Estudo
Apesar do controlo que é possível fazer da diabetes, com o passar dos anos, as pessoas com esta doença podem vir a desenvolver...

De acordo com o presente estudo, melhorias na secreção de insulina e no controlo metabólico de doentes com diabetes tipo 1 e redução da prevalência de complicações crónicas da doença foram os efeitos observados a longo prazo após a infusão de células mesenquimais do tecido do cordão umbilical e de células da medula óssea. “Estes resultados representam uma esperança para os doentes com diabetes tipo 1, dado que a terapia celular poderá melhorar a sua qualidade de vida”, afirma a investigadora do Departamento de I&D da Crioestaminal, Carla Cardoso, em reação às conclusões deste estudo.

A diabetes tipo 1 é uma doença autoimune, na qual as células do pâncreas produtoras de insulina (células beta-pancreáticas) são progressivamente destruídas por um ataque autoimune (do próprio organismo), devido a um desequilíbrio no sistema imunitário. Em resultado da produção insuficiente de insulina, os níveis de açúcar no sangue (glicemia) tornam-se elevados, exigindo a administração diária de insulina.

“Admite-se que devido às suas propriedades imunomoduladoras, as células estaminais mesenquimais possam ser capazes de abrandar a destruição autoimune das células produtoras de insulina e isso pode ser útil para o controlo da doença. As células estaminais mesenquimais têm a capacidade de regular a atividade do sistema imunitário e de promover a reparação celular, o que as torna potencialmente úteis para o tratamento da diabetes tipo 1”, explica a investigadora.

Os doentes que fizeram parte deste estudo¹ - com idades compreendidas entre os 18 e os 40 anos e historial clínico de diabetes tipo 1 entre 2 a 16 anos - tinham já sido incluídos num ensaio clínico em que um dos grupos recebeu tratamento convencional (grupo controlo) e o outro, além do tratamento convencional, recebeu terapia celular. Um ano após a terapia celular, o tratamento foi considerado seguro, tendo sido associado a melhoria moderada do controlo metabólico nos doentes tratados com recurso a este tratamento experimental, em relação ao início do estudo e comparativamente ao grupo controlo.

No presente estudo, os autores avaliaram a incidência de complicações a longo prazo da diabetes tipo 1, oito anos após os tratamentos efetuados no âmbito do referido ensaio clínico. Os investigadores avaliaram ainda a segurança da terapia celular, a função das células beta-pancreáticas e o controlo metabólico nos dois grupos de doentes. Os dados obtidos são referentes a 14 dos 21 doentes do grupo que recebeu terapia celular e a 15 dos 21 doentes do grupo controlo, por terem sido os doentes dos dois grupos do ensaio clínico em quem foi possível fazer o acompanhamento completo.

Assim, aos oito anos de acompanhamento, a incidência de lesões neurológicas (neuropatia periférica) foi de 7,1% (1 em 14) no grupo que recebeu terapia celular e de 46,7% (7 em 15) no grupo controlo. Já a incidência de lesões renais (nefropatia diabética) foi igualmente inferior nos doentes que receberam terapia celular, com uma percentagem de 7,1% (1 em 14), comparativamente aos 40,0% (6 em 15) dos doentes do grupo controlo. Quanto às lesões na retina (retinopatia), a incidência foi de 7,1% (1 em 14) no grupo que recebeu terapia celular e de 33,3% (5 em 15) no grupo controlo (não tendo neste caso, a diferença sido estatisticamente significativa).

Dois doentes do grupo que recebeu terapia celular e onze doentes do grupo controlo desenvolveram pelo menos uma complicação. Adicionalmente, um doente do grupo que recebeu terapia celular e seis doentes do grupo controlo apresentaram pelo menos duas complicações, não tendo sido observado o aparecimento ou desenvolvimento de qualquer tumor no grupo tratado por recurso a terapia celular, o que que reforça a segurança deste tratamento.

Estes resultados suportam a realização de mais estudos sobre o potencial terapêutico das células estaminais na prevenção de complicações crónicas da diabetes.

Dia Mundial da Obesidade assinala-se amanhã
No Dia Mundial da Obesidade, o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) apresenta o livro “Cuida de Ti –...

“A obesidade é um problema de saúde pública e as evidências científicas mostram que as consequências da obesidade na infância, como a hipertensão ou a diabetes, acabam por acompanhar a criança ao longo de toda a vida. Os dados mostram que a incidência de diabetes tipo 1 entre a população pediátrica está a aumentar e a doença renal diabética continua a ser a principal causa de insuficiência renal a nível mundial” explica o Professor Alberto Caldas Afonso, Professor Catedrático de Pediatria, Diretor do Mestrado Integrado em Medicina do ICBAS da Universidade do Porto e Diretor do Centro Materno-Infantil do Norte do Centro Hospitalar Universitário do Porto (CMIN-CHUPorto).

O livro quer ajudar a esclarecer conceitos e dúvidas, para que todos possam compreender e lidar com informações de saúde. Os conteúdos foram desenvolvidos por uma equipa multidisciplinar coordenada pelo Professor Caldas Afonso, com o objetivo de poderem ser apreendidos e difundidos pelo maior número de pessoas. Uma vez que em determinadas fases da vida as decisões não são tomadas pelo próprio indivíduo, como é o caso da população pediátrica, a obra é direcionada para todos os intervenientes para a promoção da saúde, nomeadamente a nível familiar e escolar, para que, direta ou indiretamente, todos sejam incluídos e participantes ativos nesta intervenção.

Para chegar às comunidades escolares de todo o país, o ICBAS associou-se à Missão Continente que incluirá o livro nos conteúdos do seu programa educativo (Escola Missão Continente), reforçando a mensagem da importância de uma alimentação e estilos de vida saudáveis às turmas do Pré-Escolar, 1º e 2º Ciclos do Ensino Básico das escolas inscritas no programa. Este conteúdo estará também disponível no site da Missão Continente.

A educação para um consumo consciente e sustentável é um objetivo comum do trabalho do ICBAS e da Escola Missão Continente (Escola Missão Continente | Missão Continente), juntando as duas entidades no esforço de promoção do livro com o objetivo de fazer o mesmo chegar ao máximo de crianças e respetivos familiares e cuidadores.

 

Dia 7 de março
A Academia Mamãs Sem Dúvidas vai realizar no dia 7 de março, às 18h00, uma nova edição online do “Especial Grávida” por ocasião...

Com o objetivo de esclarecer as questões das futuras mamãs, na próxima sessão especialmente dedicada às mulheres que aguardam o nascimento do seu bebé a Mamãs Sem Dúvidas vai abordar três diferentes temáticas:

“Parto Humanizado: um direito da mulher”, com a intervenção da Enfermeira Telma Cabral, especialista em saúde materna e obstetrícia e fundadora da Academia Telma Cabral, para falar sobre este conceito relativo ao momento do parto que pressupõe uma assistência mais humana e acolhedora;

“O presente e o futuro das células estaminais”, com o contributo de Maria Costa, formadora do laboratório de criopreservação BebéVida, em que serão explicadas as vantagens da recolha e preservação dos tecidos e células estaminais do sangue do cordão umbilical do bebé no momento do nascimento do bebé;

“A Mulher depois da Maternidade”, último tema da sessão em que a Enfermeira Carla Pedro, especialista em saúde materna e obstetrícia, vai abordar o que muda na vida da mulher com a chegada da maternidade.

A participação na sessão é gratuita, mas a inscrição é obrigatória. Ao participar, as grávidas presentes habilitam-se a receber um cabaz de produtos no valor de 200€, que inclui: uma mala Bioderma; um intercomunicador Miniland; um peluche Doodoo Babiage; uma bomba manual Nuvita e um conjunto de peluches Mascotes BebéVida. A vencedora será revelada no dia 8 de março, no perfil de Instagram da Mamãs Sem Dúvidas.

Para mais informações sobre a Academia Mamãs Sem Dúvidas, conteúdos informativos ou eventos consulte o website mamassemduvidas.pt .

 

Opinião
A lombalgia é uma condição muito frequente e uma das principais causas de incapacidade afetando o de

Quase todas as pessoas sofrerão de dores lombares. Segundo a Organização de Saúde cerca de 70% da população já teve ou terá alguma dor na coluna, sendo a faixa etária dos 35 aos 55 anos a mais atingida.

É uma condição multifatorial que pode estar associada a questões laborais, alterações anatomofisiológicas e psicossociais.

As lombalgias são um fenómeno com grande impacto nas atividades diárias do indivíduo, que se repercutem na vida familiar, laboral e social. Se tivermos em conta as estimativas de que todos os adultos terão eventualmente pelo menos um episódio de lombalgias durante a vida, entendemos porque é que esta sintomatologia representa a primeira causa de absentismo laboral na maior parte dos países industrializados.

A lombalgia é o termo usado para caraterizar uma dor na região lombar, portanto, é um sintoma e não uma patologia, significando, desta forma, que poderá estar presente em diferentes quadros clínicos. São habitualmente classificadas como agudas, subagudas ou crónicas consoante a duração das queixas.

A coluna vertebral é composta por vértebras, discos, ligamentos, nervos e músculos. Cada vértebra tem um disco, composto por uma porção gelatinosa envolto num anel fibroso e resistente, que atua como amortecedor. Possuem, também, duas articulações revestidas de cartilagem. Trabalhando em conjunto, os discos e as articulações permitem que a coluna se dobre e torça com segurança.

Os ligamentos são bandas fortes que mantêm as vértebras e os discos juntos. Os tendões prendem os músculos às vértebras. Essas estruturas ajudam a limitar o movimento excessivo. Torna-se evidente que todas as estruturas devem funcionar harmoniosamente para permitir movimento.

Em consequência das posturas e esforços desadequados, trabalho repetitivo, acidentes e quadros inflamatórios podem surgir alterações das estruturas anatómicas potenciando o surgimento das dores lombares.

No início, a sobrecarga pode causar, apenas, dores musculares, no entanto, a longo prazo, pode levar a um desgaste prematuro da coluna, causando hérnias de discais, artroses, discopatia e outros problemas.

A dor lombar leva, em muitos casos, à limitação da atividade laboral ou até mesmo ao absentismo com grandes consequências para a economia. São vários os estudos que apontam para os enormes custos em cuidados de saúde, acrescido dos cuidados indiretos relacionados coma ausência ao trabalho.

Determinar a causa da lombalgia pode ser um desafio, sendo necessário consultar um médico para que se possa determinar a história clínica e, se necessário realizar-se exames complementares de diagnóstico. Além disso, a prevenção e o controlo dos fatores de risco são fundamentais para o minimizar a incidência de dor lombar.

Torna-se, por isso, muito importante coadjuvar o acompanhamento médico com visitas regulares a um especialista na área de Osteopatia e/ou fisioterapia.

No que concerne à osteopatia, o especialista, avaliará a situação da pessoa, através do relato de sintomas e de um exame físico. Após a avaliação inicial proceder-se-á ao tratamento utilizando as técnicas mais adequadas ao quadro clínico de cada individuo. Desta forma, pode contribuir-se para redução das dores lombares favorecendo a manutenção da qualidade de vida e diminuindo o absentismo.

Quanto ao número e sequência de tratamentos, vai depender do caso e há quanto tempo está instalado o problema.

Embora não se possa parar o envelhecimento ou alterar sua determinação genética, as mudanças no estilo de vida podem ajudar a gerir e prevenir a dor lombar. Ter um estilo de vida saudável, estar consciente da posição mais correta durante as atividades do dia-a-dia, nomeadamente, ao levantar pesos, estar ativo, fortalecer os músculos paravertebrais e abdominais, se necessário, perder peso afim de dispor de uma compleição física global adequada e equilibrada, são alguns dos fatores que podem contribuir para minimizar a incidência de dores ou lesões lombares.

Conclui-se, assim, que a prevenção é uma mais-valia para as dores lombares tornando-se a Osteopatia uma excelente solução pois trata-se de um tratamento não invasivo, personalizado e sem recurso a fármacos.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
De março a novembro, em 13 cidades
A Secção Regional do Centro (SRCentro) da Ordem dos Enfermeiros (OE) vai dinamizar, de Março a Novembro de 2022, em 13 cidades...

Saber+2.0: Webinar Fibromialgia – quando o profissional é a terapêutica irá decorrer através da plataforma online Cisco Webex.

Estes eventos presenciais, que irão decorrer sempre à terça-feira, ora durante a manhã (9h-12h), ora durante a tarde (15h-18h), têm como intuito ser um ponto de referência para o debate, discussão e esclarecimento de dúvidas sempre com o intuito de empoderar os Enfermeiros e os estudantes de Enfermagem.

Em cada uma destas Reuniões Livres “queremos que os nossos colegas e futuros membros possam atualizar os seus conhecimentos ético-deontológicos para o exercício profissional da Enfermagem, partilhem as suas experiências no âmbito dos diversos contextos de prática clínica, que se querem de qualidade e seguros, e reflitam sobre possíveis ou efetivos constrangimentos éticos que têm vivido no exercício da profissão”, assinala Ricardo Correia de Matos sobre os objetivos desta iniciativa.

“A SRCentro convida todos os enfermeiros e estudantes de enfermagem a participarem nas Reuniões Livres, consoante a sua disponibilidade, para juntos, empoderarmos a Enfermagem!”, conclui o Presidente da SRCentro.

Aveiro, Caldas da Rainha, Castelo Branco, Coimbra, Covilhã, Figueira da Foz, Guarda, Leiria, Lamego, Oliveira de Azeméis, Santa Maria da Feira, Seia e Viseu são os municípios que vão acolher as várias Reuniões Livres.

A SRCentro marca, assim, o caminho de regresso à normalidade, sendo necessário, contudo, o cumprimento das regras em vigor no decurso dos eventos em espaços interiores.

A participação em cada uma destas sessões é gratuita, apenas limitada à lotação de cada espaço, e atribui 0,40 Créditos de Desenvolvimento Profissional (CDP)

 

#SEXOCOMSENTIDO vai para o ar todas as 4as feiras, às 22h35
A websérie #SEXOCOMSENTIDO realizada pela Associação Abraço estreia hoje no Canal Q, a partir das 22h35. Durante 11 semanas,...

#SEXOCOMSENTIDO proporciona um ambiente descontraído aos convidados que falam de temas relevantes considerando a sua experiência pessoal, conduzidos pela sinceridade e descontração típicas de Beatriz Gosta.

O leque de convidados inclui nomes como Toy, António Raminhos, Sónia Tavares, Raquel Tillo, Pedro Crispim, entre outros.

Os episódios desta websérie vão abordar temas como fetiches, sexo oral, sexo lésbico, sexo entre homens, infeções sexualmente transmissíveis, viver com VIH e/ ou Hepatite B e C, profilaxia préexposição (PrEP) e pós-exposição (PPE), com muito humor à mistura.

O propósito desta websérie é garantir o empowerment, diminuir o estigma e a discriminação das pessoas que vivem com VIH e Hepatites Virais e disponibilizar mais informação que contribua para a redução do número de novas infeções.

Para além da emissão no canal Q, a websérie continua disponível no Youtube, Spotify e redes sociais da Associação Abraço.

 

 

Pela Breast Centres Network
A Unidade de Senologia do Centro Hospitalar Barreiro Montijo (CHBM) foi novamente reconhecida como Centro de Referência pela...

A Breast Centres Network é a primeira rede internacional de centros clínicos dedicados exclusivamente ao diagnóstico e tratamento do cancro da mama, sendo um projeto da European School of Oncology, com o objetivo de promover e melhorar os cuidados em cancro da mama, na Europa e no mundo.

De acordo com a Responsável da Unidade de Senologia, Lurdes Ramalho, este reconhecimento significa que” a nossa Unidade trabalha de acordo com os mais altos padrões de qualidade, e sempre apoiada numa metodologia multidisciplinar exemplar”. Relativamente ao futuro, “pretendemos manter a alta taxa de acessibilidade, rapidez no atendimento e orientação de todos os casos que sejam remetidos para a Unidade de Senologia”.

A Unidade de Senologia do CHBM efetua diagnóstico e tratamento cirúrgico de toda a patologia mamária, em ambos os sexos, com enfoque especial no cancro da mama e, ainda dedicados ao ensino e à investigação. O serviço desenvolve a sua atividade nas áreas da Consulta Externa, Hospital de Dia, Internamento e Cirurgia.

Nos últimos 2 anos, período dominado pela pandemia Covid-19, “a Unidade de Senologia manteve o seu rumo, mesmo no auge da pandemia, confiando nos seus profissionais e não perdendo nunca o seu foco principal, o doente, aumentando, mesmo na adversidade, os números de doentes recebidos, número de consultas, de sessões de Hospital de Dia e de doentes operados”, explica a Lurdes Ramalho. Em 2021, a Unidade de Senologia realizou 3.643 consultas, 2.024 sessões de Hospital de Dia, com um total de 227 doentes operados. Também no ano passado trabalhou em parceria com a Liga Portuguesa Contra o Cancro, recebendo os doentes do rastreio efetuado nos concelhos abrangidos pelo CHBM.

 

 

4.ª edição da bolsa “Building Future Knowledge in mature B cell malignacies”
A 4.ª edição da bolsa “Building Future Knowledge in mature B cell malignacies” abriu candidaturas no dia 1 de março, com...

“É com grande satisfação que nos voltamos a juntar à APCL e à Gilead para estes projetos. Pela 4.ª vez, pretendemos encorajar a comunidade científica na investigação das doenças hemato-oncológicas malignas, porque acreditamos que a participação nestes projetos é uma mais-valia para o avanço da medicina”, refere João Raposo, presidente da SPH.

Todos os investigadores, nacionais ou estrangeiros, que estejam a desenvolver projetos em instituições portuguesas na área de investigação científica e/ou epidemiológica em neoplasias B de células maduras, podem candidatar-se à bolsa de investigação, até dia 31 de maio. São valorizados projetos de carácter interdisciplinar e de colaboração entre instituições, com foco no estudo das áreas de tratamento, diagnóstico, epidemiologia, qualidade de vida dos doentes e impacto a nível sociológico.

Para Manuel Abecasis, presidente da APCL, “a hemato-oncologia é das áreas oncológicas com maior taxa de sucesso de cura definitiva, para continuarmos a manter esses números é necessário continuar o estudo e investigação. Os estímulos à investigação científica em Portugal continuam a ser uma prioridade para a APCL, até porque essa é também uma forma de apoiar os nossos doentes, uma vez que é assim que se trilham os caminhos de descoberta de novos medicamentos”.

“A missão da Gilead é contribuir para um mundo com mais saúde para todos. Apoiar bolsas de investigação como esta, é um meio para atingir esse nosso objetivo. Acreditamos no valor da investigação científica desenvolvida em Portugal e temos grande expectativa relativamente aos trabalhos que serão apresentados nesta edição.”, refere Vítor Papão, Diretor Geral da Gilead Sciences Portugal.

As candidaturas à 4.ª edição da bolsa “Building Future Knowledge in mature B cell malignacies” podem ser enviadas para o email [email protected] até dia 31 de maio. Para mais informações pode consultar o regulamento no site da APCL.

 

ECR 2022 decorre de 02 a 06 de março
“TOGETHER, WORKING FOR YOUR HEALTH” – Juntos, estamos a trabalhar pela sua saúde. É este o mote que marca a presença da...

A primeira edição decorre exclusivamente online de 02 a 06 de março e irá trazer uma das grandes novidades no mundo Fujifilm. A 03 de março será apresentado oficialmente o equipamento de Ressonância Magnética totalmente aberto OASIS Velocity 1.2T, que já se encontra disponível para comercialização em Portugal.

Além disso, no dia 04 de março, Masaharu Fukumoto, Vice-Presidente Sénior, Diretor da European Medical, FUJIFILM Europe GmbH, e o Professor Michael Fuchsjäger, Chairman da ESR Board of Directors irão debater o futuro da Radiologia. “Levar a Radiologia para o próximo nível: multidisciplinaridade e tecnologias integradas para um melhor valor clínico” é o tema da conversa que analisará a abordagem multidisciplinar e o uso sinérgico de tecnologias nos novos projetos da Fujifilm, tendo em conta a expansão do novo portfólio de equipamentos médicos.

De recordar que desde 01 de setembro de 2021 que a Fujfilm Portugal detém total controlo das operações e soluções da Fujifilm Healthcare em território nacional. Este investimento traduz a forte aposta da FUJIFILM na sua área de negócios europeia de sistemas médicos, numa estratégia de crescimento da multinacional japonesa para se tornar líder nos setores de prevenção e diagnóstico em saúde na Europa.

 À parte do congresso, a Fujifilm irá ainda apresentar o equipamento de Ressonância Magnética ECHELON Smart Plus, com uma nova versão do sistema de automação SynergyDrive.

Também há novidades na série de ecógrafos ARIETTA, nomeadamente com a introdução da nova tecnologia cognitiva “DeepInsight” nos equipamentos ARIETTA 850 e ARIETTA 650.

A segunda edição do ECR 2022 marca o regresso ao evento de forma presencial, dado que irá decorrer em Viena, de 13 a 17 de julho. E a Fujifilm está a preparar algo especial: no stand, os visitantes poderão conhecer o novo portfólio integrado da Fujifilm e Fujifilm Healthcare nas áreas da Saúde da Mulher, Radiologia de Intervenção e Inteligência Artificial aplicada aos cuidados domiciliares.

Haverá ainda espaço para apresentar os novos serviços em sistema cloud, bem como as novidades do software Synapse, que permitirão disponibilizar uma assistência médica mais eficaz e centrada no paciente.

 

 

Projeto de literacia
No dia 9 de março de 2022, o Expresso associa-se à Sanofi para a 3.ª edição do evento Flu Summit, com o tema “Proteção para...

O evento vai ser divido em duas sessões, com alvos diferentes.

Uma primeira sessão dirigida ao público em geral e transmitida em direto pelo Facebook do Expresso, pelas 15h30, que contará com diversos convidados que nos falarão da importância da prevenção da gripe e de se investir na longevidade ativa, que será apresentada pela reconhecida jornalista Patrícia Carvalho, da SIC Notícias

Uma segunda sessão, com início às 16h, de acesso restrito a profissionais de saúde e a entidades sociopolíticas ligadas ao setor da saúde, que visa promover um debate mais aprofundado em torno dos seguintes temas: partilha de boas práticas de países como a Alemanha e a vizinha Espanha na prevenção contra a gripe; importância de uma abordagem multidisciplinar na prevenção da gripe e das suas complicações associadas, sobretudo na população mais vulnerável; reflexão sobre a Estratégia Nacional Contra a Gripe: recomendações e financiamento.

As epidemias anuais de Gripe continuam a ser um dos principais fatores de sobrecarga e pressão dos sistemas de saúde e dos profissionais de saúde, com enorme impacto financeiro e nos serviços, tornando este tema incontornável.

O FLU-SUMMIT é um projeto de literacia que pretende promover o debate e o conhecimento em torno das consequências da gripe para além da própria gripe, junto da população e das diversas entidades da área da saúde.

Qual o impacto da Gripe nos doentes, nas famílias e na sociedade? Como pode a população proteger-se e qual o papel da vacinação na prevenção? Qual a importância da prevenção nas pessoas a partir dos 65 anos? Ao longo deste evento, pretendemos abordar e dar resposta a estas e outras questões juntando as entidades mais relevantes do setor para debater e aprofundar estes temas.

 

Projeto de comunicação de ciência do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da Universidade de Coimbra (UC)
Alertar para a problemática das doenças causadas pela falha de produção de energia no corpo humano é o objetivo do “Mit.OnOff”,...

Assente numa parceria bilateral entre a Universidade de Coimbra e a Universidade de Bergen (Noruega), este projeto visa criar um livro ilustrado, em português, inglês e norueguês, como ferramenta de literacia, de modo a sensibilizar a população para as doenças raras, em particular as que afetam as “centrais energéticas” das células humanas - as mitocôndrias. Estas doenças raras designam-se citopatias mitocondriais e são, por norma, desafiantes de diagnosticar e tratar. Um exemplo é a neuropatia ótica hereditária de Leber – LHON, uma forma de cegueira que afeta sobretudo jovens adultos e que, apesar de ser rara, é hereditária e tem um tratamento muito limitado, sendo considerada ainda incurável.

Assim, o “Mit.OnOff” centra-se «na sensibilização da população, de Portugal e da Noruega, para este tema, permitindo a amplificação da literacia em ciência e saúde», explica Manuela Grazina, líder de grupo do CNC e coordenadora do projeto.

«Espera-se ainda que a produção deste livro ofereça aos doentes um sentido de inclusão, dando-lhes visibilidade e influenciando a toma de decisões relativas à doença», acrescenta a também docente da Faculdade de Medicina da UC.

Este é um projeto que beneficia não só a população em geral, mas também a comunidade científica: «trata-se da construção de uma ferramenta que nos permite levar informação científica às pessoas e aproximá-las da ciência. Acreditamos que poderá ainda revelar-se um meio educativo em escolas, associações de doentes, instituições de prestação de cuidados de saúde e afins», conclui.

O desenvolvimento do livro arrancou no final do mês de fevereiro, com uma equipa multidisciplinar de investigadores, comunicadores de ciência e uma ilustradora. Durante um ano serão desenvolvidos materiais de divulgação para promover a sensibilização para as citopatias mitocondriais. O lançamento do livro está previsto para fevereiro de 2023, mês em que se celebra o Dia Mundial das Doenças Raras.

 

Aulas online
Nos dias 3, 14, 21 e 28 de março, às 18h00, a Academia Mamãs Sem Dúvidas vai realizar um novo ciclo temático, composto por...

As duas primeiras aulas acontecem nos dias 3 e 14 de março e vão ser centradas no plano do parto, enquanto uma ferramenta para o empoderamento da grávida, e no papel do acompanhante, respetivamente. Ambas as sessões vão ter o contributo da Enfermeira Telma Cabral, especialista em saúde materna e obstetrícia e fundadora da Academia Telma Cabral.

Por sua vez, a aula de 21 de março vai ser dedicada ao empoderamento da mulher através da amamentação, sendo conduzida pela Enfermeira Carmen Pacheco, especialista em saúde materna e obstetrícia e fundadora do projeto Mãe.

A última das quatro aulas do ciclo temático promovido pela Mamãs Sem Dúvidas realiza-se no dia 28 de março, com a participação da Enfermeira Sónia Ferreira, especialista em saúde materna e obstetrícia, para abordar a sexualidade na gravidez e no pós-parto.

A inscrição é gratuita, mas obrigatória, devendo ser efetuada no site da Mamãs Sem Dúvidas aqui.

Também em março, a Academia Mamãs Sem Dúvidas vai realizar duas novas aulas no âmbito da iniciativa “Barrigas Ativas” que pretende incentivar a prática de exercício físico, adequado, durante a gravidez (em gravidezes sem riscos associados). No dia 2, às 18h30, a aula é de pilates, com Joana Rodrigues, fisioterapeuta e instrutora de Pilates, bem como fundadora do projeto Origem.fisio, enquanto que no dia 9, à mesma hora, a aula vai privilegiar exercícios de preparação para o parto, com Naida Moretti, Personal Trainer do Ginásio Ideal Korpus Porto. Embora a participação nestas aulas também seja gratuita, requer inscrição prévia aqui.

Para mais informações sobre a Academia Mamãs Sem Dúvidas, conteúdos informativos ou eventos consulte o website mamassemduvidas.pt .

 

Reunião científica conta com a participação de Lee Jones, um dos fisiologistas mais conceituados do mundo
A partilha de conhecimento sobre o exercício físico enquanto tratamento de suporte em Oncologia, baseado na evidência...

Neste Symposium organizado pela Associação de Investigação de Cuidados de Suporte em Oncologia (AICSO), através do programa ONCOMOVE, são esperados especialistas das mais diversas áreas, como do Exercício, Nutrição, Psicologia, Oncologia, Cardiologia, Reabilitação e ainda enfermeiros e fisioterapeutas. 

Telma Costa médica oncologista no Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho e membro da AICSO, sublinha que “há estudos que comprovam que o exercício nestes doentes melhora a qualidade de vida e constitui um apoio no controlo de diversos sintomas, como a fadiga, a ansiedade e os sintomas depressivos”. E lembra que a Sociedade Europeia de Oncologia Médica, que representa mais de 150 países em todo o mundo, defende “que a prática de exercício deveria constituir um standard of care para todos os sobreviventes oncológicos”. 

O objetivo da reunião é partilhar conhecimento para que os profissionais os possam transpor para a prática clínica, com benefícios inquestionáveis para os doentes. A médica Telma Costa sublinha que “é necessário colocar em prática todo o saber e a evidência científica acumulada na área do exercício para tratar os doentes com cancro de forma mais integrada e abrangente, e não apenas com foco nos tratamentos cirúrgicos, de radioterapia ou quimioterapia”.  

Um dos oradores convidados é o professor Lee Jones, investigador do Memorial Sloan Kettering Cancer Center, nos Estados Unidos, e um dos mais conceituados fisiologistas do mundo. Confirmada está também uma palestra do professor Nicolas Hart, membro da Multinational Association of Supportive Care in Cancer (MASCC), que representa 70 países. 

O papel da reabilitação cardíaca na reabilitação oncológica, a importância da suplementação nutricional na função do músculo, e a sua importância na eficácia do exercício físico ao longo da jornada do doente oncológico são outros temas em destaque na 2.ª edição ONCOFIT.  

A última mesa do symposium é dedicada à perspetiva de dois sobreviventes de cancro para os quais o exercício físico teve um papel fundamental na doença: a própria médica Telma Costa e João da Silva (jornalista e escritor). 

O IPDJ – Instituto Português do Desporto e Juventude – atribui a esta ação de formação 2.3 Unidades de Crédito. 

As inscrições já estão abertas aqui.

 

Dia Mundial da Obesidade: a pandemia silenciosa do século XXI
O Dia Mundial da Obesidade assinala-se a 4 de março para reforçar a compreensão e o alerta sobre est

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a obesidade afeta entre 13 a 15% dos adultos, a nível mundial. O Dia Mundial da Obesidade, celebrado a 4 de março, pretende sensibilizar a população sobre os danos que esta patologia causa ao organismo, bem como os hábitos que ajudam à sua prevenção, ou melhoria, em casos avançados da doença. 

A obesidade é uma patologia crónica e progressiva, que é diagnosticada e classificada com base nos resultados do Índice de Massa Corporal (IMC), que se calcula em função do peso e da altura de cada pessoa.  Com base neste índice - que a partir dos 25 kg/m² já se considera uma situação de excesso de peso - podem realizar-se vários diagnósticos: sobrepeso, obesidade (tipo um e tipo dois), obesidade mórbida ou obesidade extrema. As causas da doença podem ter origem quer em fatores genéticos, quer ambientais. Embora os fatores genéticos possam ser determinantes, os fatores ambientais também devem ser tidos em conta, já que um individuo com predisposição genética para obesidade pode evitá-la, se adotar um estilo de vida saudável.

Obesidade em Portugal

Segundo os dados do Inquérito Nacional de Saúde de 2019, em Portugal 16,9% da população adulta tem obesidade e cerca de 60% tem excesso de peso (obesidade e pré-obesidade). De acordo com dados da OCDE, a prevalência de obesidade na população adulta em Portugal é de 28,7%, o que coloca Portugal como o terceiro país europeu com maior prevalência de obesidade.

Para além disso, as pessoas que vivem com esta doença correm maior risco de contrair outras patologias - como diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares, respiratórias, alguns tipos de cancro - e a obesidade torna-se ainda um fator de risco para complicações da COVID-19.

Causas e tratamentos

A ingestão excessiva de gorduras alimentares, a falta de exercício físico, o sedentarismo e o desequilíbrio entre os aportes e gastos de calorias são os grandes causadores desta patologia, sobretudo, quando somados a uma predisposição genética.

A prevenção da obesidade, com base na promoção de hábitos de vida saudáveis, ​​ deve ser estimulada desde a infância, através da adoção de uma boa alimentação e da prática regular de exercício físico. No entanto, nos casos de indivíduos com a doença já avançada, existem diferentes tratamentos: farmacológicos - acompanhados de dietas e exercício- em situações de sobrepeso ou obesidade mais leve, ou mesmo cirúrgicos, para casos de obesidade mórbida.

Cirurgia robótica no tratamento da obesidade

Atualmente, este tipo de intervenções cirúrgicas pode realizar-se com técnicas inovadoras, como a cirurgia robótica. O tratamento cirúrgico mais indicado para a obesidade consiste numa redução da capacidade do estomago, e existem casos em que também se realiza uma restrição na absorção de nutrientes, tendo em conta as caraterísticas de cada paciente.  O recurso ao sistema robótico da Vinci - a mais avançada tecnologia em cirurgia robótica - permite numerosos benefícios neste tipo de intervenção cirúrgica, quer para os pacientes, quer para os cirurgiões.

Para um cirurgião robótico, as vantagens desta técnica cirúrgica são diversas. Em primeiro lugar, a comodidade, dado que com o sistema cirúrgico da Vinci, o cirurgião não opera diretamente no paciente, mas sentado numa consola, a partir da qual manuseia os comandos dos instrumentos, com menor cansaço e maior tranquilidade, porque esta técnica implica menos riscos que uma cirurgia tradicional.

O sistema traduz os movimentos das mãos do médico em impulsos que são literalmente transmitidos aos braços robóticos, permitindo realizar uma cirurgia totalmente imersiva.  As vantagens são inquestionáveis em termos de precisão, quer na fase de intervenção, aumentando o controlo e reduzindo as perdas de sangue, quer na fase reconstrutiva. Com o sistema cirúrgico da Vinci, o acesso é mais fácil em anatomias complicadas, permite uma excelente visualização dos pontos de referência anatómicos e planos teciduais, são eliminados tremores fisiológicos ou movimentos involuntários do cirurgião e minimizada a fadiga postural após longas horas de intervenção.

Através deste método, a cirurgia bariátrica pode ser realizada de forma minimamente invasiva e com grande precisão. Graças à visão 3D imersiva e a uma ampliação de até 10 vezes, a precisão com que o procedimento é realizado atinge ótimos resultados e o tempo de hospitalização e pós-operatório são consideravelmente reduzidos, permitindo ao paciente retomar a vida normal em poucos dias, reduzindo ao mesmo tempo a dor, o risco de infeção ou a necessidade de mais intervenções.

A obesidade e as doenças associadas são um problema grave que afeta milhões de portugueses. Com técnicas inovadoras como a cirurgia bariátrica robótica, o tratamento melhorara consideravelmente. Tendo em conta os desenvolvimentos da medicina, as pessoas que sofrem de casos avançados desta patologia têm agora melhores hipóteses de recuperação.

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Ana Bola e Rui Mendes juntam-se a Júlio Isidro como embaixadores
No Dia Mundial da Audição, a Minisom, uma marca Amplifon reforça o seu compromisso com o tratamento e prevenção da perda...

Ao longo do corrente ano, a OMS vai focar-se na importância da audição segura como meio de manter uma boa audição ao longo da vida, realçando na mensagem que os cuidados auditivos – combinados com uma exposição mais segura a sons altos – podem mitigar o risco de desenvolver perda de audição. Por essas razões, a OMS apela aos governos, parceiros da indústria e sociedade civil para aumentar a conscientização e implementar padrões baseados em factos que promovam a audição segura.

“É com um enorme entusiasmo que nos associamos à campanha global da OMS e com muita satisfação que podemos contar com pessoas como a Ana Bola e o Rui Mendes, que em conjunto com o Júlio Isidro, amavelmente aceitaram dar voz ao tema. Mais do que ninguém, sabem como é viver com perda auditiva, como esta condicionava as suas vidas e como é tão importante realizar uma avaliação anual e não adiar a procura de uma solução.” comenta Pedro Alvarez, Diretor-Geral da Minisom. “Os distúrbios auditivos representam uma questão crucial para as pessoas em todo o mundo. Em Portugal, acreditamos que ações de apoio devem ser tomadas para sensibilizar as pessoas a cuidar da audição tanto quanto elas cuidam de qualquer outra patologia de saúde. Na Minisom temos o compromisso de fazer mais e melhor a cada dia, para permitir que as pessoas sintam a audição como uma prioridade que devem para sempre cuidar”.

Nesse sentido, ao longo deste ano, a Minisom irá promover, para além da avaliação auditiva gratuita que já implementou nos seus centros auditivos, diversas ações junto da população mais idosa, assim como alargar as mesmas a diferentes faixas etárias da população portuguesa, nomeadamente aos mais jovens, num esforço conjunto de sensibilizar para uma audição responsável desde cedo.

A OMS estima que, em 2050, 2,5 bilhões de pessoas em todo o mundo irão viver com algum grau de perda auditiva, enquanto 1,1 bilhão de jovens estão atualmente em risco de perda auditiva permanente ao ouvir música em volumes altos por períodos prolongados.

“Estarmos expostos de forma recorrente a um volume demasiado elevado coloca uma séria ameaça à saúde auditiva. O volume adequado é a chave para que, desde pequenos, possamos evitar um problema auditivo precoce. É urgente despertarmos para uma devida proteção auditiva de forma a combater este fator de risco, pois quão pior tratarmos a nossa audição atualmente, mais cedo viremos a sofrer de problemas de audição no futuro. E a perda de sensibilidade auditiva afeta gravemente a nossa qualidade de vida.”, salienta Pedro Alvarez, Diretor-Geral da Minisom. “Existem pequenos comportamentos que podemos adotar para proteger a nossa audição, como usar protetores auditivos durante concertos, ouvir música num volume mais baixo e realizar testes auditivos pelo menos uma vez por ano, em particular a partir dos 55 anos. Quando já não é possível evitar a perda auditiva, pode travar-se a sua evolução através da procura de ajuda especializada. Um diagnóstico, acompanhamento e reabilitação apropriados ajudarão a minimizar as consequências.”

Opinião
Em Portugal, surgem anualmente cerca de 400 novos casos de cancro infantil, o que equivale a cerca d

Assim, surge a necessidade de criar iniciativas para apoiar estas famílias, principalmente pelo facto de a informação existente sobre oncologia pediátrica se encontrar dispersa e de difícil acesso e compreensão para uma pessoa leiga.

Foi com tudo isto em mente que a Fundação Rui Osório de Castro, que existe desde 2009, escolheu desenvolver a sua atividade principal na área da informação, uma vez que, nos dias de hoje, a literacia na área da saúde assume uma importância e uma necessidade crescente, sendo o acesso a esta informação cada vez mais autónomo e rápido e consequentemente mais perigoso.

As famílias da criança doente fazem parte da equipa de tratamento da mesma, e são um pilar muito grande para elas, por isso, têm de ser capazes de tomar decisões, sendo a sua capacitação fundamental. Acreditamos que famílias mais informadas são famílias mais tranquilas, mais seguras e por isso mais capazes de apoiar a criança ou adolescente a ultrapassar esta doença.

O acesso a informação séria e credível ajuda as crianças, os adolescentes, os pais e restante família a adaptar-se a esta realidade para o qual ninguém está preparado, respondendo às inúmeras dúvidas, medos e questões que surgem no momento do diagnóstico e durante todo o processo.

Por isso, disponibilizamos informação em vários formatos: seminários, webinars, guias, folhetos e vídeos. No entanto, sendo a Internet uma das ferramentas de pesquisa mais utilizadas por quem procura informação, a criação de um site tornou-se fundamental. Esta necessidade de informação pode rapidamente transformar-se em "desinformação" e quando falamos de um tema sensível como o cancro numa criança ou adolescente, a informação consultada deve ter o máximo de rigor e fiabilidade.

O PIPOP – Portal de Informação Português de Oncologia Pediátrica, é o principal projeto na área da informação da Fundação Rui Osório de Castro. Criado em 2011, reúne e disponibiliza informação rigorosa e atual relacionada com a temática da oncologia pediátrica. É composto por duas vertentes distintas: diariamente são publicadas notícias relacionadas com oncologia pediátrica, de âmbito nacional e internacional, e são disponibilizados conteúdos explicativos sobre a doença, como por exemplo os vários tipos de cancro, tratamentos e efeitos secundários, cuidados alimentares, cuidados paliativos, glossário e dúvidas frequentes, bem como testemunhos.

Na vertente dos conteúdos explicativos, estes encontram-se divididos em duas grandes áreas – para adultos e para as crianças, utilizando uma linguagem adaptada a cada destinatário para que, dessa forma, seja possível transmitir a informação o mais adequadamente possível a todos. Por isso, é procurado pelas crianças, adolescentes, pais e famílias, mas também abarca outros tipos de público/utilizadores, como a comunidade escolar, profissionais de saúde, estudantes, instituições que atuam na área e voluntários.

O PIPOP- www.pipop.info - é o único portal em língua portuguesa com atualização de conteúdos constante e publicação de notícias e eventos nacionais e internacionais e pretende continuar a auxiliar todas as famílias a lidarem melhor com esta doença, de forma a minorar o impacto das mesmas, promovendo uma melhoria da qualidade de vida não só do doente, como dos que o rodeiam.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca
A Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) Amadora-Sintra (HFF) registou um total de 3510 saídas em 2021, o que...

De acordo com Patrícia Freitas, internista e coordenadora médica da VMER Amadora-Sintra “o balanço que fazemos é muito positivo e uma das razões é o facto de uma vez mais, termos assegurado 100% operacionalidade de escala”. 

Em funcionamento desde o dia 1 de março de 2016, a VMER Amadora-Sintra conta com uma equipa constituída por 28 médicos e 19 enfermeiros, com formação específica e competências adquiridas na abordagem do doente critico. 

“Ao longo destes seis anos de atividade a VMER do Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca foi ativada 21295 vezes, tendo assistido 21200 vítimas e realizado 55 partos. A estatística revela ainda que 91% das saídas correspondem a saídas médicas e 9% a situações de trauma. Nas saídas médicas destacam-se alguns números: 2164 ocorrências relativas a dor torácica, 1254 crises convulsivas e 1199 ocorrências referentes a alteração do estado de consciência”, afirma Patrícia Freitas.  

As ativações da VMER Amadora-Sintra são efetuadas pelo CODU (Centro de Orientação de Doentes Urgentes), que faz um processo de localização, triagem e aconselhamento. O objetivo é determinar qual é o meio de socorro mais adequado a cada ocorrência, podendo ser acionados diversos tipos de meios.  

“Mais de 51,2% das vítimas socorridas tinham mais de 65 anos, havendo mesmo o registo de 17% dos casos em idosos com idade superior a 85 anos. As vítimas com idade inferior a 18 anos representam 8,5% do total de ocorrências. 58% das ocorrências deram-se no concelho de Sintra e 34% no concelho da Amadora. Os restantes 8% registaram-se noutros concelhos da região de Lisboa”, conclui Patrícia Freitas. 

“O trabalho realizado pelos profissionais da VMER do HFF tem uma grande relevância social. Este serviço de âmbito pré-hospitalar tem permitido salvar inúmeras vidas, permitindo ao HFF cumprir a sua missão fora das paredes do Hospital”, refere Marco Ferreira, presidente do Conselho de Administração do HFF.

 

Novas sessões
Com o mês de março, chegam novas sessões das Conversas Com Barriguinhas, para ajudar as famílias a preparar a chegada do seu...

Na sessão de 1 de março, às 17h00, Susana Nobre, médica pediatra, vai partilhar conselhos úteis, e esclarecer dúvidas e alguns dos receios frequentes na chegada a casa com o   recém-nascido.

Luciana Rodrigues, enfermeira especialista em Reabilitação Respiratória e fundadora do projeto Alívio em Respirar, ensinará a técnica mais eficaz para lavar o nariz do bebé, para ajudá-lo a respirar melhor.

Sandra Sousa, personal trainer, fechará a sessão com três exercícios de pilates, que contribuirão para o bem-estar físico e emocional da mulher durante a gravidez, e que podem ser feitos em casa.

Na sessão de 3 de março, também às 17h00, Queila Guedes, enfermeira especialista em saúde materna e obstetrícia, vai falar sobre um dos temas mais delicados para as futuras mães: a hora do parto. Ensinará a reconhecer os sinais, as contrações, a dilatação, e esclarecerá dúvidas sobre o plano de parto, a epidural, a diferença entre parto natural e cesariana, pós-parto, entre outros temas.

Carolina Vale Quaresma, terapeuta familiar, falará sobre a “hora de deitar o seu filho”, desmistificando os cinco erros mais comuns dos recém-papás, com estratégias úteis para que que os pais recuperem as noites de sono.

Nesta sessão das Conversas Com Barriguinhas, será ainda apresentada a visita guiada da atriz Sofia Arruda ao laboratório da Crioestaminal, o banco familiar que escolheu, para guardar as Células Estaminais do Cordão Umbilical do seu bebé. Nas Conversas Com Barriguinhas de 8 de março, Dia Internacional da Mulher, também às 17h00, será entrevistada Alexandra Mendes, diretora de Recursos Humanos na Crioestaminal, e mãe de 4 filhos, que apresentará a sua perspetiva sobre a criopreservação das Células Estaminais do Cordão Umbilical dos seus filhos.

Depois, Mariana José, nutricionista, explicará a importância do consumo de verduras durante a gravidez e estratégias simples para que qualquer futura mamã consiga implementar mudanças mais saudáveis no seu dia a dia.

Cláudia Xavier, enfermeira especialista em Saúde Infantil e Pediatria e Conselheira em Aleitamento Materno, ensinará a vigiar a saúde do bebé no primeiro mês de vida, período de normais incertezas e inseguranças.

Na sessão de 10 de março, a partir das 17h00, Núria Durães, enfermeira especialista em Saúde Materna e Obstetrícia, apresentará a hora do banho. Os cuidados com a pele do bebé, a temperatura da água, o tempo que o bebé deve estar na banheira ou que produtos de hidratação devem usar serão alguns dos temas em foco.

Esta sessão fecha com Enf.ª Teresa Coutinho, enfermeira especialista em Saúde Materna e Obstetrícia, que falará sobre o passo a passo para uma amamentação bem-sucedida.

Em todas as  sessões, estará presente um especialista da Crioestaminal, o único laboratório com acreditação internacional pela Association for the Advancement of Blood & Biotherapies (AABB), que  abordará a importância das Células Estaminais do Cordão Umbilical dos bebés, para que a decisão de as guardar ou doar seja tomada de forma consciente e informada. Os participantes ficarão a saber o que são as Células Estaminais do Cordão Umbilical e o seu potencial, como são armazenadas, em que tratamentos podem ser uma mais-valia e de que forma constituem uma opção terapêutica para mais de 80 doenças.

As sessões online das Conversas com Barriguinhas realizam-se todas as semanas e têm como objetivo ajudar as grávidas e os casais portugueses a preparar a chegada do seu bebé, a partir do conforto das suas casas.

Dois testes por mês
O regime excecional e temporário de comparticipação de testes rápidos de antigénio (TRAg) de uso profissional vai continuar em...

Tendo em conta a evolução positiva da situação epidemiológica, bem como o levantamento de várias medidas aplicadas no âmbito da pandemia, este regime excecional será ajustado para dois testes gratuitos por mês para cada utente, por forma a continuar a assegurar uma utilização dos testes proporcional ao risco, sem descurar a proteção da saúde pública.

Esta decisão surge na sequência da publicação da Resolução do Conselho de Ministros n.º 25-A/2022, de 18 de fevereiro, segundo a qual “o Certificado Digital COVID da UE passa a ser exigível apenas no que respeita ao controlo de fronteiras” e “deixa de se exigir apresentação de comprovativo de realização de teste com resultado negativo para acesso a grandes eventos, recintos desportivos, bares e discotecas”.

Por outro lado, o valor da comparticipação dos TRAg, no âmbito deste regime excecional de comparticipação, volta a ser 10 euros, refletindo os atuais custos associados à sua realização.

Será de sublinhar que este regime especial de comparticipação é apenas uma componente de uma estratégia de testagem a nível nacional. Não deverá ser confundido com a realização de testes de diagnóstico à COVID (PCR ou TRAg) prescritos pelo SNS a pessoas sintomáticas ou a contactos com infetados. Estes últimos continuarão a ser realizados, quando prescritos pelo SNS, segundo as normas das autoridades de saúde, sem custos para os utentes.

 

 

 

Estudo
Um grupo de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) e do Centro Hospitalar Universitário de São...

Segundo o estudo, “o RDW, um parâmetro hematológico que mede a diferença entre as células maiores e menores dos glóbulos vermelhos, pode ajudar a prever o risco de mortalidade e da ocorrência de enfarte agudo do miocárdio após a realização de uma cirurgia vascular às artérias”.

Nos resultados já publicados no World Journal of Surgery, os investigadores portugueses relatam que “por cada aumento de uma unidade na amplitude de distribuição dos glóbulos vermelhos, o já designado RDW aumenta em 8% o risco de o doente sofrer um enfarte e em 10% o risco de mortalidade no período pós-operatório”.

Marina Dias Neto, professora da FMUP e uma das autoras do estudo, explica que “a utilização de parâmetros hematológicos, como é o caso do RDW, têm vido a ser investigados ao longo dos anos por se tratarem de parâmetros baratos, medidos por rotina na prática clínica e, por isso, facilmente acessíveis em todos os hospitais”.

Outra das conclusões a que chegaram os investigadores está relacionada com a descoberta de três fatores que interferem no prognóstico após uma cirurgia arterial, nomeadamente a idade do paciente, o seu estado funcional e o ser ou não portador de diabetes tratada com insulina.

Segundo os autores da investigação, “o risco de morte aumenta 8% por cada ano de idade com que o paciente é submetido à cirurgia”. Por outro lado, o risco de enfarte “aumenta cerca de cinco vezes em pacientes que são dependentes de terceiros para as suas atividades de vida diária”, e no caso de doentes diabéticos que necessitam de tratamento com insulina, esse risco “aumenta cerca de quatro vezes”.

Tendo em conta estes novos dados, os médicos podem definir com maior exatidão quais os doentes submetidos a cirurgia vascular arterial que têm pior prognóstico, incorporando essa estratificação na “decisão cirúrgica, na deteção precoce e na prevenção de efeitos adversos, sempre que possível”.

Além de Marina Dias Neto, colaboraram neste estudo os médicos e investigadores Francisca Caldeira de Albuquerque, João Rocha Neves e Pedro Videira Reis.

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