Balanço
Portugal atingiu hoje o marco dos dez milhões de diagnósticos feitos ao SARS-CoV-2. O anúncio foi feito pelo Secretário de...

“Há dois dias tivemos um recorde de testes à Covid-19: mais de 94 mil testes. Relembro que, no início de março de 2020, tínhamos pouco mais de dois mil testes. Atingimos dez milhões de testes hoje, em números redondos, e fazemos mais de 970 mil testes por milhão de habitantes”, revelou Lacerda Sales, após a inauguração das ampliações das unidades de ambulatório de Gastrenterologia e da Pneumologia do Hospital de Santo André.

O Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, explicou, no entanto, que a massificação da testagem não está relacionada com o aumento de incidência da Covid-19 em Portugal.

Quando aos números da vacinação em Portugal, António Lacerda Sales, adiantou que foram vacinadas mais de 180 mil pessoa no último fim de semana, o que se revela como “um verdadeiro teste à nossa capacidade de planeamento e de organização”.

O Secretário de Estado falou ainda sobre a recente revisão do plano de vacinação, que passa pela imunização de faixas etárias decrescentes, entre os 16 e os 79 anos, com patologias graves, como “doenças oncológicas em fase ativa, transplantação, imunodepressão» e «doenças mentais e neurológicas graves”, acrescentando que espera, que a partir da próxima semana os portugueses já se possam inscrever para vacinação num portal criado para o efeito.

 

Monitorizado por videochamada
Depois de lançar uma solução de testagem ao domicílio, a Oporto Pain Free Clinic (OPFC), lança agora um serviço online para...

À distância de um click é possível requisitar um autoteste e realizá-lo, no prazo de 24 horas, com toda a segurança, através do sistema de monitorização realizado por um profissional de saúde, via videochamada.

 Como explica Cláudia Bernardo, Directora Clínica da OPFC “apesar de estar regulamentada a autotestagem com recurso a testes rápidos nasais, é importante que o processo seja realizado da forma mais correta e com toda a segurança, de modo a eliminar qualquer erro de interpretação dos resultados. A solução de monitorização por um profissional de saúde além de garantir que todo o procedimento será realizado da forma mais correta garante que, casos positivos ou negativos de COVID-19, sejam devidamente notificados no Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (SINAVE)”.

A OPFC utiliza testes rápidos de antigénio com recolha por amostra nasal, que se encontram devidamente autorizados pelo INFARMED para o efeito. 

 

Pequenos equipamentos, pilhas e baterias
A campanha «Todos pelo IPO» superou todas as expetativas e continua em 2021. Para contribuir, basta entregar pequenos...

A campanha “Todos Pelo IPO” fechou o ano de 2020 com resultados que superaram todas as expectativas e culminou com a entrega de um donativo para a aquisição de 40 PDA (Personal Digital Assistant) ao Instituto Português de Oncologia de Lisboa Francisco Gentil (IPO Lisboa). Estes equipamentos serão utilizados no projeto de implementação de sistema de segurança transfusional e analítico LabTrack, que visa o reforço da segurança do doente durante os processos de transfusões de sangue e de componentes sanguíneos.

O donativo resulta da parceria entre o IPO Lisboa e a ERP Portugal, entidade gestora de resíduos elétricos e eletrónicos e pilhas usadas, que se associou pela primeira vez ao Instituto no ano de 2020, parceria renovada para o ano 2021 que continua a desafiar os portugueses a participarem na reciclagem dos seus resíduos, ajudando simultaneamente o IPO a cumprir a sua missão.

Sandra Gaspar e Júlio Pedro, vogais executivos do Conselho de Administração do IPO Lisboa, agradecem a todos os que contribuíram colocando pilhas usadas e pequenos eletrónicos nos pontos de recolha de empresas, escolas e do próprio IPO e destacam a relevância desta iniciativa referindo que a mobilização das pessoas e das empresas em torno desta ação reflete o reconhecimento do trabalho dos profissionais do Instituto.

Rosa Monforte, Diretora Geral da ERP Portugal, adianta que “estamos muito satisfeitos com os resultados obtidos e queremos muito continuar a apoiar o IPO e o trabalho desenvolvido pelos seus profissionais. Acreditamos que uma causa solidária é um ótimo incentivo para que os portugueses reciclem mais, especialmente conhecendo o espírito com que os portugueses abraçam e contribuem para causas nobres como esta. Esperamos em 2021 superar os resultados obtidos e contribuir para a aquisição de outros bens necessários a este Instituto, que é tão essencial para tantas famílias portuguesas”.

Para continuar a participar na ação “Todos pelo IPO”, basta entregar os seus pequenos equipamentos elétricos e eletrónicos e pilhas em fim de vida nos mais de 5000 pontos de recolha da ERP Portugal, distribuídos por todo o país, incluindo também as instalações do próprio IPO (lista disponível aqui).

Cada entrega de pilhas usadas ou de pequenos elétricos e eletrónicos (comandos, lanternas, relógios, torradeiras, secadores de cabelo, ferros de engomar, computadores, impressoras, telemóveis, etc.) faz a diferença numa causa em que a saúde e o ambiente estão de mãos dadas.

Os resíduos recolhidos até ao final do ano de 2021 voltarão a serão «transformados» em mais um donativo a entregar ao IPO.

Equipamento será instalada na unidade Covid A
No próximo dia 26 de abril, pelas 12h, vai ser entregue ao Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), um equipamento...

No evento, vão estar presentes o Conselho de Administração do CHUC, elementos da Unidade Covid A do Hospital Geral (unidade onde vai ficar instalado o equipamento), Sérgio Correia e Peter Santos da empresa STREAK – Engenharia em Automação, Lda., Joana Branco, Diretora Executiva do Biocant, que procedeu à certificação do equipamento e Paulo Santos, Diretor Executivo da Incubadora de Empresas do IPN, que tem vindo a apoiar a STREAK no financiamento de projetos de inovação e incubação da empresa spin-off criada para explorar esta nova área de negócio.

Este equipamento foi cedido ao HG do CHUC, durante os ensaios Biocant, em novembro de 202, “para ser utilizado numa sala de mudança dos equipamentos de proteção individual (EPIs), contribuindo para que os profissionais de saúde sentissem mais segurança, num momento tão delicado e desgastante, tanto física como mentalmente”

De acordo com o comunicado do CHUC, “o PureTower é um equipamento que passou por vários testes e rigorosos processos de certificação elaborados por laboratórios independentes”. Os testes bacteriológicos segundo a norma ISO 15714:2019, (primeiro equipamento desenvolvido e validado microbiologicamente em Portugal segundo esta norma) realizados pelo Biocant, obtiveram taxas de esterilização de 95.4% do ar numa passagem apenas. O Pure Tower tem uma dose de radiação de 24,600 mJ/cm2 o que garante a inativação do Covid-19 a uma taxa superior a 99.9%.

 

Tecnologia Click2Care
A União Freguesias Lordelo do Ouro e Massarelos (UFLOM) desenvolveu uma resposta social direcionada à população idosa da região...

“O serviço de teleassistência prestado pela Click2Care na população da UFLOM tem um impacto social positivo, no sentido em que cada pessoa que possui este dispositivo se encontra "protegido" 24h por dia, 7 dias por semana, o que através de meios humanos seria impossível de garantir.” – defende o Gabinete de Ação Social da UFLOM.

Atualmente encontram-se 68 idosos com o dispositivo Click2care, cinco em fase de instalação, sendo que os restantes sete serão implementados à posteriori. A população abrangida por esta iniciativa tem, na sua grande maioria, mais que 80 anos e muitos vivem sozinhos. Associadas a esta faixa etária estão algumas patologias como a demência ou alterações motoras, que diminuem a sua autonomia. Sendo esta ferramenta “uma enorme mais-valia, porque os faz sentir mais protegidos e acompanhados, deixando também os familiares mais descansados.” - segundo o Gabinete de Ação Social da UFLOM, que sublinha ainda que “a vantagem deste dispositivo é funcionar dentro e fora de casa, permitindo e promovendo a mobilidade destas pessoas.”

Click2Care é uma solução tecnológica facilitadora de cuidados de saúde que permite ajuda em casos de emergência, permitindo a localização e teleassistência, bem como a facilitação no despacho de meios de socorro. Esta tecnologia é constituída por um dispositivo móvel pessoal, e uma plataforma de gestão onde toda a informação é acedida pelas entidades competentes.

 

Para ajudar as pessoas com dificuldades de visão ou dificuldades de leitura
No Dia Mundial do Livro e Direitos de Autor, decretado pelas Nações Unidas, e comemorado por milhões de pessoas em mais de 100...

O OrCam Read, pretende ajudar as pessoas com dificuldades de visão ou dificuldades de leitura. Este, traz uma nova abordagem aos assistentes de leitura, já que é o primeiro dispositivo feito para ser agarrado, que captura páginas de texto e as lê em voz alta ao utilizador. O aparelho está desenhado para pessoas com dificuldades de leitura derivadas de fadiga, dislexia, afasia ou outras condições, bem como para pessoas que leem grandes quantidades de texto.

Utilizando tecnologia baseada em inteligência artificial, o leitor portátil lê e captura em tempo real, texto de qualquer superfície ou ecrã digital. É o único leitor que captura duas páginas inteiras, e é ativado por dois lasers de precisão, que o guiam para ler o texto na zona selecionada ou para selecionar onde começar a ler.

O OrCam MyEye é o único dispositivo portátil de tecnologia de assistência que é capaz de seguir o olhar do utilizador, permitindo uma utilização mãos-livres. Combina o poder da visão artificial com um dispositivo do tamanho de um dedo, adequado para qualquer pessoa, de qualquer idade ou nível de visão.

Este inovador dispositivo de auxílio visual com uma interface discreta, móvel e fácil de utilizar permite ao utilizador executar funções do dia-a-dia como ler, reconhecer cores, produtos de supermercado, dinheiro e caras – convertendo esta informação em áudio.

Através de tecnologia sofisticada e fácil de operar, tanto a OrCam Read como o OrCam MyEye abriram um novo mundo de sistemas de acessibilidade na leitura para pessoas cegas e com dificuldades de visão que não existia antes.

Os mesmos tornam mais acessível o Dia Mundial do Livro, pois tornam a leitura instantaneamente acessível a todos. “Uma das limitações na leitura das pessoas com dificuldades de visão prende-se com o difícil acesso aos livros. A maioria das pessoas cegas ou com dificuldades de visão utiliza livros em formato Braille, com letras impressas em tamanho maior ou audiobooks. Todos estes formatos têm em comum a escassez de oferta e a demora no tempo de publicação do livro, face à edição base, o que limita estes leitores,” nota Fabio Rodriguez, regional director de Portugal e Espanha da OrCam Technologies.

“Pode ser desafiador não ter mais nenhuma alternativa para a leitura no trabalho, escola ou mesmo por prazer, e foi nesse sentido que desenvolvemos as nossas inovações. Esta possibilidade de ouvir o texto, alivia o encargo colocado no utilizador de encontrar forma de ler, permitindo que o mesmo se foque no conteúdo.”

Boletim Epidemiológico
Portugal registou, nas últimas 24 horas, quatro mortes e 636 novos casos de infeção por Covid-19. O número de internamentos...

Segundo o boletim divulgado, a região norte foi aquela que registou maior número de óbitos: 2 das quatro mortes assinaladas desde ontem. Seguem-se a regiões centro e Lisboa e Vale do Tejo, ambas com um óbito. As restantes regiões do país, incluindo as regiões autónomas da Madeira e dos Açores, não têm mortes a assinalar nas últimas 24 horas.  

Quanto ao número de novos casos, o boletim epidemiológico divulgado hoje, pela Direção Geral da Saúde, mostra que foram diagnosticados 636 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo contabilizou 203 novos casos e a região norte 269. Desde ontem foram diagnosticados mais 58 na região Centro, 30 no Alentejo e 37 no Algarve. No arquipélago da Madeira foram identificadas mais 17 infeções e nos Açores 22.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 395 doentes internados, menos dois que ontem. As unidades de cuidados intensivos passaram a ter também menos seis doentes internados. Atualmente, estão em UCI 104 pessoas.

O boletim desta quinta-feira mostra ainda que, desde ontem, 521 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 791.171 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 24.764 casos, mais 111 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância mais 755 contactos, estando agora 22.436 pessoas em vigilância.

Material contrafeito
A farmacêutica norte-americana Pfizer diz ter identificado versões falsas da sua vacina contra a Covid-19 no México e na...

As doses falsas das vacinas foram apreendidas pelas autoridades em investigações separadas nos dois países.

No México, sabe-se agora que cerca de 80 pessoas receberam uma versão falsa do medicamento, que parecia ter sido fisicamente inofensiva, mas que não ofereceu proteção contra o coronavírus, referiu o Wall Street Journal (WSJ).

O porta-voz do governo do México em Covid-19, Hugo Lopez-Gatell, revelou, entretanto, que as vacinas falsas tinham sido detetadas pela polícia depois de terem surgido anúncios nas redes sociais que cobravam até 2.500 dólares (1.800 libras) por dose. Várias pessoas acabaram detidas.

Já as autoridades polacas, país onde as falsas vacinas eram vendidas como tratamentos antirrugas, disseram que as doses falsas que aparecem em circulação são “praticamente inexistentes”.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) as vacinas falsas "representam um sério risco para a saúde pública global", por isso a organização apela que estas sejam identificadas e retiradas de circulação.

 

Cimeira Climática
Para o Presidente dos EUA, Joe Biden, estamos numa "década decisiva" para enfrentar as alterações climáticas. Por...

Esta foi a meta revelada na cimeira virtual sobre alterações climáticas, na qual participam cerca de 40 líderes mundiais. Uma meta ambiciosa que duplica a promessa anterior.

Desta forma, espera-se que o plano de Biden seja um incentivo para que outros países, como a China ou a Índia a iram mais longe antes da reunião da COP26 agendada para novembro.

"Os cientistas dizem-nos que esta é a década decisiva - esta é a década que temos de tomar decisões que evitarão as piores consequências da crise climática", disse o Presidente Biden no discurso de abertura da cimeira.

"Temos de tentar manter o aumento da temperatura da Terra abaixo de 1,5C. Ir além de 1,5 graus significa enfrentarmos incêndios mais frequentes e intensos, inundações, secas, ondas de calor e furacões - rasgando comunidades, arrancando vidas e meios de subsistência”, referiu.

"Como comunidade global, é imperativo que ajamos rapidamente e em conjunto para enfrentar esta crise. Isto requer inovação e colaboração em todo o mundo”, acrescentou a vice-presidente Kamala Harris.

Clima tem sido foco central dos primeiros meses de mandato da administração Biden

Além de se juntar ao pacto climático de Paris e de organizar a cimeira desta quinta-feira, a equipa Biden tem estado a trabalhar numa forte promessa de convencer o mundo a reduzia as emissões de gases.

"Ao anunciar uma meta ousada de reduzir as emissões 50-52% abaixo de 2005 até ao final da década, o Presidente Biden cumpriu o momento e a urgência que a crise climática exige", disse Nathaniel Keohane, do Fundo de Defesa ambiental dos EUA.

"Este objetivo alinha-se com o que a ciência diz ser necessário para colocar o mundo no caminho de um clima mais seguro, e coloca os EUA no topo dos líderes mundiais na ambição climática”, acrescenta.

Young Investigator Award 2021
A investigadora da Unidade de Biologia Molecular do Serviço de Endocrinologia do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte ...

Aos28 anos e a concluir a tese de doutoramento na área de Biologia de Sistemas, a investigadora foi distinguida pelo trabalho de investigação sobre o simportador de sódio e iodo na terapêutica com iodo radioativo e o avanço no tratamento de metástases do carcinoma da tiroide.

O tratamento do carcinoma da tiroide tem, geralmente, um prognóstico de evolução favorável, em que a cirurgia e ciclos de iodo radioativo são eficazes. Mas quando há doença refratária ao iodo – ou seja, quando as células metastizadas deixam de ter capacidade para captar o iodo – não há outras terapias eficazes. Uma situação que acontece em cerca de 30% dos casos em que há metástases.

O objetivo do do seu trabalho, que vai apresentado em maio na conferência da Sociedade Europeia de Endocrinologia, é perceber quais os mecanismos subjacentes a esta perda de capacidade de captar iodo e o que se pode fazer para que as células o voltem a incorporar, o que vem abrir novamente a porta ao tratamento destas metástases.

 

 

 

 

 

Videoconferência promovida pela FamiliarMente
Inserido no VI Encontro Nacional das Famílias, a FamiliarMente – Federação Portuguesa das Associações das Famílias de Pessoas...

Com início pelas 9h30, a videoconferência contará com quatro painéis de debate. O primeiro painel, integrado por Maria João Silva Baila Madeira Antunes, Professora na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e Coordenadora Grupo de Trabalho para a Revisão Lei de Saúde Mental e por três familiares de doentes com doença mental - João Maia Rodrigues, Margarida Santos Montenegro e Maria Odete Pinheiro -, vai abordar a Revisão Lei de Saúde Mental na Perspetiva das Famílias.

Pelas 11h30, Pedro Morgado, Psiquiatra no Hospital de Braga e Professor Escola Medicina da Universidade do Minho, Isabel Paixão, Assessora Programa Nacional para a Saúde Mental vão apresentar os Resultados do Inquérito “Carga e Custo da Doença Mental”. António Leuschner, Presidente do Conselho Nacional de Saúde Mental fará comentário e moderação deste painel.

O Plano de Recuperação e Resiliência e a Reforma da Saúde Mental será discutido ao início da tarde, contando com a presença já confirmada de Ana Rita Bessa, Deputada do Partido CDS; Mariana Silva, Deputada do Partido Os Verdes; Bebiana Cunha, Deputada do Partido PAN e Telma Guerreiro, Deputada do Partido Socialista.

João Condeixa, representante da Janssen, terá a cargo a Apresentação do Guia Prático dos Direitos da Pessoa Com Doença Mental. Raquel Resende, Assessora da Provedoria da Justiça fará comentário neste espaço de debate.

A Sessão de Encerramento, pelas 17h00, contará com intervenção de Miguel Durães, Vice-Presidente da FamiliarMente e Paula Domingos, Assessora do Programa Nacional para a Saúde Mental da DGS.

Balanço de atividade
De acordo com o último balanço de atividade, o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) faz saber que foram realizados 2...

Segundo, o INEM, os meios afetos à Delegação Regional do Norte (DRN) efetuaram 836 transportes. 851 transportes foram realizados pelos meios da Delegação Regional do Sul (DRS) e 430 pelos meios afetos à Delegação Regional do Centro (DRC) 430. Na Delegação Regional do Sul – Algarve foram registados 108 transportes de utentes com suspeita de infeção com o novo coronavírus.

No mesmo período, revela, “as Equipas de Enfermagem de Intervenção Primária do INEM recolheram 526 amostras biológicas para análise à Covid-19”.

Em termos geográficos, coube à equipa afeta à DRS a maioria das recolhas realizadas, com um total de 396 amostras para análise. Seguiram-se as equipas da DRN, com 72 amostras, a da DRC com 33 e a da DRS-Algarve que contabilizou 14 amostras na mesma semana.

 

Sessões online decorrem dia 26 e 28 de abril
As próximas sessões online das Conversas com Barriguinhas, realizadas a 26 e 28 de abril, pelas 17h00, são dedicadas a ajudar...

Apesar de todo o apoio do parceiro e de familiares que a mulher possa ter durante a gravidez, as novas transformações podem gerar ansiedade. Nestes casos, o contributo de um especialista pode ser determinante para ajudar a mulher grávida a ultrapassar os medos e inseguranças. Na próxima sessão online, dia 26 de abril, estará presente a psicóloga clínica Inês Prior para ensinar as futuras mamãs a gerir a ansiedade durante o período de gestação.

A prática de exercício físico, a par de uma alimentação saudável, é também um dos pilares essenciais para uma gravidez saudável. Como tal, a sessão online das Conversas com Barriguinhas do dia 28 de abril (inscrições disponíveis aqui) vai contar com a presença da fisioterapeuta Sara Magalhães para dar a conhecer os melhores exercícios de pilates clínico e treino funcional na gravidez.

No entanto, para além destes, estas sessões apresentam também temas dirigidos às recém-mamãs preocupadas em perceber os cuidados do dia-a-dia fundamentais para a saúde do seu bebé. Queila Guedes, Especialista em Saúde Materna e Obstétrica, vai abordar “Os cuidados de higiene e o conforto do bebé”, no dia 26 de abril, e Núria Durães, Especialista em Saúde Materna e Obstétrica, vai explicar, na sessão de 28 de abril, como deve ser feita a muda da fralda e partilhar dicas para a prevenção de assaduras.

Em ambas as ocasiões, um especialista em células estaminais da Crioestaminal irá abordar a importância destas células, presentes no cordão umbilical do bebé que podem ser colhidas apenas no momento do parto, enquanto opção terapêutica no tratamento de mais de 80 doenças, e esclarecer como tudo se processa na adesão ao serviço de criopreservação.

As sessões online das Conversas com Barriguinhas realizam-se todas as semanas e têm como objetivo ajudar as grávidas portuguesas a preparar a chegada do seu bebé, a partir do conforto da sua casa.

 

 

 

Entrevista
Defendendo que o país tem um modelo de emergência médica esgotado, “que carece de uma profunda refle

Constituída no final de 2019, e dando os primeiros passos em plena pandemia, quais têm sido os principais desafios que a Sociedade Portuguesa de Emergência Pré-Hospitalar tem enfrentado ao longo deste último ano?

A Sociedade Portuguesa de Emergência Pré-Hospitalar (SPEPH) tem-se deparado com inúmeros desafios, desde logo os decorrentes da própria pandemia, na realização das diversas reuniões, audiências com as diversas entidades, assinaturas de protocolos, realização de eventos científicos, entre outros, mas também na articulação com as entidades com que se está a desenvolver projetos de relevante importância para os profissionais, para os cidadãos e para o país.

Na sua opinião, e tendo em conta que a crise pandémica veio pôr a descoberto os problemas que esta área enfrenta, que melhorias deveriam ser feitas no âmbito da emergência pré-hospitalar? O que continua a falhar e, na sua opinião, como poderiam ser solucionados estes problemas?

A crise pandémica veio a evidenciar aquilo que já sabíamos e que já tínhamos afirmado nos diversos fóruns e reuniões ao mais alto nível em que participamos, sem que se tenham verificado as necessárias mudanças.

Reafirmamos que temos um modelo de emergência médica esgotado, que carece de uma profunda reflexão. Acresce referir que devemos, de forma séria e desinteressada, refletir sobre o atual modelo que se encontra obsoleto, face às melhores práticas internacionais, estudo este que a SPEPH já produziu.

Algumas das medidas que a SPEPH tem vindo a sugerir são, por exemplo, a criação de um modelo de formação dedicado à Emergência Médica Pré-Hospitalar e a definição do regulamento profissional. De que forma esta medidas contribuiriam para um melhor sistema de Emergência Pré-Hospitalar? Na prática, o que mudaria com a introdução destas medidas?

A SPEPH defende, de forma inequívoca, a profissionalização da Emergência Médica, uma vez que só assim se pode garantir os mais elevados padrões na prestação de cuidados de emergência médica.

Relativamente ao modelo de formação, é evidente que o atual modelo se encontra esgotado e, por isso, a SPEPH tem vindo a desenvolver diversos protocolos nacionais e internacionais e programas de formação, estando neste momento a ultimar um modelo de formação para Técnicos de Emergência Médica assente em 4 níveis, sendo o último a Licenciatura em Paramedicina. À semelhança de outros países, onde este modelo se encontra implementado, testado e operacionalizado e num processo de evolução continuo, todos estes níveis têm por base a ciência da Paramedicina, com claras evidencias científicas da sua eficácia.

Do mesmo modo que a medicina tem tido grande avanços ao longo dos últimos anos, também a emergência médica tem um grande espaço para evolução, desde logo através e uma colaboração mais eficaz destes operacionais com os demais profissionais de saúde, que garantidamente trará ganhos para o doente/vítima.

No que diz respeito à missão da SPEPH, o que levou à constituição desta sociedade científica?

Sentiu-se a necessidade de uma entidade de cariz científico, à semelhança de outros países, focada naquilo que é a ciência em emergência médica, produzindo estudos, apresentando propostas de melhoria, com ligações internacionais, produção de modelos de formação. A SPEPH está dotada de um conjunto, muito diversificado, de especialistas em várias áreas.

Que projetos espera desenvolver na área da emergência pré-hospitalar?

Estamos a desenvolver, simultaneamente, vários projetos não só na componente técnica, mas também na dimensão formativa, que serão dados a conhecer ao país no momento certo. A nossa grande aposta é que todos eles possam beneficiar a emergência médica, o cidadão, e o país.

De que forma é possível integrar ou envolver a sociedade civil nesta área? Que contributo pode trazer?

A SPEPH está, e estará, sempre aberta ao envolvimento da sociedade civil. Os diversos projetos em que se encontra envolvida, como teremos a oportunidade de ver, falam por si.

Haverá, no entanto, quem oiça falar em emergência pré-hospitalar e não faça ideia do que se está a falar… neste sentido pergunto: quem são os agentes da emergência pré-hospitalar?

Os intervenientes no Sistema Integrado de Emergência Médica, são o INEM, os Corpos de Bombeiros e a Cruz vermelha Portuguesa.

No âmbito desta temática, que mensagem gostaria de deixar?

Portugal pode, e deve, ter um melhor serviço de emergência médica e a SPEPH tudo fará para que isso aconteça.

Os portugueses poderão contar com a SPEPH.

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Webinar
O Centro de Estudos Políticos Europeus organiza, no próximo dia 27 de abril, um webinar de leva à discussão as Políticas Covid...

Este evento irá contar ainda com Salla Saastamoinen, Diretor-geral Interino, DG Justiça e Consumidores da Comissão Europeia, Birgit Van Hout, Representante Regional para a Europa do Gabinete Regional dos Direitos Humanos da ONU para a Europa, Michael O'Flaherty, Diretor da Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia, Christope Poirel, Diretor de Direitos Humanos do Conselho da Europa e Tineke Strik, membro do Parlamento Europeu, como oradores.

A discussão será moderada pelo Diretor Executivo do CEPS, Karel Lannoo.

O Conselho da Europa publicou um kit de ferramentas para os Estados-Membros sobre o respeito pela democracia, Estado de direito e direitos humanos durante a pandemia Covid-19, em abril de 2020.

Um ano depois, a organização – muitas vezes referida como o cão de guarda dos direitos humanos da Europa – emitiu mais orientações aos governos em especial sobre os "passaportes de vacinas".

Várias partes do Conselho da Europa também publicaram orientações sobre a forma de enfrentar os muitos desafios diferentes colocados pela pandemia, incluindo a proteção dos direitos das mulheres, a luta contra a corrupção e a manutenção do funcionamento efetivo do poder judicial.

Quem quiser assistir ao webinar online deve registar-se com antecedência aqui.

 

Estudo Fase III
A Valneva anunciou, esta quarta-feira, o início de um ensaio de imunogenicidade comparativa que irá testar o fármaco candidato...

O estudo Cov-Compare, também conhecido como VLA2001-301, irá selecionar, aleatoriamente, cerca de 3000 participantes no Reino Unido com idade igual ou superior a 30 anos, para receber duas doses intramusculares de VLA2001 ou Vaxzevria, administradas num intervalo de quatro. Por outro lado, este ensaio irá contar com outros cerca de 1000 participantes, com menos de 30 anos, que vão ser colocados num grupo de tratamento não aleatório que receberá a vacina com 28 dias de intervalo.

Respostas imunes em adultos com mais de 30 anos

As análises de imunogenicidade serão feitas em amostras de aproximadamente 1200 participantes que testaram negativo para SARS-CoV-2 durante o rastreio. O endpoint primário avaliará a superioridade da resposta imunitária da VLA2001 contra Vaxzevria após a administração da segunda dose em participantes com mais de 30 anos.

A Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA) avisou recentemente que as pessoas no Reino Unido com menos de 30 anos recebessem uma alternativa à Vaxzevria, uma vez que as autoridades sanitárias continuam a investigar casos raros, mas graves, de coágulos sanguíneos em adultos mais jovens que receberam a vacina. Entretanto, a Cov-Compare também avaliará a segurança do VLA2001 duas semanas após a segunda vacinação em adultos com idade igual ou superior a 18 anos.

Dados positivos em fase inicial

Um estudo em fase inicial mostrou que as pessoas que receberam a dose mais alta testada de VLA2001 viram os seus GMTs neutralizantes atingirem 530,4 duas semanas após a segunda injeção – uma resposta que a empresa disse estar "em níveis ou acima de níveis para um painel de convalescença". Valneva observou que o VLA2001 também desencadeou "amplas respostas de células T".

Thomas Lingelbach, CEO da Valneva, diz acreditar que “a VLA2001 tem um papel importante a desempenhar, incluindo potenciais alterações na vacina para abordar variantes", acrescentando que a empresa também está "a planear realizar ensaios complementares adicionais".

Relatório
O Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC, na sigla em ingês) emitiu um novo relatório de apoio à...

No documento, o ECDC indica que os ensaios clínicos realizados demonstraram que as vacinas Covid-19 autorizadas pela UE são altamente eficazes não só na luta contra a doença, mas também na redução da transmissão do vírus.

De acordo com os dados fornecidos pelo Centro Europeu, o risco de desenvolver uma doença grave para uma pessoa totalmente vacinada é muito baixo em adultos sem fatores de risco e com baixos fatores de risco em pessoas idosas ou com patologias anteriores.

Da mesma forma, o risco de uma pessoa não vacinada desenvolver doença grave após contacto com outra vacinada, mas exposta ao vírus, é também entre muito baixo e baixo, em adultos jovens e de meia-idade sem fatores de risco, e moderado em adultos ou pessoas com patologias.

Deste modo, e tendo em conta a eficácia da vacina, o Centro Europeu apoia o levantamento de algumas das medidas de proteção em casos específicos. 

O documento argumenta ainda que os testes de rastreio e a quarentena poderiam ser evitados para os viajantes totalmente vacinados.

No entanto, em função da situação epidemiológica em que se encontra a União Europeia, o relatório recomenda a manutenção de medidas de proteção em espaços públicos ou outros locais com elevada concentração de pessoas, como grandes encontros, e durante as viagens, independentemente do estatuto de vacinação.

 

 

Estudo da Universidade do Minho
Os dados recolhidos pela Escola de Medicina da Universidade do Minho mostram um novo agravamento dos sintomas de stress,...

Os indicadores mostram que em fevereiro de 2021 os nossos níveis de stress, ansiedade e sintomas depressivos retornaram para níveis semelhantes aos verificados em março de 2020, tendo depois diminuído ao longo do tempo. Este fenómeno replica a reação com adaptação que já se tinha observado no primeiro confinamento.

Por outro lado, os sintomas obsessivos (medidos, por exemplo, pela lavagem excessiva das mãos) diminuíram sistematicamente desde o início da pandemia, apresentando em 2021 valores significativamente mais baixos do que os observados em março de 2020.

 Pedro Morgado considera que os resultados do estudo estão em linha com o observado ao longo deste segundo confinamento. “Apesar de termos mais conhecimento acerca do vírus e de estarmos melhor preparados para as dificuldades do confinamento, também estamos mais cansados e vimos defraudada a expetativa de que 2021 seria muito melhor do que 2020.” Salienta-se, contudo, que “o ser humano tem uma extraordinária capacidade de adaptação e que, apesar das adversidades, os sintomas reduziram-se ao longo do confinamento”.

E os nossos hábitos mudaram?

Também houve alterações nas nossas rotinas e, consequentemente, nos hábitos. O inquérito coordenado pela Escola de Medicina da Universidade do Minho procurou também encontrar mudanças em hábitos pouco saudáveis entre a população inquirida, onde se destaca o aumento do consumo de tabaco e de “comida de plástico” (ambos com um aumento de 12,8% entre o primeiro e o segundo confinamento). O consumo de álcool também teve um aumento particular (11,2%), sendo sobretudo notório entre os homens, que aumentaram o seu consumo de álcool em 22,6%. O consumo de bebidas energéticas aumentou em 6,3%, o consumo de jogos de fortuna e azar aumentou em 2,3% e o consumo de canábis aumentou em 1,0% dos participantes.

Na área da saúde também se registaram mudanças, com um aumento da população que tem consultas de psicologia e/ou psiquiatria. Em fevereiro deste ano, mais de 20% da amostra tinha consultas de saúde mental em curso.

Sobre esta matéria, Pedro Morgado salienta a importância das medidas de prevenção de comportamentos e monitorização dos comportamentos aditivos que, recorda, “são sempre mecanismos desadaptativos de gestão do sofrimento”. Estas alterações comportamentais irão aumentar as situações de doença psiquiátrica pelo que é preciso garantir um reforço ao nível da oferta de cuidados de psiquiatria e saúde mental, em linha com o que tem sido defendido pelo Programa Nacional para a Saúde Mental da DGS.

Quebra de contrato colocou em causa plano de vacinação
A Comissão Europeia prepara-se para iniciar um processo judicial contra a AstraZeneca por quebra do acordo de entrega de...

De acordo com o jornal “Politico”, a Comissão levantou esta iniciativa numa reunião de embaixadores na passada quarta-feira tendo a maioria dos países do bloco apoiado a decisão de processa e empresa, uma vez que não tinha conseguido entregar as doses de vacinas acordadas na região.

Um diplomata, citado pela publicação, esclareceu que o objetivo dos procedimentos legais é tornar obrigatório que a AstraZeneca forneça as doses previstas no seu contrato com a UE.

Dois dos participantes na reunião diplomática explicaram também que havia um prazo fixado no final desta semana, altura em que os países da UE têm de aprovar o início de um processo judicial.

Recorde-se que o mau estar entre o bloco europeu e a farmacêutica surgiu em janeiro passado, quando a AstraZeneca disse que não podia oferecer a quantidade de doses inicialmente comprometidas com a União Europeia.

No final do primeiro trimestre de 2021, a empresa entregou 30 milhões de doses aos países da UE, em vez dos 100 milhões prometidos no seu contrato. Esta escassez dificultou gravemente as campanhas de vacinação nos países europeus. 

A empresa prevê a entrega de cerca de 70 milhões de doses até ao final do segundo trimestre do ano, altura em que deveria ter entregue as 300 milhões de doses seguras no contrato da UE, de acordo com a publicação.

 

DGS atualiza norma
A Direção-Geral da Saúde atualizou ontem a norma da vacinação contra a Covid-19, de forma a adaptar a estratégia a um cenário...

De acordo com nota publicada pela DGS, “concluída a primeira fase deste plano, a norma passa a estabelecer apenas mais uma fase (fase 2), que define duas estratégias distintas: a vacinação por faixas etárias decrescentes, até aos 16 anos, e de pessoas com 16 ou mais anos e que tenham doenças com risco acrescido de Covid-19 grave ou morte”.

Assim, entre as doenças incluídas na próxima fase de vacinação estão a diabetes, obesidade grave (IMC = 35kg/m2), doença oncológica ativa, pessoas em situação de transplantação e imunossupressão, doenças neurológicas graves (como as doenças neuromusculares) e as doenças mentais.

“As pessoas que recuperaram de infeção por SARS-CoV-2 há pelo menos seis meses podem ser vacinadas contra a Covid-19 nesta fase, de acordo com o grupo prioritário ou a faixa etária a que pertencem”, esclarece a autoridade de saúde. Acima dos 60 anos, “a vacinação será feita com apenas uma dose, independentemente da vacina”.

A norma refere ainda quais os métodos de agendamento e convocatória para vacinação, quer as pessoas sejam ou não seguidas pelo Serviço Nacional de Saúde.

“O Plano de Vacinação é dinâmico, evolutivo e adaptável à evolução do conhecimento científico e à calendarização da chegada a Portugal das diferentes vacinas contra a Covid-19. Os objetivos são salvar vidas, através da redução da mortalidade e dos internamentos por Covid-19 e da redução dos surtos, sobretudo nas populações mais vulneráveis, e preservar a resiliência do sistema de saúde e do sistema de resposta à pandemia e do Estado”, sublinha a DGS.

 

 

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