Conhecida por calvície

Alopécia

Atualizado: 
26/06/2019 - 15:46
A alopécia, também designada calvície, resulta da queda total ou parcial dos cabelos ou pêlos do corpo.
Alopécia

A alopécia, vulgarmente conhecida por calvície, é a redução parcial ou total de pêlos ou cabelos numa determinada área da pele. Ela apresenta várias causas, podendo ter uma evolução progressiva, resolução espontânea ou controlada com tratamento médico.

As formas de alopécia podem dividir-se em cicatriciais (em que há inflamação e perda de folículos pilosos) e não cicatriciais (em que os folículos pilosos estão preservados, pelo que, a alopécia é muitas vezes reversível).

As alopécias cicatriciais resultam, habitualmente, de doenças da própria pele ou estão associadas a alterações do sistema imunitário.

As causas mais comuns de alopécia não cicatricial são: alopécia androgénica, alopécia areata, eflúvio ou deflúvio telógeno, tinea capitis, alopécia traumática (mais frequentemente em pessoas com tricotilomania, isto é, hábito irresistível de arrancar cabelos ou pelos), alopécia induzida por fármacos e algumas doenças, tais como lúpus eritematoso sistémico e sífilis secundária.

A alopécia androgénica é a perda progressiva de cabelos devido a predisposição genética e à acção dos androgénios sobre os folículos pilosos, podendo ocorrer em homens (mais frequentemente) ou em mulheres, embora com padrões distintos em cada um dos sexos.

A alopécia areata é a perda de pelos, rápida e localizada, em áreas redondas e ovais, habitualmente no couro cabeludo. A perda completa de todos os pelos do corpo (estádio terminal da alopécia areata) designa-se alopécia universal.

O eflúvio telógeno é o aumento da perda diária de cabelos, que pode originar áreas de rarefacção. Habitualmente é desencadeado por um evento (por exemplo, doença grave) ocorrido seis a 16 semanas antes.

Alopécia androgénica

A alopécia androgénica ou calvície masculina é uma manifestação fisiológica que ocorre em indivíduos geneticamente predispostos levando à "queda dos cabelos", que sofrem um processo de miniaturização. A herança genética pode vir do lado paterno ou materno.

A alopécia androgénica é resultado da estimulação dos folículos pilosos por hormonas masculinas que começam a ser produzidas na adolescência (testosterona). Ao atingir o couro cabeludo de indivíduos com tendência genética para a calvície, a testosterona sofre a acção de uma enzima, a 5-alfa-redutase, e é transformada em diidrotestosterona (DHT).

É a DHT que vai agir sobre os folículos pilosos promovendo a sua diminuição progressiva a cada ciclo de crescimento dos cabelos, que vão se tornando menores e mais finos. O resultado final deste processo de diminuição e afinamento dos fios de cabelo é a calvície.

Sintomas da alopécia

A característica principal é a queda continuada dos cabelos com substituição por fios cada vez mais finos e menores até a interrupção do crescimento, levando à rarefacção dos pelos e ao afastamento da linha de implantação para trás.

A progressão do quadro leva à calvície masculina, caracterizada pela ausência de cabelos na parte superior e frontal da cabeça, poupando as áreas laterais e posterior.

Pode verificar-se uma produção aumentada de oleosidade e descamação no couro cabeludo devido à dermatite seborreica (caspa), mas que não tem nenhuma relação com o processo de queda e diminuição dos cabelos.

As mulheres também podem ser atingidas, porém só muito raramente chegam à calvície total. Em geral, apresentam um quadro de rarefacção difusa dos pelos que também tornam-se mais finos. Geralmente as manifestações da calvície feminina agravam-se após a menopausa.

Tratamento da alopécia

O tratamento visa o prolongamento da vida útil dos folículos pilosos retardando ou interrompendo o processo de queda dos cabelos. Pode ser feito através do uso de substâncias aplicadas directamente no couro cabeludo ou com medicamentos por via oral.

No caso das mulheres, produtos que diminuem a acção das hormonas androgénicas sobre os cabelos também são uma opção de tratamento.

A indicação do tratamento mais apropriado vai depender de cada caso, devendo ser feita por um médico dermatologista, pois o quadro clínico varia muito de pessoa para pessoa.

Alopécia areata

Este tipo de alopécia, conhecida vulgarmente como "pelada", é uma doença de causa desconhecida que atinge igualmente homens e mulheres, caracterizando-se pela queda repentina dos pêlos nas áreas afectadas, sem alteração da superfície cutânea.

Entre as possíveis causas, estão uma predisposição genética que seria estimulada por factores desencadeantes, como o stress emocional e fenómenos auto-imunes.

Sintomas da alopécia areata

A doença caracteriza-se pela queda repentina dos pêlos formando placas circulares de alopécia ("pelada"), sem alteração da pele no local, que se apresenta sem qualquer sinal inflamatório. Pode atingir o couro cabeludo e também outras regiões como a área da barba, supercílios, cílios ou qualquer outra região pilosa.

A "pelada" pode ter remissão espontânea ou tornar-se crónica, com o surgimento de novas lesões e evolução para a alopécia total, que atinge todo o couro cabeludo e até mesmo para a alopécia universal, quando caem todos os pêlos do corpo. Estes casos são de controlo mais difícil.

Geralmente, a doença não se acompanha de nenhum outro sintoma. A repilação pode ocorrer totalmente em semanas ou meses e, algumas vezes, os pêlos nascem brancos para depois repigmentarem. É comum ocorrer a recidiva das lesões.

Tratamento da alopécia areata

São vários os tratamentos utilizados na alopécia areata e a característica clínica de cada caso é que determinará qual deles deve ser utilizado. As terapêuticas utilizadas podem ser de uso local ou sistémico e a duração do tratamento vai depender da resposta de cada doente. O diagnóstico e o tratamento da alopécia areata deve ser feito por um médico dermatologista.

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Fonte: 
dermatologia.net
Nota: 
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