Gustavo Carona
“O mundo precisa de saber” é o título do livro que o médico português Gustavo Carona apresenta no sábado, no Porto, uma...

Em entrevista, o anestesista de 38 anos contou como uma lesão o afastou do desporto e o levou para a medicina, área pela qual se apaixonou, e como uma viagem a Moçambique lhe deu a “sensação que seria obrigatório usar os saberes onde mais são precisos”, começando aí um trajeto de nove anos de missões humanitárias por zonas de conflitos mundiais.

Foi na antiga colónia portuguesa que abriu “os olhos para o que se passava no terreno” e conheceu algumas pessoas dos Médicos Sem Fronteiras (MSF). Percebendo que os seus “sonhos passavam por aí”, pouco depois juntava-se à organização e estreava-se na primeira missão humanitária, no Congo, em 2009.

Depois dessa missão surgiu a necessidade da escrita, não só por vontade de dizer às pessoas o que se passava ali, mas porque durante uma viagem de dois meses pelo continente africano leu, numa revista turística, que “houve uma guerra [no Congo]”, mas que já tinha acabado.

“Quando vi aquilo comecei a chorar. Uma publicação tão fidedigna, lida em todos os países, e escrevem uma coisa destas, quando tinha acabado de sair de lá e tinha visto o sofrimento de tanta gente, as consequências do conflito em milhões de pessoas. Aquilo foi uma estaca que entrou no meu coração. Como é possível ser esta a opinião que passa para o mundo?”, questionou.

Depois de seis meses em África, quando regressa ao seu dia a dia sente “uma certa revolta com o consumismo e a superficialidade”, algo que tentou combater por sentir que não tem “direito de fazer julgamentos morais ou críticas invasivas em relação ao que as pessoas fazem”.

“É difícil sair desse prisma, de ser convicto nos ideais, sem atacar o estilo de vida das outras pessoas que são diferentes. Entrar num ‘shopping’ e ver pessoas a entrar em lojas de marca, quando passei tanto tempo a ver crianças com a mesma ‘t-shirt’ todos os dias e a gola a passar o umbigo. Ver tanta pobreza e sofrimento e sentir que estamos preocupados em comprar o último modelo de um telemóvel. É difícil sentirmo-nos bem com este desequilíbrio e injustiças”, admitiu.

A apresentação de “O mundo precisa de saber”, marcada para a Faculdade Medicina do Porto, inclui também o lançamento do livro “1001 cartas de Mossul”, uma resposta dos iraquianos à sua obra “1001 cartas para Mossul”, lançada em 2017.

A ideia desta “carta” surgiu como “uma espécie de epifania” quando soube da possibilidade de ir para o antigo bastião do Estado Islâmico no norte do Iraque, tendo ficado emocionado quando leu os “relatos das passagens de médicos pelo local” e achou ser “o momento de pôr em prática algo" que diz sentir.

“Eu levo na minha mochila muito mais que os meus conhecimentos, levo todas as pessoas que acreditam naquilo que eu faço e nos ideais humanitários que eu acredito. Compilar este livro era uma forma de materializar este sentimento. Há muita gente que acredita que este é o caminho, o da mistura de povos, pacificação, enviar cuidados de saúde em vez de enviar mais bombas e, por isso, comecei a desenvolver a ideia”, explicou.

Não podendo levar comida, medicamentos ou roupa, Gustavo optou por levar as palavras, transportando consigo algo que ajudasse as pessoas a sentirem que “fazem parte de um mundo humanitário inatingível à maioria” e que tivesse “um impacto positivo na população do norte do Iraque que estava e está a sofrer o inimaginável”.

Neste momento, o médico anestesista está a escrever o segundo livro original, que vai relatar duas passagens pela República Centro Africana, a missão em Mossul e um regresso ao Congo, de onde chegou há cerca de um mês.

No próximo mês parte para o Burundi e tem também agendadas missões no Iémen, em fevereiro, e em abril segue para a Faixa de Gaza.

OMS
As autoridades de Macau classificaram ontem como “um marco importante na história da saúde pública” o facto da Organização...

“Este ano, (…) a Região Administrativa Especial de Macau [RAEM] tornou-se num dos primeiros cinco países e regiões certificados com a eliminação da Rubéola na região do Pacífico Ocidental, (…) um marco importante na história da saúde pública de Macau”, sublinharam as autoridades em comunicado.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) - Delegação do Pacífico Ocidental anunciou na terça-feira que a RAEM, a Austrália e o Brunei passam a constituir, com a Nova Zelândia e a Coreia do Sul, o grupo das cinco territórios (entre 37 países e regiões da região do Pacífico Ocidental) que estão livres do vírus da Rubéola.

A Rubéola é uma doença transmissível aguda do trato respiratório e transmite-se sobretudo pelo contacto com as secreções do nariz e da garganta dos doentes.

As autoridades de Macau prometeram continuar a “fortalecer o sistema de vigilância da Rubéola e melhorar o programa de vacinação de acordo com os padrões da OMS” e destacam o esforço ao nível da política de saúde na área da prevenção.

“O controlo de doenças, através da vacinação disponível, assume fulcral importância, quer no trabalho de prevenção médica e quer na política de saúde, o que tem alcançado resultados notáveis”, destacam as autoridades.

Em 2000, a RAEM foi certificada como zona livre de poliomielite. Quatro anos depois, Macau tornou-se num dos dois primeiros territórios da região do Pacífico Ocidental certificados pelo controlo da hepatite B entre crianças.

Já em 2014, a RAEM passou a ser um dos primeiros quatro territórios da região do Pacífico Ocidental livres do sarampo, segundo a OMS.

Estudo
Os futebolistas são mais propensos a sofrer problemas de ansiedade e depressão, de acordo com as conclusões de um estudo do...

De acordo com o estudo, 38% dos jogadores ativos no futebol relataram ter sofrido sintomas de depressão em 2015, de acordo com os dados apresentados.

"O discurso público em torno da saúde mental nos desportos de elite está a mudar, e os atletas estão na linha da frente para melhorar a forma como a sociedade lida com esses problemas de saúde", disse Jonas Baer-Hoffmann, secretário-geral do sindicato internacional dos futebolistas (FIFPro).

De acordo com o comunicado emitido na página oficial da organização na Internet, o objetivo principal deste encontro é o de alertar para a saúde mental e para os vários sindicatos dos jogadores para darem assistência aos seus membros.

"Isto é encorajador, mas, ao mesmo tempo, a maioria dos jogadores ainda não recebe todo o apoio de que precisa. O ‘workshop’ faz parte de uma iniciativa ainda maior promovida pela FIFPro para construir vários sistemas de apoio para os jogadores em todos os países membros", concluiu.

Conhecida por calvície
A alopécia, também designada calvície, resulta da queda total ou parcial dos cabelos ou pêlos do cor
Homem com alopécia

A alopécia, vulgarmente conhecida por calvície, é a redução parcial ou total de pêlos ou cabelos numa determinada área da pele. Ela apresenta várias causas, podendo ter uma evolução progressiva, resolução espontânea ou controlada com tratamento médico.

As formas de alopécia podem dividir-se em cicatriciais (em que há inflamação e perda de folículos pilosos) e não cicatriciais (em que os folículos pilosos estão preservados, pelo que, a alopécia é muitas vezes reversível).

As alopécias cicatriciais resultam, habitualmente, de doenças da própria pele ou estão associadas a alterações do sistema imunitário.

As causas mais comuns de alopécia não cicatricial são: alopécia androgénica, alopécia areata, eflúvio ou deflúvio telógeno, tinea capitis, alopécia traumática (mais frequentemente em pessoas com tricotilomania, isto é, hábito irresistível de arrancar cabelos ou pelos), alopécia induzida por fármacos e algumas doenças, tais como lúpus eritematoso sistémico e sífilis secundária.

A alopécia androgénica é a perda progressiva de cabelos devido a predisposição genética e à acção dos androgénios sobre os folículos pilosos, podendo ocorrer em homens (mais frequentemente) ou em mulheres, embora com padrões distintos em cada um dos sexos.

A alopécia areata é a perda de pelos, rápida e localizada, em áreas redondas e ovais, habitualmente no couro cabeludo. A perda completa de todos os pelos do corpo (estádio terminal da alopécia areata) designa-se alopécia universal.

O eflúvio telógeno é o aumento da perda diária de cabelos, que pode originar áreas de rarefacção. Habitualmente é desencadeado por um evento (por exemplo, doença grave) ocorrido seis a 16 semanas antes.

Alopécia androgénica

A alopécia androgénica ou calvície masculina é uma manifestação fisiológica que ocorre em indivíduos geneticamente predispostos levando à "queda dos cabelos", que sofrem um processo de miniaturização. A herança genética pode vir do lado paterno ou materno.

A alopécia androgénica é resultado da estimulação dos folículos pilosos por hormonas masculinas que começam a ser produzidas na adolescência (testosterona). Ao atingir o couro cabeludo de indivíduos com tendência genética para a calvície, a testosterona sofre a acção de uma enzima, a 5-alfa-redutase, e é transformada em diidrotestosterona (DHT).

É a DHT que vai agir sobre os folículos pilosos promovendo a sua diminuição progressiva a cada ciclo de crescimento dos cabelos, que vão se tornando menores e mais finos. O resultado final deste processo de diminuição e afinamento dos fios de cabelo é a calvície.

Sintomas da alopécia

A característica principal é a queda continuada dos cabelos com substituição por fios cada vez mais finos e menores até a interrupção do crescimento, levando à rarefacção dos pelos e ao afastamento da linha de implantação para trás.

A progressão do quadro leva à calvície masculina, caracterizada pela ausência de cabelos na parte superior e frontal da cabeça, poupando as áreas laterais e posterior.

Pode verificar-se uma produção aumentada de oleosidade e descamação no couro cabeludo devido à dermatite seborreica (caspa), mas que não tem nenhuma relação com o processo de queda e diminuição dos cabelos.

As mulheres também podem ser atingidas, porém só muito raramente chegam à calvície total. Em geral, apresentam um quadro de rarefacção difusa dos pelos que também tornam-se mais finos. Geralmente as manifestações da calvície feminina agravam-se após a menopausa.

Tratamento da alopécia

O tratamento visa o prolongamento da vida útil dos folículos pilosos retardando ou interrompendo o processo de queda dos cabelos. Pode ser feito através do uso de substâncias aplicadas directamente no couro cabeludo ou com medicamentos por via oral.

No caso das mulheres, produtos que diminuem a acção das hormonas androgénicas sobre os cabelos também são uma opção de tratamento.

A indicação do tratamento mais apropriado vai depender de cada caso, devendo ser feita por um médico dermatologista, pois o quadro clínico varia muito de pessoa para pessoa.

Alopécia areata

Este tipo de alopécia, conhecida vulgarmente como "pelada", é uma doença de causa desconhecida que atinge igualmente homens e mulheres, caracterizando-se pela queda repentina dos pêlos nas áreas afectadas, sem alteração da superfície cutânea.

Entre as possíveis causas, estão uma predisposição genética que seria estimulada por factores desencadeantes, como o stress emocional e fenómenos auto-imunes.

Sintomas da alopécia areata

A doença caracteriza-se pela queda repentina dos pêlos formando placas circulares de alopécia ("pelada"), sem alteração da pele no local, que se apresenta sem qualquer sinal inflamatório. Pode atingir o couro cabeludo e também outras regiões como a área da barba, supercílios, cílios ou qualquer outra região pilosa.

A "pelada" pode ter remissão espontânea ou tornar-se crónica, com o surgimento de novas lesões e evolução para a alopécia total, que atinge todo o couro cabeludo e até mesmo para a alopécia universal, quando caem todos os pêlos do corpo. Estes casos são de controlo mais difícil.

Geralmente, a doença não se acompanha de nenhum outro sintoma. A repilação pode ocorrer totalmente em semanas ou meses e, algumas vezes, os pêlos nascem brancos para depois repigmentarem. É comum ocorrer a recidiva das lesões.

Tratamento da alopécia areata

São vários os tratamentos utilizados na alopécia areata e a característica clínica de cada caso é que determinará qual deles deve ser utilizado. As terapêuticas utilizadas podem ser de uso local ou sistémico e a duração do tratamento vai depender da resposta de cada doente. O diagnóstico e o tratamento da alopécia areata deve ser feito por um médico dermatologista.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Investigadores
Os cães podem ser treinados para farejar certos tipos de cancro, assim como pessoas em risco de sofrer coma diabético e...

De acordo com as descobertas apresentadas no encontro anual da Sociedade Americana de Medicina Tropical e Higiene, os cães treinados para farejar parasitas da malária acusaram a presença da doença transmitida por mosquitos apenas através do cheiro de meias de crianças que deram positivo num exame posterior de deteção de malária, embora estas não apresentassem febre ou outros sintomas externos.

A malária mata anualmente cerca de 445.000 pessoas em todo o mundo e é causada por parasitas que são transmitidos por mosquitos infetados, escreve o Sapo.

Maior número de casos
Os número de casos de malária estão em ascensão em todo o mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que houve 216 milhões de casos de malária em 2016, um aumento de cinco milhões em relação ao ano anterior.

"É preocupante, o nosso progresso no controlo da malária estagnou nos últimos anos, por isso precisamos desesperadamente de novas ferramentas inovadoras para ajudar na luta contra essa doença", afirmou o coautor do estudo, James Logan, do chefe do departamento do controlo de doenças da London School of Hygiene and Tropical Medicine.

"Os nossos resultados mostram que cães farejadores podem ser uma forma 'séria' de diagnosticar pessoas que não apresentam nenhum sintoma", explicou.

No total, 175 meias foram testadas, incluindo 30 de crianças portadoras de malária na Gâmbia e 145 de crianças não infetadas.

Os cães conseguiram identificar corretamente 70% das amostras infetadas com malária.

Os animais também foram capazes de identificar 90% das amostras sem parasitas da malária.

Mais investigações
O investigador-chefe, Steve Lindsay, professor do departamento de biociências da Universidade de Durham, comenta que as descobertas traduzem um "grau de precisão credível".

São, no entanto, necessárias mais investigações: os especialistas esperam que as descobertas possam levar a uma "maneira não invasiva de rastrear a doença nos portos de entrada de forma semelhante a como cães farejadores são rotineiramente usados para detetar frutas, vegetais ou drogas em aeroportos", acrescentou.

"Isso poderá ajudar a prevenir a propagação da malária em países que foram declarados livres da doença e também garantir que pessoas que não sabem que estão infetadas com o parasita da malária recebam tratamento para a doença", disse ainda.

Relatório revela
O planeta perdeu em mais de 40 anos 60% dos seus animais selvagens por culpa da ação humana, segundo um relatório do Fundo...

O declínio da população de espécies de mamíferos, pássaros e peixes é, de ano para ano, cada vez mais alarmante, alerta a associação ambientalista WWF, que adiantou que entre 1970 e 2014 desapareceu 60% da vida selvagem do planeta.

“Preservar a natureza é muito mais do que simplesmente proteger tigres, pandas, baleias, que nós estimamos”, sublinhou o diretor da WWF, Marco Lambertini, acrescentando, citado pela agência France Presse, que a questão “é bem mais vasta”.

“Não é possível um futuro são e próspero para os homens num planeta com um clima instável, oceanos esgotados, solos degradados, florestas esvaziadas, um planeta despojado da sua biodiversidade”, disse.

Regiões mais afetadas
O declínio da fauna abrange todo o globo, mas há regiões particularmente afetadas, como os trópicos, segundo os dados da 12.ª edição do relatório ‘Planeta Vivo’, publicado em conjunto com a Sociedade Zoológica de Londres e baseado no acompanhamento de 16.700 populações de quatro mil espécies.

A 10.ª edição do relatório já dava conta de um declínio de 52% entre 1970 e 2010 entre as espécies selvagens, escreve o Sapo, tendo esse declínio sofrido uma acentuação de oito pontos percentuais em apenas quatro anos. Segundo o estudo, nada parece ser capaz de travar essa tendência.

A zona das Caraíbas/América do Sul revela um balanço assustador: menos 89% de espécimes em 44 anos. A América do Norte/Gronelândia registou no mesmo período um declínio na fauna de 23% e a vasta área que abrange Europa/Norte de África/Médio Oriente registou uma quebra de 31%.

A destruição dos habitats naturais e a agricultura intensiva, assim como a extração mineira e a urbanização do território, que forçam a desflorestação e o esgotamento dos solos, são apontados como as principais causas para o problema.

No Brasil, por exemplo, onde acaba de ser eleito um presidente que não manifestou no seu programa eleitoral qualquer preocupação com a desflorestação nem com o aquecimento global, a floresta amazónica vai perdendo a guerra contra os lucros da exploração de soja e da criação de bovinos, refere a AFP. Apenas 25% dos solos em todo o mundo estão livres da ação humana, um cenário que os cientistas estimam que se agrave, prevendo que em 2050 a percentagem seja apenas de 10%. A isto junta-se a pesca e caça intensivas, poluição, espécies invasivas, doenças ou alterações climáticas, alerta a WWF.

“O desaparecimento dos recursos naturais é um problema ético, com consequências no nosso desenvolvimento, nos empregos e no comércio”, sublinhou o diretor geral da WWF France Pascal Canfin. “Pescamos menos que há 20 anos, porque o ‘stock’ disponível diminuiu. O rendimento de algumas culturas começa a baixar. Em França o trigo estagnou desde os anos 2000”, disse.

Os “serviços prestados pela natureza” (água, polinização, estabilização dos solos, entre outros) foram estimados por economistas em 125 biliões de dólares anuais, metade do PIB mundial.

A cada ano, o dia em que o planeta esgota os recursos que consegue renovar anualmente acontece mais cedo. Em 2018 foi a 01 de agosto. “Somos a primeira geração a ter uma visão clara do valor da natureza e do nosso impacto sobre ela. Podemos ser a última a poder inverter a tendência”, alerta a WWF, que apela à ação até 2020, “um momento decisivo na história”, uma “janela sem precedentes que se pode fechar rapidamente”.

 

Voluntários
O peditório nacional da Liga Portuguesa Contra o Cancro começa hoje e durante cinco dias milhares de voluntários vão recolher...

Identificados com o colete da instituição e com os cofres lacrados com o símbolo da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), os voluntários participam no peditório que “constitui a mais importante fonte de financiamento da instituição, nomeadamente para dar resposta aos cada vez mais frequentes pedidos de apoio que permitem que a LPCC continue a levar cabo a sua missão”, refere o gabinete de imprensa da Liga.

No ano passado, a LPCC disponibilizou mais de um milhão de euros para a compra de medicamentos, próteses, transporte para consultas e tratamentos assim como para alimentação dos doentes mais carenciados, segundo dados disponibilizados no site da Liga.

Pelo segundo ano consecutivo, Cristiano Ronaldo volta a ser o embaixador da campanha, cujo lema é “Ser o melhor do mundo é dizer sim a esta causa”.

A campanha começa hoje com uma iniciativa simbólica junto à estação de metro do Rato, em Lisboa, com a participação da atriz e apresentadora Adelaide de Sousa.

O peditório nacional serve também para divulgar as atividades da LPCC e está organizado em diversas áreas geográficas do país, de acordo com as orientações dos respetivos Núcleos Regionais.

No ano passado foram atribuídos quase 510 mil euros a 29 bolsas de investigação, a seis centros de investigação e a 76 ações de apoio à formação em oncologia.

A Liga permitiu a realização de mais de 343 mil mamografias em 30 unidades móveis e sete fixas.

No ano passado estiveram ligados a esta causa cerca de 24.500 voluntários e foram acompanhados mais de sete mil doentes em centros de dia e 166 doentes foram recebidos em lares da Liga.

Realizaram-se ainda 6.659 consultas e foram acompanhados 1.246 doentes no âmbito do programa de consulta de psi-oncologia.

A Linha Cancro da Liga recebeu mais de quatro mil chamadas e e-mails em apenas um ano.

Este de França
A agência pública de Saúde de França anunciou ontem que foram detetados 11 novos casos de bebés nascidos com malformações nos...

Os casos ocorreram no este de França.

Segundo este organismo, entre 2000 e 2008 identificaram-se, no departamento de Ain, sete casos suspeitos de bebés aos quais faltava um braço, antebraço, mão ou alguns dedos sem outra malformação destacável associada, anomalias cromossómicas ou comportamentos de risco dos pais, como a ingestão de drogas ou álcool.

Entre 2009 e 2014, houve mais quatro casos, que se somam aos sete de bebés nascidos em Ain no mesmo período e já contabilizados no início deste mês.

Nesta altura também foram conhecidos quatro casos, entre 2011 e 2013, na localidade de Guidel (noroeste) e sete entre 2007 e 2008, em Mouzeil (oeste), pelo que no total foram identificados 29 casos.

Numa informação apresentada a 04 de outubro, a agência realçou que nenhum fator ambiental se revelou como causa provável.

No comunicado, a Saúde Pública de França destacou que estão a ser desenvolvidas novas investigações e sublinhou que as pesquisas efetuadas anos depois do nascimento são complicadas, pelo que é importante dispor de um registo fiável.

Acrescentou que, para garantir uma vigilância efetiva das anomalias congénitas, foi criada uma federação de registos que congregue a recolha de informação numa base de dados comum.

O alerta ocorreu no início do mês, após o aviso da associação Remera, que tem registo de crianças com malformações na região de Ródano-Alpes, na zona este de França.

A diretora, Emmanuelle Amar, apontou uma possível causa ambiental.

“Haveria uma substância utilizada na agricultura capaz de impedir o crescimento de um braço de um bebé dentro do ventre da mãe? Será mera casualidade?”, questionou a epidemiologista, cuja hipótese sobre uma eventual contaminação foi desmentida então pelas autoridades.

Dia das Bruxas
Em vésperas do dia das Bruxas são inúmeras as crianças que rumam à escola disfarçadas de bruxinhas o

Muitas das máscaras do dia das Bruxas são feitas na escola com produtos completamente inofensivos. Pelo contrário, o que se encontra nas lojas pode ser perigoso para a saúde dos seus filhos.

Por isso tenha atenção aos seguintes elementos:

  1. Etiquetas – preste muita atenção aos componentes descritos nas etiquetas das fantasias, máscaras ou até pinturas faciais. Confirme a marca do produto, dados que identificam o fabricante, importador ou distribuidor, instruções e advertências.
  2. Tamanho do fato ou máscara - Alguns pediatras aconselham que  não se  comprem fantasias muito largas, evitando desta forma que as crianças tropecem e caiam ou tenham outros problemas.
  3. Lentes decorativas - Comprar lentes de contato decorativas para o Dia das Bruxas, sem a devida supervisão de pessoal qualificado, pode trazer consequências sérias para a saúde ocular.
  4. Maquilhagem - deve ter atenção ao rótulo e verificar se consta da mesma os ingredientes do produto, evitando alergias. Os rótulos devem conter ainda precauções e instruções de utilização.
  5. Máscaras e perucas - Observe se as máscaras tem orifícios na posição dos olhos, boca e nariz e se a abertura é de tamanho adequado, para evitar os riscos de asfixia. Veja se tem etiqueta em português e se os materiais usados na fabricação não são inflamáveis.

Para além destes elementos tenha especial atenção e confira se as máscaras ou fatos possuem cordões ou fitas que se possam prender à volta pescoço da criança ou se possuem elementos que se soltam facilmente e que possam ser engolidos pelos mais pequenos. 

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro e/ou Farmacêutico.
Entidade Reguladora da Saúde
Nove em cada dez hospitais, dos 124 avaliados pela Entidade Reguladora da Saúde, obtiveram classificação de excelência clínica,...

O Sistema Nacional de Avaliação em Saúde (SINAS), cuja primeira avaliação de 2018 foi hoje divulgada, é um sistema de avaliação da qualidade dos estabelecimentos prestadores de cuidados de saúde, desenvolvido pela Entidade Reguladora da Saúde (ERS).

Atualmente estão abrangidos pelo SINAS@Hospitais 159 hospitais dos setores público (87), privado (47) e social (25), mas apenas 124 (78%) tiveram avaliação da dimensão da Excelência Clínica, dos quais 112 (90%) conseguiram a atribuição da “estrela” correspondente ao primeiro nível de avaliação, referem os dados da Entidade Reguladora da Saúde.

Dez hospitais não obtiveram “estrela” por não terem fornecido os elementos necessários para a avaliação, um ainda está a iniciar a avaliação e noutro estabelecimento de saúde não foi possível aferir o cumprimento com os parâmetros de qualidade exigidos.

Os dados ontem divulgados dizem respeito exclusivamente à dimensão Excelência Clínica, dado tratar-se da única que é atualizada duas vezes por ano, sendo as restantes (segurança do doente, adequação e conforto das instalações, focalização no utente e satisfação do utente) atualizadas no final do ano, e reportam-se a episódios de internamento com alta compreendida entre 1 de julho de 2016 e 30 de junho de 2017.

Na Excelência Clínica são avaliadas as áreas de Angiologia e Cirurgia Vascular (cirurgia de vascularização arterial), Cardiologia (enfarte agudo do miocárdio), Cirurgia de Ambulatório, Cirurgia Cardíaca, Cirurgia do Cólon, Cuidados Intensivos, Cuidados Transversais, Neurologia (Acidente Vascular Cerebral), Obstetrícia, Ortopedia e Pediatria.

Os prestadores que cumprem todos os requisitos de qualidade acedem a um segundo nível de avaliação, no qual é calculado um ‘rating’ individual, com diferentes níveis de classificação.

A avaliação da ERS verificou um aumento do número de prestadores que obtiveram um nível de qualidade III nas áreas de Cirurgia do Cólon (67%) e Pediatria – Cuidados Neonatais (200%), relativamente à última avaliação efetuada referente a 2016 e publicada em janeiro de 2018.

Verificou ainda uma melhoria em alguns indicadores das áreas de Pediatria, Obstetrícia, Acidente Vascular Cerebral, Cirurgia de Ambulatório, Unidade de Cuidados Intensivos e Cuidados Transversais.

Ao longo dos anos, a ERS verificou um “aumento gradual” do desempenho médio em alguns dos indicadores avaliados, alguns dos quais a atingirem 90% e 100% em diferentes áreas como a Ortopedia, Ginecologia, Cirurgia do Cólon, Cirurgia de Revascularização do Miocárdio, Cirurgia Cardíaca, Cirurgia de Ambulatório, Enfarte Agudo do Miocárdio, AVC, Obstetrícia, Cuidados Intensivos e Avaliação da Dor.

A ERS ressalva que a metodologia utilizada no SINAS é diferente de um ranking, onde os prestadores surgiriam listados por ordem decrescente de desempenho, não sendo adequadas qualificações do tipo “melhor hospital” atribuídas individualmente aos prestadores, mas sim a consideração da integração dos prestadores em grupos de hospitais que obtiveram as melhores avaliações, em cada uma das áreas.

No entanto, taxa de sobrevivência aos 5 anos é inferior a 30%
Em Portugal, estima-se que entre 5 a 10% das mulheres com cancro de mama estejam já num estádio avan

Estima-se que entre 5 a 10% das mulheres com cancro da mama apresentam metástases ao diagnóstico. Neste sentido, o que é e quem apresenta maior risco de desenvolver cancro de mama avançado? Qual a sua incidência em Portugal?

Não estão definidas as doentes que apresentam maior risco para o desenvolvimento de cancro metastático avançado, no entanto sabe-se que existem algumas características histológicas que podem identificar tumores mais agressivos como o grau histológico, sobre-expressão da proteína Her2, ausência de expressão de receptores hormonais, tumores triplo negativos.

No entanto, não são só as mulheres que podem vir a desenvolver este tipo de cancro… Qual a importância de reforçar a ideia de que também os homens podem ser atingidos pela patologia?

O diagnóstico de cancro da mama no homem representa cerca de 1 % de todos os casos diagnosticados. Apesar da sua baixa incidência no sexo masculino, este diagnóstico deverá ser sempre considerado quando existem alterações mamárias no homem.

Quais os sintomas do cancro de mama avançado?

O tumor metastático poderá ser diagnosticado sob a forma de alterações mamárias associadas ao tumor primário tais como: nódulo mamário ou axilar, alterações cutâneas como ulceração, retração mamilar, dor mamária.

Com alguma frequência o diagnóstico do tumor está associado a sintomatologia dos órgãos afectados pelas metástases, como dores ósseas, falta de ar, náuseas, vómitos, aumentos do volume abdominal, cefaleia, etc.

Como é feito o seu diagnóstico? E qual o tratamento indicado para estes casos?

O diagnóstico é feito com a realização de uma biopsia. Esta poderá ser realizada na mama e ou no local de suspeita de existência de metástase. Exames imagiológicos devem também ser realizados para identificação de locais de metastização.

O tratamento é decidido numa Consulta de Grupo multidisciplinar em que são intervenientes as especialidades envolvidas no diagnóstico e tratamento desde tumor tais como, a Oncologia, a Cirurgia, a Radioncologia, a Anatomia Patológica e a Imagiologia, entre outras.

O Tratamento nesta fase da doença tem como principal objectivo o controle da mesma e manutenção da qualidade de vida. O tratamento de eleição é o tratamento sistémico que pode incluir a hormonoterapia, quimioterapia e terapêuticas-alvo. Menos frequentemente é utilizada a radioterapia e cirurgia.

Qual a principal dificuldade no tratamento do cancro de mama metastático?

A capacidade que as células tumorais têm para desenvolver resistência às terapêuticas instituídas é uma das principais dificuldades. Outra dificuldade depara-se com os efeitos secundários associados aos tratamentos, o controle da doença deverá estar associado à manutenção da qualidade de vida e não à deterioração da mesma.

Embora os tratamentos com alguns fármacos tenham sido promissores no tratamento do cancro da mama metastático, os estudos não têm mostrado um aumento muito significativo na sobrevivência global.

Por fim, apesar do tratamento ser decidido em função das características do tumor e da doente, existe ainda um desconhecimento de algumas características determinantes do tumor, sendo o seu conhecimento crucial para decisão mais precisão do tipo de tratamento, que passará no futuro por um assinatura genética.

Este diagnóstico ainda é visto como uma sentença de morte? Qual o prognóstico da doença?

A Sobrevivência do cancro da mama diminui nos estádios avançados.

O Cancro da mama metastático é encarado como uma doença crónica. A taxa de sobrevivência aos 5 anos é inferior a 30%, mas com o desenvolvimento de novos tratamentos, e um número crescente de opções terapêuticas, tem-se verificado um aumento da sobrevivência em algumas destas doentes.

Considera que, de um modo geral, a sociedade está desperta para uma doença que atinge mulheres cada vez mais jovens?

Falar de cancro já não é um mito como há uns anos atrás, o que não implica que as pessoas não tenham uma reação de pavor quando lhes é comunicado o seu diagnóstico. Nota-se um conhecimento crescente relativamente a este tema, muitas vezes por existir alguém próximo com este diagnóstico.

A abordagem sistemática deste tema por parte dos meios de comunicação, muitas vezes com exemplo de vida expressos por algumas figuras públicas, têm ajudado a sensibilizar a sociedade para este tema. Só com o conhecimento profundo da doença, dos factores de riscos associados e do seu diagnóstico precoce, poderá ser invertida, de uma forma consistente, a tendência de aumento do número de casos de cancro da mama.

Neste sentido, qual a importância do diagnóstico precoce?

O diagnóstico precoce permite detectar os tumores em estádios iniciais, e é sabido que quando o tumor da mama é diagnosticado em estádio inicial, a probabilidade de cura é cerca de 95%.

No âmbito do Dia Nacional de Prevenção do Cancro de Mama, que mensagem gostaria de deixar? Quais as principais recomendações?

O cancro da mama é o tumor maligno mais frequente nas mulheres, mas quando diagnosticados numa fase inicial a probabilidade de cura é elevadíssima.

Nesse sentido, é fundamental a sensibilização da população para o rastreio, autoexame da mama e exame médico.

A Mortalidade por cancro da mama tem baixado de modo consistente, atribuindo-se este fenómeno quer ao rastreio quer a melhoria do tratamento desta doença.

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Secretário de Estado da Saúde
O aumento da despesa pública em medicamentos nos últimos três anos rondou os 500 milhões de euros, sendo “a maior prioridade”...

“Apesar da existência, apesar da colaboração da indústria farmacêutica nesta componente de despesa pública, depois de tudo isso, os medicamentos foram de longe a maior prioridade de aplicação de recursos financeiros no Serviço Nacional de Saúde [SNS]”, disse o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Francisco Ramos, no congresso da Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma) “Compromisso com as Pessoas. Mais e Melhor Vida”, que está a decorrer em Lisboa.

Segundo Francisco Ramos, o Orçamento do Estado para 2019, em discussão na Assembleia da República, “reforçará certamente” essa vertente do SNS.

A Apifarma divulgou hoje um estudo que revela que os medicamento inovadores evitaram 110 mil mortes em Portugal, entre 1990 e 2015, e adicionaram dois milhões de anos de vida saudável.

Este estudo “traz evidência para cima da mesa sobre o real valor da tecnologia” e o esforço exigido da sociedade”, disse Francisco Ramos, defendendo que, “no período em que a inovação terapêutica atravessa desenvolvimentos sem precedentes e onde os novos medicamentos constituem um desafio à sustentabilidade dos sistemas de saúde, importa desenvolver novos modelos e soluções”.

Para o governante, é preciso garantir o “permanente equilíbrio” entre a busca de ganhos em saúde e a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde.

“Olhar apenas para um lado não deu e não dará bom resultado. Há, portanto, de ir à procura de equilíbrio entre inovação, melhoria da qualidade de vida e sustentabilidade dos sistemas de saúde que nos permitem que estas inovações não fiquem ou na gaveta ou reservadas a um grupo muito restrito de pessoas, mas que estejam disponíveis para todos os cidadãos que delas carecem”, sustentou.

Defendeu ainda que a indústria farmacêutica tem de saber adaptar o investimento associado à inovação e promover “o que proporciona realmente valor”, dando prioridade a escolhas com base na evidência sobre o real valor de cada nova tecnologia e no esforço exigido a “uma sociedade com recursos limitados”.

Segundo Francisco Ramos, tem sido possível, em Portugal, introduzir gradualmente alternativas inovadoras aos tratamentos disponíveis.

“Em 2016 foram aprovados 51 medicamentos inovadores e em 2017 foi possível aprovar o financiamento de 60 novos medicamentos, triplicando o volume de aprovações dos últimos cinco anos. Em 2018, o ritmo de aprovações mantém-se”, fundamentou.

O secretário de Estado salientou que “a indústria farmacêutica potencia investimento nacional e estrangeiro, incentiva a investigação em colaboração com as estruturas académicas e científicas, e fomenta a inovação e a melhoria contínua do tecido empresarial, o que se repercute também ao nível económico-social”.

Por essa razão, defendeu, deve ser reforçada uma política de internacionalização que promova a capacidade, o potencial técnico-científico e a competitividade da indústria farmacêutica produtora nacional.

“O Ministério da Saúde reconhece o contributo e a responsabilidade da indústria farmacêutica na promoção da saúde pública em Portugal, que, no futuro, esperamos reforçar”, concluiu.

O presidente da Apifarma, João Almeida Lopes, salientou, por seu turno, o retorno do investimento em medicamentos, sublinhando os “valores impressionantes” revelados no estudo “O valor dos medicamentos em Portugal”.

Os resultados mostram o impacto dos medicamentos em termos económicos e em termos da qualidade e da esperança de vida das pessoas e o “peso importante” da indústria farmacêutica, que representa 2,3% do PIB, disse João Almeida Lopes aos jornalistas, à margem do congresso.

‘Spermboost’ já está patenteado
Investigadores do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), no Porto, desenvolveram uma técnica que “melhora a...

“Sabemos que hoje em dia um terço dos casais tem problemas de fertilidade ou infertilidade, o que perfaz um número de cerca de dois milhões de casais a nível mundial e, desses casais, 30% dos problemas devem-se ao fator masculino”, disse à Lusa, Marco Alves, investigador do ICBAS da Universidade do Porto e o responsável pelo projeto.

O projeto, designado ‘Spermboost’, começou a ser desenvolvido em 2016 e surgiu de “uma necessidade de mercado e de saúde pública”.

“Achamos que valeria a pena procurar alguns compostos, proteínas ou mecanismos que pudessem melhorar a preservação dos espermatozoides. Assim, pesquisamos uma substância que pudesse acelerar o espermatozoide e mantê-lo viável mais tempo”, explicou o investigador.

Segundo Marco Alves, as pesquisas desenvolvidas pelo ICBAS demonstraram que através de “um ativador de proteínas” o espermatozoide “fica móvel após duas horas [tempo que deve permanecer armazenado] sem perder qualidades”.

“Quando se faz uma fertilização in vitro nunca se sabe qual é o melhor espermatozoide, portanto, recorre-se à preparação. A nossa tecnologia, através de vídeo, mostra que os espermatozoides, passadas duas horas, tem uma mortalidade bastante reduzida, comparativamente às técnicas utilizadas”, salientou.

A solução encontrada pelos investigadores permite assim “uma fertilização mais rápida e eficaz”, sem que “os espermatozoides percam o ADN” e seja necessário que os homens façam “mais do que uma recolha de gâmetas”.

“Este tratamento poderá fazer com exista uma menor necessidade de recolhas, evitando que os homens andem sistematicamente a fazer recolhas. Além disso, a probabilidade da fertilização in vitro correr bem é maior”, frisou.

O investigador explicou ainda à Lusa que, globalmente, o mercado para o tratamento de fertilidade já ultrapassa os 4,8 biliões de euros, sendo que o processo de fertilização in vitro pode ter um custo de 50 mil a meio milhão de euros por casal.

“Não se fala dos custos dos tratamentos, mas, na verdade, cada fertilização in vitro pode custar entre 50 mil a meio millhão de euros. O facto desta solução permitir que os homens se desloquem menos vezes às clínicas para fazerem a recolha dos espermatozoides, permite que os custos do tratamento sejam também mais reduzidos”, esclareceu Marco Alves.

De momento, a equipa, composta por seis investigadores do ICBAS e pelo professor Alberto Barros, diretor clínico do Centro Genético de Reprodução, no Porto, prevê fazer os testes de “biossegurança” para, no prazo de dois anos, poder lançar o produto junto do mercado farmacêutico.

O projeto ‘Spermboost’, que já possui a patente nacional e mundial, foi distinguido em setembro, no âmbito da iniciativa BIP Proof, com um prémio no valor de 10 mil euros, e conta com o apoio da Fundação Amadeu Dias.

Responsável por lesões
Investigadores da Universidade de Barcelona descobriram um novo ligamento na parte lateral do tornozelo humano, composto por...

Os resultados da investigação foram publicados numa revista científica dedicada a cirurgia do joelho e artroscopia, mudam a perceção sobre aquela articulação e podem ajudar a explicar por que é que muitas lesões continuam a doer meses ou anos depois de terem acontecido.

Os ligamentos laterais do tornozelo são os que se magoam mais frequentemente, especialmente por causa de entorses, que continuam a provocar problemas muito depois de acontecerem e deixam uma tendência para novas entorses que até agora não tinha sido possível explicar.

Complexo ligamentoso fibulotalocalcâneo lateral foi o nome escolhido para a estrutura anatómica pela equipa especializada na anatomia do sistema musculoesquelético.

A equipa científica da faculdade de medicina tentou uma nova abordagem a dissecar aquela parte do corpo e deu-se conta de que "algumas fibras de ligação entre ligamentos eram habitualmente eliminadas porque se pensava que não faziam parte do ligamento", afirmou o investigador Miguel Dalmau.

"Esta descoberta faz-nos pensar que o comportamento depois de uma lesão será semelhante ao de outros ligamentos entre articulações que são capazes de cicatrizar sozinhos, o que faz com que a articulação fique instável e precise de intervenção cirúrgica", afirmou.

 

Qualidade dos serviços
No dia 24 de Outubro, na cerimónia de abertura do 4º Congresso de Cuidados Paliativos Pediátricos (CPP) da Fundação Maruzza,...

A promoção do nosso país para nível 4 (evidência de provisão generalizada, disponibilidade de formação e planos para o desenvolvimento de serviços e integração nos serviços de saúde) legitima o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido nos últimos anos em virtude do reconhecimento das necessidades paliativas em pediatria, num esforço conjunto do Grupo de Apoio à Pediatria da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos e do Grupo de Trabalho de Cuidados Continuados e Paliativos da Sociedade Portuguesa de Pediatria, constituídos em 2013.

“O trabalho destes grupos encontrou eco no Ministério da Saúde, em particular junto dos anteriores Secretários de Estado Adjuntos, Fernando Leal da Costa e Fernando Araújo, assim como na Comissão Nacional de Cuidados Paliativos nomeada em 2016”, comentou Ana Lacerda, vice-presidente da APCP e coordenadora dos Grupos referidos.

“Somos igualmente um dos poucos países a nível mundial que dispõem de formação presencial avançada em Cuidados Paliativos Pediátricos (pós-graduação criada em 2012, na Universidade Católica Portuguesa, Lisboa)”, explica ainda Ana Lacerda.

“Agora que Portugal se encontra no nível 4 é essencial que o desenvolvimento de serviços se faça assegurando a qualidade dos cuidados prestados, dentro das inevitáveis limitações de recursos.  Acreditamos que a divulgação e aderência aos princípios recomendados constituirão uma ajuda para a continuação do trabalho que tem sido desenvolvido no país pelas Associações e Sociedades Médicas, em estreita colaboração com o Ministério da Saúde”, conclui Duarte Soares, presidente da APCP.

Importa agora continuar a desenvolver serviços e a promover a educação dos profissionais e da sociedade, com a ambição de atingir o nível 5 (integração plena nos serviços de saúde, com política nacional).

 

 

Estudo
Cerca de dois terços de uma amostra de pessoas com mais de 65 anos, residentes em Portugal, avalia o seu estado de saúde como...

Os resultados são de um estudo de Maria Piedade Brandão, docente da Escola Superior de Saúde da Universidade de Aveiro (ESSUA) e investigadora do CINTESIS – Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde e de Margarida Fonseca Cardoso, do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS). 

O trabalho analisou e comparou as perceções das ameaças à saúde e ao bem-estar entre os idosos de Portugal e da Polónia, dois países europeus que estão abaixo da média em medidas como o rendimento e a riqueza.

De acordo com as investigadoras, 69,2 por cento dos idosos portugueses classificaram o seu estado de saúde como razoável ou mau e 66,5 por cento dos idosos polacos disseram o mesmo. No nosso país, o género e o estado civil estão relacionados com as suas perceções nesta área. Assim, as mulheres têm mais tendência para avaliarem a sua saúde como razoável ou má, enquanto as pessoas viúvas têm mais tendência para se considerarem não saudáveis.

Nos dois países, não ter dinheiro suficiente até ao fim do mês aumenta a probabilidade de percecionar o seu estado como não saudável. Entre a amostra portuguesa, cerca de um quarto dos idosos declararam chegar ao final de cada mês sem dinheiro para as suas despesas, uma percentagem superior à encontrada na Polónia (14,8 por cento). O estudo refere o baixo grau de instrução entre os mais velhos como uma das possíveis explicações para esta disparidade.

Entre as variáveis analisadas, a dor está presente em mais de 80 por cento dos idosos estudados que se dizem não saudáveis. Feitas as contas, conclui-se que os idosos portugueses com dor têm um risco nove vezes maior de reportar um estado de saúde razoável ou insatisfatório.

Também a falta de ar durante atividades do dia a dia e problemas mentais, como a solidão e a perda de memória, estão claramente associadas a perceções mais negativas sobre o estado de saúde e bem-estar. A solidão é mesmo uma das mais importantes ameaças a ter em conta. Segundo este estudo, 71,9 por cento dos idosos avaliados que não se consideram saudáveis, dizem que se sentem sós e mais de metade dos que se consideram saudáveis referem este sentimento.

Com um total de 480 adultos acima dos 65 anos de idade (247 portugueses e 233 polacos), este estudo vem demonstrar que problemas de visão, dor, perda de memória, dificuldade em respirar e solidão são ameaças à perceção da saúde e do bem-estar por parte dos idosos dos dois países, apesar das diferenças sociodemográficas existentes entre eles.

Para Maria Piedade Brandão, estes resultados poderão ajudar a detetar, prevenir e combater as principais ameaças associadas ao envelhecimento, assim como poderão contribuir para o desenvolvimento de estratégias de saúde a nível nacional e europeu.

Dados da OCDE – Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico indicam que os idosos com mais de 65 anos representam já mais de 20 por cento da população portuguesa. Na Polónia, essa percentagem é de 15 por cento.

Estudo
O recurso a bactérias e fungos para aumentar a resiliência das plantas às alterações climáticas e reduzir o uso de agroquímicos...

A investigadora do Centro de Ecologia Funcional da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) Inês Rocha desenvolveu e testou “um método simples que usa bactérias e fungos, em separado ou de forma combinada, para aumentar a resiliência das plantas às alterações climáticas e, em simultâneo, reduzir o uso de agroquímicos”, anunciou hoje aquela faculdade.

O método, desenvolvido no âmbito da tese de doutoramento de Inês Rocha, orientada por Rui Oliveira, consiste essencialmente em “inocular plantas com bactérias presentes na rizosfera (na zona da raiz) e fungos micorrízicos”, explica a FCTUC, numa nota enviada hoje à agência Lusa.

“Estes dois tipos de micro-organismos possuem diferentes mecanismos de ação direta na planta”, através, designadamente, da absorção de nutrientes e do fornecimento de água ou por ação indireta (protegendo a planta de pragas ou melhorando a estrutura do solo, por exemplo).

O processo de inoculação traduz-se por “incorporar micro-organismos que promovam o crescimento das plantas de uma forma mais resistente, permitindo a sua sobrevivência independentemente da degradação ambiental”, refere a FCTUT.

Até obter uma “fórmula eficiente e sustentável” – sublinha a FCTUC –, este estudo compreendeu várias fases, entre as quais a “identificação de micro-organismos promotores de crescimento vegetal em culturas agrícolas e a seleção de fungos e bactérias com o potencial mais elevado para garantir o sucesso do método”.

Os resultados obtidos até agora “são promissores, demonstrando vantagens na aplicação do método desenvolvido”, afirma Inês Rocha.

“Nos ensaios de avaliação do stress hídrico, as bactérias tiveram um efeito positivo no rendimento da cultura e os fungos foram responsáveis pelo aumento da absorção de nutrientes”, acrescenta a investigadora, citada pela FCTUC.

Já nos testes de fertilização, em que as plantas inoculadas foram cultivadas com quantidades reduzidas de fertilizantes químicos, verificou-se “um aumento de biomassa e de nutrientes”, revela a mesma nota da FCTUC, adiantando que “a próxima fase passa por avaliar o comportamento das plantas em cultivo ao ar livre, em campos agrícolas”.

Com o problema das alterações climáticas, “esta abordagem apresenta-se como uma solução eficiente e de baixo custo para promover uma agricultura sustentável através da redução do uso de agroquímicos e do aumento da sobrevivência das plantas face a stresses ambientais, como os problemas das secas, inundações e salinização dos solos”, sublinha a investigadora da FCTUC.

O projeto, iniciado em 2015, é financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

Estudo
A maioria dos portugueses já ouviu falar em psoríase, mas há ainda mitos associados à doença que importa desmistificar, revela...

Os mais de 400 questionários realizados pela PSOPortugal, uma associação que defende, apoia e dá voz aos doentes de psoríase, revelam que 72% dos inquiridos conhece ou já ouviu falar sobre a psoríase, ainda que mais de um em cada dez continue a acreditar que esta se trata de um problema contagioso.

De acordo com o mesmo estudo, escreve o Sapo, 86% dos inquiridos revelou saber que esta é uma doença que não tem cura, com 2% a acreditar que se trata de um problema potencialmente mortal.

Para além destes dados, serão ainda apresentados os resultados de um estudo que avalia os principais impactos da doença na qualidade de vida de quem dela sofre.

Os olhares de terceiros
Um outro estudo intitulado "My Dear Diary: A minha vida com Psoríase", que recolheu, ao longo de 28 dias, as referências dos doentes em vários domínios, fica clara a importância deste problema: 58% do total de registos recolhidos (280) apresentam referências negativas à doença, aos quais se juntam mais de um terço (36%) de registos que dão conta dos "olhares de terceiros" associados à psoríase.

Ainda que prevaleça o otimismo entre os doentes, com 50% a revelarem uma atitude "construtiva/positiva" face à doença, ao todo, três em cada dez pessoas com psoríase (30%) apresentam uma atitude "instável" perante o problema, mais negativa do que positiva, com 20% a revelarem-se "conformados", demonstra esta investigação também da PSOPortugal.

O que é a psoríase?
A psoríase, doença que afeta cerca de 250 mil pessoas em Portugal, é uma doença crónica da pele, não contagiosa, que pode surgir em qualquer idade.

Caracteriza-se geralmente, pelo aparecimento de lesões vermelhas, espessas e descamativas, habitualmente nos cotovelos, joelhos, região lombar e couro cabeludo. Nos casos mais graves, estas lesões podem cobrir extensas áreas do corpo.

"Sendo uma doença pouco conhecida, é necessário informar e desmistificar quem lida com ela direta e indiretamente", alerta a PSOPortugal em comunicado.

Estudos revelam
Todos os anos há 6 mil novos casos de cancro da mama em Portugal, mas nem tudo são más noticias.

Apesar da elevada incidência de cancro da mama em Portugal, os últimos estudos científicos publicados pela revista Lancet colocam-nos no pelotão da frente em relação às taxas de sobrevivência na Europa. No topo da tabela, escreve a TSF, Portugal surge ao lado de países como a Suécia e a Noruega. Neste Dia Nacional de Prevenção do Cancro da Mama os especialistas lembram que a prevenção e o diagnóstico precoce continuam a ser as melhores armas na luta contra a doença.

"É um dado muito importante que os portugueses devem saber porque, em Portugal, esta doença está a ser devidamente tratada, corretamente diagnosticada e as medidas de rastreio e sensibilização pública estão a ser adequadas", garante o oncologista Joaquim Abreu de Sousa.

O oncologista, que é também coordenador da Clínica de Mama do Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto, considera que Portugal está no caminho certo e que a taxa nacional de sobrevivência, ao fim de cinco anos de diagnóstico, é muito positiva. "Estamos a falar de uma taxa de sobrevivência global de 85% aos cinco anos. São notícias muito boas, que devem servir para encorajar as pessoas a continuarem alerta, a terem consciência de que é uma doença que se pode tratar."

E se há fatores de risco que podem ser corrigidos, como o consumo de álcool e a falta de exercício físico, há outros mais difíceis que é preciso não esquecer, como a idade da primeira menstruação, a idade da menopausa, o número de gestações, a idade da primeira gestação, o uso de anticoncecionais orais, o uso de terapêuticas hormonais de substituição, entre outras.

Função pública
No final de 2017 havia mais de 54 mil aposentados que não descontavam por terem pensões inferiores ao salário mínimo. Isenções...

A subida do salário mínimo tem vindo a influenciar o número de aposentados isentos de descontar para a ADSE que, no ano passado, atingiu um valor recorde. Em 2017, 54.112 beneficiários estavam dispensados de fazer o desconto mensal para beneficiarem do sistema de assistência na doença da função pública por terem uma pensão inferior ao salário mínimo, o número mais elevado desde que esta isenção foi criada e um aumento de 14,7% em relação ao ano anterior.

Os números a que o jornal Público teve acesso mostram que a evolução dos aposentados titulares isentos de contribuições tem vindo a aumentar a um ritmo significativo. Em 2014, havia 42.218 isentos; no ano seguinte o número aumentou 2,7% (para 42.342 pessoas) e, desde então, o ritmo de crescimento tem vindo a acelerar. Em 2016, o número de aposentados isentos cresceu 11,4% (para 47.173) e, em 2017, a subida foi de 14,7%, totalizando 54.112 pessoas. Em 2018, os dados mais recentes a que o jornal Público teve acesso dão conta de cerca de 57 mil pensionistas isentos de descontos.

Esta evolução deve-se em grande parte à subida do salário mínimo nacional que é usado como referência para determinar se os aposentados têm ou não de fazer o desconto mensal de 3,5%. Na prática, e de acordo com a lei, os aposentados ficam dispensados de pagar se, após o desconto, a sua pensão ficar abaixo da remuneração mínima. Ora, como o salário mínimo tem vindo a aumentar de forma significativa – em 2017 estava nos 557 euros, em 2018 nos 580 euros e, em 2019, chegará aos 600 euros – isso faz com que mais aposentados preencham o critério e sejam dispensados de contribuir.

Quando esta isenção foi criada, em 2006, os organismos públicos ainda financiavam o sistema de assistência na doença dos funcionários e aposentados do Estado. O problema, como tem alertado o Conselho Geral e de Supervisão (CGS) da ADSE, é que desde 2015 são os beneficiários que financiam o sistema, estando a suportar uma política de ação social que deveria ser da responsabilidade do Orçamento do Estado.

Nas auditorias à ADSE, o Tribunal de Contas já tinha alertado para o problema e, desde 2015, os 30 a 40 milhões que estas isenções representam são contabilizadas como dívida do Estado ao sistema.

“As isenções devem manter-se, mas não faz sentido que sejam os restantes beneficiários a financiar uma medida de ação social que devia ser responsabilidade do Estado”, lembra Eugénio Rosa, vogal do conselho diretivo do instituto que gere a ADSE indicado pelos beneficiários.

O assunto tem sido recorrente nos pareceres do CGS (onde estão representados beneficiários, sindicatos e membros do Governo). No parecer de Novembro de 2017, este conselho concorda que a isenção de desconto para os aposentados com pensões inferiores ao salário mínimo deve manter-se. “Todavia, esta é uma medida clara de solidariedade pelo que, analogamente ao que acontece com Regime não Contributivo da Segurança Social, o seu custo deve ser suportado pelo Orçamento de Estado”, acrescenta.

A 10 de Maio de 2018, o assunto voltou a ser abordado pelos conselheiros que consideravam que “não é aceitável a recusa do Estado em subsidiar as contribuições dos atuais isentos, tanto mais que apenas se propôs um valor de cerca de 40 % do total das despesas com estes beneficiários (13 milhões de euros a pagar pelo Estado e mais de 17 milhões de euros pagos pelos restantes beneficiários da ADSE)”.

Em Agosto, quanto se pronunciou sobre o orçamento da ADSE para 2019, o CGS deu nota positiva ao facto de estar prevista uma receita de 13,8 milhões de euros, a transferir pela Caixa Geral de Aposentações, para financiar a proteção dos reformados com rendimentos mais baixos.

Mas essa solução, segundo José Abraão, representante da Federação de Sindicatos da Administração Pública no CGS, não é suficiente. “O Orçamento do Estado tem de assumir as responsabilidades passadas, desde que a ADSE passou a ser financiada pelos descontos dos seus beneficiários, e futuras”, desafia.

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