Potencial terapêutico
Uma equipa de cientistas da RCSI University of Medicine and Health Sciences e do SFI AMBER Centre conseguiram desenvolveram um...

Em pesquisas anteriores, este grupo de investigadores descobriu que é possível ativar um gene, designado de fator de crescimento (PGF), de modo a promover a regeneração óssea e o desenvolvimento de novos vasos sanguíneos. Utilizando este conhecimento, os investigadores desenvolveram um biomaterial que entrega PGF em diferentes concentrações.

Inspirado na forma natural como os defeitos ósseos se regeneram, o biomaterial liberta pela primeira vez uma alta dose de PGF, promovendo o crescimento dos vasos sanguíneos, e segue-o com uma dose mais baixa sustentada, que promove a regeneração óssea. Quando testado num modelo pré-clínico, o biomaterial repara com sucesso grandes defeitos ósseos, ao mesmo tempo que recria os vasos sanguíneos.

Os biomateriais atuais que promovem tanto o crescimento dos vasos sanguíneos como os ósseos normalmente requerem o uso de mais do que um fármaco terapêutico, o que significa desenhar um sistema mais complexo e que enfrenta mais desafios. Além disso, os fármacos aprovados para uso na clínica têm sido controversamente associados a efeitos secundários perigosos, salientando a necessidade de novas estratégias.

"São necessários mais testes antes de podermos iniciar os ensaios clínicos, mas se formos bem-sucedidos, este biomaterial pode beneficiar os pacientes na reparação de defeitos ósseos, fornecendo uma alternativa aos sistemas atuais", disse Fergal O'Brien, investigador principal do estudo e Diretor de Investigação e Inovação do RCSI.

"Além de reparar defeitos ósseos, a nossa abordagem à medicina regenerativa executada no estudo fornece um novo quadro para a avaliação de biomateriais regenerativos para outras aplicações de engenharia de tecidos. Estamos agora a aplicar este conceito de "mecanobiologia informada medicina regenerativa" para identificar novas terapêuticas noutras áreas, incluindo a reparação da cartilagem e da medula espinhal."

O biomaterial foi desenvolvido por investigadores do Grupo de Investigação em Engenharia de Tecidos (TERG) sediado no RCSI e no SFI AMBER Centre. O seu trabalho foi apoiado pelo Irish Research Council, o EU BlueHuman Interreg Atlantic Area Project, o programa de investigação e inovação horizonte 2020 da Comunidade Europeia ao abrigo do European Research Council Advanced Grant agreement nº 788753 (ReCaP) e do Health Research Board of Ireland ao abrigo dos Health Research Awards – Patient-Oriented Research Scheme.

"Ao utilizarmos uma abordagem informada pela mecanobiologia, conseguimos identificar um novo candidato terapêutico promissor para a reparação óssea e também determinar as concentrações ideais necessárias para promover a angiogénese e a osteogénese dentro de um único biomaterial", disse Eamon Sheehy, o primeiro autor e investigador do estudo no TERG.

"A regeneração de grandes defeitos ósseos continua a ser um desafio clínico significativo, mas esperamos que o nosso novo biomaterial continue a revelar-se benéfico em novos ensaios", conclui.

Doentes e cuidadores lançam apelo no Dia Mundial da Hipertensão Pulmonar
Em vésperas do Dia Mundial da Hipertensão Pulmonar, assinalado a 5 de maio, a Associação Portuguesa da Hipertensão Pulmonar ...

Estima-se que em Portugal existam cerca de 300 pessoas diagnosticadas com HP, mas os especialistas acreditam que a prevalência da doença é muito superior a esse número.  O subdiagnóstico leva a que muitos doentes levem anos a serem identificados e a iniciar o tratamento atempadamente. Apesar de incurável, um diagnóstico precoce pode garantir o controlo da patologia por meio de tratamentos que auxiliam no alívio dos seus efeitos.

“É determinante identificar mais pessoas com HP, uma vez que temos vários doentes que chegam até nós, após anos perdidos em consultas médicas. Estamos perante uma condição difícil de diagnosticar porque os seus sintomas são transversais a muitas outras patologias pulmonares, cardiovasculares e até neurológicas. O tempo médio que decorre entre o início dos sintomas e o diagnóstico é de aproximadamente 2 anos, mas temos casos em que esse processo pode atingir os 7 anos, algo que impacta consideravelmente a qualidade de vida” *, afirma Maria João Canas Saraiva, presidente da APHP

Portugal é um dos países da Europa onde a HP não é considerada uma doença crónica. Urge mudar essa realidade, no sentido de ajudar a comunidade de doentes e cuidadores a viverem melhor com esta condição. A facilidade de acesso a consultas, tratamentos e apoios a nível profissional devido ao absentismo provocado pela doença são conquistas importantes de serem alcançadas, no âmbito desta patologia.

Ainda a propósito do Dia Mundial da Hipertensão Pulmonar, a APHP vai lançar, a nível nacional, a campanha de sensibilização “Heróis do Ar”. A iniciativa, implementada com o apoio da Ferrer, ambiciona homenagear doentes e cuidadores, e aumentar o diagnóstico precoce, ajudando a população identificar os sintomas da HP.

A campanha convida os portugueses a visualizarem e partilharem um  vídeo com testemunhos de pessoas com HP que diariamente perdem momentos importantes do seu quotidiano pela falta de oxigénio, o principal sintoma da HP e um elemento essencial à vida. Subir escadas, pegar no filho ao colo ou simplesmente caminhar são exemplos de atividades que estes doentes não conseguem realizar. Por cada visualização e partilha nas redes sociais com a hashtag #heroisdoar, no dia da efeméride (5 de maio), será doado 1 euro à Associação.                                                                                  

 

Estudo
Investigadores da Albert Einstein College of Medicine desenvolveram um medicamento tópico que regenera e restaura a função dos...

"A disfunção eréctil (DE) após a prostatectomia radical tem um grande impacto na vida de muitos pacientes e dos seus parceiros", disse David J. Sharp, professor no Departamento de Neurociências na Albert Einstein College of Medicine, e coautor deste estudo. "Como os ratos são modelos animais fiáveis na pesquisa urológica, este fármaco oferece uma esperança real de uma função sexual normal para as dezenas de milhares de homens que são submetidos a esta cirurgia todos os anos."

A prostatectomia radical — cirurgia para remover a próstata — é considerada o tratamento definitivo para o cancro da próstata localizado. "A cirurgia pode danificar os nervos cavernosos, que controlam a função eréctil regulando o fluxo sanguíneo para o pénis", explicou Kelvin P. Davies, professor de urologia e de fisiologia & biofísica. De acordo com o investigador, cerca de 60% dos doentes intervencionados reportam ter disfunção eréctil 18 meses após a cirurgia, e menos de 30% têm ereções firmes o suficiente para relações sexuais após cinco anos. O viagra e tratamentos semelhantes de DE raramente são eficazes nestes doentes, acrescentou.

Há uma década, Sharp e os colegas descobriram que a enzima fidgetina 2 (FL2) trava as células da pele enquanto migram para feridas para as curar. Para acelerar a cicatrização da ferida, os investigadores desenvolveram um fármaco "anti-FL2": pequenas moléculas de ARN (siRNAs) que inibem o gene que codifica o FL2. Embalados em nanopartículas de gel e pulverizados em ratos, os siRNAs não só curaram feridas duas vezes mais rápido que feridas não tratadas, como também regeneraram tecido danificado. Um estudo realizado em fevereiro de 2021 em ratos descobriu que os siRNAs também ajudaram na cura de queimaduras alcalinas corneais.

Os investigadores perceberam que os nervos feridos podem ser especialmente recetivos a este fármaco que silencia os genes. Por razões desconhecidas, o gene FL2 torna-se «sobreativo» após a lesão nas células nervosas, fazendo com que as células produzam quantidades abundantes de enzima FL2.

A equipa avaliou o fármaco usando modelos de ratos com lesão nervosa periférica em que os nervos cavernosos foram esmagados ou cortados, imitando os danos nervosos associados à prostatectomia radical. O gel de siRNA foi aplicado nos nervos imediatamente após a lesão.

Quando o tratamento foi aplicado foi possível observar a regeneração do nervo (recrescimento) e a restauração da função nervosa. Em três e quatro semanas após a terapia, os animais tratados tinham uma função eréctil significativamente melhor. Após um mês, a resposta da tensão arterial dos animais tratados era comparável à dos animais normais.

Os investigadores também descobriram que os eixos penianos dos animais tratados tinham níveis mais elevados da enzima óxido nítrico sintetase. A enzima produz o óxido nítrico necessário para desencadear a sequência de eventos que conduzem a ereções. "Isto é importante porque fármacos como o Viagra não funcionam se não houver óxido nítrico", explicou Sharp. "Mas se conseguirmos restaurar até mesmo alguns dos óxidos nítricos nestes nervos, o Viagra e outros fármacos para a Disfunção Eréctil podem então ser capazes de exercer os seus efeitos."

A equipa de investigação está ainda a estudar se os siRNAs podem promover a regeneração nervosa após lesões na medula espinhal.

Ciclo de webinars de 21 a 23 de abril
No âmbito do Dia Nacional da Reabilitação Respiratória que se assinala a 21 de abril, a Linde Saúde organiza um ciclo de 3...

Com o objetivo de dar a conhecer esta realidade, que faz agora parte do dia a dia de muitos portugueses, a Linde Saúde pretende alertar para as necessidades crescentes na área da Reabilitação Respiratória. “Sentimos que enquanto prestadores de cuidados de saúde que atua nesta área, temos o compromisso de, ativamente, sensibilizar e informar a sociedade sobre a importância da Reabilitação Respiratória. É fundamental encontrar soluções para os cidadãos que assegurem a continuidade dos cuidados em ambulatório e no domicílio, garantindo a qualidade assistencial através de intervenções de proximidade.”, afirma Maria João Vitorino, Diretora da Linde Saúde.

Esta iniciativa é composta por três webinars que decorrerão nos dias 21, 22 e 23 de abril, entre as 18h e as 19h30, dinamizados pela Academia Linde Saúde. Os webinars são dirigidos a profissionais de saúde.

A reabilitação respiratória habitualmente prescrita em casos de doença respiratória crónica, como doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC) ou fibrose pulmonar, é também atualmente adaptada e recomendada a doentes que estão em fase de recuperação da COVID-19. O objetivo desta intervenção contribui para a melhoria da função pulmonar, redução da gravidade e do impacto dos sintomas no doente e consequentemente melhorar a sua qualidade de vida.

Para mais informações sobre este ciclo de webinars pode aceder aqui.

 

Formação contínua de internistas
A Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) acaba de disponibilizar o Catálogo de Formação 2021. A promoção da formação...

A frequência de cursos de formação ao longo da atividade profissional é um dos mais importantes meios de garantir a atualização dos clínicos nas mais diversas áreas do conhecimento da Medicina Interna.

“Continuamos a inovar nas modalidades formativas, potenciando a utilização da nossa plataforma digital de formação, também ela certificada, e o crescimento dos cursos exclusivamente em e-learning e dos cursos em b-learning são uma prova disso”, afirma Nuno Bernardino, Coordenador do FORMI. 

Em 2020 o FORMI realizou 14 ações de formação que envolveram um total de 975 formandos.

 O Centro de Formação em Medicina Interna (FORMI), entidade certificada pela DGERT, foi criado com o objetivo de garantir a qualidade das ações de formação, quer ao nível de conteúdos quer da sua estrutura pedagógica.

 O catálogo pode ser consultado ou fazer o seu download em: https://www.spmi.pt/catalogo-da-formacao-spmi/

 

Houve mais 5% de mortes em 16 anos
A Organização Mundial de Saúde (OMS) acaba de lançar o novo Pacto Global de Combate à Diabetes, um documento que tem como...

No documento divulgado no dia 14 de abril numa reunião coorganizada pela OMS e pelo Governo do Canadá, com o apoio da Universidade de Toronto, durante a qual foram assinalados os 100 anos da insulina, a OMS destaca 3 temas centrais: 

Insulina: uma solução com 100 anos que salva vidas 

Melhorar o acesso a medicamentos e tecnologias. Apesar das evidências e dos benefícios, ainda há um longo caminho a percorrer, principalmente nos países em desenvolvimento. 

Fortalecer os sistemas de saúde  

O investimento na capacitação dos profissionais de saúde para a prevenção e controlo da diabetes e uma melhor integração dos cuidados ao nível dos cuidados primários de saúde, são pilares fundamentais no combate à diabetes. 

Aprender com quem tem experiência de vida  

A implementação de medidas deve ser feita numa perspetiva colaborativa, incluindo as pessoas que vivem com diabetes. 

José Manuel Boavida, presidente da APDP, explica que “perante o cenário alarmante que vivemos hoje a nível mundial por causa da diabetes, a APDP subscreve totalmente a visão da OMS para os próximos anos e que passa pela aposta na redução do risco de desenvolver diabetes e por assegurar que todas as pessoas diagnosticadas com diabetes têm acesso a tratamentos e cuidados de qualidade de forma equitativa, universal e acessível. Em Portugal ainda há muito que fazer no que toca à diminuição do risco, ao diagnóstico precoce e aos cuidados ideais junto de toda a população, um caminho para o qual a APDP quer continuar a contribuir”. 

A ideia é sublinhada por João Filipe Raposo, diretor clínico da APDP que realça que “tal como acontece com a OMS, os objetivos da APDP passam por proteger as populações, detetar e diagnosticar a diabetes, tratar adequadamente a doença e suas complicações e contribuir para a recuperação de todas as pessoas com diabetes que foram infetadas pelo novo coronavírus. Como diz o diretor geral da OMS, temos de fazer mais e podemos fazer mais”. 

Recorde-se que Portugal era, em 2019, um dos dois países da União Europeia com maior taxa de prevalência de diabetes entre adultos, segundo um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) publicado no ano passado. Em 2019, Portugal tinha 9,8% dos adultos (entre os 20 e os 79 anos) com diabetes. Estima-se, porém, que esse número seja superior, devido ao número de casos não diagnosticados. 

Investigação da Universidade do Minho traz novas perspetivas sobre o consumo regular de café
Um novo estudo publicado na Molecular Psychiatry, oferece uma perspetiva única nas mudanças estruturais e de conectividade que...

Também foram encontrados padrões de maior eficiência noutras áreas do cérebro, como o cerebelo, consistente os efeitos já descritos como a melhoria do controlo motor. Além disto, houve ainda uma maior atividade dinâmica observada em várias áreas do cérebro, no grupo dos fãs de café, que permitiu juntar a estes efeitos uma notória melhoria na aprendizagem e na memória. Estas mudanças permitem ainda uma maior capacidade de foco.

“Esta é a primeira vez que o efeito que beber café regularmente tem na nossa rede cerebral é estudada com este nível de detalhe. Fomos capazes de observar o efeito do café na estrutura e na conetividade funcional do nosso cérebro, bem como as diferenças entre quem bebe café regularmente e quem não bebe café, em tempo real. Estas conclusões podem, pelo menos em certa medida, ajudar a oferecer uma visão mecanicista para alguns dos efeitos observados”, explica Nuno Sousa.

E depois de um copo de café? Estas diferenças no nosso cérebro, observadas entre quem bebe café regularmente, foram também notadas no grupo de pessoas que não bebe café após consumirem um copo de café. Este indicador surpreendente, demonstrou uma capacidade do café em impor mudanças em curtos períodos de tempo – e torna o café o gatilho dos efeitos.


Nuno Sousa lidera a investigação da Escola de Medicina da Universidade do Minho

A investigação foi conduzida por Nuno Sousa da Escola de Medicina da Universidade do Minho, usando uma tecnologia apelidada de ressonância magnética funcional (fMRI, na sigla inglesa) por forma a comparar a estrutura e conetividade de um grupo de pessoas que bebem café diariamente com um grupo de pessoas que não bebem café. O projeto é apoiado pelo Institute for Scientific Information on Coffee.

Ensaio clínico
De acordo com os dados iniciais de um ensaio clínico liderado por investigadores do Scheie Eye Institute na Perelman School of...

De acordo com este trabalho de investigação, o gene GUCY2D é replicado sem defeito, sendo utilizado no tratamento de deficiências visuais graves causadas por mutações neste gene. Cada um dos três primeiros doentes tratados neste ensaio clínico apresentou melhorias em alguns aspetos da visão, sem efeitos colaterais graves, de acordo com o novo estudo publicado na revista iScience.

"Encontramos melhorias sustentadas na visão diurna e noturna, mesmo com uma dose relativamente baixa da terapia genética", disse o autor principal do estudo Samuel G. Jacobson, professor de Oftalmologia na Perelman School of Medicine.

O gene GUCY2D é um dos cerca de 25 genes humanos cujas mutações causam problemas na retina, levando a graves deficiências da visão desde o nascimento ou na infância. Esta família de distúrbios herdados da retina, coletivamente conhecida como Amaurose Congénita Leber (LCA), é responsável por uma parte considerável da cegueira em crianças em todo o mundo.

Cópias normais de GUCY2D codificam uma enzima na via chave que as células sensíveis à luz na retina usam para converter a luz em sinais eletroquímicos. A falta desta enzima bloqueia a recuperação desta via, evitando o reset necessário para uma maior sinalização. Como resultado, o sinal das células da vara e do cone torna-se muito fraco, o que equivale a uma perda severa da visão.

Mesmo em adultos que viveram décadas com esta condição, por vezes muitas células da retina que detetam luz permanecerem vivas e intactas apesar da sua disfunção. Assim, adicionar cópias funcionais do GUCY2D através de uma terapia genética poderia fazer com que essas células funcionassem novamente e restaurando alguma visão.

Em 2019, Samuel G. Jacobson Jacobson e Artur V. Cideciyan, um professor de investigação de Oftalmologia na Escola de Medicina Perelman, iniciaram o primeiro ensaio clínico de uma terapia genética GUCY2D, uma solução de um vírus inofensivo que transporta o gene e é injetado sob a retina -- inicialmente em apenas um olho por paciente. Os pacientes foram seguidos durante dois anos após o tratamento, sendo que o trabalho agora publicado descreve as descobertas após os primeiros nove meses do tratamento de três doentes.

Assim, de acordo com o relatório, o primeiro paciente experimentou um aumento substancial da sensibilidade à luz nas células da vara, que são mais sensíveis à luz do que as células cone e são principalmente responsáveis por baixa luminosidade ou "visão noturna". Este paciente também mostrou melhores respostas da pupila à luz.

O segundo paciente mostrou um aumento menor, mas sustentado da sensibilidade à luz nas células da vara, começando cerca de dois meses após a terapia genética.

O terceiro paciente não apresentou melhorias na sensibilidade das células da haste, mas mostrou uma acuidade visual significativamente melhorada durante o período de seguimento de nove meses, uma melhoria que os investigadores associaram a uma melhor função nas células cone do paciente, as células predominantes para a luz do dia e visão de cor.

"Estes resultados iniciais do primeiro ensaio de uma terapia genética GUCY2D são muito encorajadores e fornecem informações para a nossa pesquisa", disse Cideciyan.

De acordo com os investigadores, não houve efeitos colaterais adversos graves, e os que ocorreram foram resolvidos.

 

Acordo de compra
A Pfizer e a BioNTech vão fornecer mais 100 milhões de doses da vacina Covid-19, baseada em mRNA, elevando para 600 milhões o...

“Até à data, cumprimos todos os nossos compromissos de fornecimento à Comissão Europeia e planeamos entregar 250 milhões de doses à UE no segundo trimestre, um aumento quatro vezes superior à quantidade acordada no primeiro trimestre", afirmou o CEO da Pfizer, Albert Bourla. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, fez recentemente eco destes sentimentos, salientando que a empresa "cumpriu os seus compromissos e está a responder às nossas necessidades". As suas observações vieram a par de uma divulgação de que a UE também iniciará negociações para comprar 1,8 mil milhões de doses de Comirnaty até 2023.

UE parece favorecer vacinas baseadas em mRNA

Na semana passada, um relatório dizia que a UE não iria renegociar os contratos de fornecimento para as vacinas COVID-19 baseadas em vetores da AstraZeneca e johnson & Johnson, após término dos contratos este ano, centrando-se antes nas imunizações baseadas em mRNA. Uma fonte do Ministério da Saúde italiano sugeriu que este seria um "triunfo" tanto para o mRNA-1273 da Comirnaty como para a Moderna, que se baseia em tecnologia semelhante.

 

 

Global Physician Summit - Family Medicine Edition
O Global Physician Summit - Family Medicine Edition vai juntar os médicos de família nos próximos dias 17 e 18 de junho de 2021...

A equipa que organiza este primeiro encontro virtual construiu a ideia assente na perspetiva de capacitar estes profissionais para praticarem uma Medicina ainda mais centrada no doente, colaborativa e multidisciplinar, procurando apresentar soluções para os desafios existentes nas Unidades de Cuidados de Saúde personalizados e Unidades de Saúde Familiar.

Tiago Taveira-Gomes explica que a ideia para este encontro “resulta da vontade de contribuirmos para a educação médica contínua num formato que tire proveito das capacidades que a tecnologia digital permite, pensado ao mais pequeno pormenor, de modo a ter aplicabilidade imediata na realidade das unidades de cuidados de saúde primários portuguesas”. O especialista em MGF e engenheiro informático que integra a equipa organizadora acredita “que esta iniciativa permitirá aos colegas refinar competências ao longo da carreira profissional de um modo leve, informal e divertido, nas três grandes vertentes que pautam o trabalho da Medicina Geral e Familiar - a clínica, a gestão e a visão holística”, sendo que o GPSummit pode ser encarado como uma formação “complementar às demais iniciativas pensadas para os médicos de família”.

Partindo da inquestionável necessidade dos médicos de família (MF) na “atualização de conhecimentos, perante um volume de informação que cresce continuamente”, acrescenta Nuno Capela, “o GP Summit constitui uma ferramenta que ajuda os clínicos neste processo, pois os conteúdos são abordados de forma a ir ao encontro às necessidades dos MF e são entregues de uma forma objetiva e prática, para que possam ser exequíveis e impactantes”, acrescenta o também especialista em MGF.

Nessa medida, o programa foi construído de forma muito alargada e criativa, incluindo desde conferências sobre temas clínicos – insuficiência cardíaca, lesões ortopédicas, interações farmacológicas, doença renal crónica e diabetes ou depressão – até intervenções dedicadas a temas mais práticos do dia-a-dia do médico de família, como a criação de um processo assistencial integrado, a organização de uma pasta partilhada, a comunicação e a inteligência emocional em ambiente de consulta. O programa completo pode ser consultado no website doGPSummit.

Inês Campos Costa, também da equipa organizadora evento, explica as escolhas para este programa de abordagem multiperspetiva e multitemática, com a consciência, neste cenário de pandemia pelo novo coronavírus, da relevância e responsabilidade dos cuidados de saúde primários. “Para nós era claro que um evento de referência na área da Medicina Familiar tinha de abordar temas técnicos, mas também temas relacionais, sociais e de gestão”, já que “a Medicina vai muito além da análise de sinais e sintomas, como todos sabemos e em algum momento sentimos”.

A inovação deste primeiro GPSummit inclui também a criação de um jogo, o GP Quiz, baseado em questões de escolha múltipla que ajudará a consolidar conhecimentos entre os participantes.

Os profissionais podem igualmente apresentar trabalhos, projetos ou ideias desenvolvidas no âmbito da MGF sob a forma de poster eletrónico ou apresentação em vídeo, sendo que a submissão é feita após criação de conta no GPSummit. É possível submeter resumos até 1 de junho de 2021, às 12:00.

“Temos a certeza que será inesquecível não só pela qualidade como também pela inovação que traz à formação médica contínua”, reforça a equipa organizadora do evento. As inscrições estão abertas e com preços reduzidos até ao próximo dia 31 de maio.

 

Campanha para prevenção da Doença Invasiva Meningocócica
Impactante e 100% positivo, “O Meu Maior Sonho” é o mote da mais recente campanha para a prevenção da Doença Invasiva...

Interpretado por protagonistas de várias idades, o vídeo conta a história de nove crianças, desde a infância, quando sonhavam com um futuro, até à idade adulta, altura em que assistimos à sua concretização. De uma veterinária a um chef de cozinha, passando por dois gémeos que se tornaram mecânicos, uma basquetebolista, uma polícia, um gamer, uma tatuadora e pelo próprio Fernando Daniel, hoje artista, todos estes sonhos se transformaram em realidade.

Com a campanha “O Meu Maior Sonho” pretende-se mostrar que todos os sonhos são possíveis de concretizar. Mas não nos podemos deixar travar. E isso passa pela prevenção de doenças graves, como a Meningite Meningocócica.

«Apesar de rara, a Meningite Meningocócica é uma doença grave. Pode deixar sequelas e causar a morte em 24 a 48 horas. Em países industrializados, a incidência da doença é maior na infância, e apresenta um pico secundário na adolescência. O impacto desta doença, tanto no doente como na sua família, é muito relevante e devastador. Um diagnóstico de Meningite Meningocócica pode pôr em causa todos os sonhos de uma vida muito rapidamente. Felizmente, esta doença pode ser prevenida, e é isso que pretendemos reforçar com esta campanha.», explica Susana Castro Marques, Diretora Médica da Pfizer Portugal.

A campanha “O Meu Maior Sonho” tem uma forte componente digital, com particular incidência sobre as redes sociais da companhia farmacêutica, do cantor e de vários outros influenciadores.

Pode assistir ao vídeo AQUI.

Ensaio clínico com voluntários
Jovens saudáveis que tiveram Covid-19 estão a ser convidados para se voluntariarem para participarem de um ensaio que irá,...

Ao todo, cerca de 64 pessoas com idades entre os 18 e os 30 anos, vão ser vigiados durante 17 dias numa unidade de quarentena onde vão realizar vários exames e testes, incluindo exames pulmonares.

De acordo com os autores deste estudo, todos os voluntários vão ser novamente expostos à estirpe original de Wuhan, num “ambiente seguro e controlado”, enquanto uma equipa médica monitoriza a sua saúde.

Segundo a BBC, a primeira fase deste estudo, financiado pela Wellcome Trust, tem como objetivo estabelecer a menor dose de vírus que pode dar origem à doença, mas produzindo poucos ou nenhum sintoma. Depois de estabelecia, esta dose será então usada para infetar os participantes na segunda fase do estudo, e que se espera que começa no verão.

Os voluntários que desenvolverem sintomas vão receber um tratamento anticorpo para ajudá-los a combater a infeção, recebendo alta apenas quando for eliminada a carga viral.

Para Helen McShane, uma das principais investigadoras da Universidade de Oxford, este tipo de estudos “dizem-nos coisas que outros não podem porque, ao contrário da infeção natural, são rigorosamente controlados”.

"Quando reinfectarmos estes participantes, saberemos exatamente como o seu sistema imunitário reagiu à primeira infeção Covid, exatamente quando a segunda infeção ocorre, e exatamente quanto vírus eles têm”, explicou.

"Além de melhorar o nosso entendimento básico, isso pode ajudar-nos a conceber testes que possam prever com precisão se as pessoas estão protegidas”, acrescentou.

Segundo Lawrence Young, investigador da Universidade de Warwick, este estudo irá ainda “permitir que a eficácia da vacinação seja avaliada com precisão”.

Apoio às famílias, utentes e profissionais de saúde
Em funcionamento há um mês, Eduardo Carqueja, diretor do Serviço de Psicologia do CHUSJ, faz um balanço “mais do que positivo”...

De acordo com a nota do Centro Hospitalar, “os profissionais de saúde que trabalham nas urgências são um dos principais alvos do acompanhamento psicológico, uma vez que estavam a ser muito sobrecarregados com as múltiplas tarefas que enfrentavam”. Deste modo, Eduardo Carqueja percebeu que a presença de um psicólogo era muito importante, "não só no serviço que eles teriam de prestar aos doentes e aos seus familiares, mas também no autocuidado que eles deviam ter".

Segundo Nelson Pereira, diretor da UAG de Urgência e Medicina Intensiva do CHUSJ, “esta ajuda tem sido uma mais-valia para os profissionais de saúde da unidade, onde tantas vezes se joga a diferença entre a vida e a morte. O psicólogo passa a fazer parte desta família, é alguém que está ao lado e a quem podemos recorrer em cada momento".

Nos primeiros 20 dias de atividade foram registadas 15 ocorrências, que passam "pela transmissão de más notícias, maus diagnósticos ou mortes", explica Margarida Capela, uma das psicólogas afetas a este serviço.

Para integrar as urgências do São João, a psicóloga Margarida Capela teve de receber formação específica nas áreas "do apoio às famílias, na intervenção com os profissionais de saúde, na intervenção das más notícias".

“Apesar de não ser inédito no mundo, o Serviço de Urgência do Centro Hospitalar Universitário São João (CHUSJ) é o primeiro do país a contar com o contributo de um psicólogo em permanência. O diretor do serviço de psicologia adianta que "imensos colegas de outros hospitais" pediram a estratégia implementada no São João para poderem adotar nas respetivas unidades de saúde.

Boletim Epidemiológico
Portugal registou, nas últimas 24 horas, uma morte e 220 novos casos de infeção por Covid-19. O número de internamentos voltou...

Segundo o boletim divulgado, a única morte associada à infeção provocada pelo novo coronavírus, foi registada na região autónoma dos Açores. As restantes regiões do país, incluindo a região autónoma da Madeira, não registaram nenhum óbito.

Quanto ao número de novos casos, o boletim epidemiológico divulgado hoje, pela Direção Geral da Saúde, mostra que foram diagnosticados 220 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo contabilizou 56 novos casos e a região norte 97. Desde ontem foram diagnosticados mais 24 na região Centro, nove no Alentejo e cinco no Algarve. No arquipélago da Madeira foram identificadas mais 15 infeções e nos Açores 14.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 454 doentes internados, mais 26 que ontem. Também as unidades de cuidados intensivos passaram a ter mais três doentes internados. Atualmente, estão em UCI 112 pessoas.

O boletim desta segunda-feira mostra ainda que, desde ontem, 547 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 789.216 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 25.059 casos, menos 328 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância mais 111 contactos, estando agora 20.823 pessoas em vigilância.

Comissão Europeia
A Comissão Europeia (CE) aprovou a expansão da indicação do pembrolizumab, a terapêutica anti-PD-1 da MSD em monoterapia para o...

Esta aprovação baseia-se nos resultados do ensaio pivotal de Fase 3 KEYNOTE-204, em que o pembrolizumab em monoterapia demonstrou melhoria significativa na sobrevivência livre de progressão (SLP) em comparação com brentuximab vedotina (BV), um tratamento frequentemente utilizado.

Este ensaio demonstrou ainda que o fármaco reduziu o risco de progressão da doença ou morte em 35% e mostrou SLP mediana de 13,2 meses versus 8,3 meses para doentes tratados com BV.

A aprovação também se baseia em dados de análise atualizada do ensaio KEYNOTE-087. Em 2017, KEYNOTE-087 foi a base para a aprovação dada pela Comissão Europeia do pembrolizumab para o tratamento de doentes adultos com LHc recidivado ou refratário, após falência de o TACE e a BV, ou que não são elegíveis para transplante e falharam BV. Esta aprovação é a primeira aprovação pediátrica para o fármaco na União Europeia (UE).

 “A aprovação dada pela Comissão Europeia para uma utilização alargada do KEYTRUDA constitui outra opção para doentes adultos e pediátricos com linfoma de Hodgkin clássico, que apresentam progressão da doença após linhas terapêuticas anteriores ou recidiva após transplante”, afirmou Vicki Goodman, vice-presidente de investigação clínica da MSD.

“Estamos empenhados em desenvolver terapêuticas para ajudar a melhorar os resultados de doentes com doenças malignas hematológicas, incluindo aqueles com linfoma de Hodgkin clássico recidivado ou refratário, através do nosso amplo programa clínico.”

Esta aprovação permite a comercialização do pembrolizumab como monoterapia em todos os 27 Estados-Membros da UE, para além da Islândia, Lichtenstein, Noruega e Irlanda do Norte.

Conferência digital
A Sociedade Portuguesa de Pneumologia vai apresentar, em conferência digital, um tratamento que tem revelado elevada eficácia...

Nesta conferência, que será transmitida na plataforma digital e na página de Facebook da SPP,  no próximo dia 21 de abril, pelas 21h00, vão estar presentes vários especialistas em saúde respiratória, entre os quais, representantes da SPP, assim como representantes da RESPIRA.

Este tratamento demonstrou que reduz a falta de ar e o cansaço do doente com doença respiratória crónica, aumenta a capacidade de o doente realizar as tarefas diárias que requerem maior esforço físico, promovendo uma maior autonomia e participação em todas as vertentes da sua vida laboral e/ou social e a adoção de estilos de vida saudáveis. Melhora os níveis de ansiedade e depressão. Reduz o risco de hospitalização e reduz os custos de cuidados de saúde.

Do ponto de vista da segurança, tem revelado poucos efeitos secundários, desde que sejam garantidos todos os cuidados na correta avaliação do doente e monitorização durante a intervenção terapêutica.

Assista e participe na conferência na plataforma https://pneumologia-elearnings.pt/

Ou no Facebook da SPP https://www.facebook.com/sociedadeportuguesadepneumologia.

 

 

A Comunicação salva vidas
A EUPRERA, com as associações profissionais e académicas internacionais de relações públicas e comunicadores, lançou a...

Mais de um ano depois de a Organização Mundial da Saúde ter declarado pela primeira vez o surto de COVID-19 uma emergência de saúde pública de preocupação internacional sob o Regulamento Sanitário Internacional (RSI), vários problemas surgiram em relação à coordenação da comunicação entre as instituições sobre o vírus, medidas de proteção, respostas adequadas e vacinação.

Apesar de vários avisos da comunidade científica e da disponibilidade de informações e lições de emergências de doenças infeciosas anteriores, governos e autoridades em todo o mundo mostraram uma capacidade limitada para responder com eficácia à emergência de surtos de saúde.

Evidências de pesquisas recentes da EUPRERA Com-Covid Network, uma série global de projetos de pesquisa nacionais organizados pelas Associações Europeias de Educação e Pesquisa em Relações Públicas, mostraram uma pobre gestão de comunicação, bem como baixa confiança em fontes de informação e autoridades. Ángeles Moreno, Presidente da EUPRERA, disse: “Sabemos que a comunicação profissional ética pode salvar vidas. Profissionais de excelência são essenciais para gerir uma pandemia, pelo modo como facilitam e mantêm relações e compreensão mútua entre as instituições e o público”.

A capacidade de transmitir as informações certas rápida e claramente em diferentes plataformas de media é essencial para gerir uma emergência de saúde pública num cenário de media ilimitados. Em contrapartida, informações pouco claras e desonestas podem multiplicar as oportunidades de falhas de comunicação, além de levar à disseminação de notícias falsas, teorias da conspiração e disseminação de contra comportamentos que podem comprometer a capacidade das sociedades de controlar o vírus. Mensagens enganosas e dicas contraditórias de líderes e instituições comprometem a confiança, o que pode dificultar uma resposta coletiva bem-sucedida.

Com esta declaração, as associações internacionais profissionais e académicas de comunicação estratégica e relações públicas querem identificar os erros das autoridades e dos cidadãos e ajudar com soluções eficazes.

Ángeles Moreno, Presidente da EUPRERA, afirma: “Alguém tinha de o dizer de um ponto de vista de especialista: primeiro, as autoridades internacionais e nacionais não geriram corretamente as comunicações durante a pandemia em demasiados casos e segundo, os profissionais reconhecidos de Relações Públicas e comunicação estão aqui para ajudar."

A Declaração completa está anexada e disponível em: https://euprera.org/covid-comm-statement/  

Pelo fim das desigualdades entre Enfermeiros do Serviço Nacional de Saúde
O Grupo Greve Cirúrgica acaba de apresentar uma proposta de diploma à Ministra da Saúde e à Ministra da Modernização do Estado...

O Grupo, que junta centenas de Enfermeiros e conta com o apoio do sindicato SITEU, “pretende reverter todas as situações de desigualdades resultantes da evolução legislativa relativa à regulação da carreira de Enfermagem, culminando numa carreira única aplicável a todos os Enfermeiros, independentemente do vínculo ao abrigo do qual exercem as suas funções”

De acordo com um comunicado enviado à comunicação social, “as desigualdades tiveram início em 2002 com o início do fenómeno de empresarialização dos Hospitais Públicos e os seus efeitos perduram no tempo, até hoje, levando a que centenas de profissionais tenham recorrido aos Tribunais para ver os seus direitos reconhecidos”.

No início do ano, “o Provedor-Adjunto da Justiça alertou para a necessidade do reconhecimento do direito à contagem de pontos referentes aos anos anteriores a 2018 para efeitos de progressão de carreira dos Enfermeiros em regime de Contrato Individual de Trabalho”, solicitando a intervenção do Secretário de Estado Adjunto da Saúde.  “Já em 2018, a Comissão de Revisão da Lei de Bases da Saúde tinha proposto a unicidade das carreiras dos profissionais de saúde do SNS, independentemente da relação jurídica de emprego”, revela o Grupo Greve Cirúrgica.

“Atento às dificuldades no exercício profissional e à forma como tem sido tratada a profissão pelos Governos que se têm sucedido, o Grupo Greve Cirúrgica foi criado em novembro de 2018, numa tentativa de chamar a atenção de toda a população para a real importância desta classe profissional e para os graves problemas que têm vindo a enfrentar”, escreve em comunicado.

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Reparam, hidratam, suavizam, clareiam, tonificam, mas o que mais atrai a indústria cosmética é uma n

Segundo Whitney Bowe1, reconhecida dermatologista norte-americana, “os peptídeos são cadeias de aminoácidos, blocos de construção que compõem as proteínas do nosso corpo, incluindo o colagénio”. Sem estas proteínas ver-se-á rugas, unhas quebradas e cabelos quebradiços.

Assim, pode dizer-se que os peptídeos são como blocos de construção, não só para novas fibras de colagénio, mas também de elastina. “Essas fibras são os blocos de construção da nossa pele e aumentam a firmeza e a elasticidade do tecido”, explica Deanne Robinson2, dermatologista e docente na Universidade de Yale.

Mensageiros biológicos

Os peptídeos são, assim, essenciais para uma estrutura e função da pele. São importantes na firmeza, textura e aparência. Os peptídeos são encontrados em todas as células humanas, explicam como especialistas, desempenham um papel importante na forma como o corpo funciona e atuam como 'mensageiros biológicos'.

Investigadores de uma das maiores empresas dinamarquesas de biotecnologia, focada na descoberta e desenvolvimento de medicamentos inovadores baseados em peptídeos, explicam que os peptídeos - moléculas biológicas naturais - são encontrados em todos os organismos vivos e desempenham um papel fundamental em todo tipo de atividade biológica.

“Como proteínas, os peptídeos são formados (sintetizados) naturalmente a partir da transcrição de uma sequência do código genético, o ADN. A manutenção da concentração e dos níveis de atividade dos peptídeos é necessária para atingir a homeostasia e manter a saúde.”

Em busca da Felicidade

Então, mas se os peptídeos estão no organismo porque é que precisamos de mais? A resposta é clara: porque envelhecemos. As dermatologistas explicam que após os 30 anos começamos a perder 1% por ano do colagénio que nos resta. Portanto, é só fazer contas.

De acordo com a investigadora Dolores González de Llano - coautora da obra Enciclopédia de Ciências Alimentares e Nutrição -, os peptídeos incorporados em produtos cosméticos antienvelhecimento dividem-se em três categorias: peptídeos 'sinalizadores', peptídeos 'transportadores' e peptídeos bloqueadores 'de neurotransmissores.

“Os peptídeos de sinal mimetizam como sequências de proteínas encontradas no colagénio e na elastina e estimulam a produção de novo colagénio e elastina. Os peptídeos transportadores atuam como veículos para outros ingredientes para auxiliar nos processos enzimáticos que aumentam a síntese de colagénio. Alguns peptídeos são fragmentados e podem bloquear uma neurotransmissão, que pode levar à redução das contrações faciais, que acabariam por quebrar o colagénio e criar uma aparência de rugas”, explica a especialista.

A investigadora considera, assim, que a utilização de peptídeos em formulações de cuidados com a pele é ilimitado.

Benefícios

A dermatologista Deanne Robinson também alerta para a questão de os peptídeos não serem todos iguais e enumera o que fazem. “Os peptídeos transportadores libertam minerais na pele para estimular o colagénio, enquanto os peptídeos inibidores da enzima trabalham para abrandar o colapso natural da pele do colagénio. Peptídeos de sinal enviam mensagens para diferentes partes da pele para promover colagénio, elastina e outras proteínas; e os neurotransmissores dos peptídeos, conhecidos como 'tipo botox', bloqueiam a libertação de substâncias que causam a contração muscular das linhas de expressão, suavizando como rugas.”

Assim, de acordo com Dolores González de Llano, os peptídeos comuns têm como função:

  • Atenuar linhas de expressão;
  • Redução de rugas e papos nos olhos;
  •  Aumentar a síntese de colagénio;
  •  Aumentar a firmeza da pele;
  • Atenuar as linhas finas.

Não será, pois, de estranhar que a introdução dos peptídeos em produtos cosméticos esteja a ser um sucesso em todo o mundo pelos resultados comprovados.

Porém, conforme as pesquisas continuam e os cientistas estão à procura de outros benefícios dessas moléculas. Um grupo de pesquisadores da Turquia deu um conhecimento, em 2015, que peptídeos bioativos adquiriu de Spirulina platensis têm várias atividades biológicas, entre as atividades antioxidante, anti-hipertensiva, antimicrobiana, antidiabetes e atividade antiobesidade.

Os produtos de cuidados de pele e os suplementos dos laboratórios Suta Spirulina Technology , à base de Spirulina, confirma o poder antioxidante da microalga.

Referências: 
1. https://drwhitneybowe.com/
2. https://www.deannemrazrobinsonmd.com/

 

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Especialistas esclarecem dúvidas
A Academia Mamãs sem Dúvidas realiza na próxima quarta-feira, 21 de abril, a 6.ª edição do evento online “Especial Grávida”,...

O parto é um momento muito aguardado pelos futuros pais, mas que por vezes representa alguns receios para as gestantes. Se, por um lado, é uma ocasião de grande felicidade, por outro, é um momento de grande ansiedade para que tudo corra da melhor forma para a mãe e para o bebé.

Com a colaboração de profissionais de saúde, a próxima edição do “Especial Grávida” tem em destaque três grandes temáticas relacionadas com o momento do nascimento do bebé: “Mitos sobre a Epidural”, com a participação da Enfermeira Sónia Ferreira, especialista em saúde materna e obstetrícia; “Células Estaminais: Para que servem? Vale mesmo a pena guardar?”, em que Joana Marques, Formadora do Laboratório BebéVida, explica as potencialidades terapêuticas dos tecidos e células do sangue do cordão umbilical, recolhidos após o parto, mediante um procedimento simples e indolor e “Como é que a Mãe e o Bebé podem trabalhar em equipa para garantirem uma experiência de parto positiva?”, com as dicas da Enfermeira Telma Cabral, fundadora da Academia Telma Cabral.

Garanta a sua presença neste evento 100% online aqui. A participação é gratuita, ainda que a inscrição seja obrigatória. Ao inscreverem-se as futuras mamãs ficam habilitadas a receber um cabaz de produtos no valor de 300€, composto por: um intercomunicador Miniland; uma almofada Nuvita; uma mala Bioderma com produtos para o bebé; um estojo de higiene para o bebé; e ainda uma chupeta Philips Avent.

Esta é mais uma iniciativa promovida pela Academia Mamãs sem Dúvidas, que procura dar apoio às mulheres grávidas através do esclarecimento de dúvidas e do fornecimento de informação relevante sobre o universo da gravidez e da parentalidade, contribuindo para uma experiência positiva desta altura tão especial dos futuros e recém pais.

Para mais informações sobre eventos e materiais informativos da Mamã sem Dúvidas consulte o website mamassemduvidas.pt . 

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