ULS da Cova da Beira
A Unidade de Intervenção Cardiovascular da Unidade Local de Saúde da Cova da Beira vai assinalar o seu primeiro aniversário com...

Esta iniciativa visa sensibilizar a população para a importância da prática de atividade física na promoção da saúde e na prevenção de doenças cardiovasculares.

Detalhes do Evento:

Data: 1 de fevereiro de 2025

Hora: 10h

Local: Complexo Desportivo da Covilhã (ponto de partida e chegada)

Distância: 6 km (percurso circular e de nível fácil)

Custo: Gratuito (inscrição obrigatória)

Os participantes terão acesso a um kit de participação (limitado às primeiras 150 inscrições), um reforço alimentar saudável no final do percurso, e poderão desfrutar de momentos de convívio, surpresas e muita animação.

As inscrições são gratuitas, mas obrigatórias, e estão abertas a toda a população. Ao inscrever-se, cada participante declara estar em condições físicas adequadas para realizar a atividade, assumindo a responsabilidade pela sua participação.

Link para inscrições disponível no site e redes sociais da ULS da Cova da Beira.

 

A urgência do debate nas FNAC Talks com Dr. Miguel Raimundo
“Fertilidade e Menopausa Precoce” foi o principal tema da sessão que decorreu na FNAC de Alfragide, onde vários especialistas...

No passado dia 10 de janeiro, decorreu mais uma edição de FNAC Talks, desta vez com o tema central “Fertilidade e Menopausa Precoce”. A sessão, promovida pelo Dr. Miguel Raimundo, trouxe a palco uma médica e uma diretora de Marketing, para debater e sensibilizar o público sobre este tema que tanto diz para a saúde e para o bem-estar das mulheres.

O evento contou com a presença da Dr.ª Marta Padilha, Médica Especializada em Medicina Anti-Aging, e da Dr.ª Marta Castro, Diretora de Marketing da Wells. Foram discutidos os desafios desta condição, desde o fim do tabu sobre o mesmo em Portugal, como o seu impacto na sociedade e as soluções disponíveis, desde a reposição hormonal ao apoio emocional.

A Dr.ª Marta Padilha destacou a importância das soluções disponíveis, que permitem melhorar a qualidade de vida das mulheres, realçando o tempo em que uma mulher pode viver na menopausa. “Se a esperança de vida das mulheres é 83 anos e se uma mulher entra na menopausa aos 40, está mais de metade da vida dela em menopausa, e a menopausa tem uma série de alterações que vão diminuir significativamente a qualidade de vida da mulher. O que vamos fazer é criar as condições ótimas para que ela possa viver com qualidade de vida”.

A Diretora de Marketing da Wells abordou a proximidade da marca com as mulheres: “Fomos olhar para aquilo que põe em causa o seu bem-estar e a menopausa, para além de outros temas, é um dos temas que saía como aquele que tinha mais fatores relacionados com o bem-estar da mulher e não era de todo abordado”. Após um longo estudo, dedicaram-se a uma campanha de sensibilização que veio para quebrar todos os tabus em Portugal.

O Dr. Miguel Raimundo sublinhou a importância do trabalho multidisciplinar e do facto de atualmente se falar desta condição tão abertamente: “Há um momento da menopausa antes e agora. As pessoas agora, quase todas as mulheres falam. Não é tabu falar do tema”

Esta sessão pautou-se pela partilha de experiências e pela sensibilização para questões que impactam profundamente a vida de tantas mulheres. Foi reforçada a importância de abordar estes temas de forma aberta, fomentando o acesso a soluções que melhorem a saúde e a qualidade de vida das mulheres.

Sociedade Portuguesa de Medicina Interna
Nos dias 4 e 5 de abril de 2025, o Centro Cultural de Cascais será palco das XXII Jornadas do Núcleo de Estudos da Doença VIH ...

Um dos destaques será a abordagem às novas alternativas terapêuticas, como os fármacos "long acting" de administração intramuscular bimestral, que começaram a ser utilizados em Portugal em 2024. Estas terapias têm vindo a revolucionar a gestão da infeção ao eliminar a necessidade de uma toma diária, mantendo a eficácia e a tolerabilidade da terapêutica antirretrovírica tradicional. “Os avanços não param por aqui. A curto prazo, espera-se o desenvolvimento de fármacos com administração bianual, com aplicação tanto terapêutica como preventiva”, explica o coordenador do NEDVIH, Fausto Roxo.

O evento contará com uma mesa-redonda dedicada exclusivamente a estas novas terapêuticas, que incluirá partilhas de experiências reais de Portugal e Espanha, e ainda uma conferência do Prof. Dr. Arkaitz Imaz, que abordará as futuras opções terapêuticas em desenvolvimento.

Outro ponto alto será a primeira conferência das Jornadas, a cargo de Joana Bettencourt, da Direção-Geral da Saúde (DGS). O foco estará nos novos diagnósticos de VIH em Portugal e nos desafios associados, como as migrações, rastreios, prevenção e ligação aos cuidados de saúde.

Para Fausto Roxo, “enquanto internistas, continuamos a reafirmar que a pandemia VIH é uma doença multisistémica, exigindo uma abordagem integrada e permanente”. Nesse sentido, haverá uma mesa-redonda intitulada “Risco cardiovascular e saúde cardiometabólica”, dedicada às comorbilidades infeciosas e metabólicas associadas ao VIH.

As Jornadas incluirão as tradicionais Comunicações Orais e uma mesa-redonda no segundo dia dedicada à Comunicação e Literacia em Saúde, com o objetivo de fomentar a interatividade entre os participantes e manter o espírito de abertura que caracteriza este evento anual.

Com um programa abrangente e atual, as XXII Jornadas do NEDVIH consolidam-se como um momento essencial para partilha de conhecimento e reflexão sobre os caminhos futuros na abordagem ao VIH.

Inscrições em: https://www.spmi.pt/xxii-jornadas-do-nucleo-de-estudos-da-doenca-vih/

Universidade de Coimbra
Uma equipa de investigação da Universidade de Coimbra (UC) integra o estudo European Autism GEnomics Registry (EAGER) que...

Face à diversidade dos perfis genéticos de pessoas com autismo, os cientistas do projeto EAGER acreditam ser fundamental a criação de uma plataforma com informações genéticas de várias pessoas, plataforma que consideram ser capaz de impulsionar futuros ensaios clínicos mais personalizados, e, em simultâneo, alargar o conhecimento sobre as condições genéticas associadas ao autismo.

Atualmente, a base genética do autismo é um enigma, não existindo, ainda, biomarcadores fiáveis de diagnóstico e prognóstico desta perturbação do neurodesenvolvimento. Como explica o docente da Faculdade de Medicina da UC (FMUC) e diretor do Centro de Imagem Biomédica e Investigação Translacional (CIBIT) do Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde (ICNAS), que lidera o estudo na UC, Miguel Castelo-Branco, “há evidência crescente da necessidade de personalizar as abordagens clínicas e, como tal, a recolha de uma grande quantidade de dados genéticos e clínicos será determinante para o desenvolvimento de novas respostas terapêuticas para esta condição”.

Perante este contexto, a equipa de investigação do projeto EAGER está a criar uma base de informações de pessoas oriundas de vários países europeus, estando a decorrer a participação de voluntários de Portugal. Podem participar pessoas com diagnóstico de Perturbação do Espectro do Autismo e pessoas com um diagnóstico não formal – isto é, que se identificam com o diagnóstico, mas sem que ele tenha ainda sido validado por um profissional de saúde. 

A participação neste estudo acontece à distância e contempla o envio de uma amostra de saliva para análise genética e o preenchimento de alguns questionários online, para responder a questões relacionadas com saúde física e mental, qualidade de vida e também para a partilha de opiniões sobre as prioridades de investigação nesta área. Os participantes podem inscrever-se até março de 2025 contactando diretamente a equipa da UC através do e-mail [email protected].

Além da criação de uma plataforma com o registo de informações genéticas dos participantes para apoiar ensaios clínicos e intervenções personalizadas, o projeto pretende ainda estudar a relação entre as características genéticas e aspetos relevantes da saúde física e mental no autismo.

O projeto EAGER, financiado pela Iniciativa sobre Medicamentos Inovadores (parceria público-privada entre a Comissão Europeia e a indústria farmacêutica, representada pela Federação Europeia da Indústria Farmacêutica) no âmbito do Programa Horizonte 2020, e liderado pelo King's College London, junta 13 equipas de investigação oriundas de oito países – Alemanha, Espanha, França, Irlanda, Itália, Portugal, Reino Unido e Suécia.

Surge no âmbito do Autism Innovative Medicine Studies-2-Trials (AIMS-2-TRIALS), o maior consórcio dedicado ao estudo do autismo na Europa, do qual a UC faz também parte, que, desde 2018, tem vindo a explorar a biologia do autismo com vista ao desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas personalizadas. Miguel Castelo-Branco destaca que “os impactos deste projeto já são visíveis na forma como uniu clínicos, investigadores e pessoas com autismo, e no investimento não académico que atraiu, sendo uma das maiores parcerias público-privadas a nível mundial no contexto das ciências da vida”.

Na Universidade de Coimbra, o projeto conta com o envolvimento de investigadores da Faculdade de Medicina, do Centro de Imagem Biomédica e Investigação Translacional e do Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde.

 

Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla
A Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla (SPEM), no ano em que comemora o seu 40.º aniversário, promove evento de cariz...
No dia 24 Janeiro, pelas 19h, a SPEM Lisboa (Rua Zófimo Pedroso 66 - Marvila) vai transformar-se “com certeza numa casa portuguesa” e promete uma noite inesquecível com Fado Vadio, Pop-Fado, à Desgarrada...
A Noite de Fados Solidária está a ser organizada pela SPEM, com o apoio da Associação Cultural o Fado (A.C.O.F.), Ah Amália, Pastelaria Viriato, Restaurante Toca dos Trovadores, Panike, Florista Alcina e Pâtisserie Dacquoise.
Esta iniciativa tem como objetivo a angariação de fundos para a instituição, contribuindo para que esta possa implementar os seus projetos na área Social e da Neuro Reabilitação e garantir a melhoria das condições de vida das Pessoas com Esclerose Múltipla.
A Noite de Fados terá como artistas convidados Helena Favila, Jaime Piçarra, José António Silva e Sousa, Manuel Silva e Sousa, Maria do Carmo Themudo (vozes), José Luís Themudo Barata (guitarra), Fernando Heleno (viola de fado), Paulo Rosado (viola baixo) e participações da Escola de Fado da A.C.O.F. (vozes e guitarras).
A entrada no evento tem um custo de 20€ por pessoa, com Fado ao Vivo e Petiscos incluídos. O Menu será composto por Caldo-verde, Pão com chouriço, Azeitonas, Salgados, Tábua de enchidos e queijos, Arroz-doce, Bebida e Café.
Além de poderem desfrutar de uma noite agradável com música e comida tipicamente portuguesas, os convidados terão ainda a oportunidade de melhor conhecerem a SPEM - a instituição que é a voz e o rosto de todos os que são afetados pela esclerose múltipla.
As inscrições estão abertas até ao próximo dia 18 de janeiro e devem ser registadas através de formulário, disponível aqui.
Diretor da FMUC assume presidência do CEMP
Carlos Robalo Cordeiro, Diretor da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC), assumiu em dezembro a presidência...

Com um extenso percurso académico, profissional e científico, Carlos Robalo Cordeiro é Professor Catedrático de Pneumologia da FMUC desde 2016 e ocupa o cargo de Diretor da Faculdade desde 2019. Paralelamente, é Diretor do Serviço de Pneumologia da Unidade Local de Saúde de Coimbra desde 2016 e presidiu o Conselho de Administração do Centro Académico e Clínico de Coimbra de 2022 até 2024.

No plano internacional, destacou-se como Past-Presidente da European Respiratory Society (2023-2024), reafirmando a sua liderança e prestígio no campo da pneumologia.

Recentemente, Carlos Robalo Cordeiro foi designado pelo Gabinete da Ministra da Saúde como Coordenador do Grupo de Trabalho para o acompanhamento e implementação das medidas urgentes, prioritárias, e estruturantes, plasmadas e constantes no Plano de Emergência e Transformação na Saúde, sublinhando a sua relevância estratégica no panorama da saúde pública em Portugal.

A presidência de Carlos Robalo Cordeiro no CEMP simboliza um compromisso renovado com a excelência na formação médica em Portugal e com a integração das escolas médicas no desenvolvimento de soluções inovadoras na área da saúde.

Estudo
Segundo o estudo Portuguese Healthcare and Senior Living sobre o setor das residências sénior e cuidados de saúde, divulgado...

Em 2050 mais de 1/3 da população portuguesa será idosa e o nosso pais, será o 3º país mais envelhecido da União Europeia. Em 2020, 23% da população portuguesa tinha mais de 65 anos comparando com 21% na UE, porém é expectável que até 2026 esta percentagem em Portugal cresça para 34%.

Dados oficiais mostram ainda que, ano após ano, o montante gasto pelos portugueses em cuidados de saúde tem vindo a aumentar atingindo 26,5 mil milhões de euros em 2023, o que representa 10% do PIB português, tendo crescido 50% em relação a 2016. O montante alocado a cuidados em ambulatório (sem internamento dos pacientes) representou 46% do valor gasto pelas famílias, totalizando 1.074€ per capita.

Em Portugal existem 243 hospitais que em conjunto somam mais de 36.000 camas e o peso do setor privado é altamente significativo representando 54% da oferta hospitalar, ou seja, 131 hospitais com cerca de 11.700 camas. Entre 2014 e 2017 o número de hospitais manteve-se estável porém, desde então, aumentou 8% com a abertura de 18 novas unidades, sendo que apenas uma delas foi desenvolvida pelo setor público.

O mercado privado de saúde está assim a crescer significativamente: mais procura de cuidados, mais vidas cobertas por seguros de saúde e menos resposta da oferta pública – com graves problemas estruturais (encerramentos de emergência, capacidade de resposta limitada em diversas especialidades, tempos de espera significativos , etc.). À medida que os tratamentos de saúde e a tecnologia avançam, aumenta também a exigência de imóveis apropriados e especializados que possam acomodar tanto os utilizadores como os equipamentos necessários.

No âmbito da operação por privados, 35% do total das camas estão nas mãos de 5 principais operadores: Trofa Saúde, Luz Saúde, José de Mello, Lusíadas e Grupo HPA Saúde. Um dos motivos pelos quais se apresenta tão atrativo investir no setor dos cuidados de saúde prende-se com o rácio de cama por habitante pois se na Europa este rácio é de 5,3 camas por cada 1.000 habitantes, em Portugal situa-se nas 3,5 camas por 1.000 habitantes.

Analisando agora as unidades de cuidados continuados, o estudo da CBRE indica que existem 377 unidades dedicadas aos mesmos, com um total de 9.771 camas, porém alerta que apenas 2% destas camas estão no setor público, sendo os outros 98% operados por entidades sem fins lucrativos, como a Santa Casa da Misericórdia, IPSS ou privados.

José Moutinho, responsável pela área de research na CBRE Portugal indica que: “a falta de camas no serviço nacional de saúde é bastante severa, particularmente nos distritos de Lisboa e Porto. Em 2023 existiam mais de 1.800 pessoas a aguardar por uma cama em cuidados continuados e é previsível que este número venha a aumentar, o que obrigará também a um incremento significativo na oferta”.

Já no âmbito das residências sénior, comumente designadas por lares, verificam-se 2.632 unidades em Portugal, sendo que 25% das mesmas são operadas por empresas privadas. A taxa de ocupação dos lares em Portugal é de 91,8% e 70% dos utilizadores esteve nestas unidades por um máximo de 5 anos, enquanto 10% esteve numa destas estruturas durante 10 anos ou mais.

Os cinco principais operadores de residências sénior em Portugal totalizam mais de 3.800 camas sendo eles: as Residências Montepio, o Grupo EMEIS, a DomusVi, a PSHC e Naturidade. 

Igor Borrego, Head of Capital Markets da CBRE acrescenta: “Em Portugal, nos anos de 2020 e 2021, transacionaram-se três importantes portefólios e apesar de desde então não se terem registado transações nestes setores, existem algumas operações em pipeline que ultrapassam os 50 milhões de euros. Acredito que o investimento venha a crescer significativamente no futuro e este setor assista à entrada de novos investidores e operadores internacionais atraídos pela oportunidade que Portugal representa como país”.

A consultora aponta nove principais fatores que privilegiam o investimento neste setor, nomeadamente: 1. Aumento significativo do número de idosos e pessoas dependentes; 2. Elevado desequilíbrio entre oferta e procura; 3. Falta de oferta de cuidados especializados; 4. Elevada faixa populacional com cobertura de seguro de saúde (1/3 da população); 5. Setor polarizado com enorme potencial de expansão e consolidação dos operadores; 6. Diversas oportunidades de investimento uma vez que o setor é ainda marcado por proprietários também responsáveis pela operação; 7. Pensionistas com poder de compra gerados pela propriedade de imóveis ou poupanças; 8. Atratividade de Portugal junto de reformados estrangeiros; 9 residências sénior ou clínicas de cuidados especializados representam um investimento estável no longo termo.

 

ULS São José
A Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares [APAH], em parceria com a Unidade Local de Saúde São José, promove no...

Dedicada ao tema “Inovação Organizacional", esta edição dará a conhecer diversos projetos na área da melhoria de desempenho e eficiência, e sobre valorização humana.

Conheça o PROGRAMA. Mais informações sobre a iniciativa estão disponíveis aqui.

“Caminho dos Hospitais” é, desde julho de 2016, uma iniciativa da APAH que constitui uma aposta na proximidade à comunidade hospitalar para atenuar situações de periferia através de visitas e reuniões programáticas às unidades do SNS, de forma descentralizada, dando especial enfoque a temas da atualidade. A par da articulação com os Administradores Hospitalares locais, estão na sua génese a comunicação, a cooperação e a excelência no contacto com os Conselhos de Administração, para conhecimento da realidade e dos desafios de cada hospital e para a promoção da qualidade da gestão hospitalar. Em paralelo, a APAH convida todos os seus associados e, em geral, a comunidade hospitalar e da saúde a participarem nas conferências e debates sobre múltiplas temáticas que decorrem no âmbito da iniciativa.

Inquérito FutURe
Dados Europeus do Inquérito FutURe dos últimos três anos destacam a saúde emocional como a prioridade dos jovens nos dias de...

Nesta que é a primeira de um conjunto de mesas-redondas que pretendem dar voz aos jovens sobre temas que os preocupam. O objetivo é criar um conjunto de recomendações para Portugal e restante Europa, não só para o presente mas numa perspetiva a longo prazo para as futuras gerações, para combaterem o que dizem ser “a doença crónica dos jovens”.

Um dos temas de destaque e que foi considerado unânime como uma área que impacta a saúde emocional é o das redes sociais, nomeadamente os perigos da desinformação e da necessidade de formação dos influenciadores que, nestes espaços, vestem muitas vezes a pele de especialistas sem o serem. Clara Silva, conhecida como Clara Não, ilustradora e ativista; Inês Homem de Melo, psiquiatra, membro do grupo de reflexão “O futuro já começou” da Presidência da República; Leonor Pinto, Vogal do Conselho Nacional da Juventude com o pelouro da Saúde; Margarida Jarego, psicóloga e Coordenadora Clínica Social da Casa Qui; Margarida Santos, médica de família e influenciadora digital, e Tiago Rodrigues, farmacêutico e Vice-Presidente da Associação Portuguesa de Jovens Farmacêuticos, juntaram-se para falar também sobre a necessidade de agir a este nível.

Ultrapassar o estigma das redes sociais e aproveitá-las para combater a desinformação é um dos desejos expressos no âmbito deste projeto, com os especialistas a considerarem que resistir a este novo paradigma apenas atrasará a divulgação de conhecimentos importantes. “As redes sociais trazem-nos uma oportunidade, mas também um desafio. Há os dois lados da moeda, o negativo e o positivo. Devemos agarrar as oportunidades que as redes sociais podem trazer, porque efetivamente estão presentes e devemos usá-las como uma boa ferramenta para disseminação de informação fidedigna e baseada em evidência”, salienta Leonor Pinto.

No que diz respeito a esta formação, os jovens especialistas avançam com a sugestão de um “documento de boas práticas” a desenvolver numa possível colaboração com a Direção-Geral da Saúde.

Ação precisa-se ao nível da saúde mental

“A doença mental é a doença crónica dos jovens”, afirma a psiquiatra Inês Homem de Melo. “É o que põe uma pessoa nova em casa sem trabalhar: 50% da doença mental começa antes dos 16 anos e 75% começa antes dos 24 anos de idade”, acrescenta a médica. Uma voz à qual se juntam as dos outros especialistas, unidos na certeza, por conhecimento de causa, do impacto que os problemas de saúde mental podem ter e que todos admitiram já ter sentido.

É por isso que a dificuldade de acesso às consultas de saúde mental e a urgência de uma intervenção precoce se tornaram os principais pontos de partida para as recomendações definidas, a começar por tornar mais acessíveis os apoios.

E porque defendem que as gerações Z e Millennial estão mais atentas aos sinais da saúde mental, em si próprios e nos outros, algo que consideram que as destaca das gerações anteriores e contribui para o fosso geracional – acreditam que as gerações mais velhas carecem de literacia nesta matéria, assim como de alguma empatia e compreensão -, pedem também um reforço da formação dos profissionais de saúde nos domínios da saúde mental, da relação profissional-doente em geral, promovendo uma abordagem “doente como educador” para melhorar a compreensão mútua, nomeadamente no que respeita à abordagem da comunidade LGBTQI+.

A educação foi também um tema comum ao longo de toda a mesa-redonda, vista pelos especialistas como o pilar para normalizar a saúde emocional e o bem-estar na sociedade, pelo que propõem a criação de um programa de educação para a saúde mental e literacia emocional nas escolas.

Seguindo o exemplo, bem-sucedido, da campanha de reciclagem, que conseguiu mudar os hábitos nacionais, propõem também o desenvolvimento de uma campanha multissetorial de sensibilização e ainda de estudos de impacto económico para avaliar os custos da saúde mental e os benefícios da sua prevenção.

Para que estas recomendações não fiquem apenas no papel, as mesmas serão apresentadas a diferentes decisores, no sentido de potenciar o diálogo sobre promover mudanças efetivas.

O FutURe é um projeto ambicioso e de longo prazo, conduzido pela Merck, que procura identificar e abordar os temas de interesse para as gerações futuras, dando-lhes a oportunidade de expor as suas necessidades, opiniões e preocupações com os principais decisores e instituições, para que as suas vozes sejam ouvidas, tanto a nível nacional como europeu. 

APIC organiza webinar gratuito
A Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC) vai realizar um webinar sob o tema “Vamos proteger-nos da radiação...

“A radiação ionizante é uma ferramenta indispensável em várias especialidades médicas, incluindo a Cardiologia de Intervenção. No entanto, a sua utilização deve ser feita de forma responsável. Com este webinar, a APIC pretende alertar para os riscos da exposição prolongada à radiação e incentivar a adoção de sistemas de proteção individual adequados, garantindo a segurança de todos os envolvidos”, explica Rita Calé Theotónio, presidente da APIC.

O webinar contará com apresentações de especialistas sobre temas como “Efeitos da radiação na visão”, “Radiação e cancro” e “Temos que nos proteger dos sistemas de proteção individual”, seguidas de uma sessão final para discussão.

A inscrição é gratuita, mas obrigatória, podendo ser efetuada através do seguinte link: https://shorturl.at/H0NSY

Para mais informações: https://www.apic.pt/formacao/webinars/

 

ESSATLA
Regime híbrido, corpo docente qualificado e duração de nove meses são alguns dos pontos diferenciadores da formação.

A Pós-Graduação em Osteopatia Infantil está de regresso à ESSATLA – Escola Superior de Saúde Atlântica para a sua nona edição. A manutenção e aposta neste curso alinha-se com os objetivos da instituição de assegurar uma oferta formativa completa e diversificada. Sendo uma área com muita procura e oferta a nível profissional, resultado da crescente consciencialização para as disfunções músculo-esqueléticas na área pediátrica, a Osteopatia Infantil surge da adaptação de técnicas de osteopatia realizadas no adulto a toda a fisiologia e anatomia dos recém-nascidos, bebés e crianças, considerando todas as etapas de desenvolvimento e maturação que decorrem desde o nascimento até à adolescência. As candidaturas já se encontram abertas. 

Formação destina-se a profissionais da área da Osteopatia

Destinado a osteopatas que pretendam desenvolver competências na área do bebé e criança, esta especialização permite ao candidato adquirir uma formação técnica avançada. Após a conclusão da formação, é esperado que os profissionais possuam a capacidade de aplicar os conhecimentos apreendidos e, tendo por base um raciocínio clínico avançado, aplicar as técnicas terapêuticas na resolução de problemas relativos ao recém-nascido, ao bebé, à criança ou ao adolescente.  

Intervenção precoce é fundamental

Apresentando-se como uma área de especialidade da Osteopatia, a Osteopatia Infantil permite intervir precocemente nas crianças, evitando o agravamento posterior destas situações. É o caso de alterações músculo-esqueléticas (torcicolos, plagiocefalias e escolioses), adaptações gastrointestinais (refluxos, cólicas e obstipações) e transtornos emocionais (distúrbios do sono, alterações comportamentais e enurese noturna). Dificuldades de amamentação e de aprendizagem devido a desconfortos físicos poderão, igualmente, ser consequência de desalinhamentos estruturais, sendo um tratamento atempado fundamental para a sua resolução. 

Com início marcado para 31 de janeiro, o período de candidaturas para a pós-graduação em Osteopatia Infantil decorre até ao dia 24 deste mês. A formação apresenta um regime híbrido, com aulas online e aulas presenciais, tendo a duração de nove meses. Mais informações disponíveis no website da ESSATLA (https://essatla.pt/essatla-mais/pos-graduacao-em-osteopatia-infantil/). 

SPAVC
No próximo dia 29 de janeiro de 2025, entre as 14h00 e as 18h30, no âmbito do 19.º Congresso Português do AVC, decorrerá o...

O curso, com uma abordagem inovadora e prática, destina-se a todos os profissionais de saúde que desejam adquirir competências em Inteligência Artificial (IA) e ciência de dados, aplicáveis diretamente na prática clínica. A formação será conduzida pelo co-fundador da Medtiles João Reis, PhD e por Liliana Antão, MSc, ambos especialistas em IA e Ciência de Dados.

Os participantes terão a oportunidade de aprender os fundamentos da IA e ciência de dados; utilizar a linguagem de programação Python para automatizar tarefa; analisar dados e criar modelos preditivos; bem como trabalhar com dados reais de saúde e exemplos práticos de codificação.

Segundo a Dr.ª Sandra Moreira, especialista de Neurologia, membro da SPAVC, que está a apoiar a promoção da formação, trata-se de “uma oportunidade única para explorar o potencial da IA na área da saúde, capacitando os participantes a transformarem dados em soluções práticas que melhoram os cuidados clínicos”. E acrescenta: “Em última análise, este curso capacitará os participantes a encontrar padrões não explícitos nos dados e a criar modelos preditivos, por exemplo para previsão de AVC, o que é altamente inovador”.

Esta formação prática e transformadora promete ser uma experiência marcante, integrando o conjunto de vários cursos pré Congresso do evento e consolidando o compromisso do Congresso Português do AVC com a inovação e a atualização científica.

Para mais informações e inscrições, consulte o separador sobre o curso disponível no website oficial do 19.º Congresso Português do AVC (https://spavc.org/data-science-for-healthcare/)

 

ANADIAL
Durante o mês de janeiro, a Associação Nacional de Centros de Diálise (ANADIAL) vai realizar várias sessões de esclarecimento...

A iniciativa surge no âmbito do lançamento do jogo educativo “À descoberta dos nossos rins”, desenvolvido pela Associação Portuguesa de Insuficientes Renais (APIR), com o apoio da ANADIAL. Este recurso educativo, disponibilizado gratuitamente a várias escolas do país, já chegou a cerca de 3.000 alunos e visa complementar os conteúdos curriculares relacionados com o estudo das funções vitais do corpo humano, em particular o sistema urinário.

Durante as sessões, profissionais de saúde irão explicar o funcionamento do jogo e sensibilizar os alunos para a importância de prevenir a doença renal crónica. O objetivo é aumentar o conhecimento e compreensão sobre a doença, promovendo a sua prevenção desde a infância.

A doença renal crónica é uma doença provocada pela deterioração lenta e irreversível da função renal. Como consequência da perda de função, existe retenção no sangue de substâncias que normalmente seriam excretadas pelo rim, levando à acumulação de produtos metabólicos tóxicos no sangue (azotemia ou uremia). Doenças como a hipertensão arterial, diabetes e doenças hereditárias podem provocar lesões nos rins e causar insuficiência renal crónica. Nos estádios mais avançados, os portadores desta doença precisam de efetuar tratamentos de substituição da função renal regularmente, como a hemodiálise, a diálise peritoneal ou o transplante renal.

O jogo “À descoberta dos nossos rins” inclui um dossier completo com instruções, cartas de jogo, um póster educativo e fichas de atividades. Os materiais encontram-se disponíveis online, através do seguinte link: https://www.apir.org.pt/publicacoes/jogo-a-descoberta-dos-nossos-rins/ .

Programa para a capacitação multidisciplinar em Oncologia
A Associação de Enfermagem Oncológica Portuguesa (AEOP) anunciou oficialmente o lançamento do PANORAMA, um inovador programa...

O programa PANORAMA tem como principal objetivo capacitar profissionais de saúde, doentes oncológicos e cuidadores, promovendo boas práticas e abordando temas essenciais ao longo de todas as etapas da jornada oncológica. Desde o primeiro contacto nos cuidados de saúde primários até ao acompanhamento nos cuidados hospitalares e familiares, o PANORAMA oferece uma perspetiva abrangente que privilegia uma abordagem holística no tratamento oncológico.

O programa incluirá sessões dedicadas a diferentes tipos de cancro, começando pelo Cancro da Mama e continuando com abordagens focadas no Cancro da Próstata e no Cancro do Pulmão, promovendo uma ampla cobertura das principais áreas da Oncologia.

De acordo com o Enf. Jorge Freitas, fundador da AEOP, "o PANORAMA é uma iniciativa pioneira que reflete o nosso compromisso em promover uma visão integrada do tratamento oncológico, capacitando profissionais de saúde e envolvendo ativamente os diferentes intervenientes na jornada do cancro”. 

Estamos confiantes de que este programa contribuirá para a melhoria dos cuidados prestados às pessoas com doença oncológica.

Descrito como um programa de todos para todos, o PANORAMA promove a colaboração ativa entre profissionais de saúde, que irão debater temas cruciais como rastreio, referenciação, diagnóstico, tratamento de sintomas e acompanhamento de sobreviventes. Este esforço coletivo visa fortalecer a rede de cuidados oncológicos e criar um ambiente de partilha de experiências e conhecimentos.

A participação no PANORAMA está reservada a profissionais de saúde e pode ser feita através do registo gratuito no website oficial: https://panorama.secretariado.pt/

Com este programa, a AEOP reafirma o seu compromisso com a capacitação e inovação na área da Oncologia, contribuindo para uma visão integrada e multidisciplinar do tratamento do cancro.

Unidade Local de Saúde da Cova da Beira
A Unidade Local de Saúde da Cova da Beira (ULSCBEIRA), em parceria com a Faculdade de Ciências da Saúde (FCS) da Universidade...

Este evento pioneiro na região da Beira Interior terá lugar nas instalações da FCS e conta com um corpo docente composto por conceituados especialistas em cirurgia da mão, tais como: Cláudia Santos, Carla Nunes, Alexandre Pereira, Carlos Pina, Pedro Fernandes, Luís Filipe Rodrigues, Luís Machado Rodrigues e Vítor Vidinha.

Destinado a cirurgiões da mão, especialistas em ortopedia e cirurgia plástica, bem como a internos interessados no aperfeiçoamento de técnicas cirúrgicas específicas para patologias do punho e da mão, o currículo deste curso tem a chancela de uma equipa multidisciplinar composta por Cláudia Santos (ortopedista da ULS da Cova da Beira e docente da FCS/UBI), Carla Nunes (CUF Tejo) e Pedro Fernandes (Hospital da Misericórdia de Évora e Hospital da Luz, Setúbal).

O curso abrange uma ampla gama de procedimentos, incluindo osteossíntese, artrodese e artroplastia, com recurso a cenários realistas para o aperfeiçoamento das competências dos participantes. Serão exploradas temáticas que vão desde a revisão das indicações cirúrgicas até à escolha das vias de abordagem, execução da técnica cirúrgica e partilha de dicas para otimizar os resultados. Com o apoio de especialistas e o recurso a peças cadavéricas, os participantes terão uma experiência muito próxima da realidade cirúrgica.

Com um limite de apenas 24 vagas, esta formação técnica e prática oferece uma oportunidade ímpar para os profissionais da área médica se especializarem nas mais avançadas técnicas cirúrgicas do punho e da mão. Por isso, garanta já a sua vaga neste curso exclusivo.

Inscrições e outras informações em: www.admedic.pt.

4.ª Edição do ‘Connect Your Dots’
‘Transformação digital – cibersegurança e inteligência artificial’ é o mote da 4.ª Edição do ‘Connect Your Dots’, organizado...

Com esta iniciativa, o Clube MBA-FEUC pretende criar um espaço de partilha de ideias e projetos inovadores, troca de experiências, interação e networking, reunindo profissionais de diversas áreas para fomentar colaborações e sinergias de conhecimentos entre vários setores de atividade. O objetivo passa ainda por potenciar uma ligação estreita entre a irreverência empreendedora dos estudantes e ex-estudantes do Master Business Administration (MBA), a comunidade, as empresas e as instituições, criando conexões que podem originar futuras colaborações.

Entre os vários temas a serem abordados estão a navegação na Era Digital, as novas tecnologias ligadas à saúde, a regulamentação e a ética. Através das palestras, espera-se que os participantes explorarem novas perspetivas no mundo dos negócios ao mesmo tempo que adquirem conhecimentos e desenvolvem capacidades e competências essenciais e transversais a várias áreas de negócio e gestão.

Entre os vários especialistas estão André Batista, hacker na Ethiack; Contra-Almirante Gameiro Marques, Diretor Geral do Gabinete de Segurança Nacional; Ernesto Costa Professor, jubilado do Departamento de Engenharia Informática da Universidade e Coimbra (UC); Jorge Pimenta, Diretor de Inovação do Instituto Pedro Nunes; Carlos Robalo Cordeiro, Diretor da Faculdade de Medicina da UC; Maria Elisabete Ramos e Sandra Passinhas, ambas Professoras associadas na UC; Margarida Baldaia, Gestora de Projetos da Linde Saúde, e um representante da Entidade Reguladora da Saúde.

Criado em 2017 pelo Clube MBA – FEUC, o ‘Connect Your Dots’ surgiu com o lema ‘O maior evento de networking da Região Centro’.

Programa completo e inscrições em: https://connectyourdots.my.canva.site/#sobre-o-evento.

 

Opinião
A saúde oral é, desde há muito, a parente pobre do sistema nacional de saúde em Portugal.

A Urgência da Mudança: Por que Agora?

Num país onde cerca de 70% da população não tem acesso a cuidados dentários regulares por razões económicas, esta proposta é uma lufada de ar fresco. A cárie, a periodontite e outras doenças orais não tratadas continuam a ser problemas de saúde pública. Em muitos casos, são as crianças e os idosos que mais sofrem com as consequências de um sistema que falha em integrar a saúde oral nos cuidados básicos de saúde.

No Japão, uma das nações mais avançadas do mundo em termos de saúde e tecnologia, estão a ser realizados testes para regeneração dentária, um avanço que pode transformar o futuro da estomatologia. Esta inovação científica, embora ainda numa fase inicial, contrasta com a realidade portuguesa, onde muitos cidadãos ainda encaram as idas ao dentista como um luxo. Há alguns anos, chegou a haver promessas sobre o desenvolvimento de uma vacina contra as cáries. Mas, tal como muitos outros projetos ambiciosos, nunca passou de um sonho.

Parcerias com Privados: O Caminho Certo?

A proposta de criar acordos entre o SNS e clínicas privadas para fornecer cuidados dentários básicos com comparticipação total é promissora, mas não está isenta de críticas. Será esta a solução ideal ou apenas uma forma de privatizar ainda mais a saúde, entregando responsabilidades do Estado a entidades que visam o lucro? É crucial que estas parcerias sejam rigorosamente reguladas, garantindo que o foco permaneça nos utentes e na acessibilidade, e não nos interesses comerciais.

Educação e Prevenção: A Base para o Futuro

Outro aspeto muitas vezes negligenciado é a educação para a saúde oral. Os cuidados dentários não se resumem a tratamentos; incluem a prevenção ativa. Iniciativas como a higienização dentária regular, rastreios em escolas e campanhas de sensibilização podem poupar milhões ao Estado e, mais importante, melhorar a qualidade de vida da população. O foco não pode estar apenas em tratar cáries ou alinhamento de dentes, mas em criar uma geração que perceba a importância da saúde oral desde cedo.

Uma Homenagem aos Pioneiros

Permitam-me uma pequena digressão para homenagear os grandes pioneiros da estomatologia em Portugal, profissionais que, muitas vezes em condições adversas, ajudaram a elevar esta ciência e a mudar vidas. Um exemplo notável foi o Dr. Vilhena Soares, cujo trabalho e dedicação marcaram uma geração. Apesar de ter iniciado a sua carreira na neurocirurgia, foi na estomatologia que deixou uma marca duradoura. Este exemplo, entre tantos outros, sublinha a importância de profissionais dedicados e comprometidos com o avanço desta área.

Portugal no Contexto Europeu: Onde Estamos?

Comparativamente a outros países europeus, Portugal está atrasado. Em nações como a Suécia ou a Alemanha, os cuidados dentários básicos são acessíveis a quase toda a população, enquanto por cá continuamos a depender de esforços individuais e de clínicas privadas. A integração da saúde oral no SNS é não só uma questão de justiça social, mas também de modernização e alinhamento com as melhores práticas europeias.

Conclusão: Saúde Oral é um Direito, Não um Privilégio

Portugal tem agora uma oportunidade única de transformar a forma como encaramos a saúde oral. Este debate não é apenas sobre dentes; é sobre dignidade, saúde e igualdade. É tempo de romper com o estigma de que os cuidados dentários são um luxo e de os integrar plenamente na nossa visão de saúde pública.

A proposta em discussão na Assembleia da República pode ser o início de uma revolução na estomatologia em Portugal. Mas será necessário compromisso político, rigor na execução e, acima de tudo, uma visão que coloque as pessoas no centro das decisões. Porque, no final, a saúde oral é um direito, e não um privilégio.

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Ordem dos Médicos
Perante os números anunciados da mortalidade infantil em 2024, que terá atingido o valor mais alto desde 2019, a Ordem dos...

“Não devemos tirar conclusões sem conhecer precisamente as causas desta mortalidade. A Ordem dos Médicos já enviou um ofício à DGS, com conhecimento do Ministério da Saúde, solicitando que se divulguem e analisem as causas que conduziram a estes números em termos de mortalidade infantil em Portugal”, apela Carlos Cortes, Bastonário da Ordem dos Médicos.

O Presidente do Colégio de Saúde Pública, Luís Cadinha, também alerta que é essencial ter dados concretos para analisar esta situação. “Temos que saber se houve realmente um aumento, e, em caso afirmativo, se foi significativo. Neste momento, não conhecemos a real taxa de mortalidade infantil para 2024. Para esta análise, aliás, não chega comparar com os dados do ano anterior, é necessário que se perceba a evolução dos últimos 5 a 10 anos”.

Mas não basta saber quantos óbitos ocorreram ou a sua relação com a taxa de natalidade, é fundamental que a Direção Geral de Saúde forneça os dados relativos às causas. “Os certificados de óbito das crianças são documentos muito precisos e a DGS tem toda essa informação disponível”, enquadra o especialista em Saúde Pública.

“A DGS deve divulgar esses dados para se poder analisar qual a origem da mortalidade infantil e se há, de facto, um problema. Não é suficiente dizer que poderá ser por falta de acesso às urgências ou que a mortalidade infantil poderá resultar do aumento das gestações mal vigiadas e da consequente diminuição da deteção de patologia fetal grave por força da entrada de migrantes em estados de gestação avançados, é preciso ter certezas”, frisa Carlos Cortes.

“Com os dados disponibilizados, é factual que em 2024 houve um aumento em número absoluto dos óbitos abaixo do ano de idade. Já em relação à taxa de mortalidade infantil, não conhecendo o número total de nascimentos (que têm aumentado nos últimos anos), não podemos ainda afirmar se houve aumento e, se este tiver ocorrido, avaliar a sua magnitude”, enquadra Miguel Costa, Presidente da direção da Secção da Subespecialidade de Neonatologia da Ordem dos Médicos. “Para ser possível tirar ilações mais concretas em relação à etiologia deste aumento, seria necessário analisar cada caso em detalhe”, e estar atento.

“Sendo a mortalidade infantil um indicador de excelência em cuidados de saúde, um aumento da mortalidade infantil, mesmo que abaixo da média da União Europeia, é um sinal para estarmos atentos à saúde materno infantil”, explica Ricardo Costa, Presidente do Colégio de Pediatria que também considera fundamental “realizar uma análise com maior cuidado deste aumento da mortalidade infantil”.

A Ordem dos Médicos manifesta, uma vez mais, a sua total disponibilidade para, através dos seus Colégios da Especialidade, colaborar numa comissão de acompanhamento deste tema que venha a ser dinamizada pela DGS. “Temos que ter acesso aos dados para poder planear uma intervenção eficaz para garantia da saúde e bem-estar das nossas crianças”, refere Carlos Cortes.

ULSCBeira
A Unidade Local de Saúde da Cova da Beira (ULSCBEIRA) promoveu no dia 2 de janeiro de 2025 uma sessão de boas-vindas para os 58...

O evento decorreu no Auditório do Hospital Pêro da Covilhã e foi conduzido pela Diretora do Internato Médico, Prof. Doutora Arminda Jorge, que destacou a importância do compromisso e da responsabilidade dos novos médicos nos cuidados de saúde hospitalares e nos cuidados de saúde primários. A seu cargo esteve também a apresentação das orientações e procedimentos inerentes ao internato, a estrutura das equipas, formações programadas, entre outras.

Marcaram presença nesta iniciativa o Presidente do Conselho de Administração, Prof. Doutor João Marques Gomes, as diretoras clínicas, Dra. Rosa Maria Ballesteros (cuidados de saúde hospitalares) e Dra. Filipa Quinteiros Pinto (cuidados de saúde primários), o Presidente da Faculdade de Ciências da Saúde/CACB, Prof. Doutor Miguel Castelo Branco, vários diretores de serviço e representantes da Comissão de Internos.

A sessão incluiu a transmissão ao vivo da Cerimónia Nacional de Acolhimento dos Novos Internos 2025, realizada pela ULS de Santa Maria e o Centro Académico de Medicina de Lisboa, diretamente do Auditório João Lobo Antunes na FMUL.

O Internato Médico é uma etapa fundamental da formação, permitindo aos médicos desenvolver competências teóricas e práticas essenciais. Enquanto o primeiro ano oferece uma visão ampla dos serviços hospitalares e dos cuidados de saúde primários, a formação especializada, com duração de 4 a 6 anos, aprofunda o conhecimento técnico e clínico, preparando-os para os desafios da prática médica avançada.

Opinião
Nos últimos meses, o mundo tem assistido a uma sucessão de alertas sobre ameaças virais que desafiam

Metapneumovírus Humano: Uma Nova Velha Ameaça

O HMPV não é um desconhecido para a ciência. Identificado pela primeira vez no início dos anos 2000, é um vírus respiratório associado a infeções comuns, particularmente em crianças, idosos e indivíduos imunocomprometidos. Recentemente, na China, tem-se registado uma disseminação rápida deste patógeno, com sintomas que incluem febre, tosse e dificuldades respiratórias – uma sintomatologia que evoca memórias ainda frescas da COVID-19.

O aumento de infeções é alarmante, mas não surpreendente. O inverno traz consigo um aumento natural de infeções respiratórias, exacerbado pelo regresso de uma "normalidade" pré-pandémica: menos máscaras, mais contacto social e menor atenção à higiene preventiva. A verdadeira ameaça do HMPV, no entanto, reside na possibilidade de mutação.

A Gripe Aviária nos Estados Unidos: Um Velho Inimigo Reemergente

Paralelamente, a gripe aviária voltou a causar preocupação nos Estados Unidos. Os surtos mais recentes afetaram milhões de aves, com repercussões severas para a indústria alimentar e a biodiversidade. Este vírus, altamente contagioso entre aves, é motivo de alarme pela sua capacidade de "saltar" para humanos.

Embora as infeções humanas sejam raras, elas podem ser devastadoras, com taxas de mortalidade que, em alguns casos, ultrapassam os 50%. Esta ameaça é amplificada pela crescente proximidade entre humanos e animais em ambientes industriais e pela globalização, que facilita a rápida disseminação de doenças.

Lições da COVID-19 e a Preparação para o Futuro

Olhando para estas duas ameaças, é inevitável refletir sobre o que aprendemos – ou falhámos em aprender – com a pandemia de COVID-19. Uma das lições mais importantes é a necessidade de uma vigilância robusta e coordenada. Na China, as autoridades de saúde já intensificaram a monitorização de doenças respiratórias emergentes. Mas será isso suficiente?

Nos Estados Unidos e em outros países, a luta contra a gripe aviária exige uma abordagem integrada que combine a saúde humana, animal e ambiental – o chamado conceito de "One Health". Esta abordagem reconhece que a saúde humana está intrinsecamente ligada à saúde do planeta.

Estaremos à Beira de Novas Pandemias?

A resposta não é simples. Nem o HMPV nem a gripe aviária representam atualmente uma ameaça comparável à da COVID-19. Contudo, ambos ilustram os riscos que enfrentamos num mundo interligado. A mutação viral, a resistência antimicrobiana e a mudança climática criam um "caldo perfeito" para o surgimento de novas pandemias.

O futuro não está gravado na pedra. Podemos evitar novos desastres globais se investirmos em investigação, reforçarmos os sistemas de saúde e adotarmos práticas sustentáveis. Mais importante ainda, devemos aprender a cooperar enquanto comunidade global, reconhecendo que os vírus não respeitam fronteiras.

Conclusão: Uma Janela de Oportunidade

A história recente mostrou-nos que as pandemias são inevitáveis, mas o seu impacto não precisa de ser catastrófico. A chave reside na antecipação e preparação. Tanto o HMPV na China quanto a gripe aviária nos Estados Unidos servem como lembretes poderosos de que o perigo espreita, mas também de que temos as ferramentas para o enfrentar.

A questão não é se enfrentaremos novas pandemias, mas sim quando. E quando esse momento chegar, a humanidade estará preparada para reagir? O tempo dirá – mas cabe-nos a todos garantir que a resposta seja "sim".

 

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.

Páginas