O incêndio ontem num hotel na Praça da Figueira, em Lisboa, esteve “circunscrito à cobertura”, informou fonte dos bombeiros,...

“O fogo esteve circunscrito à cobertura”, disse fonte do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa, informando que quatro pessoas sofreram inalação de fumos, três das quais foram encaminhadas ao hospital de São José.

O incêndio levou à evacuação do hotel na Praça da Figueira.

Segundo a agência Lusa constatou no local, pelas 18:15, as chamas eram visíveis no topo do edifício e estavam a ser combatidas por 28 operacionais, apoiados por nove viaturas.

No local estiveram elementos do Regimento de Sapadores Bombeiros e dos Bombeiros Voluntários de Lisboa, além de elementos das forças policiais.

 

Governo
O secretário de Estado das Autarquias Locais, Carlos Miguel, disse ontem que os diplomas setoriais da Educação e da Saúde, no...

“Estes dois diplomas estão na mão do primeiro-ministro, que os levará a Conselho de Ministros quando bem entender e que espero seja ainda esta semana”, disse Carlos Miguel.

O secretário de Estado das Autarquias Locais falava durante um painel dedicado à descentralização de competências para os municípios, durante o 38.º colóquio nacional da ATAM - Associação dos Trabalhadores da Administração Local, que decorre entre hoje e quarta-feira, em Aveiro.

Destacando o “caráter universal” do processo de descentralização, que envolve todos os setores do Governo, Carlos Miguel disse que há 16 diplomas aprovados em Conselho de Ministros que estão à espera de promulgação por parte do Presidente da República.

O governante referiu ainda que há cinco diplomas que "não estão prontos": portos, transportes fluviais, áreas protegidas, apoio social e freguesias.

De acordo com o secretário de Estado, os quatro primeiros estão “consensualizados” com a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), mas dependem de portarias que ainda não estão prontas.

Quanto ao diploma das freguesias, está “consensualizado” com a Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE) e “não está consensualizado” com a ANMP, explicou Carlos Miguel, adiantando que “deverá ser formalmente aprovado em breve”, fechando este ciclo de descentralização.

“Com esta descentralização passamos a ter uma Administração Pública mais equilibrada, um pouco menos central, um pouco mais local”, observou, adiantando, contudo, que por muito que se descentralize agora neste processo, “ainda temos muito mais para descentralizar para que a Administração Pública seja muito mais eficiente do que aquilo que consegue ser ao dia de hoje”.

Na mesma ocasião, o presidente da Câmara de Aveiro, Ribau Esteves (PSD/CDS/PPM), disse que esperava “um passo bem maior” no processo de descentralização, afirmando que Portugal “é um dos dois países mais centralizados da Europa, o que é péssimo para a Democracia e para a mobilização dos cidadãos para a causa pública”.

O autarca realçou ainda a importância de lutar para acabar com a “’hiperburocracia’” existente no país, adiantando que a situação “está pior” do que quando começou a ser presidente da Câmara, há 21 anos.

“A justificação de uma ridícula despesa está hoje levada a um tratado de justificações legais inadmissível e ridículo”, disse, criticando aquilo que afirma serem “regras ridículas para acabar com a despesa”.

Previsão reflete aumento de despesa face ao previsto
O Ministério da Saúde estima que o défice do Serviço Nacional de Saúde (SNS) seja de 238 milhões de euros este ano, segundo...

A previsão do défice em 2018 reflete “um aumento de despesa, face ao valor inicialmente previsto, de 231 milhões de euros, atingindo a despesa total 9.898 milhões de euros”, bem como uma subida da despesa com capital, comparando a execução estimada para 2018, face a 2017, num valor de 24.8 milhões de euros, um crescimento de cerca de 20%, refere uma nota do Ministério da Saúde.

A estimativa do défice tem ainda em conta um aumento da receita com origem em transferências do Estado de 217 milhões de euros, totalizando 8.812 milhões de euros.

“Este crescimento reflete o aumento do número de efetivos (devido à alteração do período normal de trabalho para 35 horas semanais), a reposição salarial integral e a reposição do valor das horas extraordinárias e de qualidade, a processar progressivamente durante 2018”, refere a nota explicativa do Ministério da Saúde para o Orçamento do Estado (OE) para 2019, que será apresentado na terça-feira pela ministra da Saúde, Marta Temido, no parlamento.

Reflete ainda um crescimento de cerca de 50 milhões de euros nas compras e de 16 milhões de euros nos fornecimentos e serviços externos.

De acordo com o documento, a despesa do SNS em 2019 significará 12,1% da despesa primária das Administrações Públicas, ganhando peso na afetação global dos recursos públicos.

Em comparação com o Orçamento do Estado 2018, o orçamento do SNS em 2019 beneficiará de um aumento com origem nas transferências do OE de 612 milhões de euros.

“Este aumento inclui a previsão da cobrança da taxa sobre os produtos açucarados, a ser transferida para o SNS ao longo de 2019 (79 milhões de euros) e a utilização da dotação para a redução de passivos não financeiros”, adianta.

As despesas com pessoal aumentam 186 milhões de euros (+5%), retratando “o crescimento dos efetivos e a reposição de direitos em matéria salarial, horas extraordinárias, horas de qualidade, a uniformização do período normal de trabalho no SNS e os novos ingressos”.

O crescimento da despesa é igualmente ditado pelo aumento de encargos com os medicamentos, bem como pelo incremento da despesa com os fornecimentos e serviços externos.

Relativamente ao défice do SNS em 2019, o documento afirma que “deverá apresentar uma ligeira melhoria face ao valor provisional de 2018 em 165 milhões de euros”.

Prevê ainda um aumento da receita face ao valor previsto para 2018 de 246 milhões de euros, suportado por um aumento das transferências do OE de 243 milhões de euros.

Relativamente ao investimento, o Governo prevê que atinja 160 milhões de euros em 2019, um crescimento de 20 milhões de euros face a 2018.

Equipa de Apoio Psicossocial
O presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, considerou hoje que os cuidados paliativos são uma forma de...

Miguel Albuquerque, que presidiu hoje, no Hospital Dr. Nélio Mendonça, à apresentação do Projeto “Equipa de Apoio Psicossocial (EAPS)”, integrado no Programa Humaniza da Fundação La Caixa, disse que, apesar da evolução científica e técnica, "o ciclo da vida não mudou e as pessoas devem ser tratadas com dignidade".

Está a decorrer o período de formação de equipas de apoio psicossocial, com a ida para o terreno prevista para o final do mês, estimando-se que, por ano, cerca de 250 doentes e 500 familiares serão beneficiados com este tipo de apoio.

O Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira, através da Unidade de Cuidados Paliativos, foi uma das dez unidades do país selecionadas para a constituição de uma Equipa de Apoio Psicossocial (EAPS), no âmbito do Programa Humaniza da Fundação La Caixa, projeto que visa reforçar o apoio a pessoas com doenças avançadas.

Este programa teve início em Espanha em 2009 e tem alcançado resultados positivos no apoio aos doentes em cuidados paliativos e familiares.

A EAPS tem visa complementar a resposta oferecida às necessidades dos doentes e dos seus familiares no que concerne às exigências específicas de apoio psicossocial e espiritual, bem como de acompanhamento no luto e apoio às equipas de profissionais que cuidam de pessoas com doenças avançadas e as suas famílias.

Cada equipa é constituída por dois assistentes sociais, um psicólogo a tempo inteiro e outro a tempo parcial.

 

Optometristas portugueses integram iniciativa mundial focada na visão das crianças
A Associação de Profissionais Licenciados de Optometria (APLO) acaba de estabelecer uma parceria com a campanha global Our...

“Se pretendemos atingir o acesso universal aos cuidados para a saúde da visão e produzir um impacto no desenvolvimento sustentado, necessitamos de o fazer todos em conjunto. A Our Children’s Vision está a ajudar a consciencializar para os problemas da visão e como eles influenciam os mais novos e a APLO está orgulhosa de fazer parte da divulgação desta mensagem. Esta é uma oportunidade para combinar os nossos esforços e partilhar experiências na prestação de cuidados efetivos às crianças”, disse Raúl Alberto de Sousa, Presidente da APLO.

A Our Children’s Vision tem atualmente 85 organizações parceiras, distribuídas por 63 países. A filosofia é trabalhar em conjunto para que todas as crianças, independentemente do seu género, estatuto económico ou localização geográfica, tenham a oportunidade para ver nitidamente. Até à data a campanha alcançou e prestou cuidados para a saúde da visão a 27 milhões de crianças.

“Estamos entusiasmados com o facto da APLO se ter juntado à nossa campanha e promover a nossa causa em Portugal. Assegurar-nos que as crianças tenham visão saudável é uma causa que todos podem apoiar. Sabemos que as crianças em Portugal necessitam de cuidados para a saúde da visão – e também correção dos problemas da visão – e nós sabemos de facto que nem todas o estão a receber. A APLO está a trabalhar para mudar isso”, disse Hasan Minto, Diretor do programa Our Children’s Vision.

A Our Children’s Vision é uma iniciativa global que aumenta, acelera e expande os serviços de cuidados para a saúde da visão para mais crianças em todo o mundo. A campanha está a trabalhar para fornecer cuidados para a saúde da visão a 50 milhões de crianças até 2020.

 

Infarmed
Lotes de um mediamento antidepressivo da farmacêutica portuguesa Bluepharma já tinham sido voluntariamente recolhidos do...

Segundo um comunicado emitido pela Autoridade do Medicamento (Infarmed) em meados de outubro, a farmacêutica recolheu lotes de fluoxetina por ter detetado “um resultado fora da especificação nos estudos de estabilidade”, mas sem que tal comprometa a segurança de utilização do medicamento.

“Apesar de não parecer comprometer a segurança de utilização do medicamento, mas como medida de precaução, o Infarmed determina a suspensão imediata da comercialização” de dois lotes de fluoxetina Bluepharma de 20 mg, refere o comunicado.

Os lotes em causa são o L170713 e o L1707131.

Hoje, as autoridades de Macau anunciaram que vão recolher do mercado lotes do antidepressivo produzido em Portugal para "proteger a saúde pública”.

Em causa está o "antidepressivo 'Fluoxetina Bluepharma 20mg Cápsulas', com número de lote L1707131, produzido pelo fabricante português Bluepharma-Indústria Farmacêutica, SA", que já terá sido recolhido voluntariamente pelo importador, pode ler-se no comunicado hoje divulgado pelas autoridades de Macau.

A decisão de se proceder à recolha do medicamento surge "após resultados dos testes de estabilidade terem confirmado que a qualidade padrão era inferior ao estabelecido".

O antidepressivo faz parte da convenção de medicamentos dos serviços de saúde de Macau, apenas fornecido aos utentes nas farmácias aderentes.

"De forma a proteger a saúde pública, os Serviços de Saúde solicitaram a exportadores e importadores e firmas de venda por grosso dos produtos referidos", bem como "às farmácias aderentes à convenção para procederem à recolha dos medicamentos em causa", refere-se mesma nota.

Contudo, sublinha-se no comunicado, "os utentes não devem parar a administração dos medicamentos antes de obtenção do medicamento substituto", mas sim "pedir informações junto de farmacêuticos, para eventual substituição", caso provenham do lote L1707131.

Prevenção
O Presidente da República elogiou hoje a "continuidade institucional" no que respeita à política de vacinação contra...

Numa cerimónia no Museu dos Coches, em Lisboa, que assinalou o 10.º aniversário da vacinação contra o vírus do papiloma humano (HPV), que pode causar cancro do colo do útero, Marcelo Rebelo de Sousa observou: "Tantas vezes encontramos o contrário, que é as mudanças políticas ou administrativas serem acompanhadas de ruturas no domínio de prioridades. Isso não faz sentido".

Numa curta intervenção, de cerca de sete minutos, o chefe de Estado agradeceu a todos os que contribuíram para o "sucesso de Portugal" na prevenção do HPV nestes dez anos e referiu que "dizem especialistas que talvez faça sentido alargar o rastreio e a vacinação aos homens, e fazê-lo rapidamente".

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, este poderá ser "o grande desafio" a enfrentar agora: "Dizem especialistas, mas o Presidente da República não é suposto ser especialista na matéria".

"Eu pergunto-me se não será de pensarmos numa outra fase. E essa outra fase tem a ver com a noção que temos hoje de que este problema não é só um problema de mulheres, é também um problema de homens, e com um âmbito etário que é um pouco mais vasto do que aquele que se tinha pensado", expôs.

No início do seu discurso, o Presidente da República saudou a presença de anteriores ministros da Saúde nesta cerimónia, além da atual titular da pasta, Marta Temido, afirmando que representam "uma continuidade institucional" nesta matéria.

Em seguida, considerou que está em causa "o êxito daquilo que foi uma política definida e consistentemente aplicada", que é "um bom símbolo relativamente à ligação entre a democracia e a saúde em Portugal".

No seu entender, "houve sucesso porque houve a exata noção da prioridade da intervenção pública neste domínio: era preciso intervir, através de uma discriminação positiva, para um público-alvo, era preciso intervir rapidamente, era uma corrida contra o tempo".

"Era preciso mobilizar todas as energias, era preciso sensibilizar a opinião pública, a começar no público-alvo, e era preciso contar com a dedicação os profissionais de saúde. Isso aconteceu", prosseguiu.

Dirigindo-se aos antigos ministros da Saúde, entre eles, o anterior, Adalberto Campos Fernandes, Marcelo Rebelo de Sousa acrescentou: "Mas era preciso mais. Era preciso haver continuidade institucional. E essa continuidade institucional está representada pela participação de vossas excelências, sucessivos ministros desta pasta, que são um símbolo também de como, mudando os governos, não mudou uma prioridade nacional".

"Sabemos que se deve planear para o médio-longo prazo e não propriamente estar a gerir o curto prazo. Aqui planeou-se e executou-se numa dimensão de largo fôlego", enalteceu.

De acordo com o Presidente da República, outra "razão do sucesso" na prevenção do HPV foi "uma revolução cultural, uma mudança cultural" que aconteceu em Portugal: "O que era inesperado, surpreendente, estranho há umas décadas passou a ser assumido como uma realidade natural".

O eventual alargamento do rastreio e da vacinação aos homens implicará "uma nova revolução cultural, habituados que se encontram a considerar ser um problema das mulheres, e não da sociedade como um todo envolvendo os próprios homens", disse.

Alegada falta de qualidade
As autoridades de Macau anunciaram hoje que vão recolher do mercado um antidepressivo produzido em Portugal para "proteger...

Em causa está o "antidepressivo 'Fluoxetina Bluepharma 20mg Cápsulas', com número de lote L1707131, produzido pelo fabricante português Bluepharma-Indústria Farmacêutica, SA", que, já terá sido recolhido voluntariamente pelo importador, pode ler-se no comunicado hoje divulgado pelas autoridades de Macau.

A decisão de se proceder à recolha do medicamento surge "após resultados dos testes de estabilidade terem confirmado que a qualidade padrão era inferior ao estabelecido".

O antidepressivo faz parte da convenção de medicamentos dos serviços de saúde de Macau, apenas fornecido aos utentes nas farmácias aderentes.

"De forma a proteger a saúde pública, os Serviços de Saúde solicitaram a exportadores e importadores e firmas de venda por grosso dos produtos referidos", bem como "às farmácias aderentes à convenção para procederem à recolha dos medicamentos em causa", refere-se mesma nota.

Contudo, sublinha-se no comunicado, "os utentes não devem parar a administração dos medicamentos antes de obtenção do medicamento substituto", mas sim "pedir informações junto de farmacêuticos, para eventual substituição", caso provenham do lote L1707131.

O medicamento contém a substância ativa fluoxetina que pertence a um grupo de medicamentos antidepressivos chamados inibidores seletivos da recaptação da serotonina e é utilizado no tratamento, entre os adultos, de episódios depressivos major, perturbação obssessivo-compulsiva e bulimia nervosa.

 

Projeto vai "facilitar a performance dos cuidadores informais
O Centro de Inovação em Tecnologias e Cuidados de Saúde (CiTechCare) do Politécnico de Leiria apresentou hoje a plataforma...

Considerado pelo presidente do IPLeiria, Rui Pedrosa, um "marco" na investigação da área da saúde, o projeto vai "facilitar a performance dos cuidadores informais", contribuindo para uma "maior qualidade de vida das pessoas".

Para Rui Pedrosa, a equipa multidisciplinar - que inclui as diferentes escolas do Politécnico de Leiria - vai colocar "o conhecimento ao serviço da comunidade" através de um projeto de investigação que desenvolve um modelo de capacitação dos cuidadores informais e da pessoa dependente para o autocuidado.

O modelo inclui um manual de apoio ao cuidador em formato físico, áudio e vídeo, acessíveis e de fácil compreensão, uma plataforma ‘online' com ‘website' público, ‘backoffice' para os profissionais de saúde e aplicação para os cuidadores informais, e um guião com o modelo de capacitação.

A coordenadora do CiTechCare e deste projeto, Maria dos Anjos Dixe, explicou que a plataforma vai "dar resposta às necessidades dos cuidadores", que têm à sua responsabilidade pessoas parcial ou totalmente dependentes, após a alta hospitalar.

"Não se trata de substituir o profissional de saúde, mas será um contributo para diminuir as falsas urgências. Por vezes, os cuidadores vão ao hospital, porque não conseguem administrar comida através de uma sonda ou porque esta se soltou. Através desta plataforma têm resposta às suas dúvidas", exemplificou Maria dos Anjos Dixe.

Esta plataforma permite que, após a alta hospitalar, o utente e cuidador tenham um ficheiro interligado, onde de imediato é disponibilizada informação sobre os cuidados necessários. Está disponível a possibilidade de serem colocadas perguntas ‘online’, cuja resposta será dada por um profissional de saúde, associando ao ficheiro os materiais alusivos às dúvidas.

Além do esclarecimento, a plataforma visa contribuir para a diminuição da sobrecarga do cuidador e das falsas urgências.

Os conteúdos da plataforma foram produzidos por investigadores, profissionais de saúde e estudantes, e estão em permanente atualização, sendo que a plataforma ‘online' e a ‘app' resultam da auscultação de alguns cuidadores e da resposta de profissionais de saúde às questões dos utilizadores.

O projeto financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia, Compete 2020 e União Europeia, vem dar resposta a uma necessidade premente na região Centro e no país, face ao aumento do número de cuidadores informais, "que se estima chegar aos 800 mil no país", salientou Maria dos Anjos Dixe.

O Help2Care resulta de um projeto em rede, interdisciplinar e de investigação baseada na prática, que envolve estudantes, docentes e profissionais de saúde, e que é liderado pelo CiTechCare do Politécnico de Leiria e copromovido pela Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias do Instituto Politécnico de Castelo Branco, pela Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Santarém e pelo Centro Hospitalar de Leiria.

 

Investimento
A requalificação das instalações do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia-Espinho e a construção do Centro Pediátrico do...

Esta informação consta na nota explicativa do Ministério da Saúde para o Orçamento do Estado para 2019, hoje disponível na página da Internet do parlamento.

O documento, que será apresentado pela ministra da Saúde na terça-feira no âmbito da discussão na especialidade do orçamento da Saúde, refere que, além do Centro Pediátrico do S. João e das obras no hospital de Gaia, está prevista "a construção de um novo edifício para o Serviço de Urgência do Hospital de S. Bernardo, em Setúbal, e a requalificação e ampliação da Unidade de Queimados e Serviço de Medicina Intensiva do Centro Hospitalar Lisboa Norte”.

Fazem também parte dos planos do Ministério da Saúde para 2019 “a construção do novo edifício para o ambulatório no Hospital Garcia de Orta e o alargamento e remodelação da Urgência Polivalente do Centro Hospitalar Tondela-Viseu”, assim como “a beneficiação e remodelação do Bloco Operatório da unidade de Chaves do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro e a ampliação e remodelação do Serviço de Urgência num dos polos do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra”.

Constam ainda no documento “a substituição de equipamento obsoleto na radioterapia do Instituto Português de Oncologia de Coimbra, a construção de novo Bloco Operatório no Hospital da Figueira da Foz e a remodelação do Bloco Operatório Central do Instituto Português de Oncologia de Lisboa”.

Em articulação com o Ministério das Finanças, está também previsto o lançamento de quatro novos hospitais: Hospital de Lisboa Oriental; Hospital Central de Évora; Unidade Hospitalar do Seixal e a Unidade Hospitalar de Sintra.

Orçamento do Estado
O número de profissionais do Serviço Nacional de Saúde e do Ministério da Saúde, incluindo os hospitais em regime de Parceria...

“Em termos relativos, em 2018, o grupo dos enfermeiros continuará a ser o mais representativo, com 33,4% do total, seguido do pessoal médico, com 21,3%, e dos assistentes operacionais, com 20% do total de trabalhadores”, segundo dados da nota explicativa do Ministério da Saúde para o Orçamento do Estado (OE) para 2019, que será apresentado na terça-feira pela ministra da Saúde, Marta Temido, no parlamento.

Não incluindo os hospitais em regime de Parceria Público-Privada (PPP), estima-se que os recursos humanos afetos ao SNS e Ministério da Saúde atingirão, em dezembro de 2018, um total de 129.170 efetivos, valor que também revela um aumento de 3% relativamente ao ano anterior.

De acordo com a nota explicativa, publicada no ‘site’ da Assembleia da República, estima-se, no final de 2018, um crescimento de 1,25% do número de médicos, incluindo internos, passando de 28.609, em 2017, para 29.035 este ano, e de 4,43% no número de enfermeiros, crescendo de 43.559 para 45.431.

O número de técnicos superiores das áreas de diagnóstico e terapêutica deverá aumentar 4,77%, passando de 8.206, em 2017, para 8.592 em 2018, e o dos assistentes operacionais 3,71%, subindo de 26.317 para 27.268.

A análise da distribuição etária dos recursos humanos do Ministério da Saúde evidencia “um padrão que se aproxima de uma distribuição normal ao nível agregado, ainda que com diferentes comportamentos numa análise por grupo profissional”, refere o documento.

No grupo profissional dos enfermeiros, predominam os recursos humanos mais jovens, “o que sugere uma menor probabilidade de constrangimentos decorrentes da passagem à aposentação nos próximos anos, embora com correspondentes reflexos ao nível do absentismo por parentalidade”, refere o documento.

No grupo profissional dos médicos, observa-se “uma distribuição mais assimétrica, com um número significativo de médicos em condições potenciais de aposentação”, adianta, salientado que esta “é uma situação mais evidente no curto prazo, que poderá ser compensada pela entrada de novos médicos no sistema”.

“A comparação do potencial de aposentações nos médicos especialistas de Medicina Geral e Familiar é superior ao potencial de aposentações nos médicos das especialidades hospitalares”, sublinha a nota explicativa.

Como exemplo, aponta que, em 2018, existem no SNS 2.057 médicos especialistas em Medicina Geral e Familiar com idade igual ou superior a 62 anos e 1.901 no conjunto das especialidades hospitalares.

Até ao final de setembro aposentaram-se 662 profissionais, mais 41 face ao período homólogo de 2017, prevendo o Governo que, no final do ano, este valor possa situar-se na ordem dos 800 a mil.

Relativamente aos médicos de Medicina Geral e Familiar, as previsões apontas que, no final do ano, existam cerca de 370 em condições de se aposentarem.

Projeto em desenvolvimento
A Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Instituto Politécnico de Coimbra (ESTeSC-IPC) está a desenvolver um dispositivo que...

Segundo a ESTeSC-IPC, com o projeto do novo dispositivo, que foi distinguido com uma bolsa ‘StartUp Voucher’, pelo IAPMEI - Agência para a Competitividade e Inovação, “identificar o grupo a que pertence uma amostra de sangue poderá passar a ser um processo mais rápido, simples e económico do que o atual”.

“A ideia passa por criar uma microplaca que permitirá analisar 12 amostras de sangue em simultâneo, reduzindo, assim, para mais de metade, os custos com o procedimento de determinação sanguínea”, explica a ESTeSC em comunicado hoje enviado à agência Lusa.

A investigação está a ser desenvolvida por Cristiana Mourato (que em julho terminou a licenciatura em Ciências Biomédicas Laboratoriais na ESTeSC) sob orientação do docente Fernando Mendes, com a colaboração de Diana Martins (docente da ESTeSC) e de Ricardo Teixo (investigador, mestre em Bioquímica pela Universidade de Coimbra).

Segundo a nota, atualmente existem vários procedimentos para realizar análises de determinação sanguínea, mas “todos implicam a utilização de equipamentos onerosos e permitem apenas a observação [de] amostras isoladas”.

Cristiana Mourato, citada no comunicado, salienta que “a CARD, que é a estratégia mais utilizada, implica a utilização de uma centrifugadora específica e dispendiosa, que só é utilizada neste tipo de análise”.

O dispositivo que está a ser desenvolvido na ESTeSC-IPC “dispensa a utilização deste tipo de equipamentos adicionais, o que - a par com a possibilidade de analisar 12 amostras em simultâneo - permitirá reduzir significativamente os custos do procedimento”.

A microplaca permitirá “realizar a análise direta e reversa [células e plasma] do sangue em simultâneo”, o que representa mais uma vantagem face aos equipamentos existentes, de acordo com Cristiana Mourato.

Com o projeto que está a ser desenvolvido em Coimbra, “o processo passará a ser mais simples, económico e facilmente reprodutível”.

Com o apoio da bolsa ‘StartUp Voucher’, iniciada na sexta-feira, Cristiana Mourato dedicar-se-á em exclusivo e durante um ano ao desenvolvimento do projeto, sendo que o objetivo é “ter o dispositivo pronto a comercializar no final deste período”.

O projeto da ESTeSC já tinha conquistado, em 2017, o 2.º prémio do concurso regional Poliempreende e a fase final do concurso Arrisca C.

Revela uma meta-análise
O consumo de sumos de fruta 100% tem impacto neutro no controlo glicémico, revela um estudo publicado no Journal of Nutritional...

A investigação, uma meta-análise de 18 ensaios clínicos aleatorizados envolvendo 960 adultos, examinou o impacto da ingestão de sumo de fruta 100% nos marcadores de controlo glicémico.

O estudo, que incluiu participantes com excesso de peso ou fatores de risco metabólicos, como hipercolesterolemia ou diabetes tipo 2 (DM2), revelou que, em comparação com os grupos de controlo, os sumos de fruta 100% não tiveram um impacto significativo na glicemia de jejum, HOMA-IRa, insulina nem nos níveis de hemoglobina glicosilada (um marcador de níveis de glicose a longo prazo).

Os resultados acompanham os de uma meta-análise anterior que examinou 12 ensaios clínicos aleatorizados em 412 adultos obesos ou com fatores de risco para DM2 ou para doença cardiovascular. Em metade dos estudos, a ingestão de sumos de fruta 100% foi ≥ 400g por dia. Observou-se que o consumo de sumo de fruta 100% não afetou significativamente os níveis de glicose de jejum nem a secreção de insulina.

A análise de subgrupo revelou que os resultados não foram afetados pelos níveis basais de glicose, pela duração do estudo, pelo tipo de sumo de fruta, pelo índice glicémico do sumo de frutas ou pela qualidade do estudo, o que sugere um efeito consistente transversal a estas populações de risco.

“Dois fatores podem justificar estes resultados. Por um lado, os sumos de fruta 100% não possuem um índice glicémico alto. As tabelas de índice glicémico internacionais revelam que o sumo de maçã 100% tem um índice glicémico de 41, enquanto que o sumo de laranja 100% tem um índice glicémico de 50 - ambos inferiores aos dos alimentos com baixo índice glicémico , tais como o pão integral ou a aveia cozinhada” refere a nutricionista Maria João Campos, que colabora com o programa Fruit Juice Maters.

“Os elevados níveis de polifenóis nos sumos de fruta 100% podem também ser uma explicação dado que estes compostos têm um papel importante na regulação da glicose-insulina, inibindo a absorção de glicose, estimulando a secreção de insulina e a captação de glicose pelas células, além de modularem as vias de sinalização celular, bem como a expressão genética”, acrescenta.

proibição definitiva
França proibiu os pesticidas à base de metam-sódio, afirmou hoje a agência de segurança sanitária Anses, que considerou esses...

A proibição definitiva surge depois de a utilização dos pesticidas ter sido suspensa por causa de várias intoxicações no oeste do país.

"O seu uso representa um risco para a saúde humana e o ambiente", afirma a agência, que reexaminou todas as licenças de introdução no mercado de produtos com metam-sódio e agora intimou os fabricantes a pararem de os vender.

Os produtos com metam-sódio são usados para desinfetar solos, eliminando cogumelos e ervas antes das culturas, especialmente tomates e plantas usadas para saladas cultivados em explorações familiares.

Em França, cerca de 700 toneladas destes pesticidas são usadas todos os anos, especialmente no oeste, onde vários casos de intoxicação foram comunicados desde o fim de setembro.

A agricultura de pequena propriedade representa 60% dos empregos do setor na zona de Loire-Atlantique, 4.600 postos de trabalho responsáveis pela produção de grandes quantidades de aipos, pepinos ou tomates.

Existem alternativas ao metam-sódio, mas na agricultura de escala familiar ainda não são utilizadas e prefere-se o metam-sódio pela sua eficácia.

 

Dados DGS
Cerca de 750 mil jovens raparigas vacinaram-se contra o vírus do HPV em Portugal nos últimos dez anos, o que corresponde a 86%...

Os dados foram divulgados pela Direção-Geral da Saúde na cerimónia que assinala hoje em Lisboa o 10.º aniversário de vacinação contra o vírus do papiloma humano (HPV), que pode provocar cancro do colo do útero.

A vacina contra o HPV, com a vacina incluída no Programa Nacional de Vacinação, arrancou em outubro de 2008.

A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, destacou hoje os elevados níveis de vacinação atingidos, que "colocam Portugal na vanguarda mundial de prevenção primária do HPV".

Segundo os dados oficiais, 750 mil jovens mulheres estão totalmente vacinadas contra o HPV, o que representa 86% da população alvo para a vacina.

A secretária de Estado da Saúde, Raquel Duarte, frisou que este indicador "está muito acima" da meta traçada pela própria Organização Mundial da Saúde (OMS).

Cerca de 90% dos cancros do colo do útero podem ser prevenidos pela vacinação, mas a doença é ainda uma das principais causas de morte entre jovens mulheres, sendo o segundo tipo de cancro mais comum em mulheres entre os 15 e os 44 anos.

 

 

Carência no SNS
A Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos avisou hoje que faltam “mais de 100 anestesiologistas” nos hospitais da região...

“Nas unidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS) da região Centro faltam mais de 100 médicos anestesiologistas para cumprir tempos operatórios, consultas de anestesia, consultas de dor crónica ou de analgesias de parto, escala em unidades de cuidados pós-anestésicos ou serviços de cuidados intensivos, entre outras atividades”, denuncia a Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM) em comunicado enviado à agência Lusa.

Segundo a nota, “o rácio de anestesiologistas da região Centro é de 10 por 100.000 habitantes, bem abaixo da média nacional de 12 anestesiologistas por 100.000 habitantes, e ao nível do que se regista, por exemplo, nos Açores, demonstrando uma preocupante assimetria na distribuição destes profissionais”.

A realidade é “de tal forma preocupante” que a SRCOM reuniu os diretores de serviço de anestesiologia das unidades hospitalares da região, incluindo o Instituto Português de Oncologia, para identificar as necessidades conhecidas através do Censos de Anestesiologia 2017 elaborado pelo Colégio de Anestesiologia da Ordem dos Médicos.

"Estamos a enfrentar graves dificuldades nos hospitais da região Centro, face ao défice acentuado de anestesiologistas. Há hospitais que têm de cancelar até um terço das cirurgias programadas ou que simplesmente não as conseguem marcar por falta de anestesiologistas. A situação é muito grave. Há até relatos de falta de anestesistas para assegurar os serviços de urgência", denuncia Carlos Cortes, presidente da SRCOM.

O responsável, citado na nota, refere que “os anestesiologistas sentem de forma muito particular as falhas do SNS, uma vez que têm cada vez mais competências e desafios, quer na prestação de cuidados para cumprir tempos operatórios, seja na realização de meios complementares de diagnóstico e terapêutica, nos partos, na emergência pré e intra-hospitalar, dor aguda, dor crónica, entre outros”.

“Os anestesiologistas são uma peça central do SNS. Sem anestesiologistas cancelam-se tempos operatórios, não se asseguram escalas em unidades diferenciadas nem se asseguram consultas. O impacto é devastador para os cuidados de saúde", declara Carlos Cortes.

O dirigente considera ainda que "é urgente o Ministério da Saúde resolver este problema - que já é do conhecimento da ministra da Saúde”.

Segundo o presidente da SRCOM, “cada dia que passa representa dezenas de cirurgias canceladas”.

“Para além deste problema, as condições de trabalho e de prestação de cuidados degradam-se a cada dia, com instalações ultrapassadas e falta de espaço para desenvolver a atividade em vários serviços. Cabe ao Ministério da Saúde solucionar urgentemente estes problemas que provocam cada vez mais dificuldades aos doentes e aos próprios profissionais", remata.

Tumores
Apesar das opções terapêuticas terem evoluído bastante nas últimas décadas, o cancro do Colo-retal c

O Cancro colo-rectal (termo que inclui cancro do colon e/ou do reto) é o terceiro tipo de cancro mais frequente em Portugal, logo a seguir ao cancro da mama e da próstata. Estima-se que em 2018 sejam diagnosticados 10 270 novos casos. No entanto é o segundo que mais mata (4214 mortes em 2018), logo a seguir ao cancro do pulmão.

Origem, fatores de risco, rastreio, sintomas e diagnóstico

Estes dois cancros (colon e reto) têm origem no mesmo tipo de células e por isso são denominados, muitas vezes, como cancro colo-retal. Estas células constituem o revestimento interior do colon e do reto, que, devido a várias agressões, e a acumulação de “erros” na sua divisão ao longo do tempo, ficam alteradas, dividindo-se de forma rápida e anómala. Estas, começam por originar “tumores” benignos chamados pólipos. Alguns pólipos, com o passar do tempo, podem sofrer alteração do ADN (código genético da célula) e tornarem-se lesões malignas. Inicialmente as lesões são superficiais mas podem crescer e infiltrar a parede do colon e do reto, ganhando acesso a vasos sanguíneos e linfáticos, podendo originar metastização local (gânglios linfáticos locais) ou à distância, para outros órgãos, como o fígado ou o pulmão (mais comuns). 

Fatores de risco

Mais de 90% dos casos de cancro colo-retal são diagnosticados em idade superiore a 50 anos. Além da idade há outros fatores risco intrínsecos como a doença intestinal inflamatória (Doença de Crohn e colite ulcerosa), história familiar e síndromes genéticos (Polipose adenomatosa familiar e síndroma de Lynch). No entanto grande parte dos fatores de risco relacionam-se com o estilo de vida e, podem ser minimizados com a sua alteração. Entre eles salienta-se o sedentarismo, dieta pobre em frutas e vegetais, obesidade e excesso de peso, dietas pobres em fibras e ricas em gorduras, uso de tabaco e consumo de álcool. Estima-se, por exemplo, que no Reino Unido, cerca de 42% dos cancros de colon e reto seriam evitados se o estilo de vida fosse alterado.

Rastreio

Sendo uma doença com grande incidência e mortalidade, os programas de rastreio vieram trazer um grande impacto na redução da incidência, da morbilidade associada e da mortalidade. Em Portugal, está implementado o rastreio, na generalidade da população, a partir dos 50 anos, com um teste simples, a pesquisa de sangue oculto nas fezes, na população assintomática, até aos 74 anos. Nos doentes com exame positivo, está então preconizada a colonoscopia. A Direção Geral de Saúde estima que este método (a pesquisa de sangue oculto nas fezes) tenha diminuído a mortalidade por cancro colo-retal em cerca de 16%. Podem também ser propostas outras modalidades de rastreio, logo através da retossigmoidoscopia/colonoscopia.

Se tem mais de 50 anos e nunca fez teste de rastreio, ou tem história familiar de cancro colo-retal, deve dirigir-se ao seu médico assistente e colocar as suas dúvidas.

Sintomas e diagnóstico:

O principal exame de diagnóstico de cancro colo-retal é a colonoscopia. Podem, no entanto, ser necessários outros exames para avaliar a extensão da doença.

Os principais sintomas relacionam-se com a presença de sangue nas fezes, alterações nos hábitos intestinais, dores abdominais e perda de peso inexplicada. Na presença destes sintomas deve dirigir-se ao seu médico assistente.

Tratamento

Apesar de este ser um dos cancros mais diagnosticados e responsável por uma grande mortalidade em Portugal, as opções terapêuticas têm evoluído nas últimas décadas. Estas vão desde terapêutica endoscópica (em estádios iniciais), cirurgia, radioterapia,  quimioterapia e imunoterapia (em casos selecionados), sendo muitas vezes multimodal, com necessidade de uma abordagem multidisciplinar, necessária para a boa prática do tratamento dos doentes Oncológicos. Esta evolução multimodal, e dos tratamentos de quimioterapia e imunoterapia, veio também mudar o paradigma da doença metastizada, tentando tornar o cancro colo-retal numa doença “crónica”, com alguns ensaios clínicos a revelarem sobrevivências superiores a 30 meses.

No entanto importa relembrar, que o tratamento deve ser individualizado, tendo em conta as características de cada doente em particular.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Taxas de cura ultrapassam os 85% quando são detetados precocemente
A Associação Portuguesa de Urologia (APU) assinala, entre os dias 5 e 30 de novembro, o Mês de Alerta para as Doenças do Homem...

Assintomático numa fase inicial, o cancro da próstata é o tumor maligno mais frequente no homem adulto. Contudo, a possibilidade de cura é de 85% quando detetado precocemente. Os tumores do testículo também são altamente curáveis em mais de 95% dos casos após tratamento.

“O homem não pode estar à espera que surjam sintomas para consultar o médico assistente ou urologista”, sublinha Luís Abranches Monteiro, Presidente da APU, acrescentando que “o estigma e o medo associados a algumas doenças e aos exames de despiste deverão ser combatidos uma vez que, só dessa forma, é possível enfrentar este tipo de patologias e diminuir o número de mortes que elas provocam”.

Embora o cancro da próstata seja a doença mais conhecida e temida entre as que envolvem a Saúde do Homem, também a prostatite (inflamação da próstata), a Hipertrofia Benigna da Próstata (HBP) e as disfunções sexuais têm elevada prevalência.

A HBP atinge metade dos portugueses com 60 anos e 90% com 80 ou mais anos. É uma patologia que se agrava com o tempo se não for tratada. A retenção urinária parcial progressivamente crescente pode levar a infeções urinárias, incontinência, cálculos na bexiga e mesmo insuficiência renal.

As causas das disfunções sexuais – alterações na ereção, na ejaculação ou no orgasmo – podem ser as mais diversas e devem ser investigadas para determinar a sua melhor terapêutica. Apesar de benignas, têm um grande impacto na qualidade de vida do homem e do casal.

 

 

Ordem dos Médicos
O bastonário da Ordem dos Médicos disse hoje que o problema da ala pediátrica do São João só não se revolve se o governo não...

"Só não se revolve se o governo não quiser. O governo tem vários mecanismos para resolver esta situação (...) Porque o governo com muita facilidade é capaz de injetar umas centenas de milhões de euros num banco, mas com muita dificuldade é capaz estas questões de proximidade para as pessoas que é terem acesso às escolas e aos hospitais", considerou Miguel Guimarães.

Em declarações à Lusa, Miguel Guimarães defendeu que "não chega dizer que vai haver mais 200 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde ou 500 milhões para a Saúde", é necessário, de facto, "resolver as situações que estão mal" e no caso da pediatria do Hospital de São João, no Porto, assegura, "não é tão complexo assim, passar as crianças para dentro do hospital. Existe espaço".

O bastonário teme que, como até aqui, a situação se continue a arrastar no tempo e avisa que se assim for, a contestação pode subir de tom.

"Se o governo não tomar uma decisão, ou melhor, não resolver a situação rapidamente é bem possível que isto, a curto prazo, possa ser um foco de protesto muito forte do norte do país. O norte do país são três milhões e meio de habitantes, não são propriamente meia dúzia de pessoas", afirmou.

Miguel Guimarães considera mesmo que o primeiro-ministro devia falar aos portugueses e garantir que as promessas que têm sido feitas são cumpridas.

"Acho que o governo devia ter atenção a isto, devia cumprir aquilo que disse, porque isso é o que é importante neste momento, e acho que o primeiro-ministro devia falar com os portugueses. Como ele uma vez disse, ele não tem que falar com as ordens profissionais, mas tem que falar os portugueses e tem que ouvir aquilo que os portugueses têm para dizer", sustentou.

O bastonário da Ordem dos Médicos critica ainda a atuação dos deputados nesta matéria e diz que até que Marcelo Rebelo de Sousa devia intervir em matérias como esta.

"Vejo também os políticos todos muito parados. Os deputados da Assembleia da República é que aprovam o orçamento (...) portanto têm oportunidade, no seu conjunto, de obrigarem o governo a introduzirem algumas coisas no orçamento (...) Acho até que o próprio Presidente da República devia ter uma intervenção nestas matérias", considerou.

Para Miguel Guimarães o mais importante agora é resolver a situação, seja por ajuste direto ou não, deste que seja feito o mais rapidamente possível.

"Esta situação deve-se é resolver o mais rápido possível. Nós percebemos que é preciso algum tempo, têm que ser feitas obras. Agora se nós não iniciamos as obras não saímos do zero, continuamos na estaca zero. Se o tal concurso público internacional tem que ser novamente relançado, tem que partir tudo da estaca zero, nem daqui a um ano as obras começam", defendeu.

A 24 de outubro, o primeiro-ministro disse que o reforço do orçamento da Saúde permitirá "avançar com o lançamento" do concurso para a nova ala pediátrica do Hospital de S. João, ao passo que a nova ministra da tutela, Marta Temido, afirmou ainda não haver data para o procedimento.

Mensagem do Presidente
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, apelou hoje para que se vençam “preconceitos e obstáculos institucionais” à...

Numa mensagem publicada na página da Presidência da República na Internet a propósito do Dia do Cuidador, que se assinala hoje, Marcelo Rebelo de Sousa sustentou que a criação de um estatuto próprio “é uma causa que é nacional”, que “reúne o apoio de todos os partidos” e frisou que a continuará a defender “até que seja uma realidade”.

“Assinalo, pois, este dia, renovando o apoio a esta causa e o apelo para que se faça mais, vencendo preconceitos e obstáculos institucionais à criação do Estatuto do Cuidador Informal. É uma causa que sei ser de todos. É uma causa que merece o esforço de todos”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.

O chefe do Estado defendeu que o país “não pode continuar à espera, sob pena de estar a perpetuar um erro imperdoável, confundindo prioridades, atropelando a defesa da dignidade humana”.

Em Portugal, assinalou, a grande maioria dos cuidados prestados a pessoas dependentes, sejam idosos, pessoas com deficiência, demências ou doenças crónicas “é prestado por cuidadores informais e não através das redes formais”.

“Não podemos continuar a fingir que não existem milhares de compatriotas que são pais, filhos, netos, sobrinhos, primos, vizinhos, amigos, cuidadores de tantos e tantos outros portugueses”, acrescentou.

Marcelo Rebelo de Sousa observou que há “milhares de cuidadores informais e cada vez haverá mais”, defendendo que “não podem continuar invisíveis” ou ignorados, "sem vencimentos, folgas, férias, reformas e direitos sociais".

No passado dia 09 de setembro, no encerramento do I Encontro regional de cuidadores informais, em Vila Nova da Cerveira, o Presidente da República já tinha afirmado acreditar que até ao final da legislatura será votado no parlamento a criação do Estatuto do Cuidador Informal, considerando que se isso não se verificar será “um erro imperdoável”.

Em março passado, diplomas do BE, PCP, CDS-PP e PAN para reforçar medidas de apoio ao cuidador informal e às pessoas em situação de dependência baixaram, sem votação, à comissão de Trabalho e Segurança Social.

A criação de um estatuto próprio tem sido reclamada por grupos de cidadãos que prestam aquele tipo de cuidados e, em junho passado, foi criada a Associação Nacional de Cuidadores Informais.

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