415 adultos saudáveis em 13 centros de investigação
A Sanofi Pasteur, a unidade de negócio global de vacinas da Sanofi, e a Translate Bio (NASDAQ: TBIO), uma empresa de...

"A nossa vacina candidata de mRNA é o resultado da nossa experiência em doenças infeciosas aliadas às tecnologias inovadoras do nosso parceiro", destaca Thomas Triomphe, Executive Vice President and Global Head da Sanofi Pasteur. "Iniciar o ensaio de Fase 1/2 representa um importante passo em frente no nosso objetivo de trazer uma vacina eficaz para a luta em curso contra a pandemia de COVID-19."

"Fizémos progressos importantes no desenvolvimento de vacinas de mRNA candidatas para doenças infeciosas através da nossa colaboração com a nossa parceira Sanofi Pasteur", afirmou Ronald Renaud, Chief Executive Officer da Translate Bio. "Com o impacto das vacinas de mRNA demonstrado durante a pandemia, a nossa equipa de desenvolvimento conjunto continua firme no nosso compromisso de avançar com a MRT5500 como parte do esforço colaborativo para ultrapassar esta crise de saúde global."

Os estudos pré-clínicos estão em curso e continuarão nos próximos meses para avaliar se a MRT5500, bem como as vacinas candidatas adicionais demRNA, induzirão anticorpos neutralizadores contra as variantes emergentes do SARS-CoV-2, com o potencial de recolher informação relevante para o desenvolvimento clínico atual e futuro.

A equipa de desenvolvimento conjunto está a trabalhar na melhoria da estabilidade da temperatura da vacina candidata de mRNA e na meta de uma temperatura de armazenamento de -20°C para os ensaios clínicos de fase final e aquando da disponibilização da vacina. Estão também em curso esforços para permitir que a vacina seja estável à temperatura habitual do frigorífico (2 a 8°C).

A MRT5500 está a ser desenvolvida no âmbito de um acordo de colaboração e licença entre a Sanofi Pasteur e a Translate Bio.

Dia Mundial da Incontinência Urinária
Com um impacto devastador na qualidade de vida de quem dela sofre, estima-se que a Incontinência Uri

Estima-se que, em todo o mundo, mais de 60 milhões de pessoas sofram de incontinência urinária. Em Portugal, cerca de 33% das mulheres com mais de 40 anos apresentam sintomas da doença, mas destas apenas 10% recorre ao médico. Neste sentido, começo por perguntar por que é que continuamos a evitar falar sobre um tema que, para além de frequente, causa um grande impacto na vida dos doentes?

Apesar de ser uma patologia prevalente e com comorbilidades importantes, é ainda aceite pela sociedade, refiro-me à mulher, como um problema “normal” do envelhecimento ou na sequência dos partos. De facto, esta postura tem-se vindo a alterar, sendo que hoje as mulheres são muito mais proativas na busca de soluções. Porém, esta evolução faz-se de forma lenta.

De que forma a Incontinência Urinária condiciona a vida de quem dela padece?

Limita desde logo as atividades que exigem algum tipo de esforço físico, sendo variável consoante a gravidade, impedindo, por exemplo, a prática de desporto ou atividades lúdicas como dançar. Isto reflete-se na autoestima e bem-estar.

Quais as principais causas associadas a esta patologia? Há formas de a prevenir?

As causas desta patologia são dependentes do tipo de incontinência, pelo que o seu tratamento ou prevenção será também variável. Mas de uma forma genérica, podemos destacar a obesidade, os antecedentes obstétricos e cirúrgicos, bem como patologias do foro neurológico. A prevenção passará sempre por adotar um estilo de vida saudável e a inclusão de exercícios pélvicos no quotidiano, como forma de prevenir problemas futuros.

Como se manifesta? E quais os principais sinais de alerta?

Manifesta-se através de perda de urina involuntária, que pode ocorrer diariamente ou de forma esporádica, associada a esforço (p.e. desde a tosse ao exercício físico) e/ou urgência (sensação imperiosa e incontrolável para ir urinar). A identificação desta problemática, tende a ser desvalorizada nos estádios iniciais, contudo, é numa fase inicial da doença que a ajuda deve ser procurada. Sempre que, existir perda de urina, seja ela associada a alguma atividade do nosso dia ou, simplesmente, porque não chegamos a tempo à casa de banho, e esta situação não é isolada, devemos procurar ajuda especializada.

Quais as principais complicações associadas à Incontinência Urinária?

Do ponto de vista emocional são várias, destacando o isolamento e fuga sociais e a baixa autoestima. Existem ainda repercussões ao nível das relações interpessoais e profissionais, uma vez que esta problemática está associada ao aumento do absentismo.  

Sabendo que existem vários tipos de incontinência urinária, em que consiste o seu tratamento? Em que casos está indicada a cirurgia, por exemplo, ou o tratamento neuromodulador?

A forma mais comumente conhecida é a incontinência de esforço que tem como tratamentos a abordagem conservadora, através da reeducação do pavimento pélvico e a cirurgia. No caso da Incontinência de urgência esta apresenta um maior desafio, e a abordagem terapêutica inicial passa por farmacoterapia. No entanto, é relativamente frequente a má resposta ou baixa adesão por intolerância a estes fármacos. Nestes casos apresenta-se como opção terapêutica a injeção de toxina botulínica intravesical e a neuromodulação sagrada. Esta última opção terapêutica, consiste no implante de um estimulador que irá de certo modo “corrigir” a função da bexiga. Dito assim, parece um tratamento muito complicado, mas na verdade, do ponto de vista do doente, é um procedimento simples, sem necessidade de internamento. Com o avanço da tecnologia, os novos dispositivos recarregáveis para além de oferecerem uma longevidade de 15 anos, o sistema permite o controlo por parte do doente através de um smartphone.

Qual o seu prognóstico?  

O Prognóstico é tanto melhor quanto mais cedo for procurada a ajuda especializada.

Após o diagnóstico, que cuidados deve o doente ter?  Qual o seu papel na gestão desta doença?

Volto a referir a adoção de um estilo de vida saudável, a preocupação/consciência da saúde pélvica e a atitude proativa perante os sintomas.

Uma vez que falamos em gestão da doença, a telemonitoriação à distância destes doentes, sobretudo em período pandémico, surge como alternativa de acompanhamento. Quais as grandes vantagens?

Destaco desde logo a relação profissional de saúde – doente, que será determinante na adesão terapêutica, reconhecimento de sintomas, comunicação atempada de efeitos indesejáveis e sua resolução. Não menos importante, a possibilidade de se chegar a qualquer ponto do país, de forma equitativa e justa, no tratamento da incontinência e outras patologias pélvicas.

No âmbito do Dia Mundial da Incontiência Urinária, que se assinala no próximo dia 14 de março, que mensagem gostaria de deixar?

Enquanto profissional de saúde dedicada à urologia funcional dizer que informação é poder, e que nesse sentido quanto mais esforços se fizerem para combater a iliteracia em saúde mais próximo estaremos de eliminar os medos, vergonhas e tabus associados à incontinência. A ajuda existe, os tratamentos mais inovadores estão disponíveis e não faz sentido adiar a busca da solução.

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Dados DGS
Portugal registou, nas últimas 24 horas, 15 mortes e 577 novos casos de infeção por Covid-19. Os internamentos continuam a...

Segundo o boletim divulgado, a região de Lisboa e Vale do Tejo continua a ser aquela onde morreram mais pessoas com Covid-19: 8 das 15 mortes registadas em todo o País. Segue-se a região norte com três óbitos e centro com dois. No Algarve houve, também, duas mortes associadas à SARS-CoV-2 desde o último balanço.

As restantes regiões do país, incluindo as regiões autónomas da Madeira e dos Açores, não têm registo de mortes.

Quanto ao número de novos casos, o boletim epidemiológico divulgado hoje, pela Direção Geral da Saúde, mostra que foram diagnosticados 577 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo contabilizou 230 novos casos e a região norte 166. Desde ontem foram diagnosticados mais 69 na região Centro, no Alentejo 14 casos e no Algarve mais 27. No arquipélago da Madeira foram identificadas mais 69 infeções e nos Açores duas.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 1.046 doentes internados, menos 56 que ontem. Também as unidades de cuidados intensivos registaram uma descida, tendo agora menos sete doentes internados. Atualmente, estão em UCI 266 pessoas.

O boletim desta sexta-feira mostra ainda que, desde ontem, 5.574 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 749.770 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 46.732 casos, menos 5.012 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância também menos 913 contactos, estando agora 18.038 pessoas em vigilância.

14ª Edição
A 14.ª Edição do Prémio de Boas Práticas em Saúde®, que terá como tema “SNS em Transformação: Boas práticas em tempos de...

O Prémio de Boas Práticas em Saúde® (PBPS) é uma iniciativa organizada pela Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Hospitalar, Direção-Geral da Saúde, Administração Central do Sistema de Saúde, IP, as cinco Administrações Regionais de Saúde, e com a colaboração das Direções Regionais de Saúde dos Açores e da Madeira, abrangendo todo o território nacional.

A apresentação dos projetos nomeados, exposição de posters e divulgação dos Prémios, terá lugar no dia 25 de novembro de 2021, cujo formato será definido de acordo com a evolução do contexto pandémico e das regras de segurança em vigor, impostas pelas autoridades competentes.

Para já, as candidaturas devem ser submetidas online, em formulário disponível para o efeito, no site do Prémio Boas Práticas em Saúde, entre 22 de março a 31 de abril.

 

 

Associação pede a oferta de um teste por pessoa, por semana
A Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP), congratula-se com as medidas anunciadas hoje pela Portaria n.º 56...

A portaria n.º 56/2021 publicada hoje “estabelece um regime excecional e temporário para a realização em autoteste de testes rápidos de antigénio, destinados, pelos seus fabricantes, a serem realizados em amostras da área nasal anterior interna”.

Segundo a mesma portaria, “os testes rápidos de antigénio abrangidos pelo presente regime excecional podem ser disponibilizados às unidades do sistema de saúde; para venda em farmácias e locais de venda de medicamentos não sujeitos a receita médica autorizados; noutros locais a definir por despacho do membro do Governo responsável pela área da saúde”.

José Manuel Boavida, presidente da APDP, considera que esta “é uma boa solução, mas tímida e sem garantias de continuidade. Facilitar a vida das pessoas é sempre determinante para o sucesso das políticas. Continuamos a considerar que é necessário existir um plano global de testagem com medidas interligadas, como parte do plano de desconfinamento. Não pode haver desconfinamento seguro sem esse plano. A oferta de um teste por pessoa, por semana, como estratégia de testagem de iniciativa do Estado e da Administração Local e o reforço da comunicação para motivar a população a aderir a esta forma de auto-testagem serão complementares para que o controlo da pandemia seja conseguido e percebido por todos”.

Recorde-se que no dia 10 de março a APDP, em conjunto com outras associações de doentes, médicos e autarcas, lançou uma petição que sugere a implementação de duas medidas: a venda sem prescrição médica obrigatória dos testes rápidos de antigénio para o SARS-CoV2, preferencialmente os de saliva e a oferta semanal de um teste rápido de antigénio por pessoa, através do Centro de Saúde, da Junta de Freguesia ou de organizações de base comunitária.

“A petição é uma proposta das associações que assenta na colaboração, participação e cidadania num projeto de desconfinamento que garanta segurança e confiança no futuro. É a resposta cidadã à estratégia central de testagem do Governo e Administração Local. Nessa estratégia, a testagem sistemática deve existir nos locais de concentração de pessoas: das escolas, às fábricas, aos escritórios, às lojas, entre tantos outros, passando pelos centros de saúde e hospitais.

Dar e facilitar o acesso dos testes rápidos de antigénio para o SARS-CoV2 às pessoas é enquadrá-las nesse projeto global”, explica José Manuel Boavida.

À venda em farmácias e parafarmácias
Os testes rápidos de antigénio vão passar a estar à venda em farmácias e locais de venda de medicamentos não sujeitos a receita...

Trata-se de um “regime excecional e temporário”, numa altura em que “importa intensificar os rastreios laboratoriais regulares para deteção precoce de casos de infeção como meio de controlo das cadeias de transmissão, designadamente no contexto da reabertura gradual e sustentada de determinados setores de atividade, estabelecimentos e serviços”, esclarece a portaria. 

Segundo o diploma, os testes rápidos podem ser disponibilizados “às unidades do sistema de saúde, para venda em farmácias e locais de venda de medicamentos não sujeitos a receita médica autorizados” e “noutros locais a definir por despacho do membro do Governo responsável pela área da saúde”.

Para a operacionalização desta portaria fica apenas a faltar uma circular conjunta da Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed), da Direção-Geral da Saúde (DGS) e do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), que será emitida no prazo máximo de cinco dias úteis após a entrada em vigor da presente portaria, e irá definir quais os critérios de inclusão no referido regime excecional de testes rápidos de antigénio.

Segundo a informação avançada pela página oficial do Serviço Nacional de Saúde, "esta medida é excecional e vigora, pelo menos, por seis meses".

 

“Na Bexiga Mando Eu”
Vai realizar-se no próximo dia 15 de março o webinar “Na Bexiga Mando Eu”, no âmbito do Dia Mundial da Incontinência Urinária,...

O webinar é feito em parceria com a Associação Portuguesa de Urologia (APU), Associação Portuguesa de NeuroUrologia e Uroginecologia (APNUG), e da Secção Portuguesa de Uroginecologia (SPUG) da Sociedade Portuguesa de Ginecologia (SPG) e conta com o apoio da Astellas Farma. O objetivo é promover, na Renascença, um espaço de discussão sobre a IU e a BH que irá juntar vários especialistas das áreas de intervenção de maior relevância destas patologias. 

Paulo Temido – Urologista e presidente da APNUG; Luís Abranches Monteiro – Urologista e presidente da APU; Bercina Candoso – Ginecologista e presidente da SPUG e Filipe Ribeiro, Diretor médico da Astellas Farma, fazem parte do painel de participantes do webinar que será moderado pela jornalista Sandra Torres, da Renascença. 

Entres os temas que serão abordados estão o que é a bexiga hiperativa, os sintomas, a diferença entre BH e IU, formas de diagnosticar em homens e mulheres, os tratamentos mais indicados para cada caso e ainda como é possível melhorar a qualidade de vida dos doentes.

Estima-se que cerca de 1 milhão e 700 mil pessoas com mais de 40 anos de idade possam sofrer da síndrome de BH em Portugal. A falta de informação por parte dos doentes, cuidadores e prestadores de saúde é uma das principais causas para a desvalorização dos sintomas. Já o sentimento de vergonha e a noção errada de que é “um problema da idade”, contribuem para o atraso no diagnóstico.

A prevalência da BH aumenta significativamente com a idade, particularmente a partir dos 40 anos, afetando tanto homens como mulheres. Ainda que não seja uma doença fisicamente incapacitante, dolorosa ou fatal, pode afetar a qualidade de vida dos doentes, levando por vezes à depressão ou ao isolamento.  

Se tiver algum dos sintomas deve procurar ajuda junto do seu médico de família ou urologista, de forma a conseguir um diagnóstico rápido e o melhor tratamento possível. Para mais informação sobre a BH consulte o site: https://www.nabexigamandoeu.pt/.

Prevenção e tratamento
A Diabetes Mellitus (DM) é um importante fator de risco Cardiovascular, estando frequentemente assoc

As complicações cardiovasculares figuram entre as principais causas de morte entre os doentes diabéticos, e tendo em conta que estas são, frequentemente, assintomáticas, torna-se imperioso prevenir e tratar os fatores de risco cardiovascular – como a hiperglicemia, dislipidemia, hipertensão, obesidade, ou hiperuricemia – tão cedo quanto possível.

De acordo com a Presidente da Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade, Paula Freitas, todos os territórios macro e microvasculares podem ser atingidos pela diabetes. “Cerca de 50% dos doentes com DM morre por doença cardiovascular, cerca de 16% das pessoas com idade superior a 65 anos com DM morrem por AVC e aproximadamente 60% de todas as amputações não traumáticas dos membros inferiores ocorrem em doentes com DM”, começa por explicar a especialista acrescentado ainda que “44% dos novos casos de insuficiência renal são provocados pela diabetes e 29% das pessoas com idade igual ou superior a 40 anos têm retinopatia diabética”.

Doença coronária isquémica, AVC e Insuficiência Cardíaca estão entre as complicações mais frequentes entre este grupo de doentes. A este respeito, Paula Freitas explica que o doente diabético corre 2 a 4 vezes mais o risco de desenvolver insuficiência cardíaca. Por outro lado, o doente com insuficiência cardíaca tem “um risco aumentado de 2 a 3 vezes de ter DM”, o que faz deste um perigoso ciclo vicioso. “Se além da DM, o indivíduo tiver obesidade e hipertensão arterial, o seu risco cumulativo de vir a desenvolver IC aos 55 anos pode ser de 60%”, revela a especialista explicando que existem vários fatores para que tal aconteça, como a ativação do sistema nervoso simpático, disfunção endotelial, microangioapatia, inflamação, fibrose, obesidade e a insulinorresistência, hiperglicemia, retenção de sódio, hipervolémia, ativação neurohumoral e isquemia. “Podemos ainda somar outros fatores de risco cardiovascular como a hipertensão arterial e a dislipidemia”, acrescenta.

Segundo Paula Freitas, “outro ciclo vicioso é o impacto da insuficiência cardíaca na doença renal crónica e vice-versa, ou seja, alterações hemodinâmicas no rim ou no coração contribuem para a disfunção do outro”.

Isto quer que todo o doente diabético é considerado um doente de risco quanto à doença cardiovascular. Risco esse calculado mediante a sua história clínica. “Se Segundo as guidelines da Sociedade Europeia de Cardiologia, um doente com DM tipo 1 com menos de 35 anos ou com DM tipo 2 com menos de 50 anos, com uma duração de diabetes inferior a 10 anos, mesmo sem qualquer outro fator de risco cardiovascular, já é considerado de risco moderado. Um doente com DM com 10 ou mais anos de duração, mesmo sem qualquer atingimento de órgão alvo e qualquer outro fator de risco adicional, é considerado de alto risco. São considerados de muito alto risco os doentes com DM com doença cardiovascular já estabelecida ou com dano em qualquer órgão alvo (proteinúria, insuficiência renal com TFG<30mL/min/1.73 m2, hipertrofia ventricular esquerda ou retinopatia) ou doentes com 3 ou mais fatores de risco major (idade, hipertensão arterial, dislipidemia, tabagismo, obesidade) ou doentes com DM tipo 1 com uma duração superior a 20 anos”, explica Paula Freitas sublinhando que o este risco é um continuum pelo que deve ser avaliado sempre que considerado necessário.

“Temos de considerar investigação para doença arterial coronária se houver sintomas cardíacos atípicos (p.e.  dispneia inexplicada, desconforto torácico), sinais e sintomas de doença vascular associada (p.e. sopros carotídeos, acidente isquémico transitório, acidente vascular cerebral, claudicação intermitente ou doença arterial periférica ou anomalias no eletrocardiograma (ECG), por exemplo, ondas Q)”, acrescenta a especialista.

Por outro lado, refere que as recomendações da ESC referem que a avaliação por rotina da albuminúria deve ser feita em todos os doentes em risco de vir a desenvolver disfunção renal e/ou DCV”. “O ECG em repouso está indicado em todos os doentes com DM e HTA ou se suspeita de DCV. Outros exames, como o ecocardiograma transtorácico, score de cálcio arterial coronário ou o índice tornozelo-braço podem ser testes a considerar para avaliar doença cardíaca estrutural em doentes com elevado risco de DCV. Em certas circunstâncias, o doente deve ser avaliado pela Cardiologia”, esclarece.

Tratamento e prevenção

Segundo Paula Freitas, existem diversos fármacos para a hiperglicemia “que demonstraram segurança CV e benefícios cardiovasculares e renais, e outros que estão associados a efeitos deletérios do ponto de vista CV”. “Por exemplo, as glitazonas (só temos disponível a pioglitazona) e dois iDPP4 (saxagliptina e alogliptina) podem estar associadas a um aumento de hospitalizações por IC enquanto os novos fármacos como os iSGLT2 estão associados a redução de hospitalizações por Insuficiência Cardíaca”, exemplifica.

“A metformina, que é um fármaco que reduz a insulinorresistência, no UKPDS demonstrou redução das complicações microvasculares no estudo inicial e no UKPDS a 10 anos redução da DCV e da mortalidade.  Quer os agonistas de recetor do GLP-1, quer os iSGLT2, podem estar a associados a redução dos MACE (eventos CV major, isto é, morte cardiovascular, enfarte agudo do miocárdio, AVC). Com os iSGLT2, a redução dos eventos CV ocorre naqueles já em “prevenção secundária”, ou seja, naqueles com antecedentes de DCV aterosclerótica e a redução das hospitalizações por IC e os benefícios renais ocorre tanto em doentes em “prevenção primária” como “secundária”, conclui.

Em matéria de prevenção, a especialista sublinha a importância de manter hábitos de vida saudáveis. “Além das modificações do estilo de vida - dieta equilibrada, exercício físico, redução do sedentarismo, cessação tabágica, perda de peso e redução da ingestão de sal, controlar todos os outros fatores de risco CV como a dislipidemia, a hipertensão arterial, entre outros -, também podemos e devemos escolher fármacos modificadores do prognóstico”, revela acrescentando que “hoje, além de tratar com um fármaco potente a A1c, também queremos que esse fármaco atue na hipertensão arterial, no peso, que reduza o risco ou faça regressão da doença renal e reduza o risco de hospitalizações por IC. Tudo isto conseguimos com os iSGLT2, e também com o novo membro desta classe – a ertuglifozina - que é dos mais seletivos SGLT2/SGLT1, mas também dos mais potentes a reduzir a A1c quer em monoterapia quer em terapêutica combinada”.

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A iniciativa conta com o apoio de médicos e dirigentes de diversas associações
Várias associações de doentes lançaram uma petição para que todos os portugueses possam ter acesso aos chamados autotestes...

Rapidez, facilidade e a questão económica que aponta para valores 12 a 20 vezes inferior, quando comparados com os testes laboratoriais, são alguns dos argumentos apresentados no documento que justifica ainda que “perante a lentidão do processo de vacinação e no contexto da falta de vacinas a nível europeu, é necessária uma deteção ativa e reforçada de todos os casos positivos para que o processo de desconfinamento seja feito com a maior segurança possível”.

Alemanha, Suíça e Inglaterra são alguns dos exemplos que têm surgido na comunicação social e que voltam nesta petição ser referência na esperança que Portugal siga o exemplo dos países que apostam no autoteste, distribuindo testes pela população. “Se queremos que os cidadãos portugueses sejam verdadeiros agentes de saúde pública, temos de lhes dar as ferramentas para ajudar. As pessoas infetadas devem ser identificadas e isoladas o mais depressa possível e tal só será conseguido com testes rápidos e baratos à escala populacional”, lê-se no documento.

A petição que se encontra disponível em peticaopublica.com apela, assim, a que a Assembleia da República recomende ao Governo Português a concretização urgente da venda sem prescrição médica obrigatória dos testes rápidos de antigénio para o SARS-CoV2, preferencialmente os de saliva e a oferta semanal de um teste rápido de antigénio por pessoa, através do Centro de Saúde, da Junta de Freguesia ou de organizações de base comunitária.

Os testes rápidos de antigénio de saliva já se encontram a ser utilizados de forma massiva em países como Áustria, Inglaterra, Suíça, Luxemburgo, Coreia do Sul, Itália, Espanha e Alemanha, entre outros. Em Portugal já estão disponíveis, mas não fazem parte da Estratégia Nacional de Testes para SARS-CoV-2. Os testes rápidos de saliva permitem detetar, em apenas 10 minutos, de uma forma não invasiva e sem o desconforto associado aos convencionais testes de zaragatoa, possíveis casos positivos de Covid-19.

Nomeação
A Ipsen, empresa biofarmacêutica global centrada na inovação e cuidados especializados, nomeou María Díez Conde como a nova...

María Díez conta com mais de 20 anos de experiência na indústria farmacêutica, onde tem desempenhado diferentes cargos de responsabilidade. Na sua nova função na Ipsen, com sede em Madrid, reportará diretamente a Aurora Berra, Diretora-Geral da empresa para Portugal e Espanha, e fará parte do comité de direção.

“Estar à frente da nova Unidade de Neurociências da Ipsen para Portugal e Espanha é um desafio que assumo com orgulho e grande entusiasmo, especialmente tendo em conta que é uma das áreas estratégicas da empresa”, assegurou María Díez Conde. “Temos um forte compromisso com a área das Neurociências, tendo a empresa mais de 25 anos de experiência neste campo. Estamos continuamente a investigar novas aplicações terapêuticas para a nossa toxina tipo A, bem como para a próxima geração de neurotoxinas recombinantes. Estou convicta que a experiência de María Díez será muito importante para consolidar a linha de trabalho no desenvolvimento desta unidade e para continuar a avançar no nosso compromisso de melhorar a saúde e a qualidade de vida dos pacientes”, afirmou Aurora Berra, Diretora-Geral da Ipsen Ibéria.

Nos últimos anos, María Díez tem ocupado diferentes posições estratégicas na AstraZeneca, como Regional Sales Manager, Marketing Lead e Franchise Head nas áreas de cardiometabolismo e renal em Espanha. Anteriormente, desempenhou postos de responsabilidade na área de Marketing e Market Research na Lilly e na Bristol Myers Squibb. María é licenciada em Administração e Gestão de Empresas e em Investigação e Técnicas de Mercado, pela Universidade Pontifícia de Comillas, e MBA pelo Instituto de Empresa (IE).

Deputada Cristina Rodrigues
No dia em que o Parlamento Europeu declarou a União Europeia como "zona de liberdade" para pessoas LGBTIQ, a...

Em 2018 foi aprovada a Estratégia Nacional para a Igualdade e a Não Discriminação 2018-2030, que temporal e substantivamente se encontra alinhada com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Segundo o seu preâmbulo, esta assenta numa visão estratégica para o futuro sustentável de Portugal, enquanto país que assegura efetivamente os direitos humanos.

Na concretização desta visão, a Estratégia assume como central a eliminação dos estereótipos de género enquanto fatores que estão na origem das discriminações, diretas e indiretas, em razão do sexo que impedem a igualdade substantiva que deve ser garantida às mulheres e aos homens, reforçando e perpetuando modelos de discriminação históricos e estruturais.

“Acontece que, apesar de todos os desenvolvimentos que se têm verificado especificamente no que diz respeito à discriminação em função da orientação sexual, a verdade é que ainda há um longo caminho a percorrer e as notícias recentes sobre a rejeição de dadores de sangue com base no facto de estes serem homossexuais, prova-o”, refere a Deputada.

Segundo a ILGA Portugal, esta associação tem recebido cerca de três denúncias por semana de homens homossexuais impedidos de doar sangue, alegadamente com base na sua orientação sexual.

Recentemente foi noticiado o caso de um cidadão que em janeiro, respondendo ao apelo à dádiva de sangue do Instituto Português do Sangue e da Transplantação, em Lisboa, deslocou-se ao posto fixo de doação, acabando por lhe ser negada tal possibilidade. Segundo o Instituto, não há qualquer referência à orientação sexual dos dadores no questionário. No entanto, sempre que eram colocadas questões sobre parceiros ao cidadão em causa, era sempre presumido que se trataria de uma parceira. Este acabou por corrigir o técnico, esclarecendo que se tratava de um parceiro. Segundo o que foi noticiado, a resposta do técnico terá sido a rejeição imediata daquela doação, tendo referido que “homens que fazem sexo com homens não podem doar sangue”. Ora tal afirmação, não só não corresponde à verdade como deixa evidente a homofobia ali patente.

Para impedir situações como esta, um Grupo de Trabalho do Instituto, em 2015, recomendou o fim da proibição da dádiva de sangue por homossexuais e bissexuais. Essa recomendação foi aceite pelo Ministério da Saúde e acabou por ter expressão na revisão da norma da Direcção-Geral da Saúde (DGS), de 2016, que regulava "os critérios de inclusão e exclusão de dadores", e que removeu "qualquer referência à categoria “homens que fazem sexo com homens”", a qual até à data era usada para a exclusão destes cidadãos no processo de doação de sangue.

“Apesar da referida norma na teoria assegurar igualdade no acesso à dádiva de sangue, na prática existem ainda preconceitos por parte das pessoas que estão a executar a seleção de dadores e que associam a orientação sexual dos cidadãos a comportamentos de maior ou menor risco”, afirma a parlamentar.

Sendo por isto igualmente fundamental que o Governo promova campanhas de sensibilização para o combate à discriminação dos dadores, dirigidas aos técnicos que procedem à seleção de dadores, assim como uma ampla campanha de âmbito nacional que esclareça definitivamente este assunto junto da opinião pública e instituições de saúde, recorrendo ao envolvimento dos media regionais, autarquias e associações que trabalhem na área do combate às discriminações.

Teste a Anticorpos Neutralizantes do SARS-CoV-2
A Pantest, o primeiro laboratório português licenciado pelo INFARMED para o fabrico de testes rápidos por imunocromatografia e...

O teste utiliza a tecnologia de imunocromatografia para revelar se há ou não imunidade à SARS-CoV-2. Estes testes verificam a criação de anticorpos específicos para as vacinas e o tempo de imunidade conferido.

Estes testes de Anticorpos Neutralizantes foram desenvolvidos para qualificar a resposta imune, analisando a capacidade dos anticorpos bloquearem a ligação da proteína da espícula viral, conhecida como Spike ao receptor nas células humanas, a proteína ACE2. Atualmente, sabe-se que nem todos os anticorpos conferem imunidade.

Estes testes de Anticorpos Neutralizantes são sensíveis e baseados na RBD (Receptor Binding Domain) e proteína Spike dos anticorpos totais (IgA, IgM e IgG) e são mais específicos para a neutralização do vírus.

As principais diferenças entre os exames sorológicos já existentes e o teste de Anticorpos Neutralizantes foca no seguinte aspecto: os exames de IgM, IgG e anticorpos totais possuem sensibilidade para detectar se houve contato prévio com o vírus, mas não são específicos para a neutralização do SARS-CoV-2. Os Anticorpos Totais, IgG e IgM para COVID-19, são sensíveis para detecção de contato prévio com o vírus, mas não são específicos para neutralização do vírus. Já os Anticorpos Neutralizantes bloqueiam a ligação entre o RBD (Receptor-Binding Domain) da proteína Spike e ACE2 na célula humana, impedindo a entrada do vírus no organismo humano (verificado em testes de cultura celular).

Estes testes só poderão ser realizados por profissionais de saúde em Laboratórios ou Clínicas com licença da ERS/DGS, usando soro ou plasma dos indivíduos.

“Estes testes Anticorpos Neutralizantes têm como principal vantagem verificar a criação de anticorpos específicos para as vacinas e a duração efectiva da imunidade. O baixo custo do teste e a sua eficácia permitirá testar um elevado número de cidadãos, avaliando o real desenvolvimento da imunidade de grupo com um investimento global,” esclarece Catarina Almeida, Country Manager da Pantest.

60 mil euros para projetos e ideias que promovam a Cidadania em Saúde
Acaba de ser lançada a 7ª edição das Bolsas de Cidadania Roche, que visa o financiamento, num valor total de 60 mil euros, de...

A iniciativa procura essencialmente fomentar a participação dos cidadãos nos processos de decisão em saúde, a informação dos doentes sobre os seus direitos, assim como a sua participação nas decisões individuais de tratamento.

Para esta nova edição, de 2021, são considerados preferenciais os projetos que:

  • Informem os doentes dos seus direitos de acesso à informação e ao envolvimento nas decisões individuais de cuidados de saúde;
  • Incrementem a participação dos cidadãos e dos doentes nos processos de decisão em saúde;
  • Contribuam para o incremento da qualidade de vida dos doentes e seus cuidadores em sociedade;
  • Promovam os ganhos em saúde dos cidadãos;
  • Aumentem a literacia em saúde da população.

As candidaturas devem ser apresentadas até dia 30 de abril de 2021 e respeitar, obrigatoriamente, todos os requisitos que constam no regulamento da iniciativa, incluindo o preenchimento do formulário de candidatura.

A análise das candidaturas e a proposta de decisão de atribuição das Bolsas será feita por um Júri independente, constituído por um mínimo de cinco elementos.

As bolsas a atribuir terão os seguintes valores: 20 mil euros (uma bolsa); 15 mil euros (uma bolsa); 10 mil euros (uma bolsa) e 5 mil euros (três bolsas).

Esta ação enquadra-se na Política de Responsabilidade Social da Roche e resulta do seu compromisso em assumir um papel ativo na sociedade apoiando, de forma transparente, iniciativas inovadoras e orientadas para a missão de suporte ao doente.

Na edição de 2020, a Roche atribui também seis bolsas no valor total de 60 mil. Nesta edição foi atribuída uma bolsa no valor de 20 mil euros ao Projeto “Humanitar - Cidadania em Saúde” da ldeias Humanitar - Associação de Solidariedade Social; uma bolsa no valor de 15 mil euros ao Projeto “Futuro Feliz” da Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla (SPEM); uma bolsa de 10 mil euros ao Projeto “Viver novamente” da Associação novamente - Associação de Apoio aos Traumatizados Crânio-encefálicos e suas Famílias.

O Projeto “Cancro Pediátrico - Desafios Parentais” da Fundação Rui Osório de Castro, o Projeto “Cui(dar)+Gabinete de Apoio à Pessoa Cuidadora” da TAIPA - CRL, Organização Cooperativa para o Desenvolvimento Integrado e o Projeto “HÁBIL– Avaliação e Desenvolvimento de Pré-requisitos de Leitura, Escrita e Matemática” da Associação Pais e Amigos Habilitar receberam bolsas no valor de 5 mil euros.

Balanço de atividade
O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) realizou, durante a primeira semana de março, 2.260 transportes de utentes com...

Relativamente à sua distribuição geográfica o INEM faz saber que a Delegação Regional do Sul (DRS) do INEM registou 919 transportes efetuados e, na Delegação Regional do Norte (DRN), foram transportados 789 utentes. Na Delegação Regional do Centro (DRC) registaram-se 456 transportes e na Delegação Regional do Sul – Algarve, 96. Desde março de 2020, foram transportados pelo INEM e seus parceiros 128.876 utentes.

De acordo com as normas em vigor, a definição de caso suspeito de Covid-19 é qualquer situação de falta de ar (dispneia) triada pelos Centros de Orientação de Doentes Urgentes do INEM.

Quanto às colheitas realizadas pelas Equipas de Enfermagem de Intervenção Primária (EEIP), instituto revela que se procedeu à recolha um total de 882 amostras biológicas para análise à Covid-19. A equipa da DRS realizou 749 colheitas, a equipa da DRN 79, a equipa da DRC 44 e a equipa da DRS-Algarve seis. Desde a sua criação, estas equipas efetivaram um total de 43.116 colheitas.

O INEM alerta, ainda, que apesar dos números demonstrarem um abrandamento da situação pandémica em Portugal, importa mais do que nunca não descurar todas as medidas preconizadas pela Direção-Geral da Saúde (DGS) para o controlo da pandemia. O distanciamento físico, o uso de máscara de proteção, a lavagem frequente e correta das mãos e a adoção de etiqueta respiratória são fundamentais para controlar a pandemia.

 

Situação Epidemiológica
Portugal registou, nas últimas 24 horas, 18 mortes e 627 novos casos de infeção por Covid-19. Os internamentos continuam a...

Segundo o boletim divulgado, a região de Lisboa e Vale do Tejo continua a ser aquela onde morreram mais pessoas com Covid-19: 15 das 18 mortes registadas em todo o País. Segue-se a região norte com três óbitos.

As restantes regiões do país, incluindo as regiões autónomas da Madeira e dos Açores, não têm registo de mortes desde o último balanço.  

Quanto ao número de novos casos, o boletim epidemiológico divulgado hoje, pela Direção Geral da Saúde, mostra que foram diagnosticados 627 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo contabilizou 283 novos casos e a região norte 179. Desde ontem foram diagnosticados mais 89 na região Centro, no Alentejo 11 casos e no Algarve mais 13. No arquipélago da Madeira foram identificadas mais 18 infeções e nos Açores 34.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 1.102 doentes internados, menos 99 que ontem. Também as unidades de cuidados intensivos registaram uma descida, tendo agora menos 10 doentes internados. Atualmente, estão em UCI 273 pessoas.

O boletim desta quinta-feira mostra ainda que, desde ontem, 6.017 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 744.196 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 51.744 casos, menos 5.408 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância também menos 2.224 contactos, estando agora 18.951 pessoas em vigilância.

Estevão Pape é o novo coordenador
O Núcleo de Estudos de Diabetes Mellitus (NEDM) da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) acaba de eleger novos...

"É uma equipa remodelada e jovem, com forte ligação a outras especialidades como a Endocrinologia e experiência na ligação com os doentes. São profissionais que todos os dias contribuem para elevar a Medicina Interna e o tratamento da diabetes nas suas consultas em hospitais de norte a sul do país” afirma Estevão Pape, coordenador do núcleo.

Para os próximos três anos o programa pretende continuar a creditação da Medicina Interna em diabetologia, reforçar a colaboração com outras especialidades e outras sociedades, um trabalho iniciado com o aparecimento da pandemia de SARS-Cov-2.

A nova equipa é constituída pelos seguintes elementos: Ana Filipa Rebelo do Centro Hospitalar Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, Conceição Escarigo do Hospital Garcia de Orta, Isabel Lavadinho do Hospital, José Maria Grande de Portalegre, Joana Louro do Centro Hospitalar Oeste Norte, Unidade de Caldas da Rainha, Mónica Reis, Hospital de Vila Franca de Xira, Rita Paulos do Hospital de Santarém e a Susana Heitor do Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca.

Como coordenador foi eleito Estevão Pape do Hospital Garcia de Orta, como coordenadora adjunta Edite Nacimento do Centro Hospitalar Tondela Viseu, e como tesoureiro Mário Esteves do Centro Hospitalar Médio Ave, Unidade de Famalicão.

 

Uma única dose com eficácia de 67%
A Agência Europeia de Medicamentos acaba de recomendar a concessão de uma autorização de comercialização condicional para a...

Após uma avaliação minuciosa, o comité de medicamentos humanos da EMA (CHMP) concluiu, por consenso, que os dados sobre a vacina eram robustos e atendia aos critérios de eficácia, segurança e qualidade. Vacina Covid-19 Janssen é a quarta vacina recomendada na UE para prevenir o COVID-19.

"Com esta última opinião positiva, as autoridades de toda a União Europeia terão outra opção para combater a pandemia e proteger a vida e a saúde de seus cidadãos", disse Emer Cooke, diretor executivo da EMA, acrescentando: "esta é a primeira vacina que pode ser usada como uma única dose".

OS resultados de um estudo clínico envolvendo pessoas nos Estados Unidos, África do Sul e países da América Latina descobriram que a vacina Covid-19 Janssen foi eficaz na prevenção da infeção em pessoas a partir dos 18 anos de idade. Este estudo envolveu mais de 44 mil pessoas. Metade recebeu uma única dose da vacina e metade recebeu placebo (uma injeção falsa). As pessoas não sabiam se tinham recebido a vacina Covid-19 Janssen ou placebo.

O estudo encontrou uma redução de 67% no número de casos sintomáticos de Covid-19 após 2 semanas em pessoas que receberam a vacina COVID-19 Janssen (116 casos de 19.630 pessoas) em comparação com pessoas com placebo (348 de 19.691 pessoas). Isso significa que a vacina teve uma eficácia de 67%.

Os efeitos colaterais com a vacina Covid-19 Janssen no estudo foram geralmente leves ou moderados e surgindo alguns dias depois da vacinação. Os mais comuns foram dor no local da injeção, dor de cabeça, cansaço, dor muscular e náuseas.

A segurança e a eficácia da vacina continuarão a ser monitorizadas à medida que for usada em toda a UE, através do sistema de farmacovigilância da UE e de estudos adicionais da empresa e das autoridades europeias.

Instituto de Biomedicina da Universidade de Aveiro
Depois de desenvolver um novo método de testagem do SARS-CoV-2 através de amostras de saliva, o Instituto de Biomedicina da...

A validação dos novos métodos será feita brevemente através da testagem de toda a academia de Aveiro (mais de 15000 testes num único dia) seguida de testagem contínua por amostragem com testes de saliva RT-PCR de alta sensibilidade. A plataforma digital para facilitar a massificação da testagem, registo de amostras e envio dos resultados, esta está a ser desenvolvida através de uma parceria com a empresa BMD software instalada no Parque de Ciência e Inovação (PCI-Aveiro).

“O iBiMED tem tido um papel ativo e inovador no combate à COVID-19, tanto ao nível da testagem do SARS-CoV-2 de alta sensibilidade por RT-PCR como na vigilância das suas variantes por sequenciação genómica, tendo realizado mais de 35 mil testes de RT-PCR em colaboração com uma vasta rede de 145 instituições regionais”, descreve o responsável.

Entre as instituições referidas estão os Centros Hospitalares do Baixo Vouga, de Entre o Douro e Vouga, os ACES e as creches e lares da região de Aveiro e de Viseu-Dão Lafões, em articulação com a Cruz Vermelha Portuguesa, e com o Instituto de Segurança Social, do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social. A capacidade de testagem do iBiMED aumentou de 70 a 90 testes por dia no início de abril de 2020 para 400 testes por dia atualmente.

O desafio, sublinha Manuel Santos, “foi grande e o percurso difícil”. “O medo inicial de trabalhar com o SARS-CoV-2 ultrapassou-se gradualmente, foram construídos novos laboratórios que melhoraram significativamente as condições de biossegurança, adquiriram-se novos equipamentos através de verbas próprias que foram angariadas através de projetos nacionais e regionais”, lembra.

“Os novos laboratórios de Medicina do Genoma do iBiMED, que acolhem atualmente a testagem de SARS-CoV-2, entraram em funcionamento em agosto de 2020, tendo melhorado significativamente as condições de trabalho. Novos desenvolvimentos esperados para as próximas semanas incluem automação de uma parte significativa do fluxo de testagem, para aumentar a capacidade de testagem de alta sensibilidade por RT-PCR para cerca de 800 testes por dia”, diz.

O novo Laboratório de Medicina do Genoma, que está integrado no Consórcio Nacional GenomePT de sequenciação de genomas, lançou um programa de vigilância regional das variantes do SARS-CoV-2 por sequenciação do genomas, em colaboração com os Centros Hospitalares do Baixo Vouga, de Entre o Douro e Vouga, o ACES de Santa Maria da Feira/Arouca, e o Centro Médico da Praça de São João da Madeira, havendo interesse em alargar esta parceria aos Centros Hospitalares de Vila Nova de Gaia/Espinho e de Tondela/Viseu.

Esta iniciativa de vigilância regional das variantes, desvenda Manuel Santos, “é articulada com o programa de vigilância nacional das variantes coordenado com o Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA), que envia mensalmente amostras ao iBiMED para a sequenciação genómica”.

Destes grandes desafios, lembra Manuel Santos, “realçam-se a importante articulação que se estabeleceu entre o iBiMED e a Reitoria da UA, o importante contributo da Reitoria na interação com as instituições regionais e a mobilização dos investigadores mais jovens para esta missão humanitária e voluntarista. Esta conjugação de esforços releva de modo muito significativo o papel da UA na importante missão de promover o desenvolvimento da região e o bem-estar da sua população”.

No próximo dia 13 de março, a Academia Mamãs sem Dúvidas realiza a 3ª edição do “Especial Grávida”, um evento gratuito 100%...

A próxima edição do evento “Especial Grávidas”, com início marcado para as 10h, tem como temas:

“Segurança Rodoviária: Primeira viagem segura do bebé”, com a participação de Cátia Neves, consultora da indústria de puericultura e fundadora do projeto The Bona's Daughter, que irá dar dicas para uma primeira viagem do bebé com toda a segurança.

“Células Estaminais: Vale mesmo a pena guardar?”, em que Joana Marques, Formadora do Laboratório BebéVida, irá explicar as vantagens da recolha e preservação das células estaminais do recém-nascido.

“Uma viagem pelo laboratório BebéVida”, em que João Sousa, Diretor de Qualidade do Laboratório BebéVida, explica como é realizada a criopreservação das células estaminais do sangue do cordão umbilical do bebé.

“Pilates: Benefícios e Aula Prática”, com a participação de Sandra Sousa, Instrutora de Pilates e fundadora do projeto ArteMovimento.

A participação no evento é gratuita, mas requer inscrição. Ao inscreverem-se, as futuras mamãs ficam habilitadas, desde logo, a receber um cabaz de produtos para o bebé e para a mamã, no valor de 450€. O cabaz é composto por: mala de maternidade com produtos Bioderma; espreguiçadeira Bounce & Sway; um biberão e um pack seis chupetas da Philips Avent; e, inclui ainda produtos especificamente para a mamã, como um cinto de gravidez para adaptação ao cinto do automóvel BeSafe; KegelSmart INTIMINA; escova de alisar e escova de dentes elétrica, ambos da Philips.

Garanta a sua presença nesta iniciativa ao fazer a inscrição aqui. Para mais informações sobre este e outros eventos da Academia Mamã sem Dúvidas consulte o website mamassemduvidas.pt

Encontro digital junta jovens e influenciadores
A Associação de Pais da Escola Garcia de Orta (APGO) em parceria com os Cervejeiros de Portugal promovem no dia 18 de março,...

Num formato informal e descontraído, esta sessão digital de livre acesso, vai contar com a presença da atriz e apresentadora Carolina Loureiro e do ator Tiago Teotónio Pereira, que irão conversar com os mais jovens sobre os perigos do consumo de bebidas alcoólicas por menores de idade, procurando inspirar que “Para seres curtido não tens que ter bebido”. A sessão contará ainda com o comentário e visão técnica de Daniela Gandra, investigadora e mestre em Psicologia da Educação na Universidade Lusíada do Norte – Porto.

Francisco Gírio, Secretário-geral da Associação Cervejeiros de Portugal, salienta que “É fundamental realçar os malefícios do consumo precoce de bebidas alcoólicas por menores de idade e formar os jovens para a importância do seu consumo moderado quando atingem a idade adulta. Hoje, mais do que nunca, os influenciadores e caras reconhecidas pelos mais jovens podem apoiar esta importante mensagem e influenciar a tomada de decisões dos jovens. Nesta missão, é com muito gosto que contamos com a Carolina Loureiro e com o Tiago Teotónio Pereira, pela primeira vez, numa sessão digital e para todos os pais e jovens portugueses.”

Para Isabel Spratley Sousa Rio, Presidente da APGO, “O Orta Café é uma iniciativa da Associação de Pais do Garcia de Orta que ao promover sessões de esclarecimento, debates e tertúlias sobre diversos temas, abertos a toda a comunidade escolar, contribui para uma melhor formação dos jovens que frequentam esta escola, tornando-os cidadãos ativos e responsáveis numa parceria que nos parece essencial na formação dos alunos uma vez que promove a aproximação dos pais e encarregados de educação à missão educativa da escola.”

A ASSOCIÇÃO DE PAIS DO GARCIA DE ORTA (APGO) é uma instituição na qual um grupo de pais, de forma organizada, participa nos órgãos de gestão da Escola, bem como, se integram ativamente na Comunidade Escolar e Educativa dos seus filhos ou educandos, em igualdade de circunstâncias com outros pares da Comunidade, na defesa de direitos e interesses, necessidades, objetivos e valores comuns, no interesse dos jovens estudantes e do seu bem-estar.

Na condição de representantes do setor cervejeiro nacional, os Cervejeiros de Portugal têm assumido um forte compromisso com as questões de responsabilidade social que passa pela promoção, de forma permanente, do consumo moderado de bebidas alcoólicas e do não consumo por menores de idade. A associação é um dos membros fundadores do Fórum Nacional do Álcool e Saúde (FNAS), uma plataforma liderada pelo SICAD/ Ministério da Saúde, que reúne um conjunto alargado de representantes da sociedade civil que se comprometeram a desenvolver ações relevantes nesta área.

Através do projeto “Falar Claro”, dirigido a escolas e famílias, e desenhado em parceria com a Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP) e a Associação Nacional de Professores (ANP), os Cervejeiros de Portugal têm assumido um papel ativo na educação dos jovens menores de idade, no que respeita aos perigos associados ao consumo precoce de bebidas alcoólicas.

O projeto de responsabilidade social da Associação Cervejeiros de Portugal conta com um manual que procura ser uma ferramenta para ajudar os pais a abordar a questão do consumo de álcool junto dos filhos, da autoria do psiquiatra de infância e adolescência, António Lorena Trigueiros, e com o vídeo “Falar Claro” que, de forma pedagógica, simples e imediata, procura alertar os menores de idade para as implicações do consumo excessivo e extemporâneo de bebidas alcoólicas, bem como desmistificar os principais mitos associados a este consumo.

Para assistir ao Falar Claro no Orta Café, basta aceder ao link no dia 18 de março, quinta-feira, às 21h30.

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