Apresentação dia 31 de janeiro
“Vamos falar sobre Cancro do Ovário?”: é este o nome do evento organizado pela a Associação Movimento Cancro do Ovário e outros...

Em 2020, o cancro do ovário matou mais de 400 mulheres1 e surgiram cerca de 560 novos casos. É o sétimo cancro mais frequente na mulher em todo o mundo, com uma maior incidência na Europa e na América do Norte2. Na semana em que se assinala o Dia Mundial do Cancro (4 de fevereiro), Associações de Doentes, Sociedades Científicas e Profissionais de Saúde, unem-se para a apresentação oficial do Guia “Cancro do Ovário, Como lidar com a doença?”, um manual de apoio a mulheres com cancro do ovário e seus cuidadores, disponível nos websites das Associações de Doentes parceiras. O encontro procura responder às principais dúvidas sobre o cancro do ovário, a partilha de experiências e a sensibilização para a importância do diagnóstico precoce.

“Existe um enorme desconhecimento no que diz respeito ao cancro do ovário, o que tem um impacto enorme em toda a jornada da doença. Para responder a essa necessidade, trabalhamos em conjunto com associações de doentes e profissionais de saúde no sentido de aumentar a informação e sensibilização sobre esta doença oncológica. Essa é a grande génese deste projeto – o guia cancro do ovário – que vamos apresentar no dia 31 de janeiro. Acreditamos que, quer o guia, quer o evento ´Vamos falar sobre cancro do ovário?’, vão ter um papel importante na vida das doentes e dos seus cuidadores, para os apoiar na sua jornada de luta contra esta doença”, refere Neuza Teixeira, Country Medical Manager da GSK.

“Este guia é essencial, porque há uma grande falta de literacia no que diz respeito ao cancro do ovário. Isso ficou comprovado no inquérito que efetuamos e que revela o baixo conhecimento das nossas doentes no que diz respeito a esta doença. É essencial, por isso, aumentar a informação nesta área, em diferentes domínios”, refere Cláudia Fraga, presidente da MOG.

Tamara Milagre, presidente da Evita, acrescenta: “O cancro do ovário continua a ser um dos cancros mais difíceis de diagnosticar em estádios precoces, um facto que impacta negativamente o prognóstico. Esta dificuldade é, também, uma consequência do considerável desconhecimento das próprias mulheres sobre os primeiros sinais, que são facilmente confundíveis com sintomas comuns a outras condições. Este guia procura disponibilizar informação completa e simples para as mulheres e as suas famílias.”

As principais necessidades das mulheres com cancro do ovário, dicas práticas e conselhos importantes para todas as fases da doença são alguns dos temas abordados neste guia.

Para assistir à sessão em direto, basta aceder ao website ou Facebook da Máxima, ou ao Facebook da MOG e da Evita.

Enfermeiros têm denunciado centenas de irregularidades na aplicação do Decreto-lei n.º 80-B/2022
O presidente do Sindicato dos Enfermeiros – SE alerta que o Decreto-lei n.º 80-B/2022, referente à contagem de pontos em sede...

“Temos enfermeiros que iniciam funções no mesmo dia, mas em instituições diferentes, e a um foi feita a contagem do ano por inteiro e ao outro não se contou esse ano, por o dia em causa ser no segundo semestre do ano”, explica Pedro Costa, presidente do SE.

Este é apenas um exemplo, entre muitas outras “irregularidades” que têm sido comunicadas ao sindicato, pelo que esta estrutura apela ao Ministério da Saúde que “faça aplicar a lei de forma uniforme, em todas as unidades do Serviço Nacional de Saúde”.

Ao longo dos últimos dois meses, explica Pedro Costa, “o Sindicato dos Enfermeiros recebeu na sua plataforma de denúncias de irregularidades cerca de 600 queixas, algumas referentes a casos incompreensíveis”, tais como o caso de um enfermeiro que, em 2016, passou de um hospital em parceria público-privada para uma entidade pública empresarial e ficou um dia sem contrato, no caso, um domingo, e por tal, um dia impossível para se assinar um contrato. “Assim, deste modo, perdeu a contagem dos pontos referente aos cinco anos anteriores, uma vez que a instituição considera que houve uma interrupção de tempo de serviço de um dia”, diz Pedro Costa.

Mas as situações relatadas ao SE não se esgotam aqui. “Há casos de enfermeiros que, sem qualquer justificação aparente, não viram contabilizados os pontos entre 2008 e 2013, porque tiveram contrato com uma administração regional de Saúde e passaram, de seguida, e sem qualquer dia de interrupção de contrato, para uma Unidade Local de Saúde”, acrescenta Pedro Costa.

Outro caso prende-se com a situação de um enfermeiro a quem a instituição de Saúde, num ofício prévio ao Decreto-lei n.º 80-B/2022, “tinha comunicado um número de pontos muito superior ao que veio a reconhecer depois da publicação desta legislação”.

Para o presidente do Sindicato dos Enfermeiros – SE “é urgente a intervenção do Ministério da Saúde, para que seja definida, de vez, uma uniformização dos critérios que regem a aplicação do Decreto-lei”.

“Não podemos continuar a ter decisões diferentes para situações iguais, entregando ao critério subjetivo de cada entidade de Saúde a aplicação da legislação”, sustenta.

“Após o acordo com o Ministério da Saúde ficou definido que iriamos retomar as negociações num curto espaço de tempo, pois há ainda muita matéria para discutir com o Governo”, recorda Pedro Costa. Admite, no entanto, que “será muito difícil avançar na mesa de negociações sem concretizar a correta aplicação da contagem de pontos para efeitos de avaliação de desempenho”. “Há um sentimento de revolta muito grande entre os enfermeiros, que veem esfumar-se a oportunidade de recuperarem algum do seu tempo de serviço, com repercussões na folha de vencimento, por causa de aplicações dúbias, ou mesmo erradas, do decreto-lei”, sustenta.

Cabe ao Governo, e em particular ao ministro da Saúde, “fazer cumprir o espírito da lei e, também assim, garantir a paz social possível entre os enfermeiros portugueses, que tanto têm dado ao País, em particular nos últimos três anos, em que uma pandemia tanto exigiu de cada um de nós”, conclui Pedro Costa.

Prevenir doenças cerebrovasculares
De acordo com a Organização Mundial do AVC, 90% dos Acidentes Vasculares Cerebrais estão associados
  1. Hipertensão

A tensão arterial elevada afeta cerca de 50% das pessoas em todo o muito e muitas vezes não provoca sintomas visíveis. Danifica as artérias no corpo, criando condições para que se rompam ou sejam formados coágulos, sendo que mais de metade dos AVC estão associados a hipertensão ou pressão arterial elevada. É, por isso, importante medir a pressão arterial e consultar o médico. A tensão arterial é considerada perto de “ótima”, quando os valores são de TAS<120mmHg e TAD<80mmHg.

  1. Baixa atividade física

Um milhão de AVC por ano estão relacionados com a inatividade física. 30 minutos de qualquer atividade que aumente a frequência cardíaca, 5 vezes por semana, pode reduzir o risco de AVC em 25%.

  1. Dieta pobre

A alimentação incorreta está ligada a mais de metade dos AVC, sendo que pequenas mudanças na dieta podem fazer uma grande diferença no que diz respeito ao risco de AVC. Boas escolhas alimentares irão ajudá-lo a manter um peso saudável, reduzir a pressão arterial e diminuir o colesterol, todos fatores de risco para o AVC. A “Dieta Mediterrânica”, com uma forte aposta em alimentos de origem vegetal e pequenas porções de carne e peixe tem benefícios para a saúde e prevenção do AVC.

  1. Peso a mais

O excesso de peso é um dos principais fatores de risco para o AVC, estando ligado a quase um quinto dos casos. Ter peso a mais aumenta o risco de AVC em 22%. Já a obesidade eleva este risco 64%. Isto deve-se ao facto de este fator aumentar o risco de pressão arterial elevada, doenças cardíacas, colesterol alto e diabetes tipo 2, que, consequentemente, contribuem para um maior risco de AVC. Manter um peso saudável ajudará a reduzir este risco.

  1. Fibrilhação auricular

Esta é uma condição caracterizada pelo batimento cardíaco irregular e muitas vezes muito rápido. Se não for tratada, é um importante fator de risco para AVC, uma vez que aumenta cinco vezes a probabilidade de sofrer um. Os AVC causados pela fibrilhação auricular têm maior probabilidade de ser fatais ou causar deficiências graves, mas são extremamente preveníveis.

  1. Fumar

O risco de ter um AVC aumenta substancialmente em fumadores, uma vez que uma pessoa que fuma 20 cigarros por dia está seis vezes mais suscetível a ter um AVC. Deixar de fumar reduz o risco de ter um AVC, mas também outras doenças. O mesmo acontece para quem não é fumador, mas vive com um.

  1. Abuso de álcool

Beber demasiado álcool, regularmente ou não, pode aumentar o risco de AVC. Globalmente, o consumo excessivo de álcool está relacionado com mais de um milhão de AVC todos os anos.

  1. Colesterol elevado

O colesterol é uma substância cerosa, semelhante à gordura, que circula no sangue e pode ser encontrado nos alimentos que comemos, principalmente as gorduras saturadas. A maior parte do colesterol no seu corpo é produzida pelo fígado e transportada pelas lipoproteínas através do sangue. Existem dois tipos de lipoproteína – lipoproteína de baixa densidade (LDL) e alta densidade (HDL). O AVC está ligado a altos níveis de colesterol LDL, que pode ser controlado através de mudanças no estilo de vida e/ou medicamentos. Exames de sangue podem dizer quais são os seus níveis de colesterol e ajudá-lo a geri-los com o seu médico.

  1. Diabetes

Uma em cada cinco pessoas que sofrem um AVC tem diabetes, tendo também uma maior probabilidade de vir a sofrer sequelas face ao resto da população. O AVC e a diabetes partilham muitos fatores de risco, mas a maioria destes podem ser tratados através de mudanças no estilo de vida e/ou medicação. Se tiver diabetes, é importante conversar com o seu médico sobre o risco de AVC.

  1. Depressão e stress

Cerca de um em cada seis AVC estão relacionados com a saúde mental. A depressão e o stress estão associados a um risco quase duas vezes maior de AVC, principalmente em adultos de meia-idade e idosos.

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
22 a 24 de março
Vai ter lugar nos dias 23 e 24 de março de 2023, na Coimbra Business School, o Congresso de Enfermagem Intensiva do Centro...

Trata-se de um evento promovido pela equipa de enfermagem do Serviço de Medicina Intensiva do CHUC com a finalidade de estimular o desenvolvimento do conhecimento científico, promover a partilha, a reflexão e o debate sobre desafios e práticas da enfermagem no cuidado à Pessoa em situação crítica, em contexto de cuidados intensivos.

As mudanças e constrangimentos enfrentados recentemente foram o mote para os enfermeiros redescobrirem os congressos científicos presenciais, pelo que este evento será uma oportunidade única de aprendizagem e também de networking, uma vez que o evento contará com a presença de vários convidados nacionais e estrangeiros.

Uma importante mais-valia, na óptica dos organizadores deste congresso, foi a submissão da candidatura das atividades formativas do congresso ao processo de acreditação e creditação da Ordem dos Enfermeiros, culminando com atribuição de Créditos de Desenvolvimento Profissional (CDP), sendo a certificação garantida pelo Serviço de Formação do CHUC.

Informação mais pormenorizada pode ser consultada na página do congresso em wwww.cemi.pt ou nas páginas de redes sociais @cemi2023, no Facebook e Instagram.

O secretariado do congresso está disponível através do 239 801 009 ou pelo e-mail: [email protected]

 

Fórum Art & Treat 2023 decorre nos dias 10 e 11 de fevereiro
Sem causa inteiramente conhecida, a Esclerose Sistémica (ES) é uma doença reumática autoimune sistémica, que se carateriza por...

Um dos principais sinais de alarme desta doença é a presença de Fenómeno de Raynaud e o edema difuso das mãos e/ou da pele (puffy fingers ou puffy hands). Poderão estar ainda presentes numa fase inicial, outras manifestações como por exemplo, espessamento da pele, dores articulares, distúrbios gastrointestinais ou queixas respiratórias.

O diagnóstico é baseado nas manifestações clínicas apresentadas pelo doente, exames complementares de diagnóstico e pela presença de anticorpos antinucleares e anticorpos específicos no sangue.

Tânia Santiago, médica reumatologista e membro do conselho EUSTAR (Organização Europeia que promove investigação clínica e básica em Esclerose Sistémica) reforça que “o reconhecimento e identificação destas e outras manifestações por um médico reumatologista é essencial para realizar um diagnóstico precoce, e deste modo instituir um tratamento oportuno e melhorar o prognóstico e qualidade de vida destes doentes.”

A esclerose sistémica atinge maioritariamente as mulheres, entre os 25 e os 55 anos e é considerada uma doença rara. Apesar de em Portugal não haver estudos epidemiológicos, estima-se que existam entre 2.500 a 3.000 pessoas com esta doença.

O Fórum Art & Treat 2023 - Curso de Atualização Multidisciplinar em Esclerose Sistémica - irá realizar-se em Coimbra, nos dias 10 e 11 de fevereiro e é dedicado a todos os profissionais de saúde com especial interesse em Esclerose Sistémica.

Ao longo dos dois dias deste curso serão abordados temas como: “Desafios no diagnóstico e preditores de evolução da esclerose sistémica”; “Registos Reuma.pt e EUSTAR: investigação e prática clínica”; “Novas aplicações da Ecografia na Esclerose Sistémica”; “Envolvimento cardíaco: Rastreio, diagnóstico e tratamento”.

Segundo Tânia Santiago, “o reumatologista tem um papel crucial na monitorização destes doentes e como elo central de ligação com as diferentes especialidades que cuidam destes doentes”. Este curso de atualização multidisciplinar espelha precisamente esta dinâmica. "Este evento promete proporcionar um ambiente de partilha e debate multidisciplinar com diversos profissionais de saúde, e representa uma oportunidade de construir uma rede de colaboração entre os vários especialistas dedicados ao cuidado destes doentes.

O Curso de Atualização Multidisciplinar em Esclerose Sistémica pretende fornecer a todos os reumatologistas e internos de reumatologia uma visão crítica e pragmática do estado da arte nas diversas áreas do conhecimento intervenientes na prestação de cuidados médicos aos doentes com esclerose sistémica. 

No curso estão incluídas sessões de atualização, e revisão de assuntos clinicamente relevantes, debate com especialistas das diversas áreas, quanto à utilidade de exames complementares de diagnóstico, bem como um curso prático hands-on de videocapilaroscopia (limitado a 25 participantes).

O evento contará ainda com uma oradora internacional de mérito na área do tratamento de úlceras digitais, a Drª. Begonya Alcacer-Pitarch (Leeds, UK).

A inscrição no curso é obrigatória e o programa pode ser consultado aqui . Inscreva-se através do mail [email protected].

FAST Heroes 112 incentiva-o a não deixar para o próximo ano os cuidados a ter
Com o mês de janeiro a chegar ao fim, está na altura de colocar em prática as resoluções de Ano Novo. A FAST Heroes 112...

“O AVC continua a ser a principal causa de morte em Portugal, sendo que, se vivermos tempo suficiente, uma em cada quatro pessoas vão ter um. Existem alguns fatores de risco que, ao acumularem-se, aumentam a probabilidade de a pessoa ter um AVC a partir dos 55 anos e, em alguns casos, numa idade ainda menor”, alerta Vítor Tedim Cruz, presidente da Sociedade Portuguesa do AVC (SPAVC). Além disto, como acontece na doença de Alzheimer, a probabilidade de uma pessoa ter um AVC depende também do seu “fundo genético”.

É crucial prevenir o AVC antes de acontecer, mas é também importante saber prevenir a repetição. “Em Portugal, cerca de um terço dos AVC são repetições. Quando uma pessoa tem um AVC que não deixou nenhuma sequela, redobra-se a responsabilidade”, aponta o neurologista. Deve perceber-se as causas, de forma a estabelecer a melhor estratégia para impedir a repetição, “através de intervenções farmacológicas, alterações ao estilo de vida e reabilitação”.

Segundo a Organização Mundial do AVC, 90% dos AVC estão associados a 10 fatores de risco preveníveis:

  1. Hipertensão: a tensão arterial elevada afeta cerca de 50% das pessoas em todo o muito e muitas vezes não provoca sintomas visíveis. Danifica as artérias no corpo, criando condições para que se rompam ou sejam formados coágulos, sendo que mais de metade dos AVC estão associados a hipertensão ou pressão arterial elevada. É, por isso, importante medir a pressão arterial e consultar o médico. A tensão arterial é considerada perto de “ótima”, quando os valores são de TAS<120mmHg e TAD<80mmHg.
  2. Baixa atividade física: um milhão de AVC por ano estão relacionados com a inatividade física. 30 minutos de qualquer atividade que aumente a frequência cardíaca, 5 vezes por semana, pode reduzir o risco de AVC em 25%.
  3. Dieta pobre: a alimentação incorreta está ligada a mais de metade dos AVC, sendo que pequenas mudanças na dieta podem fazer uma grande diferença no que diz respeito ao risco de AVC. Boas escolhas alimentares irão ajudá-lo a manter um peso saudável, reduzir a pressão arterial e diminuir o colesterol, todos fatores de risco para o AVC. A “Dieta Mediterrânica”, com uma forte aposta em alimentos de origem vegetal e pequenas porções de carne e peixe tem benefícios para a saúde e prevenção do AVC.
  4. Peso a mais: o excesso de peso é um dos principais fatores de risco para o AVC, estando ligado a quase um quinto dos casos. Ter peso a mais aumenta o risco de AVC em 22%. Já a obesidade eleva este risco 64%. Isto deve-se ao facto de este fator aumentar o risco de pressão arterial elevada, doenças cardíacas, colesterol alto e diabetes tipo 2, que, consequentemente, contribuem para um maior risco de AVC. Manter um peso saudável ajudará a reduzir este risco.
  5. Fibrilhação auricular: esta é uma condição caracterizada pelo batimento cardíaco irregular e muitas vezes muito rápido. Se não for tratada, é um importante fator de risco para AVC, uma vez que aumenta cinco vezes a probabilidade de sofrer um. Os AVC causados pela fibrilhação auricular têm maior probabilidade de ser fatais ou causar deficiências graves, mas são extremamente preveníveis.
  6. Fumar: o risco de ter um AVC aumenta substancialmente em fumadores, uma vez que uma pessoa que fuma 20 cigarros por dia está seis vezes mais suscetível a ter um AVC. Deixar de fumar reduz o risco de ter um AVC, mas também outras doenças. O mesmo acontece para quem não é fumador, mas vive com um.
  7. Abuso de álcool: beber demasiado álcool, regularmente ou não, pode aumentar o risco de AVC. Globalmente, o consumo excessivo de álcool está relacionado com mais de um milhão de AVC todos os anos.
  8. Colesterol elevado: o colesterol é uma substância cerosa, semelhante à gordura, que circula no sangue e pode ser encontrado nos alimentos que comemos, principalmente as gorduras saturadas. A maior parte do colesterol no seu corpo é produzida pelo fígado e transportada pelas lipoproteínas através do sangue. Existem dois tipos de lipoproteína – lipoproteína de baixa densidade (LDL) e alta densidade (HDL). O AVC está ligado a altos níveis de colesterol LDL, que pode ser controlado através de mudanças no estilo de vida e/ou medicamentos. Exames de sangue podem dizer quais são os seus níveis de colesterol e ajudá-lo a geri-los com o seu médico.
  9. Diabetes: uma em cada cinco pessoas que sofrem um AVC tem diabetes, tendo também uma maior probabilidade de vir a sofrer sequelas face ao resto da população. O AVC e a diabetes partilham muitos fatores de risco, mas a maioria destes podem ser tratados através de mudanças no estilo de vida e/ou medicação. Se tiver diabetes, é importante conversar com o seu médico sobre o risco de AVC.
  10. Depressão e stress: cerca de um em cada seis AVC estão relacionados com a saúde mental. A depressão e o stress estão associados a um risco quase duas vezes maior de AVC, principalmente em adultos de meia-idade e idosos.

Em Portugal, a mortalidade por AVC manteve uma tendência decrescente nos últimos anos, mas dados mais recentes mostram que este é um trabalho que não permite descanso, uma vez que a pandemia inverteu a tendência. Além da prevenção, é também crucial aprender a identificar os principais sintomas do AVC e a agir correta e rapidamente caso este seja detetado.

A iniciativa FAST Heroes 112 surge como uma resposta a esta necessidade. Através de recursos educativos interativos gratuitos e com a ajuda dos professores portugueses, tem como objetivo educar crianças entre os 5 e os 9 anos e os seus familiares. Pretende-se, assim, que as crianças adquiram competências práticas para salvar vidas de uma forma envolvente e divertida. Tudo isto enquanto descobrem um pouco mais sobre a importância da empatia e do amor.

Desenvolvida em parceria com o Departamento de Políticas Educativas e Sociais da Universidade da Macedónia, conta com o apoio da Organização Mundial de AVC, da Sociedade Portuguesa do AVC, da Direção-Geral da Educação e da Iniciativa Angels. Além do português, os materiais estão já adaptados para várias línguas. Para participar na campanha, basta ir ao website oficial, em www.fastheroes.com, e registar-se como professor para implementar a iniciativa nas aulas ou inscrever a sua criança.

Inscreva-se e saiba mais aqui.

Distinção
A BebéVida, banco de tecidos e células estaminais, conquistou a distinção de PME Líder 2022, atribuído pelo Instituto de Apoio...

“Recebermos esta distinção novamente é, realmente, motivo de orgulho para nós. Permite-nos perceber que estamos no caminho certo para chegar a mais famílias, continuando a prestar um serviço de excelência aos casais que confiam em nós”, refere Luís Melo, administrador do laboratório sediado no Porto.  

Lançada pelo IAPMEI em 2008, a distinção de PME Líder é atribuída a empresas nacionais que apresentem desempenhos superiores. São companhias que, pelas suas qualidades de desempenho e perfil de risco, se posicionam como motor da economia nacional no setor de atividade em que operam, adotando estratégias de crescimento e liderança competitiva. Reúnem, por isso, condições que lhes conferem credibilidade, notoriedade e confiança junto de clientes, parceiros e banca.  

Nos últimos anos, a BebéVida tem sido reconhecida em vários âmbitos. Em 2022, pela segunda vez, obteve a certificação da SCORING de “TOP 5% Melhores PME de Portugal”, que atesta a solidez económico-financeira das empresas; e, também pelo segundo ano consecutivo, o laboratório foi reconhecido com o Estatuto Inovadora COTEC, distinção que destaca a inovação das empresas, ajudando-as a verem reconhecidos os seus ativos intangíveis.   

Já em 2021, a BebéVida renovou acreditação FACT, a mais completa distinção que um laboratório de criopreservação de células estaminais pode obter a nível mundial.  

 

Oftalmologista explica
A catarata é uma opacificação da lente natural do olho, localizada atrás da íris e da pupila chamada

A catarata é uma condição comum, principalmente em adultos mais idosos. Pode resultar do envelhecimento, mas também de lesões traumática, de determinadas doenças médicas assim como da exposição prologada a radiação ultravioleta. Algumas pessoas nascem com cataratas (congénitas) ou desenvolvem-nas numa idade jovem.

Os sintomas da catarata podem incluir visão turva ou nublada, dificuldade para ver à noite, brilho ou halos ao redor das luzes, visão dupla num olho e alteração da visão das cores (mais amarelado por exemplo) que pode passar despercebida à própria pessoa. Se tiver algum desses sintomas é importante consultar um médico oftalmologista para um exame oftalmológico completo.

A catarata pode ser diagnosticada através de um exame oftalmológico durante o qual o médico oftalmologista usará lentes especiais para examinar o cristalino alem de avaliar a sua acuidade visual e efetuar um exame oftalmológico completo.

Atualmente não há tratamento médico para prevenir ou reverter as cataratas, mas elas podem ser tratadas cirurgicamente. Durante a cirurgia de catarata, o cristalino opaco é removido e substituído por uma lente intraocular (LIO) artificial. Este procedimento é normalmente realizado em ambulatório (não requer internamento hospitalar).

A cirurgia de catarata é considerada um dos procedimentos cirúrgicos mais bem-sucedidos e seguros. A perda de visão associada à catarata é reversível com a cirurgia. De facto, na ausência de outras doenças oculares a recuperação da visão após a cirurgia pode ser total. Geralmente a cirurgia é realizado sob anestesia local e o tempo de recuperação varia, mas a maioria das pessoas consegue retornar às atividades normais em alguns dias.

É importante observar que a cirurgia de catarata não impede o desenvolvimento de outros problemas oculares, como a degenerescência macular da idade (DMI), o glaucoma ou a retinopatia diabética doenças que são causadoras de perda de visão irreversível. Assim, os oftalmológicos regulares continuam a ser importantes para monitorar essas condições também após a cirurgia de catarata.

Em conclusão, a catarata é uma condição comum que atinge em regra os 2 olhos, principalmente em adultos mais velhos, que causa opacificação do cristalino, uma lente natural que temos dentro do olho e que é transparente quando nascemos. Pode causar incluir visão turva ou nublada, dificuldade em ver à noite, brilho ou halos ao redor das luzes e visão dupla num olho. Não há tratamento médico para prevenir ou reverter as cataratas, mas elas podem ser tratadas cirurgicamente. A cirurgia de catarata é considerada um dos procedimentos cirúrgicos mais bem-sucedidos da medicina. É importante consultar um médico oftalmologista regularmente para monitorizar outros problemas oculares, mesmo após a cirurgia de catarata.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Em parceria com a Fundação Portuguesa de Cardiologia
No próximo fim de semana, dias 28 e 29 de janeiro, entre as 10h e as 18h, o Parque Atlântico promove uma ação de rastreios de...

A realização de rastreios cardiovasculares gratuitos tem como objetivo a sensibilização para a adoção de estilos de vida saudáveis e de uma atitude preventiva de doenças cardiovasculares e promover o alerta para possíveis fatores de risco.

Além da vertente educativa, os rastreios cardiovasculares têm por base medições de glicémia, tensão arterial e cálculo do IMC.

 

26 de janeiro
A GS1 Healthcare, uma comunidade internacional aberta e neutra de stakeholders com intervenção no setor da saúde, promove no...

O tema central incide sobre as barreiras que ainda existem nos sistemas informáticos hospitalares e, consequentemente, nos seus processos, equacionando mecanismos de mitigação e superação dessas limitações para que se alcance a melhor solução para a segurança e rastreabilidade dos pacientes.

István Nagy tem vindo a promover a implementação de standards GS1 há mais de 20 anos. O surgimento dos Sistemas de Identificação Única em Dispositivos Médicos (UDI - Unique Device Identification) possibilitou o desenvolvimento de uma estrutura única e global para a identificação de dispositivos médicos que suporta os processos hospitalares, com impacto direto diário no desempenho de milhões de profissionais de saúde, na gestão de recursos e na segurança de pacientes, uma vez que a identificação no registo eletrónico de cada paciente permite melhorar a qualidade e eficiência dos cuidados de saúde.

A GS1 Healthcare é uma comunidade internacional de stakeholders com intervenção no setor da saúde que integra a GS1. Instituída em 2005, esta comunidade aberta e neutra lidera a implementação e desenvolvimento do Sistema de Standards GS1, melhorando a seguranca dos doentes e a eficiência operacional da cadeia de abastecimento.

A participação no evento é gratuita, pelo que todos os interessados devem realizar a sua inscrição aqui.

No mesmo dia, 26 de janeiro, a GS1 Portugal irá também promover, a partir das 10h00, o webinar "Primeiros passos para codificar na Saúde", destinado a profissionais de saúde, para reconhecerem a importância da identificação de produtos segundo os regulamentos em vigor.

 

 

APDP alerta para benefícios do acesso à nova tecnologia
O Instituto Nacional de Excelência em Saúde e Cuidados (NICE) do Reino Unido recomenda que as pessoas com diabetes tipo 1...

A Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP) aplaude a recomendação e sublinha o avanço introduzido por esta tecnologia no tratamento e controlo da diabetes.

“Como aponta o comité do NICE, existem claros benefícios no que diz respeito ao uso desta tecnologia, que, antes de chegar a possibilidade da cura, é a melhor forma de ajudar as pessoas com diabetes tipo 1 a controlar os níveis de glicose no sangue, ganhando uma melhor qualidade de vida.” afirma José Manuel Boavida, Presidente da APDP.

Frisa ainda os benefícios a nível de custos, considerando o impacto na redução de complicações e internamentos e no aumento da esperança média de vida. “Este é o caminho a seguir. As pessoas que vivem com diabetes tipo 1 devem ter acesso ao melhor tratamento possível e o Serviço Nacional de Saúde deve conseguir garantir isso mesmo. Não há dúvidas de que a falta de aposta na inovação tecnológica apenas servirá para aumentar os custos que esta doença acarreta, tanto para as pessoas como para o sistema de saúde.”, remata.

A proposta das recomendações do Nice, em discussão até ao final deste mês, exige agora que o NHS, em nome dos órgãos de saúde, concorde com um preço custo-efetivo para o dispositivo. Atualmente, o custo médio anual desta tecnologia é de cerca de 6.500 euros e mais de 100.000 pessoas são elegíveis para a receber.

Em Portugal, calcula-se que serão cerca de 30.000 as pessoas que vivem com diabetes tipo 1, sendo que este número tem vindo a aumentar consideravelmente nos últimos anos. Deste número, estima-se que um terço terá indicação clínica e escolherá utilizar um Sistema Híbrido de Perfusão Subcutânea Contínua de Insulina (PSCI).

Este “pâncreas artificial” elimina por completo a necessidade de serem realizados testes de picada no dedo e pode prevenir ataques de hipoglicemia e hiperglicemia que coloquem a pessoa com diabetes tipo 1 em risco de vida. Os sistemas híbridos de circuito fechado usam um sensor de monitorização de glicose contínuo que é conectado ao corpo. Ao receber os dados, o sistema calcula a quantidade de insulina que precisa de ser administrada, eliminando a necessidade de introduzir os dados manualmente ou de recorrer a injeções de insulina.

Entre janeiro e dezembro de 2023 na Fundação de Serralves
Janeiro marca o início do Ciclo de Conversas "Alimentar uma causa", uma iniciativa da Fundação de Serralves, que...

A Alimentação, vista de diferentes ângulos, é a protagonista deste ciclo de conversas e, em cada sessão, um tema diferente será explorado sob a perspetiva de áreas de conhecimento como a Neurologia, a Economia, a Sustentabilidade, o Justiça, a Saúde, entre muitas outras. O objetivo é permitir um caminho de reflexão em torno de uma área, que sensibilize para temas da atualidade e que promova uma visão integrada da Alimentação e de como esta afeta não só o nosso corpo, mas também a nossa sociedade.

Para Célia Manaia, vice-presidente da Universidade Católica Portuguesa no Porto, este ciclo de conversas “traz um olhar panorâmico e interdisciplinar sobre o tema Alimentação, indo do bem-estar ao prazer e da inovação tecnológica à sustentabilidade ambiental e social.” “Através de um único tema, criar-se-ão pontes e sinergias que realçam a importância da alimentação na sociedade, desde o impacto no nosso organismo a todas as atividades que lhes estão associadas, designadamente no desenvolvimento económico, ou na geração de emprego”, acrescenta.

O Ciclo de Conversas "Alimentar uma causa", uma iniciativa da Fundação de Serralves, conta com a parceria científica da Universidade Católica Portuguesa no Porto, e vai contemplar a realização de 11 sessões, distribuídas por 11 domingos ao longo do ano. Nestas sessões vão ser abordados os temas: “Como as emoções são influenciadas pelo que comemos” (Patrícia Oliveira e Silva, da Faculdade de Educação e Psicologia); “O vinho é uma coisa simples, ou talvez não” (Tim Hogg, da Escola Superior de Biotecnologia); “Leguminosas sem fronteiras: sustentabilidade e resiliência em tempos de crise” (Marta Vasconcelos, da Escola Superior de Biotecnologia); “Funcionalização dos alimentos e saúde” (Ana Gomes, da Escola Superior de Biotecnologia); “Os cidadãos e o desperdício alimentar: perspetiva jurídica” (Raquel Carvalho, da Escola do Porto da Faculdade de Direito, e Alexandra Afonso Ribeiro do CETRAD-UTAD); “Tendências e escolhas dos consumidores” (Maria João Monteiro, da Escola Superior de Biotecnologia, e de um membro da Portugal Foods); “Alimentação, Nutrição e Bem-estar!” (Marta Correia, da Escola Superior de Biotecnologia); “Economias, agriculturas e segurança alimentar” (Leonardo Costa, da Católica Porto Business School); “Vírus e bactérias (também) tornam alimentos seguros!” (Paula Teixeira, da Escola Superior de Biotecnologia); “O poder de uma embalagem! Mitos e factos” (Fátima Poças, da Escola Superior de Biotecnologia; “Inovação na sustentabilidade e regeneração” (João Pinto, da Católica Porto Business School). As sessões são de entrada livre, mas requerem inscrição prévia.

27 e 28 de janeiro
A Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF), em conjunto com a Asociación Española para el Estudio del Hígado (AEEH)...

Em Portugal, o consumo de bebidas alcoólicas ainda é a principal causa de doença hepática. “A nossa preocupação é manter o assunto sempre vivo. Com a junção das duas associações vamos poder usufruir do conhecimento entre os hepatologistas dos dois países ibéricos, uma vez que os nossos povos têm hábitos muito similares e onde a problemática que vamos discutir nos afeta igualmente. Creio que no final todos os participantes deste meeting sairão muito mais enriquecidos em termos de conhecimentos, para poderem aplicá-los no seu dia a dia”, explica José Presa, presidente da APEF.

E acrescenta: “O consumo do álcool impacta largamente a saúde do fígado. Começa pela acumulação de gordura no fígado, que se chama de esteatose hepática, e se mantivermos os consumos, evolui para formas mais avançadas de doença, como hepatite alcoólica, cirrose hepática e por fim o carcinoma hepatocelular. Metade das mortes ocorrem em indivíduos com menos de 65 anos”.

Para mais informações sobre o Joint Meeting APEF-AEEH On Alcohol-Related Liver Disease: https://apef.com.pt/events/joint-meeting-apef-aeeh-on-alcohol-related-liver-disease/

Segundo os dados do relatório do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD), de 2020, o consumo de álcool é mais elevado por parte dos homens, com 19,5 litros de puro álcool per capita por ano, do que das mulheres, que consomem 5,6 litros.

O estudo demonstra também que em 2020 foram registados 36.799 internamentos hospitalares, com diagnóstico principal e/ou secundário atribuíveis ao consumo de álcool, envolvendo 27.238 indivíduos em Portugal. Os dados referem ainda que, em 2019, morreram 2.507 pessoas por doenças atribuíveis ao álcool, 27% das quais por doenças atribuíveis a doença alcoólica do fígado.

 

Distinções “Escolha do Consumidor” e “Prémio Cinco Estrelas 2023”
A Lusíadas Saúde volta a ser reconhecida como marca de eleição dos portugueses, com a atribuição das distinções “Escolha do...

Os resultados da 11.ª edição da “Escolha do Consumidor” indicam que a Lusíadas Saúde é reconhecida pelos portugueses como a marca líder na sua categoria, tendo obtido uma pontuação de 84,06%. Este processo de seleção contou com cerca de 220.000 avaliações, em que foram analisadas mais de 1.000 marcas. O sistema de avaliação e classificação tem por base a satisfação e aceitação obtidas junto dos consumidores.

A atribuição do “Prémio Cinco Estrelas 2023” é também feita com base na avaliação dos portugueses, tendo por base um sistema de análise que inclui critérios como a satisfação, recomendação, confiança na marca e inovação. Na categoria “Hospitais Privados”, a Lusíadas Saúde atingiu um índice de satisfação global de 77,7%.

“Estes Prémios são atribuídos por quem efetivamente recorre às nossas unidades de saúde, o que é para nós um grande orgulho e, simultaneamente, um estímulo para continuarmos, todos os dias, a fazer mais e melhor. Sabemos que os clientes estão, especialmente neste setor, cada vez mais informados e exigentes, pelo que estas distinções são um reconhecimento do compromisso assumido pelos nossos profissionais com todos os que nos visitam”, afirma Ester Leotte, diretora de marketing da Lusíadas Saúde.

 

Mafra, Valongo, Ourém, Cantanhede e Paços de Ferreira
A Minisom, uma marca Amplifon, abriu no final do ano passado, 4 novos Centros Auditivos em Portugal, nomeadamente em Mafra,...

A empresa, eleita recentemente Escolha do Consumidor pelo 4º ano consecutivo, finaliza assim 2022 com um investimento de meio milhão de euros em 5 novos centros auditivos estrategicamente localizados para responder às necessidades auditivas específicas da população nestes municípios.

Cada centro tem uma dimensão entre 60 a 90 m2, encontrando-se devidamente equipado com a mais recente tecnologia, no que às necessidades auditivas diz respeito, com salas totalmente insonorizadas. Em todos eles estarão disponíveis audiologistas credenciados que farão os necessários exames, reabilitação auditiva e acompanhamento dos clientes.

“A abertura destes novos centros encontra-se perfeitamente em linha com a nossa estratégia de expansão e crescimento em Portugal. Queremos estar cada vez mais perto dos nossos clientes e oferecer-lhes todas as condições para que mantenham a sua saúde auditiva em dia. Os nossos serviços refletem a qualidade do nosso trabalho, graças a uma equipa dedicada e competente que todos os dias, no terreno, chega a quem tem necessidades auditivas. Queremos chegar ainda mais longe e estar mais perto de todos os nossos clientes e potenciais clientes, reforçando o nosso posicionamento de parceiro de confiança”, comenta Pedro Alvarez, Diretor-Geral da Minisom, em Portugal.

Em todos os Centros Auditivos Minisom é possível realizar exames auditivos gratuitos, marcar consultas com audiologistas credenciados, verificar quais os cuidados ao nível da saúde auditiva, e ter acesso a produtos e serviços exclusivos, inovadores e altamente personalizados, para garantir uma solução e experiência diferenciadoras.

 

Saúde Oral
A doença periodontal é a patologia crónica mais prevalente nos humanos de acordo com os dados da Org

Doença Periodontal: o que é?

“A doença periodontal é uma doença inflamatória de caracter crónico de origem multifatorial que causa alterações ao nível do espaço biológico. O espaço biológico representa a união dentogengival compreendida entre a base do sulco gengival e o ápice da crista óssea alveolar. Neste espaço estão incluídos o epitélio juncional e a inserção do tecido conjuntivo”, começa por explicar o especialista.

A causa mais frequente da doença periodontal é a acumulação da placa bacteriana na superfície das paredes dentárias acompanhada pela higiene oral deficiente e inadequada.

A gengivite e periodontite são as duas principais formas de doença periodontal.

Sintomas:

  • Gengivas edemaciadas, avermelhadas e sensíveis
  • Hemorragia à mastigação, á escovagem e de forma espontânea
  • Mau hálito e alterações no gosto
  • Aumento da coroa clínica devido á migração apical da gengiva marginal
  • Aumento da sensibilidade dentária aos estímulos térmicos, doce e ácido
  • Mobilidade e alterações no alinhamento dentário com influência na oclusão dentária
  • Aumento da profundidade de sondagem, sem a migração do epitélio funcional, provocado pelo edema e a inflamação gengival
  • Formação de bolsas devido à migração apical do epitélio funcional

Fatores de risco:

  • Hábitos alimentares
  • Higiene oral insuficiente e inadequada
  • Hábitos alcoólicos e tabagismo, criam dificuldade e reduzem a margem de sucesso da terapêutica
  • Stress e ansiedade
  • Alterações hormonais durante a puberdade, menopausa, gravidez e mesmo durante o período menstrual das senhoras
  • Medicamentos que produzem alterações no fluxo e composição da saliva
  • Doenças imunossupressoras que reduzem a capacidade de resposta e defesa do sistema imunitário
  • Doenças inflamatórias sistémicas crónicas
  • Doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas (exemplo diabetes, deficiência de vitaminas)
  • Fatores genéticos

Tratamento:

“A doença periodontal pode ser tratada no estádio inicial de forma fácil e eficaz com destartarização, curetagem e alisamento radicular. O objetivo é a remoção da placa bacteriana e dos cálculos dentários, criando-se as condições favoráveis para a reparação e regeneração dos tecidos e o aumento da dificuldade e adesão da placa bacteriana à superfície dentária”, explica o dentista.

Nos casos de doença periodontal avançada ou grave “o tratamento inicial da infeção deve iniciar-se com destartarização, curetagem e alisamento radicular, com o objetivo de controlar a progressão da doença, seguindo-se os procedimentos cirúrgicos e terapêutica antibiótica. Recomenda-se a utilização de metronidazol associado à amoxicilina como tratamento sistémico da periodontite, quando existe resistência da flora oral às tetraciclinas”.

Prevenção:

“A higiene oral é fundamental para a manutenção da saúde oral, sendo necessário a escovagem dentária após as refeições, uso do fio e dos escovilhões dentários para a limpeza dos espaços interdentários, raspador de lingual e, por vezes, em alguns casos, o uso regular de um irrigador oral. O uso de colutórios e elixires poderá ser importante para complementar os procedimentos de higiene oral, no entanto, o uso de antibióticos é raro senão mesmo dispensável”, revela o especialista.

 

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
26 de janeiro
O webinar “Primeiros passos para codificar na Saúde” é uma iniciativa da GS1 Portugal, organização neutra, sem fins lucrativos...

Com esta formação, a GS1 Portugal pretende divulgar a importância da identificação de produtos de saúde segundo os Regulamentos em vigor, dando a conhecer as ferramentas de identificação disponíveis e as vantagens do Sistema de Standards GS1 no setor da saúde, nomeadamente a eficiência das operações logísticas e respetiva rastreabilidade.

Assim, além da Introdução ao Sistema de Standards GS1, a sessão assentará em quatro grandes pilares: Requisitos legais para a codificação de produtos de Saúde; Identificação e captação de dados de produtos; Identificação Única em Medicamentos e Dispositivos Médicos e Transformação dos requisitos legais em meios com impacto benéfico no negócio.

Com o intuito de partilhar informação para uma gestão mais eficiente no setor da saúde, esta formação é um estímulo à codificação e rastreabilidade dos produtos. Além disso, serve também para dar a conhecer aos participantes a utilidade dos standards e serviços disponibilizados pela GS1 Portugal a que poderão ter acesso.

Para informação adicional e inscrições nesta formação, por favor aceder ao formulário ou, em alternativa, contactar a GS1 Portugal - [email protected].

 

Projeto “Tryp-to-Brain”
A partir do estudo das necessidades nutricionais de mulheres grávidas, uma equipa da Universidade de Coimbra (UC) está a...

Em concreto, a investigação da Universidade de Coimbra pretende «perceber como é que a disponibilização de triptofano durante a gravidez pode influenciar o aparecimento ou a severidade de sintomas de Transtorno do Espectro Autista, o que irá permitir uma melhor compreensão das relações entre dieta materna, flora intestinal e desenvolvimento cerebral», explica Joana Gonçalves, investigadora do Centro de Imagem Biomédica e Investigação Translacional (CIBIT) do Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde (ICNAS) da UC e coordenadora do projeto.

O triptofano é um aminoácido fundamental para a produção de serotonina (um neurotransmissor que regula o humor, sono, apetite, ritmo cardíaco, temperatura corporal, sensibilidade e funções cognitivas), sendo apenas adquirido através da alimentação, estando presente em produtos como queijo, salmão, frutos secos e ovos. Pode também ser obtido através da suplementação, que deve consumida apenas sob orientação médica 

Até ao momento, estudos laboratoriais com modelos animais já realizados «mostraram a importância da dieta durante a gestação para o desenvolvimento normal do cérebro. De facto, o triptofano parece ter um papel fundamental no cérebro, sendo, no entanto, ainda desconhecido o seu exato papel durante o desenvolvimento gestacional do cérebro», contextualiza a investigadora. «Tendo conhecimento que o triptofano poderá ser fundamental no desenvolvimento de circuitos neuronais funcionais, este estudo poderá servir como prova de conceito para estudos futuros maiores e ensaios clínicos», explica Joana Gonçalves.

Em estudos científicos anteriores, «as doenças do neurodesenvolvimento, tais como Transtorno do Espectro Autista, têm sido associadas a alterações da flora intestinal que poderão resultar de maus hábitos alimentares, como por exemplo o consumo de dietas com alto teor de gordura. Assim, estes comportamentos alimentares durante a gravidez podem representar janelas de risco adicional para deficiências cognitivas», sublinha a investigadora. Neste sentido, com este projeto a equipa da UC pretende deixar «uma melhor compreensão das relações entre dieta materna e desenvolvimento cerebral, o que poderá contribuir para melhorar o tratamento de condições autistas», destaca Joana Gonçalves. A investigadora refere ainda que o projeto «poderá trazer novos conhecimentos sobre as necessidades nutricionais de mulheres grávidas», sublinhando que, no entanto, «devido à discrepância económica existente na sociedade, nem todas as mulheres grávidas terão ao seu dispor alimentos ricos em triptofano, sendo, por isso, importante perceber se a deficiência de triptofano no organismo poderá causar alterações cerebrais na descendência e no desenvolvimento de doenças do neurodesenvolvimento».

O projeto “Tryp-to-Brain” é financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).

 

Primeiro hospital público em Lisboa a disponibilizar tecnologia de navegação 3D
Focado em apostar na melhoria da precisão e segurança das cirurgias ao crânio e coluna, o Serviço de Neurocirurgia do Centro...

Esta é uma tecnologia de navegação que permite obter imagens 3D em tempo real e em vários planos. Permite reduzir a exposição à radiação do doente e profissionais, contribuindo também para o aumento da segurança.

Ao permitir a aquisição de imagem clara e precisa durante os procedimentos, enriquece a informação de que o cirurgião dispõe a cada momento da cirurgia. Facultando uma visão maximizada e melhorada da anatomia local, mesmo em casos mais complexos, como de grandes deformidades da coluna vertebral, possibilita maior rigor, rapidez e segurança e aumenta a precisão na colocação de parafusos e implantes. Diminui as complicações tanto relativamente à coluna (primeiros procedimentos ou de revisão) como ao crânio (epilepsia ou doença de Parkinson), culminando na diminuição dos tempos de internamento e custos associados à cirurgia e no aumento da eficiência do hospital no que diz respeito à gestão de recursos.

Através desta aposta, o CHLO é, no sector público, o pioneiro no seu distrito no que diz respeito a esta tecnologia inovadora para o tratamento de doenças da coluna vertebral e do crânio. Contribui, assim, para uma melhoria significativa destes procedimentos neste hospital, dando aos seus doentes uma maior segurança durante a realização dos mesmos.

 

Volumes I e II
A editora LIDEL apresenta os livros “Raciocínio Clínico em Psiquiatria”, volume I – Principais Entidades Psiquiátricas e Volume...

O raciocínio clínico é um processo importante no desempenho da atividade médica em qualquer especialidade, uma vez que permite o diagnóstico correto do paciente, bem como a possibilidade de delinear a estratégia mais adequada para tratar o problema clínico encontrado. Estas obras abordam, de acordo com os sistemas de classificação mais atuais (CID-11), as principais perturbações psiquiátricas e neuropsiquiátricas, recorrendo a uma abordagem teórica, concisa e sistematizada, complementada com uma componente prática baseada em casos clínicos, para ajudar os médicos e futuros profissionais da área a exercerem esta função corretamente.

O volume I, sobre as principais perturbações psiquiátricas, e o volume II, sobre as entidades neuropsiquiátricas e relacionadas, explicam ao leitor as bases do raciocínio e da decisão clínica, dano ênfase à entrevista psiquiátrica e ao exame do estado mental. As obras incluem diversos casos clínicos que complementam as matérias, demonstrando o percurso a desenvolver perante uma hipótese de diagnóstico. O tratamento farmacológico, estabilizadores de humor, antipsicóticos e antidepressivos são também objeto de capítulo próprio.

 Estas obras, com o apoio científico da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e de Saúde Mental (SPPSM), destinam-se aos médicos de Medicina Geral e Familiar e de outras especialidades que pretendam aprofundar o conhecimento na área da Psiquiatria, a internos de Psiquiatria e a outros profissionais de saúde que procurem ferramentas que lhes permitam sistematizar e organizar o raciocínio clínico necessário na abordagem do doente com patologia psiquiátrica.

“No futuro, este manual servirá de modelo para outros manuais, com informação à mão e bem arrumada e condensada, para fundamentar raciocínios e decisões clínicas; e num futuro próximo como aplicação informática”, escreve Rui Durval, Coordenador do Hospital de Dia Eduardo Luís Cortesão; Diretor do Internato Medico e Diretor da Revista de Psiquiatria no Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa.

 

 

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