenindo o dano excessivo de tecidos. Estes sensores podem também contribuir para o controlo da obesidade.  

“O que iremos definir é o papel destes sensores no processo de inflamação e se, através deles podemos equilibrar a micobiota e, consequentemente, a inflamação. E, desta forma, promover uma normalização do metabolismo intestinal e, ao mesmo tempo, prevenir a obesidade”, esclarece a investigadora. 

O tema escolhido para os projetos candidatos à edição 2021/2022 da Bolsa Nacional para Projetos de Investigação foi a "Microbiota e ABCD – Doença Crónica Baseada na Adiposidade”. Os projetos foram avaliados por um júri independente constituído pelos quatro membros do Comité Científico da Biocodex Microbiota Foundation em Portugal, que escolheram o trabalho da equipa liderada pela investigadora Teresa Gonçalves. 

No ano passado foi vencedor o projeto PRIMING, que tem como objetivo compreender o impacto da obesidade materna na ativação e estimulação do sistema imunitário da criança induzido pela microbiota intestinal ao longo do primeiro ano de vida, da autoria de uma equipa de investigadores do i3S – Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto. Na primeira edição, a Bolsa foi atribuída a uma investigação que visava a identificação de perfis específicos de microbiota e metabolitos que pudessem prever melhores terapêuticas para os doentes com Espondilartrite (SpA) e a Artrite Reumatoide (AR), de dois investigadores da NOVA Medical School | Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa. 

Protocolo tem como objetivo aumentar o conhecimento e partilhar ferramentas e metodologias
A Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP) e a NOVA Medical School (NMS), da Universidade NOVA de Lisboa,...

Entre as iniciativas que podem vir a arrancar no decurso desta sólida parceria, destacam-se a criação de formações pós-graduadas relacionadas com o estudo e o ensino da diabetes, com vista a formar mais e melhores clínicos, capazes de enfrentar os desafios atuais e futuros que a doença traz para o país. Dotar os cuidadores de mais informação e mais ferramentas é também um dos objetivos deste protocolo entre a APDP e a NMS.

“Num momento em que se discutem as novas estratégias para vencer o desafio que a diabetes impõe à sociedade, uma colaboração entre uma escola médica e uma organização da sociedade civil, com reconhecimento internacional do seu modelo de prestação de cuidados, representará uma nova visão para abordar as doenças crónicas, das quais a diabetes é um paradigma”, refere João Filipe Raposo, diretor clínico da APDP e docente da Faculdade.

“É uma enorme honra assinar este protocolo com a APDP que tem como objetivo desenvolver mecanismos de cooperação que tornem possível, e promovam, a participação conjunta em atividades de carácter clínico, pedagógico, científico e de investigação. Haverá partilha de conhecimento e de experiências, de ferramentas e de metodologias entre as duas instituições”, revela Helena Canhão, diretora da NMS.

José Manuel Boavida, presidente da APDP, acrescenta que “é um prestígio celebrar um protocolo com uma Faculdade de tão distinta reputação e esta parceria vem estabelecer a participação, colaboração e organização por parte da APDP na Licenciatura em Ciências da Nutrição e no Mestrado Integrado de Medicina, e outros projetos que se poderão vir a desenvolver, nomeadamente no âmbito da colaboração científica entre as duas instituições”.

As atividades a serem desenvolvidas no âmbito deste protocolo serão coordenadas pelo diretor clínico da APDP, João Filipe Raposo, e pela diretora da NMS, Helena Canhão.

Entrevista
De causa desconhecida, a Espondilite Anquilosante afeta sobretudo adultos jovens.

Estima-se que atinja cerca de 0,7% da população portuguesa e que está associada à perda efetiva de dias de trabalho. A Espondilite Anquilosante é uma doença reumática crónica com grande impacto na qualidade de vida dos doentes, mas ainda assim é pouco reconhecida. Começo por lhe perguntar em que consiste a doença e quais as causas que lhe estão associadas?

A espondilite anquilosante (EA) é uma doença reumática inflamatória crónica que se caracteriza pelo envolvimento da coluna vertebral, podendo afetar também outras localizações articulares e extra-articulares. A caraterística principal da EA é presença de sacroiliíte radiográfica, isto é, a presença de alterações estruturais das articulações sacroilíacas (entre o sacro e os ossos ilíacos) identificáveis no RX da bacia. Os acontecimentos que precedem estas alterações são fenómenos inflamatórios na periferia das articulações e que podem ser identificados por ressonância magnética (lesões de edema medular ósseo). Com o passar do tempo, as lesões de sacroiliíte podem evoluir para a fusão completa da articulação. Por outro lado, a doença pode atingir também outros segmentos da coluna (nomeadamente o cervical e lombar). Esse atingimento traduz-se pela formação de calcificações entre os corpos vertebrais (sindesmófitos) que posteriormente podem evoluir para estados mais severos, com a calcificação do ligamento longitudinal anterior (coluna “em bambu”). Este dano tende a acumular-se com a evolução da doença e com as queixas álgicas do doente, mas cursa também com diminuição significativa da mobilidade destes doentes.

As causas da EA são desconhecidas, no entanto reconhece-se o tabagismo como um fator de risco. Sabemos também que existe uma predisposição genética, sendo mais frequente o diagnóstico entre os familiares de doentes, sendo que o gene responsável pela maior parte dessa predisposição é o HLA-B27.

Quais as faixas etárias mais atingidas e quais os principais sintomas?

É uma doença que atinge essencialmente indivíduos jovens, sendo que o seu diagnóstico em indivíduos cujos sintomas começaram depois dos 45 anos, apesar de não ser impossível, é bastante raro. Assim, devemos estar especialmente atentos para esta entidade em indivíduos em que a lombalgia crónica tenha dado início em idades entre os 20 e 40 anos.

A sua principal manifestação é a lombalgia (“dor de costas”) crónica (duração superior a 3 meses) e de ritmo inflamatório. Com isto queremos dizer que a lombalgia está presente logo de manhã, ainda antes de existir qualquer esforço físico, podendo despertar o doente durante a noite, não melhorando com o repouso e, surpreendentemente, podendo melhorar com os movimentos. A rigidez matinal prolongada que a pode acompanhar é também frequente. A associação com outros sinais e sintomas periféricos como artrite, entesite e dactilite é também característico. Os doentes apresentam níveis de fadiga, perda de capacidade funcional para as suas atividades de vida diária e prejuízo da sua atividade laboral bastante importantes, mesmo em fases muito precoces da doença. Na doença mais evoluída, a perda de mobilidade da coluna vertebral e das articulações afetadas é também uma componente importante de perda de qualidade de vida.

O que distingue a dor que atinge estes doentes de uma simples dor de costas?

A lombalgia (“dor de costas”) mais frequente na população geral é a considerada lombalgia mecânica, isto é, uma lombalgia que tipicamente se agrava com o movimento, melhora com a adoção de uma posição mais confortável em repouso, é mais intensa ao final do dia e raramente se acompanha de rigidez matinal prolongada.

A lombalgia da EA é tipicamente inflamatória, com as características descritas no ponto 2: pior de manhã, não melhora com o repouso, acorda o doente durante a noite, não apresenta alívio com adoção de posição antiálgica e é geralmente acompanhada de rigidez matinal prolongada.

Para além da região lombar que outras partes do corpo podem ser afetadas por esta doença?

Além da lombalgia, estes doentes podem também apresentar dor pelo atingimento de localizações articulares e periarticulares periféricas, nomeadamente com fenómenos de artrite (tipicamente atingindo de forma assimétrica algumas articulações dos membros inferiores), entesite (inflamação de enteses, isto é, localizações onde tendões se inserem num determinado osso) e dactilite (ou “dedo em salsicha”, inflamação generalizada envolvendo articulação, tendões e tecido conjuntivo de um determinado dedo).

Além das manifestações articulares, esta doença pode ter também as chamadas manifestações extra-articulares, das quais destacamos: uveíte anterior (inflamação da câmara anterior do olho, traduzida habitualmente por episódio de “olho vermelho” doloroso) e inflamação inespecífica da parede intestinal. As manifestações que caraterizam a EA podem estar também presentes noutras doenças como a doença inflamatória intestinal (doença de Crohn e colite ulcerosa) e a artrite psoriática. Nesses casos, essas manifestações típicas da EA (como a sacroiliíte) são consideradas como parte do atingimento axial do qual essas doenças se podem acompanhar.

Além da dor, que outros sintomas podem acompanhar o quadro da espondilite anquilosante? Que patologias podem surgir associadas a esta doença?

Além das manifestações articulares e extra-articulares acima referidas, estes doentes têm também um conjunto de comorbilidades associadas. Um estudo recente internacional que juntou 3984 doentes demonstrou que as principais comorbilidades que afetam estes doentes são a osteoporose (13%) e a úlcera gastroduodenal (11%). Esta população apresenta também uma prevalência importante de fatores de risco cardiovascular, nomeadamente hipertensão arterial, tabagismo e dislipidémia.

Como é feito o seu diagnóstico?

Em doentes com lombalgia crónica, isto é, lombalgia com pelo menos 3 meses de duração, principalmente se iniciada antes dos 45 anos de idade, importa realizar um inquérito sistemático e exame objetivo minucioso para investigar a possível presença de outros achados associados a EA (que foram já descritos neste documento). O diagnóstico de EA é estabelecido se um doente, com achados típicos da doença, apresentar no RX da bacia alterações suficientes para ser definida uma sacroiliíte de acordo com os critérios de Nova Iorque modificados (estes critérios avaliam o grau de esclerose, estreitamento ou alargamento do espaço articular e erosões dessas artiulações). De referir também que hoje em dia, nos doentes que ainda não apresentam critérios de sacroiliíte radiográfica, é possível realizar o diagnóstico de espondilartrite axial não radiográfica (com base nos achados da ressonância magnética e /ou no estudo do genético – HLA-B27).

Sendo que esta doença apresenta uma evolução variável (em alguns casos a sua progressão é mais lenta, noutros mais rápida), quais as principais complicações associadas à doença?

As principais manifestações da doença são a dor, deformação, perda de mobilidade e manifestações extra-articulares, além das comorbilidades associadas e já referidas acima. Estas manifestações geram diminuição da função física dos doentes com consequente perda de produtividade laboral e de qualidade de vida.

Como se trata a espondilite anquilosante? Qual a importância, por exemplo, dos medicamentos biológicos (quais os principais benefícios destes fármacos)?

O tratamento destes doentes deve ser individualizado e está assente em dois grandes pilares: o tratamento farmacológico e o não farmacológico. O primeiro consiste essencialmente no uso de fármacos anti-inflamatórios que felizmente são eficazes na maioria dos doentes. É possível inclusivamente que induzam períodos de remissão prolongados em alguns deles. Estes fármacos já demostraram inclusivamente terem efeito benéfico na diminuição da progressão da doença.

Quando estas terapêuticas mais convencionais não proporcionam resposta satisfatória, causam efeitos secundários ou se apresentam como contraindicadas passa a ser necessário recorrer a fármacos biotecnológicos. Esta opção abre novos horizontes para esta população na medida em que tem a capacidade de poder mudar significativamente a evolução da doença, melhorando sobremaneira a qualidade de vida destes doentes.

O tratamento não farmacológico deve ser transversal a todos os doentes. A recomendação para hábitos de vida saudável, nomeadamente a evicção tabágica, alimentação equilibrada e a prática regular de exercício são de extrema relevância. Deve ser dada preferência aos exercícios que reforcem a musculatura da coluna e que promovam uma maior mobilidade articular. O Reumatologista tem um papel fundamental neste processo dada a experiência acumulada na abordagem a estes doentes e no manuseamento destes fármacos.

Após diagnóstico, quais os principais cuidados que o doente deve ter?

Após o diagnóstico o doente deve manter um estilo de vida saudável, com uma dieta adequada, exercício adaptado e controlo dos fatores de risco cardiovascular. O seguimento no Reumatologista é indispensável para monitorização da doença e ajuste terapêutico. O apoio do médico de Medicina Geral e Familiar é também extremamente importante, não só para complementar as orientações relativas à doença reumática, mas também para manter o seguimento e rastreio das restantes comorbilidades destes doentes.

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Quem vive com VIH e se encontra em tratamento, não transmite a doença
No âmbito do 30º aniversário, que se assinala a 5 de junho, a Associação Abraço apresenta uma campanha de impacto dirigida à...

Esta iniciativa pretende mostrar a realidade atual do VIH e relembrar e sensibilizar a sociedade da importância do rastreio ao VIH e outras IST. A campanha apela a que todos se envolvam e se sintam responsáveis por mudar a história do VIH no sentido de compreenderem que as pessoas com VIH têm hábitos e vidas normais.

A campanha será apresentada hoje em Lisboa, será constituída por spots de vídeo para televisão bem como outdoors e mupis que serão divulgados em várias cidades do País.

Uma campanha realizada pela Abraço em parceria com a agência Coming Soon e que estará igualmente nas redes sociais. “Com a evolução dos tempos, o VIH mudou e em 2022, as pessoas que vivem com VIH vivem vidas normais”, assume Cristina Sousa, presidente da Associação.

“Nestes últimos 30 anos, a Abraço precisou reinventar-se diariamente para acompanhar este processo evolutivo, mas atualmente o VIH é considerado uma doença crónica, onde a própria medicação evoluiu e nós, enquanto associação, estivemos juntos em todos esses passos, sempre a cuidar de quem mais precisa”.

Está na altura de a sociedade em geral ajudar a passar a mensagem de que quem vive com VIH e se encontra em tratamento, não transmite a doença. Se a sociedade estiver massivamente informada que tratamento= Indetetável = intransmissível existirá menos preconceito e discriminação associados a quem vive com a doença.

Desde cedo que a Abraço assume um papel importante na literacia em saúde em termos de prevenção, rastreio, ligação aos cuidados de saúde e adesão ao tratamento.

Com delegações em Lisboa, Setúbal, Aveiro, Porto, Braga e Funchal, a Associação de Apoio a Pessoas com VIH/SIDA é uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) com fins de saúde que desenvolve o seu trabalho na área da prestação de apoio a pessoas infetadas e afetadas pelo VIH/SIDA, Hepatites Víricas e outras IST.

 

Investigação
Geralmente, assume-se que o cérebro comprime informações para processar, de forma eficiente, o fluxo contínuo de dados...

Se viveu a sua infância durante os anos 80, ou é fã de videojogos retro, certamente deve lembrar-se do Frogger. E como era desafiante. Para ganhar o jogo, primeiro tínhamos de sobreviver a uma torrente de tráfego intenso, apenas para depois ter de escapar com vida ziguezagueando por entre troncos de madeira que vinham na nossa direção em alta velocidade. Como é que o cérebro sabe no que se deve focar no meio de toda aquela confusão?

Um estudo publicado ontem na revista científica Nature Neuroscience apresenta uma possível resposta para esta questão: compressão de dados. "Ao comprimir as representações do mundo externo estamos como que a eliminar toda a informação irrelevante e a adotar uma 'visão de túnel', temporária, sobre a situação", disse um dos autores séniores do estudo, Christian Machens, Investigador Principal do laboratório de Neurociência Teórica da Fundação Champalimaud, em Portugal. "

A ideia de que o cérebro maximiza o desempenho enquanto minimiza o custo usando a compressão de dados é comummente apresentada em estudos de processamento sensorial. No entanto, nunca foi realmente analisada em funções cognitivas", disse o autor sénior Joe Paton, diretor do Programa de Neurociência da Champalimaud Research. “Usando uma combinação de técnicas experimentais e computacionais, demonstrámos que esse mesmo princípio se estende a uma gama muito mais ampla de funções, do que anteriormente se pensava”.

Nas suas experiências, os investigadores usaram um paradigma de tempo. Em cada experiência, os ratinhos tinham que determinar se dois sons eram emitidos num intervalo maior ou menor do que 1,5 segundos. Enquanto isso, os investigadores registaram a atividade dos neurónios dopaminérgicos no seu cérebro, enquanto os ratinhos realizavam a tarefa.

"É sabido que os neurónios dopaminérgicos desempenham um papel fundamental na aprendizagem do valor das ações", explicou Machens. “Então, se o ratinho estima erradamente a duração do intervalo num determinado teste, a atividade desses neurónios produz um 'erro de previsão' que vai depois ajudar a melhorar o desempenho em testes futuros”.

Asma Motiwala, a primeira autora do estudo, desenvolveu vários modelos computacionais de aprendizagem por reforço e testou qual seria o melhor para registar não apenas a atividade dos neurónios, mas também o comportamento dos animais. Os modelos partilhavam alguns princípios comuns, mas diferiam na forma como representavam as informações que poderiam ser relevantes para a execução da tarefa.

A equipa de investigadores descobriu que apenas os modelos que representavam a tarefa de forma comprimida conseguiam explicar os dados. "O cérebro parece eliminar todas as informações irrelevantes. Curiosamente, parece também descartar algumas informações relevantes, mas não o suficiente para afetar, de forma considerável, a recompensa que o ratinho efetivamente recebe. Ele sabe claramente como ter sucesso neste jogo", disse Machens.

Curiosamente, o tipo de informação representada não era apenas sobre as variáveis da tarefa em si. Registou também as próprias ações do ratinho. "Trabalhos anteriores concentraram-se nas características do ambiente, independentemente do comportamento do indivíduo. Mas agora descobrimos que apenas representações comprimidas, que dependem das ações do animal, explicam os dados na sua totalidade. De facto, o nosso estudo é o primeiro a mostrar que a forma como as representações do mundo externo são aprendidas, especialmente em circunstâncias mais exigentes como é o caso desta tarefa, podem impactar de maneiras pouco usuais a forma como os animais escolhem agir", explicou Motiwala.

Segundo os autores, esta descoberta tem amplas implicações para a Neurociência e também para a Inteligência Artificial. "Embora o cérebro tenha claramente evoluído para processar informações com eficiência, os algoritmos de IA geralmente resolvem problemas mediante abordagens de “força bruta”: utilizando muitos dados e muitos parâmetros. O nosso trabalho fornece um conjunto de princípios com potencial para orientar estudos futuros sobre como as representações internas do mundo podem apoiar o comportamento inteligente no contexto da biologia e da IA", concluiu Paton.

Opinião
A nossa atenção está de novo dirigida para um agente biológico que, proveniente de um reservatório a

O vírus Monkeypox é agora o mais prevalente dos Poxvirus, depois da erradicação total da varíola e de ter cessado a vacinação universal que lhe era dirigida. Ele tem um reservatório animal estrito, roedores e primatas presentes na África Central e Ocidental, que podem transmitir a infeção ao homem, geralmente por mordedura ou contato direto.

É frequente existirem pequenos surtos de infeção humana nesta região de África, e em 2022 já ocorreram alguns surtos, nomeadamente nos Camarões, Nigéria e República Centro Africana, mas não é habitual a sua ocorrência fora deste continente. A identificação de mais de duas centenas de casos, em menos de três semanas, em vários países doutros continentes (incluindo Portugal), alarmou as organizações de saúde que se ocupam da prevenção e vigilância das doenças transmissíveis, que agora procuram identificar rapidamente os casos e estabelecer uma relação epidemiológica entre eles.

A transmissão do vírus Monkeypox entre os humanos pode acontecer por contacto direto, prolongado, da pele ou mucosas com as lesões cutâneas de pessoa infetada, pela partilha de roupas contaminadas ou ainda através das gotículas respiratórias exaladas quando da fase inicial da doença (há então febre, mialgias, cefaleias, astenia, que ocorrem duas a três semanas após a transmissão do vírus), mas o contágio entre os humanos não ocorre com facilidade.

No surto agora identificado, causado pela variante do vírus Monkeypox da África Ocidental (aquela que é responsável pelos casos com menor mortalidade, cerca de 1%), poderá ter ocorrido a exportação simultânea de mais de um caso de infeção (originados por vírus com semelhante identidade genómica), o que explicaria a dificuldade em encontrar ligação epidemiológica entre centenas de casos, alguns deles sediados em locais com enorme dispersão geográfica. É também provável que esse movimento tenha decorrido já há algum tempo (meses? após o período de confinamento pandémico?), de modo a justificar o elevado número de casos, agora identificados, e a previsão deste número vir ainda a aumentar de forma significativa.

No atual surto, e provavelmente por razões circunstanciais, os casos têm sido identificados apenas em homens, que têm em comum a realização frequente de viagens e a prática de relações homossexuais, com múltiplos parceiros. Por esse motivo, as características lesões cutâneas (múltiplas vesículas, de conteúdo turvo, acompanhadas de intenso prurido local) têm sido encontradas na pele e mucosas das regiões de contato sexual, três dias após o início dos sintomas gerais, e acompanham-se de aumento dos gânglios linfáticos regionais.

Estando a varíola erradicada, o diagnóstico diferencial desta infeção viral deve ser estabelecido com a varicela, causada por um Herpesvírus, que se apresenta com lesões cutâneas semelhantes, mas menos exuberantes e mais disseminadas, e sem alteração dos gânglios linfáticos regionais; a destrinça é estabelecida com recurso a técnicas laboratoriais (microscopia eletrónica ou a técnica PCR). Na quase totalidade destas infeções o tratamento é apenas sintomático, cursando a cura das lesões em duas a quatro semanas, com escassas complicações.

A vacina contra a varíola tem elevado efeito protetor, cruzado, relativamente à infeção humana pelo vírus Monkeypox, proteção que pode persistir durante mais de vinte anos; no entanto, como esta vacina deixou de ser administrada no final dos anos 70, só os mais velhos poderão estar protegidos… Está ainda por decidir se haverá indicação para ser usada uma das novas vacinas contra a varíola, ainda sem autorização de utilização na União Europeia, e se serão elegíveis aqueles que tiveram contacto estreito, recente, com casos de infeção, e têm maior probabilidade de desenvolver doença grave.

 

 

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Parceria renovada
A OutSystems, empresa portuguesa e líder global de desenvolvimento low-code de alta performance de aplicações, e a Luz Saúde,...

Na apresentação que marcou a assinatura do acordo, Ivo Antão, Chief Information Technology Officer (CITO) da Luz Saúde, destacou a longa ligação entre as duas empresas, iniciada em 2006, com o lançamento do Hospital da Luz Lisboa, projeto que nasceu com o propósito de mudar o paradigma da prestação de cuidados de saúde: “Nessa altura, escolhemos a OutSystems porque partilhamos a mesma forma de pensar e atuar nas nossas áreas de atividade. Em 2019, com a expansão do Hospital da Luz Lisboa e com novas apostas nas áreas de formação médica e investigação, lançámos um novo desafio à OutSystems, que se renova com o passo que hoje estamos a dar”.

Desde assuntos core do hospital, como portais internos para médicos, enfermeiros ou gestão hospital, as aplicações para o utilizador final, como é o caso da app MY LUZ, a Luz Saúde tem na OutSystems

um dos principais parceiros no que toca ao pioneirismo tecnológico e transformação digital que tem ocorrido no grupo ao longo dos últimos anos.

Para o utilizador final, a plataforma MY LUZ, desenvolvida em ambiente OutSystems, conta agora com a integração total da informação existente em dispositivos wearables para um melhor diagnóstico e uma medicina mais próxima, com os dados que comunicam nos dispositivos do utilizador a passarem a integrar a app para partilha com o grupo clínico. Desta forma, o cliente consegue, através de um único ponto, apresentar todo o seu histórico de forma rápida, segura e integrada da sua atividade física e também de saúde. 

Paulo Rosado, CEO da OutSystems, reforça que as duas empresas têm crescido em conjunto, desafiando-se mutuamente: “Tem sido uma honra trabalhar com a Luz Saúde nos últimos 15 anos. Não só estão na vanguarda da inovação na área da saúde, como têm a sua equipa de TI sempre à frente do seu tempo quando se trata de construir soluções inovadoras que permitem manterem-se ágeis e responder às necessidades em constante mudança dos seus pacientes. Temos muito orgulho da nossa pequena parte no seu sucesso e esperamos manter esta parceria nos próximos anos para continuar a ajudá-los a inovar no espaço da saúde”.

 

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