Bastonário
O bastonário dos Médicos pediu hoje à nova ministra da Saúde que a aplicação dos sistemas informáticos seja feita “a favor da...

Numa lista de vários “desafios” que deixou hoje à ministra da Saúde na abertura do Congresso da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães começou por referir que “mais de 50% do tempo é utilizado para estar a escrever no computador ou à procura de uma impressora que funcione”.

“Isto é verdadeiramente lamentável”, considerou, lembrando que o tempo nas consultas “é valioso” e que os médicos usam grande parte dela em detalhes e problemas dos sistemas informáticos.

Outro dos desafios fundamentais que a ministra Marta Temido enfrenta é, segundo o bastonário, “uma nova política de contratação”, que rejuvenesça os serviços e as unidades de saúde e que capte os jovens médicos, não os deixando fugir do Serviço Nacional de Saúde.

“É muito grande o número de jovens médicos que tem abandonado o SNS”, disse Miguel Guimarães, referindo que a atual política de concursos não tem cumprido o objetivo de reter os médicos que terminam a especialidade no SNS, o que seria fundamental para que os serviços tivessem um mais adequado equilíbrio etário.

Sobre os jovens médicos, o bastonário frisou ainda que os 10 mil internos (a receber formação de especialidade) representam já um terço de todos os médicos a trabalhar no SNS.

Para o representante dos médicos, a nova ministra tem ainda como desafio um “reforço urgente” da capacidade de resposta das regiões mais periféricas e o combate às desigualdades sociais em saúde.

Miguel Guimarães defendeu mesmo que o Orçamento do Estado para o próximo ano devia contemplar “uma verba específica” para combater as desigualdades sociais em saúde.

O bastonário sugeriu ainda que os contratos programa com os hospitais passem a ter uma percentagem maior alocada à questão da qualidade, sugerindo que “não se pense apenas em números” de produção, mas muito também na forma e na qualidade assistencial.

Consagrar tempo de trabalho dos médicos à investigação é outra das ideias defendidas pelo bastonário, que esclarece que investigar não se trata necessariamente de fazer um mestrado ou um doutoramento, também por exemplo avaliar o que é feito nos serviços diariamente ou a experiência que é feita com determinada patologia. Trata-se de investigar, aferir e avaliar o que é realizado quotidianamente pelos médicos.

O reforço da formação é outro dos desafios colocados à nova ministra da Saúde, que esteve na sessão de abertura do Congresso onde ouviu os recados deixados por Miguel Guimarães. No final, os jornalistas tentaram falar com Marta Temido, que se escusou a responder a perguntas.

Marta Temido tomou posse há menos de duas semanas, substituiu Adalberto Campos Fernandes na pasta.

O 21.º Congresso da Ordem dos Médicos, sob o tema “O Futuro na Medicina”, decorre hoje e amanhã em Lisboa.

Doenças cardiovasculares continuam a ser principal causa de morte
Apenas seis das 28 Unidades de Acidente Vascular Cerebral (UAVC) do país têm equipas de reabilitação completas, revela um...

Promovido pela Sociedade Portuguesa do AVC, o estudo “Caracterização da avaliação e tratamento de reabilitação nas unidades de acidente vascular cerebral em Portugal” analisou as áreas essenciais ao desempenho da reabilitação, a partir das orientações mais atuais relativamente aos cuidados, avaliação, tratamento e orientação pós-alta, com visitas a todas as UAVC do país.

Apesar da comprovação de que estas equipas multiprofissionais são “muito importantes” nas unidades de AVC, “infelizmente em Portugal apenas cerca de 22% das unidades têm as equipas com todos os elementos necessários”, disse à agência Lusa Bárbara Moreira da Cruz, uma das autoras do estudo.

Em 37% das unidades faltam dois ou mais elementos e em 18% faltam três ou mais profissionais, disse a médica fisiatra, sublinhando que “há unidades a funcionar com equipas de reabilitação muito aquém do que seria o desejável” face ao número básico necessário de profissionais para tratar o AVC.

Mesmo nas unidades que têm as equipas completas, há profissionais que “não estão com a carga horária necessária” para responder às solicitações feitas pela unidade, vincou.

Quando estão a funcionar, estas equipas não só poupam dinheiro ao Estado e às famílias como as referenciações para a rede nacional são “mais atempadas” e a referenciação para a rede nacional de cuidados continuados integrados é “mais assertiva” e, por outro lado, são “a única maneira” de promover ao máximo todo o potencial funcional que o doente pode recuperar.

Perante estes resultados, “é urgente que estas equipas sejam formadas e que as deixem trabalhar”, defendeu a médica, apesar de reconhecer que os constrangimentos existentes tornam “muito difícil conseguir elementos para as equipas”.

Lamentou ainda que as contas do serviço de reabilitação sejam feitas tendo em conta o número de consultas de ambulatório que fazem, nunca avaliando o quanto "estas equipas poupam, quantos internamentos tiram, quantos dias menos um doente tem que estar institucionalizado, quantos dias menos de absentismo" vai ter o cuidador”.

“Enquanto essas contas não forem feitas, o país vai perder muito dinheiro”, vincou.

As unidades de AVC são atualmente o melhor local para o tratamento de doentes com acidente vascular cerebral agudo, sendo que as indicações mais recentes vão no sentido de que o tratamento de reabilitação se inicie precocemente, a par do tratamento curativo e de prevenção secundária.

A comunicação e coordenação desta equipa, composta por um médico especialista, terapeutas, fisioterapeuta, enfermeiros, assistente social, nutricionista e psicólogo, “é essencial” para maximizar a eficácia e eficiência da reabilitação, verificando-se que “esforços isolados dos diferentes profissionais para reabilitar o sobrevivente de AVC tornam improvável o atingimento do seu potencial máximo”.

“O que notámos foi que é muito difícil montar a equipa e muitas vezes essa coordenação não está estabelecida”, apesar de haver “um esforço brutal dos serviços para poder responder às necessidades da unidade”, disse Barbara Moreira da Cruz.

Todos os coordenadores das unidades consideraram que o “mais importante e mais urgente” é colmatar a deficiência de não ter profissionais de saúde com disponibilidade para as unidades.

As doenças cardiovasculares continuam a ser principal causa de morte e incapacidade em Portugal, provocando cerca de 35 mil mortes anualmente. Destas, estima-se que 20 mil se devam a acidentes cerebrovasculares e mil a enfartes do miocárdio.

Investir em equipamentos
Pelo terceiro ano consecutivo, os serviços de pediatria dos três hospitais dos Açores estão a vender agendas solidárias,...

“Somos surpreendidos com a solidariedade das pessoas. Anualmente somos surpreendidos com as vendas, e se em 2016 a edição foi de quatro mil agendas, em 2017 foi de seis mil e este ano será de oito mil, sendo que até ao momento o número de encomendas já é significativo, o que demonstra efetivamente que os açorianos são solidários e querem melhorar os cuidados que são prestados às suas crianças”, adiantou, em declarações à agência Lusa, o presidente dos Amigos da Pediatria da Ilha Terceira, Bruno Cardoso.

Segundo o pediatra, a iniciativa é uma forma de a sociedade civil “repor investimentos primordiais nos serviços públicos” e a população dos Açores tem respondido ao apelo.

“O ano passado vendemos 200 agendas na ilha das Flores, o que significa que cerca de 5% da população das Flores adquiriu uma das nossas agendas”, frisou.

Este ano, os super-heróis dão o tema à agenda, que é ilustrada com desenhos de crianças internadas ou que recorreram aos serviços de urgência e às consultas dos três hospitais dos Açores, posteriormente coloridos por um designer.

“A imaginação das crianças é realmente impressionante. Fomos surpreendidos pelo número de super-heroínas, o que vem reforçar a importância do papel da mulher na sociedade de hoje, mas também pela identificação de outras pessoas como super-heróis, como o médico/enfermeiro ou a avó”, apontou Bruno Cardoso.

Em 2016, os Amigos da Pediatria da Ilha Terceira lançaram o desafio ao serviço de pediatria do Hospital da Horta e ao Grupo de Amigos da Pediatria do Hospital de Ponta Delgada para criaram nos Açores uma agenda solidária, à semelhança do que já fazia, por exemplo, a Associação para as Crianças de Santa Maria, do serviço de pediatria do Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

A iniciativa junta, este ano, não só os serviços de pediatria dos três hospitais dos Açores, mas também a associação Abraço e a associação Fernandinhos & Companhia, do Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca, da Amadora.

Segundo Bruno Cardoso, a união de várias associações possibilita “reduzir os custos de produção das agendas, pela maior tiragem e por diluição de custos fixos, permitindo assim angariar mais verbas em favor das crianças utentes das diferentes instituições”.

Nas primeiras duas edições foram vendidas mais de 10 mil agendas e angariados cerca de 25 mil euros, que permitiram que os hospitais da Terceira e de Ponta Delgada adquirissem equipamento médico para as suas unidades de neonatologia, que o Hospital da Horta humanizasse o espaço físico do serviço de pediatria e que a Abraço apoiasse crianças desfavorecidas na Madeira.

Este ano, a agenda estará, pela primeira vez, à venda em todas as ilhas dos Açores.

As associações contam angariar 22 mil euros, que serão investidos na aquisição de monitores para a urgência pediátrica do Hospital da Ilha Terceira e na humanização do espaço físico do Hospital da Horta (quartos da enfermaria), do Hospital de Ponta Delgada (sala de espera) e do Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca (hospital de dia e sala de atividades), contribuindo ainda para o novo centro de rastreio de VIH, infeções sexualmente transmissíveis e hepatites virais, que a associação Abraço está a criar na Madeira.

Projeto chumbado
O parlamento aprovou hoje uma resolução do PAN para a sensibilização de profissionais de saúde sobre Perturbação de...

O texto do PAN, visando um debate alargado e esclarecimento relacionado com o recurso a vários testes de diagnóstico de PHDA, obteve votos a favor também de PSD, CDS-PP, PEV e do socialista Paulo Trigo Pereira, as abstenções de BE e PCP e o voto contra da restante bancada do PS.

O projeto de resolução bloquista para a prevenção do consumo excessivo de estimulantes do sistema nervoso central (ritalina e 'strattera') no tratamento de PHDA foi chumbado com votos contra do PSD e a abstenção do PS, apesar de votos a favor do resto do hemiciclo.

Outros dois documentos do PAN para realização de estudos sobre o diagnóstico de PHDA e consumo de metilfenidato e atomoxetina e também limites à prescrição daqueles medicamentos, sobretudo em crianças até aos seis anos de idade, foram rejeitados, invariavelmente com votos contra das duas maiores bancadas, PSD e PS.

"Num país marcado pelo elevadíssimo consumo de antidepressivos e ansiolíticos com tendência de crescimento não podemos aceitar esta política que é de pequenino se toma o comprimido", tinha argumentado o deputado único do PAN, André Silva, no debate da véspera, defendendo que quaisquer problemas detetados nestas idades "poderão ser normais e não associáveis a um diagnóstico de PHDA", devendo existir intervenção psicológica.

Em Portugal, calcula-se que 23 mil crianças estejam medicadas para a hiperatividade com défice de atenção.

 

À venda a partir de terça-feira
A escritora Alice Vieira, o selecionador nacional, Fernando Santos, o político Marques Mendes e o músico Pedro Abrunhosa estão...

O Instituto Português de Oncologia de Lisboa Francisco Gentil (IPO Lisboa) lança, pelo terceiro consecutivo, a Agenda Solidária IPO 2019, que este ano se destina “a angariar fundos para a construção de um novo hospital de dia de oncologia e de hematologia, melhorando as condições do espaço onde os doentes adultos fazem quimioterapia em regime de ambulatório”, refere a instituição em comunicado.

No ano em que comemora 95 anos, o IPO pediu a Alice Vieira, António Barreto (sociólogo), Carlos Fiolhais (professor universitário), Cristina Ferreira (apresentadora), Eduarda Abbondanza (estilista), Fernando Santos, José Gameiro (psiquiatra), Júlia Pinheiro (apresentadora), Laurinda Alves (jornalista), Luís Marques Mendes, Maria Antónia de Almeida Santos (deputada) e Pedro Abrunhosa que partilhassem uma história sobre um acontecimento das suas vidas que fazem questão de festejar.

“Assim nasceram 12 textos inéditos, ilustrados por Marta Torrão, que contam momentos inesquecíveis e marcantes que convidam cada um de nós a celebrar a vida de todos os dias”, sublinha o IPO.

João Oliveira, diretor clínico do IPO Lisboa, assina o prefácio da Agenda Solidária, que este ano tem como título “Comemorar a vida”, que está à venda a partir de terça-feira pelo preço de 13,90 euros.

Em 2018, foram angariados 46.286,30 euros com a venda da agenda, que foram aplicados na Unidade de Transplante de Medula, cujas obras já estão em curso, adianta o instituto, sublinhando que este “projeto tem sido muito bem acolhido por doentes, familiares e pela sociedade, por autarquias e empresas que fazem questão de todos os anos se juntar ao IPO e dar o seu contributo através da aquisição de vários exemplares”.

Somadas as duas edições, as vendas da Agenda Solidária IPO ascenderam os 35.000 exemplares.

No ano passado, o IPO Lisboa realizou mais de 260 mil consultas, das quais 47.500 foram consultas de primeira vez, 7.000 cirurgias (2.000 feitas em ambulatório) e fez 100 transplantes de medula (um terço em crianças).

Em Portugal, a prevalência do cancro está a aumentar e o número de doente em tratamento no IPO também. Em 2017 foram assistidos mais de 11.000 novos doentes e, por ano, o instituto acompanha mais de 57.000 pacientes.

Quanto ao cancro pediátrico, o IPO recebe cerca de 195 novos casos por ano e tem 400 em tratamento.

A Agenda Solidária IPO 2019 será apresentada no dia 6 de novembro, às 11:30, pelo selecionador nacional de futebol Fernando Santos, pela escritora Alice Vieira e pelo político Luís Marques Mendes. Depois da apresentação, no anfiteatro do Instituto, segue-se visita ao Serviço de Oncologia Médica.

Congresso Nacional de Estudantes de Medicina
Mais de 400 estudantes de medicina reúnem-se no sábado e no domingo no Porto para debater “temáticas incomuns" no...

Em declarações à Lusa, o presidente da Associação Nacional de Estudantes de Medicina, Edgar Simões, explicou hoje que o congresso é “uma forma de preencher lacunas existentes no currículo dos estudantes de medicina e de ter contacto com temas menos acessíveis”.

“Queremos que seja um complemento a todo o conhecimento que se adquire ao longo do curso, contribuindo assim para a formação de futuros médicos mais informados e capazes de lidar com a realidade”, sustentou.

Segundo Edgar Simões, o interesse dos estudantes por estes temas não incluídos na sua formação clássica “traduz-se na procura por este tipo de eventos e, em particular, por este congresso, que vai reunir mais de 400 estudantes, e as inscrições esgotaram em menos de um minuto”.

Enquanto associação nacional, “organizamos um congresso cujo objetivo é por os estudantes em contacto com temas úteis, com os quais eles vão necessariamente ter de contactar ao longo da sua vida, mas não são particularmente abordados nos cursos de medicina e que de alguma forma extravasam a nossa prática clínica corrente, como por exemplo questões de dilemas éticos, medicina humanitária ou medicina de catástrofe”, disse.

Haverá uma sessão plenária sobre o acesso ao internato médico e os problemas no planeamento da gestão de recursos humanos em saúde.

“Vamos aproveitar essa sessão para lançar um manual que elaboramos para os estudantes de medicina com instruções e clarificação de conceitos sobre o acesso ao internato médico”, afirmou.

Os estudantes defendem que “sejam criadas condições de articulação entre a formação das faculdades e depois o acesso à especialidade”.

“Esse tema adequa-se no conceito do congresso na medida em que não contactamos muito com ele no âmbito da nossa formação, mas é muito pertinente para a nossas vidas futuras”, acrescentou.

Nas sessões plenárias serão abordados diferentes temas como: Catástrofes Nacionais, Internato Médico, Medicina Humanitária e dos Migrantes e ainda ‘Designer Babies’ (bebés desenhados à medida do cliente).

Decorrerão ainda três palestras: uma delas centra-se na apresentação de um caso real, com o testemunho de um doente oncológico, outra na abordagem ao empreendedorismo na saúde e a última promoverá uma reflexão sobre temas-chave para o futuro da saúde em todo o mundo, bem como a discussão dos desafios da aplicação da inovação nos cuidados de saúde, num mundo em mudança.

Este ano, o Congresso Nacional de Estudantes de Medicina (CNEM) apresenta como novidade o CNEM ‘Pitch’, que resulta de uma iniciativa conjunta com o Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde (CINTESIS) e pretende dar forma às ideias e aos projetos originais dos estudantes de medicina.

Os estudantes de medicina vão poder apresentar as suas ideias, sendo que os vencedores receberão apoio financeiro para implementação dos projetos, bem como aconselhamento profissional na área da tecnologia, da inovação e da investigação.

O CNEM ‘Pitch’ está aberto a qualquer estudante de medicina do país, seja ou não participante do CNEM.

“Queremos com o CNEM ‘Pitch’ estimular o empreendedorismo na saúde, com o incentivo aos estudantes de medicina para pensarem em novas ideias e projetos que possam vir a contribuir para a melhoria da profissão, do relacionamento com os cidadãos, da intervenção na sociedade, entre outros”, sublinhou Edgar Simões.

Distinção
O Prémio Nacional de Saúde 2018 distinguiu o neurologista José Remísio Castro Lopes pelo seu contributo na área da doença...

O júri decidiu atribuir o prémio ao Professor José Remísio Castro Lopes, médico, neurologista, tendo em conta, “além da excelência do seu percurso profissional, clínico e académico, o seu contributo para a obtenção de ganhos em saúde na área da doença vascular cerebral, com incessante atividade de difusão de princípios e terapias”, refere a DGS em comunicado.

Este contributo teve “resultados na redução da morbilidade e mortalidade desta patologia tão grave e significativa em termos de saúde pública”, adianta a Direção-Geral da Saúde.

O Júri de Atribuição do Prémio Nacional de Saúde foi constituído por Walter Friederich Alfred Osswald, que presidiu, pelos bastonários das ordens dos Médicos, dos Enfermeiros, dos Farmacêuticos, dos Médicos Dentistas, dos Psicólogos, dos Biólogos, dos Nutricionistas, pelo diretor do Instituto de Higiene e Medicina Tropical e pelo diretor da Escola Nacional de Saúde Pública.

O Prémio Nacional de Saúde do Ministério da Saúde distingue anualmente “uma personalidade que tenha contribuído, inequivocamente, para a obtenção de ganhos em saúde ou para o prestígio das organizações de saúde no âmbito do Serviço Nacional de Saúde”.

 

Injeção financeira
O Governo aprovou hoje uma verba de 500 milhões para os hospitais EPE pagarem as dívidas em atrasos aos fornecedores, anunciou...

Até à primeira semana de novembro serão pagos 100 milhões de euros” e os restantes 400 milhões de euros serão pagos até ao final do ano, adianta o Ministério da Saúde em comunicado.

O Ministério sublinha que, “embora esta verba se destine exclusivamente ao pagamento de dívidas em atraso, a distribuição pelos vários hospitais foi realizada de forma transversal, contemplando também os hospitais com valores de dívida inferiores”.

O Governo estima que “o valor das dívidas em atraso no Serviço Nacional de Saúde se reduza para 350 milhões de euros no final de dezembro de 2018, não só através desta injeção financeira, mas também na sequência de outras medidas que estão em preparação pelo Ministério das Finanças”.

Estudo ambiental
Investigadores da Universidade de Aveiro vão recolher, durante o fim de semana, amostras de ar em cinco ruas de Viana do...

Em declarações à agência Lusa, o vereador do Ambiente da Câmara de Viana do Castelo, Ricardo Carvalhido explicou hoje que o estudo, designado SOPRO, é coordenado pelo Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM), unidade de investigação da Universidade de Aveiro, e conta com a participação do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC).

"As poeiras rodoviárias devem ser tidas em conta como elemento determinante para a qualidade do ar, porque a sua composição, embora variada, contém principalmente hidrocarbonetos (como os plásticos) e metais (também metais pesados) com diâmetro por vezes 20 a 30 vezes menor que um cabelo humano, tornando-os inaláveis e difundíveis diretamente para todos os órgãos do organismo através da circulação pulmonar", referiu Ricardo Carvalhido.

O vereador do Ambiente adiantou que "a exposição do ser humano à matéria particulada, principalmente à de menor diâmetro (MP2,5 e MP10), é responsável por efeitos nefastos na saúde, incluindo no aumento da frequência de doenças do foro cardíaco e oncológico".

Além de "permitir o primeiro diagnóstico da quantidade e tipo químico da matéria particulada da cidade", o estudo das poeiras rodoviárias de Viana do Castelo também pretende "contribuir para a literacia científica dos cidadãos, nomeadamente no conhecimento que os veículos contribuem para a poluição do ar, não só através dos gases de escape, mas também a partir de outras fontes, por ventura insuspeitas".

A matéria particulada (MP) "é um conjunto heterogéneo, com origem e composição química diversas, sendo que a maior fonte em grandes cidades provém do tráfego".

"Uma parte significativa destas partículas provém de fontes que não a combustão, como as emissões de escape, mas nomeadamente do desgaste dos travões, da embraiagem, dos pneus e do asfalto, e da ressuspensão de poeiras da estrada, pelo que o perfil climático da cidade também é fundamental conhecer e monitorizar, nomeadamente, e entre outras variáveis, o regime de ventos e a pluviosidade", sustentou.

Para Ricardo Carvalhido, a importância do estudo que vai ser realizado durante o fim de semana "prende-se essencialmente com a necessidade de determinação da composição química do ar que se respira na cidade e a necessidade de garantia da sua qualidade aos cidadãos".

"O assunto assume ainda maior relevo e importância social, porque a par das emissões provenientes de combustão, que têm sido reduzidas com sucesso, nomeadamente através de regulamentação legal, as emissões ‘non-exhaust' não estão controladas, nem são conhecidas".

O responsável autárquico acrescentou que "a aposta do município de Viana do Castelo na mobilidade elétrica impõe a necessidade urgente de ganhos de conhecimento sobre estas emissões rodoviárias, tendo em conta que se irão tornar, até 2030, como a principal fonte de matéria particulada poluente no meio urbano".

O estudo a realizar no fim de semana prevê a colheita de matéria particulada em cinco artérias do centro da cidade de Viana do Castelo. Os ensaios serão repetidos ao longo do próximo ano para uma primeira aproximação à quantidade e perfil químico da matéria particulada no ar da cidade.

Ricardo Carvalhido referiu que aquela investigação se insere na "estratégia de posicionamento de Viana do Castelo como um Território de Ciência e de Conhecimento".

"Este estudo, como outros que estão em curso, contribuirá para a conceptualização e desenho da rede de sensores para a monitorização da qualidade ambiental, projeto já em desenvolvimento e, em parte, em sequência da assinatura do protocolo estabelecido com o Centro de Território, Ambiente e Construção (CTAC) da Escola de Engenharia da Universidade do Minho para a determinação da assinatura ambiental do município. Também participam neste projeto de âmbito alargado o DCT e o IBS da Universidade do Minho e o CIIMAR da Universidade do Porto", especificou Ricardo Carvalhido.

Opinião
A saúde mental é uma componente essencial do estado de saúde de um indivíduo, uma vez que esta é det

O envelhecimento é um tema que tem despertado cada vez mais a atenção dos profissionais de diferentes áreas, devido ao aumento progressivo da população idosa que se tem verificado a nível nacional e mundial. Segundo a Organização Mundial da Saúde, em 2025 existirão aproximadamente 1,2 mil milhões de pessoas com mais de 60 anos em todo o mundo, sendo a faixa etária com maior crescimento. Isto deve-se à redução das taxas de natalidade, assim como ao aumento da esperança média de vida, proporcionada pelos avanços tecnológicos em diversas áreas científicas.

Durante o processo de envelhecimento existem alterações a nível biológico, psicológico e social que podem refletir-se ao nível do comportamento dos idosos, seja nas suas atividades diárias, ou nas suas interações sociais, que vão surgindo de forma progressiva e que podem, em dadas situações, ser limitativas para o indivíduo.

No entanto, o avançar da idade também pode ser visto de forma positiva, como uma fase de maior maturidade e experiência de vida. No fundo, trata-se apenas de dar continuidade ao

processo de desenvolvimento que já acontece em cada um de nós desde que nascemos, tentando viver intensamente cada fase da vida, bem como aceitando e processando as mudanças inevitáveis. Envelhecer bem faz com que valorizemos os ganhos e aceitemos as eventuais perdas, tentando manter a sensação de bem-estar no dia-a-dia.

Um dos primeiros aspetos a considerar neste processo é a aprendizagem constante, pois contribui para que se criem “reservas cognitivas” e se conservem capacidades. Para assegurar um envelhecimento saudável, é essencial apostar na leitura, treinos de memória, atividades manuais e convívio com outras pessoas.

Outro tópico que também devemos considerar é uma boa nutrição. Assim como o corpo muda com a idade, as necessidades nutricionais também mudam. Ao mesmo tempo, as pessoas mais idosas tendem a comer menos, o que implica a carência de nutrientes imprescindíveis para uma boa saúde física e mental. Uma das estratégias a ter em conta, sobretudo para familiares e/ou cuidadores, é a preparação de refeições que sejam atraentes para os sentidos. Também a adequada ingestão de água deve ser uma prática recorrente no dia-a-dia do indivíduo.

Manter-se ativo, fazendo pelo menos 30 minutos de exercício físico aeróbio diariamente, como caminhar rápido, correr ou andar de bicicleta (ou outras alternativas como jardinagem ou natação), tem um valor inestimável para a saúde e bem-estar em qualquer idade, contribuindo para a redução dos riscos de doenças, controlo do peso, melhoria do humor, maior independência e mais interação social.

Conviver e socializar é fundamental para a prevenção de diversos problemas das pessoas idosas e para a promoção de um envelhecimento saudável. Infelizmente, o problema da solidão não nos é alheio, sobretudo nas grandes cidades, onde apesar de existirem tantas pessoas, é possível viver e morrer completamente só. É indispensável pensarmos na integração em grupos de suporte para pessoas isoladas, viúvas, pessoas idosas com deficiência motora, cognitiva ou outra e, em certos casos, procurar o aconselhamento de profissionais de saúde mental, serviço social ou terapeutas ocupacionais.

Paralelamente a este problema, surge a depressão, que não deve ser encarada como “tristeza normal da velhice”, até porque muitas vezes se apresenta com queixas subjetivas. Os familiares e cuidadores, assim como o próprio idoso, deverão ser incentivados a procurar apoio e orientação junto dos profissionais de saúde mental, por forma a melhorar o seu bem-estar e qualidade de vida. Numa perspetiva de promoção da saúde mental, as atividades ao ar livre e as atividades de grupo poderão ajudar a evitar alguns quadros depressivos ou constituir, noutros casos, um grande aliado terapêutico.

Cuidar da saúde mental é importante para todos nós, especialmente para quem se preocupa com um envelhecimento saudável. Ficam aqui algumas dicas que podem ajudar a contribuir para o bem-estar das pessoas mais velhas:

  • Compartilhar o seu tempo com entes queridos, mesmo que seja com atividades como as refeições diárias ou as compras no supermercado;
  • Manter a ligação e a rede de suporte (com a família, amigos e comunidade, seja pessoalmente ou por telefone, email ou redes sociais);
  • Lembrar-se que a atividade física promove o bem-estar mental, físico e social;
  • Apostar numa rotina diária de sono, de forma a diminuir os níveis de stress e promover maiores níveis de energia e humor.
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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Alimentação
A presença de resíduos de pesticidas na alimentação convencional pode explicar uma redução comparada de 25% no risco de ter...

Setenta mil voluntários seguidos ao longo de sete anos, de 2009 e 2016. É esta a impressionante dimensão de um grande estudo científico realizado em associação entre o instituto de investigação agronómica francês e a Universidade Paris-XIII. Recentemente publicada na revista JAMA Internal Medicine, escreve a Visão, a mega pesquisa concluiu que quem consome preferencialmente produtos oriundos da agricultura biológica apresenta uma redução de 25% no risco de ter cancro.

A explicação "mais provável" para este resultado encontra-se na "presença de resíduos de pesticidas sintéticos, muito mais frequentes e em doses bem mais elevadas, nos alimentos provenientes da agricultura convencional, em comparação com os produtos biológicos", diz Emmanuelle Kesse-Guyot, investigadora envolvida no estudo.

Os 70 mil voluntários foram divididos em vários grupos, dos consumidores habituais de produtos biológicos aos que nunca os compram, passando por aqueles que ocasionalmente os adquirem. Durante os sete anos do estudo, surgiram no grupo de pesquisa 1 340 casos de cancros - e foi aqui que os investigadores detetaram a referida redução de risco de 25% de ter doenças oncológicas nos consumidores habituais de alimentos biológicos.

"Uma das grandes novidades nas conclusões deste estudo é a ligação altamente coerente com os resultados de pesquisas sobre a exposição profissional a pesticidas", diz o epidemiologista Philip Landrigan, do Boston College, dos EUA, que não participou na investigação francesa. Fica agora "muito reforçada a possibilidade de uma relação entre o risco evidenciado de doença oncológica e a presença de resíduos de pesticidas na alimentação", acrescenta Philip Landrigan.

Investigadores
O presidente da Federação dos Toxicologistas Europeus e das Sociedades Europeias de Toxicologia (EUROTOX), Félix Carvalho,...

“A comunicação com o público, com os políticos e com as agências reguladoras é algo com que, infelizmente, nem todos os cientistas sabem lidar. Precisamos de comunicar melhor a nossa investigação e traduzirmos aquilo que fazemos para que as pessoas percebam qual o seu impacto”, afirmou Félix Carvalho, à margem do 4.º Congresso Internacional de Toxicologia que decorre desde quarta-feira, e termina hoje, num hotel em Matosinhos, distrito do Porto.

Em declarações, Félix Carvalho, também professor da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto, considerou que, para que a informação tenha impacto e seja considerada “forte e fidedigna”, é “necessário um esforço muito grande” dos investigadores.

“É necessário um esforço muito grande para que o conhecimento se possa traduzir numa melhoria das condições das populações, assim como numa melhoria dos gastos com a saúde. Nós, enquanto cientistas e investigadores, temos a responsabilidade de aumentarmos a transmissão de conhecimentos na área da toxicologia”, frisou.

Numa sessão em que os investigadores debateram o impacto, quer para a saúde pública, mas também ambiental, do desperdício de plástico, da utilização de pesticidas e dos antibióticos, Félix Carvalho salientou ainda a necessidade de se “evitar situações que criam o pânico”.

“Por vezes, há determinadas situações e movimentos, como foi o caso da gripe das aves, que originam, por parte da população e do governo, um grande pânico e uma reação que custa milhões de euros ao país, sem que isso se traduza em qualquer benefício”, exemplificou.

O 4.º Congresso Internacional de Toxicologia, promovido pelo Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) e pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, conta com a presença de cerca de 200 investigadores, oriundos de 27 países.

Segundo o responsável pelo congresso e também investigador do ISPUP, João Paulo Teixeira, o evento possibilita "divulgar o trabalho feito em Portugal" e dá "a oportunidade aos jovens investigadores de contactarem com os especialistas da toxicologia".

“Ao contactarmos com os especialistas mundiais da área da toxicologia, explicarmos o que estamos a desenvolver e aquilo que ambicionamos fazer, este congresso permitiu trazer valor a Portugal, ganhar projeção a nível mundial e celebrar novas colaborações”, acrescentou João Paulo Teixeira.

Estudo
Segundo a Associação Americana do Coração, mais de 40% das pessoas com mais de 25 anos sofrem de hipertensão.

Ter uma má saúde e higiene dentária aumenta o risco de hipertensão, segundo uma investigação apresentada pela Associação Americana do Coração (AHA) e publicada na revista científica "Hypertension".

Depois de analisar mais de 3.600 exames dentários de pessoas hipertensas, o estudo concluiu que as pessoas com doenças nas gengivas têm 20% menos possibilidades de ter uma tensão arterial saudável.

De acordo com o estudo, todas as pessoas que apresentam pressão arterial alta devem submeter a sua saúde dental a análise e tomar medidas caso haja irregularidades.

Cáries tão graves quanto excesso de sal?
Os pacientes que apresentavam periodontite severa também tinham uma pressão sistólica de 3 mmHg (unidade de pressão em milímetro de mercúrio), em média, mais alta que aqueles com boa saúde dental.

Segundo o estudo, esta diferença da pressão sistólica (mede a pressão do sangue contra as paredes das artérias) é similar à que um paciente com pressão arterial alta poderia diminuir se reduzisse o consumo diário de sal em 6 gramas diários, o equivalente a uma colher pequena.

A investigação frisa ainda que as gengivas avermelhadas ou inflamadas, o sangramento quando se utiliza fio dental, entre outros sintomas, podem ser sinais de problemas periodontais.

"Os médicos deveriam prestar muita atenção à saúde oral dos pacientes, particularmente daqueles que recebem tratamento para a hipertensão, e pedimos a todos aqueles com sinais de doença periodontal para que procurem cuidados dentários", assevera Davide Pietropaoli, da Universidade de L’Aquila, Itália, e autor do estudo.

Segundo a AHA, mais de 40% das pessoas com mais de 25 anos sofrem de hipertensão.

União Europeia
A hora muda este domingo. O Observatório Astronómico de Lisboa recomendou ao Governo manter a mudança da hora e considera que a...

O Governo português já anunciou à União Europeia (UE) que pretende manter a mudança da hora e “manifestou discordância” com a proposta da Comissão Europeia, confirmou nesta quinta-feira ao jornal Público o Ministério do Planeamento.

Hora muda este domingo
Em plena discussão sobre se a mudança da hora deve ser abolida, os ponteiros continuarão por enquanto no mesmo passo de sempre: os relógios atrasam uma hora na madrugada deste domingo (às 2h passa a ser 1h); nos Açores, a mudança é feita à 1h de domingo e o relógio passa a marcar meia-noite.

A proposta da Comissão Europeia de abolir a mudança horária foi anunciada em Agosto, pedindo aos governos de cada país que se pronunciassem até Abril. Se a decisão da Comissão Europeia for avante, a proposta terá de ser ainda aprovada pelo Parlamento Europeu e depois pelo Conselho Europeu.

A decisão portuguesa foi tomada por ser esse o “entendimento da ciência”, dizia o primeiro-ministro, António Costa, em Outubro. Por base tem um relatório de 44 páginas feito pelo diretor do Observatório Astronómico (OAL, a entidade competente nesta matéria), Rui Agostinho.

“A melhor argumentação para não acabar com a mudança da hora é que já passámos por isto e as pessoas não gostaram”, diz ao jornal Público Rui Agostinho, referindo-se ao período entre 1992 e 1996, quando Portugal tinha o mesmo horário que Bruxelas (e ainda adiantava uma hora no Verão). “Se acabarmos com a mudança da hora, daqui a quatro anos vamos ter queixas. Temos a experiência de ter acontecido, não é apenas raciocínio científico.”

Ficar sempre no horário de Verão (UTC+1) implicaria um amanhecer tardio, chegando a ser por volta das 9h em alguns meses, e “as pessoas precisam de luz solar para despertar, para o corpo reagir”, o que seria sobretudo prejudicial para as crianças e para os jovens. “Se poderíamos viver com isso? Claro que sim, ninguém morre e nós adaptamo-nos. Se é a melhor solução? Não, não é”, argumenta.

Mudar a hora em Setembro
Além de manter o regime de mudança de hora atual, o diretor do OAL considera que a transição para o horário de Inverno deveria acontecer no final de Setembro e não no final de Outubro, para ser uma mudança mais suave. “Era essa a tradição no continente europeu, à exceção das ilhas britânicas que faziam no final de Outubro e assim acabou por ficar [em 1995]”, explica.

E dá o exemplo de uma pessoa que saia do trabalho às 17h30: em Setembro sai e ainda tem mais do que uma hora de sol e quando muda a hora em Outubro passa a ter só dez minutos de sol; se a hora mudasse no final de Setembro, ainda teria cerca de uma hora de sol para aproveitar. “Ainda consegue usufruir dessa luz solar e o impacto não é tão negativo”, afirma.

Desde 2001 que os Estados-membros da União Europeia são obrigados a mudar a hora legal duas vezes por ano: a primeira no último domingo de Março e a segunda no último domingo de Outubro. Agora, a União Europeia sublinha que a decisão de mudar a hora é uma “competência nacional”, mas quer que exista uma decisão concertada pelo menos entre países vizinhos. “Em Espanha ainda estão a debater internamente, mas o lado da ciência também é favorável a manter a existência da hora de Verão”, adianta o diretor do OAL.

Um inquérito “enviesado”
Para tentar averiguar qual o regime que os cidadãos preferem, a União Europeia fez um inquérito online que somou cerca de 4,6 milhões de respostas (de mais de 500 milhões de habitantes na UE), uma participação recorde numa consulta pública europeia. No inquérito, 84% dos inquiridos disseram estar a favor de manter sempre o mesmo horário. Só 0,33% dos portugueses votaram, e a grande maioria (79%) disse estar a favor de manter o horário de Verão para sempre.

Rui Agostinho diz ser importante “combinar a voz da ciência com a experiência dos cidadãos”, mas não concorda com a forma como foi feito o inquérito. “Trata-se de uma amostra altamente enviesada e que não é representativa da opinião média da Europa”, protesta, dizendo que o preenchimento do questionário “deveria ter sido obrigatório”. “Deveria ter sido um inquérito com uma discussão alargada, com debates a explicar os prós e contras. Deveria ter sido uma votação fundamentada com consciência das implicações”, assegura.

Um dos argumentos para manter sempre a mesma hora é o incómodo causado pela mudança. Rui Agostinho compara esses efeitos a uma viagem aos Açores, em que os impactos da mudança da hora depois de chegar a terra são quase nulos: “Há quem fique incomodado com a mudança da hora, mas ninguém ficou perturbado de tal forma que não consiga fazer a sua vida normal. Sentem os efeitos durante um ou dois dias, uma semana no máximo”.

E-mails insultuosos
Rui Agostinho refere que tem recebido alguns e-mails insultuosos por defender a mudança da hora, mas diz que há também quem o aborde e “reconheça os impactos negativos da hora constante, dizendo que não é a melhor maneira de aproveitar a luz do sol”. “Quando percebem a argumentação, tornam-se mais favoráveis à manutenção do regime atual”, explica.

Os únicos países a votarem maioritariamente no inquérito (que decorreu de 4 de Julho a 16 de Agosto) a favor de manter a mudança foram o Chipre e a Grécia. Todos os países preferem manter sempre o horário de Verão à exceção da República Checa, Holanda, Finlândia e Dinamarca, que pretendem o horário de Inverno.

Para Portugal, ficar sempre no atual horário de Inverno significaria que o sol no Verão nascia perto das 5h, havendo “uma madrugada de sol desaproveitada seguida de um final de tarde com menos uma hora de sol”, lê-se no relatório entregue ao Governo em Agosto.

OE2018
Os pagamentos em atraso das entidades públicas totalizaram 1.136 milhões de euros até setembro, menos 70 milhões de euros em...

Comparando com o mês anterior, os pagamentos em atraso (dívidas por pagar há mais de 90 dias) aumentaram em 91 milhões de euros, segundo a Direção-Geral do Orçamento (DGO).

Para a evolução homóloga, contribuíram, essencialmente, os Hospitais EPE (entidade pública empresarial), com uma diminuição do valor em dívida em 102 milhões de euros. Porém, verificou-se um aumento na administração central e local (ambas em 13 milhões de euros) e também na administração regional (12 milhões).

Face ao mês anterior, o aumento ficou a dever-se sobretudo aos Hospitais EPE (86 milhões de euros).

Em setembro, os pagamentos em atraso nos Hospitais EPE fixaram-se em 859 milhões de euros, seguindo-se a administração local com 120 milhões de euros em dívida.

Na administração regional os pagamentos em atraso totalizaram 111 milhões, na administração central (excluindo o subsetor saúde) 30 milhões, nas empresas públicas reclassificadas 13 milhões de euros e no subsetor da saúde três milhões.

Segundo um comunicado do Ministério das Finanças, "prevê-se que esta redução dos pagamentos em atraso se acentue ainda mais nos próximos meses".

 

Investigação
Hospitais de pelo menos 30 países estão a deter ilegalmente doentes e a reter cadáveres nas suas morgues por falta de pagamento...

A investigação teve por base um relatório do instituto de pesquisa britânico Chatham House, divulgado no ano passado, e que dava conta de mais de 60 registos de pacientes detidos em 14 países da Ásia e África Subsaariana.

A Associated Press (AP) ouviu dezenas de médicos, enfermeiros, especialistas em saúde, doentes e administradores hospitalares que deram conta de detenções em hospitais em mais de 30 países, incluindo o Quénia, Nigéria, Congo, China, Tailândia, Lituânia, Bulgária e outros países da América Latina e do Médio Oriente.

Robert Wanyonyi foi baleado e ficou paralisado há mais de um ano.

Internado no Kenyatta National Hospital, no Quénia, está impedido de regressar a casa porque não consegue pagar uma conta equivalente cerca de 35 mil euros.

Responsáveis do governo queniano confirmaram à AP que é frequente os hospitais do país deterem ilegalmente doentes que não acertaram as contas, recorrendo a guardas armados, trancas nas portas e mesmo correntes.

"Nem mesmo a morte é garantia de liberdade. Os hospitais e as morgues estão a reter centenas de cadáveres até que as famílias consigam pagar as contas", disseram os responsáveis quenianos, citados pela AP.

Nas Filipinas, em dezembro, Annalyn Manalo ficou retida um mês e meio no hospital diocesano Mount Carmela, na cidade de Lucena, onde recebeu tratamento por problemas de coração.

Foi-lhe recusado o pagamento em prestações e cada dia de permanência no hospital era adicionado à conta.

"Fomos tratados como criminosos. Os guardas vigiavam-nos constantemente", disse o marido de Manalo, citado pela AP.

No Congo, a AP visitou mais de 20 hospitais e clínicas em Lubumbashi e concluiu que na quase totalidade dos estabelecimentos a detenção de doentes que não pagam é rotineira, mesmo sendo uma prática ilegal.

Em Bangalore, na Índia, Emmanuel Malagi, ficou retido num hospital privado durante três meses depois de ter sido tratado a um tumor, segundo contou o seu irmão.

Impedidos de o visitar, os familiares tentaram, sem sucesso, pagar uma conta equivalente a 16 mil euros, sendo que depois da morte de Malagi, o hospital exigiu um pagamento adicional de mais de 12 mil euros para liberar o corpo.

Na Malásia, um estudante de medicina holandês que necessitava de um tratamento de descompressão após um mergulho foi fechado numa sala durante quatro dias, sem comida e água, até conseguir o dinheiro necessário para pagar o tratamento, revelou Saskia Mostert, um académico holandês que investiga detenções em hospitais.

Na Bolívia, o Provedor de Justiça registou 49 detenções de doentes em hospitais e clínicas por falta de pagamento nos últimos dois anos, apesar da prática ser proibida no país.

"É o ponto fraco da saúde global sobre o qual ninguém quer falar", disse Sophie Harman, investigadora em saúde na Universidade Queen Mary de Londres.

A investigadora aludia ao silêncio das agências internacionais de saúde, dos doadores e das organizações que enviam milhões para apoiar os sistemas de saúde e combater doenças como a SIDA ou a malária nestes países.

"As pessoas sabem que os doentes são feitos prisioneiros, mas provavelmente pensam que têm batalhas maiores no sistema de saúde público e, por isso, fecham os olhos", acrescentou.

Especialistas citados pela AP sustentam, por outro lado, que esta prática pode ter sido incentivada por organizações como o Banco Mundial, a Organização Mundial de Saúde (OMS)ou UNICEF que emprestaram dinheiro aos países em desenvolvimento na condição de que fossem cobradas taxas aos doentes pelos cuidados médicos.

Sem garantia de proteção para os mais pobres, acrescentam, estas políticas deram liberdade aos países para garantir os pagamentos como acharem melhor, incluindo através da detenção de doentes.

Sistemas de saúde frágeis, privados ou em que há pouca ou nenhuma responsabilização dos governos favorecem esta prática, que foi identificada também em países mais ricos como a Índia, China, Irão ou Tailândia.

Em alguns países, como nos Camarões, o pagamento dos tratamentos é feito em adiantado e quando os doentes não podem pagar são enviados para os hospitais públicos ou é simplesmente recusada a assistência.

Os administradores dos hospitais admitiram à AP que a detenção de doentes não é necessariamente rentável, mas que na maioria dos casos resulta pelo menos em pagamentos parciais e funciona como dissuasora.

Em África, nem sempre os hospitais fornecem comida, roupa ou cama aos doentes, por isso, mantê-los detidos tão pouco representa grandes custos.

Estudo
Uma equipa da Universidade do Minho descobriu que os movimentos dos olhos podem "revelar alterações cognitivas em pessoas...

Em comunicado, a Universidade do Minho (UMinho) explica que a investigação, cujos resultados foram publicados na revista científica norte-americana "PeerJ", demonstrou que "os portadores de esclerose múltipla têm problemas a realizar os movimentos mais comuns do olho, ou seja, quando o olho muda rapidamente em direção a algo específico".

A esclerose múltipla, explica o texto, "surge quando a cobertura das células nervosas do cérebro e da espinal medula é danificada" podendo levar à visão dupla e cegueira num olho, além de comprometer funções coordenadoras gerais como sensibilidade, locomoção, força muscular, audição e excreção.

"Na prática, as pessoas diagnosticadas com aquela doença levaram mais tempo a iniciar o movimento ocular e, depois, a fixar com precisão o alvo visual. Por outro lado, ao olharem voluntariamente para outra direção, por exemplo, para o lado esquerdo quando uma luz piscava no lado direito, mostraram mais dificuldades a fazê-lo face a pessoas sem aquela doença", aponta a UMinho.

A pesquisa, explana o texto, "mostrou que aqueles movimentos oculares são um marcador quantitativo de danos neurais, ao comprometer a capacidade de inibir ou controlar as respostas impulsivas (ou automáticas) da pessoa com esclerose múltipla".

Segundo salienta o texto, a descoberta " pode influenciar a escolha de novos tratamentos e as técnicas de acompanhamento da progressão da doença".

A equipa multidisciplinar da UMinho envolveu o Centro de Física, o Centro de Matemática, o Centro de Biologia Molecular e Ambiental e o Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde, nomeadamente os cientistas Marisa Borges Ferreira, Paulo Alexandre Pereira, Marta Parreira, Inês Sousa, José Figueiredo, João Cerqueira e António Filipe Macedo, sendo este último também da Universidade de Linnaeus, na Suécia.

A doença atinge 5000 a 6000 portugueses (oito casos em cada 10.000), dois terços dos quais são mulheres, e a sua esperança de vida é de menos cinco a dez anos face à média nacional.

A patologia ainda sem cura deve-se à combinação de fatores ambientais, genéticos e infecciosos, como faltar vitamina D, contrair o vírus Epstein Barr e ter alguns genes sinalizados.

O tratamento é multidisciplinar, envolvendo às vezes fármacos (para prevenir surtos, proteger o cérebro e a progressão da incapacidade) e, quase sempre, reabilitação (fisioterapia, ginástica, natação, treino cognitivo, atividades sociais, banhos de sol), que pode melhorar significativamente a qualidade de vida do doente.

 

Dia Mundial da Terceira Idade assinala-se a 28 de outubro
Existem vários fatores de risco que podem levar ao desenvolvimento do glaucoma, entre os quais a ida

O nervo óptico é formado por um conjunto de milhares de fibras nervosas individuais que transmitem sinais do olho para o cérebro. O glaucoma é uma patologia ocular que causa danos progressivos neste mesmo nervo óptico e consiste na perda da sensibilidade do tecido da retina por morte de fibras nervosas e consequente perda de visão irreversível.

Assim, é importante referir que existem vários fatores de risco que podem levar ao desenvolvimento do glaucoma, entre os quais a idade. As pessoas com mais de 60 anos apresentam um elevado risco de desenvolver o glaucoma, sendo necessário que estas se mantenham atentas e façam consultas de rotina. Monitorizar o estado do olho e do nervo óptico é especialmente importante para as pessoas desta faixa etária, uma vez que o glaucoma avançado pode provocar a cegueira.

O glaucoma está associado ao aumento da pressão de um fluido dentro do olho com danos progressivos no nervo óptico e perda de tecido. A forma mais comum desta patologia é o glaucoma primário de ângulo aberto. Esta forma está associada a um progressivo aumento da pressão dos fluidos dentro do olho. Por se desenvolver lentamente e geralmente sem sintomas, muitas pessoas só se apercebem quando já ocorreu uma perda significativa de visão. Contudo, apesar de não produzir sintomas, o glaucoma pode ser diagnosticado através de uma consulta de rotina, com a avaliação de pressão do olho, alterações na papila do nervo óptico e dos campos visuais.

O tipo menos comum de glaucoma é o glaucoma agudo de ângulo fechado e geralmente ocorre devido a um aumento significativo num curto espaço de tempo da pressão no olho. Os seus sintomas incluem dor ocular severa, náuseas, forte hiperemia, aparecimento de anéis coloridos em redor das luzes e visão enublada. Esta condição é uma emergência médica, pois a perda de visão pode ser imediata.

No entanto, nem todas as pessoas que sofrem de pressão intra-ocular alta desenvolvem glaucoma e muitas pessoas com pressão ocular normal sofrem de glaucoma, também. Quando a pressão dentro do olho é demasiado alta para esse nervo óptico específico, independentemente do valor que tenha essa pressão, produzirá glaucoma. A este tipo de glaucoma designou-se de glaucoma de baixa pressão, em que a pressão permanece dentro dos valores normais, mas o nervo óptico apresenta alterações.

O glaucoma não pode ser prevenido mas, se for diagnosticado e tratado atempadamente, pode ser controlado. Assim, existem exames auxiliares que devem ser feitos quer para diagnóstico quer para acompanhamento da patologia.

Na consulta optométrica, podem ser efectuadas medições da pressão intra-ocular, bem como a observação dos fundos oculares através do exame com oftalmoscópio ou outras técnicas de imagiologia. Desta forma, é possível observar e determinar os sinais físicos de possíveis alterações do nervo óptico. Se o glaucoma já estiver instalado, um exame de campos visuais permite analisar a extensão da lesão e acompanhar a patologia. Com o acompanhamento certo, é possível controlar o seu glaucoma em colaboração com o Oftalmologista.

O Optometrista é um profissional central nos cuidados para a saúde da visão, segundo a Organização Mundial da Saúde. O seu âmbito de prática não se limita ao diagnóstico, prescrição, terapêutica e reabilitação da condição visual. Também desempenha um papel de relevo na investigação e inovação científica, para a implementação de prática clínica baseada em evidência científica.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Reunião Anual da SPAVC
No sábado, dia 27 de outubro, a Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral realiza a sua reunião anual no Hotel...

Nesta sessão, “a Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral (SPAVC) irá analisar a informação que existe em Portugal acerca do estado de cada uma das grandes áreas de intervenção na cadeia do AVC, desde a prevenção primária à vida após o AVC”, avançou a Prof.ª Elsa Azevedo, neurologista e vice-presidente da SPAVC. Após detetadas as lacunas nas várias áreas analisadas, explicou a médica, será estabelecido um plano de ação faseado que permita a Portugal atingir os objetivos delineados pela Europa até 2030.

De acordo com a especialista, “Portugal está bastante bem colocado relativamente às médias europeias no que se refere ao acesso dos doentes aos tratamentos na fase aguda do AVC”, conforme revelou um estudo recentemente publicado que avaliou este acesso em 44 países europeus. “No entanto”, frisou a médica, “sabemos que precisamos de melhorar em relação à equidade geográfica de acesso, pois regiões como o Alentejo, o Algarve, a Madeira e os Açores têm maiores dificuldades de acesso a tratamentos diferenciados de fase aguda. Temos um longo caminho a percorrer na disseminação junto da população de hábitos de alimentação, estilos de vida saudáveis e procura de cuidados de saúde que permitam diminuir drasticamente a incidência do AVC, ou seja, através de uma aposta na prevenção primária”, alertou a neurologista. Também fundamental é o reconhecimento dos sinais de alerta de AVC e a correta ativação dos serviços de emergência (através do 112) para que os doentes cheguem rapidamente a hospitais onde possam ser tratados mais eficazmente. “E, por outro lado, há muito a trabalhar na área da otimização e acesso, com quantidade e qualidade, aos cuidados de reabilitação pós-AVC e aos direitos do sobrevivente de AVC”, acrescentou a vice-presidente da SPAVC e igualmente vice-presidente da associação de sobreviventes Portugal AVC.

No âmbito do plano de ação nacional, e tendo por base quatro áreas de atuação estruturais (prevenção primária, fase aguda, reabilitação e vida pós-AVC), a Prof.ª Elsa Azevedo (neurologista) e as Dr.ªs Ana Alves, Bárbara Moreira Cruz, Joana Teles Sarmento e Paula Amorim (fisiatras) enumeram algumas estratégias concretas para Portugal, tendo em vista o alcance das metas definidas internacionalmente:

Prevenção primária

  1. Ação concertada de informação e literacia para a saúde, assim como medidas para adoção de melhores hábitos alimentares e de estilo de vida, nas escolas, autarquias, instituições de saúde, comunicação social, etc.;
  2. Obrigatoriedade de rastreio de hipertensão arterial e de arritmia cardíaca na população adulta, em consulta nos Cuidados de Saúde Primários, assim como orientação para desabituação tabágica se necessário;
  3. Exame de rastreio de aterosclerose carotídea na franja populacional de maior risco vascular.

Fase aguda

  1. Campanha nacional para a informação à população dos sinais de alerta de AVC e contacto do 112;
  2. Implementação de registos e monitorização regionais, aumentando a articulação entre instituições de saúde;
  3. Implementação alargada da telemedicina para apoiar decisões à distância;
  4. Formar e deslocar recursos humanos diferenciados para apoiar hospitais mais carenciados.

Reabilitação

  1. Garantir ao sobrevivente de AVC e seu cuidador, acesso a equipa de reabilitação multiprofissional e interdisciplinar especializada, precocemente e num continuum, desde a Unidade de AVC (90% acesso) até à comunidade e fase crónica onde sobrevivente e cuidador fazem parte integrada da equipa;
  2. Abordagem bio-psico-social das necessidades do sobrevivente AVC e seu cuidador, com um plano de reabilitação integral e personalizado que abrange a integração sociofamiliar e profissional;
  3. Reavaliação periódica das necessidades de reabilitação em consulta de Medicina Física e de Reabilitação presencial ou por telemedicina nas situações enquadráveis;
  4. Implementação das normas de boas práticas de referenciam para reabilitação pós AVC.

Vida após o AVC

Revisão legislativa que permita a reinserção profissional do sobrevivente de AVC adulto jovem ,nomeadamente através de várias medidas especificas como redução do número de horas;

Proteção aos cuidadores, com legislação que preveja direitos específicos;

Integração em grupos ajuda mútua e Associações de Sobreviventes de AVC.

Recorde-se que a European Stroke Organisation (ESO) em colaboração com a Stroke Alliance for Europe (SAFE) lançaram, em março deste ano, as linhas orientadoras para implementação do “Action Plan For Stroke in Europe 2018-2030”, com sete domínios de atuação. Portugal, como país europeu, e a SPAVC, como sociedade científica representativa desta patologia em Portugal junto da sociedade congénere europeia, estão também envolvidos neste objetivo conjunto.

Para além desta sessão de debate, a 16.ª Reunião da SPAVC abordará temas como a estenose arterial sintomática da circulação cerebral, o AVC cardioembólico, as novidades apresentadas na European Stroke Organisation Conference (ESOC) 2018, entre outros tópicos.

Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde
Uma equipa de investigadores está à procura de voluntários para participar num estudo clínico que pretende avaliar o efeito do...

Para isso, os investigadores estão à procura de 30 voluntários (homens e mulheres) com diabetes mellitus tipo 2, com idades entre os 40 e 75 anos, não fumadores, que estejam dispostos a consumir uma cerveja sem álcool por dia, durante 12 semanas, refere hoje o CINTESIS.

Este estudo é liderado por Conceição Calhau, investigadora e especialista em nutrição e metabolismo do CINTESIS – Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde, sedeado no Porto.

“As pessoas com diabetes mellitus tipo 2 apresentam um conjunto de bactérias intestinais diferente da população saudável”, afirma Conceição Calhau, que é também professora da NOVA Medical School, de Lisboa.

A investigadora explica que “a cerveja é uma bebida fermentada, à base de cereais, rica em compostos que poderão exercer um efeito benéfico nas bactérias intestinais, e assim, ter um impacto positivo na saúde”.

Porém, “a evidência científica sobre os efeitos do consumo de cerveja no metabolismo e no microbiota intestinal é escassa, mais ainda no contexto da diabetes”, acrescenta a especialista.

As cervejas para o estudo serão fornecidas pela equipa de investigação e os participantes serão avaliados por profissionais de saúde (endocrinologista e nutricionista) ao longo das semanas do estudo.

Serão ainda efetuadas análises de sangue, urina e fezes no início, a meio e no final do estudo clínico, sendo que a informação desses exames será facultada aos voluntários.

O estudo clínico decorrerá em Lisboa, nas instalações da NOVA Medical School/Faculdade de Ciências Médicas. Os interessados em colaborar poderão inscrever-se através do e-mail [email protected] ou do número de telemóvel 918 482 491.

Este é já o segundo estudo clínico que a equipa de investigação do CINTESIS e da NOVA realizam em torno do tema cerveja e saúde. Em março a equipa recrutou dezenas de voluntários para um estudo similar, mas que pretendia aferir os efeitos do consumo moderado de cerveja com álcool e sem álcool, em diferentes parâmetros clínicos, em indivíduos saudáveis.

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