Instituto Português do Mar e da Atmosfera
Os arquipélagos da Madeira e dos Açores e os 18 distritos do continente apresentam hoje um risco muito elevado e elevado de...

De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), em risco muito elevado estão as ilhas do Faial, Terceira, Flores e São Miguel, nos Açores, as ilhas da Madeira e do Porto Santo e os distritos de Vila Real, Bragança, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Setúbal, Viana do Castelo, Porto, Aveiro, Leiria, Lisboa, Santarém, Évora, Beja e Faro no continente.

O IPMA colocou também os distritos de Braga e Coimbra em risco elevado.

Para as regiões com risco muito elevado e elevado, o IPMA recomenda o uso de óculos de sol com filtro ultravioleta (UV), chapéu, ‘t-shirt’, guarda-sol e protetor solar, além de desaconselhar a exposição das crianças ao sol.

Os índices UV variam entre 1 e 2, em que o risco de exposição à radiação UV é baixo, 3 a 5 (moderado), 6 a 7 (elevado), 8 a 10 (muito elevado) e superior a 11 (extremo).

O IPMA prevê para hoje no continente períodos de céu muito nublado, apresentando-se geralmente muito nublado no litoral das regiões Norte e Centro até ao fim da manhã e tornando-se pouco nublado ou limpo na região Sul.

Está também prevista a possibilidade de ocorrência de períodos de chuva fraca no litoral das regiões Norte e Centro.

A previsão aponta ainda para vento em geral fraco predominando de noroeste, soprando moderado a partir da tarde no litoral e nas terras altas, neblina ou nevoeiro matinal em alguns locais e pequena subida da temperatura máxima, em especial no interior.

As temperaturas mínimas no continente vão oscilar entre os 10 graus Celsius (na Guarda) e os 17 (em Faro e Lisboa) e as máximas entre os 20 graus (em Viana do Castelo) e os 29 (em Faro, Évora, Beja e Castelo Branco).

Para a Madeira prevê-se céu muito nublado, possibilidade de ocorrência de aguaceiros fracos nas vertentes norte e terras altas até ao fim da manhã e vento moderado de nordeste, soprando por vezes forte nas terras altas.

No Funchal as temperaturas vão variar entre os 19 e os 25 graus Celsius.

O IPMA prevê para hoje no grupo ocidental (Flores e Corvo) céu muito nublado com boas abertas, aguaceiros fracos e vento oeste moderado.

No grupo Central (Graciosa, São Jorge, Pico, Faial e Terceira) prevê-se céu muito nublado com abertas, aguaceiros fracos, especialmente na tarde, e vento fraco, tornando-se bonançoso a moderado de oeste.

Para o grupo Ocidental (São Miguel e Santa Maria) a previsão aponta para períodos de céu muito nublado com boas abertas e vento fraco a bonançoso de oeste.

Em santa Cruz das Flores as temperaturas vão oscilar hoje entre os 20 e os 26 graus, na Horta entre os 19 e os 25, em Angra do Heroísmo entre os 18 e os 25 e em Ponta Delgada entre os 16 e os 25.

Secretário de Estado da Saúde
O projeto-piloto que permite aos doentes com VIH fazer os tratamentos em farmácias mais próximas de si poderá ser alargado a...

Em entrevista, o secretário de Estado da Saúde, Fernando Araújo, afirmou que o projeto-piloto de dispensa de medicamentos hospitalares nas farmácias comunitárias, que começou no ano passado, “está a correr bem”.

Esta medida, que ainda está a ser testada apenas em Lisboa, veio permitir aos utentes escolher se queriam continuar a receber os tratamentos no hospital ou numa farmácia próxima de casa ou do trabalho.

“O objetivo é abrir este projeto ao país todo e, de forma faseada e progressiva, outras farmácias hospitalares vão poder trabalhar com farmácias comunitárias”, anunciou.

Mas primeiro será necessário avançar com a formação de mais farmacêuticos para garantir que o alargamento do projeto é feito com toda a segurança, observou o governante.

Segundo o secretário de Estado, “as pessoas estão confiantes”, houve um aumento de aderentes ao projeto e "os tratamentos estão a correr como esperado".

Fernando Araújo disse que optar por uma farmácia comunitária “é tão eficaz como fazer (o tratamento) no hospital” e, por isso, o Ministério da Saúde está empenhado em “continuar este percurso e alargar a todo o país”.

“Queremos iniciar nos grandes hospitais, no norte e no centro, e depois disseminar no resto do país”, revelou, acrescentando que no último trimestre será alargado a outras regiões do país.

Segundo números avançados pelo responsável, muito em breve, mais de trezentas pessoas estarão a beneficiar desta medida, que será alvo de avaliação em setembro.

O projeto foi criado para garantir que as pessoas não interrompiam a medicação, o que por vezes acontece, principalmente entre os utentes com mais dificuldades económicas, que por vezes deixam de se deslocar à farmácia hospitalar, explicou.

Esta é mais uma medida que poderá aumentar a percentagem de doentes em tratamento.

Atualmente, mais de 90% das pessoas com VIH estão diagnosticadas e mais de 90% das que estão em tratamento já não transmitem a infeção, segundo dados avançados à Lusa pelo secretário de Estado.

Portugal tinha até 2020 para conseguir atingir aqueles dois objetivos definidos pelo programa das Nações Unidas para o VIH/sida (ONUSIDA), que define ainda um outro objetivo: ter 90% dos doentes diagnosticados em tratamento.

Os últimos dados disponíveis, relativos a 2016, indicam que 87% dos doentes diagnosticados estão em tratamento.

Estes números serão apresentados hoje durante a conferência que contará com a presença do Coordenador do Programa de Doenças Transmissíveis da Organização Mundial de Saúde, Masoud Dara.

Secretário de Estado da Saúde
Portugal atingiu a taxa mais baixa de sempre de novas infeções de VIH entre pessoas com comportamentos aditivos e dependências,...

Dez anos após ter sido identificado o primeiro caso de VIH no país, foi criado o programa de troca de seringas, com o objetivo de prevenir as infeções entre as pessoas que utilizam drogas injetáveis.

Assim, numa altura em que mais de metade dos novos casos de sida era de pessoas com comportamentos aditivos, começou a distribuição de material esterilizado e da recolha e destruição das seringas usadas.

No ano passado, apenas 1,5% dos novos casos dizem respeito a esta população, disse o secretário de Estado da saúde, Fernando Araujo, em entrevista.

“O nível de novos casos reduziu-se de forma muito significativa, o que significa que estamos a ter um sucesso dos melhores a nível europeu”, salientou o responsável governamental.

O programa de troca de seringas serve para prevenir infeções pelo VIH, mas também pelos vírus das hepatites B e C e começou limitado às farmácias comunitárias, tendo posteriormente sido assegurado pelos centros de saúde e postos móveis.

"A luta no combate ao aparecimento de novos casos continua, independentemente de se tratar ou não de um grupo de risco, e este ano o Governo arrancou com um novo programa: a profilaxia pré-exposição” (PrEP), que permite proteger as pessoas de infeções através da toma de medicamentos, adiantou.

“Estamos a começar agora nos hospitais do país”, contou Fernando Araujo, sublinhando que o ministério quer “agarrar todos os tratamentos para evitar novos casos”.

 

Secretário de Estado da Saúde
Os portugueses vão poder fazer em casa testes de despiste do VIH, anunciou hoje o secretário de Estado da Saúde, que espera que...

Em entrevista, por ocasião da divulgação dos mais recentes dados sobre esta doença, o secretário de Estado da Saúde, Fernando Araujo, revelou que o Governo vai começar a trabalhar para alterar a legislação em vigor, que impede a realização de testes de VIH em casa.

“Vamos mudar a lei para que, até ao final do ano, os portugueses que quiserem possam comprar o teste na farmácia e fazer em casa”, afirmou o governante.

No caso de os testes serem positivos, os doentes podem marcar uma consulta num hospital “para repetirem o teste e serem reorientados”, acrescentou.

Com esta iniciativa o ministério da saúde espera conseguir reduzir os casos de deteção tardia de pessoas infetadas com sida.

Segundo Fernando Araujo, quem opta por este sistema são pessoas que não recorrem a outros serviços de saúde e os países onde esta possibilidade já existe revelam que a medida é um sucesso.

"Em geral, impede novas transmissões. As pessoas ao saberem que estão infetadas tendem a proteger-se para evitar a disseminação", acrescentou, sublinhando que esta será apenas mais uma alternativa às já existentes.

Diagnosticar cada vez mais cedo para evitar novos contágios é um dos desafios da tutela que reconhece que em Portugal há uma “elevada taxa” de diagnósticos tardios, acrescentou.

O secretário de Estado lembrou que atualmente é possível realizar testes de despiste nos centros de saúde e hospitais, assim como em muitas ONG (Organizações Não Governamentais) “que fazem um trabalho espetacular em Portugal”.

Junto da comunidade prisional, mas também com as grávidas, já existe um trabalho de deteção, mas o secretário de Estado considerou insuficiente.

“Temos um sistema montado, mas achamos que não é suficiente. Apesar de termos esse acesso muito facilitado, continuamos a ter infeções tardias”, lamentou.

Também as farmácias devem começar a realizar testes rápidos de rastreio ao VIH/sida e hepatites B e C já em agosto, acrescentou o governante, explicando que o processo de formação dos profissionais está a terminar.

 

OMS
Portugal está entre o restrito grupo de países europeus com mais pessoas com VIH diagnosticadas e com mais doentes em...

Em entrevista, o coordenador do Programa de Doenças Transmissíveis da Organização Mundial da Saúde (OMS), Masoud Dara, saudou a evolução registada nos últimos anos no combate à sida.

“Portugal tem feito um percurso exemplar na prevenção, detecção, tratamento e cuidados dos doentes com VIH”, afirmou Masoud Dara, sublinhando que o país atingiu praticamente todos os objetivos estabelecidos no programa das Nações Unidas para o VIH/sida — ONUSIDA, conhecido como 90/90/90.

O programa pretende que, até 2020, 90% das pessoas com VIH/sida estejam diagnosticadas, que 90% dos diagnosticados estejam em tratamento e que 90% dos que estão em tratamento atinjam uma carga viral indetetável ao ponto de ser impossível transmitir a infeção.

Portugal já atingiu um desses objetivos - a identificação das pessoas infetadas – e conseguiu que 89% dos doentes em tratamento atingissem uma carga muito indetetável, acrescentou, por seu turno, o secretário de Estado da Saúde, Fernando Araújo.

“Exemplar” é o adjetivo escolhido por Masoud Dara, que coloca assim Portugal ao lado de países como a Dinamarca, a Islândia, a Suécia, a Grã-Bretanha e a Irlanda do Norte, que já alcançaram a meta dos 90-90-90.

No entanto, a média dos 53 países europeus que participam no programa revelam uma situação preocupante: apenas 69% de doentes estão identificados, a maioria não está em tratamento (58%) e apenas 36% de doentes que estão em tratamento deixaram de ser uma ameaça na transmissão do vírus, segundo dados avançados pelo responsável.

Masoud Dara aponta a situação vivida nos países da Europa de Leste como a principal razão para estas percentagens tão baixas, já que naquela região do globo a sida continua a ser um assunto tabu.

“Em 2016, havia 160 mil novos infetados na Europa, dos quais 80% viviam em países de leste”, lamentou, explicando que naquela região o número de novos doentes continua a aumentar, em parte por falta de prevenção e limitado acesso a tratamentos.

Resultado: No leste, estão diagnosticados apenas 63% dos doentes, só um em cada quatro (28%) está em tratamento e 88% dos doentes em tratamento continuam a ser um perigo em termos de transmissão do vírus.

Administração Regional de Saúde
A Unidade de Saúde Familiar Saúde Oeste, em Braga, vai ser instalada num único edifício, uma antiga escola primária que irá...

Em comunicado, aquela estrutura do ministério da Saúde esclarece que aquela transferência representa um investimento de 710 mil euros e que vai servir um universo de 7500 doentes inscritos, que até agora eram atendidos em dois polos, um em Sequeira e outro em Cabreiros.

Segundo o texto, os atuais polos daquela Unidade de Saúde Familiar são "exíguos e desadequados ao fim a que se destinam, em especial para os profissionais que nas mesmas desenvolvem a sua atividade e doentes".

O texto refere que a "escritura do referido espaço foi hoje efetuada e outorgada, quer por a Administração Regional de Saúde (ARS), quer pela Câmara Municipal de Braga que, em direito de superfície, cedeu a esta Instituição, o espaço atrás mencionado".

A assinatura do contrato com a empresa construtora está prevista para o dia 27, sendo que o início da obra deverá ocorrer em setembro deste ano e a conclusão um ano após o seu início (setembro de 2019).

"Este investimento demonstra a aposta que o atual Governo vem a efetuar no Serviço Nacional de Saúde, levando cuidados de qualidade e de proximidade junto das pessoas, em especial daquelas mais distantes dos grandes centros urbanos, eliminando desta forma assimetrias durante anos verificadas", lê-se.

Governo Regional
O Governo Regional da Madeira lançou ontem uma campanha de dissuasão do consumo de substâncias psicoativas nos arraiais e...

"Com esta campanha queremos transmitir à população da Região Autónoma da Madeira que, de uma forma organizada e mais abrangente, vamos ter resultados cada vez mais objetivos e correspondentes a mais ganhos em saúde", afirmou o secretário regional da Saúde, Pedro Ramos, durante a apresentação do projeto no Funchal.

"Mais Verão… Sem Drogas 2018" é uma iniciativa do Instituto de Administração da Saúde que se realiza pelo segundo ano e visa atuar na prevenção e na dissuasão de comportamentos de risco relacionados com o consumo de substâncias psicoativas pelos jovens, no decurso dos mais de 200 arraiais e festivais na Madeira durante o período de verão.

O projeto envolve diversas entidades, nomeadamente forças policiais, juntas de freguesia, câmaras municipais e associações empresariais, de modo a promover a redução da disponibilidade de substâncias psicoativas ilícitas no mercado e a garantia de que a venda seja feita de forma segura e não indutora de consumo nocivo.

A Secretaria Regional da Saúde considera que este é um "modelo de resposta integrada" e destaca a importância do envolvimento dos empresários na promoção da "venda segura" de álcool e tabaco nos restaurantes, bares e supermercados.

No ano passado, segundo dados avançados por Pedro Ramos, a campanha “Mais Verão… Sem Drogas” abrangeu 11 mil pessoas, contou com a participação de 150 estabelecimentos comerciais e foram feitas diversas intervenções por parte das forças policiais, do que resultaram 2.930 condutores testados.

Investigação
Um especialista identificou, na sequência de uma investigação, que o chá verde dos Açores possui uma substância que fomenta as...

“Depois de fazer uma recolha [de chás de todo o mundo] cheguei à conclusão que o chá dos Açores consegue ser superior aos outros em teor de polifenóis”, declarou o investigador José Batista, doutorado em bioquímica analítica, que já esteve ligado a várias universidades portuguesas e do Canadá.

Os polifenóis são substâncias químicas que estão presentes nos vegetais e frutos, indicando estudos científicos recentes que são muito benéficas aos seres humanos e, por isso, devem ser incluídas na alimentação.

De acordo com a comunidade científica, os alimentos que são ricos em polifenóis possuem várias ações importantes no corpo, sendo antioxidantes, ajudando ainda a dar mais energia.

O investigador, que estou dezenas de chás da China, Japão e Tailândia - e estuda esta planta há cerca de 10 anos, publicando estudos científicos - salvaguarda que existe um chá chinês “muito semelhante” ao açoriano, cultivado junto ao mar, mas com três vezes mais teína do que o chá verde dos Açores.

José Batista, que está a desenvolver estudos para apurar em qual fase da planta do chá dos Açores existe a substância que vai aumentar as funções cognitivas, refere que este é “menos amargo” do que os restantes, o que o levou a suspeitar que possui um aminoácido que só existe nos Açores, ligeiramente adocicado.

O cientista, além de concluir que o chá dos Açores “é mais rico”, quer agora criar condições para explorar esta potencialidade do chá verde, destacando que o aminoácido, meia hora depois de ingerido, chega ao cérebro e vai estimular os neurotransmissores como a acicolina, que combate o Alzeimer e a Doença de Parkison, por exemplo.

Explicou ainda que o aminoácido identificado no chá dos Açores possui um "efeito contrário" a excitantes como a cafeína, surgindo como um relaxante natural sem efeitos secundários como a sonolência, como nas benzodiazepinas (Xanax).

O investigador declarou que o aminoácido tem também efeito sobre as ondas que o cérebro emite, "aumentando a criatividade" no ser humano.

José Batista, que já colaborou com o Instituto de Oncologia do Porto no desenvolvimento de metodologias que ajudam a diagnosticar o cancro em fase prematura, fez a opção pelo estudo do chá devido à sua riqueza em antioxidantes.

O chá foi introduzido nos Açores no século XIX, tendo a planta vindo do Brasil, sendo esta a única região europeia a produzir esta cultura.

Mantêm-se hoje duas unidades, as fábricas da Gorreana, um negócio de família que começou em 1883, e Porto Formoso, ambas no concelho da Ribeira Grande, na ilha de São Miguel.

Ataques de pânico
Palpitações, tremores, respiração acelerada, tonturas ou dor torácica e abdominal são alguns dos sin

Apesar de não se saber ao certo o que pode desencadear um ataque de pânico, pensa-se que a genética, a personalidade, a alteração no funcionamento de algumas zonas do cérebro ou a influência de stress intenso possam ser importantes fatores condicionantes para o seu desenvolvimento.

Na maioria dos casos, os ataques de pânico manifestam-se apenas em um ou dois episódios ao logo da vida. E o stress é quase sempre o culpado.

Menos comuns são os casos de pânico patológico, que atingem cerca de 1% da população, e que consistem em episódios recorrentes, muitas vezes incapacitantes.

Maria teve o seu primeiro ataque de pânico no verão de 2011 ao atravessar a ponte 25 de Abril. “Se calhar até nem foi o primeiro mas foi o único que se manifestou fisicamente… sempre ouvi dizer que era tudo psicológico”, começa por dizer.

Sem aviso, o coração disparou e todo o lado esquerdo do seu corpo começou a ficar dormente. “Comecei a perder os sentidos como se fosse desmaiar e, sem saber explicar porquê, desatei a gritar como se me estivesse a dar ordens: tu consegues, está quase, tu consegues”, recorda acrescentando que, assim que atravessou a ponte, parou o carro e chorou compulsivamente. “Foi a última vez que fiz aquele percurso ao volante e, hoje, passados todos estes anos tenho os meus mecanismos para o fazer enquanto passageiro”.

Depois deste episódio fez vários exames médicos. “Porque até se pôs a hipótese de ter sofrido um AVC”, adianta revelando que acabou por fazer psicoterapia durante mais de um ano. “Mas nada nem ninguém me convence que sou capaz de ultrapassar este episódio. Nunca mais vou conseguir atravessar aquela ponte a conduzir”, diz categoricamente, sem que, até hoje, consiga encontrar o motivo de ter ficado com tanto medo. “Posso atribuir esse evento, que me condiciona até hoje, a vários factos que ocorreram ao longo a minha vida, mas não o compreendo. Nunca consegui ir ao fundo da questão para a resolver”, admite.

Com o tempo foi arranjando estratégias para conseguir atravessar o rio. Utilizar a Ponte 25 de Abril é que nunca mais! “Há sete anos que uso a Ponte Vasco da Gama… nem sempre consigo entrar à primeira – saio, dou a volta à rotunda de Moscavide e entro. Tive algumas situações em que achei que poderia voltar a acontecer o mesmo, mas imediatamente falo para mim e consciencializo-me que sou capaz. Encontrei formas de defesa, como fazer um telefonema e manter-me distraída durante o percurso”, acrescenta Maria que admite o quão stressante e condicionante esta sua “limitação” pode ser. “Esta situação condiciona-me muito, mas o medo supera qualquer tentativa de contrariar esta impotência. O que me aconteceu comprometeu a minha segurança e a dos condutores que passavam a ponte naquele momento”, lamenta.

«Literalmente, eu não consegui sair de casa»

Filipa sempre foi ansiosa. “Já em miúda parecia que estava sempre a antecipar tudo o que poderia acontecer. Era como se vivesse sempre com a cabeça no futuro para não ter nenhuma surpresa. E tudo o que implicava algum tipo de mudança no meu dia-a-dia deixava-me nervosa”, recorda a jovem advogada. No entanto, foi já em adulta que soube o que era ter um ataque de pânico. “Aliás, eu não tive um, tive vários”, confessa.

Tremor, suores, palpitações, náuseas ou uma sensação de medo paralisante foi o que sentiu durante estes episódios. “Eu sempre trabalhei bem sob stress. Aliás, sempre disse que era neste ambiente que trabalhava melhor…. A única coisa com a qual eu não conseguia lidar era com a crítica destrutiva, com a pressão que algumas chefias colocam nos seus colaboradores, de propósito para que estes se sintam mal”, justifica.

No seu caso, os ataques de pânico surgem na sequência do mau ambiente que vivia na sociedade de advogados onde trabalhava. “Não consigo perceber o porquê de tanta implicância, mas a verdade é que as coisas chegaram a um ponto em que eu não podia abrir a boca. Tudo o que eu dizia, tudo o que eu fazia era motivo para desencadearem uma enorme pressão em mim. Às tantas tomei aquilo como um ataque pessoal e perdi a lucidez”, afirma.

A sentir-se como um alvo a abater, vieram ao de cima as suas principais inseguranças. “Comecei a sentir-me completamente insegura, em relação ao meu trabalho, em relação a mim mesma… eu que sempre fui bastante assertiva”, recorda.

Um dia não conseguiu sair de casa para ir trabalhar e foi aí que percebeu que algo tinha de mudar. “Eu adormecia a pensar que no que poderia acontecer no dia seguinte, no que me poderiam dizer. E isso criava em mim uma enorme ansiedade. Cheguei a passar noites em claro, com o coração a querer sair-me do peito”, descreve.

Numa dessas manhãs, sentiu uma vontade incontrolável de chorar. Gritou e acabou por ficar imóvel no sofá. “Parecia que tinha enlouquecido. A minha cabeça latejava enquanto pensava em mil e uma desculpas para faltar ao trabalho. Estava no meu limite”, confessa.

O despedimento foi a solução mais rápida. Seguiram-se meses de psicoterapia e controlo antidepressivo. “Fiz medicação, é verdade, para ajudar a controlar a minha ansiedade. E a psicoterapia foi importante para perceber de onde vem a minha ansiedade, ou porque permito que alguém exerça tanto poder sobre mim com a sua opinião… É uma coisa que tenho de trabalhar porque ainda não está bem resolvida”, acrescenta Filipa.

“O mais assustador é nunca saber se volta a acontecer, ou em que circunstâncias. Podemos estar em casa com os amigos, no trabalho, no supermercado”, revela quanto a forma como os ataques de pânico podem surgir.

«Ainda hoje, há dias em que não consigo entrar no carro»

Ricardo ficou gravemente ferido num acidente de automóvel. O melhor amigo e a namorada perderam a vida a caminho do hospital. Tinham todos pouco mais de 20 anos. “Foi um dia que jamais irei esquecer, apesar de não me lembrar do que aconteceu depois do camião ter embatido no nosso carro”, começa por dizer.

O acidente que mudou a sua vida, ainda hoje, condiciona o seu dia-a-dia, não só fisicamente – “porque fiquei com algumas mazelas” – mas também psicologicamente.
“Estive em coma… Foi um processo de recuperação muito longo. E, durante vários anos, não consegui conduzir. Só a ideia de entrar num carro me deixava ansioso”, tenta explicar admitindo que foi com a ajuda da psicoterapia que, aos poucos, foi perdendo o medo.

“Uma coisa como a que eu vivi, nunca se esquece. É preciso reaprender a viver e confrontar o medo… o que não é fácil! O trabalho psicológico aqui é muito importante, e no meu caso tem vindo a ser contínuo”, admite.

A verdade é que foram precisos mais de 10 anos para conseguir voltar a conduzir. “No dia que me voltei a sentar ao volante de um carro tive um ataque de pânico, sim… Foi a pior sensação da minha vida, depois do acidente. Hiperventilei, senti que o meu coração ia sair disparado pela boca, transpirei como nunca na vida e senti um medo inexplicável…”, revela adiantando que, infelizmente, este não foi um evento isolado. “Já tive outros, noutras circunstâncias e, ainda hoje, há dias em que não consigo entrar no carro. No meu ou no dos outros”, afirma.

“Os meus amigos já percebem quando estou a entrar em pânico. Às vezes fazemos uma caminhada para eu me acalmar, respirar bem fundo, e fazer uma nova tentativa para conduzir ou ser conduzido”, revela Ricardo.

Apesar de não acontecer com a mesma frequência de há anos, estes eventos ainda condicionam muito a sua vida. “Se algum dia vou deixar de «panicar»? Não faço ideia, mas “trabalho” isso”, afirma lamentando apenas que, de um modo geral, os outros não entendam que “isto não acontece só aos maluquinhos”. “Eu sou, e sempre fui uma pessoa saudável, física e mentalmente. Tive o azar de ter um acidente que mudou a minha vida e que, ainda hoje, mexe com o meu inconsciente. Mas pode acontecer a qualquer um, e em circunstâncias banais da vida”, conclui.  

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, três em cada 10 pessoas sofrem de ataques de pânico em todo o mundo, tratando-se este de um problema grave de saúde mental que precisa ser atendido, discutido e tratado. 

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Aos 64 anos
O investigador português Ricardo Camacho, músico da Sétima Legião, morreu hoje aos 64 anos na Bélgica, em consequência de um...

Nascido na Madeira em 1954, Ricardo Camacho vivia na Bélgica, onde fazia trabalho de investigação no Rega Institute for Medical Research, em Leuven.

Especialista em virologia clínica, Ricardo Camacho era para muitos o teclista da Sétima Legião, grupo formado na década de 1980 e da qual fez parte praticamente desde o início.

"Ele começou como produtor do grupo, era um grande amigo, aprendi muito com ele, no início dos anos 1980, vivemos intensamente todos os concertos. É um bocadinho da Sétima Legião que morre", afirmou Rodrigo Leão.

Como músico, a entrada na Sétima Legião deu-se através da produção. Ricardo Camacho integrava a Fundação Atlântica, fundada por nomes como Pedro Ayres Magalhães e Miguel Esteves Cardoso, e produziu para artistas como Anamar, Né Ladeiras, Ban, Xutos & Pontapés ou Manuela Moura Guedes, que deu voz às canções "Foram cardos foram prosas" e "Flor sonhada", por ele compostas.

Na Sétima Legião, como teclista e produtor, deixa o nome inscrito em álbuns essenciais da história do grupo como "A Um Deus Desconhecido" (1984), "Mar D’Outubro" (1987) e "De Um Tempo Ausente" (1989).

O grupo tinha sido criado por Rodrigo Leão, Pedro Oliveira e Nuno Cruz em 1982, numa altura em se vivia um momento de expansão do rock português, com nomes como Rui Veloso, UHF, GNR e Xutos & Pontapés.

A sonoridade do grupo denunciava influências da música pop rock inglesa, em particular o ambiente de Manchester e de bandas como Joy Divison. Os primeiros temas ainda foram escritos em inglês, mas foi com as letras em português, quase todas de Francisco Ribeiro de Menezes, com a introdução de bombos e da gaita-de-foles, que conquistaram uma marca distintiva na música portuguesa.

No total, editaram seis álbuns, de "A um deus desconhecido" (1984) a "Sexto Sentido" (1999), e nunca anunciou oficialmente um fim, com os músicos a tocarem informalmente ao longo dos anos.

Em 2012, assinalaram os 30 anos de existência do grupo com uma série de concertos. Há um ano, já Ricardo Camacho estava doente, voltaram a reunir-se num concerto no Liceu Passos Manuel, em Lisboa, "para matar saudades", recordou Rodrigo Leão.

Na investigação médica, Ricardo Camacho foi diretor do Laboratório de Virologia do Hospital Egas Moniz e fez investigação no Centro de Malária e outras Doenças Tropicais.

Foi consultor da Comissão Nacional de Luta contra a SIDA, tendo participado ainda em vários estudos internacionais sobre esta doença, na qual se especializou.

Foi ainda professor na Escola Superior de Ciências da Saúde e na Faculdade de Ciências Médicas, ambas em Lisboa, e na Universidade Católica no Porto.

Não ainda informações sobre o funeral, que deverá acontecer na Bélgica.

Escola de Saúde de Aveiro
A Escola Superior de Saúde da Universidade de Aveiro vai lançar uma plataforma 'online' dedicada à reabilitação...

A Reabilitação Respiratória em Rede (3R) visa ajudar a “encontrar soluções para um conjunto de doenças que tem em Portugal um acompanhamento clínico insuficiente” e vai ser apresentada durante a conferência “Reabilitação Respiratória em Rede”, que se realiza dia 11, na Universidade de Aveiro.

Segundo Alda Marques, coordenadora do Lab3R da Escola Superior de Saúde da Universidade de Aveiro (ESSUA) e responsável pelo 3R, a “doença pulmonar obstrutiva crónica, asma, apneia do sono, fibrose pulmonar idiopática, e bronquiectasias são algumas das enfermidades que fazem parte do grupo das doenças respiratórias crónicas e que em Portugal estão ainda muito subdiagnosticadas”.

Entre 2011 e 2016 o diagnóstico da doença pulmonar obstrutiva crónica aumentou 241 por cento e o da asma 234 por cento. “Estas doenças são crónicas e, portanto, já estavam há muito presentes na população, nunca tinham é sido diagnosticadas”, afirma Alda Marques.

A ausência de uma rede nacional de espirometria que permita avaliar a saúde dos pulmões e a falta de sensibilização da comunidade em geral, para a enorme presença de doenças respiratórias crónicas na população, são algumas das razões que explicam o porquê de no país existir um subdiagnóstico destas doenças, de acordo com a coordenadora do projeto.

“As doenças respiratórias, possíveis de prevenir e tratar, representam um problema de saúde pública substancial com enorme sobrecarga para os doentes e famílias, mas também para a economia e sistemas de saúde e sociais”, aponta Alda Marques.

Principais causadoras de morte e incapacidade prematura em Portugal, “prevê-se que o número de pessoas afetadas por estas doenças continue a aumentar devido à exposição contínua a fatores de risco e ao envelhecimento da população”.

Alda Marques diz ser fundamental que “as pessoas possam ser referenciadas o mais precocemente possível e acompanhadas de forma personalizada, de acordo com as suas necessidades e expectativas, independentemente do local onde vivem ou severidade de doença que têm”.

Em Portugal as doenças respiratórias crónicas afetam 40 por cento da população mas, “apesar de serem líderes de mortalidade e morbilidade”, menos de um por cento dos doentes têm acesso a reabilitação respiratória, uma intervenção considerada “essencial” para estes doentes. Nesse sentido, a plataforma 3R pretende ser uma ajuda. Desenvolvida para Portugal e para os Países da Comunidade de Língua Portuguesa, a 3R visa ajudar as pessoas com doenças respiratórias crónicas e promover a parceria entre doentes, familiares, comunidade e profissionais de saúde.

“Pretendemos facilitar o acesso, de forma gratuita, a toda a informação referente às doenças respiratórias crónicas e à reabilitação respiratória, e assim contribuir para a adoção de estilos de vida saudáveis e para uma melhoria da qualidade de vida destes doentes”, explica Alda Marques.

Os doentes e familiares passam a dispor, em vários vídeos e textos, de informações úteis acerca das doenças respiratórias crónicas e da reabilitação respiratória, testemunhos de experiências vividas, bem como acompanhar as novidades acerca destes temas.

A 3R quer também constituir-se como “um ponto de referência para os profissionais de saúde, permitindo desenhar e implementar programas de reabilitação respiratória baseados na evidência”.

Os profissionais de saúde terão assim acesso a uma listagem de recursos materiais e humanos necessários para implementar programas de reabilitação respiratória, a uma lista compreensiva de instrumentos para avaliar os efeitos da reabilitação respiratória nos doentes, a orientações de como implementar os programas, a material informativo para as sessões psicoeducativas e a folhas de registo das sessões.

Comissão parlamentar de Saúde
O ministro da Saúde comprometeu-se hoje a lançar a obra da ala pediátrica do hospital de São João até final da legislatura e...

Adalberto Campos Fernandes está hoje a ser ouvido na comissão parlamentar de Saúde, com todos os partidos, incluindo o PS, a pedirem ao ministro um ponto da situação do investimento para a nova ala pediátrica do hospital de São João, no Porto.

Segundo o governante, o investimento “está autorizado”, encontrando-se a administração regional de Saúde do Norte e o hospital a “ultimar o plano de investimento”.

PCP, PSD, CDS e Bloco de Esquerda lembraram ao ministro da Saúde que no final de abril tinha dito que “em duas semanas” o investimento da ala pediátrica estaria resolvido, quando em julho “nada se encontra resolvido”.

Foi em abril que a construção da nova ala pediátrica do São João ganhou relevo, quando pais de crianças com doenças oncológicas denunciaram as más condições de atendimento.

Entretanto, hoje o ministro Campos Fernandes recordou aos deputados que o hospital já remodelou uma área para as crianças em condições mais frágeis.

Estudo
Um estudo do IVI em colaboração com o Hospital La Fe de Valencia revolucionou, mais uma vez, a procriação medicamente assistida...

Este estudo, dirigido pelo copresidente do IVI, o Professor Antonio Pellicer, conduzido por Sonia Herraiz do IVI e Mónica Romeu, Hospital La Fe de Valencia, e que contou também com a colaboração da Nuria Pellicer, médica residente deste hospital, está a caminho da terceira fase, com resultados promissores. Depois da primeira fase em modelo animal, mediante a qual se realizou um implante de tecido humano em ratos para comprovar a efetividade do tratamento com células mãe, o estudo avançou para uma segunda fase com vinte pacientes com baixa resposta. Às quais se mobilizam células mãe, extraem-se no sangue periférico e voltam-se a implantar no ovário para reverter o processo de envelhecimento e ativar os folículos adormecidos.

Todos estes avanços são apresentados estes dias, na 34ª dição da ESHRE, pela mão de Nuria Pellicer, que explica: “Na segunda fase vimos que a técnica ajudava a melhorar a resposta ovárica, aumentava a produção de ovócitos, mas ao ser pacientes com baixa resposta de idade materna avançada, uma percentagem elevada de embriões eram aneuploides, quer dizer, sofriam de alterações cromossómicas. Além disso, entre as pacientes com baixa resposta havia muita variabilidade, e em algumas ocasiões, a variabilidade podia mascarar resultados. Com base nisto descobrimos que as pacientes menopáusicas ou pré-menopáusicas, quer dizer, com falência ovárica precoce, podiam responder melhor ao tratamento e decidimos desenhar uma nova fase do estudo”.


Os autores do estudo, Nuria Pellicer, Antonio Pellicer e Sonia Herraizdurante o 34º Congresso da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia (ESHRE) 

A segunda fase do estudo, graças à qual o IVI e La Fe são responsáveis pelo nascimento de três bebés, foi aceite pela revista Fertility & Sterility, e será publicada em breve.  Para a terceira fase, estão a ser atualmente recrutadas mulheres menores de 38 anos e exclusivamente com falência ovárica precoce. Esta última fase constará de duas vertentes.

Por um lado, mobilizam-se as células, são extraídas, e introduzidas de novo diretamente no ovário. Por outro, tentar-se-á uma opção menos invasiva, mobilizando igualmente as células e deixando-as circular pela zona afetada para reverter o processo de envelhecimento e favorecer a ativação de folículos adormecidos.

Segundo aponta o Professor Antonio Pellicer, diretor do estudo: “Com este último enfoque esperamos verificar se pelo simples facto de aumentar o número de células mãe, e fazê-las circular pelo sistema sanguíneo, estas são capazes de chegar ao ovário e atuar sobe ele. A nossa ideia, quando tenhamos clara a resposta das células, é desenvolver uma técnica, o menos invasiva possível, e estandardizar, para poder aplicar em qualquer clínica”.

Cabe ressaltar que, à parte do rejuvenescimento ovárico mediante a fusão de células mãe na artéria ovárica, existe outra técnica, também para o rejuvenescimento ovárico (OFFA, cujas siglas em inglês de Ovarian Fragmentation for Follicular Activation). O IVI, em colaboração com o Hospital La Fe de Valencia encontram-se uma vez mais para investigar o rejuvenescimento ovárico mediante a fragmentação do tecido ovárico, com resultados promissores, que serão revelados em breve.

Ministério da Saúde
Médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais. Comissão Nacional de Cuidados Paliativos diz que é preciso encontrar...

O Ministério da Saúde vai assinar esta quarta-feira protocolos com cinco escolas de ensino superior públicas de Serviço Social para que todos os alunos de licenciatura desta área tenham formação básica em cuidados paliativos.

Os assistentes sociais juntam-se assim aos médicos, enfermeiros e psicólogos cujas universidades também têm assinado, nos últimos meses, acordos semelhantes.

A presidente da Comissão Nacional de Cuidados Paliativos destaca, em declarações à TSF, que há muitos portugueses a precisar destes cuidados mas que nunca são detetados pelo sistema de saúde ou que são referenciados demasiado tarde, estando a sofrer desnecessariamente. Uma falha que Ana Gonçalves pretende evitar dando mais formação sobre o assunto a todos os profissionais que se cruzam com os doentes.

Atualmente as equipas de paliativos são chamadas muito perto da morte, algo que não faz sentido.

A Comissão Nacional de Cuidados Paliativos, alinhada com o programa do Governo, defende que os futuros profissionais da saúde devem ter competências básicas para informar, orientar e prestar ações paliativas ao doente que está numa situação limitante ou que ameace a sua vida.

 

Estudo
A testosterona, a hormona sexual masculina por excelência, aumenta as preferências dos homens por produtos com marcas...

O estudo liderado pelo professor Hilke Plassmann, da escola de negócios do Instituto Europeu de Administração de Empresas (INSEAD, na sigla em francês), revelou que o consumo de bens que podem ser considerados de luxo se deve, em parte, a razões biológicas. Para realizar este trabalho, foram escolhidos 243 homens de idade e contextos socioeconómicos semelhantes.

Aleatoriamente, escreve o Sapo, metade deles recebeu uma pequena dose de testosterona similar à que o corpo poderia produzir em situações de emoção diária - como durante eventos desportivos ou quando sente atração por alguém - enquanto a outra parte tomou um placebo.

Num primeiro teste, os homens tiveram que escolher entre duas marcas diferentes que tinham produtos de qualidade similar, mas com status social diferente.

Bens que remetem para status social superior
As diferenças culturais podem ter um papel importante neste tipo de comportamento

O estudo revelou que aqueles que tinham recebido a dose de testosterona apresentaram uma preferência maior pelos bens associados a um status social superior.

Além disso, o segundo teste, que tinha como objetivo comprovar o vínculo entre a testosterona e os dois principais indicadores de uma posição social elevada - status e poder -, demonstrou somente uma relação entre a hormona e o status.

Segundo os pesquisadores, as descobertas podem ser úteis para gerar novos contextos hipotéticos nos quais os homens, devido ao aumento da testosterona, possam ficar mais predispostos a consumir produtos vinculados a maior nível social.

Apesar disso, Gideon Nave, um dos professores que participaram no estudo, advertiu que é necessário considerar que "as diferenças culturais podem ter um papel importante neste tipo de comportamento".

"As conclusões apresentam os primeiros dados teóricos sobre a base biológica das preferências de consumo de produtos relacionados com um status maior. No entanto, a investigação deve ser repetida em outros grupos populacionais", assinalou o investigador.

Relatório revela
A maioria das massas de água europeias continuam por cumprir o objetivo mínimo de “bom estado”, apesar dos progressos das...

Apesar de melhorias na qualidade da água de muitos e subterrâneas há ameaças à qualidade a longo prazo, como a contaminação, a construção de estruturas como barragens, ou a extração excessiva, indica o documento.

Com o título “Águas europeias: avaliação do estado e das pressões 2018”, o relatório indica que os estados membros da União Europeia (UE) fizeram “esforços notáveis” na melhoria da qualidade da água, aperfeiçoando o tratamento das águas residuais e reduzindo a contaminação pela agricultura, facilitando as migrações de peixes e restaurando sistemas ecológicos degradados.

Mas se o documento diz que a maioria das massas de água subterrânea está em boas condições, alerta também que apenas 40% dos lagos, rios, estuários e águas costeiras vigiadas alcançaram o estado ecológico de “bom” ou “muito bom”, de acordo com a diretiva-quadro da água da UE, no período 2010-2015, escreve o Sapo.

Portugal aparece bem posicionado
No mapa da Europa, Portugal aparece bem posicionado em termos gerais. Na Península Ibérica a água com mais qualidade é em todo o norte, da Galiza à fronteira com França, com Portugal a apresentar a melhor água também no norte do país e no Algarve, sendo o interior sul a pior região.

Na qualidade das águas subterrâneas, Portugal está no grupo dos países onde a qualidade oscila entre os 75% e os 100%. Apenas seis países atingiram a qualidade 100%. Quanto à qualidade química das bacias hidrográficas, Portugal está também no topo em termos de qualidade, em contraste com os países da Europa central.

Em termos gerais, o norte da Escandinávia, o norte do Reino Unido (Escócia) e a Estónia, Eslováquia e Roménia, bem como várias bacias hidrográficas da região mediterrânica são as que apresentam mais massas de água superficial com muita qualidade, em contraste com os piores resultados de bacias hidrográficas da Europa central, com mais densidade populacional e agricultura mais intensiva.

De todos os lagos, rios e outras massas de água superficiais vigiadas da Europa, apenas 38% apresenta bom estado químico, com concentrações de contaminantes que não ultrapassam as normas de qualidade da UE. Na maioria dos Estados, o principal contaminante é o mercúrio, havendo também cádmio, que é utilizado, por exemplo, em fertilizantes.

As principais pressões sobre a qualidade da água estão nas estruturas como as represas, os transvases e a recuperação de terras, a contaminação por fontes difusas, como a resultante do tratamento de terrenos agrícolas, e a contaminação por fontes pontuais, como a descarga de águas residuais. Os principais efeitos são o aumento de nutrientes, a contaminação química e a alteração de habitats.

A avaliação da água, a segunda que realiza a Agência Europeia do Meio Ambiente (AEMA) desde 2012, examina o controlo de salubridade de mais de 130.000 massas de água superficial e subterrânea vigiadas pelos Estados membros da UE.

 

Relatório da Agência Europeia do Ambiente
A organização ambientalista WWF lamentou que Portugal continue a "ignorar leis que asseguram a qualidade da água",...

"Portugal é um dos países deficitários na aplicação das leis ambientais e isso reflete-se, por exemplo, na qualidade da água dos rios onde tomamos banho no verão e na água que rega os alimentos que consumimos", afirmou em comunicado a diretora da Associação Natureza Portugal (ANP), a representação portuguesa da WWF, Ângela Morgado.

A Wold Wide Fund for Nature (WWF, Fundo Mundial para a Natureza) afirma, segundo o Sapo, não ter tido surpresas com os resultados do relatório, porque os estados membros da União Europeia "andam a contornar os seus compromissos para com as leis da água há quase duas décadas".

Europa não cumpre metas
O resultado, considera a organização, tem sido uma maior deterioração dos rios e os lagos, para os quais os países europeus não vão atingir as metas propostas até 2027.

"Na Europa, o estado das águas é particularmente mau em muitos países da Europa central, como a Alemanha, Holanda e Bélgica, com maior densidade populacional e agricultura mais intensiva. Como resultado, a maioria das massas de água ainda não consegue atingir um bom estado ecológico", refere o comunicado da ANP/WWF.

A organização pede "esforços redobrados para proteger e restaurar os recursos hídricos da Europa" e defende que o relatório deve ser visto como "um alerta final".

Instituto Português do Mar e da Atmosfera
Os arquipélagos da Madeira e dos Açores e os 18 distritos do continente apresentam hoje um risco muito elevado e elevado de...

De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), em risco muito elevado estão as ilhas do Faial, Terceira, Flores e São Miguel, nos Açores, as ilhas da Madeira e do Porto Santo e os distritos de Vila Real, Bragança, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Setúbal e Faro no continente.

O IPMA colocou também os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria, Lisboa, Santarém, Évora e Beja em risco elevado.

Para as regiões com risco muito elevado e elevado, o IPMA recomenda o uso de óculos de sol com filtro ultravioleta (UV), chapéu, ‘t-shirt’, guarda-sol e protetor solar, além de desaconselhar a exposição das crianças ao sol.

Os índices UV variam entre 1 e 2, em que o risco de exposição à radiação UV é baixo, 3 a 5 (moderado), 6 a 7 (elevado), 8 a 10 (muito elevado) e superior a 11 (extremo).

O IPMA prevê para hoje no continente períodos de céu muito nublado, apresentando-se geralmente muito nublado no litoral Norte e Centro até meio da manhã, tornando-se gradualmente pouco nublado ou limpo na região Sul a partir da tarde.

A previsão aponta também para a possibilidade de ocorrência de chuva fraca no litoral. Durante a tarde, estão previstas condições favoráveis à ocorrência de aguaceiros nas regiões do interior Norte e Centro.

Está também previsto vento em geral fraco do quadrante oeste, soprando temporariamente moderado durante a tarde e neblina ou nevoeiro matinal em alguns locais.

As temperaturas mínimas no continente vão oscilar entre os 10 graus Celsius (na Guarda e em Viseu) e os 16 (Lisboa e Faro) e as máximas entre os 18 graus (na Guarda) e os 26 (em Évora, Beja e Setúbal).

Na Madeira prevê-se períodos de céu muito nublado, possibilidade de aguaceiros fracos nas vertentes norte e terras altas, até ao início da manhã e para o final do dia e vento fraco a moderado de nordeste, soprando por vezes forte nas terras altas.

No Funchal as temperaturas vão variar entre os 19 e 24 graus Celsius.

Nos grupos Ocidental (Flores e Corvo) e Central (Graciosa, São Jorge, Terceira, Pico e Faial) prevê-se céu muito nublado com abertas e vento noroeste bonançoso.

No grupo Oriental (São Miguel e Santa Maria) está previsto céu muito nublado com abertas, possibilidade de aguaceiros fracos e vento nordeste bonançoso, enfraquecendo.

Em Santa Cruz das Flores as temperaturas vão oscilar entre os 18 e os 26 graus, na Horta entre os 16 e os 24, em Angra do Heroísmo entre os 16 e os 23 e em Ponta Delgada entre os 17 e os 23.

 

DECO alerta
Aerofritar é a nova tendência na cozinha e veio para ficar. As fritadeiras a ar têm a vantagem de usarem menos óleo do que as...

Chamam-se fritadeiras a ar ou simplesmente airfryer, na versão em língua inglesa. Há cada vez mais marcas e modelos à venda e os preços estão mais amigos das carteiras dos portugueses. Estes aparelhos replicam o efeito que se obtém com o óleo a borbulhar nas fritadeiras tradicionais, fazendo circular o ar e a gordura sobreaquecidos pelos alimentos.

"Além de levarem mais tempo a fritar do que os modelos a óleo, consumindo mais energia, fritam a temperaturas elevadas, o que contribui para a formação de uma substância potencialmente cancerígena que surge de modo natural em alguns alimentos quando estes são cozinhados a altas temperaturas: a acrilamida", alerta a Associação Defesa do Consumidor (DECO).

O que é a acrilamida?
A acrilamida forma-se de modo natural nos alimentos ricos em açúcares redutores (frutose e glucose) e num aminoácido, a asparagina, presente, por exemplo, nas batatas, quando sujeitos a temperaturas elevadas, como acontece nos fritos, grelhados e assados.

Por provocar cancro em animais e ser um risco para o Homem, escreve o Sapo, foi classificada como potencialmente cancerígena pela Agência Internacional para a Pesquisa do Cancro. "No caso das batatas fritas, existem vários fatores que podem influenciar a formação de acrilamida, como a variedade, a temperatura a que são conservadas e até a forma como são descascadas", frisa a associação Defesa do Consumidor.

Como minimizar a formação de acrilamida?

A DECO aconselha a escolher batatas da seguinte forma:

  • Selecione variedades adequadas para fritura (com baixo teor de açúcares redutores). Consulte os rótulos das batatas pré-embaladas.
  • Conserve-as corretamente. As batatas devem ser guardadas a uma temperatura acima dos 6ºC. Quanto mais baixa for a temperatura de armazenamento, maior a quantidade de açúcares redutores que se forma.
  • Evite que as batatas armazenadas germinem (“grelem”), para isso guarde-as num local escuro: na despensa, por exemplo.
  • Descasque a batata corretamente: algumas tendem a apresentar maior concentração de açúcares redutores junto à casca.
  • A espessura dos palitos influencia a formação de acrilamida nas batatas fritas: palitos mais espessos contêm menores níveis desta substância do que palitos mais esguios.
  • Antes de fritar, e depois de cortadas, passe as batatas por água quente. Esta operação permite uma remoção significativa dos níveis de açúcares presentes nas batatas. Seque-as bem antes de as fritar, envolvendo-as num pano.
Indústria farmacêutica
O ministro da Saúde reconheceu hoje que o acordo com a indústria farmacêutica para a despesa com medicamentos está atrasado,...

Adalberto Campos Fernandes admitiu que o acordo que devia ter sido estabelecido para 2018 com a indústria farmacêutica sobre a despesa pública com medicamentos “atrasou um bocadinho”, indicando que tal se deveu ao facto de o Governo querer tornar esse acordo “mais exigente e equilibrado e mais interessante para o Estado”.

“Acreditamos que dentro de breves dias assinaremos o acordo”, afirmou o ministro da Saúde hoje aos jornalistas, indicando que não se trata apenas de estabelecer uma meta para a despesa pública com medicamentos.

O novo acordo que está a ser trabalhado pelos ministérios da Saúde e das Finanças com a indústria deve introduzir outras variáveis, que o tornam “inovador”, acrescentou, sem apresentar mais detalhes.

A associação da indústria farmacêutica tinha hoje apelado ao Governo para firmar, este ano, um novo acordo relativo à despesa pública com medicamentos, como o que tinha sido assinado em 2016 e que está a terminar.

Além de um novo acordo para depois de 2018, está também ainda por assinar o acordo específico relativo a este ano. O acordo genérico em vigor é válido para o triénio 2016/2018, mas não chegou a ser assinado o acordo específico para 2018, ao contrário do que aconteceu em 2017 e em 2016.

O presidente da Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma), João Almeida Lopes, reconheceu o esforço que o Ministério da Saúde tem feito na aprovação de novos medicamentos em Portugal, mas entendeu que é preciso "fazer mais" e recusou “raciocínios frios e impessoais que resultam em cortes” na saúde e barram o acesso a cuidados.

“Em Portugal temos até agora conseguido encontrar os diferentes equilíbrios necessários, mesmo durante o período de assistência financeira [‘troika’]”, disse João Almeida Lopes na abertura da conferência “Um Compromisso Com as Pessoas”, que decorreu hoje em Lisboa.

O representante da indústria farmacêutica lembrou a importância do acordo assinado com o Estado português para o triénio 2016-2018, sublinhando que “é fundamental que o acordo seja confirmado em 2018”.

Nesse acordo, a indústria farmacêutica compromete-se a colaborar para atingir os objetivos orçamentais para a despesa pública com medicamentos em meio hospitalar e em ambulatório, tendo como objetivo “garantir a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS)”.

O acordo fixa para cada ano um referencial de despesa pública com medicamentos.

O presidente da Apifarma rejeitou “visões puramente economicistas” que agravem a qualidade dos tratamentos dos doentes portugueses e reconhece que é necessário “evoluir para uma metodologia que permita otimizar os resultados em saúde”, colocando o doente no centro do sistema.

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