Saúde, Beleza e Bem-estar
Catalogado como um superalimento, o gengibre, é cada vez mais, uma presença no nosso dia a dia devid

O Gengibre ou kion é uma planta medicinal tradicionalmente conhecida da família Zingiberaceae, assim como o cardamomo e o açafrão. A sua origem é atribuída aos trópicos, podendo atingir 90 centímetros de altura, embora a parte mais apreciada sejam as raízes. Os especialistas da Atida | Mifarma garantem que apesar do seu sabor picante e estranho pode ser o aliado perfeito para combater inúmeros males como, “dores menstruais, dores de cabeça, náuseas ou constipações típicas da época. No entanto, um dos seus benefícios mais desconhecidos é, o de retardar o envelhecimento e ativar a circulação sanguínea, por isso é fantástico para a pele", diz Reme Navarro, farmacêutica e nutricionista.

  1. Grande aliado contra o envelhecimento

Com o passar do tempo, os sinais de envelhecimento começam a incomodar e o gengibre torna-se o ingrediente natural ideal para prevenir o envelhecimento. Graças aos seus componentes antioxidantes, atrasa o aparecimento de rugas ou linhas de expressão. Além disso, estimula o fluxo sanguíneo para que a pele fique muito mais elástica e firme. “Com o passar dos anos, a pele fica muito exigente e precisa de cuidados especiais de acordo com cada necessidade, por isso a escolha de um bom sérum ou creme hidratante à base de gengibre pode combater as rugas”, afirma a farmacêutica.

Além disso, existem máscaras de gengibre para uma rotina completa, mas também podem ser feitas em casa, combinando ingredientes que dão um plus à pele para deixá-la macia e luminosa. Uma opção de máscara caseira seria misturar gengibre ralado, duas colheres de sal, uma colher de mel e duas colheres de óleo de amêndoa. “Os remédios caseiros funcionam muito bem na maioria das vezes, mas não devemos esquecer que a pele pode ser facilmente irritada, por isso, se utilizar uma máscara caseira de gengibre, é aconselhável experimentá-la pela primeira vez numa pequena área da pele. Depois de aplicar, espere alguns minutos para ver se fica irritada", diz Reme.

  1. Facilita a digestão e favorece a microbiota

Graças ao fato de ativar os movimentos intestinais e a absorção de nutrientes. O seu consumo previne problemas como indigestão ou dispepsia, cujos sintomas mais frequentes são ardor, náuseas, sensação de peso ou dores no estômago.

  1. Ajuda a combater a gripe e a tosse

Reme Navarro destaca, que o gengibre "é diaforético, promove a transpiração e também possui inúmeras propriedades anti-inflamatórias, expetorantes e antitussícas que nos ajudam a reduzir os sintomas do resfriado". Nestes casos, a forma mais comum de consumo é através de infusões ou os tradicionais rebuçados, pois alivia rapidamente dores de garganta e congestão nasal. Além disso, graças ao seu poder anti-inflamatório, melhora a dor de cabeça e dores musculares.

  1. Alivia as náuseas

Reme Navarro, destaca que, entre os usos mais comuns do gengibre está, o alívio de vómitos, náuseas ou tonturas, “especialmente em gravidas”.

  1. Ajuda a manter a linha

O gengibre é benéfico para acelerar o metabolismo e estimular o processo de queima de gordura corporal, favorecendo a eliminação de toxinas. “Não é um complemento milagroso no cuidado com a linha, pois existem mais fatores envolvidos que também devem ser tidos em consideração”, diz Navarro.

Existem inúmeras formas de consumir este alimento, mas entre as mais conhecidas estão os suplementos alimentares, infusões, rebuçados ou diretamente de forma crua, ralada ou cozida.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Para modernizar procedimentos e potenciar resultados clínicos
O Centro Hospitalar Universitário São João (CHUSJ) realizou, no passado dia 30 de janeiro, a sua primeira cirurgia robótica. A...

A implementação da cirurgia robótica permitirá ao CHUSJ um significativo avanço na modernização da sua atividade cirúrgica, assumir-se como um centro de referência na formação de novos cirurgiões e minimizar o risco de erro associado a qualquer intervenção cirúrgica pela uniformização dos procedimentos.

Outra vantagem prende-se com a melhoria dos resultados alcançados por esta tipologia de intervenção, particularmente na doença oncológica, área em que o CHUSJ é centro de referência a nível nacional.

“Na perspetiva do profissional, são várias as vantagens da utilização deste equipamento, um maior conforto ergonómico, maior precisão de movimentos, melhor acesso a áreas anatómicas complexas, o que se traduz em maior complexidade e radicalidade cirúrgica", explica Elisabete Barbosa, Diretora da UAG de Cirurgia.

Na perspetiva do utente, a cirurgia robótica traz uma recuperação mais rápida no pós-operatório (física e funcional), menor tempo de hospitalização e menor necessidade de reintervenções.

As vantagens da utilização deste equipamento apresentam um impacto significativo nos resultados clínicos “associados a uma redução de custos devido à diminuição da estadia hospitalar, da necessidade de internamento em cuidados intensivos, da conversão para cirurgia aberta, das complicações, dos reinternamentos e da necessidade de transfusões de sangue”.

Deste modo, a unidade hospitalar espera uma “evolução gradual da utilização do equipamento pelas diferentes especialidades cirúrgicas, começando pela Urologia, Ginecologia e a Cirurgia Geral, abrangendo mais tarde a Cirurgia Torácica, Obesidade, áreas em que este equipamento já deu claras provas de sucesso”.

 

Técnica avançadas com máxima segurança
Os Serviços de Imagiologia Geral e Neurológica do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte receberam uma profunda renovação...

Ao upgrade dos dois equipamentos de Ressonância Magnética, os serviços de Imagiologia do CHULN juntam a aquisição de duas novas Tomografias Computorizadas, oito equipamentos de Radiologia Convencional - onde se incluem mesas multidiagnóstico, raio-x transportáveis e um aparelho para a sala de trauma da Urgência Central -, três equipamentos de Ecografia e um de Ortopantomografia, radiografia que permite visualizar estruturas da face e da cavidade oral. Uma renovação tecnológica a que se vai juntar ainda durante este primeiro semestre de 2023 um novo aparelho de Osteodensitometria, exame que permite avaliar a densidade óssea.

“Esta renovação tecnológica permite-nos colocar os nossos serviços no século XXI e a trabalhar de acordo com o ‘estado da arte’ na realização da generalidade dos exames imagiológicos diagnósticos e de intervenção necessários aos nossos doentes”, sublinha o Diretor do Serviço de Imagiologia Geral, João Leitão

Em relação às grandes vantagens das atualizações nas ressonâncias magnéticas, as equipas de Imagiologia do CHULN destacam a possibilidade de realização de técnicas avançadas ou o funcionamento total em plataformas digitais, com significativa melhoria da qualidade de imagem. Já em relação às novas Tomografias Computorizadas (TC), os serviços de Imagiologia Geral e Neurológica apontam dois grandes benefícios: a precisão da imagem com elevada segurança para doentes e profissionais, através da utilização de software de “inteligência artificial” que permite manter imagens de alta qualidade com baixa dose de radiação; e segurança na intervenção, com a utilização de software de “orientação” que permite otimizar a precisão na realização de procedimentos de intervenção (como p. ex. em biopsias) orientados por TC, contribuindo igualmente para uma redução da dose de radiação a que o doente é submetido.

A modernização dos equipamentos, explica,  permite o controlo de dose de radiação por utente e a melhoria das condições radiológicas para múltiplos procedimentos, em particular nos blocos operatórios dependentes destas soluções.

“A aquisição e renovação dos equipamentos dos Serviços de Imagiologia vêm abrir no presente uma porta para o futuro. Estamos mais perto de cumprir a missão de exercer a radiologia e a neurorradiologia com a qualidade e a segurança que os doentes requerem e os profissionais merecem”, reforça a diretora do Serviço de Imagiologia Neurológica, Graça Sá.

Já na área da Ecografia, os equipamentos “topo de gama” permitiram um salto qualitativo nas condições de trabalho para os médicos radiologistas, fornecendo-lhes ferramentas da mais elevada tecnologia para um diagnóstico ecográfico mais seguro, adiantam os profissionais.

APIC realiza 12.ª Reunião VaP-APIC’23
A Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC) vai realizar a 12.ª Reunião VaP-APIC, nos dias 16 e 17 de...

“Um novo ano, requer novos desafios. Esta reunião pretende discutir o estado da arte da intervenção valvular percutânea, e promover uma troca de experiências entre profissionais de saúde envolvidos no tratamento da doença valvular cardíaca. Nestes dois dias, contaremos com um programa científico que foi desenvolvido de modo a focar temas dedicados ao diagnóstico e aperfeiçoamento técnico, para que assim se possa melhorar a decisão e abordagem do doente com doença valvular cardíaca”, afirma Joana Delgado Silva, presidente da iniciativa e vogal da Assembleia Geral da APIC.

E acrescenta: “Esta será uma edição que vai ter um componente formativo importante, palestras dedicadas a temas que suscitam mais dúvidas e a visualização de casos clínicos desafiantes. Os painéis de discussão irão ser multidisciplinares e integrados por especialistas de renome nacionais e internacionais das várias áreas da cardiologia ligadas ao diagnóstico e tratamento percutâneo da doença valvular. Acreditamos que vai continuar a ser um momento com oportunidades de aprendizagem únicas”.

Este evento é destinado a todos os profissionais de saúde, bem como estudantes da área da saúde, que tenham interesse nas temáticas da intervenção estrutural valvular.

Para mais informações consulte: https://www.vap-apic.pt/

 

Prevenção de doenças infeciosas
Uma pessoa com cancro está mais suscetível a diversas infeções que podem causar o adiamento de tratamentos ou cirurgias, com...

“As pessoas devem questionar e pedir sempre informação à equipa clínica que as acompanha, médico e/ou enfermeiro, de forma a decidir que vacinas realizar e quando, adaptando o plano vacinal a cada situação particular e minimizando possíveis riscos associados. Estamos no inverno e sendo esta uma altura do ano em que o vírus da gripe circula com mais intensidade, devemo-nos proteger. O mesmo sucede em relação à COVID-19”, alerta Cristina Coelho, sócia fundadora da Careca Power, uma associação que tem como missão apoiar todos aqueles que tiveram diagnóstico de cancro, bem como as suas famílias e amigos, promovendo o sorriso, a esperança e a força nesta fase da vida. 

Em vésperas de mais um Dia Mundial do Cancro, Cristina Coelho, também ela em tratamentos devido a um cancro do pulmão, dá o seu testemunho e faz um apelo público à vacinação, que, não sendo a cura por si só, pode fazer toda a diferença na evolução da doença. “É importante deixar uma mensagem de esperança e de força e frisar que a vacinação é uma forma de prevenção”, explica. 

A infeção, principalmente quando é grave, com necessidade de internamento ou outras complicações associadas, pode atrasar ciclos de quimioterapia ou até mesmo cirurgias. “Um atraso de um mês no tratamento em muitos tipos de cancro pode traduzir-se num aumento do risco de morte entre 6% a 13%”, reforça, por outro lado, Andreia Capela, presidente da Associação de Investigação de Cuidados de Suporte em Oncologia (AICSO) e médica oncologista no Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia – Espinho.  

“A vacinação é um direito universal. Garantir equidade no acesso a este direito deve ser uma prioridade. Profissionais de saúde e utentes mais informados e esclarecidos estarão mais protegidos de infeções que acarretam complicações graves”, acrescenta Andreia Capela. 

A campanha de sensibilização para a vacinação no doente oncológico, à qual se associa a Liga Portuguesa Contra o Cancro e a Associação Careca Power, vai prolongar-se até à Semana Mundial da Vacinação, que se assinala todos os anos em abril. Dinamizada pela AICSO e pela Direção-geral da Saúde (DGS), em parceria com diversas associações e sociedades profissionais na área da Saúde* visa sensibilizar profissionais de saúde e população para a importância, indicações e contraindicações de diferentes vacinas na pessoa com doença oncológica. 

O objetivo é levar as pessoas com diagnóstico de cancro a questionarem as suas equipas de saúde sobre a vacinação e, em simultâneo, incentivar essas equipas a estarem mais atentas a esta temática e a disponibilizarem informação fidedigna sobre a vacinação aos doentes e seus cuidadores. 

Iniciativa do Sindicato dos Enfermeiros é discutida estas 6ª feira
Há muito que os enfermeiros portugueses reivindicam o reconhecimento da sua profissão como sendo de alto risco e desgaste...

O presidente do Sindicato dos Enfermeiros – SE, Pedro Costa, está confiante que os deputados compreendem as motivações do sindicato. Uma convicção que está sustentada no facto de a Petição n.º 310/XVI/3.ª ter dado origem a dois projetos de lei, do Bloco de Esquerda e do Chega, e dois projetos de resolução, do PAN e do PCP.

A recolha de assinaturas, cujo primeiro signatário é o dirigente do SE Eduardo Bernardino, reforça o caráter especial da enfermagem por comparação com outras profissões que também já o são, entre as quais se encontram as forças de segurança. “Diariamente, os enfermeiros estão sujeitos a uma pressão muito grande, exercendo uma profissão com elevada complexidade e onde têm de lidar de forma constante com a doença e até mesmo a morte, além de toda a dificuldade que é lidar com os doentes e a família em momentos de extrema fragilidade”, explica Pedro Costa, presidente do Sindicato dos Enfermeiros.

“Pratica-se um horário de trabalho 24h/24h, sob a forma de turnos diurnos e noturnos, e com consequências físicas e emocionais”, sustenta o presidente do SE. Recordando que “está comprovado, desde 2016, que um em cada cinco enfermeiros se sente em exaustão emocional, a qual se agravou ainda mais com a pandemia”.

Pedro Costa afirma mesmo que, durante a fase mais grave da pandemia, “o Governo acabou por reconhecer, ainda que de forma temporária, as dificuldades inerentes ao exercício da enfermagem, ao criar um subsídio extraordinário e temporário pelos riscos das funções exercidas”. “O problema está no facto de este reconhecimento ser limitado no tempo, quando, na verdade, a nossa profissão é extremamente exigente, todos os dias, com ou sem pandemia”, diz.

A falta de recursos humanos e de equipamentos, bem como as condições muitas vezes inadequadas das instalações físicas, reforçam as dificuldades que os enfermeiros sentem no exercício da profissão e que se reflete, em muitos casos, no abandono da atividade. “Os enfermeiros estão exaustos e desmotivados com toda uma exigência diária que não se reflete, desde logo, nas condições remuneratórias”, acrescenta Pedro Costa.

O presidente do Sindicato dos Enfermeiros espera, por isso, que os deputados reconheçam a urgência de a enfermagem ser considerada uma profissão de alto risco e desgaste rápido, alterando, deste modo, a idade mínima da reforma. “Os deputados têm uma oportunidade quase única de passarem dos atos às ações e trocarem as palmas aos enfermeiros por medidas concretas de valorização da nossa profissão”, conclui Pedro Costa.

Enfarte de miocárdio
Uma equipa de investigadores do Centro de Informática e Sistemas da Universidade de Coimbra (CISUC) da Faculdade de Ciências e...

No decorrer da investigação “GRACE PLUS - Uma abordagem baseada na fusão de dados para melhorar a pontuação GRACE na avaliação de risco da Síndrome Coronária Aguda”, da autoria de Afonso Neto, aluno de doutoramento do Departamento de Engenharia Informática (DEI), de Jorge Henriques e Paulo Gil, investigadores do CISUC e ainda de José Pedro Sousa, médico cardiologista do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), foi possível concluir que existem fatores de risco não contemplados no GRACE, em particular a hemoglobina no momento da admissão, com impacto positivo na melhoria da precisão da avaliação de risco.

«Começámos por investigar formas de adicionar ao modelo Global Registry of Acute Coronary Events (GRACE) novos fatores de risco, identificados pelo nosso parceiro clínico (CHUC), com potencial para melhorar a precisão do prognóstico, tais como a hemoglobina na admissão e marcadores de inflamação», contextualiza Jorge Henriques.

Por outro lado, prossegue o investigador do CISUC, «para manter a interpretabilidade do novo modelo e, por consequência, a sua confiança, percecionada pela equipa clínica, foi definido como requisito adicional manter a forma como na prática clínica o GRACE é utilizado, sendo este sujeito a um fator de correção, considerando a contribuição de novos fatores de risco, daí a justificação de GRACE PLUS».

Segundo a equipa do CISUC, os modelos de avaliação de risco cardiovascular são ferramentas muito úteis para auxiliar o prognóstico de uma série de eventos. O modelo GRACE, bastante utilizado na prática clínica, é atualmente o mais usado em Portugal na avaliação de risco no contexto da síndrome coronária aguda. No entanto, «é um modelo que apresenta algumas limitações, nomeadamente devido à utilização de um número incompleto de variáveis (fatores de risco) no cálculo do prognóstico».

O modelo GRACE pode ser considerado uma ferramenta de prevenção secundária, sendo habitualmente aplicado a pacientes no momento da admissão hospitalar, resultante da ocorrência de um episódio de síndrome coronária aguda (enfarte de miocárdio). O objetivo deste modelo é estimar a probabilidade de morte ou de um novo evento de enfarte de miocárdio num determinado período de tempo, geralmente no mês seguinte ou nos próximos seis meses.

Este modelo baseia-se em oito fatores de risco registados na admissão hospitalar, designadamente idade, frequência cardíaca, pressão arterial sistólica, creatinina, classe Killip, estado de paragem cardíaca, marcadores cardíacos elevados e desvio do segmento ST no eletrocardiograma. «Ao ponderar todos estes fatores, o modelo GRACE gera uma pontuação (score), posteriormente discretizada com vista a fornecer uma categoria de risco, em três classes distintas, nomeadamente, baixo risco, risco intermédio e alto risco», esclarece a equipa de investigadores.

Assim, este estudo focou-se no «desenvolvimento de uma ferramenta baseada em metodologias de fusão de informação e em técnicas de inteligência artificial, que permita melhorar a avaliação do risco cardiovascular e, dessa forma, proporcionar um suporte mais fundamentado à decisão clínica em contexto real sem, no entanto, alterar a forma como essa decisão é atualmente efetuada pelos profissionais», afirma o investigador da FCTUC.

«Através deste mecanismo é possível combinar fontes de informação heterogéneas, neste caso o modelo de risco já existente – GRACE, e o fator de risco adicional – hemoglobina», revela a equipa do CISUC, acrescentando que «esta abordagem permitiu determinar para cada individuo o fator de correção ótimo a adicionar ao GRACE, tendo em conta o valor particular de hemoglobina, de forma a maximizar a precisão de estratificação determinada pelo modelo original».

Para os autores do projeto, «para além da melhoria da caracterização do risco cardiovascular, uma das vantagens adicionais deste estudo consiste em potenciar a aplicação de cuidados de saúde proporcionais ao real risco que o doente apresente no momento da admissão hospitalar, podendo contribuir para uma gestão efetiva de terapêuticas e de recursos humanos», concluem.

O artigo científico, publicado na revista Information Fusion, pode ser consultado aqui: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1566253522001956?via%3Dihub#sec2.

Opinião
A Diabetes Mellitus constitui um grave problema de saúde pública, quer a nível nacional, quer mundia

Ao longo das últimas décadas, em Portugal, à semelhança de outros países a nível mundial, tem sido alvo de uma expressiva transformação demográfica que se caracteriza, entre outros fatores, pelo aumento da longevidade, da população idosa e da diminuição da natalidade e da população jovem (PORDATA, 2022).
Em conformidade com a Federação Internacional da Diabetes Mellitus, este é um dos maiores desafios de saúde do século XXI. Portugal ocupa um lugar de destaque no espaço europeu com maior prevalência de Diabetes em adultos, o que se assume como um problema de saúde prioritário.

Segundo a OMS (2022), no ano de 2019, a Diabetes Mellitus foi a causa direta de 1,5 milhão de mortes e, de todas as mortes por esta doença, 48% ocorreram antes dos 70 anos. 

Portugal é o quinto país da Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) com maior prevalência de Diabetes Mellitus, uma análise resultante do relatório publicado pela mesma organização em 2019, que continua a registar que o país continua a ocupar os lugares cimeiros, com as estimativas a apontarem para 9,8% da população com Diabetes, sendo esta percentagem suplantada pelo México (13,5%), Turquia (11,1%), Estados Unidos (10,8%) e Alemanha (10,4%). Antes do Relatório Health at Glance de 2019, a prevalência da Diabetes na população portuguesa com idades entre os 20 e os 79 anos foi estimada em 13,6%, sendo que ao certo somente 800 mil doentes com diagnóstico de Diabetes estão registados nos Cuidados de Saúde Primários.
Em 2019, Portugal tinha 9,8% de adultos, na faixa etária dos 20 aos 79 anos, com Diabetes Mellitus dos tipos 1 e 2, surgindo atrás da Alemanha (10,4%), o pior país da União Europeia em termos de epidemiologia desta patologia. A média da União Europeia dos 27 foi 6,2%, com a Irlanda (3,2%), a Lituânia (3,8%) e a Estónia (4,2%) a registarem as taxas mais baixas de prevalência de Diabetes Mellitus na população adulta. Estima-se que, para além dos casos de pessoas com diagnóstico de Diabetes, a Pré-diabetes, que pode ser revertida com a terapêutica não farmacológica (alimentação e prática regular de atividade física moderada) na maioria dos países, afeta cerca de 2 milhões de portugueses (OMS, 2020).

A Diabetes Mellitus com o passar dos anos pode provocar várias complicações em diferentes órgãos na pessoa, como nefropatia, retinopatia, doença cardiovascular e doença dos membros inferiores. Sendo por isso considerada uma das mais frequentes causas de morbilidade e mortalidade a nível global, tendo representado em 2019, a nona causa de morte (Veiga, 2020). No entanto, é possível tratar a Diabetes Mellitus e evitar ou retardar as suas consequências através da atividade física e de uma alimentação saudável, aliada a medicamentos e exames regulares.
Assim, sendo e tendo-se em consideração que a profissão de Enfermagem deve ser desenvolvida numa espiral, é importante partir-se do pressuposto que conhecer é transformar o objeto e transformar-se os enfermeiros a si próprios, o que implica ter o desejo de conhecer (Nunes, 2018).

Logo, a enfermagem impõe uma constante atualização de saberes e cabe ao enfermeiro procurar mais e melhor formação que promovam o desenvolvimento e aplicação das suas competências. O enfermeiro deve atualizar os seus conhecimentos de modo a fundamentar a sua ação de forma científica, para que a sua prática seja considerada de excelência e, assim, se traduzir na melhoria da qualidade dos cuidados de saúde á pessoa com Diabetes Mellitus.

Neste contexto, cabe aos profissionais de saúde prestar cuidados com qualidade á pessoa com Diabetes Mellitus, que pode iniciar-se nos cuidados de saúde primários através da intervenção nos fatores de risco; na prevenção secundária, através de um diagnóstico precoce e um tratamento eficaz, até à prevenção terciária, através da reabilitação.  
Em suma, travar a crescente incidência e os seus respetivos custos humanos, sociais e económicos representa um desafio, que passa por programas de prevenção integrados e na literacia em saúde sobre a temática da Diabetes.

Referências Bibliográficas

Nunes, L. (2018). Para uma Epistemologia de Enfermagem 2ª edição. Loures: Lusodidacta.

PORDATA (2022). Estatísticas Sobre Portugal e Europa. Disponível em https://www.pordata.pt/Home

Sistema Nacional de Saúde, Portal Transparência (2022). Morbilidade e Mortalidade Hospitalar para Diabetes. Disponível em

https://transparencia.sns.gov.pt/explore/dataset/morbilidade-e-mortalidade-hospitalar/table/?flg=pt

Veiga, A. (2020). A teoria da resolução dos problemas aplicada a idosos na prevenção da diabetes mellitus tipo 2 para promover a literacia em saúde. Associação Portuguesa de Documentação e Informação de Saúde. Disponível em URI:

http://hdl.handle.net/10400.26/34435

World Health Organization (2018). Diabetes. Disponível em

https://www.who.int/health-topics/diabetes#tab=tab_1

World Health Organization (2020). Noncommunicable diseases progress monitor. ISBN 978-92-4-000140-4. Disponível em

file:///C:/Users/Utilizador/Downloads/9789240000490- eng.pdf

World Health Organization (2022). Diabetes. Disponível em

https://www.who.int/es/news-room/fact-sheets/detail/diabetes

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Quase 2 milhões de euros
Quando tentamos caminhar em linha reta com os olhos fechados, após uns passos desviamo-nos inevitavelmente da trajetória...

Nos últimos anos, Eugenia Chiappe, investigadora principal do Laboratório de Integração Sensório-Motora da Fundação Champalimaud, e a sua equipa, obtiveram resultados preliminares, na mosca-da-fruta, que sugerem que a descrição acima também é válida para o cérebro destes pequenos insetos quando eles tentam caminhar em linha reta. A questão é saber como o seu sistema nervoso consegue fazê-lo. Para estudar este problema de forma mais aprofundada, vão dispor agora, e ao longo de cinco anos, de quase dois milhões de euros de uma Consolidator Grant atribuída pelo ERC (o Concelho Europeu de Investigação Científica).

Esta investigação poderá ter implicações não só em termos da compreensão das bases neurais das perturbações motoras humanas, mas também para a construção de robôs capazes de se deslocar melhor em ambientes imprevisíveis.

Para estudar a locomoção das moscas, a equipa desenvolveu um set up experimental que as coloca num ambiente de realidade virtual no qual podem deslocar-se livremente.

Foi assim que descobriram (na altura, também com financiamento do ERC através de uma Starting Grant) que os movimentos da mosca se organizam de uma determinada maneira quando se trata de explorar um ambiente que desconhece, seja com ou sem luz. Utilizando set up, “Tomás Cruz, então aluno de doutoramento no nosso laboratório, estudou como as moscas se moviam”, explica Chiappe. “E pôde observar que a mosca anda para a frente em linha reta e que, a dada altura, vira, muda de direção.” Chamam a esta ocorrência uma “sacada”. Por outras palavras, a locomoção exploratória da mosca é, nestas condições, uma sequência de linhas retas e de sacadas intercaladas.

Mas há mais: “Descobrimos, em experiências iniciais, que parece existir uma relação entre a direção e a amplitude da sacada e a magnitude e direção do desvio relativamente à linha reta” acumulado até ao momento da sacada, acrescenta. Isso sugere, salienta ainda, que “o cérebro da mosca sabe que o corpo da mosca está a desviar-se, tendo a capacidade de estimar esse desvio, esse erro”. Agora, com a ajuda do novo financiamento, um dos objetivos da equipa é perceber, ao nível neuronal, de onde vem essa capacidade.

A equipa quer também perceber como a mosca decide, com base na estimativa de erro feita pelo seu cérebro, corrigir esse erro virando o corpo de uma determinada maneira.

“Também descobrimos, num outro estudo inicial, que certas populações de neurónios, que recebem sinais da medula espinal do inseto, são cruciais para esse processo de tomada de decisão. Isto porque, quando são silenciados [com métodos genéticos], a relação entre o erro de desvio e a magnitude e direção da sacada seguinte da mosca desaparece”, diz Chiappe.

Os investigadores têm portanto um segundo objetivo: perceber – mais uma vez ao nível neural – como a mosca, depois de integrar a informação fornecida pelo cérebro sobre o desvio de trajetória, toma uma decisão que incide sobre a sua próxima viragem de forma a corrigir esse erro.

“Sabemos muito pouco sobre a forma como os organismos integram a informação proprioceptiva (a propriocepção é a perceção da posição das diversas partes do corpo), a informação visual e a informação vinda de outros sinais internos que têm a ver com a locomoção”, diz Chiappe.

O trabalho não será fácil, porque os processos em causa são complexos e intrincados. Mas a mosca-da-fruta é o modelo experimental ideal, diz Chiappe, e em particular o seu sistema nervoso. Com cerca de 250 mil neurónios (incluindo o cérebro e a medula espinal), o sistema nervoso da mosca é suficientemente compacto e ao mesmo tempo suficientemente complexo. E graças a avanços recentes, pode hoje ser precisa e globalmente mapeado (incluindo as suas ligações), o que permite “dissecar” o seu funcionamento através de técnicas de ponta como a optogenética.

As bolsas do ERC existem desde 2007 e financiam investigação de ponta. As Consolidator Grants são “concebidas para sustentar investigadores principais de excelência numa fase da sua carreira em que podem ainda estar a consolidar a sua própria equipa de investigação ou programa independentes”, lê-se no site da Comissão Europeia.

Edição Norte do Programa de Aceleração em Ciência e Tecnologia BfK Innov@Rise
Apresentação dos projetos que, ao longo de três meses participaram na edição Norte, terão lugar no dia 9 de fevereiro às 14h30,...

Foram três meses de capacitação intensiva com a participação de mentores conceituados. Tudo para que projetos de investigação académica com potencial de negócio, se possam apresentar ao mercado de forma estruturada e convincente. 

Uma plataforma de inteligência artificial ao serviço de doenças neurológicas, um sistema de deteção precoce da doença de Alzheimer, uma solução para diagnóstico de displasia da anca em cães, um ecossistema para auxiliar na toma de medicação, uma alternativa vegetal ao ovo e jogos educativos. Estes são os seis projetos que vão ser apresentados no DemoDay do BfK INNOV@Rise, promovido pela Agência Nacional de Inovação (ANI).

A edição Norte do DemoDay do BfK INNOV@Rise vai dar a conhecer os projetos:

PURR.AI

O processo atual de desenvolvimento de novos fármacos é extremamente longo e dispendioso. Em muitos casos, como o das doenças neurológicas (ex. Alzheimer) ou cancros cerebrais (ex. glioblastoma), o insucesso é multifatorial, levando a situações como a existente, em que não existem fármacos que tratem essas doenças de uma forma eficaz. A PURR.AI usa uma estratégia multiescala holística baseada em dados inteligentes e algoritmos de “deep learning” para simplificar o processo de desenvolvimento de fármacos.

EARLY

Perante a ausência de métodos de diagnóstico precoce da doença de Alzheimer bem como de formas de tratar esta doença, surge a EARLY, uma plataforma de bacteriófagos – vírus que infetam bactérias – para o diagnóstico precoce da doença. 

ClasDAC

Serviço de leitura radiográfica automática para diagnóstico e certificação da Displasia da Anca em cães jovens e adultos, uma doença que tem uma elevada incidência em algumas raças (cerca de 50%), implicando tratamento cirúrgico dispendioso (quatro a sete mil euros). Dar aos veterinários a oportunidade de reagir cedo, para que possam parar a progressão da doença, prevenir o sofrimento dos cães e evitar a eutanásia, é o objetivo desta solução inovadora.

BALVIA

A gestão correta de medicamentos é uma dificuldade que assola milhares de pessoas, sobretudo aquelas que utilizam diariamente grande quantidade e diversidade, como os idosos. Acresce ainda que os serviços de apoio domiciliário acarretam custos elevados, tornando ainda mais complexa a prestação de apoio, o acompanhamento e comunicação com os cuidadores. O Balvia é um ecossistema inovador para apoio na administração de medicamentos, promoção de qualidade de vida, bem-estar e comunicação.

notEggo

No setor agroalimentar, a notEggo vai apresentar uma alternativa vegetal ao ovo, com forma e consistência semelhantes a um ovo de galinha.

Kendir Studios

Na área de gaming, a Kendir Studios desenvolve jogos e ambientes digitais de apoio à aprendizagem e ensino.

45 mil euros para desenvolvimento de protótipos

Os 15 projetos empreendedores receberam acompanhamento de mentores especializados, capacitação intensiva em desenvolvimento de negócio e treino de pitch para impulsionarem a entrada dos projetos no mercado. O BfK INNOV@Rise vai, ainda, atribuir 45 mil euros em prémios monetários — três mil euros por projeto — para o desenvolvimento da prova de conceito/protótipo. 

“A capacitação destes projetos e a transferência do conhecimento para o tecido empresarial é algo, como temos dito em várias ocasiões, essencial para a transição para uma economia mais sustentável, mais resiliente a crises e que permite afirmar Portugal como um país inovador. Este programa é, por isso, muito importante no apoio ao empreendedorismo nacional e a ANI vai continuar a acompanhar estes projetos e a apoiar a sua entrada no mercado, porque acredita no seu potencial de negócio”, afirma João Mendes Borga, administrador da ANI.

O BfK INNOV@Rise está a apoiar mais de 60 empreendedores com projetos académicos que pretendem chegar ao mercado.  A decorrer em todo o país, o programa vai, ainda, dinamizar os DemoDays da edição Alentejo e Centro, a acontecerem nos dias 16 de fevereiro e 23 de março, em Évora e Coimbra, respetivamente.

O BfK INNOV@Rise é promovido no âmbito do Sistema de Apoio a Ações Coletivas - Transferência de Conhecimento Científico e Tecnológico, TECH4INNOV, cofinanciado pela União Europeia através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, enquadrado no Programa Operacional Competitividade e Internacionalização (COMPETE 2020) do Portugal 2020.

 

CEO da CBR Genomics
Ricardo Ribas, ex-maratonista olímpico, revelou este fim de semana ter sido diagnosticado com fibrilhação auricular, um tipo de...

O episódio de saúde de Ricardo Ribas, que o próprio apelidou de “muito assustador”, abre caminho para debater o papel dos exames genéticos na área do desporto. “Embora os testes de rastreio para doenças cardiovasculares em jovens atletas incluam o eletrocardiograma, ecocardiograma e prova de esforço, nenhum estudo genético é realizado no sentido de perceber se o atleta tem predisposição genética para desenvolver doenças cardiovasculares”, começa por explicar Ana Catarina Gomes, CEO da CBR Genomics, startup portuguesa de saúde e tecnologia que presta serviços na área da genética. 

“Entre os jovens atletas, estima-se que 3 em cada 1.000 atletas têm uma doença cardiovascular, não diagnosticada, associada a morte súbita cardíaca. Em pessoas mais jovens, com menos de 40 anos, os casos de morte súbita são normalmente causados por doenças cardíacas hereditárias, como miocardiopatias e canalopatias”, continua. Por isso, “torna-se muito relevante considerar a realização de rastreios genéticos para a prevenção da morte súbita em desportistas, quer porque as tecnologias de estudo do DNA são consistentes e de valor inquestionável, mas também porque estão já disponíveis para os praticantes de desporto — quer amadores, quer profissionais”. 

Para a especialista, “a deteção atempada destas alterações genéticas permite implementar ações clínicas efetivas de modo a prevenir ou mitigar o risco de desenvolvimento de doenças severas, ou até de mortes súbitas precoces”. Assim, o estudo do DNA pode abrir uma nova janela de prevenção na saúde dos atletas, já que “cada vez mais estudos científicos mostram que certas doenças cardiovasculares têm causa genética”.  

Atualmente, as doenças cardiovasculares são uma das principais causas de morte em todo o mundo. “Estima-se que cerca de 30% da mortalidade global se deve a doenças cardiovasculares, sendo que, na Europa, cerca de quatro milhões de pessoas morrem anualmente como resultado de uma patologia cardíaca”, conclui.  

 

Diferentes faixas etárias
A hipofosfatemia ligada ao X é uma doença genética, o que significa que é causada por um ou mais gen

Entender o XLH

A hipofosfatemia ligada ao cromossoma X (XLH) é um distúrbio hereditário causado por alterações no gene PHEX, presente no cromossoma X, e que se caracteriza por baixos níveis de fosfato no sangue, pois esta alteração genética impede que os rins processem o fósforo corretamente, conduzindo à sua perda através da urina.

Presente nos ossos, o fósforo é essencial para o desenvolvimento e crescimento normal. Quando presente em baixas quantidades, resulta em enfraquecimento ósseo.

Muito embora a maioria das pessoas herde a mutação ligada ao X de um dos pais, casos há em que a doença surge sem que exista qualquer histórico familiar associado à patologia.

O diagnóstico e os primeiros sintomas

O XLH geralmente é diagnosticado numa idade precoce, quando a criança começa a andar. Não obstante, há casos que apenas só são diagnosticados em idades adultas.

Entre os principais sintomas observados na infância estão:

  • Pernas arqueadas ou joelhos recurvados
  • Pulsos e/ou joelhos aumentados
  • Crescimento retardado ou baixa estatura
  • Marcha "de pato" ou bamboleante
  • Dor óssea, muscular ou nas articulações
  • Formato incomum da cabeça

Já na idade adulta, os doentes podem apresentar sintomas como:

  • Pseudofraturas
  • Osteoartrite
  • Dor e rigidez nas articulações
  • Entesopatia (problemas de ligamentos)
  • Dor óssea
  • Abcessos dentários
  • Problemas de audição
  • Fadiga

Tendo em conta estas características, a clínica pode sugerir o diagnóstico. Para o confirmar é necessária uma avaliação analítica de sangue e de urina. Um marcador de raquitismo é a elevação da fosfatase alcalina. A diminuição de fosfato sanguíneo (hipofosfatémia) com cálcio normal e a eliminação urinária aumentada de fosfato indicam a causa.

A radiologia pode confirmar sinais de raquitismo com as deformidades ósseas dos membros inferiores, alargamento e irregularidade das extremidades dos ossos longos.

Pode-se ainda dosear o FGF23 que está elevado.

O estudo genético com identificação da mutação no gene PHEX é importante, porque identifica o raquitismo como sendo ligado ao X (XLH) e nesta situação pode usar-se uma terapêutica específica.

 

Fontes:

https://rarediseases.info.nih.gov/

https://www.endocrine.org/

https://www.xlhlink.com/

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Nutrição
Atualmente, o acesso à informação é cada vez maior, podendo dificultar a distinção das notícias verd

O açúcar engorda mais do que a gordura

Falso - Um grama de hidratos de carbono (açúcar) fornece quatro quilocalorias, enquanto a mesma quantidade de gorduras proporciona nove quilocalorias.

A gordura tem, portanto, mais do que o dobro de calorias do açúcar. Numa dieta equilibrada, a quantidade recomendada de lípidos é mais baixa do que os hidratos de carbono (açúcares) e proteínas. Contudo, os nossos hábitos alimentares sofreram fortes modificações e nem sempre se cumpre esta proporção, o que explica o aumento de pessoas com excesso de peso. Para evitar ser vítima do excesso de gordura, o primeiro passo é o limitar os pratos e produtos industrializados e evitar a gordura escondida nos produtos mais comuns e que não levantam suspeitas, como a carne, os queijos, os biscoitos e bolos, pães ou as massas de pizza.

O sal rosa dos Himalaias é mais saudável

Falso - Sal fino, sal grosso, sal marinho ou rosa, flor de sal e ainda sal kosher: o nome difere, mas “sal é sal”. As diferenças entre os vários tipos residem sobretudo na forma e no local de extração, assim como no grau de refinação. ou de outro tipo.

É verdade que o sal rosa tem mais minerais que o chamado “sal de mesa”, pois não passa pelo processo de refinação, mas a composição é a mesma; e a percentagem de cloreto de sódio, que poderá aumentar a pressão arterial, não varia o suficiente, para que se possa tolerar a ingestão de maior quantidade de um tipo, ou de outro. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o consumo máximo de 5

gramas de sal por dia para um adulto (uma colher de chá rasa), e isso é válido para qualquer tipo de sal.

Os ovos são ricos em colesterol, pelo que devemos reduzir o seu consumo

Falso - O ovo possui uma considerável quantidade de colesterol, cerca de 224 mg por ovo. Mas, o aumento do colesterol sanguíneo não está apenas dependente da quantidade de colesterol que ingerimos através dos alimentos.

Os níveis elevados de mau colesterol no sangue não se devem à ingestão em excesso de ovo, mas antes ao consumo de gorduras ricas em ácidos gordos saturados, presentes principalmente nos alimentos de origem animal como as carnes gordas, os produtos de charcutaria, a manteiga ou as natas.

O ovo, na verdade, é bastante nutritivo e saudável: contém proteínas de elevado valor biológico, como fósforo, ferro e selénio, sendo este último benéfico para o músculo cardíaco. E sabe-se que, quando o ovo é consumido em conjunto com frutas e hortícolas, se verifica uma diminuição da absorção intestinal de colesterol.

Para perder peso é preciso banir os hidratos de carbono

Falso – Os hidratos de carbono são o combustível, pelo que não devem ser eliminados da dieta alimentar. Os hidratos simples são de rápida absorção, vazios de calorias e os que devemos evitar: bolachas, massas, cereais refinados, chocolates ou pão de trigo, são alguns exemplos. Os hidratos complexos são ricos em fibras, vitaminas e minerais e têm uma absorção lenta, sendo uma boa fonte de energia. Os cereais integrais como a aveia, centeio, espelta, arroz ou massa, leguminosas secas, batata-doce ou aveia são boas opções para o dia-a-dia.

Se estiver a seguir uma dieta hipocalórica respeite as seguintes proporções: 45 a 60% de hidratos de carbono; 10 a 15% de proteínas; e 20 a 35% de gorduras.

O azeite é saudável, pelo que pode ser consumido à vontade

Falso – Rico em ácidos insaturados, vitamina E e antioxidantes, o azeite é a gordura de eleição para cozinhar e temperar. Mas não deixa de ser uma gordura e, como tal, deve ser consumia com moderação: cada grama de azeite contém nove calorias. Por isso, é indicado que seja consumido de forma moderada.

Devemos evitar o peixe gordo

Falso – Salmão, cavala, atum, anchova, sardinha e peixe-espada são os peixes gordos mais comuns e que têm um aporte de ácidos gordos insaturados fundamentais ao organismo, como o ómega 3. Especialmente indicados para prevenir doenças cardiovasculares e cerebrais, controlar os níveis de colesterol e

glicemia e aumentar a memória, as qualidades nutricionais destes peixes são inegáveis.

E ainda que forneçam mais calorias do que as espécies magras, não se justifica eliminar peixes gordos da dieta, pois consumidos com conta, peso e medida trazem muito mais benefícios do que contraindicações.

Os alimentos integrais não engordam

Falso - Os alimentos integrais não passam pelo processo de refinamento dos alimentos processados, são ricos em fibras, vitaminas e minerais. Mas não são necessariamente menos calóricos.

Como todos os alimentos, se consumidos em excesso não deixam de ser cereais e podem levar ao aumento de peso. A principal diferença é que como saciam mais e por um maior período de tempo, podem ajudar quem pretende perder peso.

Comer uma maçã tocada não faz mal

Verdadeiro - Se uma parte da polpa da maçã escurecer depois de ter caído no chão ou ter sofrido um choque, não é caso para deitá-la fora. Mergulhe a peça de fruta que caiu num pouco de água com sumo de limão. Pode também retirar só a parte escurecida, pois a maçã não deixa de ser comestível por ter uma zona tocada.

No entanto, a OMS adverte para o perigo de bolores e micotoxinas, muito prejudiciais à saúde se ingeridos, quando a peça de fruta está visivelmente podre.

Não se justifica eliminar as carnes vermelhas da dieta

Verdadeiro - O consumo em excesso da carne vermelha pode trazer prejuízos para a saúde, como a acumulação de gordura nas artérias e no fígado, aumento do colesterol e aumento da gordura a nível abdominal. No entanto, as carnes vermelhas são ricas em vitaminas B3, B12, B6, ferro, zinco e selênio, por isso é possível consumi-las cerca de 2 a 3 vezes por semana, sendo importante escolher cortes de carne que não possuam muita gordura, já que o ideal é ter uma alimentação equilibrada e variada e que inclua todos os tipos de carne. Entre as carnes vermelhas, algumas são melhores do que outras: cabrito, borrego, veado, escalopes de vitela ou rosbife de vaca são algumas opções adequadas.

É recomendado evitar carnes com muita gordura, como a picanha, miúdos, fígado, rins, coração e intestino. Além disso, deve-se retirar toda a gordura visível das carnes antes da sua confeção.

Independente da escolha da carne, a recomendação é que a quantidade por refeição não passe de 100 a 150 gramas dessa fonte de proteína.

Os valores diários de referência na rotulagem/declaração nutricional são valores a atingir

Falso – Os Valores Diários de Referência (VDR) ou Dose Diária Recomendada (DDR) são valores indicativos, que nos permitem controlar a quantidade diária de calorias e nutrientes que determinada dose ou porção de alimentos contém, relativamente ao que é diariamente recomendado no que respeita gorduras, gorduras saturadas, açúcares e sal.

Tem em conta recomendações para a maioria da população adulta, cuja alimentação deve fornecer, em média, 2000 kcal (mulheres) e as 2500 kcal(homens) por dia. Na rotulagem, além dos valores por 100 gramas ou mililitros, surgem, muitas vezes, os dados por porção.

Os VDR referem-se Valor Calórico ou Energético, Carboidratos, Proteínas Gorduras Totais, Gorduras Saturadas, Gorduras Trans, Fibras Alimentares e Sódio.

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Registo Clínico de doentes
A Embolia Pulmonar (EP) é a apresentação clínica mais grave do Tromboembolismo Venoso (TEV) e uma das principais causas de...

Com apoio científico da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI), a Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC) e a Faculdade Medicina da Universidade do Porto um grupo de investigadores iniciaram um registo clínico de doentes - Pulmonary Embolism Regional Registry (PERR).

O PERR é um estudo observacional prospetivo multicêntrico de doentes com diagnóstico de Embolia Pulmonar (EP), com o objetivo principal conhecer a incidência, os fatores de risco, a abordagem diagnóstica e tratamento agudo e a longo prazo da Embolia Pulmonar (EP) em Portugal.

“Pretendemos fazer uma radiografia completa da embolia pulmonar no nosso país de forma a podermos contribuir para a melhoria dos cuidados de saúde prestados aos doentes. Este estudo irá também proporcionar um conhecimento mais aprofundado da nossa realidade e contribuir para uma organização de uma rede de cuidados de saúde mais estruturada e mais eficaz que irá certamente beneficiar estes doentes” afirma Carolina Guedes, Coordenadora do Núcleo de Estudos de Doença Vascular Pulmonar da SPMI e Coordenadora do PERR.

Com uma duração prevista de três a cinco anos, a fase piloto arrancou em julho de 2022 na zona norte do país em 7 centros participantes: Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, Centro Hospitalar Entre o Douro e Vouga, Centro Hospitalar Universitário do Porto, , Hospital da Luz Arrábida, Hospital de Santa Luzia – Unidade Local de Saúde do Alto Minho e no Hospital Pedro Hispano - Unidade Local de Saúde de Matosinhos.

“Nesta fase piloto foram, até ao momento, incluídos cerca de 160 doentes e o objetivo passa agora por alargar a abrangência geográfica do estudo a outros centros a nível nacional” conclui Carolina Guedes.

1 de fevereiro, a partir das 9h, na Universidade Católica no Porto
“Microbiomas comunitários & comunidades de microbiomas” é o tema do primeiro CBQF Day, marcado para 1 de fevereiro a partir...

“Este será um dia onde pretendemos mostrar o crescimento do CBQF, enquanto Laboratório Associado com mais de 245 investigadores que desenvolvem o seu trabalho em 4 linhas de investigação - Ambiente e Recursos; Alimentos e Nutrição; Produtos de Base Biológica e  Biomédica; e Soluções de Fermentação – e que conta com 7 plataformas, nomeadamente em Química Analítica; Bioativos; Cultura Celular e Biologia Molecular; Análise Estrutural; Consumo e Ciência Sensorial; Kitchen Lab e Embalagem e Materiais,” salienta Manuela Pintado, diretora do Centro de Biotecnologia e Química Fina da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa no Porto.

Ao longo do dia os participantes vão ter a oportunidade de ouvir as palestras sobre “Microbiomas no CBQF”, por Manuela Pintado (diretora do CBQF/ESB/UCP); “Como desbloquear microbiomas para a saúde humana, animal e ambiental”, pelo investigador Hauke Smidt (Wageningen University and Research); “Da Saúde à Doença: interação microbiota-hospedeiro”, por Conceição Calhau (Nova Medical School/CINTESIS); “Microbioma oral na saúde e na doença”, por Benedita Sampaio Maia (i3S); Embaixadores do Microbioma: A Comunidade Microbioma na SFS Network - um grupo para quebrar silos e discutir tópicos relacionados ao microbioma; “Descoberta de novas enzimas termofílicas a partir da análise de metagenoma”, por Conceição Egas (CNC); “Microbioma intestinal humano: aspetos gerais e modulação na prática clínica”, por Manuela Estevinho (Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia/ Espinho).

No total, o CBQF conta com mais de 245 investigadores (onde 48% deles com PhD) e detém 43 patentas ativas. Ao longo dos últimos cinco anos da sua existência foram desenvolvidos mais de 170 projetos de investigação, com um volume de financiamento na ordem dos 25 milhões de euros. De referir ainda a publicação em mais de 880 papers (85% em parceria com outros parceiros de 102 países), contando com 170 empresas parceiras, a nível nacional e internacional.

Porquê o microbioma?

O microbioma descreve uma comunidade de diferentes microrganismos que ocupa um determinado ambiente, e como os diferentes microrganismos interagem entre si e com as condições circundantes. A investigação do microbioma tornou-se uma área científica de elevada relevância como parte integrante de muitos campos da ciência, incluindo agricultura, saúde humana, saúde animal e proteção ambiental. Neste sentido, “é fundamental estimular a investigação de microbiomas que liguem os ecossistemas, promovam processos de cocriação para desenvolver novas aplicações, assegurem educação e literacia para aumentar a conscientização da comunidade, estimulem estruturas regulatórias adequadas e permitam redes nacionais e internacionais na área”, salienta Manuela Pintado, diretora do Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF). Isso permitirá o desenvolvimento de aplicações biotecnológicas e inovações de produtos, fazendo uso das funções do microbioma e para promover sistemas mais sustentáveis e resilientes. “Este evento permitirá partilhar a diversidade dos microbiomas e criar um espaço de discussão entre investigadores para entender o papel fundamental dos microbiomas,” conclui Manuela Pintado.

O “CBQF Day: Microbiomas comunitários & comunidades de microbiomas”, que se realiza já a 1 de fevereiro, tem entrada livre e é aberto a toda a comunidade.

Iniciativa da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares [APAH]
A Bolsa “Capital Humano em Saúde” é uma iniciativa da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares [APAH], que conta...

A iniciativa tem como objetivo reconhecer e potenciar o capital humano do Serviço Nacional de Saúde [SNS], dotando os seus profissionais das competências necessárias para liderarem e implementaram projetos que promovam uma mudança positiva nas suas realidades em particular no domínio da liderança da dimensão humana. 

Podem candidatar-se à Bolsa “Capital Humano em Saúde” instituições do Serviço Nacional de Saúde (Centros Hospitalares, Unidades Locais de Saúde ou Agrupamentos de Centros de Saúde).

O Programa de apoio decorrerá em formato presencial, distribuído ao longo do ano 2023.

Após candidatura, as equipas participarão em várias fases com seleção progressiva dos melhores projetos, com a possibilidade de participação na 1ª Fase de 12 instituições. Após as várias fases de apresentação e seleção do júri, serão selecionados os 3 melhores projetos, a quem serão atribuídas as Bolsas (3 no total)

As candidaturas à 3ª edição encontram-se a decorrer até ao dia 8 de fevereiro.

Mais informações sobre a iniciativa estão disponíveis aqui.

 

Irmãs Hospitaleiras Lisboa
As Irmãs Hospitaleiras Lisboa | Clínica Psiquiátrica de S. José, inaugura em janeiro uma unidade pioneira na área das doenças...

As perturbações do comportamento alimentar são doenças que provocam distúrbios graves na forma como os doentes avaliam o seu peso e imagem corporal, com marcado impacto no autoconceito e na saúde global, física e mental.

Esta nova unidade de doenças do comportamento alimentar tem como objetivo proporcionar ao utente um tratamento que promova a melhoria da saúde global, intervenção terapêutica em várias dimensões, médica, psicológica, nutricional, corporal, estética e relacional, permitindo ao utente recuperar um regime alimentar adequado e reconciliar-se com o seu corpo partilhando experiências/ vivências para voltar a uma vida livre e equilibrada que a doença interrompeu.

 

 

Inquérito
Apesar de se falar cada vez mais sobre os cuidadores informais em Portugal, sobre a importância do papel que desempenham, pouco...

“De forma geral, os resultados deste estudo são muito expressivos” confirma Ana Carina Valente, psicóloga responsável por este estudo e docente do ISPA - Instituto Universitário de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida. “Estes resultados demonstram que os cuidadores informais apresentam níveis elevados de sofrimento psicológico, baixos níveis de bem-estar e sintomatologia depressiva e ansiosa, contribuindo, em muitos casos, para o surgimento de psicopatologias”, acrescenta a especialista, que vai marcar presença esta manhã, a partir das 10h00, no Auditório do Jornal Público, num evento onde serão apresentados os dados do estudo e onde o presente e o futuro dos cuidadores informais no nosso país vai estar em debate.

Os dados deste inquérito nacional realizado junto de mais de mil cuidadores informais revelam que a maioria (83,3%) admite ter-se sentido em estado de burnout/exaustão emocional em algum momento, com 78,5% a concordarem que o seu estado de saúde mental influencia o desempenho do seu papel de cuidador informal. “Segundo a Organização Mundial de Saúde, não existe saúde sem saúde mental. E, neste sentido, podemos afirmar que muitos dos cuidadores - ao apresentarem estes resultados em escalas que avaliam Ansiedade e a Depressão e o seu Bem-estar psicológico, emocional e social -, sob o ponto de vista psicológico, não estão com saúde. E esse estado, pode em alguns casos, influenciar a forma como ‘me sinto e lido comigo e com os outros’”, confirma Ana Carina Valente.

Ao todo, quatro em cada dez (41,5%) não acreditam que a forma como a sociedade funciona faz sentido, com 37,3% a não sentirem também a pertença a uma comunidade. “Sentir-me sozinho e sem apoio, sem esperança (desesperança), exaustão física e emocional, traduz-se (em muitos casos) em sofrimento psicológico, provocando grande impacto na funcionalidade das pessoas, que também são cuidadores informais.”

A maioria (77,9%) dos cuidadores informais reconhece ainda a necessidade de apoio psicológico, mas são poucos os que realmente procuram e usufruem deste apoio extra (42,1%), ainda que muitos (69,7%) manifestem o desejo de o ter. A maioria (83,9%) dos inquiridos confirma também que uma linha de apoio com profissionais especializados é algo que veem com bons olhos. “Muitas vezes, não procuramos apoio psicológico porque o Serviço Nacional de Saúde não nos dá uma resposta eficaz, pelo que a resposta obtida, muitas vezes, é ‘privada e paga’, não estando ao alcance de todas as pessoas. Uma linha de apoio psicológico eficaz faria, com certeza, muita diferença na vida de muitos cuidadores. Essa possibilidade traduz-se, entre muitas coisas, na possibilidade de cuidar de mim. Cuidar da minha saúde mental”, reforça a psicóloga.

Para a especialista, não há mesmo dúvidas: “as pessoas que são cuidadores informais precisam de apoio. Precisam que toda uma sociedade (todo um Estado) as acolha e as ajude, por forma a minimizar ‘os danos e as consequências’ que a sua condição de cuidador ‘trouxeram’ à sua vida, à forma como vivem a sua vida. Que todos possamos ouvir os cuidadores e refletir sobre estes resultados. Que todos possamos fazer a nossa parte. Que se criem respostas efetivas de ajuda aos cuidadores”.

Segundo Pedro Moura, Diretor-Geral da Merck, “o Movimento Cuidar dos Cuidadores Informais realizou, durante o ano de 2021, um estudo aos cuidadores informais em Portugal e concluiu que 52,0% dos cuidadores sente falta de apoio psicológico, principalmente por parte do Estado, e que há necessidade de um maior apoio neste campo. Este novo estudo realizado com o apoio do Movimento Cuidar dos Cuidadores Informais, teve a iniciativa de, com o apoio da psicóloga Ana Carina Valente e do Movimento, veio aprofundar esta problemática e de recolher mais informações sobre a saúde mental dos cuidadores informais e as suas necessidades. É fundamental que a sociedade e o Estado tomem consciência que é urgente dar este apoio psicológico.”

BebéVida
A BebéVida vai realizar nos dias 9, 10 e 24 de fevereiro novos workshops online destinados a futuras mamãs, que trazem novos...

Com duração aproximada de uma hora, a BebéVida vai contar com vários especialistas para abordar três temas distintos nas sessões online. No dia 9 de fevereiro, às 21h00, a Enfermeira Cátia Costa, especialista em saúde materna e obstetrícia, vai explicar como construir um plano de parto.

Dia 10 de fevereiro, às 19h00, a sessão vai dedicar-se às potencialidades das células estaminais do cordão umbilical do bebé. Esta é uma formação em parceria com o Lusíadas Knowlodge Center, inserida no curso online de preparação para o parto e parentalidade.

Por sua vez, no dia 24 de fevereiro, às 21h00, a Enfermeira Cláudia Boticas, especialista em saúde materna e obstetrícia, vai abordar as técnicas facilitadoras do período expulsivo.

Já em formato presencial, os workshops vão chegar tanto ao Alentejo como ao norte do país. No dia 11 de fevereiro, das 11h00 às 18h00, a Loja do Bebé e Brinquedo, em Beja, vai receber uma sessão dividida em três partes: baby blues no pós-parto, segurança automóvel e vantagens de guardar as células estaminais do bebé no momento do parto. Além disso, ao longo de todo o dia vão ser realizadas ecografias emocionais 4D.

No dia 18 de fevereiro, entre as 10h30 e as 12h30, será a vez de Viana do Castelo receber o workshop promovido pela BebéVida. O sono da bebé e da grávida, bem como as mudanças na gravidez e os sinais de alerta vão ser os dois temas em destaque, com a intervenção da terapeuta do sono Ana Maria Pereira e da Enfermeira Ana Rita Azevedo, especialista em saúde materna e obstetrícia, respetivamente.

As experiências Eco My Baby, sessões de ecografias 3D e 4D, também vão estar a decorrer durante todo o mês de fevereiro, em vários pontos do país, nomeadamente: Marco de Canaveses (02/02), Torres Vedras (04/02), Braga (08/02 e 16/02), Luso (10/02), Arouca (14/02), Mirandela (14/02), Palmela (17/02), em Grândola (22/02) e Sacavém (24/02). Estas ecografias destinam-se a grávidas a partir das 16 semanas de gestação.

Focados nas principais dúvidas que os futuros papás e mamãs possam ter antes, durante e no pós-parto, os workshops da BebéVida, banco de tecidos e células estaminais 100% português, destinam-se a apoiar os casais num novo e desafiante capítulo das suas vidas marcado pela chegada do seu bebé.

Guia
Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), os níveis de humidade no ar têm rondado

Ao observar os números registados pelo IPMA: em dezembro de 2022 a precipitação foi de 250,4 mililitros, 174% do valor normal, é possível entender que se trata do segundo valor mais alto desde há 22 anos – em 2000, a precipitação foi de 311,5 mililitros. E 70% da precipitação de 2022 ocorreu nos últimos quatro meses. Por outro lado, o mês de dezembro foi o mês mais quente em 92 anos. Ou seja, a quantidade de vapor de água na atmosfera, foi acima do normal.

Por outras palavras, decorrente da grande quantidade de vapor de água no exterior (devido às chuvas e ao calor fora de época), bem como do facto de, no inverno, o interior das casas ser mais quente do que o exterior e também devido à temperatura superficial das paredes e tetos com contacto com o exterior (em particular quando não possuem isolamento térmico) serem baixas, resulta o fenómeno da condensação. Este fenómeno resulta do encontro entre o ar mais quente e húmido com uma superfície fria. Estão, dessa forma, criadas condições propícias à formação de manchas nas superfícies, tais como, por exemplo, manchas de bolor.

“É essencial diagnosticar a origem das manchas para encontrar uma solução definitiva para o problema da humidade. Temos de consciencializar a população que a humidade não é um mero capricho do inverno e, infelizmente, tem sempre uma causa associada, seja ela de maior ou menor dimensão”, afirma Pedro Mota Ribeiro, Diretor Geral da Ageas Repara.

A humidade pode ter início na condensação (causa natural, provocada pela humidade existente no interior do imóvel) e em infiltrações (associadas a desgaste de material ou erros de execução das habitações).

Viver em casas com deficiente impermeabilização e mau isolamento térmico é prejudicial para a saúde, aumentando a probabilidade de contrair ou agravar doenças respiratórias, por isso, tanto o Grupo Ageas Portugal como a sua marca Ageas Repara, estão sensíveis ao tema e propõem alguns conselhos úteis para ser possível estar confortável em casa:

Conselhos práticos

  • Abrir as janelas, diariamente, pelo menos durante meia hora, especialmente nos horários de maior exposição solar por forma a não comprometer o aquecimento;
  • Avaliar as melhorias necessárias em casa, por exemplo, requerendo um certificado energético – que irá identificar as obras que deve fazer (por exemplo, a substituição da caixilharia das janelas, revestimentos de tetos e paredes);
  • Ligar o exaustor enquanto cozinha;
  • Evitar estender a roupa dentro de casa ou, em caso de necessidade, realizar a tarefa numa área arejada;
  • Puxar a roupa da cama para trás, para respirar antes de voltar a fazê-la, minimizando assim o aparecimento de ácaros e bactérias;
  • Optar pelo uso de um desumidificador, se assim se justificar;
  • Aplicar verniz em superfícies de madeira crua, para a impermeabilizar e evitar a criação de bolor;
  • Procurar, se possível com a ajuda de um perito, fissuras e possíveis fugas na canalização;
  • Limpar o bolor, se já existir, com produtos de limpeza específicos, ou com água com lixivia;
  • Se se verificar que o problema tem origem em partes comuns do edifício, poderá ter de contactar o condomínio.
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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.

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