APLO
A Associação de Profissionais Licenciados de Optometria (APLO) apela a que seja garantido um acesso equitativo de cuidados de...

Uma má visão e condicionada reduz de forma significativa o tempo de reação durante a condução.

 “Uma visão saudável deve ser assegurada, pois a visão traduz-se no sentido mais importante na tomada de decisões na estrada, nas ciclovias e nos passeios”, adverte Raúl de Sousa, Presidente da Associação de Profissionais Licenciados de Optometria (APLO), e co-autor do estudo recentemente publicado no Archives of Public Health do British Medical Council “The burden of injury in Central, Eastern, and Western European sub-region: a systematic analysis from the Global Burden of Disease 2019 Study”. [A carga de lesões na sub-região da Europa Central, Oriental e Ocidental: uma análise sistemática do Estudo Carga Global da Doença 2019].

 O estudo levado a cabo permitiu concluir que “as lesões continuam a ser uma grande preocupação para a saúde pública na região europeia”.

 Dados apresentados pelo estudo Global Burden of Disease (GBD) mostraram “grande variação nas taxas de mortalidade por lesão e anos de vida ajustados por incapacidade (DALY) em toda a Europa, indicando lacunas na desigualdade de lesões entre sub-regiões e países”.

 “O número de acidentes de automóvel pode ser reduzido se a visão dos automobilistas não apresentar problemas ou limitações. No mesmo sentido, as quedas nos mais idosos representam perda de autonomia, maior probabilidade de desenvolvimento de comorbilidades e peso para a família e cuidadores”, destaca ainda Raúl de Sousa.

 Portugal é o segundo país do mundo com média de idade mais elevada e por isso, considera o Presidente da APLO, “deve preparar-se para os desafios do envelhecimento e o consequente aumento das condições e doenças características desta faixa etária, como é o caso dos problemas de visão e oculares. Melhorar a saúde da visão no contexto de uma população envelhecida deve ser uma prioridade das principais entidades de saúde e decisores políticos”.

 Segundo a Organização Mundial de Saúde, todos os anos 1,25 milhões de pessoas morrem em consequência de acidentes de viação e 50 milhões ficam gravemente feridas

 Por boa saúde da visão deve entender-se "o estado em que a visão, a saúde e a capacidade funcional da visão são maximizadas, contribuindo assim para a saúde e o bem-estar em geral, inclusão social e qualidade de vida", refere “The Lancet Comissão Global sobre Saúde da Visão: visão para além de 2020”.

Dia Internacional da Mulher assinala-se a 8 de março
Todos os anos, mais mulheres são vítimas de doenças cardiovasculares, em Portugal.

Além disso, também os fatores de risco como hipertensão, dislipidemia, diabetes, menopausa, excesso de peso e sedentarismo contribuem para o aumento do risco de desenvolver a doença. É por isso necessário sensibilizar as mulheres para o enfarte agudo do miocárdio, como preveni-lo e como reconhecer os sintomas.

Os sintomas mais comuns de enfarte são a dor no peito, por vezes com irradiação para o braço esquerdo, costas e pescoço, acompanhada de suores, náuseas, vómitos, falta de ar e ansiedade. Na presença destes sintomas é importante ligar imediatamente para o número de emergência médica – 112 e esperar pela ambulância. A pessoa não deve evitar tentar chegar a um hospital pelos seus próprios meios.

Apesar das diferenças nos fatores de risco, entre homens e mulheres, a prevenção deve ser a mesma: praticar exercício físico, não fumar, ter uma alimentação saudável e consultar um médico regularmente.

O enfarte agudo do miocárdio ocorre quando uma das artérias do coração fica obstruída, o que faz com que uma parte do músculo cardíaco fique em sofrimento por falta de oxigénio e nutrientes.

A ação “O enfarte também é feminino” está inserida na Campanha “Cada Segundo Conta”, promovida pela APIC, que tem como objetivos promover o conhecimento e a compreensão sobre o enfarte agudo do miocárdio e os seus sintomas; e alertar para a importância do diagnóstico atempado e tratamento precoce.

A Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular, uma entidade sem fins lucrativos, tem por finalidade o estudo, investigação e promoção de atividades científicas no âmbito dos aspetos médicos, cirúrgicos, tecnológicos e organizacionais da Intervenção Cardiovascular.

Para mais informações sobre esta campanha consulte www.cadasegundoconta.pt

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Envio de roupas e outros bens essenciais para cidadãos ucranianos
O Atlas da Saúde Solidário lança campanha de Apoio à Ucrânia e lança o repto às empresas em Portugal para se juntarem à...

"Os últimos acontecimentos que têm assolado a Europa Central, mais propriamente na Ucrânia, não deixam ninguém indiferente. Quando já ninguém previa, o Continente Europeu está de novo em guerra. Esta guerra como qualquer outra, revela a sua crueldade para com milhões de civis, crianças, mulheres, homens, famílias inteiras que são despojados de todos os seus bens, em que muitas vezes para fugir, não há tempo para trazer qualquer pertence consigo. O Atlas da Saúde Solidário® pretende desempenhar o seu papel de divulgação e ajuda, levando bens a quem deles mais necessita", explica em comunicado Bruno Guedes da Silva, Diretor do Atlas Saúde. 

A campanha, dirigida a empresas que pretendam colaborar com o Atlas da Saúde Solidário®, pretende recolher os seguintes bens: 

Roupa

  • Roupa e calçado para bebé,
  • Roupas interiores, meias, cachecóis,
  • Calças, camisas, camisolas, casacos,
  • Calçado,
  • Toalhas,
  • Lençóis

 Produtos de primeira necessidade

  • Toalhitas para bebé,
  • Fraldas,
  • Sabão,
  • Champô,
  • Desinfetante,
  • Antissépticos e desinfetantes de feridas (por exemplo Iodopovidona)
  • Água oxigenada,
  • Compressas,
  • Pensos higiénicos,
  • Pasta de dentes,
  • Escovas de dentes.

Medicamentos e outros

  • Insulina,
  • Ácido acetilsalicílico, ácido acetilsalicílico associações,
  • Paracetamol, paracetamol associações,
  • Ibuprofeno,
  • Diclofenac,
  • Naproxeno,
  • Nimesulida,
  • Multivitaminicos,
  • Suplementos alimentares,
  • Anti-diarreicos,
  • Anti-histaminicos/Anti-alérgicos.

Produtos alimentares

  • Águas engarrafadas,
  • Leite em pó para bebé e infantil,
  • Papas,
  • Farinhas lácteas,
  • Cereais,
  • Leite em pó,
  • Enlatados diversos

"Se é uma empresa operadora logística ou de transporte, poderá prestar a sua contribuição na recolha, armazenamento e expedição dos bens", adianta Bruno Guedes da Silva, explicando que se pretende "que o armazenamento e expedição sejam realizadas da forma mais centralizada possível, para que de uma maneira que transtorne o menos possível o trabalho e atividade diária, consigamos levar esta ajuda a quem mais dela necessita". 

Como contrapartidas pela ajuda nos mais diversos quadrantes, "estamos preparados para oferecer espaço publicitário no www.atlasdasaude.pt bem como na divulgação de conteúdos das marcas/empresas envolvidas", salienta.  

Para colaborar com esta iniativa pode entrar em contato através do email [email protected] ou do número 913041643.

10 e 12 de março
A Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP) vai participar no 18.º Congresso Português de Diabetes com sete...

O 18.º Congresso Português de Diabetes decorre de forma presencial de 10 a 12 de março, no Centro de Congressos do Algarve, em Vilamoura. Organizado pela Sociedade Portuguesa de Diabetologia, conta com a participação da APDP em 6 simpósios e uma conferência dedicados à educação e investigação clínica na área da diabetologia.

Pé Diabético, neuropatia diabética dolorosa, diabetes tipo 1, monitorização contínua da glicose, “Valor em Saúde”, “Educação em grupo à distância”, “Baixa Visão e Diabetes - (Re)educar para reabilitar” e “Insulinoterapia: 100 Anos de Histórias até à Geração Mais Nova” são os temas a abordar por vários médicos e enfermeiros da APDP.

“A diversidade de temas que a APDP vai abordar nos simpósios e conferências pelos quais é responsável neste 18.º Congresso Português de Diabetes, demonstram a qualidade técnica, científica e clínica dos profissionais de saúde que desenvolvem a sua atividade na associação. Assim, hoje assumimo-nos como mais do que uma associação de doentes. Somos uma associação especializada no tratamento e gestão da diabetes, com muita vontade de partilhar com todos aqueles que trabalham nesta área, as melhores páticas que estamos a conseguir implementar”, explica José Manuel Boavida, presidente da APDP.

 

Em causa a falta de condições mínimas que induzem riscos graves para a segurança dos utentes, profissionais e para a qualidade dos cuidados
Perto de uma centena de enfermeiros entregou a Declaração de Exclusão de Responsabilidade nos hospitais Garcia de Orta (Almada)...

A estrutura sindical regista um total de 65 enfermeiros do Serviço de Urgência Geral no Hospital Garcia de Orta e 27 enfermeiros na Urgência de Pediatria da Unidade de Faro do Centro Hospitalar Universitário do Algarve. “É o acumular de várias situações, que se repetem um pouco por todos os hospitais do Serviço Nacional de Saúde”, refere Pedro Costa. No caso da unidade de Almada, as queixas reportam a uma “enorme pressão adicional sobre os recursos técnicos e humanos disponíveis, particularmente no que respeita aos enfermeiros, na medida em que a dotação adequada é fundamental para salvaguardar o exercício profissional em segurança, o que manifestamente não se verifica”. “Os enfermeiros do Serviço de Urgência Geral imputam responsabilidades à gestão da instituição e entendem que, por si só, esta pressão coloca em risco a prática adequada da profissão”.

Pedro Costa recorda que a 15 de dezembro de 2021, um total de 76 enfermeiros do serviço de Urgência Geral do Hospital Garcia de Orta efetuou um pedido de transferência coletiva, “numa clara intervenção impactante de alerta para uma problemática real, alegando exaustão pelos ratios desadequados, pela desmotivação inerente e clima de insegurança permanente”. A sobrevivência do serviço, à semelhança do que acontece em muitas outras unidades do SNS, “só é possível graças às mais de 1600 horas extraordinárias mensais, perpetuadas há largos anos”, acrescenta.

Em Faro, adianta este dirigente, a situação é similar. “As queixas que nos foram comunicadas por um conjunto de enfermeiros da Urgência de Pediatria do Hospital de Faro reporta uma enorme pressão sobre os recursos técnicos e humanos disponíveis, devido à existência de dois circuitos de atendimento do utente pediátrico (respiratório e não respiratório), bem como um quadro de recursos humanos manifestamente inferior às necessidades, face à criação destes dois circuitos”, sublinha.

Pedro Costa diz que ao Sindicato dos Enfermeiros foram ainda comunicadas queixas referentes a uma constante diminuição do número de enfermeiros escalados, alocados no acompanhamento dos utentes que necessitam de internamento na Unidade de Portimão do Centro Hospitalar; a manutenção de funcionamento da Urgência de Pediatria sem a presença de um Pediatra, bem como a manutenção de funcionamento da Urgência de Pediatria com recurso exclusivo a profissionais médicos exteriores ao Departamento, sem conhecimento dos protocolos da instituição, das aplicações informáticas ou dos circuitos do utente. Recordando que, na prática, “estes enfermeiros têm de continuar a exercer a sua profissão, dando o melhor de si para prestar os melhores cuidados possíveis aos doentes face às condições existentes”, Pedro Costa frisa que “a entrega da Declaração de Exclusão de Responsabilidades é, sobretudo, um grito de alerta para a falta de condições existentes nestas duas unidades hospitalares”.

O presidente reitera a necessidade de “serem criadas condições para que as administrações hospitalares possam contratar os recursos de que necessitam sem terem de estar constantemente dependentes da aprovação do Ministério da Saúde”. “Não podemos estar dependentes de contratações pontuais ou para suprir necessidades de curtos espaços de tempo, pois isso não gera rotinas nem contribui para melhorar os níveis de desempenho e diminuir os riscos de erro”, diz Pedro Costa.

“Fórum Reino Unido - Portugal sobre Envelhecimento Saudável”
A GSK é uma das entidades a marcar presença na terceira edição do “Fórum Reino Unido - Portugal sobre Envelhecimento Saudável”,...

A conferência vai lugar no dia 15 de março, entre as 9h00 e as 13h00, na Sala das Extrações da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, no Largo Trindade Coelho. É possível a qualquer pessoa assistir presencialmente ou, se preferir, virtualmente (inscrições em: 3º Fórum sobre Envelhecimento Saudável Reino Unido - Portugal).

A GSK vai estar representada por Eduardo de Gomensoro, Diretor Médico de Vacinas, Espanha e Israel, numa mesa redonda dedicada ao tema “Como garantir a qualidade de vida de uma população envelhecida?”. Na mesa redonda participam, também, Alexandre Kalache, Presidente do Centro Internacional de Longevidade do Brasil, e David Sinclair, Diretor do Centro Internacional de Longevidade do Reino Unido. Adalberto Campos Fernandes, Professor da Escola Nacional de Saúde Pública e Ex-Ministro da Saúde, encerra a conferência como Keynote Speaker.

“Os países desenvolvidos têm, graças ao desenvolvimento da ciência, inovação e cuidados de saúde, uma esperança de vida cada vez mais longa e Portugal é um bom exemplo disso. Apesar disso, o aumento da esperança de vida acarreta também desafios, como o risco acrescido de problemas neurodegenerativos, doenças crónicas e infecções oportunistas relacionadas com o enfraquecimento do sistema imunitário, um processo conhecido como Imunossenescência. Importa, assim, debater o que pode ser feito para aumentar a qualidade de vida da população adulta, uma questão em que deve ser vacinação um elemento central”, considera Eduardo de Gomensoro, Diretor Médico de Vacinas da GSK Portugal, Espanha e Israel.

No relatório anual “Health at a Glance 2021”1, a OCDE apresenta uma estimativa sobre a representatividade da população mais velha em 2050, a partir de valores reais de 2019, e conclui que Portugal passa de 21,8% de pessoas com 65 e mais anos para 33,7%, enquanto os restantes países da OCDE passam de um valor médio de 17,3% para 26,7%. Portugal é, ainda, o quarto país mais envelhecido da OCDE, situação confirmada pela projeção para 2050 das pessoas com 80 e mais anos (12,8% em Portugal, 9,8% na média da OCDE).

A esperança de vida de um português com 65 e mais anos é hoje de 20,4 anos, um pouco acima da média da OCDE (19,9 anos). No entanto, os anos de vida saudáveis de um português são de apenas 30% para as mulheres após os 65 anos (esperança de vida de 22,3 anos) e 43% para os homens (esperança de vida de 18,5 anos). Ou seja, os portugueses têm uma longevidade acima da média, mas bem mais de metade desses anos, após os 65, são com baixa qualidade de vida. No contexto da OCDE, só a Letónia apresenta valores mais altos de anos de vida com pouca saúde

Nutrição
A tensão pré-menstrual, mais conhecida como TPM, é um período do ciclo menstrual que acomete pratica

As manifestações mais comuns são irritabilidade, inchaço e sensibilidade em algumas regiões do corpo, oscilações de humor, e uma maior vontade de consumir doces e alimentos mais gordurosos. Durante esse período, é normal que as mulheres façam de tudo para aliviar os sintomas. Receitas passadas de geração em geração, analgésicos e bolsas de água quente são recorrentes nos ciclos femininos. 

Ainda que não exista uma cura para a TPM, e todas as tentativas de aliviar seus sintomas sejam válidas, existem diversos alimentos que, incorporados no quotidiano da mulher, podem amenizar os efeitos desse período. "A hormona responsável pelo humor (serotonina) sofre um declínio durante o perídio de tensão pré-menstrual. A serotonina altera o humor, as mulheres ficam mais irritadas, além de diminuir a disposição. A alimentação pode auxiliar e muito", afirma a nutricionista Monik Cabral.  

De acordo com a profissional, aumentar a ingestão de alimentos ricos em triptofano, como a banana, frango, abacate, ovos, sementes e oleaginosas pode auxiliar muito nesse processo. Para as amantes de doces, o chocolate amargo é um grande aliado, já que ele auxilia na produção de serotonina, trazendo uma sensação de prazer e conforto. Além disso, suplementos como o óleo de prímula, o ómega 3, magnésio, curcuma, spirulina e vitamina D também ajudam na redução dos sintomas. 

"O ómega 3 e 6 possuem ação anti-inflamatória, e também vão agir na redução da acumulação dos líquidos no corpo, reduzindo o inchaço que tanto incomoda naqueles dias. Na menopausa, poderá trazer alívio ao stresse psicológico e à depressão causada por essa fase. Já o óleo de prímula é rico em vitamina B6, que irá agir no equilíbrio hormonal, atuando como antidepressivo natural leve e moderado, favorecendo no controlo da irritabilidade e da insónia ", explica Monik.

A nutricionista também indica o consumo de chás calmantes, como o de Melissa, Camomila, Passiflora e Erva-cidreira, e ressalta a importância da redução de café, sal e gorduras neste período. Ela também recomenda o aumento do consumo de fibras, como psyllium, farelo de aveia e chia, que ajudam a controlar a compulsão alimentar, algo experienciado por algumas mulheres.

"Beba bastante água e comece a consumir estes alimentos pelo menos cinco dias antes do período menstrual, e mantenha pelo menos 5 dias depois", indica a profissional, que reforça que uma alimentação balanceada durante todo o mês faz muita diferença.  

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Programa abem:
O Programa abem: é um projeto inovador, dinamizado pela Associação Dignitude, que apoia as pessoas mais carenciadas no acesso...

A expansão do abem: para novas regiões do País deveu-se, em parte, ao financiamento da Portugal Inovação Social, através de fundos da União Europeia. Desde abril de 2018 até junho de 2021, o Programa abem: contou com o financiamento do Programa Operacional Inclusão Social e Emprego (POISE), do Fundo Social Europeu, e de investidores sociais (Alliance Healthcare, SA; Associação Mutualista Montepio; Associação Nacional das Farmácias; Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica; Cáritas Portuguesa; Fundação Ageas e Monaf – Montepio Nacional da Farmácia) no total de 763.118,33€.

Este financiamento, localizado nas zonas Norte, Centro e Alentejo, representou um enorme crescimento em termos do número de pessoas apoiadas que, assim, passaram a poder aceder com a dignidade e a regularidade necessária aos medicamentos essenciais à vida. O incremento de beneficiários abem:, por região, foram os abaixo indicados:

De acordo com o balanço agora realizados, desde abril de 2018, foram integrados na zona Norte mais 6.160 beneficiários. A zona Centro conta com mais de 4.823 beneficiários e a zona do Alentejo mais de 2.874

«É com entusiasmo e gratidão que divulgamos estes resultados que ultrapassaram as nossas expetativas», diz Maria de Belém Roseira, associada fundadora da Dignitude. «É fundamental que projetos desta natureza possam contar com o apoio de uma entidade como a Portugal Inovação Social e de empresas como os investidores sociais, que acreditam que é possível criar um mundo menos desigual. O abem: continuará a desenvolver a sua atividade e a chegar a novas regiões do país, apoiando cada vez mais pessoas de forma sustentável, justa e equitativa», acrescenta.

Filipe Almeida, Presidente da Iniciativa Portugal Inovação Social, destaca «O Programa abem: é um belíssimo exemplo de inovação social porque veio dar resposta a um problema social para o qual ainda não existia uma solução consistente, justa e eficaz. E é demonstração de que a justiça distributiva não está só na mão do Estado, está igualmente na poderosíssima mão provocadora da sociedade civil organizada que, neste caso, encontrou uma solução na interseção da Saúde com a proteção e a inclusão Social, um lugar frequentemente esquecido, mas de paragem obrigatória, onde se podem salvar muitas vidas. Além do impacto direto na vida dos beneficiários deste Programa, o abem: também alerta consciências, promove a cidadania participativa, reforça laços intracomunitários e desperta a humanidade que em cada um de nós pode ser a salvação de todos. Um exemplo de inovação e uma inspiração de humanidade.»

As entidades parceiras locais (Autarquias, Cáritas, Misericórdias e IPSS) são responsáveis pela referenciação das famílias em situação de carência socioeconómica. Cada beneficiário referenciado recebe um cartão abem: e pode deslocar-se a qualquer farmácia abem: do país e aceder, sem qualquer custo e total descrição, aos medicamentos sujeitos a receita médica e comparticipados pelo Estado Português. Atualmente, o abem: já está presente em todos os distritos e regiões autónomas. Até agora já foram transformadas as vidas de mais de 26.000 pessoas em Portugal.

 

Opinião
Simultaneamente alerta e repto, o tema deste Dia Internacional da Mulher - «Igualdade de género hoj

Se, numa primeira leitura, o que mais se destaca é o motivo principal da celebração do dia – a defesa dos direitos das mulheres – a reflexão sobre o mesmo conduz-nos a um horizonte mais amplo: a viabilização de um futuro para as novas gerações.

A sustentabilidade só acontecerá mediante a ultrapassagem do antropocentrismo em que estamos mergulhados. Pelas características que lhe são inerentes, a Mulher está especialmente posicionada para esta transformação. O abandono desinteressado do que é autorreferencial não lhe é estranho, acontece iterativamente no seu quotidiano.

Dividindo o par, felizmente em muitas nações, as tarefas domésticas, não é desajustado dizer que a Mulher continua a desempenhar o papel de curadora da casa, vigilante do bem-estar de todos. Por extensão, o cuidado e a estima pela “Casa Comum” granjeiam o seu interesse e empenho, no desejo de um planeta habitável para todos os seres vivos.

Um novo estilo de vida não se impõe por decreto, não acontece espontaneamente, alicerça-se na mimetização de pequenos gestos e de sábias escolhas. A ação pedagógica da Mulher, enquanto cidadã, profissional, mãe e decisora, é fundamental para uma revolução cultural que nos coloque na senda do sustentável. Quando abandona a lógica do descartável (não só em relação aos objetos), quando opta por um consumo racional, quando ensina o respeito pelos espaços e bens comuns, quando contribui para a preservação do ambiente, está a ser protagonista dessa mudança.

Por outro lado, instalada entre nós uma atmosfera de perplexidade e desalento, urgem redutos de confiança e de tenacidade. Também neste plano, a Mulher demonstra capacidade de reposicionar valores, fundear a esperança e imprimir um novo rumo ao curso dos dias. Sabe o que são longas esperas, conhece bem a função de incentivar, corrigir com firmeza e afeto.

Se no perímetro estritamente familiar esta ação geralmente não encontra entrave, outro tanto não acontece, ainda, no âmbito profissional ou na esfera social e política, onde a Mulher é preterida para postos de decisão ou áreas de intervenção de grande impacto. Fica, assim, excluída a oportunidade de imprimir o seu cunho de eficiente atenção a todos, de pugnar pela reabilitação dos recursos e por uma cultura do belo. Não tem possibilidade de intervir nas decisões que, em detrimento dos lucros financeiros – de uma minoria -, libertem o planeta e seus habitantes de tudo o que o sufoca e suja.

Acresce também salientar que nas regiões especialmente carenciadas e atingidas pelas consequências das alterações climáticas são as mulheres as “mais vulneráveis a esses impactos e constituem a maioria dos pobres do mundo; são mais dependentes dos recursos naturais” (in https://www.onumulheres.org.br/).

Por isso, é preciso lembrar que permanece necessário ampliar e intensificar as iniciativas de sustentabilidade já implementadas por mulheres, como a que acontece no Malawi, com plantação de feijão tolerante à seca.

É urgente não ceder à preguiça da perpetuação de um status quo em que apenas o que é próprio interessa ou se fica pela descomprometida defesa (virtual) da Terra.

Na medida em que atuarmos e formarmos no sentido da responsabilização, no horizonte de um dia-a-dia mais simples e numa visão de interesse global, estaremos a garantir que não se torne impossível a sobrevivência planetária.

Dia Internacional da Mulher será então muito mais do que apenas uma data…

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11 de março no Mercado Natura, em Sintra
Os Workshops Físicos da Mamãs e Bebés estão de volta este mês, com todos os cuidados e segurança para ajudar os pais a...

É bastante normal que surjam questões e preocupações nos meses após o nascimento do bebé, principalmente sobre os cuidados necessários que os recém-nascidos precisam. Este Workshop servirá para dar resposta aos pais que tanto se questionam sobre os cuidados com a pele do bebé, a temperatura ideal da água durante o banho, as mudas de fraldas e a limpeza do nariz e dos ouvidos. Aqui, a enfermeira Marilyn Lopes, vai ajudar os futuros pais a responder às típicas perguntas de “Que cuidados devo ter nos primeiros meses de vida do meu bebé?”

Logo após esta sessão, decorrerá uma outra, onde vai ser abordada a importância de guardar as células estaminais do bebé. Um especialista da equipa de profissionais da BebéCord explicará e esclarecerá todas as dúvidas inerentes ao tema: o que são as células estaminais? Qual a diferença entre o sangue e o tecido do cordão umbilical? Quais as aplicações e potencial terapêutico?

No final, para juntar ao Workshop haverá ainda uma oferta de Kits de Amostras a todas as participantes, com produtos essenciais para a gravidez.

Para participar no Workshop, a inscrição é feita através do link: https://cutt.ly/ws-11-03-I

 

 

Inscrições gratuitas
A 1ª Corrida pela Diabetes, promovida pela Sociedade Portuguesa de Diabetologia e o Abbott, em parceria com a Diabetes Team...

Os bens de primeira necessidade em falta são compressas, álcool, soro fisiológico, Betadine, ligaduras elásticas, luvas, desinfetantes de superfícies, calçado, toalhitas, fraldas e brinquedos para as crianças. Os participantes da corrida e a população em geral que se queira juntar poderão fazer a doação de bens no dia 12 de março, entre as 08 e as 11 horas em frente ao Centro de Congressos do Hotel Tivoli Marina.

A partida é dada no Centro de Congressos do Hotel Tivoli Marina Vilamoura, às 08h30, e segue a zona pedonal da Marina de Vilamoura, atravessa a primeira ponte em direção à praia Rocha Baixinha Nascente, seguindo mais uns metros e atravessa a segunda ponte pedonal em direção à Avenida Cerca da Vila, segue-se a Av. Tivoli em direção ao Hotel Tivoli Marina Vilamoura. Pode ver aqui o circuito completo da corrida.

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas aqui até ao próximo dia 10 de março. A todos os participantes será entregue o kit de participante que inclui uma t-shirt, o dorsal e o chip de controlo de tempo que será entregue no stand da 1ª Corrida pela Diabetes situado à entrada do Centro de Congressos do Algarve, durante o dia 11 março até às 19 horas.

 

Doença renal crónica
testemunhos de vida de doentes renais. Esta iniciativa surge a propósito do Dia Mundial do Rim que se assinala a 10 de março....

“Com esta iniciativa pretendemos criar valor para o doente e para a sociedade, demonstrando que a pessoa com doença renal crónica é um exemplo de força, coragem e resiliência”, explica Jaime Tavares, presidente da ANADIAL.

E acrescenta: “A ANADIAL está empenhada em aumentar a visibilidade pública da doença renal e em consciencializar a população para a sua importância. No âmbito dos nossos esforços de mobilização ao nível da prevenção estamos também a promover a campanha “A vitória contra a doença renal começa na prevenção”, que conta com o apoio das sociedades científicas e associações de doentes desta área”.

A primeira edição do livro de histórias de vida estará disponível no website da ANADIAL, em www.anadial.pt e será igualmente distribuída junto das principais Associações de Doentes.

A doença renal crónica caracteriza-se pela deterioração lenta e irreversível da função dos rins. Como consequência da perda desta função, existe retenção no sangue de substâncias que normalmente seriam excretadas pelo rim, resultando na acumulação de produtos metabólicos tóxicos no sangue (azotemia ou uremia). Os doentes com diabetes, hipertensão arterial, obesidade e historial familiar de doença renal podem estar em risco de desenvolver esta doença.

 

 

"Medida de emergência"
A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), a Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) e a...

Isto é aconselhado num apelo publicado na segunda-feira para que os países "tomem medidas" para reduzir o risco de transmissão de SARS-CoV-2 entre humanos e animais selvagens, bem como reduzir o risco de aparecimento de variantes, avança hoje o jornal El Mundo.

"À medida que entramos no terceiro ano da pandemia, o SARS-CoV-2, o vírus que causa a Covid-19, está a espalhar-se entre pessoas a um nível intenso em todo o mundo. Há muitos fatores que estão a impulsionar a transmissão. Uma delas é o aparecimento de variantes altamente transmissíveis que são motivo de preocupação, a última das quais a ómicron. O vírus continua a evoluir e o risco de aparecimento de variantes no futuro é elevado", alertam estas agências das Nações Unidas.

Embora a pandemia Covid-19 seja impulsionada pela transmissão humana, o vírus também é conhecido por infetar espécies animais. De acordo com os estudos científicos mais recentes, a vida selvagem não desempenha um papel importante na propagação da SARS-CoV-2 em humanos, mas a propagação nas populações animais "pode afetar a saúde destas populações e pode facilitar o surgimento de novas variantes do vírus", alertam.

Para além dos animais domésticos, até agora foram observados animais selvagens na natureza, em cativeiro ou em exploração, tais como grandes gatos, martas, furões, veados de cauda branca norte-americana e grandes macacos, infetados pela SARS-CoV-2. Até à data, foram demonstrados que as martas agrícolas e hamsters infetam os seres humanos com o vírus SARS-CoV-2 e está atualmente a ser estudado um possível caso de transmissão entre um veado de cauda branca e um humano.

Raquitismo hipofosfatémico
O Raquitismo hipofosfatémico corresponde a um distúrbio genético hereditário, de transmissão dominan

Luísa Moura tinha dois anos quando foi diagnosticada com Raquitismo Hipofosfatémico. Na altura apresentava já os membros inferiores arqueados, uma característica que partilhava com o pai, a tia e avós paternos.

“A minha avó apresentava estatura baixa e os membros inferiores bastante arqueados e o meu avô, embora não sabendo muito sobre a sua condição, sei que foi operado aos 18 anos”, conta Luísa adiantando que este “apresenta membros inferiores deformados” e queixa-se bastante de dores nos joelhos e virilhas.

“Quando a minha avó engravidou do meu pai, ficou alerta”, comenta acrescentando que quando o progenitor iniciou a marcha já tinha as pernas bastantes arqueadas. Após a segunda gravidez, o problema volta a surgir na tia de Luísa. “O meu pai e a minha tia foram seguidos no Hospital Rodrigues Semide, no Porto”, comenta.

“Quando eu nasci, a minha mãe sabendo da doença do meu pai falou com a médica de família que desvalorizou o assunto”, conta recordando que foi a tia paterna que conseguiu que Luísa fosse vista por um médico no Hospital onde havida sido acompanhada. “De seguida fui encaminhada para o Hospital Maria Pia”, onde foi confirmado o diagnóstico de XLH.

Graças ao acompanhamento médico, Luísa apresenta uma estatura próxima do normal – 1,56 cm -, os ossos “quase nada arqueados”, sem dor.

Luísa é mãe de duas crianças: uma menina de 10 anos saudável que havendo sido referenciada para consulta especializada não apresenta diagnóstico do XLH, e um menino de três anos observado pela primeira vez no Hospital Pediátrico de Coimbra para rastreio familiar, tendo realizado estudo genético positivo para variante no gene PHEX.

“Inicialmente o Santiago não apresentava nenhuns sinais de raquitismo”, explica a mãe. Iniciou a marcha com apoio pelos 9 meses e sem apoio aos 13 meses. Não obstante, “começou a apresentar os ossos das pernas arqueados, principalmente na perna esquerda e a cair com alguma frequência”.

Atualmente, apresenta uma evolução muito boa, com correção das deformidades dos membros inferiores e normalização da marcha.

Segundo a mãe, Luísa Moura, por agora “os principais desafios associados a esta doença são que o Santiago consiga ter uma vida normal, fazer desporto, cresça saudável, que os ossos se mantenham fortes, direitos, que ele atinja uma estatura normal e que esta doença não o impeça de ser feliz e realizado”.

 

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Candidaturas de 7 de março a 31 de maio de 2022
A Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL) e a Sociedade Portuguesa de Hematologia (SPH), com o apoio da Amgen...

Os projetos de investigação devem ser realizados por investigadores com exercício em instituições portuguesas e é encorajada a colaboração e parceria entre várias instituições, bem com a interdisciplinaridade, e devem ser formalizadas para o e-mail [email protected], até às 24 horas de 31 de maio de 2022.

Todos os projetos submetidos serão avaliados por um júri idóneo, composto por peritos de reconhecido mérito em investigação científica e experiência profissional e/ou académica em hemato-oncologia em Portugal e/ou internacional, nomeado pela APCL e SPH. O regulamento da bolsa de investigação em Mieloma Múltiplo pode ser consultado nos sítios dos parceiros.

«Partimos para mais uma edição da Bolsa de investigação em Mieloma Múltiplo com a certeza de que vamos ter projetos que podem melhorar a qualidade de vida e a sobrevivência dos doentes com mieloma múltiplo não só em Portugal, como em todo o mundo. Estamos muito satisfeitos por voltar a fazer parte desta iniciativa, que já é um marco na nossa associação, que assinala este ano o seu 20ª aniversário», afirma Manuel Abecasis, presidente da APCL.

«O facto de estarmos há seis anos consecutivos a promover uma bolsa de investigação na área da hematologia é revelador da importância e do sucesso desta iniciativa, em que ano após ano somos surpreendidos pelo rigor e excelência dos trabalhos apresentados, tanto nas edições de Mieloma Múltiplo, como para as duas edições em Leucemia Linfocítica Aguda. Portanto, as expetativas para este ano estão altíssimas», conclui João Raposo, presidente da SPH.

«Orgulhamo-nos pelo desenvolvimento da 4ª Edição desta Bolsa em parceria com a APCL e com a SPH, iniciativa que promovemos desde 2017. Não só estamos a contribuir para incentivar a produção de I&D nacional, como é mais um passo na nossa missão de apoiar projetos de investigação que contribuam para a melhoria da prática clínica atual e futura, no caso de uma doença oncológica rara, o mieloma múltiplo», declara Tiago Amieiro, diretor-geral da Amgen. 

O Mieloma Múltiplo é a segunda neoplasia hematológica mais frequente com cerca de 539 novos casos por ano. Esta patologia tem uma grande incidência a partir dos 50 anos e apresenta sintomas muito inespecíficos, que são desvalorizados ou confundidos com outras doenças mais comuns.

 

O glaucoma é a terceira maior causa de cegueira no mundo
A Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO), no contexto da Semana Mundial do Glaucoma, alerta a população portuguesa para a...

Estima-se que mais de 50% das pessoas que sofrem de glaucoma, não saibam que têm esta doença.  Os médicos oftalmologistas chamam a esta patologia “o ladrão silencioso da visão”, devido às suas características assintomáticas durante a maioria do seu curso.

Qualquer indivíduo, sobretudo a partir dos 40 anos ou com antecedentes familiares, pode desenvolver glaucoma. Para além disso, são também fatores de risco a raça negra (mais frequente e com casos mais graves), alta miopia e doentes medicados com corticoides. Neste sentido, a consulta regular com um médico oftalmologista para efetuar uma avaliação ocular aprofundada, medir a pressão ocular e medir o estado do nervo ótico é um comportamento essencial no que toca à prevenção.

O especialista Pedro Faria, Coordenador do Grupo Português do Glaucoma da SPO e médico oftalmologista no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, sublinha: “O glaucoma pode desenvolver-se num ou em ambos os olhos. Inicialmente, o glaucoma não apresenta qualquer sintoma, não provoca dores e a visão não sofre alterações. Mas, à medida que o glaucoma avança sem tratamento, os doentes perdem de forma gradual e irreversível os seus campos visuais. A visão periférica vai-se perdendo e os doentes sentem que começam a ver ‘através de um túnel’. Com o passar do tempo, essa visão central também pode diminuir, até ser atingida a cegueira total. O tratamento permitirá atrasar ou idealmente impedir a progressão desta doença; o seu diagnóstico atempado é fundamental, mas também um acompanhamento regular, medindo a pressão intraocular e realizando exames (OCT e campos visuais) para confirmar que esta se mantém estável”.

Semana Mundial do Glaucoma, promovida pela Associação Mundial do Glaucoma, assinala-se entre os dias 6 e 12 de março, com várias atividades por todo o mundo que têm como principal objetivo promover o conhecimento da população sobre esta doença por forma a eliminar a cegueira provocada pelo glaucoma.

Em Portugal, o Grupo Português de Glaucoma, da SPO, vai ter a decorrer durante todo o dia 9 de março, quarta-feira, como referido, uma iniciativa de promoção de informação com o apoio de médicos oftalmologistas da sociedade, nos Centros Comerciais Colombo em Lisboa, Arrábida Shopping em Vila Nova de Gaia e Coimbra Shopping no centro da cidade de Coimbra, para abordar a temática “Viver com Glaucoma ou Hipertensão Ocular”. Nos dias 11 e 12 de março decorre, na Figueira da Foz, a Reunião Anual do Grupo Português de Glaucoma onde serão discutidas as mais recentes novidades sobre esta doença.

Março, mês Europeu de Luta Contra o Cancro do Intestino
Por todo o mundo, em março, assinala-se o Mês de Luta Contra o Cancro do Intestino, principal causa de morte por cancro em...

Diariamente morrem, em média, 11 portugueses por cancro colorretal (CCR), sendo a sobrevivência global aos 5 anos de 50%. Se o diagnóstico for realizado atempadamente, a sobrevivência ultrapassa os 90%. (fonte: United European of Gastroenterology). 

Perante a relevância destes números que demonstram a eficácia do diagnóstico, a SPG apresenta uma campanha de sensibilização com um filme que terá palco na televisão e redes sociais. No dia 21 de março, o Cristo Rei e a Torre dos Clérigos vão estar iluminados de azul, cor alusiva a esta campanha que também percorre vários países no mundo (toda a informação sobre a campanha disponível aqui).

A importância do rastreio por colonoscopia, resulta da elevada incidência e mortalidade por CCR em Portugal, e da existência de um tratamento curativo, que é tanto mais eficaz quanto mais precoce for o diagnóstico e deteção das lesões precursoras (pólipos intestinais). Com o recurso à colonoscopia é possível a remoção destas lesões, interrompendo a progressão para cancro evitando assim novos casos. A colonoscopia é, portanto, o método de rastreio por excelência, ao permitir o diagnóstico e o tratamento no mesmo ato, promovendo uma efetiva prevenção da doença.

Para o presidente da SPG, Guilherme Macedo, “é urgente alertar a população para a elevada incidência e mortalidade desta doença, que pode ser acautelada através de um diagnóstico eficaz e atempado” e acrescenta que “é altura de implementar uma estratégia nacional, com igualdade de acesso a todos os cidadãos para uma eficaz prevenção e tratamento”. De acordo com as novas diretrizes internacionais, todos as pessoas, mesmo assintomáticas, a partir dos 45 anos devem ser incluídos num programa de rastreio do cancro do cólon e reto.

Importa também recordar que, os estilos de vida pouco saudáveis, como os que envolvem dietas com uma elevada quantidade de alimentos processados, o tabagismo e o elevado consumo de álcool, estão fortemente associados ao desenvolvimento de CCR.

 

 

A 8 de março
A Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC) organiza, amanhã, o seu 14º Fórum Internacional de Empreendedorismo, tendo...

Este evento (em formato online), que pretende motivar os estudantes de Enfermagem para o desenvolvimento de ideias e projetos empreendedores e inovadores, divide-se em quatro painéis: “Experiências internacionais de empreendedorismo na Saúde” (10h00), “Motivar para o empreendedorismo” (10h30), “Projetos empreendedores na área da Saúde” (11h15) e “Inovação em empreendedorismo social” (14h00).

A sessão de abertura, às 9h00, conta as intervenções da Aida Cruz Mendes, Presidente da ESEnfC e do Pedro Dinis Parreira, Coordenador do Gabinete de Empreendedorismo da ESEnfC O 14º Fórum Internacional de Empreendedorismo é organizado pelo Gabinete de Empreendedorismo da ESEnfC, com o apoio do Serviço de Apoio aos Novos Graduados, sendo uma atividade associada ao Concurso Regional Poliempreende.

No período da tarde (a partir das 15h15), decorrerá o “Open Day - Oportunidades de emprego nacionais e internacionais: desafios e dificuldades”, contando com a presença de várias empresas e instituições de recrutamento de profissionais de saúde.

Mais informações sobre este 14º Fórum Internacional de Empreendedorismo estão disponíveis no sítio do evento na Internet, em www.esenfc.pt/event/geesenfc2022.

 

 

Webinar da AADIC
No dia 17 de março de 2022, a Associação de Apoio aos Doentes com Insuficiência Cardíaca divulga uma sessão de esclarecimento...

Os últimos dois anos foram desafiantes para o setor da saúde e muito difíceis para quem sofre de uma doença crónica como a insuficiência cardíaca. Em Portugal existem mais de 400 mil pessoas com insuficiência cardíaca e a pandemia pela covid-19 veio acentuar o subtratamento e subdiagnóstico desta doença. É urgente retomar as consultas de especialidade, os exames e tratamentos, os rastreios e todos os cuidados de saúde primários e hospitalares suspensos. É igualmente urgente reforçar a interligação entre as instituições de saúde.

“A interligação entre os Cuidados Primários e as Clínicas de Insuficiência Cardíaca Hospitalares, é de primordial importância quer no diagnóstico precoce quer no seguimento dos doentes. A existência de um contacto direto entre as duas Instituições, permite a rápida referenciação dos doentes, a realização de exames complementares de diagnóstico e um atempado início de terapêutica, que como sabemos aumenta a sobrevivência e melhora a qualidade de vida. A Insuficiência Cardíaca é uma doença crónica, pelo que os doentes depois de estabilizados continuam a necessitar de um acompanhamento de proximidade, que pode ser efetuado nos Cuidados Primários”, explica Maria José Rebocho, em antecipação da sessão online.

O Webinar Insuficiência Cardíaca será dividido em dois momentos. A primeira parte da sessão será composta por uma discussão sobre a importância da integração dos cuidados primários e hospitalares para a prevenção e gestão da insuficiência cardíaca entre os oradores Nuno Jacinto, médico de família, USF Salus, ACES Alentejo Central, Presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, Sara Gonçalves, cardiologista responsável da Unidade Integrada de Insuficiência Cardíaca (UNNICA) do Centro Hospitalar de Setúbal, Madalena Rodrigues, médica de MGF, USF do Castelo, Interlocutora da UNIICA nos ACES Arrábida , com a moderação de Maria José Rebocho, cardiologista e membro do Conselho Científico da AADIC;

A segunda parte será dedicada aos doentes, com o testemunho de vida do doente Fernando Almeida e com a participação da audiência, onde dúvidas e questões serão devidamente respondidas e esclarecidas pelos oradores da sessão.

Para Sara Gonçalves “tornar o diagnóstico o mais precoce possível, melhorar a terapêutica instituída ao nível dos cuidados de saúde primários e melhorar a referenciação é o grande objetivo dos cardiologistas”. A UNIICA, Unidade Integrada de Insuficiência Cardíaca do Centro Hospitalar de Setúbal, da qual é fundadora, é um dos melhores exemplos ao agregar os serviços de Cardiologia e Medicina Interna e integrar os cuidados primários do Agrupamento de Centros de Saúde Arrábida, há três anos.

Nuno Jacinto afirma “o médico de família tem um papel central na gestão do doente com insuficiência cardíaca. Desde o diagnóstico clínico aos cuidados paliativos, passando pela gestão da terapêutica e pela articulação com os colegas hospitalares, o médico de família faz um acompanhamento de proximidade ao longo de todas as fases da doença, o que permite melhorar o prognóstico e aumentar a qualidade de vida dos doentes com insuficiência cardíaca.”

Este webinar é uma iniciativa que visa aumentar a literacia em saúde e promover o debate em torno das consequências da má interligação entre os cuidados de saúde na gestão da insuficiência cardíaca em Portugal e o impacto de uma pandemia na prestação dos cuidados de saúde diferenciados.

19 de março na Fundação Dr. António Cupertino de Miranda
O Núcleo de Estudos de Medicina Paliativa (NEMPal) da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI), vai realizar as IV...

O evento, que se realizará na Fundação Dr. António Cupertino de Miranda, no Porto, em formato híbrido, apresenta como principal objetivo a promoção de uma reflexão sobre terapias não convencionais na prestação de cuidados de saúde no que concerne a cuidados paliativos. 

“O objetivo das jornadas é falar-se de terapias não convencionais ou complementares que habitualmente não se abordam nas reuniões científicas médicas, mas que podem ser úteis associadas à terapêutica convencional, nomeadamente nos doentes em cuidados paliativos”, afirma Elga Freire, Internista e Coordenadora do Núcleo de Estudos de Medicina Paliativa da SPMI, sublinhando que “pretendemos saber um pouco mais de cada uma, para podermos aconselhar melhor os nossos doentes e cuidadores”.

Subordinada ao tema, “Terapias Out Of The Box em cuidados paliativos” esta edição debruça-se sobre respostas terapêuticas não farmacológicas e farmacológicas na abordagem clínica ao doente. Mindfullness, Terapia Reconectiva, e Reiki são algumas das técnicas que vão estar em destaque. Realizar-se-á ainda um um Simposium sobre o uso terapêutico da canábis.

“Não se trata de novos caminhos, mas sim da integração de todas as terapias, nomeadamente as não farmacológicas que, não prejudicando os doentes, podem ser oferecidas com o objetivo de melhorar a sua qualidade de vida, a dos seus cuidadores e dos profissionais de saúde envolvidos. Muitos dos nossos doentes já ouviram dizer que a Medicina Convencional “não tem nada a oferecer”. Os cuidados paliativos, sendo cuidados holísticos, têm sempre muito a oferecer utilizando terapias convencionais ou não, com o objetivo de intervir na qualidade de vida. Felizmente, cada vez há mais investigação científica nas áreas de cuidados paliativos e de terapias complementares. Esperamos nas nossas Jornadas mostrar algumas evidências”, conclui Elga Freire.

Mais informações em: https://www.spmi.pt/iv-jornadas-do-nempal/

 

 

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