Universidade de Coimbra
Uma equipa de investigação da Universidade de Coimbra (UC) descobriu que o relógio biológico interno está profundamente afetado...

Neste estudo, os cientistas de Coimbra demonstram, pela primeira vez, que nesta doença ocorrem alterações dos ritmos circadianos – os ciclos biológicos naturais de aproximadamente 24 horas, que regulam o funcionamento do corpo, incluindo o sono, a temperatura corporal e a atividade física. Os resultados deste estudo inovador estão agora publicados na prestigiada revista científica BRAIN.

“O que descobrimos foi que o ritmo circadiano vai perdendo a sua robustez à medida que a doença avança. Percebemos ainda que a proteína alterada nas pessoas com esta doença – a ataxina-3 – interfere com os sinais que o cérebro envia para manter o corpo a funcionar de forma sincronizada. É como se o relógio interno deixasse de dar as horas certas”, explica o primeiro autor do estudo, investigador do Centro de Neurociências e Biologia Celular da UC (CNC-UC) e do Centro de Inovação em Biomedicina e Biotecnologia (CiBB) e estudante de doutoramento da Faculdade de Farmácia da UC (FFUC), Rodrigo Ribeiro.

A equipa de investigação estudou os ritmos circadianos e caracterizou as suas perturbações, descobrindo níveis de atividade reduzidos e mais fragmentados, dificuldade na sincronização a variações repentinas no esquema de luz, e disfunções nos ritmos da temperatura corporal interna. Estes dados revelam que quem vive com esta doença apresenta menos regularidade nos horários de sono e vigília, tem maior dificuldade em adaptar-se a mudanças no ambiente (como o jet lag) e regista alterações invulgares na temperatura corporal.

Para estudar estes ritmos, a equipa de cientistas acompanhou pessoas diagnosticadas com a doença de Machado-Joseph, usando pulseiras de monitorização (os actígrafos), que registam momentos de sono e atividade. Através desta monitorização, foram identificadas alterações severas nos parâmetros do ritmo circadiano correlacionadas com a progressão clínica da doença. As pessoas com a doença de Machado-Joseph apresentam, por exemplo, menor robustez e estabilidade do ritmo circadiano, maior quebra nos padrões de atividade-repouso, bem como diminuição da eficiência e do tempo total de sono.

Paralelamente, foram utilizados modelos animais e celulares para estudar como a doença afeta o funcionamento do cérebro ao longo do dia.

O estudo revela ainda que a proteína ataxina-3 ajuda a ativar genes que regulam o ritmo circadiano. No entanto, na sua versão alterada – a ataxina-3 mutada, característica da doença de Machado-Joseph – essa capacidade deixa de funcionar corretamente. Esta informação ajuda a explicar por que razão os ritmos circadianos se desorganizam à medida que a doença avança.

“Compreender a disfunção do relógio biológico é crucial não só para aprofundar o conhecimento da fisiopatologia da doença, mas também para estabelecer bases para a identificação de biomarcadores que permitam monitorizar a sua progressão”, acrescenta o cocoordenador deste projeto científico, presidente do CNC-UC, coordenador do CiBB e docente da FFUC, Luís Pereira de Almeida.

Neste contexto, a equipa da Universidade de Coimbra espera que, num futuro próximo, os dados revelados por esta investigação possam contribuir para, por exemplo, “testar intervenções baseadas no ritmo circadiano para combater esta doença devastadora e estabelecer parâmetros de actigrafia – um método não invasivo para monitorizar com precisão a atividade e a temperatura corporal – que permitam uma avaliação personalizada da sua evolução”, partilha a coordenadora deste trabalho, investigadora do CNC-UC e do CiBB e docente da FFUC, Cláudia Cavadas.

A doença de Machado-Joseph, também conhecida como ataxia espinocerebelar tipo 3, continua a não ter cura. Assim, este trabalho é um passo importante para compreender melhor a doença e encontrar novas estratégias que possam melhorar a vida de quem lida com ela.

Este trabalho foi desenvolvido por uma equipa multidisciplinar da Universidade de Coimbra, que envolveu cientistas de várias unidades de investigação e ensino – CNC-UC, CiBB, GeneT, Faculdade de Farmácia, Faculdade de Ciências e Tecnologia e Faculdade de Medicina –, tendo contado ainda com o envolvimento da Unidade Local de Saúde de Coimbra.

O artigo científico Circadian Rhythms are Disrupted in Patients and Preclinical Models of Machado-Joseph Disease está disponível em http://academic.oup.com/brain/article-lookup/doi/10.1093/brain/awaf199.

 

Maior prémio nacional na área da Nefrologia regressa para a sua quarta edição
A Associação Nacional de Centros de Diálise (ANADIAL), em conjunto com a Sociedade Portuguesa de Nefrologia (SPN), encontra-se...

O prémio, atribuído anualmente, visa incentivar a realização de estudos clínicos e avaliações epidemiológicas na área da Insuficiência Renal Crónica (IRC), com particular relevância no âmbito da prevenção e da melhoria de cuidados da Doença Renal Crónica (DRC).

“Com esta iniciativa, queremos contribuir para o aumento do conhecimento científico sobre a DRC em Portugal, que tem elevada incidência e prevalência, sobretudo em estádios avançados, e que carece de estudos clínicos e epidemiológicos relevantes”, afirma Paulo Dinis, presidente da ANADIAL.

Os trabalhos candidatos ao Prémio ANADIAL-SPN podem ser: a) análises interinas de estudos epidemiológicos em curso (desde que estas análises estivessem previstas no desenho do estudo e os resultados sejam relevantes); b) trabalhos já terminados ou projetos de investigação em fase de arranque.

O projeto vencedor, avaliado por um júri composto por sete elementos, receberá um prémio no valor de 10 mil euros.

A DRC é uma doença provocada pela deterioração lenta e irreversível da função renal. Como consequência da perda de função, existe retenção no sangue de substâncias que normalmente seriam excretadas pelo rim, resultando na acumulação de produtos metabólicos tóxicos no sangue (azotemia ou uremia). São várias as doenças que podem provocar lesões nos rins e provocar a IRC, nomeadamente a hipertensão arterial, a diabetes mellitus, as glomerulonefrites crónicas e algumas doenças hereditárias. Nas fases mais avançadas, os portadores desta doença necessitam de realizar regularmente um tratamento de substituição da função renal que poderá ser a hemodiálise, diálise peritoneal ou transplante renal.

Para mais informações, consulte o Regulamento disponível em www.anadial.pt

“Descomplicar a Nutrição no Cancro”
A Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) e Fortimel, uma marca da Danone Nutricia veem a sua parceria reforçada com o...

Este livro apresenta uma abordagem prática e acessível à nutrição em contexto oncológico, reunindo receitas adaptadas às necessidades específicas das pessoas com cancro, assim como orientações nutricionais validadas por uma nutricionista. O objetivo é apoiar doentes e cuidadores na alimentação diária, promovendo a saúde, o bem-estar e a qualidade de vida ao longo do tratamento.

Segundo Vítor Veloso, Presidente da LPCC, “este livro representa um passo fundamental para apoiar os doentes oncológicos e respetivos cuidadores, oferecendo informação prática que pode fazer a diferença na qualidade de vida durante o tratamento”. “A nutrição é uma peça-chave na luta contra o cancro - descomplicá-la e torná-la mais atrativa é um dos nossos maiores compromissos.”, acrescenta.

Por sua vez, Paulo Santos, Líder da Danone Nutricia Portugal, comenta: “Estamos muito orgulhosos e entusiasmados por poder reforçar a nossa parceria com a LPCC através deste projeto, que alia ciência e sabor. Uma alimentação adequada é um pilar essencial para o bem-estar dos doentes e, nesse sentido, acreditamos que este livro representa uma ferramenta muito valiosa”.

O lançamento do livro decorreu num evento que reuniu os oradores Ricardo Sousa, Diretor de Ação Social da LPCC; Paulo Santos, Líder da Danone Nutricia Portugal; Bruna Rosa, Nutricionista da LPCC; Tia Cátia, Chef e coautora do livro; e Sara Tainha, autora do podcast “Tenho Cancro e Depois?”, enquanto moderadora. No final, a plateia teve oportunidade de acompanhar um momento de showcooking protagonizado pela Chef Tia Cátia, que preparou ao vivo uma das receitas do livro, demonstrando que a nutrição no cancro pode ser saborosa, prática e reconfortante.

“Cozinhar para quem enfrenta esta doença é um desafio que exige sensibilidade e criatividade. Foi uma honra contribuir para este livro e mostrar que é possível preparar refeições saborosas, nutritivas e que alimentam não só o corpo, mas também o espírito.”, destaca a Chef Tia Cátia.

Este lançamento surge no âmbito da parceria entre a LPCC e a Fortimel que, recentemente, promoveu também um conjunto de ações de sensibilização por diversas cidades do país. Estas sessões gratuitas combinaram informação técnica, orientações práticas e demonstrações culinárias, com o intuito de descomplicar a nutrição no cancro e ajudar quem enfrenta a doença a manter uma alimentação adequada e prazerosa.

Dia Mundial do Cérebro
No Dia Mundial do Cérebro, que se assinala anualmente a 22 de julho, a Alzheimer Portugal e a Associação Protectora dos...

"Sabemos que a diabetes é um dos fatores de risco modificáveis mais importantes para o declínio cognitivo e a demência. As pessoas com diabetes tipo 2 têm um risco 60%  maior de virem a desenvolver demência, incluindo a Doença de Alzheimer. Por isso, a gestão rigorosa da diabetes não é apenas vital para a saúde metabólica, mas também para a proteção da saúde cerebral a longo prazo", afirma José Manuel Boavida, presidente da APDP. "Como tal, é imperativo que as pessoas com diabetes, e a população em geral, compreendam a importância de um estilo de vida saudável, que inclua uma alimentação equilibrada, exercício físico regular e o controlo dos níveis de glicemia, para proteger o seu futuro cognitivo. A prevenção começa hoje", reforça.

“A saúde do cérebro é um pilar fundamental para o bem-estar e a qualidade de vida, e a prevenção assume um papel crucial”. Quem o afirma é Maria do Rosário Zincke dos Reis, Presidente da Direção Nacional da Alzheimer Portugal, que realça o papel que as associações de doentes têm no aumento da literacia em saúde dos cidadãos e nas sinergias que podem criar em benefício do bem-estar e a qualidade de vida das pessoas. “Em geral, é fundamental alertar para a importância da prevenção (e não apenas a intervenção), com a adoção de estilos de vida saudáveis e o controlo de fatores de risco que sejam modificáveis. No que diz respeito à saúde do cérebro, importa adotar três estratégias fulcrais: manter a mente ativa através da realização de atividades intelectuais estimulantes e significativas, praticar atividade física e procurar interações sociais positivas”, remata a presidente da Alzheimer Portugal.

A diabetes, caracterizada por níveis elevados de açúcar (glicose) no sangue, pode danificar os vasos sanguíneos em todo o corpo, incluindo os do cérebro. Este dano vascular pode levar a uma redução do fluxo sanguíneo cerebral, privando as células cerebrais de oxigénio e nutrientes essenciais. Além disso, a resistência à insulina, uma característica comum da diabetes tipo 2, tem sido associada a alterações cerebrais que se assemelham às observadas na Doença de Alzheimer.

Um estudo da Universidade de Coimbra revela ainda que a doença de Alzheimer pode envelhecer o cérebro até nove anos além da idade real do doente e a diabetes tipo 2 pode levar a um envelhecimento de cinco anos.

A colaboração entre a APDP e a Alzheimer Portugal, neste Dia Mundial do Cérebro, visa sensibilizar a população para a importância da prevenção e a interligação entre diferentes aspetos da saúde, promovendo uma abordagem holística ao bem-estar e à longevidade cognitiva.

SPT e IPST celebram em Coimbra a importância da transplantação
A Sociedade Portuguesa de Transplantação (SPT) e o Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) associam-se na...

Esta efeméride visa não só sensibilizar a população para a importância da doação de órgãos para salvar múltiplas vidas assim como homenagear os dadores, as suas famílias, os recetores e os profissionais de saúde envolvidos.

Cristina Jorge, presidente da SPT, explica que os transplantes têm um significado especial para as famílias de quem doa e recebe órgãos. “Nas doações em vida, há um ato de altruísmo que permite dar mais vida e qualidade de vida a quem é transplantado. No caso de quem perde um ente querido que doa os seus órgãos, tem de certa forma, o consolo de saber que estes permitiram dar vida a outras pessoas. E as famílias de quem é transplantado, têm a alegria de saber que o seu familiar terá a oportunidade de viver mais e com maior qualidade de vida”.

Assim, neste evento comemorativo, o escritor Pedro Chagas Freitas dará o seu testemunho enquanto pai de uma criança que recebeu um transplante de fígado, havendo também lugar para um testemunho de uma família de um dador de órgãos.

Cinquenta e seis anos após o marco histórico do primeiro transplante renal em Portugal, a comemoração irá também dedicar-se a homenagear o passado e a perspetivar o futuro. O Prof. Linhares Furtado, médico cirurgião que realizou o primeiro transplante em Portugal, será homenageado com um busto descerrado neste dia e um concerto pela Orquestra Clássica do Centro, com o apoio da Câmara Municipal de Coimbra.

No que diz respeito ao futuro, serão debatidas perspetivas sobre a importância da comunicação e interação da parte laboratorial da histocompatibilidade com as equipas de transplantação que acompanham os doentes – uma perspetiva que não era habitual no passado. Será também abordada a complexidade dos processos inerentes à avaliação de um candidato a transplante e os desafios que os profissionais de saúde que atuam nesta área da doação e transplantação de órgãos enfrentam no seu dia a dia para permitirem que todo o processo decorra da melhor forma. Todos estes contributos são essenciais para os bons resultados que a transplantação nacional tem alcançado.

Em 2024, Portugal foi o primeiro país a nível mundial de dadores em morte cerebral, registou-se o “recorde histórico” de órgãos colhidos, realizou-se o número mais alto de transplantes cardíacos (58) e foram transplantados 538 rins, o segundo melhor resultado de sempre, segundo dados do IPST. Além disso, também em 2024, foi realizado em Portugal o primeiro transplante hepático robótico da Europa e o segundo a nível mundial, tendo já sido efetuados até à data 20 transplantes de fígado com esta tecnologia.

No entanto, há desafios que se mantêm. A idade dos dadores é alta e a taxa de aproveitamento de órgãos desceu ligeiramente, o que se traduziu numa redução do número global de órgãos transplantados em relação a 2023.

Cristina Jorge realça que “estes resultados são ainda mais relevantes porque Portugal não tem uma abordagem tão transversal em relação à doação de órgãos, comparativamente a outros países, que incluem a colheita de órgãos em doentes em paragem cardiocirculatória controlada.  Além disso não se pode descurar que o contexto destes resultados é no âmbito do Serviço Nacional de Saúde (SNS) que padece de constrangimentos significativos tanto em termos de recursos humanos (como falta de profissionais ou com sobrecarga horária) como em termos de carência ou até ausência de renovação quer de instalações e de equipamentos. No entanto, a coordenação do SNS em conjunto com outros agentes, como por exemplo as forças de segurança ou a força aérea, essenciais no transporte de órgãos, tem-nos permitido atingir estes resultados extraordinários”.

Recorde-se que, no nosso país, a colheita só é permitida nos dadores em morte cerebral, ou seja quando a morte foi verificada por critérios neurológicos, e nos falecidos por paragem cardiocirculatória não controlada, em que a morte, súbita, foi verificada por ausência de função cardiocirculatória em doentes submetidos a manobras de reanimação sem sucesso. Também o transplante de dador vivo só é possível em alguns órgãos, sendo o renal o mais comum.

“É importante lembrar que o principal objetivo do Dia Nacional da Doação de Órgãos e da Transplantação é sensibilizar a população para a importância da doação de órgãos, como um gesto solidário que pode salvar ou melhorar a vida de milhares de pessoas. A transplantação permite em muitos casos o retorno dos doentes a uma vida socialmente ativa e produtiva. Resulta de um grande avanço da Medicina do século XX, e é com orgulho que podemos afirmar que Portugal continua a ser um exemplo mundial nesta área”, conclui a Presidente da SPT.

Opinião
Chega o verão e, com ele, as férias.

Para quem sofre de síndrome do intestino irritável, uma perturbação do eixo intestino-cérebro caracterizada pela presença de dores abdominais recorrentes (mais de duas vezes por semana), geralmente acompanhadas de alterações do trânsito intestinal, como diarreia, obstipação ou alternância entre ambas, o período das férias pode trazer alguma ambivalência: se, em alguns casos, há um alívio dos sintomas, para um número significativo de pessoas pode ocorrer uma exacerbação ou uma maior dificuldade em “esconder” sintomas, especialmente a distensão abdominal ou barriga “inchada”.

Neste sentido, é essencial considerar estratégias de autogestão para tornar esta fase mais agradável, e não um fator de stress em si. Muitas dessas estratégias são, na verdade, ferramentas úteis sempre que há uma mudança de rotina.

Alguns fatores são fundamentais para uma interação saudável do eixo cérebro-intestino, como a alimentação, o sono e o stress a que estamos expostos no dia a dia. Naturalmente, todos estes elementos podem sofrer alterações durante as férias. Assim, partilho algumas dicas para equilibrar esta comunicação tão sensível:

  1. Mantenha uma rotina alimentar o mais regular possível

Evite longos períodos em jejum e grandes excessos. Mesmo em viagem, tente manter horários relativamente estáveis para as refeições, com porções moderadas e mastigação lenta. Evite o consumo excessivo de cafeína e álcool, ambos podem interferir com o eixo intestino-cérebro, bem como bebidas muito frias no final das refeições.

  1. Planeie com antecedência

Se vai comer fora, verifique os menus com antecedência e evite pratos com ingredientes desencadeantes (como laticínios, alho, cebola, pimentos ou alimentos ricos em FODMAPs, caso seja sensível). Ter snacks seguros na mala, como bolachas de aveia simples ou nozes, pode ajudar a contornar imprevistos e reduzir desejos impulsivos.

  1. Hidrate-se adequadamente

Mudanças de clima e desidratação aumentam o risco de obstipação ou diarreia. Beba água regularmente, sobretudo em destinos quentes ou quando houver maior consumo de álcool.

  1. Controle o stress e o sono

As férias devem ser relaxantes, mas deslocações, voos ou alterações no sono podem desencadear sintomas. Técnicas simples como a respiração abdominal, meditação guiada ou caminhadas conscientes (mindfulness walks) ajudam a manter o eixo intestino-cérebro em equilíbrio.

  1. Leve consigo medicação SOS

Considere viajar com antiespasmódicos, laxantes suaves, probióticos ou antidiarreicos, consoante o seu subtipo de síndrome do intestino irritável e sempre com orientação médica. Fale com o seu médico antes das férias para planear uma estratégia em caso de agravamento — isso contribuirá para que se sinta mais tranquilo.

  1. Acorde 30 minutos mais cedo

Acordar antes da azáfama matinal dá-lhe um momento de calma que coincide com o “despertar” fisiológico do intestino. A manhã é o momento ideal para usar a casa de banho, pelo que deve aproveitar essa janela para garantir um início de dia mais confortável.

  1. Guarde um momento para praticar exercício físico

As férias são uma pausa, mas também uma ótima oportunidade para experimentar um novo desporto ou retomar uma atividade física de que goste. O exercício, além de libertar endorfinas que promovem o conforto intestinal, melhora a motilidade e a regulação digestiva. As chamadas "fart walks" (caminhadas após as refeições) trazem benefícios na digestão, controlo glicémico e na acomodação da refeição. Sem dúvida a incluir na sua rotina de verão!

A época de férias deve ser vivida com leveza. Os eventos sociais ou em locais onde não exista uma casa de banho por perto podem ser especialmente desafiadores e, apesar de a doença se manifestar com diferentes graus de gravidade, é muito frequente observar-se um fenómeno conhecido como "síndrome da casa de banho", em que estar próximo de uma instalação sanitária é uma fonte de tranquilidade. Se houver um dia em que não se sinta bem, permita-se descansar, recarregar energias e recuperar o equilíbrio. Ouvir as necessidades do seu corpo é um gesto essencial ao longo do ano, mas assume um papel ainda mais importante durante este período.

Espero que estas dicas contribuam para um eixo cérebro-intestino revigorado nestas férias!

 

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Opinião
O cérebro é o órgão mais fascinante do nosso corpo.

Quando parte do cérebro sofre uma lesão, seja por uma doença aguda como o AVC, seja por uma doença crónica como a demência, perdem-se milhões de células (neurónios). As sequelas destas doenças neurológicas incluem défices de força, sensibilidade, coordenação e cognitivas. Podem ser devastadoras com repercussão importante no quotidiano dos doentes; infelizmente, nem todas estas sequelas são recuperáveis com reabilitação. 

Em particular, as falhas cognitivas – de memória, raciocínio, comportamento e personalidade – têm um impacto quer no doente, quer na sua família e cuidadores, porque cursam com frequência com maior dependência no dia a dia e alteração da identidade própria. A deterioração cognitiva progressiva que caracteriza a demência leva a perda de autonomia da pessoa, com consequências sociais, emocionais e económicas.

O foco deve ser, por isso, na prevenção do dano cerebral. Para minimizar o risco de AVC, doenças como a hipertensão arterial, diabetes, colesterol elevado, tabaco e consumo excessivo de álcool devem ser evitadas e corrigidas. 

Em relação à demência, sabia que quase metade do risco é modificável? Desde a infância (baixa escolaridade), à idade adulta (sedentarismo, diminuição de audição e as doenças que aumentam o risco de AVC) até à terceira idade (isolamento social e diminuição de visão), há forma de cuidar da saúde cerebral em cada faixa etária. 

Assim, importa conhecer as medidas ao alcance de cada um de nós:

·      Infância: incentivar a escolaridade;

·      Adultos: estimular atividade física regular, corrigir falta de audição e tratar doenças cardiovasculares;

·      Idosos: promover socialização e corrigir falta de visão.

 

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Estudo
O Ispa – Instituto Universitário, através do seu Centro de Investigação APPsyCI – Applied Psychology Research Center...

A investigação, liderada pelo Professor Doutor David Dias Neto e por Cátia Martins e Castro, doutoranda em Psicologia, foi publicada em duas das revistas científicas internacionais mais prestigiadas na área das dependências comportamentais — Journal of Behavioral Addictions e Addictive Behaviors.

Os investigadores identificaram quatro perfis psicológicos de jogadores:

Perfil Evitante (20,16%): Jogadores mais velhos, com boa regulação emocional e motivações centradas no lazer. Preferem interações offline e não apresentam risco de perturbação de jogo digital. Representam um uso equilibrado e saudável dos videojogos.

Perfil Envolvido (38,95%): O mais comum. Jogadores emocionalmente equilibrados, com integração positiva dos videojogos na sua vida social. Jogam por bem-estar, autoexpressão e socialização digital. Não evidenciam comportamentos problemáticos.

Perfil Relacional (26,01%): Predominante entre jovens e pessoas não-binárias, com elevada motivação social e alguma dificuldade na regulação emocional. Procuram reconhecimento através do jogo e demonstram alguma vulnerabilidade ao uso problemático.

Perfil Desregulado (15,78%): Jovens, maioritariamente do sexo masculino e com baixos níveis de escolaridade, apresentam sérias dificuldades emocionais, motivações escapistas e uso problemático. Estão em maior risco de desenvolver perturbação de jogo digital, segundo critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Este estudo é o primeiro a integrar de forma sistemática 25 variáveis psicológicas, incluindo 19 motivos para jogar e 6 dimensões de regulação emocional, abrangendo três géneros (masculino, feminino e não-binário) e diferentes estilos de jogo. Os resultados permitem identificar com maior precisão quem corre risco de desenvolver um uso disfuncional dos videojogos, e quem faz um uso positivo e socialmente integrado.

“É fundamental diferenciar envolvimento saudável de comportamentos problemáticos, para que se possa intervir atempadamente e promover a literacia emocional e digital, sobretudo entre os mais jovens”, destaca o Professor David Dias Neto.

O estudo reforça a necessidade de:

  • Desenvolver programas de prevenção personalizados, especialmente para adolescentes e jovens adultos em risco;
  • Formar profissionais de saúde mental e educadores, com ferramentas para distinguir entre uso intenso e uso problemático;
  • Compreender o papel do design digital (ex. loot boxes, notificações, recompensas variáveis) na promoção de comportamentos aditivos;
  • Evitar estigmatização dos jogadores, reconhecendo que a maioria faz um uso saudável e positivo dos videojogos.

 

A importância do reconhecimento do Gaming Disorder

A Perturbação de Jogo Digital (Gaming Disorder) foi oficialmente reconhecida pela Organização Mundial da Saúde na Classificação Internacional de Doenças (CID-11). Este diagnóstico aplica-se apenas quando há impacto funcional significativo, perda de controlo e persistência dos sintomas por mais de 12 meses.

Ao contrário das dependências com substância (como o álcool ou a nicotina), as dependências comportamentais, como o uso problemático de videojogos, não envolvem ingestão de químicos, mas podem ter efeitos semelhantes ao nível da saúde mental, do funcionamento social e do sistema de recompensa cerebral.

Esta investigação posiciona o Ispa na vanguarda da reflexão científica sobre o impacto psicológico do uso de tecnologias digitais, com implicações importantes para a saúde mental, a prevenção e a intervenção personalizada.

“A Hepatite não pode esperar” – Dia Mundial das Hepatites assinala-se a 28 de julho
A Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF) está a promover uma campanha nacional de consciencialização para as...

A Hepatite caracteriza-se por uma inflamação das células do fígado, podendo ter várias causas, nomeadamente os vírus da Hepatite A, B, C, D e E, sendo a B e a C as que têm maior impacto na saúde pública. O fígado é um importante órgão do corpo humano e, no caso de inflamação ou lesão, pode haver comprometimento da sua função, podendo originar diversas complicações a curto e a longo prazo.

De acordo com Paula Peixe, presidente da APEF, “as Hepatites Virais representam um grave problema de saúde pública em Portugal, afetando mais de 50 mil pessoas, muitas ainda por diagnosticar. Os doentes com hepatite não apresentam sintomas e, quando estes surgem alertam para uma doença já mais avançada. Por essa razão, o rastreio assume um papel crucial na sua deteção permitindo não só o tratamento eficaz como a prevenção de complicações e transmissão de novas infeções”.

A Hepatite é evitável, tratável e, no caso da Hepatite C, curável.

As Hepatites Virais B e C afetam cerca de 350 milhões de pessoas em todo o mundo, provocando 1,4 milhões de mortes por ano. “O diagnóstico acontece, habitualmente, pelo estudo de alterações nas análises hepáticas ou quando se suspeita que houve exposição a fatores de risco: transfusões de sangue realizadas antes de 1992, sexo sem proteção ou partilha de seringas ou outros materiais. Contudo, a maior parte dos doentes por diagnosticar e tratar são aqueles em quem não encontramos fatores de risco, são aqueles como qualquer um de nós que pode ter tido uma exposição não documentada. Por isso é fundamental que todos os adultos façam o rastreio pelo menos uma vez, sem esquecer aqueles que,  em qualquer momento da sua vida, possam ter tido um fator de risco, mesmo que pontual ou transitório.

Faça os testes de rastreio para Hepatites B e C, não se discrimine a si mesmo, não se sinta discriminado ”, explica Paula Peixe.

E acrescenta: “A taxa de cura para a Hepatite C situa-se em acima de 97 por cento. A Hepatite B é igualmente tratável. Se não forem tratadas, estas Hepatites podem evoluir para cirrose hepática e para o cancro do fígado. Lembre-se que a cada 30 segundos morre no mundo uma pessoa com uma doença relacionada com as Hepatites. Os tratamentos são simples, rápidos e gratuitos para o utente”.

Em Portugal, a vacinação contra a Hepatite B faz parte do Programa Nacional de Vacinação desde 1995, contribuindo para a redução significativa da incidência desta doença. Porém, ainda não existem vacinas para a Hepatite C, tornando-se vital a adoção de comportamentos seguros, como o uso de preservativos e a não partilha de agulhas ou outros objetos cortantes.

A identificação da hepatite e fazer o tratamento é, também, uma forma de proteger os outros e de se proteger a si próprio das formas mais graves da doença.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) adotou uma Estratégia Global sobre Hepatites Virais: eliminar a hepatite viral como uma ameaça à saúde pública até 2030. Esteja atento e consulte o seu médico para fazer o diagnóstico e, em caso positivo, o tratamento atempado. Não fique à espera. Atue.

 

Natalidade na Europa está em risco
Barómetro FutURe 2025 revela novos dados sobre fertilidade, saúde reprodutiva e falta de literacia entre jovens da Geração Z e...

O Barómetro FutURe 2025 revela que o desejo de parentalidade permanece vivo entre os jovens europeus — mas já não é unânime. Segundo o inquérito, promovido pela Merck, 70% dos jovens inquiridos dizem querer ter filhos no futuro, mas uma fatia significativa (30%) afirma não querer constituir família. Estes números são resultado das preocupações destes jovens como por exemplo as inseguranças económicas e a falta de informação sobre fertilidade e planeamento familiar.

Apenas 67% dos jovens inquiridos consideram-se bem informados sobre fertilidade, um valor inferior face ao nível de literacia que dizem ter sobre métodos contracetivos (80%). Esta diferença revela uma lacuna na educação reprodutiva, especialmente quando menos de metade dos inquiridos (49%) indicam ter discutido temas de fertilidade ou preservação com um profissional de saúde.

Para os jovens, falar sobre fertilidade é também um ato de liberdade. Sete em cada dez consideram que o acesso a técnicas de preservação da fertilidade — como a criopreservação de óvulos ou espermatozoides — numa idade mais jovem lhes permitiria decidir com mais autonomia se e quando querem ter filhos. Além disso, 77% defendem que estas opções devem ser mais debatidas publicamente, para combater o estigma e promover maior sensibilização social.

Ao longo dos últimos quatro anos, o Barómetro FutURe inquiriu mais de 30.000 jovens europeus, entre os 21 e os 38 anos, em 12 países, através de uma amostra representativa de Millennials e Geração Z. Este inquérito procura compreender as expectativas e preocupações das novas gerações sobre o futuro da Europa — incluindo saúde, inovação, sustentabilidade e parentalidade. Esta edição do barómetro evidencia a importância que os jovens atribuem ao acesso a soluções concretas — como a preservação da fertilidade e o apoio das empresas — para poderem tomar decisões livres e informadas sobre o seu futuro familiar.

 

 

Universidade de Coimbra
Um consórcio liderado pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) está a desenvolver um pão...

O projeto “AlBread: Uso de plantas aromáticas do Alentejo e farinha de bolota no desenvolvimento de pão funcional”, no qual participam as faculdades de Farmácia (FFUC) e Medicina (FMUC), bem como as universidades do Algarve e de Évora, surgiu no seguimento da ideia de criar um alimento com propriedades funcionais que conjugasse ingredientes naturais e benefícios comprovados para a saúde gastrointestinal.

Neste contexto, foi formado um consórcio interuniversitário, que conta com o apoio de várias empresas dos setores da extração de óleos essenciais, produção de farinhas e panificação. "Este projeto propõe a integração de óleos essenciais extraídos de plantas aromáticas e medicinais do Alentejo, como a erva-príncipe e o rosmaninho, e ainda o desenvolvimento de técnicas inovadoras de encapsulamento desses compostos, para que estes sejam libertados no momento certo do processo digestivo, preservando o sabor e aroma tradicional do pão", explica Luís Alves, investigador do Chemical Engineering and Renewable Resources for Sustainability (CERES), da FCTUC.

Outro dos elementos diferenciadores é a utilização de farinha de bolota, proveniente da região do Montado alentejano. "Esta farinha, isenta de glúten e com interessantes propriedades nutricionais, está a ser caracterizada e testada como base do produto, sendo também explorada como matriz para o encapsulamento de compostos bioativos, incluindo probióticos e óleos essenciais", revela o especialista.

Apesar de ainda não haver um protótipo de pão funcional finalizado, os investigadores já obtiveram resultados promissores nas fases de extração e encapsulamento dos compostos ativos. Estão também a avaliar a biodisponibilidade e dosagem segura dos óleos essenciais, em colaboração com a FMUC e FFUC, que contribuem para os ensaios de toxicidade e eficácia dos ingredientes.

"Contamos, em breve, apresentar um primeiro protótipo de pão funcional, com propriedades antioxidantes e digestivas, que respeite o sabor e a textura do pão tradicional, mas com benefícios acrescidos para a saúde. Este desenvolvimento pode representar um avanço significativo no setor da panificação funcional em Portugal, aliando inovação científica, valorização de produtos locais e promoção de hábitos alimentares saudáveis", conclui Luís Alves.

O projeto “AlBread: Uso de plantas aromáticas do Alentejo e farinha de bolota no desenvolvimento de pão funcional” é financiado pelo programa Promove da Fundação “la Caixa”, em parceria com a Fundação para a Ciência e Tecnologia e a colaboração do BPI, e termina em 2026. 

Registo Nacional de Utentes
A Administração Central do Sistema de Saúde, em articulação com a SPMS – Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, vai...
Esta iniciativa visa notificar, através do envio de SMS, os utentes do SNS com dados obrigatórios em falta no RNU, alertando-os para a necessidade de se dirigirem às respetivas unidades de saúde e completarem a informação em falta.
 
Desta forma, serão contactados 1,1 milhões de utentes com informação em falta necessária para ter um registo atualizado no RNU que permita ter condição SNS1 e inscrição em CSP, caso esta última seja pretendida pelo utente. Deste universo, 251 mil utentes estão inscritos em CSP e os restantes não têm inscrição em CSP.
 
Esta operação de contacto por SMS decorrerá entre o próximo dia 15 e o final do mês de julho. Após esta data e volvidos 90 dias, para os utentes que, ainda assim, mantenham informação em falta, haverá nova operação de contacto.
A partir de janeiro de 2026, e esgotadas estas tentativas de atualização dos dados, entrarão automaticamente em vigor as condições associadas a cada tipologia de registo, previstas no Despacho n.º 14830/2024, de 16 de dezembro e no Despacho n.º 40/2025, de 2 de janeiro.
 
O RNU é uma base de dados, de cariz nacional, destinada à identificação e registo dos utentes no Serviço Nacional de Saúde, permitindo a sua caracterização. Trata-se uma base de dados de referência e estruturante para o SNS, constituindo-se como uma ferramenta fundamental para o bom funcionamento do sistema público de saúde.
 
O Despacho n.º 40/2025 estipula que a inscrição numa unidade CSP pressupõe um registo atualizado, através do preenchimento integral dos dados biográficos do utente (como nome, idade, sexo, país de naturalidade e nacionalidade), apresentação de número de identificação fiscal, documentação de identificação civil e registo de residência nacional. No caso de cidadãos estrangeiros é ainda necessária a apresentação da autorização de residência válida (exceto menores de idade), quando aplicável.
O processo de qualificação de informação do RNU, que tem vindo a ser realizado de forma gradual pelas entidades do Ministério da Saúde, tem decorrido com grande rigor, integrando medidas preventivas de contacto com os utentes, de forma a não colocar em causa o seu acesso ao SNS.

1 Condição SNS: determina que o SNS é financeiramente responsável pelos encargos gerados pelas prestações de cuidados nas unidades do SNS, independentemente de o utente ter, ou não, uma inscrição CSP.

Opinião
A mesoterapia capilar tornou-se, nos últimos anos, um dos tratamentos mais procurados por quem desej

O que é e como funciona

A mesoterapia capilar é um tratamento avançado, que consiste na aplicação de microinjeções de princípios ativos diretamente no couro cabeludo. O objetivo é estimular a regeneração dos folículos pilosos, promover o crescimento do cabelo e travar a queda, fornecendo nutrientes essenciais e substâncias terapêuticas ao nível mais profundo do couro cabeludo.

 

O que faz a mesoterapia capilar?

A mesoterapia atua a vários níveis: ativa a circulação sanguínea local, estimula as células do folículo piloso, promove a regeneração e reforça o crescimento de fios de cabelo mais densos e saudáveis. Os resultados incluem a diminuição da queda, a melhoria da densidade capilar e o fortalecimento da haste do cabelo.

 

Diferenças entre a mesoterapia capilar e outros tratamentos para a queda do cabelo

Ao contrário dos tratamentos tópicos ou orais, a mesoterapia atua diretamente na “zona-alvo”, permitindo uma maior eficácia e um menor risco de efeitos sistémicos. É uma opção complementar (ou alternativa) ao PRP (Plasma Rico em Plaquetas), ao Minoxidil ou à Finasterida oral, sendo adequada tanto para homens quanto para mulheres.

 

Antes e depois

Os resultados tornam-se, progressivamente, mais visíveis com o avançar das sessões. Denota-se uma diminuição acentuada da queda, fios de cabelo mais espessos, crescimento de cabelo novo e melhoria global da saúde capilar. Fotografias de antes e depois evidenciam a eficácia, especialmente em casos de alopécia inicial ou moderada.

 

Vantagens em homens e mulheres

É uma solução indicada para ambos os sexos, adaptando-se a diferentes causas de queda (alopécia androgenética, eflúvio telógeno, enfraquecimento capilar por stress, alterações hormonais ou fatores ambientais).

 

Sessões necessárias

O protocolo habitual é de 10 sessões, sendo que as primeiras cinco são realizadas quinzenalmente e as cinco seguintes são realizadas mensalmente. Este protocolo pode ser alterado consoante o caso de cada paciente.

 

O tempo de duração

Os efeitos são prolongados, mas recomenda-se a realização de sessões de manutenção (trimestrais ou semestrais) para consolidar os resultados, sobretudo em casos de alopécia crónica.

 

Cuidados e precauções

É aconselhável evitar lavar o cabelo nas horas seguintes e expor o couro cabeludo ao sol ou calor excessivo imediatamente após as sessões. O médico indicará cuidados específicos conforme cada caso.

O procedimento pode causar um ligeiro desconforto, mas é geralmente bem tolerado. A utilização de microagulhas reduz significativamente a dor, sendo raros os casos de maior sensibilidade. 

As sessões de mesoterapia são também realizadas com recurso a um vibrador, que ajuda a dissipar a sensação promovido pelas agulhas, promovendo sessões mais confortáveis para os nossos pacientes.  

 

Possíveis efeitos secundários  

Normalmente, não há efeitos secundários associados à mesoterapia capilar, no entanto, se houver alguma irritação, a mesma será momentânea e tende a desaparecer em poucas horas. 

 

Contraindicações do tratamento capilar

O tratamento está contraindicado em grávidas, lactantes, pessoas com alergia aos componentes da solução ou doenças ativas do couro cabeludo. Todas as precauções são avaliadas pelo médico durante a consulta inicial.

 

A eficácia da mesoterapia

Vários estudos comprovam a eficácia da mesoterapia, principalmente em casos de alopécia androgenética. Os resultados são mais significativos quando o tratamento é iniciado nas fases precoces da queda.

 

Compostos utilizados: biotina, niacina, cobre, zinco e outros ativos

As soluções injetáveis incluem vitaminas do complexo B (como biotina e niacina), minerais (zinco, cobre) e outros fatores de crescimento, selecionados com vista a suprir as necessidades de cada paciente.

 

Produtos domiciliários recomendados para cuidar do cabelo

O acompanhamento em casa é essencial para potenciar os resultados. Champôs, loções e suplementos adequados ao diagnóstico podem ser recomendados para manter o couro cabeludo saudável e reforçar o efeito do tratamento.

 

Como combinar a mesoterapia com outros tratamentos

A mesoterapia pode ser integrada com outros procedimentos, como o PRP, LLLT (Laser de Baixa Intensidade, Tricopat ou suplementação específica) criando um plano personalizado e potenciando os resultados globais.

Proteja e regenere o seu cabelo. Recupere a sua confiança e autoestima.

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Brasil e Moçambique entre os mais afetados
Dos mais de 120 milhões de pessoas deslocadas à força no mundo, cerca de 90 milhões vivem em países altamente expostos a...

“À medida que a frequência e a intensidade dos fenómenos meteorológicos extremos aumentam, também aumenta o seu impacto nas pessoas deslocadas à força, nas comunidades que as acolhem e nas nossas próprias operações humanitárias, onde nem sempre dispomos dos recursos essenciais para assegurar a sua preparação e resiliência”, alerta Joana Feliciano, Responsável de Comunicação e Relações Externas da Portugal com ACNUR. Só no último ano, o ACNUR declarou um recorde de nove emergências relacionadas com fenómenos meteorológicos extremos, nomeadamente inundações e ciclones, em África, Ásia e América Latina. Um número que representa 35% do total de novas emergências declaradas pelo ACNUR em 2024.

Até 2040, a situação deverá agravar-se ainda mais, quem o diz é o parceiro nacional da Agência da ONU para os Refugiados: “Os dados que temos indicam-nos que até 2040 o número de países em risco de enfrentarem eventos climatéricos extremos vai disparar dos atuais 3 para 653. Falamos de um aumento brutal que afetará países um pouco por todo o mundo, desde o Brasil à Índia, Iraque, Camarões, Nigéria, Chade ou Sudão do Sul!”. E realça: “É uma situação verdadeiramente dramática se pensarmos que 65 destes países acolhem mais de 40% de todas as pessoas que vivem atualmente em situação de deslocação forçada”.

Entre os Estados da CPLP, há dois países que entram nesta lista: são eles o Brasil e Moçambique. Ambos deverão ser fortemente afetados pela crise climática e os eventos meteorológicos extremos: “no caso de Moçambique, temos assistido a um crescimento exponencial do número de deslocados nos últimos anos, causado tanto pelos conflitos em Cabo Delgado, como pelos desastres naturais que não dão tréguas à população. Ciclones e tempestades tropicais, como o Ciclone Chido e o Ciclone Dikeledi de dezembro passado, são cada vez mais frequentes e intensos e o impacto na população tem sido devastador. Atualmente, o país já acolhe mais de 1,2 milhões de deslocados internos e 26 mil refugiados devido ao clima e aos conflitos”, descreve Joana Feliciano. Em  relação ao Brasil, a Responsável de Comunicação da Portugal com ACNUR relembra as cheias do ano passado no Rio Grande do Sul: “As chuvas fortes deram origem a cheias repentinas e devastadoras que causaram fatalidades e obrigaram 582 mil pessoas a abandonar as suas casas. Entre as pessoas deslocadas encontravam-se 43 mil refugiados e outras pessoas com necessidade de proteção internacional, provenientes da Venezuela, Haiti ou Cuba”.

Para dar resposta às crescentes necessidades resultantes desta crise climática, o ACNUR tem estado a promover inúmeras iniciativas de modo a prevenir, preparar e adaptar as comunidades para as consequências das alterações climáticas e dos fenómenos meteorológicos extremos. “Por exemplo, nos 10 campos de deslocados com maior risco de inundação, o ACNUR já está a pôr em marcha planos pormenorizados de gestão de infraestruturas. Além disso, 42% dos centros de saúde apoiados pelo ACNUR já são alimentados por energia solar e 27% das pessoas que foram apoiadas com abrigos pela Organização em 2024 vivem agora em abrigos sustentáveis”, conta a Responsável de Comunicação da Portugal com ACNUR. Joana explica também que o ACNUR tem tentado envolver as próprias pessoas deslocadas neste trabalho de adaptação às alterações climáticas, através de iniciativas como os “Refugees for Climate Action”. “Trata-se de uma rede que reúne pessoas deslocadas e refugiadas, provenientes de países na linha da frente da crise climática como o Brasil, o Afeganistão, o Iémen, o Haiti ou o Bangladesh, para que possam partilhar as suas experiências e conhecimentos únicos nesta área da sustentabilidade e combate às alterações climáticas, que muitas vezes resultam de iniciativas que já estão a implementar nas suas comunidades de acolhimento.”

Por outro lado, o financiamento tem sido um dos maiores obstáculos à resposta do ACNUR e será um dos temas em destaque na próxima COP30 no Brasil, que se realiza no final deste ano. “O ACNUR tem estado a reforçar o apelo à comunidade internacional para que seja atribuído mais financiamento às pessoas refugiadas e às comunidades de acolhimento com o objetivo de apoiar os esforços de adaptação e mitigação dos efeitos das alterações climáticas, tornando-as mais resilientes à crise climática. Portanto, sem dúvida que este será um tópico central na próxima COP no Brasil, um dos países que poderá vir a ser mais afetado por este agravamento das consequências das alterações climáticas”, salienta Joana. Atualmente, a Portugal com ACNUR também tem a decorrer em território nacional uma campanha que visa angariar fundos para apoiar esta resposta do ACNUR à emergência climática. “É um esforço que deve ser conjunto e para o qual todos podemos contribuir: privados e entidades. Por exemplo, com pequenos donativos, a Portugal com ACNUR consegue ajudar uma família refugiada a obter sementes adaptadas ao clima no Sudão do Sul (19€) ou com 32€ mensais asseguramos um importante contributo para apoiar a instalação de sistemas de energia solar para produção de água em campos de refugiados na África Oriental ou Corno de África.”

O Poder do Sorriso
A saúde oral desempenha um papel fundamental na forma como cada um se sente, influenciando diretamen

O sorriso vai muito além da estética

O sorriso tem, não só, um impacto emocional, como também está diretamente ligado à saúde e à autoestima. Mais do que uma questão de aparência, o sorriso é uma poderosa forma de comunicação: transmite emoções, promove empatia e fortalece relações. Para além de refletir o estado de espírito, o simples ato de sorrir pode gerar bem-estar, ajudar a reduzir o stress e melhorar o humor. Por isso, cuidar do sorriso é também cuidar da saúde física e mental.

Autoestima em risco: as consequências dos problemas dentários

Os problemas dentários vão muito além do desconforto físico – têm um impacto direto na autoestima e na forma como as Pessoas se apresentam ao mundo. O receio de julgamento leva muitas Pessoas a evitarem sorrir, falar em público ou até tirar fotografias, o que compromete a sua confiança. Estas inseguranças refletem-se em várias áreas da vida, desde o convívio social até ao desempenho profissional.

Assim, investir na saúde oral não é apenas uma questão de estética, mas uma necessidade real para proteger a autoestima, a saúde mental e a qualidade de vida.

A importância de uma higiene oral diária

Manter uma rotina consistente de higiene oral é essencial para prevenir problemas como cáries, gengivites ou mau hálito, que podem comprometer a saúde física e mental. Assim, escovar os dentes pelo menos duas vezes por dia, usar fio dentário e visitar regularmente o médico dentista é fundamental e pode fazer toda a diferença.

Dicas práticas para manter a higiene oral durante o verão

Durante o período das férias de verão, a rotina diária tende a alterar-se. Por esta altura, há um consumo mais frequente de alimentos e bebidas açucaradas (como gelados ou sumos) e até as mudanças de temperatura podem aumentar o risco de sensibilidade dentária ou outros desconfortos orais. Posto isso, caso surja alguma dor, sensibilidade, inchaço, mau hálito persistente ou sangramento, é fundamental não ignorar estes sinais e procurar, assim que possível, um médico dentista para evitar que o desconforto evolua para problemas mais graves, como infeções ou cáries.

Sugestões:

  • Organizar um kit de higiene oral em formato de viagem – organizar um kit de higiene oral que inclua todos os essenciais: escova, pasta de dentes e fio dentário. Se for em formato viagem, melhor: pode sempre andar na mala sem ocupar espaço.
  • Agendar uma consulta antes das férias – uma avaliação oral preventiva junto do médico dentista pode ajudar a detetar e resolver eventuais problemas atempadamente, permitindo aproveitar o verão com tranquilidade.

Como manter um sorriso saudável e confiante durante todo o ano?

  • Manter uma rotina diária de higiene oral;
  • Optar por uma alimentação saudável e equilibrada;
  • Manter-se hidratado através do consumo de água;
  • Consultar o médico dentista de forma regular.

Com cuidados simples e diários, escolhas conscientes e o acompanhamento regular de um médico dentista, o sorriso pode ser a chave para uma autoestima mais forte e momentos verdadeiramente felizes. Porque cuidar da saúde oral é cuidar do bem-estar, da autoestima e qualidade de vida – todos os dias, em qualquer estação do ano.

 

Fonte: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
27 de julho - Dia Mundial do Cancro da Cabeça e do Pescoço
Campanha nacional marca presença nos festivais de verão e reforça alerta no Dia Mundial do Cancro da Cabeça e do Pescoço.

Integrada na Make Sense Campaign 2025, promovida pela European Head and Neck Society (EHNS), a iniciativa está a ser dinamizada em Portugal pela Sociedade Portuguesa de Estomatologia e Cirurgia Orofacial e pelo Grupo de Estudos de Cancro da Cabeça e do Pescoço (GECCP), com um formato inovador e impactante: ações interativas em festivais de verão.

Embora muitas das atividades desta campanha europeia estejam previstas para a Semana Europeia de Sensibilização, que decorre entre 15 e 20 de setembro, em Portugal a mobilização arrancou mais cedo. A campanha “Língua Para Fora” já marcou presença no Festival Jardins do Marquês – Oeiras (28 de junho a 9 de julho) e no Sumol Summer Fest (4 e 5 de julho), e prepara-se para estar também no Caixa Alfama, a 26 e 27 de setembro — levando a mensagem da prevenção a alguns dos palcos que mais mobilizam durante o verão.

Nestes festivais de música, o público é convidado a pôr, literalmente a língua para fora, participando em experiências criativas como o Espelho Selfie, o Mural Coletivo de Línguas, jogos educativos e outras atividades que promovem o auto-rastreio da cavidade oral — com foco na observação da língua como gesto simples e fundamental para a deteção precoce de sinais suspeitos. As ações foram desenvolvidas com o apoio da agência Música no Coração, a quem a organização agradece a colaboração e o compromisso com a promoção da saúde pública.

Gonçalo Cunha Coutinho, médico estomatologista e coordenador da campanha “Língua Para Fora” refere que “a ideia desta campanha partiu da vontade de sensibilizar, desde cedo, para o hábito da auto-observação da cavidade oral — em especial da língua, por ser uma das localizações mais afetadas por doença maligna e de tão fácil acesso. Queremos promover uma verdadeira educação para a saúde, à semelhança de outros hábitos que já provaram ter um enorme impacto no diagnóstico precoce do cancro, como a autopalpação mamária ou a vigilância dos sinais na pele.

Em Portugal, o cancro da cabeça e do pescoço é o sétimo tipo de cancro mais comum, sendo registados entre 2 500 e 3 000 novos casos por ano. Estes tumores afetam sobretudo homens com mais de 50 anos, mas tem-se observado um aumento da incidência entre mulheres e jovens. A deteção precoce pode fazer toda a diferença: quando identificados em fases iniciais, as taxas de cura ronda os 80 % a 90%. Ainda assim, muitos casos continuam a ser diagnosticados em fases avançadas, reduzindo significativamente as hipóteses de cura. A campanha lembra que um simples gesto de observação pode salvar vidas.

Sob o lema europeu “Não Ignore. Aprenda os Sinais. Consulte um Especialista.”, a campanha “Língua Para Fora” procura quebrar o silêncio em torno do cancro da cabeça e pescoço, usando uma abordagem positiva, criativa e participativa para chegar aos jovens.

A Make Sense Campaign decorre desde 2013 e procura sensibilizar comunidades em toda a Europa para a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do acesso atempado ao tratamento. Em Portugal, o GECCP coordena a iniciativa em articulação com parceiros científicos e profissionais de saúde.

Mais informações disponíveis em: www.linguaparafora.pt

Opinião
Inventei a palavra pedonanismo por não encontrar outra que descrevesse, de forma tão crua e simultan

O termo nasce da fusão de «pedo», não no sentido sexual tão carregado que hoje lhe damos, mas no original grego, significando simplesmente «criança», e «nanismo», referindo-se à condição médica que resulta numa baixa estatura. Não tem nada de científico — é um neologismo quase provocatório, nascido de um desconforto que muitos de nós sentimos ao vermos adultos tratados, voluntária ou involuntariamente, como figuras infantis apenas por causa do seu tamanho.

Porque o que aqui está em causa é precisamente isso: a infantilização. Não é novidade. Há séculos que as pessoas com nanismo são alvo de uma curiosidade quase mórbida, ora tidas como talismãs da sorte em cortes reais, ora exibidas como fenómenos em feiras populares. Foram bobos, mascotes, elementos «divertidos» de cortejos e espectáculos, muitas vezes reduzidos a caricaturas ambulantes. Mudaram-se os palácios para estádios e as feiras para festas privadas, mas a tentação parece continuar a mesma: usar o corpo do outro como elemento cénico, independentemente da sua vontade ou dignidade.

Ora, o pedonanismo, tal como me ocorreu defini-lo, é esta curiosa forma de tratar adultos com nanismo como se fossem crianças. Não apenas no sentido literal do tamanho, mas no modo como se fala com eles, como se faz festinhas na cabeça, se usa o diminutivo ou se brinca como quem tenta entreter um miúdo. É um comportamento quase automático, que surge muitas vezes até das melhores intenções — da ternura, da vontade de proteger, da simpatia — mas que revela uma visão distorcida: a ideia de que a aparência determina o estatuto de adulto.

No caso de Yamal, a polémica foi maior porque pagou a pessoas com nanismo para «entreter» a festa, num cenário em que facilmente se mistura o bizarro com o cómico, mas também o desconfortável. Não é crime, claro. Não há aqui uma exploração ilegal ou um abuso directo, presumo. São adultos, livres de aceitar tais trabalhos. Mas não deixa de expor o quanto a sociedade ainda olha para o nanismo com o mesmo olhar que se tem para o recreio das crianças: como um espaço lúdico, de farsa e de gargalhada.

E há depois a nossa própria reacção. Eu próprio brinquei, ao inventar este termo pedonanismo, num impulso meio satírico, talvez até cruel, mas que serve para dar nome a algo real: a instrumentalização do corpo pequeno como brinquedo ou espectáculo. Muitos dirão que é apenas humor, que não há mal nenhum. Que as pessoas com nanismo também têm direito a fazer da sua imagem o que bem entenderem — e é verdade. Mas se não questionarmos este tipo de práticas, acabamos por perpetuar a ideia de que o seu valor social se esgota no divertimento que proporcionam, e não na sua plena condição humana, profissional e cidadã.

Talvez o mais irónico seja perceber que o prefixo «pedo-», tão carregado de conotações obscenas nos tempos que correm, tem afinal um significado original que encaixa demasiado bem nesta história: criança. Não há aqui pedofilia, claro. Mas há um jogo de infantilização, uma transformação simbólica do adulto em criança, do cidadão em boneco. É um espectáculo triste, ainda que embrulhado em risos e confettis.

No fim, fica o neologismo — pedonanismo — inventado por mim, mas ilustrado pela realidade. Se ele ajuda a dar nome a este fenómeno ou apenas serve para o caricaturar, deixo ao critério de cada um. O que sei é que não é apenas Lamine Yamal que o pratica; é uma sociedade inteira, que ainda tropeça em velhos preconceitos e acha normal transformar a diferença em entretenimento. Talvez daqui a uns anos precisemos de inventar outra palavra para descrever o próximo caso. Até lá, ficamos com esta, incómoda mas talvez necessária.

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Centro comercial
O centro comercial é o primeiro em Portugal a instalar dispositivos anti-asfixia em zonas de restauração, disponíveis para...

O NorteShopping torna-se o primeiro centro comercial em Portugal a disponibilizar Kits Anti-Asfixia nas suas instalações, colocando ao alcance de todos um equipamento inovador que pode fazer a diferença em situações críticas. Com esta medida inédita, o centro reforça o seu papel como espaço de referência em segurança, prevenção e bem-estar no ambiente comercial.

Os Kits estão acessíveis no Piso 1, em três localizações estratégicas: junto às lojas Extreme / Fogo de Chão, nas proximidades da Pans & Company e entre os restaurantes Maldito e Santa Francesinha, na zona do The CookBook.

Cada kit é composto por três peças de aspiração, adaptadas a diferentes faixas etárias – bebé, criança e adulto – e encontra-se numa caixa de acrílico com instruções claras e visuais que orientam a sua utilização passo a passo. O equipamento não substitui a manobra de Heimlich, mas funciona como complemento eficaz em cenários de obstrução das vias aéreas. Tal como previsto no plano de segurança do centro, o contacto com o 112 deve ser sempre acionado em qualquer emergência.

Os dispositivos estão certificados ao abrigo da regulamentação europeia EU MDR 2017/745, sendo classificados como dispositivos médicos de Classe I, válidos em todos os países da União Europeia.

“No NorteShopping, acreditamos que a inovação tem de estar ao serviço das pessoas. Sermos os primeiros a disponibilizar este equipamento é mais do que um marco: é uma afirmação do nosso compromisso com a segurança e o cuidado de quem nos visita”, afirma Paulo Valentim, diretor do NorteShopping.

Com esta iniciativa, o NorteShopping volta a posicionar-se na vanguarda das boas práticas em centros comerciais, promovendo um ambiente mais seguro, preparado e atento às necessidades reais da sua comunidade.

 

Estudo
A AIBILI - Associação para Investigação Biomédica e Inovação em Luz e Imagem, organizou, no dia 2 de julho, a 5.ª Reunião Anual...

A investigação em doenças da retina, como a retinopatia diabética (RD) e a degenerescência macular associada à idade (DMI), constitui uma das principais áreas de atuação da AIBILI. A RD é uma complicação comum da diabetes, caracterizada pelo enfraquecimento dos vasos sanguíneos da retina e que pode conduzir à perda de visão se não for diagnosticada e tratada atempadamente. A história natural RD tem sido extensamente estudada na AIBILI, tendo sido já identificados padrões de progressão que permitem estabelecer o risco de desenvolvimento de complicações e instituição de terapêutica atempada. A DMI é uma das principais causas de perda de visão em pessoas com mais de 55 anos e afeta a mácula, região da retina responsável pela visão central e pela perceção de pormenores. A investigação liderada pela AIBILI possibilitou, pela primeira vez, a obtenção de dados epidemiológicos sobre a DMI em Portugal, fornecendo evidência científica importante para o planeamento dos sistemas de saúde nesta área médica.

“Este evento constituiu uma oportunidade privilegiada para partilhar conhecimento, apresentar novos resultados e tecnologias desenvolvidas na AIBILI e promover colaborações científicas, reforçando o compromisso da instituição com a inovação nesta área tão relevante da saúde.” afirma Conceição Lobo, Presidente da AIBILI.

Fundada em 1989, a AIBILI é um Centro de Tecnologia e Inovação (CTI) reconhecido pelo Ministério da Economia, atuando como parceiro facilitador entre instituições académicas e científicas, empresas e indústria com a missão de responder a falhas de mercado e prestar apoio técnico e tecnológico às empresas na área da saúde, mas especificamente em investigação clínica.

Esta iniciativa insere-se na Missão Interface — Financiamento Base dos Centros de Tecnologia e Inovação (CTI) e no programa INOVC+, que apoiam a inovação e a transferência de conhecimento, promovendo a aproximação dos centros de I&D+I ao tecido empresarial.

 

Opinião
As hepatites virais são doenças do fígado causadas por diferentes vírus, sendo as principais designa

Os sintomas das hepatites podem variar desde formas assintomáticas até manifestações como fadiga, icterícia (coloração amarelada da pele e olhos), náuseas e dores abdominais. Se não forem devidamente tratadas, algumas formas de hepatite podem evoluir para condições mais graves, como cirrose ou cancro do fígado. ​

A prevenção é fundamental e inclui medidas como a vacinação (disponível para as hepatites A e B), práticas sexuais seguras, não partilhar agulhas ou objetos cortantes e cuidados com a higiene alimentar. É essencial também realizar testes regulares, especialmente para as hepatites B e C, que podem ser assintomáticas durante anos. ​

O Dia Mundial das Hepatites, assinalado a 28 de julho, foi estabelecido pela Organização Mundial da Saúde para aumentar a consciencialização sobre estas doenças e promover o acesso a serviços de prevenção, diagnóstico e tratamento. A data homenageia o nascimento do Dr. Baruch Samuel Blumberg, vencedor do Prémio Nobel pela descoberta do vírus da hepatite B. ​

Em Portugal, têm sido feitos progressos significativos no combate às hepatites virais. Campanhas de sensibilização, programas de vacinação e acesso a tratamentos eficazes têm contribuído para a redução da prevalência destas infeções. Contudo, é crucial manter e reforçar estas iniciativas para alcançar a meta global de eliminar as hepatites virais como uma ameaça à saúde pública até 2030. ​

A participação ativa da sociedade é vital. Informar-se, adotar comportamentos preventivos e incentivar outros a fazê-lo são passos essenciais para controlar a disseminação das hepatites virais. O Dia Mundial das Hepatites serve como um lembrete para a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento adequado, visando a proteção da saúde individual e coletiva.

 

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.

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