Opinião
Finalmente aproximamo-nos do Natal — uma altura de alegria em família, tempo de descanso, viagens, g

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a lombalgia é a principal causa de incapacidade no mundo, e a maioria das pessoas terá pelo menos um episódio ao longo da vida. No Natal, o estilo de vida muda de forma significativa — e a coluna sente rapidamente esse impacto.

Reúnem-se vários fatores de risco que aumentam a sobrecarga sobre a coluna vertebral: menor rotina de exercício, viagens prolongadas de carro ou avião, longas horas sentado, colchões diferentes, frio e esforços súbitos ao carregar malas, compras ou ao reorganizar a casa. Também o stress emocional e a tensão acumulada durante a época festiva podem aumentar a percepção de dor, favorecer contraturas musculares e dificultar o repouso. Estratégias simples como respiração lenta, pausas mentais e sono adequado ajudam a promover o seu bem estar.

Como proteger a sua coluna neste Natal:

  • Levante-se regularmente, mesmo em dias de descanso. Caminhe 20 a 30 minutos por dia.
  • Ao pegar em pesos, dobre os joelhos, mantenha a carga junto ao corpo e evite torções.
  • Não tente fazer tudo sozinho — peça ajuda se tiver de transportar compras pesadas.
  • Evite sofás muito baixos ou moles. Adote uma postura ergonómica e, se necessário, use uma almofada de apoio lombar.
  • Durma de lado com uma almofada entre os joelhos, ou de barriga para cima com uma almofada sob os joelhos.
  • Faça alongamentos simples de manhã e ao final do dia.
  • Use calor local se sentir rigidez muscular.

Gestos aparentemente inocentes — montar a árvore de Natal, arrumar a casa, passar longos períodos a cozinhar ou dormir em colchões diferentes — podem ser o gatilho para uma crise de dor lombar.

Sinais de alarme a que deve estar atento:

  • Dor que não melhora após 48 a 72 horas;
  • Formigueiros, perda de força ou dor irradiada para os braços ou pernas;
  • Dor noturna intensa, febre e mal-estar geral
  • Alterações urinárias ou intestinais;
  • Dor após uma queda.

O aparecimento destes sintomas deve motivar a recorrer a avaliação médica. Cuide da sua coluna, cuide de si.

Mantenha um estilo de vida ativo e uma alimentação equilibrada. O exercício físico regular reduz significativamente o risco de novos episódios de dor lombar. Proteja a sua coluna para desfrutar em pleno deste tempo de Natal, junto de quem mais ama e regressar ao trabalho com ânimo redobrado.

Uma coluna saudável é um dos melhores presentes que pode oferecer a si próprio — e aos seus.

 

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Dê sangue no Almada Forum
Nos dias 18 e 19 de dezembro, entre as 15h e as 19h30, o Almada Forum, centro comercial propriedade da MERLIN Properties, em...

Doar sangue é um gesto simples, seguro e rápido – com uma duração média entre 25 e 30 minutos – que pode fazer toda a diferença, uma vez que cada dádiva pode salvar até três vidas. O sangue doado é essencial para responder a situações de emergência, cirurgias e tratamentos de diversas doenças.

Para garantir uma dádiva segura e eficaz, os dadores devem cumprir os seguintes requisitos:

 

  • Ter peso igual ou superior a 50 kg;
  • Ter entre 18 e 65 anos;
  • Ser saudável;
  • Apresentar um documento de identificação com fotografia;
  • Garantir um intervalo mínimo de duas horas após almoço ou jantar antes da dádiva e manter uma boa hidratação com líquidos não alcoólicos antes e depois do processo.

              

Esta campanha tem como principal objetivo sensibilizar e incentivar a população, especialmente os mais jovens, para a importância da doação regular de sangue, contribuindo para a reposição das reservas nacionais. Atualmente, o IPST, IP apela, em particular, à doação dos grupos sanguíneos A-, B-, O+ e O-, cujas reservas se encontram em níveis insuficientes, devido ao impacto da sazonalidade das doenças infeto-respiratórias.

Se reúne as condições necessárias, junte-se ao Almada Forum e ao IPST, IP nesta iniciativa solidária. Neste Natal, um pequeno gesto pode fazer uma grande diferença. Juntos, podemos salvar vidas!

 

Candidaturas até 16 de janeiro
As candidaturas para a edição deste ano das Bolsas de Doutoramento Nuno Grande (BDNG) decorrem até 16 de janeiro de 2026. Podem...

Até 2024, a iniciativa atribuía apenas uma bolsa anual de 25 mil euros e destinava-se aos alunos do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) da Universidade do Porto. A partir de 2025, passam a ser atribuídas três bolsas de 25 mil euros cada e a abrangência alarga-se, pela primeira vez, a todas as universidades portuguesas.

Henrique Cyrne Carvalho, presidente do júri, salienta que as Bolsas se têm distinguido pela diversidade de áreas apoiadas, “todas com uma forte aplicação clínica. Na edição de 2025 esperamos, naturalmente, receber propostas que acompanhem a evolução da Medicina e respondam a desafios urgentes e emergentes, desde a saúde global e a aplicação da inteligência artificial na prática clínica, até à genética, medicina de precisão, terapias biológicas, entre tantas outras áreas de grande potencial”.

Criadas em 2022 pela família de Nuno Grande, pelo ICBAS e pela Fundação Bial, as Bolsas prestam homenagem ao médico, investigador e professor que fundou aquele Instituto e manteve uma ligação de mais de duas décadas à Fundação Bial.

Desde a sua criação, as Bolsas têm reconhecido projetos de elevada relevância científica, incluindo os trabalhos distinguidos em:

2024, de Leonardo Moço (Hemato-oncologia);
2023, de João Moura (Encefalites);
2022, de Daniel Oliveira (Lúpus).

As candidaturas estão disponíveis online e toda a informação pode ser consultada aqui.

Inverno à porta?
Com a chegada oficial do inverno no próximo dia 21 de dezembro, e o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) a...

A rotina diária acelerada, o stress a esta associado e a menor exposição solar típica do inverno são fatores que comprometem as defesas naturais do corpo. Neste contexto, partilhamos três grandes pilares que vão contribuir para a manutenção da sua saúde, durante este inverno:

 

  • Vitamina C – Este é um dos aliados do sistema imunitário mais conhecidos. A vitamina C é um antioxidante poderoso que protege as células contra as oxidações indesejáveis. É também essencial para o normal funcionamento da primeira barreira de defesa do nosso corpo – a pele;
  • Zinco – É um mineral que trabalha em sinergia com a vitamina C, ajudando no desenvolvimento e normal funcionamento das células do nosso sistema imunitário;
  • Vitamina D – Desempenha um papel vital na ativação das defesas do organismo, mas diminui drasticamente durante o inverno devido à menor exposição ao sol. Atua em três barreiras: a pele (barreira externa), a imunidade inata (primeira linha de defesa celular) e a imunidade adquirida (produção de anticorpos).

 

Com a época festiva a aproximar-se, um período que normalmente envolve mais convívios em espaços fechados, a adoção de um estilo de vida saudável, aliada a uma nutrição cuidada, é a melhor recomendação para passar este inverno mais protegido e saudável. Para tal, tanto as crianças, como os adultos, devem ter uma alimentação equilibrada e rica em frutas e vegetais e complementar a mesma através de suplementos alimentares, assegurando a obtenção adequada dos micronutrientes essenciais.

 

Recordati
O bem-estar começa no equilíbrio. Cada vez mais famílias e profissionais de saúde procuram soluções práticas e sustentadas por...

No coração da sua fórmula está Lactobacillus reuteri DSM 17938, uma estirpe probiótica exclusiva e patenteada, desenvolvida ao longo de décadas de investigação. Esta estirpe é amplamente reconhecida pela sua tolerabilidade e eficácia, sustentada por mais de 260 estudos clínicos, envolvendo mais de 22.000 participantes, e publicada em mais de 250 revistas científicas com revisão por pares. Uma evidência robusta que tem consolidado BioGaia® como uma escolha de confiança entre pediatras, médicos de família e outros profissionais de saúde.

Cada probiótico é definido pela sua estirpe, sendo esta especificidade que determina os seus efeitos e o nível de evidência disponível. BioGaia® gotas é o único suplemento no mercado português com Lactobacillus reuteri DSM 17938, comercializado exclusivamente pela Jaba Recordati, S.A., garantindo autenticidade, qualidade e acesso a informação atualizada sobre o produto.

 

Benefícios comprovados para o bem-estar diário

A estirpe Lactobacillus reuteri DSM 17938 está naturalmente adaptada ao trato gastrointestinal humano, onde produz reuterina, uma substância que inibe o crescimento de microrganismos patogénicos, ao mesmo tempo que favorece a colonização por bactérias benéficas.

Com uma dosagem simples de 5 gotas por dia, BioGaia® é prático e fácil de administrar. A sua formulação estável permite conservar as bactérias vivas durante vários meses à temperatura ambiente, sem impactar o sabor dos alimentos ou a amamentação. É ainda apto para celíacos, intolerantes à lactose e diabéticos.

“Acreditamos que a ciência deve ser acessível e útil no dia a dia das famílias, que procuram soluções práticas e baseadas em evidência. BioGaia® gotas reflete esse compromisso: uma estirpe exclusiva, amplamente estudada ao longo de vários anos, que oferece uma solução simples e confiável para quem valoriza qualidade e elevada tolerabilidade”, refere a Dra. Thordis Berger, Diretora Médica da Jaba Recordati, S.A.

Ao longo dos anos, BioGaia® tem-se afirmado como uma referência na área dos probióticos, graças à combinação entre rigor científico, facilidade de utilização e uma presença sólida no quotidiano das famílias.

BioGaia® gotas é disponibilizado exclusivamente pela Jaba Recordati, S.A., assegurando a autenticidade do produto e a sua conformidade com os mais elevados padrões de qualidade.

Descubra mais sobre BioGaia® gotas e a ciência por trás desta solução exclusiva em www.biogaia.com ou pelo telefone 214 329 500.

 

Opinião
A forma como olhamos para a Medicina Estética mudou profundamente no último ano, fruto da aproximaçã

O mercado da Medicina Estética continua a crescer, sobretudo na Geração X, mas também em baby boomers e millennials, e com predomínio das mulheres, embora o interesse masculino aumente expressivamente. As motivações para iniciar o caminho são diversas: sociais, influenciadas pela pressão de uma imagem idealizada; emocionais, relacionadas com autoconfiança e bem-estar; e, médicas, ligadas às afetações de pele e qualidade de vida. Independentemente de género ou idade, o objetivo é comum, sentir-se bem e alinhado com a melhor versão de si.

“Quando começar?” não tem resposta única. Mais do que idade, importa ter maturidade, história e necessidades individuais. Existem enquadramentos legais a cumprir, pelo que alguns procedimentos têm idade mínima, salvaguardando quem não reúne maturidade emocional ou estabilidade física para decisões irreversíveis. O momento ideal nasce do encontro entre autoconhecimento, informação credível e acompanhamento profissional.

Mesmo com inovação constante, a Medicina Estética não é isenta de contraindicações, exigindo avaliação criteriosa, compreensão de adversidades e definição de objetivos realistas. É na consulta médica que se clarificam indicações, expetativas, limitações e riscos; se distingue prevenção de transformação excessiva; e, se garante que o propósito não vem de inseguranças ou autoimagem distorcida.

Num mundo de filtros, comparações e perfeições fabricadas, a educação estética responsável torna-se essencial. Ética, bom senso e espírito crítico devem guiar todos os intervenientes. Cabe aos médicos orientar e recusar quando necessário; às clínicas, assegurar rigor científico e responsabilidade social; aos consumidores, procurar profissionais qualificados; e, aos meios de comunicação, informar com clareza e sem alimentar ilusões.

A tendência privilegia uma imagem natural preservando a identidade, onde a estética é parte da saúde global como um cuidado contínuo, coerente e integrado. A qualidade da pele ganha protagonismo e o avanço da medicina regenerativa reforça esta abordagem. Tecnologia de ponta, pequenas moléculas (pe. exossomas, péptidos e polinucleótidos) e temas como NAD+ e sinalização mitocondrial, apontam para intervenções que privilegiem a regeneração celular e estimulem a inteligência biológica da pele. O foco evoluiu de “parecer diferente” para “funcionar melhor” e a ciência da longevidade introduz princípios claros: cuidar antes de corrigir, reforçar antes de perder e regenerar antes de substituir.

Em suma, a Medicina Estético-Contemporânea acompanha-nos num envelhecimento consciente e proativo onde envelhecer é inevitável, mas envelhecer bem é uma escolha sustentada por ciência, responsabilidade e propósito.

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Prémio Jovem Cardiologista de Intervenção 2025
A Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC) atribuiu o Prémio Jovem Cardiologista de Intervenção 2025 a Ana...

Este ano os trabalhos foram subordinados aos seguintes temas “Desafios em Intervenção Coronária” e  “Desafios em Intervenção Estrutural”. “Nesta edição recebemos 95 casos clínicos, de todas as regiões do país, sendo que foram aceites os 40 melhores trabalhos. Acreditamos que esta iniciativa é fundamental para os jovens médicos cardiologistas, uma vez que incentivam à sua formação e contribuem para o desenvolvimento científico e profissional”, afirma João Silva Marques, Presidente da Reunião deste ano.

Ana Rita Bello, da ULS Lisboa Ocidental, ficou em primeiro lugar na categoria “Desafios em Intervenção Coronária”, distinguindo-se pela apresentação do trabalho “Chest pain after coronary angiogram - not your usual complication”. Mafalda Griné, da ULS de Coimbra, ficou em primeiro lugar na categoria “Desafios em Intervenção Estrutural”, distinguindo-se com o trabalho “Under Pressure: Acquired Ventricular Septal Defect in the Setting of a Catecholaminergic Storm”.

Foram ainda distinguidos com menções honrosas, na categoria “Desafios em Intervenção Coronária”: Tomás M. Carlos, da ULS de Coimbra, pelo trabalho “Angina Beyond Coronary Atherosclerosis: A Rare Presentation”, e Mariana Pereira Fernandes dos Santos, da ULS de Santo António, pela apresentação do trabalho “On the Wire: Managing a Rare PCI Complication”. Já na categoria “Desafios em Intervenção Estrutural” foram distinguidos com menções honrosas: Joana Certo Pereira, da ULS Lisboa Ocidental, pelo trabalho “Dual obstruction resolved: Pre-TAVI mavacamten to prevent LVOT obstruction in a patient with severe aortic stenosis and obstructive hypertrophic cardiomyopathy”; e Inês Ferreira Neves, da ULS São José, pelo trabalho “Bent Out of Shape: Rescue of an Infolded TAVI”.

A APIC atribui o Prémio Jovem Cardiologista de Intervenção aos melhores trabalhos apresentados na sua Reunião Anual, que este ano se realizou de 20 a 22 de novembro, no Porto. Concorreram ao Prémio cerca de 40 trabalhos de internos de Cardiologia e jovens cardiologistas, de todas as regiões do país, sendo que todos os resumos apresentados serão publicados sob forma de abstract num Suplemento da Revista Portuguesa de Cardiologia.

Durante a Reunião Anual da APIC, foi também atribuído o Prémio de Qualidade do Registo Nacional de Cardiologia de Intervenção (RNCI) 2025, sendo assim distinguido em primeiro lugar o Hospital de Santa Cruz – ULS Lisboa Ocidental, em segundo lugar o Hospital do Espírito Santo de Évora – ULS do Alentejo Central, e em terceiro lugar o Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca – ULS Amadora/Sintra. A iniciativa, criada em 2023, tem como objetivo distinguir os Centros com maior taxa de preenchimento e melhor qualidade de preenchimento do módulo de Via Verde Coronária, do Registo Nacional de Cardiologia de Intervenção.

Ordem dos Nutricionistas
No âmbito do Dia do Nutricionista, celebrado a 14 de dezembro, a Ordem dos Nutricionistas lança pela primeira vez um Fundo de...

A Ordem dos Nutricionistas lança pela primeira vez um Fundo de Apoio a Formação destinado a profissionais que se encontram em situação de desemprego. O montante disponível em 2026 é de 9016 euros, valor que corresponde a 10% do salário da Bastonária da Ordem dos Nutricionistas, eleita no final de 2023, abdicado para este efeito. As candidaturas já se encontram disponíveis no site oficial da Ordem.

“Esta iniciativa era uma das nossas prioridades desde que iniciámos funções e tem como objetivo apoiar os nutricionistas, membros da Ordem, que se encontrem em situação de desemprego na sua formação contínua, possibilitando a aquisição de ferramentas para a atuação de uma prática profissional atualizada e baseada na evidência científica”, explica Liliana Sousa, Bastonária da Ordem dos Nutricionistas.

As candidaturas para este Fundo de Apoio a Formação decorrem em quatro períodos anuais, com um quarto do valor total disponível em cada trimestre, podendo a verba transitar para o trimestre seguinte, caso não tenha sido totalmente esgotada.

A sua atribuição é realizada com base em critérios definidos no Regulamento do Fundo de Apoio à Formação para Nutricionistas atribuído pela Ordem dos Nutricionistas e a verba disponível é determinada e revista anualmente pela Ordem dos Nutricionistas e enquadrada no Plano de Atividades e Orçamento do respetivo ano.

 

Saiba quais são
Nestas festividades, a OralMED alerta para o elevado teor de açúcar presente nas receitas de Natal e apela a um consumo...

Uma análise detalhada a cinco das iguarias mais consumidas nesta quadra revela uma quantidade de açúcar que pode facilmente exceder a dose diária recomendada pela Organização Mundial da Saúde (cerca de 25 gramas).

 

  • Filhós: Uma única unidade de 50 gramas pode conter aproximadamente 26,1 gramas de açúcar, o que, por si só, já ultrapassa a recomendação diária.
  • Broas Castelares: Cada broa contém, em média, 22,9 gramas de açúcar, aproximando-se do limite diário.
  • Rabanada: Uma fatia de 50 gramas apresenta cerca de 20,7 gramas de açúcar.
  • Azevias: Com 50 gramas, uma azevia contém em média 20,15 gramas de açúcar.
  • Tronco de Natal: Uma fatia pequena, de 40 gramas, ainda assim representa um consumo de 16,3 gramas de açúcar.

 

"A época natalícia é um tempo de celebração, e a gastronomia é uma parte essencial dessa festa. Não queremos eliminar os doces da mesa, mas sim capacitar as pessoas com informação para que façam escolhas moderadas e conscientes", afirma Dr. Nuno Cintra, Diretor Clínico do grupo OralMED Medicina Dentária. "O consumo frequente e elevado de açúcar é o principal fator de risco para o desenvolvimento de cáries dentárias. Apelamos, por isso, a um consumo consciente, e a cuidados de higiene redobrados, para que as festas não terminem com uma visita inesperada ao dentista", conclui. 

20.º Congresso Português do AVC
O 20.º Congresso Português do AVC irá decorrer de 28 a 30 de janeiro de 2026, no Espaço Vita, em Braga, marcando uma edição...

A escolha da cidade de Braga como local para receber o evento reflete o seu potencial e dinamismo. “Braga é das cidades portuguesas mais promissoras, razão pela qual resolvemos migrar o Congresso para cá”, afirma o Prof. Vítor Tedim Cruz, Presidente da Direção da SPAVC. Acrescenta que “esta é a primeira vez que realizamos o evento em conjunto com a SPNI, permitindo ter uma voz mais nacional e capaz de mobilizar o país em torno da causa do AVC”. 

Para o Dr. Ângelo Carneiro, membro da Direção da SPNI, esta união representa uma oportunidade única. “As duas sociedades decidiram unir esforços para potenciar o alcance do evento, conseguindo chegar a um público maior e, assim, ter mais impacto direto na saúde dos portugueses, especialmente na área do AVC”, refere o especialista em Neurorradiologia de Intervenção.

O programa do 20.º Congresso Português do AVC inclui cursos pré-congresso, a realizar no dia 28 de janeiro, essenciais para atualização e formação contínua dos profissionais de saúde. Entre eles destacam-se o Curso Básico de Trombectomia: Da punção à recanalização; o Curso TC na Hora H: O que não pode escapar, quando parar; e o Curso Via Verde AVC - Hands On. “Estes cursos são fundamentais para manter os médicos atualizados com as melhores práticas e tecnologias no tratamento do AVC, reforçando a excelência clínica e a segurança dos doentes”, salienta o Presidente da SPAVC.

Como habitualmente, o evento contará com palestrantes de renome do panorama nacional e internacional. Entre as principais sessões, destacam-se as mesas-redondas: Controvérsias na intervenção neurovascular em hemorragia intracraniana e aneurismas; Inovação na neurointervenção para o tratamento do AVC isquémico; Dilemas de diagnóstico e tratamento no AVC agudo; Uma nova visão sobre prevenção primária do AVC; Desafios na recuperação; Intervenção cardíaca para prevenção secundária no AVC. Algumas destas sessões envolvem a colaboração estreita com outras sociedades científicas, como a SPNI, como co-organizadora, mas também a Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), a Sociedade Portuguesa de Medicina Física e de Reabiliatação (SPMFR) e a Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC).

A sessão de abertura contará com um convidado internacional de destaque, o Prof. Yvo Roos, da Faculdade de Medicina da Universidade de Amesterdão, que abordará o tema “A Decade of Mechanical Thrombectomy for Ischemic Stroke: Lessons Learned and the Road Ahead”, refletindo sobre os avanços da trombectomia mecânica e os desafios futuros.

Reconhecendo o valor da apresentação de trabalhos como elemento estruturante do Congresso e veículo de avanço científico na área do AVC, estão previstas, nos dias 29 e 30, várias sessões de comunicações orais e e-posters. O prazo para submissão de resumos mantém-se aberto até 11 de janeiro de 2026.

A cerimónia de encerramento será conduzida pelo Prof. Vítor Tedim Cruz e pela Prof.ª Patrícia Canhão, sendo marcada pela atribuição de prémios às melhores apresentações. Entre os prémios, destacam-se: as três melhores Comunicações Orais (1.º, 2.º e 3.º), a melhor Comunicação Oral - Caso Clínico, as duas melhores apresentações em cartaz (e-poster), os prémios MGF, Neurorradiologia e Multiprofissional, bem como os prémios ESO Angels e EMS Angels. Será também atribuída a Bolsa de Investigação Prof. Castro Lopes em Doença Vascular Cerebral, cujos regulamentos podem ser consultados no website da SPAVC.

O 20.º Congresso Português do AVC promete, assim, consolidar-se como um evento de referência nacional, reforçando a colaboração entre sociedades científicas e a inovação em cuidados de saúde para o AVC.

Todas as informações sobre o evento podem ser consultadas no website da SPAVC (https://spavc.org/20o-congresso-portugues-do-avc/).

 

Programa abem: Rede Solidária do Medicamento
Já foram anunciados os vencedores da 1.ª edição dos Prémios dos Fundos Europeus 2025, durante a Mostra de Fundos Europeus, que...

Numa cerimónia que contou com a presença de Castro Almeida, Ministro da Economia e da Coesão Territorial, foram revelados os projetos que melhor demonstram como os fundos comunitários estão a transformar Portugal: Stratio.Databox conquistou o prémio Portugal + Conectado, CIMRLEIRIA.06.13 venceu na categoria Portugal + Inteligente, Projeto Fundão MEDEIA foi distinguido em Portugal + Próximo dos Cidadãos, Programa abem: Rede Solidária do Medicamento arrecadou o galardão Portugal + Social, e Extensão do Metro do Porto: Linha Amarela (Santo Ovídio – Vila D'Este) triunfou em Portugal + Verde.

A cerimónia premiou ainda Smart Farm 4.0, Centro de Negócios da Indústria Aeronáutica e Aeroespacial em Ponte de Sor, ECOGRES 4.0, Ponte 516 Arouca e Estrutura Residencial e Centro de Dia Alzheimer e outras Demências (Castro Marim) com menções honrosas e distinguiu o Sistema de Videovigilância e Deteção Automática de Incêndios como Componente de Apoio à Decisão na categoria Escolha do Público, que contou com mais de 70 mil votos.

Os projetos reconhecidos demonstram, na prática, como os fundos europeus são instrumentos essenciais para concretizar ideias transformadoras. Um apoio financeiro sem o qual muitas destas iniciativas – que hoje geram emprego, inovam em setores estratégicos e melhoram a qualidade de vida das comunidades – dificilmente sairiam do papel. Os vencedores confirmam que os fundos comunitários não são apenas números ou estatísticas, mas a base que permite dar vida a projetos concretos de inovação, coesão social e sustentabilidade em todo o território nacional.

A Associação Dignitude venceu na categoria Portugal + Social, por ter criado o Programa abem: Rede Solidária do Medicamento, uma solução inovadora que garante que nenhum cidadão fica sem medicamentos essenciais por falta de capacidade financeira. Com o apoio do PO ISE, foi possível criar uma rede que envolve autarquias, entidades sociais e farmácias, que permite que os beneficiários acedam gratuitamente a medicamentos comparticipados pelo Serviço Nacional de Saúde com o cartão abem:, num modelo que assegura dignidade e anonimato. Uma iniciativa que mobiliza a sociedade civil para apoiar quem mais precisa, demonstrando o poder da inovação social.

O Município de Leiria venceu o galardão de Portugal + Inteligente na sequência da introdução de soluções digitais que otimizam a mobilidade urbana e melhoram a qualidade de vida dos cidadãos. O CIMRLEIRIA.06.13 - Sistema de Informação em Tempo Real, cofinanciado pelo Centro 2020 e suportado por uma Plataforma de Gestão Integrada, painéis interativos e aplicação móvel, oferece acesso imediato a informações sobre transporte público, estacionamento e mobilidade sustentável. Um projeto que demonstra como a tecnologia pode tornar as cidades mais inteligentes e acessíveis.

Na categoria de Portugal + Próximo dos Cidadãos, a distinção foi para o Município do Fundão, com o Projeto Fundão MEDEIA, uma rede de mediadores locais que promove a integração de migrantes, requerentes de proteção internacional e da comunidade cigana. Através de iniciativas como ‘Escola-te!’, ‘Educação Intercultural’ e ‘Medeia Trabalho’, o projeto, cofinanciado pelo PO ISE, desenvolveu respostas concretas nas áreas da educação, emprego, saúde e cidadania inclusiva. Uma abordagem inovadora que reforça a coesão social e demonstra que a integração efetiva passa pela proximidade e pelo diálogo intercultural.

Na categoria de Portugal + Conectado, o prémio foi atribuído à Stratio e à sua solução, que tem o potencial de revolucionar a manutenção de frotas. O Stratio.Databox, cofinanciado pelo Centro 2020, é um equipamento compatível com qualquer veículo, que utiliza Inteligência Artificial para analisar dados em tempo real e antecipar falhas em componentes críticos, evitando paragens inesperadas e reduzindo custos operacionais. Esta tecnologia portuguesa permitiu aos transportes públicos e de carga abandonar o modelo reativo de manutenção para adotar uma abordagem preditiva, mais eficiente e sustentável, colocando Portugal na vanguarda da mobilidade inteligente. O projeto já foi adotado por mais de 13.000 veículos na Europa e, além do impacto tecnológico, gerou empregos qualificados em áreas como ciência de dados, engenharia de software e engenharia automóvel, reforçando a base de inovação da região Centro e da Europa.

Por último, na categoria Portugal + Verde, o vencedor foi a Extensão do Metro do Porto: Linha Amarela (Santo Ovídio – Vila D'Este), por ter concretizado um investimento estratégico em mobilidade urbana sustentável, com o apoio do PO SEUR. A extensão de 3,15 km inclui três novas estações e um moderno Parque de Material e Oficina, melhorando significativamente o acesso de milhares de cidadãos a serviços essenciais como o Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho. Este projeto reforça a rede multimodal da Área Metropolitana do Porto e demonstra o papel estruturante do transporte público na transição verde, com ganhos de tempo para os utilizadores que se vão traduzir em mais de 116 milhões de euros até 2048.

Já a iniciativa Sistema de Videovigilância e Deteção Automática de Incêndios como Componente de Apoio à Decisão foi a vencedora do Prémio do Público. Trata-se de um sistema inovador de videovigilância e deteção automática de incêndios, reforçando a capacidade de antecipação, resposta e decisão das entidades de proteção civil, dinamizado pela Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria (CIMRL), com o apoio do PO SEUR. Os resultados são expressivos: em 2023, registou-se uma redução de 27% da área ardida nas zonas cobertas com câmaras de alta definição e sensores térmicos, comparativamente à média dos três anos anteriores. O sistema antecipou em média 3 a 5 minutos o início das operações, permitindo respostas mais rápidas e eficazes, e reduziu significativamente falsas ocorrências, otimizando os meios da proteção civil.

Castro de Almeida, Ministro da Economia e da Coesão Territorial, sublinhou a importância de divulgar os Fundos, defendendo que “estes se têm de dar a conhecer”. Para o governante, é essencial mostrar de que forma estão a mudar a vida das pessoas e “essa tem de ser sempre a preocupação: como vamos melhorar a vida das pessoas”.

Sobre os prémios, Cláudia Joaquim, Presidente da Agência para o Desenvolvimento e Coesão (AD&C), afirmou que são um momento “de celebração e de reconhecimento dos projetos que tornam visível o verdadeiro valor do investimento europeu no nosso país. E aqui não são só os melhores que vencem. Nestes Prémios vencemos todos: vence o país que beneficia da atividade, dos resultados e do impacto de cada um destes projetos, e vencem as centenas, milhares que não se candidataram, mas cujos projetos têm igualmente muito valor”.

Os Prémios dos Fundos Europeus 2025 são promovidos pela Agência para o Desenvolvimento e Coesão, no âmbito da Rede de Comunicação do Portugal 2030, com o apoio e envolvimento direto das Autoridades de Gestão que integram esta Rede. As candidaturas submetidas foram alvo de avaliação por um júri, que elegeu os vencedores nas cinco categorias temáticas a concurso, tendo ainda sido atribuído um prémio resultado do “Voto do Público”.

Estudo
Um novo estudo conduzido por uma equipa de investigadores do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP)...

O deslocamento forçado – uma realidade cada vez mais frequentes no atual contexto de crise da habitação, gentrificação e “turistificação” da cidade do Porto – é uma situação de saída forçada do agregado da casa, quando todas as condições até então necessárias para ocupar a casa (por exemplo, pagamento do valor da renda) estavam preenchidas. A investigação demonstra que o impacto na saúde das pessoas que passam por esta realidade começa antes da saída efetiva e pode prolongar-se até muito depois da mudança para um novo local de residência.

O estudo, publicado recentemente na revista científica Social Science & Medicine, analisou em profundidade as experiências de 12 pessoas sujeitas a deslocamento direto ou em risco iminente de a sofrer. As entrevistas revelam que os aumentos abruptos das rendas, a não renovação de contratos (incluindo para permitir aumentos de renda) e a venda de imóveis arrendados são fatores centrais que têm forçado moradores — incluindo indivíduos de classe média — a abandonar as suas casas, muitas vezes, sem alternativas acessíveis na cidade.

 

Um processo que faz mal à saúde antes e depois da mudança

Os participantes relataram um conjunto consistente de efeitos emocionais e físicos, de intensidade variável, associados ao processo de deslocamento direto, destacando-se a ansiedade, sintomas depressivos, insónias, ataques de pânico, perda de peso e agravamento de problemas de saúde mental já diagnosticados. Em casos mais extremos, houve relatos da deterioração grave do estado de saúde de idosos após o início do processo de mudança forçada. Segundo os investigadores, o deslocamento direto funciona como um verdadeiro “choque emocional”, capaz de gerar um sentimento profundo de insegurança, perda de sensação de controlo sobre o curso da própria vida e rutura com rotinas estabelecidas, muitas vezes essenciais para o bem-estar.

O trabalho mostra também que as consequências do deslocamento direto não se esgotam no momento da saída: muitos participantes expressaram dificuldades em adaptar-se às novas casas, mesmo quando estas apresentavam melhores condições de habitabilidade. A distância dos amigos, vizinhos e serviços, a quebra de laços comunitários e o sentimento persistente de não pertença ao novo espaço contribuíram para estados de alienação residencial e agravamento da saúde mental. A mudança obrigou ainda à reorganização de rotinas, com impactos na gestão do tempo, na prática de exercício físico, na alimentação e no acesso a cuidados de saúde, entre outros.

Os investigadores explicam que, em cidades marcadas pela gentrificação e pela “turistificação”, como o Porto, o risco de despejo alargou-se para além das populações tradicionalmente vulneráveis, atingindo também pessoas mais jovens, qualificadas e com emprego estável. Ainda assim, os efeitos na saúde mostram-se particularmente severos entre quem tem menos recursos económicos, piores condições laborais ou responsabilidades familiares adicionais, como é o caso de mães que vivem sozinhas com os filhos ou idosos com baixos rendimentos.

Segundo a equipa de investigação, estes resultados evidenciam a urgência de políticas públicas que reforcem a oferta de habitação acessível, protejam os inquilinos dos processos de deslocamento direto e que garantam apoio às pessoas deslocadas. “A antecipação do deslocamento, ou seja, a ameaça credível de ter de abandonar a casa de forma indesejada, por si só, já tem efeitos potencialmente importantes na saúde e no bem-estar, o que reforça a necessidade de adotar medidas que tragam maior estabilidade aos inquilinos”, acrescenta ainda José Pedro Silva, investigador do ISPUP e primeiro autor do estudo.

Este é o primeiro estudo em Portugal a investigar as consequências do deslocamento involuntário na saúde dos residentes. Os autores defendem que compreender as ligações entre as várias dimensões da habitação, as formas de deslocamento estudadas e a saúde e o bem-estar é essencial para promover cidades mais saudáveis e socialmente justas, sobretudo num contexto em que a pressão imobiliária, o turismo e o investimento internacional no imobiliário continuam a transformar profundamente o tecido social e urbano.

 

ANL alerta
A Associação Nacional dos Laboratórios Clínicos (ANL) alerta para a crescente retração da rede convencionada de análises...

A ANL tem acompanhado os dados divulgados pela ERS, que evidenciam uma retração da rede convencionada entre 2023 e 2024, com uma redução de 23% no número de estabelecimentos convencionados e um agravamento da perda de cobertura territorial, traduzida no aumento de 57 para 73 concelhos sem qualquer prestador convencionado, abrangendo atualmente 26,3% do território continental.

A Associação recorda que as análises clínicas têm um papel fundamental na resposta assistencial, num contexto em que entre 70% e 80% das decisões clínicas dependem diretamente de resultados laboratoriais e 95% dos percursos assistenciais implicam exames de patologia clínica ou anatomia patológica.

Os laboratórios convencionados asseguram mais de 100 milhões de exames anualmente, atendendo cerca de 14 milhões de utentes, dos quais 55% beneficiários do SNS, assegurando uma rede de proximidade com 3.300 pontos de acesso em todo o país. Estes números reforçam a importância de um modelo de colaboração estreita entre o SNS e o setor convencionado, cuja complementaridade tem permitido assegurar o diagnóstico atempado e equidade territorial.

A ANL evidencia que a retração da rede resulta de desafios identificados ao longo dos últimos anos, nomeadamente a ausência de atualização das tabelas de atos e preços convencionados, o aumento dos custos operacionais e casos de internalização por parte de Unidades Locais de Saúde (ULS). De acordo com a Associação, estes fatores têm vindo a fragilizar a sustentabilidade do setor convencionado e exigem uma resposta articulada que permita assegurar a continuidade da rede e a sua capacidade de resposta às necessidades crescentes da população.

“A retração da rede convencionada é um sinal claro de que é necessário agir para proteger a capacidade de resposta aos utentes. O setor convencionado cumpre a sua missão todos os dias, mas precisa de condições estáveis e de uma valorização contratual que garanta a continuidade do acesso, sobretudo nas regiões onde a oferta é mais limitada”, afirma o Diretor-geral da ANL, Nuno Marques.

A ANL continuará a colaborar com todas as entidades competentes para que sejam adotadas as medidas necessárias ao reforço da rede convencionada e à continuidade do acesso às análises clínicas em todo o território, contribuindo para um sistema de saúde mais coeso, eficiente e centrado na saúde dos cidadãos.

A alimentação pet mudou
A forma como os portugueses alimentam os seus animais de companhia está a mudar e essa mudança é profunda. Os dados do estudo...

O estudo revela que 97% dos tutores alimentam o pet com ração seca, mas que este hábito está longe de ser isolado. Mais de metade dos tutores complementa com outras soluções: 64% juntam alimentação húmida e 63% recorrem a snacks. Este padrão, cada vez mais expressivo, evidencia o crescimento da diversificação alimentar, da personalização e de uma relação mais informada com a nutrição animal.

A tendência reforça-se com outro indicador decisivo: 18% dos tutores utilizam suplementos, maioritariamente associados a objetivos de saúde, longevidade ou necessidades específicas. A alimentação torna-se, assim, um espaço de convergência entre ciência, afeto e escolhas preventivas, refletindo a transição para um consumo mais consciente e alinhado com o cuidado integral do animal.

A recomendação veterinária surge como o fator de decisão mais relevante, seguida da perceção de qualidade nutricional. O preço continua a ter peso, mas perde centralidade perante a valorização crescente de benefícios concretos, transparência e confiança. O consumidor demonstra maturidade e vontade de aumentar a sua literacia, procurando produtos que combinem naturalidade, valor funcional e coerência com um estilo de vida mais saudável.

Para a UPPartner, estes resultados mostram que a alimentação está a assumir um papel central na forma como os tutores cuidam dos seus animais, abrindo espaço para inovação, para uma maior segmentação de oferta e para soluções que ligam nutrição, hidratação, funcionalidade e bem-estar diário.

“Quando o tutor escolhe melhor para o animal, está a projetar os mesmos valores de bem-estar e longevidade que aplica a si próprio. Esta convergência entre hábitos humanos e cuidados animais confirma uma mudança estrutural no consumo e uma maior consciência sobre o impacto da nutrição na saúde”, explica Bernardo Soares, médico veterinário e One Health Diretor da UPPartner.

O estudo reforça a ideia de que a alimentação é hoje um dos pilares do crescimento do mercado pet em Portugal e uma categoria onde o cuidado se traduz diretamente em escolhas mais sofisticadas, emotivas e preventivas. É também um dos territórios onde se torna mais evidente a humanização positiva do cuidado: os tutores procuram para os seus animais o mesmo nível de qualidade e atenção que desejam para a própria família.

 

ANADIAL
No último episódio do podcast “À Conversa sobre Diálise”, promovido pela ANADIAL, a convidada é Anabela Rodrigues, nefrologista...

Ao longo da conversa, Anabela Rodrigues apresenta a Estratégia Nacional para a Doença Renal Crónica, um plano que aposta no diagnóstico precoce e numa abordagem mais eficiente e centrada no doente. Reconhecendo os avanços técnicos e científicos alcançados em Portugal, a especialista destaca a necessidade de evolução, adaptando-se aos desafios atuais da ciência e da sociedade.

Entre os obstáculos à implementação da estratégia, a nefrologista identifica a resistência à mudança como um dos principais entraves, salientando a importância de proteger os doentes e promover a sua capacitação e participação ativa no tratamento.

Face à elevada incidência da doença renal crónica em Portugal, Anabela Rodrigues apontou a falta de otimização do percurso do doente como um dos aspetos a melhorar, nomeadamente através de uma maior consciencialização sobre alternativas terapêuticas, como a diálise peritoneal, que continua subutilizada em comparação com a hemodiálise.

No que toca ao financiamento, alerta para a insustentabilidade do modelo atual, defendendo uma valorização das unidades que apostem na inovação, no acesso célere ao transplante e aos tratamentos domiciliários.

O episódio encerra com uma mensagem de compromisso e esperança:
“O nosso esforço é darmos o litro para que a vida das pessoas que padecem de doença renal seja progressivamente melhorada”, afirma Anabela Rodrigues.

O podcast “À conversa sobre Diálise” comemora o 40.º aniversário da ANADIAL e tem como objetivo abordar a evolução do tratamento da doença renal crónica ao longo das últimas quatro décadas. Convida mensalmente um especialista para debater temas relevantes para doentes renais, profissionais de saúde e o público em geral.

O episódio já está disponível nas plataformas YouTube e Spotify.

 

Oito entidades unem-se
Pela primeira vez, oito organizações da sociedade civil, incluindo as maiores e mais representativas associações de doentes...

A iniciativa, assinada pelas entidades AC Rim, Careca Power, Europacolon Portugal, Associação EVITA - Cancro Hereditário, Liga Portuguesa Contra o Cancro, Plataforma Saúde em Diálogo, Pulmonale e Sociedade Portuguesa de Literacia na Saúde, foi dirigida à Ministra da Saúde, aos Deputados da Assembleia da República, à Direção-Geral da Saúde, ao INFARMED e à Direção Executiva do SNS.

Todos os dias, em Portugal, 191 pessoas recebem o diagnóstico de cancro e 92 perdem a vida a lutar contra esta doença. As projeções atuais indicam um crescimento de mais 12% dos casos até 2030, pelo que as associações destacam a crescente ameaça que o cancro representa para a saúde pública e para a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Com mais de 69.000 novos casos registados em 2022 e sendo a segunda principal causa de morte em Portugal, os signatários alertam que “cada atraso no rastreio, num exame ou no acesso a tratamentos se traduz em vidas e qualidade de vida perdidas”.

"Atuar mais cedo salva vidas, protege famílias e comunidades, reduz custos para o Serviço Nacional de Saúde e protege o presente e futuro da Segurança Social", afirmam.

 

As associações reiteram assim a importância do esforço coletivo para a implementação eficaz das medidas que consideram essenciais:

  1. Prevenção primária: Implementar programas de literacia em saúde, assegurar vacinação preventiva e reforçar campanhas de sensibilização.
  2. Diagnóstico precoce e rastreios: Reduzir de forma sistemática os tempos de espera e alargar a cobertura dos rastreios, bem como avaliar a implementação de programas de rastreio adicionais
  3. Acesso equitativo a tratamentos: Garantir acesso a terapêuticas inovadoras e cuidados humanizados, independentemente da localização geográfica ou condição socioeconómica.
  4. Geração e Recolha de Evidência: assegurar um registo oncológico nacional de qualidade, publicar orientações clínicas elaboradas por especialistas e com a participação de representantes de doentes, incluir a perspetiva do doente, através das associações, na tomada de decisões que afetam a jornada do doente oncológico, e monitorizar e avaliar sistematicamente as estratégias de combate ao cancro
  5. Organização e investimento em inovação: criar uma entidade específica para a oncologia, com estratégia nacional clara e alinhada com ENLCC, aumentar o investimento em oncologia, otimizar a implementação da "Via Verde" em diferentes indicações, e reforçar os recursos humanos e tecnológicos.

 

Como apelo à ação imediata, as associações solicitam reuniões formais com todas as entidades destinatárias da carta para apresentar as suas propostas em detalhe e exigem "compromissos públicos concretos e calendarizados" para a sua implementação.

A carta conclui com um apelo forte: "Não podemos esperar mais – cada vida salva é uma vitória coletiva. É tempo de agir com firmeza e responsabilidade."

 

Universidade de Coimbra
Yanan Tian, aluna do Programa de Doutoramento Conjunto entre a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra ...

Esta investigação, publicada na revista Nature Communications, foi realizada sob a orientação dos professores Joel P. Arrais, do Departamento de Engenharia Informática da FCTUC, e Huanxiang Liu, da MPU, no âmbito do programa Dual Doctoral Degree MPU-UC, que visa promover a cooperação científica e a formação avançada entre Portugal e Macau.

As proteínas quinases constituem uma das classes de alvos terapêuticos mais relevantes na investigação biomédica. O seu potencial resulta do papel central que desempenham na regulação de múltiplos processos celulares, incluindo proliferação, diferenciação e morte celular. No entanto, o desenvolvimento de inibidores altamente seletivos continua a ser um desafio, devido à forte conservação estrutural entre as quinases e ao elevado custo dos ensaios experimentais.

«Este trabalho propõe o modelo MMCLKin, uma estrutura baseada em métodos de IA avançada, concebida para prever com elevada precisão e interpretabilidade a atividade e seletividade de inibidores de quinases, acelerando significativamente o processo de descoberta e otimização de novos fármacos direcionados», explica Yanan Tian.

O MMCLKin combina redes de grafos geométricos, modelos de linguagem para sequências proteicas e mecanismos de atenção multicanal para identificar as características críticas das interações entre quinases e fármacos. «Os resultados demonstram que o modelo supera os métodos existentes na previsão da afinidade e seletividade de inibidores, mesmo em casos que envolvem estruturas desconhecidas ou quinases mutadas», afirma Joel P. Arrais.

De acordo com os autores do estudo, os ensaios biológicos ADP-Glo validaram o poder preditivo do modelo, demonstrando que cinco compostos sugeridos pelo MMCLKin inibem de forma eficaz a mutação LRRK2 G2019S, associada a doenças neurodegenerativas, sendo quatro deles ativos em concentrações nanomolares. Estes resultados reforçam o potencial do MMCLKin como ferramenta para acelerar o desenvolvimento de terapias direcionadas, abrindo novas perspetivas para o desenho racional de fármacos com maior seletividade e eficácia clínica.

«A abordagem proposta representa um avanço na aplicação da Inteligência Artificial à descoberta de fármacos, demonstrando como modelos computacionais de nova geração podem reproduzir in silico processos biológicos complexos que, de forma experimental, podem demorar anos ou mesmo décadas. O MMCLKin exemplifica como modelos baseados em IA conseguem simular e compreender interações moleculares com um grau de detalhe que permite prever a atividade e a seletividade de inibidores com elevada precisão», sublinham  

Esta capacidade permite a identificação rápida de candidatos terapêuticos promissores, reduzindo significativamente o tempo e o custo da investigação farmacêutica. Para além do seu impacto imediato, o MMCLKin abre novas direções de investigação no campo da modelação de quinases, ao proporcionar um quadro unificado para analisar padrões estruturais, mutacionais e funcionais ao longo de toda a família de quinases humanas.

«Este tipo de abordagem pode evoluir para modelos generalistas capazes de antecipar o comportamento de novas quinases — incluindo aquelas ainda sem estrutura identificada — e apoiar o desenho racional de terapias seletivas e personalizadas em diversas áreas, desde o cancro às doenças neurodegenerativas», concluem.

O artigo científico “Enhancing Kinase-Inhibitor Activity and Selectivity Prediction Through Contrastive Learning” está disponível para consulta aqui.

“Cancro da Mama: New Hope”
No próximo dia 10 de dezembro, às 19h00, o Iscte Executive Education acolhe o evento “Cancro da Mama: New Hope”, uma iniciativa...

Entre os convidados, encontram-se figuras públicas que já se debateram com a doença, como é o caso de Fernanda Serrano, Rita Stock, Tia Cátia, mas também de especialistas e profissionais de referência nacional, como Pedro Antunes Meireles (Médico Oncologista, IPO Lisboa), Ana Sofia Ribeiro (Investigadora, i3S), Luís Brito Elvas (Iscte-iul / Fundação Champalimaud), Alexandra Vilela (Presidente do COMPETE 2030) e Frederico Stock (Co-founder da CleoCare). A moderação estará a cargo de Mónica Silvares, Editora Executiva do ECO.

O evento contará também com a apresentação da tecnologia portuguesa inovadora SenseGlove, acompanhada da aplicação SenseApp, que está a tornar o autoexame mais intuitivo, acessível e preciso. Para além das perspetivas científicas e tecnológicas, a sessão incluirá momentos de inspiração através de testemunhos reais, reforçando a importância da prevenção e do acompanhamento informado.

A entrada é gratuita, mediante inscrição prévia, dado o número limitado de lugares.

 

Campanha “Este Natal dê um presente ao seu coração”
A Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC) volta a consciencializar a população para a importância de manter...

“Todos sabemos que, na época festiva, há uma tendência para cometer excessos alimentares e para reduzir alguns hábitos mais saudáveis. No entanto, os cuidados com a saúde do coração são imprescindíveis e devem manter-se. Por esta razão, apelamos à população para que mantenha uma alimentação equilibrada, pratique atividade física, continue a seguir as orientações do médico assistente e não se esqueça de tomar a medicação habitual para as doenças crónicas. Reforçamos que a Via Verde Coronária está a funcionar 365 dias por ano, 24 horas por dia, de forma a assegurar o tratamento de doentes com enfarte agudo do miocárdio, inclusive no dia de Natal e no último dia do ano”, alerta Joana Delgado Silva, presidente da APIC.

A doença coronária caracteriza-se pela acumulação de depósitos de gordura no interior das artérias que fornecem sangue ao coração. “Esses depósitos causam um estreitamento ou obstrução das artérias o que provoca uma diminuição dos níveis de oxigénio e nutrientes que chegam às células do músculo cardíaco. As principais doenças coronárias são a angina de peito e o enfarte agudo do miocárdio”, explica Joana Delgado Silva.

E acrescenta: “A hipertensão arterial, o colesterol elevado, a diabetes, o tabagismo, a obesidade e o sedentarismo são fatores que contribuem significativamente para aumentar o risco de sofrer de doença coronária. Assim, é essencial garantir a hidratação, não exagerar nos alimentos ricos em açúcar, gordura e sal, evitar o consumo excessivo de álcool, não fumar e praticar atividade física. Caminhar ou participar em atividades recreativas são excelentes opções para manter o coração saudável”.

O enfarte agudo do miocárdio, ou ataque cardíaco, resulta da obstrução de uma das artérias do coração, que faz com que uma parte do músculo cardíaco fique em sofrimento por falta de oxigénio e nutrientes. Esta obstrução é habitualmente causada pela formação de um coágulo devido à rotura de uma placa de colesterol.

Os sintomas mais comuns, para os quais as pessoas devem estar despertas, são a dor no peito, por vezes com irradiação ao braço esquerdo, costas e pescoço, acompanhada de suores, náuseas, vómitos, falta de ar e ansiedade. Normalmente, os sintomas duram mais de 20 minutos, mas também podem ser intermitentes. Podem ocorrer de forma repentina ou gradualmente, ao longo de vários minutos.

Na presença destes sintomas é importante ligar imediatamente para o número de emergência médica –112 – e seguir as instruções que lhe forem dadas. Não deve tentar chegar a um hospital pelos seus próprios meios, porque este poderá ser um centro sem capacidade para realizar o tratamento mais adequado.

 

SPMI
A Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) acaba de abrir as inscrições e submissão de resumos para o 32.º Congresso...

“Do Algarve para o Futuro – Inovação em Medicina Interna, é este o repto a que nos propomos responder neste congresso. Inovar, transformar, criar, modernizar... serão palavras-chave no nosso programa científico, onde pretendemos traçar com a participação dos internistas portugueses um caminho de futuro para a nossa especialidade, um caminho que seja gerador de Valor em Saúde, um caminho guiado pela nossa missão... Ser o Médico do Doente” afirma Nuno Bernardino Vieira, Presidente do 32º Congresso Nacional de Medicina Interna

A Comissão Organizadora, que junta os Serviços de Medicina Interna do Algarve, tanto do sector público como do sector privado, está a preparar um programa científico diversificado, que vai privilegiar os hot topics da Medicina Interna e que estará orientado para a inovação e para o futuro. Aposta em sessões científicas com formatos mais apelativos e interativos, que além da atualização científica, possam gerar novas ideias e novos caminhos a seguir.

“Acima de tudo, trabalhamos para que este congresso seja um verdadeiro ponto de encontro dos Internistas portugueses e um ponto de partida para o caminho de valorização da Medicina Interna. Para além do nosso programa científico, teremos ainda para oferecer a quem nos visita nossa hospitalidade, o nosso Sol, o mar e as nossas praias, a beleza das nossas terras, a nossa cultura e tradições, a nossa gastronomia, o nosso património vinícola... em suma... o nosso Algarve!”, afirma Nuno Bernardino Vieira. 

O 32º CNMI realiza-se no novo centro de congressos de Lagoa, nas margens do Arade, que alia atratividade e funcionalidade.

Toda a informação em - https://cnmi.spmi.pt/

 

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