Podologia
Os nossos pés acompanham-nos em todas as jornadas da nossa vida, impulsionam-nos a ultrapassar os ob

Por serem a nossa base sólida de sustentação, são os pés que suportam o peso do nosso corpo e que funcionam à semelhança dos alicerces das casas, garantindo-nos o equilíbrio necessário para a adoção de uma boa postura corporal. Razão pela qual é enorme o desgaste a que estão submetidos quando, por exemplo, passamos várias horas em pé durante o horário laboral. Adicionalmente, os nossos pés funcionam como molas/alavancas durante a deambulação, impulsionando o corpo durante a marcha. Assumindo o arco longitudinal interno do pé um papel na absorção de impactos e no armazenamento de energia, os pés são assim responsáveis por receber e distribuir o peso do organismo, ao mesmo tempo que se adaptam às superfícies irregulares pelas quais caminhamos.    

Com funções biomecânicas variadas e complexas, os nossos pés são compostos por três grupos ósseos (tarso, metatarso e falanges), músculos, ligamentos e articulações, sendo revestidos pela pele e estando as pontas dos dedos protegidas pelas unhas. Pela sua enorme relevância, é agora fácil perceber o quão crucial é protegermos todas as suas estruturas, evitando comportamentos incorretos que as podem prejudicar. 

Quais são as consequências desses comportamentos comuns e inadequados? 

É relevante ressalvar que a falta de mobilidade e o aumento dos níveis de sedentarismo, em resultado de alguns hábitos adquiridos face à pandemia, prejudicam a saúde dos pés e que entre as suas potenciais consequências se encontram a má circulação, as dores nos membros inferiores, o edema, a redução da flexibilidade, a atrofia muscular e o excesso de peso. 

De seguida, importa falar sobre a utilização de sapatos com saltos altos e finos, que levam a uma diminuição da área de apoio do pé e a uma concentração do peso corporal, o que aumenta o risco de quedas, entorses e inflamação. Depois, e ainda relativamente ao calçado, destaco que o volume do pé aumenta durante o dia, pelo que é um erro não garantirmos uma margem suficiente entre a ponta do dedo grande do pé e o sapato, sendo o calçado apertado um fator potenciador de calosidades. Tendo isso conta, é preferível escolher um calçado com atacadores ou tiras de velcro, para que possa ser ajustado. 

Enquanto o sol não brilha com todo o seu esplendor e o calor não se faz sentir, penso que é também importante alertar para os perigos de aproximar demasiado os pés das lareiras, dos aquecedores, dos radiadores ou dos sacos de água quente, uma vez que as altas diferenças de temperaturas são prejudiciais. Concomitantemente, pelo risco de queimadura, as pessoas com diabetes devem ter um cuidado redobrado. 

Dado que a xerose cutânea não é um problema exclusivo dos meses quentes, deve adotar-se um comportamento preventivo durante todo o ano, no que diz respeito a este problema, que está relacionado com a desidratação da pele. Assim, os banhos de água demorados e excessivamente quentes, beber água em quantidades insuficientes e esquecer a hidratação dos pés são alguns atos que podem estimular uma pele áspera, irritada e sem flexibilidade, bem como o desenvolvimento de fissuras e gretas, que podem funcionar como uma porta de entrada para organismos patogénicos. 

Adicionalmente, aderir à moda de usar sapatos sem meias ou preferir meias de materiais sintéticos são alguns erros relativamente comuns, que podem promover o desenvolvimento de infeções fúngicas. Já não trocar de meias, quando estas ficam húmidas ou molhadas, quer seja pelo excesso de transpiração ou devido aos dias de chuva, cria também um ambiente propício ao surgimento de micoses e irá provocar desconforto pela exposição da pele ao frio e à humidade, aumentando a sensação de arrefecimento e o risco de frieiras. Paralelamente, de modo a prevenir o desenvolvimento de fungos e o crescimento de bactérias responsáveis por maus odores, deve evitar-se usar o mesmo par de sapatos dois dias consecutivos.  

Relativamente às unhas dos pés, fazer um corte arredondado dos cantos, não ajuda a que a unha cresça para além da pele nas margens do dedo, o que pode levar à onicocriptose (vulgarmente reconhecida como “unha encravada”).  

Não consultar um especialista para avaliar o pé em caso de alterações visíveis ou dor é uma opção que pode levar ao agravamento de problemas podológicos e ao desenvolvimento de complicações. 

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Falta de literacia em saúde
Existe, em Portugal, um grande desconhecimento sobre o papel do rim no organismo, confirma um inquérito realizado junto da...

Um desconhecimento que Edgar Almeida, presidente da Sociedade Portuguesa de Nefrologia, atribui à falta de literacia em saúde, que continua a ser uma constante para muitos portugueses. “Estes dados mostram que há necessidade de se aumentar a literacia em saúde, mas ela não é isolada, deve estar incluída na educação global, que tem de ser implementada para que possamos ter resultados. Mas atenção, que estes nunca serão imediatos, é uma ação a médio e longo prazo, mas vale a pena começar. Até porque a nossa população está a envelhecer, os fatores de risco aumentam com a idade e o grupo de pessoas com doença renal que atingem a fase em que são necessários tratamentos substitutivos aumenta bastante.” 

Ainda de acordo com os resultados do inquérito, os problemas cardíacos, como insuficiência cardíaca ou enfarte, não são identificados como fator de risco da doença renal crónica por 21,8% dos inquiridos, com 33,5% a admitir não saber a resposta. Ao todo, 45% não sabem ou respondem de forma errada quando questionados sobre se as doenças cardiovasculares são uma consequência desta doença, ainda que os inquiridos com história de problemas renais ou história familiar para esta doença revelem um nível de conhecimento superior.

Edgar Almeida explica que “os fatores de risco para a doença renal crónica são muito semelhantes aos fatores de risco para as doenças cardiovasculares no geral. Ou seja, as pessoas que são obesas, hipertensas, os diabéticos, as pessoas que fumam, com um elevado consumo de sal na alimentação, também estão em risco de doença renal”. O que significa que “se fizermos tudo para termos hábitos de vida saudáveis estamos a proteger também o rim. No entanto, porque esta é uma doença muito vaga, surge a questão: quando é que as pessoas se têm que preocupar com isto? As pessoas têm que se preocupar em ter os chamados estilos de vida saudáveis, mas são os profissionais de saúde que têm de estar alerta para o diagnóstico da doença renal crónica. E a nossa missão não é só dirigida à população geral, mas também aos médicos, que podem detetar precocemente esta patologia, sobretudo quando as pessoas têm os fatores de risco referidos”. 

De acordo com o especialista, a doença renal crónica tem duas fases distintas: “uma fase até ao início do tratamento substitutivo renal, em que as pessoas são acompanhadas nas consultas; e uma segunda fase, em que as pessoas têm necessidade de fazer hemodiálise, diálise peritoneal, transplante”. Nesta situação estima-se que, em Portugal, se encontrem aproximadamente 20 mil pessoas, às quais se juntam “6,1% da população que se estima esteja na fase dita pré-diálise, ou seja, com uma doença moderada a severa”. O que significa que a doença renal crónica “é importante, embora passe despercebida e terá uma dimensão que não fica muito aquém, infelizmente, da diabetes como doença crónica”. 

E tudo isto com um grande impacto. “Felizmente, o tratamento é integralmente suportado pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS), existindo um grande impacto económico para o País. Mas além desse custo, com o qual todos nós contribuintes nos devemos preocupar, porque o dinheiro podia ser usado para outras coisas, há outro impacto, que se sente na vida das pessoas, que se altera de forma significativa. A hemodiálise costuma ser feita durante quatro horas, três vezes por semana, num centro de diálise, o que torna as pessoas limitadas na sua mobilidade e isto é muito limitativo para quem quer ser autónomo.” 

Precisamente com o intuito de alertar a população para a importância de reconhecer e não desvalorizar os sintomas da doença renal crónica, tentando assim chegar a um diagnóstico precoce e que permita um tratamento da doença menos limitativo, a Associação Portuguesa de Insuficientes Renais, a Sociedade Portuguesa de Nefrologia e a AstraZeneca, uniram-se para lançar a campanha #SemFiltros, uma alusão ao papel dos rins no organismo que, entre outras, têm a função de filtrar o sangue.

Submissões até 31 de dezembro de 2022
Está a decorrer o processo de submissão de propostas a um Programa Competitivo de Bolsas promovido pela Pfizer, em colaboração...

Estas bolsas estão inseridas no programa Global Medical Grants (GMG) e pretendem apoiar iniciativas independentes, com o objetivo de melhorar os resultados em saúde e responder a necessidades médicas não satisfeitas, alinhadas com a estratégia científica da Pfizer.

Este Request for Proposal (RFP) público fornece detalhes sobre a área de interesse, estabelece o período de submissão e datas de revisão e aprovação. Os projetos serão analisados por um painel de revisores interno que tomará a decisão final sobre a atribuição das bolsas. A Pfizer e a BioNTech não têm influência sobre qualquer aspeto dos projetos e apenas solicitam relatórios sobre os resultados e sobre o seu impacto, com o intuito de os compartilhar publicamente.

As submissões podem ser apresentadas ao longo do ano, terminando a 31 de dezembro de 2022.  A sua revisão e consequente decisão sobre o apoio será efetuada continuamente.

 

22.ª edição do estudo “Marcas de Confiança” Selecções do Reader’s Digest
A revista Selecções do Reader’s Digest, que este ano comemora 100 anos, acaba de divulgar os vencedores da 22.ª edição do...

Os médicos, que ao longo do último ano têm sido uma constante no nosso dia-a-dia, são apontados como a profissão que oferece maior confiança, destronando, assim, Cientistas/Investigadores, que detinham a confiança dos portugueses em 2021. Políticos, Advogados, Juízes e Vendedores são profissões nos últimos lugares na confiança dos portugueses.

O Presidente da República, a Organização Mundial da Saúde, a par do INFARMED, são as instituições que os portugueses apontam como mais confiáveis. De salientar a confiança depositada também em instituições como a Direção-Geral da Saúde, nas Instituições de Solidariedade Social e na União Europeia.

Num ano marcado pela Pandemia Covid-19, 80% dos entrevistados refere que as várias medidas tomadas pelo Governo desde o início foram as necessárias. 66% defende mesmo que o teletrabalho foi uma realidade que se afirmou na sociedade e aponta o modelo misto de trabalho (teletrabalho e presencial) como o ideal numa situação pós-pandemia.

Personalidade de Confiança

No estudo “Marcas de Confiança” os portugueses são também convidados a eleger as Personalidades de Confiança, com base no contributo e desempenho que tenham prestado na respetiva área.

Na edição de 2022, o destaque vai para a entrada da área “Apresentação de programas (Rádio/TV)”, na qual Vasco Palmeirim recebe o maior número de votos. A “Música” também traz novidades, com Tony Carreira a suceder a Rui Veloso, vencedor em anos anteriores.  O médico pneumologista Filipe Froes passou a ser a personalidade de Confiança dos portugueses na área “Medicina”.

A “Personalidade Portuguesa do Ano” é agora o Vice-almirante Henrique Gouveia e Melo. 

Oito novas categorias em sessenta marcas vencedoras

A 22.ª edição do estudo “Marcas de Confiança” elegeu como habitualmente as 60 marcas nas quais os portugueses mais confiam, este ano com a introdução de oito novas categorias e seguindo o modelo de Pergunta Aberta, de modo a dar liberdade de escolha e sobretudo valorizar a espontaneidade dos portugueses.

Ao serem eleitas pelos portugueses, as marcas vencedoras passam a poder usar o selo “Marca de Confiança” durante um ano, como símbolo do seu reconhecimento e qualidade. 

63% dos portugueses revelaram que o selo “Marcas de Confiança” associado a uma marca, seja em embalagens ou em peças publicitárias, transmite “mais alguma” confiança nessa marca. Sendo que 24 % afirma que o selo confere “Muito mais” confiança.

Como escolhemos no dia-a-dia

A escolha que os portugueses fazem em cada dia, relativamente aos produtos que consomem, vai muito para além de um gesto automático. Cada vez mais se exige às marcas um comportamento que corresponda às expetativas ou que ultrapasse mesmo essas expetativas. Nesse sentido, a qualidade dos produtos da marca é apontada por 51% dos entrevistados como o fator que gera mais confiança. O preço justo, a transparência e boa conduta da marca são outros fatores que levam os portugueses a confiar numa marca em detrimento de outra.

Fórum Global da GS1
É possível afirmar que o movimento de vacinação global foi – e continua a ser – bem-sucedido. Ao dia de hoje, mais de metade da...

Entre os vários fatores que podem explicar a grande adesão da população está a “segurança da cadeia de valor” de cada inoculação, garantida pela adoção de mecanismos de rastreabilidade pelas farmacêuticas e entidades de saúde. “Desde o desenvolvimento à entrega, passando pela aceitação e administração, o fator segurança tornou-se uma pedra basilar para a distribuição e administração das vacinas por todo o mundo”. As palavras são de Hanno Ronte, partner da Delloite UK, que explicou o papel da rastreabilidade neste processo, durante o Plenário de Saúde do Fórum Global da GS1, a reunião anual da plataforma de colaboração neutra e global que reúne representantes da indústria, entidades reguladoras, Governo, universidades e associações, com vista ao desenvolvimento de soluções assentes em standards que permitam dar resposta aos desafios da troca da informação.

Entre as medidas que consolidaram a confiança geral da população na corrente da vacinação, Hanno Ronte lembra que “a regulamentação específica de produtos de saúde, de que as vacinas são exemplo, promovem ações colaborativas, garantindo simultaneamente sigilo e segurança em tempos de crise”.

O responsável da Delloitte apelou ainda a que as organizações e entidades governativas adiram “aos standards globais e serialização” de produtos, dando como exemplo a simbologia Datamatrix, a simbologia de codificação bidimensional da GS1: “Ao atingirmos uma utilização universal da tecnologia de DataMatrix, teremos uma mais rigorosa identificação e a garantia de rastreabilidade de produtos médicos de extrema importância”, como as vacinas. Durante o processo de vacinação, foram reportados 150 incidentes, em mais de 40 países, relacionados com a qualidade das doses a administrar. Contudo, e graças à rastreabilidade, foi possível identificar os lotes a que pertencia cada uma dessas vacinas e eliminá-los de imediato, lembrou o orador.

Olhando para o futuro, o representante da Delloite vê no “last mile” um dos maiores desafios para outras ações de escala global. Especificamente sobre a vacinação, Hanno Ronte lamenta que o acesso à saúde ainda não esteja totalmente democratizando, deixando por isso uma sugestão: “Se aliarmos a otimização das entregas ‘last mile’ em zonas rurais ou em países em desenvolvimento à utilização eficaz dos recursos locais, juntamente com uma visão e linguagem únicas sobre a administração das vacinas, poderemos finalmente atingir a equidade da vacinação em todo o mundo”

 

APDP deixa o alerta
Por ocasião do Dia Mundial do Rim, que este ano se assinala a 10 de março, a Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal ...

Patrícia Branco, nefrologista da APDP explica que "a diabetes é uma doença grave que afeta a saúde dos rins e de todos os órgãos porque afeta os vasos. O rim é uma espécie de filtro que remove do organismo as toxinas produzidas diariamente pelo nosso corpo. Na diabetes, os níveis elevados de açúcar danificam este filtro, permitindo que as proteínas como a albumina passem para a urina. Com o passar do tempo estas são eliminadas em quantidades cada vez maiores, o que vai reduzir o funcionamento dos rins”. A necessidade de rastreio, realça a especialista, é fundamental: “Este rastreio faz-se pela pesquisa da presença de uma proteína na urina (albuminúria) e por uma análise de sangue para calcular a função renal", conclui Patrícia Branco.

Relativamente ao tratamento, quando o rim deixa de funcionar, as terapêuticas de substituição renal (TSR) têm de ser equacionadas pois a função renal é essencial à vida. A diabetes em Portugal é a causa de doença renal terminal em cerca de 30% dos casos, condicionando a necessidade de tratamentos como a hemodiálise, diálise peritoneal, terapêutica conservadora ou transplante renal.

"As TSR evoluem no sentido de um tratamento personalizado que corresponda às necessidades clínicas e individuais da cada pessoa. Existem diversos ensaios, alguns deles já em humanos, com avanços inovadores que podem transformar de forma revolucionária as vidas das pessoas com falência renal nos anos vindouros", refere Rita Birne, também nefrologista da APDP.

"Equipamentos de tamanho reduzido, que permitam a portabilidade, flexibilidade e continuidade de tratamento, vão aliviar o impacto de um tratamento num tempo reduzido, com benefício na saúde física e mental, bem como permitir uma maior liberdade na vida profissional, familiar e social. O futuro reafirma uma TSR centrada na pessoa, que prioriza as necessidades do doente e a qualidade de vida, e não apenas a melhoria da sobrevida", projeta a especialista.

José Manuel Boavida, presidente da APDP, acrescenta que “a associação entre a diabetes e a doença renal crónica é uma realidade que comprova, uma vez mais, a necessidade de promover a articulação entre especialidades médicas quando lidamos com uma doença crónica como a diabetes. Há uma elevada prevalência de insuficiência renal nas pessoas com diabetes e tememos que, devido à pandemia e ao consequente atraso de diagnósticos atempados, a deterioração do funcionamento dos rins poderá ser acelerada.”

A doença renal crónica consiste numa lesão com perda progressiva e irreversível da função renal.  Estima-se que em Portugal mais de 800 mil pessoas sofram desta doença. Todos os anos são registados 2.200 novos casos com necessidade de TSR, existindo atualmente 13 mil pessoas dependentes de diálise. Pode atingir todas as idades e géneros, embora a sua incidência seja maior nos adultos e idosos.

Corpo Humano
A maioria das pessoas associa ao rim a função de depurar do sangue substâncias tóxicas, eliminando-a

O rim é responsável pelo controlo dos níveis de hidratação, eletrólitos (sais minerais) e ácido-base do organismo. Este equilíbrio preciso é fundamental para que a maioria dos processos químicos que ocorrem no nosso organismo se processe de forma eficaz.

O rim intervém ainda na produção de hormonas, como a eritropoetina, que controla a produção de glóbulos vermelhos, ou de renina, que regula a pressão arterial. É ainda no rim que ocorre a transformação da vitamina D na sua forma biologicamente ativa.

Ao longo da nossa vida a função renal vai diminuir de forma progressiva e expectável. No entanto, mesmo em idades muito avançadas a função renal é suficiente para manter o nosso organismo a funcionar de forma correta. Existem, contudo, certas situações em que a deterioração da função renal ocorre de forma acelerada. As duas doenças mais frequentemente envolvidas são a diabetes e a hipertensão arterial. Felizmente o controlo adequado destas doenças pode atrasar esse declínio.

Existem muitas outras doenças que afetam o rim, como pielonefrites (infeção do rim), glomerulonefrites (lesão glomerular provocada por exemplo por inflamação), litíase renal (“pedras no rim”) doenças congénitas e genéticas ou tóxicos.

Na maior parte das vezes as doenças do rim são assintomáticas até fases avançadas da doença. Podem, no entanto, manifestar-se através da alteração da cor da urina, produção exagerada de espuma na urina (proteinúria), cansaço, palidez, hipertensão arterial, edema (“inchaço”, geralmente dos membros inferiores e face) ou alteração da quantidade de urina produzida.

Para manter a saúde do rim deve procurar beber água em quantidade adequada, evitar substâncias que façam mal ao rim, como o tabaco, o uso excessivo de anti-inflamatórios não esteroides, ou o consumo excessivo de sal na dieta. No caso de sofrer de doenças como hipertensão ou diabetes, deve procurar seguir as indicações do seu médico de forma a manter um controlo adequado. Essas medidas incluem, para além dos medicamentos prescritos, exercício físico regular, dieta saudável e um peso adequado.

 

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Primeiros cursos de pós-graduação na área da Saúde em Mangualde
O Instituto Piaget abre esta semana as inscrições para os primeiros cursos de pós-graduação na área da Saúde, a realizar fora...

Em sessão pública a realizar no Salão Nobre da Câmara Municipal de Mangualde, esta quinta-feira, dia 10 de março, pelas 11h00, será apresentada a abertura das inscrições das pós-graduações em “Inovação, Gestão da Qualidade e Auditoria em Saúde” e em “Saúde Pública e Gestão da Qualidade Alimentar”. (A terceira pós-graduação versa sobre cibersegurança e proteção de dados na Administração Pública.)

A parceria entre o Instituto Piaget e o Município de Mangualde tem subjacente a ideia de que o processo de expansão da rede do ensino superior criará um espaço de oportunidades, de desenvolvimento e de capacitação, desempenhando um papel essencial na atração e fixação dos jovens na região. O Instituto Piaget é a entidade responsável pela gestão pedagógica-científica e administrativa dos cursos.

A pós-graduação em “Inovação, Gestão da Qualidade e Auditoria em Saúde” foi criada a partir de uma visão integrada e multinível da gestão da qualidade e auditoria em saúde, pretendendo dotar os participantes de competências técnicas e científicas que contribuam para um desempenho profissional efetivo, inovador e para a obtenção da certificação como Auditor Interno. O curso estava, até aqui, disponível apenas na Escola Superior de Saúde Jean Piaget em Vila Nova de Gaia.

Por seu turno, a pós-graduação em “Saúde Pública e Gestão da Qualidade Alimentar” destina-se à formação de profissionais especialistas, habilitados para a implementação de um Sistema de Gestão de Segurança Alimentar, assim como adquirir competências para realizar auditorias internas a Sistemas de Gestão de Segurança Alimentar (ISO 22000). No universo do Instituto Piaget, o curso está integrado na oferta formativa do ISEIT de Viseu.

 

 

Próximas sessões a 17 e 19 de março
A Universidade Europeia lança um ciclo de conferências dedicadas à área da Saúde, através das quais pretende trazer a discussão...

“Nutrição & Desporto” (17 março) é uma talk que conta com a participação da Bastonária da Ordem dos Nutricionistas, Alexandra Bento, Nuno Delgado, o primeiro atleta português de Judo a receber a medalha olímpica da modalidade, e Nuno Gomes, entre outros convidados de relevância.

No dia 19, o Simpósio de Medicina Dentária conta com a presença de oradores de renome no setor, tais como Miguel Roig Cayon (Catedrático e Diretor da área de Operatório Dental da Universidade Internacional da Catalunha), Luis Jané Noblon (Médico Estomatologista e Professor da Universidade Internacional da Catalunha), Jaime Jimenez (Diretor do Mestrado de Implantologia Oral da UEM, Presidente do Colégio de Odontólogos y Estomatólogos da I Região (COEM), Vice-presidente da Sociedad Española de Protesis Estomatologica (SEPES) e embaixador de Espanha na European Academy of Osseointegration (EAO)), João Paulo Tondela (Membro Integrado do Centro de Investigação e Inovação em Ciências Dentárias (CIROS), da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra), entre outros.

A primeira sessão deste ciclo decorreu em janeiro, sob o mote “Digitalização da Saúde e a Necessidade de Novos Modelos de Conhecimento e Colaboração”. O painel reuniu representantes das empresas Altice, Siemens e Glintt, e ainda, a antiga Ministra da Saúde e presidente do Advisory Board da Universidade Europeia, Maria de Belém Roseira, e Adalberto Campos Fernandes, coordenador estratégico da área de Ciências da Saúde da Universidade Europeia.

Este ciclo de conferências marca o arranque de um conjunto de iniciativas que a Universidade Europeia está a desenvolver, ao longo de todo o ano, dedicadas à área da Saúde. Para além destas sessões, as iniciativas incluem também o alargamento da oferta formativa em Ciências da Saúde, a partir de maio, com formações para executivos em Health Management, Medicina Dentária Digital e Nutrição no Desporto e Exercício, e ainda o recém-lançado podcast, “A Receita para…”.

As Ciências da Saúde representam uma área estratégica para o desenvolvimento nos domínios do Ensino, da Formação, da Investigação Científica e da Inovação Tecnológica. Tendo em vista este desígnio, a área de Ciências da Saúde da Universidade Europeia vem proporcionar um processo inovador de educação integrado, através da qual os estudantes, das diferentes áreas disciplinares, adquirem conhecimentos e competências, de forma partilhada, tendo em vista as experiências futuras, ao longo da sua vida profissional. Esta abordagem, assenta num Modelo Académico inovador, centrado na aprendizagem experiencial e transversal a todas as áreas da instituição e evidenciado nesta área de conhecimento.

 

15, 17 e 22 de março
Ao mesmo tempo que o papel do pai na gravidez vai ganhando relevo nos dias de hoje, as dúvidas sobre a forma como se podem...

Conheça a importância da paternidade ativa e antecipe os desafios da vida em casal com a chegada do bebé

O enfermeiro Bruno Reis é o convidado do episódio do Podcast Conversas com Barriguinhas que acaba de ficar disponível no Spotify. O especialista em saúde materna e obstetrícia dá a conhecer a importância do papel do pai na gravidez e as implicações que a sua pouca integração acarreta para o casal e para o bebé. Já a dia 20 de março, a psicóloga Ana Afonso, do Bebé da Mamã, vai explicar como contornar alguns dos principais desafios do casal desde a gravidez ao pós-parto, como a falta de comunicação e as mudanças na vida sexual.

Descubra em que circunstâncias o pai pode desempenhar um papel ativo, desde a gravidez ao pós-parto

Nos próximos eventos online dedicados ao Dia do Pai, serão conhecidas algumas circunstâncias em que os futuros pais podem contribuir na partilha de tarefas e responsabilidades e também formas de criarem uma ligação com o bebé. No dia 15 de março, às 17h00, Inês Guerra Pereira, médica dentista e autora do Blog Dente a Dente, revela como pode o pai ajudar na higiene oral do bebé. Já a enfermeira parteira Isabel Ferreira explica as medidas de segurança a ter em conta no transporte automóvel durante a gravidez. Os pais vão perceber ainda como os seus bebés comunicam através dos gestos mesmo antes de falar, com o apoio da terapeuta da fala Carina Pinto, instrutora no Programa Baby Signs

O contacto pele com pele, que contribui para o desenvolvimento do vínculo emocional do pai com o bebé, vai ser analisado ao detalhe pela enfermeira Raquel Fonseca, conselheira em aleitamento materno, no dia 17 de março, às 17h00. O autor do blog “A Pitada do Pai”, Rui Marques, vai estar também presente para mostrar que “O pai também cozinha!” e há ainda oportunidade de conhecer o centro Bebé da Mamã através de uma visita virtual.

Esta maratona de iniciativas dedicadas ao Dia do Pai culmina com o evento do dia 22 de março, também pelas 17h00, no qual as enfermeiras e especialistas em saúde materna e obstetrícia, Gisélia Machado e Bárbara Sousa, vão ensinar como estabelecer uma ligação com o bebé ainda no útero e esclarecer dúvidas comuns sobre o uso da licença exclusiva, respetivamente.

Nestas sessões, os futuros pais vão conhecer ainda a importância das células estaminais do cordão umbilical do seu bebé para a saúde futura da família, nomeadamente como opção terapêutica no tratamento de mais de 80 doenças. E para que os pais possam tomar uma decisão informada, um especialista da Crioestaminal, o único laboratório com acreditação internacional pela Association for the Advancement of Blood & Biotherapies (AABB), vai responder às principais questões sobre processo de guardar ou doar as Células Estaminais do Cordão Umbilical.

As sessões online das Conversas com Barriguinhas realizam-se todas as semanas e têm como objetivo ajudar as grávidas e os casais portugueses a preparar a chegada do seu bebé, a partir do conforto das suas casas.

 

Instituto Ricardo Jorge colabora em estudo internacional sobre Hipercolesterolemia Familiar
O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) colaborou num estudo internacional de avaliação de doentes...

De um modo geral, os doentes com HoFH têm níveis bastante elevados de colesterol-LDL no sangue e desenvolvem doença cardiovascular aterosclerótica muito precocemente. Dada a raridade da doença, os estudos até à data realizados envolveram poucos doentes. O objetivo deste novo trabalho foi avaliar as características clínicas e genéticas da doença e o impacto dos vários tratamentos atualmente utilizados para baixar o colesterol sanguíneo nos HoFH em todo o mundo.

Este estudo permitiu verificar a existência de homogeneidade nos valores de colesterol-LDL antes do início do tratamento, enquanto houve uma diferença acentuada nos valores do colesterol-LDL nos doentes em tratamento consoante o desenvolvimento económico do país onde vivem. Segundo a análise houve uma descida mais acentuada nos valores de colesterol-LDL nos doentes de países mais ricos do que nos países pobres.

Por outro lado, houve mais doentes a conseguir atingir o valor de colesterol recomendado pelas diretrizes internacionais nos países ricos (21%) do que nos pobres (3%), refletindo uma assimetria no acesso ao tratamento. Outro dos resultados indica que 66,6% dos doentes dos países ricos receberam uma intervenção terapêutica mais agressiva com três ou mais fármacos hipolipemiantes contra 24% nos países pobres. Também foi possível apurar que o primeiro evento cardiovascular adverso importante ocorre cerca de uma década antes nos países pobres.

Os autores concluíram ainda que os doentes com HoFH são diagnosticados tardiamente, estão submedicados e têm um elevado risco de desenvolver doença cardiovascular aterosclerótica prematura. O uso de regimes terapêuticos combinados está relacionado com valores mais baixos de colesterol-LDL e melhor sobrevida.

Por outro lado, foi possível constatar que a nível mundial existem diferenças significativas nos regimes terapêuticos, controlo dos níveis de colesterol-LDL e na sobrevivência à doença sem desenvolver eventos cardiovasculares, o que exige uma reavaliação crítica da política global de saúde, para reduzir as desigualdades e melhorar a vida de todos os doentes com HoFH.

 

Em fases precoces
A equipa de Cirurgia Torácica da Clínica do Pulmão do Instituto Português de Oncologia do Porto Francisco Gentil (IPO do Porto)...

Trata-se de uma segmentectomia anatómica por VATS (video-assisted thoracoscopic surgery), uma intervenção cirúrgica realizada no IPO do Porto desde 2019, mas agora com recurso a ferramentas cirúrgicas e tecnológicas mais eficazes que permitem aumentar a precisão da resseção e, consequentemente, diminuir o risco de infeção e outras complicações para o doente.

«Esta é uma técnica inovadora, já existente em Portugal, mas que estamos a aplicar pela primeira vez na cirurgia torácica no IPO do Porto. Intraoperatoriamente, após a laqueação dos ramos arteriais, injetamos no doente uma substância (verde de indocianina) que vai delimitar por imunofluorescência e com mais rigor, a zona da árvore pulmonar que mantém irrigação e a zona do segmento pulmonar a ressecar», explica Gonçalo Paupério, diretor do Serviço de Cirurgia Torácica do IPO do Porto, assegurando que desta forma é possível extrair o tumor de forma mais precisa.

«A introdução desta nova opção cirúrgica permite-nos, por um lado, definir com maior precisão o plano do segmento a ressecar e oferecer menor risco de complicações para o doente, nomeadamente infeções e enfartes pulmonares, assegurando assim melhor recuperação para o doente», esclarece o cirurgião.

Em 2021, o Serviço de Cirurgia Torácica realizou 22 segmentectomias anatómicas por VATS. De acordo com Gonçalo Paupério, «este ano vamos assistir no IPO do Porto a uma intensificação deste tipo de cirurgias, porque o serviço está empenhado em mudar o paradigma e adotar estratégias cirúrgicas cada vez menos invasivas e mais inovadoras».

 

Candidaturas até 13 de abril
A Roche acaba de lançar a 8ª edição das Bolsas de Cidadania Roche, que visa o financiamento, num valor total de 60 mil euros,...

A iniciativa procura essencialmente fomentar a participação dos cidadãos nos processos de decisão em saúde, a informação dos doentes sobre os seus direitos, assim como a sua participação nas decisões individuais de tratamento.

Para esta nova edição, de 2022, são considerados preferenciais os projetos que informem os doentes dos seus direitos de acesso à informação e ao envolvimento nas decisões individuais de cuidados de saúde; incrementem a participação dos cidadãos e dos doentes nos processos de decisão em saúde; contribuam para o incremento da qualidade de vida dos doentes e seus cuidadores em sociedade; promovam os ganhos em saúde dos cidadãos; aumentem a literacia em saúde da população.

A análise das candidaturas e a proposta de decisão de atribuição das Bolsas será feita por um júri independente, constituído por um mínimo de cinco elementos.

Vão ser atribuídas uma bolsa de 20 mil euros, de 15 mil e 10 mil euros e três bolsas no valor de 5 mil euros.

Esta ação enquadra-se na Política de Responsabilidade Social da Roche e resulta do seu compromisso em assumir um papel ativo na sociedade apoiando, de forma transparente, iniciativas inovadoras e orientadas para a missão de suporte ao doente.

O formulário das candidaturas está disponível em www.roche.pt.

 

Conheça as diferenças
Um procedimento estético que está em alta no mundo dos famosos é a harmonização facial.

“A harmonização facial é uma técnica de preenchimento facial não cirúrgica. Com ela podemos preencher rugas, suavizar marcas de expressão, assim como promover uma mudança mais sutil nos lábios, definição da mandíbula e alguns retoques para aumento ou diminuição do nariz e queixo. Tudo que possa deixar o rosto o mais natural possível”, explica o especialista em harmonização facial e cirurgião dentista Ajuz.

Em contrapartida, a cirurgia plástica é um procedimento mais invasivo, cujo os resultados promovem mudanças mais significativas nas áreas do rosto e pescoço. Portanto, antes de buscar cada um desses procedimentos, é necessário analisar qual é o objetivo estético do indivíduo.

“Quando o paciente procura projetar/afinar a ponta do nariz ou reduzir o nariz adunco, é possível alcançar tais resultados com a rinomodelação (também conhecida como harmonização facial do nariz). Agora se o paciente deseja alterar o tamanho do nariz ou o formato da ponta do nariz, nestes casos o procedimento indicado é a rinoplastia (cirurgia plástica do nariz)”, exemplifica o especialista.

Durante o procedimento de cirurgia plástica, é necessário utilizar anestesia geral e exige mais tempo de repouso, já que se trata de um procedimento cirúrgico invasivo. Diferente da harmonização facial, que exige uma anestesia local e não necessita de dias de repouso após o procedimento, já que se trata de um método não invasivo. 

Portanto, antes de realizar qualquer um desses procedimentos estéticos, converse com um especialista e diga qual é o seu objetivo estético. Dessa forma, é possível definir qual é o procedimento indicado para alcançar o resultado desejado.

 

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Todos os anos são diagnosticados cerca de 800 novos casos de Mieloma Múltiplo em Portugal
A farmacêutica Takeda, em parceria com a Associação de Apoio aos Doentes com Leucemia e Linfoma (ADL), a Associação Portuguesa...

Este é o primeiro podcast em português que promove o conhecimento acerca do Mieloma Múltiplo, o segundo cancro hematológico mais comum, e que pretende desmistificar a doença e transmitir uma mensagem positiva aos ouvintes, sejam doentes, familiares, cuidadores, profissionais de saúde ou outros que têm um papel fundamental no acompanhamento e tratamento desta doença.

Conduzidos pela jornalista Fernanda Freitas, os sete novos episódios do podcast estão disponíveis no website https://mielomanavidareal.pt e nas plataformas Spotify e Google Podcast. Podem ser também ouvidos através do site e página de Linkedin da Takeda e no site e redes sociais das Associações de Doentes envolvidas.

O podcast Mieloma em Múltiplas Conversas é uma ferramenta que pretende aumentar o conhecimento de quem vive com Mieloma Múltiplo, ou de quem convive de perto com a doença, através da partilha de testemunhos, conversas com especialistas sobre fases importantes do tratamento, dicas de como gerir melhor a doença, informação sobre apoio psicológico e social e ainda conselhos para uma alimentação saudável.

 

 

Universidade de Oxford
Investigadores da Universidade de Oxford usaram dados de participantes do Uk Biobank para analisar as mudanças no cérebro em...

A investigação já mostrou que a Covid-19 pode causar anomalias relacionadas com o cérebro, mas a maioria dos estudos focaram-se em pacientes hospitalizados com doença severa, e foram limitados a dados pós-infeção. Os efeitos do SARS-CoV-2 no cérebro em casos mais suaves (e mais comuns) eram desconhecidos até agora, e investigar estes casos poderia revelar possíveis mecanismos que contribuam para doenças cerebrais ou danos.

A professora Gwenaëlle Douaud e os seus colegas investigaram mudanças no cérebro de 785 participantes no Uk Biobank, uma base de dados biomédica em larga escala e recurso de investigação. Os participantes tinham entre 51 e 81 anos e foram submetidos a dois exames cerebrais, em média com 38 meses de diferença, bem como a testes cognitivos. Um total de 401 participantes testaram positivo para infeção com SARS-CoV-2 entre os seus dois exames, dos quais 15 foram hospitalizados. Os restantes 384 indivíduos, que não foram infetados, eram semelhantes ao grupo infetado em idade, sexo e muitos fatores de risco, incluindo a pressão arterial, obesidade, tabagismo, estatuto socioeconómico e diabetes.

O estudo, liderado pelo Wellcome Centre for Integrative Neuroimaging da Universidade de Oxford, identificou uma série de efeitos, em média 4,5 meses após a infeção, incluindo uma maior redução da espessura da matéria cinzenta nas regiões do cérebro associadas ao olfato (o córtex orbital e o giro parahipocampal). Os participantes do Uk Biobank que tinham Covid-19 também apresentaram evidências de maiores danos nos tecidos em regiões ligadas ao córtex olfativo primário, uma área ligada ao cheiro, e uma redução do tamanho total do cérebro. Estes efeitos variaram entre 0,2% e 2% de variação adicional em comparação com os participantes que não tinham sido infetados.

Em média, os participantes que foram infetados com SARS-CoV-2 também mostraram um maior declínio cognitivo entre os seus dois exames, associados à atrofia de uma parte específica do cerebelo (uma estrutura cerebral) ligada à cognição. Separadamente, os autores estudaram pessoas que desenvolveram pneumonia não relacionada com a Covid-19, mostrando que as alterações eram específicas da infeção, e não devido aos efeitos genéricos da contração de uma doença respiratória.

“Usando o recurso Uk Biobank, estávamos numa posição única para olhar para as mudanças que ocorreram no cérebro após uma infeção ligeira - em oposição a infeções mais moderadas ou severas – de SARS-CoV-2. Apesar da infeção ser leve para 96% dos nossos participantes, vimos uma maior perda de volume de matéria cinzenta, e maior dano nos tecidos infetados, em média 4,5 meses após a infeção. Também mostraram um maior declínio nas suas capacidades mentais para executar tarefas complexas, e este agravamento mental estava parcialmente relacionado com estas anomalias cerebrais. Todos estes efeitos negativos foram mais marcados em idades mais avançadas. Uma questão-chave para futuros estudos de imagem cerebral é ver se este dano do tecido cerebral resolve a longo prazo”, explica Gwenaëlle Douaud.

Segundo Naomi Allen, Cientista-Chefe do UK Biobank, "o estudo de imagem repetida do Uk Biobank Covid-19 é o único estudo no mundo a ser capaz de demonstrar mudanças no cérebro associadas ao SARS-CoV-2 ante e após infeção. A recolha de um segundo conjunto de imagens de vários órgãos de algumas pessoas que tinham sido infetadas com SARS-CoV-2 e de outras que não tinham sido infetadas gerou um recurso único para permitir aos cientistas entender como o vírus afeta os órgãos internos. Estamos incrivelmente gratos a todos os participantes do Uk Biobank por terem tirado tempo para serem fotografados mais do que uma vez, para permitir que os investigadores obtenham informações valiosas sobre os efeitos a longo prazo na saúde da infeção SARS-CoV-2."

Estas descobertas podem ser as marcas da propagação degenerativa do Covid-19, quer através de vias relacionadas com o olfato, inflamação ou resposta imune do sistema nervoso, ou a falta de entrada sensorial devido a uma perda de olfato. A futura vulnerabilidade das regiões cerebrais afetadas por estes participantes requer uma investigação mais aprofundada.

Sociedade Portuguesa de Nefrologia (SPN) lançou um questionário
No dia 10 de março assinala-se o Dia Mundial do Rim. Neste âmbito - e sob o mote internacional “Conhecer mais para tratar...

Caraterizada por uma lesão que provoca a perda progressiva e irreversível da função dos rins, a doença renal crónica tem vários níveis de gravidade, sendo o pior o estádio 5, no qual os rins deixam totalmente de funcionar e o doente, para se manter vivo, tem de se submeter a diálise ou transplantação renal. Em Portugal, quase 21 mil pessoas estão nesta situação e os números têm vindo sempre a aumentar, alerta a SPN.

Além da sua função excretora - com uma função de limpeza do sangue com os tóxicos a serem removidos pela urina - os rins são também responsáveis pelo controlo da tensão arterial, pela produção da hormona que estimula a produção de glóbulos vermelhos e pela ativação da vitamina D que contribui para a saúde dos ossos. Têm, por isso, um papel fulcral no equilíbrio do organismo motivo pelo qual é importante aumentar o conhecimento da população permitindo um melhor cuidado renal. No inquérito realizado, 28% dos inquiridos referiu apenas a função excretora dos rins, com 71% a demonstrarem ter conhecimento sobre as outras funções que este órgão desempenha.

Perante uma situação de insuficiência renal é importante substituir a função dos rins pelo que é aplicada a técnica da diálise. Esta é uma situação com um elevado peso na vida do doente e da família ao mesmo tempo que comporta para o Serviço Nacional de Saúde uma elevada carga a nível económico dado o preço dos tratamentos. 99% dos inquiridos demonstrou conhecer qual a função da hemodiálise.

De forma a aumentar o conhecimento da população, a Sociedade Portuguesa de Nefrologia disponibiliza quatro vídeos educativos sobre a saúde renal que serão divulgados nas redes sociais da Sociedade Portuguesa de Nefrologia.  Vários serviços de Nefrologia do país vão assinalar esta data com ações de sensibilização e esclarecimento dirigidas à população.

 

 

Só 22% das mulheres diz ter feito pelo menos um exame a qualquer um dos tipos de Doença de Transmissão Sexual
Mulheres saudáveis são o pilar de sociedades e economias saudáveis, mas raramente a sua saúde tem a atenção que merece. Neste...

Este estudo é uma iniciativa da Hologic, em parceria com a Gallup, que pela primeira vez vem dar a conhecer o estado de saúde de 3,9 mil milhões de mulheres em todo o mundo.  Depois de analisadas todas as respostas, foram identificadas cinco dimensões da saúde da Mulher que explicam a esperança média de vida à nascença em 80% dos casos. São eles, os Cuidados Preventivos, as Perceções de Saúde e Segurança, a Saúde Emocional, a Saúde Individual e as Necessidades Básicas.

Portugal ficou bem posicionado neste ranking mundial, na 16ª posição, mas o estudo revela que há ainda muito por fazer, nomeadamente no que diz respeito aos cuidados preventivos. A percentagem de mulheres que realizaram exames preventivos para as doenças que mais as afetam é baixa – à semelhança de muitos outros países, o que demonstra um cenário mundial tendencialmente negativo.

As doenças sexualmente transmissíveis (DST) são as menos monitorizadas, com apenas 22% das mulheres portuguesas a afirmarem terem feito um exame para este tipo de infeções. Segue-se o cancro, com 64,5% das mulheres a afirmarem nunca ter realizado qualquer tipo de exame de rastreio e, para despiste à diabetes apenas 46,2% fizeram análises.

A saúde emocional é também uma das áreas mais frágeis para o sexo feminino em Portugal, com mais de 70% a dizerem ter experienciado preocupação, 45% das Mulheres diz ter-se sentido triste, e 42% referiram que sentem stress.

Um quarto das mulheres portuguesas diz ainda que não se sentiu segura a caminhar na rua à noite. Esta é a principal conclusão relativa à dimensão de perceções de saúde e segurança, que acrescenta ainda que 35% das mulheres não estão satisfeitas com o acesso a cuidados de saúde de qualidade em Portugal

Relativamente à satisfação das necessidades básicas, 16% disseram ter tido dificuldade em comprar comida para a sua família e 15% referiram que não conseguiram garantir um abrigo adequado, durante o ano anterior ao questionário.

 "A saúde da mulher é essencial à saúde da sociedade, e ao dar-lhe a atenção que merece, podemos não só salvar vidas, mas também alcançar progresso social e económico significativo. Porém, os dados recolhidos pelo Índice Mundial da Saúde das Mulheres vêm revelar-nos que ainda há muito trabalho a ser feito para dissipar as disparidades nos cuidados da saúde feminina, uma situação que foi ainda mais agravada com a pandemia Covid-19”, refere João Malagueira, Vice-presidente da Hologic para a região EMEA.

 “No Dia Internacional da Mulher, apelamos a que os líderes mundiais e nacionais, desenvolvam planos viáveis e mensuráveis que ambicionem melhorar a condição e a qualidade de vida das mulheres, tendo por base dados científicos que espelham a realidade vivida pela população em todo o mundo”.

Terapia de saúde física para mulheres
A SWORD Health, startup portuguesa que criou a primeira solução digital para o tratamento de patologias músculo-esqueléticas,...

Trata-se da Bloom, uma solução que combina tecnologia clínica e inovadora com a orientação humana de um Especialista em Saúde Pélvica para criar a primeira solução terapêutica para ajudar as mulheres com problemas de saúde pélvica na comodidade das suas casas.

Nos EUA, uma em cada quatro mulheres sofre de patologia pélvica. Estas condições incluem patologias de cariz sexual, intestinal, de bexiga e dor pélvica, que podem estar presentes em todas as fases da vida da mulher, incluindo a gravidez, pós-parto e menopausa. A Bloom pretende ajudar com uma solução não invasiva para melhorar a função do interior pélvico e para ajudar a reduzir a dor crónica que pode diminuir a necessidade de analgésicos ou opções invasivas recomendadas prematuramente, como a cirurgia.

Esta nova solução é capaz de resolver disparidades na saúde física das mulheres, através da tecnologia, utilizando um programa de exercícios personalizado baseado nas necessidades de cada mulher. A Bloom é atualmente a única solução digital que alia sensores e orientação clínica de terapeutas experientes na área pélvica, proporcionando um serviço único no mundo.

"A saúde física das mulheres tem sido um problema negligenciado nos cuidados de saúde há vários anos. Neste momento, uma em cada quatro mulheres sofre de distúrbios pélvicos, sem ter acesso a uma solução que é tanto clinicamente eficaz como conveniente. É por isso que decidimos criar a Bloom, porque acreditamos que todas as mulheres devem ter acesso aos melhores cuidados e não sofrer em silêncio. Depois de desenvolver o novo standard de referência em cuidados para patologias músculo-esqueléticas, a Bloom é o nosso próximo passo para cumprir a nossa missão de libertar dois mil milhões de pessoas da dor", afirma Virgílio Bento, fundador e CEO da SWORD Health.

A Bloom oferece cuidados abrangentes para as mulheres, combinando as pacientes com um Especialista em Saúde Pélvica que irá guiá-las através de um programa de exercícios baseado nas suas necessidades.

As pacientes podem facilmente avaliar os seus planos de tratamento personalizados e serem guiados durante os exercícios utilizando um sensor pélvico que rastreia os movimentos de pressão. O sensor Bloom, ligado à aplicação, permite que as pacientes realizem exercícios terapêuticos a partir do conforto e privacidade das suas casas enquanto recebem feedback em tempo real.

"Sofri muitos anos com dor pélvica e é agora uma honra liderar esta solução que vai ajudar milhares de mulheres em todo o mundo. Tal como eu, muitas mulheres simplesmente não sabem que existem soluções que podem ajudar a viver sem dor ou desconforto. Estamos aqui para apoiar a população feminina com soluções eficazes e não invasivas para melhorar a sua qualidade de vida”, salienta Marta Cardeano, Diretora Geral da Bloom. "A tecnologia Bloom está a fornecer uma nova forma de as mulheres lidarem com as suas patologias pélvicas na privacidade e conveniência das suas casas.”

A experiência Bloom

A Bloom combina tecnologia inovadora com a experiência humana de um Especialista em Saúde Pélvica para oferecer a solução de saúde pélvica mais clínica e abrangente do mercado.

Quando uma paciente inicia a sua experiência com a Bloom, será acompanhada por um Especialista em Saúde Pélvica que a irá orientar através de um programa de exercícios personalizado baseado nas suas necessidades.

A paciente iniciará o programa com um sensor pélvico que rastreia e mede a pressão, resistência e precisão da cavidade pélvica.

O sensor Bloom conecta-se à aplicação, permitindo que as pacientes recebam feedback em tempo real durante a realização dos seus exercícios.

A aplicação Bloom tem recursos educativos de nível clínico e terapia cognitiva comportamental para apoiar cada paciente e ajudá-las a navegar nas suas condições. 

 Após cada sessão, os resultados são automaticamente disponibilizados no Portal Bloom, onde o Especialista em Saúde Pélvica pode analisá-los e fazer as alterações necessárias para garantir que as pacientes estão sempre a progredir durante o seu percurso individual.

Quer as pacientes sofram de dor pélvica, distúrbios intestinais/bexiga e de saúde sexual, ou que estejam numa situação de gravidez, pós-parto ou menopausa, a Bloom pode fornecer-lhes as respostas e os cuidados de que necessitam.

Empreendedorismo Feminino
A Comissão Europeia anunciou os primeiros resultados do novo programa-piloto do Horizonte Europa Women TechEU, que promove o...

A Women TechEU é uma iniciativa da Comissão Europeia que atribui subvenções, no valor de 75 mil euros a cada projeto, para apoiar os primeiros passos no processo de inovação e o crescimento da empresa. Oferece também orientação e coaching ao abrigo do Programa Women Leadership, promovido pelo European Innovation Council (EIC), assim como oportunidades de networking a nível da União Europeia (UE).

As candidaturas foram avaliadas por peritos independentes, com a Comissão a apoiar 50 empresas lideradas por mulheres oriundas de 15 países diferentes, sendo que 40 estão sediadas nos Estados-Membros da UE. As empresas eleitas para financiamento desenvolvem inovações disruptivas em vários setores, desde o diagnóstico precoce e do tratamento do cancro à redução do impacto negativo das emissões de metano. Trabalham ainda em prol da realização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), combatendo as alterações climáticas, reduzindo os desperdícios alimentares, alargando o acesso à educação e promovendo a capacitação das mulheres.

Portugal submeteu 11 candidaturas a este programa, das quais duas foram aprovadas, ambas na área da saúde: a Metatissue – Biosolutions – Design e produção de plataformas tridimensionais para a cultura de células, engenharia de tecidos e modelos de doenças para diagnóstico in vitro utilizando materiais de origem humana que fornecem microambientes realistas para as células. Empresa liderada pela Universidade de Aveiro Incubator (UA Incubator)

E a Something in Hands-Investigação Científica, Lda, (R-nuucell) - Desenvolve novos medicamentos para a terapia dirigida de cancros metastáticos. Estão em curso estudos pré-clínicos com vista à obtenção final da prova de conceito para o cancro da mama triplo negativo. Um Spin-off da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Os projetos deverão ter início na primavera deste ano com uma duração de 6 a 12 meses. As empreendedoras irão participar no Programa de Liderança Feminina do Conselho Europeu de Inovação beneficiando de atividades de coaching e mentoria .

Na sequência da forte participação a este primeiro convite à apresentação de propostas, com um elevado número de candidaturas, a Comissão Europeia irá renovar o Women TechEU em 2022, lançando novo convite ainda este ano. O orçamento será aumentado para 10 milhões de euros, que financiarão cerca de 130 empresas.

“Este novo programa Women TechEU presta apoio a start-ups que sejam lideradas por mulheres, com o objetivo de potenciar a sua participação em projetos deep-tech. Haver duas empresas portuguesas lideradas por mulheres entre os 50 projetos aprovados pela Comissão Europeia é um motivo de orgulho e que vem impulsionar o empreendedorismo feminino nacional. Que possam servir de exemplo e inspiração a muitos outros”, afirma Joana Mendonça, presidente da Agência Nacional de Inovação.

“É um orgulho fazer parte primeiro lote de empresas selecionadas para o Women TechEU. Este programa vai permitir-nos ter acesso a financiamento, mentoria e coaching essenciais para alavancar a nossa tecnologia e validar o modelo de negócio. A presença de mulheres em empreendedorismo deep-tech ainda é muito reduzida, obviamente que este tipo de reconhecimento faz todo o sentido de forma a capacitar empresas emergentes lideradas por mulheres. A ANI tem sido um apoio fundamental não só na preparação do Women Tech EU, mas também de outras candidaturas a projetos nacionais e europeus.” Catarina Custódio, cofundadora Metatissue – Biosolutions.

“Este financiamento foi muito importante pois vai permitir-nos continuar os estudos in vivo, em animais. Trata-se de experiências muito dispendiosas, cujo objetivo é a consolidação da prova de conceito, isto é, a prova de que o nosso medicamento é eficiente contra as metástases do cancro da mama triplo negativo. Temos tido muito apoio da ANI no último ano, no sentido de melhorar o nosso lado empresarial e manter-nos informadas sobre oportunidades de concursos para financiamento”. Helena Garcia e Andreia Valente, cofundadoras Something in Hands-Investigação Científica, Lda, (R-nuucell).

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