A partir de julho
A vacina Prevenar vai passar, a partir de julho, a ser gratuita para todos os doentes com infeção por VIH/sida, para doentes...

Segundo uma norma publicada na segunda-feira pela Direção-Geral da Saúde (DGS), estes são alguns dos grupos de risco definidos para quem é recomendada e gratuita a vacina Prevenar, que previne doenças provocadas pela bactéria pneumococo, como a pneumonia, meningite, otite e septicemia.

Esta vacina passa também a 1 de julho a estar integrada no Programa Nacional de Vacinação, sendo gratuita nos centros de saúde para todas as crianças nascidas a partir de 1 de janeiro deste ano.

Na norma publicada na segunda-feira, a DGS definiu os grupos de risco com direito a vacina da Prevenar gratuita, que foram identificados “em função dos potenciais ganhos em saúde a obter”.

Assim, passam a estar poder estar abrangidas pela vacina gratuita todas as crianças e adultos com infeção por VIH/sida e para todos os portadores ou candidatos a implantes cocleares (dispositivo auditivo para perda auditiva profunda bilateral).

Nas crianças e jovens até aos 18 anos, passam também a ser abrangidos pela vacina gratuita os diabéticos, os doentes cardíacos crónicos, os doentes hepáticos crónicos, os insuficientes renais e crianças ou jovens com algumas patologias respiratórias crónicas (como fibrose quística ou insuficiência respiratória crónica).

Estão ainda contemplados os menores de 18 anos com síndrome de Down, com síndrome nefrótico, crianças com cancros ativos, para dadores de medula óssea ou em casos de pre´-transplantação de órgãos.

No caso dos adultos, são abrangidos pela vacinação gratuita as pessoas com implantes cocleares (candidatos ou portadores), os portadores de VIH/sida, os recetores de alguns transplantes, doentes de células falciformes e pessoas com algumas neoplasias, como leucemias ou linfomas.

A DGS define ainda, para os adultos, um grupo de risco a quem é recomendada a vacina, mas sem ter direito a ela de forma gratuita. Neste grupo estão doentes respiratórios crónicos, adultos com insuficiência renal ou com doenças cardíacas crónicas, entre outros.

A vacina Prevenar passou, desde segunda-feira, a ter uma comparticipação estatal de 15% para todos os cidadãos que se dirijam à farmácia com receita médica.

Comissão Europeia aprova
A Comissão Europeia aprovou, no passado dia 27 de Maio, uma nova indicação de Esmya® 5mg, para o tratamento intermitente de...

Esta decisão vem no seguimento da opinião positiva de 23 de Abril de 2015 do Comité Europeu para os Produtos Medicinais para uso Humano (CHMP) da Agencia Europeia do Medicamento (EMA), e que passou a ser aplicável, com efeitos imediatos, a todos Estados membros da Comunidade Europeia.

A indicação inicial de curto prazo atribuída a Esmya® em 2012, para o tratamento pré-operatório dos sintomas moderados a severos relacionados com miomas uterinos em mulheres adultas e em idade reprodutiva, mantem-se igualmente em vigor. A nova extensão da indicação vem dar uma nova alternativa às mulheres com Miomas Uterinos sintomáticos, que a partir de agora poderão beneficiar do primeiro tratamento médico aprovado para uso de longo prazo no controlo desses mesmos sintomas, podendo assim adiar ou evitar a cirurgia (Histerectomia ou Miomectomia).

Esta decisão da aprovação da nova indicação foi baseada nos resultados de 2 estudos de fase III de longo prazo - PEARL III e PEARL IV - ambos desenhados para avaliar a eficácia e segurança do acetato de ulipristal (UPA) no tratamento intermitente de longo prazo dos miomas uterinos sintomáticos:

  • Estudo PEARL III e extensão avaliou a eficácia e segurança do acetato de ulipristal (UPA) 10mg por um período de 4 ciclos intermitentes com a duração de 3 meses cada, com intervalos de 2 menstruações entre cada ciclo adicional de tratamento(1).
  • Estudo PEARL IV avaliou a eficácia e segurança do acetato de ulipristal (UPA) 5mg e 10mg por um período de 4 ciclos intermitentes com a duração de 3 meses cada, com intervalos de 2 menstruações entra cada ciclo adicional de tratamento (2).

Ambos os estudos confirmaram a eficácia e segurança do acetato de ulipristal (UPA). A eficácia foi demonstrada através da redução das percas sanguíneas, redução do volume dos Miomas, redução da intensidade da dor e na significativa melhoria na qualidade de vida das mulheres com Miomas Uterinos sintomáticos.

Os resultados do estudo PEARL IV demonstraram que 70% das doentes e fazer 5mg de UPA entraram em amenorreia após o 4º ciclo de tratamento e a redução do volume dos miomas vs. baseline foi em média de -71,8%, durante o período estudado.

O uso de acetato de Ulipristal (UPA) demonstrou uma significativa melhoria na qualidade de vida e na redução da dor, quando comparados com baseline, mesmo durante os intervalos de tempo entre os diversos ciclos de tratamento.

Segundo o Dr. Dace Matule, um dos investigadores dos estudos PEARL III e PEARL IV estes resultados confirmam os benefícios do uso repetido e intermitente com Esmya® no tratamentomédico de longo prazo dos miomas uterinos sintomáticos. Agora já temos a oportunidade de propor um tratamento médico às mulheres que sofrem desta patologia, que poderá potencialmente evitar ou adiar intervenções cirúrgicas”.

Sobre os Miomas Uterinos

Os miomas uterinos são os tumores benignos mais frequentes do trato genital feminino, afectando 20% a 40% das mulheres em idade fértil. Esta situação é caracterizada por percas sanguíneas uterinas excessivas, anemia, dor, desconforto e infertilidade.

Os Miomas Uterinos sintomáticos representam a primeira causa de histerectomia. Estima-se que na Europa se realizem 300.000 cirurgias/ano devido a miomas uterinos, das quais 230.000 são histerectomias.

Até à presente data as alternativas médicas disponíveis tinham apenas indicação para o tratamento de curto prazo, limitando assim o seu uso prolongado. Em determinados casos a cirurgia (Histerectomia ou Miomectomia) poderá não estar indicada devido a contra-indicações médicas específicas, ou por razões de preferência pessoal da mulher, que poderá preferir optar pelo controlo dos sintomas até á idade da Menopausa, período onde os mesmos regridem naturalmente. Com a aprovação desta nova indicação do tratamento intermitente de longo prazo essa possibilidade tornou-se agora uma realidade, o que comprovadamente vem preencher uma lacuna terapêutica no tratamento médico dos miomas uterinos sintomáticos.

Sobre Esmya®

Esmya® contém 5mg de acetato de Ulipristal (UPA) por comprimido e é o primeiro de uma nova classe terapêutica denominada de “Modelador Seletivo dos Recetores da Progesterona” apresentando uma actividade mista agonista/antagonista, dependente do tecido alvo.

Como previamente publicado, em 2012, no “New England Journal of Medicine” 3,4,5 ficou provado que o tratamento de curto prazo com Esmya® demostrou ser eficaz e seguro no controlo hemorrágico, correcção da anemia, redução do volume dos miomas e na significativa melhoria da qualidade de vida destas doentes.

Mais recentemente, em 2014 e 2015, novos estudos (1,2) vieram demonstrar a eficácia e segurança no uso intermitente de longo prazo com Esmya® no tratamento dos miomas uterinos sintomáticos, permitindo que muitas destas mulheres possam agora decidir adiar ou evitar intervenções cirúrgicas (Histerectomia ou Miomectomia) devido a esta patologia.

1 Donnez J, Vazquez F, Tomaszewski J, et al. Long-term treatment of uterine fibroids with ulipristal acetate. Fertil Steril 2014;101(6):1565-73

2 Donnez, J; Hudecek, R; Donnez, O. et al. Efficacy and Safety of repeated use of ulipristal acetate in uterinefibroids. Fertil Steril 2015; 103(2):519-27

3 Donnez J, Tatarchuk TF, Bouchard P, et al. Ulipristal acetate versus placebo for fibroid treatment before surgery. NEngl J Med 2012;366(5):409-20.

4 Donnez J, Tomaszewski J, Vazquez F. et al. Ulipristal acetate versus leuprolide acetate for uterine fibroids. N EnglJ Med 2012;366(5):421-32.

5 Stewart EA. Uterine fibroids and evidence-based medicine--not an oxymoron.N Engl J Med. 2012;366(5):471-73

Sono
Um estudo da Universidade de Northumbria, no Reino Unido, revela qual a terapia mais eficaz para acabar, de vez, com a insónia.

A insónia é um dos problemas que mais pessoas afeta e aquele que mais consequências para a saúde e bem-estar pode trazer. Mas já há uma forma de resolver, ou pelo menos, atenuar esta condição que altera e interfere com o sono e descanso de milhões de pessoas.

O Daily Mail, citado pelo Notícias ao Minuto, revela que um estudo levado a cabo na Universidade de Northumbria, no Reino Unido, indica que uma hora de terapia é o suficiente para acabar com a insónia em apenas três meses. Mas que terapia é essa? Simples: olhar para o quarto (e em especial para a cama) apenas como uma zona de descanso, banindo todo e qualquer sentimento de raiva e frustração antes de lá entrar.

Esta terapia, explica o professor e autor do estudo Jason Ellis, tem sessões de uma hora e ajuda as pessoas com problemas em dormir a associar a cama apenas ao sono. Além disso, ensina a mente a ‘mentir’ para que os pensamentos negativos não sejam a causa da falta de sono e obriga as pessoas a abandonarem o quarto se não conseguirem adormecer passados 15 minutos.

Para o estudo, Ellis recrutou 40 pessoas portadoras de insónia e que não recorriam a qualquer medicamento ou terapia para conseguir dormir. Divididos em dois grupos (nove homens e 11 mulheres), os inquiridos anotaram em diários como estavam a ser as suas noites durante o período em análise. Um dos grupos teve direito a sessões de uma hora e a guias de ajuda para lerem em casa.

Um mês depois da investigação ter sido iniciada, 60% dos inquiridos que tiveram direito às sessões de terapia mostraram melhorias na qualidade do sono. Passados três meses, a insónia tinha sido reduzida em 73% dos participantes.

 

Estudo apresentado
Dois medicamentos conseguiram parar, em quase 60% dos casos, a progressão deste tipo de cancro. Nova terapia "tira os...

Um estudo internacional que contou com a participação de 945 doentes conseguiu, através da combinação de dois medicamentos, parar o crescimento do melanoma - o mais perigoso dos cancros da pele - em 58% dos casos.

Os resultados são inéditos e podem significar um avanço importante no controlo deste tipo de cancro, extremamente agressivo, diz a BBC. O estudo, levado a cabo por uma equipa de cientistas britânicos, foi apresentado na Sociedade Americana de Oncologia Clínica. Os dois agentes responsáveis pelo sucesso do tratamento, e que até agora não tinham sido combinados, são o ipilimumab e o nivolumab. Os dois conseguem agir sobre o sistema imunitário, que incorpora inúmeros "travões" que o impedem de atacar os seus próprios tecidos. O cancro, que é uma versão corrompida do tecido humano saudável, consegue beneficiar destes travões para atacar o organismo. Combinando estes medicamentos, foi possível controlar o avanço da doença: das 945 pessoas que participaram nesta pesquisa, 58% viram o tumor encolher pelo menos um terço, redução que se manteve ou estabilizou nos 11 meses e meio seguintes.

Usando apenas o ipilimumab no tratamento, os números são bem menos impressionantes: o tumor reduziu em 19% dos doentes, mantendo-se estável por dois meses e meio. Os resultados do estudo foram publicados no New England Journal of Medicine.

Um dos principais investigadores britânicos em oncologia, James Larkin, disse à BBC que fornecendo ambos os medicamentos aos pacientes é possível tirar dois travões ao sistema imunitário, permitindo-lhe reconhecer tumores que antes não reconhecia e agir para os destruir. "Em imunoterapia, nunca vimos diminuição de tumores superior a 50% e isso é muito significativo", reconheceu. "Esta é uma modalidade de tratamento que julgo que irá ter um grande futuro no tratamento do cancro".

No entanto, há dois fatores que não permitem reações mais entusiastas da comunidade científica a estes avanços: para já, não se sabe por quanto tempo sobrevivem os doentes com melanoma sujeitos a este tratamento combinado e, por outro lado, os efeitos secundários que derivam da terapia são muito agressivos, incluindo fadiga, erupções na pele ou diarreia.

Também não é possível saber porque há doentes que reagem de forma excecional aos medicamentos, ao passo que outros não tiram qualquer benefício da toma. "Identificar os doentes que têm mais probabilidade de beneficiar deste tratamento será a chave para combater a doença", sublinhou Alan Worsley, especialista do Cancer Research UK.

Neste momento, outras farmacêuticas estão a desenvolver medicamentos semelhantes, com os mesmos efeitos secundários. Mas a expectativa dos cientistas, diz a BBC, é que estas imunoterapias abram o caminho a um tratamento efetivo de outros tipos de cancro.

Cait Chalwin, britânica de 43 anos, é uma das doentes que foi sujeita ao tratamento combinado: os médicos que lhe detetaram o melanoma deram-lhe entre 18 a 24 meses de vida, uma vez que o tumor já tinha chegado aos pulmões. Apesar de ter saído dos ensaios clínicos, devido aos efeitos secundários, Cait conseguiu estabilizar o cancro e acredita que se não tivesse feito este tipo de imunoterapia não teria conseguido sobreviver. "Sinto-me extremamente bem agora", disse à BBC.

Saiba como evitar
Prisão de ventre ou obstipação não é uma doença, mas sim uma designação para descrever a dificuldade

 

Quem sofre de prisão de ventre pode apresentar:

  • dificuldade em evacuar, podendo ter dor;
  • intervalo de tempo entre cada evacuação superior a 3 dias;
  • fezes duras e secas difíceis de expulsar;
  • sensação de evacuação incompleta geradora de mal-estar;
  • flatulência e sensação de inchaço abdominal.

 

 

A prisão de ventre pode ser classificada como:

Crónica
Quando começa a pouco e pouco e se prolonga no tempo (mais de 3 meses), resultado de uma dieta pobre em fibras e de uma vida sedentária, entre outras.

Aguda
Quando surge de forma repentina (resolve-se em 4-5 dias), podendo estar associada a alterações recentes do estilo de vida.

A prisão de ventre pode ter múltiplas causas:

  • Alimentação desequilibrada (ausência de fibras)
  • Ingestão insuficiente de líquidos
  • Stress
  • Sedentarismo e falta de exercício físico
  • Psicológicas (ansiedade, depressão)
  • Outros problemas de saúde (hipotiroidismo, diabetes, etc)
  • Certos medicamentos (ex: antidepressivos, antihipertensores, antiácidos, etc)
  • Gravidez
  • Viagens

Não espere que o assunto se resolva por si só!

O tratamento da prisão de ventre, na maioria dos doentes, assenta em dois pilares fundamentais: modificação do estilo de vida e terapêutica farmacológica.

A terapêutica farmacológica, baseada na utilização de laxantes, deverá ser realizada de forma sequencial e progressiva.

De acordo com as orientações clínicas para tratamento da prisão de ventre crónica, em 1ª opção, devem ser privilegiados os laxantes cujo mecanismo de atuação é o mais parecido com a ação fisiológica: os laxantes expansores de volume fecal. Estes são fibras terapêuticas que vão aumentar o volume das fezes no intestino. Estas fibras de origem vegetal, não são digeridas e dissolvem-se no fluído intestinal, conduzindo à retenção de água no interior do intestino, com aumento do volume das fezes e diminuição da sua consistência.

Estes laxantes são reeducadores intestinais que são geralmente bem tolerados, estimulando o peristaltismo e acelerando o trânsito intestinal, de modo a que o intestino volte a funcionar normalmente.

Como evitar/prevenir prisão de ventre?

  1. Faça várias pequenas refeições ao longo do dia
  2. Adote uma alimentação saudável e rica em fibra (ex: vegetais, fruta, cereais/pão integrais).
  3. Ingira grandes quantidades de líquidos, no mínimo 1,5 litros. (ex: comece o dia bebendo um copo de água ou sumo de laranja logo de manhã. Evite as bebidas com gás).
  4. Respeite os horários das refeições.
  5. Coma lentamente e mastigue bem os alimentos.
  6. Tenha uma atividade física regular.
  7. Evite uma vida sedentária (procure andar um pouco a pé após as refeições).
  8. Não espere quando tem vontade de evacuar.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro e/ou Farmacêutico.
Hospital de Santa Cruz anuncia
O Hospital de Santa Cruz anunciou ter implantado, pela primeira vez em Portugal, o “pacemaker” mais pequeno do mundo, tornando...

De acordo com o coordenador da Unidade de Arritmologia de Intervenção do Hospital de Santa Cruz, Pedro Adragão, este primeiro implante marca “uma nova etapa no tratamento das arritmias cardíacas”.

Em comunicado, o especialista explica que, ao contrário da “pacemaker” convencional, este dispositivo é implantado diretamente no coração através de um procedimento “minimamente invasivo”, sem necessidade de colocação de cabos/elétrodos, que são “os principais responsáveis” pelas complicações a longo prazo.

“Outra das vantagens desta cápsula cardíaca é o facto de não ser necessária uma incisão cirúrgica no peito, eliminando assim qualquer sinal visível do 'pacemaker' e reduzindo o risco de infeções e tempo de recuperação dos doentes”, lê-se no documento.

A nova cápsula mede 2,5 centímetros (um décimo do tamanho de um dispositivo convencional) e é colocada no coração através de um cateter inserido na veia femoral.

“Uma vez colocado, fica preso à parede do coração, podendo ser reposicionado, caso seja necessário”, acrescenta-se na informação.

Organizações Não Governamentais defendem
Organizações Não Governamentais da área da saúde manifestaram-se preocupadas com os dados do tabagismo divulgados pelo...

“A prevalência do consumo está a aumentar em Portugal, ao contrário da tendência observada na União Europeia”, afirmam as Organizações Não Governamentais (ONG) em comunicado conjunto.

Os dados divulgados na semana passada, em Bruxelas, indicam que um em cada quatro portugueses (25%) é fumador, mais dois pontos percentuais do que em 2012, 12% deixaram de fumar e quase dois terços (63%) nunca fumaram, segundo um inquérito Eurobarómetro.

“A exposição da população ao fumo de tabaco nos locais de restauração e diversão e até nos locais de trabalho é elevada e está acima da média europeia”, lamentam as organizações.

Na União Europeia (UE), a média de fumadores é de 26%, uma quebra de dois pontos na comparação com o inquérito de 2012.

De acordo com as ONG, Portugal é o país da UE onde menos fumadores querem deixar de fumar e deixam efetivamente de fumar e um dos países onde os jovens começam a fumar mais cedo.

“Esta situação é preocupante e demonstra a falência das políticas vigentes”, acusam.

Em Portugal, fumam mais os homens (34%) do que as mulheres (18%), em linha com a média da UE: 31% e 22%, respetivamente, segundo o relatório.

Para as ONG da saúde, a “ineficácia dos sucessivos governos e decisores políticos” para aplicar as medidas de controlo do tabaco “prejudica gravemente a saúde da população” e a economia do país.

É na faixa 25-39 anos que se concentra a maior percentagem de fumadores portugueses (38%), seguindo-se a dos 40-54 (35%), a dos 15-24 (22%) e mais de 55 anos (13%).

As organizações defendem que é urgente criar locais 100 por cento livres de fumo e instam os decisores políticos a adotarem as medidas inscritas na Convenção-Quadro de Controlo de Tabagismo da Organização Mundial de Saúde (OMS), que Portugal ratificou em 2005.

Associação Nacional de Farmácias defende
A Associação Nacional de Farmácias vai apresentar a proposta de um “novo contrato social para a farmácia” que preveja, entre...

Num seminário que decorre durante a manhã no auditório do Edifício Novo da Assembleia da República, será debatido “o novo contrato social para a farmácia”, uma proposta que já tinha sido abordada pelo presidente da Associação Nacional de Farmácias (ANF), em maio, na Comissão Parlamentar de Saúde.

Segundo Paulo Duarte, trata-se de um modelo que estabelece novas obrigações e remunerações para as farmácias.

Na altura, Paulo Duarte explicou aos jornalistas que havia um contrato que estabelecia “obrigações das farmácias com direito a remuneração equilibrada”, mas esse “contrato quebrou-se”.

A ANF quer agora lançar as bases para um novo contrato a ser desenvolvido a médio/longo prazo, que, entre outros aspetos, preveja que a componente da margem fixa seja maior, “para haver interesse direto [da farmácia] em dispensar o medicamento mais barato”.

“Ganha o farmacêutico, ganha o utente e o Estado ganha também”, disse, acrescentando que, neste modelo, “os medicamentos muito baratos têm que ser um bocadinho mais caros, para compensar os muito caros””.

Para Paulo Duarte deveria ser criado “um sistema que incentivasse e beneficiasse o farmacêutico a dispensar genéricos”.

“Há comprimidos, muitos, que são mais baratos do que uma carcaça. Algo está mal neste processo. O modelo que foi criado é, na nossa opinião, totalmente ineficaz”, considerou.

Hoje
Vinte e duas regiões do continente e o Porto Santo (Madeira) apresentam hoje risco muito alto de exposição à radiação...

De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), Aveiro, Beja, Bragança, Braga, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Faro, Guarda, Leiria, Lisboa, Penhas Douradas, Porto, Portalegre, Sagres, Santarém, Setúbal, Sines, Viana do Castelo, Viseu e Vila Real estão hoje com risco muito elevado de exposição à radiação ultravioleta (UV).

O IPMA adianta que o Porto Santo, na Madeira apresenta igualmente risco alto de exposição, enquanto a Horta, nos Açores, apresenta risco alto de exposição e Ponta Delgada, Angra do Heroísmo e Santa Cruz (Açores) apresentam risco moderado.

Para as regiões com níveis muito altos e altos, o IPMA recomenda o uso de óculos de sol com filtro UV, chapéu, ‘t-shirt’, guarda-sol, protetor solar, assim como evitar a exposição das crianças ao sol.

De acordo com o IPMA, a radiação ultravioleta pode causar graves prejuízos para a saúde, caso o nível exceda os limites de segurança, sendo que o índice desta radiação apresenta cinco níveis, entre o baixo e o extremo.

O IPMA prevê para hoje no continente céu pouco nublado ou limpo, apresentando períodos de maior nebulosidade até ao início da manhã no litoral Centro e durante a tarde no interior das regiões Centro e Sul.

O vento tende a soprar em geral fraco predominando de norte, soprando moderado de noroeste no litoral oeste, em especial a sul do Cabo Carvoeiro e durante a tarde.

O IPMA prevê ainda uma pequena descida da temperatura mínima, em especial no litoral oeste, bem como uma pequena subida da temperatura máxima.

As regiões do interior sul vão ser as mais quentes de Portugal continental com as temperaturas a variar entre os 13 e os 34 graus Celsius em Beja, 11 e 33 em Évora, 16 e 32 em Portalegre e os 15 e os 32 em Castelo Branco.

Em Lisboa, as temperaturas vão variar entre os 13 e os 27, em Santarém entre os 11 e os 30, em Leiria entre os 10 e 22, em Coimbra entre os 10 e os 26 e no Porto entre os 11 e os 21. Bragança deverá chegar aos 30 graus Celsius de máxima e Braga aos 29.

Mais a sul, em Faro, as temperaturas vão oscilar entre os 19 e os 29 e em Sagres, entre os 13 e os 25.

Roche atribui
A Roche Portugal vai atribuir cinco bolsas de financiamento, no valor de 45 mil euros, que pretendem viabilizar os melhores...

Os 35 projetos que se candidataram a estas bolsas foram avaliados por um júri independente, do qual fazem parte personalidades como Maria de Belém Roseira (deputada e ex-Ministra da Saúde), Hélder Mota Filipe (Vice-Presidente do Infarmed, José Manuel Pereira de Almeida (Coordenador Nacional da Pastoral da Saúde), Diana Mendes, Jornalista do Diário de Notícias, e Miguel Sanches, Diretor Médico da Roche, que escolheram os projetos mais originais, focados na defesa dos direitos dos doentes e na promoção da saúde na comunidade.

A sessão de entrega das bolsas contará também com a participação de Jorge Morgado, Presidente da DECO, Associação Portuguesa de Defesa do Consumidor, que falará sobre o Doente no Séc. XXI: Cidadão, Decisor e Consumidor.

Esta iniciativa enquadra-se na Política de Responsabilidade Social da Roche e resulta do seu compromisso em assumir um papel ativo na sociedade apoiando, de forma transparente, iniciativas inovadoras e orientadas para a missão de suporte ao doente.

Os melhores projetos vão ser premiados numa sessão pública agendada para o dia 8 de junho, às 14h30, no auditório da Roche.

Assinado protocolo
A Direção-Geral da Saúde e a associação Raríssimas assinaram um protocolo que pretende ajudar a diagnosticar e tratar doenças...

Segundo um comunicado enviado pela Raríssimas, o protocolo de colaboração entre o organismo do Ministério da Saúde e a Associação Nacional de Deficiências Mentais e Raras visa implementar programas de formação nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe), Brasil e outros países da América Latina.

Incluído na Estratégia Integrada para as Doenças Raras 2015-2020, o protocolo vai desenvolver “programas de formação, educação e treino a profissionais dos setores da saúde e social, que ajudem na identificação, diagnóstico, tratamento e reabilitação de doenças raras”, adianta o comunicado da associação fundada em 2002.

Com a iniciativa, a Raríssimas pretende ainda “capacitar os doentes raros e seus cuidadores de técnicas que lhes permitam a satisfação das suas necessidades especiais”.

Investigadores de Coimbra
Investigadores da Universidade de Coimbra desenvolveram uma vacina nasal para cenários de ameaça de bioterrorismo com antraz,...

Uma equipa de investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) e da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra (UC) desenvolveu “uma vacina nasal para cenários de ameaça fatal de bioterrorismo com antraz, que poderá vir a ser administrada por qualquer pessoa numa situação de perigo público”, anunciou a UC.

“Não está completamente provado que a vacina injetável, disponível no mercado português apenas para militares, seja 100% eficaz contra a inalação fatal de antraz em ataques bioterroristas, como aqueles que aconteceram nos EUA em 2001”, salienta a UC numa nota divulgada.

Mas a vacina nasal “atua no local onde o antraz é inalado, impede que ocorra infeção e desenvolvimento da doença numa fase mais precoce, podendo ser mais eficaz do que uma vacina injetável”, afirma a UC.

“A introdução no mercado de uma vacina deste tipo poderá dissuadir a utilização de armas biológicas com antraz”, acreditam os especialistas envolvidos no estudo.

A nova vacina “promove a produção de anticorpos protetores nas mucosas, formando uma barreira à entrada do antraz na corrente sanguínea”, explica Olga Borges, docente da Faculdade de Farmácia da UC e investigadora do CNC que liderou o estudo feito ao longo dos últimos três anos.

Foram desenvolvidas “nanopartículas muco-adesivas que têm como função estimular o sistema imunitário, permitindo que este responda de forma mais eficaz à presença do antigénio (molécula estranha ao organismo) do antraz”, esclarece a especialista.

“As nanopartículas asseguram ainda que a vacina não seja destruída pelas enzimas das mucosas ou que se desloque para o estômago, onde seria inativada pelos ácidos”, acrescenta Olga Borges.

“São necessários novos estudos para confirmar”, no entanto, a eficácia da vacina em humanos, salienta a UC, adiantando que “a formulação desenvolvida poderá ser aplicada a outras vacinas, tais como a vacina contra a hepatite B”.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) atribui uma elevada taxa de infeções na utilização de vacinas injetáveis em países em desenvolvimento, recorda a UC, considerando que o fenómeno se deve ficar a dever à “reutilização de agulhas ou à falta de cumprimento de boas práticas durante a sua administração, provavelmente explicado pela escassez de profissionais de saúde”.

Naqueles países, principalmente em zonas rurais, “o antraz é endémico (ainda não foi eliminado), conduzindo a infeções ao nível das vias respiratórias, da pele e gastrointestinais, resultantes do contacto direto com animais infetados (domésticos e selvagens), ou indireto através da lã, couro, ossos e pelo”.

A administração nasal da vacina “não apresenta os riscos de infeção reportados pela OMS” e “não necessita de ser aplicada por profissionais de saúde, escassos em países em desenvolvimento”, destaca a ainda a UC.

A investigação começou por fazer parte de um projeto europeu, proposto pelo Ministério da Defesa português e aprovado pela Agência Europeia de Defesa, mas, “devido a restrições orçamentais” e outras circunstâncias, “o projeto ficou sem o financiamento da área da defesa”, acabando por ser suportado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia.

Em julho chega aos centros de saúde
A vacina Prevenar passa a partir de hoje a ter uma comparticipação estatal de 15% para todos os cidadãos que se dirijam à...

A vacina Prevenar previne doenças provocadas pela bactéria pneumococo, como a pneumonia, meningite, otite e septicemia, entre outras.

Segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS), dentro de um mês, a partir de 1 de julho, a vacina estará disponível nos centros de saúde, uma vez que foi integrada no Programa Nacional de Vacinação, sendo gratuita para todas as crianças nascidas desde 1 de janeiro deste ano.

O esquema de vacinação recomendado fica completo com três doses da vacina, devendo ser administrada aos dois meses, quatro meses e 12 meses.

“A vacina será também gratuita para alguns grupos de riso que serão vacinados mediante indicação médica”, refere a DGS num comunicado, sem adiantar contudo mais detalhes.

Em Lisboa
A missão Life Sciences, com cerca de duas dezenas de investigadores e empresários, liderada pelo Nobel da Medicina Craig Mello,...

Promovida pela embaixada dos Estados Unidos, em Lisboa, a missão, que decorre até quarta-feira, visa "reforçar a cooperação e criar sinergias" entre empresários, empresas, investidores e instituições de investigação norte-americanas e portuguesas.

Segundo a organização, os participantes terão oportunidade de se encontrar com os principais investigadores portugueses e assim identificar antecipadamente oportunidades de investimento e de desenvolvimento de novos negócios.

O objetivo da missão é acelerar a inovação e trazer ideias, medicina e tecnologia do laboratório para o mercado, adianta a organização.

O programa da missão arranca hoje em Lisboa com um pequeno-almoço no Instituto Gulbenkian de Ciência e até quarta-feira passará ainda pelas cidades de Coimbra, Braga e Porto.

Visitas a empresas "start-up", instituições académicas e de investigação e encontros com investidores, são algumas das atividades previstas para o programa de três dias.

Craig C. Mello, descendente de emigrantes açorianos nos Estados Unidos, é professor na escola de Medicina da Universidade de Massachusetts e investigador do Instituto de Medicina Howard Hughes, no Maryland.

Graduado em bioquímica pela universidade de Brown (1982) e em biologia pela de Harvard (1990), Craig C. Mello tem um doutoramento no Centro de Pesquisa do Cancro Fred Hutchinson, de Seattle.

Em 2006, foi distinguido juntamente com o seu colega Andrew Z. Fire, com o prémio Nobel da Medicina pela "descoberta do mecanismo fundamental para o controlo dos fluxos de informações genéticas".

Inquérito conclui
Quase metade dos doentes que sofreram um Enfarte Agudo do Miocárdio deram entrada em serviços de urgência hospitalar sem...

A conclusão é do inquérito anual da iniciativa Stent For Life Portugal, que foi ontem divulgado e que resultou de uma análise de todos os dados de doentes que sofreram um Enfarte Agudo do Miocárdio (EAM), a qual foi realizada durante um mês.

O objetivo desta análise foi “identificar os fatores que influenciaram o tratamento” do ataque cardíaco.

De acordo com os resultados do inquérito, apenas 37% dos doentes que sofreram um EAM recorrem ao Número Europeu de Emergência (112) para ter “a necessária assistência médica pré-hospitalar e o encaminhamento para o hospital adequado ao seu tratamento”.

O inquérito indica que “46% destes doentes dão entrada no serviço de urgência de hospitais que não têm capacidade para realizar uma Angioplastia Primária, o tratamento mais eficaz para o EAM”.

Os autores do documento apontam para a necessidade de melhorar, “de forma significativa, o recurso ao 112”.

“O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) dispõe de profissionais qualificados para identificar precocemente o EAM e assegurar que as várias entidades intervenientes na emergência médica pré-hospitalar transportam o doente para um hospital que disponha de unidade de hemodinâmica onde possa ser realizada a angioplastia primária”, lê-se nas conclusões do inquérito.

Os especialistas que compõem o Stent for Life Portugal – uma iniciativa da Sociedade Europeia de Cardiologia para “melhorar o acesso dos doentes à melhor terapêutica atual para o EAM” – para que a angioplastia primária possa ser eficaz é fundamental que este procedimento seja efetuado idealmente até 90 minutos após início dos sintomas.

Para Hélder Pereira, coordenador da iniciativa Stent For Life Portugal, “este atraso no tratamento dos doentes verifica-se sobretudo porque a população continua a desconhecer quais são os sintomas do enfarte”.

Nos casos em que o doente sabe quais são os sintomas, existe “uma desvalorização dos mesmos, fica-se na expetativa que não seja nada de grave e que a dor no peito acabe por desaparecer, o que significa que se perde tempo precioso para a realização do tratamento”, segundo este cardiologista.

A dor no peito é o sintoma mais comum no EAM e é muitas vezes descrita como uma sensação de pressão, aperto ou ardor.

Esta dor pode também ocorrer noutras partes do corpo (geralmente no braço esquerdo, pescoço ou queixo) e é acompanhada de falta de ar, náuseas, vómitos, batimentos cardíacos irregulares, suores, ansiedade e sensação de morte eminente.

“Logo desde o início dos sintomas é importante ligar 112 e não tentar chegar a um hospital pelos seus próprios meios ou com a ajuda de familiares”, aconselha Hélder Pereira.

As doenças cardiovasculares, como o EAM, continuam a ser uma das principais causas de morte em Portugal.

Especialista afirma
O diretor adjunto do Centro de Excelência em VIH/Sida da Colúmbia Britânica, Rolando Barrios, alertou em Coimbra para a...

O TAsP ("Treatment as prevention" - Tratamento como prevenção), que é o uso do tratamento antirretroviral nos indivíduos logo que são diagnosticados com o Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH), é "fundamental" para se diminuir o número de novas infeções, podendo com este mecanismo "eliminar-se virtualmente o VIH", disse o investigador guatemalteco a trabalhar no Canadá.

"Os Governos olham a curto prazo e têm de olhar a longo prazo porque ou pagam hoje a conta ou vão pagar uma dívida no futuro", alertou o investigador e médico, que falava à margem do 6º Congresso das Pandemias, que terminou sábado, no Hotel Vila Galé, em Coimbra.

O conceito do TAsP, nascido num grupo do Centro de Excelência liderado pelo investigador Julio Montaner, foi aplicado inicialmente na província canadiana da Colúmbia Britânica, em que as pessoas diagnosticadas com o VIH iniciaram de imediato o tratamento antirretroviral, ao contrário do que acontecia antes, em que só se iniciava o tratamento quando "os níveis de defesa estavam muito baixos", aclarou.

"De 700 novas infeções em 1995, a província passou a ter apenas 250 novas infeções por ano", sublinhou Rolando Barrios, referindo que o TAsP controla o vírus, previne a evolução do HIV para a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Sida) e "o risco de transmissão reduz-se em 95%".

Apesar de um investimento "elevado" no tratamento ao longo da vida do paciente, o TAsP levou a que "Governo de Colúmbia poupasse agora quatro milhões de dólares por ano", acrescentou, realçando que "as outras províncias" canadianas, que não aderiram ao TAsP, "não estão bem e gastam muito dinheiro com os novos infetados".

Para Rolando Barrios, o grande desafio para o futuro será também o trabalho em torno dos jovens, que é onde se "assiste, globalmente, à maioria das transmissões", salientou.

"Estes jovens não viveram a experiência inicial, não perderam amigos com o VIH e sentem-se invencíveis", constatou, apontando para a necessidade de se pensar em abordagens junto desta faixa etária.

Por outro lado, o diretor do Programa Nacional para a Infeção VIH/Sida, António Diniz, afirmou que a possibilidade de tratamento como prevenção está prevista nas recomendações elaboradas pelo programa desde 2012, considerando que Portugal deve "caminhar" no sentido de se fazer "tratamento [antirretroviral] a todas as pessoas [diagnosticadas com o vírus]".

Contudo, é necessário negociar com a indústria farmacêutica para não se "onerar excessivamente o Serviço Nacional de Saúde", apontou.

De acordo com António Diniz, o grande objetivo do programa passa no momento pelo "diagnóstico precoce" e pela "disseminação dos meios de prevenção".

Em Portugal, dados apontam para a existência de 60 mil infetados com o VIH.

Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida
O Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida autorizou a realização de dois tratamentos para o nascimento de...

De acordo com o presidente do Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida (CNPMA), Eurico Reis, o objetivo da intervenção é a obtenção de uma gravidez e, logo, o nascimento de uma criança que possa ser dadora de medula para um irmão com leucemia.

Os dois primeiros pedidos que chegaram ao Conselho em 2014 foram aceites, mas só um avançou, já que o outro casal desistiu.

O pedido aceite e cuja prática está em curso no Centro de Genética da Reprodução Professor Alberto Barros, no Porto, foi o primeiro a obter a autorização do CNPMA, conforme divulgou o jornal Público, em abril.

No entanto, o especialista em medicina da reprodução Alberto Barros explicou à agência Lusa que esta técnica já se realiza em Portugal há alguns anos, embora na altura não fosse necessária autorização prévia do Conselho.

Dos tratamentos feitos nesse período não resultou qualquer gravidez.

A terapia em questão é um ciclo de Procriação Medicamente Assistida (PMA) com Diagnóstico Genético Pré-Implantatório (DGPI) para a obtenção de embrião HLA (Human Leukocyte Antigen) compatível para efeitos de tratamento de doença grave.

O DGPI é um método muito precoce de diagnóstico pré-natal para os casais com um elevado risco de transmissão de uma doença génica (como a “doença dos pezinhos”) ou cromossómica (como a trissomia 21).

Este diagnóstico realiza-se após a remoção de uma ou duas células de embriões no terceiro dia de desenvolvimento ou após a biopsia na fase de blastocisto (5º dia), com posterior diagnóstico de uma patologia génica ou cromossómica.

O objetivo desta técnica é a transferência de embriões geneticamente normais ou, neste caso, embriões compatíveis relativamente ao grupo HLA.

Sempre que existe um pedido para o recurso a esta técnica, o Conselho delibera “caso a caso sobre a utilização das técnicas de PMA para seleção de grupo HLA compatível para efeitos de tratamento de doença grave”, disse o juiz desembargador Eurico Reis.

Isto significa que “as condições concretas de cada uma dessas situações individuais são o fundamento essencial da deliberação, sendo certo que, em todos os casos, está em causa o tratamento de uma doença grave e não a prevenção face à eventualidade ou potencialidade de se vir a desencadear uma tal doença”, adiantou.

Em relação ao pedido que o CNPMA inviabilizou, a recusa levou em conta um parecer do Instituto Português do Sangue e Transplantação (IPST) e os dados disponíveis em relação “ao risco de recidiva da doença e às probabilidades de, neste caso, se encontrar um dador compatível”.

O CNPMA reconheceu “a enorme complexidade da matéria em causa e bem assim o sofrimento pessoal do casal e da criança envolvidos”, mas indeferiu o pedido, embora tenha admitido “a possibilidade de proceder a uma revisão da situação se ocorrer uma alteração substancial das circunstâncias do caso”.

Infarmed divulga
Decorre durante o mês de junho o período de candidatura de projetos de investigação em saúde pública e serviços de saúde.

Tem início segunda-feira, dia 1 de junho, o prazo para submissão de candidaturas de projetos de investigação em saúde pública e serviços de saúde designadamente nas intervenções preventivas e terapêuticas, nas seguintes áreas científicas: Doenças oncológicas, diabetes e doenças cérebro-cardiovasculares.

O período de candidatura decorre durante o mês de junho e toda a informação encontra-se disponível no site do Infarmed - Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, entidade responsável pela gestão deste fundo.

O Fundo para a Investigação em Saúde, com um capital de base de um milhão de euros, destina-se ao financiamento de atividades e projetos de investigação dirigidos para a proteção, promoção e melhoria da saúde das pessoas, nomeadamente nas áreas de investigação clínica, investigação básica e translacional, com potencial interesse clínico ou em terapêutica e investigação em saúde pública e serviços de saúde, designadamente nas intervenções preventivas e terapêuticas.

Linha Saúde 24
O serviço de cessação tabágica da Linha Saúde 24, previsto começar a funcionar no domingo, não vai afinal arrancar antes da...

Segundo o coordenador da linha Saúde 24, o Ministério da Saúde aguarda pela publicação da lei do tabaco, atualmente em discussão na Assembleia da República, para a fazer coincidir com o arranque da linha para ajudar a deixar de fumar.

No entanto, Sérgio Gomes afirmou desconhecer para quando poderá estar prevista a publicação da lei e, consequentemente, o arranque do serviço de cessação tabágica.

O administrador da empresa que gere a Linha Saúde 24, Luís Pedroso Lima, disse ter tido indicações da Direção-Geral da Saúde para não avançar pelo menos até quarta-feira.

A linha de cessação tabágica foi anunciada pela primeira vez no final de agosto do ano passado, com data prevista para final do mês seguinte (setembro).

No final de novembro, o secretário de Estado da Saúde Leal da Costa anunciou para o início de 2015 o arranque da linha de cessação tabágica, bem como a revisão da lei do tabaco.

Em abril, a linha ainda não estava a funcionar e foi anunciada pelo Ministério da Saúde a criação de um portal de atendimento on-line da Linha Saúde 24, um sistema de atendimento e acompanhamento dos utentes semelhante ao que é feito telefonicamente, mas através da internet.

Na altura, o secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde disse pretender que ambos os serviços arrancassem na mesma altura, sendo que a data prevista para a linha de cessação tabágica era então 31 de maio, Dia mundial sem tabaco.

Esta linha continuará afinal a aguardar a publicação da lei do tabaco, mas o portal deverá estar disponível antes disso.

“Queremos lançá-lo entretanto. De certeza antes da linha de cessação tabágica. Estamos só a fazer testes e a verificar” o seu funcionamento, disse Sérgio Gomes, sem no entanto avançar qualquer data.

Em Beja
O Centro de Diagnóstico Pneumológico está a proceder ao rastreio dos trabalhadores e reclusos do Estabelecimento Prisional de...

“A única situação que se regista é a de um elemento do corpo da guarda prisional que deu positivo para a tuberculose e que se encontra, naturalmente, em tratamento e ausente do serviço”, refere, em comunicado, a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP).

Na nota, a mesma fonte garante que não há qualquer surto no estabelecimento.

“Como está protocolado para estas situações, o Centro de Diagnóstico Pneumológico está a proceder ao rastreio dos trabalhadores e reclusos do Estabelecimento Prisional de Beja, sem que, até ao momento, nos tivesse sido comunicado qualquer outro caso de positividade para a tuberculose”, lê-se no documento.

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